Mineiro proprietário de bar fecha estabelecimento para abrir igreja

OsvaldoO mineiro Osvaldo Henrique da Costa, de 65 anos, após ser batizado e abandonar o vício do cigarro, decidiu fechar o bar de que era proprietário para abrir uma igreja em Betim, Minas Gerais. Durante 40 anos, o fumo fez parte da vida de Osvaldo. As quatro décadas de intensas tragadas lhe trouxeram cansaço constante, dificuldade para respirar e tosses. O vício o prendia e o angustiava. Até que um dia recebeu em seu bar um amigo que lhe disse: “Você quer parar de fumar? Estou indo a um curso e já parei.” Empolgado com a notícia, não pensou duas vezes e participou do curso “Como deixar de fumar”, promovido na casa de um adventista, no bairro Bandeirinhas, em Betim, Minas Gerais.

Ele assistiu às palestras e viu filmes sobre a temática. “Pedi a Deus que me livrasse do cigarro naquele dia. Deus ouviu minha oração e nunca mais fumei. Convidei outro amigo, que também foi. Nós conseguimos abandonar o cigarro a partir daquele dia”, disse Osvaldo ao Portal da Igreja Adventista.

Os anos se passaram e o grupo de adventistas do bairro Bandeirinhas cresceu. Com isso surgiu a necessidade de um espaço maior para congregarem. Foi quando encontraram um local disponível para ser alugado, ao lado de um bar. Tanto o bar quanto o ponto eram, coincidentemente, de Osvaldo. Os membros alugaram o espaço e iniciaram um grupo, com cultos semanais. Apesar de estar ao lado de seu estabelecimento, o proprietário não frequentava os cultos.

No início de 2019, o aposentado descobriu que estava com hemorragia intensa, causada por úlcera. O especialista lhe informou que só um milagre o curaria. “Minha úlcera estourou. Fui fazer o exame, o médico disse que eu tinha arritmia cardíaca e que não poderia tomar o remédio para o coração, por causa da hemorragia. Ele falou que eu deveria contar com a sorte”, relembra.

No mesmo período da descoberta da doença, foi iniciado na praça do bairro o evangelismo de Semana Santa. A programação, que ocorre anualmente, relembra o sacrifício de Jesus na cruz para perdão dos pecados da humanidade.

Osvaldo foi convidado. Sentiu o desejo de ir e avisou à esposa, Luciene Felipe Rafael Costa, de 60 anos. “Eu vou lá nessa programação e sei que, pela fé em Deus, serei curado”, anunciou à Luciene.

“Meu marido orou a Deus e falou que se fosse curado daquela enfermidade ele O serviria. Há 19 anos eu frequentava outra denominação religiosa, mas, como esposa, decidi acompanhá-lo. Foi uma benção. E pela fé em Deu, ele foi curado”, ressalta Luciene.

Osvaldo e a esposa fizeram estudo bíblico e em setembro de 2019 decidiram fechar o bar, e no mês seguinte foram batizados. “Eu vendia bebida alcoólica para as pessoas. Isso não fazia bem. Entendi o chamado de Deus. Decidi fecha o bar e hoje a igreja ficou maior, com mais espaço para as crianças durante a Escola Sabatina”, conta ele com orgulho.

(Amigo de Cristo)

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Indiana, o retorno

culto“As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo” (Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 36).

O que ocorreu em Indiana? Que eventos são esses que voltariam a assolar o povo de Deus imediatamente “antes da terminação da graça”? Voltemos no tempo. Estamos no ano de 1900, numa reunião campal em Muncie, Indiana. Há gritos e muita confusão; a música é alta e provoca alteração dos sentidos; tambores, tamborins e outros instrumentos são usados com grande efeito psicológico sobre os presentes; pessoas caem no chão inconscientes e são carregadas ao púlpito, onde mais gritos e momentos de grande euforia têm lugar. Ao recobrar a consciência, são consideradas aptas para ser trasladadas como Enoque e Elias; têm a “carne santa”, pois passaram pela “experiência do jardim”. Em que consistia a experiência do jardim? Há algum tipo de argumento teológico para tais comportamentos?

No sermão pregado por Arthur L. White, neto de Ellen, no dia 22 de junho de 1985, ele disse: “Durante os anos de 1899 e 1900, o presidente da Associação Indiana e alguns dos ministros estavam defendendo a doutrina da ‘carne santa’. Eles ensinavam que aqueles que seguissem Cristo na experiência do Getsêmani conseguiriam essa ‘carne santa’. Tendo carne santa eles seriam livres de toda tendência para pecar e não experimentariam a corrupção; assim nunca morreriam, e viveriam para ver Jesus voltar. Essa fé proclamada era similar àquela que levou Enoque e Elias à transladação.”

