Há sete anos, revista do Estado Islâmico provocou o Vaticano

Visita do papa ao Iraque desperta novas preocupações

dabiq

Desde julho de 2014, o Estado Islâmico (também conhecido como Isis) vem publicando a revista jihadista Dabiq, em várias línguas, inclusive inglês. A publicação mostra a guerra do EI não como um evento singular, mas como a continuação de uma batalha de civilizações, e tenta ridicularizar os ocidentais, assim como seu estilo de vida. A violência é outro traço importante da revista. As páginas estampam imagens de militantes mascarados em cenários de chamas e com o mar agitado no fundo. Há fotos de cadáveres sangrando e prédios destruídos. O nome da revista remete à cidade do Norte da Síria, também chamada Dabiq. Apesar de pequena, o local é conhecido pela grande importância histórica e religiosa, onde ocorreu uma das maiores batalhas entre o Ocidente e forças do Islã. No confronto decisivo de 1516, os otomanos e mamelucos se enfrentaram. As tropas do Império Otomano ganharam a guerra, solidificando o último califado islâmico reconhecido. O número de outubro de 2014 da Dabiq fez uma provocação direta ao Vaticano. (Com informações de O Globo)

Nota: Segundo a revista, o objetivo último e fundamental do Isis é derrotar o exército romano na batalha final perto da cidade de Dabiq, ou em Al-Amaq. Eles chamam essa batalha uma “luta tal como nunca houve”. No meio dessa luta, haverá uma trégua para os cristãos e os muçulmanos combaterem um inimigo comum.

Notícia de 2015: O embaixador do Vaticano nas Nações Unidas aprova uma ação militar contra o movimento Estado Islâmico no Iraque e na Síria, uma posição invulgar pois tradicionalmente o Vaticano opõe-se ao uso da força. Durante uma entrevista ao site católico norte-americano Crux, Silvano Tomasi disse que os combatentes do Estado Islâmico estão cometendo atrocidades numa escala enorme e que o mundo tem de intervir. “Temos de parar esse tipo de genocídio, de outro modo iremos questionar no futuro por que não fizemos alguma coisa, por que permitimos que acontecesse tal tragédia”, defendeu o arcebispo italiano. Silvano Tomasi referiu ser necessária uma “coligação bem pensada” para fazer tudo o que é possível para conseguir uma decisão política sem violência. “Mas, se isso não for possível, então o uso de força será necessário”, acrescentou. O papa Francisco já denunciou a “intolerável brutalidade” infligida aos cristãos e outras minorias no Iraque e na Síria pelos militantes do movimento Estado Islâmico. (DN Globo)

Nota: Ninguém questiona que as ações praticadas pelos extremistas do Estado Islâmico são atrocidades que devem ser contidas. Mas, conforme já destaquei nesta outra postagem, chama atenção essa atitude do Vaticano de aprovar um tipo de “guerra santa”. É como se o mundo estivesse sendo acostumado a uma “coligação bem pensada” para empreender esforços enérgicos, quando o assunto é conter “extremismos”, “fundamentalismos” e ameaças à paz e a união de todos.

Durante uma entrevista ao site católico norte-americano Crux, Silvano Tomasi (embaixador do Vaticano nas Nações Unidas) disse que os combatentes do Estado Islâmico estão cometendo atrocidades numa escala enorme e que o mundo tem de intervir. “Temos de parar esse tipo de genocídio, de outro modo iremos questionar no futuro por que não fizemos alguma coisa; por que permitimos que acontecesse tal tragédia”, defendeu o arcebispo italiano. Silvano Tomasi referiu ser necessária uma “coligação bem pensada” para fazer tudo o que for possível para conseguir uma decisão política sem violência. “Mas, se isso não for possível, então o uso de força será necessário”, acrescentou. O papa Francisco já denunciou a “intolerável brutalidade” infligida aos cristãos e outras minorias no Iraque e na Síria pelos militantes do movimento Estado Islâmico.

O catecismo da igreja católica, se analisado ao pé da letra, aprova a pena de morte. Então todo o cidadão tem o direito de se defender. Em primeiro lugar vem a paz; somos contra qualquer tipo de violência, mas o ser humano tem o direito de defesa. Quem vai permitir que alguém entre na sua casa, te roube, te assalte, faça mal para a sua família? Todos têm o direito de se defender. Quando vemos as cenas que eles gravam e apresentam para as redes de televisão e redes sociais, nos deparamos com cenas de brutalidade, de horror. Se nos colocarmos no lugar das famílias dos que estão sendo mortos já é difícil, mas imagina se fosse teu irmão, teu esposo, ou outro ente que estava sendo assassinado ali; isso cria uma grande revolta”, comparou o padre.

Micael acredita que nesses casos é preciso que haja uma ação para banir essa situação, pois não é uma ação em favor da vida. A igreja sempre diz que mais abelhas se atraem com uma gota de mel do que com um barril de vinagre, quando falamos a respeito da paz, mas, em contrapartida, precisamos nos defender.

