A igreja e o mundo em descompasso. Isso é bom?

igrejaFoi-se o tempo em que o descompasso entre a igreja e o mundo era uma coisa boa. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo”, admoestou o apóstolo João (1Jo 2:15). E a igreja não amava mesmo. É claro que os cristãos entendiam que, como Jesus, precisavam amar as pessoas que há no mundo, enquanto odiavam as práticas pervertidas, injustas, desonestas, imorais e fúteis do mundo. Não amar o mundo era viver uma vida santa, separada, distinta, ao mesmo tempo em que se procurava de todas as formas possíveis levar o “sal” até onde ele precisava agir. Estar no mundo, mas não ser do mundo era a diretriz missionária dos cristãos. Estar para influenciar. Estar para levar Jesus aos outros. A “santidade interior” era notada no exterior – nas palavras, no olhar, na maneira de se comportar, se vestir, negociar, divertir… Como alguém saudável, o santo era santo por ser, sem precisar alardear. Mas era, e isso ficava evidente. O doente é que sente falta da saúde. O saudável nem percebe que tem.

Quando me tornei adventista no começo dos anos 1990, entendi claramente que a salvação é pela fé nos méritos de Cristo, ou seja, é pela graça. Compreendi também que o mínimo que eu podia fazer para agradecer tão grande amor era, agora liberto e perdoado, perguntar: “Senhor, que queres que eu faça?” Com a ajuda dEle comecei, sempre guiado pela noção de que precisava fazer coisas que me aproximassem de Deus e me mantivessem junto dEle; e deixar coisas que tivessem justamente o efeito contrário. Assim, passei a guardar os dez mandamentos, pois ficou claro para mim que eles são o padrão mínimo de conduta dos salvos – o máximo é, por exemplo, em lugar de não matar dar a vida (bem, basta ler o sermão da montanha para ver como Jesus ampliou e destacou os princípios por trás de cada mandamento). Guardar o sábado se tornou uma alegria e uma bênção em minha vida corrida de universitário recém-convertido. Era bom demais poder deixar os livros de lado por 24 horas a fim de descansar a mente e o corpo e manter comunhão mais íntima com meu Criador. O sábado era como dar um passo atrás para tomar impulso para a semana. Mas meu aprendizado de deixar o mundo para abraçar o reino de Deus não parou aí.

Recebi forças de Deus para deixar também entretenimentos que não me edificavam e, na verdade, apenas roubavam tempo que, dali para frente, eu deveria devotar a práticas, hábitos e passatempos que me fizessem alguém melhor, fossem úteis e me aproximassem do Céu. Por isso, parei de tomar café e beber “socialmente”, afinal, o álcool (está provado) prejudica a mente e o corpo, em qualquer quantidade, e a cafeína não contribuiria em nada para uma disposição mental e emocional sadia. Aliás, no voto batismal prometi não mais usar essas substâncias.

Também parei de ouvir música profana e ir ao cinema (coisas de que eu gostava muito), afinal, queria manter meus pensamentos o mais alinhados com o Céu quanto fosse possível. Filmes só em casa, com o controle na mão e muito bem escolhidos. Músicas só as sacras e aquelas que exaltam as boas e nobres coisas da vida, com melodias distintas daquelas que eu curtia ouvir no rádio e que também eram tocadas nas discotecas (como chamávamos as baladas naquele tempo). O ídolo que mais doeu abandonar foi minha coleção de mais de duas mil histórias em quadrinhos de super-heróis. Aquilo competia com a leitura da Bíblia e de bons livros – e eu tinha muito que ler para compensar os anos em que vivera sem conhecer a verdade. Precisava remir o tempo.

Deus me mostrou igualmente que namoro é coisa séria e que “ficar” é para os hedonistas irresponsáveis que pensam nas outras pessoas como objeto e se preocupam apenas com o prazer, ignorando que certas atitudes podem deixar marcas permanentes, pois envolvem emoções profundas. Pedi a Deus uma namorada cristã, missionária (e bonita, claro), e Ele atendeu à minha súplica. Estou casado com ela há mais de duas décadas.

Aliás, nestes vinte anos parece que muita coisa mudou…

Se tomar como base a qualidade de alguns crentes que vêm para a igreja hoje, eu teria que voltar no tempo e pedir perdão ao Renato Russo e ao Stan Lee. Quem mais se importa com coisas como café, cinema, música “mundana”, vestuário cristão, “ficar”? Será que a diferença entre os cristãos e os descrentes hoje é perceptível, já que ambos os grupos frequentam os mesmos lugares e têm os mesmos hábitos?

