A teoria dos seis mil anos é verdadeira ou falaciosa? Jesus voltará em 2027 ou 2031?

Evangelho social?

É muito fácil submeter a experiência pessoal da graça e o testemunho cristão a um discurso de caráter social (ou político), mas esse não é o evangelho de Deus.

Não há evangelho social. O evangelho é o que sempre foi: “O poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1:16). Querer usar o evangelho para defender bandeiras sociais nitidamente humanistas consiste numa grave distorção da graça e do plano salvífico de Deus. O evangelho não atua no coletivo, mas no individual. Ele não visa a reformar o mundo, mas o coração. Seu propósito não é produzir cidadãos melhores, mas novas criaturas, transformadas e restauradas segundo a imagem do Criador (2Co 5:17; Gl 6:15).

Não há dúvida, porém, de que o evangelho vai gerar pessoas melhores e vai, de algum modo, impactar positivamente a sociedade. O cristão que realmente nasceu de novo não vai ser indiferente às necessidades dos menos favorecidos (At 4:33-35; Tg 1:27; 2:2-9), mesmo que não lhe caiba tentar mudar a ordem social. Ele não vai discriminar com base em sexo, raça ou cor (At 10:34; 17:26; cf. Gl 3:28) ou mesmo com base nas preferências sexuais (Rm 15:7; 3Jo 1:5-11), ainda que exista desarmonia para com o projeto criador de Deus (cf. Gn 1:27; Mt 19:4-6; Rm 1:21-27).

O cristão não vai desobedecer às autoridades constituídas (Tg 3:1, 2; 1Pd 2:13, 14), embora o princípio da lealdade a Deus permaneça supremo (At 5:29). E o cristão não vai destruir a natureza, porque ele sabe quem a criou e sabe que sua função é protegê-la (Gn 2:15; cf. Ap 14:7).

Visto que a verdadeira causa das mazelas que afetam o mundo não é social, mas moral (Rm 3:23), a solução não está no ativismo social – que apenas gera mais conflitos e aprofunda as diferenças –, mas na operação interior da graça de Deus, uma graça que perdoa, restaura e educa a como viver neste mundo enquanto aguardamos o mundo porvir (Tg 2:11-14). Para dizer a verdade, nem a graça será capaz de salvar o mundo. O mundo só vai piorar (2Tm 3:1-5). A graça se destina a salvar indivíduos. A pergunta, portanto, é: O que a graça tem feito em minha vida e que diferença estou fazendo em meu círculo de ação? É muito fácil submeter a experiência pessoal da graça e o testemunho cristão a um discurso de caráter social (ou político), mas esse não é o evangelho de Deus.

(Dr. Wilson Paroschi; Instagram)

Leia também: “Ensino bíblico e ações sociais são uma das marcas da Igreja Adventista”

The Guardian lança a revista Saturday

Com Greta Thunberg na capa, revista Saturday destaca mudanças climáticas.

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O jornal britânico The Guardian lançou no dia 25 de setembro a primeira edição de sua nova revista, a Saturday (Sábado). Juntamente com a Saturday, o The Guardian publicará um novo suplemento – “What’s On” (O que acontece), que incluirá as melhores escolhas dos críticos de TV e rádio, juntamente com as últimas novidades do colunista de TV Joel Golby. A partir de 25 de setembro, o The Guardian também passou a incluir páginas dedicadas ao meio ambiente na seção de notícias do jornal de sábado, aumentando sua cobertura da crise climática no período que antecede a Cop26.

Interessante terem colocado a ativista Greta Thunberg logo na primeira edição. É bom lembrar que o mesmo The Guardian apoia há anos a iniciativa Slow Sunday, em favor do meio ambiente.

Política cristã? A melhor ideologia para o cristão é…

História dos hinos: Sou feliz com Jesus

Lição dos Jovens: pureza – alvo possível

Lição do Jardim: o segredo da felicidade

Perguntas interativas da Lição: o descanso supremo

A última vez em que houve um evento mundial culminante (o dilúvio), apenas oito pessoas em todo o mundo estavam preparadas para ele. Jesus comparou alguns detalhes desse evento com a ocasião de Sua segunda vinda. Apesar de Sua volta ser a ocasião em que finalmente entraremos no descanso supremo de Deus, muitos não estarão preparados para esse dia, preocupados e distraídos com muitos cuidados.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Apocalipse 1:12-18. Quando João teve essa visão, já haviam se passado quase 70 anos desde a última vez que ele tinha visto Jesus. Que sentimentos ele deve ter tido agora ao vê-Lo glorificado?

