EUA atingem nível recorde de doenças sexualmente transmissíveis

dstAs doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) atingiram um nível recorde no ano passado nos Estados Unidos, quando foram notificados mais de dois milhões de casos de clamídia, gonorreia e sífilis no país. De acordo com o relatório anual que analisa o comportamento das DSTs, divulgado [na] terça-feira pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), este é “o número mais alto já” registrado. “As DSTs estão fora de controle e isso traz grandes complicações para os americanos”, disse David Harvey, diretor executivo da Coalizão Nacional dos Diretores de DSTs.

A maioria dos novos casos – 1,6 milhão – foi de clamídia, infecção bacteriana que afeta homens e mulheres. A gonorreia também aumentou nos dois sexos. Em todo o país os casos da doença chegaram a 470.000, mas o maior crescimento foi registrado entre os homens que têm relações sexuais com outros homens. Mesma situação da sífilis, cujos casos ficaram em 28.000 em 2016, com um aumento de quase 18% em relação a 2015.

Também foram registrados mais de 600 casos de sífilis congênita, um aumento de 28%, que levaram a “mais de 40 mortes e complicações severas da saúde [dos bebês]”, segundo o relatório.

Somente essas três doenças são de notificação compulsória nos Estados Unidos. Mas, se forem consideradas todas as DSTs, incluindo HIV e herpes, o CDC estima mais de 20 milhões de novos casos todos os anos no país e pelo menos metade deles em pessoas jovens, entre 15 e 24 anos.

As DSTs podem ser prevenidas com uma simples medida: o uso do preservativo nas relações sexuais, o que não tem acontecido, já que seu aumento é um fenômeno mundial. O tratamento dessas três doenças envolve a administração de antibióticos, apesar das crescentes preocupações sobre a resistência a esses medicamentos. Mas se não forem tratadas, podem levar à infertilidade, gravidez ectópica e a um risco elevado de transmissão de HIV.

(Veja.com)

Leia também: “Casar pode salvar vidas” e “Consequências do sexo fora de contexto”

 

 

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Cientistas europeus tomam decisão conjunta contra homeopatia

homeoHá muitas curas medicinais antigas que já não usamos. Não consumimos mais pó de múmia, por exemplo – pedaços de cadáveres humanos mumificados triturados que costumavam ser vendidos como produtos curativos. Geralmente, não usamos sanguessugas – pelo menos a maioria de nós. Mas, de alguma forma, alguns médicos ainda estão empregando medicina homeopática, uma prática desacreditada do século 18. A homeopatia descreve todo um sistema de medicina alternativa elaborado pelo médico Samuel Hahnemann em 1796 com base em um princípio de que o “semelhante cura o semelhante”. Essencialmente, Hahnemann acreditava que uma doença pode ser curada utilizando-se a mesma substância que causa seus sintomas, mas diluída em proporções infinitesimais. Isso pode soar parecido com as vacinas – micróbios enfraquecidos usados ​​para treinar o sistema imunológico do corpo –, mas não é.

Basicamente, os homeopatas encontram uma substância a partir de uma lista de muitos remédios e, em seguida, o diluem muito bem em alguma solução, água ou alguma outra substância, e os pacientes ingerem para curar os sintomas. Isso é bom porque, em última análise, o efeito placebo pode curar muito, sintomaticamente. Mas quando os remédios homeopáticos são oferecidos no lugar do tratamento do câncer, as coisas mudam de figura. Na semana passada, o Conselho Consultivo de Ciências das Academias Europeias emitiu uma declaração: depois de analisar as pesquisas, determinaram que não há evidências robustas e reprodutíveis que respaldam a eficácia da homeopatia para qualquer das doenças que ela deveria tratar.

Os cientistas europeus não querem proibir os medicamentos homeopáticos de forma definitiva. Em vez disso, eles querem garantir que os consumidores estejam mais bem informados e que os fornecedores sejam abertos sobre as evidências que respaldam a eficácia dos produtos.

No entanto, a decisão do conselho não é a lei. “Não acho que vá haver diminuição no interesse em tratamentos homeopáticos”, diz Arthur Caplan, bioeticista da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York. “Especialmente considerando as alegações na internet em relação à sua eficácia.”

Obviamente, as misturas superdiluídas são seguras, e os sites de homeopatia enfatizam isso. Esse não é o caso se você tiver uma doença que ameace a vida – novamente, alguns sites suspeitos afirmam que os remédios homeopáticos podem tratar o câncer. Independentemente disso, o comitê deve ajudar a orientar os órgãos reguladores da União Europeia enquanto estes tomam decisões sobre a prática.

