Os novos deuses super-heróis vieram para ficar

justice_leagueA revista Veja desta semana traz uma matéria de duas páginas sobre a disputa pelas telonas por parte das gigantes dos quadrinhos Marvel e DC Comics. Aliás, desde o lançamento de “Mulher Maravilha” nos cinemas não se fala de outra coisa senão do sucesso estrondoso dos filmes de super-heróis que têm rendido bilhões de dólares às produtoras e levado multidões às salas de cinema, numa verdadeira onda de adoração aos novos deuses do Olimpo midiático. Há quem pense que essa comparação com os deuses da antiguidade é meio exagerada. Assista ao vídeo abaixo e depois me diga se a sociedade moderna, secularizada, também não tem seus deuses… [MB]

De publicador do Reino das Testemunhas de Jeová a adventista do sétimo dia

ex tjNascido em um lar testemunha de Jeová, meus pais sempre me ensinaram a importância de educar segundo os caminhos de Deus (Provérbio 22:6). Desse modo, fui treinado para expandir meu ministério desde criança, colocando no coração e na mente a importância de ser um missionário zeloso. Os métodos que meus avós e pais utilizaram para eu crescer segundo a vontade de Deus consistiram em me instruir ensinando princípios bíblicos e histórias vívidas e interessantes, como as que se encontram na Bíblia. Com 14 anos de idade, após ter estudado vários livros e passado por vários treinamentos ministeriais, aceitei a doutrina da organização Sociedade Torre de Vigia e fui batizado. Após doze anos como “publicador das boas-novas” das Testemunhas de Jeová (mais conhecido como missionário), deparei-me com erros graves ao comparar alguns textos da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (TNM) com outras traduções da Bíblia, principalmente textos que se referem à divindade de Jesus Cristo e ao Espírito Santo, muitos dos quais foram alterados propositalmente para rebaixar a pessoa de Cristo e colocar o Espirito Santo como uma “força ativa”, não como um agente divino para nossa salvação.

É importante destacar que não é a sinceridade nem a fé de cada testemunha de Jeová que está em questão, mas, sim, que a TNM é uma paráfrase e não uma tradução literal dos idiomas originais. É uma obra deturpada, tendenciosa e cheia de interpolações. Creio que a Comissão da Tradução do Novo Mundo mudou o texto bíblico para se adequar à sua própria doutrina.

Quando percebi que não estava pregando a verdade sobre a pessoa de Cristo e o Espirito Santo, tomando como base a TNM, escrevi uma carta para a comissão judicativa de superintendente e ancião qualificados das testemunhas de Jeová para debater sobre o assunto. Uma semana depois de terem recebido a carta, marcaram uma reunião comigo. O encontro durou oito horas, e ao perceberem que estavam se deparando com verdades bíblicas descritas em Apocalipse 22:18 e 19, não tiveram argumentos convincentes. Logo depois mostrei o texto de Colossenses 2:9 que sofreu alteração na TNM: a palavra original “divindade” foi trocada por “qualidade divina”, para rebaixar a pessoa de Jesus Cristo. A comissão da TNM perverteu e adulterou essa passagem na “Bíblia” deles, retirando a real força de Cristo como divino.

Ora, “qualidade divina” não é a mesma coisa que “divindade”, visto que qualidade divina todo homem mortal tem, ao passo que divindade se refere diretamente a Deus.

Depois de muito debate, não só em torno de um texto, mas de vários, a comissão judicativa das testemunhas de Jeová me desassociou, e logo em seguida assinei um documento segundo o qual a partir daquele eu não mais seria testemunha de Jeová. Naquele mesmo dia, comecei a orar a Deus fervorosamente, pedindo que Ele me revelasse a Verdade. Passei então a frequentar e estudar algumas igrejas da cristandade, porque sempre tive em mente que a Bíblia é regra de fé e prática, e que eu devia estudá-la diariamente, mantendo um estudo regular da Palavra de Deus e muita oração.

Em junho de 2014, resolvi visitar uma igreja batista para frequentá-la, sendo que estava com o desejo de pertencer àquela denominação. Mas não sabia o que Deus estava guardando para a minha vida. Quando estava indo visitar a igreja batista da Olaria, na cidade de Porto Velho, RO, em um culto de domingo, ao caminhar, estava em frente a uma igreja adventista do sétimo dia (central de Porto Velho), que se encontra na mesma rua da igreja batista. Quando eu estava passando na frente do templo adventista, senti que o Espírito Santo estava me guiando e me chamou para entrar naquele templo adventista. Daquele momento em diante, comecei a perceber que Deus estava agindo na minha vida (Romanos 8:14).

