A última casa de Ellen White

Patrimônio histórico da Igreja Adventista do Sétimo Dia e dos EUA

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Segunda-feira, 27 de outubro de 2014. Foi impressionante a passagem pela famosa ponte Golden Gate, em San Francisco, e pelas vinhas de Napa Valley, mas nada se compara à emoção de entrar na casa em que Ellen White viveu os últimos anos de sua vida incrivelmente produtiva e inspiradora. A bela e bem conservada casa de madeira foi construída em 1885 por um homem muito rico que a usava nas férias. Na época, foram gastos 15 mil dólares na construção, mas Ellen pagou por ela apenas cinco mil. Ellen havia passado nove anos na Austrália e desejava encontrar um bom e barato lugar para morar. Ela orou a Deus e pediu que Ele mostrasse o melhor negócio. Foi então que encontrou a grande oportunidade em Santa Helena, na Califórnia. Detalhe: a casa estava toda mobiliada e tinha vários móveis com tampa de mármore branco, o preferido de Ellen. Deus havia lhe dado um presente, depois de uma vida inteira de tantas privações e lutas, como educadora, escritora, pregadora, líder e mensageira de Deus. 

Aliás, é bom lembrar que Ellen escreveu mais de cem mil páginas manuscritas, foi traduzida para mais de 140 idiomas e tem seu legado reconhecido até mesmo pelo governo dos Estados Unidos, tanto é que há uma placa na varanda inferior da casa em que se reconhece a residência como monumento histórico nacional.

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No interior da casa que Ellen passou a chamar de Elmshaven (“refúgio dos olmeiros”), pode-se ter uma ideia da rotina de Ellen White e dos que moravam com ela. Na sala, eram realizados dois breves cultos por dia, um de manhã e outro à tarde. Eles cantavam, liam um texto bíblico e cada um dos presentes tomava parte nos momentos de oração. Na sexta-feira ao pôr do sol, o culto era mais longo, e Ellen lia partes do relato dos missionários além-mar. No sábado à noite, havia “pipocada”. 

Ellen utilizava o cômodo de cima para escrever, e sua secretária Sarah procurava evitar que visitas a atrapalhassem em sua missão. Mas os netinhos sabiam como “furar o bloqueio”: eles subiam sorrateiramente pela escada que chamavam de “passagem secreta”. Ellen e eles ficavam felizes por ter alguns momentos juntos.

Ellen costumava levantar às 3h ou às 4h para escrever. Em 1915, com 88 anos de idade, ela caiu, quebrou o quadril e seu estado de saúde foi piorando. Até que, em 16 de julho, ela faleceu, antes tendo feito seus amigos garantirem que venderiam a propriedade para ajudar a pagar a compra de duas instituições da igreja. O horário da morte de Ellen (3h40) foi registrado no momento exato por Sarah no relógio que havia sido de Uriah Smith e doado pela viúva dele. O relógio está lá até hoje marcando o mesmo horário. Ao filho ela disse as últimas palavras: “Eu sei em quem eu creio.” 

Em 1927, dois adventistas compraram a casa e a doaram para a igreja. Hoje ela recebe mais de sete mil visitas por ano e continua sendo um monumento mais do que histórico; é a marca de uma vida que causou profundo impacto no coração e na mente de tantas pessoas, efeito que continua se multiplicando por meio da dezena de livros que ela escreveu. 

No quarto em que Ellen costumava receber a visita de anjos (o que foi confirmado por pessoas que viviam no sanatório não muito longe dali e que viram uma luz intensa saindo pelas janelas do cômodo), fizemos uma oração dedicando nossa vida mais uma vez ao Deus a quem Ellen White serviu com tanta dedicação por mais de sete décadas. 

Michelson Borges

Conheça mais
 sobre a vida dessa mulher extraordinária lendo a minibiografia escrita pelo neto dela (clique aqui).

Ex-pastora bissexual vira stripper

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Nikole Mitchell achou que seu destino era ser pastora, mas isso nunca foi o que ela realmente desejou. Trabalhando como stripper ela agora disse que nunca se sentiu tão feliz e que hoje consegue ver sua sexualidade como algo sagrado. “Desde muito jovem, eu fantasiava ser uma stripper. Mas fui doutrinada a acreditar que meus desejos e meu corpo eram pecaminosos”, disse ela em entrevista ao jornal New York Post.

“Aprendi que as mulheres não poderiam liderar e que elas deveriam estar na cozinha e com as crianças”, disse Mitchell ao falar de sua educação religiosa. “Portanto, embora isso fosse contra tudo o que me disseram, decidi me tornar pastora por causa do meu amor por me apresentar em público”, contou. Mãe de três filhos, ela foi criada em uma família batista e largou a vida religiosa para vender fotos eróticas no site […].

