Felipe Neto manda cristãos irem pro inferno e chama Bíblia de “porcaria”

Cristãos pró-vida são apenas pró-nascimento? Mentira!

MITO: “Cristãos pró-vida são apenas pró-nascimento, pois não se importam com crianças já nascidas!”

criança

FATO: Pesquisas mostram que cristãos estão entre os grupos que mais adotam [https://bit.ly/2WVNMMK]. Os católicos mantêm uma das maiores redes de orfanato e cuidados de crianças abandonadas do mundo (pesquise “foster care” e “child welfare services”). A UNICEF reconhece o importante papel das instituições religiosas no cuidado mundial de crianças órfãs e vulneráveis [https://uni.cf/3mWVXDa].

Nos EUA, os evangélicos adotam mais que o dobro da média nacional [https://bit.ly/3huXBdY]. Instituições como Focus on the Family, World Orphans, Visão Mundial, Christian Alliance for Orphans, Every Child Ministries fizeram um levantamento que comprova que a adoção se tornou um ministério de igrejas locais (as igrejas têm um “departamento de adoção”); fala-se em um “movimento mundial” evangélico de adoção.

Diante dos fatos, qual a reação dos críticos? Denunciar casos minoritários de adoção forçada, falsificação de documentos, etc. O importante é criticar…

A Organização Mundial da Saúde relata que 40% dos cuidados de saúde na África Subsaariana são fornecidos por grupos religiosos, o que inclui o cuidado de crianças vulneráveis. < https://apps.who.int/iris/handle/10665/43884 >

Os cristãos praticantes dos EUA são mais propensos a adotar crianças mais velhas, crianças com necessidades especiais e outras crianças consideradas “difíceis”. < https://bit.ly/3I2SbEr >

Nos EUA, 65% dos pais adotivos não-parentes frequentam cultos religiosos semanalmente – em comparação com 39% da população em geral. < https://bit.ly/2Mvkfqx >

Mais de 40% das igrejas dos EUA oferecem grupos de apoio para famílias adotivas, e uma porcentagem semelhante fornece refeições e outros tipos de apoios. 65% das pessoas “altamente religiosas” doam dinheiro, tempo ou outros bens semanalmente, enquanto apenas 41% das pessoas “pouco religiosas” fazem o mesmo. < https://pewrsr.ch/3nrF71U >

Os frequentadores regulares da igreja doam para caridade mais de três vezes a porcentagem de sua renda em comparação com aqueles que não frequentam a igreja. As pessoas religiosas são as que mais doam tanto às organizações religiosas quanto às organizações não religiosas. Cristãos doam tempo como voluntários, doam sangue e muito mais em taxas significativamente maiores que a média da população geral. < https://amzn.to/3nohbwk >

Cristãos também doam muito mais que a média quando o assunto é o cuidado de crianças vulneráveis. Desde 2010, a doação aos ministérios cristãos de adoção aumentou em 81% e aos ministérios de assistência cristã a órfãos aumentou em 90%. No mesmo período, as doações do público americano em geral aumentaram apenas 29%. < https://bit.ly/3NyMVcG >

Isso não quer dizer que as igrejas são a solução, nem que não precisamos de políticas públicas além da caridade. Quer dizer apenas que pessoas e organizações cristãs são aliados indispensáveis.

Então, a quem interessa rotular e remover do debate público o grupo que contribui de maneira tão positiva? E por que alguns cristãos se sentem tão à vontade para participar dessa campanha de difamação da própria fé?

Você pode até continuar depreciando a própria fé enfatizando insistentemente os erros. Mas, diante desses dados, não seria mais producente adotar uma postura mais positiva, de incentivo e apoio?

Deus aprovou o consumo de bebida forte?

“Comprem tudo o que quiserem: vacas, ovelhas, vinho ou bebida forte.” Deuteronômio 14:26

O “vinho” e a “bebida forte” mencionados nestes versículos eram fermentados. No passado, muitas vezes Deus relevou a ignorância que motivava práticas que Ele não aprova. Mas, finalmente chega a hora quando Deus “notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At 17:30). Então, os que persistem no erro, a despeito de conselhos e advertências, não mais “têm desculpa do seu pecado” (Jo 15:22). Antes disso, não tinham pecado e Deus não os considerava responsáveis mesmo que suas ações estivessem longe de ser ideais. A longanimidade se estende a todos mesmo os que “não sabem o que fazem” (Lc 23:34). Como Paulo, que perseguiu a igreja “na ignorância, na incredulidade”, eles podem obter misericórdia (1Tm 1:13).

Deus tolerou que os israelitas tivessem escravos, mas os protegia contra injustiças (Êx 21:16, 20). Mesmo na igreja cristã, a escravidão não foi abolida de imediato, mas os senhores eram instruídos a tratar bem seus escravos (Ef 6:9; Cl 4:1).

Do mesmo modo, Deus nunca aprovou o divórcio e a poligamia. “Não foi assim desde o princípio” (Mt 19:8). Deus, porém, tolerou isso por certo tempo e deu instruções designadas a salvaguardar os direitos das mulheres, para diminuir o sofrimento que resultava dessas práticas e proteger o casamento de abusos maiores (Êx 21:7-11; Dt 21:10-17). Se, por um lado, Deus não proibiu Abraão de ter uma segunda esposa, Agar, por outro, Ele não o protegeu dos males que resultaram dessa ação.

“Por intermédio de Moisés, Deus promulgou leis destinadas, não a abolir diretamente a poligamia, mas a desencorajá-la (Lv 18:18; Dt 17:17), a restringir o divórcio (Dt 22:19, 29; 24:1) e a elevar a norma da vida matrimonial (Êx 20:14, 17; Lv 20:10; Dt 22:22). Cristo deixou claro que as disposições do AT acerca da poligamia e do divórcio não eram ideais, mas sim uma solução temporária tolerada por Deus “por causa da dureza do vosso coração” (Mt 19:4-8). Cristo afirmou que o ideal de um lar cristão (Mt 19:9) sempre foi a monogamia (Mt 19:4-6; 1Tm 3:2; Tt 1:6). O cristão não deve ter dúvidas quanto à vontade de Deus nessas questões, e, portanto, não tem nem a limitada desculpa da época do AT.

O mesmo pode ser dito sobre o vinho e a bebida forte. Nenhum era estritamente proibido, exceto para quem desempenhava tarefas religiosas e também para os que se ocupavam na administração da justiça (Lv 10:9; Pv 31:4, 5). O mau do “vinho” e da “bebida forte” foi claramente assinalado, e o povo foi aconselhado a se abster dessas bebidas (Pv 20:1; 23:29-33). Uma maldição foi pronunciada sobre os que incitassem outros a beber (Hc 2:15). Paulo afirma: “Quer comais, quer bebais, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31); ele adverte que Deus destruirá os que destroem o corpo (1Co 3:16, 17). As bebidas embriagantes “destroem o santuário de Deus” e seu uso não pode ser considerado um meio de glorificar a Deus (1Co 6:19, 20; 10:31). Paulo abandonou o uso de tudo o que era prejudicial ao corpo (1Co 9:27). Não há desculpa para o argumento de que não há nada de errado em usar bebida alcoólica, alegando-se que Deus uma vez permitiu isso. Como observado, Ele também permitiu práticas como a escravidão e a poligamia. A Bíblia adverte que os “bêbados” não “herdarão o reino de Deus” (1Co 6:10).

(Comentário Bíblico Adventista, v. 1 – Casa Publicadora Brasileira)

Leia também: “Bebidas alcoólicas: uma abordagem bíblica”

Quão perto está o Ômega?

Ellen White caracterizou as crises pelas quais a igreja passou no fim de 1800 e início de 1900 como o Alfa da apostasia, e advertiu que a igreja teria que enfrentar um Ômega semelhante, em um momento posterior. Roger W. Coon analisa e sintetiza as evidências sobre o Alfa para melhor reconhecer e resistir ao Ômega.

