Universitários distribuem livro missionário na UFMT

IMG-20180509-WA0026Nos últimos anos houve um acréscimo acentuado nas taxas de suicídios entre estudantes universitários na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). No fim do ano de 2017, a mídia local apresentou dados alarmantes que foram publicados na Revista Latino-Americana de Enfermagem (RLAE), em um artigo baseado nos estudos que embasaram a dissertação de mestrado de um estudante da UFMT e enfermeiro do Hospital Universitário Júlio Muller, intitulado “Fatores associados à presença de ideação suicida entre universitários”. Os estudos do mestre e enfermeiro mostraram que aproximadamente dez por cento dos estudantes da UFMT tiveram ideias suicidas nos últimos 30 dias, sendo que o Relatório de Gestão de 2016 da UFMT revela que só no Campus de Cuiabá a instituição possui aproximadamente 10.500 alunos regularmente matriculados nos cursos de graduação. Quando se extrapolam e analisam os números da comunidade acadêmica como um todo (alunos de graduação, especialização, mestrado e doutorado, professores, servidores administrativos e servidores terceirizados), esse número ultrapassa a casa dos 15.000.

Partindo das interações com alunos que continuamente estão no convívio acadêmico, chega-se à conclusão de que a maioria deles enfrenta problemas emocionais como estresse e ansiedade. A promiscuidade, o uso e abuso desenfreado de tabaco, cigarro e drogas ilícitas, consumidas em todos os locais abertos da instituição, revela o tamanho do problema que os universitários enfrentam. Andando pela universidade e conversando com os membros da comunidade acadêmica, é possível notar que muitos deles são do interior do estado, ou mesmo de outros estados. Jovens que estão longe da família e que na maioria das vezes não possuem o devido suporte financeiro e emocional, o que os têm levado a buscar uma “válvula de escape” para o ambiente hostil que a universidade às vezes aparenta ser. Com uma central de atendimento psicológico de grande porte – Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) –, a instituição encontra dificuldades em atender à demanda da comunidade acadêmica.

Os três casos de suicídios de alunos da UFMT que vieram a público, somente no período de recesso de fim de ano, foram mais do que suficientes para que o Pequeno Grupo JUMTA+ (Jovens Universitários Matogrossenses Adventistas) decidisse por realizar o Impacto Esperança dentro da universidade. Com o tema sendo amplamente debatido dentro da instituição, a proposta do projeto foi primeiramente apresentada aos pequenos grupos organizados por outras denominações, juntamente com o livro; sendo a causa também abraçada pelo pequeno grupo MEUC (Movimento Evangelístico Universitário de Cuiabá), um PG interdenominacional liderado pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

O Impacto foi planejado para ocorrer no dia 9 de maio, uma quarta-feira, por ser o dia de maior movimentação na instituição. Os PGs planejaram a entrega de pelo menos 3.000 livros O Poder da Esperança, mas quase duas semanas antes os estudantes da universidade começaram a se mobilizar para deflagrar uma greve estudantil, por um problema institucional que eles estão enfrentando; e um dia antes eles deflagraram a greve. Mas os missionários não desanimaram! Com o campus bastante esvaziado, os jovens que encamparam o projeto passaram o dia dialogando com aqueles que permaneceram em suas atividades, e entregaram aproximadamente 1.200 livros.

O projeto foi conduzido, do início ao fim, pelo Espírito Santo. Logo no início do expediente, a psicóloga Roseny Machado, especialista em terapia cognitivo-comportamental, apresentou uma palestra com o título “Depressão: Existe Esperança?” Em seguida, deu início à formação de duplas que se espalharam pelos blocos para dialogar com estudantes e servidores sobre os temas abordados no livro, sobre as experiências que temos vivenciado na UFMT, e fazer a entrega do livro, como um presente para aqueles que aceitassem.

As experiências que tivemos foram chocantes. Por exemplo, houve um aluno que, ao ouvir um dos nossos colegas e receber o livro, disse que estava indo tirar a vida, e estava pedindo ajuda. Outros alunos agradeceram a iniciativa e falaram da importância que se faz discutir de forma aberta e clara o tema da saúde mental dentro da universidade. Foram inúmeros os casos de estudantes que afirmaram ter sintomas de ansiedade, depressão, estresse, vícios, traumas e outros transtornos; professores solicitaram vários exemplares para presentear a alunos que sofrem de alguns dos problemas. Fomos convidados para levar o projeto para outros locais, como um centro de oncologia pediátrica, por exemplo.

