Larissa Manoela posta foto em colégio adventista

larissaLarissa Manoela fez parte de um colégio religioso quando era criança e a revelação pegou os fãs de surpresa. Em seu perfil no Instagram, ela publicou uma foto ao lado de seus ex-colegas de turma. Na legenda, ela falou sobre o assunto pela primeira vez e disse que a escola era adventista: “Bom dia com esse baita #tbt. RELÍQUIAS!” Em seguida, disse que voltou a manter contado com os ex-colegas de classe: “13 anos depois a gente voltou a se falar e eu nem sei dizer o tamanho da minha alegria.” “Colégio Adventista de Guarapuava – 2007 – 1° série”, finalizou a atriz, que arrancou elogios dos fãs. Larissa Manoela, vale lembrar, está na espera para começar a gravar sua nova novela [na TV Globo]. […] (RDI)

larissa2Nota: Quando me enviaram a notícia acima, imediatamente me lembrei do lindo testemunho que a atriz Luana Piovani postou em seu Instagram alguns anos atrás (veja este vídeo), e mais uma vez pensei na responsabilidade que nossas instituições e nossas igrejas têm de representar bem o caráter de Deus e os valores expressos na Bíblia Sagrada. Na verdade, é de pensar no testemunho que cada um de nós tem dado a respeito do cristianismo. Será que aqueles que conviveram conosco, foram nossas vizinhos ou colegas de trabalho, que passaram por nossas escolas e nossos hospitais, daqui a alguns anos, ainda terão boas recordações? E mais: Quando os adventistas passarem a ser execrados pela imprensa e pelo público em geral, essas pessoas engrossarão o coro acusatório ou sairão em nossa defesa? Deus nos ajude a viver o verdadeiro evangelho que atrai pessoas a Jesus e deixa marcas positivas na memória. [MB]

Da autoajuda para a escatologia: o retorno da pregação adventista

pregacaoO apóstolo Paulo escreveu: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28). Ele tem razão. Totalmente.

Há 30 anos acompanho os púlpitos adventistas brasileiros, e um padrão se revela de modo geral: sermões de autoajuda e teologia superficial. Mas eis que a crise dos dias em que vivemos alterou isso de modo radical, e o que eu não vi em 30 anos agora vejo nos últimos três meses: a autoajuda e a teologia superficial foram substituídas por sermões escatológicos, bíblicos. Estou muito impressionado!

Poucos minutos no YouTube ou Facebook não deixam dúvidas: dezenas de sermões foram apresentados nesta época de igreja virtual, focando nos eventos finais, no preparo para a volta de Jesus. Nada de papinha, nada de fast-food. É alimento de “gente grande”. Vitaminado mesmo. E pasmem: há sermões com 50 mil, 80 mil, 200 mil, 500 mil visualizações. Espetacular!

Tenho a impressão de que nos últimos três meses de pregação se falou mais de escatologia do que nos últimos 30 anos. Glória a Deus! E também tenho a impressão de que o número de visualizações dos sermões destes últimos três meses soma muito mais do que o total de gente que assistiu aos sermões pregados nos últimos 30 anos de modo presencial. Algo a se pensar…

O apóstolo Paulo tem razão: todas as coisas cooperam para o bem. A igreja está enfrentando desafios devido à crise da Covid-19, mas o púlpito está voltando a fazer o que nunca deveria ter deixado de fazer: orientar, alimentar, advertir, conclamar, desafiar, interpelar, preparar (e não massagear, entreter, fazer sorrir, distrair). E, como resultado disso, as pessoas estão fortalecendo sua fé, pois a fé vem pelo ouvir a Palavra.

Os pregadores que se cuidem! Agora as pessoas sabem o que é ouvir um sermão que alimenta, que desafia, que ensina com profundidade. Daqui em diante, elas não vão aceitar menos do que isso. Que assim seja!

Minha conclusão: prefiro o púlpito sólido da crise ao púlpito soft da bonança.

Deus, obrigado pelas crises, que nos permitem voltar aos trilhos de Tua vontade!

(Pastor Adolfo Suárez é reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia)

Racismo é pecado hediondo; difamação também

ellen_whiteTem sido compartilhada nas redes sociais mais uma das muitas fake news que circulam por aí. Pior, representa uma verdadeira difamação tremendamente caluniosa de uma escritora muito importante e admirada, a co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia Ellen G. White (1827-1915). O texto falsamente atribuído a Ellen diz: “No paraíso não entrarão pessoas de pele negra, porque a pele negra representa o pecado. Todos serão brancos como senhor Jesus.” E a suposta fonte: “Ellen White – profetisa e fundadora [sic] da Igreja Adventista do Sétimo Dia (livro O Arauto do Evangelho, 1º de março de 1901).” Quem explica o mal-entendido é o pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira Fernando Dias:

O trecho controverso é creditado a um artigo publicado na revista The Gospel Herald, de março de 1901. Ellen White foi uma grande incentivadora da evangelização das populações negras dos Estados Unidos. Em 21 de março de 1891, ela fez um longo apelo a 30 líderes adventistas do sétimo dia para que trabalho missionário fosse feito entre os afro-americanos. Em resposta a esse apelo, seu próprio filho James Edson White começou atividades assistenciais, educativas e religiosas entre negros em Vicksburg, Mississipi, em janeiro de 1895. Esse texto se trata da publicação de um sermão feito por Ellen Gould White no sábado, dia 16 de março de 1901, numa igreja composta de pessoas negras, fundada por seu filho em Vicksburg. O texto original, intitulado “Trust in God” [Confiança em Deus], pode ser lido na íntegra, em inglês, aqui.

Em sua fala, Ellen G. White se referiu ao Céu e ao amor ao próximo como característica dos que estão se preparando para habitá-lo. Em determinado trecho, ela escreveu: “Vocês são filhos de Deus. Ele adotou vocês e deseja que desenvolvam aqui um caráter que lhes garantirá entrada na família celestial. Ao se lembrarem disso, vocês deverão suportar as provações que encontrarem aqui. No Céu não haverá segregação racial, pois todos serão brancos como o próprio Cristo. Agradecemos a Deus por podermos ser membros da família real” (“Trust in God”, The Gospel Herald, março de 1901)

Esse é o trecho mais próximo ao da postagem polêmica. Não há, no texto citado, ou em outro escrito de Ellen White, qualquer coisa como “no paraíso não estrarão pessoas de pele negra, porque a pele negra representa o pecado”. Essa declaração é espúria e não combina com a atitude de Ellen White, documentada em seus escritos, em seus diários, em suas biografias e no depoimento escrito de dezenas de pessoas que conviveram com ela.

