Deus fez de tudo para trazê-las de volta

1 (51)Ontem tive a grande alegria de batizar as jovens Cígredy Neves e Ohana Berger, em Ceilândia, Distrito Federal. A Cígredy é jornalista e a Ohana estuda Engenharia Aeroespacial na Rússia. Ambas são primas e nasceram em lar adventista. Infelizmente, durante algum tempo estiveram fora da igreja, mas Deus, em reposta à oração de muitas pessoas, moveu as circunstâncias de modo impressionante para que as duas voltassem para Jesus e para a igreja. Tive o privilégio de estudar a Bíblia com elas via WhatsApp e me sinto muito feliz em ser testemunha de tudo o que Deus fez na vida delas. Leia abaixo o testemunho delas e depois assista ao vídeo:

História de Cígredy Neves:

Cresci em um lar adventista e minha família toda é adventista. Estudei na Faculdade Adventista da Bahia, no Unasp e trabalhei na CPB. Então sempre foi fácil, conveniente e uma tradição familiar ser cristã.

Tudo começou a mudar em 2012, quando meu marido na época quis sair da igreja e queria que eu saísse para festas com ele também. Como eu não quis e a esposa do meu primo estava com as mesmas ideias que meu marido, eles acabaram tendo um caso. Os dois divórcios foram bem conturbados e eu perdi as estruturas.

De lá pra cá eu vivi no mundo, frequentava festas, bebia, mas vez ou outra ainda ia à igreja. Em muitas vezes só chegava na porta da igreja e voltava pra casa por vergonha, por não entender que Deus me aceitaria de volta do jeito que eu estava.

Então comecei a orar muito, pedindo perdão a Deus e clamando por misericórdia. Era a época do acampamento de carnaval deste ano e passei pelo Instagram da igreja da Ceilândia Sul, onde tinha alguns amigos. Comecei a acompanhar os posts todos os dias e decidi que no sábado seguinte estaria na igreja e largaria tudo pra trás.

E cá estou eu. Hoje não estou na igreja por conveniência, mas por convicção. Não consigo mais enxergar a minha vida sem Jesus.

Hoje faço parte do coral da igreja, dos Doutores da Esperança (palhaços de hospital) e estudo para ser uma médica missionária muito em breve.

História de Ohana Berger:

Mesmo tendo nascido na igreja, me afastei na adolescência e acabei seguindo um caminho que ia contra os princípios que aprendi desde o berço.

Apesar de não frequentar a igreja, sempre senti a presença de Deus e do Espírito Santo, dizendo ao meu coração que não era aquele o destino preparado pra mim. Orava diariamente, algumas vezes lia a Bíblia e sentia vontade de voltar 100% àquilo que me foi ensinado, mas o mundo já havia me envolto de uma forma que seria necessária uma força grande pra que eu saísse dali, força que até então eu não tinha.

Em 2016, em uma decisão súbita, resolvi me mudar para a Rússia, a fim de seguir meu sonho de estudar Engenharia Aeroespacial. Como sempre fiz, apesar de tudo, orei muito e pedi pra que Deus impedisse a viagem caso eu não devesse ir. Ocorreu tudo milagrosamente bem. No final do ano de 2016, poucos dias antes da viagem, frequentei um programa de 12 dias de oração, cada dia abençoando um mês do ano de 2017.

Viajei e ocorreu tudo absurdamente bem. Cumpri todos os meus objetivos, alcancei todas as metas e fui abençoada de uma forma tão tremenda que eu sentia no meu coração que eu não merecia.

O amor de Deus por mim me constrangeu de uma maneira tão intensa, que me empurrou pra perto dEle e pra longe do mundo. Comecei a frequentar igrejas protestantes e até mesmo minha forma de falar e de me vestir mudou.

Em 2018 aconteceu algo que não acontecia há pelo menos 4 anos: descobri que teria uma prova no sábado e aquilo me incomodou. Eu não guardava o sábado há muito tempo e infelizmente algumas vezes sequer notava que o sábado havia chegado. Mas mesmo já tendo feito provas no sábado antes, aquela em específico me incomodou. Conversei com minha avó sobre o que senti e ela me disse que havia chegado a hora pela qual ela havia orado tantos anos: a hora de eu voltar para a igreja.

Foi difícil, principalmente porque o número de adventistas na Rússia é muito pequeno. Não existe a “liberdade religiosa” como existe no Brasil, ou seja, eu não posso faltar uma aula ao sábado simplesmente porque minha religião guarda esse dia.

Orei durante dois dias e falei com a diretora do meu curso. Ela aceitou, disse que eu poderia fazer a prova em outro momento. A partir disso eu fiquei conhecida entre os colegas de turma como uma pessoa religiosa. Me agradei muito e senti, pela primeira vez, que estava passando a imagem que Deus queria que eu transmitisse.

Desde então tem sido uma luta diária, com altos e baixos, que culminaram na decisão pelo meu batismo. Mesmo com muitas falhas e dúvidas, sinto que essa aliança com Deus é o restante da força que eu preciso pra seguir na minha caminhada e sou muito grata a Deus por ter me permitido chegar a este dia.

O criacionismo e o novo espetáculo paralelo de Satanás

fumaçapor Michelson Borges

Em meados do século 19, Deus despertou pessoas em várias religiões com uma mensagem de advertência ao mundo: Jesus estava voltando e Seu juízo era iminente. Homens e mulheres sinceros e dedicados a Deus se puseram a estudar a Bíblia. Nos Estados Unidos, o ex-deísta e pregador batista William Miller foi figura de destaque. No Chile, o padre jesuíta Manuel Lacunza escreveu um livro sobre a volta de Jesus. Na Europa também houve os que tiveram a atenção voltada para as profecias apocalípticas. O mundo (especialmente a América) experimentou um verdadeiro reavivamento espiritual. Multidões aguardavam com expectativa a segunda vinda de Cristo (de acordo com a revista Reader’s Digest, cerca de um milhão de pessoas, só nos Estados Unidos, que na época tinham uma população na casa dos 17 milhões). O estudo das profecias de Daniel levou os mileritas (como ficaram conhecidos os seguidores de Miller) a concluir corretamente que algo especial ocorreria em 22 de outubro de 1844. Eles acertaram a data, mas erraram o evento. E disso decorreu grande decepção – o evento que passou para a história como o Grande Desapontamento de 1844.

Jesus não voltou, como os mileritas esperavam, mas dessa decepção Deus fez surgir um grupo de cristãos que, em lugar de abandonar a fé ou voltar às suas antigas denominações religiosas, tomou a decisão de se voltar para a Bíblia em busca de mais esclarecimento. Oraram fervorosamente pedindo ajuda ao Espírito Santo, e o Senhor não os desapontou. Aos poucos esse grupo de crentes foi descobrindo verdades preciosas, como a de que em 22 de outubro de 1844 Jesus iniciou o juízo investigativo no santuário celestial, conceito desconhecido dos cristãos até então. Redescobriram também a verdade do descanso sabático e de que o sábado do quarto mandamento da eterna lei de Deus é o memorial da criação. Encheram-se de esperança ao constatar que Jesus vai voltar, sim, embora não saibamos quando, e que nessa ocasião Ele ressuscitará os santos que “dormem” inconscientemente no pó da terra. Esse grupo de adventistas, que mais tarde seria organizado com o nome de Igreja Adventista do Sétimo Dia, percebeu que é importante realizar e promover a reforma de saúde, a fim de que corpo e mente estejam nas melhores condições possíveis para servir ao próximo; perceberam que no grande conflito entre o bem e o mal é vital ter uma mente clara para compreender as Escrituras e se conectar com o Céu (saiba mais sobre essa história aqui).

