O profético mundo novo

Este pode ser mesmo um mundo novo, imerso no medo e na corrosão das liberdades individuais

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A revista Veja do dia 6 de setembro de 2006 publicou como matéria de capa uma análise das 50 principais mudanças ocorridas no mundo após os atentados terroristas que levaram abaixo as Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, e inauguraram a guerra contra o terror. Quero destacar aqui algumas dessas mudanças que parecem ter relação mais direta com o panorama profético pintado pela Bíblia e que aponta para a breve volta de Cristo. Os autores da reportagem, Diogo Schelp e Isabela Boscov, afirmam que “os Estados Unidos assumiram um papel que já vinham desempenhando com timidez durante a década de 90, nos anos que se seguiram ao fim da Guerra Fria: o de potência imperial, imbuída da missão de levar estabilidade ao mundo”. Exatamente como havia sido anunciado na profecia de Apocalipse 13 (que descreve, entre outras coisas, o papel hegemônico e dominador da segunda besta).

“Para impedir novos ataques terroristas”, diz a matéria, “governos e empresas resolveram colocar em prática medidas de segurança que têm como efeito colateral reduzir a liberdade e a privacidade dos cidadãos. Nos Estados Unidos, os agentes de inteligência podem grampear ligações telefônicas, vasculhar e-mails e inspecionar extratos bancários sem precisar de indícios consistentes de que a pessoa investigada é suspeita. Na Inglaterra, a lei foi alterada para que a polícia pudesse manter possíveis terroristas presos por 28 dias, sem provas.”

Com o passar do tempo e com o medo alimentado por outras situações emergenciais (pandemia, mudanças climáticas, crise, etc.), as liberdades individuais se encontram ainda mais ameaçadas.

Note outras consequências advindas do 11/9:

Os gastos militares voltaram aos tempos da Guerra Fria
O orçamento de defesa americano bateu perto de 440 bilhões de dólares. É mais que nos tempos da URSS

Nem na Guerra Fria os gastos americanos foram tão grandes quanto nesta era de combate ao terror. O orçamento reservado para o Departamento de Defesa em 2007 foi de 439 bilhões de dólares, 48% mais do que em 2001. Com outros itens embutidos na legislação, ele chegou perto dos 600 bilhões. Esses gastos se voltaram para a tecnologia: o número de soldados americanos era um terço menor do que uma década antes de 2006.

Religião na trincheira
Matar e morrer em nome de Deus virou lugar-comum

A moda macabra do mártir muçulmano ganhou impulso em 1982, quando um membro da milícia Hezbollah matou 75 pessoas num ataque suicida a um prédio do Exército israelense. Calcula-se que apenas o Hezbollah tenha gerado 1.200 mártires entre 1982 e 1998, e hoje também mulheres e crianças se suicidam – sempre com a ideia de lutar por Alá e chegar ao paraíso.

A banalização da morte violenta
O número de mortos em ataques terroristas aumentou cerca de 1.000% em relação à década de 1990

Em 2005, o terror fez 8.359 vítimas, dez vezes mais que a média da década de 90. Essa escalada enterrou a esperança de um período de relativa paz no mundo, que o fim da Guerra Fria parecia prometer.

O medo veio pelo correio
Cartas com anthrax fizeram com que o modo de manipular correspondências mudasse no mundo inteiro

No ataque bioterrorista mais conhecido, cartas com o bacilo provocaram cinco mortes nos Estados Unidos, após o 11 de Setembro. No Brasil, funcionários dos Correios usaram luvas para manusear a correspondência.

Os chips contra o terror
Até 2010, todos os países adotaram documentos de viagem com leitura digital

Vigiar a entrada e a saída de pessoas tornou-se prioritário para a segurança nacional. Em quarenta países, os passaportes ganharam um chip para evitar falsificações. Até 2010, praticamente todos os países tinham documentos com leitura digital. Com a pandemia de coronavírus, esse controle será ainda maior.

O Big Brother aconteceu
Câmeras seguiam os passos dos cidadãos e identificavam ações suspeitas

Em todo o mundo, equipamentos de vigilância foram instalados em locais de grande concentração de pessoas. No metrô londrino, palco de um atentado que fez 56 vítimas em 2005, 6 mil câmeras vigiavam os transeuntes.