Dia desses fiquei pensando nas ironias das “marchas e contramarchas” da história. Enquanto no mundo é possível perceber uma guinada à direita, rumo ao conservadorismo, na igreja parece estar havendo um fenômeno contrário. O abuso dos de comportamento liberal, com sua licenciosidade, suas ideologias anti-família tradicional, seu multiculturalismo e seu preconceito localizado contra o cristianismo chegou a tal ponto que originou uma reação em sentido contrário (olha o movimento pendular aí…). Cansadas disso tudo, as pessoas estão colocando no poder governantes alinhados com as religiões hegemônicas, num fenômeno que a princípio pode parecer bom para as pessoas de fé, mas que poderá trazer riscos no futuro para as minorias que procuram se pautar unicamente pela Bíblia. É como eu disse a um amigo recentemente: “A esquerda é nociva; a direita, perigosa. Nossa esperança está no Alto.” Mas e na igreja, o que aconteceu?

Cansados do tradicionalismo (que também traz muitos problemas), alguns cristãos estão exagerando na dose da “atualização”. Estão consumindo conteúdos midiáticos sem critérios e ainda tentam se justificar dizendo que estão a caça de elementos religiosos que possam ser usados como “gancho” evangelístico. Alimentam o vício com a desculpa de que estão contextualizando. Outros ouvem qualquer tipo de música, enquanto entornam um copinho de café ou taça de vinho, afinal, “de vez em quando não faz mal”. Sexo? Ah, todo mundo faz… Cinema? Nada a ver! Sendo o “nada a ver” a resposta mais comum que tiram logo da manga quando alguém (ainda) questiona certos usos e costumes. Vestuário, então? Nem toque no assunto, ou, do contrário, você ainda pode ser mal interpretado e sair de mau na história.

Os mais espiritualizados, cansados da briga entre a aparência e a essência, buscam alternativas religiosas que beiram o misticismo ou o paganismo. Olham para o “adventismo nutela” e, desencantados, buscam outras pastagens. Ah, se conhecessem o “adventismo raiz”, cujo verdadeiro fundamento é Cristo! Laodiceia está raquítica e pensa que ainda pode alimentar alguém.

Enquanto a igreja se seculariza, se “nuteliza”, o mundo se “converte”. Nada mais profético! Como escreveu Ellen White, a igreja parecerá afundar; contar-se-ão nos dedos aqueles que negam a si mesmos enquanto marcham para o Céu e desejam acima de tudo a volta de Jesus. Vai ser com esse remanescente fiel que Deus trabalhará. No mundo, o alinhamento Estado-igreja criará o cenário para a assinatura do famigerado decreto dominical. Quem sabe nesse momento alguns descuidados “acordem para a vida” e vejam que aquelas coisas que tanto amavam eram bobagem. Aí perceberão, finalmente, que os conselhos de Deus sempre foram para o seu bem.

A mensagem de Deus a Laodiceia deixa claro que Ele ama essa igreja e está fazendo de tudo para prepará-la para o encontro com Ele. Vamos corresponder?

Michelson Borges

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Controvérsia no Twitter: um laboratório para a perseguição

hatersOntem um dos assuntos que mais “bombaram” no Twitter foi Levítico 18, especificamente o verso 22, que diz: “Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante.” Foi uma enxurrada de comentários, a maioria dos quais negativos, condenatórios e/ou jocosos. Ateus criticando a Bíblia e dizendo que os que levam esse verso a sério deveriam também evitar roupas com dois tipos de tecidos e não aparar a barba, conforme orientam outros textos do mesmo livro bíblico. Outros ainda chamaram atenção para o fato de que a maioria dos cristãos que usam o verso 22 não se preocupam com as recomendações dietéticas de Levítico 11 e comem de tudo – e nisso estão certos os críticos.

Como sempre, o contexto é importante para se avaliar um texto. Muitas ordens contidas no Pentateuco eram direcionadas para um povo que vivia cercado pela idolatria e que havia pouco tempo tinha sido libertado de uma nação pagã com costumes idolátricos e ocultistas. É nesse cenário que os livros de Moisés devem ser analisados e seus princípios permanentes identificados. Por isso, pergunto: No que diz respeito à alimentação, o que mudou? O porco, por exemplo, deixou de ser porco? O corpo humano e seu sistema digestório mudaram também? E no quesito sexualidade, o que mudou? O verso 23 de Levítico também condena o sexo com animais? Isso mudou? Agora pode? O incesto igualmente é condenado na Bíblia? Um dia será aceitável? É bom lembrar que as práticas homossexuais também são reprovadas no Novo Testamento e que a Bíblia sempre faz separação entre pecado e pecador, pois Deus odeia o primeiro e ama o segundo.