Para exemplificar, o padre ainda declarou que “se houver uma onda de violência em Coxim e começarem a decapitar pessoas, nós, como Igreja, não poderemos cruzar os braços e dizer que somos da paz, nem podemos negociar com essas pessoas. Conversamos com quem escuta e tem a capacidade de dialogar, caso contrário, tem, sim, que usar a força, e se precisar a Igreja vai usar”.

Micael finalizou dizendo que não vê nada assustador na declaração do papa ou do embaixador, mas que banir a violência é um dever de todos, inclusive da Igreja. (Diário do Estado)

Nota: Releia os trechos grifados acima, leia isto e isto, e tire suas conclusões.

ESTADO ISLÂMICO diz que Jesus voltará em breve

Terroristas do Estado Islâmico estão anunciando que eles fazem parte do fim dos tempos apocalípticos profetizados no Alcorão, e que Jesus aparecerá em breve para derrotar os exércitos de Roma, começando, assim, a contagem regressiva para o fim do mundo. Essa interpretação profética foi insinuada pelo líder das terríveis decapitações de 21 cristãos coptas, [em 2015], enquanto apontava para o vídeo macabro dos assassinatos, dizendo: “Vamos conquistar Roma, com a permissão de Alá.” O Estado Islâmico (Isis) acredita que haverá um confronto com os exércitos de Roma, no norte da Síria e, em seguida, um confronto final com um anti-Messias, em Jerusalém. O Isis publicou mais ideias – na sétima edição da Dabiq, sua revista de propaganda ideológica em inglês – sobre sua teologia do fim dos tempos que está dirigindo sua selvageria viciosa e sua crença de que o Islã é uma “religião da espada, não pacifismo”, e que o papel do Isis é “trazer o fim do mundo”. (Christian Examiner)

Nota: Como se não bastasse ser considerado “fundamentalista” (como os radicais islâmicos são chamados) pelo fato de crer na historicidade dos primeiros capítulos de Gênesis (trocando em miúdos, por ser criacionista), há também essa infeliz coincidência escatológica. São mais do que desagradáveis essas associações entre os adventistas criacionistas e os fundamentalistas islâmicos. Na verdade, são perigosas. Num programa de TV em Londres, um pastor adventista foi considerado fundamentalista pelo simples fato de crer na volta de Jesus (confira aqui). O que ocorre neste momento é uma clara polarização religiosa no mundo: de um lado, estão se unindo os evangélicos, os católicos e os muçulmanos moderados em busca da paz e da tolerância; de outro, ficam os que são considerados intolerantes, fanáticos e fundamentalistas. Os adventistas não estão nem num, nem noutro grupo. Não estão no primeiro porque não concordam em abrir mão de suas crenças bíblicas (como o sábado, por exemplo) em nome de uma união que não respeita peculiaridades e a vontade expressa de Deus. Também creem que se deve buscar a paz, que a proteção do meio ambiente é importante e que os cristãos devem promover a união, mas em torno da verdade bíblica. E não estão no segundo grupo (o dos fanáticos) porque nunca quiseram impor suas crenças sobre ninguém nem se valeram de meios violentos para difundir sua mensagem. Preferem morrer a matar pelo que acreditam. Mas essas atitudes e crenças de grupos como o Isis poderão desencadear uma sequência de eventos que, de fato, acabarão por apressar o fim de tudo. [MB]

Leia também: Papa Francisco e aiatolá Ali al-Sistani têm encontro histórico no Iraque

Nota: No Egito, em 2017, o papa Francisco se encontrou com a maior autoridade sunita dentro do islamismo. Agora, no Iraque, ele se encontra com a maior autoridade xiita dentro do islamismo. Grandes passos para uma grande união…

EXERCÍCIO ESCATOLÓGICO (Pr. Sérgio Santeli)

1) Em 2017, o papa Francisco fez uma viagem ao Egito e a mídia publicou a intenção do Estado Islâmico de atacar o papa nessa viagem. Nada aconteceu.

2) Agora o papa vai ao Iraque e a mídia novamente torna pública essa possibilidade. Se vai, de fato, acontecer, vamos confirmar neste fim de semana.

Há várias razões que me levam a crer que pode ser agora:

A) O contexto profético atual (tudo acontecendo ao mesmo tempo).

B) A data suspeita da viagem (no exato momento de 1.700 anos da Lei Dominical de Constantino).

C) O local da visita: Mossul, justamente a capital do Califado Abássida na época das Cruzadas.

D) A indústria militar norte-americana está desejosa de uma guerra, esperando apenas um pretexto.

E) Vaticano e Biden precisam acabar com ou neutralizar momentaneamente a polarização política nos EUA e no Ocidente (conservadores/marxistas). O papa sendo atacado ocorreria uma guinada: surgiria um novo inimigo comum aos dois grupos.

F) Já estão circulando nas mídias vídeos de youtubers falando da possibilidade de um atentado ao papa no Iraque e afirmando ser isso profecia de São Malaquias, terceiro segredo de Fátima, blá, blá, blá; enfim, desviando a atenção de todos da fonte verdadeira – a Bíblia (Dn 11:40-45).

Estaria prestes a se cumprir?