A vida como pastora começou em 2011 quando ela se juntou a uma comunidade em Minnesota, nos Estados Unidos, na igreja St. Paul, ao lado do então marido. Como sempre fazia perguntas aos pastores, ela foi convidada a se tornar uma deles. “Estar no palco na frente de milhares de pessoas – era isso que eu sonhava há anos”, contou ela. Em 2016, depois de assistir a uma peça de teatro voltada ao público LGBTQIA+, Mitchell começou a questionar sua sexualidade. “Senti como se vivesse uma vida dupla”, comentou ela. Alguns meses depois, ela deixou a igreja e fez um vídeo se assumindo bissexual, que foi postado em suas redes sociais. “Cada pessoa tem o direito de se expressar da maneira que for melhor para ela e isso foi bom para mim”, disse ela. A ex-pastora conta que continua se sentindo “sagrada”. “Minha sexualidade é incrivelmente curativa e sagrada. E quando eu dou esse presente às pessoas, isso as abençoa.”

(UOL)

Nota: Quando se abraça um erro e adota-se um pensamento relativista em relação ao pecado, este é o caminho: passas-se a chamar o mal de bem e o bem de mal. Confusão total, sem parâmetros balizadores. A bissexualidade atenta contra os princípios bíblicos, já que é claro nas Escrituras que Deus criou homem e mulher para uma relação de fidelidade heteromonogâmica. Deus ama os seres humanos, mas não aprova todas as suas práticas, muito menos suas perversões. Sexo é um dom concedido para ser desfrutado entre um homem e uma mulher no contexto abençoado e puro do casamento (que biblicamente é definido como a união entre um homem e uma mulher). Como pode alguém pensar que exibir-se seminua de maneira erótica pode ser considerado algo sagrado? Somente quando a mente está tão corrompida pela cultura e por distorções/perversões e a Palavra de Deus não mais importa. Biblicamente falando, a nudez e a sensualidade devem ser reservadas ao cônjuge. (Detalhe: a atitude dessa ex-pastora faz lembrar um fenômeno religioso ocorrido no tempo de Ellen White e combatido por ela, conhecido como “carne santa”. Como se pode perceber, algumas heresias vêm e vão.) [MB]

Mais vídeos sobre sexo (aqui).

Se Minha Barriga Falasse: livro sobre nutrição e saúde para crianças

Casa Publicadora Brasileira lança livro infantil de médica e pedagoga sobre alimentação saudável

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Dedico esse livro a todas as crianças curiosas que, como meus filhos, sempre perguntaram o porquê das coisas. Você já imaginou se seu estômago pudesse avaliar o valor nutricional da sua comida e o que ele sente quando você come, e pudesse falar para você algumas dicas? Tive essa ideia assistindo a uma palestra da doutora Daniela Kano, na qual ela explicava de maneira muito didática o processo digestivo e como nosso organismo é beneficiado ou sofre pela ingestão dos alimentos. Achei incrível a explicação e pensei que todos deveríamos crescer sabendo disso e que nossas escolhas seriam muito mais sábias e conscientes. Conversei com a Daniela a respeito e ela aceitou participar desse projeto de escrevermos juntas esse livro infantil. Me sinto muito honrada por ela ter acreditado na ideia e estamos muito felizes porque Deus nos abençoou e tornou possível essa publicação. Espero que os pais e filhos compreendam por que uma alimentação saudável é prazerosa ao organismo e traz muitas recompensas!

(Débora Borges é pedagoga e pós-graduada em Aconselhamento Familiar)

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Perguntas interativas da Lição: um passo de fé

Seguir Jesus é decidir não só dar o primeiro passo de fé, mas continuar andando com Ele cada dia

Jesus

Enquanto caminhava, ao perceber que dois novos discípulos O seguiam, Jesus virou de repente para trás e lhes perguntou: “O que vocês estão buscando?” (Jo 1:38). Ele queria que os novos discípulos tivessem a certeza do que queriam ao dar esse passo, que envolveria abnegação, dificuldades e perseguição. Um deles era André, irmão de Pedro, e o outro era João, o evangelista (DTN, p. 87). Ambos sabiam o que queriam, e seguiram Jesus até o fim da vida. Seguir Jesus é decidir não só dar o primeiro passo de fé, mas continuar andando com Ele cada dia, apesar de possíveis perdas e sofrimentos. Todo o sofrimento que possamos ter como consequência de ter escolhido andar com Cristo não pode ser comparado à glória que teremos ao estar com Ele na eternidade (2Co 4:17, 18).

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Filipenses 2:5-7. O que significa ter “o mesmo modo de pensar de Jesus”? Como você imagina que era o pensamento dEle, e como podemos pensar como Ele? (Compare com 1Co 2:16.)