Por que devemos desejar intensamente a volta de Jesus?

Leia Mateus 24:9-14. De que forma a pregação do Evangelho nos protege contra os enganos dos últimos dias? O que significa “perseverar até o fim”? Como fazer isso?

Apocalipse 14:6-12 revela o conteúdo da pregação do povo remanescente nos últimos tempos. O que há de importante nessas três mensagens? Por que elas são urgentes?

Qual é a relação entre o evangelho eterno e o descanso?

Se alguém aguarda entrar no “descanso supremo de Deus” (o Céu), mas descobre que primeiro terá que passar pelo sono da morte, de que forma a confiança na Palavra de Deus pode lhe trazer esperança de tal modo que “descanse em paz”? (Ver Hb 11:13-16; Jo 5:28, 29; 11:11, 14; etc.)

Leia Filipenses 4:4-6. Como essas palavras podem ser aplicadas à nossa vida? Como elas podem nos ajudar a encontrar descanso mesmo ao enfrentar provas e tribulações?

Apesar de que ainda não entramos no “descanso supremo de Deus”, como já podemos experimentá-lo, tendo uma “paz que excede todo o entendimento” (Fp 4:7)?

Ao encerrarmos o tema geral da lição deste trimestre como você pode expressar o significado da expressão “descanso em Cristo”? Como você pode experimentar essa verdade em sua vida?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

O poder da música e as diretrizes divinas 

Nem tudo que se apresenta como louvor em verdade está sendo aceitável a Deus e recebendo dEle aprovação.

louvor

Quando se fala do assunto “música”, no contexto da adoração, muitas ilações se levantam quanto ao que agrada a Deus ou não, o que é de Deus e o que não é. Proponentes se acirram numa “luta sem fim” para provar seus pressupostos, apresentando argumentos que orbitam o universo musical, desde os instrumentos utilizados à maneira de cantar, até as definições daquilo que pode ou não agradar a Deus.

Este artigo não se propõe divinizar ou demonizar instrumentos musicais, fazer uma listagem das músicas que podem ou não ser ouvidas e/ou cantadas na igreja, falar de experiências do uso da música com plantas e animais e quais foram os efeitos sobre eles, tampouco se propõe ser a voz final da Igreja Adventista neste assunto. A abordagem, entretanto, apresentará diretrizes que poderão ajudar você a entender o poder que a música tem e, assim, com base nas diretrizes bíblicas e encontradas nos conceitos inspirados de Ellen White, você mesmo poderá avaliar como melhor louvar ao Senhor.

Estabelecendo princípios

Música é uma das formas de adoração com grande capacidade de alcance evangelístico. Por se tratar de uma forma de adoração, é importante definir que “adoração não é o que eu quero dar para Deus, mas o que Deus quer receber de mim”. E de onde se extrai essa definição? De um episódio triste, lamentável, mas com profundos ensinamentos quanto a esse assunto: Caim e o assassinado de Abel. Você conhece a história, e, portanto, os detalhes serão dispensados. Abel levou uma oferta requerida por Deus, ao passo que Caim levou daquilo que ele achava que agradaria a Deus. Mesmo fazendo com “boas intenções”, ou quem sabe dando “o melhor que tinha”, não foi suficiente para agradar a Deus. E por quê? Porque não foi o que Deus havia pedido. Lembre-se: ao adorar a Deus, o mais importante não é apenas fazer de coração ou dar o que se tem de melhor, mas oferecer a Deus aquilo que Ele requer.