Dito isto, a controvérsia de ontem serviu de laboratório para o que vem por aí. Pessoas que levam a Bíblia a sério e procuram se pautar por seus ensinos são facilmente hostilizadas e tachadas de fundamentalistas, retrógradas e preconceituosas. O espírito do tempo é que determina como a Bíblia deve ser lida e interpretada, e não o contrário. O cúmulo da contradição foram algumas pessoas que se disseram cristãs, mas que desprezam abertamente a Palavra de Deus. Esquecem-se de que só são cristãs porque a Bíblia existe…

Num futuro próximo, o sábado será o ponto de controvérsia. O assunto estará na boca do povo e nas redes sociais. Estaremos prontos para responder no espírito de 1 Pedro 3:15? “Na peleja a ser travada nos últimos dias estarão unidos, em oposição ao povo de Deus, todos os poderes corruptos que apostataram da lealdade à lei de Jeová. Nessa peleja, o sábado do quarto mandamento será o grande ponto em litígio, pois no mandamento do sábado o grande Legislador Se identifica como o Criador dos céus e da Terra” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 392). “Como o sábado se tornou o ponto especial de controvérsia por toda a cristandade, e as autoridades religiosas e seculares se combinaram para impor a observância do domingo, a recusa persistente de uma pequena minoria em ceder à exigência popular, fará com que essa minoria seja objeto de ódio universal” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 615).

Aliás, recentemente experimentei uma amostra grátis disso no Facebook (confira aqui).

Deus nos ajude a estar preparados para os tsunamis de oposição reais e virtuais que vêm por aí, afinal, o dragão está irado contra a mulher (quem lê entenda)!

Michelson Borges

É obrigatório ir aos cultos no sábado?

A diverse church congregation worshipping together - Buy creditsTereza, do Rio de Janeiro, perguntou:

– Olá, pastor! Estou com uma dúvida e penso que o senhor poderá me ajudar. É preciso ir à igreja todo sábado? Não tenho conseguido ir, e minha mãe fala que é errado; porém, eu penso que não adianta ir todos os sábados se não estiver bem para receber a Palavra de Deus. Gostaria de uma resposta, pois isso tem me intrigado muito. Um abraço e que Deus o abençoe.

O pastor respondeu:

– Tereza, se você entende que ir aos cultos todos os sábados é uma obrigação, não vá. Se você entende que ir aos cultos todos os sábados é bobagem, não vá. Se você entende que ir aos cultos todos os sábados é muito chato, não vá. Se você entende que ir aos cultos todos os sábados é perda de tempo, não vá. Se você entende que não ir aos cultos todos os sábados é pecado, não vá. Vá aos cultos, Tereza, somente nas circunstâncias a seguir: quando você entender que ir aos cultos é uma resposta de amor a Deus por todo o amor que você recebe dEle constantemente; quando você entender que é preciso alimentar sua fé com a Palavra de Deus e com o Pão da Vida que é Jesus; quando você entender que você participa de uma grande família e que, quando você não vai, seu lugar fica vazio na igreja e também na mesa de Jesus; quando você entender que não basta ter fé, é preciso viver a sua fé; quando você entender que o sábado é o santo dia do Senhor, de “curtir” a família, os amigos, a vida – principalmente é dia de “curtir” o Deus maravilhoso que a ama de todo o coração. Sabe, Tereza, certamente você já deve ter experimentado aquela sensação de que o culto não muda. É tudo igual, tudo repetitivo, etc. Lembre-se, porém, de que sua família não muda e você a ama; sua escola é a mesma, e você a frequenta; seus amigos são os mesmos e você não enjoa deles. Você vai ouvir também de muita gente que ir aos cultos só vale quando a gente tem vontade. Eu também acho. Mas também acho, querida, que devemos educar nossa vontade para querer coisas boas que nos fazem crescer, que nos fazem felizes.

A Igreja Adventista é uma seita? Resposta a um evangélico

iasd logoRecentemente meu amigo cientista e defensor da Teoria do Design Inteligente Dr. Marcos Eberlin postou em sua página no Facebook minha resposta a uma pergunta que ele me fez em privado: “Michelson, vou para o inferno por não guardar o sábado?” (Você pode ler esse post aqui.) Essa simples pergunta sincera acabou gerando uma discussão interminável, com vários ataques e críticas aos adventistas. De certa forma, serviu até de “laboratório” do que os guardadores do sábado enfrentarão no futuro… Um dos debatedores acusou a Igreja Adventista de ser uma seita e me fez algumas perguntas com o intuito de provar sua acusação. Leia abaixo o que respondi a cada um dos questionamentos dele e tire suas próprias conclusões:

Prezado J., aqui vão as respostas. Não pude me limitar a um “sim” ou “não” por três motivos: (1) em benefício dos que estarão lendo isto é preciso explicar algumas coisas, (2) algumas perguntas são claramente capciosas e não quero deixar mal-entendidos, e (3) algumas das suas perguntas não refletem a realidade do pensamento adventista nem bíblico. Vamos lá:

1. Você crê no Espírito de Profecia (Ellen White)?

Sim, eu creio no Espírito de Profecia manifestado ao longo da Bíblia na vida e obra dos profetas. Creio que esse foi um dos dons dados à igreja até a volta de Jesus (Ef 4:11-14), algo anunciado em Joel 2:28-32, por exemplo (por favor, leia os textos bíblicos). Creio que esse dom continuará com o povo de Deus até o fim, conforme assegura João no Apocalipse (Ap 12:17; 19:10). Por ter o dom profético é que João foi preso na ilha de Patmos (Ap 1:9).

