Adventistas são sectários e exclusivistas?

adventistas“Os adventistas são sectários, exclusivistas e não acreditam que as pessoas de outras denominações religiosas evangélicas sejam cristãs.” Palavras dos críticos do Adventismo. Infelizmente, dez em cada dez críticos do adventismo afirmam tal coisa. Agora leia estas três citações de documentos OFICIAIS da Igreja Adventista do Sétimo Dia:

“Não cremos que somente nós constituímos os verdadeiros filhos de Deus – que somos os únicos e autênticos cristãos que atualmente existem sobre a terra. Cremos que Deus possui um grande número de seguidores fervorosos, leais e sinceros em todas as comunidades cristãs que […] são testemunhas verdadeiras do Deus vivo […]. Os adventistas do sétimo dia creem firmemente que Deus possui um precioso remanescente, uma multidão de crentes fervorosos e sinceros, em todas as igrejas (não excetuando a comunidade católica-romana)” (Questões Sobre Doutrinas, p. 162, 165).

“Reconhecemos aquelas agências [igrejas evangélicas ou católicas] que exaltam a Cristo diante das pessoas como parte do plano divino para a evangelização do mundo e temos em alta estima os homens e mulheres cristãos de outras denominações que estão empenhados em ganhar almas para Cristo […]. Se a mudança de convicção levar um membro de nossa igreja a não se sentir mais em harmonia com a fé e a prática adventistas, reconhecemos não somente o seu direito mas também a sua RESPONSABILIDADE de mudar, SEM OPRÓBRIO, sua filiação religiosa, conforme suas crenças. Esperamos que outros organismos religiosos atuem no mesmo espírito de liberdade religiosa” (Declarações da Igreja, p. 152. Grifos meus).

“A igreja universal é composta por todos os que acreditam verdadeiramente em Cristo […] Deus tem filhos em todas as igrejas” (Nisto Cremos, p. 204, 223).

Diante dessas três citações, uma pessoa intelectualmente honesta, cristã, estudiosa e sincera só tem duas opções:

1. Ou ela ama a verdade mais do que seu orgulho e reconhece que as crenças oficiais dos adventistas do sétimo dia reconhecem que os não adventistas são tão cristãos quanto os adventistas. Logo, os adventistas não são sectários, nem exclusivistas.

2. Ou ela ama seu orgulho mais do que a verdade, fecha os olhos para essas declarações oficiais, claríssimas, tenta dar uma “desculpa” para essas citações fortes (“isso é uma forma de nos enganar”… bah! Já escutei esse tipo de coisa) e continua a fazer duas das sete coisas que o Senhor detesta em Provérbios 6: “…estemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos” (v. 19).

Os adventistas do sétimo dia podem estar errados, completamente errados, lamentavelmente errados, redondamente errados, desesperadamente errados… com respeito às suas crenças. Mas o que não pode ser dito é que são sectários ou exclusivistas. Quem diz isso ou desconhece os fatos ou diz uma mentira. Desculpe as palavras fortes, mas, nesse caso, não há opção!

(Bruno Ribeiro Nascimento é professor substituto na UFPB)

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“Notícia” urgente para todos os adventistas do sétimo dia!

megafone[Por favor, leia este texto até o fim, não apenas o primeiro parágrafo.] “O papa está apelando ao presidente Donald Trump para passar a lei dominical a nível [sic] nacional neste mês. O presidente da conferência geral da Igreja Adentista do Sétimo dia, Ted Wilson, apela a todos os membros da Igreja Adventista do Sétimo dia no mundo inteiro para orar e ter uma consagração pessoal e reavivamento, uma reforma verdadeira durante sete dias, quer seja às 7h da manhã ou às 7h da noite, pelo derramamento do Espírito Santo como chuva serôdia. Por favor, envie a todos os membros da igreja Adventista do Sétimo dia. A fé de muitos esfriará.”

A mensagem acima está circulando pela internet e já a recebi por meio de grupos de WhatsApp e em outras redes sociais. Trata-se do mesmo tipo de boato que circulou em 2014, tendo apenas outro personagem no lugar de Trump: Obama. Imagino as gargalhadas que o originador desse fake deve estar dando. Quanto mais se espalha a mentira, mais ele deve rir. E quem acha graça mesmo é o diabo, pois cria alarde e depois gera indiferença.

