O Brasil dos valores invertidos

neto“Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.”

O Brasil é o país em que uma famosa e veterana apresentadora de programas de TV para crianças, que no começo da carreira protagonizou um filme com apologia à pedofilia, em que faz sexo com um menino de 12 anos, anuncia que escreverá um livro para… crianças, tratando da temática LGBT.

É o país em que uma drag queen (homem) disputou o prêmio de mulher mais sexy promovido por uma revista de circulação nacional. No páreo estavam divas (mulheres de verdade) como Paola Oliveira, Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine e Isis Valverde. Naquele mesmo ano, na disputa pelo título de homem mais sexy, esteve uma transgênero, cujo nome permaneceu na disputa à frente de Reynaldo Gianecchini, Rodrigo Santoro, Lázaro Ramos e outros.

Neste ano, essa mesma transgênero (cujos cromossomos sempre serão XX) está sendo homenageada na campanha de marketing do Dia dos Pais de uma marca famosa de cosméticos. Sim, a empresa resolveu ignorar muitos e muitos pais XY para enaltecer uma mulher portadora de disforia de gênero, casada com uma bissexual assumida, que foi aos Estados Unidos fazer um procedimento de inseminação artificial para ter um bebezinho pra lá de caucasiano. A discussão aqui não é sobre a adoção, mas sobre a forçada redefinição do termo “pai” por uma mídia progressista, transgressora e contrária à biologia e aos valores e conceitos judaico-cristãos.

Mesmo com as manifestações de protesto por parte de muitos pais, as ações da dita empresa subiram na Bolsa de Valores, num claro incentivo a futuras polêmicas que ofendem a ala masculina e outras maiorias. Que se crie o “Dia do ‘Pai’ Transgênero”, ou algo assim, mas que não se venha querer redefinir o conceito de paternidade (um homem que gera ou adota um filho).

Polêmica semelhante está relacionada com a injusta participação de homens biológicos em esportes femininos. No ano passado, um desses homens disputou a Superliga Feminina de Vôlei e, claro, tornou-se o maior pontuador e o melhor jogador em quadra, isso porque seus ombros largos, o quadril estreito, os braços e as pernas fortes, toda a estrutura física dele foi moldada pela testosterona que correu em suas veias depois da puberdade e antes de se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo e ao tratamento hormonal exigido pelo Comitê Olímpico Internacional, como se esse tratamento fosse capaz de reverter as claras vantagens da estrutura física masculina. Mesmo com a manifestação de revolta de algumas jogadoras mais corajosas, o silêncio das feministas e das autoridades responsáveis vem sendo a resposta a essa injustiça. Que se crie uma modalidade esportiva para jogadores e jogadoras trans. Seria mais justo. Seria o correto.

Nos Estados Unidos, numa atitude no mínimo contraditória, membros do grupo de protesto Black Lives Matter queimaram Bíblias em frente ao Tribunal Federal de Portland. Contraditória porque a Bíblia ensina a igualdade entre os povos e as etnias, já que todos descendemos de um mesmo casal, diferentemente do que ensinam as ideias evolucionistas racistas de Charles Darwin (confira). Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares, comentou em seu Twitter o ocorrido: “Ativistas do Black Lives Matter queimam uma pilha de Bíblias. A luta contra o racismo nunca importou. O que importa é o ataque aos valores da nossa civilização. O BLM é movimento marxista, que usa pretos como massa de manobra.”

Camargo aponta outra contradição do movimento, porque, assim como Darwin, Karl Marx também era racista (confira). Só que esqueceram de avisar a co-fundadora do Black Lives Matter… (confira).

Bem, o Brasil não fica atrás no quesito incoerência. Enquanto aqui são censurados e proibidos de ser vendidos livros que ensinam a disciplina aos filhos com base na Bíblia, revistas de um conhecido e polêmico youtuber são vendidas livremente ao público infanto-juvenil. Uma dessas revistas, denunciada em vídeos por várias pessoas (entre as quais uma mãe e uma vereadora), apresenta conteúdo pornográfico e palavras de baixo-calão, como, aliás, muitos dos vídeos desse youtuber fazem.

Mas, como o Brasil não é um país para amadores, a inversão de valores chega ao cúmulo quando esse mesmo youtuber causador de dor de cabeça nos pais conscientes e propagador de baixarias é eleito por uma revista semanal como influenciador da nova geração. Mas calma que tem mais: ele também foi convidado para uma live com um ministro do Supremo Tribunal Federal e já está com uma reunião agendada com o presidente da Câmara dos Deputados!

Agora leia Isaías 5:20 e me diga se essa não é a descrição perfeita do que está acontecendo no Brasil e no mundo: “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.”

Parem o mundo que eu quero subir daqui!

Michelson Borges

P.S.: Penso que a Malala, na capa da IstoÉ, não merecia estar ali, sendo comparada aos outros. E proponho que oremos não apenas por nosso país, mas pelas pessoas citadas neste post. Apesar do desserviço que prestam, são homens e mulheres por quem Jesus morreu e que precisam tanto dEle quanto eu e qualquer outro ser humano. [MB]