Os filhos do quarto: antes eles também morriam, mas hoje é diferente

quartoEstou para escrever desde o dia que me peguei chorando por aquele garoto de 13 anos em São Vicente que, por uma brincadeira, veio a falecer. Não sejamos exageradas para dizer que só agora com o advento da www temos perdido filhos. Eles faleciam também antes disso. Mas antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares; hoje os temos perdido dentro do quarto! Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias, e ao ouvi-los, mesmo à distância, sabíamos o que se passava em suas mentes. Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos. Quero deixar bem claro que não sou contra e nem capetizo tudo isso. Mas, queridos, precisamos ser sinceros: temos perdido o equilíbrio. Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias; as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança. Quanta imaturidade a nossa. Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é…

Alguns, como o garoto de São Vicente, perdem literalmente a vida, mas tantos outros aí, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com os pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de ídolos de YouTube, de modismos passageiros, que em nada contribuem para a formação de crianças seguras e fortes para tomar decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares. Dentro de seus quartos perdemos os filhos, pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar… Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual têm sido influenciados e os pais nem sempre sabem o que seus filhos são.

Você hoje pode ler este texto, amar, marcar os amigos. Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente. Mas como psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço a você um convite e, por favor, aceite! Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do fone de ouvido; convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo dois dias estabelecidos na sua semana à noite (além do sábado e do domingo). E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, “dando trabalho”, e que eles aprendem a viver em família e se sintam pertencentes ao lar, para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal.

(Cassiana Tardivo, Conti Outra)

Por que abandonei os videogames violentos

videogameMinhas primeiras experiências com videogames datam da década de 1980. Já nos tempos do Atari, existiam jogos como Outlaw ou Combat; eram garantia de diversão por horas a fio. Nos anos 1990, entre o segundo grau e a época universitária, era famoso o jogo Castle Wolfenstein. Depois apareceram Doom e Hexen. Como cristão, eu dizia para mim mesmo que jogar esses jogos não passava de um divertimento inocente, sem maiores consequências. Na verdade, racionalizava com pensamentos associados à melhora dos reflexos, ou relaxar matando nazistas e depois monstros. É lógico, para quem conhece esses jogos, tive que começar a racionalizar um pouco mais com alguns videogames que usavam imagens de aparente magia ou monstros, que embora fossem chamados de alienígenas, eram seres muito semelhantes a demônios.

Logicamente que nunca me considerei um aficionado. Perdi muitas levas de jogos FPS, os First Person Shooter, ou jogos de Tiro em Primeira Pessoa. Também já tinha ouvido falar de matérias sobre o efeito dos jogos sobre a violência em crianças e adolescentes. Mas, para ser sincero, em muitos momentos achei até mesmo um exagero. “Sou um adulto normal, com empatia. Nunca pensei em matar ninguém. Isto não me afeta.”

Já casado, chegou um nova série chamada Bioshock. Um primor de jogo com crítica social ao trabalho de Ayn Rand. Mas uma bela desculpa para um jogo de tiro e esquartejamento. Até aí tudo aparentemente bem. Mas tinha um detalhe…

Meu filho Erick, na época com quatro anos, com a curiosidade que é peculiar a uma criança nessa idade, veio me perguntar justamente em um dia em que eu estava com um personagem principal, em um escafandro, com uma broca enorme, esquartejando inimigos que eram como se fossem semi-zumbis. “Papai, o que o senhor está fazendo com esse homem?” “Nada filho” – tentei despistá-lo… mas ao mesmo tempo comecei a sentir um estranhíssimo incômodo em fazer algo que sempre achei muito tranquilo e normal. “O senhor está fazendo um curativo nele?”

Até então, no imaginário do meu filho, ele só via o pai como um agente de saúde e cura. Sangue seria algo para ajudar a tratar ou curar alguém. Tentei ainda uma saída. “Filho, você não quer brincar no seu quarto?”, eu disse quase em um apelo. “O senhor está tirando sangue dele.” “Não, meu filho”, falei em voz baixa e encabulada, e dado por vencido. “Papai está saindo desse jogo aqui.” E assim foi a última vez que joguei um jogo de tiro.