Assisti ao culto e permaneci observando tudo, sendo que eu nunca tinha visitado um templo adventista. O que mais me chamou a atenção naquela reunião de Classe Bíblica Novo Tempo foi a segurança do orador em suas palavras, tomando como referência textos bíblico em tudo o que dizia.

A cada minuto que passava eu ficava mais convencido de que o Espírito Santo estava naquela igreja, porque não vi o orador dialogando com pseudodemônios e, muito menos, esses demônios incorporando em pessoas. Quando terminou o culto, sai da igreja adventista do sétimo dia convencido de que naquela igreja estava a verdade. Logo em seguida, resolvi aceitar um estudo bíblico. Depois de alguns meses de estudo, aceitei o dom de salvação, e no dia 19/10/14 fui Batizado por imersão nas águas, tornando-me membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Hoje sou ancião da Igreja Adventista Areal Central de Porto Velho, trabalho também como diretor do Ministério Pessoal da minha igreja, faço parte da equipe distrital de Mordomia e pretendo seguir a “carreira” de pastor. Sabe qual é a minha missão hoje? Evangelizar as testemunha de Jeová, porque sei que existem lá pessoas sinceras que precisam conhecer a verdade que eu conheci.

Um ano depois da minha conversão, recebi outra benção do Criador: conheci e casei na igreja adventista com uma mulher virtuosa chamada Noêmia Carvalho, diretora do Departamento de Saúde da nossa igreja.

Agradeço a Deus por ter ouvido minhas orações e guiado minha vida por meio da Igreja Adventista e de Seu santo Espírito.

(Elison Ferreira é ancião da Igreja Adventista Areal Central de Porto Velho)

Jejuar faz bem para a saúde?

geladeiraO padrão alimentar mais comum nas sociedades modernas – três refeições intercaladas por lanches todos os dias – está sendo colocado em xeque. Hoje há um crescente interesse por outro aspecto fundamental da dieta: o tempo entre as refeições, devido aos benefícios potenciais de períodos intermitentes com ingestão de energia muito baixa ou nula. Em situação de privação de alimentos, o corpo humano mostra respostas adaptativas à falta deles. Nessa condição, o organismo usa respostas comportamentais, bioquímicas, fisiológicas e estruturais para reduzir o metabolismo, prolongando o período em que as reservas energéticas corporais podem suprir as necessidades basais. As descobertas atuais sugerem que períodos intermitentes de restrição de energia de apenas 16 horas podem melhorar os indicadores de saúde e neutralizar os processos de doenças. Os mecanismos envolvem uma mudança orgânica no metabolismo de gordura, com produção de corpos cetônicos e estimulação de respostas de estresse celular adaptativo que previnem e reparam danos moleculares. Assim, nos últimos anos, o jejum tem recebido atenção científica, dadas as suas potenciais implicações sobre a saúde humana.

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O que há de errado com nossas músicas e nossos sermões?

louvorNão é incorreto dizer que muita música gospel ressalta temas como “vitória pessoal” e “paixão por Jesus”. Mas não está totalmente certo dizer que a predominância dessa religião individualista, triunfalista e sentimental é culpa exclusiva dos compositores. Na verdade, esses temas correspondem aos temas predominantemente abordados no púlpito. Proliferam vídeos e sermões que apresentam Deus como o sócio dos empreendedores e Jesus como o ser meigo e bondoso que dá um abraço quando você chora. Não estou dizendo que o Pai e o Filho não Se importam com os problemas da vida humana, mas Cristo não morreu na cruz para levantar minha autoestima. Há quase uma relação direta entre uma sociedade que valoriza tanto o sucesso pessoal e uma igreja que trocou o sermão bíblico pela palestra motivacional. Buscar conforto espiritual não tem nada de errado. Mas queremos tanto resolver nossos problemas profissionais e familiares que, ao chegarmos à igreja, esperamos uma mensagem terapêutica que nos faça rir, chorar (se possível, com um fundo musical) e tomar boas decisões que duram até alcançarmos a porta de saída do templo.