Podemos concluir, então, que unimos o útil ao agradável, ou seja, encontramos uma forma de atender uma necessidade da comunidade de forma relevante, e pretendemos realizar outras atividades correlatas ao tema e ao Impacto Esperança ao longo do ano. Como cristãos devemos impactar positivamente onde quer que estejamos. Não fomos chamados de sal à toa; fomos comissionados pelo próprio Cristo para levar as boas-novas do Seu reino a toda nação, e tribo, e língua, e povo (Apocalipse 14:6). No Impacto Esperança, a boa-nova que levamos foi esta: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (João 16:33, NVI); e que haverá um dia em que “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Apocalipse 21:4, NVI).

Sim, existe esperança, e ela está assegurada em Cristo Jesus, nosso Criador e Redentor, que prometeu pôr fim a tudo aquilo que nos tem impedido de desfrutar da felicidade plena e eterna.

(Walter Aguiar é diretor do JUMTA+)

 

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Mais de 500 livros missionários são distribuídos em faculdade de Tatuí

Fatec1Ontem à noite, depois de um dia cheio em São Paulo (gravando vídeos para o Impacto Esperança), fui à Faculdade de Tecnologia de Tatuí (Fatec) apresentar uma palestra sobre o livro missionário O Poder da Esperança. Depois houve uma sessão de dedicatórias durante a qual foram distribuídos gratuitamente mais de 500 exemplares do livro. Leia a seguir o relato do jovem Emerson Camargo da Silva, aluno do curso de Gestão de Tecnologia da Informação. Guiado pelo Espírito Santo, foi ele quem ajudou a abrir as portas do campus para que esse evento pudesse ser realizado.

“Em meio ao mundo acadêmico do qual faço parte, onde o secularismo é presente,  sempre há a oportunidade de conversar com os colegas sobre assuntos referentes à fé e à criação de Deus. Tão próximo do Impacto Esperança, pensei em disponibilizar exemplares do livro missionário a quatro colegas de classe, porém, as belas palavras de Jesus que nos incentivam a olhar o próximo com amor intencional, pois todos precisam se achegar a Ele, e com os incentivos do grupo ‘Meu Talento, Meu Ministério’ (MTMM), do qual faço parte e que tem como propósito motivar o uso dos nossos talentos, bens e tempo para evangelizar, entendi que eu deveria fazer mais em meu ambiente de estudos. Foi exatamente esse o pensamento que tive em um belo sábado na igreja, ao lado da minha esposa, e fui incentivado por ela a falar com os professores. Então expus a eles minha ideia que, a princípio, era de falar sobre o impacto da leitura e da cultura por meio do livro missionário. A professora de Projetos de Tecnologia da Informação, Patrícia Gláucia Moreno, aprovou a ideia com muito boa vontade e junto à coordenação viabilizou a entrega dos livros. Por sugestão do MTMM, cogitamos ter a presença do pastor Michelson Borges conosco nessa ação. A coordenadora pedagógica Nádia Teixeira fez o primeiro contato com o autor do livro que aceitou o convite de pronto, apesar dos compromissos que tinha para aquele dia. Muitos problemas surgiram no decorrer dos dias até a execução da ação, mas Deus nos concedeu a alegria de levar o projeto adiante e falar de esperança para muitos alunos e professores que ficaram encantados com a palestra e com a iniciativa da distribuição de livros. A coordenação até pediu para que o autor volte ao colégio e fale aos alunos e funcionários em outra ocasião.”

Vinte anos depois: de volta ao passado

iasd gaspar altoEm 1995, minha esposa (então noiva) e eu passamos alguns dias na casa da família Calson, em Gaspar Alto, SC. Na época, eu estava fazendo pesquisas para concluir meu TCC sobre a chegada do adventismo ao Brasil, com o qual eu obteria o diploma de bacharel em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (em 1996). Foram dias muito agradáveis e de muito aprendizado. Tive a oportunidade de conhecer lugares históricos significativos e de entrevistar descendentes de pioneiros ainda vivos na época. Eu era relativamente novo na Igreja Adventista. Fazia apenas quatro anos que era batizado, e ter contato com a linda história da chegada da mensagem adventista ao nosso país reafirmou minha fé e minha convicção de que esse movimento é conduzido por Deus (veja este vídeo que conta parte dessa história).

