Casos de HIV entre jovens gays triplicam em dez anos

aidsUma pesquisa feita sob encomenda do Ministério da Saúde e divulgada pela revista Medicine aponta para um alarmante aumento dos casos de HIV/Aids entre homens gays no país, sobretudo entre jovens. A pesquisa avaliou 4.176 homens que fazem sexo com homens em 12 cidades, sendo que 3.958 (90,2%) passaram por testes de HIV. No resultado geral para todas as regiões, 18,4% dos resultados deram positivo. O número encontrado numa pesquisa similar feita em 2009 foi de 12,1%. De acordo com os dados, a taxa de novos casos de HIV/Aids entre jovens de 15 a 19 anos no Brasil mais do que triplicou entre 2006 e 2015: passando de 2,4 a 6,7 casos a cada 100 mil habitantes. Já entre 20 e 24 anos, a taxa dobrou de 15,9 para 33,1 casos a cada 100 mil habitantes. O estudo selecionou entre cinco e sete pessoas em cada cidade, chamadas de “semente”, para serem entrevistadas e testadas duas vezes em 2016. Cada indivíduo de cada grupo indicou, então, outras pessoas para participar e assim por diante.

São Paulo apresentou a maior taxa de infectados com HIV: 24,8%, seguido de Recife (21,5%), Curitiba (20,2%) e Belém (19,20%). O Rio de Janeiro vem em quinto lugar, com 15,3%, quase o mesmo índice Manaus (15,1%). A pesquisa relata que de 2010 a 2015 o Brasil passou a integrar os países da América Latina e Caribe onde a infecção do HIV entre adultos aumentou, segundo dados de 2016 da Unaids, a agência das Nações Unidas para o combate à Aids. O país responde por 41% do total de novos casos entre sete países: Argentina, Venezuela, Colômbia, Cuba, Guatemala, México e Peru.

O estudo traz uma série de razões por trás do aumento da incidência do HIV no país. Um deles é o esvaziamento de campanhas de prevenção destinadas ao público gay. No setor privado, a pesquisa menciona a perda de financiamento de organizações não governamentais, o que levou ao fechamento de várias delas. Já no âmbito público, o fortalecimento do apoio de grupos conservadores, com as chamadas bancadas da “bala, boi e Bíblia”, desmerece a inclusão da agenda em torno da sexualidade e gênero e reduz o apoio a políticas voltados para o universo gay.

Além disso, os pesquisadores citam mudanças no comportamento sexual, principalmente dos jovens. Entre elas, está o avanço de tecnologias que ampliou as formas de interação através de aplicativos, muitos deles voltados para relacionamentos.

Outro ponto levantado pela pesquisa é a emergência de um tipo de slogan que permeia o universo jovem: “Aids não me assusta mais.” Por trás dele está o cenário de avanço no tratamento da síndrome, propiciado pelo surgimento de antiretrovirais e iniciativas de prevenção, como a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), que resultaram numa abordagem médica que trata a infecção do HIV como uma condição crônica ao longo da vida.

(O Globo)

Leia mais sobre homossexualismo aqui e aqui.