Ellen White não é o Espírito de Profecia; ela teve o dom de profecia como outros profetas ao longo da história. O dom profético dela foi aceito por evidenciar as características que a Bíblia apresenta de um profeta verdadeiro. Ellen não inventou nenhuma das doutrinas adventistas, pois essa não era a função dela. Creio na Bíblia como fonte de normas e práticas (doutrinas).

É importante reconhecer um profeta verdadeiro (2Cr 20:20), mas não se trata necessariamente de ponto de salvação aceitá-lo ou não. O Antigo Testamento está repleto de casos em que os verdadeiros profetas não foram aceitos pelo povo de Deus. Mas, quando o povo aceita, os benefícios são grandes.

Portanto, para os adventistas, os escritos de Ellen White não são uma “segunda Bíblia” (e ela mesma diz isso), mas os ajudam na caminhada cristã. Os adventistas a consideram uma profetisa não canônica. Aos que duvidam resta-me deixar o conselho de 1 João 4:1: façam prova. Leiam e comparem tudo com a Bíblia. Depois retenham, se for bom (1Ts 5:21). Recomendo também este estudo que eu preparei.

2. Você acredita que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a igreja remanescente?

Acredito que Deus despertou a Igreja Adventista no século 19 com uma missão muito especial: anunciar a breve volta de Jesus e a mensagem dos três anjos de Apocalipse 14, dentro da qual está o criacionismo. Mais ou menos como creio que alguns séculos antes Deus despertou os reformadores protestantes para dar ênfase a aspectos esquecidos da pregação cristã. Isso não significa que a Igreja Adventista seja melhor ou pior que qualquer outra. Não significa que só os adventistas serão salvos (e qualquer adventista sabe disso). Significa que temos uma missão especial e vamos levá-la avante até o fim, mesmo sob forte oposição dos que não compreendem isso.

Jesus disse que haveria um só rebanho e um só Pastor, reunidos em torno da verdade eterna, do evangelho eterno de Apocalipse 14 – um evangelho que, por ser eterno, nunca mudou. As verdades são as mesmas desde o Éden. Os mandamentos são os mesmos desde o Céu. E Deus espera que esse povo (os remanescentes da igreja cristã ao longo da História) continue pregando as mesmas verdades, a mesma mensagem que os patriarcas, os profetas, Jesus e os discípulos pregaram. Isso é ser remanescente.

Os adventistas acreditam que existe uma igreja de Deus “invisível”, formada por pessoas sinceras de todas as religiões. Esse é o povo de Deus, o genuíno povo de Deus. Os adventistas também acreditam que em todas as épocas existiu a igreja de Deus “visível”. A exemplo das sucessivas reformas, cada etapa passou o bastão à próxima, e cremos que na atualidade a igreja visível está descrita em Apocalipse 12:17, um povo que está sendo perseguido pelo dragão por duas razões especiais: (1) guarda os mandamentos de Deus e (2) tem o dom profético (Espírito da Profecia).

3. Você acredita que Jesus é o Arcanjo Miguel?

Assim como acredito que Jesus era cem por cento humano, e que se me perguntassem: “Você acredita que Jesus é homem”, eu responderia “sim”; acredito, sim, que Jesus é o Arcanjo Miguel. Mas isso não significa que estou rebaixando Jesus de Sua divindade. Assim como, ao dizer que Ele é homem (é e não apenas foi, porque conserva Seu corpo humano), não estou deixando de reconhecer que Ele é também cem por cento Deus. Deus-homem, homem-Deus. Um homem perfeito, não moralmente caído, sem pecado. O único que nunca pecou, por isso mesmo digno de ser nosso redentor e de nos conceder Sua graça e Seus méritos salvíficos.