Os EUA se assumiram como império
Da esquerda à direita, os americanos perderam a relutância em aceitar o rótulo

Colosso militar e tecnológico, os Estados Unidos sempre hesitaram em se definir como império. A presença prolongada de forças americanas no Afeganistão e no Iraque fez com que a maioria dos americanos reconhecesse esse papel – ainda que para deplorá-lo.

O campeão das liberdades as cerceia
O governo americano ampliou os poderes para vigiar, investigar e prender cidadãos

Os direitos individuais nos Estados Unidos, país cuja Constituição é um dos pilares da democracia moderna, sofreram um duro golpe com a aprovação do Patriot Act, em 2001. O pacote de leis permite ao governo monitorar conversas telefônicas de suspeitos de terrorismo sem necessidade de autorização judicial. Também permite manter estrangeiros presos por até sete dias sem acusação formal.

Nota: Do ponto de vista puramente histórico e político, este pode ser mesmo um mundo novo, imerso no medo e na corrosão das liberdades individuais. Mas no panorama profético, é tão-somente mais uma evidência de que o que a Bíblia vem anunciando há milênios é a mais pura verdade. E Jesus logo vai voltar!

Educação, não aborto, reduz mortalidade materna

Após o aborto tornar-se ilegal no Chile, a taxa de mortalidade materna diminuiu de 41,3 para 12,7 por 100 mil nascidos vivos

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Uma análise científica de dados dos últimos 50 anos sobre a mortalidade materna do Chile concluiu que o fator mais importante na redução da mortalidade materna é o nível educacional das mulheres. A equipe do Dr. Elard Koch, da Universidade Católica de Concepción, analisou o efeito sobre a mortalidade materna exercido pelo histórico educacional (escolaridade) e pelas políticas de saúde da mulher, incluindo a legislação que proibiu o aborto no Chile em 1989. Os pesquisadores analisaram os fatores com probabilidade de afetar a mortalidade materna, tais como anos de escolaridade, renda per capita, taxa de fecundidade total, ordem de nascimento, abastecimento de água potável, esgoto sanitário e parto por pessoal qualificado.

“Educar as mulheres aumenta a capacidade que elas têm para acessar os recursos de saúde existentes, incluindo atendentes qualificados para o parto, e leva diretamente a uma redução no seu risco de morrer durante a gravidez e o parto”, diz Koch.

Uma das descobertas mais significativas é que, ao contrário de suposições amplamente sustentadas, tornar o aborto ilegal no Chile não resultou em um aumento da mortalidade materna. Os defensores da legalização do aborto argumentam que a ilegalidade leva as mulheres para clínicas ilegais, o que aumentaria sua mortalidade. Na verdade, após o aborto tornar-se ilegal, em 1989, a Taxa de Mortalidade Materna (TMM) continuou a diminuir de 41,3 para 12,7 por 100 mil nascidos vivos – uma redução de 69,2%. TMM é o número de mortes maternas relacionadas à gravidez, dividido pelo número de nascidos vivos.

“Definitivamente, o status legal do aborto não tem relação com as taxas globais de mortalidade materna”, destacou o Dr. Koch.

Durante o período do estudo – 50 anos -, a Taxa de Mortalidade Materna geral declinou dramaticamente, passando de 270,7 para 18,2 óbitos por 100 mil nascidos vivos entre 1957 e 2007 (93,8%), tornando o Chile um modelo para a saúde materna em outros países.

As variáveis que afetam essa diminuição incluem os fatores previsíveis, como o acompanhamento do parto por atendentes qualificados, nutrição complementar para as mulheres grávidas e seus filhos nas clínicas de cuidados primários e escolas, instalações limpas e fertilidade. Mas o fator mais importante, e aquele que aumentou o efeito de todos os outros, foi o nível educacional das mulheres. Para cada ano adicional de escolaridade materna, houve uma diminuição correspondente na TMM de 29,3 por 100 mil nascidos vivos.