Nota: As avaliações do problema se limitam ao setor privado e ao âmbito público. Ninguém ousa tratar da questão no âmbito pessoal, porque correrá o risco de ser chamado de retrógrado e ser acusado de dizer que a biologia e a medicina são homofóbicas. Não se trata apenas da Aids. Todas as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) estão aumentando assustadoramente. Mais e mais meninas são infectadas com o vírus HPV e fala-se até em supergonorreia não tratável. A causa de tudo isso? Os grupos “conservadores” religiosos? O descuido no uso do preservativo? A falsa ideia de que DSTs não têm perigo? Não. A causa primária é a prática do sexo inseguro, e sexo inseguro é o casual, irresponsável, com múltiplos parceiros – resumindo, o sexo antes e fora do casamento. Mas quem terá coragem de falar sobre isso? E quem dará ouvidos aos que falam sobre isso? As pessoas não querem que ninguém se intrometa em seus hábitos sexuais. Não querem abrir mão da liberdade conquistada a um preço altíssimo – o que os números insistem em mostrar. Quem vai admitir que os filmes, as séries, as novelas têm estimulado grandemente esse estilo de vida licencioso e perigoso? Dizer isso é se colocar automaticamente na categoria “fundamentalista”. E ninguém quer ser isso. Se todas as pessoas se mantivessem castas antes do casamento e só praticassem sexo depois do e unicamente no casamento, ninguém teria medo do espectro das DSTs, além do bônus de não se ter que enfrentar “fantasmas” emocionais de lembranças negativas, indesejáveis. Sabia que também aumentou assustadoramente o câncer de boca e garganta? Motivo: sexo oral com pessoas portadoras do vírus HPV (e 25% dos jovens sexualmente ativos têm HPV). O problema não é o sexo. O problema não são os vírus de transmissão sexual. O problema não é a biologia. O problema é o que estão fazendo com o sexo – o prazer pelo prazer; a libertinagem; a irresponsabilidade; o sexo que não é sexo (o risco de transmissão do vírus HIV durante o “sexo” anal é quase 20% maior do que no sexo vaginal; confira aqui); a desconsideração para com as recomendações do Criador do sexo. Enquanto isso estiver acontecendo, teremos que lidar com os números crescentes e as vidas decadentes. [MB]

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Cuidado com os youtubers que deseducam!

teenager lay on the floor in the roomBasta assistir a dois ou três minutos de qualquer vídeo desse youtuber, tão querido pelas crianças, para perceber que deixar seu filho na “companhia” dele é um desserviço para a educação que nós, pais, nos esforçamos a dar para eles todos os dias. Você explica que falar palavrão não é legal, que não podemos tratar os outros com diferença, que bullying é errado, mas Felipe Neto está lá, tentando dizer aos nossos filhos que quem grita, humilha e zomba de tudo e de todos é que é descolado. Eu já conhecia a figura porque há alguns anos ele me atacou, de forma grosseira, por causa de um texto aqui do blog onde eu dizia que as músicas da Anitta não são indicadas para criança. Mas Felipe Neto voltou à minha mente (e às manchetes) semana passada, quando alguns veículos divulgaram que ele participou de um painel sobre publicidade infantil para os pequenos chamado “Lugar de criança é no supermercado”. Depois li um post de uma amiga, a jornalista Mariana Kotscho, que contava que havia “dado um basta em casa”, proibindo os três filhos de assistir aos vídeos dele. Ela contava ainda que tinha se arrependido de ter achado que aquilo era “coisa de criança”.

“É danoso! O vídeo ‘o que eu comprei na Disney com 18 mil reais’ é para vomitar. É tudo ruim, valores distorcidos. E sem graça. E ainda tira o sarro do rapaz gordo o tempo todo. Ensinando bullying e preconceito. E cheio de palavrão. Enfim, radicalizei. Vai contra tudo o que prego na educação dos meus filhos. Pais e mães, reflitam! E muita atenção ao que permitimos aos nossos pequenos. São crianças, com caráter em formação. Nada de entregá-los de bandeja aos youtubers, pelo bem do desenvolvimento deles. E pelo bem do futuro da nossa sociedade. Se o seu filho ou filha assiste, assista com ele e veja que de inofensivo não tem nada!”

Fiz parte exercício proposto (mas sem meu filho), e tomei nota. E o que vi é de chorar.

Felipe Neto grita. O tempo todo. Se não gosta de algo editado ou proposto pelo produtor do seu canal, berra e vira os olhinhos. Como não consegue debater com quem o critica, como no caso da publicidade infantil, berra ainda mais alto e faz caretas. Seu argumento é o grito, a cara de desprezo ou de nojo: às vezes usa os três expedientes para tentar convencer a audiência de que está certo e que quem o critica é um completo idiota – ou burro, ou inútil, ou retardado. O que nos leva ao item abaixo.

