Google ignora data importante para a maior religião do mundo

Site de buscas já comemorou Ano Novo chinês, Ramadã e até datas que exaltam o feminismo

google

“E [ontem] a página principal do Google ficou o tempo todo assim. Deve ser porque não se trata de nenhum dia especial relacionado a negros, mulheres, revolução russa ou qualquer outro tipo de data que o mainstream classificou como sendo importante para qualquer minoria ou consideração. Nós somos judeus e a nossa ‘Páscoa’ está completamente dissociada da comemoração cristã, mas eu conheço a importância desse dia para a MAIOR religião do mundo. Não me importa que o Google não lembre do Yom Hashoah, Sucot, Shavuot ou Purim porque somos a menor população do mundo, não a menos significativa, muito pelo contrário, aliás, mas não há porque ter qualquer consideração para conosco. Mesmo o Google sendo criado por judeus, não me importo ou não nos importamos, mas sequer usar ovos de páscoa, coelho, chocolate ou o que seja simbólico para essa data cristã mostra que de fato o mundo vai muito mal das pernas e que tudo o que sempre falamos nunca foi teoria da conspiração, mas a realidade. O mundo se afundou num abismo sem fim e a maioria das pessoas está cega, surda e doente. Feliz Páscoa aos meus irmãos cristãos!”

(Wagner Freed Mahler é cientista espacial; via Facebook)

Lição do Jardim: Um menino pastor

Perguntas interativas da Lição: O que Aconteceu?

Nesta semana, começamos a estudar um novo tema por meio da Lição da Escola Sabatina. O título geral da lição deste trimestre é “A promessa: a aliança eterna de Deus”. Iniciamos esse novo estudo refletindo sobre questões existenciais fundamentais que dão sentido, direção e propósito para a vida: O que a Bíblia ensina sobre as origens? Que tipo de relacionamento Deus queria ter com a humanidade? Qual era a finalidade da árvore do conhecimento do bem e do mal? Que esperança foi dada a Adão e Eva depois que eles pecaram?

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Gênesis 1:31. Se o próprio Deus disse que tudo em Sua criação era “muito bom”, por que existe tanto mal e tanta tristeza? (ver Mt 13:27-30)

Discuta sobre como a Bíblia responde as seguintes perguntas da humanidade: “Por que existimos?” “Qual é o sentido da vida?” “Para onde estamos indo?”

Por que faz mais sentido acreditar que um Criador nos colocou propositalmente no mundo do que crer que somos simplesmente o resultado do “acaso”?

O que significa dizer que fomos criados “à imagem e à semelhança” de Deus? (R.: Temos a capacidade de raciocinar, de planejar e, principalmente, como representantes de Deus, de fazer “juízo e justiça” [Sl 97:2; Is 5:16; Jr 9:24; Ez 33:19; 45:9; Os 2:19; Am 5:7, 23, 24; Ef 4:24]. Fora disso não seríamos muito diferentes dos animais, conforme Eclesiastes 3:18-21.)

Por que Deus fez Eva do mesmo “material” de Adão? Que tipos de teorias poderiam ser ensinadas erroneamente se Deus os tivesse feito de duas porções separadas de barro?

Leia Gênesis 2:16, 17. Por que Deus fez esse teste de obediência com o casal? Como esse mandamento (de não comer da árvore) pode ser comparado aos dez mandamentos? O que isso nos diz sobre o caráter de Deus?

Leia Gênesis 3:1-6. Por que Satanás usou uma serpente para enganar Eva? O que ele usa hoje e como podemos estar atentos contra esses enganos?

Como a promessa de Deus em Gênesis 3:15 trouxe esperança ao casal e à humanidade?

Como podemos nos relacionar hoje com Deus, mesmo em nossa condição decaída?

Leia Gênesis 3:9. Por que Deus preferiu perguntar onde Adão estava em vez de simplesmente aparecer ao seu lado e lhe dar uma bronca? Como Jesus espera hoje que respondamos a essa pergunta: “Onde estás”?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Histórias de super-heróis: catarse infanto-juvenil

A cultura pop, base para esse fenômeno, é uma capitulação, tanto da individualidade quanto do bom senso e da maturidade.

Histórias de super-heróis nada mais são que catarse infanto-juvenil, portanto, têm sua hora e lugar na vida da pessoa, assim como as rodinhas na bicicleta – passada essa época, podem, no máximo, despertar breves saudades. Mas, quando persistem, é sinal de que a pessoa desenvolveu problemas psíquicos. Pior: quando, além de perdurarem na vida adulta, continuam a ocupar interesse e dedicação exageradas, demandam tratamento psicológico.

