Cuidado! Seu filho pode estar viciado em Fortnite

fortnite-1O vício é um problema sério que pode afetar pessoas e famílias inteiras. Mas ele não aparece só em situações mais óbvias, como no caso do uso de drogas (lícitas ou ilícitas) – alguns pais estão precisando enviar seus filhos para clínicas de reabilitação para que consigam se livrar da necessidade extrema de jogar, o tempo todo, o game Fortnite. Conforme contou a publicação Bloomberg, aumentou vertiginosamente a quantidade de pessoas buscando terapia ou outros métodos para tentar acabar com o vício de seus filhos no game, que é um sucesso absoluto incontestável. Alguns até enviam seus pequenos para clínicas mais isoladas para que fiquem um tempo se desintoxicando não só do Fortnite, mas de tecnologia como um todo.

Um experiente conselheiro de clínicas para crianças, que já trabalhou nos estados da Califórnia e da Carolina do Norte, afirmou que metade dos pacientes com os quais lidou nessas ocasiões estavam lá pelo mesmo motivo: vício em Fortnite. Uma das mães que precisou levar o filho para tratamento afirmou que nunca havia visto um jogo que tivesse tanto controle sobre a mente das crianças. […]

(Tecmundo)

Nota: O assunto é sério e os pais precisam estar atentos. Os videogames viciam e estão tomando cada vez mais o tempo que poderia e deveria ser dedicado à leitura e a outras atividades edificantes. No caso do Fortnite, em menos de um ano o game faturou mais de 1,3 bilhão de dólares e ganhou versões em todas as plataformas, inclusive para celular. Em junho do ano passado, a Epic Games, a empresa desenvolvedora, informou que o jogo havia ultrapassado a marca de 125 milhões de jogadores. O design estilo cartoon ajuda a atrair a atenção de um público mais novo, apesar de também ser popular entre adolescentes e jovens adultos. O vício em videogames já é considerado pela Organização Mundial da Saúde como um distúrbio mental que pode originar várias consequências, como a exaustão gerada pela falta de sono, agressividade, depressão e isolamento. Em meu livro Nos Bastidores da Mídia dedico um capítulo ao estudo do fenômeno dos videogames. [MB]

Leia mais sobre videogames aqui.

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Os jovens e a crise de identidade cristã

baladaDiversos motivos podem justificar a evasão de jovens das igrejas. Algumas situações evidentes seriam o desinteresse que pode surgir com o tempo, a falta de amigos na comunidade religiosa que frequentam, conflitos pessoais, estilos diversos de vida que confrontam valores cristãos, a desconexão da fé com a ciência, a falta de preparo dos líderes para tirar suas dúvidas e, em especial, a superficialidade cognitiva da fé bíblica. Em se tratando de superficialidade da fé, refiro-me ao conhecimento que faz transbordar confiança, entrega e encanto pela verdade de Deus. Aquele entendimento cognitivo que promove fé genuína, ao invés de fideísmo; poder moral, ao invés de religião sentimental; inteligência e saber racionais, ao invés de mera informação frívola; compromisso e fidelidade espirituais, ao invés de sincretismo místico; e, também, amor como princípio, ao invés de impulsos emotivos de momentos.

Por causa da secularização nos grandes centros do saber, alguns têm-se inclinado a acreditar que o conhecimento é inimigo da fé (Bíblia). Na verdade, o conhecimento pode ser tanto amigo da fé quanto inimigo dela. Explico: o conhecimento convencional se torna inimigo da fé quando a fé se torna fraca em conhecimento de si mesma. Em outras palavras, quando o jovem conhece pouco da verdade, como poderia ele sobreviver em meio ao tsunami de informações que contrapõem sua fé?

Uma pesquisa realizada pelo American Culture & Faith Institute[1] (ACFI, na sigla em inglês) com seis mil pessoas nos Estados Unidos descobriu que apenas 14% dos cristãos conhecem questões básicas ligadas à fé que professam. A pesquisa apenas veio ao encontro do que temos presenciado todos os anos: apostasia quase generalizada, especialmente entre jovens que ingressam nas universidades.

Nancy Pearcey, cristã, mestre em Ciências Sociais e Filosofia, pontua que “a religião perdeu sua reivindicação à universalidade e seu poder de interpretação”[2], e oferece como resposta ou razão a perda do espaço como verdade absoluta. Ou seja, o conhecimento que constrói a identidade cristã tem sido minguado, escasso e superficial. À medida que o conhecimento profundo, que tem por pressuposto as reivindicações da Reforma Protestante do Sola e Tota Scriptura, foi se evaporando dos pequenos ou grandes programas espirituais, especialmente os que são direcionados aos jovens cristãos. No lugar deles foi sendo acrescentado o entretenimento vazio, o show e os contos cômicos.