O fim da lição de domingo diz que “viver com Cristo na eternidade fará com que qualquer sacrifício pareça insignificante”. Como você justifica essa frase?

Leia Mateus 4:18-20. Pedro e André já conheciam Jesus havia mais de um ano quando receberam esse chamado definitivo para O seguirem. Em sua opinião, por que eles abandonaram TUDO para segui-Lo? Como isso pode ser aplicado a nós, hoje?

De acordo com o verso 19, o que significa ser um(a) “pescador(a) de pessoas” (nota: a palavra “homens” nesse verso vem do grego “anthropos”, que quer dizer “ser humano”)? Por que vale a pena participar desse projeto de Jesus (de salvar pessoas), ainda que, se necessário, tenhamos que abandonar tudo?

Jesus chamou até mesmo as pessoas aparentemente mais improváveis, como é o caso de Mateus, que era publicano (Mt 9:9). Ao receber o chamado, Mateus também abandonou tudo e seguiu Jesus. O que podemos aprender ao refletir sobre isso? Como podemos ser instrumentos de Jesus para que as pessoas aparentemente improváveis de hoje também recebam esse chamado?

Leia 2 Coríntios 5:14. De que maneira “o amor de Cristo nos constrange” a ser missionários em nosso dia a dia?

Compare estes textos: Atos 9:15, 16 (que mostram o que Jesus queria fazer com Paulo); Atos 18:9, 10; 28:28 (que mostram a firme certeza de Paulo); e 2 Coríntios 11:24-28 (que mostram o quanto Paulo sofreu ao cumprir o propósito de Jesus para ele – veja especialmente o verso 28, que apresenta a única preocupação dele). Que lições podemos aprender disso? Como Jesus poderia usar você também para levar o nome dEle para outras pessoas? Como essa missão pode se tornar o maior propósito de sua vida?

Após ter ressuscitado, Jesus perguntou três vezes a Pedro se ele O amava (Jo 21:15-19). Em sua opinião, por que Jesus não perguntou uma só vez? Nas três ocasiões em que Pedro respondeu que O amava, Jesus lhe deu uma ordem: “Apascenta as Minhas ovelhas.” Pense bem: Em que sentido uma ovelha pode ajudar o Pastor Divino a apascentar outras ovelhas? Qual é a relação entre o amor que dizemos ter por Jesus e o apascentar Suas outras ovelhas?

De que maneira podemos “negar o Senhor” por meio de nossas ações ou da falta de ação? Como essa situação pode ser revertida quando obedecemos à ordem: “Apascenta as Minhas ovelhas”?

Leia 1 João 3:17, 18. Como essas palavras impactam sua vida?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

A triste e trágica história de Zé Apóstata

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Zé Interessado era um jovem curioso em busca da verdade. Estava cansado de sua vida vazia e de pecados. Certo dia, no ônibus, recebeu de presente um livro missionário da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ele leu atentamente o conteúdo e comparou tudo com a Bíblia que tinha em casa. Ficou surpreso com as verdades que descobriu e procurou a igreja adventista mais próxima da residência dele, a fim de tirar algumas dúvidas. O ancião da igreja gentilmente se ofereceu para aprofundar os estudos bíblicos com Zé Interessado. Depois de vários meses de estudos com o líder da igreja, Zé Interessado tomou a decisão de aceitar Jesus como seu Salvador e Senhor e alinhou a vida aos princípios bíblicos ensinados pelos adventistas.

Zé Interessado se tornou Zé Fiel.

Grato pelo que a igreja havia feito por ele, Zé Fiel decidiu fazer sua parte para que outros como ele pudessem ter acesso à mensagem de esperança que lhe transformou a vida. Tornou-se fiel dizimista, contribuía sistematicamente com ofertas, distribuía livros, estava envolvido com os trabalhos sociais de sua igreja e ministrava estudos bíblicos, a fim de passar adiante a bênção que havia recebido. Zé Fiel ajudou a levar muitas pessoas ao batismo e se sentia feliz por fazer parte do povo remanescente da profecia. Quanto mais estudava a Bíblia, mais convicto se sentia em relação ao caminho que trilhava e mais cheio de paz seu coração ficava.

Zé Fiel tornou-se Zé Missionário, e foi uma bênção para a igreja e para muitas pessoas.

Mas um dia Zé Missionário recebeu pelo WhatsApp um vídeo que começou a mudar a trajetória de sua história de fé. Na tela do celular, um jovem levantava dúvidas sobre os líderes da igreja e fazia acusações. Zé Missionário já havia lido declarações inspiradas como estas:

“A igreja, débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 355).

