Perguntas Interativas da Lição: todas as nações e Babel

Em uma grande construção na “planície de Sinar” (Gn 11:2), mais uma vez os planos de Deus para humanidade estavam sendo interrompidos pela própria humanidade. A ideia de se unirem para não ser espalhados pela Terra, de “tornarem célebres” seus nomes e de construir uma torre cujo topo chegasse “aos céus” demonstra como os habitantes da terra se rebelaram contra Deus (v. 4). O projeto de uma torre altíssima tinha o ingênuo propósito de salvá-los, caso Deus enviasse um novo Dilúvio. Deus precisou intervir mais uma vez para que todas as nações vindouras ainda tivessem esperança por meio do futuro nascimento do Messias.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 9:20-23. Por que essa história tão embaraçosa está registrada na Bíblia? Que lições podemos aprender desse relato que retrata Noé bêbado e nu logo após ter sido um grande instrumento de Deus?

Leia Gênesis 9:24-27. Ao voltar à sobriedade e descobrir o que havia acontecido, Noé pronunciou bênçãos e maldições sobre sua descendência, ou seja, sobre toda a humanidade. Como sabemos que essas bênçãos e maldições envolvem escolhas individuais, e não “predestinação”? Como elas se relacionam com a história da salvação da humanidade?

Leia Gênesis 9:28, 29. Qual é a importância das listas genealógicas da Bíblia? O que elas nos ensinam? Por que é tão importante saber que elas falam de pessoas reais e não de seres fictícios ou mitológicos?

Ao computarmos as idades dos patriarcas percebemos que Lameque, o pai de Noé, foi contemporâneo de Adão por 56 anos! O que ele pode ter aprendido diretamente de Adão e ensinado a Noé, e este aos seus filhos (e estes à geração de Abraão)?

Leia Gênesis 11:2-4. Qual era o problema dessa grande construção? Em sua opinião, o que poderia ter acontecido se Deus não tivesse impedido?

Leia Gênesis 11:5-7. Por que o texto diz que o Senhor “desceu para ver”, se Ele não precisa fazer isso (“descer” para ver)? Que lições estão implícitas em Deus “descer” até nós?

Compare Gênesis 11:8, 9; 9:1 e 1:28. Em que sentido a dispersão do povo ocasionada por Deus teve um propósito redentivo?

Como o “espírito de Babel” pode se manifestar hoje em grandes projetos institucionais ou mesmo pessoais? Como podemos evitar que esse espírito ocorra em nossa vida?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Lição dos Jovens: justificação pela obras

Casa de Acolhida Esperança é inaugurada em Porto Velho

Inauguração do espaço é resposta da Prefeitura e da Adra ao fenômeno da imigração na cidade

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Funcionando como um espaço de acolhimento a imigrantes de passagem em Porto Velho, a Prefeitura, em parceria com a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), inaugurou no dia 19 a Casa de Acolhida Esperança. O local tem capacidade para atender 40 pessoas, imigrantes, principalmente oriundos da Venezuela. O atendimento é em tempo integral com a oferta de refeições, capacitação e inserção no mercado de trabalho àqueles que desejam permanecer na cidade.

Para o prefeito Hildon Chaves, o espaço é uma resposta frente ao fenômeno da imigração enfrentado hoje pela capital. “Para isso, buscamos apoio em duas instituições seríssimas e que realizam trabalho humanitário em diversos países, entre elas a Adra, que é um braço da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Vamos seguir acolhendo pessoas que aqui aportam em busca de esperança”, afirmou o prefeito na inauguração.

O espaço está localizado na rua Joaquim Nabuco, nº 1.981, Centro, e atende ao Termo de Colaboração firmado entre a Prefeitura e a entidade em fevereiro deste ano.

A Prefeitura de Porto Velho já fez o repasse no valor de R$ 800 mil à Adra para atuar durante 12 meses. O prazo poderá ser prorrogado por igual período.

O evento contou com a participação do secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semasf), Álvaro Mendonça, do secretário de Obras, Diego Lage, do pastor Emerson Campanholo, presidente da Associação Norte (RO/AC) da Igreja Adventista do Sétimo Dia, do pastor Fábio Sales, diretor da Adra Brasil, e de representantes da Cáritas Diocesana, entre outras autoridades e lideranças religiosas e representantes da sociedade civil organizada envolvidas na causa.

(News Rondônia)

Esquerda e direita instrumentalizam a religião

E o que isso tem que ver com as profecias do tempo do fim

Durante o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, a separação entre a igreja e o Estado esteve seriamente ameaçada (confira aqui, aqui e aqui), tendo o presidente inclusive dito que pretendia acabar com a Emenda Johnson (aqui), justamente a que garante essa separação saudável. No livro O Dia do Dragão (CPB), o pastor e jornalista Clifford Goldstein já chamava a atenção dos leitores para esse perigo (confira), e mais recentemente, em seu livro Apocalipse 13 (CPB), Marvin Moore, editor da revista Signs of the Times, fez o mesmo tipo de alerta.