No texto de Apocalipse 14:6 e 7, esses cristãos viram uma verdadeira diretriz de trabalho: “Vi outro anjo, que voava pelo céu e tinha na mão o evangelho eterno para proclamar aos que habitam na terra, a toda nação, tribo, língua e povo.
Ele disse em alta voz: ‘Temam a Deus e glorifiquem-nO, pois chegou a hora do Seu juízo. Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas.’”

Compreenderam que esse anjo representa um povo que deve proclamar ao mundo o evangelho imutável (eterno), que traz, além da mensagem de graça e salvação, o aviso do juízo e o convite à adoração do Deus verdadeiro, aquele que criou o Universo. Não um Deus qualquer, mas aquele que na Bíblia é identificado como o Criador. Para não deixar dúvidas quanto à identidade desse Deus que deve ser respeitado e adorado, o apóstolo João utilizou praticamente a mesma fraseologia do mandamento do sábado: “…porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e ao sétimo dia descansou” (Êxodo 20:11).

Conforme destacam autores acadêmicos e estudiosos do assunto, com o adventismo (em especial com os escritos da pioneira adventista Ellen White e do escritor e pesquisador George McCready Price) renasceu também o criacionismo, ou seja, a defesa com base na Bíblia e na ciência de que Deus criou o Universo e a vida; que Ele preparou em seis dias literais consecutivos de 24 horas a Terra para ser habitada por seres vivos inteligentemente desenhados. Essa mensagem, essa redescoberta foi tão poderosa, que criou uma verdadeira trincheira contra os avanços do darwinismo e do neoateísmo iluminista pós-Revolução Francesa. É claro que o diabo não gostou nada disso.

Podemos chamar de “espetáculo paralelo” os esforços empreendidos pelo inimigo do Criador no sentido de ofuscar o despertamento criacionista do século 19. Satanás é especialista em levantar “cortinas de fumaça”, e foi exatamente o que ele fez. Num raio de cerca de dez quilômetros a partir da fazenda de Hiram Edson (o pioneiro adventista que primeiro compreendeu a verdade relacionada com o santuário celestial e o início do juízo investigativo), em Clifton Springs, estado de Nova York, surgiram também o espiritismo moderno (em 1848, na casa da família Fox, em Hydesville), o mormonismo (em 1827, com o encontro de Joseph Smith com o espírito chamado Moroni, em Palmyra) e a comunidade religiosa vegetariana, perfeccionista e polígama de Oneida (em 1848, liderada por John Humphrey Noyes, que pregava o “casamento complexo” ou “matrimônio grupal”, em que todo mundo estava disponível para todo mundo). Depois de algum tempo, autoridades locais decretaram o fim da comunidade de Oneida e Noyes fugiu para o Canadá. Em 1844, o também polígamo Joseph Smith foi assassinado enquanto tentava fugir da Cadeia de Carthage.

Com tantos pregadores e movimentos exóticos, seria fácil considerar os adventistas e sua profetisa também falsos e fanáticos. E o “espetáculo paralelo” não se limitou àquela região dos Estados Unidos. No mesmo ano em que nasceu o espiritismo moderno e foi fundada a comunidade Oneida, veio à luz o Manifesto Comunista de Friedrich Engels e Karl Marx (os dois se encontraram pessoalmente em 1844). Em 1859, foi publicado o livro A Origem das Espécies, cujo rascunho começou a ser escrito exatamente em 1844. Resumindo: uma avalanche de maus testemunhos, distorções doutrinárias e ideologias concorrentes.

O tempo passou, cada lado desse conflito prosseguiu com seus planos e projetos (frequentemente os filhos das trevas sendo mais prudentes e espertos que os filhos da luz [Lucas 16:8]), e eis que, no século 21, todas aquelas “cortinas de fumaça” ressurgiram com força, mais variadas, e se tornaram uma fumaceira gigantesca graças aos modernos meios de comunicação. Quer exemplos?

  1. Ideologia de gênero e poliamor. De acordo com a visão criacionista bíblica, Deus criou um homem e uma mulher para viverem uma relação de compromisso heteromonogâmica. Na comunidade Oneida ninguém era de ninguém, e a ideologia marxista tem o mesmo pensamento em suas bases. Atualmente, pregar a heteronormatividade e a santidade do casamento bíblico é um convite ao escárnio, a receber a alcunha nada elogiosa de “fundamentalista”. Mas aqueles que creem na literalidade do primeiro capítulo da Bíblia não podem interpretar o casamento de outra forma.
  1. Espiritualismo e ufologismo. Graças à poderosa indústria cultural (especialmente a de Hollywood), ideias como reencarnação, contato com os mortos, com espíritos e com extraterrestres são cada vez mais populares e aceitas. Na base dessas coisas está o pensamento de que o ser humano é imortal, pode evoluir ou será ajudado por seres mais evoluídos de “outros planos”. Deus é desnecessário – do jeito que o diabo gosta.
  1. Darwinismo e socialismo. Embora pareça aos menos atentos que essas ideologias nada têm que ver uma com a outra, elas são como unha e carne. O próprio Marx escreveu que o darwinismo representa “o fundamento natural” da sua teoria. Amplamente divulgados nos meios acadêmicos e pela mídia, o darwinismo e o socialismo criaram um ambiente cultural favorável à relativização das verdades bíblicas (e até da rejeição delas) e ajudaram a colocar Deus de lado, afinal, a humanidade está destinada à evolução – biológica e social.
  1. Veganismo e vegetarianismo. O adventismo ajudou a resgatar o conceito de “reforma de saúde”. A relação do ser humano com Deus é o foco, e a inspiração para uma vida tão ideal quanto possível sempre vem do primeiro capítulo da Bíblia, que nos ensina também sobre a boa relação de uns com os outros, com os animais e com o planeta. O guardador do sábado é convidado semanalmente a se lembrar dessas coisas. O veganismo tem traços de darwinismo e prioriza o bem-estar dos animais e a preservação da “mãe Terra”. Enquanto alguns veganos consomem cafeína e álcool, por exemplo, deixam de usar artigos de couro e mel, pois vêm de fontes animais. Campanhas veganas se valem de nudismo e de discursos de ódio contra os carnívoros, atraindo desprezo e aversão. O vegetarianismo pregado pelos adventistas tem outros fundamentos e propósitos.
  1. Perfeccionismo. O âmago da terceira mensagem angélica é a doutrina da justificação pela fé, ou seja, dependência total de Deus, especialmente no que diz respeito à salvação. O perfeccionismo religioso vai na direção oposta e ensina que o ser humano pode ser perfeito e imaculado com base em seus esforços por cumprir a lei de Deus (publicamente eles dirão que não é assim, mas na prática as coisas são diferentes). O espírito perfeccionista de Oneida ressurge e alguns hoje se sentem tão inadequados para viver entre os “mundanos” que decidem se afastar de todos, mantendo uma vida ascética e, no fundo, considerando-se espiritualmente superiores. No tempo dos pioneiros adventistas, o movimento da “Carne Santa” representa bem esse tipo de insanidade.
  1. Pseudociências. O criacionismo é a união coerente entre a boa teologia bíblica e a boa ciência. Estudando os dois livros de Deus – a Bíblia e a natureza –, os criacionistas podem restaurar o verdadeiro conhecimento a respeito do Criador e de Suas obras. Ciente do poder desse modelo conceitual, o inimigo vem alcançando sucesso em pleno século 21 com a disseminação de conceitos pseudocientíficos como a ideia da Terra plana e as campanhas contra a vacinação, para mencionar apenas dois exemplos, geralmente relacionados (porque conspiracionistas adoram conspirações). Relacionando o terraplanismo e a antivacinação com o criacionismo bíblico, os defensores dessas ideias atraem o escárnio, mais ou menos como faziam Smith, Noyes e outros.