“Deus tem na Terra uma igreja que é Seu povo escolhido, que guarda os Seus mandamentos. Ele está guiando, não ramificações transviadas, não um aqui e outro ali, mas um povo” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 362).

“Não necessitamos duvidar nem temer de que a obra não avançará. Deus está à frente […] e porá tudo em ordem. […] Tenhamos fé de que o Senhor guiará com segurança ao porto a nobre embarcação que conduz Seu povo” (Review and Herald, 20 de setembro de 1892).

“Embora existam males na igreja e tenham de existir até o fim do mundo, a igreja destes últimos dias há de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 355).

Zé Missionário possuía maturidade suficiente para entender que, como é composta e liderada por seres humanos falhos (como ele mesmo), a igreja tem, sim, seus problemas. Mas é a menina dos olhos de Deus, e Ele a está aperfeiçoando e conduzindo. Sim, Zé sabia disso e fazia a parte dele para ajudar a igreja “débil e defeituosa” em sua missão, e clamava ao Céu todos os dias pela chuva serôdia e pelo reavivamento do povo de Deus; pelo seu próprio reavivamento, como parte desse povo especial. Mas o vídeo do Jovem Trombeteiro da Montanha o havia deixado com uma “pulga atrás da orelha”. Teria razão aquele jovem que havia se mudado para o campo, mas levado consigo a cidade virtual da internet, em cujas ruas e vielas vivia em busca de polêmicas? Será que o trombeteiro que do alto da montanha lançava sobre a igreja seus dardos em forma de vídeos e críticas teria alguma razão no que dizia?

Zé Missionário passou a assistir a mais e mais vídeos como aquele; e se tornou o Zé Desconfiado.

Como uma heresia leva a outra, Zé Desconfiado acabou encontrando na internet outros vídeos, desta vez do Idoso Escatologista. À semelhança do que fazia o Jovem Trombeteiro da Montanha, o Idoso Escatologista ensinava coisas que estavam em desacordo com os ensinos historicamente defendidos pela Igreja Adventista. Por exemplo, enquanto em livros oficiais a igreja defende o historicismo profético, esse pregador virtual apregoa o futurismo, chegando mesmo a contrariar Ellen White, afirmando que os 1.260 anos proféticos compreendidos entre 538 e 1798 teriam um cumprimento literal de três anos e meio no futuro, após o fechamento da porta da graça, marcando, assim, de certa forma, uma data para a volta de Jesus.

Zé Desconfiado sabia que essas ideias não fazem sentido, mas como já estava com desconfianças em relação aos líderes da igreja, chegou a pensar – reproduzindo uma ideia sugerida tanto pelo Trombeteiro quanto pelo Escatologista – que os teólogos da igreja estariam a serviço de seus próprios interesses e, pior, dos interesses do maligno! Quanto aos textos claros de Ellen White, será que não teriam sido manipulados pelos editores? Pior ainda: Será que os responsáveis pelos escritos dela nos Estados Unidos não estariam sonegando e distorcendo informações? As desconfianças do Zé só aumentavam.

Aos poucos, Zé Desconfiado deixou de dar estudos bíblicos. Praticamente todo o tempo dele passou a ser dedicado ao estudo de “documentos extraoficiais” e vídeos de internet. Materiais que só fizeram aprofundar suas falsas suspeitas em relação à igreja. Zé Desconfiado já não frequentava mais tão assiduamente os cultos e deixou de dar ofertas, pois pensava que elas poderiam estar sendo mal aplicadas.

Como uma heresia leva a outra, Zé Desconfiado acabou tendo contado com um grupo virtual liderado por um ex-pastor antitrinitariano igualmente crítico da igreja, mas que tinha a pretensão reformá-la, de “curar Laodiceia”. Zé Desconfiado pensou estar no caminho certo e decidiu doar seus dízimos ao ex-pastor que ensinava a suas ovelhas que Jesus não é eterno como o Pai (portanto, menos Deus que Deus) e que o Espírito Santo não é pessoal, muito menos divino. Assim, Zé Desconfiado passou a crer num engano satânico que rebaixa Cristo e nega o Consolador que pode nos conduzir a toda a verdade e nos convencer do pecado, da justiça e do juízo. Ironicamente, Zé, orientado pelo Lobo Antitrinitariano, estava dando as costas para a verdadeira cura de Laodiceia. E Zé passou a arrebanhar mais e mais ovelhas para a toca do Lobo.

O apelido do moço poderia até ser “Zé Picuinha”, pois começou a disseminar pequenas dúvidas em sua antiga comunidade religiosa, fazendo com outros irmãos aquilo de que ele mesmo estava sendo vítima.

