A identidade do adventismo

Logo IASD oficialTermos seculares e humanistas, por mais legitimados e usados que possam ser, nem sempre estão de acordo com a compreensão bíblica. Por isso, é necessário refletir nisto: “Tenho sido bíblico em todos os meus ensinos, em meus projetos, minhas atividades? Ou tenho propagado ideias seculares, humanistas, porque elas encantam mais as pessoas?” Não devemos esconder nossa identidade nem disfarça-lá com um discurso e uma postura determinados pelo grupo ou pela pessoa a quem queremos evangelizar. Por isso, quando dialogarmos com os que não têm simpatia pela religião institucionalizada, devemos ter respeito, sim, mas temos que conversar como remanescentes. Quando dialogarmos com universitários inteligentes e engajados, façamos isso como remanescentes. Quando dialogarmos com empresários e pessoas de negócios, respeitemos, mas façamos isso com linguagem de remanescentes. O nosso discurso deve ser de remanescente. A nossa postura deve ser de remanescente. O nosso estilo de vida deve ser de remanescente. O nosso sermão deve ser de remanescente. O nosso louvor deve ser de remanescente.

Nesse sentido, tenho uma preocupação, que é o surgimento de grupos, movimentos, comunidades ou igrejas adotando elementos seculares como ferramenta de evangelismo. Vejo que surgem grupos na Igreja Adventista que querem um tratamento diferente, sob o argumento de que querem alcançar grupos diferentes, e propõem estratégias tão diferentes que não se configuram mais como adventistas, e muito menos como remanescentes.

Muitos desses grupos se especializaram tanto em falar aos pós-modernos, por exemplo, que no final acabam sendo pós-modernos. Dias atrás assisti a um culto pela internet, um culto de domingo de uma comunidade adventista dessas que pretendem alcançar pessoas pós-modernas. Fiquei estupefato! O sermão era pós-moderno, o pregador era pós-moderno, a liturgia era pós-moderna, o ambiente era pós-moderno, a calça rasgada… tudo era pós-moderno. Um barril de 200 litros de gasolina foi pintado transformado em púlpito.

Será que realmente precisamos de igrejas diferentes para grupos específicos? Ou será que o que precisamos, na verdade, é revitalizar a igreja normal para que alcance, acolha, receba e evangelize os pós-modernos?

Será que o grande evangelista Paulo ainda serve de referência? Que eu saiba, ele não criou uma igreja específica para grupos diferenciados. Ele, sim, preparou a igreja “normal” para evangelizar os diferentes.

Assim, sugiro que reflitamos nisto: Meu discurso e prática me caracterizam claramente como sendo do povo remanescente? Ou sou influenciado pelo secularismo, tanto no discurso quanto na prática?

Atentemos para cinco preocupações:

1) LEITURA: A preocupação de que livros seculares e evangélicos tenham se tornado fundamento da teologia.

2) PÚLPITO: A preocupação grande com o empobrecimento do púlpito (pregação) adventista.

3) VOCÁBULOS: Uso de termos seculares, humanistas, para expressar atividades e conceitos supostamente bíblicos.

4) VERDADE: Supervalorização de diversas fontes para a comunicação da verdade.

5) ECLESIOLOGIA: Preocupação com o surgimento de grupos, movimentos, comunidades ou igrejas adotando elementos seculares como ferramenta de evangelismo.

Amigos queridos, vocês são líderes. Vocês são formadores de opinião. Gostaria de desafiá-los como líderes: coloquemos o melhor do nosso intelecto, o melhor do nosso esforço e o melhor da nossa influência para resgatar e fortalecer a identidade do remanescente. Como igreja, temos uma responsabilidade, mas como indivíduos também temos uma responsabilidade.

Os membros da nossa igreja precisam ver claramente a identidade do remanescente; os que não são membros da igreja também precisam ver claramente a identidade do remanescente.