A Bíblia, de um livro sério que apela para conversão, arrependimento, contrição de consciência, renúncias, sacrifícios e lutas, passou lentamente a ser, nas variadas igrejas cristãs, o livro dos gracejos, das anedotas humorizadas e o livro dos pastores bacanas e descolados. Por exemplo, basta ler uma narrativa da Bíblia de forma superficial e enchê-la exaustivamente de gestos, historinhas e, claro, não podem faltar anedotas engraçadas, estimulantes e excitantes com muita música ruidosa e dançante. Isso tem transformado tais programações em grandes shows de excitamento e exaltação emocional, e os pastores em heróis do gracejo, ídolos ou fetiches do espiritualismo cristão.

Até mesmo o falecido filósofo Allan Bloom, que alguns acreditam ter sido ateu, pontuou que “a falta de cultura leva simplesmente os estudantes [jovens] a procurar informações onde elas estejam disponíveis, sem capacidade para distinguir entre o sublime e o reles, o conhecimento profundo e a propaganda”.[3] Ou melhor, no contexto do tema aqui tratado, a falta de conhecimento profundo, infelizmente promovido por muitas igrejas cristãs, leva os jovens a se aprofundarem no que simplesmente está disponível. Agora, o que está disponível? O que as igrejas têm oferecido para os jovens cristãos da atualidade? Alimento que mexe com os estímulos da carne ou com os estímulos da consciência?

Uma vez que todo e qualquer desafio para a fé está diretamente ligado ao conhecimento do “bem e do mal” (Gn 2:17), é por esse motivo que a igreja também precisa ter um ministério voltado para o cognitivo. Do que essa juventude mais precisa? Conhecimento bíblico embasado, profundo e comovente. Aquele conhecimento que unifica a ciência e a revelação – que faz a ciência ser aliada da verdade revelada de forma racionalmente absoluta e inquestionável. Mas, infelizmente, o que muitos líderes religiosos mais têm se preocupado em dar para a juventude é entretenimento vazio. Resultado: apostasia generalizada quando se deparam com o antagonismo filosófico/científico e provações diversas.

Ellen White afirma que não “devemos perder a oportunidade de nos preparar intelectualmente”.[4] Também esclarece que o conhecimento da ciência verdadeira abre a mente para vastos campos de pensamento e informação,[5] abre o espírito para a ampliação das ideias, habilitando-nos a ver Deus em Sua criação, com provas de Seu poder,[6] e que, além de enobrecer, estabelece perfeita harmonia entre a ciência e Sua Palavra.[7] Ela também escreveu que foi Deus quem inundou o mundo com descobertas científicas e artísticas, mas que esse dilúvio de informação precisa ser guiado pela sabedoria da Sua Palavra.[8] Portanto, é aqui que começa o ministério da igreja, especialmente para a juventude universitária de nossa geração.

É exatamente o que procuro fazer no meu ministério para os jovens em suas reuniões de pequenos grupos, em pregações nas igrejas, reuniões de jovens e em simpósios criacionistas/científicos/filosóficos, ou qualquer outro encontro que me possibilite expor a Palavra diante deles. Acredite, quando isso é oferecido, eles se apaixonam mais ainda pela verdade. Mas, ao contrário disso, alguns, equivocadamente, acreditam que para segurar os jovens cristãos na igreja é necessário ser um líder espalhafatoso, ser #PastorShow, criar programas bíblicos humorísticos e oferecer coisas baseadas em filmes hollywoodianos e culturalmente populares.

A justificativa que alguns apresentam é que os jovens não lidam muito bem com as coisas difíceis e profundas da Bíblia. Também argumentam que eles serão mais facilmente alcançados e fortalecidos se usarmos uma linguagem mais simples e dinâmica. O problema é que, para alguns líderes, tornar a linguagem da Bíblia mais simples e apetitosa aos jovens significa associá-la com o que é mais comum na cultura e no entretenimento populares. A exemplo do mito do cavalo de Tróia, tais práticas não têm fortalecido os jovens para serem oposição ao mundo, mas, sim, simpatizantes dele. Ellen White advertiu: “A conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo.”[9]

Uma pergunta: Por que esses mesmos jovens que estudam equações de 1º e 2º grau, trigonometria, línguas, física quântica, termofísica, química, álgebra, engenharias diversas seriam incapazes de aprender coisas profundas e sérias da Bíblia? Alguma coisa me parece estranha nisso. Prova? Como no dito popular, o tiro tem saído pela culatra – evasão de jovens pela tangente.

