Nova PEC coloca o Brasil a caminho do “domingo climático”?

Texto também determina que o poder público deve adotar ações para combater as mudanças climáticas.

mudanca

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira 18, por 26 votos a 10, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37/21, que inclui entre os direitos e garantias fundamentais, ao lado do direito à vida, à liberdade e à igualdade, o direito à segurança climática. A proposta será agora analisada por uma comissão especial. Na prática, o texto obriga o Estado brasileiro a adotar medidas para que brasileiros e estrangeiros residentes no País não sejam impactados por alterações no clima, como o aumento da temperatura atmosférica, alterações no ciclo das chuvas, elevação do nível do mar, secas prolongadas, entre outros.

A PEC também altera a Constituição Federal para definir a segurança climática como princípio da ordem econômica, que já é norteada pela soberania nacional, pela livre concorrência e pela redução de desigualdades regionais, entre outros princípios.

“Não existe mais incerteza científica sobre as mudanças climáticas. O último relatório do painel intergovernamental de mudanças climáticas foi muito claro: nós estamos com 400 partes por milhão de gás carbônico na nossa atmosfera, fruto de ações antrópicas [do homem]”, disse o autor da PEC, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP). “Não teremos agricultura no Brasil se a nossa questão climática não for levada a sério, assim como não teremos água nas cidades brasileiras. Se a questão climática não for levada a sério, nosso maior patrimônio, que é a nossa biodiversidade, também irá se perder”, acrescentou.

Relatora da PEC, a deputada Joenia Wapichana (Rede-RR) apresentou parecer pela admissibilidade da proposta. “No Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), fica evidente que as mudanças induzidas pelo ser humano estão causando perturbações perigosas e generalizadas na natureza, afetando a vida de bilhões de pessoas em todo o mundo, apesar dos esforços que têm sido feitos para reduzir os danos ambientais”, diz a relatora no parecer apresentado à CCJ.

O que nós queremos é a responsabilidade do Estado brasileiro com ações concretas. Esse compromisso não se encerra hoje, mas é um começo, é um passo rumo ao avanço do povo brasileiro. O Brasil agora tem uma notícia positiva para levar para a COP 26, lá no Egito, no Cairo: o Estado brasileiro está preocupado sim com as mudanças climáticas e existe responsabilidades sim neste Parlamento”, defendeu a relatora durante a reunião.

A deputada Bia Kicis (PL-DF), a única que encaminhou contra a admissibilidade da PEC, defendeu políticas de apoio ao meio ambiente, mas se manifestou contra a inclusão da segurança climática como princípio constitucional. “Sem demagogia, o Brasil pode sozinho garantir a segurança climática, quando o próprio instituto que trata das questões relacionadas ao meio ambiente diz que a questão climática é, por si só, insegura, que ela é sujeita a várias questões e que é preciso uma tomada de ações globais em conjunto?”, indagou.

(Agência Câmara de Notícias)

Nota: Faz tempo que o papa Francisco e entidades mundiais e nacionais vêm defendendo a pauta climática e o descanso dominical (também chamado de “domingo climático”) como um dos meios de reduzir as emissões de carbono na atmosfera. Um “lockdown” semanal para ajudar as pessoas a desenvolver consciência climática. O assunto não é novo, nova é essa PEC que poderá alinhar ainda mais o Brasil com a agenda ECOmênica. Assim como você não pode atentar contra a vida de uma pessoa, também não poderá atentar contra a “segurança climática” dela. Um exemplo simples: se alguém quiser fazer um churrasco em casa, e o vizinho reclamar da fumaça produzida, medidas poderão ser tomadas, pois segurança climática estará no mesmo nível do direito à vida. E a aplicação da lei dependerá da criatividade de cada autoridade. Detalhe: não como carne há 30 anos e entendo que se a população reduzisse o consumo desse item estaria dando grande contribuição para evitar desmatamento (pastagens) e emissões de gases de efeito estufa (flatulência do gado). No entanto, defendo a liberdade de cada um escolher sua dieta e tomar suas decisões, com consciência e sem privação de liberdades individuais. [MB]

