Padre jesuíta fará oração na posse de Biden

Amigo de vários jesuítas, Biden é o segundo presidente católico dos EUA

ODonovan

O padre jesuíta Leo O’Donovan, ex-presidente da Universidade de Georgetown, fará a oração na posse presidencial de Joe Biden, em 20 de janeiro [confira aqui também]. O’Donovan confirmou ao National Catholic Reporter que Biden lhe havia ligado pessoalmente e o convidado a fazer a oração na posse, que marcará a eleição do segundo presidente católico da nação, e que ele havia aceitado. O’Donovan é amigo de longa data da família Biden. Em 2015, ele presidiu a missa fúnebre do filho mais velho de Biden, Beau, que morreu de câncer no cérebro aos 46 anos. Biden é conhecido por ser amigo de vários padres jesuítas e, enquanto era vice-presidente, ocasionalmente assistia à missa na Igreja Católica da Santíssima Trindade em Georgetown. Em 1992, quando Hunter, filho de Biden, estava no último ano em Georgetown, O’Donovan convidou o então senador de Delaware para dar uma palestra na universidade jesuíta sobre sua fé e a vida pública. Biden disse a O’Donovan na época que foi “a missão mais difícil que ele já teve”.

Mais recentemente, poucos dias após sua eleição presidencial, em 12 de novembro, Biden apareceu em uma arrecadação de fundos virtual para o Serviço Jesuíta para Refugiados, onde O’Donovan agora serve como diretor da missão. Naquela ocasião, Biden anunciou que aumentaria a meta anual de admissão de novos refugiados nos Estados Unidos para 125 mil, marcando um aumento acentuado para o limite da administração Trump de 15 mil indivíduos.

Anteriormente, em 2018, Biden escreveu o prefácio do livro de O’Donovan, Blessed Are the Refugees: Beatitudes of Immigrant Children. […]

(National Catholic Reporter)

Nota: O novo presidente dos Estados Unidos – a maior nação protestante do mundo – é católico, terá uma Suprema Corte formada em sua maioria por juízes católicos e contará com maioria democrata no Senado e na Câmara. Isso tornará a governabilidade e a aprovação de leis e decretos muito mais tranquilas. Donald Trump entregou para Joe Biden uma Suprema Corte não apenas conservadora, mas religiosamente alinhada com as crenças do novo presidente e, claro, com o Vaticano. O grande legado (em termos proféticos) de Trump foi o de unir setores do evangelicalismo norte-americano, que sempre desejaram maior aproximação entre igreja e Estado. Caberá a Biden costurar alianças entre estes e os progressistas de esquerda que apoiaram sua eleição. Pautas comuns, como o combate ao aquecimento global (discussão que tende a se intensificar), certamente servirão de “laço de união” nesse sentido.

A invasão do Capitólio anteontem, com a morte de quatro pessoas, certamente servirá de argumento para muitos discursos em favor da união, da superação das diferenças, da luta pelo bem comum, etc. Aos poucos, as pessoas estão se cansando de tanta polarização e tanto discurso de ódio, de ambos os lados do espectro político-ideológico. Para os poderes que manipulam as marionetes que aparentemente tomam as decisões, tanto faz o motivo que levanta e inflama as turbas, assim como tanto faz as figuras que ocupam as cadeiras do poder – desde que os interesses reais nos bastidores do grande conflito sejam levados avante.

capitolio

As massas iludidas e desinformadas ignoram uma realidade que fica bem evidente, por exemplo, no capítulo 10 do livro do profeta Daniel: que por trás dos governantes humanos há poderes “sobrenaturais” influenciando os rumos das nações. Quem ignorar isso hoje também estará fadado a ser joguete de Satanás e de sua horda demoníaca, cujo tempo de atuação está se esgotando rapidamente. [MB]