MP manda supermercado de SP suspender cartilha que condena gays, aborto e sexo fora do casamento

hirotaO Ministério Público do Trabalho de São Paulo mandou na sexta-feira (22) a rede Hirota Food Supermercados suspender a distribuição de cartilha que condena gays, o aborto e o sexo antes ou fora do casamento. O órgão informa que tomará medidas judiciais caso a empresa descumpra o pedido. A Promotoria considerou “discriminatório” o conteúdo da cartilha “Cada Dia Especial Família de 2017”, que traz 31 mensagens que discorrem sobre casamento, relação entre pais e filhos e até dívidas da família. Os textos foram escritos pelo pastor Hernandes Dias Lopes, da Igreja Presbiteriana, e a publicação teve tiragem de 10 mil exemplares. A notificação enviada pelo MP ao supermercado também exige que as cartilhas já distribuídas sejam retiradas de circulação e que a empresa deixe de produzir conteúdo desse tipo e o divulgar em suas lojas, site ou redes sociais.

Quando o caso começou a repercutir nas redes sociais, a rede de supermercados disse, em nota, que “lamenta qualquer transtorno que tenha causado pela distribuição da cartilha da família”. “Reiteramos que em momento algum tivemos a intenção de polemizar, ofender ou discriminar qualquer forma de amor”, dizia o texto.

O MP enviou oito recomendações à rede, incluindo impedir qualquer distinção, exclusão, limitação ou preferência que cause discriminação de trabalhador potencialmente candidato ao preenchimento de vagas ofertadas pela empresa, devido a discriminação como de gênero, orientação sexual ou por arranjos familiares entre as pessoas.

“[O MP exige que a rede de supermercado] assegure a plena e efetiva igualdade entre mulheres e homens em seu ambiente de trabalho; que garanta o respeito à liberdade de religião, credo, de gênero e orientação sexual em seu ambiente de trabalho e da mesma forma respeite identidade de gênero, orientação sexual e forma de agir de todas as pessoas.”

(G1 Notícias)

Nota: Se você é dono de um estabelecimento privado e deseja utilizá-lo para presentear seus clientes com mensagens de cunho religioso, o Estado tem autoridade para impedi-lo da fazer isso? Onde está a tão propalada liberdade religiosa? Só a militância gay tem direito de promover suas cartilhas? Veja o que escreveu meu amigo Marco Dourado, de Curitiba: “Se não estiver sob estrita vigilância daqueles a quem deveria servir, o Estado torna-se um fim em si mesmo, cada vez mais inchado e crescentemente mais viciado em arrecadação a fim de garantir mais e mais prosperidade e poder para os que o compõem. A esquerda visa continuamente a ocupar todas as instâncias do Estado, seja pela violência, seja subornando boa parte da população com migalhas que ele mesmo lhes extorquiu. Então, inchado, detentor de uma poderosa e vigilante burocracia, amparado por coitados dependentes e sustentado compulsoriamente por extorquidos, usará todos os seus incontáveis tentáculos para impor seus projetos e metas e esmagar qualquer ação que o possa ameaçar. Por que vocês acham que o Paraíso Escandinavo tornou-se um inferno para cristãos sinceros?” Ficam no ar algumas perguntas: Quais serão as próximas “cartilhas”, os próximos conteúdos censurados pelo Estado? Quais serão as próximas exigências contratuais que acabarão indo contra os princípios de certas instituições? Tempos cada vez mais difíceis pela frente. Quem viver verá… [MB]

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O ano termina marcado por mais loucuras humanas

aiQuando pessoas começam a adorar máquinas, o governo a “confiscar” crianças e indivíduos a casar consigo mesmos podemos ter certeza de que algo está muito errado com o mundo.

Anthony Levandowski, antigo executivo da Google e da Uber para projetos de carros autônomos, afirmou uma entrevista à Wired que quer começar uma igreja para louvar a inteligência artificial. O engenheiro mecânico registrou-se como líder da igreja em maio, ou seja, na época em que a Uber o despediu por ter usado propriedade intelectual da Google. Esse episódio levou a que fosse aberto um processo judicial entre as duas empresas. Apelidada com as siglas WOTF, a Way of the Future (em português, “O caminho do futuro”) é uma igreja que quer “criar uma transição pacífica e suave entre o momento em que as pessoas mandam sozinhas no planeta e o momento em que mandam juntamente com máquinas”, segundo o site oficial da instituição. A WOTF acredita que um dia a inteligência artificial vai criar máquinas mais avançadas do que os humanos e que, por isso, estas vão se tornar um deus que merece reverência.