E onde está a Bíblia no púlpito? Use uns poucos versículos fora de contexto para dizer que o indivíduo é a obra-prima de Deus e que Jesus te ama e que Ele quer te dar muito mais do que você possui. Não é exatamente o que dizem muitas letras da música gospel em português ou em inglês?

A canção cristã precisa de mudanças, dizemos. A reforma da música e da adoração está relacionada também à reforma do púlpito, e aí não haverá tantos cânticos teologicamente rasos espelhando sermões biblicamente superficiais.

(Resumo do resumo de um sermão apresentado por Joêzer Mendonça, no qual ele falou sobre a relação entre o conhecimento da Bíblia e a adoração a Deus a partir de dois princípios da Reforma Protestante, o Sola Scriptura [somente a Bíblia] e o Soli Deo Gloria [glória só a Deus]. Joêzer é doutor em música pela Unesp, professor na PUC-PR e autor do livro Música e Religião na Era do Pop.)

Nota: Creio que Joêzer foi ao cerne da questão ao expor um dos grandes motivos de as músicas sacras hoje (com honrosas exceções) serem tão desprovidas de conteúdo bíblico sólido, sendo algumas delas mais parecidas com mantras repetidos ad nauseam com sonoridade dançante calculada para emocionar/empolgar. Trata-se de uma retroalimentação bem ruim: escassez de sermões bíblicos com conteúdo sólido bem preparado (com a mente e com os joelhos) que contribui para a prática de um louvor, de uma conduta e de entretenimentos igualmente não balizada pela cosmovisão bíblica. Longe da Bíblia e sem conhecimento da vontade revelada de Deus, buscam-se paliativos para o vazio e a falta de sentido. [MB]

Leia também: “Música, sexo e drogas têm o mesmo efeito sobre o cérebro” (leia especialmente minha nota)

As femimiministas não gostaram mesmo da Mulher Maravilha

mulher maravilhaHá queixas nas redes sociais e na Comissão de Direitos Humanos de Nova York: numa exibição do novo filme da Mulher Maravilha foi proibida a entrada de homens. O debate veio recuperar dúvidas antigas: Pode uma heroína “branca, de proporções impossíveis”, ser feminista – e pode esse filme polêmico ser “o melhor filme baseado em histórias em quadrinhos de sempre”? “Entrada não permitida a homens.” O aviso constava do anúncio sobre uma exibição do filme “Mulher-Maravilha”, numa sala da cadeia de cinemas Alamo Drafthouse, nesse caso em Austin, Texas. “Estamos falando sério: todo o pessoal que trabalhar nessa sessão – staff do cinema, projecionista, equipe de cozinha – vai ser mulher.” Não foi preciso mais para uma série de reclamações disparar nas redes sociais e chegar, [na] quinta-feira, a uma reclamação oficial que deu entrada na Comissão de Direitos Humanos de Nova York, cidade onde a cadeia de cinemas decidiu fazer mais exibições para mulheres depois de a primeira ter esgotado. […]

Muito antes da polêmica sessão em Austin e das que se seguiram em várias partes do país, discutia-se o feminismo da heroína e a importância de esse filme chegar finalmente à tela, depois de décadas de histórias em papel da Mulher-Maravilha e de projetos abortados nos estúdios cinematográficos. Afinal, escreve-se no The Telegraph, “os estúdios querem sucessos, não querem causas, e a Mulher-Maravilha é uma causa em espera”.

O filme pode representar uma causa, mas ela é muito mais abrangente – tem que ver com a representação das mulheres no cinema e no mundo das histórias em quadrinhos, em particular, onde se fazem contas para se descobrir que há poucas garotas crescendo com a ideia de que também elas podem ser fortes e salvar o mundo. Segundo as contas do “Gizmodo”, desde 1920 houve cerca de 130 filmes adaptados de HQs ou que giram em torno de histórias de super-heróis, mas só oito destes contaram com protagonistas femininas. No The Telegraph, o problema é resumido assim: “Das 55 HQs adaptadas por Hollywood na última década, zero centraram-se numa personagem feminina sozinha; para pôr essa estatística em perspectiva, são menos dois do que os que se centraram em cães.” […]

Para percebermos o feminismo da Mulher-Maravilha – e as suas contradições – é preciso recuarmos à tal apresentação e à sua criação, em 1941. Foi durante a Segunda Guerra Mundial, na época em que o Batman e o Super-Homem se tornavam símbolos das HQs, que surgiu a ideia de contrariar a masculinidade que parecia dominar o meio e criar uma personagem diferente. A proposta foi feita pelo psicólogo de Harvard William Moulton Marston, que se haveria de tornar conselheiro da DC.

