William Ramsay: quis desmentir o evangelho de Lucas, acabou se convertendo

Quando os céticos descrentes da Bíblia olharem para Ela sem pressupostos negativos, quem sabe chegarão à mesma conclusão a que ele chegou

Sir_William_M._Ramsay

Lucas existiu e escreveu o livro de Atos com precisão histórica e geográfica. A primeira sentença pode ser verdadeira, mas a segunda está longe de ser realidade. Isso se deve ao fato de que esse livro foi escrito no 2º século d.C., ou seja, bem distante dos eventos do cristianismo do século anterior que ele pretendia narrar. O principal nome dessa visão foi Ferdinand Christian Baur, teólogo da Universidade de Tübingen no século 18. Baseado na filosofia de Hegel (tese, antítese e síntese), ele desenvolveu toda uma estrutura dos primórdios do cristianismo. Para Baur, Pedro representava a ala judaica do cristianismo (tese), Paulo, a gentílica (antítese), Atos, a igreja unida (síntese), algo que só foi possível no 2º século. Toda essa estrutura de pensamento estava fundamentada na Redaktiongeschichte (a história da redação), um movimento de pensamento alemão que afirmava que o livro de Atos e também os evangelhos foram escritos mais de uma perspectiva teológica do que histórica.

Foi nesse contexto que surgiu a figura de Sir William Ramsay, adepto de tais ideias que viajou para a Ásia Menor, as terras das viagens missionárias de Paulo, com a intenção de provar os pressupostos de Baur e da Redaktiongeschichte. Porém, todas as pesquisas arqueológicas dele mostraram o contrário. A obra de Lucas é extremamente precisa quando se refere aos costumes, lugares e personagens do 1º século d.C. Ramsay, ao longo de seus trabalhos, considerou o livro de Atos como autoridade em assuntos como topografia, antiguidades e sociedade da Ásia Menor, e um aliado útil em escavações obscuras e difíceis.[1]

Uma de suas contribuições para a historicidade do livro foram seus estudos sobre a grande fome nos dias do imperador Cláudio (At 11:27-30). O pano de fundo do texto bíblico segundo alguns não é histórico, é improvável e não corroborado por outras evidências.[2] Ramsay encontrou diversas fontes sugestivas em conformidade com a passagem de Atos. Diversos historiadores mencionam algo sobre a escassez de alimentos nesse período de Roma. Suetônio, historiador romano do 2º século, menciona uma assiduae sterelitates (fome intensa) durante o império de Cláudio (41-54 d.C.). Tácito menciona duas fomes na capital do Império e Eusébio de Cesareia fala de uma fome na Grécia e provavelmente na Ásia Menor.[3] Todas essas informações nos levam a crer que o reinado de Cláudio foi marcado por más colheitas que ocasionaram ausência de alimento em diversas partes do Império. Curiosamente, Atos 12, o capítulo seguinte, contém fatos que aconteceram em 44 d.C. (a perseguição e morte de Herodes Agripa I), ou seja, durante o período referido acima.

Hoje temos um fato bastante irônico. Eruditos do Novo Testamento negam a historicidade de Atos 4 e historiadores da antiguidade consideram as narrativas desse livro como historicamente exatas. B. H. Warmington, professor de História Antiga na Universidade de Bristol, afirmou que, “quando se refere a aspectos da lei e do governo romano, os historiadores têm considerado como fontes confiáveis”. Para A. N. Sherwin-White, um dos maiores eruditos em historia romana, “a confirmação da historicidade de Atos é abundante e qualquer tentativa de negá-la é absurda”.[5]

O escritor com maior número de livros no Novo Testamento é sem dúvida alguma Paulo. Lucas, ao contrario, escreveu apenas dois livros, o evangelho que leva o nome dele e os Acta Apostolorum (Atos dos Apóstolos), mas somente esses dois ocupam mais de 30% do segundo cânon. Na realidade, algumas evidências nos levam a crer que o Evangelho e Atos são uma única obra, dividida em dois volumes.

O que motivou Lucas a escrever sua obra? Logo no prólogo do seu evangelho, ele a justifica (1:1-4). Ele diz que sua “acurada investigação” (v. 3) era destinada para Teófilo. O autor o chama de “excelentíssimo” (kratiste em grego), e ele devia ser alguém muito importante, já que esse termo é usado outras duas vezes, para Félix (23:26) e Festo, e ambos ocupavam cargos extremamente importantes na política da época. Não só isso, mas o texto da obra se assemelha muito a dossiês jurídicos do 1º século. Provavelmente, Teófilo tenha sido um advogado que estaria defendendo o apóstolo Paulo perante o júri romano.