Fortalecer a identidade da igreja é, antes de tudo, um dever de cada adventista; mas é um imperativo aos líderes. E lembrem-se de que retroceder é um elemento essencial para avançar. Isso tem que ver com a nossa identidade. A identidade da igreja não é responsabilidade da instituição. É responsabilidade sua e minha.

(Trecho de um sermão do pastor Adolfo Suarez dirigido a pastores e líderes da IASD; ele é reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia)

spurgeon

Policial feminina adventista tem a fé provada e é abençoada por Deus

policialMeu nome é Kellen Maia, sou policial militar do Distrito Federal há 17 anos, profissão que abracei e da qual tenho grande orgulho. Sou adventista do sétimo dia de berço e durante toda minha vida tenho enfrentado provas a testar minha confiança e fidelidade em Deus. Quando passei no concurso de soldado da Polícia Militar, já de imediato fiquei um tanto quanto abalada quando marcaram o teste físico para um sábado à tarde. Eu precisava muito desse emprego e me negar a fazer o teste físico no sábado me causou grande preocupação, se eles autorizariam outra data para o meu teste ou me reprovariam de imediato. Decidi entregar nas mãos de Deus e solicitar outra data para o teste, o que foi deferido. Fiquei muitíssimo alegre pela providência divina, mas alguns “amigos” intervieram dizendo que não me alegrasse muito pois na nova data para realização do teste haveria uma banca completa para examinar apenas a mim, e que eu seria alvo de retaliação. No dia do teste, uma banca de avaliação física da Polícia Militar foi montada para avaliar apenas a mim e mais dois adventistas, contudo, os policiais que aplicaram o teste foram impessoais e altamente técnicos, e nós três fomos aprovados no teste e ingressamos no curso.

Durante o curso de formação de soldados, enfrentamos novos obstáculos. Grande parte das atividades avaliativas eram marcadas para o sábado pela manhã. Então, solicitei ao comandante que respeitasse minha convicção religiosa e me desse uma alternativa para realização das provas que não fosse nas horas sagradas do sábado. O diálogo foi tenso e sem muitas esperanças, mas, por fim, fui autorizada a permanecer em uma capela dentro do quartel no período que ia desde a entrada de todos os recrutas para a realização das provas (por volta das 7h), até findarem as horas do sábado, para então realizar minha avaliação (por volta das 19h). Eram 12 longas horas, porém muito edificantes, pois conheci outros dez irmãos adventistas que se encontravam na mesma situação que eu, e compartilhávamos experiências e fazíamos culto em louvor a Deus, ali mesmo, na capela do quartel.

Durante dez longos meses de curso fomos pressionados a desistir da fé. Escutei várias vezes que não tinha perfil para essa profissão e que não seria uma boa policial em razão da minha fé; que deveria desistir. Infelizmente, alguns dos 11 irmãos do meu curso de formação cederam às pressões e se juntaram ao grande grupo de policiais que não guardavam a lei de Deus.

No fim do curso, próximo à formatura, nosso grupo de policiais adventistas foi lembrado em um discurso do comandante. Recordo-me disso como se fosse hoje – e me causou grande reflexão, imaginando a cena quando da volta de nosso Senhor Jesus. Ele elogiou os policiais que se mantiveram firmes em seus propósitos e fé em Deus, mesmo enfrentando provações, e disse que se éramos fiéis a Deus seríamos fiéis à Pátria. Como era possível? O mesmo Comando que nos pressionou a desistir, naquele momento nos elogiava e engrandecia diante de toda a tropa! Imagino que os colegas que desistiram no meio da jornada tenham sido tomados de arrependimento e vergonha.

Enfim, Deus me abençoou grandemente em minha carreira profissional. Passei no primeiro concurso interno para progressão na carreira e, graças ao bom Deus, hoje sou primeiro-sargento. No Curso de Altos Estudos para Praças, recebi a Medalha Duque de Caxias por ter sido a primeira colocada. Tenho orgulho de ser uma serva do Deus vivo e primeiro-sargento desta Corporação que amo servir.