O próprio contexto da declaração afasta qualquer intenção racista da parte de Ellen White. Ela falava, quando disse isso em 1901, para uma plateia de cristãos negros no Sul dos Estados Unidos. Essa região vivera a realidade da escravidão de afrodescendentes até poucas décadas antes, e experimentaria a segregação racial ainda por muitas décadas. O tema dominante do discurso é o amor a todas as pessoas como característica dos que irão ao Céu. Ela anuncia o Céu como um lugar livre de segregação de pessoas por conta da cor da pele. Ao dizer que, no Céu, os salvos “serão brancos como o próprio Cristo”, ela muito possivelmente se referia ao que a Bíblia informa sobre a aparência que Cristo assumiu após Sua ascensão ao Céu. Ele é descrito como tendo rosto e cabelos “brancos como a alva lã, como neve” (Apocalipse 1:14).

A Bíblia ensina que os salvos terão no Céu um corpo celestial e glorioso. Esse corpo será semelhante ao corpo que o próprio Jesus passou a ter no Céu (1 Coríntios 15:35-58). A descrição do Cristo glorificado em Apocalipse 1:13-20 se refere ao Seu aspecto radiante, resplandecente e luminoso, não à cor da pele. Ou seja, todos os remidos, independentemente de suas características físicas, serão transformados e terão um aspecto semelhante ao de Jesus Cristo em Sua glória.

Convém relembrar que Ellen White não assumiu o título de profetisa, conforme ela explica em Mensagens Escolhidas (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1985), v. 1, p. 32. Também ela não é a fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas fez parte de um grupo de diversas pessoas que estabeleceram essa denominação cristã entre 1860 e 1863.

Nota: Se você quiser saber mais sobre Ellen White e o assunto do racismo, assista à entrevista abaixo.

Bíblia, adventismo e racismo

Igreja Adventista desaprova “medicinas alternativas” místicas

alternativaConsiderando que o ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, é uma unidade indivisível;

Considerando que os processos de cura usados pela medicina alternativa se baseiam, de modo geral, em ideologias que se opõem aos princípios da revelação divina e, ao mesmo tempo, são incompatíveis com as leis científicas fundamentadas;

Considerando que há um crescente número de medicinas alternativas baseadas em filosofias místicas e/ou espiritualistas, tais como: Iridologia, Acupuntura, Homeopatia, Reflexologia, Medicina Ayurveda, Magnetismos, Águas Imantadas, Frenologia, Yoga, Hipnotismo, Uso de Cristais, Pirâmides, Florais de Bach, Macrobiótica e muitas outras;

Considerando que os adeptos das práticas vitalistas advogam erroneamente que a doença é resultado do desequilíbrio da “energia vital” do universo, dos astros, do zodíaco etc.; e

Considerando o interesse da Igreja Adventista do Sétimo Dia pelo bem-estar de seus membros e da sociedade em geral.

Votado:

  1. Que os Adventistas do Sétimo Dia não pratiquem, não utilizem, nem promovam as medicinas alternativas místicas e/ou espiritualistas.
  2. Que às pessoas envolvidas em qualquer filosofia mística e/ou espiritualista de saúde não seja concedido acesso ao púlpito, nem a quaisquer outras atividades oficiais da igreja para expor ou defender suas idéias.
  3. Que, de preferência, se elejam como oficiais da igreja membros não envolvidos em tais práticas.
  4. Que os conselhos de saúde dos campos, distritos e igrejas preparem materiais sobre este assunto e façam chegar aos membros as orientações do Espírito de Profecia sobre a filosofia adventista de saúde e cura.

(Fonte: Portal da DSA)

“Os ministérios e cuidados de saúde adventistas devem promover apenas essas práticas baseadas na Bíblia ou no Espírito da Profecia, ou métodos baseados em evidências de prevenção, tratamento e manutenção da saúde. “Baseado em evidências” significa que há um corpo aceito de evidências revisadas por pares, estatisticamente significativas, que eleva a probabilidade de eficácia a um nível cientificamente convincente. Práticas sem base de evidência firme e não baseadas na Bíblia ou no Espírito da Profecia, incluindo, embora não se limitando à aromaterapia, terapia sacral craniana, homeopatia, hipnoterapia, iridologia, ímãs, métodos que alinham forças de energia, diagnósticos de pêndulos, remédios à base de ervas não testados, reflexologia, irrigação colonial repetitiva, “toque terapêutico” e terapia urinária, e terapia de urina, devem ser desencorajados.”

(Fonte: Health Ministries – Departamental Policies)

medicinaDica de leitura: Acupuntura, iridologia, homeopatia. Talvez você já tenha se perguntado sobre os benefícios e a eficácia dessas e de outras terapias alternativas. Em uma época de tantos avanços científicos no campo da medicina, é cada vez maior o apelo desses tratamentos alternativos. Porém, todos eles têm uma carga filosófica e religiosa que muitas vezes passa despercebida. Isso sem dúvida tem um efeito decisivo sobre a saúde e a espiritualidade das pessoas.

Preocupado com isso, o doutor Silas Gomes aborda neste livro alguns ramos da medicina alternativa que têm se tornado uma verdadeira armadilha para muita gente desprevenida. Nesta obra são discutidos tratamentos como o vitalismo, a medicina espiritualista, entre outros. De maneira clara e objetiva, o autor demonstra como uma pequena dose de falsidade pode ser fatal. Portanto, leia este livro, informe-se e ajude outros a protegerem não apenas sua saúde, mas seu destino eterno.

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Leia também: Cuidado com dietas, terapias e tratamentos mágicos

Posição de Ellen White sobre o terraplanismo e o geocentrismo

E. G. White portrait (Dames, 911 Broadway, Oakland, Cal.)Qualquer pessoa em pleno século 21 – época em que são comuns viagens transcontinentais de avião, viagens espaciais e uso de satélites (inclusive os vários satélites recém-lançados por Elon Musk e que são visíveis aqui da terra) – descrer da esfericidade do planeta e do heliocentrismo (o Sol no centro do sistema solar) já é um tremendo contrassenso. Um cristão defender o terraplanismo, trata-se de um absurdo. Agora, um adventista do sétimo dia advogar essa ideia leva o absurdo à estratosfera. Por quê? Porque um adventista, além de poder contar com evidências científicas e bíblicas, tem ainda as claras afirmações de Ellen White a respeito do assunto. Estude a Lição da Escola Sabatina desta semana e conheça a posição oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre o terraplanismo. A Lição da Escola Sabatina é uma publicação mundial oficial da IASD. [Michelson Borges]

Terra globo

sábado Terra redonda

Terra ao redor do Sol

Lição da Escola Sabatina fala de Terra plana e apresenta posição oficial da IASD

terraA Lição da Escola Sabatina (guia trimestral mundial de estudos bíblicos da Igreja Adventista do Sétimo Dia) neste trimestre tem tratado do tema “Como interpretar as Escrituras” (veja aqui meus resumos em vídeos). A lição desta semana semana tem como título “A criação: Gênesis como fundamento (parte 2)”, e o tema de hoje (domingo) é “Uma Terra plana?”. Muito apropriada a proposta de que esse assunto seja estudado, pois há cristãos – e mesmo alguns adventistas – se deixando levar por essa ideia absurda de que o planeta Terra seria um disco coberto por uma cúpula (domo) sólida com o Sol e a Lua (minúsculos) girando dentro dessa cúpula (mais ou menos como uma queijeira). Isso só tem atraído o opróbio e o ridículo à mensagem criacionista. Infelizmente, muitas pessoas e a imprensa em geral, por causa da atuação dos terraplanistas, passaram a associar criacionismo ao terraplanismo, o que é lamentável. Por isso, há alguns anos me impus a tarefa que produzir vários conteúdos de refutação à ideia de uma Terra plana, todos disponíveis em meu canal no YouTube e em meus blogs. Fico feliz em ver o posicionamento oficial da igreja por meio da Lição da Escola Sabatina e, com o propósito de oferecer conteúdos complementares, apresento aqui uma seleção de vídeos e textos para ajudar os interessados no assunto e os alunos da Escola Sabatina. [Michelson Borges]

Assista também à série de vídeos produzida pelo físico Eduardo Lütz (clique aqui).