O que você precisa saber sobre política

Nunca estivemos tão divididos como agora, e polarização não é apenas a palavra que não quer sair de moda: é a nossa mais infeliz definição.

politica

Parece que política é a palavra do momento. Quem diria que, no país do futebol, chegaríamos a uma situação em que, em um ano de Copa do Mundo, poucos são os que sabem a escalação da seleção canarinho, enquanto a maioria conhece em detalhes as biografias dos 11 ministros da suprema corte… Pouco se discute sobre o pífio desempenho do Brasil na Rússia quatro anos atrás. Poucos conhecem Adenor Leonardo Bachi (Tite) por seu nome, e ninguém atribui a ele nossa eliminação precoce do torneio, aliás… alguém se lembra disso? Não há um nome à altura que o substitua, mas isso pouco importa, porque as atenções de dez em cada dez brasileiros estão mesmo voltadas para a escolha do dirigente máximo da nação: o presidente da república. Neymar & cia que esperem.

Analisando o cenário, Marcos De Benedicto nos traz, com a maestria de quem faz com a palavra escrita algo semelhante às melhores jogadas de um Zico, um livro que, embora não tenha sido aguardado como um álbum da Copa, chega num momento crucial, como se fosse a figurinha do nosso camisa 10. Como todos sabemos, nunca estivemos tão divididos como agora, e polarização não é apenas a palavra que não quer sair de moda: é a nossa mais infeliz definição.

Testemunhamos algo singular, pois vivemos um momento em que amizades são interrompidas como um jogo que se perde por WO; parentes fazem marcação individual cerrada nas redes sociais de forma implacável, com entradas duras, dignas de zagueiros de várzea; pais e filhos trocam farpas e até cônjuges ultrapassam os limites de um cartão vermelho. Neste contexto surge um livro capaz de nos fazer parar e avaliar se esse realmente é o jogo da nossa vida.

E o autor inicia nos mostrando que a política, como a conhecemos, é mais antiga que sua origem oficial entre os gregos. A própria Bíblia, mesmo não tendo a política como objeto, nos mostra situações em que a política ocorre como parte natural da existência, e nos dá alguns princípios interessantes pelos quais temos elevada estima, como a separação entre Estado e Igreja, ou o conceito de liberdade de fé e consciência. Uma breve visão adventista quanto a política e a ética cristã (bíblica) também nos auxilia a ver a questão de forma absolutamente distinta e distante das paixões e do componente irracional que movem o debate atual.

Uma jogada de craque pelo meio campo leva o autor a fazer um verdadeiro gol de placa nos capítulos 4 e 5, onde trata de dois conceitos geniais: a teologia do poder e a política da religião. Aparentemente, nos soa contraditória a existência de uma teologia do poder, mas, além de genial, a ideia coloca os definitivos “pingos nos is” quanto ao que realmente importa em relação ao poder e à autoridade que o concede. E a política da religião, existe? Afirmo sem medo de errar que, se nossos líderes políticos lessem apenas esses dois capítulos, estariam no caminho certo para marcar o famoso gol que Pelé não fez.

Sem perder o ritmo e mantendo o esquema tático, Marcos De Benedicto trata de outros temas igualmente interessantes, porém, mais profundos, e que exigem um pouco mais de fôlego, preparo físico e intelectual, como a batalha dos impérios (ou seria a batalha dos aflitos?), em que nos mostra a origem histórica e sociológica da atual polarização, e uma aula sobre a filosofia da história. Sua conclusão nos dá uma ideia do que seria a política dos sonhos, mas… tenho aqui o desprazer de te despertar e te trazer para o real, este “agora” conflituoso que vivemos, com duas questões, uma delas bem mais mundana.

Para os meus amigos que preferem assistir a um jogo de segunda divisão, achando que tudo não passa de uma disputa entre o capitalismo e o socialismo (ou qualquer outro “ismo”), cito uma frase atribuída ao economista mais cínico que o mundo já conheceu, John Kenneth Galbraith: “No capitalismo, temos a exploração do homem pelo homem. Já no socialismo ocorre exatamente o inverso.

Já para os que preferem assistir a uma final da “UEFA Champions League”, uma questão mais elevada: O que devo fazer se o candidato que eu apoio perder a eleição? E se a partir de 2023 a minha vida não for exatamente aquela que eu gostaria que fosse?