(Sargento Kellen Maia; Policiais Adventistas)

Saudades do tempo que não vivi

pioneirosJá ouvi muitas pessoas dizerem algo como: “Que saudades eu tenho de Jesus.” Isso embora nunca O tenham visto pessoalmente. Um dia desses, após o culto do pôr do sol de sexta-feira, coloquei um CD antigo dos Arautos do Rei e disse para minha esposa: “Interessante… de repente, senti saudades de um tempo que não vivi.” Enquanto ouvia aquelas músicas tradicionais, comecei a pensar nas histórias de pioneirismo, fé e coragem que levantei para escrever o livro A Chegada do Adventismo ao Brasil (estou trabalhando na atualização desse livro para relançamento em breve). Difíceis viagens missionárias, reuniões campais cujo centro era a pregação da Palavra de Deus, estudos bíblicos nos lares (alguns varando a noite), reverência e senso de urgência – tudo isso era coisa comum naqueles idos.

Não posso dizer que foi mero saudosismo (até porque não tenho idade suficiente para ter vivido naqueles tempos e fui batizado em dezembro de 1991) nem estou, com essas palavras, deixando de reconhecer o crescimento e os avanços pelos quais a Igreja Adventista do Sétimo Dia passou nas últimas décadas. Em muitos sentidos, o preconceito que havia contra os “sabatistas” diminuiu bastante, graças ao maior (e respeitoso) diálogo que a igreja vem promovendo com as demais denominações e à ênfase equilibrada no assunto justificação pela fé. No entanto, fazendo um paralelo entre a igreja atual e a de “ontem”, vejo que há aspectos dos quais talvez tenhamos nos esquecido ou relegado a segundo plano e que poderíamos resgatar.

Reparadores de brechas

O profeta Isaías escreveu: “Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas” (58:12). E Ellen White registrou: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e mais urgente de todas as nossas necessidades”;[1] “Em visões da noite passaram perante mim representações de um grande movimento reformatório entre [não fora] o povo de Deus.”[2]

Diversas vezes, nos escritos de Ellen White, é enfatizada a necessidade de um reavivamento e uma reforma entre o povo de Deus. E a palavra “reforma”, de acordo com o Minidicionário Aurélio, significa “corrigir, restaurar, reparar”. Mas corrigir e reparar o quê? E para quê? Vamos responder à segunda pergunta com dois textos:

1. “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Amós 4:12).

2. “Estamos vivendo no período mais solene da história deste mundo. […] Nosso próprio bem-estar futuro e também a salvação de outras almas dependem do caminho que ora seguimos.”[3]

É preciso melhor motivo para uma reforma de vida? Respondamos agora à primeira pergunta: Reparar ou reformar o quê?

1. Tempo para a Bíblia e o Espírito de Profecia. A Bíblia, de acordo com Romanos 15:4, foi escrita para que tenhamos esperança. O fato de encontrarmos irmãos desanimados e insatisfeitos com sua vida religiosa revela o pouco contato que têm com a Palavra de Deus. É a leitura devocional da Bíblia e não meramente mudanças litúrgicas em nossos cultos, que vai trazer de volta o santo entusiasmo que move o cristão.

Devemos abrir a Bíblia com grande reverência. “Há minas de verdade ainda por descobrir por parte do fervoroso pesquisador. Cristo representou a verdade como sendo um tesouro escondido em um campo. Não está logo na superfície; para encontrá-lo é preciso cavar. Mas o nosso êxito em encontrá-lo não depende tanto de nossa capacidade intelectual como de nossa humildade de coração, e da fé que se apropria da ajuda divina.”[4] “Cave” nesse manancial inesgotável e viva com esperança!