A verdade é que ver a simplicidade das perguntas do meu filho me fez refletir que violência pode ser conteporizada, e até mesmo justificada. Mas a mente de uma criança trabalha de maneira muito direta com estímulos positivos de afeto ou negativos de violência. Ver a reação dele diante daquelas imagens que eu achava banais me fez enxergar o real impacto de tudo aquilo com que eu estava lidando e, principalmente, do exemplo que, como pai, eu tinha diante dele. O estímulo à violência em tenra idade, mesmo de forma lúdica, pode ter consequências para toda a vida.

Uma vida com videogames

Dados de Lenhart et.al., em 2008, e do NPD Group, em 2011, dão conta de que mais de 90% das crianças nos Estados Unidos brincam com algum tipo de videogame. Esse número aumenta para 97% na faixa etária entre 12-17 anos. Trabalho de 2013 (Rideout) dá conta de que uma criança de oito anos usa em média 69 minutos de console portátil, 57 minutos de jogos em computador e 45 minutos de jogos em celulares e tablets. Considerando esses números, fica clara a influência dos videogames na formação psicológica da criança. Logicamente uma das perguntas que surge é: Existe relação entre o surgimento de um comportamento violento na criança/adolescente e a exposição continuada a videogames de conteúdo violento?

A palavra dos especialistas

A American Psychological Association, em diretriz de agosto de 2015, declarou que as pesquisas demonstraram uma ligação “entre o uso violento de videogames e o aumento do comportamento agressivo […] e a diminuição do comportamento pró-social, da empatia e do comprometimento moral”.

Em sua diretriz de julho de 2016 sobre a violência na mídia, a Academia Americana de Pediatria alertou que a mídia violenta é um mau exemplo para as crianças. Os videogames – observou a academia – “não devem usar alvos humanos ou outros alvos vivos ou pontos de premiação para matar, porque isso ensina as crianças a associar prazer e sucesso à sua capacidade de causar dor e sofrimento aos outros”.

No geral, o resumo da academia dos resultados de mais de 400 estudos revelou uma ligação “significativa” entre a exposição à mídia violenta (em geral) e comportamento agressivo, pensamentos agressivos e sentimentos de raiva.

O exemplo da mídia

Temos uma “evolução” de conceitos do inimigo a ser subjugado em jogos ou aniquilado em filmes. Se antigamente o jogador enfrentava inimigos destituídos da forma humana, jogos como Grand Theft Auto, Manhunt, FreeFire ainda glamourizam um comportamento moralmente discutível. Alguns deles, com o intuito de atingir crianças com menor idade, substituem o sangue por rajadas de flores, glamourizando a morte, sem mostrar suas consequências.

Não são somente os games

Temos uma sociedade consumista na qual se descarta com facilidade o ser humano. O exemplo dado por filmes e séries de TV nutre e glamouriza a figura do “anti-herói”, aquela pessoa que antes de mais nada apresenta traços de narcisismo e egoísmo, ou que adota comportamentos moralmente deploráveis como aquele de matar ou ter um comportamento sacrílego ou abertamente do lado oculto (como vemos em séries como Constantine, Sabrina ou Lúcifer).

Somente o exemplo externo?

Temos que admitir que cada vez mais nossa sociedade contribui para os exemplos de disfuncionalidade ao os pais desistirem da educação dos filhos. Quando entregamos nossos filhos para que redes sociais, bandas de rock, séries de TV e videogames sejam os tutores morais de nossas crianças, resultados sombrios podem ocorrer, como aqueles que já têm se espalhado por aí.

Permanece como válido o conselho bíblico: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele!” (Provérbios 22:6).

