Perguntas Interativas da Lição: A promessa

Certamente, o ponto mais marcante da história de Abraão é o momento em que ele está prestes a sacrificar seu filho em resposta a uma ordem divina. A grande questão era o quanto ele cria na promessa de Deus de que faria de Isaque uma grande nação. E ele demonstrou crer tanto a ponto de aceitar oferecer o próprio filho em sacrifício, “considerando que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar” (Hb 11:18). Não é à toa que ele recebeu o título de “o pai da fé”! Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 22:10-13. Que lições Deus quis ensinar a Abraão (e a toda a humanidade) ao pedir que o patriarca sacrificasse o próprio filho, o “filho da promessa”?

Leia Hebreus 11:17-19. Conforme essas palavras, o que encorajou Abraão a oferecer seu filho? Por que essa atitude lhe garante o título de “pai da fé”?

Leia João 8:56. Em que sentido Abraão “viu o dia de Jesus” e se alegrou? (R.: Ele teve um vislumbre do plano da redenção, no qual Jesus é o cordeiro de Deus, que morre no lugar dos seres humanos.)

Qual é o significado da frase “o Senhor proverá”? Como ela se aplica a todo o grande conflito e ao plano da redenção?

Por que Abraão não queria que seu filho se casasse com uma mulher dentre o povo cananeu? Por que a vida espiritual entra em grande risco quando nos unimos com alguém em “jugo desigual” (2Co 6:14)? Por que não vale a pena correr esse risco?

As orações do servo de Abraão o conduziram até Rebeca, a quem Deus havia escolhido para se casar com Isaque. Ainda assim, ela poderia se recusar a ir. O que isso nos ensina sobre a relação entre a providência divina e o livre-arbítrio? (R.: Deus pode fazer planos específicos para algumas pessoas e elas os rejeitarem. Ainda assim, a vontade dEle vai acontecer. Se Rebeca não quisesse ir, Deus teria conduzido o servo até outra pessoa.)

Abraão morreu com 175 anos de idade sem ter visto o cumprimento pleno da promessa. Quando morreu, toda a multidão que descenderia de Isaque ainda era reduzida a apenas duas pessoas: os gêmeos Esaú e Jacó, que tinham cerca de 14 ou 15 anos de idade. Mesmo assim, como podemos supor que ele morreu confiante? (ver Hebreus 11:1, 13)

O que a história de Abraão e Isaque no monte Moriá nos ensina sobre a nossa própria fé? Como podemos desenvolver a fé de Abraão e de Isaque?

Nota: A demonstração de fé de Abraão no monte Moriá não teria acontecido sem a colaboração do próprio Isaque. Ali, no alto do monte, “foi com terror e espanto que Isaque soube de sua sorte; mas não opôs resistência. Poderia escapar desse destino, se o houvesse preferido fazer; o ancião […] não poderia ter-se oposto à vontade do vigoroso jovem. Isaque, porém, tinha sido educado desde a meninice a uma obediência pronta e confiante, e, ao ser o propósito de Deus manifesto perante ele, entregou-se com voluntária submissão. Era participante da fé de Abraão, e sentia-se honrado sendo chamado a dar a vida em oferta a Deus. Com ternura, procura aliviar a dor do pai, e lhe estimula as mãos desfalecidas a amarrarem as cordas que o prendem ao altar” (Ellen White, Patriarcas e Profetas, p. 152). Assim, podemos pedir a Deus que nos dê não somente a fé de Abraão, mas também a fé de Isaque.

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)