Em favor dessa opinião, temos três detalhes importantes: (1) em Lucas 1:3 ele usa a palavra grega akribos, minucioso em detalhes, tinha de ser algo preciso; (2) a partir de Atos 13, o foco é quase totalmente voltado para Paulo; e (3) o segundo volume da obra termina com Paulo na prisão.

Se Lucas tinha interesse em ser preciso em todos os detalhes históricos e geográficos de sua obra, por que ele não seria também com os assuntos religiosos? Se sua mensagem histórica é digna de crédito, é de se esperar o mesmo sobre as boas-novas da salvação em Cristo Jesus. Quando os “Williams Ramsays” dos tempos modernos, os céticos descrentes da Bíblia, olharem para Ela sem pressupostos negativos, quem sabe chegarão à mesma conclusão a que ele chegou.

(Luiz Gustavo S. Assis é formado em Teologia pelo Unasp e doutorando no Boston College)

Referências:

1. Ramsay, William M. St. Paul: the Traveller and the Roman Citizen. Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1962. p. 8.
2. Ramsay, p. 48. Ele está citando um autor chamado Schürer, que não acreditava no relato bíblico.
3. Thompson, J. A. The Bible and Archaeology. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1972. p. 382
4. Bornkamm, Günter. Paulo: Vida e Obra. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992. p. 16.
5. Yamauchi, Edwin. Las Excavaciones y las Escrituras. Casa Bautista de Publicaciones. 1977. p. 104, 105.

Perguntas interativas da Lição: filhos da promessa

De todas as promessas de Deus a Abraão – de que engrandeceria seu nome e faria dele uma grande nação a qual possuiria as terras da região –, a mais importante foi a de que todas as nações do planeta seriam abençoadas por meio dele. Essa promessa se cumpre pela intervenção de Jesus Cristo ao “Se fazer carne” através da linhagem de Abraão para poder efetuar o plano da redenção através de Seu sangue. Sem essa promessa exclusiva, nenhuma outra faria sentido.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Compare Gênesis 15:1 com Salmo 18:30 e 84:11. Por que Deus diz ser o “escudo” de Abraão?

Como podemos entender a representação de Deus como nosso escudo se ainda somos “atingidos” por situações ruins? Em outras palavras, em que sentido Ele é o nosso escudo? (ver 1Co 10:13)

Leia Gênesis 12:3 e 28:14. De que modo “todas as famílias da Terra” seriam abençoadas por meio da aliança com Abraão? Por que essa é a mais importante de todas as promessas de Deus? (R.: Toda a humanidade foi abençoada por meio de Jesus Cristo, que “Se fez carne” por meio da linhagem de Abraão para morrer no lugar de todos. Sem a redenção providenciada por Jesus nenhuma outra promessa faria sentido, pois ainda viveríamos eternamente sob os terríveis efeitos do pecado: vícios, inveja, maledicência, mentiras, traições, desconfiança, ódio, medo, etc. O “lago de cristal” nem as “ruas de ouro” poderiam diminuir os sofrimentos resultantes de uma vida assim.)

Leia Êxodo 19:5, 6. Com que propósito Deus planejou separar os descendentes de Abraão como uma “propriedade peculiar”? Conforme 1 Pedro 2:9, que paralelos podemos fazer entre o povo de Israel e a Igreja? Como a sua igreja tem cumprido esses propósitos que Israel não cumpriu?

Compare Gênesis 11:4 com 12:2. Por que a intenção de “engrandecer o nome” foi pecado para os construtores de Babel, enquanto para Abraão seria uma bênção de Deus? O que significa “ter um grande nome” na versão humana e na versão divina (Lc 22:24-27)? Como podemos crescer nesse sentido?

Deus prometeu a Abraão que ele teria muitos descendentes e que eles possuiriam uma grande extensão de terra. No entanto, ele e seu filho Isaque morreram sem ver o cumprimento dessa promessa (ver Hb 11:13, 14). Que lições podemos aprender deles para manter a fé sempre viva?

Leia Lucas 22:29, 30. Como a promessa da Nova Terra deve impactar nossa vida?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Os adventistas e a homossexualidade

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece que cada ser humano é valioso aos olhos de Deus, e procura ministrar para todos os homens e mulheres no espírito de Jesus. Também acredita que pela graça de Deus e através do encorajamento da comunidade de fé, o indivíduo pode viver em harmonia com os princípios da Palavra de Deus.