Seleção de textos do blog Criacionismo (clique aqui).

Seleção de textos do blog Outraleitura (clique aqui).

Adventistas apoiam o ecumenismo?

ecumenismo[Texto de Ganoune Diop, diretor do Departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da Associação Geral (sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia).]

Os adventistas do sétimo dia me despejam questões quando descobrem que eu representei a Igreja Adventista nas Nações Unidas e em reuniões de organizações ecumênicas cristãs. “Como exatamente os adventistas veem a unidade cristã, as relações e o ecumenismo?”, eles perguntam. “Por que os adventistas escolhem aceitar e manter o estatuto e não os membros entre as organizações ecumênicas cristãs? Por que os adventistas escolhem se misturar com outros cristãos e não cristãos enquanto se abstêm de se tornar membros de entidades cristãs organizadas e religiosas ecumênicas?” Minha resposta é simples: é legítimo que todas as pessoas de boa vontade se unam para salvar vidas, proteger vidas e afirmar a importância e a sacralidade da vida. É ainda urgente que todas as pessoas se associem para tornar este mundo um lugar melhor para todos os seres humanos, contribuindo para uma saúde melhor, educação e trabalho humanitário em toda a dignidade, liberdade, justiça, paz e fraternidade.

Como se relacionar com os outros

A cofundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia Ellen G. White oferece conselhos práticos sobre a arte e a ciência de se relacionar com cristãos de outras denominações. Aqui estão três conselhos:

  1. Não denuncie outras denominações. “Quando alguns que têm falta do Espírito e o poder de Deus entram em um novo campo, começam a denunciar outras denominações, pensando que podem convencer as pessoas acerca da verdade por apresentar as incoerências das igrejas populares. Pode parecer necessário em algumas ocasiões falar dessas coisas, mas em geral cria preconceito contra a nossa obra e fecha os ouvidos de muitos que poderiam de outra maneira ouvir a verdade. Se esses instrutores estivessem intimamente ligados a Cristo, teriam a sabedoria divina para saber como aproximar-se do povo” (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 535).
  1. “Não devemos, ao entrar em um lugar, levantar barreiras desnecessárias entre nós e outras denominações, especialmente os católicos, de modo que eles pensem que somos seus inimigos declarados. Não devemos criar desnecessariamente um preconceito em seu espírito com o fazer-lhes um ataque. Muitos há entre os católicos que vivem incomparavelmente mais segundo a luz que têm do que muitos que professam crer na verdade presente, e Deus os provará tão certamente como nos tem provado a nós” (Manuscrito 14, 1887;Evangelismo, p. 144).
  1. “Alegamos possuir maior soma de verdades do que as outras igrejas; porém, se essa convicção não conduzir a maior consagração de nossa parte e a uma vida mais pura e mais santa, de que proveito será? Melhor seria nesse caso que nunca tivéssemos recebido a luz da verdade do que, professando aceitá-la, não sermos por ela santificados” (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 620).

Todos os serviços e atividades da Igreja Adventista do Sétimo Dia procuram promover vida – e vida em abundância. No cumprimento da missão da igreja, os adventistas se misturam com outras organizações cristãs. Em referência à sua posição em organizações cristãs mundiais, a Igreja Adventista tem mantido o estatuto de observador em reuniões e tem estado aberta a ser parceira de outras igrejas em áreas que não comprometem sua identidade, missão e mensagem. A regra de ouro é não segurar a condição de membros em qualquer entidade ecumênica que erradique ou apague a voz adventista distintiva em referência à soberania de Deus, o Criador, o sábado e a segunda vinda de Jesus.

Em princípio, os adventistas escolhem não estar envolvidos em alianças doutrinais com outras igrejas por causa da adesão adventista com uma abordagem holística e integrada com as doutrinas bíblicas que os adventistas consideram ter sido marginalizadas, alteradas ou esquecidas no curso da história da igreja.

Dito isso, a unidade não é uma palavra ruim. Os adventistas valorizam a unidade assim como Deus valoriza. A unidade é fundamentada na existência de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Os adventistas promovem a unidade para o bem da missão, para que Cristo seja conhecido por todos os grupos étnicos, línguas, tribos e nações. Os cristãos também podem se unir para tornar o mundo um lugar melhor por meio da promoção de saúde, educação, trabalho humanitário e a promoção e proteção dos direitos humanos.

[Continue lendo esse artigo esclarecedor.]

Clique aqui e leia o que o site oficial católico sobre ecumenismo diz sobre a Igreja Adventista do Sétimo Dia (no fim da página): “The Seventh-day Adventist Church is not a member of the World Council of Churches” [“A Igreja Adventista do Sétimo Dia não é membro do Concílio Mundial de Igrejas”]. Na próxima vez que alguém lhe disser que a IASD apoia ou faz parte do movimento ecumênico, consulte as duas fontes autorizadas a falar sobre isso: a própria IASD e o movimento ecumênico. [MB]

Ele se entregou a Jesus, e o Apocalipse foi a “isca”

Gil_e_VivianSempre tive particular interesse pelo livro do Apocalipse, desde criança, para ser mais exato. Engraçado que naquela época os adultos me diziam: “Menino, pare de ler isso”, mas eu não parava; eu gostava demais disso! Ficava fascinado ao imaginar aquelas cenas. Entendia que algo grandioso estava acontecendo ali. Os anos foram passando, vieram a puberdade, os estudos para entrar na universidade, e aquele velho interesse pelo Apocalipse adormeceu. Mas, como diz uma certa canção: “Quando a gente tenta / De toda maneira / Dele se guardar / Sentimento ilhado / Morto, amordaçado / Volta a incomodar.”

Essa é uma música do cantor Fagner; interessante que o nome dela é “Revelação”. E assim aconteceu; aquele sentimento, aquele desejo de ler o Apocalipse que eu havia deixado ilhado, morto e amordaçado voltou a incomodar. Novamente ressuscitou em mim o interesse por esse livro abençoado.