Minha resposta é resultado do que aprendi nesse livro.

Já passamos dos noventa minutos do segundo tempo e entramos nos acréscimos. A torcida está de pé, o estádio balança e as estruturas físicas das arquibancadas parecem sentir o peso de todo o universo criado por Deus, que em suspense aguarda pelo apito final. Apesar de estar perdendo no placar, o adversário é desleal, e na impossibilidade de ganhar o jogo está partindo para a violência. Mas o Capitão do time vencedor permanece firme, orientando um, levantando outro que caiu, incentivando os que estão cansados e renovando as forças de todos. Ele está no gol, e com os braços abertos defende todos os ataques do adversário. A cada defesa se vê em Suas mãos as marcas da partida. A qualquer momento se ouvirá o apito final. Jogadores e torcedores estão com o coração na mão, segurando uma explosão de ansiedade

Mas, e a eleição presidencial? Pois é… Não sei o que você fará se o seu candidato for derrotado. Quanto a mim, uma certeza tenho: O GRANDE JOGO DA MINHA VIDA É OUTRO!

(Mateus Alexandre Castanho, departamento de Publicações da IASD Central de Brasília)

O Que Você Precisa Saber Sobre Política (Casa Publicadora Brasileira)

“De um lado, temos políticos apoiados por pastores vendilhões propagadores da nefasta teologia da prosperidade, que distorcem a Palavra de Deus e a usam para enriquecer e ampliar seu império terreno. De outro, temos políticos apoiados por teólogos progressistas que negam a inspiração de textos fundamentais da Bíblia e se apegam a ideologias que negam o cristianismo. Ao povo de Deus resta lembrar que o reino de Cristo não é deste mundo, que nossa esperança real vem de Cima e que as profecias caminham para o seu cumprimento.” Michelson Borges

Perguntas interativas da Lição: Ressurreições anteriores à cruz

É fascinante pensar no fato de que algumas pessoas experimentaram a ressurreição antes de Jesus. A Lição da Escola Sabatina desta semana nos faz refletir sobre alguns desses casos, tanto no Antigo Testamento quanto no ministério terrestre de Jesus. Em quase todos os casos, porém, os privilegiados voltaram a morrer em algum momento. Contudo, em uma exceção muito especial, Moisés foi ressuscitado e levado ao Céu como uma “amostra” de todos os que Jesus irá despertar da morte em um determinado dia. Esse dia é chamado de “o último dia” (Jo 6:39, 40, 44, 54; 11:24).

Perguntas para discussão em grupo:

A ressurreição de Moisés (Judas 1:9; Lucas 9:28-36)

Como essas duas passagens bíblicas sobre Moisés se explicam mutuamente?

Por que é totalmente infundada a ideia de que era a “alma” de Moisés que falava com Cristo no monte? (R.: A aparição de Moisés no monte só pode ser explicada se Moisés foi ressuscitado da morte. Esse quadro nos ajuda a entender por que houve uma disputa a respeito do corpo desse profeta: ele seria o primeiro a ser ressuscitado de toda a história da eternidade, mas Satanás não gostou nada dessa possibilidade e tentou impedir que isso acontecesse. Assim, a aparição de Moisés no monte nos ajuda a entender Quem venceu essa disputa.)

A ressurreição do filho da viúva de Sarepta (1Rs 17:17-24) e do filho da Sunamita (2Rs 4:32-37)

Em sua opinião, por que Deus ressuscitou esses dois meninos, sendo que eles cresceriam e voltariam a morrer? O que o fato de que eles morreram de novo nos ensina sobre a importância da ressurreição no fim dos tempos?

A ressurreição do filho da viúva de Naim (Lucas 7:11-17)

Por que Jesus disse à mãe do falecido para não chorar? Como essa mesma recomendação de Jesus pode ser aplicada às inúmeras mães e pais que perderam seus filhos? (veja 1Ts 4:13, 18)

A ressurreição da filha de Jairo (Marcos 5:38-43)

Jesus disse ao pai da menina morta: “Não tenha medo; apenas creia” (Mc 5:36). Como podemos aprender a continuar crendo mesmo em meio a situações de medo?