Jesus é o Verbo de Deus, aquele que Se manifesta e Se comunica com a humanidade. Antes de encarnar como ser humano, Ele aparecia como o Anjo de Jeová. Isso aconteceu diversas vezes na Bíblia, e os textos deixam claro que esse Anjo era divino (Js 5:13-15, comparar com Dn 12:1 – anjos não aceitam adoração [Ap 19:10]; Gn 16:7-11; 21:17; 22:11, 15; 24:7, 40; 28:12-15; 31:3, 11, 13; 32:22-30 [Os 12:3, 4]; 48:15; Êx 3:2, 4, 7; 3:16-4:17; 14:19; 15:11; 23:20, 21; 32:34; Nm 22:22-36; Js 6:1-4; Jz 2:1, 2; 6:11, 14, 22; 13:3, 13, 22; 2Rs 1:3-6; 1Cr 21:16; Zc 3:1, 2; etc. – compare com 1Co 10:1-4; Gênesis 22 e João 8:56 e 57 falam que Abraão viu o Anjo do Senhor/Jesus e O adorou [pois é Deus] [aliás, nesse texto de João, Jesus é o “Eu Sou”, o mesmo Anjo que em Êxodo 3:2, 13 e 14 tem nome igual]; Juízes 13 conta a história da anunciação de Sansão e em todo o capítulo é o Anjo do Senhor falando, até que no fim [Jz 13:21, 22] o pai de Sansão na verdade diz que eles viram a Deus; Gênesis 35:7 diz que o Anjo do Senhor que lutou com Jacó na verdade foi uma manifestação de Deus [pois era Deus ali]; repito: é importante ler os textos em sua Bíblia).

A palavra “Miguel”, como você deve saber, significa “aquele que é como Deus”. Quem unicamente é assim? Quem é esse Arcanjo Miguel que aparece lutando com Satanás no Apocalipse (Ap 12:7) e sob cuja voz os mortos despertam (1Ts 4:16)? Aliás, de quem é a voz de João 5:28, 29? Jesus pode ser comparado a um anjo, pois anjos não têm natureza caída; assim como pode ser moralmente comparado a Adão antes da queda. Quer “anjo”, quer “homem”, um ser perfeito que Se identifica maravilhosamente com Suas criaturas a ponto de Se comunicar com elas assumindo a forma delas. Esse é o eterno Verbo de Deus! Para quem quiser mais informação, sugiro isto.

Para concluir: Jesus não foi criado; Ele é Deus tanto quanto o Pai e o Espírito Santo. Cremos que Arcanjo seja “apenas” uma designação dada a Jesus nos momentos de batalha, uma espécie de “nome de guerra”. A Bíblia apresenta diversos nomes para Deus Pai, pois um único nome seria limitador demais para representá-Lo. De igual modo, Jesus possui muitos nomes, dentre eles o de Miguel, que retrata justamente Seu caráter divino.

4. Você acredita que Jesus foi completar Sua obra em 1844?

Acredito que Jesus cumpriu todo o ritual prefigurado no santuário terrestre (Hb 8:5-7). Jesus é nosso sumo sacerdote, como deixa claro o livro de Hebreus. Ele é o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Na cruz Jesus foi imolado como nosso substituto, à semelhança do que ocorria com os animais no ritual judaico. Por isso mesmo a cortina do templo se rasgou de alto a baixo (Mt 27:51, 52), indicando que o santuário terrestre e as cerimônias realizadas ali não mais teriam validade, já que o verdadeiro Cordeiro havia morrido no altar chamado cruz.

No ritual judaico, uma vez por ano havia a purificação do santuário dos pecados simbolicamente acumulados ali. Quando, no verdadeiro santuário (o celestial: Hb 9:24; Ap 11:19), isso aconteceu? Quando o santuário celestial começou a ser purificado? Aqui seria importante um estudo de Daniel 8 e 9, de uma profecia surpreendente que indica esse “quando” (clique aqui).

O santuário celestial precisa ser purificado porque há pecados registrados em livros ali (Ap 20:12) e cada pessoa precisa ser julgada com base nesses registros (Ec 12:14; Rm 14:10; 2Co 5:10). Creio que Jesus cumpriu na cruz Sua missão de redimir a humanidade, e que ao ascender ao santuário celestial (At 1:10, 11) Ele continua Sua obra intercessora em nosso favor, agora aplicando ao arrependido os méritos de Seu sangue derramado no Calvário. Em 1844, conforme a profecia de Daniel, Ele começou o chamado juízo investigativo e a purificação do santuário.

Resumindo: a obra expiatória de Cristo foi completa na cruz. Ele pagou o preço total e completo, não deixando nada para pagar depois. Lembre-se do que acontecia no Antigo Testamento, no santuário do deserto, quando o pecador arrependido ia até o santuário levando sua oferta pelo pecado. O pecador confessava o pecado com a mão na cabeça do animal e o sacrificava. A partir dali o pecador estava livre do pecado e ia embora tranquilo, pois havia feito o pagamento (expiação) pelo seu pecado.

A diferença na crença adventista é que entendemos o que o sacerdote fazia depois de o pecador ir para casa tranquilo. O sacerdote transferia o sangue simbolicamente contaminado com os pecados para o santuário, e no dia da expiação havia uma cerimônia especial em que o santuário era purificado. Entendemos que essas festas, assim como as demais, possuem uma aplicação escatológica. Elas eram sombras de realidades celestiais. Para o pecador arrependido, não muda nada; trata-se apenas uma compreensão mais profunda do que acontece em âmbito celestial.