A verdade bíblica e o verdadeiro conhecimento científico/filosófico devem fazer parte da vida da igreja deste século. A igreja moderna ou atualizada, na verdade, não é aquela que se torna relevante meramente nos costumes ou em práticas secularizadas, mas a igreja que tem respostas para as indagações que mais desafiam a verdade bíblica. A igreja verdadeiramente relevante é a que torna o conhecimento e o saber verdadeiramente mais relevantes do que o pseudoconhecimento que contrapõe a verdade. Foi assim que Jesus definiu o conhecimento consistente, minucioso e profundo da verdade como sendo o agente libertador (Jo 8:32), e este é o principal ministério da igreja: encher a mente e o coração das pessoas do conhecimento libertador e que possibilita claro discernimento da linha que separa o “conhecimento do bem” do que se define como “conhecimento do mal” (Gn 2:17) tão bem amalgamados hoje em dia. Quanto mais o “conhecimento do mal” se tornar robusto e convincente, maior será o desafio da igreja, pois é seu dever manter o “conhecimento do bem” sempre mais elevado, persuasivo e apaixonante.

Quando os nossos jovens, com a ajuda da própria igreja, mergulharem nos conhecimentos bíblicos/científicos/filosóficos verdadeiros, os feitiços, especialmente do marxismo e do darwinismo, perderão forças na consciência e no coração da nossa juventude. Quando o “conhecimento do bem” for mais vigoroso na mente dos membros da igreja, o “conhecimento do mal” será mais facilmente desmascarado e, consequentemente, teremos jovens cristãos mais perseverantes e comprometidos com a verdade.

Em síntese, precisamos humildemente buscar uma reforma em nossas ações ministeriais em prol da juventude cristã. Como bem proclamou o teólogo James Boice: “Convocamos a Igreja, em meio à nossa cultura agonizante, para se arrepender de seu mundanismo e confessar a verdade da Palavra de Deus como fizeram os reformadores, e para ver essa verdade em sua doutrina, sua adoração e sua vida.”[10] Acredito que o apelo de Boice, para uma reforma urgente deve começar pelos que ministram como sacerdotes, guias espirituais, líderes religiosos ou pastores. Uma vez que o campo de guerra é a mente humana, essa reforma exige, especialmente de nós pastores, preparação intelectual/cognitiva capaz de confrontar a “ciência do mal” para alimentar e proteger as ovelhas que o Senhor colocou em nossas mãos – a igreja.

Pensando nisso é que Ellen White, por exemplo, escreveu aos ministros: “Nossos pastores terão de prestar contas a Deus por enferrujarem os talentos que Ele lhes entregou para melhorar pelo exercício. Podiam ter feito, inteligentemente, trabalho dez vezes maior, se se tivessem preocupado em tornar-se gigantes intelectuais. Toda a experiência deles em sua elevada vocação é diminuída porque se contentam em permanecer onde estão. Seus esforços para adquirir conhecimentos não embaraçarão no mínimo seu crescimento espiritual se estudarem com motivos corretos e objetivos apropriados.”[11]

Eu, como pastor adventista do sétimo dia, farei a minha parte, e você? Por fim, lembre-se sempre de que esse Deus que foi expulso por Karl Marx do Céu, retirado do inconsciente por Freud, banido da ciência por Darwin, assassinado por Nietzsche, transformado em um delírio por Richard Dawkins, secularizado e relativizado por cristãos pós-modernos em breve virá gloriosamente nas nuvens do céu, para espanto, terror e decepção dos incrédulos (Ap 1:7; At 17:31).

Gilberto Theiss é graduado em Filosofia e Teologia, pós-graduado (especialização) em Ensino de Filosofia, Ciência da Religião, História e Antropologia e mestrando em Interpretação Bíblica; atualmente atua como pastor adventista no Estado do Ceará.