Quando será que as pessoas vão aprender que uma notícia dessas só deve ser levada em consideração se provir de uma fonte oficial? Quando vão aprender a matar o mal pela raiz (1) desconfiando desse tipo de mensagem e (2) não compartilhando sem saber se se trata de algo verdadeiro ou não? Na era do pós-fato toda desconfiança é bem-vinda.

Leia aqui sobre o boato de 2014 e leve em conta as recomendações dadas então. [MB]

Os adventistas, os romeiros de Aparecida e a contextualização

adventistasQuando eu era católico, uma das experiências mais marcantes e significativas que tive foi representar Jesus em uma encenação da paixão de Cristo, durante a Semana Santa de 1990. Fazia pouco mais de um ano que eu estava estudando a Bíblia com um jovem adventista chamado Vanderlei. Eu ainda tinha o coração dividido, e aquela foi a minha última participação em um evento da Igreja Católica. Conto essa história com mais detalhes no vídeo “Minha História Eterna”, em meu canal no YouTube. O que quero destacar aqui, no entanto, é a atitude daquele jovem adventista quando lhe pedi que fotografasse a encenação, pois se tratava de um momento muito especial para mim. O Vanderlei aceitou meu pedido e a decisão dele me deixou positivamente impressionado. Em outras ocasiões ele também aceitou meu convite para participar de reuniões do grupo de jovens que eu liderava. O Vanderlei quebrou meus preconceitos e ajudou a preparar o caminho para a decisão que eu tomaria meses depois.

Por que conto essa história? Para mostrar como é importante construir pontes em lugar de erigir muros entre nós e as pessoas com quem queremos partilhar as boas-novas do evangelho. Desde que, nesse processo, princípios não sejam comprometidos, devemos sempre nos aproximar do nosso semelhante (na condição de pecadores somos mais semelhantes do que imaginamos) e procurar maneiras novas, às vezes diferentes, contextualizadas de cumprir a antiga comissão de Jesus.

Foi o que grupos de adventistas procuraram fazer no último feriado de 12 de outubro, data reservada para homenagear a santa católica Nossa Senhora de Aparecida. Como acontece todos os anos, milhares de romeiros se dirigem para o santuário localizado na cidade de Aparecida do Norte, em São Paulo. Alguns caminham a duras penas por muitos e muitos quilômetros numa peregrinação que pode durar vários dias. Há quem chegue à basílica em condições lastimáveis, até. O que fizeram os adventistas, afinal? Montaram tendas e ali ofereceram abrigo do sol, água aos romeiros sedentos e até massagem relaxante. Graças a essa atitude misericordiosa, puderam fazer contato com quase três mil pessoas, conversar com elas sobre saúde e outros assuntos e, depois, entregar um livro missionário para cada uma delas. Livros que foram invariavelmente aceitos de todo o coração e com muita gratidão.

O vídeo na página do Facebook oficial da Igreja Adventista no estado de São Paulo teve mais de três milhões de visualizações e as reportagens veiculadas pela TV Canção Nova e emissoras seculares tiveram grande repercussão.

Milhares de pessoas deixaram comentários elogiosos no Facebook da igreja, entre elas muitos católicos, espíritas e umbandistas. Segundo os organizadores da iniciativa, uma força-tarefa foi criada para dar prosseguimento a esses contatos e manter um diálogo com essas pessoas.

Infelizmente, houve também críticas farisaicas – não de pessoas “de fora”… Gente que parece ter se esquecido do conselho de Ellen White: “Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me.’” (A Ciência do Bom Viver, p. 143).

Como se a solidariedade por si só não fosse uma grande ação destruidora de preconceitos e um exemplo de amor desinteressado como o de Jesus, é bom que fique claro que o “segue-me” não foi esquecido. A diferença é que, por ter sido precedida de misericórdia, a mensagem encontrou terreno mais receptivo.

Obviamente que aqueles romeiros sabem (ou pelo menos a maioria deve saber) que os adventistas não concordam com a adoração de imagens e que, portanto, não estavam ali na rodovia para apoiar a romaria. Estavam ali simplesmente porque queriam fazer o bem. Mais ou menos como os adventistas fazem em projetos como aquele que ficou conhecido como “Bálsamo”, que consiste em organizar grupos de irmãos para visitar os cemitérios no Dia de Finados a fim de distribuir folhetos e revistas que tratam da esperança da ressurreição. É claro que, com esse tipo de ação, os adventistas não estão apoiando a veneração aos mortos, as preces pelos falecidos, nem coisa semelhante (clique aqui e saiba por que). Estão apenas, mais uma vez, expressando solidariedade aos que sofrem e partilhando verdades bíblicas que trazem consolo.

