No limiar da sétima trombeta, à espera do falso Cristo

etJá faz tempo que não sabemos discernir muito bem entre a verdade e a ficção. Vivemos em uma época de vida virtual versus vida real, entre o fake e o fato, entre o simulado e o autêntico. É como se a revolução causada pelas tecnologias da comunicação trabalhasse mesmo a favor da manutenção da dúvida a respeito daquilo que é e daquilo que aparenta ser. Longe de ser um mero pensamento filosófico, refiro-me ao que está diante dos nossos olhos anunciando o que há de vir. Engana-se quem pensa que apenas um ou outro grupo religioso aguarda por um determinado advento. Em um planeta tão populoso e variado, há diversas maneiras de interpretar a chegada inesperada de um possível ser cósmico.

Para o cientificismo

 Para grandes nomes da ciência, em especial da física teórica, é bastante aceita a ideia de que o Universo, vasto como é, abriga vida inteligente em outros planetas, galáxias, dimensões. Não se trata apenas de vida, o que poderia se resumir a um ser unicelular, por exemplo. Trata-se de vida inteligente, ou seja, seres mais “evoluídos” e civilizações mais avançadas.

Michio Kaku, físico teórico norte-americano e professor universitário, é muito popular, especialmente por sua abordagem futurística da física. Além disso, ele é co-criador da teoria de campos de corda, um ramo da teoria das cordas, que viria para ajudar na explicação da chamada Teoria de Tudo, buscada por diversos físicos ao longo da história, incluindo Albert Einstein.

Para esse renomado cientista, as descobertas via satélite que revelam a existência cada vez maior de planetas e estrelas apontam para vida inteligência no espaço exterior. Ele diz:

“Sou um físico e quando nós físicos procuramos civilizações alienígenas, não procuramos homenzinhos verdes; procuramos consumo de energia, procuramos civilizações do tipo 1, 2 e 3. Uma civilização do tipo 1 teria poder sobre o planeta inteiro como o controle do clima, dos oceanos, dos vulcões, terremotos. Uma civilização do tipo 2 controlaria a energia de uma estrela; eles brincam com estrelas, eles são imortais, nada conhecido pela ciência (eras glaciais, meteoros, cometas, etc.) poderia destruir a civilização 2, pois eles poderiam mudar seu planeta de lugar, reacender sua estrela ou achar uma nova estrela no espaço. Já a civilização 3 seria galáctica, isto é, ela controlaria a própria produção energética da própria galáxia, sendo capaz de controlar a energia plank, que é o ponto em que o espaço pode se tornar instável, o que poderia abrir caminhos de minhoca e o acesso a outras dimensões. Nós somos o tipo 0 ainda, por isso, talvez, não sejamos muito interessantes ainda para que seres de outros locais no espaço façam contato. Talvez em 2100 consigamos ser uma civilização tipo 1, pois já temos a Internet, que é um sistema de comunicação tipo 1, dentre outras coisas como um só idioma, uma só economia, etc.” (veja o vídeo).

Para esse e muitos outros cientistas de grandes universidades, o contato compreensível com seres inteligentes de outros planetas, estrelas ou galáxias é questão de tempo. Assim que avancemos em tecnologia e em um modo de vida mais organizado, isso ocorrerá naturalmente.

Para o ufologismo

 Os ufólogos possivelmente representam a classe de pessoas mais envolvida com a crença de que seres extraterrestres não só existem, mas desejam fazer contatos inteligentes conosco. Para Ademar Gevaerd, editor da revista Ufo, os ETs – mais uma vez não se trata de seres gosmentos ou com tentáculos, mas, sim, de seres parecidos conosco, com braços, pernas, olhos – já estão entre nós, mas que também por uma deficiência nossa, dos terráqueos, algo mais expressivo ainda não aconteceu. Ele diz:

“Precisamos levar em consideração que estamos sendo visitados por muitas civilizações há muito tempo. Algumas delas são tão parecidas conosco, pois também são humanas, que se em visita a nós, entrasse em um supermercado, por exemplo, dificilmente notaríamos que não é daqui, exceto por ter uma saúde perfeita, nenhuma ruguinha, nenhum cabelinho branco, nenhum grama de peso a mais. Eles não se apresentam ou falam diretamente conosco porque nós ainda não somos tão evoluídos como eles, mas eles estão sempre aqui nos visitando” (veja o vídeo).

Para o espiritualismo

 Espiritualistas diversos entendem que a existência de seres extraterrestres coaduna perfeitamente com o pensamento cristão, a doutrina de Allan Kardec e pesquisas relacionadas à ufologia, tudo dentro do discurso do espiritualismo universalista.

Para eles, os habitantes do planeta terra em breve devem ser reintegrados às demais civilizações cósmicas. Tão logo ocorra a regeneração do amor em nós, faremos parte da cidadania planetária.

Apesar de hoje fazermos parte de um todo, assim como eles, segundo esse ponto de vista há muito tempo nosso espírito adoeceu e perdeu a condição necessária para viver em harmonia com outras civilizações cósmicas, por isso estamos aqui isolados.

