Perguntas interativas da Lição: a derrota dos assírios

O bom rei judeu Ezequias ainda colhia os amargos resultados das más escolhas de seu antecessor, o rei Acaz. A nação de Judá ainda pagava pesados tributos à Assíria. Contudo, no 14º ano de seu reinado, Ezequias aproveitou a troca de reis na Assíria e se rebelou. Em reação, o novo rei Assírio, Senaqueribe, começou a atacar a região de Judá sistematicamente, destruindo as cidades em seu caminho em direção à capital, Jerusalém. Finalmente, chegou o dia em que os assírios cercaram as muralhas de Laquis, a última cidade antes de chegar a Jerusalém, a 48 km de distância. Muito confiante, o próprio rei Senaqueribe enviou de lá um eloquente mensageiro, Rabsaqué, para persuadir os moradores de Jerusalém a se entregarem sem precisar passar por toda a situação de cerco. O que aconteceu a seguir, e tudo o que podemos aprender desse evento, foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia 2 Crônicas 32:2-5. Sendo que o rei Ezequias cria em Deus, por que era necessário fazer tantos preparativos para resistir ao ataque do exército inimigo? Como podemos conciliar a confiança em Deus com a ação humana? (Ne 4:9 e Sl 127:1)

Leia 2 Crônicas 32:6-8. Além dos preparativos físicos e psicológicos, o rei Ezequias também fortaleceu o povo espiritualmente para encarar a guerra. Por que esse foi e ainda é o melhor preparo para as lutas da vida?

Rabsaqué, o mensageiro do rei da Assíria, excelente orador, usou de muita falácia (argumentos com algumas premissas verdadeiras, aparentemente lógicas, mas com conclusões falsas) para destruir a fé dos judeus fazendo com que se entregassem (leia Is 36:11-21). Como podemos comparar essa estratégia às de Satanás nos dias de hoje? (veja Cl 2:8; 1Tm 6:20, 21) Quem são os “rabsaqués” do século 21, e quais são seus argumentos? Como podemos estar sempre imunes às suas eloquentes falácias?

Veja em Isaías 36:21 como o povo reagiu aos argumentos de Rabsaqué. Em sua opinião, por que o rei ordenou ao povo que não lhe dissesse nada em resposta? Como conciliar isso com 1 Pedro 3:15? (R.: Rabsaqué não estava querendo saber “a razão da fé” dos judeus; ele só queria argumentar e atacar. Responder a ele naquela ocasião só geraria discussão e não ajudaria em nada.)

Ao ouvir as palavras de Rabsaqué, o rei Ezequias orou ao Senhor (Is 37:15-20). Conforme vemos em sua oração, era o nome de Deus que estava em jogo. Por que isso era uma preocupação para Ezequias? Por que deve ser uma preocupação também para todos os servos de Deus? (veja Sl 74:10; 74:18; Dn 9:19; Rm 2:24)

Veja em Isaías 37:33-38 a resposta de Deus à oração de Ezequias, de Isaías e da nação de Judá. Por que nem sempre as orações são respondidas de forma tão sensacional? E mesmo que não sejam, por que devemos continuar sempre confiando em Deus? (Rm 8:28)

Em sua opinião, por que desta vez Deus não os deixou ser levados cativos (como de fato aconteceu quase um século depois)? O que isso nos ensina sobre os motivos de nossas orações e a vontade primordial de Deus? (veja Tg 4:3; Jr 29:11)

Como você entende e como responderia a alguém que lhe perguntasse sobre a justiça de Deus ao ter destruído 185 mil soldados assírios para libertar o Seu povo?

Leia Isaías 38:1-3. Conforme os versos 5, 6 e 2 Reis 20:6, a doença que quase levou o rei Ezequias à morte aconteceu enquanto Jerusalém ainda estava sob a ameaça do rei assírio, antes mesmo da intervenção divina destruindo o exército inimigo. Nessa ocasião (“naqueles dias”) Deus fez o milagre do retrocesso da sombra no relógio do Sol para mostrar ao rei Seu poder de cura e de libertação (não é possível saber hoje quantos minutos durariam cada um dos 10 degraus nesse relógio de Sol). Portanto, pense nisto: antes de destruir os 185 mil soldados inimigos, Deus fez a sombra do Sol voltar “dez degraus” por apenas um homem. O que podemos aprender desse fato?

O rei Ezequias, apesar de ter sido um dos poucos “bons” reis de Judá, caiu na tentação de exaltar a si mesmo diante dos embaixadores babilônicos que vieram visitá-lo para saber sobre o aparente retrocesso do Sol. Em vez de exaltar o poder do Deus que realizou o milagre, ele desviou o foco exibindo todos os seus tesouros (Is 39:1, 2). Isso fez com que os babilônios voltassem décadas mais tarde, levassem todos os seus tesouros e destruíssem definitivamente a nação judaica (Dn 1:1, 2). Em sua opinião, o que faz com que pessoas “boas” caiam nesse tipo de tentação? Como podemos estar protegidos contra isso exaltando sempre o nome de Deus e não o nosso próprio?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)