Omega greek sign

A apostasia, essa trágica quebra de um relacionamento de fé, é tão antiga quanto Adão e Eva, o jardim, a árvore, o fruto e o primeiro ato ventríloquo da história. Sempre foi um fato triste, mas central da vida, com o qual a igreja cristã teve que lidar: Jesus teve Seu Judas, Paulo teve seu Demas e Ellen White teve seu John Harvey Kellogg.

No que bem pode ter sido o segundo livro mais antigo do Novo Testamento a ser escrito, Paulo advertiu os cristãos tessalonicenses de seus dias de que a volta de seu Senhor não aconteceria, não poderia acontecer até que primeiro ocorresse uma grande “apostasia” dos princípios básicos que sustentam a fé.[1] Seria planejado por “espíritos iníquos nos lugares celestiais”,[2] e efetuado organizacionalmente por um sistema eclesiástico apóstata personificado historicamente como “aquele homem do pecado […] o filho da perdição”,[3] que reinaria supremo sobre a consciência da cristandade por cerca de 1.260 anos literais.[4]

A histórica igreja de Éfeso simbolizava o primeiro século da era cristã ao deixar seu primeiro amor,[5] e o melhor que se podia dizer de Laodiceia, simbolizando a era final, é que era morna.[6]

Em seus primeiros escritos, Ellen White falou variavelmente de um “abalo” e um “peneiramento” do povo de Deus no tempo do fim. Em 26 de janeiro de 1850, ela foi informada por um anjo celestial de que já havia começado, e continuaria até o fim do tempo de graça, “e serão sacudidos todos os que não estiverem dispostos a tomar uma posição corajosa e inflexível pela verdade e se sacrificar por Deus e Sua causa”.[7]

Assim foi estabelecido o fato do abalo final. As causas desse abalo são pelo menos quatro: (1) perseguição de fontes fora da igreja; (2) introdução de falsas teorias dentro de suas fileiras; (3) o amor à verdade[10] ou ser santificado pela obediência a ela;[11] e (4) a resistência de alguns do povo de Deus ao “testemunho direto invocado pelo conselho da Testemunha Verdadeira”.[12]

De fato, o “último engano de Satanás” dentro do remanescente seria a dupla tarefa de destruir a credibilidade da voz profética em seu meio e criar um ódio satânico contra os escritos desse profeta.[13]

A extensão do abalo foi ainda descrita, tanto em termos de números quanto em agrupamentos identificáveis. Numericamente, os desertores constituiriam “uma grande classe”,[14] de fato, uma “proporção maior do que agora prevemos”.[15]

Em termos de pessoas, “famílias inteiras” sairão,[16] mesmo companhias inteiras, “companhia após companhia do exército do Senhor se juntaram ao inimigo”.[17] Sob outra figura, “a palha como uma nuvem será levada pelo vento, mesmo de lugares onde [agora] vemos apenas pisos de rico trigo”.[18] A liderança, bem como a base, estão envolvidas na traição final: “Homens de talento que uma vez se regozijaram na verdade empregam seus poderes para enganar as pessoas”[19], e: “Muitas estrelas que admiramos por seu brilho se apagarão na escuridão.”[20] De fato, “na última obra solene poucos grandes homens estarão engajados”.[21]

(Para manter as coisas em perspectiva, lembre-se de que esse trágico êxodo de metade do adventismo ocorre em uma via de mão dupla. O mesmo parágrafo que relata “companhia após companhia” desertando do exército do Senhor também fala de um influxo ainda maior: “Grupo após grupo das fileiras do inimigo unidos com o povo de Deus que guarda os mandamentos”!)

Durante a vida de Ellen White, a igreja testemunhou o que ela três vezes descreveu como o “Alfa da apostasia”,[22] o cisma mais sério no primeiro meio século de existência do adventismo. Envolvia um movimento para subverter as doutrinas básicas da fé, que eram derivadas de intenso estudo bíblico e confirmadas pelo Espírito Santo por meio de revelações diretas a um profeta inspirado, e para mudar a natureza básica e a direção da igreja orgânica.[23]

Depois de identificar as aberrações doutrinárias do Alfa como “heresias mortais”,[24] um “perigo” que faria com que “muitos” “se afastassem da fé”,[25] e “teorias e sofismas que minam os pilares fundamentais da fé”,[26] Ellen White falou gravemente, ainda que enigmaticamente, do “Ômega da apostasia”. E ela destacou três pontos básicos:

1. O Ômega seguiria o Alfa[27] – não imediatamente, mas em pouco tempo.[28]

2. O Ômega seria pior que o Alfa – seria de uma “natureza assombrosa”[29]; de fato, a profetisa “tremeu” por nosso povo, antecipando-o[30] (ela disse que a controvérsia Alfa lhe trouxe “grande aflição”, e que toda a experiência “quase me custou a vida”).[31]

3. O Ômega seria recebido por aqueles adventistas do sétimo dia que inadvertidamente, se não voluntariamente, falham em atender à advertência relativa ao Alfa, que Deus graciosamente deu em detalhes consideráveis ​​por meio de Sua profetisa.[32]

Ellen White não identificou mais o Ômega da apostasia. Mas ela insinuou claramente nessa última afirmação que se não houvesse uma correspondência um-para-um entre Alfa e Ômega, haveria pelo menos pontos de congruência suficientes para que, se alguém conhecesse o Alfa em detalhes, provavelmente reconheceria o Ômega quando e onde ele aparecesse.

Essa implicação não apenas justifica uma análise detalhada do Alfa, mas quase torna esse estudo obrigatório, se alguém espera escapar do engano e dos perigos espirituais que acompanham o Ômega. O que segue, portanto, analisa e sintetiza a evidência disponível dos escritos de Ellen White e seus contemporâneos sobre o Alfa, sob as categorias (1) os homens do Alfa, (2) o movimento do Alfa e (3) a mensagem do Alfa, para melhor ser prevenido e preparado para enfrentar o Ômega.

OS HOMENS DO ALFA

Pelo menos oito características dos homens da apostasia Alfa podem ser detectadas à medida que se investigam os escritos do período:

1. Líderes. Assim como na apostasia do antigo Israel, Coré, Datã e Abirão lideraram “duzentos e cinquenta príncipes da assembleia, famosos na congregação, homens de renome”,[33] também na apostasia do moderno Israel estavam envolvidos “homens de destaque nos círculos ministerial, médico e educacional”. Estes “assumiram abertamente sua posição”[34] a favor da nova teologia e da nova direção denominacional. O líder? “Alguém de alta responsabilidade no trabalho médico”[35] – um eufemismo óbvio para o Dr. John Harvey Kellogg, diretor médico do Sanatório de Battle Creek. Kellogg, nessa época, era mais conhecido em círculos não eclesiásticos ao redor do mundo do que até mesmo sua mentora, a profetisa da igreja, Ellen White.

2. Cientistas. Embora seja verdade que havia um amplo apoio para Kellogg entre os educadores do Battle Creek College e não poucos clérigos (o capelão do Battle Creek Sanitarium foi um proponente proeminente), no entanto, tem-se a impressão distinta de materiais contemporâneos de que médicos, cientistas médicos lideraram a vanguarda do Alpha. (Talvez eles se sentissem menos vulneráveis ​​à represália dos administradores denominacionais.)

3. Personalidade. Ellen White caracteriza incisivamente esses líderes como homens com “línguas maliciosas e mentes agudas, aguçadas por longa prática em fugir da verdade, […] continuamente trabalhando para trazer confusão e levar a cabo planos instigados pelo inimigo”.[36] Ela previu que as verdades distintivas mantidas pelos adventistas seriam “criticadas, desprezadas e ridicularizadas”;[37] e isso parece ter sido a principal entre as atividades intelectuais desses homens equivocados.

