Para Zacharias e Craig, igrejas precisam de mensagem sólida e menos emocionalismo

ravi[Dois dos maiores apologetas cristãos da atualidade, a quem muito admiro, Ravi Zacharias e William Lane Craig, fizeram sérias afirmações recentes quanto à condição das igrejas. Creio que vale a pena refletir no que ambos disseram e tomar providências a respeito:]

Algumas igrejas estão perdendo pessoas porque falharam em pregar o “verdadeiro evangelho” e estão apenas oferecendo “momentos de bem-estar”, afirmou o apologista Ravi Zacharias. Falando à Fox News, ele disse que, embora os evangélicos “tivessem crescido em número”, as principais igrejas estão lutando porque estão se afastando da mensagem principal da Bíblia. “Alguns dos líderes perderam números, e deveriam ter perdido números, porque perderam a mensagem”, disse ele. “Se você perdeu o verdadeiro Evangelho, as pessoas vão dizer: ‘Por que estou vindo para cá? Esta é uma sociedade ética ou um momento de bem-estar no domingo de manhã?’”, analisou. Ele disse que as igrejas em crescimento são aquelas “onde a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo está sendo entregue aos jovens e àqueles que estão pensando seriamente sobre o que é a vida”.

O orador e autor popular continuou dizendo que houve uma mudança no debate em torno da fé nas últimas décadas, de Deus existir ou não, para questões “mais existenciais”. “Todas as perguntas que você faz só podem ser respondidas depois de encontrar a resposta para a primeira pergunta: Por que você realmente existe”, disse ele. “E quando você encontrar esse relacionamento com Deus através de Jesus Cristo, como eu acredito, todas as outras perguntas serão justificadas e as respostas virão”, declarou.

Outra mudança, observou ele, foi provocada pela chegada da tecnologia e da mídia social, com as pessoas cada vez mais “vivendo na frente da tela e perdendo relacionamentos”, apesar de terem mais opões do que nunca para se comunicar. “[As] perguntas estão ficando cada vez maiores e a alma está ficando cada vez mais vazia”, ​​disse ele.

Uma pesquisa recente revelou que, para jovens americanos, a religião é cada vez mais irrelevante. O estudo dos valores mais estimados pelos americanos, feito pelo Wall Street Journal e pelo NBC News, descobriu que entre os 24 anos ou menos apenas um terço considerava que a religião era importante para eles, em comparação com mais da metade da geração Baby Boomer. Muito mais importante para os jovens americanos era a comunidade e a tolerância.

(GuiaMe)

craigWilliam Lane Craig é, provavelmente, o mais influente filósofo cristão da atualidade. Debatedor hábil, autor profícuo e pensador rigoroso, ele faz parte de uma geração que conseguiu recolocar a discussão a respeito de Deus sobre a mesa nas faculdades de filosofia. Ao mesmo tempo, ele acumula milhões de visualizações com seus vídeos no YouTube. “Estou feliz por debater com o doutor Craig, o apologista cristão que parece colocar o temor de Deus em algum de meus colegas ateus”, disse Sam Harris, um dos chamados “quatro cavaleiros do ateísmo”, ao iniciar um debate com Lane Craig em 2011. O filósofo americano, que acaba de completar 70 anos, é doutor pelas universidades de Birmingham, na Inglaterra, e de Munique, na Alemanha. Além disso, leciona na Universidade Biola, na Califórnia, e na Universidade Batista do Texas. Ele conversou com a Gazeta do Povo por e-mail. [Leia a seguir trechos da entrevista.]

A crença em Deus parece estar em declínio acelerado em todo o mundo desenvolvido, especialmente em países onde as pessoas têm mais acesso ao ensino superior. Por quê?

Isso não é verdade, como o exemplo dos Estados Unidos mostra claramente. A nação mais rica e poderosa no mundo hoje também é a nação com o maior número de cristãos e é a sociedade mais evangelizada da Terra. Vinte e dois por cento dos evangélicos do mundo vivem nos Estados Unidos, e a vitalidade, diversidade e tamanho das organizações e atividades cristãs aqui são quase indescritíveis.

