Quanto pesavam os gigantes Adão e Eva?

adam eveA Bíblia fala das condições de vida edênica e antediluviana. Podemos imaginar um mundo com abundante vegetação e vida exuberante. As pessoas eram muito mais fortes e longevas. Dotadas de grande inteligência, eram capazes de empreendimentos impressionantes (como a arca de Noé, por exemplo, e, depois, construções como as pirâmides). Quanto à estatura delas, podemos deduzir algumas coisas com base em alguns textos que se referem aos gigantes (tratamos disso aqui e aqui). Por exemplo, Deuteronômio 3:11 fala de Ogue, o último rei dos gigantes refains. O sarcófago dele, feito de ferro, tinha quatro metros de comprimento! No parágrafo a seguir, Ellen White fornece mais detalhes sobre a altura dos primeiros “gigantes” da Terra, Adão e Eva:

“Ao sair Adão das mãos do Criador, era de nobre estatura e perfeita simetria. Tinha mais de duas vezes o tamanho dos homens que hoje vivem sobre a Terra, e era bem proporcionado. Suas formas eram perfeitas e cheias de beleza. Sua cútis não era branca ou pálida, mas rosada, reluzindo com a rica coloração da saúde. Eva não era tão alta quanto Adão. Sua cabeça alcançava pouco acima dos seus ombros. Ela, também, era nobre, perfeita em simetria e cheia de beleza. Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais. Estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, tal como a usam os anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, essa veste de luz continuou a envolvê-los” (Ellen G. White, História da Redenção, p. 21).

Se Adão tinha “mais de duas vezes o tamanho dos homens que hoje vivem sobre a Terra”, podemos imaginar que tivesse entre quatro e cinco metros. Para facilitar, vamos ficar com quatro metros (o tamanho do sarcófago de Ogue). Pedi ajuda ao meu amigo físico Eduardo Lütz para, como base nessa medida, calcular qual teria sido o provável peso de Adão e sua esposa, Eva. Acompanhe: [continue lendo]

Por que abandonei o darwinismo

micAbandonei a ideia da macroevolução e o naturalismo filosófico quando estudava no curso técnico de química, nos anos 1990, em Criciúma, SC, minha cidade natal. Sempre fui amante da ciência. Era leitor voraz de autores como Carl Sagan, Stephen Hawking, Isaac Asimov e outros. Por isso mesmo, sempre fui naturalmente cético. Quando soube que o darwinismo tinha graves insuficiências epistêmicas, fiquei surpreso e passei a estudar o assunto mais a fundo. Resolvi colocar em prática meu ceticismo até as últimas consequências.

Deparei-me com o argumento da complexidade irredutível, de Michael Behe, e com a tremenda dificuldade que o darwinismo tem em explicar a origem da informação complexa e específica. De onde surgiu a informação genética necessária para fazer funcionar a primeira célula? De onde proveio o acréscimo de informação necessária para dar origem a novos planos corporais e às melhorias biológicas? O passo seguinte foi buscar um modelo que me fornecesse respostas ao enigma do código sem o codificador, do design sem o designer, da informação sem a fonte informante.

Fiquei aturdido com a complexidade física do Universo e com a complexidade integrada da vida. Ao constatar uma vez mais que, para existir, a realidade depende de leis e constantes finamente ajustadas. Nessas pesquisas, descobri que o criacionismo é a cosmovisão que associa coerentemente conhecimento científico e conhecimento bíblico.

Então passei a estudar mais detidamente a Bíblia Sagrada, que me diziam ser a Palavra de Deus. Fiquei igualmente surpreso ao constatar que a arqueologia comprova a veracidade histórica desse livro milenar, e que as profecias detalhadamente cumpridas são outra evidência de sua origem singular. Só que essa leitura, esse estudo fez mais por mim do que apenas fornecer informações. À medida que eu estudava o Livro Sagrado, alguma coisa estava mudando em mim, em meu coração, em minha mente…

Nesse estudo, nessa busca, me descobri em boa companhia ao saber que grandes cientistas como Galileu, Copérnico, Newton, Pascal, Pasteur e outros não viam contradição significativa entre a ciência experimental e a teologia judaico-cristã. Usei meu ceticismo, fui atrás das evidências – levassem aonde levassem – e me surpreendi com uma interpretação simples e não anticientífica para as origens. Resultado? Tornei-me criacionista.