Nessa nova fase de leitura, eu tinha um entendimento mais amplo, mas isso não me impediu de ser afetado por falsas interpretações. Com sinceridade, eu buscava entender aquilo que não estava claro, e muitas vezes fui iludido por interpretações frágeis (algumas falsas mesmo). A cada descoberta da falsidade de um sistema interpretativo se seguia um período de frustração.

Não lembro exatamente quando tive contato pela primeira vez com o sistema de interpretação adventista; acho que faz uns dez anos, aproximadamente. Naquela época, comecei a me dedicar a entender como os adventistas interpretam a Bíblia. Foi um longo caminho, cheio de contratempos, de desistências, mas o sentimento lá dentro não me deixava quieto; eu tinha sempre que recomeçar.

Quando li O Grande Conflito pela primeira vez fiquei confuso e admirado; pensei: “Então é isso, é assim?” O impacto foi tão forte que tive que abandonar essas coisas por um tempo. E de todos os assuntos, o que mais me causou arrepio foi o sábado. Eu concordava com tudo, menos com o sábado. A revelação é impressionante, mas ela incomoda se for amordaçada; eu não suportava mais isso. Há aproximadamente cinco anos, minha esposa e eu começamos a guardar o sábado por conta própria, e continuamos estudando. Mas nunca vinha aquele desejo de tomar uma decisão de entrar para a igreja, afinal de contas, podemos aprender em casa, lendo e assistindo, assim pensávamos.

Tudo bem, pensei; já guardo o sábado e já entendi os assuntos escatológicos. Mas ainda havia uma coisa estranha nisso tudo: Como seria possível fazer o mundo parar aos domingos? Fiquei com essa dúvida enquanto deixava o tempo passar. Foi então que veio a pandemia. Que impacto! Percebi que desperdicei anos da minha vida longe da igreja, longe do contato com pessoas que têm a mesma fé, que têm a mesma esperança; e agora estamos proibidos de nos reunir. Percebi que, sim, é possível fazer o mundo parar; podemos parar por vários dias, semanas, até meses. Fica claro que será bem aceita a sugestão de parar apenas um dia na semana.

E agora? Quero pertencer à igreja; quero ser batizado; quero tornar pública minha aceitação de Cristo como meu Salvador. Conversei com amigos adventistas da minha cidade, conversei com o pastor local e, obedecendo às regras de distanciamento social e uso máscaras e álcool, em um momento de flexibilização da quarentena na cidade, foi realizado um pequeno culto, com menos de dez pessoas, e então fomos batizados, minha esposa e eu.

Muito obrigado, Michelson! Sua oração foi atendida. Você conseguiu levar mais duas pessoas a Cristo. Foram anos ouvindo e assistindo você, lendo suas matérias. Oro todos os dias por você e por muitos outros servos de Deus que me conduziram a Cristo. Hoje faço a mesma oração que você faz; é infalível! Já fui atendido e estou dando estudos bíblicos. A oração é esta: “Senhor, mostre-me pessoas que precisam conhecer Tua Palavra.”

Louvo a Deus por ter sido tão paciente comigo.

Gildemar C. Saturnino

P.S.: Gosto de desenhar e, aproveitando a oportunidade, envio uma arte que mostra de modo bem rápido e prático o fundamento do sábado em quatro tópicos. Fique à vontade para utilizar essa arte.

Sábado, 4 pontos

As sete trombetas e outros assuntos mal-compreendidos

trombetasNos últimos anos, têm sido debatidas entre os adventistas algumas interpretações alternativas a assuntos proféticos que, mais do que colocar em causa nosso entendimento escatológico, têm provocado alguma celeuma e perturbação. Pior ainda é quando essas interpretações incorrem em erros que levam a outros erros, ou até mesmo minam princípios de interpretação e entendimento. Não é o propósito aqui fazer uma análise elaborada e detalhada de cada um desses pontos. Faremos apenas uma breve revisão de matéria que nos permita perceber as falhas de algumas dessas interpretações que têm surgido. O objetivo não é denunciar pessoas, mas, sim, levar o estudante da Bíblia ao correto entendimento dos textos e das profecias em questão.

Apocalipse 4, 5

Tem sido sugerido que os capítulos 4 e 5 de Apocalipse se referem à entrada de Jesus no lugar santíssimo do santuário celestial em 1844, dando assim início ao juízo investigativo, o que contraria a posição prevalecente de que o relato que João faz ali ocorreu no ano 31, quando da ascensão definitiva de Cristo ao Céu após Sua vida, morte e ressurreição na Terra, descrevendo Sua consequente entronização diante de todos os exércitos celestiais.

Pensamos que breves argumentos serão suficientes para demonstrar que Apocalipse 4 e 5 não podem se referir ao episódio ocorrido em 1844, ou seja, à entrada de Jesus no lugar santíssimo para início da obra de juízo investigativo.

  1. Em Apocalipse 5:1 aparece um livro selado com sete selos. Após o clamor de um anjo acerca de quem será digno de abrir o livro com os selos, o versículo 5 aponta quem poderá abrir: o “Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi”, uma referência óbvia a Jesus, identificado e confirmado como Cordeiro nos versículos 6 a 9.

Esse livro e em especial seus selos são abertos em Apocalipse 6:1-17 e 8:1. Esses selos representam diferentes períodos da história da igreja cristã, começando na época de João, no primeiro século, e estendendo-se até ao fim do tempo: o primeiro selo coincide com o tempo da igreja de Éfeso (2:17) até o fim do primeiro século; o segundo coincide com o tempo da igreja de Esmirna (2:8-11) até o ano 313; o terceiro coincide com o tempo da igreja de Pérgamo (2:12-17) até o ano 538; o quarto coincide com o tempo da igreja de Tiatira (2:18-29) até 1517; o quinto selo decorre até meados do século 18; o sexto selo profetiza o terremoto de Lisboa de 1755, o escurecimento do sol de 1780, e a queda das estrelas de 1833 (6:12, 13), e segue até quase o fim da história da Terra.

Assim, surge a pergunta: Se os selos que Cristo recebe em Apocalipse 5 e são em seguida abertos apontam profeticamente para eventos da história da igreja cristã que começam logo no primeiro século, como será possível que o capítulo 5 descreva um evento ocorrido em 1844? A resposta só pode ser uma: o capítulo 5 não descreve eventos ocorridos em 1844.

[Para derrubar esse raciocínio que fizemos existe o argumento de que os sete selos ainda hoje estão à frente no tempo. Mais abaixo, ao abordarmos as sete trombetas, veremos que essa ideia é ilógica.]

  1. Em Apocalipse 4 temos menção à presença tanto do Pai (4:8) quanto do Espírito Santo (4:5, cf. 1:4) – Jesus não aparece. Já no capítulo 5 temos menção à presença do Pai (5:13, cf. 4:2, 9) e de Jesus (5:5, 6, 8, 12, 13) – o Espírito Santo não aparece. Por que razão Jesus (ainda) não aparece no capítulo 4 e o Espírito Santo (já) não aparece no capítulo 5?

