Perguntas interativas da Lição: Esperança indestrutível

Não é fácil manter o ânimo e a esperança quando não conseguimos ver o quadro completo da situação pela qual passamos. Nessas horas precisamos nos lembrar do caráter de Deus, e assim – por reconhecer Quem Ele é – nos apegar firmemente às Suas promessas. Desta forma desenvolvemos uma esperança segura, a qual não pode ser destruída pelos crisóis da vida.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Por que a compreensão do caráter de Deus nos ajuda a manter a esperança em meio ao crisol?

Em Habacuque 1:1-4 o profeta reclama para Deus da situação caótica do país e do povo. Então em 1:5-11 Deus lhe responde dizendo que isso iria piorar muito, pois os babilônios ainda atacariam a nação e levariam uma grande parte do povo em cativeiro por 70 anos. Com esse quadro em mente, discuta:

Por que Deus permitiu que isso acontecesse com o Seu povo? (veja Hb 12:7-11)

Como a atitude de Habacuque relatada em 3:17-19 pode ser a nossa também?

Leia Jeremias 29:10. De que forma essa promessa deveria encher o povo de esperança apesar de estarem sendo enviados para Babilônia? Como podemos comparar essa situação do povo de Israel com a nossa na atualidade? (R.: Deus estaria com o povo durante o exílio na Babilônia, e lhes prometeu que, no tempo certo, essa situação teria um fim)

Leia Isaías 41:8-10. Quais são os motivos de esperança nesta passagem? Como essas palavras podem nos ajudar enquanto aguardamos a volta de Jesus?

Quando Deus apareceu a Jó (cap. 38 em diante), não lhe explicou nada sobre os motivos de seu sofrimento. Apenas lhe revelou Sua gloriosa grandeza. E Jó ficou tão impressionado que não precisou de respostas (42:3,5,6). Por que o conhecimento da majestade de Deus deve ser suficiente para nós quando não sabemos todos os porquês?

Em quais promessas divinas podemos nos basear para desenvolver uma esperança indestrutível?

Como podemos ajudar as pessoas que perderam a esperança?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

LAMED: paternidade na Bíblia

Lição dos Jovens: Santificação do sábado

Perguntas interativas da Lição: Lutando com toda a energia

É certo que nossos esforços pessoais não contribuem em nada para nossa salvação. Ela se dá inteiramente pela graça de Deus. Porém, isso não significa que devemos ficar parados. A vida cristã não é só de contemplação, mas de escolhas contínuas para permanecer com Cristo, mesmo que soframos por isso. O esforço humano, nesde caso, não tem o objetivo de conquistar a salvação, mas de não largar a mão do Pai, que nos conduz. “Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia João 16:13. De que forma o Espírito Santo nos guia a toda a verdade? De que modo podemos impedi-Lo de realizar esse processo em nós? Mesmo sendo todo-poderoso, por que Ele não nos obriga?

Para que o Espírito Santo possa efetivamente nos guiar à Verdade e nos santificar a cada dia, de que modo podemos colaborar abrindo conscientemente as portas do coração? Por que não fazemos isso de modo mais intencional e frequente?

Leia Colossenses 1:29. Apesar de que a salvação não pode ser conquistada por nossos esforços pessoais, em que sentido temos que nos “esforçar”? (R.: Temos que nos esforçar para continuar escolhendo o “caminho estreito” [Lc 13:24]; para permanecer em Cristo [2Co 13:5; Jo 15:4]; para não impedir o trabalho do Espírito Santo em nós por causa de escolhas erradas ou por falta de tempo; para abandonar coisas das quais gostamos muito mas que nos afastam de Deus e entristecem o Espírito Santo [Ef 4:30]; etc. Porém, todo esse esforço é inútil se não for habilitado e fortalecido pela graça e pelo poder de Deus em nós [Jo 15:5].)

Muitos pregadores ensinam que se você “apenas crer” o Espírito Santo fará tudo por você. Por que essa é uma meia-verdade perigosa? (R.: É Ele quem faz tudo se permitirmos que Ele aja em nós. Precisamos abrir-Lhe o acesso ao coração nos entregando completamente e nos mantendo em comunhão através do estudo da Palavra e da oração.)