(Diário da Saúde)

Perguntas interativas da Lição: o nobre Príncipe da Paz

Não teve outro jeito: o povo de Israel havia ido tão longe que Deus teve que permitir que a Assíria invadisse e destruísse a nação. No entanto, Deus prometeu que lhes enviaria uma grande Luz através de um poderoso governante davídico – o Príncipe da Paz. Esse Governante já veio uma vez, e efetivará Seu governo após Sua segunda vinda, quando finalmente “o lobo habitará com o cordeiro, o leopardo se deitará junto do cabrito, o bezerro, o leão novo e o novilho andarão junto, e um pequenino os guiará” (Is 11:6).

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Coloque-se no lugar dos habitantes das cidades mencionadas em 2 Reis 15:29. Por que Deus às vezes usa o sofrimento para despertar as pessoas e afastá-las do mau caminho? (Ez 33:11; Ap 3:19)

Conforme Isaías 9:1, toda a região invadida pela Assíria ainda veria “uma grande luz”. Veja o cumprimento dessa profecia em Mateus 4:12-16; João 8:12; 12:46. Em sua opinião, por que tantas pessoas ainda não enxergam essa Luz? (ver 2Co 4:3, 4; Ap 3:18)

Como devemos entender a promessa referente ao Filho em Isaías 9:6? De que forma cada um desses cinco nomes proféticos se aplicam a Jesus?

Leia João 14:27. Conforme esse verso, a paz que Jesus nos dá não é igual à paz proposta pelo mundo. Em que sentido a paz de Jesus é superior à “paz” que o mundo oferece? (R.: Para o mundo, “paz” é simplesmente “não ter guerra”, mesmo que seja forçada por acordos econômicos e ameaças de sanções. Essa suposta “paz” – ou “não guerra” – não resolve as angústias e anseios da alma.)

Veja, em Isaías 9:9-11, a insistência do povo de Israel em continuar no pecado. Que lições podemos aprender de seus erros?

Apesar de Deus haver permitido que a nação de Israel fosse derrubada como uma árvore, em que sentido ainda nasceria um renovo (um broto) a partir do tronco cortado? (Is 11:1; Zc 3:8; 6:12; Ap 22:16)

Veja em Isaias 11:6-9 como seria o governo do Renovo, o Príncipe da Paz. Por que ainda não vemos o pleno cumprimento dessa profecia?

Em Isaías 11, as promessas da restauração do povo de Deus e de toda a Terra se referem tanto à primeira quanto à segunda vinda de Cristo. Por que as duas vindas aparecem unidas na mesma descrição? (R.: São duas partes de um todo, como os dois lados de um plano.)

É necessário estudar as Escrituras para compreender a importância das duas vindas de Jesus. Como a má compreensão sobre as duas vindas pode levar alguém a ser enganado? (Veja, por exemplo, os perigos do chamado “arrebatamento secreto”. Segundo essa teoria, desenvolvida a partir da década de 1830, quem perder o suposto arrebatamento e ficar para trás, na Terra, ainda terá uma “segunda chance” após sete anos, quando Jesus voltaria novamente para buscar os que tiverem se arrependido nesse período. Muitos se apegam a essa ideia e ficam tranquilos crendo que, se perderem a volta de Jesus [no suposto arrebatamento], é só esperar mais sete anos que “dessa vez” estarão esperando. É uma teoria perniciosa que tem conquistado cada vez mais crentes ao redor do mundo.)

Por que a obra de Cristo na primeira vinda nos dá tanta segurança sobre a segunda vinda?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Biden apresenta plano de emergência climática: ECOmenismo avança

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Se você ainda não sabe o que é ECOmenismo e o que isso tem que ver com o controle do mundo e o decreto dominical; se você não percebe a correlação que há entre os ensaios de engenharia social feitos durante a pandemia; se ainda não se deu conta de que a proposta de um descanso dominical (“domingo verde”, como alguns já têm chamado) vem sendo trabalhada há anos e defendida abertamente pelo papa Francisco em sua encíclica Laudato Si, de modo que amplos setores da sociedade mundial já são simpáticos à ideia… precisa urgentemente assistir aos vídeos abaixo. O primeiro foi um estudo que apresentei em 2009 (só para que você possa perceber como as coisas avançaram nos últimos 12 anos). Os dois outros são recentes, de apenas um mês e poucos dias atrás, respectivamente. Assistindo-os, você terá uma noção do cenário atual e de como tudo isso está relacionado com as profecias bíblicas e com o que Ellen White previu no século 19. É simplesmente impressionante! Que possamos nos consagrar a Deus e nos envolver na missão de levar o evangelho eterno (Ap 14:6, 7) a um mundo confuso e perdido. [MB]

Nota: O presidente Joe Biden anunciou um encontro com líderes mundiais para o dia 22 de abril, Dia da Terra (confira).