Foi Marston que imaginou a história de Diana, a princesa amazona que encontra um piloto do Exército americano, Steve Trevor, na sua ilha de guerreiras femininas e o leva de volta ao “mundo dos homens” – um mundo cujas regras desconhece e cujas guerras não compreende. A ideia foi apresentada assim por Marston, segundo cita o The Washington Post: “A Mulher-Maravilha é propaganda psicológica para o novo tipo de mulher que deve, acredito, dominar o mundo.” O criador da ideia decidiu que ela deveria ser acorrentada ou presa de alguma forma em todas as edições, justificando ao seu editor que “as mulheres gostam de submissão” e acreditando que a destruição das correntes seria um símbolo de libertação. […]

A categoria de símbolo feminista voltou a ser atribuída à Mulher-Maravilha em 1972, quando fez capa da revista Ms., de Gloria Steinem, ou mais recentemente, quando no ano passado foi escolhida para ser embaixadora honorária da ONU para a igualdade de gênero. Por pouco tempo: dois meses depois de ter sido escolhida, em dezembro passado, a ONU concordou com a petição de funcionários que apontava para a “imagem abertamente sexualizada, de peito grande, uma mulher branca com proporções impossíveis” que veste a bandeira dos Estados Unidos e dificilmente representa todas as mulheres.

Mais consensual parece ser a escolha de Gal Gadot, a atriz israelita que na grande tela dá vida à Mulher-Maravilha e que o The Guardian considera poder ser “o melhor casting para super-heróis desde Christopher Reeve”, uma atriz que “melhora a atuação de todos os que a rodeiam”. Vestida com as tradicionais botas e tiara, Diana – que se transforma em Mulher-Maravilha quando pisa a Londres da Primeira Guerra Mundial, onde a narrativa do filme se desenrola – vai tentar contrariar o mal, lutando ao mesmo tempo contra o deus da guerra, Ares, e a guerra em si. […]

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(Expresso)

Nota: Após ler essa matéria, o amigo Marco Dourado comentou: “Um blockbuster faturando horrores nas bilheterias de todo o mundo, dirigido por uma mulher pra lá de talentosa, narrando a saga heroica de uma heroína pagã linda e que adotou um macho-beta. Pensei: ‘Desta vez não vai ter como elas [as feministas] ficarem de mimimi…” Ledo e Ivo engano. Pelo visto, a continuação de Mulher Maravilha deverá ser estrelada por uma cafuza soropositiva, com uma peruca em cada axila, fedendo a peixe podre e sofrendo de obesidade mórbida. E que pratique um sincretismo de vodu com islamismo. Ah, sim, e o mocinho, Steve Trevor, tem de ser um transgênero que milita pela adoção de gambás albinos. Mas vai ter mimimi, mesmo assim. Lembrando que teve femimiminista reclamando que Gal Gadot é israelense, portanto, racista e genocida.”

Ao que outro amigo, o Alexsander Silva, respondeu: “Por que ‘de proporções impossíveis?’ Gal Gadot, como atriz, não é menos maravilha do que a personagem dela. Ela era militar do exército de Israel e dava aulas de artes marciais para os marmanjos de lá. É casada e muito realizada nessa condição. Não passou a vida em academia nem na bola de Pilates (sejamos justos, também não passou em frente à TV vendo novela e comendo brigadeiro de colher).”

Pelo visto, a Gal Gadot fez uso do lema “meu corpo, minhas regras”. Só que, nesse caso, a oposição é mais ferrenha…

Leia também “Líbano bane ‘Mulher Maravilha’ em protesto contra a atriz israelense Gal Gadot”. Segundo Dourado, feminazismo e islamofascismo têm os mesmos fundamentos e o mesmo patrono angelical. “Aí você faz uma turnê pelas livrarias do mundo islâmico e pergunta se tem Os Protocolo dos Sábios de Sião. Leva uma bacia cheia ao custo de U$ 0,10 – incluindo a bacia.”

Leia também: “Mulher Maravilha faz sucesso entre conservadores”

Ellen White fez profecias que não se cumpriram?