Ele xinga: “retardado”, “burro”, “inútil”, “idiota” foram adjetivos recorrentes nos três vídeos a que eu assisti. Lembra que você sempre ressalta com o seu filho que o diálogo e a escuta são importantes para resolver as questões do dia a dia? Felipe Neto não reconhece nenhum desses instrumentos. Também acha que “gordo” ou “macumbeiro” são xingamentos, ressaltando subliminarmente, claro, que quem está acima do peso ou é praticante de umbanda ou candomblé não merece respeito. A gente fala de respeito com as crianças sempre, né? Então.

Ele tenta vender produtos o tempo todo – a cada cinco minutos, Felipe Neto anuncia alguma coisa àqueles que o assistem. O livro dele é oferecido várias vezes durante seus vídeos que têm, em média, de dez a vinte minutos. Se não é o livro, são ingressos para seu show que, pelo que entendi, roda o Brasil, ou seja, seu filho está sendo exposto à publicidade infantil, que é proibida a crianças menores de 12 anos pela Constituição, Código de Defesa do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente e por uma resolução do Conanda, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Felipe argumenta, primeiro, que seus telespectadores têm mais de 13 anos e que sempre diz a eles para que peçam aos pais que comprem os produtos. Torturar os fatos até que eles pareçam favoráveis é especialidade dele. (Gregório Duvivier fez um programa ótimo sobre publicidade infantil, citando Felipe Neto. Está imperdível.)

Ele fala palavrões. O vocabulário é chulo e há palavrões aos borbotões. Em uma das publicações ele garante que mudou, não faz mais piadas com minorias. Em vez de aplaudir, lembro de um cartaz que viralizou nas redes sociais, tempos atrás, mostrando os pais de um garoto recém-formado que diziam que, ao conseguir o diploma, o guri não tinha feito “nada mais que a obrigação”. É isso, Felipe Neto. Aproveito para lembrar que racismo é crime. Homofobia ainda não é (!), mas chegaremos lá.

Quando Felipe Neto deixa de berrar e tenta soltar algumas frases em sua defesa, diz que não cabe ao entretenimento, mas sim aos pais, a tarefa de “educar” os filhos. Inclusive ele disse isso no tal vídeo em que me ofendeu. Poxa vida, nisso concordamos. E é exatamente o que eu e muitas mães estamos fazendo quando decidimos não deixar que você entre mais em nossas casas. Aliás, por aqui, você nunca foi bem-vindo.

(Rita Lisauskas, Estadão)

Nota: No passado, a preocupação dos pais era com o baixo nível da programação das TVs abertas. As crianças eram “obrigadas” a assistir a tudo o que os profissionais de TV encaixavam nas grades de programação. Novelas em horário nobre, inclusive. Com o passar do tempo e a emergência da internet, do YouTube e da Netflix, o cenário mudou. O repertório aumentou e o poder de escolha idem. A princípio, isso parece uma coisa boa, afinal, é bom poder escolher e é compensador ver as poderosas emissoras de TV manipuladoras da opinião pública paulatinamente perdendo poder. Mas o que surgiu no lugar daquilo? Muita coisa boa, é verdade, mas também uma infinidade de “produtores de conteúdo” que criam e distribuem verdadeiro lixo. Se os filhos não forem orientados e acompanhados, em lugar de ficar com o rosto na tela consumindo o que as TVs em anos idos empurravam goela abaixo, estarão diante de um self-service com comida estragada, escolhendo entre o duvidoso e o mais duvidoso ainda. Nossos filhos precisam de leitura, de diálogo, de desenvolver o senso crítico para saber escolher e viver nestes novos tempo. Obrigado, Rita, por esse texto necessário! [MB]