4. Especulação filosófica. A Sra. White estava claramente preocupada com médicos que “falam por horas, quando estão cansados ​​e perplexos, e não estão em condições de falar”, homens que mantinham “longas sessões noturnas de conversas; influência sedutora” roubou, primeiro “de um e depois de outro a fé que uma vez foi entregue aos santos”. Ela ainda advertiu: “Ideias brilhantes e cintilantes muitas vezes surgem de uma mente que é influenciada pelo grande enganador. Aqueles que ouvem e aquiescem ficarão encantados, como Eva ficou encantada pelas palavras da serpente. Eles não podem ouvir especulações filosóficas encantadoras, e pelo menos ao mesmo tempo lembrar-se claramente da Palavra do Deus vivo.”[38]

5. Anticlerical. O papel do ministério evangelístico dentro da Igreja Adventista foi claramente definido pela profetisa: “Desde Sua ascensão, Cristo, o grande Cabeça da igreja, tem levado avante Sua obra no mundo por embaixadores escolhidos, através dos quais Ele fala às pessoas e ministros às suas necessidades. […] Os ministros de Cristo são os guardiões espirituais do povo confiado aos seus cuidados. Seu trabalho tem sido comparado ao de vigias, mordomos dos mistérios de Deus.”[39]

A Sra. White escreveu ao Dr. Kellogg da Austrália, alertando-o “para não separar sua influência do ministério do evangelho”.[40] Muitos parágrafos depois, ela voltou a esse pensamento: “Você não está disposto a dar ouvidos ao conselho dos servos do Senhor. […] O Senhor deseja que você respeite o ministério do evangelho.”[41]

Apenas um mês antes, ela havia advertido Kellogg: “O inimigo está trabalhando […] criticar o seu trabalho.”[42]

O biógrafo do Dr. Kellogg, Richard W. Schwarz, catalogou as razões do médico para a antipatia em relação ao ministério adventista. Poucos deles praticavam o vegetarianismo ou outros princípios de saúde adotados e defendidos por Kellogg e Ellen White. Eles tinham o que ele via como uma educação profissional inferior. Eles eram, como ele via, maus administradores financeiros do dinheiro da igreja no trabalho religioso, e certamente não estavam em posição de dizer ao pessoal médico como praticar suas artes ou como administrar suas operações institucionais. E a miopia deles, ele sustentava, era bem ilustrada pelo fato de que eles promoviam as publicações religiosas em maior extensão do que o seu tipo de trabalho médico-missionário.[43]

6. Desprezo a Ellen White. De preocupação ainda maior, no entanto, foi o fato de que a liderança do Alfa em geral, e o Dr. Kellogg em particular, frequentemente ignoravam o conselho de Ellen White, negligenciando a implementação de suas instruções escritas provenientes do Senhor ou realmente trabalhando contra elas.

Em 12 de dezembro de 1899, a Sra. White escreveu ao líder da obra médica da denominação “como uma mãe escreveria a seu filho. Eu o ajudaria se pudesse”. Então, em conclusão, ela acrescentou uma nota de solene urgência: “Como alguém que sabe, como alguém que teve permissão para ver os resultados do trabalho que você assumiu, peço que pare e considere […]. Não jogue para trás de você sem consequência as advertências que você ainda não entende. Se receber as mensagens de advertência enviadas a você, você será salvo de grande provação.”[44]

Três semanas depois, no dia de Ano Novo de 1900, a Sra. White escreveu ao presidente da Associação Geral, G. A. Irwin: “Procure salvar o Dr. Kellogg de si mesmo.”[45]

E três meses depois a profetisa dirigiu esta palavra adicional ao Dr. Kellogg: “Sua voz está trabalhando contra o sucesso e triunfo da verdade nestes últimos dias […]. Você está se afastando do próprio trabalho a ser feito.”[46]

7. Coerção autoritária. O Dr. Kellogg não toleraria nenhuma interferência em suas ideias ou planos. Alguns de seus conselheiros eram até mesmo homens “sob a repreensão de Deus”. O único teste era o da lealdade pessoal ao médico-chefe (“Você estava disposto a se unir a eles se eles apoiassem sua proposta.”)[47] Os oponentes foram impiedosamente afastados. A respeito do Alfa, Ellen White escreveu diretamente: “Nada seria permitido ficar no caminho do novo movimento.”[48]

Essa atitude de “rolo compressor” do Dr. Kellogg foi refletida com precisão nas palavras de um “proeminente” colega profissional, um dos cerca de dez homens que vieram de Battle Creek para o primeiro Concílio Anual realizado em Washington, D.C., em outubro de 1903, para pressionar pela aceitação das ideias teológicas e organizacionais de seu chefe. Abordado por Arthur G. Daniells, presidente da Associação Geral na época, sob um poste de luz na noite do primeiro dia da sessão, o jovem médico impetuosamente, imperiosamente, sacudiu o dedo no rosto de seu líder da igreja, declarando: “Você está cometendo o erro de sua vida. Depois de toda essa turbulência, alguns desses dias você acordará para se ver rolando no pó, e outro estará liderando as forças.”

Cansado, o presidente da Associação Geral respondeu: “Eu não acredito em sua profecia. De qualquer forma, eu preferiria rolar no pó fazendo o que acredito em minha alma ser certo do que andar com príncipes, fazendo o que minha consciência me diz estar errado.”[49]

8. Espírito subversivo. Ellen White atacou sem rodeios a desonestidade básica dos homens do Alfa que estavam trabalhando “de maneira dissimulada e poderosa para derrubar o fundamento de nossa fé”.[50]

Em uma visão do tipo parábola especialmente adequada, à meia-noite ela viu um navio em forte neblina: “De repente, o vigia gritou: ‘Iceberg logo à frente!’ Ali, elevando-se bem acima do navio, havia um gigantesco iceberg. Uma voz autoritária gritou: ‘Enfrentem-no!’ Não houve um momento de hesitação. Era hora de ação instantânea. O engenheiro acelerou a todo vapor e o homem ao leme dirigiu o navio direto para o iceberg. Com um estrondo, ele atingiu o gelo. Houve um choque terrível, e o iceberg quebrou em muitos pedaços, caindo com um barulho como um trovão no convés. Os passageiros foram violentamente abalados pela força da colisão, mas nenhuma vida foi perdida. A embarcação ficou avariada, mas não além do reparo. Ela estremeceu ao choque, tremendo de proa a popa, como uma criatura viva.”[51]

O iceberg representava a heresia e o movimento Alfa; o navio representava a Igreja Adventista de 1903. O Capitão – Jesus, é claro, reconheceu que haveria menos perigo para a igreja em última análise por uma colisão direta e frontal do que tentar evitar o iceberg. E assim o timoneiro foi instruído: “Enfrentem-no!”

E o grito “Enfrentem-no!” tornou-se um grito de guerra em vários círculos da igreja, quando leais obreiros adventistas do sétimo dia e leigos enfrentaram o desafio do Alfa em um confronto frontal que abalou seriamente – mas não destruiu – a Igreja Adventista daquele tempo.

O MOVIMENTO ALFA

O Alfa não consistia apenas em ensinamentos heréticos defendidos pelo Dr. Kellogg e seus seguidores, como será observado em detalhes abaixo, mas definitivamente havia um “novo movimento” envolvido também, de fato; Ellen White usou essa mesma expressão para descrevê-lo.[52] Ele pode ser identificado por pelo menos três características:

1. Nova Organização. “Uma nova organização seria estabelecida” pelos proponentes do Alfa, declarou a Sra. White.[53]

A questão de se o Movimento do Advento deveria ou não ser organizado agitou os primeiros pioneiros, e Ellen White estava bem no meio da controvérsia. Guilherme Miller havia ensinado originalmente que, se seu movimento se organizasse, automaticamente faria parte da Babilônia. Muitos dos primeiros pioneiros que fundaram o que mais tarde seria conhecido como a Igreja Adventista do Sétimo Dia assumiram uma posição semelhante. Mas Deus enviou luz por meio de Ellen White para que houvesse organização nas fileiras de Seus seguidores na Terra.[54] E a estrutura evoluiu ao longo dos anos, com mudanças na forma ocorrendo conforme as necessidades de mudança ditavam.

