Missionária é reprovada em processo de adoção por ser cristã

Juliana Ferron diz que a reprovação foi justificada por suas crenças religiosas e testemunho como ex-homossexual

juliana

A missionária e teóloga Juliana Ferron foi considerada desabilitada para iniciar o processo de adoção pela Vara da Infância e Juventude em Passo Fundo (RS) devido a suas crenças religiosas, de acordo com um relato publicado por ela no domingo (23) no Instagram. Em um vídeo, Juliana conta que iniciou o processo de adoção em 2020, passando pela análise de documentos e avaliação por uma equipe multidisciplinar do Poder Judiciário. Em abril de 2021, ela participou do programa de preparação para adoção e aguardava o resultado da sentença de habilitação. Na sexta-feira 21 de maio, Juliana recebeu o documento em formato PDF, através do WhatsApp, informando que ela havia sido reprovada para ingressar no Sistema Nacional de Adoção. Segundo Juliana, a reprovação foi justificada por suas crenças religiosas e seu contexto de vida como ex-homossexual.

Juliana tem um ministério que aborda sexualidade do ponto de vista cristão, como fruto de seu próprio testemunho. Ela foi lésbica por 12 anos e, dentro desse período, foi transgênero por dois anos. Depois de um encontro com Deus, teve a vida transformada e escreveu o livro Cansei de Ser Gay.

“Nessa sentença, eu fui reprovada pela justiça dos homens a ser mãe adotiva porque eu tenho crenças religiosas, ou seja, porque eu sou cristã. Segundo eles, essa criança pode ser criada debaixo de preconceito caso seja homossexual – foi isso o que eu entendi”, disse Juliana.

Durante entrevistas com uma psicóloga e assistente social do Juizado Regional, Juliana compartilhou sua história de vida, incluindo sua libertação da homossexualidade. “Eles avaliaram que eu não possuo as qualificações necessárias e que eu preciso repensar – são essas as palavras deles – a forma de ver as coisas”, ela conta. “Fui desqualificada segundo a justiça dos homens por conta da minha fé em Cristo Jesus”, a missionária ressaltou. 

Junto com a sentença, Juliana foi informada de que teria dez dias para recorrer da decisão. No entanto, por conta do desgaste, ela não sabe se irá lutar pela adoção na Justiça. “Eu ainda estou orando, estou pensando sobre tudo isso”, disse. “Por essa eu não esperava.”

Juliana Ferron, de 39 anos, tem ministrado nas igrejas brasileiras sobre o milagre que Deus fez em sua vida, tirando-a de uma vida de 12 anos na homossexualidade, nas drogas e na destruição. Em 2012, com 30 anos, ela entregou sua vida a Cristo e foi completamente transformada. 

Ela iniciou seu ministério na Igreja Vida Nova para as Nações, na cidade de Passo Fundo, e foi graduada em Teologia Ministerial, após cursar o seminário integral da Faculdade de Teologia Ministerial (Fatemi), no interior de Curitiba (PR).

(GuiaMe