Zé Desconfiado foi ficando cada vez mais cego e obstinado. Esqueceu-se de que, “quando alguém se afasta do corpo organizado do povo que observa os mandamentos de Deus, quando começa a pesar a igreja em suas balanças humanas e a acusá-la, [podemos] saber que Deus não o está dirigindo. Ele se encontra no caminho errado” (Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 3, pág. 18). Quando o bondoso ancião que lhe havia dado estudos bíblicos e lhe dedicado muito tempo e orações tentou mostrar o caminho perigoso em que estava, Zé Desconfiado desprezou os conselhos daquele que realmente o amava. “Esse irmãozinho foi enganado pelo ‘sistema’”, pensou Zé.

Zé Desconfiado se tornou Zé Herege. E isso foi uma lástima.

Totalmente imerso na desconfiança, na acidez das críticas e com os pensamentos envolvidos por heresias, Zé Herege passou a ver também os defeitos daqueles que apontam o dedo contra a igreja – os mesmos que antes lhe pareciam tão santos e zelosos. Desentendeu-se com seus mentores, e em lugar de reconhecer seus erros e voltar à comunhão da igreja, fechou-se nos ferrolhos do orgulho. O fardo dessa religião acusatória e falsa lhe pesou nos ombros, e Zé Herege começou a duvidar de tudo, até da confiabilidade do Espírito de Profecia e da Bíblia Sagrada. A essa altura ele não mais frequentava os cultos adventistas e era uma tristeza seu relacionamento com a linda moça da igreja com quem havia se casado e feito promessas no altar. Ela não suportava o azedume do marido e não acreditava em suas ideias. Com o coração partido, decidiu deixá-lo.

Inquieto e desorientado, Zé Herege colocou uma pá de cal sobre os últimos resquícios de sua fé, ao passar a acompanhar pregadores moderninhos das redes sociais que relativizavam até o relativismo. “Deixe essas bobagens doutrinárias e abrace o Cristo revolucionário e subversivo!” Zé não encontrou esse Cristo repaginado. Na verdade, Zé Herege acabou por se perder mais ainda, ficando sem rumo e mergulhado no vazio escuro que cresceu dentro de si.

De interessado, fiel, missionário, desconfiado e herege, ele se tornou Zé Apóstata. E isso foi uma tragédia. Uma triste tragédia.

Michelson Borges

Nota: Sim, os nomes acima são fictícios, mas a história, infelizmente, tem sido a realidade de muita gente. Em nome de Jesus, não permita que isso aconteça com você! (Leia e medite em Apocalipse 12:17.)

Leia também: Há esperança para a igreja?

Um tiro na Bíblia, em Ellen White e em Andreasen ao mesmo tempo!

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Moisés entrou no Lugar Santíssimo como parte do ritual de inauguração (Êx 26:33, 34; 40:9; Lv 8:10-12; Nm 7:1, 89; cf. Hb 9:21). A inauguração do santuário celestial também envolveu a unção do Santíssimo (Dn 9:24). Ou seja: o Dia da Expiação não é o único ritual que inclui entrada no Santíssimo. Cristo, por ocasião de Sua ascensão, entrou no santuário celestial para inaugurar seus serviços (o que incluía a entrada no Santíssimo), não para dar início ao ministério do Dia da Expiação. Em palavras simples, Jesus entrou no Santíssimo antes de 1844 para inaugurar Seu sacerdócio, e entrou no Santíssimo em 1844 para efetuar a purificação do santuário celestial (Dia da Expiação).

Ellen White descreve de duas formas a entrada de Jesus no Santíssimo (onde fica o propiciatório), na Inauguração:

“Ainda carregando humanidade, Ele ascendeu ao céu, triunfante e vitorioso. Ele tomou o sangue da expiação, aspergiu sobre o propiciatório e sobre suas próprias vestes e abençoou o povo. Em breve Ele aparecerá pela segunda vez para declarar que não há mais sacrifício pelo pecado” (RH, 13/11/1913).

“Ainda carregando humanidade, Ele ascendeu ao céu, triunfante e vitorioso. Ele levou o sangue da expiação ao Santíssimo, aspergiu sobre o propiciatório e Suas próprias vestes e abençoou o povo. Em breve, Ele aparecerá pela segunda vez para declarar que não há mais sacrifício pelo pecado” (ST, 19/4/1905)

As entradas no Santíssimo têm funções diferentes. Esse é o problema de décadas de ênfase apenas no aspecto “geográfico” de 1844, e não na função. 1844 não tem a ver com “entrou no Santíssimo”, e ponto. Tem a ver com “entrou no Santíssimo para…”, a ênfase deve ser no que Jesus foi fazer ali, a função, o ministério.