Everton Padilha Gomes é médico cardiologista e diretor do Estudo Advento

Referências

Lenhart, A., Kahne, J., Middaugh, E., MacGill, A., Evans, C., & Vitak, J. (2008). Teens, videogames and civics.Washington, DC: Pew Internet & American Life Project. http://www.pewinternet.org/files/old-media//Files/Reports/2008/PIP_Teens_Games_and_Civics_Report_FINAL.pdf.pdf.

NPD Group (2011). Kids and gaming, 2011. Port Washington, NY: The NPD Group, Inc.

Rideout, V. (2013). Zero to eight: Children’s media use in America 2013. San Francisco, CA: Common Sense Media.

American Psychological Association Resolution on Violent Games, Agosto 2015, pode ser acessado em https://www.apa.org/about/policy/violent-video-games

AAP Council on Communications and Media. Virtual Violence. Pediatrics. 2016;138(1):e20161298

Como os filmes e videogames estão matando a humanidade das pessoas

freefireO filme começa com uma mulher presa numa rua isolada. Seu veículo teve o pneu furado ao passar sobre arames farpados que estavam na rodovia. O diretor do filme aborda como “seu delito” ao retratá-la como uma mulher má gritando com um homem no telefone, então quando a tragédia ocorre você não sente pena dela. Ela sai do carro e um homem vem de surpresa e corta seu corpo ao meio. A multidão fica chocada e então vibra, uma vez que o filme agora “começa oficialmente”.

Outra cena, outro filme popular. É um apocalipse zumbi. Homens se voltam contra homens e começam a aprisionar uns aos outros. O time de “predadores” agora se alimenta de carne humana. Eles pegam vários homens que são “prisioneiros” e os fazem ajoelhar no chão em frente a uma pia de cerâmica. Então dois homens atrás deles começam a executá-los sem respeito à vida humana ou compaixão. Um bate com um taco de golfe na cabeça, e o outro corta o pescoço e então se dirige à segunda vítima.

O primeiro filme se chama “Pânico na Floresta” (“Wrong Turn”, no original). No Facebook é amado por mais de dois milhões de pessoas. Por todo o mundo foi assistido por mais de dez milhões. O segundo é a popular série “The Walking Dead”, com mais de 31 milhões de fãs no Facebook.

Este é o mundo hoje. Nós pagamos para que pessoas concebam as formas mais assustadoras e doentias de matar outras pessoas para nosso entretenimento. Nós gostamos de ver outras pessoas sofrer na tela. Nós comemoramos e vibramos ao ver sangue. Nós pulamos e lamentamos ao ver agonia e morte – no entanto, oramos por amor, oramos por perdão, oramos para que as coisas melhorem.

Hoje os filmes mais vendidos são de ação e terror. E mesmo nos filmes de ação, se comparados com os de dez anos atrás, vemos que a violência e o derramamento de sangue se intensificaram. Um exemplo prático: no primeiro filme “Rambo” havia muito pouca violência, suas sequências cresceram em violência com o último, “Rambo 4”, tendo uma cena em que o bandido tem seu intestino arrancado para o delírio dos telespectadores.

Que vergonha, hein! Recentemente lemos que a mulher por trás da popular série de TV “Orange is the New Black” se divorciou do marido e está em um relacionamento gay com uma das atrizes da série. O que isso diz a você? Os Estados Unidos, o berço de Hollywood, tem relatos e incidentes de violência com armas em escolas e shopping centers causados pelos próprios estudantes. A cada duas semanas um estudante se enfurece e atira em outros estudantes. Quase todas as cidades norte-americanas legalizaram casamentos gays e estão em processo de legalização da maconha. O que isso realmente diz a você?

As músicas que você ouve, os filmes [e séries] que assiste, [os videogames que joga] estão todos trabalhando para fazer o pequeno amor que você tem pela humanidade se tornar minúsculo e o ódio que você tem pela humanidade crescer pouco a pouco.

Pense nisso. Quão viciado você está em filmes? Quanto você ama a violência em filmes? Isso ajuda você como pessoa a apreciar mais o presente do amor e da vida à humanidade ou menos? Seja qual for o filme que esteja assistindo, você acha que Deus o aprovaria? Ou que Cristo assistiria com você?