Percebeu por que precisamos, mais do que nunca, clamar pelo poder do Espírito Santo e, como os pioneiros, enfrentar o erro com a força da verdade? Precisamos estudar atenta e profundamente a verdadeira ciência e a Bíblia Sagrada, a fim de dar ao mundo a mensagem correta, que instrui, desperta e salva.

O diabo é o pai da mentira. Vamos derrotá-lo com a verdade, ao lado do Senhor da verdade!

(Michelson Borges é pastor, jornalista, escritor, especialista em Teologia e pós-graduando em Biologia Molecular)

O principal fundamento do adventismo

edsonUm dos principais historiadores e teólogos adventistas, Damsteegt perguntou em um de seus artigos (publicado em 1994): Qual seria o principal fundamento da doutrina adventista? Segundo ele, modernamente se daria uma das seguintes respostas: “Jesus”, “a Bíblia” ou “nosso estilo de vida peculiar”. Entretanto, Damsteegt apontou que os pioneiros teriam outra resposta: “Os 2.300 dias e o santuário celestial” (para entender melhor essa questão, assista a este vídeo). Como um dos grupos herdeiros da mensagem de Miller (conheça Miller e sua mensagem aqui), os adventistas sabatistas tiveram de buscar respostas satisfatórias para o grande desapontamento de 22 de outubro de 1844 (veja aqui o que aconteceu com os mileritas após o desapontamento). Utilizando as Escrituras para interpretar a experiência sofrida, eles puderam compreender progressivamente o conjunto de verdades bíblicas que estudos posteriores trataram de aprofundar adequadamente. A ideia central desse núcleo passou a ser o entendimento de que em 22 de outubro de 1844 Jesus iniciou uma nova fase de Sua obra no Santuário Celestial.

Todavia, a compreensão do julgamento investigativo pré-advento como chave para a experiência do desapontamento surgiu tão cedo quanto a manhã de 23 de outubro de 1844, em uma espécie de iluminação advinda a Hiram Edson. Edson, F. B. Hahn e Crosier começaram a estudar o assunto e a publicar suas descobertas, as quais, em síntese, apontavam para a ideia de que Jesus não estava finalizando a purificação do santuário (ao vir para julgar o mundo), mas iniciando o dia antitipico da expiação no Santuário Celestial (assista a este vídeo para entender por que o santuário celestial necessitava ser purificado).

A descoberta sobre o Santuário celestial serviu de chave para o desapontamento e permitiu a Edson e Crosier traçar paralelos entre sua experiência e o desapontamento sofrido pelos primeiros discípulos em face da crucificação de Cristo. A essa altura, a doutrina do Santuário Celestial se encontrava bastante desenvolvida, após Edson, Hahn e Crosier haverem estudado o assunto por meses, concentrando-se no sistema cerimonial do Antigo Testamento, em Hebreus e nos livros proféticos de Daniel e Apocalipse. Seus estudos se tornariam artigos publicados no Day-Dawn, periódico mantido por eles mesmos.

No fim da década de 1840, o grupo de adventistas sabatistas perdeu importantes componentes, como Preble, Crosier e Cook, que se tornaram oponentes de seus antigos companheiros. Entretanto, o casal James e Ellen White se mantiveram junto com Bates, sendo o trio considerado co-fundador do grupo que posteriormente adotou o nome oficial de Igreja Adventista do Sétimo dia.

Devido às polêmicas surgidas ao redor do sábado, o casal White e Bates organizaram conferências públicas em 1848, ocorridas em Connecticut, New York, Massachusetts e Maine, entre os meses de abril e novembro, sendo no total seis conferências. Os pioneiros adventistas sabatistas reuniam-se em diversos locais, estudando e discutindo visivelmente sobre pontos doutrinários. Durante o período de 1844 a 1850, estabeleceram-se as bases do sistema doutrinário adventista, tendo como doutrina integradora o santuário celestial e as três mensagens angélicas. Ambas as doutrinas validavam o movimento do décimo dia do sétimo mês, além de exaltar o decálogo como vigente para o cristão.

O tema do santuário tornou-se o alicerce da teologia adventista e permaneceu como principal ensino até que o pequeno movimento se tornasse uma denominação religiosa, cerca de duas décadas depois. Graças ao entendimento sobre o santuário, pavimentou-se o caminho para um processo de desconstrução teológica, que levou o adventismo a se desprender das bases ontológicas da teologia clássica, as quais se fundamentavam na filosofia grega. Uma nova compreensão do plano da salvação emergiu a partir da tipologia do santuário em conexão com a existência de um santuário localizado no Céu (veja um pouco mais sobre a história da salvação neste vídeo).

Hoje, mais do que nunca, os adventistas necessitam resgatar sua compreensão do santuário. Somente assim poderão firmar sua identidade e cumprir sua missão. Afinal, Deus espera isso de Seu povo.

(Douglas Reis é mestre em Teologia, doutorando em Teologia [PhD] pela Universidade Adventista del Plata e autor de livros e artigos acadêmicos sobre identidade adventista, desenvolvimento da doutrina adventista e pós-modernidade)

Pesquisador realiza trabalho missionário inédito com descendentes de família pioneira da IASD

casarãoHeinrich Pöpper tinha apenas nove anos de idade quando sua família imigrou da Alemanha para o Brasil, em 6 de abril de 1869. Tempos depois, ele contou detalhadamente como foi essa aventura. O relato foi publicado pela Sociedade de Amigos de Brusque (Notícias de Vicente Só, nº 4, dezembro de 1987, p. 700-780).

Com 36 anos, Friedrich Andreas Pöpper, pai de Heinrich, era apenas um ano mais velho que Heinrich Christian Georg David Hort. Eles eram naturais, respectivamente, das cidades de Helmstedt e Hötensleben, distantes 16 quilômetros uma da outra, e haviam se conhecido poucas semanas antes da viagem. Com a situação difícil na Alemanha, ambos decidiram mudar-se para o Brasil em busca de melhores condições de vida. As duas famílias fizeram amizade também com os Bruns.

Três meses depois de zarparem do porto de Hamburgo, os tripulantes e passageiros puderam avistar ao raiar do dia a terra firme ao longe. A primeira parada foi na Colônia Santa Leopoldina, no Espírito Santo, mas os Hort, os Bruns e os Pöpper desembarcariam em Itajaí (SC), no dia seguinte. Dali seguiram para Brusque a bordo de canoas, avançando pelo rio Itajaí-Mirim durante mais oito dias. Ao todo, foram 16 semanas de muitas dificuldades e privações, desde que deixaram a Alemanha até chegar à Colônia de Brusque.

No sorteio dos lotes, os Pöpper e os Bruns acabaram sendo vizinhos, em Lajeado, cerca de três horas a pé da sede da Colônia. Por sua vez, os Hort morariam em Cedro Grande (para onde os Pöpper se mudaram mais tarde, em busca de terras mais produtivas, sendo seguidos depois pelos Bruns).

[Continue lendo.]

Nota: Essa história e muitas outras são narradas em detalhes no livro A Chegada do Adventismo ao Brasil, em preparo para republicação em breve, pela Casa Publicadora Brasileira.

Missionário brasileiro fala dos desafios e oportunidades no Níger

nigerO Níger é uma das nações economicamente mais pobres do mundo, e possui poucas terras cultiváveis e escassos recursos naturais de valor comercial. Como se não bastassem esses dados, o país detém o terceiro menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta. É nesse contexto que o pastor Cleber Trindade e sua família trabalham para levar boas-novas de esperança. Ele, a esposa, Andréa, e a filha, Cindy, estão no país desde o início deste ano. O pouco tempo já deixou bem claros os desafios que teriam de enfrentar. Em 2018, um grupo de estudantes do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), Campus Engenheiro Coelho, esteve na capital, Niamey, e auxiliou nos projetos de evangelismo desenvolvidos no local. Para Cleber, visitas como essas se mostraram marcantes na vida dos moradores. A Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com o casal que demonstrou, então, um desejo forte de aproveitar cada oportunidade para falar de Jesus aos nigerinos.