Naturalmente, você deve estar se questionando neste momento: “Mas se eu der o que Deus requer, será suficiente?” A resposta é: não! Nada que o ser humano fizer ou ofertar será suficiente para um Deus santo, tão-somente porque sempre estará manchado com a natureza corrupta que o homem tem. Isso não quer dizer que o adorador pode então ofertar qualquer coisa, tendo em vista que nada será suficientemente perfeito para Deus. Mesmo em sua imperfeição, quando o ser humano obedece a Deus e Lhe oferece aquilo que Ele requer, o Senhor olha com compaixão e aceita a oferta. Imagine um pai que pede para o filho de seis anos: “Filho, por favor, prepare o desjejum para mim.” O garoto vai e pega um sorvete pronto na geladeira e oferece ao pai. É saboroso, é chamativo, ele ofereceu até com boa intenção, indo além do que o pai pediu, mas não cumpriu a exigência paterna. Imagine agora o inverso: que o filho, com toda a sua inexperiência, corta um pão todo errado, coloca algumas frutas ainda com casca num prato, quem sabe um pouco de leite ou suco num copo e leve para o pai. Naturalmente que não estaria no padrão de um adulto, mas, com certeza, agradaria muito mais o coração daquele pai pelo simples fato de o garoto tentar fazer o melhor dentro daquilo que lhe foi solicitado, mesmo não sendo perfeito.

Muito bem, a parte difícil (ou não) é saber o que Deus requer quando o assunto é música. Porque sabendo e oferecendo o que Ele quer, a música pode ser um instrumento poderoso para salvar pessoas. Ela tem um poder e um alcance não encontrado em nenhuma outra forma de adoração. Os princípios apresentados a seguir não serão exaustivos, mas, com certeza, lhe ajudarão a ter clareza no que concerne ao louvor que, dentro das imperfeiçoes humanas, torna-se aceitável a Deus.

Entonações claras – dicção distinta

“Palavra alguma pode exprimir devidamente a profunda bênção do verdadeiro culto. Quando os seres humanos cantam com o espírito e o entendimento, os músicos celestiais tomam o tom e unem-se ao cântico de ações de graças. Aquele que nos outorgou todos os dons que nos habilitam a ser cooperadores de Deus, espera que Seus servos cultivem a voz, de modo a poderem falar e cantar de maneira que todos entendam. Não é o canto alto que é necessário, porém entonações claras, a pronúncia correta, a dicção distinta. Tomem todos tempo para cultivar a voz, de maneira que o louvor de Deus seja entoado em tons claros, suaves, sem asperezas e estridências que ofendam ao ouvido. A aptidão de cantar é dom de Deus; seja ele usado para glória Sua” (Ellen G. White, Testimonies, v. 9, p. 143, 144).

Volume moderado e suavidade

“Pode-se fazer grande aperfeiçoamento no canto. Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. O bom canto é como a música dos pássaros – dominado e melodioso. Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cânticos de louvor entoados em tom natural. Os cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente, em tom harmonioso, eles se unem a nós no cântico. Eles combinam o coro, entoado de coração, com o espírito e o entendimento” (Manuscrito 91, 1903).

Reverência

“A melodia do canto, derramando-se dos corações num tom de voz claro e distinto, representa um dos instrumentos divinos na conversão de almas. Todo o serviço deve ser efetuado com solenidade e reverência, como se fora feito na presença pessoal de Deus mesmo” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 195).

Mais comunhão e menos ostentação

“Aparelhamento faustoso, ótimo canto e música instrumental na igreja não convidam o coro angélico a cantar também. À vista de Deus estas coisas são como os galhos da figueira infrutífera, que só mostrava folhas pretensiosas. Cristo espera fruto, princípios de bondade, simpatia e amor. Estes são os princípios do Céu, e quando se revelam na vida de seres humanos, podemos saber que Cristo, a esperança da glória, está formado em nós. Pode uma congregação ser a mais pobre da Terra, sem música nem ostentação exterior, mas se ela possuir esses princípios, os membros poderão cantar, pois a alegria de Cristo está em sua alma, e esse canto podem eles dedicar como oferenda a Deus” (Manuscrito 123, 1899).

Coração consagrado

A música só é aceitável a Deus quando o coração é consagrado, e enternecido e santificado por sua docilidade. Muitos, porém, que se deleitam na música não sabem coisa alguma sobre produzir melodia ao Senhor, em seu coração. Estes foram ‘após seus ídolos’” (Ez 6:9; Carta 198, 1899).

