O fim depende do começo

BibleExiste relação entre os primeiros e os últimos capítulos do Livro sagrado do cristianismo? As evidências bíblicas e científicas confirmam a literalidade da semana da criação?    

[Este artigo foi escrito por meus alunos de pós-graduação Márcio Tonetti, Reisner Martins, Sueli Ferreira de Oliveira, Ulisses Arruda e Valter Cândido. – MB]

A crença de que a semana da criação narrada no primeiro livro da Bíblia representaria um período de longas eras (ou de milhões de anos, segundo a cronologia evolucionista) se popularizou no meio cristão. Uma forte evidência disso é que já existem igrejas nos Estados Unidos que anualmente participam das comemorações do dia dedicado a Darwin (12 de fevereiro). Embora continuem atribuindo a Deus a origem da vida no planeta, os adeptos da evolução teísta não veem os “dias” descritos nos primeiros capítulos de Gênesis como períodos de 24 horas.

O geneticista norte-americano Francis Collins, que coordenou o Projeto Genoma por mais de uma década, está entre os representantes dessa vertente. No livro A Linguagem de Deus (Gente, 2007), embora ele busque apresentar diversas evidências no campo da bioquímica e da genética de que Deus foi o designer inteligente originador da vida, ao fim da obra o cientista expressa sua convicção no fato de que a criação teria acontecido no decorrer de longas eras.

O casamento entre a fé cristã e a evolução foi tema de uma reportagem publicada na edição de março de 2009 da revista Superinteressante. Nela, o jornalista Reinaldo José Lopes considerou que essa tendência reflete a tentativa de “sobrevivência” da Igreja diante da popularidade das ideias propagadas pelo naturalista britânico Charles Darwin. Ele comentou que, ao longo dos últimos 150 anos, “algumas das denominações cristãs mais antigas, como a Igreja Católica e a Igreja Anglicana, acabaram decidindo que não dava para brigar com as descobertas feitas pela biologia evolutiva e passaram a interpretar os relatos da Bíblia sobre a criação do mundo como textos poéticos e alegóricos”.

Lopes cita ainda que, em 2008, o Vaticano promoveu uma conferência para discutir o legado de Darwin, fazendo questão de lembrar que os livros do naturalista nunca foram oficialmente condenados pela igreja. Como lembra o autor, essa concepção continuou sendo defendida por João Paulo 2º que, em 1996, expressou que a teoria da evolução “é mais do que uma mera hipótese”, e, mais recentemente, foi reforçada pelo papa Francisco que considerou a história de Adão e Eva uma fábula.

No meio evangélico, o Gênesis é interpretado de diferentes maneiras. No livro He Spoke And It Was, que em breve deve ser publicado em português pela CPB, o teólogo Richard Davidson menciona que uma posição evangélica simbólica comum é a que é chamada por alguns de “teoria concordista ampla”, defendida por conciliadores liberais. Segundo essa concepção, os sete dias representam longos períodos, admitindo, assim, a evolução teísta.

No artigo “Dias literais ou períodos de tempo figurados?”, publicado na edição nº 53 da Revista Criacionista, Gerhard F. Hasel procurou mostrar alguns dos argumentos mais representativos a favor dessa ideia de longas eras. Para o erudito britânico John C. L. Gibson, por exemplo, “Gênesis 1 deve ser tomado como uma ‘metáfora’, ‘história’ ou ‘parábola’, e não como um registro direto dos acontecimentos da criação”. No entender de Gibson, “se entendermos ‘dia’ como equivalente a ‘época’ ou ‘era’, poderemos pôr a sequência da criação, apresentada no capítulo 1, em conexão com os relatos da moderna teoria da evolução, e assim caminhar um pouco no sentido da recuperação da reputação da Bíblia em nossa era científica” (The Daily Study Bible, v. 1, p. 56).

Hasel cita ainda que, em 1983, o comentarista alemão Hansjörg Bräumer afirmou: “O ‘dia’ da criação que é descrito como contendo ‘manhã e tarde’ (sic) não é uma unidade de tempo que possa ser determinada com um relógio. É um dia divino no qual mil anos são como o dia de ontem (Sl 90:4). O dia primeiro da criação é um dia divino. Não pode ser um dia terrestre, pois ainda está faltando a medida do tempo, o sol. Não ocasionará nenhum dano ao relato da criação, portanto, entendê-la dentro do ritmo de milhões de anos” (Das erst Buch Mose – Wuppertaler Studienbibel, p. 44).

Em seu livro He Spoke And It Was, Richard Davidson também menciona que vários estudiosos evangélicos falam do relato de Gênesis sobre a criação em termos de dias “analógicos” ou “antropomórficos”. Essa compreensão parte do pressuposto de que “os dias são dias de trabalho de Deus, sua duração nem é especificada nem é importante, e nem tudo no relato precisa ser considerado historicamente sequencial”.

Além daqueles que veem o(s) relato(s) de Gênesis como poesia, metáfora ou parábola, outra corrente teórica apresentada por Richard Davidson é a visão “progressista-criacionista” que, embora considere os seis dias literais, entende que cada dia abre um novo período criativo de criação indeterminada. Porém, como lembra Davidson, “comum a todos esses pontos de vista não literais é a suposição de que o relato das origens de Gênesis não é um relato histórico literal e direto da criação material” (p. 20).

Cabe observar, entretanto, que a argumentação de que o primeiro livro da Bíblia tem um caráter alegórico ou figurativo é bem mais antiga do que se imagina. Alguns estudiosos sustentam que ela é muito anterior à publicação do livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin. Segundo Hasel, Orígenes de Alexandria é considerado o primeiro a entender os “dias” da criação no sentido alegórico, e não literal. Posteriormente, Agostinho, o mais famoso dos pais da Igreja latinos, também corroborou esse pensamento, o que mostra que essas interpretações já começavam a surgir no período medieval.