Qual é a estrutura atual da Igreja Adventista no Níger?

Aqui no Níger, nossa estrutura é limitada. Temos a sede administrativa em Niamey, que é a capital, onde também temos a sede da ADRA no país. A igreja é relativamente nova, tem cerca de 35 anos de existência no país, com aproximadamente 1.200 membros. O número de membros cresceu de forma exponencial nos últimos três anos de trabalho. Apesar das dificuldades enfrentadas para manter a obra, Deus tem providenciado meios por meio de doadores, que nos ajudam a manter os obreiros e pastores pregando e cuidando das pessoas em suas comunidades. Cremos grandemente que essa obra, portanto, irá avançar ainda mais.

Em que principais frentes vocês atuam?

Devido às necessidades vistas no país, trabalhamos em três principais frentes: suprimos necessidades básicas da comunidade local; oferecemos treinamento e formação de líderes; e fazemos programas de evangelismo.

Quais são os dois maiores desafios desse trabalho?

São vários desafios. A pobreza extrema é um deles. Há, também, o islamismo. Pelo menos 98,7% da população professa a fé islâmica (Sunita). Existe, ainda, o baixo número de cristãos, com apenas 0,4% de representatividade. Outro problema é o terrorismo, pois há locais a que se pode ir somente com segurança armada – a igreja, por exemplo, foi empurrada para longe da fronteira do Mali por questões de terrorismo.

E quais as maiores oportunidades para o trabalho de evangelização aí?

As oportunidades são tão grandes quanto os desafios, pois onde há pobreza e descaso, há também oportunidade de oferecer ajuda e se aproximar das pessoas. Por isso, montamos escolas de alfabetização, perfuramos poços artesianos, damos atenção médica, sem contar os projetos evangelísticos.

Sabemos que o Níger, assim como outros países africanos, luta muito contra o terrorismo. E, consequentemente, com atentados constantes. Como a igreja enxerga esse conflito na perspectiva de uma organização existente para pregar o evangelho da paz?

Não é fácil lidar com a existência de algo que pode acontecer a qualquer momento e em qualquer lugar. Para a igreja, é um desafio constante, pois entramos em conflito com grupos que não aceitam o evangelho e colocam medo e pavor em pessoas que fizeram uma escolha diferente da que eles vivem.

Aqui é tão complicado, que há locais a que minha esposa e filha não podem ir, por serem muito brancas. Mantemos alguns procedimentos para evitar confrontações com a cultura local e riscos para a integridade física. Nos locais mais perigosos, somente nativos realizam os trabalhos, pois só assim a comunidade os aceita. É por isso que existe a necessidade de fazermos discípulos, para que homens e mulheres possam, cada qual em sua língua e dialetos, levar Cristo para outras pessoas, onde em muitos lugares não seria possível outra pessoa fazer isso.

De tudo o que tem vivido, conte algumas lembranças impactantes do que você tem presenciado no campo missionário.

Certo dia, visitando uma das aldeias, uma mãe, com um olhar triste, lavou suas crianças e chegou perto de mim. Ele pediu que escolhesse uma delas para levar embora. Aquela mãe tinha o desejo de salvar pelo menos um de seus filhos, pois sabia que, com o calor, a falta de água e de comida, a possibilidade de vida é muito difícil. Isso realmente mexeu comigo, pois me senti impotente diante dessa situação a qual não tinha muito como resolver naquele momento.

O Níger é um país desértico; cerca de 70% do território é deserto do Saara, e a água é algo muito difícil de se encontrar e extremamente valorizada. Nós construímos uma igreja na região de Tilabri, um povoado em Banizounbu, e ali percebemos o desejo de conhecer a Deus e ter um local para adorá-Lo. Eles próprios construíram a igreja com ajuda financeira vinda do Brasil. Essas pessoas buscaram água a cinco quilômetros de distância para construir sua igreja. Apesar de tudo, o poder de Deus é grande e age de formas incompreensíveis. Vai sempre além do que imaginamos.

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Qual o seu maior desejo, ao se dispor a trabalhar nesse desafio?

Nosso desejo é poder levar boas-novas de esperança, levando também conforto, alívio e a paz que Cristo nos pode dar. Consideramos que somos os pés missionários, pois estamos aqui fisicamente. Nós, porém, precisamos de mãos missionárias em diversos lugares do mundo, orando por nós e por este povo, e enviando recursos financeiros, que são muito limitados neste lugar. Logo Jesus voltará e, por isso, meu desejo é fazer a diferença, ser a luz que eles precisam e que vejam Cristo em nós.

(Notícias Adventistas)

3A esposa do pastor Cleber, Andréa, é psicóloga e faz atendimentos à distância (veja o cartaz ao lado).

Ofertas em dinheiro para o trabalho no Níger podem ser enviadas para o Instituto de Disseminação do Evangelho – Gospel Outreach:

BANCO BRADESCO

(Número do banco: 237)

Agencia 0892-3

Conta Corrente 15900-0

CNPJ: 13.546.612/0001-26

A forma de pensar e os pontos em comum dos movimentos dissidentes

contraEmbora existam diversos movimentos antagônicos a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com abordagem, pontos doutrinários ou ênfases diferentes, praticamente todos concordam em alguns pontos centrais. O presente artigo analisa criticamente a macroestrutura conceitual dos movimentos dissidentes brasileiros, enfocando cinco pontos. O movimento dissidente adventista brasileiro é relativamente novo e ganhou projeção com a popularização das redes sociais. É bastante heterogêneo em suas propostas e diverge em muitos aspectos. Entretanto, é possível observar alguns pontos em comum, que funcionam como fundamentos sobre onde constroem sua forma de pensar e agir contra a Igreja Remanescente. Conhecer essa macroestrutura tanto pode proteger os adventistas de perder a confiança na igreja e se desviar da sã doutrina (2 Timóteo 4:3), quanto pode alcançar pessoas que já se encontram em movimentos espúrios.

Desvios teológico-doutrinários

Os grupos dissidentes se desviaram do corpo doutrinário adventista, estabelecido progressivamente pelo exame minucioso das Escrituras, sob a guia do Espírito Santo e confirmado pelo Espírito de Profecia.[1] Alguns dissidentes são totalmente antagônicos em seus pontos de vista, enquanto outros são mais moderados ou não enfatizam abertamente sua discordância do pensamento oficial da igreja.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia defende os princípios de sola, tota e prima Scriptura.[2] Ou seja, nossa regra de fé e prática é unicamente a Palavra de Deus. “Os adventistas do sétimo dia aceitam a Bíblia como seu único credo e mantêm certas crenças fundamentais como sendo o ensino das Escrituras Sagradas. Essas crenças […] constituem a compreensão e a expressão do ensino das Escrituras por parte da igreja.”[3]

Nossa estrutura teológica se divide em seis doutrinas básicas (Deus, ser humano, salvação, igreja, vida cristã e últimos eventos) e 28 crenças fundamentais,[4] que podem ser ampliadas ou revisadas em uma assembleia da Associação Geral.[5] Diferente da denominação, os dissidentes já ampliaram, reduziram ou revisaram as crenças fundamentais por conta própria, adotando conceitos estranhos à fé adventista. Às vezes, o problema não está na mudança, mas na ênfase exagerada em um ponto doutrinário.