Nas páginas 148 e 149, ele cita algumas autoridades norte-americanas que têm falado e lutado em favor da reaproximação entre religião e política. Nomes como o do pastor presbiteriano D. James Kennedy, que disse: “Se estamos dedicados a levar de volta a nação aos valores morais cristãos, e estamos envolvidos nisso, não há dúvida de que podemos testemunhar a queda, não só do muro de Berlim, mas do ainda mais diabólico ‘muro de separação’ que tem levado à secularização, impiedade, imoralidade e corrupção em nosso país.” E ele disse mais: “Nossa tarefa é recuperar os Estados Unidos para Cristo, qualquer que seja o custo. Como os representantes de Deus, devemos exercer domínio [teologia do domínio] e influência piedosos sobre nossa vizinhança, nossas escolas, nosso governo, nossa literatura e arte, nossos ginásios esportivos, nossa mídia de entretenimento, nossa mídia de notícias, nossos esforços científicos – em resumo, sobre todos os aspectos e instituições da sociedade humana.”

As palavras de Kennedy soam quase como uma cartilha, uma espécie de gramscismo à direita. Um esforço de infiltração religiosa a la “The Family” (confira aqui e aqui) em todos os níveis da sociedade, numa violação aberta do conceito de laicidade, mas sempre com a justificativa de se estar trazendo de volta os valores cristãos que constituem a base do mundo ocidental – família, patriotismo, respeito, e outra coisa que citarei mais abaixo.

No Brasil, temos visto algo parecido com a teologia do domínio na chamada Bancada Evangélica, em produções midiáticas muito bem feitas do ponto de vista técnico, como os documentários da “Brasil Paralelo”, e os muitos cursos e conteúdos de influenciadores que clamam pela volta de um catolicismo tradicional com sabor medieval (algo que era defendido pelo filósofo Olavo de Carvalho [aqui e aqui]), sempre com a justificativa de salvar a sociedade com a volta dos bons costumes.

Note que o esforço sempre nasce de um problema real e legítimo. É evidente que as famílias estão se esfacelando e que essa instituição sagrada vem sendo impiedosamente atacada. É óbvio que os valores morais estão indo por água abaixo numa sociedade cada vez mais permissiva e fluida. Mas também é óbvio que empurrar à força um tipo de religião, numa reedição do status quo medieval, é convidar o totalitarismo e ameaçar a liberdade conquistada a tão alto preço. Para os analistas adventistas, interessa especialmente um ponto, entre tantos outros (a coisa que eu deixei no ar lá atrás): tanto o catolicismo quanto o evangelicalismo preponderante especialmente nos Estados Unidos defendem o descanso dominical como uma das propostas de salvamento para o mundo; um verdadeiro retorno das Blue Laws (confira). O domingo é um dos pontos de convergência entre católicos e protestantes em geral.

Ponto para as bestas do mar e da terra (Ap 13).

Para o pessoal da ala mais à esquerda, a religião também se apresenta como uma grande força a ser instrumentalizada. Mesmo sites católicos como o da Agência Católica de Informações denunciam a aproximação entre partidos de esquerda e a Teologia da Libertação (confira), e não veem isso como algo positivo. Para os adeptos dessa teologia que foi muito forte estre os anos 1960 e 1980, a solução para o mundo passa diretamente pela política e pelo fim das injustiças sociais. Ideólogos como Leonardo Boff adotaram um discurso ecológico com forte sabor panenteísta pagão (ecoteologia), como o usado durante o Sínodo da Amazônia, por exemplo (confira), recheado de expressões como “mãe terra” e outras.

Desse lado do espectro político se destacam os esforços ECOmênicos (confira) no sentido de “salvar a Terra”, tendo o domingo (de novo) como proposta para amenizar os efeitos das mudanças climáticas (ideia apresentada com ênfase pelo papa Francisco em sua encíclica Laudato Si).

Note que, de novo, as justificativas são sempre legítimas, afinal, quem concorda com as injustiças sociais que assolam o planeta? Quem concorda com a degradação do meio ambiente e o monopólio do capital na mão de tão poucos?

No fim das contas, fica a certeza de que estão procurando fazer algumas coisas certas tendo como base a ideologia errada que vai favorecer os protagonistas de sempre no grande conflito.

Ponto para as bestas do mar e do abismo (Ap 13 e 11).

O cristão não deve ser apolítico, afinal, a política permeia nossa vida, mas não deve ser partidário nem de direita nem de esquerda. Não pode se esquecer de que o reino de Cristo não é deste mundo. Precisamos continuar dando a César o que é dele e a Deus o que é Dele.

Michelson Borges

Ucrânia: sessenta dias da invasão russa

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Segundo o pastor Stanislav Nosov, líder da Igreja Adventista na Ucrânia, sete adventistas morreram durante os dois meses da invasão russa, e 25 se recuperam de ferimentos.

