Finlândia está prestes a tornar o cristianismo ilegal

finlandiaQuase 70% dos finlandeses ainda são membros da Igreja Luterana Nacional. Mas isso não significa que eles são praticantes da fé, pois menos de um terço dos finlandeses atualmente dizem que acreditam em Deus. Essa nação historicamente cristã não apenas deixou a fé, mas iniciou investigações criminais contra cristãos. Apesar de a Constituição finlandesa dizer à igreja nacional para “proclamar uma fé cristã baseada na Bíblia”, a Finlândia está investigando um membro do parlamento por “proclamar sua fé cristã baseada na Bíblia”. Segundo a CBN News, a parlamentar Päivi Maria Räsänen [foto], do Partido Democrata Cristão, está sob duas investigações por supostamente “difamar ou insultar” homossexuais. Ela compartilhou um versículo da Bíblia no Twitter, no ano passado, destinado à Igreja Luterana da Finlândia por promover o estilo de vida homossexual. Päivi Räsänen disse: “No meu tweet, citei diretamente o primeiro capítulo e os versículos 24 a 27 de Romanos e publiquei a figura das passagens da Bíblia.” A passagem condena a homossexualidade.

A promotora geral da Finlândia, Raija Toiviainen, abriu uma segunda investigação sobre um panfleto que Päivi escreveu há 15 anos sobre o casamento cristão bíblico, chamado “Homem e mulher, Ele os criou”. Päivi ficou surpresa com a existência de uma investigação policial sobre seu caso, já que o ensino bíblico é apoiado pela própria constituição finlandesa. “Não achava que isso poderia acontecer. É inacreditável. Foi uma verdadeira surpresa. E meu primeiro pensamento foi: ‘Eles realmente estão indo longe’”, disse Leif Nummela, editor de um jornal cristão e apresentador de TV na Finlândia.

O pastor luterano que publicou o panfleto que Päivi escreveu sobre o casamento cristão também está sob investigação. Päivi disse à CBN News que tudo isso começou em oração quando ela se sentiu guiada pelo Senhor a fazer algo para despertar a Igreja Nacional na Finlândia sobre a questão da homossexualidade. Mas agora ela teme que essa investigação deixe os finlandeses com muito medo de proclamar sua fé. “Estou preocupada que esse caso, a investigação criminal, possa intimidar alguns cristãos e faça com que eles se escondam e se calem”, disse Päivi.

Se condenada, Päivi pode ser multada ou até presa. E Nummela acha que o apoio dos líderes cristãos finlandeses a ela foi fraco. “Se pudéssemos ter 200 mil cristãos dizendo: ‘Isso é horrível, pare de perseguir Päivi Räsänen’, isso teria um enorme impacto”, disse Nummela.

Päivi disse que não tem medo e acredita que Deus tem um plano para a Finlândia. “Estou esperando para ver o que Deus fará, porque quando levantamos orações a Ele podemos saber que Ele fará alguma coisa”, disse Päivi.

(Conexão Política)

Nota: O descanso dominical será motivo de perseguição no futuro, mas a defesa de outra instituição edênica (além do sábado) – o casamento hetemonogâmico – igualmente poderá colocar cristãos na mira das autoridades estatais. O que fazer nesses casos? Atos 5:29 provê a resposta. [MB]

O missionário mochileiro

Daniel 7: do mar tempestuoso às nuvens do Céu

daniel 7Recomendação de Jesus: “Quem lê [Daniel], entenda!” (Mt 24:15; Mc 13:14). É a partir do capítulo 7 de Daniel que essa advertência começa a fazer cada vez mais sentido. Muitas interpretações equivocadas desse livro têm levado pessoas ao erro e ao fanatismo. O capítulo 2 também contém uma profecia simbólica, mas a partir da segunda metade do livro (capítulos 7-12) os símbolos começam a ficar cada vez mais complexos e precisam ser compreendidos sob a luz das Escrituras, para que não ganhem interpretações particulares. Quem lê Daniel, que entenda!