Existem três formas básicas de organização de igreja: (a) episcopal, na qual toda autoridade e poder estão centrados no topo e descem; (b) “presbiteriana” ou representativa, na qual a igreja como um todo delega autoridade a indivíduos para agir em seu nome, renovando esse mandato periodicamente; e (c) congregacional, em que uma congregação local decide absolutamente tudo, desde seu credo doutrinário até como gastará seu dinheiro – democracia em sua forma mais pura, no mundo da religião.

Os adventistas do sétimo dia tradicionalmente seguem o segundo dos três: um sistema presbiteriano modificado com autoridade delegada pelos eleitorados em intervalos determinados. O Dr. Kellogg propôs – e finalmente conseguiu, no que diz respeito ao Sanatório de Battle Creek – remover todo o trabalho médico da denominação do controle e da direção central, e colocá-lo sob sua própria supervisão pessoal, independentemente das restrições denominacionais. Escreveu Ellen White: “Fui instruída pelo Senhor de que sua tentação seria tornar sua obra médico-missionária independente da Associação.”[55] (A história de como Kellogg projetou uma grande mudança na ênfase de um impulso evangelístico geral para todas as classes da sociedade, incorporada em uma única “Missão da Cidade”, para um movimento do tipo Exército de Salvação voltado principalmente para as classes mais baixas e desfavorecidas da sociedade, está bem documentada em uma série de quatro artigos de Arthur L. White, então secretário do Ellen White Estate, na Review and Herald de 5, 12, 19 e 26 de novembro de 1970, e não será recontada aqui.)

Hoje, sugestões estão continuamente surgindo em alguns círculos adventistas defendendo uma mudança na estrutura organizacional, na direção de uma postura congregacional, em que cada congregação individual definiria suas crenças doutrinárias, estabeleceria suas próprias políticas financeiras e traçaria seu próprio curso individual. Tais propostas não são novas; os homens do Alfa sonharam tais sonhos.

2. Nova literatura. Além disso, os homens do Alfa tinham ideias revolucionárias no campo editorial. Disse a serva de Deus: “Livros de uma nova ordem seriam escritos.”[56]

O principal livro-texto detalhando as heresias panteístas do Dr. Kellogg foi O Templo Vivo. Como foi escrito é uma história interessante:

Quando o Sanatório de Battle Creek foi incendiado em 1902, a cobertura do seguro mal pagou a hipoteca; não havia dinheiro para reconstruir. O pastor Daniells propôs ao Dr. Kellogg que ele escrevesse um livro de medicina popular e doasse os royalties para o projeto de construção; nosso povo poderia se reunir e vender o livro, e nosso sanatório poderia ser reconstruído mais rapidamente.

O pastor Daniells advertiu especificamente o Dr. Kellogg para não colocar nada de sua “nova teologia” no livro. O bom médico prometeu que não o faria.

Como o tempo era tão vital, nenhum comitê de livros foi formado para ler o manuscrito; na verdade, o livro foi escrito quase tão rapidamente quanto os capítulos foram escritos. No entanto, a notícia logo vazou de que o livro estava cheio de heresia panteísta, que estava cada vez mais se infiltrando nas reuniões de obreiros, nas reuniões de comitês e todas as outras reuniões de adventistas ao redor de Battle Creek. Um rápido exame das provas de impressão na editora confirmou as piores suspeitas.

Uma comissão de cinco pessoas foi nomeada pela Associação Geral para investigar o caso. Três disseram que se deveria imprimir o livro; dois disseram para não publicá-lo. A Associação Geral adotou o relatório da minoria. Mas o Dr. Kellogg estava em Battle Creek havia mais tempo do que o novo presidente da Associação Geral, pastor Daniells, e ordenou ao superintendente da editora que imprimisse o livro. Cerca de cinco mil cópias foram impressas, mas antes que as capas pudessem ser colocadas nas páginas encadernadas, a Review and Herald Publishing House sofreu um incêndio que destruiu não apenas os livros não encadernados e suas capas, mas também fez derreter as chapas de impressão.

O Dr. Kellogg enviou uma cópia do manuscrito para uma gráfica comercial e encomendou três mim cópias, e o livro começou a circular entre as igrejas.[57] Horrorizada, Ellen White escreveu: “No livro The Living Temple é apresentado o alfa das heresias mortais.”[58]

Em uma visão, “alguém de autoridade” falou com a Sra. White. Segurando uma cópia do The Living Temple, ele disse: “Neste livro há declarações que o próprio escritor não compreende. Muitas coisas são declaradas de uma forma vaga e indefinida… do tipo que será instado ao povo.”[59]

Se Deus não tivesse cortado o mal pela raiz, no Concílio de Outono de 1903, quem sabe que outras publicações poderiam ter sido impressar para enganar e destruir!

3. Ênfase excessiva no bem-estar social. Na década de 1890, o evangelismo público adventista do sétimo dia nas cidades consistia em reuniões para o público em geral conduzidas por ministros, assistidos por evangelistas de literatura. Muitas vezes, instruções gerais sobre tratamentos simples de hidroterapia e higiene preventiva eram dadas por enfermeiros e médicos treinados. Restaurantes saudáveis foram abertos em alguns lugares.

O Dr. Kellogg, muito influenciado pelo Dr. George D. Dowkontt, um pioneiro no trabalho médico-missionário não sectário e não denominacional, foi fundamental para mudar a ênfase do evangelismo público adventista para um ministério especializado para classes carentes – alcoólatras, prostitutas e outros grupos semelhantes. Ele também começou a mudar as características do que chamou de “trabalho médico-missionário”, particularmente em Chicago, onde iniciou uma faculdade de medicina, de um “objetivo evangelístico inalterado e distinto em todas as fases do trabalho denominacional para um caráter generalizado e não sectário”.[60] Disse Ellen White dos proponentes dessa ênfase exagerada no bem-estar social, excluindo um testemunho evangelístico para as classes média e alta, com apenas uma pitada de sarcasmo: “Os fundadores desse sistema iriam às cidades, e fariam um maravilhoso trabalho.”[61] Mas não era a obra que Deus queria que os adventistas fizessem.[62]

Antes que o novo programa imaginado pelo Dr. Kellogg pudesse ser verificado, ele providenciou para que muitos de nossos ministros e instrutores bíblicos deixassem seus postos no evangelismo convencional e trabalhassem em missões em novas cidades para os pobres e marginalizados.[63]

Nenhuma pessoa informada contestará que há um lugar apropriado para o ministério prático aos necessitados, no trabalho da Igreja Adventista. A existência de nossas Sociedades Dorcas [Assistência Social], e até mesmo a existência do livro Beneficência Social, de Ellen White, é evidência desse fato indiscutível. Mas a questão central é equilíbrio. A cauda não deve abanar o cão; o ministério adventista do sétimo dia não deve degenerar em simplesmente uma pálida imitação de algo conhecido algumas décadas atrás como “evangelho social”. O Alfa faria dessa ênfase no trabalho de bem-estar social o principal impulso da igreja. Ellen White hesitou, gentilmente no início, vigorosamente depois, quando as implicações da ameaça a todo o Movimento do Advento foram sucessivamente reveladas a ela por Deus.

A MENSAGEM DO ALFA

Talvez o mais sinistro e perigoso de todos os fatores fossem os novos rumos nas crenças doutrinárias propostas pelos líderes do Alfa. Ellen White resumiu a situação de forma bastante sucinta quando escreveu com muita simplicidade: “Nossa religião seria mudada.”[64]

Como? Alguns de nossos “princípios de verdade”, escreveu ela, “seriam descartados […]. Princípios fundamentais […] seriam considerados errados.”[65] Outras crenças seriam menosprezadas, menos enfatizadas e “consideradas levianamente”, para usar sua expressão.[66] Observemos vários exemplos específicos:

1. Características gerais da teologia Alfa: Ellen White falou das verdades proposicionais do Alfa variadamente como “um sistema de filosofia intelectual”,[67] “teorias espiritualistas”,[68] “falácias insidiosas”,[69] “falsa ciência”,[70] “filosofia capciosa”,[71] e “interpretações fantasiosas e espiritualistas das Escrituras, interpretações que minam os fundamentos de nossa fé”.[72] Estas eram “doutrinas que negam a experiência passada do povo de Deus”.[73]

2. “Reforma doutrinária” proposta: (a) Sábado e criacionismo: as doutrinas do sábado e do criacionismo não seriam descartadas; em vez disso, elas seriam simplesmente menos enfatizadas, “considerados levianamente”,[74] relegadas a um papel menor na hierarquia de importância dos ensinamentos doutrinários.

