Fundador da SCB completa 90 anos

RuyO Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira nasceu em 1930, é natural de São Carlos, SP, e é engenheiro mecânico e eletricista, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Dedicou-se à carreira docente, lecionando Mecânica dos Fluidos, de 1954 a 1956, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Em julho de 1956, foi lecionar Física Técnica (nome italiano dado à cadeira de Mecânica dos Fluidos, Transmissão de Calor e Aplicações Tecnológicas) na Universidade de São Paulo (USP), Campus de São Carlos, onde fez a livre docência e tornou-se catedrático. Em 1970, assumiu a chefia do departamento de Hidráulica e Saneamento naquela universidade, fundando a pós-graduação que é considerada a melhor na área no Brasil. Foi convidado, em 1972, a integrar a Comissão de Especialistas do Ensino de Engenharia do Ministério da Educação e Cultura, responsável pelas escolas de engenharia, currículos, formação de professores, reconhecimento de cursos, etc.

Segundo o Dr. Ruy Vieira, após a aposentadoria (em 1986) é que ele começou a trabalhar “de verdade”. Representou o MEC no Conselho da Agência Espacial Brasileira, participando de suas reuniões periódicas e empreendendo viagens por locais onde se desenvolvem atividades espaciais. De três em três meses participava, também, de reuniões na Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), da qual foi diretor-tesoureiro.

Além dessas ocupações, durante meio período, o Dr. Ruy atuava como consultor do Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUDE) junto à Secretaria de Educação Tecnológica do MEC. No outro meio período, dedicava-se a traduções de livros e editava a Revista Criacionista, publicação da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), da qual é presidente e fundador.

No vídeo abaixo, gravado em 2018, o jornalista Michelson Borges fala um pouco sobre a vida e a carreira desse grande pioneiro do criacionismo no Brasil.

Leia também: Empunhando a bandeira criacionista

Perguntas interativas da Lição: a criação: Gênesis como fundamento (parte 2)

genesisÉ evidente que Jesus e os escritores bíblicos consideravam o relato das origens em Gênesis de modo literal (ex.: Mt 24:38, 39; Jo 5:46; etc.). Isso nos revela algo a respeito das interpretações que se baseiam em métodos diferentes desse. Nesta semana, continuamos o estudo sobre as origens em Gênesis como fundamento para a correta interpretação da Bíblia, do passado e do futuro.

Perguntas para discussão em grupo:

Jó 26:7 diz que Deus “faz a Terra pairar sobre o nada”. O que isso quer dizer? Como Jó sabia disso?

Além disso, a Bíblia também afirma a “redondeza” da Terra (Jó 22:14; 26:10; Pv 8:27; Is 40:22). Por incrível que pareça, hoje há pessoas que creem no chamado “terraplanismo” (o qual defende que a Terra não é esférica, mas “achatada” e “plana”). Por que um cristão que defende essa ideia maluca se torna um empecilho à causa do Evangelho?

Apesar de alguns dizerem que crer na Terra plana “não influencia a sua fé nem sua relação com Deus”, por que é desastroso para o cristão ir contra a própria realidade observável? Como essa obsessão pode de alguma forma acabar afastando-o de Deus?

Obviamente os textos bíblicos que falam em “quatro cantos da Terra” e “quatro ventos” são figuras de linguagem. Que outros exemplos de linguagem figurada existem na Bíblia e também no nosso dia a dia? (R.: “Do coração procedem os maus desígnios” [Mt 15:19]; “janelas do céu” [Gn 7:11; 8:2; 2Rs 7:1, 2; Ml 3:10]; “ir pelo ralo”; “fulano mora no meu coração”; etc.). Em sua opinião, por que os textos bíblicos também fazem uso de figura de linguagem em várias ocasiões? Como podemos saber quando a linguagem é figurada?

Foram descobertos textos contendo mitos de criação que datam de antes de Moisés ter escrito o Gênesis. Alguns dos mais importantes são a “Epopeia de Gilgamesh”, da Mesopotâmia; o “Enuma Elish”, da Babilônia; e a “Epopeia de Atra-hasis”, da Suméria. Nesses contos mitológicos existem várias semelhanças com o relato de Gênesis. Apesar disso, como sabemos que o Gênesis não é apenas mais um “mito de criação” nem uma “adaptação” de nenhum deles? Por outro lado, o que as diferenças entre esses mitos e o Gênesis nos revelam? (Leia Colossenses 2:8 e 1 Timóteo 4:7.)

