Projeto Blitz: a reação religiosa conservadora e o perigo disso

euaSegundo reportagem publicada no jornal The Guardian, desde que Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, tem havido um esforço organizado no sentido de impor o que o jornal chama de “valores cristãos de linha dura” no país. Uma cartilha conhecida como Projeto Blitz, desenvolvida por grupos cristãos envolvidos com política, forneceu aos políticos em nível estadual um conjunto de projetos de lei favoráveis aos interesses desses religiosos, como proteger a liberdade religiosa, preservar a herança judaico-cristã dos EUA e promover a oração. Pelo menos 75 projetos foram apresentados em mais de 20 estados em 2017 e 2018, e que parecem estar de acordo com essa “agenda religiosa” que, de alguma forma, acaba enfraquecendo a separação entre igreja e Estado. Opositores advertem que essas pessoas estão usando a bandeira da liberdade religiosa para impor o cristianismo à vida pública, política e cultural norte-americana.

Segundo o The Guardian, nas estratégias do Projeto Blitz essas leis simbólicas seriam o primeiro estágio no caminho para “leis mais rígidas”. “Elas são apresentadas como medidas para preservar a liberdade religiosa, mas destinam-se a dar às empresas, aos pastores e aos provedores de cuidados infantis o direito de discriminar pessoas LGBT, de acordo com suas ‘crenças religiosas sinceras’”, diz a matéria.

Uma das categorias de ações inclui projetos de lei para uma série de proclamações ou resoluções – declarando um dia de liberdade religiosa ou uma semana de herança cristã, que pode ser usada para levar o ensino religioso às escolas.

O jornal cita Andrew Whitehead, professor assistente de sociologia na Clemson University, que publicou recentemente um estudo intitulado “Make America Christian Again”, em que concluiu que quanto mais alguém acreditasse que os Estados Unidos eram e deveriam continuar a ser uma nação cristã, maior a probabilidade de essa pessoa votar em Trump em 2016. Whitehead descreveu a chamada busca pelo “domínio” como o objetivo dos nacionalistas cristãos que consideram que a fé cristã e sua interpretação particular devem ser impostas.

trumpBem, se você ainda não percebeu, estamos assistindo ao movimento do pêndulo da História (leia mais sobre isso aqui). Os movimentos esquerdistas (feministas, LGBTistas, marxistas, abortistas) têm levado certas situações a tal extremo que acabarão por promover uma onda conservadora religiosa em sentido contrário, cujo objetivo aparente será o de recuperar os “valores cristãos”. Essa onda na verdade já está se agigantando…

Assim como se propõe um dia de liberdade religiosa ou uma semana de herança cristã, o que impede que logo mais seja proposta uma lei dominical, uma vez que tanto católicos quanto evangélicos conservadores veem com bons olhos esse tipo de iniciativa para a qual o terreno vem sendo aplainado faz tempo, com argumentos pró-família e pró-meio ambiente?

O cenário continua sendo preparado. Tudo de acordo com o script. [MB]

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Bulgária une-se à Hungria e Polônia e expulsa ideologia de gênero

bulgáriaO Leste Europeu está definitivamente chutando para fora daquela região o modismo da ideologia de gênero. Depois de Polônia e Hungria, é a vez de a Bulgária dizer não às pressões da União Europeia (UE) pela aceitação do conceito de “gênero” como mera construção social. O Tribunal Constitucional do país – equivalente ao nosso STF – decidiu por oito votos a quatro que a adesão da Bulgária a um documento da UE relacionado ao combate à violência contra a mulher, assinado em 2011, é inconstitucional. O rechaço não tem nada a ver com um suposto machismo, mas, sim, com a definição de “gênero” que consta no texto. Aliás, todas as quatro mulheres do tribunal se posicionaram contra o documento da UE.

Diz a decisão dos juízes búlgaros: “A definição de gênero como conceito social questiona os limites entre os dois sexos biologicamente determinados, o homem e a mulher.” O tribunal foi acionado por uma aliança entre um grupo de muçulmanos, a Igreja Ortodoxa e parlamentares apoiadores do atual presidente, o conservador Boyko Borisov.

Outro trecho que merece destaque no texto dos juízes – e denuncia o quão prejudicial é a ideologia de gênero para as mulheres – diz que “se a sociedade já não diferencia o homem da mulher, a luta contra a violência às mulheres se torna impossível”. [Touché!]