5. Você acredita que Ele (Jesus) tinha uma natureza caída como a nossa; uma natureza pecaminosa?

Se Jesus tivesse uma natureza caída “como a nossa” não poderia ter sido nosso redentor. A Bíblia é clara em afirmar que Ele nasceu, viveu e morreu sem pecado. A concepção dEle foi milagrosa – já começa aí a diferença. Alguns confundem o fato de Ele ter vindo em uma forma humana “afetada” por quatro mil anos de pecado com a realidade de Ele ser moralmente perfeito e puro, portanto não “infectado” pelo pecado. Jesus sentia fome, frio, estava sujeito a doenças, como qualquer um de nós e diferentemente de Adão antes da queda. Mas, moralmente falando, Ele não tinha nada a ver com Satanás (Jo 14:30).

6. Você acredita que Ele (Jesus) não é o Todo-poderoso?

Se eu não acreditasse que Ele é o Todo-poderoso Deus (Jo 1:1-3) realmente seria um herege, já que essa crença é uma prova fundamental de que alguém é cristão (1Jo 4:3). Quando afirmamos que Miguel é um dos nomes de Jesus (e Ele tem vários), não estamos com isso dizendo que Ele seja um anjo criado ou algo assim, como creem os antitrinitarianos. Veja o que escrevi sobre a Trindade aqui; e sobre a divindade dEle aqui e aqui.

7. Você acredita que o selo de Deus na vida de um cristão é a guarda do sábado?

A Bíblia menciona pelo menos dois selos: o do Espírito, aplicado na vida do crente convertido, como penhor (2Co 1:22; 5:5; Ef 1:13, 14; 4:30), e o sábado, que identifica aqueles que reconhecem a Deus como Criador (Êx 20:12, 20; Êx 31:13-15; Is 8:16; Ap 7:3). Veja este vídeo.

O sábado aparece como selo de distinção, de sinal entre Deus e Seu povo (Ez 20:12, 20). O povo de Deus era diferenciado de todos os outros povos especialmente pela observância desse mandamento (que traz as características de um selo antigo: nome da autoridade que sela, cargo e jurisdição dela; leia Êxodo 20:8-11 e verá essas características ali). Mas o sábado só assumirá novamente o papel descrito em Ezequiel, de forma a mostrar quem é o povo de Deus, apenas nos dias dos 144 mil. Atualmente ele ainda não assumiu a característica decisiva de selo (Ap 7:1-3).

8. Você acredita que todos os que não guardarem o sábado vão receber a marca da besta?

Acredito que todos os que se rebelam conscientemente contra a lei de Deus terão que dar contas a Ele. Acredito que todos os que adulteram, mentem, roubam e adoram imagens, uma vez que tenham a consciência despertada para o seu pecado e não se arrependam, continuando obstinadamente no pecado, acabarão se perdendo. A salvação é pela graça, pela fé nos méritos de Cristo. Mas a forma como vivemos demonstra se valorizamos ou não essa salvação. “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15). “Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade” (Tg 2:12).

O rebelde consciente mostra que não ama seu senhor. Note que estou sempre enfatizando a consciência. Há pessoas sinceras em todas as religiões e fora delas. Creio que Deus julgará cada um segundo a compreensão que teve da verdade que lhe foi revelada ou que lhe esteve ao alcance. Haverá no Céu pessoas sinceras de todos os credos, salvas pela graça de Cristo. Mas pouco antes de Jesus voltar todas as pessoas terão a chance de conhecer mais claramente a vontade de Deus e Seus reclamos quanto à lei que Ele mesmo escreveu com Seu dedo (Êx 31:18).

9. Você acredita que Satanás é o bode emissário, conforme Levítico 16?

De novo temos que voltar ao ritual do santuário para compreender essa questão. Uma vez por ano (no Dia da Expiação) um bode era sacrificado pelos pecados de todo o povo e para a purificação dos pecados simbolicamente registrados no santuário. Depois desse sacrifício os israelitas eram declarados perdoados e o sumo sacerdote os abençoava (leia Levítico 16 em paralelo com Hebreus 9). O outro bode não era sacrificado. Os pecados do povo eram confessados sobre a cabeça dele e ele era enviado para morrer no deserto; repito: sem derramamento de sangue. Hebreus 9:22 diz que sem derramamento de sangue não há remissão de pecados e Levítico 16 deixa claro que o bode Azazel era enviado para morrer no deserto depois que a expiação (perdão) havia sido concluída.

A quem esse bode representa, então? (1) Um bode cujo sangue não era derramado, (2) que morria depois da expiação e (3) que “carregava” os pecados já perdoados, representando o culpado por eles, morrendo no deserto (Apocalipse 20 mostra quem estará acorrentado no deserto). Por tudo isso não posso acreditar que esse bode seja Jesus (seria até uma blasfêmia). Jesus é o bode que morre, que derrama o sangue para salvar os pecadores a quem Lúcifer tentou ao pecado.