Os Estados Unidos foram o principal veículo para levar o Cristianismo ao resto do mundo no último século: 35% dos missionários do planeta são dos Estados Unidos e 76% das contribuições financeiras de evangélicos vêm dos Estados Unidos. Mesmo na Europa, a situação não é tão óbvia. Um estudo feito pelo sociólogo Egbert Ribberink, da Universidade Erasmus de Roterdã, na Holanda, revelou que, em países predominantemente seculares, o ateísmo atrai principalmente as pessoas com menos educação, enquanto pessoas com nível educacional mais elevado tendem a ver o ateísmo como algo muito raso e militante. Assim, Ribberink conclui que a visão de que a crença religiosa é irracional e morre assim que as pessoas adquirem uma mentalidade mais científica “não se coaduna com os nossos resultados”. […]

As igrejas evangélicas têm crescido de forma impressionante no Brasil, geralmente atraindo membros da grande população de católicos nominais. Ao mesmo tempo, muitas dessas novas igrejas não parecem ter uma teologia sólida, enfatizando aspectos emocionais ou materialistas da religião. Você vê nisso uma ameaça grave ao Cristianismo tradicional?

Considero o chamado “evangelho da saúde e da riqueza” uma série ameaça ao Cristianismo no Brasil, já que ele é uma distorção terrível do Cristianismo bíblico. Portanto, estou determinado a fazer tudo o que posso para trazer recursos educacionais para os cristãos no Brasil poderem oferecer treinamento em doutrina cristã e apologética. Alguns dos meus livros foram traduzidos para o português no Brasil e nós criamos uma versão em português de todo o nosso website, assim como da nossa página do Facebook e nossos vídeos no YouTube. Ao longo deste século, o Brasil está destinado a emergir como uma força geopolítica e cultural e é importantíssimo que os cristãos do Brasil estejam à altura do desafio.

Você teme que focar demasiadamente nos aspectos racionais da fé pode acabar afastando as pessoas da necessidade de uma experiência pessoal e genuína com Deus?

Não, eu não acho, porque a balança tem pendido muito na outra direção recentemente. Em particular, ouvi relatos de que a igreja evangélica no Brasil tende a ser muito movida pela emoção, então um contrapeso é uma necessidade urgente. Eu espero contribuir para esse equilíbrio.

(Gazeta do Povo)

Nota: Tanto Ravi Zacharias quanto William Craig têm preocupações válidas e reais. O problema não está apenas nas igrejas brasileiras, é uma característica dos brasileiros como um todo. Nossa cultura é essencialmente emocional, e ainda por cima com baixa maturidade. Se o Brasil pudesse ser representado como uma pessoa, seria um adolescente – talvez um adolescente viciado em drogas e rock’n’rol. A principal razão disso possivelmente esteja na influência do relativismo na visão que alguns têm da verdade bíblica. Se entregamos sorvete para as pessoas, não podemos esperar que estejam bem nutridas. O problema também é que as pessoas vão atrás de sorvete, e não atrás de feijão com arroz. Só que antes havia coragem para dizer que elas precisam de menos açúcar e mais proteína e carboidratos. Mas, em uma geração de “empoderados” e de “superconsumidores”, está cada vez mais difícil fazer isso. E mais: quando líderes deixam de ser pastores (formais e informais) e passam a ser “coaches”, o resultado não pode ser outro. A Bíblia apresenta esta época como a dos pastores que apascentam a si mesmos e uma geração que não acolheu o amor da verdade, sendo incapaz de suportar a sã doutrina. Se os líderes tratam as verdades bíblicas como textos motivacionais ou apenas inspiracionais, e não como verdade sólida e normativa, essa será a maneira como o povo se relacionará com a verdade. Algo precisa ser feito e com urgência.

A esquerda democrata não consegue mais falar a palavra “cristão” para se referir a vítimas

Sri-Lanka-ataque-igrejaJá o terrível atentado terrorista no Sri Lanka contra cristãos, apontando para o verdadeiro culpado, que a imprensa faz de tudo para esconder: o Islã radical. A coisa chegou a um grau tão absurdo que os “progressistas” se esforçam ao máximo para proteger aqueles que pretendem destruir o Ocidente. É uma afinidade ideológica que se origina no niilismo e tem como denominador comum o ódio ao legado ocidental. Guilherme Macalossi comentou: “Até agora, 290 mortos em atentados contra Igrejas Católicas no Sri Lanka. Até agora, ninguém na imprensa usou o termo ‘cristofobia’ para descrever os ataques efetuados na Páscoa.” E ele está certo, claro. Ninguém – absolutamente ninguém na grande imprensa – usa a palavra “cristofobia” para descrever o ódio e a perseguição aos cristãos ao redor do mundo, enquanto “islamofobia” é um termo usado em abundância, mesmo para rotular aquele que simplesmente tece críticas ao radicalismo islâmico.