 Perguntas para discussão em grupo

 Quebra-gelo: Por que os cristãos genuínos não devem ter medo do juízo celestial? (ver João 3:18, 19; 5:24)

Em sua opinião, por que Deus revelou o futuro a Daniel (e também a João, no Apocalipse) em forma de símbolos, em vez de simplesmente usar a linguagem literal?

Leia Daniel 7:1-10. Ao se interpretar a simbologia profética conforme as pistas fornecidas pela própria Bíblia (ex.: Dn 7:16, 17; Jr 51:1; Zc 7:14; Ap 17:15), o que significa a visão na qual os “ventos do céu” agitavam o “grande mar” enquanto diferentes “animais” emergiam dele? (R.: A visão representa a ascensão e queda dos grandes reinos e poderes que se sucederam ao longo da História por meio de guerras, revoluções e agitações políticas entre as nações e os povos do mundo antigo. Tais reinos e poderes são: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma pagã, representados pelos quatro animais; a Europa dividida representada pelos dez chifres; o poder papal representado pelo “chifre pequeno”; os três “chifres” arrancados pelo chifre pequeno foram os Vândalos, os Hérulos e os Ostrogodos, estes últimos derrotados pelo poder papal no ano 538 d.C.)

Diferentemente dos reinos anteriores, por que Roma não foi representada por algum animal conhecido, mas, sim, por um animal “terrível e espantoso” (7:7, 19)?

Leia Daniel 7:7, 8, 24, 25. Note que o poder representado por um “chifre pequeno” emerge do “animal terrível e espantoso” (Roma), sendo, portanto, uma “extensão” dele. Compare as características desse poder com as do “homem do pecado” de 2 Tessalonicenses 2:1-12. Como as duas descrições se aplicam perfeitamente ao papado romano medieval? O que Deus quer nos dizer com essa revelação?

Leia novamente Daniel 7:8. O que significa o fato de que o “chifre pequeno”, diferentemente dos outros, tinha “olhos e boca? (R.: Diferentemente dos outros poderes, o poder papal era representado por uma pessoa apenas. Era diferente dos outros por ter se apropriado do cristianismo para exercer seu poder.)

 Leia Daniel 7:25. Em que sentido o “chifre pequeno” mudaria “os tempos e a lei”?

O que o cumprimento preciso dessas profecias bíblicas lhe diz?

Leia Daniel 7:9, 10. Após a visão dos “animais” (reinos) que se seguiriam, e de toda a perseguição e sofrimento promovidos pelo “chifre pequeno” (o poder papal) contra os cristãos, Daniel vê uma cena de juízo no Céu: “assentou-se o tribunal, e abriram-se os livros”. Em sua opinião, qual é o propósito de se descrever o juízo celestial nesse momento da visão? Qual é a importância desse juízo para os cristãos?

Leia Daniel 7:21, 22, 26, 27. De que forma o juízo beneficia o povo de Deus?

Note que em Daniel 7:13, 14 o “Filho do Homem” se dirige “nas nuvens do céu” não à Terra, mas ao “Ancião de Dias”, o grande Juiz do tribunal celeste. O que significa isso? Agora leia Marcos 14:62. Por que Jesus usou os mesmos termos de Daniel 7:13 para Se referir à Sua segunda vinda? (R.: Provavelmente para afirmar que Ele próprio é o Filho do Homem mencionado em Daniel 7.)

 Sabendo que Jesus é o nosso Advogado no santuário celestial, como devemos viver enquanto Ele nos defende? (João 5:24; Rm 8:1; Tg 2:12)

Notas:

 Sobre o tempo de perseguição indicado por “um tempo, tempos, e metade de um tempo” (Dn 7:25). “Tempo”, no contexto profético, significa “ano” (ver Dn 4:32; 11:13). Portanto, a expressão “tempo, tempos e metade de um tempo” é o mesmo que “[um] ano + [dois] anos + metade de um ano”, ou seja, três anos e meio proféticos. Contudo, devem ser considerados anos com 12 meses de 30 dias, resultando em anos de 360 dias cada. Com isso em mente, entende-se por que as Escrituras usam três expressões diferentes para se referir ao mesmo período profético: “três anos e meio” (Dn 7:25; 12:7; Ap 12:14), ou “1.260 dias” (Ap 11:3; 12:6), ou ainda “42 meses” (Ap 11:2; 13:5). Além disso, deve-se considerar que em profecias simbólicas cada “dia” equivale a um ano literal (Nm 14:34; Ez 4:5-7). Portanto, esse período se refere precisamente a 1.260 anos literais de perseguição sofrida pelos cristãos que preferiam ser fiéis às Escrituras e não à religião romana. Esse período se iniciou no ano 538 d.C., quando o imperador Justiniano oficializou por decreto que o bispo de Roma seria superior a todos os outros (um “papa”), e foi até o ano 1798, quando Napoleão mandou prender o papa Pio VI.

