Papa Francisco diz que sexo fora do casamento não é um pecado tão grave

Declaração surgiu em resposta a uma pergunta sobre o arcebispo de Paris, que renunciou devido a um relacionamento com uma mulher.

O papa Francisco disse que a luxúria não é o mais sério dos sete pecados capitais. A afirmação foi feita a jornalistas que acompanhavam o líder da Igreja Católica em um voo da Grécia para a Itália. O sumo pontífice considera a ira e a soberba transgressões mais graves. “Os pecados da carne não são os mais graves”, afirmou o papa. A declaração surgiu em resposta a uma pergunta sobre o arcebispo de Paris, Michel Aupetit, que renunciou na semana passada devido a um relacionamento “ambíguo” com uma mulher. “Há um pecado aí, mas não do pior tipo”, disse Francisco.

De acordo com o jornal britânico The Independent, Francisco disse que aceitou a renúncia do arcebispo porque “foi uma falha da sua parte, uma falha contra o sexto [sic] mandamento, mas não total”. O sexto [na verdade, sétimo] mandamento proíbe o adultério, ou seja, a prática de sexo fora do casamento. Os padres, arcebispos e membros superiores da Igreja Católica seguem o celibato clerical e por isso se abstêm de sexo.

O papa afirmou ainda que aceitou a renúncia de Aupetit não porque ele pecou, mas porque os boatos eram muito prejudiciais. “Ele foi condenado, mas por quem? Pela opinião pública, pela fofoca. […] Ele não podia mais liderar”, disse Francisco aos jornalistas. “Aceitei a renúncia de Aupetit não no altar da verdade, mas no altar da hipocrisia”, completou.

(History)

Nota: Se Francisco relativiza e minimiza a importância do sétimo mandamento, imagine o que ele deve achar do quarto… Pessoas que foram atingidas pelo flagelo do adultério certamente têm opinião bem diferente da dele. Adultério é traição de confiança e desconsideração em relação aos sentimentos da pessoa a quem se jurou fidelidade. Pecados sexuais podem deixar marcas físicas e emocionais na vida das pessoas que, frequentemente, as acompanham por toda a vida. Adeptos de teologias liberais e identitárias, como a teologia queer, sempre minimizam os pecados sexuais ou mesmo os desconsideram, mas não é assim que a Bíblia e Deus os tratam. Sexo é uma criação divina e deve ser desfrutado no contexto certo, na hora certa e com a pessoa certa. E esse contexto se chama casamento bíblico, instituição estabelecida e abençoada por Deus no Éden e reafirmada por Jesus no Novo Testamento. Se você tem dúvida sobre a malignidade de qualquer pecado, leia Tiago 2:10. [MB]