Ficções com fundo fantástico, como musicais, terror, sci-fi, universo Marvel/DC, etc., são bem-sucedidas na medida em que conseguem induzir no espectador uma suspensão temporária da realidade, pois essa é a função desse tipo de catarse: um desligamento momentâneo do senso comum a fim de se mergulhar em uma fantasia extravagante.

Mas tem que ser momentâneo! Pessoas normais sabem que transeuntes anônimos não param no meio da rua para dançar uma coreografia complexa ao som de uma orquestra invisível; sabem que milionários não abrem mão de suas vidas para vestir um colant cafona com máscara e arriscar uma morte inglória e dolorosa duelando com outro maluco; sabem que o cadáver vingativo de um coitado que sofreu bullying na adolescência não vai se levantar da tumba pleno de onisciência e poderes titânicos; sabem que veneno, radiação e acidentes não trazem superpoderes, mas enfermidades, degeneração e morte.

Contudo, como condescender com essas bizarrices e ao mesmo tempo conseguir ser levado a sério? Simples: conferindo a elas sentidos simbólicos, significados profundos que escapam ao intelecto comum, lições morais embutidas como nas fábulas de La Fontaine e apreciações estéticas alardeadas por refinados “connoisseurs“. Enfim, transformar a marmota em arte com pinceladas de “ciéncia“. Curiosamente, esses ardis podem a tudo alavancar – da coprofagia à necrofilia.

A cultura pop, base para esse fenômeno, é uma capitulação, tanto da individualidade quanto do bom senso e da maturidade. A falsa sensação de liberdade concedida pelo relativismo aliena a percepção das leis naturais (na fantasia) e morais/sociais (no cotidiano). A mente se dissolve em um grupo imenso e esparso que se imbeciliza nas palavras, nos pensamentos, nos hábitos e até na indumentária. Essa é a desgraça: ao relativismo moral do pós-guerra soma-se aqui o relativismo mental, em que a realidade passa a ser interpretada pela autocongratulação histérica. “Assim é se te agrada” (desculpe, Pirandello).

Agora, quando essa danação é levada aos púlpitos é sinal de que a igreja está prostrada, enfraquecida bastante para não conseguir tomar uma atitude. Azar do pobre rebanho.

(Marco Dourado é formado em Ciência da Computação pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)

Cientista brasileiro critica exageros do Dr. Veith sobre vacinas

Fica clara a intenção de tentar convencer as pessoas contra a vacina.

rivelino

Dr. Rivelino Montenegro é empreendedor e cientista brasileiro, residente na Alemanha. Formado em Engenharia de Materiais pela UFPB e doutor em Química pelo Instituto Max Planck, na Alemanha, tem um pós-doutorado em Engenharia Biomédica pela Universidade de Toronto, no Canada. Ele é expert nas áreas de nanotecnologia, biomateriais, engenharia biomédica e regulamentação de produtos medicinais. Ele também atua como consultor para várias empresas na área médica, colaborando inclusive no desenvolvimento de tecnologias para combater a Covid-19. Rivelino ajudou a fundar duas igrejas adventistas de língua portuguesa na Alemanha e é vice-presidente do Lesperance, uma ONG que tem orfanatos e escolas em vários países na África e na América do Sul. A pedido do blog OutraLeitura, ele fez uma breve análise de um vídeo do Dr. Walter Veith, a respeito de vacinas:

1. Veith errou ao dizer que houve um conflito nas filosofias evolucionistas de como o DNA foi introduzido na cadeia evolutiva, ou como os evolucionistas veem. Ele disse que “os evolucionistas creem que pedaços de DNA e RNA foram introduzidos em processos evolutivos em bactérias no início da evolução, mas agora querem dizer que isso não pode acontecer no caso da vacina”. Ao afirmar isso, ele está fazendo um desfavor ao debate criacionismo vs. evolucionismo. Por uma razão bem simples: no pensamento evolucionista, as primeiras células não tinham núcleo (eram procariontes), o que facilitaria o intercâmbio e a incorporação de novos materiais genéticos, visto que o DNA não estava isolado dentro de um núcleo. E, além disso, não basta ter um pedaço de RNA ou DNA para que este seja imediatamente incorporado em um novo genoma; vários outros elementos precisam estar presentes. Ainda mais, os vírus que teriam inserido seu material genético nos micro-organismos primitivos não foram “neutralizados” em laboratório, como os que estão sendo usados na vacina. Ou seja, Veith está comparando maçãs com pêras. Portanto, as partes que “poderiam” (se todas as condições fossem favoráveis) se ligar ao nosso DNA não oferecem perigo algum ao ser humano.