Sobre a identidade do “chifre pequeno” de Daniel 7. Apesar de a maioria dos estudiosos tentar encaixar o rei Antíoco Epifânio como sendo o “chifre pequeno” da profecia de Daniel, ele não preenche os requisitos. É fato que ele foi um dos piores tiranos de todos os tempos e que profanou o templo em Jerusalém ao colocar uma estátua de Zeus sobre o altar de sacrifícios e lhe sacrificar um porco. Mas seu período de perseguição (contra os judeus) durou apenas três anos literais (de 168 a 165 a.C.). Além disso, cerca de dois séculos depois da morte de Antíoco Epifânio, o apóstolo Paulo retratou o “homem da perdição” como ainda estando no futuro (2Ts 2:3-6). O papado, por outro lado, preenche todas as condições para ser identificado com o chifre pequeno de Daniel.

Sobre o “Filho do Homem” de Daniel 7:13, 14. A cena do “Filho do Homem” envolto nas “nuvens” retrata o famoso Dia da Expiação (yom kippur), conforme vemos em Levítico 16, quando o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo envolto na fumaça do incensário que trazia junto de si. Representando Jesus Cristo, nesse dia o sumo sacerdote intercedia pelo povo colocando-se diante da glória visível de Deus (o shekinah) que aparecia sobre a arca do testemunho no lugar santíssimo. Essa era a própria representação de Jesus entrando diante do trono de Deus em favor de toda a humanidade para iniciar o juízo pré-advento. Esse processo se iniciou no ano 1844, conforme veremos nas lições das próximas semanas.

Sobre o juízo dos vivos e o fechamento do tempo de graça. Na lição da Escola Sabatina desta semana, na edição do professor, há um trecho polêmico que precisa ser esclarecido. Ali é dito que “o juízo dos vivos só acontecerá quando terminar o tempo da graça”. O termo “acontecerá” não quer dizer que o juízo dos vivos se iniciará nessa ocasião, mas que então será definido o veredito deles. O juízo dos vivos, que os condena ou os liberta, se dará no exato momento em que os livros, que haviam sido abertos no início do juízo (Dn 7:10) serão fechados (termo que chamamos de “fechamento do tempo de graça”). Enquanto esses livros ainda estão abertos, os vivos têm a oportunidade de escolher se converter ou apostatar. Por isso não é possível que o juízo dos vivos seja concluído enquanto tais livros estão abertos. O tempo de graça se encerra exatamente quando Cristo fechar os livros do juízo ao sair do santuário celestial para voltar à Terra. Nessa ocasião, cada caso terá sido decidido definitivamente, sem possibilidade de mudança. Por isso, no exato momento em que os livros de juízo são fechados, é proclamado: “Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se” (Ap 22:11, NVI).

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Casos de sífilis aumentam no Brasil

sifilisPrincipal forma de transmissão dessa e de outras DSTs são as relações sexuais

As doenças sexualmente transmissíveis causam, desde sempre, transtornos à saúde pública e à vida das pessoas. Além das mais conhecidas, como o HIV, a herpes genital e a gonorreia, por exemplo, outras têm surgido ou evoluído com o passar do tempo. No Brasil, uma das DSTs que mais tem avançado é a sífilis. Segundo um relatório do Ministério da Saúde, entre 2010 e 2018 a doença teve um aumento de 4.157% nos casos. De acordo com o estudo, só durante o ano de 2018, mais de 246 mil pessoas adquiriram a doença no Brasil.