Cerca de quinhentos membros perderam casas ou apartamentos, assim como muitos templos e casas de culto ficaram danificados. Apenas o templo da Igreja Adventista de Mariupol foi destruído.

As instalações de trezentas congregações se tornaram abrigos para refugiados, tanto adventistas quanto vizinhos das comunidades. Nesses locais, as pessoas receberam auxílio humanitário, psicológico e espiritual.

O trabalho pastoral se dividiu em duas frentes: 80% permaneceram nas comunidades, ajudando membros e moradores próximos; 20% colaboraram com aqueles que desejaram se deslocar para as fronteiras a fim de sair do país.

Não obstante a perda de empregos e o impacto financeiro sofrido pela União Ucraniana, os adventistas do Oeste do país e de nações fronteiriças colaboraram e compartilharam mais de mil toneladas de alimentos para as vítimas da guerra.

(Fonte: Revista Adventista ucraniana; tradução e adaptação: Ruben Holdorf)

Perguntas Interativas da Lição: o dilúvio

A humanidade havia atingido o ponto sem volta em sua rebelião contra Deus (Gn 6:5-7). Deus precisou intervir com um dilúvio mundial para preservar um pequeno remanescente da degradação moral completa e da extinção. Essa drástica atitude nos revela quão terrível é o pecado e quão gracioso é Deus em não desistir da raça humana. Ao preservar um remanescente, Deus demonstra Sua graça e Seu desejo de salvar todos aqueles que desejam ser libertos do pecado (1Tm 2:4).

Perguntas para Reflexão e Discussão em Grupo

Leia Gênesis 6:9; 7:1, 5. Por que apenas a família de Noé foi salva da destruição no dilúvio? Que lição aprendemos com a história de Noé a respeito de nosso papel no mundo?

Leia Gênesis 6:5, 11, 12. O que a destruição do mundo antediluviano nos ensina sobre a malignidade do pecado e sobre a graça de Deus?

Leia Gênesis 8:1. Na Bíblia, “lembrar” significa agir. Tendo isso em mente, responda:

a) Qual é o significado da frase “Deus Se lembrou de Noé”, sendo que haviam se passado meses desde o início do dilúvio?

b) Qual é o sentido do mandamento que nos ordena “lembrar” do sábado (Êx 20:8)?

c) Por outro lado, o que significa o conceito de que Deus “não Se lembra” de nossos pecados? (ver Sl 25:7; Is 43:25; Hb 10:17; Ap 18:5)

Leia Gênesis 8:22. Em sua opinião, como seria se Deus não tivesse assumido esse compromisso de manutenção dos ciclos da Terra após o dilúvio? O que isso nos revela sobre Seu amor?

Leia Gênesis 9:2-4. Que lições aprendemos com a mudança da dieta humana após o dilúvio?

Como o arco-íris, como sinal da aliança, nos ajuda hoje a confiar nas promessas de Deus? Como esse sinal pode ser comparado ao sábado?

Como a aliança de salvação de Deus com Noé por meio da arca se compara com a aliança que temos pelo sangue de Jesus?

Em que aspectos o mundo atual se assemelha ao mundo antes do dilúvio? Ao mesmo tempo, em que aspectos o povo remanescente dos últimos dias se assemelha a Noé?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Lição dos Jovens: o pecado da parcialidade

Análise do vídeo “Mudando a Palavra”, de Walter Veith

O Textus Receptus é tão superior aos demais? As Bíblias modernas devem ser encaradas com suspeita?

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Respeito a pessoa e a biografia do ex-ateu e zoólogo Dr. Walter Veith. A análise que segue diz respeito à palestra “Mudando a Palavra”, apresentada por ele cerca de dez anos atrás, mas que ainda influencia muitas pessoas nos dias atuais. A tônica da palestra consiste na crítica ao trabalho de “atualização” da Bíblia feito por Brook Foss Westcott (1825-1903) e Fenton John Anthony Hort (1828-1892), ministros anglicanos professores da Cambridge University, acusados por Veith e outros de darwinistas, defensores do purgatório, das orações pelos mortos e do culto a Maria, e descrentes da inspiração dos autores bíblicos. Algumas versões/traduções bíblicas em linguagem contemporânea derivam (às vezes em parte) dessa versão de Westcott e Hort. Assim, o Dr. Walter Veith tece inúmeras críticas às versões modernas e exalta repetidamente a antiga versão anglicana King James (KJV), publicada em 1611 e que tem como base textual o Textus Receptus (série de textos do Novo Testamento em grego impressos entre os séculos 16 e 19, e que serviu de base para várias traduções da Bíblia além da King James, como a Bíblia de Lutero e a João Ferreira de Almeida; a primeira edição desse texto foi feita pelo padre e filósofo humanista Erasmo de Roterdã (1467-1536), em 1516, que usou seis manuscritos gregos disponíveis em Basileia e a Vulgata latina para traduzir a parte final do Apocalipse).

