Perguntas interativas da Lição: mensagem que vale a pena compartilhar

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Apesar de desejarem muito, os anjos não podem pregar o Evangelho (1Pe 1:12), pois essa tarefa cabe aos seres humanos redimidos por Cristo (Mt 28:18-20). Portanto, as mensagens dos três “anjos” de Apocalipse 14:6-12 não são pregadas por seres angelicais, mas por pessoas. Além disso, a palavra grega “angelos”, traduzida na maioria das vezes como “anjo”, também significa “mensageiro” (Lc 7:24; 9:52). Os adventistas do sétimo dia creem que eles estão sendo representados na figura dos três anjos, pois estão pregando essas mesmas mensagens, as quais são parte integrante do Evangelho eterno (Ap 14:6). O fato de aparecerem “voando pelo meio do céu” mostra a urgência e a abrangência de sua pregação ao mundo inteiro. E essa é uma mensagem que vale a pena compartilhar!

Perguntas interativas para discussão em grupo:

A Bíblia se concentra nas duas vindas de Jesus. O Antigo Testamento e os evangelhos focaram mais na primeira vinda, apesar de tratarem da segunda também. O que isso nos diz sobre o conceito da “verdade presente” mencionado em 2 Pedro 1:12?

Qual é a essência do livro do Apocalipse, e porque ele deve ser a nossa “verdade presente”? (R.: O foco do Apocalipse é a segunda vinda de Jesus para resgatar e livrar Seus servos de toda a opressão do pecado, e esse livro deve ser enfatizado especialmente pelos cristãos que vivem no fim dos tempos.)

O que há de errado quando o livro do Apocalipse é apresentado apenas como um livro recheado de símbolos e profecias, sem ter Jesus como o centro?

Leia Apocalipse 3:11; 22:7, 20. Apesar de ter sido escrito há cerca de dois mil anos, por que o Apocalipse enfatiza que Jesus viria “em breve”? Como a correta compreensão bíblica sobre o estado dos mortos nos ajuda a entender essa afirmação? (R.: A brevidade da vida do ser humano e a total inconsciência durante a morte – conforme Eclesiastes 9:5, 6 – tornam a vinda de Jesus relativamente “breve” para todas as pessoas.)

O centro da estrutura literária do Apocalipse são os capítulos 12 a 14, que tratam do grande conflito cósmico entre Cristo e Satanás e a vitória de Cristo no fim. Nesse contexto, qual é o significado e a essência das três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12? (Obs.: A essência é o “evangelho eterno”, mas com foco especial no tempo do fim, os perigosos enganos religiosos e a volta de Jesus.)

Qual o significado da primeira mensagem angélica (Ap 14:6, 7)? Quais as semelhanças com Eclesiastes 12:13, 14? O que significa “temer” a Deus? Tendo como exemplos 1 Coríntios 6:20 e 10:31, o que significa “dar glória” a Deus, especialmente no tempo do fim?

Leia Apocalipse 4:11 e 14:7. Por que o fato de termos sido criados é um dos motivos para adorar a Deus? Como o sábado reflete esse fato?

Qual o significado da segunda mensagem angélica (Ap 14:8)? Como Babilônia conseguiu dar a beber de seu “vinho” intoxicante a quase todas as nações do planeta? Quando Babilônia realmente “cairá”? (Nota: Como vemos em 1 Pedro 5:13, “Babilônia” era um código para se referir a Roma, que sempre oprimiu o povo de Deus e distorceu os ensinos das Escrituras, contaminando o mundo todo com suas heresias, como, por exemplo, com o conceito da imortalidade da alma. Roma em breve formará uma coalizão com outras religiões e com o Estado que acabará cerceando o povo de Deus que guarda os dez mandamentos. Esse será o momento que marcará definitivamente a “queda” de “Babilônia”.)

Como podemos apresentar a verdade bíblica sobre “Babilônia” e o “sinal da besta” de modo cativante? Como podemos apresentar essas verdades do modo “menos ofensivo” possível (mesmo que alguns sempre se sintam ofendidos)? Por que essa mensagem deve ser pregada mesmo que possa causar esse tipo de constrangimento?

Jamais poderemos produzir “justiça” por nossos próprios esforços (Is 64:6). É a graça e a justiça de Cristo que nos dão segurança (Ef 2:8). Então por que ainda procuramos obedecer aos mandamentos de Deus (Rm 3:31)? Como Apocalipse 14:12 relaciona a graça com a obediência aos mandamentos?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)