Trinta mil suicídios por ano: riqueza, tecnologia e vazio na alma

suicidioUma análise do período compreendido entre 1998 e 2010 apontou que mais de 30 mil pessoas se suicidaram no Japão em cada ano desse intervalo, taxa que, aproximadamente, continua se aplicando até o presente. Cerca de 20% dos suicídios se devem a motivos econômicos e 60% a motivos relacionados com a saúde física e a depressão, conforme recente pesquisa do governo. O assunto é abordado pelo bispo [católico] japonês dom Isao Kikuchi em artigo divulgado pela agência AsiaNews. Ele observa que o drama se tornou mais visível a partir de 1998, “quando diversos bancos japoneses se declararam falidos, a economia do país entrou em recessão e o tradicional ‘sistema de emprego definitivo’ começou a colapsar”. Durante os 12 anos seguintes, uma média superior a 30 mil pessoas por ano tirou a própria vida num país rico e avançado. O número, alarmante, é cinco vezes maior que o de mortes provocadas anualmente por acidentes nas rodovias. Rodeados por riquezas materiais de todo tipo, os japoneses têm tido graves dificuldades em encontrar esperança no próprio futuro: perderam esperança para continuar vivendo, avalia o bispo.

Um sinal de mudança, embora pequeno, foi registrado por ocasião do trágico terremoto seguido de tsunami que causou enorme destruição em áreas do Japão no mês de março de 2011: a partir daquele desastre, que despertou grande solidariedade e união no país, o número de suicídios, de modo aparentemente paradoxal, começou a diminuir. Em 2010 tinham sido 31.690. Em 2011, foram 30.651. Em 2012, 27.858. Em 2013, 27.283. A razão da diminuição não é clara, mas estima-se que uma das causas esteja ligada à reflexão sobre o sentido da vida que se percebeu entre os japoneses depois daquela colossal calamidade.

Dom Isao recorda a recente pesquisa do governo que atrela 20% dos suicídios a motivos econômicos, enquanto atribui 60% a fatores de saúde física e depressão. Para o bispo, os estopins do suicídio são complexos demais para se apontar uma causa geral. No entanto, ele considera razoável e verificável afirmar que uma das razões do fenômeno é a falta de sentido espiritual na vida cotidiana dos japoneses.

O prelado observa que a abundância de riquezas materiais e o acesso aos frutos de um desenvolvimento tecnológico extraordinário são insuficientes para levar ao enriquecimento da alma. A sociedade japonesa focou no desenvolvimento material e relegou a espiritualidade e a religiosidade a um plano periférico da vida cotidiana, levando as pessoas a se isolarem e se sentirem vazias, sem significado existencial. E é sabido que o isolamento e o vazio de alma estão entre as principais causas do desespero que, no extremo, leva a dar fim à própria vida. […]

(Aleteia)

Nota: Em 2016, realizei uma série de palestras e pregações em duas cidades da Suíça: Genebra e Zurique. Pense em um país perfeito! A pontualidade é respeitada, não há pedintes nas ruas que, por sinal, são impecavelmente limpas. Crimes são tão raros que, quando ocorrem, surpreendem a todos. A educação pública é nota mil e dinheiro não falta no país, afinal, a Suíça é o banco do mundo. Para completar o quadro, as paisagens são de tirar o fôlego! Um paraíso na Terra? Infelizmente, não é bem assim…

Quando saio em viagens missionárias a outros estados e países, gosto de ficar em casas de amigos e irmãos e de conviver com a população local. Assim a gente fica sabendo de coisas que o turismo não revela. E algo me deixou triste lá: o país é um dos campeões no ranking de suicídios entre jovens. A pergunta é instantânea: Por quê? Eles têm tudo o que nós aqui no Brasil consideraríamos sinônimo de felicidade e bem-estar: saúde, educação, segurança, estabilidade financeira. O que falta, então?