A simples verdade é que, no momento em que você aperta o controle remoto, o Espírito de Deus “sai” daquela casa. Cada momento em que você aperta o controle remoto, o diabo vence. Ele vence ao ter um tempo sozinho com você. Um tempo no qual o Espírito de Deus “saiu” e o diabo pode manipular seus pensamentos. E toda vez que isso ocorre, ele constrói um novo caráter em você, um caráter mais forte, um que ama sangue e violência, um que não é paciente nem amável; um que é o oposto do caráter que Deus propôs para você.

(Amredeemed)

Nota: Tudo o que é dito no texto acima sobre filmes e séries também se aplica a outras produções, como os videogames violentos, por exemplo, que podem se tornar um “gatilho” para ações bárbaras praticadas por pessoas já sem estrutura familiar ou com algum distúrbio psíquico, mais ou menos como aconteceu nesta manhã terrível, na cidade de Suzano, SP. Se você tem filhos pequenos, não permita que eles assistam à violência sanguinária em filmes e videogames, caso contrário, a sensibilidade deles diante da vida poderá ser prejudicada. Devemos nos pautar pelo conselho do Salmo 101:3: “Não porei coisa má diante dos meus olhos”, e parar de dar desculpas para nossos prazeres e preferências anticristãos. [MB]

O poder da atração feminina exige responsabilidade

jornalTodo mundo já desconfiava, mas agora existe um estudo comprovando: os homens prestam menos atenção às notícias quando a apresentadora é atraente demais. Eles podem até deixar de zapear pelos canais para assistir ao programa da bonitona, mas não se lembram de quase nada do que ela falou. A rede de TV pode até ficar feliz com os índices de audiência trazidos pela bela apresentadora (ou pelas pernas dela), mas a população masculina deixa de ganhar informação. O estudo, feito por duas pesquisadoras da Universidade de Indiana, diz que a “ênfase na aparência sexy das apresentadoras dificulta a memorização do conteúdo noticioso”. Segundo elas, os mecanismos cognitivos dos homens favorecem o processamento da informação visual em prejuízo da informação verbal. E aí, algum homem se reconhece nessa descrição? Como mulher, posso dizer que já desconfiava de uma certa dificuldade dos homens de manter uma conversa, por exemplo, diante de um belo par de peitos ou coxas. Agora também sei que essa dificuldade se mantém quando a beleza está na TV e o sujeito até acha que está prestando atenção!

Para chegar a essa conclusão óbvia, as pesquisadoras Maria Elizabeth Grabe e Lelia Samson gravaram duas versões do mesmo telejornal com a mesma apresentadora, uma jovem de 24 anos. Na primeira, ela estava vestida de maneira sensual, com um blazer acinturado, uma saia que acentuava suas curvas, colar e batom vermelho. Na segunda, vestia um conjunto de blazer e saia largos e nada de maquiagem ou acessórios. Nas duas versões, a apresentadora foi filmada do meio da coxa para cima e anunciou as mesmas notícias. Então, as pesquisadoras dividiram aleatoriamente 400 voluntários, homens e mulheres, entre as duas versões do telejornal. O público depois teve que responder a quatro questões de múltipla escolha sobre a aparência da apresentadora e dez questões sobre o conteúdo das notícias. Os homens se lembravam menos quando a apresentadora estava vestida de maneira sensual – porque a informação visual tomava o lugar da informação verbal. […]

(Mulher 7×7)