Será que a King James é realmente a única versão confiável, como Veith faz parecer? Será que todas as versões modernas foram tão adulteradas que merecem ser chamadas de “demoníacas”, como ele afirma?

O erudito adventista Johannes Kovar, em artigo para o Instituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral, destaca a história do Textus Receptus para questionar o valor superestimado que lhe é atribuído. “Para a publicação de seu texto, Erasmo [de Roterdã (1467-1536)] confiou em [apenas] seis manuscritos datados entre os séculos 11 e 15 [ou seja, cópias com afastamento superior a mil anos desde que o texto foi escrito], estando bem ciente de sua qualidade inferior. Nenhum desses manuscritos era completo, e Erasmo mudou o texto grego aqui e ali, frequentemente de acordo com a Vulgata Latina. Os manuscritos que Erasmo usou, incluindo as anotações que fez neles, ainda existem, de forma que seu trabalho pode ser analisado de maneira relativamente fácil.”

O Dr. Wilson Paroschi afirma que com a descoberta de manuscritos mais antigos, o trabalho de Erasmo em seu Textus Receptus perdeu espaço: “Apesar de os críticos ainda divergirem com relação a algumas das teorias textuais, todos buscavam um texto que estivesse o mais próximo possível do original e, nesse novo período, sob os mais violentos protestos, romperam definitivamente com o Textus Receptus.”

Segundo o Dr. Paroschi, que há décadas estuda e ensina crítica textual, sendo autor de um dos mais respeitados livros nessa área, ao contrário do que dizem os defensores do Textus Receptus, o Códice Sinaítico tem um dos melhores textos, próximo ao do Códice Vaticano. Ambos são superiores aos demais porque o texto deles remonta a manuscritos do segundo século. Existem inúmeros papiros (completos e fragmentários) do segundo século, e o texto dos códices Sinaítico e Vaticano é apoiado por esses papiros. “Do ponto de vista da evidência material e documental, há evidências de sobra de que o Textus Receptus de Erasmo é tardio e inferior, já ‘viciado’ por copistas. As versões mais modernas são, sim, baseadas em manuscritos antigos muito melhores”, afirma Paroschi. E completa: “O que se diz de Wescott e Hort dá a impressão de que antes e depois deles ninguém fez nada. Isso é pura desinformação.”

Como se pode ver, as coisas não são tão preto no branco como Veith faz parecer em seu vídeo, sendo uma versão totalmente confiável e as outras deprezíveis. A verdade é que nenhuma tradução será perfeita e sempre haverá detalhes a serem estudados e explicados (como, por exemplo, a vírgula mal posicionada em Lucas 23:43, em algumas versões). No entanto, cremos que Deus milagrosamente trabalhou para que Sua Palavra fosse preservada em seu todo, de modo que as variações e os erros de tradução não comprometessem a obra que a Bíblia precisa realizar e vem realizando, haja vista o grande número de pessoas que se convertem ao Evangelho lendo qualquer uma das versões/traduções (eu me converti lendo inicialmente uma Bíblia católica traduzida da Vulgata Latina). 

Infelizmente, em sua palestra, Veith mais causa alarde e sensacionalismo do que esclarece e confirma a fé na Palavra de Deus. Esse não é o tipo de tema que se deva analisar em público e sem o devido equilíbrio. O efeito colateral pode ser a descrença e o desprezo em relação às versões mais contemporâneas da Bíblia, por um lado, e a idolatria da King James, por outro.

Conforme questiona o doutor em Teologia Heraldo Lopes, reitor da Universidade Adventista de Moçambique, “Satanás tem poder para alterar o texto bíblico e Deus não tem poder para cuidar? Então quem garante que o que temos é divino e não satânico? O mesmo Deus que inspirou os autores e cuidou do texto deixou milhares de manuscritos para vermos como é realmente a Palvra de Deus. Esses ataques que surgem podem causar um efeito muito perigoso, pois vão gerando na mente nas pessoas a ideia de que a Bíblia não é confiável, e de que dependeríamos de documentos secretos e de denunciadores para dizer que alguns versos não são confiáveis, quando bastaria um estudo comparativo para selecionar as melhores versões. Ou seja: para eles o diabo teve poder sobre a Palavra de Deus. É isso o que cremos? É isso o que Ellen White ensinou sobre o assunto?” Mais adiante veremos o que Ellen escreveu a respeito disso.

Compartilho a seguir algumas impressões em relação à análise do discurso na palestra de Veith e aponto algumas inconsistências e erros na fala dele:

<> Veith diz que muitas alterações foram feitas para minimizar o poder de Jesus. Só que esse foi um péssimo trabalho de Satanás, pois é possível provar a divindade de Cristo mesmo na Tradução Novo Mundo das antitrinitarianas testemunhas de Jeová.

<> Existem variações e até falhas nas traduções, mas creio que Veith maximiza demais o assunto. As variantes não são assim tão drásticas como ele faz parecer. Ele mesmo começa dizendo que se converteu lendo a NIV (New International Version). Eu me converti lendo uma Bíblia Paulinas traduzida da Vulgata, como já disse.