Geralmente os principais desvios teológicos[6] são: a negação da doutrina da Trindade,[7] da personalidade e divindade do Espírito Santo;[8] a negação ou distorção do Dom de Profecia[9] e do sistema do dízimo;[10] a nova interpretação da crença do matrimônio e da família[11] e no remanescente e sua missão[12] e a negação ou reinterpretação do ministério de Cristo no Santuário Celestial.[13]

Os dissidentes também questionam a confiabilidade do texto bíblico,[14] ignoram a fórmula batismal,[15] dogmatizam a posição para oração,[16] distorcem o nome[17] e a natureza humana de Cristo,[18] o estilo de vida adventista, a reforma de saúde, as profecias e os eventos finais,[19] a administração e a missão da igreja, etc. Nos últimos anos o perfeccionismo[20] e sua relação com a natureza caída de Cristo e a teoria da última geração[21] têm sido muito explorados, assim como a questão insustentável do terraplanismo.[22]

Em alguns casos, os dissidentes assumem um posicionamento doutrinário diferente da denominação, enquanto em outros reinterpretam a crença ou enfatizam algum ponto específico, movendo os membros da segura plataforma da verdade ao negar ou ensinar doutrinas contrárias[23] à “verdade presente” (2Pd 1:12).

Tais desvios teológicos podem ser atribuídos a “uma hermenêutica peculiar”, distinta do método gramático-histórico, adotado pelos adventistas do sétimo dia.[24] Ellen White previu o surgimento de “homens com interpretações das Escrituras que para eles são verdade, mas que não o são. Deus nos deu a verdade para este tempo como um fundamento para nossa fé. Ele próprio nos ensinou o que é a verdade. Aparecerá um, e ainda outro, com nova iluminação, que contradiz aquela que foi dada por Deus sob a demonstração de Seu Santo Espírito.”[25]

Perda da confiança na organização

Os dissidentes perderam a confiança na Igreja Adventista do Sétimo como instituição. Eles declaram abertamente que já não acreditam na organização, pois ela “apostatou da verdade e é injusta”,[26] assumindo “uma atitude extremamente crítica e belicosa para com a igreja e sua liderança.”[27] Isso afeta os membros sinceros que podem deixar de apoiar a igreja; os apologetas evangélicos, que se aproveitam para justificar seus ataques; e os interessados na verdade, que podem se afastar. A imagem da igreja, por outra parte, é comprometida perante a opinião pública, gerando um desgaste desnecessário.

As razões para tal posição podem ser, para José Barbosa, algumas declarações reprovadoras de Ellen White e o mundanismo, a incredulidade e apostasia existentes na vida de pessoas dentro da igreja. Ao analisar as mais severas repreensões do Espírito de Profecia, o autor conclui que elas devem ser interpretadas em seu contexto histórico, e que as reprovações, por mais severas que sejam, não significam necessariamente rejeição, mas tentativas amorosas de correção.[28]

Sobre os problemas comportamentais dos membros (incluindo, às vezes, líderes), Barbosa lembra que “não desqualificam a igreja. Não são indício de que ela, como organização, traiu o legado divino”,[29] afinal de contas, Ellen White afirmou: “Por haver na igreja membros indignos, não tem o mundo o direito de duvidar da verdade do cristianismo, nem devem os cristãos desanimar por causa desses falsos irmãos […]. [Cristo] disse que até o fim do tempo haveria falsos irmãos na igreja.”[30]

Os dissidentes fazem uma dicotomia entre a igreja adventista espiritual e a igreja institucionalizada. Os verdadeiros adventistas, para eles, são parte da igreja espiritual, mas não da institucionalizada. Essa teoria não pode ser sustentada nem pela Bíblia nem pelo Espírito de Profecia.[31] Ellen White não faz distinção entre a igreja, sua organização e instituições.[32] Após instituir Sua igreja, Jesus a investiu de autoridade eclesiástica (Mt 16:18, 19).

Ellen White escreveu: “Buscamos o Senhor em oração fervorosa para que pudéssemos compreender Sua vontade; e Seu Espírito nos iluminou, mostrando-nos que deveria haver ordem e perfeita disciplina na igreja, e que era essencial a organização.”[33] Ela também deixa claro que “não podemos agora entrar para qualquer organização nova; pois isto significaria apostatar da verdade.”[34] Ela afirma ainda que a igreja “não deve ser desorganizada ou esfacelada em átomos independentes”, e que isso nunca ocorrerá.[35]

Suposto papel profético

Segundo Ted Wilson, presidente mundial da Igreja Adventista, “alguns grupos ou ministérios independentes, em diversas partes do mundo, parecem reclamar para si mesmos um papel profético ou corretivo que, às vezes, pode criar controvérsias que dividem congregações e a irmandade. Como igreja remanescente dos últimos dias, é muito importante olharmos a Cristo em busca de unidade em nossa comissão doutrinária, dada por Deus para Seu movimento profético, e voltada para a missão”.[36]

Um dos maiores equívocos dos movimentos dissidentes é a alegação de ter um papel profético, sem nenhum fundamento bíblico ou do Espírito de profecia. Tanto a Palavra de Deus (Ap 10:11; 12:17; 19:10) quanto os escritos de Ellen White deixam claro que Deus suscitou a Igreja Adventista do Sétimo Dia para uma missão especial nos últimos dias.[37]

Alguns adeptos e líderes dissidentes alegam haver recebido revelações divinas para justificar seu posicionamento. A ideia de ter uma função profética de correção da igreja oficial parece ser generalizada, enquanto o profetismo popular parece não ser aceito por todos os dissidentes. Entretanto, “a manifestação de pretensas revelações proféticas” em alguns círculos dissidentes já foi documentada.[38]

Os dissidentes exaltam seu papel profético decisivo para purificar a igreja, como se Deus os houvesse enviado para uma obra que somente o Espírito Santo pode fazer (Ez 37; Jo 16). Alguns dissidentes, para ser mais convincentes, mencionam que receberam algum sonho, visão, revelação, impressão ou ouviram vozes ou sons,[39] etc., que são a prova de sua mensagem. Nesse aspecto, é bom lembrar o que escreveu Alberto Timm:

“O mero recebimento de revelações proféticas, quer por sonhos ou por visões, não garante em si que o profeta seja verdadeiro. A Bíblia menciona que nos últimos dias surgiriam manifestações proféticas tanto verdadeiras (Jl 2:28-31) quanto falsas (Mt 24:24; cf. 1Jo 4:1). A expressão ‘falsos profetas’ (Mt 24:24) se refere, em sentido primário, a pessoas que recebem revelações sobrenaturais de origem satânica. Mas, em sentido secundário, ela pode ser aplicada também àqueles que distorcem a palavra profética registrada na Bíblia e nos escritos de Ellen G. White. Com essa atitude, eles colocam suas ideias pessoais acima das revelações divinas, o que não deixa de ser uma forma secundária de profetismo, que acaba neutralizando a própria palavra profética. Toda pretensa revelação profética, para ser verdadeira, deve estar em plena conformidade com os ensinos bíblicos. (ver Is 8:20; Mt 4:4;7:15-23; Gl 1:8,9).”[40]

Conceito de um novo remanescente[41]

Os dissidentes também creem em um novo conceito de Remanescente. Para eles a Igreja Adventista do Sétimo Dia apostatou, perdendo o favor divino e já não constitui o remanescente fiel do tempo do fim (Ap 12:17). Afirmam que ela se tornou Babilônia ou parte dela, por haver adotado doutrinas antibíblicas.[42] Isso originou os ministérios independentes, grupos de estudos separados, comunidades na internet, institutos e até algumas denominações religiosas que rivalizam com a Igreja Adventista.[43]