Nota: Outra notícia, publicada no site R7, informa que uma dentista de Munique “anestesia” seus pacientes masculinos exibindo decotes generosos. Ela garante que quanto maior o decote da dentista, menos medo os pacientes sentem. Um dia, ao participar de uma Oktoberfest (a famosa festa de cerveja local), Marie notou que o decotão do vestido Dirndl (roupa tradicional das alemãs) atraía os olhares dos homens presentes. Ela então resolveu vestir suas funcionárias com a roupa típica e, assim, “anestesiar” os pacientes já na recepção. “A visão de decotes deixa os pacientes sedados e distraídos da dor bem mais rápido”, diz a dentista. Essas notícias devem levar os cristãos (especialmente as cristãs) a considerar o poder e a responsabilidade que têm. O poder de atração mútua entre os sexos é criação divina, mas o uso abusivo e indevido desse poder, aplicado sobre todas as pessoas que nos veem, é irresponsável e pode estimular pensamentos impróprios. Jesus disse que o adultério pode ser cometido ainda na mente, quando se alimentam pensamentos lascivos (Mt 5:28). Sabendo disso, temos que cuidar para não facilitar as coisas para os adúlteros e adúlteras de plantão. [MB]

Leia também: “Homens veem mulheres sensualizadas como objeto”“Ver biquíni faz homens gastarem dinheiro à toa” e “A Batalha de Toda Mulher”

Pular carnaval é como ir para a guerra

carnavalNos últimos dias recebi tantos releases de agências de notícias chamando atenção para os perigos relacionados ao Carnaval que me veio à mente o clima de guerra, mas, nesse caso, por um motivo bem banal e carnal, evidentemente. Ninguém está indo para as ruas e os salões para defender seu país ou uma causa; está indo unicamente para se divertir – e de uma forma bem perigosa, pelo que li nos releases. Veja algumas dicas dos especialistas (todas extraídas desses e-mails) e me diga se estou errado:

Nos dias de folia, as mulheres devem levar na bolsa um kit básico com camisinhas, lenços de papel, lenços umedecidos e álcool em gel a fim de evitar doenças e infecções

Mulheres, redobrem os cuidados nos dias de folia, principalmente em razão da vida sexual mais ativa e da necessidade, muitas vezes, de uso de banheiros públicos, além do calor típico desta época do ano. Tudo isso junto é uma bomba relógio. Como é quase impossível saber, com certeza, se o crush de carnaval pode te passar o vírus da aids ou outra DST; ou se naquele dia “x” você pode engravidar, a prevenção é essencial.

Se a pessoa – homem ou mulher – foi infectada antes desse encontro no Carnaval, você não tem como saber e talvez nem ele mesmo saiba que tem uma doença venérea. Então, não dá para abrir mão da prevenção. Além disso, existe o risco de uma gravidez indesejada. Os métodos mais comuns de prevenção são a camisinha e as pílulas anticoncepcionais. Mas vale ressaltar que o anticoncepcional não previne as DSTs [e mais: o HPV pode ser pego mesmo com camisinha. Sabia?].

A diversão do momento, embalada por festas, maior oportunidade de relacionamentos e uso de bebidas alcoólicas, faz com que homens e mulheres sejam menos cuidadosos durante as relações sexuais e, consequentemente, aumentem a disseminação de doenças e infecções sexualmente transmissíveis (IST).

A aids é uma das doenças que mais assusta, porém, outras DSTs também podem causar sérios danos à saúde, principalmente por serem assintomáticas e receberem diagnósticos tardios.

Causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, a clamídia é a DST mais comum no mundo. Corrimento amarelado e espesso, dor abdominal e queimação ao urinar são alguns dos sinais. No entanto, a doença é assintomática para cerca de 80% das mulheres. O risco está na grande probabilidade de propagação e na possibilidade de parto prematuro, complicações e até morte do bebê durante a gestação.

Já a sífilis apresenta três estágios, com agravamento do risco conforme evolução. No início, costuma apresentar lesões como caroços rosados que geralmente desaparecem em algumas semanas. A infecção, no entanto, permanece latente e pode voltar a se manifestar e agravar a qualquer momento.

O herpes genital pode se tornar uma herança para a vida toda: não tem cura, apenas tratamento para as crises, geralmente desencadeadas por diminuição da imunidade ou estresse.