O comportamento histérico e mundanizado do grupo de Indiana tinha uma argumentação teológica para fundamentar suas práticas: “Eles sustentavam que aqueles que foram santificados não podem pecar. E isso naturalmente leva a crer que as afeições e desejos dos santificados eram sempre retos, e não corriam o risco de conduzi-los ao pecado. De acordo com esses enganos, praticavam os piores pecados sob o manto da santificação, e através de sua influência enganadora e hipnótica estavam obtendo um estranho poder sobre alguns de seus adeptos, que não viam o mal dessas teorias aparentemente belas e sedutoras. […] Os enganos desses falsos mestres foram nitidamente abertos perante mim, e vi o terrível juízo que se levantava contra eles no livro de registros, e a culpa horrível que os cobria, por professarem completa santidade enquanto seus atos diários eram ofensivos aos olhos de Deus” (Life Sketches, p. 83, 84 [grifo nosso]).[1]

Em síntese, podemos definir o grupo de Indiana com dois problemas básicos: um teológico e outro comportamental.

Teológico: possuíam uma teologia equivocada, na qual havia uma defesa clara da possibilidade de não mais pecar, pois teriam adquirido uma “carne santa”; portanto, eram perfeitos. Daí surge o termo “perfeccionismo” como uma referência a esse grupo que pregava a possibilidade de não mais pecar.

Comportamental: tinham práticas mundanas. Tais práticas, como apontado acima, eram resultado de sua teologia equivocada. Uma vez santos e sem pecados, poderiam fazer qualquer coisa que não afetaria o corpo.

O que ocorreu em Indiana, na verdade, foi uma reprise do que aconteceu pouco depois do desapontamento de 1844. Note que a teologia equivocada da “carne santa” chegou a desencadear comportamentos tão nocivos a ponto de envolver questões sexuais:

“Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto [falando de Indiana]. A mesma espécie de influência se introduziu depois da passagem do tempo em 1844. Fizeram-se as mesmas espécies de representações. Os homens ficaram agitados, e eram trabalhados por um poder que pensavam ser o poder de Deus. Viravam e reviravam o corpo, como se fosse uma roda de carro, afirmando que não seriam capazes de fazer isso a não ser por poder sobrenatural. Havia a crença de que os mortos haviam ressuscitado e tinham ascendido ao Céu. O Senhor deu-me uma mensagem para esse fanatismo, pois estavam sendo eclipsados os belos princípios da verdade bíblica.

Homens e mulheres, que supunham ser guiados pelo Espírito Santo realizavam reuniões em estado de nudez. Falavam acerca de carne santa. Diziam estar para além do poder da tentação, e cantavam, e gritavam, e faziam toda sorte de demonstrações ruidosas. Esses homens e mulheres não eram maus, mas estavam enganados e iludidos. […] Satanás estava moldando a obra, e sensualidade era o resultado. A causa de Deus foi desonrada. A verdade, a sagrada verdade, era nivelada ao pó por agentes humanos” (Reavivamento e Seus Resultados, p. 52, 53 [grifo nosso]).

O que ocorreu em Indiana não progrediu, principalmente depois da reunião da Conferência Geral de 1901, quando a senhora Ellen White apelou e trouxe severas repreensões ao grupo. Arthur White em seu sermão contou como foi esse momento:

“Ellen White tinha vindo a Battle Creek com pleno conhecimento do que iria acontecer em Indiana, tanto por cartas que ela havia recebido como das visões que Deus lhe dera. Sabia que para salvar a igreja ela devia enfrentar esse ensino estranho. Escolheu então fazê-lo na reunião de obreiros às 5h30 da manhã de quarta-feira, 17 de abril. Contou ao auditório que uma das razões por que ela viera tão repentina e rapidamente da Austrália para os Estados Unidos fora para tratar desse fanatismo. A situação que se lhe deparava naquela manhã tinha-lhe sido revelada na Austrália em janeiro de 1900. ‘Se isso não tivesse sido apresentado a mim, eu não estaria aqui hoje, mas estou aqui em obediência à palavra do Senhor’ (GCB 1901, p. 426).

“Em linguagem clara e corajosa ela expôs a situação: ‘Foi-me dada instrução relativa à última experiência dos irmãos de Indiana e o ensino que deram às igrejas. Mediante esse movimento e ensino o inimigo tem estado operando para desencaminhar almas.

O ensino dado com relação ao que é denominado ‘carne santa’ é um erro. Todos podem obter agora corações puros, mas não é correto pretender nesta vida possuir carne santa. O apóstolo Paulo declara: ‘Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum’ (Romanos 7:18).