Naturalmente, existem outros princípios que podem ser agregados aos que foram apontados acima. Não obstante, esses são suficientes, senão para demonstrar aquilo que Deus requer, pelo menos indicar um norte acerca do caminho a seguir. Tais princípios, quando utilizados, podem fazer com que a música exerça um poder sublime sobre aquele que está ministrando o louvor, bem como sobre aqueles que estão ouvindo. Além disso, essa música aceitável a Deus, proveniente de um coração consagrado, é poderosa e pode atuar em diversos âmbitos da vida pessoal:

Traz paz ao lar e estreita os laços no âmbito escolar

“Nunca se deve perder de vista o valor do canto como meio de educação. Que haja cântico no lar, de hinos que sejam suaves e puros, e haverá menos palavras de censura e mais de animação, esperança e alegria. Haja canto na escola, e os alunos serão levados para mais perto de Deus, dos professores e uns dos outros” (Educação, p. 168).

Ajuda a vencer o desânimo

“Caso houvesse muito mais louvor ao Senhor, e muito menos repetição de desânimos, muito mais vitórias seriam obtidas” (Carta 53, 1896).

“O canto é uma arma que podemos empregar sempre contra o desânimo. Ao abrirmos assim o coração à luz da presença do Salvador, teremos saúde e Sua bênção” (A Ciência do Bom Viver, p. 254).

Alivia as tensões do trabalho

“Tornai vosso trabalho agradável por meio de cânticos de louvor” (Orientação da criança, p. 148).

Afasta o inimigo e ajuda a vencer as tentações

“Vi que diariamente devemos estar levantando e mantendo a supremacia sobre os poderes das trevas. Nosso Deus é poderoso. Vi que cantar para a glória de Deus frequentemente afastava o inimigo, e que louvar a Deus o derrotava e nos concedia a vitória” (Manuscrito 5, 1850).

“Quando Cristo era criança como estas aqui, era tentado a pecar, porém não cedia à tentação. Ao ter mais idade, era tentado, mas os cânticos que Sua mãe Lhe ensinara vinham-Lhe à mente, e Ele erguia a voz em louvor. E antes de os companheiros se aperceberem, estavam cantando com Ele. Deus quer que nos sirvamos de toda facilidade que o Céu tem providenciado para resistir ao inimigo” (Manuscrito 65, 1901).

É um poderoso meio para ganhar pessoas para Jesus

“Há muita emoção e música na voz humana, e se o aluno fizer decididos esforços, adquirirá hábitos de falar e cantar que lhes serão uma força no ganhar almas para Cristo” (Manuscrito 22, 1886).

“A música é de origem celestial. Há grande poder na música. […] Há algo especialmente sagrado na voz humana. Sua harmonia e seu sentimento subjugado e inspirado pelo Céu supera todo instrumento musical. […] Cantar com o espírito e com o entendimento também é um grande auxílio aos cultos na casa de Deus. Como este dom tem sido aviltado! Se fosse santificado e refinado, poderia realizar grande bem, derrubando as barreiras do preconceito e da descrença empedernida e sendo um meio de converter almas. Não é suficiente ter noções elementares do canto, mas com o entendimento, com o conhecimento, deve-se ter tal ligação com o Céu que os anjos possam cantar por nosso intermédio” (Mensagens Escolhidas, p. 334, 335).

Conclusão

Diante do exposto, é conclusivo observar que nem tudo que se apresenta como louvor em verdade está sendo aceitável a Deus e recebendo dEle aprovação. Certos cuidados precisam ser observados, tais como reverência, suavidade no cantar, entonação clara e dicção correra, mas, principalmente, comunhão com o Criador, tornam-se elementos fundamentais para o bom discernimento daquilo que agrada a Deus. Quando se atinge esse alvo, o poder da música se evidencia em diversos âmbitos, tanto na vida daquele que exprime seu louvor, quanto dos que são alcançados por ele.