Em Apocalipse 12:17 é dito que Satanás está irado com a igreja (ali representada por uma mulher virtuosa), dentre outras coisas, por ela ter o Testemunho de Jesus, que é o Espírito de Profecia (ver Ap 19:10). Mas não é a simples posse desse dom e sim a atenção que se dá aos Testemunhos que preocupa o inimigo. Afinal, o “plano de Satanás é enfraquecer a fé do povo de Deus nos Testemunhos”,[5] pois “o amor sincero à verdade e a cuidadosa obediência às instruções do Espírito de Profecia serão nossa única proteção contra os enganos do inimigo, os espíritos sedutores e as doutrinas de demônios”.

2. Temperança cristã. Temperança é comumente referida como evitar o que faz mal e usar moderadamente e com sabedoria aquilo que faz bem. Embora se dê maior ênfase à alimentação, temperança envolve todas as áreas de nossa vida: trabalho, recreação, estudos, vestuário, etc. Ellen White escreveu: “Cumpre-[nos] praticar temperança no comer, beber e vestir.”[6] “Excessiva condescendência quanto ao comer, beber, dormir ou ver, é pecado.”[7] Interessante ela mencionar aqui a intemperança quanto ao “ver”. Frequentemente pessoas que alegam não dispor de tempo para estudar a Bíblia gastam horas e horas na frente da TV ou mesmo navegando na internet…

Fica claro, portanto, que intemperança tem que ver com a satisfação nociva de qualquer apetite ou paixão.[8] Lembre-se: “A saúde deve ser tão fielmente conservada como o caráter.”[9]

Com relação à reforma alimentar, precisamos fazer decididos esforços nesse sentido. Comer somente aquilo que faz bem ao organismo, evitando, por exemplo, a carne, pois, “se a alimentação de carne foi saudável um dia, é perigosa agora”.[10] [Itálicos acrescentados.] Mas é preciso não esquecer que, “à parte do poder divino, nenhuma reforma genuína pode ser efetuada”.[11]

3. Modéstia cristã. Em 2 Timóteo 2:9 e 2 Pedro 3:3 e 4, encontramos claras recomendações com relação ao vestuário adequado ao cristão. O mundo hoje está tão saturado de sensualismo que certas modas inadequadas para os que buscam a pureza são vistas como “normais” e “toleráveis”. Qual deve ser, afinal, o parâmetro?

Uma citação do livro Testemunhos Seletos, v. 1, p. 350, pode nos ajudar: “Trajar-se com simplicidade, e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie, está em harmonia com nossa fé.” E o Manual da Igreja, às páginas 35 e 174, recomenda: “Embora reconheçamos diferenças culturais, nosso vestuário deve ser simples, modesto e de bom gosto, apropriado àqueles cuja verdadeira beleza não consiste no adorno exterior, mas no ornamento imperecível de um espírito manso e tranquilo. […] É ensinado com clareza nas Escrituras que o uso de joias é contrário à vontade divina. […] o uso de ornamentos de joias é um esforço para atrair a atenção, está em desacordo com o esquecimento de si mesmo que o cristão deve manifestar.”

Devemos voltar às origens nessa questão (que evidentemente também diz respeito aos homens), deitar fora todo adorno desnecessário e vestir-nos com bom gosto, simplicidade e dignidade. Isso, sem dúvida, fará muita diferença em nosso testemunho (desde que, é claro, seja a manifestação exterior de um coração genuinamente transformado).

4. Espírito missionário. Uma das facetas que mais me impressionam na igreja adventista de anos atrás é seu fervor missionário. É claro que hoje também podemos ver grandes demonstrações desse espírito entre nós, mas o envolvimento dos membros da igreja poderia ser muito maior, afinal, “todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário”.[12] Segundo dados da Divisão Sul-Americana, apenas 25% dos membros se envolvem no trabalho missionário, o que, infelizmente, está de acordo com as palavras de Ellen White, publicadas no livro Testemunhos Seletos, v. 3, p. 202: “Tem havido pouco espírito missionário entre os adventistas observadores do sábado.”