Rogério de Almeida Freitas, assinando sob o pseudônimo de Jan Vall Elam, é autor de centenas de livros sobre esse assunto. Ele diz:

“Já está chegada a hora da nossa reintegração cósmica com o nosso mundo. E esse momento deve ser marcado pelo primeiro contato oficial com esses seres. Não há nenhum cientista terreno ou extraterreno que possa dizer o dia, hora, minuto que o fruto cairá da árvire, porém sabe-se que o tempo é chegado, porque o fruto já está maduro. Esse fruto é a volta de Cristo, do príncipe da paz. Ele vem vestido de sua autoridade celeste e cercado por sua hoste angelical para presidir esse momento de reintegração cósmica” (veja o vídeo).

E o que nós temos a ver com isso?

 Os cristãos também aguardam o retorno de Jesus, aliás, essa é a maior promessa dEle, na qual mártires do passado, do presente e do futuro se apoiaram, apoiam e apoiarão. No entanto, a maneira escatológica como encaramos os eventos que precedem a vinda de Cristo faz toda diferença para distinguir o certo do errado. Ellen G. White diz:

“Na conclusão do conflito, todo o cristianismo ficará dividido em dois grandes grupos: os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal. Embora Igreja e Estado unam o seu poder para obrigar a todos, ‘pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos’ (Apocalipse 13:16), a receberem o sinal da besta, o povo de Deus não o receberá” (Conselhos Para a Igreja, p. 39).

Mas a pergunta é: Se esperamos pelo mesmo evento, por que haverá dois grupos? Se todos esperam por Cristo, por que alguns Ele não reconhecerá? Afinal de contas, estaríamos esperando pelo mesmo Cristo?

Jesus, enquanto esteve entre nós, advertiu: “Se, então, alguém lhes disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo!’ ou: ‘Ali está ele! ’, não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que Eu os avisei antecipadamente. Assim, se alguém lhes disser: ‘Ele está lá, no deserto! ’, não saiam; ou: ‘Ali está ele, dentro da casa! ’, não acreditem. Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem’” (Mateus 24:23-27).

Satanás personifica a Cristo

 “Como ato culminante no grande drama do engano, o próprio Satanás personificará Cristo. A igreja tem há muito tempo professado considerar o advento do Salvador como a realização de suas esperanças. Assim, o grande enganador fará parecer que Cristo veio. Em várias partes da Terra, Satanás se manifestará entre os homens como um ser majestoso, com brilho deslumbrante, assemelhando-se à descrição do Filho de Deus dada por João no Apocalipse. (Apoc. 1:13-15.) A glória que o cerca não é excedida por coisa alguma que os olhos mortais já tenham contemplado. Ressoa nos ares a aclamação de triunfo: ‘Cristo veio! Cristo veio!’” (Eventos Finais, p. 163).

“O povo se prostra em adoração diante dele, enquanto este ergue as mãos e sobre eles pronuncia uma bênção, assim como Cristo abençoava Seus discípulos quando aqui na Terra esteve. Sua voz é meiga e branda, cheia de melodia. Em tom manso e compassivo apresenta algumas das mesmas verdades celestiais e cheias de graça que o Salvador proferia; cura as moléstias do povo, e então, em seu pretenso caráter de Cristo, alega ter mudado o sábado para o domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou” (O Grande Conflito, p. 624).

“Ele se proclama o Cristo, e é aceito como tal, um ser imponente e belo, revestido de majestade, com voz suave, palavras agradáveis e uma glória não superada por coisa alguma que olhos humanos já contemplaram. Então os seus enganados e iludidos seguidores soltam uma exclamação de vitória: “Cristo veio pela segunda vez! Cristo veio! Ele levantou as mãos assim como fazia quando esteve na Terra, e nos abençoou” (Eventos Finais, p. 164).

 Nem tudo que reluz é ouro

 Diferentes tipos de pessoas em todo o mundo aguardam pelo retorno de Jesus ou de um ser extraterrestre que venha nos reintegrar à harmonia cósmica. Qual será a nossa resposta diante disso? À Bíblia e ao Espírito de profecia; à lei e ao testemunho!

“Se os homens são tão facilmente transviados agora, como subsistirão eles quando Satanás personificar a Cristo, e operar milagres? Quem ficará inabalado então por suas deturpações – professar ser Cristo quando é apenas Satanás assumindo a pessoa de Cristo, e operando aparentemente as obras do próprio Cristo?” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 394).

“Os santos precisam alcançar completa compreensão da verdade presente, a qual serão obrigados a sustentar pelas Escrituras. Precisam compreender o estado dos mortos; pois os espíritos de demônios lhes aparecerão, pretendendo ser amigos e parentes amados, os quais lhes declararão que o sábado foi mudado, bem como outras doutrinas não escriturísticas. (Primeiros Escritos, p. 87).

Maranata! Cristo (o de verdade) logo vem!

Ágatha Lemos é jornalista, pós-graduada em Teologia, mestre em Ciência e uma entusiasta de temas cósmicos e escatológicos.

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