“‘Aos que têm procurado tão afanosamente obter pela fé a chamada carne santa, quero dizer: Não a podeis ter. Nem uma alma dentre vós tem agora carne santa. Ser humano algum na Terra tem carne santa. É uma impossibilidade. Se aqueles que falam tão francamente de perfeição na carne pudessem ver as coisas sob seu verdadeiro aspecto, recolher-se-iam com horror de suas ideias presunçosas’ (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 31, 32 [grifo nosso]).”[2]

Veja que nos textos acima Ellen White apresenta o “ensino”, dando a entender que o movimento da “carne santa” não era apenas um movimento que tinha aspectos unicamente comportamentais, mas havia também o aspecto teológico, que era repassado para o povo na forma do ensino. É necessário dizer que não temos em nossos dias um movimento semelhante ao de Indiana, que defenda a possibilidade de não pecar (equívoco na teologia) somado a comportamento mundano; um movimento que venha a fundir esses dois elementos: teológico e comportamental. Mas a profetisa do Senhor advertiu: “As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça.”

Apesar de não termos hoje um grupo que cumpra exatamente o que houve em Muncie, podemos ver claramente que têm se levantado em nosso meio dois grupos distintos que, combinados, formam exatamente o que ocorreu em Indiana:

  1. Os atualmente denominados “perfeccnionistas” ou ultraconservadores, que defendem a possibilidade de viver aqui na Terra sem pecar (como os de Indiana), apesar de quase nenhum deles ter a coragem de admitir essa impecabilidade. É claro que para admitir tal teologia equivocada eles usam textos da Bíblia e do Espírito de Profecia de maneira descontextualizada.
  1. Os “mundanizados” ou ultraliberais, que trazem práticas e comportamentos mundanos para a igreja, como a música profana, por exemplo (assim como a música e os comportamentos dos de Indiana), sob a alegação de que a graça de Cristo é suficiente e não precisam de mudanças comportamentais, pois já têm o Espírito Santo.

É importante observar que esses grupos hoje estão em completo antagonismo. Os chamados perfeccionistas não admitem comportamentos mundanos nem músicas profanas, como ocorreu em Indiana. Por isso alegam não serem “perfeccionistas” (não tomam o termo para si) nem aceitam a comparação com o movimento da “carne santa”. Referem-se aos que têm comportamentos e práticas mundanos como sendo os que cumprem exatamente a profecia, referindo-se ao que ocorrerá no tempo do fim como uma repetição de Indiana, uma vez que Ellen White diz que “haverá gritos com tambores, música e dança”. Como eles não têm tais práticas, não podem cumprir a profecia. Será? Será que a profecia de Ellen White está relacionada apenas à parte comportamental, ou envolverá também o aspecto teológico?

Já os ultraliberais de igual forma argumentam que o que ocorreu em Indiana nada tem que ver com a música profana ou aspectos relacionados à adoração equivocada que estavam oferecendo por meio de seus comportamentos mundanos, mas com a ideia do perfeccionismo, como disse certo liberal em um artigo: “Em nenhum momento ela [Ellen White] condenou a música da campal ou os tambores porque estavam sendo abusados musicalmente. A música do movimento era um ‘laço’ ou ‘armadilha’ porque disfarçava o perfeccionismo emocionalista e o culto ruidoso” (grifo nosso).[3]

Como podemos perceber, os liberais jogam para os perfeccionistas o episódio de Indiana, e de modo semelhante se esquivam de que aquela ocorrência tenha algo a ver com eles hoje, uma vez que, conforme eles alegam, não havia mundanismo em Indiana, nem mesmo na música (o que contraria claramente o que foi escrito por Ellen White), e quem cumpre hoje o que ocorreu em Indiana seriam os perfeccionistas atuais.

Como percebemos, nenhum dos grupos assume os fatos de Indiana como sendo repetidos hoje através de seus grupos. O que existe atualmente é um “jogo de empurra” entre os perfeccionistas e os liberais. Nenhum quer ser identificado com o episódio de Indiana. Mas será isso verdade?

Parece que com o pouco êxito obtido com o movimento da “carne santa” nos anos de 1899 a 1901, Satanás resolveu mudar a tática. Não foi avante a ideia de uma teologia perfeccionista com a prática mundana. Então o inimigo como que “dividiu” o movimento da “carne santa” em dois grupos modernos, exatamente nos dois pontos que definiam o grupo de Indiana: teológico e comportamental, ou, diríamos atualmente, “perfeccionistas e liberais” que, combinados, seriam quase uma expressão exata do que ocorreu na campal de Indiana. Eles não sabem, mas cada um desempenha uma parte no processo de retorno de Indiana aos nossos dias: um com o aspecto teológico e outro com o aspecto comportamental, complementando-se.

Analisemos estes textos:

 Os que têm muita confiança em si mesmos pôr-se-iam em ação, como fizeram alguns em ______, que tinham muito a dizer acerca de carne santa. Esses foram arrastados por um engano espírita. […] Hão de introduzir-se erros, e advogar-se-ão doutrinas estranhas. Alguns se apartarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. Já nos tempos da fundação do primeiro hospital, começaram a aparecer essas coisas. Eram semelhantes aos erros que se manifestaram pouco depois da decepção de 1844. Apareceu um forte aspecto de fanatismo, denominando-se o testemunho do Espírito Santo (carne santa). Foi-me dada uma mensagem de reprovação a essa má obra” (Carta 79, 1905).