 

  1. Disponível em https://www.gospelprime.com.br/maioria-cristaos-nao-conhece-biblia-pesquisa/ Acesso em 30/1/2019.
  2. PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta, p. 78.
  3. BLOOM, Allan. O Declínio da Cultura Ocidental, p. 80.
  4. WHITE, Ellen G. Serviço Cristão, p. 47.
  5. Idem. Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 308.
  6. Idem. Special Testimonies on Education, p. 52-57.
  7. Idem. Signs of the Times, 13/2/1884.
  8. Idem. O Grande Conflito, p. 522.
  9. Idem. O Grande Conflito, p. 509.
  10. BOICE, James (cf. Capitulo “Lutar pela verdade numa era de antiverdade”).
  11. WHITE, Ellen G. Testemunhos para Ministros, p. 194.

Ioga, meditação transcendental e cristais são compatíveis com a fé cristã?

ioga“No panteísmo, o grande dilema da existência humana não é o pecado. […] O dilema humano é que não sabemos que fazemos parte de deus. Pensamos que somos indivíduos, com existência e identidade distintas. É o que gera a ganância e o egoísmo, conflitos e guerras. […] A meta dos exercícios espirituais é livrar a mente da ilusão da individualidade. A meta dos exercícios religiosos é nossa reunião ao deus que está dentro de nós, a fim de recuperarmos o senso de que todos somos deus. Com esta análise entendemos a razão da proliferação desnorteante de técnicas do movimento Nova Era: ioga, meditação transcendental, cristais, centralização, tarô, dietas, visualização e todo o resto. Apesar da grande variedade, o propósito de todas essas técnicas é dissolver os limites do eu e recuperar um senso de unidade universal” (Nancy Pearcey, Verdade Absoluta, p. 166),

Quando não se compreende que ser cristão é permitir que a Bíblia afete toda a vida (religiosa, social, política, econômica, estética, afetiva, emocional, profissional, física, etc.), a identidade cristã torna-se fluída e passa a ser moldada pelos modismos de cada época. Cuidado! “Não vos conformeis com este mundo” (Rm 12:2).

Jefferson Araujo

Nota: Antes de me tornar adventista, por ter lido muitos livros científicos e ter desenvolvido uma mentalidade relativamente cética (algo que ainda procuro cultivar), pseudociências como a astrologia (horóscopo) e as tais terapias alternativas (como a iridologia e a homeopatia, por exemplo) já me deixavam desconfiado. Depois que estudei a fundo a Bíblia Sagrada, tornei-me adventista e procurei desenvolver uma sólida cosmovisão cristã, pude perceber que minha desconfiança anterior era realmente válida. Antes da minha conversão, cheguei a me interessar pela parapsicologia, pois me pareceu “científica”. Ledo engano. Graças a Deus, a verdade me libertou (João 8:32) e a mensagem bíblico-adventista me satisfez plenamente. Faz vinte anos que medito, mas não para esvaziar a mente e buscar algo dentro de mim. Faço isso para, ao contrário, encher minha mente com as verdades bíblicas. A oração do tipo abrir o coração a Deus como se faz com um amigo é terapêutica e libertadora. E me traz uma satisfação indescritível o serviço pelo semelhante, ajudando as pessoas em suas necessidades e, principalmente, compartilhando com elas a mensagem do meu amigo Jesus – só entende quem faz isso.

Hoje percebo que algumas pessoas têm feito uma espécie de caminho contrário. Talvez por terem nascido em um contexto adventista tenham se acostumado com uma mensagem que é impactante e transformadora para os que a encontram ou são encontrados por ela. Alguns acabam buscando no “canto da serpente” algum tipo de satisfação que não conseguem encontrar naquilo que veem como banal e comum devido à familiaridade. Partem em peregrinações, em “buscas interiores”, tentam sincretizar a fé com ideias e ideologias perigosas. Embora sejam “aqui de dentro”, como muitos lá fora poderão descobrir que essas “alternativas” de fato não satisfazem, pois os afastam de Deus e os aproximam do nada. Que o Espírito Santo os liberte e faça com que sintam a verdadeira paz e satisfação que vêm da comunhão com o Criador. [MB]

Recomendo o livro Medicina Alternativa: A armadilha dourada, da CPB.