Também da família herpes e catapora, o citomegalovírus (CMV) é um vírus que pode ser contraído por meio da relação sexual. A doença apresenta grandes riscos para o feto cuja mãe foi infectada na gravidez, pacientes imunossuprimidos e transplantados.

A hepatite B também é uma DST porque o vírus está presente no sangue e no esperma. Afeta principalmente o fígado e os sintomas podem demorar até seis meses para aparecer.

O perigo também pode estar num simples beijo. O contato direto com saliva contaminada pode transmitir o vírus Epstein-Barr (EBV) e causar a mononucleose, também conhecida como a doença do beijo. Ela causa mal-estar, febre, dores de cabeça e garganta, ínguas e hepatite leve. Em pacientes imunossuprimidos ou transplantados, pode gerar graves complicações. Depois de curada, essa pessoa pode transmitir a bactéria por até seis meses. O beijo também pode causar doenças como sapinho e candidíase bucal (fissura no lábio), ocasionada pela Candida albicans.

A falta de higiene íntima, tanto para o homem quanto para mulher, pode acarretar inflamações e irritações na área genital, que vão desde coceiras até infecções graves por fungos e bactérias. Em casos ainda mais críticos, pode ocasionar o câncer de pênis. Segundo dados do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, todos os anos cerca de 1.600 homens precisam amputá-lo parcial ou totalmente no Brasil por causa do câncer no membro.

Aids e as demais doenças sexualmente transmissíveis, como HPV, herpes genital, gonorreia, hepatite B e C e, sobretudo, sífilis, vêm apresentando aumento no número de ocorrências no Brasil, acompanhando uma tendência mundial.

No Carnaval é tanto som alto que é preciso ter cuidado com os ouvidos. O barulho em excesso nos blocos e trios elétricos pode prejudicar a audição, não só dos foliões, mas também dos músicos e percussionistas. Qualquer pessoa que permanecer próxima a sons muito altos está sujeita a sofrer um dano auditivo, que pode ser temporário ou permanente.

Para se ter uma ideia, quem fica a 50 metros de um trio elétrico está exposto a um ruído de 96 decibéis, e quem fica logo atrás do trio enfrenta um barulho ainda maior, que pode chegar a 120 decibéis, intensidade próxima a de uma turbina de avião. Os integrantes da bateria de uma escola de samba não têm noção, mas também estão às voltas com ruídos de até 110 decibéis; lembrando que o ouvido humano suporta bem sons de até 85 decibéis.

Além de todos esses perigos, há também os riscos de se dirigir nessa época, por causa dos motoristas irresponsáveis que consomem álcool e depois vão dirigir. Portanto, cuidado redobrado!

Eu não participo das festividades de Carnaval por motivos religiosos e morais, obviamente. Mas, mesmo que não fosse por isso, considerando todos os riscos envolvidos, ainda seria sábio ficar longe dessa pausa imoral em nosso calendário, quando as obscenidades e a baixaria são liberadas. O sexo criado por Deus e que deve ser praticado com a pessoa certa e no contexto certo (matrimonial) não tem contraindicações e é saudável. A diversão/recreação orientada pelos princípios bíblicos não tem contraindicações e é saudável. Por isso, em lugar de “cair na folia”, de ir para essa guerra e ser atingido por uma bala perdida, prefiro pegar minha família e ir para um retiro espiritual, alimentar-me espiritualmente e me divertir de forma pura. [MB]

Beijar várias bocas no carnaval pode trazer doenças

beijoO beijo na boca pode transmitir desde uma simples gripe ou resfriado, até doenças mais graves como hepatite B e tuberculose. O alerta para o período do carnaval, época em que as pessoas beijam vários parceiros desconhecidos, é do clínico geral e professor do departamento de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bernardino Geraldo Alves Souto. “Se estiver com sangramento, o risco aumenta ainda mais”, afirmou. Segundo Souto, as doenças podem ser transmitidas pela cavidade oral ou nasal. “As viroses respiratórias podem ser transmitidas pelo beijo na boca. Gripe, meningite, tuberculose, herpes são muito frequentes e também a mononucleose, uma doença que começa com febre, ínguas pelo corpo, e pode evoluir para hepatite ou inflamação no baço”, explicou o professor.