Nos últimos dias da Sua passagem por este mundo, Jesus tinha advertido os discípulos para aguardarem por algo específico: “E eis que sobre vós envio a promessa de Meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49). Essa promessa, esse revestimento de poder trata-se do Espírito Santo que já tinha sido prometido antes: “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece; mas vós O conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (João 14:16, 17).

Portanto, quando Jesus fosse embora deste mundo, Ele enviaria o Espírito Santo para cá. Dar-se-ia uma espécie de substituição: Jesus sairia da Terra, entraria no Céu; o Espírito Santo sairia do Céu e entraria na Terra.

Mas, como já vimos, Jesus também tinha dito aos discípulos que o Espírito Santo não chegaria imediatamente no momento da Sua partida, mas que eles deveriam aguardar pela chegada do Espírito. E por que razão deveriam aguardar? Porque Jesus precisava ser entronizado ao chegar ao Céu, ocupando ali Seu lugar, permitindo então que o Espírito viesse para cá, em cumprimento da promessa.

Isso é confirmado no livro de Atos 2:32, 33: “Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis” (note o uso da expressão “exaltado pela destra de Deus”, que faz lembrar Apocalipse 5:1, 7).

Mais confirmado ainda é por Ellen White: “A ascensão de Cristo ao Céu foi, para Seus seguidores, um sinal de que estavam para receber a bênção prometida. Por ela deviam esperar antes de iniciarem a obra que lhes fora ordenada. Ao transpor as portas celestiais, foi Jesus entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi essa cerimónia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi, de fato, glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade. O derramamento pentecostal foi uma comunicação do Céu de que a confirmação do Redentor havia sido feita. De conformidade com Sua promessa, Jesus enviou do Céu o Espírito Santo sobre Seus seguidores, em sinal de que Ele, como Sacerdote e Rei, recebera todo o poder no Céu e na Terra, tornando-Se o Ungido sobre Seu povo” (Atos dos Apóstolos, p. 20).

E assim temos Apocalipse 4 e 5: Jesus ascende aos Céus no ano 31, após a Sua ressurreição, e “substitui” o Espírito Santo, que desce à Terra. Sendo que as cenas desses capítulos ocorrem integralmente no Céu, é por isso que o Espírito Santo (ainda) aparece no capítulo 4, mas (já) não aparece no capítulo 5, e é por isso que Jesus (ainda) não aparece no capítulo 4, mas (já) aparece no capítulo 5.

  1. Finalmente, encontramos outra evidência de que o capítulo 5 de Apocalipse teve lugar no ano 31, em O Desejado de Todas as Nações, páginas 590 e 591. Descrevendo a cerimônia da entrada de Cristo no Céu após Sua ascensão, Ellen White relatou como segue (não colocaremos o relato integral desse episódio, mas apenas o término dele, chamando sua atenção especialmente para as referências bíblicas que a autora coloca no fim dos dois últimos parágrafos):

“Com inexprimível alegria, governadores, principados e potestades reconhecem a supremacia do Príncipe da Vida. A hoste dos anjos prostra-se perante Ele, ao passo que enche todas as cortes celestiais a alegre aclamação: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças’! (Apocalipse 5:12).

Hinos de triunfo misturam-se com a música das harpas angélicas, de maneira que o Céu parece transbordar de júbilo e louvor. O amor venceu. Achou-se a perdida. O Céu ressoa com altissonantes vozes que proclamam: ‘Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre’ (Apocalipse 5:13).”

Portanto, Ellen White aponta claramente o capítulo 5 de Apocalipse como estando enquadrado no momento em que Cristo entrou no Céu após Sua ascensão.

Apocalipse 17

O capítulo 17 de Apocalipse é um dos textos bíblicos mais estudados e debatidos entre os acadêmicos adventistas, dada a sua enorme riqueza e complexidade de símbolos. Dentro desse contexto, o significado dos sete reis que aparecem nos versículos 9 e 10 tem sido interpretados como sendo sete poderes ou nações que, ao longo da História, têm tido impacto junto ao povo de Deus.

A maioria desses estudiosos apenas diverge acerca de qual nação será a primeira nesse fluxo histórico: Egito, Assíria, Babilónia, Medo-pérsia, Grécia, Roma imperial, Roma papal é uma das hipóteses; outros começam pela Assíria e colocam os Estados Unidos (besta da terra, Apocalipse 13:11) lá, quase no fim da lista; outros ainda começam em Babilônia e acrescentam os Estados Unidos e a Revolução Francesa (besta do abismo, Apocalipse 11:7). O que é certo e consensual é o uso de impérios, nações, poderes, sistemas globais para identificar os sete reis, jamais sendo usadas pessoas específicas de qualquer uma ou de todas essas nações.

Contudo, outra leitura entende que esses sete reis seriam sete papas, pontífices romanos, contados em linha sucessória a partir de determinado ponto na História, especificamente 1929, com a assinatura do tratado de Latrão entre a Santa Sé e o Estado italiano.

  1. O primeiro problema dessa teoria é que interpreta o termo “reis” (17:10) como sendo pessoas, homens específicos à cabeça de uma nação ou poder, quando em toda a leitura profética “reis” são entendidos como a nação, o poder em si.

Por exemplo: em Daniel 2:38, interpretando o sonho de Nabucodonosor, o profeta declarou ao monarca da Babilônia: “Tu és a cabeça de ouro.” Acontece que quando Babilônia foi conquistada pela Medo-pérsia, o rei em Babilônia já não era Nabucodonosor, mas, sim, Belsazar (Daniel 5:1). Isso quer dizer que, caso em Daniel 2:38 o profeta estivesse se referindo à pessoa de Nabucodonosor como sendo ele mesmo a cabeça de outro, essa interpretação estaria errada – na verdade, a expressão “tu és a cabeça de ouro” era referência a Babilônia. Como sabemos disso? Porque em Daniel 2:39, logo de seguida, Daniel afirma: “Depois de ti se levantará outro reino.” E quando se levantou outro reino? Apenas depois de Belsazar, neto de Nabucodonosor. Portanto, a cabeça de ouro era Babilônia, não Nabucodonosor, como certamente todos concordam.

Assim, por que razão interpretar seletivamente os sete reis de Apocalipse 17 como sendo sete homens, sejam papas, imperadores ou presidentes? Por que razão profeticamente “reis” sempre aparecem como reinos, nações, poderes, mas aqui, especificamente, seriam pessoas? Inclusive no versículo 11 é mencionado que “a besta que era e já não é, é ela também o oitavo rei, e é dos sete” – “besta” também representa sempre um reino, uma nação, um poder; será que aqui nesse versículo “besta” estaria representando um homem?

Ainda no contexto de Apocalipse 17, surge outra pergunta: Se os sete reis do versículo 10 são sete homens (no caso, papas) e não sete nações, quem são os dez reis do versículo 12? Serão os dez últimos papas? Serão os dez últimos presidentes norte-americanos? Serão os dez últimos secretários-gerais das Nações Unidas (apenas para evocar uma teoria que também existe)?

