Perguntas interativas da Lição: As chamas do inferno

O pensamento de que Deus punirá os perdidos pela eternidade é muito danoso pois produz uma imagem falsa de Seu caráter. Esse tipo de pensamento faz com que muitas pessoas tenham medo de Deus ou um certo rancor dEle, chegando a duvidar de Sua existência por tamanha crueldade. Algumas mentes mais sensíveis chegam a ser “arrastadas à insanidade por este inquietante pensamento” (White, O Grande Conflito, p. 324 e 545). Entretanto, não é este o ensino da Bíblia, a qual ensina que “o salário do pecado é a morte” e “o dom gratuito de Deus é a vida eterna através de Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Em Marcos 9:48 Jesus cita o texto de Isaías 66:24. Por que as pessoas só consideram como metáfora a primeira parte deste verso (que fala de “vermes que nunca morrem”) mas consideram a segunda parte (que fala de “fogo que não se apaga”) como se fosse literal?

Qual é o significado da expressão “vermes que não morrem” e “fogo que não se apaga”? (R.: A cena metafórica descreve uma situação de pós-guerra em que o povo de Deus foi salvo por Ele e os Seus inimigos estão mortos. A cena é grotesca: os “vermes” e o “fogo” consomem as suas carnes podres, e farão esse serviço de modo completo, pois os vermes não morrem e o fogo não se apaga até que não haja mais nada para consumir. O significado deste quadro é o contrário do que muitos ensinam: trata de uma expressão de aniquilação total, e não de punição sem fim!)

Leia Malaquias 4:1-3; Judas 1:7; Mateus 18:8 e Marcos 9:43. Que detalhes destes versos nos ajudam a perceber que o “fogo eterno” não significa “sofrimento eterno”, mas sim que o fogo não se apaga até que tenha consumido todo o seu combustível?

Em que aspectos a ideia de um tormento eterno é totalmente contrária ao ensino bíblico? (R.: Deus é o único que possui imortalidade [1Tm 6:16]; apenas os que têm Jesus como Salvador têm vida, a qual procede dEle [1Jo 5:12,13]; após o juízo final o pecado será erradicado, e por isso não vai mais haver choro, dor ou sofrimento [Ap 21:4]; o salário final do pecado é a morte, e não a vida eterna em sofrimento [Rm 6:23].)

Por que a ideia de um tormento eterno é tão maligna? Quais são as possíveis consequências de se crer neste ensino? (R.: Medo, ou mágoa ou rancor de Deus; ateísmo, pois não é possível existir um Deus tão cruel assim; angústia mental que pode levar até à loucura.)

Qual é a diferença entre a visão popular do inferno e a visão bíblica do “lago de fogo”?

Leia 1 Coríntios 15:18. Por que não faz sentido crer em um Céu onde não temos corpos, pois lá seríamos apenas “almas desencarnadas”? (R.: O céu é um lugar concreto, com árvores, frutas, praça, rio, etc. [Mt 26:29; Ap 22:1,2]. O Céu não é um lugar para almas de mortos, mas para corpos bem vivos – ressuscitados ou glorificados – para poder desfrutar de tudo que houver ali.)

Quais são as vantagens de conhecer a verdade sobre o estado da morte (ver 1Ts 4:13)? Como podemos ensinar essa verdade para aqueles que não têm essa mesma esperança?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)