(Sempre Família, com informações de Actuall)

Nota: Aqui e acolá tem sido observada uma reação conservadora em oposição aos exageros do pensamento esquerdista, o que confirma meu texto “A esquerda é o arco, a direita é flexa”. Outra notícia nesse sentido vem da Itália: mudança em formulário impedirá registro de criança por “casal” gay (confira). O mundo vai reagindo e a polarização vai aumentando… [MB]

Clique aqui e assista a vídeos sobre a ideologia de gênero.

Justiça social não é o evangelho

macarthurO pastor John MacArthur, líder da Grace Community Church e autor de dezenas de livros campeões de venda, tem posturas teológicas conservadoras bem conhecidas. Ao analisar o movimento relativamente novo dentro do segmento evangélico que defende “justiça social” como prioridade, ele declarou que, na verdade, é uma tentativa de mudar o foco do Evangelho. “Essa obsessão recente de segmentos evangélicos com a defesa da ‘justiça social’ é uma mudança significativa. Estou convencido de que é uma ideia que afasta muitas pessoas da mensagem principal, inclusive alguns líderes evangélicos. Trata-se de uma trajetória que muitos outros movimentos e denominações já trilharam, sempre com resultados espiritualmente desastrosos”, avalia.

“Eu abomino o racismo e toda a crueldade e conflitos que ele gera. Mas estou convencido de que a única solução a longo prazo para todos os tipos de embates sociais é o evangelho de Jesus Cristo. Somente em Cristo essas barreira e divisão entre grupos de pessoas são quebrados, fazendo membros de culturas e grupos étnicos diferentes se unirem em um novo povo (Efésios 2:14, 15)”, assevera.

Ele argumentou que não se opõe à ideia de evangélicos lutarem por uma sociedade melhor, mas o discurso adotado em nome da ‘justiça social’ não trata do cerne do problema. “Exigir reparações históricas pelas ações de seus antepassados ​​é a linguagem da lei, não do evangelho. Pior ainda, reflete os argumentos da política mundana, não da mensagem de Cristo. É uma ironia surpreendente que crentes ignorem a verdadeira unidade espiritual que temos em Cristo e desprezem princípios bíblicos em favor de opiniões carnais.”

A argumentação de MacArthur vem na esteira de um movimento iniciado recentemente dentro das igrejas batistas dos EUA pelo pastor Grady Arnold, líder da Igreja Batista do Calvário, da cidade de Cuero, Texas. Em maio, ele encaminhou um documento à liderança dos batistas denunciando a justiça social como um “mal”. O centro do argumento é que esse tipo de pregação – justiça social, justiça racial, justiça econômica, justiça sexual, ecojustiça – baseia-se em uma “teologia liberal”, que tem inspiração na “ideologia marxista”, focada numa “vitimização” de alguns grupos.

O documento gerou controvérsia no meio evangélico ao afirmar que “o ativismo pela justiça social deve ser considerado maligno, na medida em que é um caminho para promover o aborto, a homossexualidade, a confusão de gênero e uma série de outras ideias antagônicas ao evangelho, à cosmovisão cristã e ao nosso chamado à santidade (1 Pedro 1:16)”.

Diz também que “os ideais dessa justiça social estão sendo promovidos e aplicados pelos governos em todo o mundo. A justiça social política é enganosa, sendo que cristãos bem-intencionados podem ser atraídos para tal ideologia sob a falsa suposição de que isso equivale a defender a compaixão pelas pessoas”.

Já existem movimentos de líderes evangélicos liberais no Brasil advogando esse tipo de engajamento político da igreja que acabam, ao mesmo tempo, adotando pautas como a defesa da agenda LGBT e a legalização do aborto.

(Gospel Prime)

Nota: De fato, supervalorizar causas sociais é correr o risco de minimizar a solução definitiva para todos os males humanos: Jesus e Sua segunda vinda. Distribuir sopa e abraços, organizar feiras de saúde, recuperar patrimônio público e outras ações trata-se de parte da missão, mas, se não houver a pregação da Palavra, a distribuição de um livro missionário, etc., a obra ficou pela metade, ou melhor, apenas começou. Quem comeu a sopa voltará a ter fome. Quem recebeu o abraço voltará a sentir carência. Mas quem encontrou Jesus e as verdades de Seu reino, e foi acolhido por uma comunidade de amor com foco na missão, terá a vida completamente mudada e redirecionada. Outro aspecto perigoso dessas causas sociais é que a pessoa que defende essas bandeiras pode se envolver tanto com esse tipo de militância que acaba por abandonar a igreja e a missão mais importante de um cristão. Infelizmente, já vi isso acontecer. [MB]