“Entre outros pontos de vista, eles afirmavam que os que eram uma vez santificados não podiam mais pecar [note que eles não se achavam glorificados aqui na Terra, mas santificados], e isto eles apresentavam como alimento evangélico. Suas falsas teorias, com o peso da enganosa influência de que eram portadoras, estavam causando grande dano a eles próprios e aos outros. […] Futuramente, a verdade será falsificada pelos preceitos dos homens. Teorias enganosas serão apresentadas como doutrinas certas. A falsa ciência é um dos instrumentos que Satanás empregou nas cortes celestes, e é por ele usada hoje” (Evangelismo, p. 600).

“As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 36).

Note que Ellen White claramente aponta como algo a ser repetido no futuro, não apenas os aspectos comportamentais, mas, de igual forma, aspectos teológicos. E é exatamente o que temos visto atualmente: um grupo introduzindo o mundanismo na igreja e trazendo músicas com expressões mundanas, semelhantemente ao ocorrido em Indiana, e um grupo perfeccionista defendendo a ideia de que é possível viver aqui sem pecar, pois estão vivendo a “santificação”. Diríamos que esses dois grupos representam as duas faces de uma mesma moeda. Cada grupo nega e até repudia o que ocorreu em Indiana, mas, quando nos aprofundamos no cerne do que de fato ocorreu lá, percebemos que os dois extremos atuais nada mais são do que uma versão moderna do movimento da “carne santa”. Um grupo responsável pela parte teológica e outro responsável pela parte comportamental. São rivais que se completam, antagônicos que se harmonizam, diferentes que se atraem num único objetivo: cumprir a profecia de fazer com que o que houve em Indiana tenha novamente lugar no meio do povo de Deus pouco antes da vinda de Cristo.

Apelo aos dois grupos a que tenham o mesmo comportamento de um dos líderes do movimento da “carne santa”, quando confrontado por Ellen White em 1901, na reunião da Conferência Geral:

“Ellen White tinha mais para dizer como advertência, muito mais. Foi com faces solenes que os ministros saíram da reunião naquela manhã. Eles pouco sabiam do que estava reservado para eles na reunião de obreiros no dia seguinte. Logo após a abertura da reunião, R. S. Donnell, presidente da Associação Indiana, levantou-se e perguntou se ele podia fazer uma declaração. Com palavras medidas ele derramou uma confissão sincera, em cujo trecho ele disse: ‘Sinto-me indigno de estar em pé perante esta grande assembleia de meus irmãos nesta manhã… Quando eu encontrei este povo, fiquei mais que satisfeito em saber que havia um profeta no meio dele e desde o princípio tenho sido um crente firme e um ardente defensor dos Testemunhos e do Espírito de Profecia. Foi-me sugerido tempos atrás que a prova sobre esse ponto de fé vem quando o testemunho chega diretamente a nós. Como quase todos vocês sabem, no testemunho de ontem de manhã a prova veio a mim. Porém, irmãos, eu posso agradecer a Deus nesta manhã porque a minha fé no Espírito de Profecia permanece inabalável. Deus falou. Ele disse que eu estava errado, e eu respondo que Deus está certo e eu estou errado. Eu sinto muito, muitíssimo pelo que eu fiz que poderia arruinar a causa de Deus e levar qualquer um ao caminho do erro” (GCB 1901, p. 422).[4]

(Eleazar Domini, além de bacharel em Teologia, é mestre em Teologia na área de Interpretação e Ensino da Bíblia com ênfase na língua hebraica. Atualmente é pastor distrital em Aracaju)

Referências:

[1] http://www.centrowhite.org.br/downloads/sermoes/sermoes-em-texto/orientacao-especial-para-as-assembleias-da-associacao-geral/

[2] http://www.centrowhite.org.br/downloads/sermoes/sermoes-em-texto/orientacao-especial-para-as-assembleias-da-associacao-geral/

[3] http://www.adoracaoadventista.org/2012/11/o-que-aconteceu-realmente-na-campal-de.html

[4] http://www.centrowhite.org.br/downloads/sermoes/sermoes-em-texto/orientacao-especial-para-as-assembleias-da-associacao-geral/

Uma nova espiritualidade cristã

carismaticosPor que tantas mudanças na liturgia? Por qual motivo as músicas congregacionais estão diferentes? A explicação para as mudanças não é simplesmente a mera evolução musical, sintoma dos tempos. As mudanças que acontecem em cada época podem seguir as diretrizes de uma determinada tradição (como, de fato, ocorria na música evangélica ocidental). Mas não se trata disso. Estamos diante de uma nova espiritualidade cristã, que é panenteísta em sua essência (entenda o assunto assistindo a este vídeo). Dessa forma, é natural que a mudança de paradigma, observável no cristianismo atual, corrobore para a diluição da identidade adventista (veja mais sobre isso neste vídeo). Há a correlação dessa mudança paradigmática com a parca demanda de estudo das Escrituras (assista a este vídeo); afinal, para que estudar a Bíblia se é possível um contato místico-subjetivo direto com Deus? Sem profundo estudo da Revelação divina (Bíblia e testemunhos de Ellen G. White), aceita-se mais facilmente a cultura como elemento de construção da identidade religiosa (sobre a relação entre cultura e cristianismo, veja isto).