Curiosamente, no próprio site do MV você encontra o livro O Ritual do Santuário, de M. L. Andreasen, onde ele diz que a Inauguração incluiu, sim, a unção do Santíssimo:

“Não somente Arão é ungido, mas também o tabernáculo. ‘Então Moisés tomou o azeite da unção, e ungiu o tabernáculo, e ungiu o altar e todos os seus vasos, como também a pia e a sua base, para santifica-los’ (Lv 8:10, 11). Essa unção incluía toda a mobília, tanto do santo como do santíssimo (Êx 30:26-29)” (p. 57).

Andreasen continua: “Quando, no primeiro dia da semana, Cristo ressuscitou, necessário Lhe era subir ao Pai para ouvir as palavras da divina aceitação do sacrifício. Na cruz, Sua alma estava em trevas. O Pai, dEle ocultara o rosto. Em desespero e angústia, Cristo exclamara: ‘Deus Meu, por que Me desamparaste’? (Mt 27:46)” (p. 148).

“Agora, tivera lugar a ressurreição. A primeira coisa que Cristo tinha a fazer, era aparecer na presença do Pai e ouvir-Lhe as bem-aventuradas palavras de que Sua morte não fora em vão, mas aceito estava amplamente o sacrifício. Cumpria-Lhe, assim, ascender ao céu e, em presença do universo, ouvir do próprio Pai palavras de certeza; então, devia volver à Terra aos que ainda Lhe pranteavam a morte, ignorando Sua ressurreição, e a eles mostrar-Se abertamente. Assim o fez” (p. 149).

Na versão inglesa do livro ainda há um trecho onde Andreasen (1947) descreve a cerimônia de inauguração, citando Ellen White:

“Será lembrado que na inauguração de Arão como sumo sacerdote ‘tomou Moisés também do azeite da unção, e do sangue que estava sobre o altar, e o espargiu sobre Arão e sobre as suas vestes, e sobre os seus filhos, e sobre as vestes de seus filhos com ele; e santificou a Arão e as suas vestes, e seus filhos, e as vestes de seus filhos com ele’ (Lv 8:30). A este respeito, pondere a seguinte declaração: ‘Ainda carregando humanidade, Ele ascendeu ao céu, triunfante e vitorioso. Ele levou o sangue da expiação ao santíssimo, aspergiu sobre o propiciatório e Suas próprias vestes e abençoou o povo. Em breve, Ele aparecerá pela segunda vez para declarar que não há mais sacrifício pelo pecado’ (Ellen G. White, Signs of the Times, 19 de abril de 1905).

“Assim como as vestes de Arão foram aspergidas por ocasião da dedicação do santuário, Cristo aspergiu Suas próprias vestes e o propiciatório. Ele dedicou a Si mesmo e o santuário à obra da redenção. Ele havia sido oficialmente instalado no cargo. Ele estava sentado à direita de Deus e investido de todo o poder. Seu sangue foi derramado, mas ainda não foi ministrado. Seu primeiro ato oficial como sumo sacerdote foi aspergir o sangue em Suas próprias vestes e na dispersão da misericórdia, dedicando a Si mesmo e ao santuário celestial. Assim como Arão, depois de ser aspergido com sangue, começou sua obra no primeiro compartimento do santuário (Lv 9:23), o mesmo fez Cristo. A partir deste estudo, torna-se claro que na ascensão de Cristo ao céu ocorreu uma inauguração.”

Ou seja, Daniel Silveira está contra a Bíblia, contra Ellen White e contra Andreasen. É um combo.

Sendo mais claro: a inauguração do tabernáculo e da aliança não foi efetuada por Arão, mas por Moisés. Portanto, não é estranho Jesus ser comparado a Moisés na inauguração do santuário celestial. A quem Ele seria comparado, se não a Moisés?

Em Hebreus, Moisés é um tipo de Jesus (3:1-6; 9:15-24). Moisés atuou como rei e como sacerdote, inaugurando a aliança, e inaugurando o santuário. Moisés entrou no Santíssimo como parte dos ritos de inauguração (Ex 26:33; 40:1-9; Lv 8:10-12; Nm 7:1). Em Salmo 99:6, Moisés é colocado “entre os sacerdotes”, ao lado de Arão.

(Pastor Isaac Malheiros é professor no Instituto Adventista Paranaense)

Em Sua ascensão Cristo inaugurou o Santuário?

Ou foi o Pai que Se deslocou ao Lugar Santo?

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A ideia de que em Sua ascensão Cristo inaugurou o Santuário está em Daniel 9:24, onde é dito que no fim das 70 Semanas haveria a unção do “Santo do Santos” (QODESH QODASHIM). Embora a frase seja a mesma usada para designar o Lugar Santíssimo, aqui ela provavelmente significa a unção do Santuário como um todo. Apocalipse 4-5 também corrobora essa ideia, pois a cena ali relatada se refere à entronização de Cristo após Sua ascensão – um evento relacionado com a inauguração do Santuário.