(b) Escatologia: Ellen White sempre deu ao estudo dos eventos dos últimos dias uma prioridade muito alta para os cristãos que vivem no fim dos tempos; os líderes do Alfa, entretanto, “ensinam que as cenas que estão diante de nós não são de importância suficiente para merecerem atenção especial”.[75]

(c) Inspiração/revelação: os líderes do Alfa desprezaram totalmente, na pior das hipóteses, e condenaram com fraco louvor, na melhor das hipóteses, a contribuição do dom de profecia na igreja remanescente por meio de Ellen White. Em essência, “eles tornam sem efeito a verdade de origem celestial e roubam do povo de Deus sua experiência passada, dando-lhes, em vez disso, uma falsa ciência”.[76]

(d) Doutrinas fundamentais do adventismo: em suma, os líderes do Alfa fariam avançar “teorias e sofismas que minam os pilares fundamentais da fé”.[77] Esta acusação será examinada mais detalhadamente.

3. Ênfase na ética humanista: uma faceta importante do Alpha era sua confiança em um sistema de ética humanista divorciado do poder de Deus: “Os líderes ensinavam que a virtude é melhor que o vício, mas Deus sendo removido, eles colocam sua dependência no poder humano, que, sem Deus, vale menos.”[78]

Em outro lugar, Ellen White escreveu sobre “promessas e resoluções” feitas na vida cristã que eram como “cordas de areia”.[79] Alguns, que afirmam que somente a fé os salvará, apesar de sua indiferença às reivindicações de Deus, estão “confiando em uma corda de areia, pois a fé é fortalecida e aperfeiçoada somente pelas obras”.[80] Para o cristão que não compreende a “verdadeira força da vontade”, suas promessas são como “cordas de areia”.[81] E qualquer sistema de ética divorciado de Deus e de Seu poder é igualmente impotente.

4. Natureza falsa: as ideias e doutrinas do Alfa não eram todas erradas; havia uma insidiosa mistura de verdade com erro, tornando tudo ainda mais perigoso e enganoso. O Templo Vivo continha “sentimentos especiosos”, mas também “sentimentos que são inteiramente verdadeiros, mas estes estão misturados com erros. As Escrituras são retiradas de sua conexão e são usadas para sustentar teorias errôneas”.[82] “As Escrituras são introduzidas de tal maneira que o erro é feito parecer verdade.”[83]

Ellen White empregou a analogia de trilhos de trem paralelos e uma ilusão de ótica criada pela perspectiva: que, portanto, não são rápidos em discernir a diferença entre verdade e erro.[84]

AS VISÕES DA “PLATAFORMA”

Em uma de suas primeiras visões, Ellen White viu uma “plataforma” sobre a qual um grupo de cristãos estava, “uma plataforma sólida e inamovível”.[85] Houve três etapas que levaram a essa plataforma. Deus estava guiando o povo, passo a passo, até que eles encontraram o caminho para o topo da plataforma. Ela notou vários grupos diferentes entre os cristãos: (1) aqueles que, ao ver a plataforma e examinar os pilares da fundação, imediatamente pisaram nela com alegria; (2) aqueles que subiam e vasculhavam os pilares da fundação, queixando-se de inadequação; “Eles desejavam melhorias feitas, e então a plataforma seria mais perfeita, e as pessoas muito mais felizes”; (3) outros, que subiram na plataforma e depois desceram para examinar a fundação, declarando que estava tudo errado.

A maioria dos que subiram na plataforma ficou lá, e exortou aqueles que saíram a cessar as reclamações porque Deus era o Mestre Construtor, e eles estavam de fato lutando contra Ele. Alguns desses descontentes atenderam às palavras de admoestação e voltaram ao seu antigo lugar no topo.

Com relação aos três degraus que levavam à plataforma, um anjo disse a Ellen White: “Ai daquele que mover um bloco ou agitar um alfinete dessas mensagens.”[86] O simbolismo dessa e das visões relacionadas é claro: a “plataforma exaltada” na qual devemos estar é “a verdade como é em Jesus”.[87] Os três passos que conduzem a ela são as três mensagens angélicas de Apocalipse 14.[88] Os pilares de sustentação são as doutrinas fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia.[89]

Nessa visão, Ellen White viu o Dr. John Harvey Kellogg orientando vários homens a soltar essa e aquela madeira entre os pilares da fundação. Uma voz do céu declarou, no entanto: “Esse fundamento foi construído pelo Mestre dos Trabalhadores, e resistirá à tempestade.”[90] Foi-lhe mostrado que “é o esforço constante do inimigo remover essas verdades de seu lugar e colocar ali teorias espúrias”.[91]

Ellen White, além disso, não nos deixou em dúvida quanto ao que constitui os pilares fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ela os identificou especificamente como (1) a doutrina do santuário celestial, com suas questões corolárias de expiação, purificação, etc.; (2) as três mensagens angélicas de Apocalipse 14, que trazem à tona as questões de julgamento, adoração, criacionismo, a queda da Babilônia espiritual e a controvérsia final entre o selo de Deus e a marca da besta; (3) o sábado na estrutura da lei de Deus; e (4) a não imortalidade da alma.[92]

No contexto da heresia Alfa, Ellen White mencionou que “especialmente” desafiadas nos primeiros cinquenta anos de nossa história denominacional foram as questões do “ministério de Cristo no santuário celestial” e as mensagens dos três anjos.

Com respeito à doutrina do santuário celestial, Ellen White escreveu em 1905, no contexto de uma “plataforma” de verdade na qual devemos nos firmar, que no futuro “o inimigo introduzirá teorias falsas, como a doutrina de que não há santuário. Esse é um dos pontos em que haverá um afastamento da fé”.[94]

Dois anos depois, ela destacou, em uma discussão sobre as várias heresias do último meio século: “Ao serem apresentados os grandes pilares de nossa fé, o Espírito Santo deu testemunho deles, e especialmente em relação às verdades da questão do santuário. Repetidas vezes o Espírito Santo endossou de maneira marcante a pregação dessa doutrina. Mas hoje, como no passado, alguns serão levados a formar novas teorias e negar as verdades sobre as quais o Espírito de Deus colocou Sua aprovação.”[95]

E O ÔMEGA?

O que é o Ômega? Quando surgirá? Ellen White não nos contou. Ela disse, na verdade, que se você conhece o Alfa, você reconhecerá o Ômega quando o vir.

Especulou-se que o Ômega foi o roubo legal do Sanatório de Battle Creek pelo Dr. John Harvey Kellogg.[96] Outros sugeriram que são visões antirreforma da saúde, ou mesmo acupuntura! Com base na evidência do Alfa, muito provavelmente o Ômega envolverá o repúdio de Ellen G. White como uma autêntica, legítima e inspirada profetisa do Senhor, cuja mensagem tem autoridade para os cristãos adventistas do sétimo dia de hoje.

No quadro do Alfa, sua instrução à igreja de oitenta anos [em 1980] atrás parece pertinente para nós ao contemplarmos o Ômega:

1. Esteja alerta! “Todo mundo agora deve ficar em guarda.”[97]

2. Reconhecer a motivação do inimigo. “Bajulação, subornos, incentivos, promessas de maravilhosa exaltação serão empregados com mais assiduidade.”[98]

3. Tome uma posição ativa contra o erro. “Não consenti mais em ouvir sem protesto a perversão da verdade. Desmascarei os sofismas pretensiosos.”[99]

4. Preserve firmemente os pilares da fé. “Os marcos que nos fizeram o que somos devem ser preservados, e eles serão preservados, como Deus indicou por meio de Sua Palavra e do testemunho de Seu Espírito.”[100]

5. Não tenha medo; não se esqueça! É-nos assegurado que “não temos nada a temer pelo futuro, a não ser que nos esqueçamos do caminho pelo qual o Senhor nos conduziu e de Seus ensinamentos em nossa história passada”.