Os adventistas do sétimo dia acreditam que a intimidade sexual é apropriada unicamente no relacionamento conjugal entre um homem e uma mulher. Este foi o desígnio estabelecido por Deus na Criação. As Escrituras declaram: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gn 2:24, NVI). Por todas as Escrituras, esse padrão heterossexual é afirmado. A Bíblia não faz acomodação para a atividade ou relacionamentos homossexuais. Atos sexuais fora do círculo do casamento heterossexual são proibidos (Lv 18:5-23, 26; Lv 20:7-21; Rm 1:24-27; 1Co 6:9-11). Jesus Cristo reafirmou a intenção da criação divina: “Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne?’ Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne” (Mt 19:4-6, NVI). Por essas razões, os adventistas do sétimo sia são opostos às práticas e relacionamentos homossexuais.

Os adventistas do Sétimo Dia se esforçam para seguir a instrução e o exemplo de Jesus. Ele afirmou a dignidade de todos os seres humanos e estendeu a mão compassivamente a pessoas e famílias que sofrem as consequências do pecado. Ele ofereceu um ministério carinhoso e palavras de consolo para pessoas que lutam, embora diferenciando Seu amor pelos pecadores do Seu claro ensinamento sobre as práticas pecaminosas. Como discípulos, os adventistas do sétimo dia se esforçam para seguir a instrução e o exemplo do Senhor, vivendo uma vida de compaixão e fidelidade semelhante à de Cristo.

(Portal Adventista da IASD na América do Sul)

Leia também: Interpretação bíblica sobre a homossexualidade, Estudos de epigenética oferecem explicações sobre homossexualidade, Casamento e homossexualidade, Igreja Adventista vota declaração sobre transgêneros

Igreja se torna ponto de distribuição de cestas básicas da Central Única das Favelas

Uma entre muitas iniciativas da IASD que devem ser imitadas, especialmente neste tempo de muita necessidade

cestas

Segundo um estudo realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, 116,8 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar no Brasil. Pensando em atender à comunidade, a Igreja Adventista na zona norte de Aracaju, SE, em parceria com a Central Única das Favelas de Sergipe, a Cufa, doou alimentos e presenteou com a literatura Esperança Além da Crise famílias de baixa renda. 40 cestas básicas foram distribuídas no último final de semana. Os cadastros aconteceram previamente e as entregas dos alimentos serão realizadas uma vez ao mês, na Igreja Adventista do Bairro Industrial, com o apoio da Ação Solidária Adventista, a ASA.

A líder da ASA da Igreja do Bairro Industrial, Ana Lúcia Viera, tem buscado parcerias com instituições para intensificar as doações de cestas básicas na região. Durante a semana, ouviu o anúncio em uma rádio sobre o trabalho social realizado pela Cufa, entrou em contato com a direção e solicitou a visita da equipe em seu bairro. “Entrei em contato com a diretora da Cufa e em uma semana eles já estavam aqui em nossa igreja realizando a distribuição de alimentos. Uma parceria que abençoou 40 famílias, e que com certeza abençoará mais pessoas necessitadas. A união entre as entidades neste momento é muito importante. O prédio do nosso templo que alimenta as pessoas espiritualmente se tornou um ponto de alimento físico para a comunidade. Estamos fazendo o que Jesus fazia: atendendo os que precisam espiritualmente e fisicamente também”, enfatiza.

Eliana da Silva é diarista e mãe de cinco filhos. Com a redução das diárias por conta do distanciamento social, as dificuldades financeiras intensificaram e a doação da cesta básica veio no momento certo. “Com a pandemia, muitas famílias que eu presto meu serviço têm medo de receber pessoas de fora por conta da contaminação do coronavírus, e outras também estão reduzindo os gastos. Tudo isso afetou muito minha renda mensal. Fiz o meu cadastro aqui na igreja, e a doação veio na hora certa”, diz.

Além das cestas básicas, no Dia Nacional do Livro, as famílias foram presenteadas com a literatura Esperança Além da Crise. “Percebemos que a crise não é apenas física, é emocional e espiritual também, por isso, junto com o alimento, estamos presenteando as famílias com um livro que trará respostas para acalmar os corações, neste momento de crise que estamos vivendo”, finaliza o pastor da igreja local, Nailson Diniz.

