Jovem troca carreira jurídica pelo chamado para ser pastor

Ser pastor não estava nos planos de Vinícius, que acabou sendo conduzido por Deus a novos propósitos

Captura de Tela 2022-05-20 às 20.34.20

O jovem Vinícius de Espíndola Martins da Silva, de 32 anos, sofreu uma guinada impressionante na vida. Natural de Santa Catarina, o rapaz talvez nunca tivesse pensado que trocaria uma carreira promissora na área jurídica para se dedicar à colportagem e aos estudos em teologia. Em pouco tempo, Espíndola, sua esposa Jane Carla e seus dois pequenos filhos (Esther, de cinco anos, e Moisés, de apenas nove meses) não apenas se mudaram da paradisíaca região litorânea catarinense para morar no interior de São Paulo (Engenheiro Coelho, onde fica o campus com curso de Teologia do Centro Universitário Adventista – Unasp). O jovem formado em direito deixou uma rotina de análises de processos judiciais no Tribunal Regional Federal e perspectivas reais de crescimento para se preparar a fim de servir integralmente à causa de Deus. Mudanças no padrão de vida e na forma de enxergar a própria religião são destaques na entrevista que ele deu à Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN).

[Continue lendo.]

Perguntas Interativas da Lição: A promessa

Certamente, o ponto mais marcante da história de Abraão é o momento em que ele está prestes a sacrificar seu filho em resposta a uma ordem divina. A grande questão era o quanto ele cria na promessa de Deus de que faria de Isaque uma grande nação. E ele demonstrou crer tanto a ponto de aceitar oferecer o próprio filho em sacrifício, “considerando que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar” (Hb 11:18). Não é à toa que ele recebeu o título de “o pai da fé”! Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 22:10-13. Que lições Deus quis ensinar a Abraão (e a toda a humanidade) ao pedir que o patriarca sacrificasse o próprio filho, o “filho da promessa”?

Leia Hebreus 11:17-19. Conforme essas palavras, o que encorajou Abraão a oferecer seu filho? Por que essa atitude lhe garante o título de “pai da fé”?

Leia João 8:56. Em que sentido Abraão “viu o dia de Jesus” e se alegrou? (R.: Ele teve um vislumbre do plano da redenção, no qual Jesus é o cordeiro de Deus, que morre no lugar dos seres humanos.)

Qual é o significado da frase “o Senhor proverá”? Como ela se aplica a todo o grande conflito e ao plano da redenção?

Por que Abraão não queria que seu filho se casasse com uma mulher dentre o povo cananeu? Por que a vida espiritual entra em grande risco quando nos unimos com alguém em “jugo desigual” (2Co 6:14)? Por que não vale a pena correr esse risco?

As orações do servo de Abraão o conduziram até Rebeca, a quem Deus havia escolhido para se casar com Isaque. Ainda assim, ela poderia se recusar a ir. O que isso nos ensina sobre a relação entre a providência divina e o livre-arbítrio? (R.: Deus pode fazer planos específicos para algumas pessoas e elas os rejeitarem. Ainda assim, a vontade dEle vai acontecer. Se Rebeca não quisesse ir, Deus teria conduzido o servo até outra pessoa.)

Abraão morreu com 175 anos de idade sem ter visto o cumprimento pleno da promessa. Quando morreu, toda a multidão que descenderia de Isaque ainda era reduzida a apenas duas pessoas: os gêmeos Esaú e Jacó, que tinham cerca de 14 ou 15 anos de idade. Mesmo assim, como podemos supor que ele morreu confiante? (ver Hebreus 11:1, 13)

O que a história de Abraão e Isaque no monte Moriá nos ensina sobre a nossa própria fé? Como podemos desenvolver a fé de Abraão e de Isaque?

Nota: A demonstração de fé de Abraão no monte Moriá não teria acontecido sem a colaboração do próprio Isaque. Ali, no alto do monte, “foi com terror e espanto que Isaque soube de sua sorte; mas não opôs resistência. Poderia escapar desse destino, se o houvesse preferido fazer; o ancião […] não poderia ter-se oposto à vontade do vigoroso jovem. Isaque, porém, tinha sido educado desde a meninice a uma obediência pronta e confiante, e, ao ser o propósito de Deus manifesto perante ele, entregou-se com voluntária submissão. Era participante da fé de Abraão, e sentia-se honrado sendo chamado a dar a vida em oferta a Deus. Com ternura, procura aliviar a dor do pai, e lhe estimula as mãos desfalecidas a amarrarem as cordas que o prendem ao altar” (Ellen White, Patriarcas e Profetas, p. 152). Assim, podemos pedir a Deus que nos dê não somente a fé de Abraão, mas também a fé de Isaque.

