Perguntas interativas da Lição: A renovação do planeta Terra

Nesta semana encerramos mais uma série de estudos da Bíblia por meio da Lição da Escola Sabatina. Desta vez estudamos o livro de Isaías. Ele termina com a promessa de Deus de restaurar Jerusalém após o exílio que os judeus teriam que passar em Babilônia. Se eles fossem fieis, Deus lhes traria tal prosperidade e longevidade que as nações vizinhas seriam atraídas a eles, para que também aprendessem sobre o Deus de Israel. Contudo, eles se tornaram egoístas e exclusivistas, e falharam em sua missão. Ainda assim, as promessas de Deus se estendem para além da Jerusalém terrestre e temporal, assegurando que Ele renovará o próprio planeta Terra para todos aqueles que pertencem a Ele e exterminará o mal.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Isaías 65:17, 20, 25. As promessas de Deus nesse texto não tratam exclusivamente da vida no Céu ou no planeta Terra renovado após o pecado. Nessa descrição, Deus misturou as bênçãos das duas Jerusaléns: a Jerusalém terrestre (se o povo judeu fosse fiel a Deus), e a Nova Jerusalém, a qual descerá do Céu para ser a capital da Terra renovada (Ap 21:1, 2). Por que não faria sentido se o versículo 20 se referisse ao Céu ou à Terra renovada? Por outro lado, por que o versículo 25 só faz sentido na Nova Terra?

Por que uma vida extremamente longa, mas que tivesse um fim, não responderia aos nossos anseios mais profundos? Como você imagina que Adão se sentiu em seu leito de morte, com “apenas” 930 anos de idade (Gn 5:5)? (Lembre-se: Não era para ele morrer nunca, se tivesse obedecido.)

Filósofos modernos, como Yuval Harari, entre muitos outros, tentam conformar as pessoas seculares acerca da morte. Como argumento, eles dizem que “seria uma tortura” viver muitos anos nesta vida e que, portanto, 70 a 90 anos é mais que suficiente. Por que eles (seculares) pensam assim? Por que os cristãos pensam diferente, preferindo a vida eterna? (R.: Em parte, esses filósofos estão certos. Foi por isso que Deus diminuiu o tempo de vida dos humanos pós-diluvianos [Gn 5:27; 25:7; Sl 90:10]: para que não continuassem sofrendo e causando sofrimento por muito tempo em suas gerações. Mas o grande causador de todo esse sofrimento é o pecado; quando ele for eliminado, a vida voltará a ter sentido, motivação e alegria para sempre. João 10:10.)

Veja em Isaías 66:3 como Deus enxergava os rituais religiosos feitos por Seu povo em homenagem a Ele. Por que Ele via assim? (compare com Isaías 1:11-18). O que devemos fazer para que Deus jamais enxergue nossos cultos dessa mesma forma?

Veja em Isaías 66:18, 19 como a nação de Israel seria mais “missionária” após a volta do cativeiro em Babilônia. Eles tanto “atrairiam” as outras nações (v. 18) como também sairiam em busca delas (v. 19). Em sua opinião, o que “atrairia” as nações vizinhas para irem ao povo de Israel? Como sua igreja pode tanto “atrair” as pessoas quanto também ir “buscá-las” para que conheçam a Deus? O que é necessário mudar para que isso comece a acontecer?

Sem terem Deus no coração, veja o resultado trágico do “trabalho missionário” dos fariseus em Mateus 23:15. Em sua opinião, como esse tipo de “evangelismo” ainda acontece hoje, e como podemos evitar cometer esse grande erro?

Em Isaías 66:21 Deus diz que até dentre os gentios que se convertessem Ele escolheria “sacerdotes” e “levitas”. Que lição isso deve ter ensinado aos judeus de então? E que lições deve ensinar a nós hoje? (R.: Deus não faz acepção de pessoas, cf. Rm 2:11.)

Leia Isaías 66:22, 23. Ao contrário do sábado semanal, as “luas novas” não têm mais nenhum aspecto sagrado no contexto cristão. No entanto, elas servem para marcar o início dos meses no calendário judeu. A menção delas nesse versículo pode estar em conexão com a árvore da vida, que dá os seus frutos “de mês em mês” (Ap 22:2). Além dos sábados semanais, que são e serão sempre sagrados, como você imagina esse encontro mensal com todos os salvos? O que faremos nessas ocasiões?

Leia o último versículo do livro de Isaías (66:24). Por que o livro termina com essa imagem tão negativa dos rebeldes mortos? Como sabemos que as expressões usadas nesse versículo não se referem a um “tormento eterno”? (R.: Ao usarmos toda a Bíblia como referência, percebemos que o salário final do pecado é a morte, e não uma vida eterna de sofrimentos [Rm 6:23]; a expressão “fogo que não se consome” é uma referência ao fato de que esse fogo não se apagará enquanto não cumprir o seu propósito de destruição total. Veja exemplos em Sl 37:10; Jr 17:27; Ml 4:3; Jd 1:7; etc.)

Por que é fundamental sabermos que a vida eterna no “novo céu e nova Terra” não sofrerá jamais os efeitos do pecado?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)