Um último exemplo de oportunidade evangelística contextualizada que quero citar são as campanhas realizadas durante a chamada Semana Santa. Os adventistas não celebram essa data, mas levam em conta a predisposição natural das pessoas para a religiosidade, nessa época, e falam de Jesus, do plano da salvação e das promessas bíblicas quanto ao retorno do Mestre. Curiosamente, décadas atrás, quando esse projeto começou a ser posto em prática, críticos de plantão igualmente levantaram objeções. Hoje ninguém duvida de que se trate de um plano abençoado.

Contextualização e excessos

Já que falei em “contextualização”, é bom que se diga que, apesar de necessário e bem-vindo, esse esforço deve ter limites. Deus utilizou uma estátua para tornar Sua mensagem conhecida ao rei Nabucodonosor. Jesus contou uma parábola antibíblica (do rico e Lázaro) a fim de ilustrar um assunto mais profundo e importante. Paulo, no areópago em Atenas, citou pequenos trechos da literatura grega a fim de captar e manter o interesse dos que o ouviam. Mas note que em todos esses e em outros exemplos que poderiam ser aqui mencionados os pregadores e mesmo Deus não se demoram no elemento secular da história. O propósito sempre é conduzir as pessoas à salvação e a uma maior compreensão dos planos divinos.

Acredito que os adventistas que fizeram contato com os romeiros de certa forma imitaram a conduta evangelística de Paulo diante dos altares pagãos de Atenas, o que é bem diferente, por exemplo, de incentivar cristãos a assistirem séries de TV para tentar extrair dali eventuais e esparsos conteúdos cristãos. Eu sei, esse assunto dá “pano pra manga”. Por isso voltarei a ele oportunamente.

Oremos por aquelas milhares de pessoas que receberam livros missionários e o carinho dos adventistas, e oremos também para que cada vez mais nossa igreja se torne relevante e atuante, deixando na comunidade uma marca positiva que facilitará o processo de compartilharmos as verdades que nos são tão caras. Conteúdos que nos fizeram tão bem que não nos contentamos em guardar só para nós. Exatamente como o Vanderlei fez comigo há mais de duas décadas.

Michelson Borges

A chegada do adventismo ao Brasil

O perigo do fanatismo e da indiferença

Isso é o que dá ficar marcando datas para o fim

jogadorEle estava no auge da carreira quando decidiu abandonar o futebol. A razão? Preparar-se para o fim do mundo. A religião sempre teve um papel central na vida de Carlos Roa, internacional argentino que, aos 29 anos, recusou propostas milionárias e desapareceu durante alguns meses. O tempo passado em isolamento, nas montanhas, permitiu ao goleiro “ficar mais próximo da família”. Quando sentiu falta do futebol, regressou “relaxado e feliz” – mas o tempo dele já tinha passado, e a carreira não voltaria a ser o que era. Carlos Roa não teve um início fácil: estreou no campeonato argentino aos 19 anos, pelo Racing Avellaneda. […] A aventura europeia começou em 1997-98. […] Veio o Verão e Carlos Roa juntou-se à seleção argentina para o Mundial 1998. Titular indiscutível na equipe de Daniel Passarella, não sofreu qualquer gol na fase de grupos e voltou a ser decisivo nos pênaltis, perante a Inglaterra, nas oitavas-de-final. […]

Roa era um herói nacional e na época, 1998-99, foi eleito o melhor goleiro do campeonato espanhol. Havia sobre a mesa uma proposta milionária do Manchester United, mas o goleiro tinha tomado a decisão de abandonar o futebol para dedicar-se a “transmitir a palavra de Deus”, como pastor [sic] da Igreja Adventista do Sétimo Dia. À semelhança de outros crentes, acreditava que a mudança de milénio traria o fim do mundo. A camiseta 13 do Maiorca (“O 1 é Deus, a criação, e o 3 porque Cristo ressuscitou ao terceiro dia”) deixou de ter dono, Roa libertou-se de todos os bens e retirou-se para um lugar incerto.