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Lição dos Jovens: A importância do que você quer

Perguntas Interativas da Lição: a aliança com Abraão

Deus fez uma aliança com Abraão, o qual creu e recebeu a Sua justiça imputada (Gn 15:6). Apesar disso, ele continuou falho ao longo do caminho, enquanto aprendia a confiar cada vez mais no Senhor. Conhecer a experiência de erros e acertos de Abraão nos enche de esperança, pois também podemos ser chamados de “amigos de Deus” enquanto crescemos em fé caminhando junto a Ele, sob Sua aliança, e aprendendo com as falhas a confiar cada vez mais em Sua palavra.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 15:4-6; Rm 4:3; Tg 2:23. Por que Deus “imputou justiça” a Abrão quanto este creu? Qual é a relação entre crer e receber a justiça de Deus?

Leia Gênesis 16:1-2. Apesar de ter crido na promessa de Deus – e isso lhe ter sido imputado como justiça – por que Abrão atendeu ao pedido de Sara? Que lições podemos aprender com esse grande vacilo de Abrão? Apesar de ele ter sido perdoado, quais são as consequências deste pecado até os dias de hoje?

Leia Gênesis 16:7-11. Em sua opinião, por que Deus foi em busca de Agar e lhe fez promessas também?

O concerto que Deus havia feito com Noé teve o arco-íris como símbolo, e o de Abraão, a circuncisão (Gn 17:10:11). Quais são as semelhanças e diferenças entre as duas alianças? (R.: Ambas tinham o objetivo de abençoar toda a humanidade; ambas foram pela graça; ambas requeriam obediência…)

Primeiro Abraão (Gn 17:17) e depois Sara (18:12-15) riram ao ouvir a promessa de que teriam um filho em sua velhice. Qual é o significado do riso de ambos? Por que devemos continuar crendo em Deus mesmo que Suas promessas possam parecer impossíveis?

Leia Gênesis 18:22-32. O que aprendemos com o apelo de Abraão em favor de Sodoma? (R.: Ele tinha um espírito intercessor. Nós também devemos orar intercedendo sinceramente pelos que estão afundados no pecado enquanto ainda há tempo)

Por que os pecados de Sodoma e Gomorra estão se tornando “comuns” em nossos dias? O que a destruição destas duas cidades nos ensina? (Ver Judas 1:7)

Há pessoas que creem que a destruição dos ímpios seria contrária ao caráter e ao amor de Deus. Sabendo que, de fato, Deus punirá os ímpios no fim, como podemos responder a estas pessoas? (R.: Deus não tem prazer na morte do ímpio; por isso a Bíblia diz que isso será um “ato estranho” para Ele – ver Ez 33:11; Is 28:21)

Graças a Deus, hoje aceitamos a aliança de Deus por meio do batismo, que de certa forma substituiu a circuncisão (Cl 2:11-12). Como o conhecimento dos erros e acertos de Abraão podem nos ajudar em nossa caminhada de aliança com Deus?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Lição dos Jovens: conhecer não é suficiente

Uma igreja para desigrejados e desapontados

Alguns abandonam as instituições em busca de “liberdade”, outros mudam de igreja atrás de relevância. Como alcançar essas pessoas?

desigrejado2

Dados do Censo do IBGE mostram que existem grupos que se dividem quando o assunto é a “não religião”. Há os sem-religião ateus (3,98%); os sem-religião agnósticos (0,87%); e os que apenas não têm uma religião (95,15%), mas nem por isso são adeptos do ateísmo ou do agnosticismo. No Censo de 2010, os sem-religião eram 8% da população brasileira, ou mais de 15 milhões de pessoas. Conforme constatou a reportagem da BBC “Jovens ‘sem religião’ superam católicos e evangélicos em SP e Rio , esse percentual vem crescendo década após década: os sem religião eram 0,5% da população brasileira em 1960, 1,6% em 1980, 4,8% em 1991, e 7,3% em 2000. “As primeiras pesquisas Datafolha de 2022 mostram que, em nível nacional, 49% dos entrevistados se dizem católicos, 26% evangélicos e 14% sem religião – já acima dos 8% sem religião identificados no último Censo. Entre os jovens de 16 a 24, o percentual dos sem religião chega a 25% em âmbito nacional. […] Em São Paulo, os jovens de 16 a 24 anos que se dizem sem religião chegam a 30% dos entrevistados, superando evangélicos (27%), católicos (24%) e outras religiões (19%). No Rio, os sem religião nessa faixa etária chegam a 34%, também acima de evangélicos (32%), católicos (17%) e demais religiões (17%)”, informa a matéria.

