Perguntas interativas da Lição: “Servir e salvar”

O livro de Isaías menciona pelo menos três “servos” de Deus. Um deles era a própria nação de Israel, também chamada de “Jacó” (41:8; 44:1, 2). Mas, por falhar insistente e vergonhosamente em sua missão, as profecias indicavam que em algumas décadas essa nação seria levada em cativeiro para a Babilônia. Apesar disso, as profecias apontavam sua posterior libertação por meio de outro “servo”, anunciado quase 150 anos antes, predizendo até mesmo seu nome: Ciro (44:27, 28; 45:1-5). Contudo, além desse “servo”, que traria apenas libertação temporal, geográfica e política ao povo, as profecias apontavam ainda outro Servo, o qual traria libertação definitiva e eterna em todos os aspectos: moral, físico e espiritual – e não só aos judeus, mas a todos os habitantes da Terra (42:1-9; 49:1-12; Mt 12:17-21). Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Mateus cita a profecia do servo misterioso de Isaías (Is 42:1-9) como tendo cumprimento em Jesus (Mt 12:17-21). Qual é a importância de saber que esse Servo inclui os gentios em Sua pregação (versos 18 e 21)? Por que Ele não “gritaria nas praças” (v. 19)? Em sua opinião, o que significa dizer que Ele não esmagaria a “cana quebrada” nem apagaria o “pavio que fumega”?

Em Isaías 41:14, Deus chama Seu povo de “vermezinho” (Is 41:14). Considerando o contexto, ao contrário de ser uma depreciação (como possa parecer à primeira vista), de que modo essa expressão demonstra a dimensão do amor e do cuidado de Deus por Seu povo?

É muito impressionante a profecia de Isaías, anunciada com quase 150 anos de antecedência, a respeito de um homem chamado “Ciro”, o qual libertaria o povo judeu do jugo de Babilônia (Is 44:26-28; 45:1-6)! É dado até um detalhe: o fato de que ele fez “secar” o rio Eufrates (44:27). Quais são os propósitos de Deus ao fazer profecias como essas? (Is 42:9; Mt 24:25; Jo 13:19; 14:29) O que isso demonstra sobre Ele?

Que outras profecias cumpridas da Bíblia impactam sua mente e seu coração? Como isso aumenta sua fé?

Alguns eruditos da Bíblia não aceitam o fato de que Isaías pôde predizer o papel de Ciro na libertação do povo judeu, e inclusive seu nome, com tanta antecedência (e fazem o mesmo com as profecias de Daniel e de outros profetas). Qual é o problema com esses “eruditos”? Qual é o perigo das interpretações bíblicas em que a previsão do futuro não é possível?

Leia Isaías 45:4, 5. Em sua opinião, como se explica o fato de que Deus pode – como fez com Ciro – usar pessoas que não O conhecem para cumprir Seus propósitos e ainda chamá-las de “servos”?

Em que aspectos Ciro, o rei Persa, é um “tipo” de Jesus Cristo?*

O servo do capítulo 49, apesar de ser mencionado como “Israel” (v. 3), é Jesus Cristo, pois Ele cumpriu o papel que Israel não conseguiu. Ele resgataria o povo de Deus e seria desprezado (v. 7). O que fez com que Cristo permanecesse fiel apesar dos motivos para desanimar? Como podemos fazer o mesmo? (Hb 12:2)

(*) Nota:

A libertação do povo de Israel do cativeiro babilônico é usada como uma figura ou uma representação da volta de Jesus para libertar Seu povo. Enquanto os soldados de Ciro, munidos de pás, desviavam o curso do rio Eufrates, que passava pelo meio da cidade, os líderes de Babilônia, bêbados, estavam confiantes e distraídos em uma festa cheia de orgias, bebendo vinho em taças de ouro (Dn 5:1-4). Assim também acontecerá com a Babilônia escatológica – a união religiosa e política do fim dos tempos –, a qual tem “embebedado” todos os governantes da Terra com seu “vinho” intoxicante, misturado de doutrinas falsas e teorias humanas (Ap 14:8; 17:1-6; 18:1-5; Cl 2:8).

Assim como a Babilônica histórica estava confiante e se achava impenetrável devido aos seus altos e fortes muros, sendo abastecida pelo rio Eufrates que passava pelo meio da cidade, assim também a Babilônia escatológica está “tranquila”, assentada sobre “muitas águas”, ou seja, apoiada mundialmente por “povos, multidões, nações e línguas” (Ap 17:15). Mas da mesma forma como o rio Eufrates foi desviado por Ciro e seus soldados, os quais atacaram Babilônia de surpresa ao entrar pelo leito seco do rio, assim também o Senhor realizará alguma coisa que fará com que as nações do mundo retirem o apoio à Babilônia escatológica. Isso, de alguma forma, prepara o caminho para a vinda de Cristo com todos os Seus anjos, determinando o fim da Babilônia mística e o livramento do povo de Deus (16:12). Por isso, nesse sentido, o rei Ciro, da Pérsia, é um “tipo” ou uma “figura” de Cristo.

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)