Contudo, Gerhard F. Hasel observa que nem Agostinho nem Orígenes tinham em mente qualquer conceito evolucionista. “Eles consideravam os ‘dias’ da criação como não literais com base em algo distinto – era obrigação filosófica atribuir a Deus atividade criadora sem qualquer relação com o tempo humano. Como os ‘dias’ da criação se relacionam com Deus, argumentava-se que esses ‘dias’ tinham de ser representativos de noções filosóficas associadas a Deus, tomadas as suas respectivas perspectivas”, ele ressalta. Desse ponto de vista, como para os filósofos gregos Deus era atemporal, logo supunha-se que os dias da criação deveriam ser entendidos com base nessa lógica.

A influência exercida pela filosofia grega sobre a igreja, determinando interpretações figurativas do Gênesis, levanta um aspecto importante citado por Hasel: o de que “houve razões extra-bíblicas que levaram alguns intérpretes a se afastar do significado literal dos ‘dias’ da criação”.

Para Hasel, tal como ocorreu no passado, “existe hoje também outra influência extra-bíblica que induz os intérpretes a alterar o que parece ser o claro significado dos ‘dias’ da criação. É uma hipótese científica baseada num ponto de vista naturalístico, a moderna teoria da evolução, que tem impulsionado essa alteração”.

No entanto, para fugir de compreensões equivocadas, é preciso voltar à Bíblia e interpretá-la corretamente. Como lembra o autor do artigo publicado na Revista Criacionista, Martinho Lutero, considerado o pai da Reforma Protestante, consistentemente, defendeu a interpretação literal do relato da criação ao afirmar que “Moisés falou no sentido literal, e não alegórica ou figurativamente, isto é, que o mundo, com todas as suas criaturas, foi criado em seis dias, como se lê no texto”.

Sendo assim, quais as evidências bíblicas e científicas que confirmam a historicidade do primeiro livro da Bíblia? No livro Estudos sobre Criacionismo, o primeiro sobre o tema produzido pela Casa Publicadora Brasileira na década de 1950, Frank Lewis Marsh sustenta que “em qualquer lugar em que o registro bíblico é tão claramente expresso como em Gênesis 1, nenhum conflito existe entre as declarações da Escritura e os fatos científicos demonstrados” (p. 182).

Um dos fatos que devem ser levados em conta é que, conforme Richard Davidson, o gênero literário de Gênesis 1-11 aponta para a natureza histórica literal do relato da criação (He Spoke And It Was, p. 20). Também na obra Genesis 1:1-11:26, Kenneth Mathews (1996, p. 109) desenvolve essa ideia mostrando que tanto o gênero “parábola”, uma ilustração tirada da experiência diária, quanto o gênero “visão” se encaixam no texto bíblico, pelo fato de não conter o típico preâmbulo e outros elementos que acompanham as visões bíblicas.

Desconstruindo o argumento daqueles que, com base em paralelos do antigo Oriente Próximo, veem o relato bíblico das origens como uma narrativa mitológica, Richard Davidson sustenta: “A realidade é que o relato de Gênesis contrasta fortemente com outros relatos do antigo Oriente Próximo e egípcios, de forma que existe uma pretensa polêmica ou discussão contra esses mitos” (p. 8). Uma das diferenças é que, nessas culturas, as divindades sempre criam a partir da matéria pré-existente. Nas cosmologias egípcias, por exemplo, “tudo está contido dentro do Mônode inerte, até mesmo o Deus criador” (p. 2).

Em contrapartida, em toda a Bíblia (a começar pelo primeiro verso de Gênesis), o verbo especial para “criar” (bara) só tem Deus como sujeito. “Isso está na língua hebraica – ninguém-pode-bara ou ‘criar’, a não ser Deus. Só Deus é o Criador, e ninguém mais pode partilhar essa atividade especial. O verbo bara nunca é empregado para a matéria ou material a partir do qual Deus cria; ele contém, juntamente com a ênfase da frase ‘no princípio’, a ideia de criação a partir do nada (ex nihilo creatio)” (p. 2).

John Sailhamer, outro estudioso do assunto, também concluiu na obra Genesis Unbound: A Provocative New Look at the Creation Account (1996, p. 244) que existem grandes diferenças literárias entre o estilo dos mitos do antigo Oriente Próximo e as narrativas bíblicas da criação em Gênesis 1 e 2. Um exemplo disso é que, se, de um lado, todas as narrativas mitológicas da época foram escritas em poesia, de outro, o relato bíblico da criação foi registrado em prosa.

Assim, na ótica desses autores, não há qualquer pista de literatura metafórica ou meta-histórica no Gênesis. Ao contrário disso, se percebe que intencionalmente a estrutura literária desse livro da Bíblia como um todo assume a natureza literal das narrativas da criação.

Cabe ainda mencionar que todo o livro de Gênesis está estruturado segundo a palavra hebraica toledot (gerações, história), repetida treze vezes ao longo das diversas seções do livro. Em outros trechos da Bíblia, esse termo é usado no registro das genealogias, marcando a contagem precisa do tempo.

Outra forte evidência de que Moisés estava se referindo a dias de 24 horas é o uso da palavra hebraica yom (dia). As ocorrências desse termo na conclusão de cada um dos seis dias da criação de Gênesis 1 estão todas conectadas a um numeral ordinal (“primeiro dia”, “segundo dia”, “terceiro dia”, etc.). Uma comparação com as ocorrências do termo em outros lugares da Escritura (359 vezes) revela que tal uso sempre é feito com dias literais.

No livro Estudos Sobre Criacionismo (CPB), um clássico da literatura criacionista que ainda permanece bastante relevante na época atual, Frank Lewis Marsh acrescenta que a ideia de que yom (dia) significa um período de tempo maior do que 24 horas não encontra comprovante nos dicionários hebraicos de renome. “A interpretação de yom como aeon, fonte favorita para os harmonizadores de ciência e revelação, é oposta ao claro sentido da passagem e não tem justificação no uso hebraico” (p. 12).