<> Ele suspeita o mal e tenta justificar a mudança em todos os textos. Soa quase onisciente. No minuto 52’20”, ele diz: “Vocês acham que isso é só um erro de interpretação? Eu não ACHO.” Essa técnica dele é conhecida. Lança a pergunta, questiona, e mais adiante afirma. Sabe onde vi muito essa técnica de “lavagem cerebral”? No livro Eram os deuses Astronautas. Däniken faz exatamente isso. Ele lança algo no ar numa página e uma ou duas páginas depois afirma o que havia perguntado. Anos atrás, quando ainda não era adventista e li esse livro, já havia percebido a manipulação. Se Veith faz isso consciente ou inconscientemente, não posso afirmar.

<> Mesmo o “hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23:43) pode não ter sido escrito por pura maldade. Pode ter sido a crença dos tradutores que interferiu. Como há inúmeros textos para comparação, fica fácil mostrar o problema às pessoas.

<> Para Veith, em todas as variantes há uma intenção oculta por trás; que os ocultistas mexeram em um monte de textos. Não consigo aceitar isso. É um diabo muito forte! Hoje as Bíblias mais vendidas são as “adulteradas” e não a King James. O diabo venceu?

<> Sinceramente, para mim, uma palestra dessa presta mais desserviço do que bênção. É assunto para se discutir numa aula de teologia. O resultado está aí: confusão. O mesmo tipo de resultado observado com o vídeo em que Veith sugere o ano de 2027 para a volta de Jesus (confira).

<> Em 58’40”, Veith aponta que na Bíblia jesuítica Douay, na Revised Standard Version (RSV) e na NIV não aparece “segundo a ordem de Melquisedeque”. Ele diz que os maçons de grau elevado são iniciados na ordem de Melquisedeque e que, portanto, deram um jeito de rebaixar Jesus na Douay. Esses maçons são sempre muito poderosos!

<> Em 1h03, ele tenta explicar Hebreus 11:3 e se confunde, trazendo inclusive a controvérsia criação x evolução para a discussão. A King James traduz assim o verso: “Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela Palavra de Deus.” A RSV fala em “séculos” e a NIV diz “universo”. O texto grego de fato descreve a criação do tempo (espaço/tempo) e não dos mundos. Logo em seguida, Veith tenta descredibilizar uma explicação de Westcott, que, nesse caso, está certa. E ainda distorce o sentido da palavra “evolução” usada no texto de Westcott. Aqui fizeram falta conhecimentos da língua original e de cosmologia. Vejamos:

<> A palavra αἰῶνας (aiônas), traduzida como “mundos” pela King James em Hebreus 11:3, tem o sentido original de “eras” ou “tempo”, e apenas por implicação pode significar “mundos” (Isidro Pereira, S. Dicionário grego-português e português-grego. Porto: Livraria Apostolado da Imprensa, 1969).

<> Hebreus 11:3 diz que Deus criou as eras (tempo, eternidade). Ainda sobre o tempo, o astrofísico Eduardo Lütz afirma que “o tempo é um dos atributos do Universo. Existe uma profunda conexão entre a criação do tempo e a criação do Universo, não tem como separá-los. Se o tempo não teve um início, Deus não criou o que chamamos hoje de Universo, pois o tempo depende do Universo para existir”. Em outras palavras, segundo o astrofísico, “tempo pode existir sem matéria, mas matéria não pode existir sem tempo”.

<> Em terceiro lugar, espaço-tempo é o “material” com que foi “tecido” (katarithmeo) o universo. Não existe tempo sem espaço. Não existe Universo sem espaço-tempo. Não existe espaço-tempo sem Universo. Tempo é só mais uma das coisas que fazem parte da criação. Portanto, Hebreus 11:3 na King James está mal traduzido e a má tradução é impropriamente defendida por Veith.

<> Em 1h06, de novo vemos um levantamento de hipótese sem confirmação (algo recorrente nos vídeos de Veith): “Vocês não acham que aqui há um ataque sutil a Jesus Cristo? Ou talvez um ataque não tão sutil? Talvez seja um ataque aberto a Jesus Cristo.” Aí ele frequentemente diz: “Só estou perguntando…”

<> “Quanto às traduções modernas e comentários, a própria Sra. White os utilizava. Você encontrará várias citações extraídas de outras versões bíblicas, além da King James Version, em muitos de seus trabalhos mais recentes, quando aquelas versões estavam disponíveis. Ocasionalmente, ela também consultava comentários bíblicos” (William Fagal, 101 Perguntas Sobre Ellen White e Seus Escritos, p. 195). Ellen usou amplamente a versão mais disponível e popularizada no tempo dela: a King James, mas recebeu com satisfação e usou também versões mais novas que iam surgindo. Tenhamos a mesma postura equilibrada da serva do Senhor e não causemos alarde desnecessário.