(Faxaju notícias)

Site católico diz que ex-fanático comunista foi adventista

Fica claro um uso oportunista da história desse cidadão, aparentemente querendo colar nos adventistas a pecha de terroristas

bruno

Há mais de 70 anos Bruno Cornacchiola era adventista, escrevia contra os dogmas marianos e queria assassinar o papa Pio XII. Uma aparição da Virgem Maria [sic], porém, foi o início do caminho que o levou à fé católica. O fato ocorreu em 12 de abril de 1947. Bruno levou ao parque seus três filhos Isola, de 10 anos, Carlo, de sete anos, e Gianfranco, de quatro anos. Enquanto as crianças brincavam, escreveu um artigo contra os dogmas marianos para sua comunidade adventista

Em seu site, as Missionárias da Divina Revelação relataram que Bruno, de 34 anos, um operário de bonde, procurou “um lugar tranquilo para preparar o discurso que faria no dia seguinte sobre o tema: ‘Maria nem sempre foi Virgem e Imaculada’”. No entanto, ao perceber que as crianças não voltavam, foi procurá-las e as encontrou em frente à entrada de uma gruta, com as mãos juntas e os rostos pálidos, repetindo as palavras: “Bela Senhora, bela Senhora.”

Cornacchiola viu uma mulher vestida de branco, com um manto verde e uma faixa rosa, segurando as Escrituras. “Sou a Virgem da Revelação. Você me persegue, agora basta. Regressa ao rebanho”, disse Nossa Senhora [sic] a Bruno.

A experiência mudou o adventista, que logo se converteu ao catolicismo. Pouco tempo depois, Cornacchilola decidiu apresentar-se a Pio XII para lhe contar sobre a aparição da qual havia sido testemunha e para lhe pedir perdão, porque antes de se converter, tinha a intenção de matá-lo. “Aqui está a adaga com a inscrição ‘morte ao papa’, com a qual planejava matá-lo! Eu vim para lhe pedir perdão”, disse Cornacchiola ao papa. Ao ver o seu arrependimento, Pio XII respondeu a Bruno que matando-o “só teria dado um novo mártir à igreja, e a Cristo uma vitória de amor”. “Meu filho, o melhor perdão é o arrependimento”, disse-lhe o Santo Padre.

Cornacchiola presenciou outras aparições de Nossa Senhora, que terminaram em 23 de fevereiro de 1982. […]

(ACI Digital)

Nota: Em 2004, o site Veritatis Splendor informou que Bruno Cornacchiola nasceu em 1913 e “com 23 anos foi a Espanha como voluntário para lutar a favor dos comunistas na guerra civil. Lá fez amizade com um fanático protestante alemão e com ele decidiu lutar contra o catolicismo. Em 1939, retornou à Itália odiando a Igreja Católica e nutrindo o propósito de matar o papa. Fez de tudo para afastar a esposa do catolicismo; queimou as imagens dos santos e um crucifixo que a esposa tinha em casa. Depois, a esposa, para evitar brigas, deixou de frequentar a Igreja Católica”.

Fica claro que esse Bruno era um fanático desequilibrado. Segundo o site Veritatis Splendor, a “Nossa Senhora” que apareceu ao rapaz disse: “Sou aquela que está na Trindade Divina. Sou a Virgem da Revelação. Tu me persegues. Mas agora basta! Entra para o santo redil, a corte celeste na Terra. Obedece à autoridade do papa.”

Se essas palavras forem verdadeiras, não fica difícil saber quem de fato apareceu para Bruno: Está na Trindade?! Manda obedecer ao papa?! Alguma dúvida? A verdadeira Maria, mãe de Jesus e humana carente de salvação, disse certa vez: “Façam tudo o que Ele [Jesus] lhes mandar” (João 2:5). A verdadeira Maria, que aguarda a ressurreição dos justos por ocasião da volta de Cristo, jamais ordenaria alguém obedecer ao papa ou diria estar na Trindade. Se Bruno fosse mesmo adventista saberia de tudo isso. Se fosse mesmo adventista conheceria o texto que diz: “Ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gálatas 1:8). Não confiaria cegamente em seus sentidos em detrimento da Revelação de Deus na Bíblia. Com esse perfil, foi conveniente para o site católico usá-lo como símbolo do que nunca foi: um verdadeiro adventista convertido à mariolatria.