2. Veith está exagerando e extrapolando. E isso é percebido quando ele começa a dizer que o problema está no “controle” que querem fazer com isso ao forçar as pessoas a serem vacinadas. Ou seja, sai do campo da ciência para o da política especulativa, principalmente ao colocar no início o vídeo do Boris Johnson falando sobre nanotecnologia e os avanços da medicina; Veith quer levar o ouvinte a pensar que as pessoas poderão ser controladas por nanorrobôs. Especulação elevada à potência 10!

3. Ele coloca um trecho do vídeo da professora Dolores Cahill como se fosse uma opinião válida sobre a possibilidade de mudanças no DNA por meio da vacina, mas esquece de mencionar que nesse mesmo vídeo ela afirma que o lockdown de seis meses vai encurtar a vida das pessoas em seis meses e máscaras seriam perigosas (ambas as afirmações inverídicas). Ele também esqueceu de mencionar que ela, no vídeo, também menciona que em um estudo crianças morreram por causa da vacina, mas não diz que estudos foram esses. Ninguém encontrou esses estudos até agora. Ela também diz que o coronavírus só causa problema no hemisfério norte entre dezembro e abril. O que obviamente é uma mentira cabeluda! Ela diz que vitamina C, D e zinco previnem e tratam a Covid. Tal afirmação não tem comprovação científica. Ela também diz que as chances de morrer são de 1 em 1,8 bilhão. Outra mentira brutal!

4. Veith continua mostrando que vários médicos ficaram contra a vacina, mas isso não significa muita coisa. Primeiro, porque durante o desenvolvimento da medicina tivemos médicos contra o uso de máscara e luvas durante a cirurgia, ou mesmo contra se limpar antes de fazer uma cirurgia. Por muito tempo os médicos não aceitaram que vitamina C (frutas cítricas) seriam um tratamento para escorbuto. Ou seja, ter uma parcela de médicos contra um novo tratamento (ou vacina) não é novidade, e não significa que eles estejam certos; Veith falha em não comparar o número gigantesco de médicos e cientistas renomados que são a favor da vacina!

5. Outro ponto negativo na apresentação de Veith é uma demonstração clara da tendência que ele tem de tentar convencer as pessoas contra a vacina. No estudo clínico, ele crítica os 2,7% de reações adversas e tenta fazer parecer que isso foi muito mal, mencionando que o documento afirma que as pessoas não puderam exercer atividades diárias; porém, ele esquece de mencionar que uma dor de cabeça, febre ou dor no braço pode impedir uma pessoa de trabalhar, mas não significa que tenha sido algo terrível. Ele também esqueceu de mencionar que em um estudo clínico, toda reação é registrada. E esqueceu igualmente que esse número de reações adversas está completamente dentro da normalidade do uso de produtos médicos. Paracetamol tem uma taxa de efeitos colaterais próxima disso!

(Em breve postarei em meu canal no YouTube uma entrevista com o Dr. Rivelino sobre vacinas.)

Leia também: As 20 maiores dúvidas sobre as vacinas contra a Covid-19

Adventistas progressistas ou conservadores?

“O que fazer quando um termo se torna mais um qualitativo do que o foco central da sua pessoa? Quando vejo expressões como ‘adventistas progressistas’, ‘adventistas liberais’, ‘adventistas conservadores’ ou ‘adventistas de direita’, na verdade, não estou enxergando a crença no breve retorno de Jesus, aquilo que nos une como povo do advento e movimento de pregação das três mensagens angélicas para algo muito menor, muito mais ligado ao mundo, parcial, e que nos tira da nossa missão. Quando Jesus afirmou: ‘Eles não são do mundo, como também Eu não sou’, havia uma verdade profunda: é absoluta perda de tempo buscar virtudes em sistemas humanos, parciais e imperfeitos, assim como é falta de senso procurar defender o lixo porque existiria um pouco de comida não estragada no meio dele.”

