A intolerância dos que pregam a tolerância

branca

O caso de um homem negro baleado por policiais na cidade de Kenosha, no estado americano de Wisconsin, no último domingo (23) reacendeu os protestos contra o racismo nos Estados Unidos. Na madrugada desta quarta (26), duas pessoas morreram baleadas e uma ficou ferida durante um confronto nas ruas do município. Além de deflagrar depredações em série em Kenosha, o episódio motivou manifestações em várias cidades do país e acentuou conflitos entre negros e brancos. Um vídeo que viralizou nas redes sociais registrou o momento em que uma mulher, sentada na área externa de um restaurante, acabou sendo abordada por um grupo que exigia demonstração de solidariedade. Os manifestantes queriam que ela levantasse o punho como os demais e gritavam: “Silêncio de branco é violência.”

A cena ocorreu em frente a um restaurante mexicano na capital Washington D.C.. Desde a última segunda (24), protestos se tornaram recorrentes, assim como os embates com brancos contestados pela passividade diante da violência contra os negros no país.

A planejadora urbana e fotógrafa Lauren Victor tinha ido jantar com uma acompanhante quando foi questionada pelos manifestantes. Enquanto outros clientes concordaram em levantar o braço, ela se recusou. Aos gritos, o grupo insistia por uma explicação para sua negativa. “Eu me senti como se estivesse sendo atacada”, afirmou Lauren ao jornal Washington Post. “Foi simplesmente opressivo ter todas aquelas pessoas vindo na minha direção. Ter uma multidão, com toda aquela energia, exigindo que eu fizesse isso (o gesto). No momento, não parecia certo.”

Ela ainda disse que apoiava o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em tradução livre) e já havia participado de atos. No entanto, avaliou que a abordagem dos manifestantes foi errada e não quis estender o punho apenas por pressão.

De acordo com o Post, a cena se repetiu por outros estabelecimentos. Manifestantes enquadraram clientes com luzes de câmeras fotográficas e proferiram palavras agressivas cobrando atitudes. Aqueles que se opunham a erguer os braços eram hostilizados e indagados a se justificar. O coro dos manifestantes se espalhou pelas ruas em clamores como “sem justiça, sem paz”. […]

(Época)

Nota 1: Opor-se e denunciar racismo, violência de qualquer natureza, etc. é dever do cristão, pelo simples fato de ser cristão. Só não podemos ser ingênuos a ponto de defender bandeiras certas sequestradas por grupos que levam adiante outras agendas, frequentemente anticristãs. Aqui vemos a velha tática satânica e usada com maestria pelos progressistas: dividir para conquistar. Homens x mulheres; brancos x negros; ricos x pobres. A estratégia é antiga e funciona. Temos que erguer a voz contra essas mazelas sociais, sem dúvida. Mas não precisamos ser marxistas para pregar justiça social (a Bíblia já ensina isso); não precisamos ser feministas para pregar direitos justos para ambos os sexos (não gêneros) (a Bíblia já ensina isso); e não precisamos aderir a movimentos antirracistas cooptados por interesses políticos para defender a igualdade entre as etnias (não raças) (a Bíblia já ensina isso). Infelizmente, para esses movimentos sociais militantes, se você não pensa nas mesmas soluções que eles, você está errado e será visto como alvo de linchamentos públicos e/ou virtuais. A pregação criacionista bíblica seria a solução para todas as mazelas humanas, pois nivela todos ao pé da cruz e nos faz perceber nossa filiação comum. Somos todos irmãos, descendentes de Adão e Eva. Mas quem quer ouvir falar dessas “historinhas bíblicas” numa hora dessas? Ainda mais numa sociedade que vem sendo condicionada a relativizar cada vez mais a Palavra de Deus (especialmente seus primeiros capítulos). Estão jogando de lado a verdadeira solução e correndo para os braços do inimigo. [MB]

mae terraNota 2: Um dia esse tipo de pressão se voltará contra outras pessoas, que se recusarão a prestar homenagem a um poder humano usurpador e a reverenciar um dia que simboliza a pretensa autoridade desse poder (confira). A causa estampada na camiseta da foto aí ao lado também tem se agigantado. [MB]

Leia também: “A origem do movimento Antifa e seu desalinhamento com os valores cristãos” e “Ódio e revolta se espalham: a volta da Revolução Francesa?”