Por que só falo em volta de Jesus e criacionismo?

Se você encontrar um adventista que não fala em volta de Jesus, criacionismo e na benção de guardar o sábado, desconfie dessa pessoa.

Jesus criação

Recentemente recebi um e-mail em que a pessoa me perguntava por que só falo em volta de Jesus e criacionismo. Quem lê o que escrevo em meus blogs e assiste aos vídeos que posto em meu canal sabe que falo sobre muitos outros assuntos, além da segunda vinda de Cristo, de profecias e criacionismo. Mas devo admitir que esses dois temas atraem minha atenção de modo especial há mais de vinte anos, desde que entreguei minha vida a Jesus, meu Criador e Salvador, e me tornei adventista do sétimo dia. Aliás, se você prestou atenção, o nome da “minha” igreja já expressa resumidamente aquilo em que creio e reflete exatamente meus temas prediletos.

Sou adventista porque creio no advento de Cristo. Sou adventista porque amo a Jesus e tudo o que mais quero é morar com Ele para sempre em um mundo onde não mais haverá sofrimento, injustiças, dor nem morte. Sou adventista do sétimo dia porque guardo o sábado como o memorial da criação realizada por Deus em seis dias literais de 24 horas cada, há cerca de seis mil anos. Portanto, sou criacionista e reconheço a Deus como meu Criador, como o Criador do universo, da vida, do ser humano e das leis que regem tudo isso. E entendo que viver de acordo com essas leis é simplesmente viver como uma criatura deve viver.

Como adventista do sétimo dia compreendo que as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12 constituem uma advertência muito importante, especialmente para estes dias. O âmago dessas mensagens é a justificação pela fé, nossa dependência absoluta de Deus, especialmente no que diz respeito à salvação. Dependemos do Deus Criador do universo e da vida. Portanto, a mensagem dos três anjos é eminentemente criacionista. Mas é também restauradora, uma vez que envolve a reforma do nosso estilo de vida e nos convida a uma relação séria com Jesus e com a verdade expressa na Bíblia Sagrada. Como adventista quero me afastar cada vez mais de Babilônia e me aproximar cada vez mais do reino de Deus, da Jerusalém celestial.  

O logotipo da igreja que eu abracei resume graficamente tudo isso. O centro da nossa fé e da nossa esperança é a cruz de Cristo, ou seja, aquilo que Ele fez por nós quando entregou a vida pela nossa salvação. A base da nossa crença é a Bíblia, nossa única regra de fé e prática. O Espírito Santo está representado pela chama tripla que circunda um globo subentendido, o que mostra que sabemos que somente pela capacitação que vem do Alto, pelo poder do Deus triúno é que conseguiremos cumprir a missão de advertir um planeta perdido.

Não falo somente de volta de Jesus, profecias e criacionismo, mas admito que sou apaixonado por esses assuntos, porque no âmago deles está a pessoa que mais amo: meu Criador, meu Senhor e meu Salvador Jesus Cristo.

Se você encontrar um adventista que não fala em volta de Jesus, criacionismo e na benção de guardar o sábado, desconfie dessa pessoa.

Michelson Borges 

Programa Vejam Só entrevista Michelson Borges: criacionismo

Faça uma doação para o Museu Virtual da SCB e abata do seu Imposto de Renda

museu

Aproveitamos para pedir sua colaboração e divulgação de nosso projeto do Museu, ainda neste ano, para poder abater sua doação em 2022 no Imposto de Renda. O projeto para desenvolvimento do Museu Virtual de História Natural da Sociedade Criacionista Brasileira foi aprovado pela Secretaria Especial da Cultura, no âmbito da Lei Rouanet. Pessoas físicas e jurídicas podem fazer doações e abater 100% no Imposto de Renda. Os procedimentos são relativamente simples.

Para mais informações, clique aqui ou entre em contato com a Kesia, no fone (61) 98100-8846.

O Museu estará operando na internet, em site mantido pela SCB, aberto à visitação 24 horas por dia, possibilitando acesso a interessados em todo o mundo. Terá um rico acervo, com grande relevância cultural e científica.

