Lançamento CPB: A Cruz de Maria

Na Ucrânia comunista, uma linda história de emoção e demonstração do cuidado de Deus

cruz

A jovem viúva Maria Vasilevna Ivanchenko estava diante de um tribunal distrital, acusada de desobediência aos artigos 52, 59 e 64 do Código Sobre a Família e o Casamento, ou em melhor português: acusação de conduta antissocial e contrária aos princípios morais revolucionários por não permitir que seu filho assistisse aulas aos sábados e por ensiná-lo a orar.

Isso se passou no ano de 1975, na Ucrânia, então parte da antiga União Soviética (URSS). O veredito “viciado” do tribunal e a maneira como seu filho Andrey lhe foi tirado causou uma mudança é um sofrimento profundo na vida de Maria. Como poderia viver sem seu pequeno Andrey? Como o Estado poderia tomar o que Maria tinha de mais precioso na vida?

O relato de Maria nos mostra que, quando nos deparamos com perguntas sem resposta, apenas Cristo pode ser a resposta. O grande Deus Eu Sou proveu a segurança e a estabilidade emocional de que Maria tanto precisava. Maria nos conta sobre o funcionamento da igreja silenciosa que se reunia em secreto, do cuidado, carinho e envolvimento dos membros, mesmo quando a instituição adventista não tinha uma liderança definida, nos momentos de maior repressão.

Maria também faz um comparativo entre a igreja dos anos 70 e 80, em que mesmo sob perigo constante de prisão as pessoas se interessavam pelo conhecimento bíblico, contrastando com as igrejas cristãs ucranianas atuais, que têm relativa liberdade para adorar a Deus em seus templos e, no entanto, o interesse dos membros é quase nulo. Dura realidade. É uma reflexão válida para nossa realidade brasileira também.

Uma explicação importante a mais: o relato é baseado em fatos reais, e os nomes dos personagens são todos fictícios. Ainda hoje há identidades que precisam ser preservadas. Apesar da relativa liberdade religiosa na Ucrânia e na Rússia, vale lembrar que ser “relativamente livre” é diferente de ser livre.

Mas e o pequeno Andrey? Bem… já falei demais.

A leitura é fácil e corrida; 104 páginas de emoção e demonstração do cuidado de Deus. Dá pra ler numa sentada ou deitado, antes de dormir. Recomendado para todas as idades.

Por último, uma dica ao público masculino: não importa o quão “cabra-macho-da-peste” você seja. Se for encarar esse livro, será melhor ter por perto um lenço ou uma toalha. Eu sei bem do que estou falando.

(Mateus Castanho é diretor de Publicações da Igreja Adventista Central de Brasília)

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