“Em surgindo quaisquer pessoas que pretendem possuir grande luz e não obstante advogando a demolição daquilo que o Senhor por Seus agentes humanos tem estado a edificar, acham-se eles muito enganados, e não trabalham em cooperação com Cristo. Aqueles que afirmam que as igrejas adventistas do sétimo dia constituem Babilônia, ou qualquer parte de Babilônia, deveriam antes ficar em cassa. Que ele se detenham e considerem qual é a mensagem que deve ser pregada presentemente. Em vez de trabalhar com meios divinos para preparar um povo que subsista no dia do Senhor, eles se puseram ao lado daquele que é um acusador dos irmãos, que os acusa dia e noite perante Deus. Agentes satânicos têm vindo das profundezas, inspirando os homens a unir-se numa confederação do mal, para perturbar e hostilizar o povo de Deus, causando-lhe grande aflição.”[44]

O pastor Amim Rodor escreveu um artigo que esclarece melhor esse assunto. Quando Israel falhou, “Deus suscitou a igreja cristã. Quando esta se tornou corrompida em doutrinas e práticas, Ele levantou os reformadores para se separarem e formarem o corpo protestante. Então, estes também falharam em avançar na luz que lhes foi concedida, e o Senhor suscitou o movimento adventista com uma missão especial para o fim da História. […] até aqui os fiéis saíram do remanescente apostatado para constituírem um novo remanescente.”[45]

O ciclo de chamado, apostasia e novo chamado não continua aberto indefinidamente, porque, no cenário do fim, é necessário uma nova dinâmica, para evitar que ocorresse constantemente sem qualquer resolução final. Além disso, Deus previu e fez provisão para o fracasso dos movimentos anteriores.[46]

Contudo, não existe qualquer provisão profética para um novo remanescente em substituição ao movimento adventista. Isso é evidente no Apocalipse (capítulos 3 e 12). Sete igrejas, e não mais, simbolizam a trajetória da igreja através da Era Cristã. Laodiceia, a igreja morna, o povo do juízo, com todos os seus defeitos e fraquezas, fecha o círculo.[47]

Alberto Timm usa a expressão “sacudidura inversa” para explicar esse novo conceito de remanescente.[48]

“Os movimentos dissidentes alegam que os adventistas genuínos devem se retirar da igreja para estabelecer ministérios de maior santidade. Em contraste, Ellen White afirma que, na sacudidura final, os verdadeiros adventistas permanecerão na igreja, enquanto os apóstatas se retirarão. Por tanto, a sacudidura purificará a igreja, evitando que ela perca sua identidade e que seja substituída por outro movimento.”[48]

Espírito crítico e ações independentes

Os dissidentes também demonstram forte espírito crítico e uma agenda de atividades independente da igreja. Os fariseus tinham um traço predominante: seu espírito crítico. Eles se tornaram especialistas em criticar, julgar e condenar deliberadamente aqueles que discordavam de seus pontos de vista (Mt 9:34;12:1-8; 15:1-20; 23:1-36; Lc 6:7; 11:37-44; 12:1; 15:1, 2; 16:14; 18:9-14; Jo 1:24, 25; 9:34). Jonas Arrais argumenta que os fanáticos geralmente seguem uma sequência: tentar fazer com que todos na igreja concordem com seus pontos de vista; condenar os que se recusam a aceitar sua linha de pensamento e então criticar a igreja e todo o movimento adventista.[49]

Ellen White nos exorta a ter cuidado com o espírito de crítica: “Tem havido alguns temperamentos peculiares, que desenvolvem ideias próprias pelas quais julgam os irmãos. E se alguém não estava exatamente em harmonia com eles, havia imediatamente perturbação no acampamento. Alguns têm coado um mosquito, e engolido um camelo” (Mt 23:24).

“Vi que alguns estão definhando espiritualmente. Têm vivido por algum tempo a observar se seus irmãos andam retamente – espreitando toda falta, para então os meter em dificuldades. E enquanto fazem isto, a mente não está em Deus, nem no Céu ou na verdade; mas simplesmente onde Satanás quer que esteja – nos outros. Seu coração é negligenciado; raramente essas pessoas veem ou sentem as próprias faltas, pois têm tido bastante que fazer em vigiar as faltas dos demais, sem sequer olhar para si mesmos, ou examinar o próprio coração. O vestido, o chapéu ou o avental lhes prendem a atenção. Precisam falar a este e àquele, e isto basta para os ocupar por semanas. Vi que toda a religião de alguns pobres corações consiste em observar a roupa e os atos dos outros, e em os criticar. A menos que se reformem, não haverá no Céu lugar para elas, pois achariam defeitos no próprio Senhor.”[50]

“Os críticos devem lembrar que as dificuldades entre pessoas devem ser tratadas na esfera individual (Mt 18:15-20), e, caso os membros tenham queixas contra a igreja, devem apresentá-las, no devido espírito, a quem de direito.”[51] Eles devem igualmente confiar que “Deus está à frente da obra, e Ele porá tudo em ordem. Se, na direção da obra, houver coisas que careçam de ajustamentos, Deus disso cuidará, e operará para corrigir todo erro.”[52] Denegrir pessoas e a igreja do Senhor, de forma pública, não é o caminho para ajudá-las.[53]

Infelizmente, os dissidentes realizam atividades, promovem eventos, desenvolvem projetos, publicam materiais, muitas vezes, sem a devida consulta, acompanhamento e/ou, quando necessário, autorização da igreja. Isso tem gerado vários problemas, tanto interna quanto externamente.

Um exemplo recente foi a publicação da polêmica Bíblia White,[54] que “não é produzida nem recomendada pela Igreja”, por vários motivos. Um deles é o uso de uma tradução (Almeida Antiga) com alteração de diversas passagens. Um exemplo é o texto de 1 João 5:18: “Enquanto versões bem aceitas, como a Almeida Revista e Atualizada, indicam que a pessoa nascida de Deus não vive pecando ou na prática do pecado, a chamada Bíblia White registra que a pessoa ‘não peca’, o que mostra uma tendência teológica perfeccionista contrária à mensagem do capítulo 1:8-10 da própria carta de João.”[55]

Segundo alguns dos organizadores do material, a única versão não adulterada das Escrituras é a chamada Bíblia White. Isso não representa o pensamento de Ellen G. White, nem da Igreja Adventista do Sétimo Dia em nível mundial. Por outro lado, há evidências quanto aos métodos equivocados utilizados por aqueles que produziram a obra e entenderam que tinham autorização e autoridade para modificar o sentido de diferentes trechos da Bíblia.[56]

A chamada Bíblia White demonstra essa falta de cuidado na anotação dos textos bíblicos a partir de citações de Ellen G. White. Os editores selecionaram citações dela sem levar em conta o contexto. Também não consideraram outros textos da autora que dão uma perspectiva mais completa do tema abordado. Títulos foram inseridos na publicação para direcionar a interpretação dos textos de acordo com a posição dos produtores do material. Isso expõe desnecessariamente a Igreja Adventista do Sétimo Dia, intensifica o espírito de crítica e produz divisão.[57]

A Igreja nunca foi procurada para dialogar sobre a produção de uma Bíblia com comentários de Ellen White. Além disso, a Casa Publicadora Brasileira “é a única autorizada pelos depositários legais dos escritos de Ellen G. White a traduzir seus escritos para a língua portuguesa no país. […] Portanto, terceiros não possuem autorização para realizar traduções”.[58]

Um desses movimentos, que tem revelado espírito crítico e de insubordinação à igreja como instituição, em um de seus encontros chegou a promover “uma cerimônia religiosa de casamento de simpatizantes não oficiada por um pastor o ordenado”.[59]