Os adventistas procuram guardar todos os dez mandamentos (Êxodo 20), que, além do sábado, trazem também a ordem de não matar. Cornacchiola intentava matar uma pessoa, portanto, jamais poderia ser considerado adventista do sétimo dia; sequer poderia ser considerado cristão. Comunista, portanto cego de ódio subversivo, aliou-se a um “fanático protestante” numa cruzada anticatólica. Depois passou a maltratar e a perseguir a esposa católica de modo a obrigá-la a parar de ir à missa. Cristão? Adventista? Fica claro o uso oportunista desse cidadão por parte do site católico, aparentemente querendo colar nos adventistas a pecha de terroristas fanáticos. [MB]

Ex-BBB diz que Big Brother não é programa para cristão

“Deus não tem parte com aquelas cenas e aquelas conversas”

nara

Natália Nara participou do Big Brother Brasil 5 (o deste ano foi a [21a] edição do programa) e após ter sido capa da Playboy, tornou-se evangélica. Em entrevista ao site Guia-me, ela disse que “Deus está levantando uma geração que estuda, se informa, que fala da vontade do Senhor na mídia, nas faculdades, na política. Ache ruim quem achar. Uma geração que tem o evangelho de Jesus Cristo na ponta da língua e principalmente arraigado no sangue. Que está ligado em tudo que acontece no mundo, mas que sabe selecionar o que vê na televisão, na internet, nos outros meios de comunicação, na rua entre amigos, em seu trabalho…”

Ela assiste ao BBB hoje em dia? Resposta: “Tentei assistir, mas vi que Deus não tem parte com aquelas cenas e aquelas conversas. O Espírito Santo, ele mesmo me diz: ‘Não é bom para você, desliga isso, não vai te trazer vida.’ Jesus é a luz que ilumina todo homem. Onde ele está, as coisas imundas e podres desse mundo vem à tona, impressionante!”

Ao responder sobre se existe manipulação na edição do programa, a estudante de jornalismo dispara: “A edição, como qualquer outra num meio de comunicação tão persuasivo como a televisão, é tendenciosa. A televisão é uma máquina de dinheiro, quanto mais lucro, melhor!”

(Guiame)

Nota: Se, para deixar de assistir ao BBB, você precisava da opinião de quem conhece o assunto, agora não há mais desculpas. [MB]

Alemão prevê lockdown climático

Nota: Daí para um “lockdown semanal” (leia-se descanso dominical) será um “pulinho”.

Mais de 1 milhão e 300 mil atendidos por ações sociais adventistas

O auxílio a quem sofre definitivamente é encarado por autores cristãos como um ato totalmente ligado à pregação do evangelho. O escritor John Stott, por exemplo, afirma que “os cristãos têm uma base mais saudável para servir aos outros seres humanos”. A frase é extraída da sua clássica obra O cristão em uma sociedade não cristã, em que se discute o papel social dos cristãos, tanto no nível individual quanto institucional.

Com o mesmo tom, Ellen White, cofundadora da Igreja Adventista e considerada profetisa da organização, comenta o capítulo 58 do livro do profeta Isaías. E afirma que “somente pela manifestação de interesse altruísta pelos que estão em necessidade é que podemos dar uma demonstração prática das verdades do evangelho”.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, por meio da dedicação e generosidade de seus membros e simpatizantes, foi responsável por beneficiar mais de 1 milhão e 330 mil pessoas em diferentes projetos e ações sociais. O número se refere a atividades realizadas entre os meses de janeiro e março de 2021 em oito países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

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Como viver no presente século?

O presente século é caracterizado por relações consideradas líquidas. De que maneira isso pode afetar a própria crença em Deus?

liquido

Os laços humanos estão cada vez mais frágeis e isso ficou mais evidente na pandemia, em que o número de divórcios cresceu mais de 50% em 2020. Hoje, “até que a morte nos separe” tende a ser substituída pelo “o que cada um pode ganhar”. O sociólogo Zygmunt Bauman chama tudo isso de modernidade líquida. Para ele, esse fenômeno de liquidez cultural e social está associado à ideia de relacionamento entre pessoas, amigos, família, sociedade, enfim, todas como relações transitórias, flexíveis, que gera um amor superficial e moldável como é a água ao seu recipiente modelador. E aqui entra a pergunta: como viver em tempos de liquidez e enfrentar os desafios da sociedade líquida?

Os laços humanos estão cada vez mais frágeis e isso ficou mais evidente na pandemia, em que o número de divórcios cresceu mais de 50% em 2020. Hoje, “até que a morte nos separe” tende a ser substituída pelo “o que cada um pode ganhar”. O sociólogo Zygmunt Bauman chama tudo isso de modernidade líquida.

Para ele, esse fenômeno de liquidez cultural e social está associado à ideia de relacionamento entre pessoas, amigos, família, sociedade, enfim, todas como relações transitórias, flexíveis, que gera um amor superficial e moldável como é a água ao seu recipiente modelador. E aqui entra a pergunta: como viver em tempos de liquidez e enfrentar os desafios da sociedade líquida?

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Riscos da relativização da Bíblia