Além disso, a frase “tarde e manhã”, que aparece na conclusão de cada um dos seis dias de criação, define claramente a natureza dos dias da criação como dias literais de 24 horas. Ressalte-se também que as referências à “tarde e manhã” juntas em outros pontos além de Gênesis 1, invariavelmente, nas 57 vezes em que aparecem no Antigo Testamento, indicam um dia solar literal. Marsh argumenta que o fato de cada dia mencionado no relato bíblico ser composto por um período de luz e de trevas “está em perfeita conformidade com o método do registro de tempo no período mosaico” (p. 179).

Outro ponto a ser considerado é a correlação entre a semana de trabalho da humanidade com a semana de trabalho da divindade. Em Êxodo 20:8, no mandamento do sábado, há uma explícita comparação entre os seis dias da semana de trabalho da humanidade e a semana de seis dias da criação divina. Posteriormente, o sábado a ser observado pelos seres humanos a cada semana é igualado ao primeiro sábado após a semana da criação. Assim, o divino Legislador inequivocamente interpreta a primeira semana como literal, composta de sete dias consecutivos e contíguos de 24 horas literais.

É pertinente também fazer referência ao endosso feito por Jesus e por todos os escritores do Novo Testamento. Cristo e esses autores recorrem a Gênesis 1-11, tendo como pressuposto que essa é uma história literal e confiável. Todos os capítulos de Gênesis 1-11 são referidos em alguma parte do Novo Testamento. O próprio Jesus recorreu a Gênesis 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7.

Em diversas passagens do Novo Testamento, implícita e/ou explicitamente há menção do livro de Gênesis. Em seu artigo “A Criação no Novo Testamento”, publicado no periódico Ciências das Origens, de maio de 2005, o Dr. Ekkerhardt Mueller menciona algumas dessas passagens: “As palavras de Jesus tal como estão registradas nos quatro evangelhos canônicos contêm dez referências à criação. Jesus não somente fez referência a Gênesis 1 e 2. Em Seus discursos também encontramos pessoas – Abel (Mateus 22:35) e Noé (Mateus 24:37-39; Lucas 17:26-27) – e acontecimentos – o dilúvio (Mateus 24:39) – que ocorrem em Gênesis 3-11. Quando lemos essas breves passagens, obtemos a clara impressão de que, segundo Jesus, Noé e Abel não foram figuras mitológicas, mas verdadeiras pessoas humanas, que Gênesis 3-11 é uma narrativa histórica que não deve ser entendida simbolicamente, e que o dilúvio foi um evento global que realmente ocorreu (Gênesis 6:8). Portanto, é de se esperar que Jesus utilizasse o mesmo enfoque sobre a interpretação bíblica quando se referiu à criação. E isso é exatamente o que encontramos nos evangelhos.”

Somado a tudo isso, Frank Lewis Marsh acrescenta em seu livro outras duas boas razões para concluirmos que os dias da semana da criação foram literais. Como explicar, por exemplo, pela ótica da evolução teísta, a relação das plantas com o período escuro? “No terceiro dia todas as espécies de plantas apareceram, as que produziam flores e sementes, bem como as formas mais simples. Evidentemente, se este ‘dia’ fosse um período de tempo geológico, todas as plantas teriam perecido durante esses milhões de anos de escuridão, antes que a luz do quarto dia iluminasse o mundo” (Estudos Sobre Criacionismo, p. 179, 180).

Raciocínio semelhante se aplica à dependência entre plantas e animais. Conforme o primeiro capítulo de Gênesis, as plantas foram criadas no terceiro dia, porém nenhum animal veio à existência antes do quinto dia. Uma vez que a dependência entre plantas e animais é um fato muito evidente no mundo dos seres vivos, seria ilógico imaginar que longas eras separam esses dois momentos da criação. “Para ilustrar, só em matéria de polinização, multidões de plantas não se reproduziriam sem a colaboração dos insetos. Contudo, o registro declara que as plantas com semente se reproduziam desde o princípio. Isso não podia ser assim se os insetos não tivessem aparecido senão 20 ou 40 milhões de anos mais tarde, como sucederia se os dias fossem períodos geológicos” (p. 180).

A criação literal e a teologia bíblica

A negação da crença na criação em seis dias de 24 horas contraria o caráter de Deus. “Que tipo de Deus teria criado a vida por meio da morte e de extinções ao longo de milhões de anos? Certamente, não o Deus que percebe quando uma ave cai no chão”, questiona o ex-evolucionista Michelson Borges, jornalista e mestre em Teologia que hoje defende a visão criacionista.

Para ele, endossar esse “método” implica negar o fato de que, segundo a Bíblia, a morte entrou no mundo por causa do pecado (Rm 5:12; 6:23). Na ótica do evolucionismo teísta, no entanto, a morte é o meio para que ocorra o progresso das criaturas.

Borges, que é autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio, lembra também que tal crença tira de vista a doutrina da salvação. Afinal, “se a humanidade tem evoluído durante milhões de anos e está sempre evoluindo, por que precisamos de um Salvador?” E mais: a própria promessa feita em Gênesis 3:15, considerada a primeira profecia messiânica das Escrituras, deixa de fazer sentido.

Do mesmo modo, outras verdades bíblicas são seriamente comprometidas, como a guarda do sábado (o sétimo dia), as bases do matrimônio (a definição do que é o casamento passa a ser definida pela cultura), a remissão da humanidade (remir de quê?), a necessidade de salvação, a ideia de um juízo e, finalmente, a esperança na segunda vinda de Cristo. Todas essas doutrinas dependem da interpretação literal das origens. Sem isso, elas podem parecer vulneráveis e pôr em risco a confiabilidade de todo o conteúdo das Escrituras Sagradas e até mesmo a onipotência de Deus. Por que seria necessário tornar “humanamente” viável ou compreensível a criação? Quem teria interesse nisso? Por que não podemos absorver como isso aconteceu, então não pode ter de fato acontecido? “Eu Te louvarei, porque de um modo assombrosoe tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as Tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem” (Sl 139:14).