Parece-nos que nenhuma dessas perguntas pode ter outra resposta a não ser esta: “reis” representam reinos, nações, poderes, e não homens.

  1. Todo o raciocínio que lê os sete reis de Apocalipse 17:9, 10 como sendo sete papas em linha sucessória desde 1929 parte da premissa de que a ferida mortal infringida ao papado romano (Apocalipse 13:3) foi curada em 1929, daí se contar o número de papas que exerceram o pontificado romano desde então. Contudo, essa premissa não está correta; o papado romano não se recuperou da ferida mortal em 1929, o que de imediato compromete todo o fundamento dessa teoria.

Para explicar por que razão a ferida mortal no papado não foi curada em 1929, comecemos por perguntar: O que é que aconteceu ao papado em 1798? Qual a “ferida” que o atingiu?

Desde o século 6 o papado dispunha de um poder imenso junto das nações da velha Europa, lugar da sua sede e quase completa influência. Veja as evidências: “O altivo pontífice também pretendia o poder de depor imperadores; e declarou que sentença alguma que pronunciasse poderia ser revogada por quem quer que fosse, mas era prerrogativa sua revogar as decisões de todos os outros” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 57). “O papado se tornou o déspota do mundo. Reis e imperadores curvavam-se aos decretos do pontífice romano. O destino dos homens, tanto temporal como eterno, parecia estar sob seu domínio. […] Seu clero era honrado e liberalmente mantido. Nunca a Igreja de Roma atingiu maior dignidade, magnificência ou poder” (O Grande Conflito, p. 60).

Portanto, vemos aqui que o domínio de Roma abrangia tudo: poderes religioso, secular, político, civil, militar (usando a força dos estados), etc.; tudo estava sob a ordem do pontífice romano.

Mas algo mudou. Em fevereiro de 1798, o general francês Berthier entrou em Roma, e numa ação militar que durou poucos dias prendeu o Papa Pio VI, proclamou uma república e retirou o poder temporal (secular, político, civil) do papado, cumprindo a profecia de Apocalipse 13:3: “Vi uma de suas cabeças como ferida de morte.”

A inspiração profética confirma este cumprimento profético: “Nesta ocasião [1798] o papa foi aprisionado pelo exército francês, e o poder papal recebeu a chaga mortal” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 439).

Cessou ali – melhor dizendo, interrompeu-se por algum tempo – o domínio absoluto, o despotismo e a tirania da igreja romana. Mas o mesmo versículo de Apocalipse que já lemos (13:3) continua dizendo: “E a sua chaga mortal foi curada”, o que indica que essa interrupção chegaria ao fim e o papado seria novamente restituído ao seu poderio anterior a 1798.

É justamente aqui que a maioria dos autores e comentaristas adventistas chega a 1929. O que aconteceu nesse ano de significativo com o papado? Em 7 de junho de 1929, o reino da Itália e a Santa Sé ratificaram uma série de três tratados, assinados em 11 de fevereiro do mesmo ano, cujos documentos atestavam:

a) O reconhecimento total da soberania da Santa Sé no estado do Vaticano.

b) Uma concordata regulando a posição da religião católica no Estado.

c) Uma convenção financeira acordando a liquidação definitiva das reivindicações da Santa Sé por suas perdas territoriais (estados pontifícios) e de propriedade.

Portanto, o que Roma recuperou em 1929 foi território, poder religioso (não obrigatório, não vinculativo) e bens patrimoniais e financeiros. Assim, pergunta-se: Em 1929 Roma recuperou o poder temporal (secular, político, civil) que havia perdido em 1798? A resposta é não.

Então, de que é que Roma se recuperou em 1929? Pois bem, nessa data Roma se recuperou de outra “ferida” (permita o uso desse termo apenas para fazer paralelo) que tinha sofrido em 1870: no dia 20 de setembro, e após alguns anos de disputas políticas internas e europeias, o rei Victor Emanuel II (monarca do reino da Itália) anexou a cidade de Roma como parte do processo de unificação da península italiana, retirando, assim, a soberania papal sobre todos os territórios conhecidos como estados pontifícios ou papais.

Resumindo: em 1929, Roma recuperou, sarou essencialmente a ferida que tinha sofrido em 1870 – os territórios físicos do seu domínio. Mas não houve recuperação nem sarar do seu poder temporal perdido em 1798.

Vejamos o que diz a Bíblia, no texto já citado: “Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta” (Apocalipse 13:3). Portanto, o oráculo profético de Patmos indica que depois de a ferida de morte (sofrida em 1798) ser curada toda a Terra se maravilhará após (ou diante, ou com) a besta (papado romano).

Perguntamos: A Terra toda já se maravilhou com a besta após 1929 e até agora? Não, claro que não. Então, por dedução lógica, isso quer dizer e confirma que a ferida de morte sofrida em 1798 não foi curada naquela data.

Neste momento você pode estar pensando: Então, será que a ferida papal de 1798 já foi curada? Se sim, quando foi? Se não, quando será? Veja como Ellen White comenta esse momento em que, de fato, toda a Terra se maravilhará após a besta, ato contínuo à cura da ferida sofrida em 1798:

“A profecia do capítulo 13 do Apocalipse declara que o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro fará com que a ‘Terra e os que nela habitam’ adorem o papado, ali simbolizado pela besta ‘semelhante ao leopardo’. A besta de dois chifres dirá também ‘aos que habitam na Terra que façam uma imagem à besta’; e, ainda mais, mandará a todos, ‘pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos’, que recebam o ‘sinal da besta’ (Apocalipse 13:11-16). Mostrou-se que os Estados Unidos são o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que Roma alega ser um reconhecimento especial de sua supremacia. Mas nesta homenagem ao papado os Estados Unidos não estarão sós. A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio, está ainda longe de ser destruída. E a profecia prevê uma restauração de seu poder. ‘Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta’ (Apocalipse 13:3). A aplicação da chaga mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: ‘A sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.’ Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento (2 Tessalonicenses 2:8). Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: ‘Adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida’ (Apocalipse 13:8). Tanto no Antigo quanto no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 579).

Vemos que Ellen White relaciona diretamente a cura da ferida de 1798 com o reconhecimento do domingo como dia santo (que na verdade é o falso sábado) – será aqui que Roma recuperará totalmente o que perdeu em 1798: o poder temporal (secular, político, civil), agora associado ao religioso de que já dispõe. E isso será feito com uma importante e decisiva intervenção dos Estados Unidos da América do Norte, o que não sucedeu até o dia de hoje.

Podemos com algum esforço dizer que em 1929 a ferida começou a curar ou foram dados os primeiros passos nessa cura? Possivelmente, sim; mas dizer que a ferida mortal de Apocalipse 13:3 foi curada em 1929 simplesmente não está correto.

