Cristãos são decapitados na Indonésia

O silêncio da mídia internacional é ensurdecedor

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Quatro homens da vila de Kalimago, Poso Regency, Sulawesi Central, na Indonésia, foram decapitados por extremistas islâmicos na manhã de 11 de maio. Sulawesi Central é a mesma província onde Sigi está localizado, onde um grupo de cristãos foi assassinado em novembro de 2020 e outro grupo foi atacado no Domingo de Ramos, em 2021. Os ataques foram supostamente executados por membros do grupo terrorista East Indonesia Mujahidin (MIT), e 5 milhões de IDR (cerca de US$ 350) pertencentes a uma das vítimas foram supostamente levados pelos suspeitos. As quatro vítimas são cristãs e têm entre 42 e 61 anos.

O parceiro local do Portas Abertas, Ari Hartono*, compartilha como isso é um choque para os cristãos em Sulawesi Central ainda se recuperando dos últimos ataques. “Os moradores de Sulawesi Central ainda estão traumatizados com os ataques anteriores e não se recuperaram ainda. Eles precisam de nossas orações agora”, afirma Hartono. 

“Não temos certeza se o ataque tem motivação religiosa, embora as vítimas sejam crentes. Pode ser um ato de sobrevivência. Depois do incidente de Sigi, os terroristas em Sulawesi Central têm sido cada vez mais pressionados pela polícia e pelo exército. Sua logística está esgotada. A única maneira de sobreviver é roubando alimentos das pessoas. Nesta área existem muitos agricultores que vivem na floresta longe da aldeia e foram eles os alvos dos terroristas.”

O incidente ocorreu por volta das sete e meia da manhã, no horário local. O superintendente da polícia regional de Sulawesi Central, Didik Supranoto, disse à imprensa que uma testemunha estava a caminho de seu campo quando viu cinco pessoas se aproximando. De acordo com essa testemunha, ele reconheceu um deles como um membro do East Indonesia Mujahidin (MIT) que teve sua foto distribuída em cartazes de membros do grupo terrorista em espaços públicos. Segundo Supranoto, “essa testemunha fugiu para avisar as pessoas da sua aldeia. No caminho para casa, ele se encontrou com seus dois amigos e disse-lhes que fugissem, mas eles se recusaram, pensando que aquelas pessoas deviam ser soldados e não terroristas. Mais tarde, os dois foram encontrados mortos”.

(Portas Abertas)