Antes mesmo de um missionário ou pastor adventista pisar em nosso solo, as publicações produzidas pela Igreja estavam cumprindo sua missão (trabalho há 20 anos numa editora adventista, e isso me enche de alegria!). Pessoas sinceras passaram a ler livros e folhetos enviados de graça e que tratavam de assuntos como a volta de Jesus, a vigência do sétimo dia como repouso sagrado, o estilo de vida saudável para melhor servir a Deus, entre outros temas. A partir daquele pequeno vale entre montanhas, os primeiros missionários saíram para conquistar o Brasil e fazer dele um dos países com a maior população adventista. Foram dias de bênçãos, alegrias, lutas, suor e lágrimas. Dias que não podem ser esquecidos e histórias protagonizadas por pessoas cuja memória tem que ser preservada.

Fazia tempo que eu queria voltar a Gaspar Alto e reviver tudo isso. Fazia tempo que minha esposa e eu queríamos reencontrar o bondoso casal Calson que não apenas nos hospedou, mas me ajudou a obter as informações de que eu precisava para minha pesquisa (material que resultou, pouco tempo depois, na publicação pela CPB do livro A Chegada do Adventismo ao Brasil, no qual estou trabalhando para uma futura reedição).

No dia 4 de janeiro de 2016, conseguimos matar a saudade. Fomos a Brusque e tiramos algumas fotos do casarão do século 19 dentro do qual foi aberto o pacote contendo as revistas Stimme Der Wahrheit, a primeira literatura adventista a chegar ao Brasil. Em seguida, subimos a Gaspar Alto e visitamos o pequeno museu ao lado da igreja, entramos no templo e depois fomos ao “Cemitério da Esperança”. Mais uma vez me senti inspirado com o que vi, e senti o “sabor” de voltar no tempo: vinte e um anos e cento e vinte anos atrás. O tempo ali parece ter parado…

No cemitério estão sepultados os pioneiros que pediram para ficar com os túmulos voltados para o Oriente, pois a primeira coisa que querem ver após ressuscitados é justamente a nuvem de anjos que rodeia o Salvador Jesus. Ou seja, mesmo depois de mortos, esses homens e mulheres valorosos ainda “falam” da fé e da esperança pela qual viveram e na qual morreram.

Quero muito conhecer essas pessoas quando Jesus voltar!

Michelson Borges

Menos de um mês para o Impacto! Prepare-se!

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No dia 26 deste mês, mais uma vez milhões de adventistas irão às ruas das cidades da América do Sul para participar do projeto anual de incentivo à leitura e distribuição massiva de livros “Impacto Esperança”. Neste ano, o livro trata do tema saúde emocional e mostra como os recursos da psicologia bem aplicados e as promessas bíblicas bem compreendidas são “ferramentas” poderosas para nos ajudar a prevenir e vencer a depressão, a ansiedade, o estresse, os vícios e outros males da vida moderna. O livro O Poder da Esperança foi escrito pelo doutor em psicologia Julián Melgosa (espanhol) e pelo pastor e jornalista Michelson Borges (brasileiro). Graças a uma união de esforços das várias instâncias administrativas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, da Casa Publicadora Brasileira e da Asociación Casa Editora Sudamericana (que produziram o livro) e dos autores, que doaram integralmente os direitos autorais sobre a obra, foi possível mais uma vez manter o preço simbólico que permite a distribuição gratuita em toda a América do Sul.

WhatsApp Image 2018-03-28 at 04.44.39Pela primeira vez nestes onze anos de “Impacto Esperança”, um livro missionário coescrito por um brasileiro será adotado pela igreja mundial. Além do português e do espanhol, O Poder da Esperança foi traduzido para o inglês, francês e romeno (capa ao lado). Só no Brasil, a tiragem já ultrapassou a marca dos 16 milhões de exemplares impressos. Em Portugal, o “Impacto” foi realizado no fim do mês passado (confira).

Além do livro, foi criado e está quase pronto um site especial com o PDF do livro, conteúdos adicionais, como entrevistas e palestras em vídeo, infográficos e apresentações em Prezi para serem usadas nas igrejas, escolas ou em pequenos grupos. Acesse e divulgue o site: www.opoderdaesperanca.com.br

Assista ao vídeo abaixo e saiba mais sobre o livro O Poder da Esperança.

Mais vídeos nesta playlist.