(R.: Semelhanças: a criação dos seres humanos; o barro como um dos elementos; o dilúvio. Diferenças: os “deuses” criam os humanos para trabalhar por eles; os deuses se odeiam, traem e matam; a morte é “natural” nos mitos, ao passo que na Bíblia ela é uma tragédia que resultou do pecado.)

As semelhanças entre os diferentes registros mitológicos encontrados e o Gênesis indicam que existe uma “versão original” dessas histórias, a qual tem que ser muito mais antiga, e que os povos pagãos a distorceram ao longo dos séculos conforme suas próprias crendices e superstições. Por que é ilógico supor que Moisés teria simplesmente copiado e “adaptado” os mitos (Êx 17:14; 34:27)? Que evidências você pode apontar que comprovam a veracidade de Gênesis mas não a dos mitos mais antigos?

Leia Atos 14:11-15, 18, 19. Assim como foi no passado, a crença na Criação bíblica (em uma semana literal) está em desacordo com a cultura predominante. Por que não devemos nos surpreender disso?

Leia Gênesis 1:14-16. Por que o relato bíblico da criação não menciona o nome do Sol nem da Lua? Como isso nos ajuda a perceber que, em vez de ser uma “cópia” ou “adaptação” dos antigos mitos de criação, o Gênesis é um corretivo desses mitos?

Como o conhecimento científico verdadeiro (que não nega o sobrenatural, cf. 1Tm 6:20, 21) nos ajuda a apreciar mais ainda o caráter de Deus e Sua revelação na Bíblia e na natureza?

Leia Gênesis 1:26. Em que sentido o ser humano é “a coroa da criação”? Que profundo significado reside no fato de que Deus criou os seres humanos com as próprias “mãos”, enquanto todas as outras coisas simplesmente surgiram por Sua palavra?

A árvore da vida é mencionada unicamente nos primeiros três capítulos da Bíblia e nos dois últimos. Por que a menção dela no Apocalipse não faria sentido se a que foi mencionada em Gênesis fosse apenas uma metáfora? Qual seria o sentido de Deus nos prometer um Éden restaurado se o primeiro não tivesse sido literal?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: a criação: Gênesis como fundamento (parte 1)

God-creationOs primeiros capítulos da Bíblia são fundamentais para compreendermos nossas origens e muitos porquês. Além disso, toda a Escritura Sagrada é construída em cima desses alicerces. Por isso as narrativas contidas nesses capítulos são tão atacadas hoje, ou interpretadas apenas como “alegorias”. Nesta semana estudamos a importância do Gênesis como base para compreendermos corretamente a Bíblia. As perguntas a seguir servirão para reflexão, discussão e aprofundamento no conteúdo estudado.

Leia Gênesis 1:1. Que verdades profundas são reveladas no primeiro versículo da Bíblia? Assim como o primeiro versículo, por que os primeiros capítulos do Gênesis são fundamentais para a compreensão de todas as Sagradas Escrituras? Por que eles só fazem sentido se forem interpretados de maneira literal? (R.: Jesus e todos os profetas os consideravam assim, como vemos em Mateus 19:6 e outras passagens; e não faria sentido “escolhermos” arbitrariamente quais partes da Bíblia são literais ou alegóricas. Além disso, muitas doutrinas – tais como a origem da humanidade, do pecado, da morte, do sábado, etc. – não fariam sentido se essas narrativas não fossem literais.)

Que diferença faz saber que fomos criados por Deus, e não “evoluídos ao acaso”? Por que também é absurda a ideia de uma “evolução teísta”, ou seja, a ideia de que Deus mesmo teria criado tudo (e a nós) por meio do processo da evolução?

Como sabemos que os dias da criação são sete dias literais de 24 horas cada? Qual seria o sentido do mandamento para guardarmos o sábado se não tivesse sido assim? Se tudo já estava pronto no sexto dia da Criação, por que Deus ainda esperou passar mais 24 horas para criar mais um dia? O que isso nos diz sobre a importância desse dia?