Mais detalhes aqui.

Prezado J., quero aproveitar para comentar sua resposta à minha pergunta “O que caracteriza uma igreja cristã?” Você escreveu:

“Uma igreja cristã crê que a salvação está em Cristo e não em uma igreja. Ela crê que Jesus é Deus Todo-poderoso e não um anjo que tinha uma natureza caída como eu. Ela crê que Ele completou Sua obra na cruz do Calvário, quando disse ‘Está consumado!’ Ela é uma igreja centralizada na Bíblia como única regra de fé e pratica; não acredita que precisa de profetas para interpretar as Escrituras. Crê na doutrina da Trindade. Crê na humanidade de Jesus e em Sua ressurreição física. Crê no Espírito Santo como Deus e uma pessoa. Crê que somos salvos pela fé, por meio da graça de Cristo. Crê no sacrífico de Cristo como sendo suficiente para perdoar nossos pecados. Crê que o Espírito Santo é o selo de Deus na vida de um cristão e não a guarda de um dia. Esse é um resumo do que é uma igreja cristã.”

Bem, se você leu com atenção minhas respostas às suas perguntas acima, pode parar de considerar a Igreja Adventista uma seita e chamar os adventistas de seus irmãos, como eles o chamam. Mas, para ficar bem claro, aqui vão meus comentários:

“Uma igreja cristã crê que a salvação está em Cristo e não em uma igreja.” A Igreja Adventista crê exatamente assim.

“Ela crê que Jesus é Deus Todo-poderoso e não um anjo que tinha uma natureza caída como eu.” A Igreja Adventista crê exatamente assim. (Só um detalhe: anjos de Deus não têm natureza caída. Esses são os anjos rebeldes expulsos do Céu.)

“Ela crê que Ele completou Sua obra na cruz do Calvário, quando disse ‘Está consumado!’” A Igreja Adventista crê exatamente assim.

“Ela é uma igreja centralizada na Bíblia como única regra de fé e pratica; não acredita que precisa de profetas para interpretar as Escrituras.” A Igreja Adventista crê exatamente assim.

“Crê na doutrina da Trindade. A Igreja Adventista crê exatamente assim.

“Crê na humanidade de Jesus e em Sua ressurreição física.” A Igreja Adventista crê exatamente assim.

“Crê no Espírito Santo como Deus e uma pessoa.” A Igreja Adventista crê exatamente assim.

“Crê que somos salvos pela fé, por meio da graça de Cristo.” A Igreja Adventista crê exatamente assim.

“Crê no sacrífico de Cristo como sendo suficiente para perdoar nossos pecados.” A Igreja Adventista crê exatamente assim.

“Crê que o Espírito Santo é o selo de Deus na vida de um cristão e não a guarda de um dia.” A Igreja Adventista crê que o Espírito Santo é o selo como penhor na vida do crente, e que o sábado do quarto mandamento será o selo de identificação dos crentes que decidirem não adorar a besta e seu sistema religioso corrompido. Um selamento que ainda está no futuro e que depende de uma compreensão mais ampla do assunto.

“Esse é um resumo do que é uma igreja cristã.” Em resumo: a Igreja Adventista do Sétimo Dia não é uma seita.

Michelson Borges

Adventistas são salvos pelo sábado?

advUm querido amigo e irmão batista me enviou uma pegunta sincera e fez a coisa certa – perguntou a um adventista algo sobre os adventistas: “Michelson, uma pergunta de irmão para irmão que somos; sem ressentimentos ou constrangimentos. A guarda do sábado para um adventista é absoluta quanto à salvação, que é pela graça?”

Com muito prazer, eu respondi:

Boa noite, meu irmão. Que bom que me escreveu e fico feliz com a confiança que existe entre nós. Vamos começar com uma pergunta: Não matar, não roubar ou não adulterar são atitudes determinantes para a salvação? O que você me diz?

Como eu sei que você crê na Palavra de Deus, imagino que sua resposta será “não”. Imagino que você dirá o seguinte: “Somos salvos pela graça de Cristo. Basta aceitar os méritos dEle pela fé e seremos salvos.” E um crente salvo vive de acordo com a vontade de Deus por amor. Assim, ele procura, pelo poder que vem de Deus, ser fiel à esposa, não mentir, não roubar, etc. Não faz essas coisas para ser salvo, mas porque é salvo. Assim como uma macieira não produz maçãs para provar que é uma macieira, mas porque é uma macieira, o cristão não produz bons frutos (como a obediência) para provar que é cristão, mas justamente porque é cristão.