A sífilis tem como principal forma de transmissão as relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem o uso de preservativo. A doença é considerada uma infecção sistêmica crônica, de transmissão sexual e vertical (quando é transmitido da mãe para o bebê), provocada pela bactéria espiroqueta Treponema pallidum. “A sífilis é caracterizada por quatro etapas: primária, quando ocorre de 10 a 90 dias após o contato sexual, formando-se uma úlcera indolor com base endurecida, rica em treponemas (um gênero de bactéria); secundária, quando surge de seis semanas a seis meses após o contágio, formando-se lesões doloridas na pele e mucosas em forma de roséola; sífilis latente, período no qual não há sinais clínicos da doença, mas há reatividade nos testes imunológicos que detectam os anticorpos; e sífilis terciária, ocorrendo cerca de 2 a 40 anos após o contágio, com lesões nodulares que podem provocar degenerações ósseas, cardiovasculares e neurológicas”, diz o professor dos cursos de pós-graduação da Área da Saúde do Centro Universitário Internacional Uninter, Willian Barbosa Sales.

A sífilis preocupa as autoridades por ser uma doença de fácil propagação e pelo aumento de contaminação nos últimos anos. Evidentemente que o uso de preservativos ajuda a minorar o problema, mas não se trata de uma solução 100% eficiente, até porque se sabe que o vírus HPV, por exemplo, pode ser transmitido sem penetração, bastando o contato com a região da virilha. Há também vírus que se propagam por meio de “simples” beijos (confira aqui, aqui e aqui). Algumas DSTs acompanham as pessoas pela vida toda. É como disse Neruda: “Somos livres para fazer escolhas, mas somos prisioneiros das consequências.”

O carnaval vem aí. Seja sábio e tome sua decisão. Eu e minha casa já decidimos (como sempre fazemos): retiro saudável e espiritual.

Entre o mito e a pessoa: reflexões de um médico sobre a morte de um famoso

medico“Oremos pela família, ele faleceu.” Eram pouco mais de 17 horas quando recebi essa mensagem. E dessa maneira terminava um capítulo na história de uma das pessoas mais intrigantes e, talvez, para alguns, controvertidas dos últimos 50 anos. Foi pelo menos uma hora e meia antes de ser noticiado nos principais meios de comunicação e portais eletrônicos do País. Logo começaram as análises dos cinéfilos e até a de um biógrafo. Abri a página de um grande portal: “Provocador, niilista, gênio criativo, celebridade televisiva, ícone trash e, acima de tudo, um descrente obsessivo… Autor de mais de 40 filmes.” Em outro site, o perfil foi complementado: um “homem sem crenças, não acreditava em Deus nem no diabo, só acredita nele mesmo, acha que é o único que pode fazer justiça”.

As homenagens e os perfis trazem a descrição detalhada de um personagem criado, mas falham totalmente em descrever um ser humano, ou, pelo menos, o ser humano que acabei conhecendo.

Era madrugada de julho de 2014. Na unidade coronária, entre tantos pacientes, um nome chamou atenção. Infarto grave, coração e rins falhando. Comecei a pensar… Uma vida com tantas obras dedicadas a afrontar o que era sacro, a flertar com o terror, com o demoníaco… Lembrei-me do verso bíblico: “Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:20). Orei em silêncio, de frente para aquele leito: “Senhor, tem piedade e misericórdia desse homem. Que ele possa ver o Teu Evangelho.”

O tempo passou. Certo dia, recebi a comunicação de que ele havia melhorado, e que ele e a esposa haviam começado a estudar a Bíblia. Mas não foi fácil. Os fãs (do personagem que ele havia criado) o assediavam e o perseguiam. Uma parte da família não entendia essas mudanças de vida que ele começou a ter. Falaram em opressão, lavagem cerebral. Uma vez tirou uma foto atendendo a um apelo para aceitar Jesus. Parecia que havia despertado a fúria do inferno em pessoa. Mais ridicularizações. Finalmente, chegou-se a um ponto em que uma parte da família passou a falar em nome do personagem para sites e jornais, para que a pessoa, o indivíduo de verdade, tivesse um pouco de privacidade e sossego.