Falando nela, vejamos um texto que pode nos ajudar a ter uma atitude equilibrada em relação a esse assunto: “Alguns nos olham seriamente e dizem: ‘Não acha que deve ter havido algum erro nos copistas ou da parte dos tradutores?’ Tudo isso é provável, e a mente que for tão estreita que hesite e tropece nessa possibilidade ou probabilidade estaria igualmente pronta a tropeçar nos mistérios da Palavra Inspirada, porque sua mente fraca não pode ver através dos desígnios de Deus. Sim, com a mesma facilidade tropeçariam em fatos simples que a mente comum aceita e em que discerne o Divino, e para quem as declarações de Deus são simples e belas, cheias de essência e riqueza. Mesmo todos os erros não causarão dificuldade a uma pessoa, nem farão tropeçar os pés de alguém que não fabrique dificuldades da mais simples verdade revelada. Deus confiou o preparo de Sua Palavra divinamente inspirada ao homem finito. Esta Palavra, arranjada em livros – o Antigo e o Novo Testamentos – é o guia para os habitantes de um mundo caído, a eles legado para que, mediante o estudar as direções e obedecer-lhes, pessoa alguma perdesse o caminho do Céu” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 16, 17).

“O Senhor fala aos seres humanos em linguagem imperfeita, a fim de os sentidos degenerados, a percepção pesada, terrena, dos seres da Terra poderem compreender-Lhe as palavras. Nisto se revela a condescendência de Deus. Ele vai ao encontro dos caídos seres humanos onde eles se acham. Perfeita como é, em toda a sua simplicidade, a Bíblia não corresponde às grandes ideias de Deus; pois ideias infinitas não se podem corporificar perfeitamente em finitos veículos de pensamento. Em lugar de as expressões da Bíblia serem exageradas, como julgam muitos, as fortes expressões se enfraquecem ante a magnificência da ideia, embora o escritor escolha a mais expressiva linguagem para transmitir as verdades da educação mais elevada. Os seres pecadores só podem suportar olhar a sombra do brilho da glória celeste” (Ellen G. White, Carta 121, 1901).

Para o Dr. Heraldo, “o Textus Receptus teve seu papel, mas depois foram descobertos muitos manuscritos. O texto base para o Novo Testamento da Almeida Revista e Atualizada e da Nova Almeida Atualizada é o da United Bible Societies (UBS); e desde 1952, quando o texto de Nestle passou a ser Nestle-Aland, ele segue uma linha muito adotada pelos protestantes. Logo, dizer que o Receptus é ainda o melhor texto é ignorar tudo de bom que se descobriu depois e foi sendo acrescentado e melhorado. É como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais. As versões que usamos não se baseiam em Westcort-Hort. É só verificar as diferenças entre o texto da UBS e de Westcort-Hort. São diferentes”.

O Intituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral (órgão oficial da IASD em âmbito mundial) publicou o artigo “The Textus Receptus and modern Bible translations” (aqui). Cito a seguir alguns trechos bastante esclarecedores:  

“Ele chega a essa posição [tratada acima] em parte por causa de certas teorias da conspiração, que ele defende, e não com base em um estudo dos manuscritos gregos originais.”

“Sua tradução difere substancialmente do texto encontrado nos manuscritos. Há palavras no texto de Erasmo que hoje não são encontradas em um único manuscrito grego. Quem considera o Textus Receptus como o texto original inspirado do Novo Testamento tem que acreditar que o texto original grego do NT era desconhecido até o ano de 1516, e deve aceitar o sacerdote católico e humanista Erasmo como um escritor inspirado do Novo Testamento.”

“Um dos primeiros grandes hereges, Marcião, veio originalmente da Ásia Menor. Portanto, é incorreto concluir que a Ásia Menor e a Grécia garantiram a ortodoxia. Por outro lado, o bispo de Alexandria excomungou Orígenes, mantendo assim a ortodoxia. Mais tarde, na disputa cristológica, o alexandrino Atanásio demonstrou novamente que o Egito aderiu a posições teológicas saudáveis. A ideia de que as descobertas no Egito implicam que os manuscritos também foram escritos lá não pode ser provada e não é provável.”

“Em 1881, [Westcott e Hort] publicaram uma edição do NT grego que causou sensação entre os estudiosos. Ela foi muito atacada, mas, no geral, foi recebida como a mais próxima do texto original do NT. Seu texto lançou as bases para as edições posteriores de Nestlé e Aland. Embora a alegação de que fossem espiritualistas não possa ser comprovada pelo exame histórico, os ‘ativistas da King James somente’ perpetuam constantemente essa ideia.”

“As diferenças entre as traduções das Bíblias baseadas no Textus Receptus e as que seguem o texto eclético não são graves. Apenas muito poucas passagens são de maior significado. Estima-se que 98% do texto do NT não revele variações apreciáveis. Os ‘campeões do Textus Receptus’ muitas vezes levam as diferenças muito a sério.”