O sábado faz parte dos dez mandamentos. Não é menor nem maior do que qualquer outro dos demais. Portanto, o que eu disse acima se aplica também ao quarto mandamento. Nenhum adventista guarda o sábado porque acha que fazendo isso será salvo. Todo adventista aprende desde cedo que a salvação é pela fé na graça de Cristo.

Um bom exemplo disso tudo é o do ladrão convertido na cruz. Ele não tinha mérito algum. Roubava, mentia e certamente não guardava o sábado. Quando se arrependeu e pediu perdão, foi salvo por Cristo, independentemente das obras da lei que ele não guardou. Salvo pela graça.

Mas e se ele não tivesse morrido? Se tivesse a chance de uma nova vida? Será que ele voltaria à vida de pecado? Será que continuaria mentindo e roubando? Certamente que não, pois o desejo de todo convertido e perdoado que ama Jesus é fazer a vontade dEle; obedecer Seus mandamentos, conforme Ele mesmo disse: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15).

Sempre por amor, amigo. Simples assim. [MB]

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Bastidores da lei que beneficia guardadores do sábado

aulaÉ importante um esclarecimento neste momento com relação a esta proposição. Essa lei, agora sancionada pelo presidente (Lei 13.796 de 03/1/2018), foi tramitada e aprovada na Câmara dos Deputados no fim dos trabalhos legislativos do ano passado (2018). E a relatora foi a deputada do Partido dos Trabalhadores (PT) Maria do Rosário, que julgou essa tarefa como honrosa. Observe-se que a atuação dela foi fundamental para a aprovação da lei. Li o Projeto quando estava em tramitação. A autoria desse projeto que virou lei facilitando a guarda do sábado dos estudantes adventistas de sétimo dia também é de um deputado do PT, Rubens Otoni.

Verdade é que muitos líderes adventistas batalharam por esse projeto e cada um deles têm o seu mérito. A lei foi feita porque, embora a maioria das instituições educacionais e professores agissem com flexibilidade propondo atividades alternativas e avaliações em outros dias, outros se mostravam irredutíveis. Muitos adventistas, a despeito de em tempos passados e no presente enfrentarem dificuldades e discriminação por esse motivo, nunca viram a necessidade de uma lei, pois sempre acreditaram que essa prova seria vencida com fé, oração, diálogo e a negociação entre docentes e discentes, e mesmo entre pessoas e instituições. Outros adventistas achavam melhor uma lei mesmo.

A “ironia do destino”, nesse caso, foi justamente os protagonistas serem Maria do Rosário e Jair Bolsonaro. Ela do PT, um partido que é visto por alguns evangélicos como um adversário da fé, e Jair Bolsonaro, um católico da direita tido como radical (PSL).

(Dr. Frank Carvalho, professor no Instituto Federal de São Paulo e autor de livros sobre liberdade religiosa)

Nota: Embora, como cristãos, não devamos ignorar as ideologias por trás de pessoas e partidos, essa é mais uma amostra do porquê não devemos nos meter em política partidária. Assim como Deus usou para o benefício de Seu povo no passado impérios pagãos como a Babilônia, a Assíria e o Egito (para citar apenas três), hoje Ele pode usar soberanamente qualquer um que Ele julgar útil para levar avante decisões que facilitarão a pregação do evangelho ou que estiverem alinhadas com algum outro propósito divino. Conforme escreveu o pastor Edemilson Alves Cardoso (Jimmy), “nosso Pai sempre é capaz de transformar situações adversas ou líderes que não O temam em bênçãos para o Seu povo. Oro para que o povo adventista faça bom uso da liberdade para testemunhar de Jesus enquanto a porta da graça está aberta para todos”. Os fatos relacionados com os bastidores da aprovação dessa nova lei nos ensinam a confiar em Deus e a perceber uma vez mais que Ele tem as rédeas da história do mundo em Suas mãos santas e misericordiosas. Continuemos orando pelos nossos governantes e façamos o nosso melhor para preparar o caminho para a vinda de Cristo. [MB]

Sancionada lei que permite faltar a provas por crença religiosa

captura de tela 2019-01-03 às 22.25.03O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira, 3, projeto de relevância para a liberdade religiosa brasileira. Trata-se de Projeto de Lei número 2.171, de 2003, de autoria do deputado federal Rubens Ottoni. O texto aprovado trata da aplicação de provas e atribuição de frequência a alunos impossibilitados de comparecer à instituição de ensino por motivos de liberdade de consciência e de crença religiosa. O teor será incorporado à legislação por meio da inserção do artigo 7-A na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A publicação no Diário Oficial da União deve ocorrer nesta sexta-feira, 4.

Os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovaram o Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei da Câmara 130, de 2009, no dia 27 de novembro. Na prática, alunos da rede pública ou privada ganham um instrumento de respeito à consciência e crença.

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Resumindo: Agora o direito de não ir às aulas e fazer provas aos sábados está assegurado na LDB.