Pedofilia: quando o crime é transformado em comportamento normal

pedofiliaA bem-sucedida estratégia de desmoralização dos valores judaico-cristãos que sustentam a sociedade ocidental, especialmente os relacionados à vida e à família tradicional, assenta-se essencial e resumidamente na seguinte sucessão de configurações e considerados jurídicos e sociais: “Crime > Doença > Aceitação como orientação sexual >Tolerância > Legalização > Criminalização da oposição.” Dito de outra forma, algo que é considerado juridicamente crime e moralmente errado sofre uma lenta, mas persistente mudança de avaliação, mudança essa sempre muito bem sugerida e pressionada por filmes, séries de TV, protagonistas famosos e toda a propaganda em geral, incluindo por parte de governos e diversas organizações. No fim da linha, crime é achar mal ou sequer opinar contra o novo conceito adotado, nem que seja por imposição.

Um excelente exemplo em que podemos facilmente constatar esse processo é na questão da homossexualidade: desde a ilegalidade e imoralidade décadas atrás, chegamos hoje ao ponto em que só falta torná-la obrigatória. Como tudo mudou em poucas décadas é espanto para alguns, mas apenas regular business para outros.

Atualmente, estamos nos passos iniciais desse processo quanto a outra das chamadas causas que esses ideólogos do anticristianismo estão sempre prontos a abraçar, embora neste caso com muito mais sutileza e cuidados redobrados: a pedofilia. Não, não me enganei; é exatamente isso que quero dizer: a estratégia que mencionei logo acima está sendo aplicada para que a pedofilia deixe de ser o que é – um abuso hediondo e violação de crianças ou menores – para passar a ser considerada apenas como uma orientação sexual como qualquer outra.

Se ainda assim você acha que isso tudo é uma brincadeira de mau gosto, talvez Nathan Larson possa ajudá-lo.

Larson é uma espécie de eterno candidato independente ao Congresso norte-americano pelo estado da Virgínia, que admite ser pedófilo e, naturalmente, a favor da pedofilia. Inclusive num texto de sua autoria Larson escreveu favoravelmente acerca de incesto entre pai e filhas (vamos deixar para outra ocasião seus comentários nos quais se autoelogiava por violar a ex-esposa transgênero, que se suicidou após o nascimento da filha de ambos). Não admira, portanto, que Larson se declare a favor da legalização do incesto.

Aqui poderemos dizer: Não será esse um caso extremamente isolado de uma pessoa claramente fora do seu juízo? Bom, apesar de já ter passado 14 meses na prisão, atualmente ele não está detido nem entregue aos cuidados de um manicômio. No entanto, não é a postura e a posição de Larson que mais nos assustam e deixam preocupados, mas, sim, o fato de estarmos perante um filme que já vimos antes, com o mesmo roteiro, embora com outros personagens.

Não é apenas coincidência que muitos dos argumentos (não confundir com ações) pró-homossexualidade podem ser da mesma forma usados para opiniões pró-pedofilia.

Veja estas afirmações que defendem a homossexualidade adaptadas à pedofilia e pederastia:

1) A pedofilia é inata e imutável.
2) A pederastia é ricamente atestada em muitas culturas diferentes ao longo da História.
3) A alegação de que as relações sexuais entre adultos e crianças causam danos é muito exagerada e muitas vezes completamente imprecisa.
4) O sexo adulto-criança consensual pode realmente ser benéfico para a criança.
5) A pederastia não deve ser classificada como um transtorno mental, uma vez que não causa sofrimento aos pederastas terem esses desejos e uma vez que os pederastas podem funcionar como um membro normal que contribui para a sociedade.
6) Muitos dos ilustres homossexuais do passado eram na verdade pedófilos.
7) As pessoas são contra a intimidade intergeracional devido a padrões sociais antiquados e fobias sexuais puritanas.
8) O que importa é o amor, a igualdade e a libertação.