Mas a doença é pior do que essa. A esquerda democrata, cada vez mais radical, não usa “cristofobia” e tampouco usa a palavra cristão para definir as vítimas do atentado! Tanto Obama como Hillary Clinton escreveram “adoradores da Páscoa” para se referir aos cristãos.

“É preciso compreender isso pela ótica da narrativa “progressista” nessa marcha das “minorias oprimidas”. Para a esquerda moderna, o homem branco cristão ou judeu será sempre o algoz, enquanto as “minorias” serão sempre as vítimas. Não pode ser diferente, pois se cada caso for analisado individualmente, a política de identidades, coletivista, morre.

Reparem no duplo padrão hipócrita: quando “supremacistas brancos” atacaram muçulmanos, Clinton deixou de lado esse “zelo” e deu nome aos bois, lamentando a perda da comunidade islâmica e acusando os terroristas diretamente.

Obama, Clinton e os demais democratas esquerdistas não conseguem sequer falar cristão para definir vítima de atentado, pois cristão, em sua narrativa tosca, precisa ser sempre o culpado. Ao mesmo tempo, eles se recusam a apontar para islâmicos como responsáveis por qualquer coisa ruim, enquanto se apressam para enxergá-los como vítimas. É nisso que a esquerda se resumiu hoje: assessoria de imprensa dos radicais islâmicos!

Obs.: É bom lembrar que Clinton e Obama já são vistos como “moderados” demais no seu partido, figuras ultrapassadas que precisam ceder espaço para as “novas faces”, gente como Ocasio-Cortez ou Ilhan Omar, antissemita defensora dos… radicais islâmicos.

(Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo)

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Ataques a igrejas no Sri Lanka deixam 290 mortos e 500 feridos

Nesta Páscoa, o Sri Lanka foi atingido por um dos ataques mais mortais a cristãos da história. Inicialmente, três igrejas e dois hotéis foram bombardeados. Houve uma primeira explosão e depois outros cinco ataques ocorreram quase que simultaneamente, entre 8h30 e 9h30, no horário local. Duas outras explosões aconteceram à tarde: uma em uma casa onde a polícia tentava prender suspeitos, outra em uma pousada, de acordo com as últimas informações disponíveis. Sabe-se agora que sete explosões foram realizadas por homens-bomba, todos do Sri Lanka.

As primeiras explosões aconteceram na Igreja Santo Antônio, em Kochcikade, Colombo, na Igreja São Sebastião, em Negombo, na Igreja Sião, em Batticaloa, no Hotel Kingsbury e no Cinnamon Grand Hotel, em Colombo. Os hotéis eram de cinco estrelas e ofereciam café da manhã especial de Páscoa. Todas as igrejas celebravam a ressurreição de Jesus Cristo no culto de Páscoa. As outras duas explosões ocorreram no distrito residencial de Dematagoda e em um hotel perto do zoológico de Dehiwala. Entre os mortos, há algumas dezenas de estrangeiros.

A polícia decretou toque de recolher e todas as redes sociais foram bloqueadas para evitar a circulação de notícias falsas. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques ainda, mas a polícia reportou a prisão de 24 suspeitos de participação. O governo do Sri Lanka pede que a mídia não publique os nomes dos suspeitos. Isso daria a outros grupos extremistas a chance de explorar a situação e criar tensão entre as comunidades. O governo culpa o pouco conhecido grupo jihadista National Thoweed Jamath pelos bombardeios e acredita que recebeu ajuda de uma rede internacional. Outras bombas foram encontradas pela polícia na manhã desta segunda-feira. Somente na igreja de Batticaloa, 28 mortos foram confirmados, mas há ainda muitas pessoas desaparecidas, principalmente crianças.

O colaborador da Portas Abertas Sunil (pseudônimo) tentou chegar às áreas dos desastres, mas foi impedido no meio do caminho por causa do toque de recolher imposto pelo governo. Ele está indo para Batticaloa, onde uma explosão atingiu a Igreja Sião, para ouvir dos irmãos quais são as suas necessidades. A Aliança Cristã Evangélica Nacional do Sri Lanka (NCEASL, sigla em inglês) publicou uma declaração, na qual pede que o governo e as forças de segurança tomem todos os passos necessários para resolver a situação rapidamente e fazer justiça aos terroristas. “Finalmente, enquanto oferecemos nossas orações e apoio a todos os afetados, a NCEASL convoca a igreja nacional e global a orar pelos enlutados que perderam seus entes amados e pelos feridos nessa desafortunada série de ataques”, diz a declaração.