Somente um retorno aos pressupostos bíblicos pode reformatar a vida comunitária e pessoal de cada adventista (saiba mais aqui), impedindo a influência do processo de carismatização na mente dos atuais seguidores de Jesus. O assunto ganha ainda mais relevância quando se reconhece a existência de um conflito cósmico, cuja disputa envolve a questão da adoração (assista a isto). Será impossível não se posicionar diante dos desafios que existem para o povo de Deus!

(Douglas Reis é mestre em Teologia, doutorando em Teologia [PhD] pela Universidade Adventista del Plata e autor de livros e artigos acadêmicos sobre identidade adventista, desenvolvimento da doutrina adventista e pós-modernidade)

Adventista tem direito a fazer vestibular em horário diferente

Man filling a standardized test formA liberdade de culto deve, sempre que possível, ser respeitada pelo Poder Público na prática de seus atos. Assim entendeu a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região ao manter sentença que reconheceu o direito de um membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia de fazer a prova do vestibular em horário diferente. Ninguém pode ser privado de direitos por motivos de crença religiosa, reafirmou desembargadora federal. De acordo com a relatora, desembargadora Daniele Maranhão, a liberdade de culto trata da garantia de exteriorização da crença e de fidelidade aos hábitos e cultos, “como no caso concreto, em que o sábado é considerado dia de guarda”.

De acordo com o processo, o impetrante, após se inscrever no vestibular, constatou que a primeira prova foi marcada para um sábado, momento em que surgiu o impasse pelo fato de que, como membro adventista, deve guardar e santificar esse dia da semana.

Ao manter a sentença que autorizou que o autor fizesse a prova em dia e horário diferente, a desembargadora destacou que o artigo 5º da Constituição Federal define que ninguém será privado de direitos por motivos de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política.

(Consultor Jurídico, com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-1)

Obelisco no túmulo de Ellen White

whiteAlgumas pessoas têm expressado surpresa e preocupação ao verem um monumento no formato de um obelisco no cemitério da família de Tiago e Ellen White. O obelisco (um, apenas) não é uma lápide para uma das pessoas ali enterradas, mas um marco familiar no centro do lote. A preocupação surge por causa da conexão que existe entre obeliscos e o culto pagão do Egito, bem como outras associações questionáveis. Evidentemente, contudo, muitas pessoas no século 19 não consideravam isso um problema. Os obeliscos eram marcos comuns nos cemitérios daquele tempo. Nas proximidades do mausoléu da família White, existem algo como 20 ou 30 outras sepulturas com marcos em forma de obelisco. Uma situação semelhante existe no cemitério de Rochester, Nova York, onde alguns pioneiros do adventismo foram sepultados. É pouco provável que toda essa gente fosse maçom ou adeptos de religiões antigas que adoravam o Sol. O uso de obeliscos como marcos de cemitérios era apenas uma prática comum, não um tributo à maçonaria ou a crenças pagãs. Os adventistas daquela época pareciam estar entre os que não viam nenhum problema no uso de obeliscos.

Recentemente, encontramos uma correspondência relacionada a essa questão entre as cartas de George I. Butler, que era o presidente de Associação Geral quando Tiago White morreu, em 1881, e por vários anos após. Em 12 de fevereiro de 1884, o Pastor Butler escreveu para a Sra. White: “O monumento de granito escuro em B.C. (Battle Creek) que a senhora viu, eu o encomendei na semana passada, a pedido do seu filho Willie. Ele me disse que debitasse essa despesa em sua conta.”

Isso indica que a Sra. White tinha visto o monumento escolhido, e provavelmente W. C. White também. Ele aprovou a compra. Uma carta do pastor Butler para W. C. White, em 10 de fevereiro daquele ano, discutia o custo do monumento “com a lápide e outras pedras”, dizendo que ele “será erigido tão logo a senhora mande a inscrição”. Fica claro que a família White estava envolvida na escolha do monumento.

Vinte anos mais tarde, em 1904, a Sra. White escreveu sobre uma sugestão diferente para a lápide de Tiago White: “‘Nunca!’, disse eu, ‘nunca! Ele fez, sozinho, o trabalho de três homens. Nunca será colocado sobre seu túmulo um monumento partido’” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 105). Só podemos conjecturar, mas pode ser que no contraste presente nessa sugestão, ela estivesse bastante satisfeita por ter um monumento bem moldado e simétrico colocado no cemitério da família.