Igreja adventista é ponto de abrigo para pessoas desalojadas em Guabiruba

A Prefeitura de Guabiruba está disponibilizando desde segunda-feira (25) um local para abrigar as pessoas atingidas pela enxurrada no município. Até o momento não há ninguém lá, por preferirem ficar na casa de familiares. A Assistência Social, junto à Comunidade Adventista, preparou as dependências da igreja para receber e abrigar as famílias que necessitam de moradia provisória. O município ainda precisa de doações, como roupas infantis, feijão, azeite e alimentos em geral, sabonete e shampoo, creme dental, absorvente e fraldas infantis e geriátricas – de todos os tamanhos.

Para contatar a assistência e a comunidade, ligue para o fone (47) 3308-3105 (Assistência Social) e (47) 99121-3259 ou 47 99825-3854 (Comunidade Adventista).

(Portal da Cidade de Brusque)

Nota: A Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil nasceu em Brusque/Gaspar Alto, e é muito bom ver que quase 150 anos depois continua engajada na missão de pregar o evangelho, levar esperança e atender aos necessitados. Que a iniciativa sirva de exemplo e motive outras pessoas e igrejas e procurar sempre ser relevantes nas comunidades em que estão localizadas e levar amor a todos os que estão ao redor. [MB]

Perguntas interativas da Lição: o caminho difícil

Como vimos no estudo da semana passada, quando o rei Acaz, de Judá (o reino do sul de Israel), se viu ameaçado pelo rei da Síria e o do norte de Israel, ele preferiu – contra a vontade de Deus – pedir auxílio ao poderoso rei assírio Tiglate-Pilesser III. As consequências vieram quando o rei Assírio, após ter cumprido sua parte do acordo, em sua sede de poder atacou também o próprio reino do Sul. O rei Acaz escolheu “o caminho mais difícil” para todo o seu reino, e agora todos teriam que passar por duras provas. Mas Deus prometeu estar com Seu povo enquanto passassem por esse vale de sombra e de morte. Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Tendo o Salmo 118:9 como base, que lições podemos aprender do erro do rei Acaz?

Depois de Tiglate-Pilesser haver destruído as duas nações que ameaçavam Judá, o rei Acaz achou que ele era seu “amigo”, foi visitá-lo em seu país e até copiou parte de sua religião. Leia 2 Reis 16:10-14, 18. O que esse tipo de “religiosidade” do rei Acaz revela sobre seu caráter? Ao aplicarmos esse episódio à nossa vida, que tipos de “altares” podemos estar copiando do mundo para tomarem o lugar do altar de Deus em nossa vida e na família?

Veja em 2 Crônicas 28:20, 21 a reviravolta na vida de Acaz (e de todo o seu reino) quando seu novo “amigo” se voltou contra ele também. Conforme Isaias 7:17, por que não devemos nos surpreender com esse resultado? 

Leia 2 Crônicas 28:22-25. Em sua opinião, por que o rei Acaz tomou atitudes tão insanas para alguém que não era ignorante sobre a verdade da Palavra de Deus? Que lições podemos aprender com sua triste história para jamais lhe seguirmos o exemplo? Que passos iniciais ele pode ter dado nesse caminho para acabar indo tão longe?

Leia Isaías 8:1-3. Como consequência natural da escolha errada do rei Acaz – em preferir se submeter ao ímpio rei em vez de confiar em Deus –, o povo de Judá sofreria duros ataques da Assíria. Contudo, antes que acontecesse tudo o que foi profetizado, Deus mandou Isaías registrar (como se faz em um “cartório” de nossos dias, com testemunhas e tudo) o nome profético de seu filho: Maer-Salal-Hás-Baz, que significa “Rápido-Despojo-Presa-Segura”. Por que a necessidade desse registro em cartório (comparar com João 13:19)? O que isso nos diz sobre o caráter de Deus?

