Bandeira do Vaticano na Conferência Geral?

Talvez por falta de notícias sobre pandemia, vacinas, e outros assuntos de sua preferência recente, a patrulha do zelo crítico tenha achado que seria uma nova e boa ocasião de mostrar as garras.

bandeira

Achei muito interessante ter sido levantada polêmica por ter aparecido uma bandeira do Vaticano no desfile de países que aconteceu no último dia da 61ª Sessão da Conferência Geral. Na verdade, trata-se de uma prática que já existe há muito, de fazer desfilar bandeiras dos países e regiões em que a IASD tem presença formal, que são quase todos no mundo, e também daqueles países e territórios onde não há presença adventista. A bandeira do Vaticano surgiu juntamente com várias outras, representando uma nação soberana reconhecida pelas Nações Unidas.

Disseram alguns que isso representa uma “submissão e reconhecimento do poder do anticristo nas fileiras do povo de Deus”, indicando, como não poderia deixar de ser, a “apostasia reinante na IASD”.

Assim sendo, e uma vez que também ali apareceu a bandeira da Coreia do Norte, a pior ditadura comunista do mundo atual, talvez isso indique uma “submissão e reconhecimento do poder da besta do abismo nas fileiras do povo de Deus”.

Mais ainda: uma vez que também ali apareceram bandeiras de diversos países islâmicos, alguns dos quais não permitem a presença organizada da IASD, talvez isso indique uma “submissão e reconhecimento do poder dos gafanhotos da quinta trombeta, ou dos 200 milhões de cavaleiros da sexta, em Apocalipse 9, nas fileiras do povo de Deus”.

Voltando ao início: o interesse que tive foi pelo fato de, até agora, nada disso ter sido questionado; talvez por falta de notícias sobre pandemia, vacinas, e outros assuntos de sua preferência recente, a patrulha do zelo crítico ter achado que seria uma nova e boa ocasião de mostrar as garras.

Ok, já mostraram; agora, enquanto dedicados missionários fazem um esforço muito grande para alcançar as pessoas desses tais países, já podem voltar para a habitual procura de um novo motivo de julgamento sumário.

(Filipe Reis, de Portugal)