Em outubro de 2013, a Associação Americana de Psiquiatria mudou a classificação de pedofilia: de um transtorno, passou a orientação ou preferência sexual. A pedofilia passou a ser definida como “uma orientação sexual ou preferência sexual desprovida de consumação, enquanto o ‘distúrbio pedófilo’ é definido como uma compulsão e usado para caraterizar os indivíduos que usam assim sua sexualidade”. O referencial para a definição são crianças com menos de 13 anos de idade.

Ficou chocado com tudo isso? Quase todos ficamos, pois isso seria um crime. Pois bem, volte daqui a 20 ou 30 anos, mas não diga nada contra essas ideias para não ser preso de imediato. Ah, e nessa altura haverá outras causas no início do processo.

(O Tempo Final)

Padre denuncia o perigo do marxismo cultural

Obviamente que não concordo com tudo o que o padre Paulo Ricardo diz nestas aulas gravadas em vídeo, mas não posso deixar de reconhecer que ele é muito didático e corajoso ao expor o assunto e mostrar a incoerência daqueles que procuram mesclar marxismo e cristianismo (como fazem os teólogos da libertação e os defensores da Missão Integral, por exemplo). Depois de assistir a estas aulas, fica difícil entender por que e como alguns protestantes (e adventistas, de modo particular) ainda conseguem flertar com as ideias de Marx – tão relacionadas com as de Darwin, por sinal. Claro que o padre Paulo não menciona o fato de que Marx reagiu aos desmandos da burguesia e da igreja dominante em seu tempo. Foram também as injustiças do clero que motivaram a reação marxista e outras reações históricas. Assista a estes vídeos levando em conta o conselho que o apóstolo Paulo dá com respeito às profecias, em 1 Tessalonicenses 5:21: analise tudo e retenha o que for bom. [MB]

Brigas hostis no casamento levam a doenças

Young couple not communicating after an argumentBrigas entre pessoas casadas podem afetar a saúde do casal não apenas de forma simbólica. Um novo estudo aponta que casais que brigam de forma mais hostil são mais propensos a ter problemas na permeabilização do intestino, algo que pode fazer com que bactérias acessem a corrente sanguínea, causando inflamação e outras doenças. Segundo Janice Kiecolt-Glaser, professora de psiquiatria e diretora do Instituto de Medicina Comportamental do Centro Médico Wexner da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, esse é o primeiro estudo que faz essa relação específica entre casamentos ruins e problemas de saúde. “Achamos que esse sofrimento conjugal todos os dias – pelo menos para algumas pessoas – está causando mudanças no intestino que levam à inflamação e, potencialmente, à doença”, diz ela em matéria publicada no site da Universidade de Ohio.

Participaram do estudo 43 casais saudáveis com idades entre 24 e 61 anos e casados ​​há pelo menos três anos. Os participantes foram entrevistados sobre seus relacionamentos e depois os incentivaram a discutir e tentar resolver um conflito que provavelmente provocaria forte discordância. Os casais tiveram essa discussão sozinhos, sem os pesquisadores por perto. Essas interações de 20 minutos foram filmadas, entretanto.

Os cientistas usaram essas gravações para observar os casais e categorizar seus comportamentos verbais e não verbais durante a briga. Segundo o texto da Universidade de Ohio, os pesquisadores estavam prestando atenção principalmente em quão hostis as pessoas eram com seus parceiros e parceiras. “A hostilidade é uma característica dos maus casamentos – do tipo que leva a mudanças fisiológicas adversas”, afirma Kiecolt-Glaser.

O próximo passo foi comparar o sangue dos participantes antes da briga com amostras tiradas depois das discussões. Homens e mulheres que demonstraram comportamentos mais hostis durante as discussões observadas tiveram níveis mais altos de um biomarcador ligado a problemas de permeabilidade do intestino. Esse resultado era ainda mais evidente nos participantes do estudo que tiveram interações particularmente hostis com seu cônjuge e um histórico de depressão ou outro transtorno de humor.

Estudos anteriores já haviam mostrado uma relação entre casamentos ruins e problemas de saúde, como o retardamento da cicatrização de feridas e aumento no risco de doenças como depressão, doenças cardíacas e diabetes. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque o estresse dentro de um casamento é diferente. “O estresse conjugal é um estresse particularmente potente, porque o seu parceiro é normalmente o seu principal apoio e em um casamento conturbado o seu parceiro se torna sua principal fonte de estresse”, explica Kiecolt-Glaser.

