Centenário do adventismo no Maranhão

Uma história de fé e coragem que mostra a mão de Deus agindo nesse pedaço lindo do Brasil.

Ao que se sabe, o primeiro adventista chegou a São Luís em 1922. Firmo Marinho, barbeiro e adventista que fora batizado na cidade de Recife, em Pernambuco, chegou à capital maranhense nesse período e começou a pregar para seus clientes. Várias pessoas aceitaram a mensagem apresentada e logo um grupo de guardadores do sábado foi formado na cidade. Sérgio Vieira de Araújo foi um desses conversos (1888-1980) e, mais tarde, liderou um grupo de adventistas em São Luís.

Em 1923, Henrique Berg Correia chegou ao estado do Maranhão. Ele foi o primeiro colportor evangelista a trabalhar naquelas terras e promoveu o avanço da obra adventista no local através da página impressa. Percebendo as oportunidades evangelísticas na região, quatro anos depois, a Igreja Adventista enviou outros missionários para o norte do Brasil. Eram eles o Pastor John Lewis Brown e os colportores André Gedrath e Hans Mayr. Esse trio, com suas esposas e filhos, chegou a Belém, capital do Pará, em maio de 1927, quando a Divisão Sul-Americana organizou a Missão Baixo Amazonas (atua Associação Norte do Pará). No início, essa missão abrangia os estados do Amazonas, Pará, Ceará, Piauí e Maranhão.

Algum tempo depois, em dezembro de 1936, uma comissão da Divisão Sul-Americana aprovou a reorganização do campo missionário da União Este Brasileira (atual União Sudeste Brasileira), dando origem à União Norte Brasileira. Na mesma época, o campo também foi organizado em missões para melhor administrar o trabalho, e a Missão Costa Norte (atual Associação Cearense) foi estabelecida. A princípio, essa missão foi responsável por promover a obra adventista nos estados do Ceará, Piauí e Maranhão, com sede em Fortaleza (capital do Ceará). A Missão Costa Norte iniciou suas atividades em janeiro de 1937.

Em 1942, Gustavo S. Storch, evangelista da União Norte Brasileira, conduziu conferências evangelísticas em um lugar chamado “Cassino Maranhense,” na cidade de São Luís. Storch recebeu ajuda de Walter e Olga Streithorst (seu genro e sua filha, respectivamente) e batizou cerca de 60 pessoas naquele local. Na época, havia apenas dois distritos em toda a Missão Costa Norte. Nesse mesmo ano (1942), Walter Streithosrt tornou-se responsável pela gestão de um desses distritos que compreendia o vasto território dos estados do Maranhão e Piauí. O outro distrito, que abrangia o estado do Ceará, foi administrado por Aldo Carvalho. Após essa série de conferências de Storch, a congregação crescente alugou uma casa grande na Rua da Paz, no centro de São Luís. Esse grupo foi posteriormente organizado em uma igreja sob a liderança de Walter Streithorst. Além disso, naquela época, uma escola paroquial também foi organizada na casa que abrigava a igreja, tendo a jovem Elziária de Castro como primeira professora.

Em 1945, os membros da IASD de São Luís iniciaram um trabalho evangelístico no presídio da cidade. Os estudos bíblicos com os prisioneiros eram realizados aos domingos e, às sextas-feiras, havia conferências ilustradas com o uso de um projetor. Um ramo da Escola Sabatina também funcionava naquela prisão, com mais de 20 membros matriculados. Além dos estudos, os membros da Igreja de São Luís também ajudavam os prisioneiros com remédios, roupas, calçados, redes, revistas, cobertores, folhetos e livros. Algum tempo depois, devido ao crescimento constante, a congregação adventista de São Luís não pôde mais realizar suas reuniões na casa da Rua da Paz. Assim, em 1949, os membros da igreja adquiriram um terreno na Rua Celso Magalhães, onde iniciaram a construção da IASD Central de São Luís. Dois anos mais tarde, em outubro de 1951, o templo foi inaugurado.