Assim, assumir a data de 1929 como algo de profeticamente marcante é um exagero de interpretação. Todas as leituras que surjam após e baseadas nessa premissa estão comprometidas desde o início.

As sete trombetas

As sete trombetas proféticas mencionadas em Apocalipse 8:6-9:21 e 11:15-19 são normalmente entendidas como se referindo a juízos da parte de Deus (Levítico 25:9; Juízes 6; Sofonias 1:16).

Mais ainda, o cumprimento delas é entendido como se estendendo cronologicamente ao longo da História, desde o tempo de João, no primeiro século, até o momento da segunda vinda de Jesus. Esse é o mesmo entendimento sobre as sete igrejas e os sete selos: começam no tempo de João e se desenvolvem até o tempo do fim, por vezes simultaneamente entre si, outras vezes não.

Existe, contudo, uma linha de pensamento segundo a qual as sete trombetas de Apocalipse se referem a acontecimentos que ainda estão no futuro. Cronologicamente, sugere-se que tivemos já as seis primeiras igrejas de Apocalipse 2 e 3, estamos atualmente no tempo da sétima igreja (Laodiceia), ao que se seguirão os sete selos de Apocalipse 6 e 8:1 e, depois disso, as sete trombetas.

  1. Essa tese é defendida partindo do princípio de que esses símbolos proféticos da primeira parte do livro de Apocalipse, descritos com recurso comum ao número sete, estão dispostos em ordem cronológica. Essa premissa é inconsistente com o estilo literário do Apocalipse. Por exemplo: as sete igrejas são concluídas em 3:22. Depois, nos capítulos 4 e 5, temos, como já vimos, a cerimônia de entronização de Cristo após a ascensão dEle, no ano 31 – nesse caso, se houvesse ordem cronológica na redação do livro, a igreja de Laodiceia teria que estar no tempo antes do ano 31, ou a ascensão de Cristo teria de estar ainda no futuro! E mesmo admitindo a hipótese (que consideramos errada) de os capítulos 4 e 5 se referirem à entrada de Jesus no lugar santíssimo do santuário celestial em 1844, ainda assim a igreja de Laodiceia teria que estar no tempo antes de 1844, o que sabemos não estar certo.
  2. Verificamos também que na abertura do sétimo selo (Apocalipse 8:1) faz-se menção a “quase meia hora de silêncio do céu”. Essa “quase meia hora” (que são sete dias e meio literais, partindo do princípio interpretativo de um dia profético = um ano literal) é um período de tempo profético que tem intrigado os estudiosos, uma vez que não se repete em nenhum outro ponto das Escrituras.

Precisamos aqui da ajuda de Ellen White, uma vez que há um texto que pode trazer esclarecimento. Em Primeiros Escritos, página 16, lemos: “Todos nós entramos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro.” O “mar de vidro” é referido duas vezes em Apocalipse: 15:2, onde os salvos (“vitoriosos da besta”) estão cantando com harpas, e 4:6, onde se descreve um trono no Céu (4:1-6), o que só pode ser o trono do próprio Deus.

E por que razão há silêncio no céu durante “quase meia hora”? Porque, de acordo com Apocalipse 19:14, os exércitos do Céu acompanham Jesus em Sua segunda vinda, deixando, assim, o Céu vazio, sem ninguém para quebrar o silêncio.

Juntando tudo isso, facilmente concluímos que o texto de Ellen White se refere aos sete dias que os salvos levam para subir da Terra até o Céu, quando da segunda vinda de Jesus, que é o período de tempo de “quase meia hora” profética de Apocalipse 8:1, na abertura do sétimo selo. Isso quer dizer que, caso os relatos das sete igrejas, dos sete selos e das sete trombetas estejam em ordem estritamente cronológica, então a segunda vinda de Jesus acontecerá antes até mesmo do tempo da primeira trombeta! Repetindo e reforçando: nessa leitura, a primeira trombeta terá que soar após a segunda vinda de Jesus ou, na melhor das hipóteses, no momento dessa segunda vinda.

  1. Em O Grande Conflito, página 334, Ellen White confirma e comprova a correta interpretação do tempo referente à sexta trombeta:

“No ano de 1840 outro notável cumprimento de profecia despertou geral interesse. Dois anos antes, Josias Litch, um dos principais pastores que pregavam o segundo advento, publicou uma explicação de Apocalipse 9, predizendo a queda do Império Otomano. Segundo seus cálculos, essa potência deveria ser subvertida ‘no ano de 1840, no mês de agosto’; e poucos dias apenas antes de seu cumprimento escreveu: ‘Admitindo que o primeiro período, 150 anos, se cumpriu exatamente antes que Deacozes subisse ao trono com permissão dos turcos, e que os 391 anos, quinze dias, começaram no final do primeiro período, terminará no dia 11 de agosto de 1840, quando se pode esperar seja abatido o poderio otomano em Constantinopla. E isso, creio eu, verificar-se-á ser o caso’ (Josias Litch, artigo no Signs of the Times, and Expositor of Prophecy, de 1º de agosto de 1840). No mesmo tempo especificado, a Turquia, por intermédio de seus embaixadores, aceitou a proteção das potências aliadas da Europa, e assim se pôs sob a direção de nações cristãs. O acontecimento cumpriu exatamente a predição.”

A quinta e a sexta trombetas em Apocalipse têm dois períodos de tempo profético associados: “cinco meses” proféticos ou 150 anos literais (9:5, quinta trombeta) e “hora, dia, mês, ano” proféticos, ou 391 anos e 15 dias literais (9:15, sexta trombeta). No texto de Ellen White que colocamos no parágrafo anterior, a mensageira do Senhor confirma que o período profético referente à sexta trombeta se cumpriu em 11 de agosto de 1840. Assim, se a sexta trombeta se cumpriu há precisamente 180 anos, como será possível que as sete trombetas tenham seu cumprimento ainda no futuro? A única resposta é: não é possível.

  1. Mas fazemos ainda outro raciocínio: imaginemos que os proponentes dessa teoria admitam que, na verdade, o Apocalipse não está redigido em exata ordem cronológica, e que as sete trombetas de Apocalipse acontecem antes da segunda vinda de Jesus, embora estejam toda ainda no futuro; isto é, acontecem em algum momento entre hoje e a segunda vinda de Jesus. Ora, se as sete trombetas ainda estão no futuro e acontecerão em algum tempo entre hoje e a segunda vinda, então os tempos proféticos mencionados na quinta e na sexta trombetas (150 anos; 391 anos e 15 dias literais) forçosamente ainda estão no futuro. Portanto, nesse caso, as conclusões seriam: (a) aquele texto de Ellen White em O Grande Conflito está errado, é uma falsa interpretação profética; (b) Jesus não voltará nos próximos 541 anos (150 + 391), o que implica marcar data profética após 1844.

A única conclusão lógica de tudo isso é que colocar as sete trombetas de Apocalipse no futuro é um erro enorme e perigoso.