Leia também: “Buscando a paz no lugar errado”, “Ioga é destaque na imprensa” e “SUS libera mais terapias sem base científica”

Resistir à tentação fortalece o caráter

temptationDepois de esbarrar com uma pessoa atraente as mulheres tendem a ficar ainda mais comprometidas, ao reforçarem sua relação atual com o amor de suas vidas. Mas os homens têm mais chances de verem suas namoradas de uma maneira mais negativa depois de um acidental e indesejável encontro com a tentação. Felizmente um homem comprometido pode resistir à sedução com um pouco de planejamento prévio, ao imaginar anteriormente como resistir à tentação de outra mulher. O psicólogo John Lydon, da Universidade McGill em Montreal, oferece esses resultados em um estudo publicado [há dez anos na] revista científica Journal of Personality and Social Psychology. Um dos experimentos de John sobre a tentação descobriu que, depois de encontrar um homem atraente e disponível, as mulheres tinham mais 18% de chance de perdoar seu “parceiro romântico” que hipoteticamente teria revelado um traço embaraçoso ou mentido sobre o porquê teria recentemente cancelado um encontro. E os homens, depois de haverem conhecido uma mulher atraente disponível, tinham 12% menor chance de perdoar gafes comparáveis das suas parceiras.

Os homens podem parecer incapazes de resistir ao estrogênio extra, possivelmente porque eles interpretam suas interações com mulheres de maneira diferente do que as mulheres. Mas se os homens adotavam o ponto de vista feminino da tentação, eles poderiam desenvolver essa característica mais defensiva.

“Nós pensamos que se o homem pensa que uma mulher atraente e disponível é uma ameaça a sua relação atual, ele pode tentar proteger essa relação”, disse John.

Usando cenários de realidade virtual em outro experimento, os pesquisadores descobriram que o comprometimento dos homens pode não solucionar tudo. Mas se os homens imaginam uma reação conservadora, na próxima vez que se confrontarem com uma “outra” mulher atraente, eles podem estar mais bem preparados para superar tentações futuras – assumindo que seja isso que eles realmente desejam.

“Mesmo que o homem seja comprometido com a sua relação”, disse John, “ele ainda pode necessitar formular estratégias para proteger sua relação ao evitar aquela mulher disponível e atraente.”

(Hypescience)

Nota: A melhor estratégia contra a tentação e a traição é alimentar o amor romântico no casamento e ter íntima comunhão com Deus, que é a fonte do amor verdadeiro. Essa pesquisa está de acordo com um conceito expresso há um século pela escritora Ellen White, segundo a qual a vitória sobre uma tentação torna o caráter mais forte e apto a resistir a uma segunda tentação. Um exemplo que logo vem à mente é o de José tentado pela esposa de Potifar, no Egito. Com certeza, o jovem não foi vitorioso sobre a tentação no momento em que foi assediado. Ele foi vitorioso na medida em que alimentava seu relacionamento com Deus diariamente. Fica a lição para todos nós. [MB]

Não exponha o seu corpo

corpoVamos pensar num assunto difícil de ser modificado pelas pessoas, mais jovens do que idosos, mas também por parte de pessoas de mais idade. Reflita sobre o que aqui será exposto e tenha coragem de mudar, se necessário, o que você tem feito quanto à exposição do seu corpo. Não tenha medo de críticas.

Um corpo bonito é bonito. Um corpo bonito, um rosto bonito atraem a vista, são agradáveis de ver, mas não devemos nos esquecer de que o corpo é o sustentáculo da mente, e é na mente onde encontramos as maiores expressões da pessoa. Muitas pessoas bonitas de corpo e de rosto se sentem péssimas quanto a si mesmas, talvez até porque a família, amigos, etc. sempre elogiavam e exaltavam os aspectos físicos dessa pessoa que aprendeu que o maior valor dela estaria nas características físicas. Ela mesma pode ter crido nisso e passado a viver de acordo com essa crença (falsa) e, assim, ter impedido o crescimento interior de sua pessoa. E tal impedimento com frequência gera problemas emocionais muitas vezes complicados e produtores de muito sofrimento pessoal.

Parece que a motivação principal para alguém expor o corpo é tanto o prazer de mostrar-se quanto o desejo de ser aceito e amado. Gostar do belo não é o problema aqui. Vemos na criação, na natureza o belo como presente sempre. Belo do ponto de vista funcional, estrutural, fisiológico, nutricional, anatômico, arquitetônico, estético, etc. Então, desejar o bonito é saudável, está de acordo com o pensamento do Grande Projetista Criador do Universo. Problemas começam a surgir quando o desejo pelo belo começa a se tornar obsessivo, ocupando o lugar de necessidades vitais do indivíduo, como saúde, segurança, relacionamentos humanos funcionais (equilibrados), paz interior.