“A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo”,[13] mas “não estamos, como cristãos, fazendo a vigésima parte do que deveríamos fazer para ganhar pessoas para Cristo”.[14]

5. Reverência. A tendência atual de se realizar grandes encontros e eventos é uma forma interessante de evangelizar as grandes cidades. No entanto, as grandes concentrações têm favorecido um fenômeno típico da pós-modernidade: a busca de sensações fortes. E é isso que temos visto em algumas de nossas concentrações: cantores aplaudidos e ovacionados por plateias emocionadas e esquecidas do significado do verdadeiro louvor e do culto racional. “Do palco, é comum alguém sugerir que o público está exagerando. Mas um grupo que canta, ao som de ritmos tropicais, e pede que o público não grite nem assobie, é como dar água a quem tem sede e pedir que não beba”, escreveu Vanderlei Dorneles, na coluna “Entrelinhas”, da Revista Adventista de outubro de 2000. Para ele a pregação da Palavra deve ser o núcleo de todo evento. “Na medida em que a pregação é minimizada, a música assume o papel principal, e pode haver uma tendência para a emotividade vazia.”

Ellen White já havia constatado que “houve uma grande mudança, não para melhor, mas para pior, nos hábitos e costumes do povo com relação ao culto religioso”.[15] E, com relação ao comportamento no templo, ela diz: “Quando os crentes entram na igreja, devem guardar a devida compostura e tomar silenciosamente seu lugar. […] Conversas vulgares, cochichos e risos não devem ser permitidos na igreja, nem antes nem depois das reuniões. […] Se faltam alguns minutos […] os crentes devem entregar-se à devoção e meditação silenciosa.”[16]

Eis outra brecha que precisamos, com muita oração e ação, tapar no muro de nossas práticas religiosas.

6. A observância do sábado. No capítulo 20, verso 20 de seu livro, o profeta Ezequiel afirma que o sábado é um sinal entre Deus e Seu povo. Como tal, deve ser cuidadosa e sabiamente santificado, a fim de que seu sentido não se perca. “Devemos observar cuidadosamente os limites do sábado”[17], diz Ellen White. Minutos antes do início do sábado, toda a família deve se reunir em cânticos e leitura da Bíblia. As crianças devem participar.

Qualquer dúvida quanto a esse assunto, leia Isaías 58:12 e 13.

7. O altar da família. “Uma família bem ordenada, bem disciplinada, fala mais em favor do cristianismo do que todos os sermões que se possam pregar.”[20] Às vezes, nos dedicamos tanto ao trabalho, ou mesmo à igreja, que negligenciamos nosso papel na família. Para Ellen White, o lar deve ser uma pequena igreja que louve e glorifique ao Redentor.[21] Portanto, assim como participamos de cultos na igreja, também devemos realizá-los em nosso lar. Na verdade, a falta de atenção a essa recomendação é o que enfraquece a Igreja.[22]

Conclusão

Eu ainda ouvia as músicas dos Arautos do Rei, naquele sábado, quando me vieram à mente os textos de João 15 e Filipenses 4:13. Reafirmei para mim mesmo a promessa divina de que tudo o que precisa ser reparado na igreja de Deus vai ser feito por Ele mesmo. “Sem Mim nada podeis fazer” e “tudo posso nAquele que me fortalece”.

Oremos para que logo possamos ver essa querida Igreja reavivada e reformada, e para que possamos ser, cada um de nós, os iniciadores desse processo. Afinal, o verdadeiro reavivamento espiritual no meio do povo de Deus começa hoje, porque começa em mim.