Participe fazendo sua doação e divulgando o projeto!

Agradecemos antecipadamente sua doação e apoio.

ORIGENS: Deus criou o Universo?

ORIGENS: a Bíblia e a ciência

Decepcionado com William Lane Craig

Aos poucos, os adventistas do sétimo dia vão ficando mais e mais isolados como grupo religioso que sustenta a historicidade/factualidade do relato da criação em Gênesis.

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Há muito tempo aprecio o ministério apologético de William Lane Craig. Quando soube, entretanto, que ele estava pesquisando o Adão “histórico” – isto é, o Adão real em contraste (supostamente) com o Adão “literário” como ele aparece nas Escrituras – fiquei preocupado. Eu tinha boas razões para estar. Referindo-se a muitas disciplinas díspares – do Pseudo-Philo à Paleoneurologia, do Enuma Elish ao gene ARHGAP11B, da globularização craniana a 1 Enoch –, Dr. Craig afirma ter descoberto o Adão “histórico”. “Adão e Eva”, escreve ele em seu novo livro In Quest of the Historical Adam (2021, Eerdmans), “podem ser plausivelmente identificados como pertencentes ao último ancestral comum do Homo sapiens e dos neandertais, geralmente denominado Homo heidelbergensis”.[1] Esse casal existiu, escreve ele, há centenas de milhares de anos.

Mas e quanto a Adão e Eva de Gênesis 1-3, ou do Novo Testamento, especialmente Romanos e 1 Coríntios? E quanto à criação em seis dias, ou Deus criando Adão do pó, ou a queda no Éden, ou o dilúvio, ou a Torre de Babel? Essas são, ele escreve, “mitologias”,[2] belas histórias que retratam verdades espirituais e teológicas, mas não são eventos reais e, em muitos casos, são “palpavelmente falsas”.[3]

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Minha participação no podcast Roda Bíblica

Varinha de condão – parte 1

Qual o inconveniente em supor que os corpos dos primeiros seres humanos tenham procedido de antropoides evoluídos, se a Deus Lhe aprouvesse criar assim?

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Durante boa parte da minha vida fui um sincero adepto da Teologia Alegórica (TA), que tem em Agostinho de Hipona (354-430) um de seus principais expoentes. De forma bem resumida, a TA interpreta as Escrituras buscando supostamente ir além do que o texto afirma. Um claro exemplo está relacionado ao relato da criação em Gênesis. Nunca me causou estranheza a visão de que Adão e Eva não seriam necessariamente a personificação literal dos primeiros homem/mulher criados por Deus, mas apenas uma alegoria poética do autor inspirado a fim de identificar o surgimento da humanidade em algum momento da história. Naturalmente, todo o restante das Escrituras, nessa visão, torna-se condicionado ao contexto de Gênesis, especialmente em seus primeiros capítulos.

Se Adão e Eva não são literais, logo, os dias da criação também não o são, assim como o descanso do sétimo dia. Nessa mesma linha de pensamento, relatos como o conflito Davi/Golias, a rebeldia de Jonas e até mesmo as descrições escatológicas são vistas como alegorias, dos termos gregos allos (outro) e agoreyo (falar), literalmente “dizer uma coisa que significa outra”. Resumindo, metáforas que visam a responder às inquietações e aos desafios da vida. Certamente você já ouviu pregadores bradando a plenos pulmões: “Deus também irá derrubar os gigantes que te afligem!” Ou: “Cristo irá te fazer caminhar por sobre as águas tempestuosas da vida.” Qual o problema disso? A princípio, nenhum.

Como ferramenta, por vezes a analogia é um recurso válido no sentido de levar a audiência a uma experiência mais pessoal com Jesus. Mas o grande equívoco ocorre quando esse tipo de visão é estabelecido como um método de interpretação bíblica. Muitas vezes, na ânsia de encontrar “espiritualidade” em cada versículo ou verso, o contexto histórico é perdido de vista e mutilado, além de desviar a intenção original do autor e relativizar a exegese. Um dos princípios básicos de uma boa interpretação é o entendimento literal do texto em questão, exceto onde o simbolismo é evidente.