Ainda em 1949, um grupo de adventistas que havia morado em Teresina, capital do estado do Piauí, mudou-se para Caxias e estabeleceu um centro adventista naquela região. Assim, a mensagem adventista chegou a outra cidade do estado do Maranhão. Alguns anos depois, em 1955, o Pastor Gustavo Storch iniciou uma série de conferências em Caxias, realizando reuniões evangelísticas às segundas, quartas e sextas-feiras. Dessa vez, ele teve como assistentes Américo Quispe e Emery Cohen, bem como Orlando Barreto e Orlando Queiroz. Como resultado das bênçãos divinas sobre esse trabalho, mais de 50 pessoas foram batizadas no que foi o primeiro batismo adventista da cidade. Em julho do ano seguinte (1956), foi organizada a Igreja Adventista Central de Caxias.

Durante a primeira metade da década seguinte, outras cidades do interior do estado do Maranhão também receberam a mensagem de esperança pregada pela Igreja Adventista e, como resultado, outras congregações foram estabelecidas. Em 1963, por exemplo, alguns adventistas chegaram à cidade de São José de Ribamar, na ilha de São Luís. Embora um grupo adventista já tivesse sido estabelecido na cidade no final da década de 1940 e início da década de 1950, seus membros haviam se mudado para a cidade de Paço do Lumiar. Portanto, o grupo adventista no local começou oficialmente suas atividades somente em 1964, quando foi realizada a primeira reunião.

Durante a década de 1960, o trabalho de assistência social adventista se intensificou no estado do Maranhão. Uma Sociedade Dorcas foi estabelecida na cidade de Caixas e, no final de 1963, essa frente missionária já havia servido cerca de 800 pessoas. Na época do Natal, no mesmo ano, leite, trigo e roupas foram distribuídos a algumas famílias carentes da cidade. Os adventistas de São Luís também estavam ativamente envolvidos na assistência social. Em 1966, a Sociedade Dorcas da igreja local realizou cursos sobre Arte Culinária e Corte e Costura. Além disso, foi criado um consultório médico, onde uma enfermeira e um médico prestavam cuidados semanalmente. Em outubro daquele ano, cerca de 140 consultas já haviam sido realizadas no consultório da igreja. Nesse mesmo ano, a Sociedade Dorcas de São Luís foi registrada oficialmente em cartório, ganhando o direito de receber recursos financeiros que ajudariam no trabalho filantrópico.

No ano seguinte (1967), um novo tipo de trabalho foi acrescentado às frentes missionárias adventistas na região. Por meio de uma doação da Companhia SC Johnson & Son, a Missão Costa Norte começou a oferecer assistência médica em seu campo através de uma clínica móvel. Até abril de 1967, 56 vilas e cidades foram visitadas, e mais de 21 mil visitas foram realizadas. A clínica tinha como sede Caxias, no interior do Maranhão, e era administrada por Luis Fuckner, um enfermeiro e pastor. Devido à influência do trabalho dessa clínica, em março do ano seguinte, 127 pessoas já haviam sido batizadas nos estados do Maranhão e Piauí.

Na primeira metade da década seguinte, o evangelismo continuou avançando no estado do Maranhão. No final da década de 1970, o campo missionário havia alcançado 440 membros batizados em uma época em que todo o estado do Maranhão ainda fazia parte de um único distrito pastoral. No ano seguinte, cerca de 200 alunos já estavam matriculados em uma escola adventista que havia sido previamente estabelecida na cidade de Coroatá. Assim, a mensagem adventista também foi pregada através do campo educacional. Em 1972, o Pastor Raimundo Lima realizou uma série de conferências em Codó e, ao final da sessão, cerca de 200 pessoas foram batizadas, dando origem a uma Igreja Adventista na região.

A pregação evangelística continuou avançando no ano seguinte (1973). Naquela época, Caxias estava entre as poucas cidades da União Norte Brasileira que recebiam o sinal de rádio do programa A Voz da Profecia, que era transmitido cinco vezes por semana. A transmissão desse programa denominacional ajudou a difundir a mensagem adventista por toda aquela região. Em 1974, a Codó também começou a receber essas transmissões. Como resultado, a filial do programa, coordenada pela Igreja Adventista da cidade, matriculou cerca de 700 alunos na Escola Radiopostal. Além dessas matrículas, através do trabalho da rádio, mais de 200 pessoas demonstraram interesse na mensagem adventista. Ainda em 1974, uma nova série evangelística foi realizada na cidade de Codó, e cerca de 1.200 pessoas compareceram às reuniões todas as noites. A maioria dos participantes eram estudantes do programa A Voz da Profecia.