As seguintes promessas devem ser especialmente reconfortantes para aqueles que se preocupam com a direção da igreja – aqueles que “suspiram e […] clamam por todas as abominações que se cometem no meio dela”,[102] “ministros do Senhor” que “choram entre o pórtico e o altar”:[103]

“O Senhor colocará nova e vital força em Sua obra à medida que os instrumentos humanos obedecerem à ordem de sair e proclamar a verdade de Deus.” [104]

“Deus nunca deixa o mundo sem homens que possam discernir entre o bem e o mal, a justiça e a injustiça. Ele tem homens que designou para estarem na vanguarda da batalha em tempos de emergência.”[105]

“Satanás estabeleceu todas as medidas possíveis para que nada venha entre nós como um povo para nos repreender, e nos exortar a deixar de lado nossos erros. Mas há um povo que levará a arca de Deus. Alguns sairão do meio nós, que não levarão mais a arca. Mas esses não podem fazer muros para obstruir a verdade, pois ela irá para a frente e para cima até o fim. No passado, Deus suscitou homens, e Ele ainda tem homens de prontidão esperando, preparados para cumprir Suas ordens, homens que passarão por restrições que são apenas como paredes rebocadas com argamassa não temperada. Quando Deus colocar Seu Espírito sobre os homens, eles trabalharão. Eles proclamarão a palavra do Senhor, levantarão a voz como uma trombeta. A verdade não será diminuída nem perderá seu poder em suas mãos. Eles mostrarão ao povo suas transgressões, e à casa de Jacó seus pecados.”[106]

“Aqueles que permanecem em defesa da honra de Deus e mantêm a pureza da verdade a qualquer custo terão múltiplas provações, como o fez nosso Salvador no deserto da tentação. Mas se calarem quando sua influência for necessária para defender o direito contra qualquer pressão, podem evitar muitas mágoas e escapar de muitas perplexidades, perderão também uma recompensa muito rica, senão a própria alma. Aqueles que estão em harmonia com Deus e que pela fé nEle recebem forças para resistir ao mal e permanecer em defesa do certo, sempre terão graves conflitos e frequentemente terão que ficar quase sozinhos. Mas vitórias preciosas serão suas enquanto fizerem de Deus sua dependência, sua força. Sua sensibilidade moral será aguda e clara, e suas faculdades morais serão capazes de resistir a influências erradas. Sua integridade, como a de Moisés, será do mais puro caráter.”[107]

Nossa tarefa, muito simplesmente, então, é esta: “Quando a religião de Cristo é mais desprezada, quando Sua lei é mais desprezada, então nosso zelo deve ser o mais caloroso e nossa coragem e firmeza mais inabaláveis. […] Quando a maioria nos abandona, para lutar as batalhas do Senhor, quando os campeões são poucos, este será o nosso teste.”[108]

Disse Josafá no passado: “Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no Senhor vosso Deus, e assim sereis estabelecidos; crede em Seus profetas, e prosperareis.”[109] Como é reconfortante saber que “todos os que creem que o Senhor falou através da irmã White, e lhe deu uma mensagem, estarão a salvo das muitas ilusões que virão nestes últimos dias”![110] “Vem, Senhor Jesus!”[111]

(Roger W. Coon, Ph.D., foi pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Takoma Park, Maryland; revista Ministry, abril de 1980)

Note: The standard abbreviations have been used for Ellen White reference works.

1 2 Thess. 2:32 Eph. 6:12, margin; 3 2 Thess. 2:3; 4 Dan. 7:255 Rev. 2:46 Chap. 3:15, 16; 7 EW 50; 8 GC 608, 5T 81, 463, 6T 400, Ev 360, 361; 9 TM 112, ISM 193-208; 10 6T 401; 11 GC 608, 2SM 368; 12 EW 270; 13 ISM 48, 2SM 78; 14 GC 608; 15 2SM 368, Ev 361; 16 TM 411; 17 8T 41; 18 5T 81; 19 GC 608; 20 PK 188; 21 5T 80; 22 ISM 197, 200, 203; 23 The historical backgrounds of the “Alpha” are ably presented by a leading opponent of the breakaway movement, the then president of the General Conference, Arthur G. Daniells (The Abiding Gift of Prophecy, chapter 30) and a contemporary denominational administrator, L. H. Christian (The Fruitage of Spiritual Gifts, chapter 20). The precipitating, climactic crisis in 1903 is discussed by Ellen G. White herself in Selected Messages, book 1, pp. 193-208; 24 ISM 200; 25 Ibid., p. 197; 26 Ibid.; 27 Ibid., p. 200; 28 Ibid., p. 203; 29 Ibid., p. 197; 30 Ibid., p. 203; 31 Ibid., p. 199; 32 Ibid.; 33 Num. 16:234 Daniells, op. cit., p. 336; 35 ISM 204; 36 Ibid., p. 195; 37 Ibid., p. 201; 38 Ibid., p. 197; 39 GW 13-15; 40 8T 180; 41 Ibid., p. 188; 42 Letter 232, Nov. 10, 1899, cited in RH 11-12-70; 43 John Harvey Kellogg, M.D., pp. 175, 180; 44 8T 190, 191; 45 Letter 3, Jan. 1, 1900, cited in RH
11-26-70; 46 Letter 4, March 12, 1900, cited in RH 11-19-70; 47 8T 188; 48 ISM 205; 49 Daniells, op. cit., pp. 336, 337. See also Arthur L. White, “The Kellogg Story,” Testimony Countdown I;  501SM 207; 51 Ibid., pp. 205, 206; 52 Ibid., p. 205; 53 Ibid., p. 204; 54 For reasons why the SDA movement finally chose to organize, and for a brief sketch of Ellen White’s historic vision on the subject (cf. Manuscript 11, 1850), see T. Housel Jemison, A Prophet Among You, pp. 215, 216; 55 8T 187; 56 ISM 204; 57 Daniells, op. cit., pp. 332-336; 58 ISM 200; 59 Letter 211, 1903, cited in Daniells, op. cit., p. 337; 60 Arthur L. White, “Strategy of Division,” RH 11-19-70; 61 ISM 204, 205; 62 8T 185; 63 Christian, op. cit., p. 283; 64 ISM 204; 65 Ibid.;66 Ibid., p. 205; 67 Ibid., p. 204; 68 Ibid.; 69 Ibid., p. 195; 70Ibid., p. 204; 71 Ibid., p. 198; 72 Ibid., p. 196; 73 Ibid., p. 204; 74 Ibid., p. 205; 75 Ibid., p. 204; 76 Ibid.; 77 Ibid., p. 197; 78 Ibid., p,205; 79 SC 47; 80 SR 289; 815T 513; 82 ISM 199; 83 Ibid., p. 202; 84 Ibid.; 85 EW 259; 86 Ibid., pp. 258, 259; 87OT 2SM 29, 5T 593; 88 EW 258; 89 ISM 201, 204; 90 Ibid., p. 204; 91 Ibid., p. 201; 92 CW 30, 31; 93 ISM 208; 94 RH 5-25-05, cited in Ev 224; 95 Manuscript 125, 1907, cited in Ev 224; 96 Christian, op. cit., p. 292; 97 ISM 196; 98 Ibid., p. 194; 99 Ibid., p. 196; 100 Ibid., p. 208; 101 LS 196; 102 Eze. 9:4103 Joel 2:17104 ISM 201; 105 GW 263; 106 TM 411; 107 3T 302, 303; 108 5T 136; 109 2 Chron. 20:20110 Letter 50, 1906; 111 Rev. 22:20.