Além de o nome profético do filho de Isaías lembrar à nação que em breve todos seriam uma presa rápida e segura dos Assírios, esse mesmo menino também teria o “apelido” de Emanuel ou “Deus Conosco”. Que lição Deus queria ensinar com esses dois nomes na mesma pessoa? (R.: Apesar da certeza de que enfrentariam o sofrimento da invasão assíria, Deus ainda estaria com Seu povo.)

Em Isaías 8:12 (assim como em Jr 10:2 e 1Pe 3:14) Deus diz que Seu povo não deve ter medo das coisas que as pessoas que não O conhecem temem. O que isso quer dizer? O que as pessoas secularizadas temem e que nós não devemos temer? Por quê?

Leia 1 João 4:18. Conforme vários estudiosos, o medo (e não o ódio) é o contrário do amor – afinal, você não pode ter medo de quem ama, nem pode amar alguém de quem tem medo. Sendo assim, então o que significa “temer” a Deus? (Ver Sl 2:11; Pv 1:7; Ec 12:13; At 7:32; Hb 12:21; Ap 14:6, 7.)

No contexto de Isaías 8:12, 13, sem jamais contrariar o princípio de 1 João 4:18, em que sentido o povo de Judá não deveria ter medo dos inimigos que em breve o derrotariam, mas, ao contrário, deveria ter “temor” e “pavor” de Deus? (Comparar com Mateus 10:28; 28:4, 5 e  Hebreus 12:29.)

Leia Isaías 8:19, 20. O rei Acaz foi tão longe em sua rebelião e loucura a ponto de se envolver com religiões pagãs, cujos “deuses” são, na verdade, demônios (1Co 10:20; 1Tm 4:1; Ap 16:14)! De que maneiras sutis nós também podemos estar expostos aos princípios por trás do ocultismo e das várias formas de espiritismo? Como podemos proteger nossa família dessa influência tão negativa? Como podemos advertir as pessoas dos perigos daquilo que para elas parece apenas uma distração inofensiva?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Primeiro episódio de “Gênesis” expõe “teoria do intervalo”

Que tal aproveitar o momento para abrir e estudar sua Bíblia a fim de conhecer a história verdadeira e original?

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Se levar as pessoas a conferir na própria Bíblia aquilo que está sendo exibido na tela, a novela “Gênesis”, da TV Record, terá produzido um efeito colateral positivo. Mas, como a maioria das pessoas não fará isso, infelizmente, em muitas mentes ficará a impressão de que Adão era um troglodita machista agressor e de que os dinossauros teriam sido extintos pela queda de Lúcifer e seus anjos rebeldes, ideia conhecida como “teoria do intervalo”, “teoria do caos e restauração” ou mesmo “teoria do Éden luciferiano”. Obviamente, uma interpretação muito equivocada do relato de Gênesis.

Segundo Moisés (autor inspirado dos cinco primeiros livros da Bíblia), antes de ser preparada para abrigar vida (terraformada), a Terra era sem forma e vazia. Quando Deus pronunciou as palavras “haja luz”, teve início a semana da criação, com seis dias literais e ininterruptos de 24 horas cada (veja o vídeo abaixo). No sexto dia foram criados os animais terrestres e o primeiro casal humano. Portanto, os dinossauros foram criados nesse dia e não muito tempo antes, numa tentativa de acomodar o relato bíblico com a visão evolucionista.

[Continue lendo.]

Lady Gaga e a Bíblia da posse de Joe Biden

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Vamos começar pela Bíblia. A Bíblia Douay-Rheims (pronuncia-se “due rimz”), usada na cerimônia de posse do presidente Joe Biden, é uma tradução católica romana das Escrituras Sagradas. Foi traduzida a partir da Vulgata latina para o inglês. A tradução foi iniciada por exilados católicos ingleses no English College da Universidade de Douay, no norte da França. A equipe de tradução foi liderada por Gregory Martin, um estudioso de Oxford, sob o patrocínio de William (mais tarde cardeal) Allen. O Novo Testamento foi publicado em 1582, em Rheims, no norte da França, e ficou conhecido como Douay-Rheims. Todo o Antigo Testamento foi traduzido e publicado pela Universidade de Douay em 1609. O Antigo Testamento Douay-Rheims tem 46 livros, incluindo os sete livros apócrifos da tradição católica (Tobias, Judith, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1 e 2 Macabeus).