A maior alegria de um pai pastor

maNão existe maior alegria para um pastor do que entregar uma pessoa a Jesus por meio do santo batismo, símbolo da morte para a velha vida de pecado e renascimento para a nova vida com Jesus. E não existe maior alegria para um pai pastor do que realizar o batismo da própria filha. Esse foi o presente que Deus me deu ontem, na igreja adventista central de Criciúma, em Santa Catarina, ocasião em que batizei minha filha Marcella e minha sobrinha Letícia. Foi um momento muito especial e emocionante, afinal, naquele mesmo tanque batismal fui batizado no fim de 1991; cerca de um ano depois, minha mãe e minha irmã mais nova, para quem eu dei estudos bíblicos (minhas primeiras alunas de Bíblia), também foram batizadas ali. Em 2008, minha avó igualmente foi batizada nessa igreja. E em 2015, minha irmã “do meio” entregou a vida a Jesus sendo batizada no mesmo tanque. No batismo dela e da minha avó eu tive o privilégio de estar presente, dentro da água. Mas ontem foi diferente… Foi a primeira vez que entrei naquele lugar especial na condição de pastor ordenado. Que bênção! Posso dizer que o tanque batismal da igreja adventista central de Criciúma é, para mim, um dos lugares mais significativos do Universo! Obrigado, Senhor, pelo privilégio! E que, por Tua graça, todos os meus queridos que passaram por aquele lugar especial se mantenham firmes na fé até o dia do encontro pessoal contigo. Amém!

Missão Índia (2): Uma menina corajosa

indiaTudo é tão novo, a cultura, comida, língua e costumes, e assim também são novos sentimentos. Dia desses fui tomado por um sentimento de impotência ante uma realidade tão miraculosa e ao mesmo tempo avassaladora. Era um dia normal até chegar à sala e ver meu companheiro de missão, um indiano que me acompanha, conversando com uma menina, coisa incomum já que meninas solteiras dificilmente conversam com homens, mas aquela não era uma menina comum. Outras duas irmãs estavam atentamente ouvindo a conversa e eu era o único que não entendia nada, já que estavam conversando em hindi. O tempo da conversa foi longo e assim que acabou a menina foi embora atravessando um longo campo para chegar à vila vizinha. A situação era tão incomum que perguntei ao meu amigo o que realmente estava acontecendo. E é ai que vi um milagre.

A menina era praticamente a única cristã da vila e foi com muita coragem que ela, após saber que existiam cristãos na vila vizinha, veio realmente saber se de fato éramos cristãos e quais os dias de culto. Que coisa maravilhosa! Ela já sabia sobre o amor de Deus, esse que transcende fronteiras e culturas. Precisávamos conhecê-la e saber como Deus a havia alcançado. O que descobri me fez questionar o que realmente entendo por fé e como é fácil ser cristão quando tudo vai bem. Aquela menina, sua mãe e irmãs eram as únicas cristãs da vila. Elas conheceram Cristo por meio de uma igreja tradicional em outra cidade, e quando voltaram para a vila delas decidiram que Cristo seria o Deus delas para sempre.

Foi então que tomei conhecimento de uma noticia delicada: a mãe dela tem câncer e foram-lhe dados apenas três dias de vida, mas, milagrosamente, ela está viva até agora e já faz um mês que recebeu essa notícia. O marido continua querendo levá-la aos templos hindus, mas ela disse que está viva graça ao Seu Deus: Cristo. Deus continua a fazer milagres, nas sutilezas da vida e nas ações extraordinárias.

E a menina corajosa ainda tem dificuldades: o pai é hindu e por isso ela e sua mãe e irmãs não podem orar em casa ou mesmo ter uma Bíblia; não há liberdade. O pai agora se inclina ao Islamismo e por isso ficou mais exigente. Nossa pequena guerreira da fé parou de vir às aulas de inglês, mas sabemos que ela permanece firme. Nas palavras de sua mãe: “Não importa o que ele vai fazer comigo, eu nunca vou deixar o meu Deus, Jesus cristo, o único Deus verdadeiro.” Tudo contribui para o contrário; na vila todos são hinduístas e o pai é quase um muçulmano, mas essas mulheres continuam de pé por Cristo, assim como os amigos de Daniel.

A menina com a historia tão impressionante tem 19 anos e já deveria estar casada, visto que aqui as moças se casam muito cedo; os casamentos são arranjados e elas sabem que o marido que o pai escolher será hindu ou islâmico. Quando me deparei com todo esse cenário me senti impotente, mas não seria esse o sentimento constante que deveríamos ter? A vida é uma luta diária e apenas a intervenção divina é que nos sustenta. A menina corajosa me lembrou a menina cativa de 2 Reis 5; a primeira, cativa de costumes, e a segunda cativa de guerra, mas ambas buscando a Deus. Exemplos de fé aqui e para a eternidade.

(Texto de Uálace Costa, escrito a partir dos relatos detalhados de Igo Rocha, missionário na India.)

 Leia também: “Missão Índia – parte 1” e “Viagem missionária ao Camboja”

Portugal distribui livro missionário O Poder da Esperança