Ao mostrar quão problemática é a tentativa de misturar a visão evolucionista com o criacionismo bíblico, Richard Davidson ressalta: “No fluxo canônico geral das Escrituras, por causa da ligação inseparável entre a origem (Gn 1-3) e o fim dos tempos (Ap 20-22), sem um começo literal, não há um fim literal” (p. 19). Ou seja, se o início da história da humanidade é apresentado na Bíblia de maneira alegórica, de igual forma seria seu fim, o que significaria que a volta de Cristo não se daria como nós, adventistas, acreditamos e pregamos.

As três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12 são o fundamento dessa igreja. A primeira delas, trata da pregação do evangelho eterno, que nos convida a adorar “Aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas” (Ap 14:7). No limiar da história da humanidade, o povo é convocado a se lembrar do Deus Criador. Essa convocação é uma clara defesa ao efervescente crescimento de teorias que anulam ou minimizam a atuação de uma mente inteligente por trás da formação do mundo.

A Igreja Adventista tem sido reconhecida como uma das guardiãs dessa verdade bíblica. Eduardo R. da Cruz, que não professa essa fé, em seu livro Teologia e Ciências Naturais, afirma que “uma das denominações mais importantes no desenvolvimento do criacionismo foi (e ainda é) a Igreja Adventista do Sétimo Dia. […] Enfatizando a leitura literal da Bíblia (base para sua afirmação de que o sábado seria o verdadeiro dia de repouso ordenado por Deus). Ellen White e outros fundadores afirmaram que o mundo teria sido criado em seis dias literais”.

Embora, como observou Reinaldo José Lopes na revista Superinteressante, alguns grupos, como as denominações evangélicas surgidas do século 19 em diante, tenham insistido “na verdade literal das Escrituras Sagradas, considerando-as fontes confiáveis não só para temas espirituais mas também científicos”, hoje são raras as denominações que ainda defendem esse ponto de vista. Como adventistas, somos praticamente uma voz isolada nesse universo de teologias controvertidas, cada vez mais diluídas no naturalismo filosófico. E não devemos perder de vista nossa missão de anunciar ao mundo o iminente retorno daquele que fez o céu, a terra e as fontes das águas.

Como aconselhou Gleason Archer, professor na Universidade Harvard que é considerado uma autoridade entre os eruditos do Antigo Testamento, ao teólogo adventista Richard Davidson após ter participado de um Encontro Anual da Sociedade Evangélica: “Vocês adventistas do sétimo dia são a única denominação que corajosa e oficialmente afirma as verdades bíblicas da origem da Terra. Por favor, não abandonem seu forte posicionamento em favor da semana da criação em sete dias literais e de um dilúvio global.” Assim faremos!

Para Zacharias e Craig, igrejas precisam de mensagem sólida e menos emocionalismo

ravi[Dois dos maiores apologetas cristãos da atualidade, a quem muito admiro, Ravi Zacharias e William Lane Craig, fizeram sérias afirmações recentes quanto à condição das igrejas. Creio que vale a pena refletir no que ambos disseram e tomar providências a respeito:]

Algumas igrejas estão perdendo pessoas porque falharam em pregar o “verdadeiro evangelho” e estão apenas oferecendo “momentos de bem-estar”, afirmou o apologista Ravi Zacharias. Falando à Fox News, ele disse que, embora os evangélicos “tivessem crescido em número”, as principais igrejas estão lutando porque estão se afastando da mensagem principal da Bíblia. “Alguns dos líderes perderam números, e deveriam ter perdido números, porque perderam a mensagem”, disse ele. “Se você perdeu o verdadeiro Evangelho, as pessoas vão dizer: ‘Por que estou vindo para cá? Esta é uma sociedade ética ou um momento de bem-estar no domingo de manhã?’”, analisou. Ele disse que as igrejas em crescimento são aquelas “onde a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo está sendo entregue aos jovens e àqueles que estão pensando seriamente sobre o que é a vida”.

O orador e autor popular continuou dizendo que houve uma mudança no debate em torno da fé nas últimas décadas, de Deus existir ou não, para questões “mais existenciais”. “Todas as perguntas que você faz só podem ser respondidas depois de encontrar a resposta para a primeira pergunta: Por que você realmente existe”, disse ele. “E quando você encontrar esse relacionamento com Deus através de Jesus Cristo, como eu acredito, todas as outras perguntas serão justificadas e as respostas virão”, declarou.

Outra mudança, observou ele, foi provocada pela chegada da tecnologia e da mídia social, com as pessoas cada vez mais “vivendo na frente da tela e perdendo relacionamentos”, apesar de terem mais opões do que nunca para se comunicar. “[As] perguntas estão ficando cada vez maiores e a alma está ficando cada vez mais vazia”, ​​disse ele.

Uma pesquisa recente revelou que, para jovens americanos, a religião é cada vez mais irrelevante. O estudo dos valores mais estimados pelos americanos, feito pelo Wall Street Journal e pelo NBC News, descobriu que entre os 24 anos ou menos apenas um terço considerava que a religião era importante para eles, em comparação com mais da metade da geração Baby Boomer. Muito mais importante para os jovens americanos era a comunidade e a tolerância.

(GuiaMe)

craigWilliam Lane Craig é, provavelmente, o mais influente filósofo cristão da atualidade. Debatedor hábil, autor profícuo e pensador rigoroso, ele faz parte de uma geração que conseguiu recolocar a discussão a respeito de Deus sobre a mesa nas faculdades de filosofia. Ao mesmo tempo, ele acumula milhões de visualizações com seus vídeos no YouTube. “Estou feliz por debater com o doutor Craig, o apologista cristão que parece colocar o temor de Deus em algum de meus colegas ateus”, disse Sam Harris, um dos chamados “quatro cavaleiros do ateísmo”, ao iniciar um debate com Lane Craig em 2011. O filósofo americano, que acaba de completar 70 anos, é doutor pelas universidades de Birmingham, na Inglaterra, e de Munique, na Alemanha. Além disso, leciona na Universidade Biola, na Califórnia, e na Universidade Batista do Texas. Ele conversou com a Gazeta do Povo por e-mail. [Leia a seguir trechos da entrevista.]