O propósito da versão, tanto o texto quanto as notas, era sustentar a tradição católica em oposição à Reforma Protestante, que até então havia dominado a religião elizabetana e o debate acadêmico. Portanto, fez parte do esforço dos católicos ingleses para apoiar a Contra-Reforma.

Embora a Bíblia de Jerusalém, a New American Bible Revised Edition, a Revised Standard Version Catholic Edition e a New Revised Standard Version Catholic Edition sejam as Bíblias mais comumente usadas nas igrejas católicas de língua inglesa, a Bíblia Douay-Rheims muitas vezes permanece como a Bíblia de escolha de católicos de língua inglesa mais tradicionais.

Muito interessante ter sido escolhida exatamente essa tradução específica para a posse do segundo presidente católico do maior país protestante do mundo. Foi com a mão sobre ela que Biden fez seu juramento, logo após a cantora Lady Gaga ter interpretado o hino dos Estados Unidos. Só para lembrar, Gaga sempre esteve relacionada com simbologia ocultista e referências à maçonaria e à chamada Nova Ordem Mundial (confira).

É bom lembrar, também, que em 2011 a cantora afirmou que “Born This Way”, seu hit da época, foi composto pelo estilista britânico Alexander McQueen. Segundo ela, McQueen teria entrado em seu corpo para escrever a canção. McQueen cometeu suicídio em 11 de fevereiro de 2010, antes de a música ter sido feita. Quando a gravadora de Gaga decidiu lançar o single exatamente um ano após a morte do estilista, a cantora disse que passou a acreditar de vez que a música havia sido composta por ele. Gaga, que era amiga de McQueen, falou em entrevista à revista Bazaar que o estilista “planejou tudo. Logo depois que ele morreu, escrevi ‘Born This Way’. Acho que ele estava no céu [sic] com algumas cordas nas mãos, planejando toda essa coisa. Foi ele!”

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Ainda em 2011, o mesmo álbum “Born this way” foi banido das lojas do Líbano por ter sido considerado “ofensivo ao cristianismo”. As autoridades libanesas confiscaram um carregamento do disco de Gaga logo depois que ele chegou ao país. Gaga já havia criado polêmica com grupos religiosos nos Estados Unidos. No clipe de “Judas”, uma das faixas do álbum, Jesus e os 12 apóstolos aparecem caracterizados como uma gangue de motoqueiros. No vídeo de cinco minutos, Lady Gaga interpreta Maria Madalena. Em abril daquele ano, essa mesma faixa (“Judas”) foi proibida de tocar nas rádios libanesas.

Na época, achei no mínimo curioso e irônico que um país de maioria muçulmana revelasse maior respeito à figura de Jesus do que muitos pretensos cristãos do Ocidente “cristão”…

A posse de Joe Biden foi realmente uma cerimônia e tanto, com a convergência de catolicismo, espiritualismo/ocultismo e protestantismo apostatado! [MB]

Detalhe: Em um dia Biden jura sobre a Bíblia, no outro já começa a trabalhar para flexibilizar o aborto (confira).

Leia também: “Papa Francisco parabeniza Biden pela posse e pede ‘reconciliação e paz’”

“O romanismo é agora considerado pelos protestantes com muito maior favor do que nos anos anteriores. Nos países onde o catolicismo não está em ascensão e os papistas estão tomando um curso conciliatório para ganhar influência, há uma indiferença crescente em relação às doutrinas de separar as igrejas reformadas da hierarquia papal; ganha terreno a opinião de que, afinal, não divergimos tanto em pontos vitais como se supõe, e que uma pequena concessão de nossa parte nos levará a um melhor entendimento com Roma. […] Foi o tempo em que os protestantes valorizaram muito a liberdade de consciência que havia sido adquirida tão caro. Eles ensinaram seus filhos a abominar o papado e sustentaram que buscar a harmonia com Roma seria deslealdade a Deus. Mas quão amplamente diferentes são os sentimentos agora expressos!” (O Grande Conflito, p. 563).