Perguntas Interativas da Lição: Israel no Egito

O livro de Gênesis termina com a morte de Jacó (49:29,33) e de José (50:24-26). Apesar disso, termina com a firme certeza desses personagens de que as promessas de Deus – de que o povo sairia do Egito para a terra prometida a Abraão – seriam cumpridas (50:24). É o que vemos acontecer depois, a partir do livro de Êxodo em diante. Eles sabiam que Deus ainda conduziria Seus filhos para fora do Egito para serem uma grande nação através da qual viria o Messias, ou “Siló” (49:10). Contudo, nada disso faria sentido se esses personagens fiéis permanecessem mortos para sempre. É por isso que Jesus retratou Abraão, Isaque, Jacó e todos os fiéis se banqueteando juntos no futuro, no reino dos céus (Mt 8:11; 22:32; Lc 13:28,29), após o grande dia da ressurreição (Mc 12:26; Jo 5:28, 29; 6:39, 40, 44, 54, etc.). Esse é o cumprimento final das promessas de Deus dadas a Abraão, de que por meio dele todas as nações da terra seriam abençoadas (Gn 12:1-3). Dessa forma, mesmo “o melhor da terra de Gósen” (47:6, 11) não poderia jamais se comparar ao que Deus preparou para aqueles que O amam (1Co 2:9).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Imagine a cena de Gênesis 47:7, em que o idoso nômade do deserto abençoa o poderoso faraó. Que lições podemos aprender com esse episódio? Ao lembrarmos que nós, os cristãos, somos “sacerdócio real, nação santa, e povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe 2:9), como podemos abençoar todas as pessoas com quem entramos em contato?

Em seu leito de morte, imediatamente antes de falecer (Gn 49:33), Jacó fez profecias acerca de todos os filhos. Sendo que não cremos em predestinação, como essas profecias estão relacionadas com o livre-arbítrio e o caráter de seus filhos?

Leia Gênesis 49:10. De que forma essa profecia se refere à vinda e ao reinado do Messias através da linhagem de Judá? (R.: O “cetro”, ou a monarquia, estaria sempre com os descendentes de Judá, e o reino do Messias, “Siló”, viria através de sua linhagem.)

O livro de Gênesis termina com a morte de Jacó (Gn 49:29,33) e de José (Gn 50:24-26). Apesar disso, por que ele ainda assim é um livro de esperança? (R.: Eles morreram crendo que as promessas de Deus se cumpririam; cf. Hb 11:13. Elas se cumpriram, em parte, na saída do povo do Egito para Canaã; e se cumprirão totalmente na subida do povo de Deus para a Canaã Celestial.)

Leia Gênesis 47:6, 11 e 50:24. Sendo que os descendentes de Jacó tiveram a grande oportunidade de habitar “no melhor da terra do Egito”, por que eles faziam planos para sair de lá no futuro? O que isso deve nos ensinar sobre “o melhor da Terra” quando está em contraste com a vontade e os planos de Deus? Como podemos escolher a vontade de Deus, sempre, acima de todas as supostas vantagens terrenas?

Que aspecto da Lição deste trimestre mais impactou sua vida espiritual?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Natação barra de competições femininas atletas trans homens biológicos

Quando a ideologia esbarra na ciência e no óbvio.

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A Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou no domingo (19/6) a decisão de barrar a participação de atletas transgênero das competições de elite em categorias femininas, caso tenham passado por alguma das etapas da puberdade masculina [sic]. Para que possam entrar nas competições femininas, conforme as novas regras, as [sic] atletas precisam ter feito a transição de gênero até os 12 anos de idade. A mudança foi definida durante o congresso geral extraordinário da Fina, em Budapeste, onde acontece o campeonato mundial de natação. Aprovada com 71% dos votos dos 152 membros da federação, foi descrita pela entidade como “apenas um passo em direção à total inclusão” de atletas transgênero. Em paralelo, a federação informou que vai criar uma categoria aberta para atletas trans.

Mais cedo, os membros da Fina haviam discutido as conclusões do relatório de uma força-tarefa sobre o tema composta por figuras importantes do mundo da medicina, do direito e do esporte. “A abordagem da Fina na elaboração dessa política foi ampla, baseada na ciência e na inclusão. E, mais importante, enfatizando a equidade competitiva”, declarou Brent Nowicki, diretor-executivo do órgão.

O presidente da federação, Husain Al-Musallam, afirmou que a organização está tentando “preservar os direitos de nossos atletas de competir”, mas também “proteger a equidade competitiva”. […]

A ex-nadadora Sharron Davies, que se posiciona contra a participação de atletas transgênero na elite da natação feminina, disse estar “orgulhosa” do esporte e da federação.

Em uma manifestação no Twitter, a britânica agradeceu a Fina “por se basear na ciência, conversar com os atletas e treinadores e defender um esporte justo para as mulheres”. “A natação sempre acolherá a todos, não importa como você se identifique, mas a equidade é a pedra angular do esporte”, completou.

Já a organização Athlete Ally, um grupo de defesa dos direitos LGBT que organizou uma carta de apoio à nadadora americana [sic] trans Lia Thomas [foto acima] em fevereiro, classificou a nova política como “discriminatória, nociva, não científica e não alinhada com os princípios do COI [Comitê Olímpico Internacional] de 2021”. “Se realmente queremos proteger os esportes femininos, devemos incluir todas as mulheres”, pontuou o grupo em seu perfil no Twitter.

A mudança vem na esteira de uma decisão semelhante anunciada na quinta-feira (16/6) pela União Ciclística Internacional (UCI), entidade reguladora do ciclismo. O esporte também limitou o espaço para participação de atletas trans nas competições, dobrando o período de tempo para que uma atleta [sic] trans possa competir depois de concluída sua transição de gênero.

A regra anterior estabelecia que os níveis de testosterona da atleta deveriam estar estáveis em patamar inferior a 5 nanomoles por litro por um período de 12 meses antes da competição. Com a mudança, o nível de testosterona permitido caiu para 2,5 nmol/L e o período de tempo dobrou para 24 meses. [Como se isso mudasse o fato de que os músculos e os ossos desses homens biológicos são mais fortes por terem se desenvolvido em um corpo “banhado” por quantidades bem maiores de testosterona que o das mulheres.]

O debate em torno da participação de atletas trans nas competições de esportes aquáticos ganhou os holofotes com o caso da americana Lia Thomas. Em março, Thomas se tornou a primeira nadadora [sic] transgênero a ganhar um título na liga universitária dos Estados Unidos com uma vitória nas 500 jardas livres femininas. Thomas nadou pela equipe masculina da Pensilvânia por três temporadas antes de iniciar a terapia de reposição hormonal em 2019. Desde então, quebrou recordes com a equipe de natação [feminina] da universidade. […]

No ano passado, a levantadora [sic] de peso Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, tornou-se a primeira atleta [sic] abertamente transgênero a competir em uma Olimpíada em uma categoria de sexo diferente daquele com que nasceu.

Para o fisiologista e especialista em desempenho humano Michael Joyner, “a testosterona na puberdade masculina altera os determinantes fisiológicos do desempenho humano e explica as diferenças baseadas no sexo na performance humana, consideradas claramente evidentes aos 12 anos”. “Mesmo que a testosterona seja suprimida, seus efeitos de melhoria de desempenho serão mantidos.” [Nessas horas as agendas se chocam; as feministas deviam erguer a voz em favor das mulheres biológicas, mas não é isso o que acontece.] […]

Sandra Hunter, fisiologista do exercício especializada em diferenças de sexo e idade no desempenho atlético, argumenta que, “dos 14 anos para cima, a diferença entre meninos e meninas é substancial. Isso se deve às vantagens desenvolvidas devido às adaptações fisiológicas da testosterona e à presença do cromossomo Y. Algumas dessas vantagens físicas são de origem estrutural, como altura, comprimento dos membros, tamanho do coração, tamanho do pulmão e serão mantidas, mesmo com a supressão ou redução da testosterona que ocorre na transição do masculino para o feminino”.

A ex-campeã olímpica e mundial de natação Summer Sanders defende a existência de categorias femininas e masculinas e, em paralelo, de categorias para mulheres trans e homens trans. [O que realmente seria a decisão mais justa com todos.] “A competição justa é um ponto forte e básico de nossa comunidade – essa abordagem preserva a integridade do processo esportivo existente hoje, no qual milhões de meninas e mulheres participam anualmente.”