A crença em Deus parece estar em declínio acelerado em todo o mundo desenvolvido, especialmente em países onde as pessoas têm mais acesso ao ensino superior. Por quê?

Isso não é verdade, como o exemplo dos Estados Unidos mostra claramente. A nação mais rica e poderosa no mundo hoje também é a nação com o maior número de cristãos e é a sociedade mais evangelizada da Terra. Vinte e dois por cento dos evangélicos do mundo vivem nos Estados Unidos, e a vitalidade, diversidade e tamanho das organizações e atividades cristãs aqui são quase indescritíveis.

Os Estados Unidos foram o principal veículo para levar o Cristianismo ao resto do mundo no último século: 35% dos missionários do planeta são dos Estados Unidos e 76% das contribuições financeiras de evangélicos vêm dos Estados Unidos. Mesmo na Europa, a situação não é tão óbvia. Um estudo feito pelo sociólogo Egbert Ribberink, da Universidade Erasmus de Roterdã, na Holanda, revelou que, em países predominantemente seculares, o ateísmo atrai principalmente as pessoas com menos educação, enquanto pessoas com nível educacional mais elevado tendem a ver o ateísmo como algo muito raso e militante. Assim, Ribberink conclui que a visão de que a crença religiosa é irracional e morre assim que as pessoas adquirem uma mentalidade mais científica “não se coaduna com os nossos resultados”. […]

As igrejas evangélicas têm crescido de forma impressionante no Brasil, geralmente atraindo membros da grande população de católicos nominais. Ao mesmo tempo, muitas dessas novas igrejas não parecem ter uma teologia sólida, enfatizando aspectos emocionais ou materialistas da religião. Você vê nisso uma ameaça grave ao Cristianismo tradicional?

Considero o chamado “evangelho da saúde e da riqueza” uma série ameaça ao Cristianismo no Brasil, já que ele é uma distorção terrível do Cristianismo bíblico. Portanto, estou determinado a fazer tudo o que posso para trazer recursos educacionais para os cristãos no Brasil poderem oferecer treinamento em doutrina cristã e apologética. Alguns dos meus livros foram traduzidos para o português no Brasil e nós criamos uma versão em português de todo o nosso website, assim como da nossa página do Facebook e nossos vídeos no YouTube. Ao longo deste século, o Brasil está destinado a emergir como uma força geopolítica e cultural e é importantíssimo que os cristãos do Brasil estejam à altura do desafio.

Você teme que focar demasiadamente nos aspectos racionais da fé pode acabar afastando as pessoas da necessidade de uma experiência pessoal e genuína com Deus?

Não, eu não acho, porque a balança tem pendido muito na outra direção recentemente. Em particular, ouvi relatos de que a igreja evangélica no Brasil tende a ser muito movida pela emoção, então um contrapeso é uma necessidade urgente. Eu espero contribuir para esse equilíbrio.

(Gazeta do Povo)

Nota: Tanto Ravi Zacharias quanto William Craig têm preocupações válidas e reais. O problema não está apenas nas igrejas brasileiras, é uma característica dos brasileiros como um todo. Nossa cultura é essencialmente emocional, e ainda por cima com baixa maturidade. Se o Brasil pudesse ser representado como uma pessoa, seria um adolescente – talvez um adolescente viciado em drogas e rock’n’rol. A principal razão disso possivelmente esteja na influência do relativismo na visão que alguns têm da verdade bíblica. Se entregamos sorvete para as pessoas, não podemos esperar que estejam bem nutridas. O problema também é que as pessoas vão atrás de sorvete, e não atrás de feijão com arroz. Só que antes havia coragem para dizer que elas precisam de menos açúcar e mais proteína e carboidratos. Mas, em uma geração de “empoderados” e de “superconsumidores”, está cada vez mais difícil fazer isso. E mais: quando líderes deixam de ser pastores (formais e informais) e passam a ser “coaches”, o resultado não pode ser outro. A Bíblia apresenta esta época como a dos pastores que apascentam a si mesmos e uma geração que não acolheu o amor da verdade, sendo incapaz de suportar a sã doutrina. Se os líderes tratam as verdades bíblicas como textos motivacionais ou apenas inspiracionais, e não como verdade sólida e normativa, essa será a maneira como o povo se relacionará com a verdade. Algo precisa ser feito e com urgência.

Por que Chesterton escreveu Ortodoxia

ortodoxia.inddPessoas completamente mundanas nunca entendem sequer o mundo; elas confiam plenamente numas poucas máximas cínicas não verdadeiras. Lembro-me de que, certa vez, fiz um passeio com um editor de sucesso, e ele fez uma observação que eu ouvira muitas vezes antes; é, na verdade, quase um lema do mundo moderno. Todavia, eu ouvi essa máxima cínica mais uma vez e não me contive: de repente vi que ela não dizia nada. Referindo-se a alguém, disse o editor: “Aquele homem vai progredir; ele acredita em si mesmo.”

Lembro-me de que, quando levantei a cabeça para escutar, meus olhos se fixaram num ônibus no qual estava escrito “Hanwell”.[1] Disse-lhe eu então: “Quer saber onde ficam os homens que acreditam em si mesmos? Eu sei. Sei de homens que acreditam em si mesmos com uma confiança mais colossal do que a de Napoleão ou César. Sei onde arde a estrela fixa da certeza e do sucesso. Posso conduzi-lo aos tronos dos super-homens. Os homens que realmente acreditam em si mesmos estão todos em asilos de lunáticos.”

Ele disse calmamente que, no fim das contas, havia um bom número de homens que acreditavam em si mesmos e que não eram lunáticos internados em asilos. “Sim, certamente”, retruquei, “e você mais do que ninguém deve conhecê-los. Aquele poeta bêbado de quem você não quis aceitar uma lamentável tragédia, ele acreditava em si mesmo. Aquele velho ministro com um poema épico de quem você se escondia num quarto dos fundos, ele acreditava em si mesmo. Se você consultasse sua experiência profissional em vez de sua horrível filosofia individualista, saberia que acreditar em si mesmo é uma das marcas mais comuns de um patife. Atores que não sabem representar acreditam em si mesmos; e os devedores que não vão pagar. Seria muito mais verdadeiro dizer que um homem certamente fracassará por acreditar em si mesmo. Total autoconfiança não é simplesmente um pecado; total autoconfiança é uma fraqueza. Acreditar absolutamente em si mesmo é uma crença tão histérica e supersticiosa como acreditar em Joanna Southcote[2]: quem o faz traz o nome ‘Hanwell’ escrito no rosto com a mesma clareza com que ele está escrito naquele ônibus.”