O ambiente escuro e úmido é propício para o desenvolvimento de várias bactérias. De acordo com o cirurgião dentista Silvio Segnini, só na boca há mil bactérias diferentes. “Sem contar as que são desconhecidas. E o mau hálito pode ser um indicativo dessas bactérias ou de alguma afecção na garganta”, falou Segnini. A má conservação dentária é outro fator que amplia a probabilidade de transmissão.

Entretanto, observar o aspecto da pessoa a ser beijada nem sempre é suficiente para evitar o risco. “Isso porque algumas doenças podem ser transmitidas mesmo se não estiverem na fase aguda. Claro que se for na fase aguda, a transmissibilidade é maior, mas, por exemplo, se o vírus da gripe estiver na pessoa um dia antes do beijo, ela não vai ter sintoma e pode transmiti-lo”, afirmou.

Assim também é com o herpes e com a mononucleose, conhecida popularmente como doença do beijo. “A pessoa que transmite essas doenças pode não estar com sintoma naquele momento. A mononucleose pode levar de uma semana a seis meses para ser curada, a resposta ao tratamento é variável”, disse Souto.

Para o professor da UFSCar, o ideal é evitar locais fechados. “Se a aglomeração tiver que acontecer, é bom que seja em lugares ventilados, porque quanto mais fechado o local,  maior é o risco de transmissão de doenças”, orientou Souto.

Outra atitude que pode ajudar a evitar a transmissão de doenças é fugir dos excessos. “Beijar qualquer um o tempo todo facilita a transmissão, há que se evitar o excesso”, recomendou. “Aliás, qualquer tipo dele, inclusive o de bebida, até porque o fator agravante do carnaval é que com muita bebida ou droga a pessoa perde a capacidade de administrar o próprio comportamento e extrapola, então isso deve ser evitado”, completou o professor.

Entre as doenças que podem ser transmitidas pelo beijo na boca estão gripe, resfriado, faringite, amigdalite, hepatite B, mononucleose, herpes labial, tuberculose e meningite.

(G1 Notícias)

Nota: Melhor mesmo é ir acampar com a família e beijar muito seu cônjuge. [MB]

Leia também: “Sexo, a verdade nua e crua”“Beijar o mesmo homem protege contra doença”“Curiosidades sobre o beijo”

Quando o futebol vira religião

corinthians.jpg

Exercício físico e esportes são bons hábitos e ninguém nega isso. Mas, quando se tornam uma obsessão (como outras coisa mais), o problema se instala. Há quem frequente academias apenas para postar selfies do corpo bombado, ficando a saúde física e o bem-estar emocional em segundo ou terceiro planos, em detrimento da vaidade. Há também aqueles que vivem para o futebol, por exemplo. Não apenas jogam por diversão ou acompanham um time como forma de entretenimento. Não. Para esses, o tema futebol absorve a maior parte do tempo e das atenções. Vivem falando sobre isso. Fazem do esporte uma verdadeira religião. Sabedores disso, os dirigentes do Corinthians resolveram escancarar o que já se sabia… Veja só a notícia veiculada no site do SportTV:

“O Corinthians lançou na noite desta segunda-feira, no programa ‘Bem, Amigos’, do SporTV, sua nova campanha de marketing, batizada de ‘Corinthianismo – Fiel até o fim’. Com a ação, o Corinthians pretende reforçar e resgatar alguns de seus valores, como o lado sofredor da torcida, que encara o clube como uma religião. […] Além do vídeo, ‘Corinthianismo – Fiel até o fim’ conta com dez mandamentos cravados em pedra instalada na Arena Corinthians, santinhos entregues à torcida, terço próprio e ações nas redes sociais. O Timão também lançará um site com uma vela que o torcedor pode acender para mandar energia positiva ao clube, um confessionário digital, no qual o fiel pode revelar o que já fez pelo Timão em texto, áudio ou vídeo, e um livro com a doutrina e história do corinthianismo (com milagres, peregrinações e cânticos).”