“Palavras teologicamente duvidosas no Textus Receptus. Há casos em que o texto majoritário é problemático. O Textus Receptus de João 5:3, 4 diz: ‘Pois um anjo descia em certo tempo ao tanque e agitava as águas’ (KJV). Esse texto está ausente nas Bíblias modernas ou é relegado às notas de rodapé. No entanto, a leitura da KJV resulta em uma teologia alarmante: Deus é arbitrário, recompensando os fortes e punindo os fracos. Curiosamente, Ellen G. White também questiona esse texto [no Desejado]. Ela explica que o texto retrata a tradição popular e claramente não acredita em uma obra divina. Não há fundamento para afirmar que o Textus Receptus é mais ortodoxo.”

“Ellen White citou a English Revised Version (ERV) e a American Revised Version (ARV, 1901), também conhecida como American Standard Version [ASV]), ambas baseadas no texto grego Westcott-Hort do NT. Ela deu instruções específicas à sua secretária para usar a versão que melhor refletisse suas ideias. Em seu livro The Ministry of Healing (1905), ela usou dez textos bíblicos da ERV, mais de cinquenta da ARV e alguns textos de outras versões. Isso prova que ela não se limitou à KJV. Quando mais tarde ela fez declarações importantes sobre inspiração (Mensagens Escolhidas, v. 1, e a introdução de O Grande Conflito), ela não advertiu contra novas traduções. Evidentemente, ela não via nelas qualquer ameaça às crenças e à teologia.”

“Quando novas traduções para o inglês apareceram, a Associação Geral mais uma vez considerou necessário apresentar uma declaração (1954). A igreja justificou a necessidade de novas traduções com dois argumentos ainda válidos hoje: primeiro, novas descobertas arqueológicas enriquecem nossa compreensão, e, segundo, cada língua viva está em constante flutuação. As traduções da Bíblia devem levar isso em conta.”

“As diferenças em ambos os tipos de texto são pequenas e, portanto, não devem minar nossa confiança na transmissão e na validade do texto bíblico. Não é cientificamente legítimo nem pastoralmente aconselhável negar às traduções modernas e cuidadosamente traduzidas da Bíblia seu direito de existir.”

Para mais informações, leia o texto “The Textus Receptus and modern Bible translations”, no boletim do Biblical Research Institute, da Associação Geral da IASD (clique aqui). Leia também “Apocalyptic ficcion in times of Covid-19” (aqui).

Michelson Borges

Projeto social da ADRA e da UNICEF busca minimizar problemas de povos originários

Quase dois mil indígenas são beneficiados pelo trabalho da ADRA e da UNICEF em Roraima 

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No Brasil há cerca de um milhão de indígenas, de mais de 250 etnias, que vivem em mais de 13,8% do território nacional. Essa população é constantemente ameaçada de violência; riscos de perda de direitos em decorrência da pressão dos latifundiários, das mineradoras e usinas. Problemas e desafios que precisam ser enfrentados e que servem como pauta de reflexão neste dia 19 de abril, denominado o Dia do Índio.

Com o objetivo de enfrentar e amenizar essas dificuldades vividas pela população indígena, a Agência Adventista de Recursos Assistenciais (Adra), regional de Roraima, implementou em 2018, o Projeto Emergência Roraima. Esse conjunto de iniciativas, nesses quatro anos, conta com o apoio e a parceria da Unicef, cujas ações são voltadas para áreas como saúde, nutrição, água, saneamento e higiene dos indígenas. Assim, cerca de 1.800 indígenas são beneficiados com as atividades.

A população indígena no Brasil enfrenta uma série de problemas e adversidades. Eles lutam por mais autonomia, tentando conquistar, com a comercialização de seus produtos e com o turismo alternativas para diminuir a dependência dos recursos da Fundação Nacional do Índio (Funai).  

Nesse programa, conforme detalha a coordenadora do projeto, Gizele Marques, as atividades feitas pela equipe profissional de saúde contemplam ações voltadas para a atenção primária à saúde, que incluem, segundo ela, “intervenções preventivas e curativas, como, por exemplo, monitoramento de imunização; acompanhamento do crescimento e desenvolvimento; tratamento de doenças e pré-natal e atendimento nutricional; suplementação para prevenção da má nutrição; tratamento; monitoramento e encaminhamento”.

Venezuelano conta sobre trajetória no Brasil

Francisco Flores é de uma família indígena da Venezuela. Diante das várias dificuldades no país vizinho, precisou migrar para o Brasil. Atualmente, o jovem trabalha como monitor de água, saneamento e higiene (WASH, na sigla em inglês) da Adra e da entidade parceira nesse projeto, a Unicef, em abrigos indígenas em Roraima. Flores se emociona ao recordar sua situação antes de receber auxílio pelo projeto: 

“Estava em um momento muito difícil, achando que tudo estava acabado. Dinheiro estava acabando. Peguei o pouco dinheiro que tinha e vim para o Brasil. Não falava português, não entendia nada. Tinha que tirar os documentos, CPF”, relembra. 