Compare Gênesis 2:3 com Êxodo 20:11. Por que o quarto mandamento repete os mesmos três verbos que foram usados na narrativa da Criação em relação ao sábado? O que isso nos diz sobre o motivo de observarmos o sábado como dia de guarda?

Por que os adventistas do sétimo dia devem ser firmes em defender a criação em sete dias literais, ainda que todos virtualmente a rejeitassem? Em sua opinião, por que há cristãos aceitando as teorias de evolução teístas? (R.: O fato de guardarem o domingo – ou nenhum dia – pode fazer com que percam de vista facilmente o significado da Criação literal.)

Leia João 1:1-3 e Hebreus 1:2. Em que sentido Jesus é o Agente da Criação? O que isso nos ensina a respeito de Seu papel em nossa Redenção e na Re-criação do mundo?

Desde 1844 os adventistas do sétimo dia creem que estão incumbidos de pregar as mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12. Como as verdades sobre a Criação e sobre o sábado estão incluídas na primeira mensagem, no verso 7? (R.: No trecho “adorai Aquele que fez os céus, a Terra, o mar e as fontes das águas” – comparar com Êxodo 20:11.)

Leia Genesis 1:27, 28; 2:24; Mateus 19:4-6. Como essas verdades fundamentais descartam a prática da homossexualidade do plano original de Deus? Ao mesmo tempo, por que também são estranhos ao plano de Deus o adultério e a fornicação heterossexuais? (Veja Hebreus 13:4.) Por outro lado, como devemos demonstrar amor para todos os que têm práticas sexuais que divergem das Escrituras (tais como homossexualidade, adultério, fornicação, etc.)? (Veja 1 Coríntios 6:9-11, 18.)

Leia Romanos 5:12; 6:23; 1 Coríntios 15:45. De que forma a teoria da evolução neutraliza toda a doutrina do Grande Conflito entre o bem e o mal e do Plano da Redenção? (R.: Na teoria da Evolução a morte não é um intruso, um resultado do pecado, mas “faz parte do processo” para que a vida evolua e progrida. Se a narrativa de Adão e Eva é apenas uma alegoria, como dizem, e se a morte não é o resultado do pecado, então não existe pecado. E se não existe o pecado, não precisamos de um Salvador.)

Apesar de os criacionistas serem acusados de terem a “mente fechada”, por que na verdade eles têm a mente muito mais aberta do que os evolucionistas naturalistas, que não aceitam um Deus criador?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Programa História da Vida: Darwin e seu tempo

Evolucionistas são nazistas e creem que viemos do macaco?

darwinVocê sabia que Adolf Hitler era “fã” de Charles Darwin, e que usou a ideia de seleção natural para levar avante seus planos eugenistas? Quem afirma isso é a secretária pessoal do führer, Traudl Junge, no livro Até o Fim (Ediouro). A obra foi escrita com base nos diários de Traudl, cujo objetivo foi alertar as pessoas para o fato de que jamais pode ser subestimado o poder sedutor de líderes fanáticos. Na página 140, a autora registrou a filosofia de vida do ditador e o que ele pensava sobre religião: “[Hitler] não tinha qualquer ligação religiosa; achava que as religiões cristãs eram mecanismos hipócritas e ardilosos para apanhar incautos. Sua religião eram as leis da natureza. Conseguia subordinar seu violento dogma mais facilmente a elas do que aos ensinamentos cristãos de amor ao próximo e ao inimigo. ‘A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre a raiz que determina a espécie humana. Somos provavelmente o estágio mais desenvolvido de algum mamífero, que se desenvolveu do réptil a mamífero, talvez do macaco ao homem. Somos um membro da criação e filhos da natureza, e para nós valem as mesmas leis que para todos os seres vivos. Na natureza a lei da guerra vale desde o começo. Todo aquele que não consegue viver, e que é fraco, é exterminado. Só o ser humano e, principalmente, a igreja têm por objetivo manter vivos artificialmente o fraco, o que não tem condições de viver e aquele que não tem valor.”