Enfim, depois de tudo isso, retorno ao relato da criação e deixo bem claro: até aquele momento eu era um evolucionista teísta convicto. Nunca me pareceu incoerente a ideia de um Deus que em Sua soberania fez uso de um processo evolutivo ou lançou mão de uma massa informe de matéria como matéria-prima construtiva. Nela, pensava eu, Ele imprimira potencialidades naturais que então se desenvolveriam ao longo de bilhões de anos.

Qual o inconveniente em supor que os corpos dos primeiros seres humanos tenham procedido de antropoides evoluídos, se a Deus Lhe aprouvesse criar assim?

Toda teoria precisa em algum ponto do percurso ser questionada a fim de firmemente ser estabelecida ou descartada. Nesse caso, especificamente, as Escrituras teriam de cumprir seu papel, e é a partir daqui que meus supostos alicerces começaram a desmoronar…

(Matheus Amaral é formado em Logística e licenciado em Filosofia)

Primeiro episódio de “Gênesis” expõe “teoria do intervalo”

Que tal aproveitar o momento para abrir e estudar sua Bíblia a fim de conhecer a história verdadeira e original?

genesis

Se levar as pessoas a conferir na própria Bíblia aquilo que está sendo exibido na tela, a novela “Gênesis”, da TV Record, terá produzido um efeito colateral positivo. Mas, como a maioria das pessoas não fará isso, infelizmente, em muitas mentes ficará a impressão de que Adão era um troglodita machista agressor e de que os dinossauros teriam sido extintos pela queda de Lúcifer e seus anjos rebeldes, ideia conhecida como “teoria do intervalo”, “teoria do caos e restauração” ou mesmo “teoria do Éden luciferiano”. Obviamente, uma interpretação muito equivocada do relato de Gênesis.

Segundo Moisés (autor inspirado dos cinco primeiros livros da Bíblia), antes de ser preparada para abrigar vida (terraformada), a Terra era sem forma e vazia. Quando Deus pronunciou as palavras “haja luz”, teve início a semana da criação, com seis dias literais e ininterruptos de 24 horas cada (veja o vídeo abaixo). No sexto dia foram criados os animais terrestres e o primeiro casal humano. Portanto, os dinossauros foram criados nesse dia e não muito tempo antes, numa tentativa de acomodar o relato bíblico com a visão evolucionista.

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A intolerância e a censura nos campi universitários

censuraEm 2013, ativistas ateus na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiram convencer a reitoria a cancelar um evento intitulado “1° Fórum de Filosofia e Ciência das Origens”. Os doutores Rodrigo Silva, Marcos Eberlin e eu falaríamos, respectivamente, sobre arqueologia, química e mídia. Na época, escrevi a seguinte nota de esclarecimento em meu blog www.criacionismo.com.br: “Claramente conscientes de que a Unicamp se trata de uma instituição secular, nós, os palestrantes daquele que seria o 1º Fórum de Filosofia e Ciência das Origens, tínhamos a convicção de que deveríamos, cada um em sua respectiva palestra e área, tratar do tema sob uma perspectiva científico-filosófica. Nenhum de nós iria ao campus falar de religião, Bíblia nem mesmo criacionismo. Não somos pensadores mal-intencionados em busca de prosélitos. Todos nós – assim como penso que ocorre com muitos na academia – amamos a ciência e procuramos seguir as evidências, levem aonde levar. Não estamos engajados numa cruzada contra a ciência. Essa é a visão de uma oposição que vive à luz da falácia do espantalho, tenta nos desacreditar, nos ‘deformar’ e estereotipar sob a pecha de ‘fundamentalistas’, e, assim, impedir o livre debate de ideias num ambiente que deveria ser, acima de qualquer outro, local exatamente próprio para isso. Foi com profunda decepção que recebi a notícia do cancelamento do fórum, sem um motivo real que justificasse tal medida.”

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