No Brasil, o monitor conheceu a esposa e diz enxergar na Adra uma ação que traz esperança para dias melhores. “A Adra abriu as portas para a minha vida. Hoje eles são minha segunda família. Minha vida mudou muito”, diz emocionado. 

Entre as atividades dos monitores está o acompanhamento periódico da qualidade da água que chega aos abrigos. Há também a coordenação de comitês de WASH, responsáveis pela higienização dos espaços públicos e pela manutenção de bebedouros. “Meu trabalho é referente à água, ao saneamento e à higiene. Faço atividades de conscientização de higiene com as crianças, por exemplo. Explico sobre a forma correta de lavar as mãos. A importância de poupar a água, e faço palestras sobre higiene pessoal, entre outros temas”, explica Flores sobre sua atuação no projeto. 

A mobilização da comunidade para assembleias e atividades educativas integram a rotina diária de Flores. “Também faço a mobilização de higienização e conscientização sobre a importância de manter nossos espaços limpos. Essa iniciativa visa prevenir vetores que possam causar doenças dentro da comunidade. Falo sobre a importância de fazer a limpeza interna dos bebedouros, já que da água limpa depende nossa saúde”, detalha o monitor. 

Hoje, juntamente com a esposa, Flores vive em uma casa alugada. Porém, quando chegou ao Brasil, o venezuelano passou por muitas dificuldades. “Deus nunca esqueceu de mim; agora eu tenho a vida que eu sonhava. Tenho uma família. Agora posso ajudar as pessoas mais vulneráveis e viver uma vida melhor aqui no Brasil”, comemora.

IASD atende órfãos, refugiados, ribeirinhos e garis

O amor de Deus é visto na prática das boas ações carregadas da esperança do Evangelho

caiaques

Seja por terra ou água, a missão de espalhar esperança e solidariedade vem sendo cumprida pelos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Petrolina, PE. Com ajuda de caiaques, cerca de 20 voluntários da igreja percorreram a área ribeirinha do Rio São Francisco para fazer a entrega de livros e também de cestas básicas a dezenas de famílias. A ação, que aconteceu [na semana passada], faz parte da primeira edição do projeto “Expedição Ribeirinho”, coordenada pelos distritos Rio Corrente e Alto da Boa Vista. A iniciativa contemplou famílias das comunidades da Ilha do Coqueiro e Ilha do Massangano. O projeto tem como objetivo levar esperança através de livros missionários do evangelho. Com auxílio de canoas, os voluntários saíram do Sítio São João, passando pelas ilhas até chegarem à orla de Petrolina. [Carlos Britto]

correio

Cerca de 60 jovens foram às principais praças da cidade para realizar coleta de lixo, limpeza e manutenção dos espaços públicos. Os garis e as margaridas (como são chamadas as profissionais de sexo feminino) foram convidados para uma tenda montada na Praça Luiz Pereira Lima, antiga Praça da Prefeitura, no centro de Arapiraca, e receberam atendimentos gratuitos, como corte de cabelo, limpeza de pele e outros serviços. O projeto “Gari Por um Dia” faz parte de uma iniciativa contínua chamada “Espalhando Esperança”, que realiza ações como essa ao longo do ano. Os profissionais aderiram à ação. “É maravilhosa a homenagem que vocês estão fazendo para nós. Estamos felizes com esse tratamento que estamos recebendo aqui”, contou uma das margaridas, enquanto era atendida pelos voluntários.

A Prefeitura de Arapiraca deu total apoio à ação, por meio das secretarias de Serviços Públicos, Educação e Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. A engenheira ambiental Patrícia Albuquerque, que coordena ações de conscientização no município, afirmou que a parceria entre a administração pública e a Igreja Adventista é de extrema importância para o desenvolvimento de práticas sustentáveis na cidade.

Além das homenagens aos garis, centenas de adventistas que moram em Arapiraca e cidades vizinhas distribuíram mais de seis mil exemplares do livro O Último Convite. Um palco também foi montado no Largo Dom Fernando Gomes e realizadas apresentações musicais, louvores e ainda teve a participação de uma fanfarra. A movimentação chamou a atenção de quem passava pelo local.

Profissionais voluntários ofereceram atendimento à população. Serviços como teste rápido de Covid-19, aferição de pressão, atendimentos clínicos e médicos foram direcionados de forma gratuita aos transeuntes. Pessoas de todas as idades, desbravadores, membros do motoclube adventista e líderes de diversos ministérios estiveram envolvidos nas ações. [Correio dos Municípios]

Na fronteira entre Romênia e Ucrânia, a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) tem um depósito para receber e distribuir ajuda ao povo ucraniano. Com a participação de voluntários, suprimentos médicos, alimentos, cobertores e outros itens são transferidos para o lado ucraniano para serem entregues aos necessitados. […] E na África, jovens adventistas mostram o amor e a compaixão de Jesus visitando órfãos. [Notícias Adventistas]