Na primeira metade da década de 1980, alguns templos adventistas foram inaugurados, como por exemplo o do bairro de Monte Castelo, somando mais um templo à cidade de São Luís. Alguns anos depois, em 1984, o templo adventista São José de Ribamar, na ilha de São Luís, também foi estabelecido. Três anos depois, o grupo dessa cidade foi organizado em uma igreja. Com o constante aumento da pregação adventista na região, em 1987, a Missão Costa Norte já contava com 61 igrejas organizadas e 27.257 membros adventistas, indicando que o campo missionário precisava ser reorganizado.

(Enciclopédia Adventista)

Covid e varíola dos macacos: quando os conselhos de Deus são desprezados

Lição dos Jovens: Descansando na salvação

Igreja Adventista é apartidária

A Igreja Adventista do Sétimo Dia declara que:

  1. Como reforçado em seus documentos oficiais, “não possui nem mantém partidos políticos, não se filia a eles, tampouco repassa recursos denominacionais para atividades dessa natureza. Por adotar uma postura apartidária, respeita as autoridades constituídas, mas não participa de qualquer atividade político-partidária”. Portanto, sua relação com o poder público se dá dentro dos limites de seus próprios regulamentos e das leis nos países onde atua.
  2. Pauta seus procedimentos com base em regulamentos internos. A denominação, portanto, não toma decisões eclesiásticas com a finalidade de causar qualquer tipo de prejuízo a membros, pastores ou funcionários da organização.
  3. Respeita as convicções de cada membro. No entanto, opiniões pessoais sobre qualquer assunto, expressas de forma livre e pública, não representam o posicionamento da organização adventista. Ninguém, sem delegação específica, está autorizado a falar em nome da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Para compreender mais sobre a relação da Igreja Adventista do Sétimo Dia com a política, acesse este endereço.

Brasília, 22 de julho de 2022

Perguntas Interativas da Lição: Calor extremo

Há ocasiões em que o próprio Deus – e não o pecado ou alguma decisão errada – conduz pessoas ao crisol. Tais ocasiões são necessárias para moldar o caráter e ensinar lições preciosas para esta vida e a eternidade. Por isso Deus precisa fazer isso, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado. Nesta semana, estudamos os casos de quatro pessoas fiéis que tiveram que passar por altíssimas temperaturas no crisol: Abraão, Oseias, Jó e Paulo. Todos eles suportaram o calor extremo mantendo os olhos da fé fixos em Deus. Sua fé foi refinada, sua experiência com Deus ampliada, e suas lições registradas para todos os que quiserem aprender. Vamos a elas!

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Ao permitir que passemos por calores extremos nos crisóis da vida, Deus corre o risco de ser mal interpretado. Em sua opinião, por que Ele faz isso mesmo assim?

ABRAÃO NO CRISOL

Leia Gênesis 22:1, 2. Que lição importante Deus queria que Abraão aprendesse ao passar por essa situação? (Ver Jo 3:16)

Como Abraão poderia saber se era mesmo a voz de Deus que lhe pedia algo tão absurdo? Como podemos conhecer a voz de Deus?

Qual é a relação desse evento com o que Jesus disse em João 8:56?

Em sua opinião, como o desfecho dessa história transformou o relacionamento de Abraão com Deus?

OSEIAS NO CRISOL

Leia Oseias 1:2, 3; 3:1, 2. Que lição importante Deus ensinou ao povo de Israel ao ordenar que Oseias se casasse com a prostituta Gomer?

Como o sofrimento de Oseias pode ter contribuído para refinar sua fé e aumentar seu próprio amor por Deus?

