Canibalismo entre índios brasileiros

Assim era a vida em algumas tribos no Brasil, antes da chegada dos conquistadores

canibalismo

Sacrificar e comer os inimigos capturados faziam parte de uma das instituições sociais mais importantes dos tupis. Muitas vezes, o prisioneiro não era morto logo após ser capturado, pois acontecia de ele permanecer na aldeia, convivendo com os índios, em certas situações, por muitos anos, sendo vigiado e “engordado”. Havia o costume de oferecer uma companheira para viver com ele, alimentá-lo e até ter filhos com ele.

Quando o dia da cerimônia chegava, o cativo era morto, despedaçado, cozido e devorado durante uma grande festa. Pedaços do prisioneiro podiam ser defumados para serem comidos mais tarde. Quando os participantes da festa eram muitos e a refeição era pouca, respeitavam-se os princípios patriarcais da sociedade tupinambá. Os homens comiam as partes mais nobres da vítima, e as mulheres e as crianças contentavam-se com a cabeça ou com um “mingau” feito com as vísceras e outras sobras. Nada era desperdiçado.

Algumas partes eram preferidas em detrimento de outras, devido a supostas virtudes mágicas, ou então ao sabor. Certas partes, como a língua e os miolos, eram reservadas aos jovens. Os adultos regalavam-se com a pele do crânio. As mulheres banqueteavam-se com os órgãos sexuais. Porções nobres eram dadas aos hóspedes de honra. Acreditava-se que a carne humana tivesse poderes curativos.

Caso o cativo tivesse um filho com sua guardiã, a criança também seria sacrificada. As mães não se negavam a ingerir a carne de seus filhos, porque eles também eram vistos como inimigos. Os tupis consideravam que o filho descendia do pai e nada se devesse à mãe.

(Fonte: Clickideia)