A ressurreição de Lázaro (João 11:1-45)

Que lições sobre ressurreição podemos aprender com o caso de Lázaro?

Em que pontos a ressurreição de Lázaro difere da que ocorrerá no último dia com todos os justos?

Como vemos em João 11:25, 26, Jesus perguntou à irmã do falecido se ela cria Nele como o motivo e o princípio da ressurreição. Por que Ele perguntou isso a ela? Como podemos demonstrar a Ele que nós também cremos assim?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: A esperança do Antigo Testamento

Apesar das poucas referências, é possível constatar a crença na ressurreição desde tempos remotos do Antigo Testamento. Para o povo de Israel, se Deus pôde trazer Adão e Eva a partir da inexistência, Ele é poderoso para despertar a todos os que já existiram e que “repousam” na inconsciência da morte. Abraão, o pai da fé, tinha certeza de que Deus poderia trazer Isaque de volta das cinzas (Hb 11:17,18). De modo semelhante, Jó declarou confiantemente: “Depois de consumida minha pele, em minha carne verei a Deus” (Jó 19:26). Foi nessa esperança que descansou Davi cerca de 5 séculos antes de Cristo, ao ouvir do anjo: “Você descansará e, ao fim dos dias, se levantará para receber a sua herança” (Dn. 12:13).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Jó 19:25-27. Que palavras neste texto dão claras evidências de que Jó cria na ressurreição da carne? Em sua opinião, como ele aprendeu esse conceito?

Leia Gênesis 22:5. O que dava a Abraão tanta certeza de que ele voltaria do monte junto com Isaque, sendo que sua intenção era de realmente oferecê-lo em sacrifício? (Deus havia prometido a Abraão que ele teria uma grande descendência a partir de Isaque. Abraão tinha certeza de que Deus cumpriria essa Sua palavra, mesmo que tivesse que recriar Isaque a partir das cinzas)

Assim como Abraão creu, como podemos nós também crer em Deus de que Ele pode ressuscitar os mortos?

Leia Daniel 12:2. Por que faz muito mais sentido desfrutar da vida eterna com um corpo ressuscitado do que com uma suposta alma sem corpo?

Leia Salmos 49:15; 71:20. Note que estes textos não dizem respeito à ressurreição; são poemas tratando das dificuldades da vida. Apesar disso, como podem ser também uma referência à ressurreição física?

Compare os versos 14 e 19 de Isaías 26. Por que existe esse contraste entre os grupos dos dois textos? De nossa parte, o que podemos fazer para estar incluídos no grupo dos que ressuscitarão para a vida?

Em sua opinião, por que há apenas poucos textos no Antigo Testamento falando do dia da ressurreição?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: Entendendo a natureza humana

De modo contrário à crença popular – e de quase todas as religiões –, o ser humano não tem uma alma imortal que sobreviva à morte do corpo e que possa existir à parte dele. A palavra “alma”, na Bíblia, significa o próprio ser vivo. Quando Deus soprou nas narinas de Adão, este passou a ser (e não a ter) uma “alma vivente” (Gn 2:7). Esse conceito é muito claro nas línguas originais da Bíblia. Sansão, por exemplo, ao saber que morreria ao derrubar as colunas do templo pagão, exclamou: “Morra minha alma [nephesh] com os filisteus!” (Jz 16:30). A ideia de que teríamos uma alma naturalmente imortal fere princípios bíblicos fundamentais, como: Deus é o único que possui imortalidade (1Tm 6:17); o salário do pecado é a morte (Rm 6:23); a vida eterna é um dom concedido por Deus apenas para os que aceitam a salvação de Jesus (Jo 3:36; 1Jo 5:12).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Deus disse para Adão, caso ele escolhesse desobedecer: “Você certamente morrerá” (Gn 2:17). Por sua vez, Satanás disse: “É certo que vocês não morrerão” (3:4). Qual é o resultado de tentar harmonizar as palavras de Deus com as de Satanás? Por que as pessoas insistem em tentar fazer “harmonização” entre as Palavras de Deus e a desobediência?