JÓ NO CRISOL

Que diferença faz o fato de que foi Satanás quem causou todo o sofrimento de Jó, se foi Deus quem permitiu que isso acontecesse? (R.: Se Deus não está no controle, não há propósito algum no sofrimento, além de arruinar e destruir; se, porém, Deus está no controle, o sofrimento tem o propósito de refinar a fé e de revelar o caráter de Deus no contexto do grande conflito.)

Leia Jó 1:20, 21. A reação de Jó em resposta a toda a sua tragédia foi esta: ele adorou a Deus. Por quê?

Qual era o segredo de Jó para que pudesse resistir a esse calor extremo? Como podemos resistir da mesma forma se tivermos de passar por uma grande prova?

PAULO NO CRISOL

Leia 2 Coríntios 11:24-28. Por que Paulo chama todo esse sofrimento de “coisas exteriores”? Apesar de todo o seu sofrimento, por que a sua preocupação era apenas com a igreja (v. 28)?

Leia 2 Coríntios 1:4. O que essas palavras inspiradas de Paulo nos ensinam sobre o propósito da tribulação?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Cristãos no Nepal enfrentam perseguição religiosa severa

Considerados cidadãos de segunda classe, cristãos são intimidados e vivem pressão intensa no país, principalmente os que abandonaram o hinduísmo.

A Portas Abertas calcula que, ao redor do mundo, mais de 360 milhões de cristãos sejam perseguidos por causa da fé.  O que poucos sabem é que o Nepal faz parte dos países onde cristãos enfrentam perseguição por causa da fé. Conhecido como destino turístico muito procurado por alpinistas e praticantes de montanhismo, o país abriga o Monte Everest, junto com as outras sete montanhas mais altas do mundo. Além dos maravilhosos cenários naturais, o Nepal também oferece aos turistas ocidentais um encontro com uma cultura exótica e diferente.

Porém, no Nepal, a pequena minoria cristã é fortemente discriminada.  Até 2006, o Nepal foi o único reino hindu da Terra. Por isso, até hoje os cristãos são vistos como ameaça às tradições hindus.  Principalmente os hindus antigos, que se tornam cristãos, passam por muitas dificuldades. Eles não podem evangelizar, podendo ser presos por isso.

O país ocupa a 48ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2022, documento da Portas Abertas que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. As leis anticonversão do Nepal limitam a liberdade dos seguidores de Jesus e causam a destruição e o fechamento de igrejas. Os cristãos estrangeiros são tratados com mais tolerância, embora os membros de algumas igrejas protestantes enfrentem hostilidade.  

Os cristãos membros de grupos indígenas também enfrentam perseguição, pois rejeitam muitos valores, costumes e rituais da tradição dos antepassados. Eles são marginalizados e estão sujeitos a perseguição violenta. 

Assim como aconteceu com o sacerdote Dambar, que se tornou cristão por meio de uma experiência sobrenatural. Nascido em família hindu, Dambar dedicou sua vida aos estudos do hinduísmo e se tornou sacerdote assim que chegou à vida adulta. Fiel a 33 milhões de deuses, o então sacerdote não via sentido e procurava respostas para perguntas, que todos os seus deuses não respondiam.

Após uma experiência sobrenatural, em que viu a mãe definhar com uma doença fatal, Dambar se converteu ao cristianismo e, então, as dificuldades com sua família, seu pai e sua comunidade começaram e o levaram a conhecer a perseguição extrema.

“O tempo de perseguição foi muito difícil para mim”, revela o missionário cristão, ex-sacerdote hinduísta, Dambar. “A gente sofre, a gente experimenta a perseguição, mas quando uma pessoa luta pela sua fé, milhares de pessoas podem vir a crer”, conclui.

É preciso usar máscara para a varíola do macaco?

“Essa é a pergunta que mais tenho recebido nas últimas semanas; então vamos esclarecer com argumentos científicos abaixo”

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O Monkeypox (varíola dos macacos) é um vírus DNA bem maior e mais pesado que os vírus respiratórios tradicionais (que geralmente são de RNA, como os coronavírus). Esse vírus não consegue realizar uma transmissão em aerosol ou gotícula eficaz em condições normais. Os casos confirmados até agora no Brasil circularam em diversos ambientes, e absolutamente ninguém que teve contato eventual desenvolveu a doença.