Alguns têm perguntado sobre a suposta conexão do obelisco com a maçonaria. Ao verem o obelisco na sepultura da família, uns poucos até chegaram a supor que a própria Sra. White devia ter estado envolvida com o movimento maçônico. Essa é uma conclusão sem qualquer garantia. A Sra. White era uma franca opositora da maçonaria. Enquanto estava na Austrália, ela insistiu com um obreiro adventista que estava envolvido com a maçonaria para que cortasse sua conexão com o movimento. Ela também aconselhou outros contra o envolvimento com ordens maçônicas (ver Evangelismo, p. 617-623; Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 120-140).

Qual a razão, então, para haver um obelisco no cemitério da família White? Evidentemente, a Sra. White não o considerava um símbolo inerente da maçonaria ou pagão, a despeito do fato – conhecido dela ou não – de que os maçons e os adoradores do Sol o haviam usado dessa maneira. Os símbolos têm o significado que as pessoas atribuem a eles. A própria cruz já foi um símbolo repugnante da opressão e crueldade de Roma, mas hoje, os cristãos de todo o mundo a consideram o símbolo da nossa redenção, por meio de Cristo.

Os símbolos podem mudar de significado. Quando Tiago White começou a publicar a Advent Review and Sabbath Herald como um jornal quinzenal (ele passou a ser semanal em setembro de 1853), cada edição vinha com a data da publicação e o nome convencional do dia da semana no qual era publicada, seja segunda-feira ou terça-feira. (O dia da publicação variava naquele tempo.) No entanto, logo ele mudou. A revista publicada na “quinta-feira [Thursday, em inglês], 12 de maio de 1853”, foi seguida, duas semanas depois, por outra exibindo a data de publicação como “quinto dia [Fifth-day, em inglês], 26 de maio de 1853”. Por várias décadas depois, o jornal designou o dia de sua publicação como “quinto dia” e “terceiro dia [Fifth-day e Third-day, em inglês], aparentemente por causa da preocupação com o fato de os dias da semana terem recebido nomes pagãos. Por volta da edição de 1º de janeiro de 1880, entretanto, o jornal voltou a usar os nomes convencionais dos dias da semana. Aparentemente, nossos pioneiros decidiram que o uso daqueles nomes não comprometia sua fé.

As pessoas que usam os nomes convencionais dos dias da semana não o fazem para expressar devoção aos deuses pagãos. Os nomes simplesmente não simbolizam mais esses deuses, a despeito de seu significado original. Da mesma maneira, embora obeliscos possam ter comunicado algum significado oculto lá pelo século 19, esse significado já não era levado em consideração por muitas pessoas, exceto os próprios maçons. Claramente, a Sra. White não sustentava essas crenças.

(Extraído do livro 101 Perguntas Sobre Ellen White e Seus Escritos, de William Fagal, CPB)

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Prefeitura de Porto Velho, Exército e Igreja Adventista discutem ajuda aos venezuelanos

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A secretária municipal adjunta de Assistência Social e Família (Semasf), Ana Maria Negreiros, se reuniu na manhã de quarta-feira (6) com os oficiais do Exército, coronel Urubatã, tenente-coronel Fábio, tenente-coronel Zimmermann e capitão Curti, mais o representante da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA, da Igreja Adventista), João Dias, o psicólogo Giovany e a educadora Socorro Leite, da equipe de Abordagem Social da Semasf, para tratar de ajuda aos imigrantes venezuelanos. Foi apresentado por parte dos representantes militares uma proposta de parceria para a criação da Casa de Passagem para venezuelanos que participam do processo de interiorização.

A secretária adjunta explicou que o município, por meio da Semasf, já conta com uma Casa de Passagem – Albergue Municipal Frei Damião – que atende à população vulnerável em trânsito, na qual se encaixam – por determinação do prefeito Hildon Chaves – os migrantes venezuelanos.

Diante da explicação foi proposto pelos militares que os venezuelanos que estão de passagem pela Capital sejam então incluídos, se assim o desejarem, no programa de interiorização. Também foi discutido o protocolo de atendimento para venezuelanos que chegam ao município de forma espontânea. Os militares apresentaram o protocolo de atendimento adotado em Boa Vista (RR), tido como modelo bem-sucedido para atendimento emergencial e resolução da crise migratória. Também foi apresentada a forma que julgam eficaz de atender os indígenas Warão, da Venezuela.

Por fim, a equipe de Abordagem Social da Semasf foi convidada a uma visita técnica guiada à Roraima, para verificar in loco e conhecer o trabalho realizado pelo Projeto Acolhida do Governo Federal. Felizes pelo resultado positivo da reunião, os integrantes celebraram o pacto de ajuda mútua.