Um dos testemunhais da reportagem é o de uma jovem de 21 anos, que escreveu numa rede social: “Eu não tenho religião, sempre fui totalmente pura a isso. Eu acredito em tudo, primeiramente em Jesus, o único Deus todo-poderoso. Também acredito em entidades, que me ajudaram muito e sempre que puderem vão me ajudar… Acredito em energias, no universo…” Ela mora na Zona Norte do Rio e tem parte da família evangélica, a mãe que frequenta a umbanda, e um irmão de 24 anos que, como ela, não segue uma religião, mas acredita em Deus. A pergunta que se ergue com uma fala dessas é: Que Jesus ela segue? O da Bíblia ou o idealizado por ela, já que o da Bíblia nada tem que ver com “entidades” e “energias”?

Regina Novaes, pesquisadora do Instituto Superior de Estudos da Religião, constata: “Havia uma ideia de que, com o passar do tempo e o avanço da secularização [processo através do qual a religião perde influência sobre as variadas esferas da vida], haveria um aumento das pessoas que se desvinculariam da fé, do sobrenatural. Mas isso não está acontecendo. O que está acontecendo são outros modos de ter fé.” O pluralismo religioso e o sincretismo, por exemplo.

A Revista Adventista deste mês traz uma entrevista com o pastor e doutor em Missão Mundial Jolivê Chaves exatamente sobre o assunto “desigrejados”. Segundo ele, que pesquisou o tema em seu PhD pela Andrews University, “cada vez mais a experiência religiosa leva muitos a transitar por diversas denominações, desde as tradicionais até as contemporâneas. O compromisso religioso e as normas bíblicas são deixados de lado em troca de benefícios. Com isso, há um crescimento do crer sem pertencer”.

O Dr. Jolivê descreve o tipo de religiosidade que favorece o crescimento do fenômeno dos sem-igreja: existencialista, relativista, sentimentalista, subjetiva, embasada em gostos pessoais e não mais nos preceitos bíblicos.      

Na matéria da BBC, é dito que os jovens ocupam seu tempo engajados em atividades de lazer e entretenimento – o funk, o hip hop, blocos e escolas de carnaval, e por aí vai – que muitas vezes entram em conflito com orientações comportamentais e morais das igrejas cristãs mais conservadoras. Eu acrescentaria produções da indústria cultural pop, como filmes e séries cujos conteúdos estão em franca oposição aos princípios bíblicos, criando uma ruptura espiritual e um enfraquecimento moral na vida daqueles que consomem essas coisas, de tal forma que, com o tempo, perdem o discernimento e acabam chamando ao bem de mal e ao mal de bem (Isaías 5:20). Para Silvia Fernandes, da UFRRJ, isso ajuda a explicar também por que os “sem religião” estão em maior número nos grandes centros urbanos, como Rio e São Paulo.

O artigo “Evangelicals find themselves in the midst of calvinism revival”, publicado no New York Times, mostra que um fenômeno curioso vem ocorrendo nos Estados Unidos, e que revela o cansaço desse pluralismo todo; dessa religiosidade sem lastro e meramente emocional e humanista. Segundo a matéria, jovens evangélicos estão migrando para igrejas mais tradicionais, em busca de sermões bíblicos e orientação espiritual. Parte da atração do calvinismo é certamente porque ele representa uma alternativa completa à teologia superficial e feita para agradar o consumidor que predomina em muitas igrejas. Nessas igrejas self-service, a doutrina é descartada como irrelevante, a Bíblia é utilizada como um manual de autoajuda semi-inspirado, e a adoração é substituída por várias formas de entretenimento.