Michelson Borges

Referências:

  1. Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 121.
  2. Testemunhos Seletos, v. 3, p. 345.
  3. O Grande Conflito, p. 601.
  4. Testemunhos Seletos, v. 2, p. 309.
  5. Testimonies, v. 5, p. 663.
  6. Medicina e Salvação, p. 275.
  7. Testimonies, v. 4, p. 417.
  8. Sign of the Times, 17/11/1890.
  9. Educação, p. 195.
  10. Testemunhos Seletos, v. 3, p. 359 – itálicos supridos.
  11. Temperança, p. 109.
  12. O Desejado de Todas as Nações, p. 195.
  13. Atos dos Apóstolos, p. 9
  14. Serviço Cristão, p. 12.
  15. Testemunhos Seletos, v. 2, p. 193.
  16. Testemunhos Seletos, v. 2, p. 194.
  17. Testemunhos Seletos, v. 3, p. 22.
  18. O Lar Adventista, p. 32.
  19. Ver O Lar Adventista, p. 323.
  20. Ibidem, p. 319.

Esclarecimentos oficiais sobre a Bíblia White

Diante do surgimento e divulgação da publicação chamada Bíblia White, a Igreja Adventista do Sétimo Dia quer esclarecer alguns aspectos referentes a traduções e ao uso de textos de Ellen G. White. Inclusive como notas, em forma de comentários, e sobre a criação de títulos que induzem a interpretações fora de contexto. A intenção é responder a questionamentos de quem tomou conhecimento da existência do material, que não é produzido nem recomendado pela Igreja. Ela consiste em uma versão da Bíblia com comentários de trechos dos escritos de Ellen G. White. O texto a seguir oferece orientação nas áreas teológica, administrativa e legal, e mostra as implicações de tal iniciativa.

[Continue lendo essa análise oficial divulgada pela sede sul-americana da IASD]

Assista também a este vídeo com uma entrevista feita por Ricardo Oliveira com o Dr. Alberto Timm, diretor associado do White Estate:

É emocionante ver a igreja causando impacto e cumprindo a missão

suzano 1É realmente admirável e emocionante quando um adventista, que crê na salvação pela graça, vai às ruas desinteressadamente entregar livros, conversar e orar com as pessoas. Com isso, ele deixa claro que sua única preocupação é com o bem-estar e a salvação delas. Nos últimos 11 anos, essa tem sido uma realidade em toda a América do Sul e em vários países de outros continentes. Num plano inspirado por Deus, a igreja tem distribuído gratuitamente livros que falam sobre profecias, os dez mandamentos, o sábado, saúde física (os “oitos remédios naturais”), saúde emocional e a importância da família. Em dois desses anos, foram entregues uma versão compacta do livro O Grande Conflito e a edição integral do Caminho a Cristo, ambos de Ellen White. Esforços enormes (começando pelos autores, que doam integralmente seus direitos autorais, passando pelas instâncias administrativas da igreja e pela CPB) são feitos para que os livros com boa qualidade cheguem aos membros da igreja por apenas um real, a fim de que sejam espalhados gratuitamente como “folhas de outono”.

Ontem recebi a seguinte mensagem, que me deixou muito feliz: “No impacto de sábado, minha equipe e eu fomos designados para determinada área, mas, como vimos que já havia outros entregando livros nas proximidades, resolvemos ir para a mesma área em que trabalhamos no ano passado e que não estava em nosso roteiro. Entregamos o livro para um senhor que nos perguntou se fomos nós que havíamos distribuído lá no ano passado O Poder da Esperança, e confirmamos. Ele disse que o livro chegou para ele como um presente de Deus, porque ele estava passando por um momento muito difícil, depressivo, e a esposa lutando contra um câncer; ele disse que esse livro o ajudou bastante. Fiquei muito feliz em saber disso, e essas coisas só reforçam a certeza de que esse trabalho chega aos que precisam.”

Quando escrevi O Poder da Esperança, tive claramente a intenção de colocar nele as doutrinas distintivas bíblicas da Igreja Adventista. Portanto, não se trata apenas de um livro sobre depressão, ansiedade, estresse e outros problemas bem atuais. O livro ajuda a lidar com tudo isso e muito mais, mas aponta para Jesus e a Bíblia como as verdadeiras fontes de esperança. O livro deste ano oferece recursos para ajudar uma das duas instituições mais atacadas por Satanás desde o Éden: a família. Assim, a igreja tem procurado ajudar as pessoas em suas necessidades reais, abrindo portas evangelísticas e criando vínculos e predisposição para ouvir a mensagem do evangelho.