(Rondônia Dinâmica)

Nota: É bom ver igreja, Exército e governantes unidos para amenizar o sofrimento de seres humanos, mas é triste ver também os resultados nefastos da ditadura marxista que destruiu um país que poderia ser próspero. Aliás, basta dar uma olhada na história para perceber o estrago feito pela aplicação de uma ideologia que é muito “bonitinha” – na teoria e nos PDFs lidos por universitários comunistas de iPhone: cem milhões de mortos no século 20, pessoas desesperadas arriscando a vida em fugas (nunca se viram alemães ocidentais tentando pular o muro para o lado oriental; coreanos do Sul fugindo para o norte; nem qualquer estrangeiro tentando entrar de balsa em Cuba). O marxismo/comunismo é uma ilusão destruidora tanto quanto o capitalismo selvagem, o que evidencia nossa necessidade desesperada de intervenção – não militar, mas celestial. Enquanto Jesus não vem, cabe a nós, cristãos, ajudar a minorar o sofrimento das vítimas dos regimes corruptos que tanto sofrimento causam à vida dos inocentes. [MB]

Ellen White sonhou com o marido morto?

ellenEm inúmeras ocasiões, Ellen White deixou bem claro em seus escritos que o estado do ser humano na morte é de total inconsciência, e que a ressurreição corporal (no caso dos salvos) ocorrerá apenas por ocasião da volta de Jesus. Esse é exatamente o ensino bíblico quanto à morte (confira). Pouco depois da morte do esposo, Tiago White, Ellen estava muito triste e sem saber bem como prosseguir no trabalho sem ele. Então ela teve um sonho simples (não se tratou de uma visão nem de um sonho profético, como ela mesma deixa claro no relato – sim, profetas também podem sonhar como quaisquer outras pessoas). Bonito é perceber que, mesmo ela sabendo que se tratava de um simples sonho e que o marido continuaria descansando (morto) até a volta de Jesus, Deus usou a experiência para orientá-la quanto à sua preocupação com a igreja e o trabalho.

Leia abaixo o relato de Ellen e, em seguida, a nota do Centro de Pesquisas Ellen G. White e as duas notas que eu escrevi [MB]:

“Alguns dias após estar implorando por luz ao Senhor com relação à minha tarefa, à noite sonhei que eu estava na carruagem, guiando, sentada ao lado direito. Pai estava na carruagem, sentado ao meu lado esquerdo. Ele estava muito pálido, mas calmo e composto. ‘Ora, pai*?!’, exclamei. ‘Eu estou tão feliz por tê-lo ao meu lado mais uma vez! Tenho sentido que metade de mim se foi. Pai, eu o vi morrer; eu o vi enterrado. Teve o Senhor pena de mim e deixou que voltasse para mim novamente para trabalharmos juntos como fazíamos?

“Ele parecia muito triste. E disse: ‘O Senhor sabe o que é melhor para você e para mim. Meu trabalho era muito querido para mim. Nós cometemos um erro. Respondemos a convites urgentes de nossa irmandade para assistir a reuniões importantes. Nós não tivemos coragem de recusar. Essas reuniões nos exauriram mais do que percebemos. Nossa ótima irmandade esteve agradecida, mas eles não entenderam que nessas reuniões nós carregamos fardos maiores que nossa idade podia suportar com segurança. Eles nunca saberão o resultado dessa longa e contínua tensão sobre nós. Deus desejaria tê-los feito carregar os fardos que suportamos durante anos. Nossas energias nervosas foram continuamente sobrecarregadas, e assim nossa irmandade ao interpretar mal nossos motivos e ao não perceber nossos fardos, enfraqueceu nossa vontade do coração. Eu cometi erros, e o maior deles foi permitir minhas simpatias pelo povo de Deus levarem-me a carregar trabalhos sobre mim que outros deviam ter carregado.

“‘Agora, Ellen, convites serão feitos como antes, desejando que você compareça a reuniões importantes, como foi o caso no passado. Mas apresente essa situação perante o Senhor e não responda aos mais sinceros convites. Sua vida pende como se estivesse num fio. Você deve contar com descanso tranquilo, liberdade de toda excitação e toda preocupação desagradável. Nós certamente contribuímos em muito com nossas penas em assuntos de que o povo precisa e sobre que tivemos iluminação, e podemos apresentar diante deles luz que outros não têm. Assim você pode trabalhar quando sua força voltar, o que acontecerá, e você poderá fazer muito mais com sua pena do que com sua voz.’