A Via de transmissão do Monkeypox é de pessoa para pessoa, e necessariamente envolve contato físico prolongado com as secreções contaminadas – consequentemente, máscaras NÃO são mecanismos de proteção. A transmissão de humano para humano do pode ocorrer de várias maneiras, mas a principal via é o contato direto com os fluidos corporais e as feridas infecciosas ou crostas.

O artigo publicado na semana passada no The New England Journal of Medicine relatou 528 infecções diagnosticadas entre 27 de abril e 24 de junho de 2022, em 43 locais em 16 países. No geral, 98% das pessoas com infecção eram homens gays ou bissexuais, 75% eram brancos e 41% tinham infecção pelo vírus HIV. Suspeita-se que a transmissão tenha ocorrido através da atividade sexual em 95% das pessoas com infecção. Nessa série de casos, 95% das pessoas apresentaram erupção cutânea, 73% lesões anogenitais e 41% lesões mucosas. As características sistêmicas comuns que precedem a erupção incluem febre, letargia, mialgia e cefaleia, linfadenopatia também foi comum.

Infecções sexualmente transmissíveis concomitantes foram relatadas em 109 de 377 pessoas (29%) que foram testadas.

O DNA do vírus Monkeypox foi detectado em 29 das 32 pessoas nas quais o fluido seminal foi analisado. O tratamento antiviral foi administrado a 5% das pessoas em geral, e 70 foram hospitalizados; os motivos de internação foram o manejo da dor, superinfecção de tecidos moles, faringite limitando a ingestão oral, lesões oculares, lesão renal aguda, miocardite e fins de controle de infecção. NENHUMA morte foi relatada.

(Benedito Rodrigues da Silva Neto, doutor em Medicina Tropical e Saúde Pública; Instagram)

Dia da Criação: o convite do papa a responder com fatos ao “grito da Terra”

A matéria abaixo foi publicada no site oficial católico Vatican News.

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Estamos chegando a um ponto de ruptura, por isso é necessária uma conversão ecológica individual e comunitária. Em vista do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, em 1º de setembro, Francisco renova seu apelo à consciência dos fiéis e à comunidade internacional, apostando em dois eventos programados para o segundo semestre: a COP27 sobre o clima e a COP15 sobre a biodiversidade.

Foi divulgada nesta quinta-feira a mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, no dia 1º de setembro. Esse dia inaugura o “Tempo da Criação”, que vai até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis – uma iniciativa ecumênica inspirada pelo Patriarcado de Constantinopla que une os cristãos em torno da necessidade de uma conversão ecológica.

O tema deste ano é “Escuta a voz da criação”. Essa voz, lamenta o papa na mensagem, se tornou um “grito amargo”, ou melhor, um coro de gritos em decorrência dos maus-tratos humanos: grita a Mãe Terra, gritam as criaturas, gritam os mais pobres e, entre eles, os povos indígenas, e grita a futura geração. Esses clamores provocados pelos nossos excessos consumistas, à mercê de um antropocentrismo despótico, que provocam, por sua vez, as mudanças climáticas.

Diante desse quadro, é preciso limitar o colapso dos ecossistemas e há uma única opção, segundo Francisco: arrependimento e mudança dos estilos de vida e dos modelos de consumo e produção. Não só em âmbito individual, mas também comunitário. Essa catástrofe ecológica, afirma o Pontífice, merece a mesma atenção que outros desafios globais, como as graves crises sanitárias e os conflitos bélicos.

Por isso, o papa cita dois eventos de fundamental importância promovidos pelas Nações Unidas: a COP27 sobre o clima, programada para o mês de novembro no Egito, e a COP15 sobre a biodiversidade, que será realizada em dezembro, no Canadá. […]

A mensagem conclui-se com um convite de Francisco, para que neste “Tempo da Criação” as cúpulas COP27 e COP15 possam unir a família humana. “Choremos com o grito amargo da criação, escutemo-lo e respondamos com os fatos para que nós e as gerações futuras possamos ainda alegrar-nos com o canto doce de vida e de esperança das criaturas.”