Veja o vídeo e constate a blasfêmia:

Vou deixar claro: não gosto de futebol. Quando muito, assisto às partidas da Seleção Brasileira em final de Copa do Mundo. Creio que esse desinteresse venha lá da infância. Meu pai foi jogador profissional. Jogou no Figueirense de Florianópolis e em outros times. Mesmo com mais de 70 anos, ainda joga com amigos e é considerado craque. O filho não. É um verdadeiro perna-de-pau. Mas reconheço que o futebol, como brincadeira, tem lá suas vantagens, tanto que muita gente acha que meu pai tem menos de 60. Acontece que minha mãe, minhas irmãs e eu sempre vimos a bola como uma concorrente, disputando conosco a atenção e o tempo do marido/pai. Será que reside nisso minha desmotivação pelo esporte que caracteriza meu país? Os psicólogos que me expliquem…

Bem, o que me levou a essas reflexões anos atrás (revividas agora pelo Corinthianismo) foi a reportagem que eu havia ouvido na rádio Band News, quando retornava de Florianópolis para Tatuí. Passando por Curitiba, sintonizei a emissora e ouvi o jogador Roberto Carlos dando entrevista sobre sua então recente contratação pelo Corinthians. O discurso foi o mesmo de sempre: promessas de amor eterno à camisa, etc., etc. Então, um dos dirigentes do time soltou a pérola: “Agora Roberto Carlos vai vestir o manto sagrado branco e preto.” Manto sagrado?! É essa devoção que me tira do sério e não o meu “trauma de infância”. Pode acreditar.

Fico triste quando ouço jovens cristãos falando com empolgação das conquistas do time para o qual torcem, mas sem entusiasmo pela missão da igreja. Podem mencionar a escalação completa da equipe esportiva, inclusive de anos passados, mas mal sabem o nome dos doze apóstolos. Gastam somas consideráveis em dinheiro na compra de camisetas oficiais e outros souvenires, mas relutam em dar ofertas. Parece que se esqueceram do que significa ser cristão; que cremos numa verdade capaz de abalar o mundo – afinal, nosso Mestre é Deus que Se fez homem, morreu numa cruz para nos salvar e prometeu voltar!

É como diz o texto de C. S. Lewis, que li no Devocionário de Bolso Um Ano Com C. S. Lewis, da Editora Ultimato, página 11: “Acreditar em um ‘Deus impessoal’ – tudo bem. Em um Deus subjetivo, fonte de toda a beleza, verdade e bondade, que vive na mente das pessoas – melhor ainda. Em alguma energia gerada pela interação entre as pessoas, em algum poder avassalador que podemos deixar fluir – o ideal. Mas sentir o próprio Deus, vivo, puxando do outro lado da corda, aproximando-se em uma velocidade infinita, o caçador, rei, marido – é outra coisa.”

Se os cristãos mantivessem comunhão com esse Deus real, que fala, guia, ilumina e ama, não teriam mais tempo nem disposição para se envolver com futilidades e, pior, idolatrias. Enquanto a Verdade liberta (João 8:32), o vício (de qualquer espécie) escraviza.

Marx dizia que a religião é o ópio do povo. Discordo, pois a verdadeira religião tem a capacidade de libertar. Mas que há muitos opiáceos disfarçados por aí, isso há. E o “futebolópio” pode muito bem ser um desses. E olha que narcotiza multidões!

O manto sagrado é a justiça que Cristo quer colocar sobre nós, não a alienação promovida por um esporte que poderia ser saudável, se não tivesse sido transformado em pão, circo e culto religioso.

Michelson Borges

Leia também: “Para CBF, futebol serve à ‘desinformação do povo’” e “Diga não ao futebol, sim à família”