Em Hebreus, algumas passagens que falam do acesso de Cristo ao Santuário podem, na verdade, indicar inauguração. Sendo esse o caso, inauguração ou unção do santuário não pode se restringir ao primeiro compartimento, mas deve envolver o santuário como um todo, e se for consistente com o tipo terrestre, inclui o Lugar Santíssimo.

Não creio que isto afete a doutrina do Santuário, ao contrário do que algumas pessoas ensinam. Essa, creio eu, é a posição da maioria dos estudiosos adventistas hoje que procuram fundamentar a doutrina do Santuário sobre uma base bíblica.

Há alguns, porém, que creem que, ao invés de Cristo adentrar o Lugar Santíssimo por ocasião da Sua ascensão, foi o Pai que veio ao Lugar Santo. Dependendo de como se interpretam alguns textos de Ellen White, até se pode apoiar essa posição. No entanto, não devemos ser dogmáticos. Ambas as posições estão dentro dos parâmetros do adventismo histórico, e aqueles que discordam não deveriam ser rotulados de hereges.

Mais um ponto a considerar: a presença de Cristo no Lugar Santo não exclui a presença dEle à destra do Pai. A funcionalidade e espacialidade do Santuário Celestial é complexa. Precisamos manter o equilíbrio entre as funções de Cristo como sumo sacerdote e rei. Sendo assim, Cristo não pode estar espacialmente restrito no Santuário Celestial. O fato de Ele ministrar no Lugar Santo não Lhe impede acesso ao Lugar Santíssimo e vice-versa.

Uma analogia: uma dona de casa na hora de preparar o almoço tem suas funções concentradas na cozinha. Mas isso não lhe impede acesso aos demais cômodos da casa no momento em que ela quiser. Em outras palavras, Cristo não pode ser aprisionado em um compartimento do Santuário.

(Dr. Elias Brasil é diretor do Biblical Research Institute)

Para aprofundamento, veja o material publicado pelo Dr. Richard Davison:

Davidson, Richard M. “Christ’s Entry ‘within the Veil’ in Hebrews 6:19-20: The Old Testament Background.” Andrews University Seminary Studies 39, no. 2 (2001): 175-90.

Davidson, Richard M. “Inauguration or Day of Atonement? A Response to Norman Young’s ‘Old Testament Background to Hebrews 6:19-20 Revisited’.” Andrews University Seminary Studies 40, no. 1 (2002): 69-88.

Os cem anos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Movimento de Reforma

Um recorte da história e o raio-x de um movimento religioso

CARPA HOLGER TEUBERT FINALIZADA CURVAS

Em 1915, um pequeno grupo de membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Europa entrou em confronto com a liderança da Igreja, tomando por base a princípio as visões dos seguintes indivíduos: Wieck, Herms, Stobbe, Balbierer, Carl Hossfeld e Schamberg, entre outros. Quando as primeiras profecias desses homens falharam, eles tomaram conhecimento de documentos que alguns dos líderes da igreja europeia, contrariando a posição oficial da Igreja como não combatente, haviam entregado ao governo em apoio a ele, enquanto disponibilizava nossos jovens como soldados para o combate. Isso lhes deu uma razão para se manterem na trincheira contra a liderança da Igreja, e batalharam contra ela até a separação definitiva em 1920, quando após o fim da guerra a liderança mundial da IASD se reuniu com eles no Colégio Adventista de Friedensau, Alemanha.

Gustavo Castellanos, que presidiu de 2000 a 2016 o tronco original da facção iniciada em 1915, do qual cerca de 120 outras facções já vieram a existência, escreveu um memorial da história de sua igreja no quarto trimestre de 2019 da revista Sabbatwächter, periódico oficial de sua denominação na Europa.

Holger Teubert, vice-diretor da APD®️, o Serviço de Imprensa Adventista na Europa, ao ler o referido memorial, entendeu que Casttellanos deixou de mencionar propositalmente 74 anos da história de sua igreja nos quais estão localizados seus maiores problemas, além de “maquiar” os poucos anos relembrados. Assim, Teubert escreveu um livro que responde a Castellanos e amplia os fatos, descrevendo a história como de fato se deu, incluindo os 74 anos deixados de fora.

O trabalho de Teubert tem como título 100 ANOS DA UNIÃO ALEMÃ DOS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA, MOVIMENTO DE REFORMA.

Esperamos que o leitor aprecie conhecer esses fatos.

O tradutor.