Por que a mensagem adventista (bíblica) sobre o estado dos mortos é tão crucial? Qual é o problema em acreditar na imortalidade natural da alma? (R.: A pessoa que crê assim pode desenvolver uma visão errada do caráter de Deus e acabar tendo medo Dele, rancor, ódio ou descrença total em um ser que torturaria pessoas pela eternidade. Algumas pessoas fracas chegam à insanidade mental ao antecipar um inferno eterno. Além disso, essa crença torna as pessoas mais propensas a cair em enganos espiritualistas)

A Bíblia ensina que “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:4,20). Por que até mesmo entre a grande maioria dos cristãos encontramos forte oposição a esse ensino?

Muitos usam Mateus 10:28 como uma suposta “prova” de que a alma não morre. Mas esse verso ensina exatamente o contrário disso. Qual é o significado das palavras de Jesus nesse versículo? (R.: Jesus ensina aqui que uma pessoa martirizada por causa do Evangelho não perde sua alma [do grego psiquê, “vida”], pois essa pessoa será ressuscitada no último dia. Entretanto, a pessoa condenada no juízo final terá tanto o corpo quanto a alma [psiquê, “vida”] destruídos.)

Leia Eclesiastes 3:19-21. O que aprendemos com essa grande semelhança entre a morte de humanos e de animais? Como a promessa da ressurreição modifica essa semelhança?

“E o pó volte à terra, como era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec 12:7). Como sabemos que esse versículo não se refere a almas desencarnadas saindo de seus respectivos corpos e “voltando” para Deus? (R.: A palavra hebraica traduzida como “espírito” [ruach] é a mesma para “vento”, “ar”, “sopro”, “fôlego”. A ideia aqui é que o fôlego de vida “volta” a pertencer somente a Deus, que é a origem, a fonte e o dono da vida. Se esse versículo estivesse dizendo que as “almas desencarnadas” voltam para Deus, estaria afirmando que todos, bons e maus, “voltam para Deus” quando morrem, o que é um absurdo!)

Leia alguns desses textos sobre a inconsciência durante a morte: Salmos 6:5; 115:17; 146:4; Eclesiastes 9:5, 6, 10; Isaías 38:18, 19. Como a compreensão correta sobre o estado dos mortos nos protege contra enganos?

Como seria se os mortos estivessem conscientes dos problemas da Terra?

Leia estas afirmações enfáticas de Jesus: João 6:39, 40, 44, 54; 11:25, 26. Como podemos manifestar gratidão a Deus por conhecermos a verdade a respeito do estado da morte e da ressurreição futura?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: Morte em um mundo de pecado

Adão e Eva preferiram acreditar mais em um estranho subversivo do que em Deus. Seus argumentos – apesar de irem contra a palavra de Deus – pareciam tão “lógicos” apresentando as coisas como atraentes e desejáveis! Logo os dois se tornaram amigos desse ser revolucionário e caíram em pecado. Mas Deus plantou uma semente de esperança ao colocar no coração deles inimizade contra o maligno. Além disso Ele lhes deu roupas melhores para usarem: vestes de couro em vez de folhas de figueira. Para que isso fosse possível, alguém (um animal inocente) precisou morrer.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Qual era a intenção de Satanás ao levar nossos primeiros pais a caírem em pecado?

Leia Gênesis 3:1-6. Quais foram algumas das estratégias do anjo caído para enganar Eva? Como podemos estar protegidos contra esses enganos?

“Então a serpente disse à mulher: ‘É certo que vocês não morrerão’” (Gênesis 3:4; compare com 2:16-17). Por que essa primeira mentira (a de que o ser humano seria naturalmente imortal) conquistou todas as formas de religião de todas as épocas e lugares? Por que esse conceito é tão perigoso? Dê exemplos de passagens bíblicas básicas que testificam contra esse poderoso engano. (R.: Essa teoria apresenta Deus como um torturador insaciável, fazendo com que seja quase impossível amá-Lo; além disso, ela O torna um perpetuador da dor e do sofrimento causados pelo pecado. Ver 1Tm 6:17; Sl 115:17; 146:4; Ec 9:5,6,10; Mt 10:28; Jo 5:28-29; 1Co 15:51-58; etc.)