Essa pessoa, não o personagem, aceitou Jesus como seu salvador pessoal e foi batizada com a esposa em junho de 2017. Tenho as fotos. Os irmãos da pequena igreja onde permaneceu pelo resto de seus dias foram testemunhas.

Disto tudo, gostaria de tirar quatro pequenas lições:

1) A mudança, a conversão incomoda e irá aborrecer um mundo não espiritualizado. Será contestada e considerada até como fraude. Veja, por exemplo, a conversão do rei Nabucodonosor em Daniel 4. Fora da religião hebraica, não existem registros de tal conversão, pois incomodaria um rei se converter ao Deus de outro país… E assim também são tratadas desde sempre pessoas simples, líderes, artistas, ao entregar o coração.

2) No momento da conversão, muitas pessoas ficam incomodadas ou interessadas. Fulano se converteu? Foi batizado? E muitos parecem querer mover sua vida espiritual em torno de quem seja o famoso que aceitou ou não a Jesus, quer seja ou não da sua religião. Devemos seguir a Jesus independentemente das pessoas ou dos famosos. “Disse-lhe Jesus: Se Eu quero que ele fique até que Eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu” (João 21:22).

3) Relembro mais uma vez do respeito pelo trabalho da igreja local, seja pequena ou grande, e pelos seus membros. Neste caso, do Wanderson, da Igreja Adventista de Vila Buarque, em São Paulo, que deu estudos e nutriu espiritualmente essa pessoa, fez amizade com a família, e segue neste momento dando conforto enquanto escrevo, no velório desse irmão, que agora descansa em Cristo. Algumas vezes Wanderson me pediu orações por causa dos assédios e das dificuldades que os novos conversos estavam sofrendo. Mas persistiu firme. Muitos necessitam de alguém que, assim como Jesus foi para Nicodemos, deem suporte, carinho e amor, conduzindo e reafirmando pessoas na fé.

4) Não despreze o valor da oração intercessória. Neste caso falo em especial a todos os colegas da área da saúde, sejam médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos, fisioterapeutas, ou até mesmo do servente de alimentação ou de limpeza de um hospital.  Lógico que eu sei que o propósito do Senhor foi muito maior que a minha oração naquela fria madrugada de julho. Mas o nosso Deus espera que todos juntos sejamos co-obreiros na salvação daqueles que nos cercam.

Muitas surpresas nos aguardam no Céu. Mas creio que não será surpresa ver esse irmão em Cristo, cujo personagem foi celebrado pelo seu antagonismo a Deus. E até imagino onde ele estará, pois está descrito no livro O Grande Conflito, página 665, que “mais próximo do trono estão os que já foram zelosos na causa de Satanás, mas que, arrancados como tições do fogo, seguiram seu Salvador com devoção profunda, intensa. Em seguida estão os que aperfeiçoaram um caráter cristão em meio de falsidade e incredulidade, os que honraram a lei de Deus quando o mundo cristão a declarava nula, e os milhões de todos os séculos que se tornaram mártires pela sua fé. E além está a ‘multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, […] trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos’ (Ap 7:9). Terminou a sua luta, a vitória está ganha. Correram no estádio e alcançaram o prêmio. O ramo de palmas em suas mãos é um símbolo de seu triunfo, as vestes brancas, um emblema da imaculada justiça de Cristo, a qual agora possuem”.

Eu quero estar no meio daquela multidão. E você?

(Everton Padilha Gomes é médico e doutor em cardiologia pela USP)

Programa História da Vida: Darwin e seu tempo

Seminarista católico muda de vida com programa da Novo Tempo e livros da CPB

Matheus

Sou de família católica, e, como alguns jovens católicos, sempre quis ser padre. Ao longo dos anos, envolvido em vários ministérios e amante da leitura que sou, mergulhei nos estudos. A Filosofia e a Patrística já me atraíam antes da entrada formal no Seminário, portanto, foi um caminho natural. Aos 24 anos já tinha opiniões supostamente muito bem embasadas. Conseguia, por exemplo (por incrível que pareça), conciliar o relato de Gênesis com a teoria da evolução. Debatia Mariologia, Cristologia tendo como base a autoridade da igreja, inclusive sobre a interpretação das Escrituras.