IMG_8803Quando visitei a Universidade de Zurique (onde estudaram famosos como Einstein) e o Museu da Reforma Protestante, em Genebra, pude ter um vislumbre do motivo por que a Suíça apresenta esse contraste. A religião naquele país – como em outros da Europa – hoje é assunto de museu. A Reforma Protestante é uma lembrança de tempos quase esquecidos. As igrejas estão vazias. O povo, secularizado. A visão de mundo evolucionista/materialista faz com que as pessoas se vejam como meros animais racionais guiados por instintos. Mais ou menos o mesmo cenário do Japão e de outros países economicamente desenvolvidos e espiritualmente subdesenvolvidos. Quando falta Deus, falta tudo. Perde-se o sentido de viver.

O Poder da Esperança capa (1)Neste ano a Igreja Adventista do Sétimo Dia em vários países está distribuindo um livro que trata de saúde emocional e da esperança apresentada na Bíblia Sagrada. É tudo o que as pessoas mais precisam – e muitas talvez nem saibam disso. O livro, cujo título é O Poder da Esperança, já foi traduzido para o inglês, espanhol, francês e romeno. A tiragem só no Brasil ultrapassou a marca de 16 milhões de exemplares. Mas é preciso que muitas mãos se disponham a distribuir esse livro que certamente vai ajudar muitas pessoas que enfrentam o drama da depressão, da ansiedade, do estresse e dos vícios, e, inclusive, dos pensamentos suicidas. O Impacto Esperança será daqui a pouco mais de um mês. Participe! [MB]

Está provado: mesmo um drink por dia pode encurtar a vida

alcoolUma nova pesquisa de colaboração internacional descobriu que beber mesmo um único drink por dia pode diminuir sua expectativa de vida. No geral, os cientistas chegaram à conclusão que tomar mais de 100 gramas de álcool por semana, o que equivale a cerca de sete copos de bebida padrão nos Estados Unidos, ou cinco a seis copos de vinho no Reino Unido, aumenta o risco de morte por todas as causas. Um artigo sobre o estudo foi publicado na revista The Lancet. Os pesquisadores estudaram os hábitos de consumo de álcool de quase 600.000 indivíduos que participaram de 83 estudos em 19 países. Dos participantes, cerca de 50% relataram beber mais de 100 gramas de álcool por semana e 8,4% mais do que 350 gramas por semana. Dados sobre idade, sexo, diabetes, tabagismo e outros fatores relacionados a doenças cardiovasculares também foram analisados.

Comparado a beber menos de 100 gramas de álcool por semana, estima-se que beber de 100 a 200 gramas encurte o tempo de vida de uma pessoa com 40 anos em seis meses. Beber de 200 a 350 gramas por semana pode tirar de um a dois anos de sua vida, e beber mais de 350 gramas por semana pode reduzir sua expectativa em quatro a cinco anos. “A principal mensagem desta pesquisa é que, se você já bebe álcool, beber menos pode ajudá-lo a viver mais e reduzir o risco de várias doenças cardiovasculares”, disse a bioestatística Angela Wood, da Universidade de Cambridge (Reino Unido).

Os cientistas também exploraram a ligação entre a quantidade de álcool consumida e o risco de diferentes tipos de doenças. As pessoas que bebiam mais tinham um risco maior de derrame, insuficiência cardíaca, doença hipertensiva fatal e aneurisma aórtico fatal. No entanto, níveis mais elevados de álcool também foram associados a um menor risco de ataque cardíaco, também chamado de infarto do miocárdio. “O consumo de álcool está associado a um risco ligeiramente menor de ataques cardíacos não fatais, mas isso deve ser equilibrado com o maior risco associado de outras doenças cardiovasculares graves – e potencialmente fatais”, colocou em perspectiva Wood.

Os pesquisadores sugerem que o risco variável de diferentes formas de doença cardiovascular pode estar relacionado ao impacto do álcool sobre a pressão sanguínea e outros fatores ligados aos níveis de HDL, o colesterol “bom”. […]

É difícil estimar com precisão os riscos do álcool para a saúde, mas a grande amostra e o método utilizado na nova análise fazem com que suas descobertas sejam confiáveis e aplicáveis aos países ao redor do mundo, concluiu Tim Chico, professor de medicina cardiovascular e consultor de cardiologia da Universidade de Sheffield.