Essa permeabilização do intestino é uma condição pouco conhecida, na qual o revestimento dos intestinos se torna mais permeável, permitindo a liberação de alimentos parcialmente digeridos e bactérias na corrente sanguínea.

Os pesquisadores descobriram uma ligação forte e significativa entre a hostilidade e o biomarcador LBP, que indica a presença de bactérias no sangue. Havia também uma forte ligação entre esse biomarcador e evidências de inflamação: em comparação com os participantes com menores índices de LBP, aqueles com mais indícios desse biomarcador apresentaram níveis 79% mais elevados de proteína C-reativa, o biomarcador primário da inflamação.

O efeito nas brigas conjugais na corrente sanguínea foi mais significativo para os participantes que tinham um histórico de depressão. “Isso pode refletir vulnerabilidades psicológicas e fisiológicas persistentes entre pessoas que sofreram de depressão e outros transtornos de humor”, pondera Kiecolt-Glaser.

Michael Bailey, co-autor do estudo e membro do Instituto de Pesquisas de Medicina Comportamental da Universidade de Ohio, explica na matéria que há um elo entre o estresse, o sistema nervoso simpático e as mudanças nos micróbios no intestino.

“Com o intestino poroso, as estruturas que são geralmente boas em manter as coisas em nosso intestino – o alimento parcialmente digerido, bactérias e outros produtos – degradam e essa barreira se torna menos eficaz”, explica. Com isso, as bactérias que vão parar no sangue aumentam a possibilidade de inflamação e podem contribuir potencialmente para uma saúde mental precária, criando um ciclo preocupante, alerta Bailey. […]

(Ohio State UniversityMedical XpressInverse, via Hypescience)

epocaNota: Em abril de 2010, a revista época trouxe como matéria de capa a reportagem “Como salvar seu casamento”. Achei especialmente interessantes as dicas “6 conselhos que podem ajudar”, elaboradas por psicólogos e estudiosos do casamento:

1. Modelo de casamento. Fomos educados a acreditar que o casamento é romântico. Pois ele não é. Talvez, se tivéssemos mais informação sobre como o casamento se dá, teríamos menos decepções com ele. O casamento é uma relação de conexão com o parceiro, é educar filhos juntos, é cuidar um do outro, é ser fiel ao outro [mas também é alimentar o romantismo, sim].

2. Passar tempo juntos. Uma das principais causas das separações é o casal não passar muito tempo junto. Priorize seu casamento. Tire férias ao menos uma vez por ano sem as crianças [hmm, difícil…] e desligue-se do trabalho.

3. Fazer sexo. Sexo é uma das mais importantes conexões do casamento. Faça o que for necessário para manter a chama acesa. Estimule sexualmente o companheiro, mesmo que a princípio ele, ou ela, não esteja a fim.

4. Flerte. Lembra-se de como você e seu companheiro flertavam no início do relacionamento? Faça isso continuamente, e sua relação será mais excitante. Casamento não é apenas sexo. O carinho também é muito importante. Andem de mãos dadas; sentem-se juntos no sofá; se aninhem.

5. Converse. Procure sempre bater papo. Fale sobre seus sentimentos e os assuntos importantes do dia. Se estiver magoado com seu parceiro, não se feche. É importante manter os canais de comunicação abertos.

6. Isolamento ocasional. O fato de estar casado com alguém não significa estar grudado naquela pessoa. É importante que cada um tenha seu espaço, seu tempo. […] E às vezes até manter um lugar na casa onde possa ficar só. A solidão nos faz querer ir ao encontro do outro.

Em se tratando de “como salvar” um casamento, senti falta da dica que seria a mais importante de todas: convidar o Salvador para o casamento. Casais que oram, tem uma (a mesma) religião e cultuam juntos são muito mais felizes em todas as áreas da vida. Segundo o apóstolo João, Deus é amor. Se falta amor no casamento, atitudes planejadas (ao estilo “Desafio de Amar” https://michelsonborges.wordpress.com/2018/08/17/desafio-do-amor-salve-seu-casamento/ ) ajudam, mas a fonte do verdadeiro amor é Deus. Amando nosso Criador teremos muito mais amor para dar ao cônjuge e aos demais familiares.

Como diz uma musiquinha antiga: “Se na família está Jesus, é feliz o lar.” [MB]

Leia também: “Pesquisas confirmam benefícios do casamento duradouro” e “Casamento: um presente dado no Éden”

A invasão dos extraterrestres