[Curiosamente, praticamente não se veem atletas homens trans – ou seja, mulheres biológicas – pleiteando participação em modalidades de esporte masculinas…]

(BBC Brasil)

Perguntas Interativas da Lição: José, príncipe do Egito

O desfecho da história de José no Egito contém um legítimo “plot twist” ou “reviravolta na história”, como se diz dos roteiros de livros e filmes que nos surpreendem no final. Essa história, além de nos fazer refletir sobre a importância do perdão, também revela como os propósitos de Deus são cumpridos, apesar de todos os erros humanos. Podemos continuar confiando nEle e em Sua Palavra, sempre.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 42:6; 43:26. Por que os irmãos de José não o reconheceram enquanto se inclinavam diante dele? (R.: Além de todo o tempo que havia se passado [22 anos], ele tinha outra aparência [41:14, 42]; outro nome [41:45]; outra posição social [42:6]; falava outra língua [42:23]; era casado com a filha de um sacerdote pagão [41:45]; fez parecer que cria em superstições [44:15]; etc.)

Leia Gênesis 42:15; 43:29 e 45:14. Por que a presença de Benjamin era tão importante para José?

Leia Gênesis 44:5, 15. Sendo José um servo de Deus, por que ele usou o argumento supersticioso do “copo de adivinhação”? Por que ele mandou colocar esse copo de prata no saco de cereais de Benjamin, e não no de outro irmão?

Leia Gênesis 44:16, 33. Que fato importante José reconheceu quando Judá pediu para ficar como escravo no lugar de Benjamin? (Comparar com 37:26, 27)

José pôs os irmãos à prova para ver se haviam se arrependido de seu erro e se haviam mudado. Que evidências demonstraram que eles “passaram no teste”? Por que Deus também nos prova, sendo que Ele, ao contrário de José, sabe de tudo?

Leia Gênesis 47:7. O que deve ter impressionado mais Faraó em toda essa história? De que maneiras as pessoas deveriam ser capazes de perceber, pelo modo de vida que vivemos, a realidade de nosso Deus?

Como podemos continuar confiando no Senhor mesmo quando o mal não é transformado em bem, como foi no caso de José?

Como podemos ser gentis com aqueles cujo mal feito contra nós não teve um resultado tão bom como foi para José?

Que outras lições de amor, fé e esperança podem ser encontradas nessa história?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Lição dos Jovens: Um final abrupto

127 anos da primeira igreja adventista organizada no Brasil

Gaspar-Alto

Hoje comemoramos 127 anos da primeira congregação da Igreja Adventista do Sétimo Dia estabelecida no Brasil, em 15 de junho de 1895, em Gaspar Alto, SC. Quando estudamos a história do surgimento da IASD em nosso país e a vida dos pioneiros, vemos que eles enfrentaram tantas dificuldades e mesmo perseguições; praticamente não tinham recursos, mas foram gigantes espirituais porque amaram Jesus e a verdade mais do que tudo, dedicando a vida em prol da pregação do evangelho, sendo fiéis a Deus. O legado e o exemplo que esses heróis da fé nos deixaram devem nos motivar – fixando o olhar da fé em Jesus – a amar e abraçar diariamente a verdade, vivendo e proclamando o evangelho a todo o mundo, a fim de concluirmos a missão e Jesus voltar para nos buscar.

Maranata: o Senhor logo vem!

(Fábio Mendonça)

expedição

A pregação que desafiou e encorajou os adventistas do sétimo dia

“Venho sem demora. Conserve o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa” (Apocalipse 3:11).

No último dia da Assembleia Geral deste ano, o pastor Ted Wilson, eleito como presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia para os próximos três anos, apresentou um sermão poderoso com diversos apelos à igreja.

Partindo do texto de Apocalipse 3:11, ele orientou os adventistas a CONSERVAR os princípios que Deus nos deu em Sua Palavra. A seguir destacamos os 25 pontos mencionados na mensagem:

I. Conserve a verdade bíblica de que a Divindade é constituída por três Pessoas divinas e iguais, que existem e existirão de eternidade a eternidade.

II. Conserve a simplicidade do estilo de vida cristão, no vestuário pessoal, na conduta de vida da igreja e nas atividades cotidianas.

III. Conserve as verdades bíblicas e sua relevância para hoje, apesar da perseguição.

IV. Conserve firme sua observância cuidadosa do sábado do sétimo dia, celebrando a criação bíblica realizada por Deus em seis dias literais.

V. Conserve um estilo simples de vida, incluindo uma dieta baseada em vegetais, de acordo com o conselho bíblico e do Espírito de profecia.

VI. Conserve a unidade da igreja que Deus providenciou a todos os que focam a vida em Cristo e em Sua verdade bíblica completa.

VII. Conserve a instituição bíblica do casamento de Deus entre um homem e uma mulher.

VIII. Conserve com humildade o respeito bíblico e espiritual à autoridade da igreja ao mostrar respeito pela obra de Deus em Sua Igreja através de suas entidades apropriadas e cuidadosa observância da Bíblia e do Espírito de Profecia.

IX. Conserve sua apreciação, uso e promoção dos escritos de Ellen G. White. Esse é um presente de Deus para a Sua Igreja.

X. Conserve os princípios bíblicos do crescimento da Igreja e as orientações divinas do crescimento evangelístico, conforme relatado no Espírito de Profecia.

XI. Conserve sua fidelidade ao movimento adventista, resistindo a qualquer compromisso com o ecumenismo e a neutralização da pura Palavra de Deus.

XII. Conserve o cerne da nossa salvação e o evangelho eterno – a Justiça de Cristo. Essa justiça é o que nos salvará. A graça de Cristo e nada mais.

XIII. Conserve todas as maravilhosas 28 crenças fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, incluindo nossa compreensão da profecia, culminando com o final anúncio de Daniel 8:14 e a profecia de 2.300 dias/anos, terminando em 1844, iniciando o juízo investigativo no Céu, revelando o grande amor de Deus por Seu povo, conforme demonstrado no plano da salvação e no serviço do santuário.

XIV. Conserve a sua confiança diária no Senhor através do estudo pessoal e da oração.

XV. Conserve a adoração bíblica simples da igreja, apresentada em Apocalipse 4, dando glória somente a Deus e não aos seres humanos.

XVI. Conserve a circulação proativa e a distribuição de livros do Espírito de Profecia inspirados por Deus. Participe do “Projeto O Grande Conflito 2.0”, em 2023 e 2024, distribuindo milhões de cópias da versão completa desse livro.

XVII. Conserve firme a sua crença de que Jesus está voltando em breve e que você precisa estar envolvido.

XVIII. Conserve a inspiração bíblica, rejeitando o humanismo e a cultura social popular que tentam destruir a revelação de Deus.

XIX. Conserve a beleza do santuário e seus serviços que apontam para o evangelho eterno – Jesus Cristo, o Cordeiro morto na cruz.

XX. Conserve o princípio bíblico dia/ano de interpretação das profecias, permitindo que a Bíblia seja sua própria intérprete.

XXI. Conserve a abordagem histórico-bíblica-gramatical para interpretar as Escrituras. É a única abordagem hermenêutica aprovada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.

XXII. Conserve o entendimento bíblico e do Espírito de Profecia de que a sacudidura e o peneiramento da igreja de Deus ocorrerão antes do retorno de Cristo.

XXIII. Conserve o precioso entendimento de que somos a Igreja Adventista do Sétimo Dia remanescente de Deus em todo o mundo, em mais de 200 países, apoiando uns aos outros, evitando conceitos de congregacionalismo, destruidor de missões.

XXIV. Conserve o maravilhoso fundamento do governo de Deus fundamentado em Seu amor – Sua eterna lei, incluindo os Dez Mandamentos.

XXV. Conserve o plano especial de Deus da reforma de saúde e ministério de saúde abrangente ao defender um estilo de vida saudável dos oito remédios naturais.

(Colaboração: Jefferson Araújo)