Ellen-WhiteO dom de profecia tem sido dado por Deus a homens e mulheres ao longo da história. Na Bíblia, há a predição de que, no tempo do fim, pessoas receberiam revelações especiais de Deus (Jl 2:28-31; At 2:17-21; 1Co 14:1). Cada vez mais, diferentes segmentos do cristianismo aceitam a verdade bíblica de que a manifestação dos dons espirituais, entre eles o dom de profecia, não ficou restrita ao período de composição das Escrituras e é uma dádiva de Deus que será concedida à igreja até a segunda vinda de Cristo (1Co 13:8-13). Entre as pessoas em quem se reconhece a manifestação do dom de profecia está Ellen White (1827-1915). Essa senhora recebeu aproximadamente duas mil visões e sonhos proféticos entre 1844 e o ano de sua morte. Seu trabalho foi essencial para a formação e organização da Igreja Adventista do Sétimo Dia. De sua lavra, foram produzidas cerca de 35 mil páginas de conteúdo impresso, entre livros, folhetos e artigos de revista, além de centenas de cartas, sermões, manuscritos e vários diários. Esses escritos são frequentemente chamados de “Espírito de Profecia”. Entende-se que os textos de Ellen White são inspirados por Deus da mesma forma que a Bíblia é, mas os escritos dela são uma mensagem específica para o povo de Deus no tempo do fim e não têm a mesma autoridade da Bíblia. Sua importância e autoridade é semelhante ao que os profetas antigos falaram ou escreveram inspirados por Deus, mas que não está na Bíblia.

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Ataques terroristas como o de Londres podem apressar perseguição final

theresa-mayA primeira-ministra britânica Theresa May [foto ao lado] não conteve sua indignação com os novos ataques terroristas que atingiram Londres na noite de sábado e que deixaram sete mortos e 48 feridos. “Já basta”, afirmou May em declaração pública pouco depois de encerrar reunião de emergência sobre os episódios. “Não podemos nem devemos fingir que as coisas devem continuar do jeito que estão. Acreditamos que estamos experimentando uma nova tendência na ameaça que enfrentamos, com o terrorismo alimentando o terrorismo. Os criminosos se inspiram para atacar não apenas com base em planos bem construídos após anos de planejamento e treinamento, e nem mesmo como atacantes solitários radicalizados on-line, mas agora também copiando uns aos outros e usando os métodos mais grosseiros de ataque.” May também confirmou a realização das eleições previstas para quinta-feira. Tanto os conservadores do partido da primeira-ministra quanto a oposição dos trabalhistas suspenderam suas campanhas neste domingo, mas pretendem retomar a disputa pelos votos já nesta segunda. “Como sinal de respeito, os dois partidos suspenderam suas campanhas nacionais por hoje, mas a violência não pode perturbar o processo democrático, então essas campanhas serão totalmente retomadas amanhã e a eleição geral seguirá em frente como o planejado na quinta-feira”, concluiu.

Sábado, por volta de 22h no horário local, a Polícia Metropolitana da capital inglesa informou que a London Bridge foi esvaziada após uma van subir a calçada e atropelar pedestres no ponto turístico. De lá, o veículo seguiu em direção ao Borough Market, para onde mais policiais foram enviados. Lá, os criminosos abandonaram a van e esfaquearam pessoas, incluindo um agente da Polícia de Transportes.

Há menos de duas semanas, um terrorista suicida explodiu uma bomba durante concerto da cantora americana Ariana Grande, em Manchester, matando 22 pessoas, inclusive crianças. Já em março, num ataque semelhante ao deste sábado, um homem matou cinco pessoas ao lançar seu carro contra pedestres na ponte de Westminster, também no Centro de Londres, e depois esfaquear um policial.

(O Globo)

Nota: No primeiro vídeo abaixo, percebe-se que haverá maior vigilância na internet, perda de privacidade e maior interferência nos valores religiosos. No segundo vídeo, a primeira-ministra diz que existe muita tolerância com o extremismo. Sabemos que o conceito de extremismo pode ser muito relativo… Como disse o pastor Diego Barreto, “a única coisa que pode deter o discurso de liberdade no Ocidente é o próprio discurso de liberdade”. Com suas ações bárbaras e assassinas, os fundamentalistas islâmicos estão apressando o processo que descambará em um mundo cada vez mais hostil aos “diferentes” e aos que levam a sério sua religião, mesmo que entre eles haja pessoas que não fariam mal a uma mosca. Quem viver verá… [MB]