A tudo isso meu amigo editor deu esta profunda e eficaz resposta: “Bem, se um homem não acredita em si mesmo, em que vai acreditar?” Depois de uma longa pausa eu respondi: “Vou para casa escrever um livro em resposta a essa pergunta.” Este é o livro que escrevi para responder-lhe.

(G. K. Chesterton)

[1] Nome de um asilo para loucos.

[2] Joanna Southcote (1750-1814) se dizia virgem e grávida do novo Messias, e chegou a ter muitos seguidores.

Leia também: “Pérolas de Chesterton”

Ele vive! Evidências da ressurreição de Cristo

Livros que todo cristão deveria ler antes de ir para a universidade

girl-readingDe vez em quando alguém me pergunta que livros eu li para solidificar minha visão de mundo teísta/criacionista e que livros recomendo para quem queira ter contato com esse universo por meio de bons autores. Felizmente, existem ótimos livros em língua portuguesa para aqueles que querem aprofundar seus conhecimentos sobre teísmo, criacionismo, ciência e religião. A lista a seguir é especialmente útil para os universitários e pré-universitários cristãos interessados em se preparar devidamente para enfrentar os desafios intelectuais da vida acadêmica, à luz de 1 Pedro 3:15. Alguns dos títulos são de minha autoria e outros são bem mais recentes do que os que eu li quando ainda estava “migrando” do evolucionismo para o criacionismo (conheça essa história aqui). Faça planos de ir adquirindo um por vez e montando, assim, sua biblioteca de apologética cristã/criacionista. Depois disso, vá à luta! – Michelson Borges

a_descobertaA DESCOBERTA – O subtítulo deste livro é “A experiência que revolucionou a vida de um cientista ateu”. Por que comecei a lista com ele? Por se tratar de uma leitura fácil, envolvente e bastante instrutiva. Escrito pelo advogado Denis Cruz e pelo jornalista Michelson Borges, o livro é uma ficção científica, por assim dizer. Descreve a jornada de um físico nuclear ateu em busca de respostas, enquanto lida com grandes dramas em sua vida. Tenho certeza de que você só vai conseguir parar de ler quando chegar à última página. Clique aqui e adquira o seu.

alexONZE DE GÊNESIS – O Criador teria deixado a assinatura de Sua intervenção na natureza? Existem evidências de uma criação sobrenatural? É possível mudar uma visão de mundo graças ao simples contato com essas evidências? A fé deve aceitar tudo sem verificação, ou ela deve estar amparada em fatos e na razão? Até onde vai a criatividade de um pai a fim de revelar-se a um filho por meio de vestígios de sua atuação? Essas e outras questões são respondidas em Onze de Gênesis: De pai para filho, uma obra na qual ficção e realidade se alternam a ponto de deixar o leitor atento do início ao fim da leitura. Escrito pelo criador do ministério 11 de Gênesis, Alexandre Kretzschmar. Clique aqui e adquira o seu.

logicaA LÓGICA DA FÉ – Subtítulo: Respostas inteligentes para perguntas difíceis sobre nossas crenças. Ao longo da era cristã, especialmente após o Iluminismo, muitos céticos têm duvidado da confiabilidade da Bíblia. Com o surgimento do pós-modernismo, isso se intensificou, e veio à tona uma nova rodada de questionamentos a respeito de vários pontos básicos para a cosmovisão bíblica. A Lógica da Fé, organizado por Humberto Rasi e Nancy Vyhmeister, contém vinte capítulos que pretendem responder a questões como: O que significa dizer que a Bíblia é inspirada? Fé e razão são compatíveis? Milagres são possíveis? Se Deus é bom e todo-poderoso, como pode permitir o sofrimento? Realmente importa o que eu creio, contanto que eu seja sincero? Escritos por alguns dos mais respeitados eruditos adventistas, os temas escolhidos giram em torno de importantes e profundas perguntas da fé cristã, que foram respondidas de forma inteligente, consistente e agradável. Clique aqui e adquira o seu.

feNÃO TENHO FÉ SUFICIENTE PARA SER ATEU – Escrito por Norman Geisler e Frank Turek, o livro reúne os principais argumentos teístas, numa apologética simples, resumida e convincente. Duas ressalvas: os autores defendem o mito do inferno eterno e mencionam o domingo como dia de guarda. Clique aqui e adquira o seu.

historia_vida_capaA HISTÓRIA DA VIDA – Depois de dez anos da publicação de A História da Vida, o livro passou por uma atualização e esta nova edição revista reúne o que há de mais atual com respeito à controvérsia entre criacionismo e evolucionismo – sem perder a característica que identifica a obra desde o início: a linguagem é simples e o conteúdo, acessível. O autor procura responder perguntas como estas: Deus existe? Qual a origem do Universo e da vida? A teoria da evolução é coerente? O criacionismo é científico? Podemos confiar na Bíblia? O dilúvio de Gênesis é lenda ou fato histórico? De onde vieram e para onde foram os dinossauros? O que dizer dos métodos de datação? Clique aqui e adquira o seu.

defesaEM DEFESA DA FÉ – O jornalista ex-ateu Lee Strobel se propôs mostrar as “incoerências e contradições” do cristianismo. Depois de anos de investigação e pesquisa, abandonou o ateísmo e se tornou um dos grandes apologetas cristãos contemporâneos. No livro Em Defesa de Cristo, Strobel expõe diversos argumentos favoráveis e contrários à pessoa de Jesus. No Em Defesa da Fé, ele trata de um dos fundamentos do cristianismo: a fé. Strobel lida com objeções como: (1) Uma vez que o mal e o sofrimento existem, não pode haver um Deus amoroso. (2) Uma vez que os milagres contradizem a ciência eles não podem ser verdadeiros. (3) A evolução explica a origem da vida, de modo que Deus não é necessário. (4) Se Deus mata crianças inocentes, Ele não é digno de adoração. Etc. Clique aqui e adquira o seu.

