Perguntas interativas da Lição: o caminho difícil

Como vimos no estudo da semana passada, quando o rei Acaz, de Judá (o reino do sul de Israel), se viu ameaçado pelo rei da Síria e o do norte de Israel, ele preferiu – contra a vontade de Deus – pedir auxílio ao poderoso rei assírio Tiglate-Pilesser III. As consequências vieram quando o rei Assírio, após ter cumprido sua parte do acordo, em sua sede de poder atacou também o próprio reino do Sul. O rei Acaz escolheu “o caminho mais difícil” para todo o seu reino, e agora todos teriam que passar por duras provas. Mas Deus prometeu estar com Seu povo enquanto passassem por esse vale de sombra e de morte. Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Tendo o Salmo 118:9 como base, que lições podemos aprender do erro do rei Acaz?

Depois de Tiglate-Pilesser haver destruído as duas nações que ameaçavam Judá, o rei Acaz achou que ele era seu “amigo”, foi visitá-lo em seu país e até copiou parte de sua religião. Leia 2 Reis 16:10-14, 18. O que esse tipo de “religiosidade” do rei Acaz revela sobre seu caráter? Ao aplicarmos esse episódio à nossa vida, que tipos de “altares” podemos estar copiando do mundo para tomarem o lugar do altar de Deus em nossa vida e na família?

Veja em 2 Crônicas 28:20, 21 a reviravolta na vida de Acaz (e de todo o seu reino) quando seu novo “amigo” se voltou contra ele também. Conforme Isaias 7:17, por que não devemos nos surpreender com esse resultado? 

Leia 2 Crônicas 28:22-25. Em sua opinião, por que o rei Acaz tomou atitudes tão insanas para alguém que não era ignorante sobre a verdade da Palavra de Deus? Que lições podemos aprender com sua triste história para jamais lhe seguirmos o exemplo? Que passos iniciais ele pode ter dado nesse caminho para acabar indo tão longe?

Leia Isaías 8:1-3. Como consequência natural da escolha errada do rei Acaz – em preferir se submeter ao ímpio rei em vez de confiar em Deus –, o povo de Judá sofreria duros ataques da Assíria. Contudo, antes que acontecesse tudo o que foi profetizado, Deus mandou Isaías registrar (como se faz em um “cartório” de nossos dias, com testemunhas e tudo) o nome profético de seu filho: Maer-Salal-Hás-Baz, que significa “Rápido-Despojo-Presa-Segura”. Por que a necessidade desse registro em cartório (comparar com João 13:19)? O que isso nos diz sobre o caráter de Deus?

Além de o nome profético do filho de Isaías lembrar à nação que em breve todos seriam uma presa rápida e segura dos Assírios, esse mesmo menino também teria o “apelido” de Emanuel ou “Deus Conosco”. Que lição Deus queria ensinar com esses dois nomes na mesma pessoa? (R.: Apesar da certeza de que enfrentariam o sofrimento da invasão assíria, Deus ainda estaria com Seu povo.)

Em Isaías 8:12 (assim como em Jr 10:2 e 1Pe 3:14) Deus diz que Seu povo não deve ter medo das coisas que as pessoas que não O conhecem temem. O que isso quer dizer? O que as pessoas secularizadas temem e que nós não devemos temer? Por quê?

Leia 1 João 4:18. Conforme vários estudiosos, o medo (e não o ódio) é o contrário do amor – afinal, você não pode ter medo de quem ama, nem pode amar alguém de quem tem medo. Sendo assim, então o que significa “temer” a Deus? (Ver Sl 2:11; Pv 1:7; Ec 12:13; At 7:32; Hb 12:21; Ap 14:6, 7.)

No contexto de Isaías 8:12, 13, sem jamais contrariar o princípio de 1 João 4:18, em que sentido o povo de Judá não deveria ter medo dos inimigos que em breve o derrotariam, mas, ao contrário, deveria ter “temor” e “pavor” de Deus? (Comparar com Mateus 10:28; 28:4, 5 e  Hebreus 12:29.)

Leia Isaías 8:19, 20. O rei Acaz foi tão longe em sua rebelião e loucura a ponto de se envolver com religiões pagãs, cujos “deuses” são, na verdade, demônios (1Co 10:20; 1Tm 4:1; Ap 16:14)! De que maneiras sutis nós também podemos estar expostos aos princípios por trás do ocultismo e das várias formas de espiritismo? Como podemos proteger nossa família dessa influência tão negativa? Como podemos advertir as pessoas dos perigos daquilo que para elas parece apenas uma distração inofensiva?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)