Pense bem: por que as supostas almas de “pessoas mortas”, quando contatadas por médiuns, sempre dizem estar em uma situação de “paz, harmonia e felicidade”, e nunca apontam Jesus como único Salvador e a Bíblia como Palavra de Deus?

Veja em Gênesis 3:6 as sensações de Eva em relação ao fruto que Deus havia proibido. Por que a razão humana nem sempre é a maneira mais segura para se avaliar questões espirituais?

Eva entrou, por assim dizer, no “terreno encantado do diabo”, e caiu em engano. Quais são alguns dos “terrenos encantados” que atraem as pessoas hoje? Como podemos resistir tal atração?

O efeito do pecado foi rápido. Como você imagina que foi o sentimento do primeiro casal ao sentir medo de Deus; ao sentir frio; ao observar as flores murchando, e quando contemplaram o primeiro animal se tornando inanimado por causa da morte?

Leia Gênesis 3:15,21. Que esperança Deus trouxe para a humanidade? Qual era o significado das vestes de pele de animal confeccionadas pelo próprio Deus para o casal? (ver Sl 132:9; Is 61:10; 64:6; Ap 19:8)

Uma das soluções graciosas de Deus foi a de implantar no coração do casal uma inimizade contra satanás. Por que essa intervenção divina foi necessária e como ela funciona ainda hoje? (R.: O Espírito Santo no coração convence do pecado, gera arrependimento e desenvolve repulsa pelas coisas que nos afastam de Deus.)

Como podemos demonstrar nossa gratidão a Deus por Sua intervenção maravilhosa para nos salvar do pecado através da morte e intercessão de Jesus?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Lição dos Jovens: Palavras importam

Perguntas interativas da Lição: Rebelião em um Universo perfeito

A origem do mal é um mistério. Deus fez tudo perfeito, e um elemento precioso da perfeição das criaturas inteligentes foi a capacidade de escolher amá-Lo. Ele correu o risco de que um dia alguém usasse mal essa capacidade. Valeria a pena mesmo assim, pois Ele mesmo pagaria o preço para resgatar os Seus, e o mal nunca mais aconteceria novamente após ser erradicado (Na 1:9).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Ao estudar sobre a origem do mal, por que é importante sempre manter em mente que “Deus é amor” (1Jo 4:8, 16)?

Se Deus sabia que Lúcifer se rebelaria, por que o criou mesmo assim? Como podemos responder à acusação de que Deus é o responsável pela origem do mal?

Por que Deus concedeu a capacidade de livre-arbítrio às Suas criaturas, mesmo sabendo que elas poderiam escolher se rebelar?

Por que Deus usa os reis de Tiro (Ez 28:12-19) e de Babilônia (Is 14:12-15) como figuras, ou como tipos da queda de lúcifer? (R.: Deus mostra quem é o instigador e líder por trás desses reis maus.)

Se sabemos como foi a origem do pecado, em que sentido seu surgimento é um mistério? (R.:Não havia razão para sua existência; tentar explicá-lo é procurar uma razão para ele, e isso seria justificá-lo” – Lição de terça-feira; EGW, A Verdade sobre os Anjos, p. 30.)

Por que Deus não destruiu Satanás assim que ele começou sua rebelião no Céu? (R.: Os anjos ainda não entendiam completamente a natureza e as consequências do pecado; Deus teve de permitir seu desenvolvimento para que sua malignidade fosse evidente. Se Deus tivesse destruído Satanás logo no início, os anjos Lhe serviriam por medo, e não por amor.)

Por que a cruz é tão importante para que se possa compreender a origem do mal e sua erradicação?

Em sua opinião, considerando que Satanás está consciente das consequências de sua rebelião, por que ele persiste em sua luta contra Deus?

Leia Efésios 6:11. Como podemos vencer as “astutas ciladas do diabo”?

Nota: O nome “Lúcifer” não existe nas línguas originais da Bíblia. Ele aparece na versão latina de Isaías 14:12 como tradução da expressão hebraica helel, “brilhante”, “estrela da manhã” (ver em https://www.bibliaonline.com.br/vulgata/is/14/12). Daí se convencionou usar esse nome como referência ao anjo rebelde antes de sua queda.