morte razaoA MORTE DA RAZÃO – A Morte da Razão: Uma Resposta aos Neoateus é uma resposta ao livro Carta a Uma Nação Cristã, do ateu militante Sam Harris, mas bem pode ser lido como uma resposta breve ao neoateísmo de modo geral, defendido por figuras como Dawkins, Hitchens, Dennett e outros. O indiano Ravi Zacharias sabe muito bem do que está falando, pois foi ateu e, no tempo em que cursava filosofia em Nova Délhi, por sugestão das ideias de Albert Camus, tentou o suicídio. Não foi bem-sucedido e acabou no hospital. Ali ganhou uma Bíblia e sua vida deu uma guinada. O livro tem apenas 110 páginas, mas traz inspiração e lições para uma vida. Clique aqui e adquira o seu.

lennoxPOR QUE A CIÊNCIA NÃO CONSEGUE ENTERRAR DEUS – Escrito pelo matemático britânico John C. Lennox, da Universidade de Oxford, o livro Por Que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus defende com argumentos sólidos e linguagem clara a coexistência entre o conhecimento científico e o religioso. Um dos pontos fortes da obra são as citações de pensadores e autores importantes e as comparações e ilustrações (como o “bolo da tia Matilde”), que ajudam na compreensão do conteúdo. Clique aqui e adquira o seu.

descobreA CIÊNCIA DESCOBRE DEUS – Em seu livro A Ciência Descobre Deus, o biólogo Dr. Ariel Roth menciona a ocasião em que visitou a famosa Abadia de Westminster, na Inglaterra. Ali estão sepultados Newton e Darwin. Roth relembra: “Quando visitei os túmulos desses dois ícones do mundo científico, não pude deixar de meditar sobre o legado contrastante sobre Deus que ambos deixaram à humanidade. […] A vida de Newton ilustra claramente como a excelência científica e uma firme fé em Deus podem andar de mãos dadas.” Roth lida de forma competente com perguntas como estas: Será que um Designer criou nosso universo, ou ele evoluiu de maneira espontânea? Pode a ciência ser objetiva e, ao mesmo tempo, admitir a possibilidade de que Deus existe? Isso faz diferença? Deus existe? Segundo Roth, a própria ciência está oferecendo as respostas. Clique aqui e adquira o seu.

everton1REVISITANDO AS ORIGENS – O livro Revisitando as Origens, do mestre em imunogenética Everton Fernando Alves, convida-nos a conhecer e explorar assuntos atualizados sobre as origens, organizados em dois núcleos temáticos que se complementam, a saber: História Geológica da Terra e História da Vida na Terra. Esses temas têm gerado muita controvérsia, até mesmo dentro da própria comunidade criacionista. O autor incorporou no livro uma pesquisa sistemática que vinha fazendo ao longo de vários anos a fim de construir um referencial bibliográfico de peso, no fim de cada capítulo. O objetivo da obra é fazer com que mais pessoas tenham acesso a essas evidências científicas difíceis de ser encontradas, e que amparam o relato bíblico em várias áreas do conhecimento humano. Clique aqui e adquira o seu.

 

verdade-absolutaVERDADE ABSOLUTA – Subtítulo: Libertando o cristianismo de seu cativeiro intelectual. Nancy Pearcey se converteu em grande parte graças às ideias de Francis Schaeffer (outro autor que vale a pena conhecer). Pós-graduada em teologia e filosofia, ela é catedrática no Instituto de Jornalismo Mundial e professora convidada da Universidade Biola, na Califórnia, e do Discovery Institute. A tese da autora é de que “somente pela recuperação de uma visão holística da verdade total podemos libertar o evangelho para que se torne uma força redentiva que permeie todas as áreas da vida”. Pearcey relata sua jornada pessoal como estudante luterana, sua rejeição da fé e seu retorno a Deus. Ela relata, também (entre outras), a história do filósofo cristão Alvin Plantinga (outro que vale muito a pena ler), que provocou a volta para a comunidade filosófica de acadêmicos comprometidos com uma visão teísta da filosofia analítica. O livro ajuda a mostrar a relevância do cristianismo para uma sociedade pós-moderna que vive numa espécie de vácuo intelectual.

everton2TEORIA DO DESIGN INTELIGENTE – Teoria do Design Inteligente, escrito pelo mestre em imunogenética Everton Fernando Alves, é uma das duas primeiras obras genuinamente brasileiras, relevantes e exclusivas acerca do design inteligente. São 31 capítulos fundamentados em mais de 350 artigos científicos (revisados por pares) que confirmam as teses do design inteligente. Clique aqui e adquira o seu.

por_que_creioPOR QUE CREIO – O livro reúne 12 entrevistas feitas pelo jornalista Michelson Borges com pesquisadores de áreas diversas, como física, bioquímica, matemática, biologia, arqueologia e teologia. Onze deles contam por que são criacionistas e apresentam fortes argumentos a favor do modelo. O último entrevistado é o bioquímico Michael Behe, autor do livro A Caixa Preta de Darwin (leitura que também vale a pena). Behe expõe argumentos que demonstram a insuficiência epistêmica do darwinismo. Clique aqui e adquira o seu.

ceticismoO CETICISMO DA FÉ – Em O Ceticismo da Fé: Deus, uma dúvida, uma certeza, uma distorção, o teólogo e arqueólogo Rodrigo Silva apresenta um estudo profundo sobre a existência de Deus. O objetivo primário da obra, entretanto, não é um convencimento sobre Deus, mas acompanhar crentes e descrentes nessa jornada sem-fim, inerente a todo ser humano em busca da verdade. René Descartes ajudou Rodrigo a ter o insight: “O homem deve desconfiar de tudo para poder acreditar em alguma coisa.” Este livro convida o leitor, seja o ateu ou o religioso mais convicto, a questionar, a pensar, a se comprometer sinceramente com a dúvida, a fim de que sua sistematização o conduza a grandes certezas. Clique aqui e adquira o seu.