Passou uns meses numa localidade isolada nas montanhas, mas sentiu falta do futebol e voltou. Só que já era tarde. Perdeu o lugar no Maiorca, depois rumou ao Albacete na 2ª Divisão e, em 2004, foi forçado a parar de jogar quando lhe detectaram câncer nos testículos. “A mim, que sou vegetariano, não bebo, não fumo, não tomo nada”, disse na época ao El País. Conhecido como “alface”, devido à sua dieta estritamente vegana, Carlos Roa despediu-se dos holofotes. Agora com 48 anos, é treinador de goleiros no Chivas de Guadalajara. E já não pensa no fim do mundo.

(Público)

Nota: Embora, como adventistas, sejamos motivados a estudar as profecias e conhecer o tempo em que vivemos, e sejamos, também, incentivados a adotar um estilo de vida saudável e a morar em lugares mais calmos, todas as nossas ações e decisões devem ser feitas com muita oração e bom senso. Embora publiquemos o livro Vida no Campo, com orientações sobre como viver fora das cidades, também temos o livro Ministério Para as Cidades, ambos de Ellen White. A leitura desses dois livros nos ajuda a pintar um quadro completo do assunto. Mesmo com recomendações para que moremos no campo, Ellen White diz que alguns deverão trabalhar nas grandes cidades pela salvação dos perdidos que vivem ali. Devemos manter nossas igrejas abertas nas cidades e até abrir restaurantes vegetarianos a fim de ensinar as pessoas a terem saúde física, mental e espiritual. Deus tem uma missão para cada um de Seus filhos e não podemos ensinar que a missão é igual para todos. Muita gente, ao longo dos anos, tomou decisões precipitadas, sem a clara orientação de Deus, para depois ter que triste e vergonhosamente voltar atrás. E o pior: dando a impressão de que as recomendações de Deus para Seu povo estão erradas. Quando a pessoa adota uma dieta vegetariana estrita de maneira precipitada e descuidada, ou deixa tudo para trás para morar no meio do mato, sem ter certeza de que se trata do momento certo, as chances de as coisas darem errado são muito grandes. Pior é quando tudo isso é influenciado por uma má teologia ou uma compreensão equivocada dos escritos inspirados. Foi o caso do goleiro Carlos Roa. Marcar datas para a volta de Jesus é o óbvio do erro, uma vez que Ele mesmo disse que ninguém sabe nem deve saber o dia nem a hora (nem o mês e o ano, obviamente). Marcar datas para o fim é um convite à decepção, à humilhação e à vergonha pública. Com essa atitude, o que Roa conseguiu fazer foi lançar descrédito sobre a mensagem que pregava e atrair o escárnio dos que duvidam da volta de Jesus e criticam o estilo de vida saudável. Fica a lição. [MB]

Ellen White fez profecias que não se cumpriram?

Ellen-WhiteO dom de profecia tem sido dado por Deus a homens e mulheres ao longo da história. Na Bíblia, há a predição de que, no tempo do fim, pessoas receberiam revelações especiais de Deus (Jl 2:28-31; At 2:17-21; 1Co 14:1). Cada vez mais, diferentes segmentos do cristianismo aceitam a verdade bíblica de que a manifestação dos dons espirituais, entre eles o dom de profecia, não ficou restrita ao período de composição das Escrituras e é uma dádiva de Deus que será concedida à igreja até a segunda vinda de Cristo (1Co 13:8-13). Entre as pessoas em quem se reconhece a manifestação do dom de profecia está Ellen White (1827-1915). Essa senhora recebeu aproximadamente duas mil visões e sonhos proféticos entre 1844 e o ano de sua morte. Seu trabalho foi essencial para a formação e organização da Igreja Adventista do Sétimo Dia. De sua lavra, foram produzidas cerca de 35 mil páginas de conteúdo impresso, entre livros, folhetos e artigos de revista, além de centenas de cartas, sermões, manuscritos e vários diários. Esses escritos são frequentemente chamados de “Espírito de Profecia”. Entende-se que os textos de Ellen White são inspirados por Deus da mesma forma que a Bíblia é, mas os escritos dela são uma mensagem específica para o povo de Deus no tempo do fim e não têm a mesma autoridade da Bíblia. Sua importância e autoridade é semelhante ao que os profetas antigos falaram ou escreveram inspirados por Deus, mas que não está na Bíblia.

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