Segundo Levandowski, para se fazer parte da igreja não é preciso doar dinheiro, apenas “passar a palavra” sobre a inevitável criação de uma superinteligência que poderá mandar nos humanos. (Observador)

canadaJá no Canadá a loucura é outra: o governo “confiscará” crianças de famílias que se recusam a aceitar a ideologia de gênero. A província de Ontário aprovou uma nova lei que permite ao governo retirar as crianças de famílias que se recusam a aceitar a opção dos filhos por determinada “identidade de gênero” ou “expressão de gênero”. O que foi chamado de “Ato de Apoio a Crianças, Jovens e Famílias”, ou Lei 89/2017, acabou aprovada em votação de 63 favoráveis a 23 contrários, registra o The Christian Times.

Ele exige que os serviços de proteção a crianças, serviços de adoção e juízes levem em consideração e respeitem a “raça, ancestralidade, local de nascimento, cor, origem étnica, cidadania, diversidade familiar, deficiência, crença religiosa, sexo, orientação sexual, identidade de gênero e expressão de gênero”. […]

A Lei 28 [anterior] garantia que o pai ou a mãe da criança possuía o direito de “direcionar a educação e a formação religiosa dela. Já a nova lei diz que isso pode ser feito “desde que siga a crença da criança ou do jovem, sua identidade comunitária e identidade cultural”. Ou seja, não são mais os pais que determinam como a criança será criada e sim ela mesma. […]

Jack Fonseca, estrategista político da Campaign Life Coalition, [disse]: “Com a passagem da Lei 89, adentramos em uma era de poder totalitário do Estado, algo nunca antes testemunhado no Canadá. Não se engane, a Lei 89 é uma grave ameaça para os cristãos e todas as pessoas religiosas que têm filhos ou que desejam criar uma família através da adoção.”

Em abril, um casal cristão apresentou uma ação judicial contra Hamilton Children’s Aid Society por ter retirado de sua casa duas crianças adotivas porque eles se recusaram a mentir para as meninas, dizendo que o coelhinho da Páscoa era real. “Nós temos uma política de não mentir”, justificou Derek Baars, um dos pais adotivos, denunciando que uma pessoa que trabalhava no serviço de apoio à criança insistiu que ele e sua esposa, Frances Baars, dissessem para as meninas, de 3 e 4 anos, que o coelhinho da Páscoa era de verdade. “Nós explicamos à agência que não estamos preparados para dizer às crianças uma mentira. Se as crianças pedissem, não mentiríamos para elas, mas nós não a levantaríamos.”

Os Baars, que são membros da Igreja Presbiteriana Reformada, perderam a guarda das crianças. O argumento da agência governamental de cuidado infantil é que o coelhinho da Páscoa era uma “parte importante da cultura canadense” e por isso os pais tinham de admitir sua existência. (Visão Cristã)

sologamiaE por último, a nova insanidade: o casamento consigo mesmo. No verão de 2000, a artista Gabrielle Penabaz, de Nova York, decidiu dar uma festa de casamento para si mesma enquanto tentava se recuperar de uma desilusão amorosa. Ela cuidadosamente escolheu o local, as flores, a aliança, o vestido de noiva e escreveu os seus votos. Ela até vestiu “uma coisa emprestada e uma coisa azul” no dia, uma das simpatias que algumas noivas fazem, mesmo que o evento fosse meramente simbólico e sem um componente essencial: o noivo. Mesmo assim, seus amigos e sua família participaram, e Gabrielle diz que ela teve “o melhor casamento” de todos os tempos. Desde então ela tem “oficializado” o casamento de outras pessoas consigo mesmas, como uma forma de performance – um serviço que ela cobra. Seus clientes são normalmente mulheres solteiras, apesar de pessoas de todos os gêneros e de diferentes estados conjugais terem participado. Ela diz ter “casado” mais de 1.500 pessoas em cerimônias normalmente como a dela própria, com altares erguidos, roupas específicas, bolo e votos.