fomos planejadosFOMOS PLANEJADOS – De onde viemos e para onde vamos? Em Fomos planejados: a maior descoberta científica de todos os tempos, o Dr. Marcos Eberlin avalia essa questão – a maior sobre nossas origens –, via átomos e moléculas e com uma pitada de bom humor, filosofia e teologia. O autor mostra o que a ciência sabe hoje sobre o Universo e a vida, e a “sopa primordial” de Miller, que teria gerado o “micróbio primordial”, o qual, “a la Darwin”, se transformou na microbiologista. Fatos ou boatos? Eberlin coloca também outra hipótese sobre a mesa do debate científico: a de que o Universo e a vida foram criados por um designer inteligentíssimo. Será? Acaso ou design? Leia e decida, pois é a sua origem que está em jogo! “Um compêndio esplêndido que fortalece a tese de que a complexidade irredutível da vida aponta para um designer”, Michael Behe (Bioquímico). “Um knockout na ciência dos mortos-vivos”, Jonathan Wells (Biólogo Molecular). “Riqueza de informação científica – clara e descontraidamente descrita – que evidencia que tudo começou com uma mente inteligente”, Adauto Lourenço. Clique aqui e adquira o seu.

misteriosMISTÉRIOS DA CRIAÇÃO – Juntamente com o Dr. Humberto Rasi, o biólogo Dr. James Gibson organizou o livro Mistérios da Criação. A obra reúne um “time de peso” formado por cientistas e pesquisadores, muitos dos quais ligados ao Geoscience Research Institute. Temas como a harmonia entre a ciência e a Bíblia, evidências da existência do Criador, Big Bang e origem da vida, dinossauros e métodos de datação, dilúvio e registro fóssil, entre outros (ao todo, 20 questões científicas), são tratados com clareza e profundidade. Clique aqui e adquira o seu.

origensORIGENS – É possível harmonizar a ciência e a Bíblia? A ciência moderna, por meio da teoria da evolução, conseguiu refutar a narrativa bíblica da origem da vida? Quem aceita a teoria criacionista precisa, necessariamente, rejeitar a ciência? O cientista criacionista Dr. Ariel Roth procura demonstrar que a harmonia entre a ciência e a religião bíblica nos traz uma compreensão mais completa do mundo que nos cerca e do significado da existência humana. Roth é doutor em Zoologia pela Universidade de Michigan, Estados Unidos. Clique aqui e adquira o seu.

escavandoESCAVANDO A VERDADE – Escrito pelo professor de teologia e doutor em Arqueologia Rodrigo Silva, Escavando a Verdade: A Arqueologia e as incríveis histórias da Bíblia “não se trata de um livro técnico, muito menos exaustivo. Aqui vamos tratar das evidências do Antigo Testamento e da vida de Jesus no Novo Testamento”. Rodrigo participou de escavações em várias partes do mundo, além de ser o apresentador do programa “Evidências”, da TV Novo Tempo. Portanto, nas 176 páginas de seu livro, ele fala do que viu e tocou e não apenas do que pesquisou ou leu. Clique aqui e adquira o seu.

no_principioNO PRINCÍPIO – De onde viemos? Esta é uma das perguntas fundamentais abrigadas no espírito humano. Duas respostas se destacam, entre tantas outras. Muitos creem que somos resultado de milhões de anos de um longo processo evolutivo. Outros acreditam que a vida surgiu de uma criação recente, há poucos milhares de anos. Em diversos contextos, a teoria da evolução tem sido vendida como fato científico, e a criação é rotulada como folclore religioso. Entretanto, a realidade é bem mais complexa. Ao ler esta obra, você encontrará respostas honestas para dilemas cruciais enfrentados por ambos os lados no acalorado debate sobre as origens. Com uma abordagem séria e acadêmica, tanto quanto acessível, este livro renovará sua compreensão sobre esse tema polêmico. Clique aqui e adquira o seu.

ortodoxiaORTODOXIA – Grande pensador do século 19, dono de um estilo bem-humorado, G. K. Chesterton critica com classe e profundidade as incoerências do pensamento ateu. C. S. Lewis, outro ex-ateu famoso, foi profundamente influenciado pelas ideias de Chesterton. Nesse livro, lançado em 1908, Chesterton refaz sua trajetória espiritual e mostra como mudou do agnosticismo à crença. Ele provoca: “Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que deixe de duvidar. É melhor estimulá-lo a continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do Universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha a duvidar de si próprio.” Clique aqui e adquira o seu.

Frases de Ellen WhiteEDUCAÇÃO – A verdadeira educação significa mais do que avançar em determinado programa de estudos. É com isso em mente que Ellen White enfatiza a importância de harmonizar o que é verdadeiro com o desenvolvimento completo das capacidades do ser humano. Não basta conquistar diplomas, ter um corpo perfeito ou ganhar muito dinheiro. Ser educado, no  entendimento da autora, é ter autonomia e autocontrole, é pensar e agir com base em princípios tão poderosos como o amor e a honestidade. Por isso, desde 1903, ano em que foi publicado, este livro tem resistido ao tempo e tem sido uma ferramenta valiosa para sucessivas gerações de educadores, pais e estudantes. Clique aqui e adquira o seu.

TODOS os da Sociedade Criacionista Brasileira. Clique aqui e conheça.

Palestra sobre a origem do Universo e a existência de Deus (IASD central de Lisboa)

Deus, ciência e as grandes questões

Uma conversa com três das maiores mentes acadêmicas cristãs vivas. (Via Cristianismo Absoluto.)

Atenção: Embora não concordemos com todos os pontos de vista levantados, a reflexão e os pensamentos apresentados são poderosas ferramentas para fundamentar mais solidamente a fé cristã.