Breve análise da cerimônia de posse do presidente Biden

De mãos dadas com o papa, buscando o apoio dos evangélicos e surfando na onda do medo

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Com direito a discurso de um amigo padre jesuíta e hino nacional interpretado pela polêmica cantora pop Lady Gaga, Joseph Biden foi empossado hoje como o quadragésimo sexto presidente dos Estados Unidos da América. Sua vice, Kamala Harris, é a primeira mulher a ocupar essa função na história do país. Em sua fala, o presidente católico (o segundo desde JFK) citou – é claro – o papa Francisco e o teólogo Agostinho. A tônica do discurso – filosofia que certamente deverá nortear o novo governo – foi: união de todos, luta pelo bem comum, capitalismo inclusivo e preservação do meio ambiente. Quase uma repetição de tudo o que o papa vem dizendo nos últimos anos.

Para Joe Biden é sempre ao redor da fé que se reconstrói um império caído. Frequentador de missas e membro do Partido Democrata, Biden, à semelhança do atual papa, é mais alinhado com o pensamento progressista, portanto mais aberto à teologia da libertação ambientalista defendida por Bergoglio, especialmente em sua encíclica dominguista e ECOmênica Laudato Si. Alinhamento “melhor” não poderia haver… (E se você ainda não sabe o que é ECOmenismo, assista aos vídeos abaixo.)

Segundo Steven Millies, diretor do Centro Bernardin da União Teológica Católica em Chicago, citado pelo site do National Catholic Reporter, “nunca houve uma administração mais católica na história dos Estados Unidos”. Além dos cargos oficiais do Gabinete, Biden nomeou o ex-secretário de Estado John Kerry para liderar sua equipe climática e a ex-embaixadora da ONU Samantha Power para chefiar a USAID, que supervisiona a ajuda humanitária. Ambos são católicos e admiradores do papa Francisco. Kerry foi fundamental na negociação do Acordo Climático de Paris em 2015 e elogiou especificamente a encíclica Laudato Si como uma “ferramenta poderosa para responder à ameaça das mudanças climáticas”. (É bom lembrar, também, que a atual Suprema Corte norte-americana é composta por uma maioria de juízes católicos – a mais recente indicada por Trump, inclusive: Amy Barrett.)

Em entrevista concedida em 2015, quando da passagem escatologicamente estrondosa de Francisco pelos Estados Unidos, Biden falou de seu encontro com o papa, ocorrido dois anos antes: “Ele é a personificação da doutrina social católica com a qual fui criado.” Se a antipatia entre Trump e Bergoglio era nítida, a proximidade e simpatia entre o novo presidente dos Estados Unidos (que carrega um terço/rosário no bolso) e o chefe da Igreja Católica é mais do que evidente.  

Um dos desafios do novo governante será o de lidar com os “evangélicos de Trump” (conforme matéria da Folha de S. Paulo). Mas, nesse caso, basta um “laço de união universal” (para usar as palavras de Ellen White) forte o bastante para que todos se unam pelo bem comum. Matéria recente publicada no site da National Geographic dá uma pista de que laço poderia ser esse (na verdade, um tema que tenho abordado há mais de dez anos). Eis o subtítulo: “O novo presidente assume o cargo durante uma crise ambiental cada vez mais nítida e destrutiva. Para controlá-la, terá que se concentrar em alguns aspectos fundamentais.”

A matéria diz mais: “Os resultados não surpreendem. Apesar da queda de 7% nas emissões de carbono oriundas de combustíveis fósseis em 2020 resultante das paralisações econômicas causadas pela covid-19, a humanidade ainda lançou cerca de 40 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono na atmosfera, além dos trilhões de toneladas já emitidos pela ação humana desde o século 19 [a despoluição verificada durante as quarentenas e os lockdowns vem sendo usada como argumento pró-ambientalismo]. Com essa pressão constante, as temperaturas médias globais continuaram subindo. Joe Biden, o novo presidente dos Estados Unidos, prometeu enfrentar a crise climática assim que assumir o cargo, em 20 de janeiro. Ele prometeu retornar ao Acordo de Paris, cancelar o oleoduto Keystone XL e adotar um ambicioso programa de redução das emissões dos Estados Unidos em um ritmo incessante.” 