(CNN, via Hypescience)

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Os cuidados que os pais devem ter com jogos virtuais

video-game-kidCrianças e adolescentes estão cada vez mais interessados em jogos virtuais. Diversos desafios aparecem diariamente na internet, aguçando o interesse dos jovens. Recentemente, uma menina de sete anos morreu após participar de um jogo virtual, no qual o objetivo era inalar o máximo possível de desodorante aerossol. A comoção com o caso fez com que os pais ficassem mais atentos aos desafios publicados na web. De acordo com Maria Lucia Marques, especialista em psicologia escolar, psicopedagogia, jogos, educação e professora do curso de Psicologia da Universidade Univeritas/UNG, “os responsáveis devem acompanhar de perto, não apenas os jogos virtuais, mas todas as atividades que estão envolvidas no “mundo virtual”, pois as mensagens subjetivas na construção do universo psicológico transcendem os espaços virtuais para a percepção do que é real e do que deve ser mantido apenas na esfera da imaginação”, comenta. Diante disso, a especialista explica como perceber e agir frente ao problema.

Como perceber que algo está acontecendo? 

Hoje em dia, é muito comum observar os jovens entretidos com seus celulares, tablets, computadores e outras “ferramentas” de tecnologia. Os pais devem acompanhar de maneira mais próxima essas influências; é importante estarem atentos não apenas às “ferramentas”, mas, sim, aos níveis de mudanças de comportamento e atitudes que esses jovens podem apresentar.

De que forma eles podem procurar ajuda? 

A primeira ajuda deve ser dada pelos próprios pais, no sentido de proporcionarem a conscientização sobre o uso e o alcance dessas tecnologias. Caso tenham dificuldades, é importante buscar profissionais que possam contribuir com esse processo, como psicólogos, orientadores pedagógicos das escolas, entre outros.

Limitar o acesso à internet e rastrear sites acessados seria uma alternativa? 

Este tipo de ação mostra-se como uma das ações que os pais podem utilizar, porém, se estabelece mais como uma ação coercitiva de controle do que a real conscientização do próprio usuário. Dependendo da faixa etária, essa é uma conduta que pode trazer alguns resultados, mas para jovens e adolescentes não representa uma alternativa com grande probabilidade de êxito, pois existem meios de “burlarem” esses controles.

Por que cada vez mais os adolescentes estão se envolvendo em jogos perigosos? 

Exatamente pela dificuldade de entenderem o que é o mundo real e o que é o universo tecnológico. Essa distinção é fundamental na concepção e preparação do sujeito para o “mundo adulto”, e estas novas gerações estão tendo cada vez mais dificuldades para discernir essas relações.

Você acredita que os adolescentes estão cada vez mais tomando decisões negativas em razão da pressão de amigos/colegas? 

Os jovens sempre se mostraram muito vulneráveis às influências de seus “amigos/colegas”, pois ainda estão em processo de formação de identidade e é o exercício com este mundo externo que contribui para a formação de seu mundo interno. Dessa forma, existem muitas variáveis que devem ser consideradas antes de falar que eles estão tomando decisões negativas. Acredito que são decisões imaturas e típicas de quem ainda não consegue diferenciar aquilo que chamamos, anteriormente, de mundo real e mundo virtual, pois ainda estão em processo de formação.