(Vatican News)

Nota do pastor Sérgio Santeli:

Está bem claro que o mundo chegou a um beco sem saída:

  • A hegemonia norte-americanaestá abertamente sendo desafiada pela parceria Rússia/China.
  • Os movimentos revolucionários (marxismo/progressismo identitário/ECOmenismo) juntos estão implodindo o americanismo (governo sem rei e sem papa) e a cultura judaico/cristã.
  • A Teologia do Domínio nos EUA está contra-atacando e tem perseguido seu objetivo de dominar os sete montes (governo/economia/artes/mídia/educação…).
  • A guerra na Ucrânia está sendo astutamente usada pelos poderosos da Terra para levar o mundo a uma depressão econômica, abrindo caminho para uma guerra no Oriente Médio e norte da África (Dn 11:40-45).
  • Roma e os poderosos da Terra (mercadores) estão levando o mundo ao caos com o propósito explícito de fomentar o Great Reset. O slogan utilizado “Building Back Better” é claro: um novo poder mundial centralizado, uma nova economia digital assistencialista, e uma nova religião mundial com DNA revolucionário.
  • O ECOmenismo sendo usado por Roma como cunha para a imposição da Lei Dominical (iniciação planetária do luciferianismo) – a esperada restauração da supremacia de Roma.

Leia também: “Pope Francis urges world leaders to act on extreme weather”, “Why I pledge to embrace Sabbath rest”, “Humanity has ‘moral obligation’ to fight climate change, pope says” e “Banning Sunday driving and lowering motorway speed limit part of plan to reduce oil demand”

Perguntas Interativas da Lição: Vendo a face do Ourives

O ponto certo do crisol é quando refletimos a imagem de Deus. Não é o sofrimento que nos transforma, mas ele tem parte importante no processo, nos refinando à medida em que vamos sendo educados e aprendemos a confiar em Deus.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

De que modo os defeitos de caráter são corrigidos ao passarmos por sofrimento? Qual é a condição para que isso possa acontecer? (R.: Obviamente o sofrimento, por si só, não refina o caráter de todos; isso só acontece para aqueles que estão conscientes da realidade do grande conflito, quando reconhecem seus pontos mais fracos e entregam a vida a Deus para lhes moldar conforme a Sua vontade.)

Leia Jó 13:15, 16; 23:8-10 e discuta sobre as seguintes questões:

Qual era a essência da luta de Jó?

O que estava em jogo enquanto o Universo assistia a seu drama?

Como a história de Jó pode nos motivar ao passarmos pelos grandes crisóis da vida?

Sobre as parábolas de Jesus:

Na parábola das dez virgens (Mt 25:1-12), geralmente interpretamos o óleo nas lâmpadas como o Espírito Santo, o que é correto. Porém, também é correta a interpretação do óleo como o caráter. Quais são as diferentes lições dessa parábola ao considerarmos essas duas interpretações (o Espírito Santo ou o caráter como o óleo das lâmpadas)?

Na parábola das ovelhas e dos cabritos (Mt 25:31-46), por que os critérios utilizados na separação dos salvos e perdidos são baseados nas ações, sendo que ninguém será salvo pelas obras? Qual é a relação dessas obras com o caráter?

Sobre o caráter dos justos e dos ímpios nos últimos dias:

Leia Daniel 12:3, 10. O que esses versos nos dizem sobre o caráter dos ímpios e dos justos no fim dos tempos? (Ver também Ap 22:11.)

Por que os ímpios não entenderão o solene momento em que estarão vivendo, mas os justos entenderão?

Como podemos nos preparar hoje para esse tempo decisivo descrito em Daniel 12:1?

Sobre a vida em comunidade (igreja):

Conforme Efésios 4:11-13, de que forma a vida cristã em comunidade nos ajuda a crescer espiritualmente tendo em vista a plenitude de Cristo?

Conforme Efésios 3:10, de que forma a igreja pode tornar a sabedoria de Deus conhecida para todo o Universo?

Como podemos efetivamente ajudar a nossa igreja local a cumprir o propósito de representar o caráter do reino de Deus?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Lição dos Jovens: O princípio da dependência