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Perguntas interativas da Lição: mensagem que vale a pena compartilhar

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Apesar de desejarem muito, os anjos não podem pregar o Evangelho (1Pe 1:12), pois essa tarefa cabe aos seres humanos redimidos por Cristo (Mt 28:18-20). Portanto, as mensagens dos três “anjos” de Apocalipse 14:6-12 não são pregadas por seres angelicais, mas por pessoas. Além disso, a palavra grega “angelos”, traduzida na maioria das vezes como “anjo”, também significa “mensageiro” (Lc 7:24; 9:52). Os adventistas do sétimo dia creem que eles estão sendo representados na figura dos três anjos, pois estão pregando essas mesmas mensagens, as quais são parte integrante do Evangelho eterno (Ap 14:6). O fato de aparecerem “voando pelo meio do céu” mostra a urgência e a abrangência de sua pregação ao mundo inteiro. E essa é uma mensagem que vale a pena compartilhar!

Perguntas interativas para discussão em grupo:

A Bíblia se concentra nas duas vindas de Jesus. O Antigo Testamento e os evangelhos focaram mais na primeira vinda, apesar de tratarem da segunda também. O que isso nos diz sobre o conceito da “verdade presente” mencionado em 2 Pedro 1:12?

Qual é a essência do livro do Apocalipse, e porque ele deve ser a nossa “verdade presente”? (R.: O foco do Apocalipse é a segunda vinda de Jesus para resgatar e livrar Seus servos de toda a opressão do pecado, e esse livro deve ser enfatizado especialmente pelos cristãos que vivem no fim dos tempos.)

O que há de errado quando o livro do Apocalipse é apresentado apenas como um livro recheado de símbolos e profecias, sem ter Jesus como o centro?

Leia Apocalipse 3:11; 22:7, 20. Apesar de ter sido escrito há cerca de dois mil anos, por que o Apocalipse enfatiza que Jesus viria “em breve”? Como a correta compreensão bíblica sobre o estado dos mortos nos ajuda a entender essa afirmação? (R.: A brevidade da vida do ser humano e a total inconsciência durante a morte – conforme Eclesiastes 9:5, 6 – tornam a vinda de Jesus relativamente “breve” para todas as pessoas.)

O centro da estrutura literária do Apocalipse são os capítulos 12 a 14, que tratam do grande conflito cósmico entre Cristo e Satanás e a vitória de Cristo no fim. Nesse contexto, qual é o significado e a essência das três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12? (Obs.: A essência é o “evangelho eterno”, mas com foco especial no tempo do fim, os perigosos enganos religiosos e a volta de Jesus.)

Qual o significado da primeira mensagem angélica (Ap 14:6, 7)? Quais as semelhanças com Eclesiastes 12:13, 14? O que significa “temer” a Deus? Tendo como exemplos 1 Coríntios 6:20 e 10:31, o que significa “dar glória” a Deus, especialmente no tempo do fim?

Leia Apocalipse 4:11 e 14:7. Por que o fato de termos sido criados é um dos motivos para adorar a Deus? Como o sábado reflete esse fato?

Qual o significado da segunda mensagem angélica (Ap 14:8)? Como Babilônia conseguiu dar a beber de seu “vinho” intoxicante a quase todas as nações do planeta? Quando Babilônia realmente “cairá”? (Nota: Como vemos em 1 Pedro 5:13, “Babilônia” era um código para se referir a Roma, que sempre oprimiu o povo de Deus e distorceu os ensinos das Escrituras, contaminando o mundo todo com suas heresias, como, por exemplo, com o conceito da imortalidade da alma. Roma em breve formará uma coalizão com outras religiões e com o Estado que acabará cerceando o povo de Deus que guarda os dez mandamentos. Esse será o momento que marcará definitivamente a “queda” de “Babilônia”.)

Como podemos apresentar a verdade bíblica sobre “Babilônia” e o “sinal da besta” de modo cativante? Como podemos apresentar essas verdades do modo “menos ofensivo” possível (mesmo que alguns sempre se sintam ofendidos)? Por que essa mensagem deve ser pregada mesmo que possa causar esse tipo de constrangimento?

Jamais poderemos produzir “justiça” por nossos próprios esforços (Is 64:6). É a graça e a justiça de Cristo que nos dão segurança (Ef 2:8). Então por que ainda procuramos obedecer aos mandamentos de Deus (Rm 3:31)? Como Apocalipse 14:12 relaciona a graça com a obediência aos mandamentos?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Em Gênesis 1, a expressão raquía significa EXPANSÃO ou DOMO?

Há algumas pessoas desinformadas por aí dizendo que a expressão raquía em Gênesis 1 significaria “domo”. Mas será isso mesmo? Há um domo sobre a terra? Veja qual seria a melhor tradução do hebraico para esse termo. Compartilhe com seus amigos.