(Gizmodo, via Hypescience)

Leia mais sobre homeopatia aqui.

Bispos da Polônia respaldam projeto de descanso dominical

Stanislaw-Gadecki“O descanso dominical é um direito fundamental do povo e de cada empregado”, manifestou o arcebispo de Poznan e presidente da Conferência Episcopal da Polônia Monsenhor Stanislaw Gadecki [foto], após uma reunião do Conselho de Bispos do país. A declaração constitui um respaldo dos bispos ao projeto apoiado por mais de um milhão de empresas para a proibição da abertura do comércio aos domingos. O prelado destacou que a reserva de um dia da semana para o descanso e o culto divino e a sacralidade do domingo é uma “evidente continuidade dos ensinamentos da Igreja”, conforme informou a agência católica KAI. Os bispos não se aprofundarão nos detalhes materiais da norma, mas se comprometeram a defender “a própria essência da verdade sobre o descanso dominical”. Frente aos obstáculos enfrentados pela iniciativa nos círculos políticos, o monsenhor Gadecki relembrou que as associações católicas “devem promover firmemente os direitos humanos, incluindo o direito ao descanso no domingo”.

Os bispos refletiram sobre os diferentes aspectos da vida que se beneficiam do descanso dominical e que não se limitam ao culto religioso. “As famílias não só necessitam de apoio econômico, também necessitam de tempo para elas mesmas”, afirmou o arcebispo de Katowice, o monsenhor Wiktor Pawel Skworc. O prelado pediu que o Estado “demonstre compaixão com as mulheres que têm que trabalhar nos supermercados aos domingos” e rechaçou a pouca consideração que se tem evidenciado com a Igreja e com os trabalhadores com a demora que o estudo do projeto teve nos órgãos legislativos.

 

A norma sofre forte oposição das redes comerciais e organizações de turismo, enquanto algumas organizações de trabalhadores pedem salários mais altos nas jornadas aos domingos. No entanto, a iniciativa recebeu um impulso renovado e se espera que seja aprovada em 2018, tendo seu primeiro debate em janeiro próximo, segundo a estimativa de Janusz Sniadek, ex-presidente do sindicato Solidaridad (Solidariedade).

(Agência Informativa Católica Argentina)

Nota: E com o argumento (válido) da defesa dos direitos humanos, da família e do meio ambiente, a Igreja Católica segue firme em sua cruzada em favor do descanso dominical. É interessante notar o apoio do sindicalista Janusz à causa católica. Quem conhece os escritos de Ellen White sabe do papel que os sindicatos terão nos últimos dias. O que está acontecendo na Polônia e em outras partes do mundo é apenas um ensaio do que virá em escala global. [MB]

Por que só falo em volta de Jesus e criacionismo?

Jesus criaçãoRecentemente recebi um e-mail em que a pessoa me perguntava por que só falo em volta de Jesus e criacionismo. Quem lê o que escrevo em meus blogs e assiste aos vídeos que posto em meu canal sabe que falo sobre muitos outros assuntos, além da segunda vinda de Cristo, de profecias e criacionismo. Mas devo admitir que esses dois temas atraem minha atenção de modo especial há mais de vinte anos, desde que entreguei minha vida a Jesus, meu Criador e Salvador, e me tornei adventista do sétimo dia. Aliás, se você prestou atenção, o nome da “minha” igreja já expressa resumidamente aquilo em que creio e reflete exatamente meus temas prediletos.

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Guia-me e me sustenta

Pela provação que passei / Decidi culpar quem mais amei / Naquela cruz, meu Jesus / Mostrou que aquilo não era nada.

Pequei, cai, / Da luz eu fugi / Pela minha preocupação / Culpei a Deus pela provação.

Pai, / Me recebe como filho / Me mostra como eu tenho sido / Faze o que bem entender / Na minha vida o Teu querer.

Me guia e me sustenta / Mesmo que forte seja a doença / Me faze voltar para Tuas mãos / Derrama em mim a Tua proteção.

Envolta naquela escuridão / Não senti, Deus, a Tua mão / Pedi para Ele revidar / Mal sabia que viria me buscar.

Com espinhos e cravos o feri / Quando pequei e dEle fugi / Mas ao me envolver em Seus braços / Percebi que era melhor seguir Seus passos.

Pai, / Me recebe como filho / Me mostra como eu tenho sido / Faze o que bem entender / Na minha vida o Teu querer.