“Ele me encarou como se apelando e disse: ‘Você não negligenciará essas advertências, não é, Ellen? Nosso povo nunca entenderá sob que dificuldades trabalhamos para servi-los porque nossas vidas estavam interligadas com o progresso da causa, mas Deus sabe de tudo. Eu lamento por ter-me sentido tão profundamente inadequado e em emergências agido de modo irrazoável, sem cuidar dos princípios de vida e saúde. O Senhor não exigiu que carregássemos fardos tão pesados enquanto nossa irmandade tão poucos. Devíamos ter ido para a Costa do Pacífico antes, e dedicado nossas vidas a escrever. Você fará isso agora? Você, quando sua força retornar, pegará sua pena e deixará escritas estas coisas que há tanto antecipamos, e agirá devagar? Há coisas importantes de que o povo precisa. Faça desta sua primeira ocupação. Você terá que falar um pouco ao povo, mas fique longe das responsabilidades que nos exauriram.’

“‘Bem’, disse eu, ‘Tiago, você ficará para sempre comigo agora e nós trabalharemos juntos.’ Disse ele: ‘Fiquei em Battle Creek por muito tempo. Eu deveria ter ido para a Califórnia há mais de um ano. Mas eu quis ajudar o trabalho e as instituições em Battle Creek. Cometi um erro. Seu coração é terno. Você será induzida a cometer os mesmos erros que cometi. Sua vida pode servir à causa de Deus. Oh, quão preciosos assuntos Deus me faria trazer ao povo, preciosas joias de luz!’

“Eu acordei. Mas esse sonho pareceu tão real. Agora você pode ver e entender por que não sinto que é minha tarefa ir a Battle Creek no propósito de assumir as responsabilidades na assembleia da Associação Geral. Não é minha tarefa apresentar-me na assembleia da Associação Geral. O Senhor me proíbe. Isso é o bastante.”

(Carta 17, 1881, p. 2-4; para W. C. White, 12 de setembro de 1881)

* Tratamento carinhoso entre cônjuges, em que o marido é tratado de “pai” e a esposa de “mãe”.

Qual o significado do sonho?

Esse relato do sonho da Sra. White foi publicado no livro Conselhos aos Idosos, paginas 122 a 125. Críticos têm usado esse texto para condená-la por [supostamente] ter falado com os mortos. Esse, na verdade, foi apenas um acontecimento compreensível na vida de uma viúva que sonhou com seu companheiro tão querido. Após a morte de Tiago, Ellen sentia muito sua falta; ela diz: “Meu esposo faleceu em 1881. Durante o tempo que se passou constantemente senti falta dele. Durante o primeiro ano após sua morte senti intensamente minha perda” (p. 122).

Assim, ela orou a Deus pedindo luz sobre seu dever de continuar sozinha na missão, e em resposta à sua oração ela diz ter tido um sonho em que Tiago lhe apareceu dizendo que sua morte tinha sido uma bênção, pois estava muito cansado, e de que ela deveria evitar o excesso de trabalho. No início e no final de seu relato, Ellen White identifica como sendo um sonho e nele a Sra. White expressa o desejo de estar novamente com Tiago. Mas ela finaliza dizendo: “Acordei. O sonho tinha parecido ser tão real” (p. 124), e mais adiante ela ressalta: “Ele vai descansar até a manhã da ressurreição” (p. 125).

Esse incidente, portanto, foi apenas um sonho usado por Deus como meio de confortá-la, e em tempo algum Ellen White acreditou ter falado com Tiago após sua morte.

(Nota do Centro de Pesquisas Ellen G. White)

Nota 1: Portanto, é muita desonestidade por parte de alguns afirmar que Ellen White teria tido um sonho espírita ou algo assim, sendo que ela mesma escreveu extensivamente sobre o assunto, deixando bem claro que os mortos permanecem inconscientes até a volta de Jesus (no caso dos salvos). Note que no relato dela, além de ter escrito que o sonho pareceu real, ela expressa o desejo de que, com o marido, pudesse voltar a trabalhar como antes. Caso ele fosse um fantasma ou algo assim, como poderiam trabalhar como antes? Chega a ser injusto com a memória dela insinuar que estivesse ensinando algo contrário à Bíblia e a seus próprios escritos. Aos críticos digo apenas: vão à fonte. Leiam os livros dela, comparem-nos com a Bíblia (nossa única regra de fé e prática) e tirem suas conclusões. Se os considerarem de valor, aproveitem a bênção. Se os encontrarem em desacordo com as Escrituras, descartem-nos de imediato. Só não espalhem mentiras e falsas suspeitas como cortinas de fumaça impedindo que outros possam julgar o assunto por si mesmos. [MB]

Nota 2: Insinuar que Ellen White tenha tido um sonho espírita é tão desonesto quanto afirmar que ela pregava a existência de alienígenas, levando as pessoas a pensar que estivesse se referindo a ETs de pele verde e anteninhas na cabeça, como os apresentados nos filmes. Nada mais falso. Em consonância com textos bíblicos, Ellen falou de mundos habitados por seres humanos não caídos em pecado. Mais uma vez, convido-o a ir à fonte e ler por si mesmo. Convido-o também a ler este texto e a assistir a este vídeo. [MB]