Portanto, parece que dois caminhos ficam evidentes e se apresentam como alternativa para esta geração: (1) abandonar as igrejas institucionais e adotar uma religiosidade pessoal sincretista ou não, ou (2) buscar uma igreja que leve a sério a Palavra de Deus e os valores cristãos. Não é possível coxear entre um e outro, achando que pode conciliar Jesus com entidades, cristianismo com evolucionismo/feminismo/marxismo/dominionismo e outras pseudofusões. Na verdade, não é preciso hesitar, quando já temos orientação inspirada sobre isso:

“Deus nos chama a um reavivamento e uma reforma. As palavras da Bíblia, e da Bíblia somente, deveriam ser ouvidas do púlpito. Mas a Bíblia tem sido despida de seu poder, e o resultado é ausência de vigor espiritual. Em muitos sermões de hoje não existe aquela manifestação divina que desperta a consciência e traz vida à alma. Os ouvintes não podem dizer: ‘Não estava queimando o nosso coração, enquanto Ele nos falava no caminho e nos expunha as Escrituras?’ (Lc 24:32). Muitos estão clamando pelo Deus vivo, ansiando pela presença divina. Permitam que a Palavra de Deus fale ao coração deles. Deixem que os que têm ouvido apenas tradições, teorias e ensinos humanos ouçam a voz dAquele que pode renová-los para a vida eterna” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 626).

Pensando que as pessoas estão cansadas da “religião tradicional”, alguns líderes religiosos (mesmo adventistas) estão testando fórmulas que não deram certo em outros lugares e, na verdade, levaram a naufrágios na fé. Tentando ser “descolados”, abraçam “tradições, teorias e ensinos humanos”, enquanto relativizam a Bíblia Sagrada e adotam hermenêuticas satanicamente criadas justamente para despir a Palavra de seu poder. Igrejas que pregam mais ideologias humanas do que a Bíblia são fábricas de desigrejados e ateus funcionais. É só observar o que já aconteceu e está acontecendo em outros países e outras denominações.

O que faremos como igreja? Tanto os desigrejados quanto os jovens cansados de religiosidade vazia querem a mesma coisa: acolhimento, relacionamento, transparência e seriedade por parte das instituições e dos líderes, e, sobretudo, a relevância de uma mensagem doutrinariamente sólida que vem transformando vidas há muitos séculos.

Permita-me compartilhar parte do meu testemunho:

Por defender ideias e crenças diferentes, trinta anos atrás fui convidado a me retirar da igreja na qual nasci e da qual fui líder. Graças a Deus, fui acolhido na Igreja Adventista, onde encontrei uma mensagem bíblica sólida e uma prática condizente com a pregação.

Conheci amigos e irmãos de fé imperfeitos como eu, mas que têm a esperança de em breve ver Jesus; e, enquanto aguardam, procuram levar o maior número de pessoas aos pés Dele. Lendo sobre a vida dos pioneiros, vi histórias semelhantes à minha.

A família Harmon teve que deixar a Igreja Metodista. Tiago White e José Bates também tiveram que abandonar a denominação a que pertenciam. Guilherme e Johanna Belz deixaram o luteranismo. Esses e muitos outros foram acolhidos na Igreja Adventista.

De certa forma, o adventismo é um movimento religioso composto por muitos desigrejados unidos pela mesma crença e pela mesma paixão. Estou aqui porque ouvi a voz do Pastor (João 10:27), e quero fazer o meu melhor para receber as ovelhinhas que, como eu, vão chegando.

Michelson Borges

Lourenço Gonzalez: descansa o missionário da página impressa

Ele criou uma editora para ajudar a espalhar material missionário no Brasil

lourenço

Durante mais de três décadas, Lourenço Gonzalez ajudou a produzir e espalhar pelo Brasil milhões de páginas de livros e folhetos que ele imprimiu nas máquinas da editora que fundou como parte de um sonho e muita oração. A Editora Ados (Assim Diz o Senhor) teve seu início na garagem da casa de Lourenço, um ex-batista que se tornou adventista depois de estudar profundamente a Bíblia Sagrada. Ele criou a Ados para poder imprimir a um preço mais em conta o livro pelo qual ficaria conhecido, o Assim Diz o Senhor, que alcançou uma tiragem superior a cem mil exemplares em treze edições. O livro é um verdadeiro manual apologético que tem servido de auxílio para instrutores bíblicos e levado à conversão milhares de pessoas.