  1. Recorre-se muitas vezes a um texto de Ellen White no qual é mencionado o seguinte: “Solenes acontecimentos ainda ocorrerão diante de nós. Soará uma trombeta após a outra; uma taça após a outra será derramada sucessivamente sobre os habitantes da Terra” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 426). Segundo alguns proponentes, isso indica que as sete trombetas de Apocalipse ainda estão no futuro. Pelo exposto nos pontos anteriores, não pode ser assim. E podemos facilmente perceber a que se refere esse texto de Ellen White recorrendo a Apocalipse 16.

Nesse capítulo são apresentadas as “sete taças da ira de Deus” que serão “derramadas sobre a terra” (16:1). Se quiser reler o texto acima de Ellen White, é exatamente nesses termos que a mensageira de Deus se expressa: “…uma taça após a outra será derramada sucessivamente sobre os habitantes da Terra.” Portanto, aqui Ellen White se refere às sete últimas pragas que serão derramadas sobre um mundo perdido, já após o fechamento da porta da graça – juízos de Deus sobre os ímpios –, daí o uso da imagem de “trombetas”. Nada mais do que isso.

Daniel 12

Um dos pontos mais controversos de interpretação profética diz respeito aos tempos mencionados em Daniel 12: argumenta-se que os 1260, 1290 e 1335 anos devem ser entendidos de forma literal e não simbólica.

Reproduzimos um breve artigo do pastor Ángel Manuel Rodríguez, ex-diretor do Instituto de Pesquisas Bíblias da Associação Geral da Igreja Adventista, que resume muito bem as razões pelas quais esses períodos proféticos devem ser entendidos simbólica e não literalmente:

“Os adventistas seguem o método historicista de interpretação profética, pelo qual as profecias recebidas por Daniel abrangem o tempo desde os dias do profeta até o estabelecimento do reino de Deus. De acordo com essa abordagem, o princípio dia/ano (Ezequiel 4:6) é usado para interpretar períodos proféticos. A abordagem historicista afirma que esses períodos foram anos e que eles foram cumpridos durante o fim da Idade Média.

“Alguns adventistas agora argumentam que o princípio dia/ano não se aplica a essas duas profecias e que esses períodos proféticos devem ser entendidos como dias literais de eventos a serem cumpridos antes da volta de Jesus. Eles são forçados a especular sobre quais eventos marcarão a conclusão desses períodos. Vamos examinar o contexto da passagem para obter orientação.

“A. Contexto imediato e o tempo do fim. Nem tudo descrito em Daniel 12:5-13 está relacionado ao tempo do fim. Por exemplo, o selamento do livro e o aumento do conhecimento começam antes desse tempo (v. 4 e 9); é antes do tempo do fim que o ser celestial jura ‘por quem vive para sempre’ (v. 7), ocorre a quebra do poder do povo santo, e as ‘maravilhas’ terminam (v. 8). O refinamento do povo de Deus ocorre ao longo da história, não simplesmente no tempo do fim (v. 10). Portanto, é incorreto dizer que, como o contexto imediato menciona o tempo do fim, os períodos proféticos pertencem ao mesmo tempo.

“B. Períodos proféticos em Daniel. Mesmo que reconheçamos que os períodos proféticos estão em um contexto em que não há visões e que a linguagem é predominantemente literal, isso não significaria que os próprios dias são literais. Em Daniel, os períodos proféticos nunca são dados em forma visual. O profeta ouve ou lhe são ditos por um ser celestial. Em Daniel 7:25, os três tempos e meio são introduzidos não durante a visão, mas durante a explicação do anjo sobre a visão. Em Daniel 8:14, os 2.300 dias são dados no contexto de uma revelação na qual a linguagem é predominantemente literal. Finalmente, em Daniel 9 encontramos a profecia das 70 semanas dadas a Daniel por meio de uma explicação oral. Em todos esses casos, a linguagem usada na interpretação da visão é basicamente literal, mas os períodos proféticos não são. Eles são apresentados após a visão, como informações adicionais, mas seu conteúdo simbólico não é totalmente explicado. É exatamente o que encontramos em Daniel 12:11, 12. Durante a apresentação oral, períodos proféticos são dados sem uma interpretação detalhada. Daniel é incapaz de entendê-los, mas ele é levado a acreditar que o povo de Deus os entenderá no futuro.

“C. Conexão entre os períodos. Os 1.290 dias são uma extensão dos 1.260 dias mencionados em Daniel 7:25 e 12: 7 como um ‘tempo, tempos e metade de tempo’. A diferença em Daniel 12:11 é de 30 dias, sugerindo que um mês adicional foi acrescentado para estender o período (uma prática comum nos calendários lunares). Como o período de 1.290 dias se baseia nos 1.260 dias, e como os intérpretes historicistas reconhecem que os 1.260 dias são anos, temos que concluir que o princípio dia/ano também se aplica aos 1.290 dias.

“A referência aos 1.260 dias em Daniel 7:25 enfatizou o tempo durante o qual o povo de Deus sofreria perseguição. Daniel 12:7 enfatiza o momento em que as atividades dos inimigos de Deus terminariam. Os 1.290 dias em Daniel 12:11 enfatizam o momento em que o tempo profético começa. Para sincronizar o início da profecia com um evento específico, o período é estendido adicionando um mês extra – em vez de 42 meses (1.260 dias), agora temos 43 (1.290 dias). Essa intercalação permite que o anjo intérprete seja mais preciso em relação ao evento que inicia o período, bem como a toda a sua extensão. O período profético de 1.290 dias é então prorrogado por 45 dias extras, totalizando 1.335 anos proféticos, com base no princípio do dia/ano.

“Em conclusão, esses dois períodos são extensões de um período profético bem estabelecido e devem ser interpretados simbolicamente, de acordo com o restante da profecia” (Fonte: Biblical Research Institute).

Terminamos esse esclarecimento citando um texto de Ellen White que nos parece encaixar muito bem na exposição que fizemos, e que deve servir de orientação para qualquer estudo da Bíblia, particularmente a profecia:

“Tem havido uns e outros que, estudando a Bíblia, julgaram descobrir grande luz, e teorias novas, mas não têm sido corretas. As Escrituras são todas verdade, mas por aplicarem-nas mal, homens chegam a erradas conclusões. Achamo-nos empenhados em grande conflito, e ele se tornará mais rigoroso e decidido ao nos aproximarmos da luta final. Temos um inimigo vigilante, e está em constante atividade na mente humana que não teve experiência pessoal nos ensinos do povo de Deus pelos cinquenta anos passados. Alguns tomarão a verdade aplicável a seu tempo, e pô-la-ão no futuro. Acontecimentos, na sequência da profecia, que tiveram seu cumprimento no distante passado, são considerados futuros, e assim, por essas teorias, a fé de alguns é solapada” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 102)

(Filipe Reis é ancião na Igreja Adventista de Avintes, em Portugal, e diretor do projeto O Tempo Final)

Assista à série A Profecia (clique aqui).