De mãos dadas com o papa, com o apoio dos evangélicos dominguistas, surfando na onda do medo (alimentado por entidades como o World “The Great Reset” Economic Forum), essa união pela paz e pelo salvamento do planeta tem tudo para dar certo e fazer avançar um pouco mais os ponteiros do relógio profético.

Michelson Borges

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Cerimônia praticamente sem público, transmitida ao vivo, devido às restrições causadas pela pandemia

Estados Unidos: é tempo de curar as feridas

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A matéria a seguir foi publicada no site de notícias do Vaticano, o que torna o título acima (dado por eles) ainda mais interessante…

Faltam apenas algumas horas para a cerimônia de juramento em Washington do 46º presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Uma presidência que, após as contestações levantadas por parte de Donald Trump e o dramático assalto ao Capitólio, tem diante de si, antes de tudo, a tarefa de reparar as fraturas no tecido social estadunidense.

Os Estados Unidos ainda estão abalados com o que ocorreu em 6 de janeiro com o assalto ao Capitólio que causou a morte de cinco pessoas. Um evento sem precedentes que, no entanto, manifestou dramaticamente as divisões presentes na sociedade estadunidense que vão além da dimensão política. Uma polarização que se aprofundou nos últimos anos e que, de acordo com muitos observadores, não está destinada a desaparecer a curto prazo. Não é coincidência que o tema escolhido pelo novo presidente Joe Biden para sua cerimônia de juramento seja America United. Essa necessidade de unidade nacional é amplamente sentida por todos os estadunidenses, também com a consciência de que somente se estivermos unidos poderemos enfrentar a pandemia e a grave crise econômica que se seguiu.

O papa Francisco sempre enfatizou o valor da unidade dos estadunidenses inscrita até mesmo no brasão da nação: E pluribus unum. Em sua viagem apostólica aos Estados Unidos em 2015, foi o primeiro Pontífice a discursar no Congresso em sessão conjunta. Naquela ocasião, fez um discurso que – através de figuras como Lincoln, Dorothy Day, Merton e Martin Luther King – enfatizou o que torna a democracia dos Estados Unidos de alguma forma única. Desde aquele discurso de cinco anos atrás até suas palavras no Angelus de 10 de janeiro sobre o que havia acontecido no Capitólio quatro dias antes, Francisco sempre encorajou a rejeitar as tentações perturbadoras e a trabalhar, com paciência e coragem, pela reconciliação e unidade.

Significativamente, em uma mensagem enviada nesta segunda-feira por ocasião do Dia de Martin Luther King, exortou os estadunidenses a “voltarem” ao sonho do líder afroamericano. Os Estados Unidos precisam realizar esse sonho inacabado de “harmonia e igualdade”. Um sonho que “permanece sempre atual” e na verdade se torna ainda mais urgente em um país onde, apesar das grandes possibilidades econômicas, as injustiças e os conflitos sociais persistem – agora também exacerbados pela pandemia. Este é, portanto, o momento de deixar o “nós” prevalecer sobre o “eu”, curar as feridas e encontrar uma unidade renovada baseada naqueles princípios que sempre sustentaram a democracia estadunidense, tornando-a protagonista no cenário internacional.

É precisamente a questão da reconciliação nacional que será o maior desafio, especialmente na primeira fase da presidência de Biden. Alguém observou que nunca os componentes de uma administração foram tão multirraciais, começando pela vice-presidente Kamala Harris. Ao lado do tema interno da “cura” da sociedade estadunidense, há também a frente ad extra, sobre a qual os holofotes internacionais estão acesos. Após anos muitas vezes marcados por decisões unilaterais ou acordos bilaterais, existe de fato grande expectativa de um “retorno” ao multilateralismo e uma retomada da relação de confiança com as organizações internacionais, começando pela ONU. Alguns passos nessa direção já foram anunciados nas últimas semanas, tais como o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris sobre o clima. Uma escolha que converge com o compromisso do Papa Francisco em favor da custódia da Casa Comum, expressa em particular na Laudato Si [que, como se sabe, apresente o descanso dominical como proposta para amenizar os efeitos das mudanças climáticas]. […]

(Vatican News)

Nota: Por favor, tome algum tempo para assistir às duas palestras abaixo e entender o que está nos bastidores do atual cenário sócio-político-ambiental. [MB]