Sempre nutri profunda admiração e respeito pelo irmão Lourenço, um homem de fé e ação. Em 1993, quando eu estava no segundo ano da minha faculdade de jornalismo e tinha apenas dois anos de batizado na Igreja Adventista, enviei para ele o original de um livreto missionário que eu escrevi, com o título A Verdadeira Igreja Católica Apostólica. Eu não tinha dinheiro para imprimir a obra e o irmão Lourenço decidiu produzir o livro assim mesmo, dando-me uma quantidade de exemplares que eu distribuí durante algum tempo. Foi meu primeiro livro publicado como adventista. O segundo livro também saiu pela Editora Ados; foi o meu trabalho de conclusão de curso, intitulado A Mensagem – um livro-reportagem sobre a chegada do adventismo ao Brasil, posteriormente ampliado e impresso pela Casa Publicadora Brasileira, com o título A Chegada do Adventismo ao Brasil.

fumaca1

Antes de o e-mail ser popularizado, Lourenço e eu trocamos muitas cartas, nas quais compartilhávamos sonhos e projetos (veja ao lado uma página da história em quadrinhos antitabagista que produzi para ele). Ele sempre assinava essas missivas assim: “Lolô com muito amor e sem terror.” Tinha ótimo senso de humor.

Enviei-lhe um áudio com palavras de apreço e com uma oração. No dia da unção dele, já debilitado por causa do câncer, puseram o celular próximo para que ele pudesse ouvir minhas palavras (foto abaixo). Lourenço é uma das pessoas que espero abraçar em breve, quando Jesus voltar. Mas sei que terei que esperar um pouco, pois haverá uma fila enorme de pessoas que desejarão fazer o mesmo.

Michelson Borges

uncao

Migrantes haitianos recebem apoio da ADRA em Honduras

Famílias têm os Estados Unidos como destino e, muitas vezes, chegam apenas com a roupa do corpo

Perguntas Interativas da Lição:  as raízes de Abraão

Abrão abandonou sua nação, seu povo e seus familiares para atender ao chamado de Deus, “e partiu sem saber para onde ia” (Hb 11:8). Contudo, ao chegar à terra prometida e habitar nela, viu essa terra passar por um momento de grande escassez e decidiu abandoná-la e procurar melhores condições no Egito. Lá, em um momento crítico, para poupar sua vida, ele mentiu e entregou a esposa para ser parte do harém do faraó (Gn 12:14, 19). Abrão seria reconhecido no futuro como o “pai da fé”, mas ele ainda tinha que aprender a confiar totalmente em Deus, mesmo nas situações mais difíceis.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 12:1-3 e responda:

(v.1) Por que a atitude de Abrão, de abandonar sua nação, sua história e seus parentes, foi uma grande demonstração de fé? Em que sentido ele teve que abandonar “a si mesmo”?

(v. 2) O que significa “ser abençoado”? Como podemos “ser uma bênção” para outras pessoas?

(v. 3) De que forma Deus abençoaria “todas as famílias da terra” por meio da obediência de Abrão? Como sabemos que nós mesmos fazemos parte do cumprimento dessa promessa? (Ver Atos 3:25; Gl 3:7)

Na vida cristã, em que tipo de situações nós também temos que escolher “deixar para trás” coisas e pessoas por causa da fé? (ver Mt 19:29)

Leia Gênesis 12:10. Abraão chegou à terra da promessa e logo encontrou nela uma severa escassez de alimento. Por que Deus permite esse tipo de frustração?

Por causa da seca na terra da promessa, Abrão decidiu ir ao Egito em busca de alimento. Em sua opinião, qual é a diferença entre o Abrão que havia deixado Ur para ir a Canaã e o Abrão que agora deixava Canaã para ir ao Egito?

Faltou fé a Abrão, o “pai da fé”, quando ele disse uma “meia mentira” afirmando que Sara era apenas sua irmã e permitindo, assim, que ela se tornasse parte do harém do faraó (Gn 12:10-20). Ainda assim, Deus nunca o abandonou. Que lições esse episódio nos ensina a respeito da fraqueza humana e do amor incondicional de Deus? Como sabemos que Abrão se arrependeu e foi perdoado?

Leia Gênesis 14:17-20. Ao voltar vitorioso da guerra, Abrão foi abençoado por Melquisedeque – rei e sacerdote da cidade de Salém. Abrão o reconheceu como um legítimo sacerdote do “Deus Altíssimo”, e lhe entregou “o dízimo de tudo” (v. 20). Qual é o significado dessa atitude de Abrão? De que forma o dízimo, além de ser uma expressão de fé, também ajuda a edificar a fé?

Leia Gênesis 15:1. Por que o medo é um inimigo da fé? Em que contextos Jesus também diz aos que Lhe seguem para não terem medo? (Mt 10:28, 31; 14:27; 28:10; Lc 5:10; 12:32; etc.)

Como podemos desenvolver a fé de Abrão em nossa jornada rumo à Canaã celestial?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Lição dos Jovens: a parte mais perigosa do corpo