Neste ano, minha esposa e eu, motivados pelo Senhor, decidimos fazer algo diferente: ir até a cidade de Suzano, na grande São Paulo, e visitar famílias cujos filhos passaram pela terrível experiência do massacre de março, em que foram assassinadas dez pessoas, entre elas o desbravador Samuel Melquiades de Oliveira, de 16 anos. Acompanhados do pai do Samuel (um homem de fé!), visitamos os melhores amigos dele, deixamos um livro missionário deste ano e um do ano passado e oramos com a família deles. São pessoas traumatizadas que precisam de carinho e de esperança. A menina salva pelo Samuel (que literalmente deu a vida por ela) não quis receber ninguém da imprensa e se recusava falar sobre o ocorrido. Mas decidiu nos receber e tivemos momentos de uma boa conversa e oração.

Visitamos também o comerciante Arlindo, o senhor que milagrosamente encontrou o balão preto que viajou quase 20 km do estádio do Corinthians até Suzano, com o nome do Samuel em letras brancas (leia mais sobre essa história impressionante aqui). Conversamos com ele, dissemos que Deus lhe deu o grande privilégio de entregar um recado carinhoso do Céu para a família Oliveira, entregamos os livros, oramos com ele e o convidamos a fazer um estudo bíblico.

Como diz um ditado: “Enquanto a caravana passa, os cães ladram.” Nestes dias, o inimigo está irado com a mulher (igreja) de Apocalipse 12. Mas ela, apesar de suas lutas e problemas (os quais Deus prometeu resolver), avançará no poder do Espírito Santo e, de igreja militante se tornará igreja triunfante. Quero permanecer neste barco até o fim! E, em lugar de criticar, quero me unir à missão. Até porque quem está envolvido na missão evangelizando, dando estudos bíblicos, amando o próximo não tem tempo para fazer o que Deus não autoriza e que nenhum bem traz.

Avancemos!

Michelson Borges

Vem aí mais um Impacto Esperança. Participe!

No próximo sábado, como acontece todos os anos, milhões de adventistas em toda a América o Sul irão às ruas para entregar gratuitamente livros que têm como objetivo criar pontes entre a igreja e a população. O livro deste ano – Esperança Para a Família – tem como objetivo abençoar as famílias, instituição sagrada tão atacada nestes tempos. Minha família e eu iremos a Suzano, SP, ajudar a igreja de lá na distribuição. No dia 13 de março deste ano, aquela cidade foi abalada com o massacre de oito pessoas em uma escola pública (leia aqui). Entre os mortos estava o desbravador Samuel Melquíades de Oliveira, de 16 anos. Vou pregar na Igreja Adventista Central da cidade e depois nos uniremos na ação missionária. Também faremos uma visita à família enlutada. Ore pelo Impacto Esperança, ore pelas famílias de Suzano e se envolva nesse projeto abençoado. O mundo precisa de esperança e Jesus precisa voltar.

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Ensine à criança o caminho em que deve andar

luanaA atriz Luana Piovani disse algum tempo atrás em um vídeo no Instagram que, quando criança, frequentava a Igreja Adventista do Sétimo Dia com a avó, na cidade de Jaboticabal, SP. Disse também que guardava o sábado. “Eu sou evangélica. Fui criada sobre os preceitos da Igreja Adventista do Sétimo Dia. A minha avó era fervorosa. Nós íamos ao culto em Jaboticabal e era maravilhoso. Final de semana, eu ficava na salinha com as crianças, e a gente tinha aula de evangelho e teatrinho. E nos dias de semana eu ia ao culto com a minha avó”, conta ela, e completa: “Deus é amor.” Ela disse também que devolvia o dízimo e dava ofertas para a igreja. “Quando eu comecei a trabalhar, aos 14 anos, eu mandava dízimo para a minha igreja. Eu dava bem pouquinho, ganhava pouquinho, e quando eu visitava a igreja, eu via o retorno, uma pintura nova, um bebedouro novo, um filtro novo…”