Gostaria de focar meus comentários agora sobre a exposição do corpo por parte das mulheres. Parece que as jovens mulheres (e outras não tão jovens) expõem o corpo por meio de roupas sensuais como uma forma de obter atenção, prazer pessoal, compensação de possíveis carências emocionais que por razões variadas levam tais pessoas a crerem que isso (expor o corpo) produzirá satisfação interior e resolução de tais carências, o que não acontece. Ou fazem isso porque afirmam que se sentem bem consigo mesmas expondo o corpo publicamente. Sentir bem não quer dizer saúde. Você pode se sentir bem após um cigarro de maconha e, contudo, estar se intoxicando. Pode se sentir bem após horas no sol para obter um bronzeado e, no entanto, estar correndo risco de um câncer de pele ou envelhecimento precoce da pele.

Quando uma mulher usa roupas sensuais na intenção de obter a atenção e o afeto de um homem, o que provavelmente ela obterá dele será a atração física. E poderá ser só isso. Pode ser que um homem que se sentiu atraído por uma mulher por causa do corpo dela desenvolva afeto real por ela, mas isso não é nenhuma garantia. As mulheres que desejam ter relacionamentos afetivos duradouros, felizes, precisam pensar nisso e entender isso para evitar cair nessa armadilha tão comumente usada que produz tantas histórias difíceis e dolorosas.

Diariamente escutamos relatos de crianças sem pai por causa de gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, infidelidades, frustração seguida de depressão, tentativas de suicídio, surgimento de dependência química, incluindo o alcoolismo, dependência de medicamentos, etc. Tudo porque uma mulher usando roupa sensual atraiu a atenção de um homem. Ele confundiu amor com atração física, passou para ela a ideia de que a amava, quando gostava é do corpo dela e do que ele proporcionava para o indivíduo, e ela se deixou levar por essa fantasia, pensando que era afeto real e maduro.

Se você, mulher, usa roupas sensuais desejando conseguir a atenção masculina para a obtenção do amor, mude de estratégia. Não exponha o corpo. Proteja a si mesma de frustrações evitáveis. Cuide bem de seu corpo, alimente-se corretamente, pratique exercícios físicos, mantenha peso normal, cuide bem de sua higiene e aparência pessoal, permita ao seu corpo o descanso necessário, mas evite expô-lo indevidamente, sensualmente em público. Ter pudor é ter maturidade e saúde. Não é ser careta. É saber preservar-se como ser humano. O afeto verdadeiro e gratificante por uma mulher da parte de um homem saudável mentalmente ocorrerá dependendo das características de personalidade, da forma como é manifesto o temperamento, da firmeza de caráter dela. Se o homem for mau caráter, ou um compulsivo sexual, um libertino, ou imaturo, nesses casos, só interessa mesmo a ele o que tem que ver com prazer visual e físico. Ele não sabe amar maduramente. Pelo menos ainda não sabe.

O que você quer? Que alguém se aproxime de você afetivamente com sincero interesse pela sua pessoa, ou por causa do seu corpo? O que deve ser exposto para surgir o amor maduro é um caráter saudável e não um corpo, mesmo que bonito e atraente.

Cesar Vasconcellos de Souza é psiquiatra e apresentador do programa ClaraMente, da TV Novo Tempo

Importa realmente o que vestimos?

clothesQuando se fala em qual deve ser o vestuário adequado para o cristão, muitos vão logo pensando na velha controvérsia da calça vs. saia. Porém, essa é uma visão limitada e preconceituosa. O vestuário do verdadeiro cristão envolve questões muito mais profundas do que a simples escolha de um traje. Deus não é etnocêntrico, não adota uma cultura específica para servir de padrão a todas as outras. Na história da humanidade, registrada nas Sagradas Escrituras, podemos ver nitidamente Deus respeitando as culturas de cada época e região, mesmo quando estas se revelaram inadequadas e não colaboraram para a felicidade humana. Hoje não é diferente. Ele aceita que nossos irmãos das mais diversas culturas O adorem e sirvam com sua vestimenta peculiar. Por isso, jamais poderíamos chegar a uma dessas igrejas impondo nosso estilo de vestir como ideal. Pense no que aconteceria caso um irmão de certa tribo africana quisesse obrigar um brasileiro a ir à igreja vestindo túnicas longas. Isso traria escândalo ou, na melhor das hipóteses, risos.