Bem-vindos ao mundo do autocasamento ou “sologamia”, que vem atraindo muita atenção nos últimos anos. […] Não há dados oficiais sobre o número de pessoas que se decidiram pelo autocasamento, mas o interesse ocorre em um momento no qual o número de pessoas não casadas atingiu recordes em economias avançadas, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). (G1 Notícias)

Nota 1: Essas são apenas três entre muitas loucuras que estão sendo praticadas por aí. Elas servem de amostra de como as pessoas tem encarado a Palavra de Deus e as leis do Criador. Quando Deus é abandonado, a sociedade, a humanidade fica desnorteada e passa a amar e idolatrar a criatura e as coisas que ela mesma fez. Quando os princípios bíblicos são deixados de lado, instituições sagradas como o casamento são pisadas e tratadas como piada. É bem como previu Jesus: “Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lucas 18:8). [MB]

Nota 2: Desejo-lhe um ano novo abençoado e pautado pela Bíblia Sagrada, independentemente das distorções criadas pelo ser humano. [MB]

Isaac & Charles: Quem fez?

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Morro Branco e a incrível arte com areia

Se estivesse caminhando em uma praia e se deparasse com uma frase escrita na areia, viesse um pescador e dissesse que aquilo foi obra do acaso, você acreditaria nele? E se ele dissesse que foram milhões de anos de vento soprando e ondas batendo, até que as partículas de areia fossem organizadas daquela forma? Aí você acreditaria? Acho que não, né? Isso porque todo mundo sabe que informação não surge do nada; depende de uma fonte informante. E se isso é verdade com uma simples frase escrita na areia, o que dizer de uma obra de arte que tem paisagens, casas, pessoas e inscrições? Esse tipo de arte complexa e incrível pode ser encontrada no litoral cearense, na praia de Morro Branco, no município de Beberibe, a 80 km de Fortaleza.

Antes de chegar até o Labirinto das Falésias, nosso objetivo nessa viagem, fizemos um passeio de buggy com direito a banho de mar e à contemplação de paisagens lindíssimas em praias paradisíacas e quase desertas. Saímos da praia de Uruaú e passeamos por cerca de duas horas. Passamos pela pequena Praia do Diogo e chegamos até a Praia das Fontes, onde há algumas grutas. A maior delas é a Gruta da Mãe D’água, esculpida pelas águas e belamente iluminada pelos raios solares. Aliás, sol é o que não falta nessa região do Brasil próxima à linha do Equador e repleta de praias de águas esverdeadas e temperatura agradável.

Da Praia das Fontes fomos para as famosas falésias avermelhadas que formam labirintos naturais erodidos na rocha porosa. O cenário é de tirar o fôlego e já foi utilizado como locação para filmes e séries, e é dali que eram extraídas as areias coloridas com as quais os artesãos locais produzem suas famosas garrafas com arte em areia. São mais de dez tipos de cores determinadas por substâncias como ferro, manganês e outras. O verde do mar e o tom avermelhado das falésias formam um quadro realmente muito bonito. O nome Morro Branco vem de uma duna branca e alta de onde se pode ver o lindo pôr do sol na região.

Caminhar pelos labirintos das falésias é uma experiência realmente interessante e logo na entrada do parque é possível comprar lembrancinhas feitas com areias da região, não mais do Parque das Falésias, pois são área de preservação.

Na vila próxima ao parque é possível encontrar artesãos como a senhora Maria José, que aprendeu a arte da silicografia com um tio. É o tipo de artesanato que passa de geração para geração. Faz mais de trinta anos que Maria trabalha com as areias coloridas e consegue fazer até cem garrafinhas por dia.

Se você encontrasse uma dessas obras de arte em algum lugar e alguém lhe dissesse que ninguém a fez, você acreditaria? Seria mais difícil acreditar nisso do que na inscrição na areia feita pelas ondas, não é mesmo? Ainda que eu não tivesse visto a dona Maria trabalhando nas garrafinhas, teria certeza de que aquela arte apurada só pode ser fruto de uma mente inteligente e de mãos habilidosas.