Engolidos pela cultura pop

Garotos idiotas de uma geração desnorteada

foolSei que vai parecer papo de velho, mas não posso me calar diante do que tenho visto. Quando eu era adolescente (uns 30 anos atrás), a gente arrotava, falava besteiras e se comportava, às vezes, como verdadeiros idiotas. Nada muito estranho para um adolescente. Infelizmente, até palavrão de vez em quando a gente usava, com os mais variados propósitos. Minha família não era adventista, mal conhecia a Bíblia, mas uma coisa minha mãe me ensinou: “Respeite as meninas, e se falar palavrão aqui em casa levará um tapa na boca.” Bastou. E, de fato, embora fôssemos ogros uns com os outros, quando era com elas a gente mudava de comportamento. Via de regra, tratávamos as meninas com cavalheirismo. Eu jamais diria um palavrão ou arrotaria perto de uma delas. Bastava uma bela representante do sexo feminino se aproximar que muitos ogros se tornavam príncipes na hora. Um verdadeiro milagre de transformação.

Mas o tempo passou. Os costumes mudaram. Os comportamentos deterioraram. Hoje os rapazes (felizmente há raríssimas exceções, ainda) são ogros o tempo todo e em todos os lugares. Falam e escrevem palavrões como se as palavras vulgares fizessem normalmente parte do vocabulário já pobre que eles utilizam. E falam na frente de adultos e de meninas. Esses desnorteados, quando abordam as meninas nas redes sociais, parecem estar conversando com outros meninos, com a única diferença de que só sabem “atacar”, “dar em cima”, falar em “pegar”, “beijar muito”, e por aí vai. Muitas dessas meninas caem nessa conversa tosca e acham que isso é o normal; tão normal que os raros cavalheiros que ainda tentam colocar em prática os conselhos de pais conscienciosos são tratados como tolos.

As meninas colocam em seus perfis nas redes sociais fotos com caras e bocas, sensualizando, como se diz hoje. E os garotos sem noção acabam criando a noção de que todas elas estão “disponíveis”, estão pedindo para ser tratadas como o objeto que apresentam e representam nas fotos. Assim se juntam a fome e a vontade de comer. No fundo, nenhum deles quer exatamente isso – ser vistos e tratados como objeto a ser consumido –, mas o mundo lhes ensinou que deve ser assim. Os Pablos Vitttares e as Anittas lhes ensinaram que tem que ser assim. O funk que eles ouvem lhes ensina que tem que ser assim. Enquanto elas postam fotos com boca de pato e decotes baixos, eles fazem cara de mau, clicam-se narcisisticamente na frente do espelho, sem camisa, fazendo algum sinal com os dedos e com parte da cueca aparecendo. Idiotas.

Resultado? Os rapazes confusos cada vez mais se assemelham a ogros predadores e as meninas com o tempo começam a cansar disso, e partem em busca de carinho, do carinho que está faltando. Algumas delas acabam encontrando isso nos braços de outras meninas igualmente confusas. E os ogros ficam chupando o dedo.

Certa vez, uma cena em um ponto de ônibus me deixou realmente aborrecido. Havia um grupo de rapazes, algumas meninas e uma senhora. Quando o ônibus chegou, os rapazes correram e entraram na frente de todos. Pensei: aí está o resultado de toda a doutrinação feminista, dos novos antivalores, da sociedade que se esqueceu do que é respeito e cavalheirismo. Da geração ogra. Eu jamais faria isso! Aprendi desde cedo a dar preferência aos mais velhos e às mulheres. E não se trata de machismo, não. É só respeito mesmo. Consideração.

A palavra “idiota” tem alguns significados: diz-se da pessoa que carece de inteligência, de discernimento, tolo, estúpido. Vem do grego idiótes, que significa “pessoa leiga”, “sem habilidade”, o sujeito que nada enxerga além dele mesmo, que julga tudo pela sua própria pequenez. Infelizmente, a palavra descreve bem muitos rapazes desta geração – tolos, sem habilidade para ser homens de verdade e para tratar as mulheres como elas devem ser tratadas. Trata-se de uma perversa armadilha circular: eles, em lugar de as proteger (porque isso é coisa do passado, do patriarcalismo), querem consumir. Elas, em busca de atenção, se exibem como mercadoria a ser consumida.

Quando sobram ogros idiotas, as donzelas vão procurar princesas. E todo mundo sai perdendo.

Michelson Borges