Me guia e me sustenta / Mesmo que forte seja a doença / Me faze voltar para Tuas mãos / Derrama em mim a Tua proteção.

(Letícia Borges Nunes tem 14 anos e mora em Criciúma, SC)

O silêncio engajado num mundo barulhento

rock in rio“Houve um tempo” em que o rock era considerado um estilo musical satânico. Raul Seixas afirmava que o diabo é pai do rock. Data venia. Alguém dirá que ele exagerou ou, talvez, tenha dito isso só mesmo para zoar, devido a seu sarcasmo e bom-humor, não como uma “verdade teológica” (tem gente que tem resposta para tudo!). No último Rock in Rio foi encontrada uma Bíblia entre os achados e perdidos, o que – se não foi mera coincidência (cabe essa possibilidade) – revela um possível uso do Livro sagrado como amuleto ou, talvez, seja um indício de que ao menos um cristão confesso tenha estado no festival (mundano). Cogita-se, inclusive, a eventual presença de cantoras e cantores cristãos naquele evento…

Tudo isso poderia (e pode!) nos levar a uma reflexão (pertinente) sobre testemunho, coerência, santidade e normatividade. Minha intenção aqui, porém, é outra. Suponhamos que não houvesse câmeras para me flagrar no show, nem pessoas a quem eu devesse prestar contas, nem uma placa de igreja à qual honrar, nem família cristã a envergonhar, nem anjos a me observarem e nem mesmo um Deus para me julgar (afinal, só Deus mesmo está autorizado a fazer isso, certo?). Então, nesse caso hipotético (e bote hipotético nisso!) ainda assim minha decisão de ir lá faria sentido? “Sim” – alguém diria prontamente. “Por que não?” (Tem gente que tem resposta para tudo mesmo!) Entendo. Captei a mensagem. Data venia. Permita-me discordar (com todo respeito!).

Se a única coisa que importa quando tomo “minhas” decisões é o que eu penso e sinto, então eu jamais deveria esperar ou desejar, por exemplo, fazer sexo com ninguém; afinal, isso me obrigaria a pensar “um pouquinho” no que o(a) outro(a) sente e pensa a respeito. Ou não? Se a resposta é “não”, então isso não é sexo; é estupro (sexo sem consentimento) ou pedofilia/zoofilia, ou seja, uma relação desigual e entre desiguais (dependendo, é claro, do que você entenda por igualdade!). Perdoe-me por apresentar esse exemplo tão grotesco e libidinoso, mas eu poderia dar outros, talvez mais adequados. Creio, porém, que nem é necessário. Você já captou a mensagem. A busca legítima pelo prazer, satisfação e autorrealização não precisa ser destrutiva, atrevida, anárquica nem polêmica, a menos que você queira que seja assim.

Se a única coisa que importa é quem sou e o que sinto, a vida em comunidade desaparece. Família, amigos, relacionamentos, instituições de todo tipo, tudo vai por água abaixo. Fico só eu, sozinho e solitário. É até difícil de imaginar! Se, por um lado, a vida coletiva tem vocação para oprimir e até apagar as individualidades das pessoas, o extremo oposto é igualmente problemático, pois o resultado é o solipsismo, a solidão, o egocentrismo, o inevitável aniquilamento (ou envilecimento) do eu.

Onde está o equilíbrio? Não sei. Nem mesmo sei se existe e se é desejável. Deixo as questões e dilemas mais difíceis para aqueles que sejam talvez mais sábios que eu. Contudo, não posso deixar de questionar o óbvio. Somos realmente o umbigo do mundo? O homem é, de fato, a medida de todas as coisas, como disse Protágoras? Como indivíduo, sou perfeito e infalível? Sou realmente a pessoa mais indicada para decidir se o rock é ou não do diabo ou se a igreja e os cristãos deveriam usá-lo como hino em seus cultos de adoração a Deus? Devo ter uma (velha/nova) opinião formada sobre tudo? Sou a pessoa mais preparada, preocupada e comprometida com o bem-estar daqueles a quem pretendo ensinar/mostrar o que quer que seja? A autoridade ou autorização que me permite fazer o que eu faço e dizer o que eu digo vem de alguém ou algo além de mim mesmo, ou o que sou/tenho/penso, para mim, é o bastante? Responda, se puder. E, se for honesto consigo mesmo, vai concluir que há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia.

(Júlio Leal é pastor, doutor em Educação e editor da Casa Publicadora Brasileira)

O que está por trás da ideologia de gênero