Mídia oportunista volta a falar bobagem sobre personagem bíblico

el pais

Vi hoje essa matéria no El Pais (quem me mandou foi meu amigo e jornalista @felipelemos29) como imagino que em breve muitos vão ler sobre isso e me perguntar a respeito, já adianto aqui alguns comentários. Eu acho um contrassenso esse tipo de análise acadêmica (quem ler o artigo entenderá). E não digo apenas porque minha fé seja ofendida com esse tipo de “releitura” da história bíblica. Digo do ponto de vista acadêmico mesmo. Eles (os céticos) dizem que não podemos confiar na historicidade dos evangelhos porque foram escritos décadas depois da morte de Jesus. Aí vêm eles mesmos, produzem textos “recusados” 2.000 anos depois dos eventos narrados, e deduzem por conta própria o que seria ou não histórico no texto bíblico. Os apóstolos foram reais, Jesus foi real, mas a partir da sexta feira até a manhã do domingo tudo, exceto a crucifixão, é lendário. Com base em que fazem esse tipo de afirmação? Qual o critério para apontar que isso aconteceu, isso não? Aí, para coroar a argumentação falaciosa, pegam um evangelho realmente lendário do segundo século (o evangelho de Judas), produzido no Egito, muito mais tardio que os evangelhos canônicos e sem nenhum resquício de historicidade, para então elevá-lo ao status de fonte confiável, grande descoberta arqueológica que prova que Judas era um mocinho, ou pelo menos uma vítima das más línguas teológicas do cristianismo. Me poupe! Se não fosse o puxão de orelha do Espírito Santo, eu perderia a compostura com esse tipo de argumentação anticristã.

(Rodrigo Silva, via Facebook)