Minha busca não termina aqui. A fonte de conhecimento que se abriu diante de meus olhos é eterna como eterno é meu Criador. Encontrá-Lo foi a maior descoberta da minha vida!

Às vezes, é preciso duvidar para crer. Mas vale a pena.

Michelson Borges é jornalista (UFSC), especialista em Teologia (Unasp) e pós-graduando em Biologia Molecular (Cândido Mendes).

Estadão tenta “lacrar” requentando velhos argumentos anticriacionistas

Darwin1Com o título infame “Fósseis transicionais, evolução biológica e a infâmia do criacionismo”, o jornal O Estado de S. Paulo publicou na editoria de ciência uma matéria que tenta associar os movimentos tectônicos (para os quais há muitas evidências, como os terremotos) com a teoria da evolução, na qual ainda hoje há muitas lacunas, especialmente quando o assunto é a macroevolução. Trata-se de argumentos requentados e reapresentados com o intuito de reforçar o discurso evolucionista e acuar os criacionistas. Para que o discurso se mantenha, é preciso que de quando em quando uma matéria “lacradora” seja publicada em algum jornal ou alguma revista de divulgação popular, de preferência com um título bombástico tipo “a infâmia do criacionismo”. Já que a maioria absoluta das pessoas lê apenas os títulos das matérias, o propósito se cumpre, pois elas seguem para o dia a dia pensando que mais uma vez o criacionismo foi encurralado.

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Design Inteligente e sua relação com o criacionismo

Amalgamação e dinossauros

DeltadromeusEu estava palestrando sobre o dilúvio em uma igreja do litoral de Santa Catarina, quando, no meio de minha arguição, houve um intervalo musical e me dirigi por alguns minutos até o bebedouro. Enquanto enchia o copo descartável, fui interrompido por um menino de aproximadamente seis anos de idade. Ele estava triste e perguntei se poderia ajudar em algo. Foi então que ele me relatou o real problema. Disse-se que seu pai não acreditava em dinossauros e que, na opinião dele, eles nem tinham sido criados por Deus. O garoto perguntou se eu iria falar de dinossauros na palestra. Bem, a palestra era sobre o dilúvio, e naquele momento decidi mudar alguns slides para pincelar sobre o assunto que incomodava tanto a criança.

Três descobertas que desafiam a teoria da evolução

DesafioO programa “História da Vida”, preparado especialmente para professores que desejam oferecer aos alunos um ensino crítico e abrangente a respeito das origens, apresenta nesta edição três descobertas que desafiam a teoria da evolução: (1) a função do apêndice, antes tido como “órgão vestigial”, (2) resquícios de sangue encontrados em fóssil de dinossauro datado em supostos milhões de anos, e (3) melanina descoberta em restos fósseis de cefalópodes datados em supostos 160 milhões de anos. Apresentado pelos jornalistas Michelson Borges e Ágatha lemos, o programa “História da Vida” é produzido pela Casa Publicadora Brasileira em parceria com o Departamento de Educação da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. 

Físico brasileiro Marcelo Gleiser ganha o Prêmio Templeton 2019

marcelogleiserO físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser é o contemplado do Prêmio Templeton 2019, anunciou a fundação responsável pela premiação nesta terça-feira (19). Ele é o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio, criado em 1972, e vai receber 1,1 milhão de libras esterlinas, o equivalente a R$ 5,5 milhões. A cerimônia de premiação será em 29 de maio, em Nova York. Gleiser tem 60 anos e vive atualmente nos Estados Unidos, onde ensina física e astronomia no Dartmouth College, em Hanover, New Hampshire. Ele já teve mais de cem artigos revisados e publicados até o momento e pesquisas sobre o comportamento de campos quânticos e partículas elementares e a formação inicial do Universo, a dinâmica das transições de fase, a astrobiologia e as novas medidas fundamentais de entropia e complexidade baseadas em teoria da informação. Ateu, seu trabalho se destaca por demonstrar que ciência e religião não são inimigas.

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