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Faz sentido consultar o horóscopo?

horoscopoQuando era adolescente, trabalhei como cartunista freelance para um jornal em minha cidade natal, Criciúma, SC. Lembro-me de que certo dia, quando cheguei ao jornal para entregar as tirinhas da semana, ouvi um editor dizer para o outro que não havia texto do horóscopo para aquele dia, ao que o colega respondeu: “Publique o do ano passado. Quem vai se lembrar?” Nunca me esqueci dessa conversa reveladora. E depois que me tornei criacionista e mais crítico, também passei a considerar tremenda incoerência jornais que vivem questionando a Bíblia, o cristianismo e, principalmente, o criacionismo manterem em suas páginas as famosas colunas de horóscopo com suas previsões vagas e pseudocientíficas. Trinta anos se passaram desde que trabalhei para aquele diário. O genoma humano foi mapeado. Enviamos jipes robôs para Marte. A internet tomou conta do mundo. Nosso conhecimento sobre física, astrofísica e astronomia avançou bastante. Mas o horóscopo continua lá e os astrólogos ainda são ouvidos por muita gente.

Qual o seu signo? Esta é uma pergunta comum entre as pessoas, especialmente quando se conhecem e querem saber se têm alguma afinidade astrológica. Chega a ser surpreendente o fato de tanta gente ainda tomar decisões ou decidir o futuro amoroso com base no que estaria escrito nas estrelas, mesmo vivendo numa era de conquistas científicas espetaculares e de grande disseminação do conhecimento.

Esse é o lado irônico da coisa. A despeito da grande evolução científica, nunca se presenciou em toda a história da civilização uma explosão tão grande de misticismo que mistura fantasia e realidade em doses que tendem a trazer de volta um panorama que se pensava sepultado no passado longínquo.

Embora hoje não exista exatamente um culto aos astros, como havia nas civilizações da antiguidade, milhares de pessoas baseiam cruciais decisões médicas, profissionais e pessoais em conselhos recebidos de astrólogos e de publicações dedicadas à astrologia. E mais da metade dessas pessoas é jovem.

A astrologia surgiu numa época em que a visão que a humanidade tinha do mundo era dominada pela magia e pela superstição. Os corpos celestes eram considerados deuses ou “espíritos” importantes, que pareciam passar o tempo mexendo com a vida dos seres humanos.

As pessoas procuravam no céu sinais que lhes permitissem descobrir o que os deuses fariam em seguida. Mesmo na antiga Babilônia já havia a prática da astrologia, conforme registrou o profeta Isaías: “Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti” (Isaías 47:13).

Mas por que a astrologia se mantém até hoje? Tem ela, afinal, alguma base científica? A seguir são analisadas sete questões, baseadas num estudo do astrônomo americano Andrew Franknoi, as quais colocam em xeque a pretensão da astrologia de ser uma ciência, à semelhança da astronomia.

1. Qual a probabilidade de que 1/12 da população mundial tenha um mesmo tipo de dia? Os astrólogos que publicam horóscopos nos jornais asseguram que se pode saber algo sobre os acontecimentos do dia de uma pessoa simplesmente lendo um dos doze parágrafos da coluna dedicada ao assunto em um jornal. Uma divisão simples mostra que mais de 500 milhões de pessoas no mundo teriam o mesmo tipo de dia, todos os dias. “Dada a necessidade de atender a tantas expectativas ao mesmo tempo, torna-se claro o motivo pelo qual as previsões astrológicas vêm acondicionadas em um palavreado o mais vago e genérico possível”, analisa Franknoi.

2. A astrologia parece científica para algumas pessoas porque o horóscopo é baseado em um dado exato: o tempo do nascimento de cada um. Quando a astrologia foi estabelecida, há muito tempo, o instante do nascimento era considerado o ponto mágico da criação da vida. Mas hoje entendemos o nascimento como o ponto culminante de um desenvolvimento de nove meses dentro do útero. Provavelmente o motivo pelo qual os astrólogos se mantêm fiéis ao momento do nascimento tem pouco a ver com a teoria astrológica. Quase todo cliente sabe quando nasceu, mas é difícil identificar o momento da concepção de uma pessoa.

3. Se o útero da mãe pode afastar influências astrológicas até o nascimento, como dizem os astrólogos, será que é possível fazer a mesma coisa com um pedaço de filé? Se forças tão poderosas emanam do céu, por que elas são inibidas antes do nascimento por uma fina camada protetora feita de músculo, carne e pele? Se o horóscopo potencial de um bebê for insatisfatório, seria possível retardar a ação das influências astrológicas circundando imediatamente o recém-nascido com um naco de carne até que os signos celestiais fiquem auspiciosos?