(Dr. Everton Padilha Gomes)

Mídia oportunista volta a falar bobagem sobre personagem bíblico

el pais

Vi hoje essa matéria no El Pais (quem me mandou foi meu amigo e jornalista @felipelemos29) como imagino que em breve muitos vão ler sobre isso e me perguntar a respeito, já adianto aqui alguns comentários. Eu acho um contrassenso esse tipo de análise acadêmica (quem ler o artigo entenderá). E não digo apenas porque minha fé seja ofendida com esse tipo de “releitura” da história bíblica. Digo do ponto de vista acadêmico mesmo. Eles (os céticos) dizem que não podemos confiar na historicidade dos evangelhos porque foram escritos décadas depois da morte de Jesus. Aí vêm eles mesmos, produzem textos “recusados” 2.000 anos depois dos eventos narrados, e deduzem por conta própria o que seria ou não histórico no texto bíblico. Os apóstolos foram reais, Jesus foi real, mas a partir da sexta feira até a manhã do domingo tudo, exceto a crucifixão, é lendário. Com base em que fazem esse tipo de afirmação? Qual o critério para apontar que isso aconteceu, isso não? Aí, para coroar a argumentação falaciosa, pegam um evangelho realmente lendário do segundo século (o evangelho de Judas), produzido no Egito, muito mais tardio que os evangelhos canônicos e sem nenhum resquício de historicidade, para então elevá-lo ao status de fonte confiável, grande descoberta arqueológica que prova que Judas era um mocinho, ou pelo menos uma vítima das más línguas teológicas do cristianismo. Me poupe! Se não fosse o puxão de orelha do Espírito Santo, eu perderia a compostura com esse tipo de argumentação anticristã.

(Rodrigo Silva, via Facebook)

Lição do Jardim: Vindo nas nuvens

Perguntas interativas da Lição: A renovação do planeta Terra

Nesta semana encerramos mais uma série de estudos da Bíblia por meio da Lição da Escola Sabatina. Desta vez estudamos o livro de Isaías. Ele termina com a promessa de Deus de restaurar Jerusalém após o exílio que os judeus teriam que passar em Babilônia. Se eles fossem fieis, Deus lhes traria tal prosperidade e longevidade que as nações vizinhas seriam atraídas a eles, para que também aprendessem sobre o Deus de Israel. Contudo, eles se tornaram egoístas e exclusivistas, e falharam em sua missão. Ainda assim, as promessas de Deus se estendem para além da Jerusalém terrestre e temporal, assegurando que Ele renovará o próprio planeta Terra para todos aqueles que pertencem a Ele e exterminará o mal.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Isaías 65:17, 20, 25. As promessas de Deus nesse texto não tratam exclusivamente da vida no Céu ou no planeta Terra renovado após o pecado. Nessa descrição, Deus misturou as bênçãos das duas Jerusaléns: a Jerusalém terrestre (se o povo judeu fosse fiel a Deus), e a Nova Jerusalém, a qual descerá do Céu para ser a capital da Terra renovada (Ap 21:1, 2). Por que não faria sentido se o versículo 20 se referisse ao Céu ou à Terra renovada? Por outro lado, por que o versículo 25 só faz sentido na Nova Terra?

Por que uma vida extremamente longa, mas que tivesse um fim, não responderia aos nossos anseios mais profundos? Como você imagina que Adão se sentiu em seu leito de morte, com “apenas” 930 anos de idade (Gn 5:5)? (Lembre-se: Não era para ele morrer nunca, se tivesse obedecido.)

Filósofos modernos, como Yuval Harari, entre muitos outros, tentam conformar as pessoas seculares acerca da morte. Como argumento, eles dizem que “seria uma tortura” viver muitos anos nesta vida e que, portanto, 70 a 90 anos é mais que suficiente. Por que eles (seculares) pensam assim? Por que os cristãos pensam diferente, preferindo a vida eterna? (R.: Em parte, esses filósofos estão certos. Foi por isso que Deus diminuiu o tempo de vida dos humanos pós-diluvianos [Gn 5:27; 25:7; Sl 90:10]: para que não continuassem sofrendo e causando sofrimento por muito tempo em suas gerações. Mas o grande causador de todo esse sofrimento é o pecado; quando ele for eliminado, a vida voltará a ter sentido, motivação e alegria para sempre. João 10:10.)

Veja em Isaías 66:3 como Deus enxergava os rituais religiosos feitos por Seu povo em homenagem a Ele. Por que Ele via assim? (compare com Isaías 1:11-18). O que devemos fazer para que Deus jamais enxergue nossos cultos dessa mesma forma?

Veja em Isaías 66:18, 19 como a nação de Israel seria mais “missionária” após a volta do cativeiro em Babilônia. Eles tanto “atrairiam” as outras nações (v. 18) como também sairiam em busca delas (v. 19). Em sua opinião, o que “atrairia” as nações vizinhas para irem ao povo de Israel? Como sua igreja pode tanto “atrair” as pessoas quanto também ir “buscá-las” para que conheçam a Deus? O que é necessário mudar para que isso comece a acontecer?