Nosso passeio terminou no alto de uma duna na Praia do Uruaú. Ali pudemos contemplar o pôr do sol, outra verdadeira obra de arte produzida não com areia, mas com raios solares, nuvens, gases atmosféricos e muito, muito bom gosto.

Quem criou os fótons, a atmosfera, a água, o vasto mar e nossos olhos capazes de admirar todas essas belezas? O mesmo artista que concedeu inteligência e habilidade aos silicografistas de Morro Branco.

Michelson Borges

Ponte dos Espiões: um retrato da Guerra Fria

ponteNasci no ano de 1972, em plena Guerra Fria. À medida que fui me entendendo como gente e compreendendo um pouco o mundo complexo que me rodeava, uma sensação de medo passou a tomar conta de mim. Na verdade, minha geração foi marcada por essa sensação, pois vivíamos sob a sombra ameaçadora de um cataclismo nuclear. As duas superpotências de então, Estados Unidos e União Soviética, estavam armadas até os dentes com ogivas nucleares capazes de destruir toda a vida na Terra. Filmes e documentários ajudavam a alimentar esse clima descrevendo os horrores de uma detonação nuclear. Com a idade de uns 12 anos, formei um grupo de estudos e nos reuníamos na biblioteca da escola para estudar livros e revistas sobre bombas nucleares, geopolítica mundial e… a Bíblia. Sim, nós queríamos saber o que nos reservava o futuro; se havia esperança para a humanidade. É claro que, sem ajuda e sem conhecimentos prévios de interpretação profética, chegamos a conclusões as mais absurdas. Mas queríamos, do fundo do coração, entender as profecias; encontrar segurança em algo. (Clique aqui para saber mais sobre essa história.)

Assistir ao ótimo filme Ponte dos Espiões foi, para mim, quase que uma viagem ao passado. Trata-se de uma produção bem feita, de um Steven Spielberg em boa forma e em uma temática que sempre o fascinou. A interpretação impecável do consagrado Tom Hanks ajuda e muito. O filme dispensa efeitos especiais e as cenas apelativas comuns em Hollywood, usadas para alavancar bilheterias. Assim, não se veem ali cenas de sensualismo, sexo nem violência. O filme não precisa desses “estimulantes” clássicos e cada vez mais utilizados. Não precisa de “pimenta”, pois o roteiro bem escrito, os diálogos precisos, o drama na medida certa e as boas interpretações seguram o interesse do começo ao fim. A família retratada no filme é tradicional, nos moldes bíblicos, eu diria, ou seja, um pai (homem), uma mãe (mulher) e filhos. E eles até oram antes das refeições.

Hanks interpreta o advogado James Donovan, da área de seguros, que se vê, de repente, envolvido em um problema complexo, ao ser escolhido para defender Rudolf Abel, um espião soviético capturado pelos norte-americanos. Donovan não tem experiência nesse tipo de caso, nem precisava ter, pois o governo dos Estados Unidos queria apenas manter a aparência de que mesmo os prisioneiros receberiam tratamento justo ali, com direito à defesa por meio de um advogado. O que ninguém esperava é que Donovan fosse levar a sério sua missão de tentar inocentar o homem. Indo contra a opinião e o ódio públicos e contra as expectativas das autoridades da nação, o advogado faz o possível para oferecer uma defesa adequada ao espião. Todos desejavam a cabeça de Rudolf, até que, ironicamente, um militar norte-americano foi capturado pelos russos. E Donovan, de simples advogado, torna-se negociante internacional, sendo enviado a Berlin com a missão de conseguir a troca dos prisioneiros.

É um filme que possibilita boas reflexões e discussões sobre honra, ética, humanidade e outros valores tão em falta em nossos dias. Baseada em fatos reais, a produção pode ser bem aproveitada, inclusive, por professores de História, quando forem abordar o tema da Guerra Fria. Ponte dos Espiões é bem didático e instrutivo, mesmo para quem não viveu sob a sombra da Guerra Fria.

Michelson Borges

Isaac & Charles: Cada um na sua

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