O Sri Lanka é um país predominantemente budista e cerca de 80% da população é da etnia cingalesa. O país tem uma longa e violenta história devido a razões religiosas e étnicas e passou por uma guerra civil de 1983 a 2009, na qual a maioria cingalesa budista lutava contra a minoria tâmil hindu. Muitas pessoas morreram de ambos os lados nos 26 anos de guerra, até que os tâmeis foram finalmente derrotados. Com esse histórico, o nacionalismo religioso prosperou no Sri Lanka. Grupos radicais budistas surgiram em todo o país e foram usados pelo governo anterior como um meio de manter as minorias religiosas sob controle. A principal vítima é a minoria muçulmana, que sofreu grandes ataques em 2014 e março de 2018. Mas os cristãos também têm enfrentado ataques de grupos locais, frequentemente liderados por monges de mantos laranja. No período de apuração da Lista Mundial da Perseguição 2019 (1º de novembro de 2017 a 31 de outubro de 2018), foram registrados 60 ataques e incidentes contra cristãos em diferentes níveis.

As tendências descritas acima não explicam os ataques de Páscoa de ontem. Explosões de bombas não são o estilo dos extremistas budistas nacionalistas. Considerando-se a sofisticada coordenação dos ataques, o estilo é mais de grupos afiliados ao Estado Islâmico, que já realizaram ataques de Páscoa em anos anteriores em outros países, como Egito e Paquistão. Em muitos países, os cristãos correm um risco maior durante feriados cristãos, como Natal e Páscoa.

 (Portas Abertas)

Importa realmente o que vestimos?

clothesQuando se fala em qual deve ser o vestuário adequado para o cristão, muitos vão logo pensando na velha controvérsia da calça vs. saia. Porém, essa é uma visão limitada e preconceituosa. O vestuário do verdadeiro cristão envolve questões muito mais profundas do que a simples escolha de um traje. Deus não é etnocêntrico, não adota uma cultura específica para servir de padrão a todas as outras. Na história da humanidade, registrada nas Sagradas Escrituras, podemos ver nitidamente Deus respeitando as culturas de cada época e região, mesmo quando estas se revelaram inadequadas e não colaboraram para a felicidade humana. Hoje não é diferente. Ele aceita que nossos irmãos das mais diversas culturas O adorem e sirvam com sua vestimenta peculiar. Por isso, jamais poderíamos chegar a uma dessas igrejas impondo nosso estilo de vestir como ideal. Pense no que aconteceria caso um irmão de certa tribo africana quisesse obrigar um brasileiro a ir à igreja vestindo túnicas longas. Isso traria escândalo ou, na melhor das hipóteses, risos.

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Damares e João: detonam a vítima e poupam o agressor

joao damarisEscrevi recentemente um artigo chamando a atenção para a cobertura jornalística do caso João de Deus. Já são mais de 300 acusações de abuso e estupro feitas contra o famoso médium espírita João Teixeira de Faria, de Abadiânia, GO. Tá certo que ele ainda não foi condenado, mas são 300 acusações! Muitas delas coincidem em vários detalhes, incluindo abuso de crianças. Mesmo assim a imprensa tem poupado o acusado e, principalmente, a religião que ele representa, o espiritismo. Atrizes que em outras ocasiões fizeram estardalhaço nas redes sociais com a campanha “Mexeu com uma mexeu com todas” estão estranhamente quietinhas no caso do médium. Talvez estejam esperando a condenação. Talvez estejam com medo dos espíritos. Talvez não queiram expor uma religião que predomina no meio artístico. Sei lá…

A parcialidade, a hipocrisia e a injustiça ficaram mais uma vez evidentes nesta semana, quando a indicada para chefiar o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, foi alvo de críticas e chacotas. Por quê? Porque em um vídeo de 2016 resgatado por algum internauta e viralizado nos últimos dias ela conta a história de como foi salva do suicídio por Jesus. Damares foi vítima de abuso sexual dos seis aos dez anos, e chegou a acreditar que perderia a salvação por causa disso. Desesperada, subiu em uma goiabeira com a intenção de se suicidar com veneno. Ela mesma conta como foi:

“Jesus Cristo me deu o abraço que a igreja não me deu. Jesus Cristo me deu o abraço que papai e mamãe não me deram. E naquele pé de goiaba aconteceu um milagre. A menininha que Satanás quis esmagar aos seis anos de idade foi transformada, e essa menininha hoje está lá no Senado Federal escrevendo leis para salvar crianças no Brasil.”

