A ressignificação do fundamentalismo

Há quem esteja reverberando a rotulação infamante “Fundamentalistas!” a fim de minar os fundamentos teológicos da igreja e sua estrutura organizacional.

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O fundamentalismo surgiu no início do século 20 por iniciativa de grupos protestantes norte-americanos alarmados com os devastadores estragos da interpretação relativista das Sagradas Escrituras por influência da chamada Alta Crítica – que jamais foi “Alta” nem “Crítica”. Infelizmente, muitos desses grupos incorreram no equívoco de confundir inerrância com infalibilidade bíblica – engano facilmente corrigível se a honestidade moral dos envolvidos for acrescida de honestidade intelectual.

Com o tempo, o termo veio a ser sequestrado e ressignificado (com cinismo psicopático, diga-se) por forças anticristãs e antissemitas. “Fundamentalista” foi, há poucas décadas, associado estrategicamente a extremistas islâmicos influenciados por ideologias revolucionárias ocidentais de massa, como o comunismo e o nazifascismo.

Apesar do recrudescimento pós-Guerra Fria do aterrador morticínio de cristãos[1] em ditaduras comunistas e muçulmanas, e apesar da crescente legiferância persecutória do Ocidente contra igrejas e crentes, o labéu de “fanatismo religioso violento” acabou indelevelmente impingido a instituições cristãs que tão-somente resistam a rebaixar seus padrões morais e suas doutrinas sagradas antediluvianas a degenerações civilizicidas insufladas (e patrocinadas) pelas forças acima mencionadas.

As Sagradas Escrituras, e em especial o Senhor Jesus, nos preveniram de tudo isso. Contudo, mesmo diante das advertências inequívocas do Espírito de Profecia,[2] custa acreditar que pretensos membros da Igreja Adventista (e até pastores desta!) reverberem a rotulação infamante “Fundamentalistas!” a fim de minar os fundamentos teológicos da igreja e sua estrutura organizacional no intuito de subverter e desencaminhar seus membros, especialmente os mais jovens.

Chegamos ao tempo em que o joio finalmente se revela cardos, abrolhos, urtigas, haxixe e curare. Deus proteja e conduza Seus verdadeiros filhos.

(Marco Dourado é formado em Ciência da Computação pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)

Referências:

(1) Fontes sobre a perseguição anti-religiosa:

Livros:

David Limbaugh, Persecution: How Liberals Are Waging War Against Christianity (Washington, Regnery, 2003).

Roy Moore, So Help Me God: The Ten Commandments, Judicial Tyranny, and The Battle for Religions Freedom (Nashville, Tennessee, Broadman & Holman, 2005).

Janet L. Folger, The Criminalization of Christianity (Systers, Oregon, Multnomah, 2005).

Rabbi David G. Dalin, The Myth of Hitler’s Pope (Washington DC, Regnery, 2005).

David B. Barrett & Todd Johnson, World Christian Trends, Ad 30-Ad 2200: Interpreting the Annual Christian Megacensus. William Carey Library, Send the Light Inc, 2003.

E. Michael Jones, Libido Dominandi: Sexual Liberation and Political Control (South Bend, Indiana, St. Augustine’s Press, 2000).

Internet:

http://www.christianpersecution.info/
http://zbh.com/links/martyred.htm
http://www.freedomhouse.org/religion/
http://www.christianmonitor.org/
http://www.worship.com/help/
http://www.wayoflife.org/fbns/state.htm
http://www.thegreatseparation.com/newsfront/christian _persecution/
http://www.persecution.com/
http://www.jews4fairness.org/index.php
http://www.wnd.com (site de notícias em geral, acompanha regularmente as notícias de perseguição religiosa no mundo)

(2) “Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona a sua posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando do seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz, e, em vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular. Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam a sua capacidade em enganar e transviar as almas. Tornam-se os piores inimigos dos seus antigos irmãos. Quando os observadores do Sábado forem levados perante os tribunais para responder pela sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 608).