Embora a Igreja Adventista exerça sua missão geralmente por meio de uma estrutura organizada de igrejas, campos, instituições, ministérios e departamentos, recebe o auxílio de ministérios de apoio que realizam tarefas e proveem recursos de que a igreja não dispõe.[60] Entretanto, todos os grupos que desejam apoiá-la devem trabalhar em harmonia com as normas, a agenda e a liderança da denominação, para evitar o enfraquecimento da unidade do corpo de Cristo. Por essa razão, a Divisão Sul-Americana tomou um voto a respeito:

“Não recomendarmos as atividades de qualquer ministério, grupo ou pessoa que se sente na liberdade de (1) difamar a igreja de forma pública ou privada; ou (2) promover teorias doutrinárias em desacordo com as 28 Crenças Fundamentais da IASD, tais como o antitrinitarianismo e a negação da personalidade do Espírito Santo, o perfeccionismo e a teoria de que Cristo veio com uma natureza humana moral e espiritualmente caída, questionamentos ao dom profético de Ellen G. White, especulações escatológicas, desequilíbrio na área da saúde, etc.; ou (3) aceitar dízimos; ou (4) exercer suas atividades sem o apoio da liderança da respectiva organização responsável por aquele território (União de igrejas/Associação/Missão local). Diante dos prejuízos que podem ocasionar à unidade da igreja e ao cumprimento de sua missão, nenhuma pessoa ou ministério com alguma dessas características deve ser convidado a participar em atividades da igreja. Reconhecemos, porém, a importante contribuição de pessoas e grupos que investem seu tempo e recursos pessoais no desenvolvimento de planos e estratégias de apoio à igreja no cumprimento de sua missão. O espírito de colaboração e apoio dessas pessoas e grupos têm sido fundamentais à proclamação do ‘evangelho eterno’ a todo mundo (Apocalipse 14:6).”[61]

Conclusão

Além de discordar seriamente da teologia adventista do sétimo dia, desconfiar de sua organização, alegar exercer um papel profético (“endossado”, às vezes, por supostas revelações), os dissidentes brasileiros também se consideram um novo e mais puro remanescente, demonstrando um espírito crítico e tendo agenda independente da igreja. Essa estrutura conceitual parece revelar sua linha de pensamento e atuação.

Embora todos os membros tenham direitos iguais dentro da igreja, nenhum membro, individualmente ou em grupo, deve iniciar um movimento, formar uma organização ou buscar motivar adeptos a fim de alcançar qualquer objetivo, ou para o ensino de qualquer doutrina ou mensagem que não esteja em harmonia com os objetivos e ensinamentos religiosos fundamentais da igreja. Tal curso de coisas resultaria no desenvolvimento de um espírito de divisão, na fragmentação do bom testemunho da igreja, e, portanto, no impedimento do desempenho de suas obrigações para com o Senhor e com o mundo.[62]

(Ribamar Diniz é pastor, escritor e editor. Atualmente é mestrando em Teologia pelo SALT/FADBA, membro da Sociedade Criacionista Brasileira e pastor distrital na Missão Pará-Amapá; seus artigos podem ser lidos em http://bo.academia.edu/RibamarDiniz)

Referências:

  1. Ver George R. Knight, Em busca de identidade: o desenvolvimento das doutrinas Adventistas do Sétimo Dia. Trad. José Barbosa da Silva (Tatuí, SP: CPB, 2005).
  2. Raoul Dederen, Ed. Tratado de teologia Adventista do Sétimo Dia (Tatuí, SP: CPB, 2011), 70-71.
  3. Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia (Tatuí, SP: CPB, 2016), 166.
  4. Ver Nisto cremos; Tratado de teologia adventista do sétimo dia, v. 9, Raoul Dederen, ed., (Tatuí, SP: CPB, 2015) e Questões sobre doutrina: o clássico mais polêmico do adventismo, George R. Knight, edição anotada, 1ª ed. (Tatuí, SP: CPB, 2008).
  5. Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 166.
  6. O site adventistas.com reúne as principais posições doutrinárias dos grupos dissidentes brasileiros, além de listá-los (acesso: 12 de agosto de 2019).
  7. A divindade, e a maravilhosa conexão entre o céu e a terra, chamada Espírito Santo (Contenda, PR: Ministério 4 Anjos, 2003, compilado e organizado por Jairo Pablo Alves de Carvalho. Ricardo Nicotra, Eu e o Pai somos um, 2ª ed. (São Paulo: Ministério Bíblico Cristão, 2004); Marcos Avellar, Manual Bíblico Unitariano (Natal, Rio Grande do Norte: Impressão Gráfica, 2019). A visão adventista sobre a Trindade e a resposta a tais alegações pode ser encontrada em Woodrow Whidden, Jerry Moon e John W. Reeve, A Trindade: Como entender os mistérios da pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo, 2ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2015); Milton L. Torres, Tentaram a Deus no seu coração: A controvérsia antitrinitariana (Belo Horizonte: GEANB, 2011). Alberto Timm escreveu resenhas críticas sobre os dois primeiros livros citados, na Revista Parousia, ano 5, nº 1 (1º semestre de 2006), 79-100 e Revista Parousia, ano 4, nº 2 (1º semestre de 2006).
  8. Ver Roberto Biagini, Apostila “100 perguntas às perguntas que não mais clamam”, http://www.iasdemfoco.net/2008/100_Respostas_Sobre_a_Trindade.pdf (acesso: 20 de agosto de 2019); Reinaldo W. Siqueira, Alberto R. Timm, orgs. Pneumatologia: Pessoa e obra do Espírito Santo, Artigos teológicos apresentados no IX Simpósio Bíblico-Teológico Sul-Americano, 1ª ed. (Engenheiro Coelho, SP: UNASPRESS, 2017).
  9. Ver Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor: O ministério profético de Ellen White (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000); Artur L. White, Ellen White: Mulher de visão (Tatuí, São Paulo: CPB, 2015); Denis Fortin e Jerry Moon, eds., Enciclopédia Ellen G. White (Tatuí, SP: CPB, 2018).
  10. Ver Rodrigo Follis, org. Santo ao Senhor: Princípios de adoração financeira, 3ª ed. (Engenheiro Coelho, SP: UNASPRESS, 2017).
  11. Ver Ribamar Diniz, “Diferencias doctrinales entre los adventistas y los reformistas”, Revista Doxa, año 2, nº 1, Ribamar Diniz, ed. (2012), 87-107.
  12. Ver Hans K. LaRondelle, “Remanescente e mensagens dos três anjos”, em Tratado de teologia adventista do sétimo dia, 964-1002; “O Remanescente e sua missão”, em Nisto Cremos, 180-197; Ángel Manuel Rodríguez, org. Teologia do Remanescente: uma perspectiva eclesiológica adventista (Tatuí, SP: CPB, 2012).
  13. William H. Shea: Estudos selecionados em interpretação profética, 3ª ed. (Engenheiro Coelho, SP: UNASPRESS, 2016).
  14. Alberto R. Timm, Hermenêutica antitrinitariana moderna: análise metodológica, Revista Parousia, 1º semestre de 2006 (Engenheiro Coelho, São Paulo: UNASPRESS), 12.
  15. Ver Christian A. Zaldúa, “Batismo em nome da Trindade”, Revista Ministério, julho-agosto de 2007, 17-19.
  16. Muitos dissidentes assumem a posição que a oração só pode ser realizada ajoelhada. A resposta a tais alegação aparece em Félix Rios, Posição, Linguagem e Comportamento Próprios da Oração Pública”, disponível em http://www.centrowhite.org.br/pesquisa/artigos/posicao-linguagem-e-comportamento-proprios-da-oracao-publica/ (Acesso: 25 de agosto de 2019).
  17. Silva, Demóstenes Neves da Silva, Yehoshua: perguntas e respostas sobre o significado e a origem do nome de Jesus uma abordagem histórica e bíblica (Cachoeira, BA : CePLIB, 2008); Reinaldo H. Siqueira ¿Era su nombre Yehôshua?, Asuntos contemporãneos en la teología adventista, 2ª ed. Revisada y actualizada, Alberto R. Timm, compilador. 62-69.
  18. Ver Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo (Tatuí, São Paulo: CPB, 2004).
  19. A visão adventista sobre a escatologia adventista e a resposta a tais alegações aparece em Alberto R. Timm, Amim A. Rodor e Vanderlei Dorneles, orgs., O futuro: a visão adventista dos últimos acontecimentos. Artigos teológicos apresentados no V Simpósio Bíblico-Teológico Sul-Americano em Homensang a Hans K. LaRondelle (Engenheiro Coelho, São Paulo: Unaspress, 2004).
  20. A visão adventista sobre a perfeição cristã e a resposta a tais alegações aparece em Amim Rodor, ed., Revista Parousia, Ano 7, Nº 2. 2ª Semestre de 2008 (Engenheiro Coelho, São Paulo: UNASPRESS, 2008) e Amim Rodor, ed., Revista Parousia, Ano 7, Nº 1. 1ª Semestre de 2008 (Engenheiro Coelho, São Paulo: UNASPRESS, 2008).
  21. Essa teoria é apresentada no penúltimo capítulo de livro de M. L. Andreasen, O Ritual do santuário, 2ª ed. (Santo André, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1948).
  22. Eduardo F. Lutz (físico), Ajuda a um Terraplanista. Disponível em http://michelson.bibliacs.com/terraplanista.pdf (Acesso: 12 de agosto de 2019).
  23. Essa é uma razão para disciplina de membros no Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 64.
  24. Alberto R. Timm, Hermenêutica antitrinitariana moderna: análise metodológica, Revista Parousia, 1º Semestre de 2006 (Engenheiro Coelho, São Paulo: UNASPRESS), 02.
  25. Ellen G. White, O outro poder: conselhos aos escritores e editores. Trad. Davidson Deana (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2010), 22.
  26. Alberto R. Timm, Revista Adventista (Brasil), maio de 2011, 15-16.
  27. Revista Adventista (Brasil), maio de 2011,15.
  28. José Barbosa, “Deixou a Igreja Adventista do Sétimo Dia de ser a igreja de Deus?” Revista Adventista (Brasil), dezembro de 2003, 9-11.
  29. Idem.
  30. Ellen G. White, Parábolas de Jesus, 15ª ed., Trad. S. Júlio Schwantes (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 72-73.
  31. Veja por exemplo Manual da Igreja, 26-32 e Gerald Klingbeil, Martin G. Klingbeil, Miguel Ángel, eds. Pensar la iglesia hoy: hacia una eclesiología adventista. Estudos teológicos presentados durante el IV Simposio Bíblico-Teológico Sudamericana em honor a Raoul Dederen, 1ª ed. (Libertador San Martín (Entre Ríos): Editorial Universidad Adventista del Plata, 2002), 189-198.
  32. Igreja remanescente, 22-23.
  33. Idem, 22.
  34. Ibidem, 68.
  35. Ibidem, 60-61.
  36. Ted N.C. Wilson “Unidos em Cristo”, Revista Adventista (Brasil), maio de 2011, 15-16.
  37. White, Eventos finais, capítulo 4 “A igreja de Deus nos últimos dias”, 30-32.
  38. Timm, Hermenêutica antitrinitariana moderna, 11.
  39. Veja um exemplo recente em https://www.youtube.com/watch?v=YcZpSw4FNZg (Acesso: 16 de agosto de 2019).
  40. Timm, Hermenêutica antitrinitariana moderna, 11.
  41. Veja as referências da nota 17.
  42. “A IASD não é Babilônia, nem filha dela. É irmã!” (Acesso: 19 de agosto de 2019).
  43. Adventistas Históricos, Adventistas Históricos de Bagé, RS, Adventistas Históricos de Itaúna, MG, Adventistas Históricos no Facebook, Ao Deus Único, Convenção dos Cristãos Bereanos, ICBA – Igreja Cristã Bíblica Adventista, Igreja Adventista da Nova Aliança, Localizar Comunidades Adventistas Livres, Mensagem Atual — Tatuí, SP. Ministério 4 Anjos, Ministério Adventista Bereano, Religião Pura.
  44. Review and Herald, 29 de agosto e 5 de setembro de 1893. Reimpresso em Testemunhos para Ministros, 41-47.
  45. Amim Rodor, “Um novo remanescente?”, Revista Adventista, novembro de 2003, 8-10.
  46. Revista Adventista, novembro de 2003, 9.
  47. Idem.
  48. Timm, Hermenêutica antitrinitariana moderna, 13.
  49. Revista del Anciano, octubre-diciembre de 2011, 34.
  50. Jonas Arrais, Uma igreja positiva em um mundo negativo: como desenvolver e aperfeiçoar a liderança em cada experiência de sua igreja (Silver Spring, Maryland: publicado por Ministerial Association Resource Center General Conference of Seventh-day Adventsts, 2008), 91.
  51. Idem, 144-145.
  52. Manual da igreja, 63.
  53. Review and Herald, 20 de setembro de 1892.
  54. Ver Desejado de todas as nações, 441. Review and Herald, 5 de setembro de 1893.
  55. Davi Boechat, “A polêmica ‘Bíblia White’” https://michelsonborges.wordpress.com/2019/04/11/a-polemica-biblia-white/ (Acesso: 19 de agosto de 2019). Ver ainda Michelson Borges, “Quem pode eticamente publicar livros de Ellen White” https://michelsonborges.wordpress.com/2019/05/08/quem-pode-eticamente-publicar-livros-de-ellen-white/ (Acesso: 20 de agosto de 2019).
  56. “Esclarecimentos sobre a Bíblia White”, https://noticias.adventistas.org/pt/notas-oficiais/esclarecimentos-sobre-a-biblia-white/ (Acesso: 19 de agosto de 2019).
  57. Ibidem.
  58. Idem.
  59. Idem.
  60. UCB (União Central Brasileira) – VOTO DE DESAPROVAÇÃO AOS LÍDERES E SIMPATIZANTES DO CONGRESSO MV (Missionários Voluntários).
  61. Documento “A Igreja Adventista do Sétimo Dia e algumas organizações particulares”, Divisão Norte americana.
  62. Voto 2010-117: “Unidade de Doutrina e Missão”, http://www.centrowhite.org.br/perguntas/perguntas-e-respostas-biblicas/misterios-independentes/ (Acesso: 19 de agosto de 2019).
  63. Manual da igreja, 61. A “adesão ou participação em movimento ou organização separatista ou desleal” é uma das razões para disciplina de membros. Manual da Igreja, 64.

Adventistas têm escolas em todo o país, mesmo sendo só 3% dos brasileiros

adventista-542504Os adventistas do sétimo dia respondem por 3% dos evangélicos no Brasil hoje, de acordo com a pesquisa “Perfil e opinião dos evangélicos no Brasil”, divulgada pelo Datafolha em dezembro de 2016. No mundo inteiro, são 20 milhões de pessoas – a título de comparação, os anglicanos são cerca de 80 milhões, bem como os luteranos. Mas mesmo relativamente diminutos, os adventistas respondem por uma das maiores redes educacionais do mundo, atendendo dois milhões de alunos em 7,8 mil escolas localizadas em 165 países. É a preocupação com o ser humano de forma integral que faz com que os adventistas estejam presentes em diversas áreas da sociedade, como a educação. Além da área de educação, a igreja atua na área da saúde, dirigindo cerca de 700 hospitais e clínicas, e na indústria de alimentos, com 18 empresas que fabricam produtos com características que contribuem para o bem-estar físico.

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