Leia Jeremias 17:9. Por que não podemos confiar em nossos sentimentos em relação à vida espiritual? Qual é o perigo de uma religião baseada nos sentimentos?

Como podemos disciplinar a nossa vontade, que é corrupta, para que todas as nossas escolhas sejam de acordo com a vontade de Deus?

Leia 1 Pedro 1:13. O que significa “cingir o entendimento” e “ser sóbrio” na vida espiritual? Por que cuidar da mente é tão importante no contexto do Grande Conflito? (ver Pv 4:23; 23:26; Rm 12:2)

O que Jesus quis dizer com Sua declaração radical em Mateus 5:29,30? Por que Ele coloca sobre nós a responsabilidade de abandonarmos o que nos afasta dEle? Como podemos conseguir nos desvencilhar de coisas que amamos mas que atrapalham a nossa comunhão com Deus?

Leia Mateus 24:13 e Apocalipse 14:12. O que significa “perseverar até o fim”? Como podemos desenvolver perseverança e paciência em nossa jornada de luta espiritual?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

As duas faces do protestantismo apostatado

Para o diabo tanto faz se a apostasia vem pela atuação da besta do mar ou se pela besta do abismo e as ideologias identificadas com a subversão promovida por ela.

Historicamente, os adventistas do sétimo dia sempre entenderam que o protestantismo apostatado denunciado por Ellen White em obras como O Grande Conflito fosse a direita cristã interessada no fim da separação entre a igreja e o Estado. E essa interpretação obviamente está correta (leia Apocalipse 13, de Marvin Moore). De fato, adeptos da teologia do domínio sempre quiseram trazer a Idade Média de volta, desejando que a religião (oficial) tomasse conta da política e da sociedade. O que ocorre é que, como a história já mostrou, os grupos minoritários que não concordam com essa união nefasta e com os dogmas impostos acabam sofrendo duramente. No passado, muitos até perderam a vida por causa disso. No futuro, novamente os fiéis à Palavra de Deus serão perseguidos.

Ocorre que existe outra face do protestantismo apostatado que acaba enganando outro tanto de pessoas, noutra extremidade do espectro político: a religião progressista identificada com a esquerda e com as teologias de libertação e pautas identitárias. Semelhantemente à direita conservadora religiosa (protestante ou papista), os cristãos progressistas acabam desprezando a Bíblia e acolhendo ideologias humanas (os da direita adotam dogmas, os da esquerda, ideologias). Para o diabo tanto faz se a apostasia vem pela atuação da besta do mar e do vinho de doutrinas corrompidas que ela distribui, ou se pela besta do abismo e as ideologias identificadas com a subversão promovida por ela (veja). Desde que o inimigo consiga afastar as pessoas da Palavra, tá valendo pra ele.

O protestantismo apostatou quando abandonou princípios como o Sola Scriptura para dar as mãos ao humanismo corrompido. Apostatou quando, imitando o catolicismo medieval e se aproximando de novo dele, largou a mão de Deus e passou a confiar no poder político. Apostatou quando, em lugar de atuar em favor dos mais frágeis e desfavorecidos com base nos princípios bíblicos, passou a fazer da “justiça social” sua religião, fundamentada em ideias antibíblicas limitantes e, em alguns casos, até neopagãs.

Solução para tudo isso? Voltar à Bíblia e adotar as verdades e os valores redescobertos a partir da “nova reforma protestante” do século 19 – aquela que Satanás faz de tudo para anular, neutralizar, castrar.

Conforme escreveu o físico Eduardo Lütz: “Nós, como igreja, não somos nem direita, nem esquerda, mas algo completamente diferente. Por sinal, a direita apenas manipula o conceito de religiosidade para tirar vantagem disso. Esquerdistas também se dizem religiosos, mas mostram outros princípios na prática. O verdadeiro cristianismo está muito acima de tudo isso.”

Michelson Borges