No Seminário, a partir de 2005, iniciei minha formação em Filosofia. Permaneci durante alguns anos, até chegar a 2010, e aqui entra o conflito. Uma noite em meu quarto, recebi o link de um vídeo que contrastava o sábado e o domingo no contexto bíblico. Aquilo me incomodou muito, e decidi procurar mais daqueles vídeos e produzir, de alguma forma, material voltado à defesa do primeiro dia da semana como dia de guarda. Escrevi um texto no site em que era um dos cooperadores. Qual não foi minha surpresa, quando, poucos dias depois, ao abrir outro site, me deparei com um artigo que praticamente respondia biblicamente tudo aquilo que eu havia questionado.

Aquele artigo havia sido escrito pelo jornalista Leandro Quadros. “Quanta ignorância e arrogância”, eu pensei. Quem é esse rapaz para questionar séculos de tradição e ensinos, e, principalmente, a autoridade da igreja fundada sobre Pedro?

Resolvi procurar o autor daquele artigo. Era apresentador do programa “Na Mira da Verdade”, da TV Novo Tempo. Lembro-me de que procurei até o endereço, se era pastor, qual igreja frequentava, e consegui, por incrível que pareça, seu número de celular e e-mail. A partir daí passei a me comunicar, no intuito de derrubar aquela “plataforma teológica” e provar que eu estava certo. Fui sincero, não escondi minha formação. Abro aqui um parêntese. Nesse tempo em que iniciei com o Leandro um diálogo, enviei uma pergunta ao “Na mira”, com um nome falso (isso me envergonha hoje), e fiz uma oração. Pedi a Deus que colocasse a pergunta no ar, para que o programa fosse desmascarado e não conseguissem responder. Incrivelmente, a pergunta foi ao ar no bloco seguinte e… respondida biblicamente. Não me contentei e na semana seguinte enviei outra questão e, pasme, ela foi mais uma vez levada ao ar.

Quem conhece o programa, sabe o quão difícil é ter o questionamento respondido, por conta das inúmeras perguntas que lá chegam. Mas, como disse, nesse tempo já conversava com o Leandro. Não sei explicar com palavras o que de fato estava ocorrendo. Lembro-me de que em uma segunda feira de março de 2010, após ouvir uma homilia a respeito da lei de Deus (na verdade, os mandamentos do Catecismo), subi para o quarto e chorei. Quando meus amigos subiram, tentei esconder aquilo que para mim naquele momento era constrangedor. Havia lido um material enviado pelo Leandro e, pouco depois, estava ali, questionando minhas crenças.

Matheus 2Aquele conflito em minha mente só se intensificou; foram alguns meses de diálogos, estudos, até que enfim, pela graça de Deus, tomei a decisão que definitivamente mudaria minha vida. Hoje sou um adventista do sétimo dia (desde 2011). Ancião, casado e pai de um menino lindo. Olho para trás e percebo claramente Deus conduzindo cada passo e colocando em meu caminho pessoas especiais. Qual não foi minha surpresa quando recebi em 2012 o livro A História da Vida, e poucos dias depois o Por Que Creio, do pastor e jornalista Michelson Borges (ambos os livros da Casa Publicadora Brasileira).

Foi um marco, pois tudo aquilo que sempre acreditei (era evolucionista teísta), agora passava pelo crivo não apenas das Escrituras, mas pela própria ciência, e não se sustentava. Não havia conformidade entre Genesis e o evolucionismo, e agora conseguia reunir argumentos racionais e objetivos. Enfim, tudo mudou, ou melhor, Deus tudo mudou. Tive o privilégio de posteriormente conhecer tanto o Leandro quanto o Michelson, e partilhar um pouco daquilo que Deus misericordiosamente fez em minha vida. Ainda tenho, sim, amigos do Seminário; pessoas inclusive extremamente sinceras e dedicadas à sua fé. E exatamente por isso creio que serão alcançados pelo poder maravilhoso que emana da Palavra do Senhor.

(Matheus Amaral é formado em Logística e licenciado em Filosofia)