4. Outro aspecto interessante de se notar é que, se os astrólogos são tão bons quanto afirmam, por que eles não ficam mais ricos? Alguns respondem que não podem prever eventos específicos, apenas tendências amplas. Outros alegam ter o poder de prever grandes eventos, mas não pequenos acontecimentos. Mas, seja como for, os astrólogos poderiam ganhar bilhões prevendo o comportamento geral do mercado de ações ou do mercado futuro do ouro, e assim não precisariam cobrar consultas tão caras ou publicar textos em jornais.

5. Da parte da astronomia a astrologia recebe ainda outro golpe. Alguns astrólogos afirmam que o signo do Sol (a localização do Sol no Zodíaco no instante do nascimento), usado exclusivamente por muitos horóscopos de jornais, é um guia inadequado para os efeitos do cosmos. Eles insistem que a influência de todos os corpos principais no Sistema Solar deve ser levada em consideração, incluindo Urano, Netuno e Plutão, que somente foram descobertos em 1781, 1846 e 1930, respectivamente. “E antes de 1930? Estavam erradas todas as previsões astrológicas? E por que as imprecisões dos antigos horóscopos não levaram a deduzir a presença dos três planetas muito antes que os astrônomos os descobrissem? E que aconteceria se fosse descoberto um décimo planeta? E que dizer dos asteroides e das luas do tamanho de planetas, localizados na periferia do Sistema Solar?”, questiona Franknoi.

6. A desconsideração desses corpos celestes por parte dos astrólogos leva a outra pergunta: Se a influência astrológica é exercida por alguma força conhecida, por que os planetas dominam? Se os efeitos da astrologia podem ser atribuídos à gravidade, à força das marés ou ao magnetismo, qualquer um poderia realizar os cálculos necessários para ver o que realmente afeta um recém-nascido. Por exemplo, o obstetra que faz o parto exerce uma força gravitacional cerca de seis vezes superior à de Marte e cerca de dois trilhões de vezes superior à das marés. O médico pode ter muito menos massa que o planeta vermelho, mas está muito mais perto do bebê.

7. Caso os astrólogos digam que a influência astrológica é exercida por uma força desconhecida, por que não depende da distância? Todas as forças de longo alcance conhecidas no Universo ficam mais fracas à medida que os objetos se distanciam, mas as supostas influências astrológicas não dependem da distância. A importância de Marte em um dado horóscopo é idêntica, esteja o planeta do mesmo lado do Sol que a Terra ou sete vezes mais distante, do outro lado. Uma força independente da distância seria uma descoberta revolucionária. Mas ainda que se admitisse que a influência astrológica não depende da distância, surgiria outra pergunta: Por que não existe astrologia de estrelas, galáxias e quasares?

Para o astrônomo francês Jean-Claude Pecker, os astrólogos parecem ter “uma mente muito estreita” quando limitam seu ofício ao Sistema Solar. “Bilhões de estupendos corpos espalhados por todo o Universo deveriam somar sua força à dos nossos pequenos Sol, Lua e planetas”, diz Pecker.

Será que um cliente, cujo horóscopo omite os efeitos de Rigel, do Pulsar do Caranguejo e da Galáxia M31 (Andrômeda), recebeu um mapa astrológico completo?

Várias questões científicas poderiam ser ainda mencionadas, mas vou encerrar com uma de ordem ética. O cristianismo – e qualquer sociedade civilizada – deplora todos os sistemas que julgam os indivíduos pelo sexo, cor da pele, religião, nacionalidade ou quaisquer outros acasos de nascimento. O próprio Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34). No entanto, os astrólogos alardeiam que podem avaliar as pessoas com base em outro acaso de nascimento: a posição dos corpos celestes. Será que a recusa em namorar alguém do signo de Leão ou de empregar alguém de Virgem não é tão condenável quanto a recusa em namorar um negro ou dar emprego a um protestante?

Diante do que foi exposto, continua válido o conselho de Moisés aos antigos israelitas para não levantarem os olhos para o céu e, vendo o Sol, a Lua e as estrelas, todo esse exército do céu, ser levados a se inclinar perante eles (Deuteronômio 4:19).

Melhor do que acreditar na guia dos astros celestes e que o destino humano estaria escrito nas estrelas, é depositar a vida nas mãos do Criador dos planetas, das galáxias, enfim, do Universo. Esse vale a pena consultar todos os dias!

Michelson Borges