No mesmo vídeo ela critica líderes religiosos que lidam de maneira irresponsável com o dinheiro dos fiéis: “E você acha que as pessoas ficam milionárias como, gente? Que Deus manda sacola de dinheiro para a porta delas? Não! É o dízimo exagerado e extorquido que eles exigem das pessoas com a lavagem cerebral. Mas só para deixar claro: existem muitos pastores evangélicos que não fazem parte disso. Como em todos os lugares, existe sempre uma banda podre.”

As palavras de Luana fazem pensar no texto de Provérbios 22:6, segundo o qual devemos ensinar à criança o caminho em que ela deve andar, pois, mesmo quando crescer, ela não se desviará dele. Luana não pertence à Igreja Adventista, mas note como os ensinamentos que ela recebeu na infância e o exemplo da avó adventista falam alto ainda hoje. São lembranças que a acompanham e um bom testemunho que a faz diferenciar uma igreja séria das lideradas por “lobos em pele de ovelha”, ou “banda podre”, como ela disse.

Comparando a maneira como três veículos de comunicação noticiaram as declarações de Luana, pude constatar mais uma vez algo lamentável na imprensa que se preocupa demais em atrair leitores, custe o que custar: a manipulação somada ao sensacionalismo.

O portal Terra estampou o título: “Evangélica, Piovani conta que dava o dízimo e critica pastores.” Se só tivesse lido essa chamada, o que você seria levado a concluir? Que a atriz “dava” o dízimo para os mesmos pastores que criticou, o que é falso. Ela disse que devolvia o dízimo feliz na Igreja Adventista justamente por ver que o dinheiro era bem empregado. Os líderes religiosos que ela criticou são os da “banda podre”, com a ressalva de que nem todos os pastores são desse tipo.

Observatório da Televisão publicou: “Luana Piovani revela que é evangélica e afirma: ‘Realmente existe uma banda podre.’” Menos pior que o Terra, mas ainda focalizando o assunto da “banda podre”, dando a impressão de que o vídeo de Luana se trata de uma espécie de denúncia de quem esteve no “lado de lá”, quando, na verdade, a tônica do vídeo é mais positiva do que negativa.

Já o Extra embolou ainda mais: “Luana Piovani revela que é evangélica e que dava dízimo para igreja: ‘Deus é amor.’” Não fica a impressão de que ela “dava” o dízimo para a igreja Deus é Amor?

Como a mídia secular via de regra procura criticar as igrejas evangélicas, os três veículos acima dão destaque ao aspecto negativo da fala da atriz, usam também de maneira negativa algo que ela falou de forma elogiosa (o uso do dízimo pela Igreja Adventista) e tentam reforçar um estereótipo fazendo a atriz dizer o que ela não disse: que todas as igrejas evangélicas extorquem seus membros.

Mas vamos ficar com o que é bom; com a lição que podemos extrair de tudo isso: é importante tratar bem todas as pessoas que vêm às nossas igrejas; tratar com carinho e respeito as crianças e procurar ensinar-lhes com dedicação as verdades da Bíblia. Devemos crer que, ainda que essas pessoas não se tornem membros da igreja, os ensinamentos que tiverem recebido as acompanharão por toda a vida, como sementes plantadas em terra fértil e que um dia, não sabemos como nem quando, hão de germinar.

Como cristãos, devemos sempre permitir que Deus atue na vida das pessoas e não nos preocupar tanto em rotular se elas pertencem à igreja a, b ou c. Devemos orar mais e rotular menos.

Como disse a Luana acertadamente: Deus é amor.

Michelson Borges