Em relação à polêmica causada pelo vídeo, a futura ministra disse também: “É comum as crianças falarem que têm amigos imaginários, mas quando uma menina cristã fala que esse amigo é Jesus, ela vira piada. De ontem para hoje, virei alvo de piadas porque tive coragem de contar que uma menina de dez anos, machucada, tinha como amigo imaginário o ser superior da vida dela, que é Jesus. Eu O vi, e foi Ele que me impediu de me matar.”

Você percebe a inversão de valores que está ocorrendo debaixo do nosso nariz? Enquanto a imprensa secular e muitos internautas tentam poupar e até blindar o médium acusado, o possível e provável agressor, jornalistas e internautas não poupam a vítima e fazem piada com um episódio terrível da vida dela. Assim como as feministas silenciaram quando mulheres realmente “empoderadas” , mas conservadoras, foram indicadas e eleitas para cargos importantes, supostos defensores dos direitos humanos, pensadores esquerdistas e defensores de causas como o aborto e o “casamento” gay fazem coro contra a evangélica que luta contra o aborto e a favor da família tradicional.

João de Deus incorporar espíritos e realizar curas milagrosas, tudo bem. Falar com mortos e trazer recados do “além”, tudo bem. Agora, uma menina ser salva da morte por Jesus, aí, não! É fanatismo, loucura, delírio. Quanta hipocrisia! Quanta parcialidade! Quanta crueldade! Detonam a vítima e poupam o agressor. É fácil levantar cartazes contra o abuso infantil, contra o estupro, contra a intolerância, mas na hora do “vamos ver” a coisa é diferente.

Jesus é real, Ele está vivo, pois ressuscitou, e há muitas evidências históricas disso. Jesus cura de verdade, restaura vidas e pode transformar uma menina com a vida destruída em uma líder religiosa que ajuda milhares de pessoas, e levá-la, inclusive, a ocupar o cargo de ministra para lutar pelo pouco que restou de esperança para as famílias desta nação, bombardeadas pelo lixo midiático dos que se acham superiores aos que falam com Jesus.

Quanto aos mortos, esses estão mortos. É o que ensina a Bíblia. Mortos não falam com vivos, não interferem nas coisas deste mundo. Quem se faz passar por eles são os anjos maus, cujo propósito é justamente fazer com que as pessoas tolamente pensem que são imortais por natureza e que podem viver desconectadas da fonte de vida que é Jesus, sim, o ser todo-poderoso que tem espaço na agenda para salvar menininhas em cima de goiabeiras, como salvou Zaqueu, há dois mil anos, também em cima de uma árvore. Jesus não muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Deus abençoe a ministra Damares e a ajude a fazer o que tem que ser feito, e que a justiça seja feita no caso de João de Abadiânia.

Michelson Borges

Marxismo e cristianismo são incompatíveis

Captura de Tela 2018-06-20 às 13.08.06O mês de maio deste ano marcou os 200 anos do nascimento, na antiga Prússia, do filósofo Karl Marx (1818-1883), considerado o idealizador do que se conhece hoje como marxismo. Marx foi autor de duas obras muito conhecidas, O Manifesto Comunista (1848) e O Capital (1867-1894), que dão sustentação teórica para suas ideias. Para entender qual a relação dessa cosmovisão com a narrativa bíblica, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com o doutor em Sociologia Thadeu Silva.

Historicamente, Karl Marx teorizou sobre a Economia (na famosa obra O Capital) e advogou a ideia de que o progresso da sociedade se dá essencialmente por meio da luta de classes e que há sempre a figura de quem domina e quem é dominado nesse contexto. A que se deve o fato de suas obras ainda terem tanta repercussão, inclusive fora da Economia?

Sem dúvida nenhuma, deve-se a uma combinação de temas que tocam a emancipação do homem, teorias aparentemente verdadeiras e acessíveis a pessoas não especialistas, escritas em linguagem simples e difundidas por pessoas influentes, principalmente professores universitários.

Os temas de Marx tocam vários campos do conhecimento além da Economia. Um apanhado exemplar é o primeiro capítulo de O Capital, intitulado A Mercadoria, em que abre sua maior obra com quatro pilares do seu pensamento: diz que a unidade básica do mercado (a mercadoria) é, na verdade, a concretização das relações sociais injustas do capitalismo; diz que o valor de uma mercadoria é definido pelo trabalho; afirma que o trabalho foi explorado e subordinado pelo capital a ponto de reduzir o homem à condição de coisa e  argumenta que o mundo religioso é somente um reflexo do que é o mundo real.

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