(Eleazar Domini é pastor em São Luís do Maranhão, mestre em Teologia e violonista clássico)

A batalha de toda mulher

A luta da mulher é pela integridade sexual e emocional.

batalha mulher

Alguns anos atrás, li, além de A Batalha de Todo Homem, o livro A Batalha de Toda Mulher. Posso dizer que o livro é tão bom quanto a versão para o segmento masculino e que toda mulher realmente devia lê-lo (minha esposa também já leu). Shannon Ethridge (à semelhança do que fez Stephen Arterburn em seu livro para os homens), “abre o jogo” e fala alguma coisa de seu passado pouco recomendável e de suas lutas no campo da pureza sexual. Por isso mesmo o livro é bastante realista quanto aos perigos e efeitos da impureza e, principalmente, quanto à possibilidade de vencer por meio de Jesus.

O livro é dividido em três partes: “Compreendendo o lugar em que estamos” – trata da batalha das mulheres com seus pensamentos e sentimentos; “Esboçando uma nova defesa” – apresenta dicas de como guardar o coração e a mente; e “Abraçando a vitória na retirada” – fala sobre como ser vitoriosa sobre as tentações por meio de uma sólida relação com Deus.

Para a autora, um caso mental e/ou emocional (a que as mulheres estão mais sujeitas) afeta o casamento de um modo tão danoso quanto uma relação sexual. “Homens e mulheres lutam de formas diferentes quando se trata de integridade sexual”, explica Shannon. “Enquanto a batalha do homem começa com o que ele absorve com os olhos, a da mulher tem início no coração e nos pensamentos. O homem deve proteger seus olhos a fim de manter a integridade sexual, e pelo fato de Deus ter feito as mulheres mais estimuladas emocional e mentalmente, devemos proteger de perto nosso coração e mente tanto quanto nosso corpo, se desejarmos experimentar o plano de Deus para a satisfação sexual e emocional. A batalha da mulher é pela integridade sexual e emocional.”

O tema central do livro é a integridade sexual e como alcançá-la. Shannon adverte que casos emocionais, fantasias mentais e comparações pouco sadias (entre o cônjuge e outros homens) fazem a mulher cruzar a linha de segurança e corroer o plano de Deus para lhe conceder suprema satisfação sexual e emocional com o (atual ou futuro) marido. “Temos que fazer uma aliança com os olhos do nosso coração”, diz ela.

Shannon também adverte as leitoras para o poder que elas têm e que devem usar com sabedoria e prudência: “Ao descobrirmos, quando jovens, que nosso corpo curvilíneo ou rosto bonito faz a cabeça virar, isso desperta em nós uma forma de poder que talvez não conhecêssemos quando pré-adolescentes. Para algumas, esse poder intoxica… Talvez até a ponto de tornar-se um vício. Virar a cabeça de um garoto da mesma idade torna-se uma pequena emoção, enquanto levar um homem mais velho e mais importante a virar a cabeça infla em maior grau nosso ego. Quer seja o capitão do time de futebol, o professor da faculdade ou o chefe de um departamento no emprego, compartilhar do poder de pessoas importantes ao nos alinharmos com elas mediante um relacionamento nos confere um senso distorcido de significado” (p. 71).

Para Shannon, é extremamente importante que o pai supra a carência emocional das filhas e seu desejo de ser amadas, do contrário, muitas dessas meninas, inconscientemente, buscarão esse amor em relacionamentos insatisfatórios que farão com que sofram, quando o que queriam era o amor pelo qual ansiavam quando crianças.

Na parte do livro que trata de dominar os pensamentos, a autora aconselha: “Embora não seja humanamente possível esvaziar sua mente do lixo, é possível empurrar o lixo para o canto, enchendo a mente de pensamentos puros. Sua mente só pode se concentrar em um determinado número de coisas por vez, e quanto mais se concentra em pensamentos saudáveis, tanto mais seus pensamentos nocivos terão de ficar longe” (p. 102).

Shannon fala sobre o relacionamento apropriado com os homens, sobre vestuário, os riscos do sexo extraconjugal, etc., etc., e garante que uma relação de intimidade com Deus supre as carências afetivas e equilibra os sentimentos, dando à mulher liberdade para se relacionar de maneira apropriada com os homens e com seus pensamentos.

A Batalha de Toda Mulher é um livro que vale a pena ser lido por todas as mulheres que buscam a verdadeira satisfação sexual e emocional – aquela que pode ser abençoada por Deus.

Michelson Borges