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O que há de ciência e de preconceito de classe por trás do criacionismo

criacaoHoje em dia predomina a ideia de que ciência e religião não têm nada a ver uma com a outra. E, entre os mais esclarecidos, não é difícil encontrar quem tome o ateísmo como sinal de superioridade intelectual. Com o ativismo do cientista Richard Dawkins, somos levados a tomar a crença em Deus por mera demência ou puro delírio, decerto um demérito. Essa mentalidade que separa teístas atrasados de ateus científicos é recente e só prosperou no século 19. Seu primeiro expoente foi Auguste Comte, para quem a crença em Deus era uma fase da Humanidade a ser superada pela ciência. Tendo o amor como base, a ordem como meio e o progresso como fim, a Humanidade deixaria a crença em Deus para trás e adotaria a religião laica que cultua a Humanidade.

No mesmo século apareceu Marx, que também enxergava um futuro tecnológico e ateu para o homem. Para ele, a religião é ópio e a chave da história é a posse dos meios de produção, que são inventados e aprimorados por técnicos.

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Criacionismo é racista?! Ok, vamos falar de racismo

racismoNeste texto, vou comentar brevemente o artigo “As relações estreitas entre criacionismo, escravidão e racismo”, da historiadora Luciana Brito. Ela é professora da Universidade Federal do Recôncavo e também integra uma organização de mulheres chamada Rede de Mulheres Negras da Bahia. Luciana começa falando sobre o mito da criação na cultura do candomblé. Fala do papel de Yemanjá (deusa das águas), Obalatá (céu) e Oduduá (terra). E então afirma: “Esse é um mito, um dos vários que explicam a ‘criação’ e servem unicamente para explicar a origem do mundo sob uma determinada perspectiva religiosa. Mas e o criacionismo? Por que essa mitologia cristã que explica a criação do mundo tem, cada vez mais, se deslocado do lugar de metáfora para ser uma ideologia norteadora de governos conservadores, orientando políticas públicas, sobretudo na área da educação?”

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Fundador da Sociedade Criacionista Brasileira foi diretor da Fapesp

Rui-Carlos-Camargo-VieiraCom a indicação do criacionista e defensor da Teoria do Design Inteligente Benedito Guimarães de Aguiar Neto para a direção da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), grande polêmica foi criada nos meios de comunicação brasileiros e até do exterior. Benedito é engenheiro eletricista (1977) e mestre em engenharia (1982) pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Cursou o doutorado (1987) na Technische Universität Berlin, na Alemanha, e o pós-doutorado (2008) na University of Washington, nos Estados Unidos; além disso, foi reitor da prestigiada Universidade Mackenzie, de São Paulo. Mesmo com esse currículo respeitável e com uma carteira de grandes contribuições para o avanço do conhecimento e da cultura, ele está sendo alvo de críticas injustas e precipitadas. Por quê? Porque em lugar de pensar que a vida teria contrariado os fatos e surgido por acaso, Benedito acredita que vida proveio de vida, ou seja, um Criador a trouxe à existência. E isso foi suficiente para a “geração espontânea” de várias notas de repúdio.

Neste momento de ânimos alterados, é bom lembrar que alguns anos atrás outro criacionista dirigiu uma agência de fomento à pesquisa, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Veja o que diz o site da instituição:

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React à reportagem do Jornal Nacional sobre criacionismo

Conteúdos úteis na atual discussão sobre criacionismo acirrada pelo Jornal Nacional

criacionismoCom a nomeação do Dr. Benedito Guimarães Aguiar Neto para a presidência da Capes, a grande imprensa tem promovido uma verdadeira inquisição sem fogueiras, distorcendo informações e fazendo acusações injustas contra criacionistas e defensores da Teoria do Design Inteligente (exemplo da matéria de ontem no Jornal Nacional). A distorção (ou má intenção) é tanta, que chegam a associar criacionismo com terraplanismo, embora a Sociedade Criacionista Brasileira (que em nenhum momento foi consultada nem citada) tenha emitido meses atrás uma nota repudiando a ideia da Terra plana (confira). Em meu canal, inclusive, mantenho uma playlist com dezenas de vídeos contra essa sandice anticientífica (confira). Faltou apuração. Faltou boa vontade. Faltou jornalismo. E isso que a SCB se trata de uma entidade com CNPJ e atua no Brasil há quase meio século, tendo sido fundada por um grande pesquisador acadêmico e engenheiro brasileiro, o Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira, e atualmente presidida pelo doutor em Geologia Marcos Natal.

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