Sem terem Deus no coração, veja o resultado trágico do “trabalho missionário” dos fariseus em Mateus 23:15. Em sua opinião, como esse tipo de “evangelismo” ainda acontece hoje, e como podemos evitar cometer esse grande erro?

Em Isaías 66:21 Deus diz que até dentre os gentios que se convertessem Ele escolheria “sacerdotes” e “levitas”. Que lição isso deve ter ensinado aos judeus de então? E que lições deve ensinar a nós hoje? (R.: Deus não faz acepção de pessoas, cf. Rm 2:11.)

Leia Isaías 66:22, 23. Ao contrário do sábado semanal, as “luas novas” não têm mais nenhum aspecto sagrado no contexto cristão. No entanto, elas servem para marcar o início dos meses no calendário judeu. A menção delas nesse versículo pode estar em conexão com a árvore da vida, que dá os seus frutos “de mês em mês” (Ap 22:2). Além dos sábados semanais, que são e serão sempre sagrados, como você imagina esse encontro mensal com todos os salvos? O que faremos nessas ocasiões?

Leia o último versículo do livro de Isaías (66:24). Por que o livro termina com essa imagem tão negativa dos rebeldes mortos? Como sabemos que as expressões usadas nesse versículo não se referem a um “tormento eterno”? (R.: Ao usarmos toda a Bíblia como referência, percebemos que o salário final do pecado é a morte, e não uma vida eterna de sofrimentos [Rm 6:23]; a expressão “fogo que não se consome” é uma referência ao fato de que esse fogo não se apagará enquanto não cumprir o seu propósito de destruição total. Veja exemplos em Sl 37:10; Jr 17:27; Ml 4:3; Jd 1:7; etc.)

Por que é fundamental sabermos que a vida eterna no “novo céu e nova Terra” não sofrerá jamais os efeitos do pecado?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Adventista condenado à morte por “blasfêmia” no Paquistão

O irmão de Sajjad e o sobrinho foram atacados quando voltavam para casa depois de visitar Sajjad na prisão. Eles tiveram que viver escondidos desde então.

paquistao

A prisão perpétua é uma punição adequada no Paquistão por enviar um SMS com críticas ao profeta Muhammad? Não, disse na semana passada o Tribunal Superior de Lahore : apenas a sentença de morte faria. Sajjad Masih Gill é um adventista do sétimo dia de 35 anos do distrito de Pakpatan, na província de Punjab. Em 2011, ele foi acusado de ter enviado SMS blasfemo difamando o profeta Muhammad e foi preso. A polícia não encontrou nenhuma evidência em seu telefone celular de que o SMS tenha sido enviado, mas disse que conseguiu rastrear as mensagens até seu número de telefone por meio de uma torre de celular. Ele e seus advogados afirmam que ele simplesmente foi enquadrado como parte de uma repressão à comunidade adventista.

Em 13 de julho de 2013, o tribunal de Gojra, Punjab, o condenou à prisão perpétua. Seu apelo obteve apoio internacional, inclusive do Comitê Judaico Americano, mas foi repetidamente adiado e transferido de um tribunal para outro.

O caso seguiu em clima de violência. Em 22 de outubro de 2015, o irmão de Sajjad, Sarfraz Masih Gill, e o sobrinho, Ramiz Gill, foram atacados quando voltavam para casa depois de visitar Sajjad na prisão. Eles tiveram que viver escondidos desde então. Em 29 de janeiro de 2016, dois advogados da equipe de defesa de Sajjad foram parados por homens armados e ameaçados na estrada de Kasur a Lahore. 

Na semana passada, o veredicto do recurso (ou melhor, da revisão) foi finalmente pronunciado, com os juízes aceitando o argumento dos promotores de que a única pena possível para a blasfêmia é a morte. O advogado que liderou o argumento final para a acusação, Zeeshan Ahmed Awan, comemorou o sucesso postando no Facebook que “o Honorável Tribunal de Justiça de Lahore aceita o argumento da acusação de que ‘A pena capital é a única sentença possível em blasfêmia e prisão perpétua embora prevista 295 C PPC, concedido pelo Tribunal de Primeira Instância é ilegal ser repugnante às injunções do Islã’!”

A equipe jurídica de Sajjad anunciou sua intenção de continuar a luta jurídica, no que é outro capítulo triste na aplicação da lei paquistanesa sobre blasfêmia.

(Bitter Winter)

Leia também: Pakistani Judge Changes Christian’s Life Sentence to Death After Caving to Muslim Legal Group