Laos: conheça mais um país comunista e budista que persegue e discrimina cristãos

A perseguição religiosa atinge inclusive crianças e famílias perseguidas por suas comunidades e parentes próximos

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País de governo comunista que discrimina a população cristã, o Laos aparece no noticiário geral como mais um país do sudeste asiático, como China e Vietnã. Mas você sabe como vivem os cristãos no Laos?

Na próxima segunda-feira, dia 19, é celebrada a independência do país, que aconteceu em 1949. Atualmente, o país ocupa do 22º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2021, onde as atividades cristãs são monitoradas pelas autoridades. Nas áreas rurais, as igrejas domésticas são forçadas a se reunir em segredo, pois são consideradas “ilegais”.  

Os seguidores de Jesus no país enfrentam perseguição vinda de todas as esferas da vida, principalmente de amigos e familiares, comunidade, gangues, grupos não cristãos e oficiais do governo. Os cristãos ex-budistas enfrentam maiores dificuldades porque são perseguidos pela família e autoridades locais.  

Além disso, a perseguição também assume a forma de pobreza devido à negligência do governo, crianças enfrentam bullying nas escolas e cristãos ex-budistas perdem os empregos. Ela pode ainda se apresentar na forma de casamentos desintegrados, perda de cidadania ou boicote a comércio de cristãos. Essa perseguição é invisível, mas severa.

Irmãs perseguidas 

Nani* e Nha Phong* de 17 e 16 anos receberam Cristo no Laos onde o budismo é a religião oficial e não existe muito espaço para o cristianismo. Desde que escolheram seguir a Jesus, as jovens têm vivido uma jornada difícil e ainda hoje enfrentam perseguição – especialmente da própria família. Assista ao vídeo que conta a história das cristãs. 

“Meu primo me contou sobre a palavra do Senhor, ele é pastor em uma igreja localizada em uma vila perto da nossa. Gostei muito do que ouvi, e por isso me converti. Foi uma decisão fácil”, diz Nani. Embora Nani e sua irmã não sejam cristãs há muito tempo, Nani começou a liderar a adoração na igreja e Nha Phong começou a cuidar das crianças na escola dominical. Mas a família, especialmente o pai, não aceitou que as filhas se convertessem ao cristianismo. 

Elas contam que algumas vezes que foram à igreja a família ficou muito brava e disse para não irem. Alguns familiares disseram que elas precisavam voltar à antiga religião, e, se não o fizessem, eles bateriam nelas e as forçariam a sair da igreja. 

Mas, mesmo diante da perseguição, as jovens não perdem a fé em Cristo. “Como mostrado em Efésios 6, quando as pessoas lutavam no passado, usavam um escudo, e eu quero ter fé como um escudo. Quando o mal tentar atirar flechas em nós, usarei o escudo para me proteger. Então eu tenho que colocar minha fé em Jesus”, finaliza Nani. 

Colheita Maldita

Cristãos do Laos são julgados culpados por todos os males que acontecem em suas comunidades: doenças – como Covid-19 – pragas, estiagens. Os budistas acreditam que coisas ruins acontecem por castigo de seus deuses e que os cristão atraem a ira desses deuses.

Foi o que aconteceu com Somkhit* e Anida*. Eles tiveram um encontro com Jesus em 2018, e desde então passaram a ser perseguidos pela comunidade no norte do Laos. O chefe da aldeia zomba e discrimina a família com seis filhos. Em uma das ocasiões, eles ficaram de fora da instalação de um sistema de água em casa e a justificativa do líder local foi: “Sua casa é muito elevada! Se quiser água, desça para buscar!”

A aldeia onde a família cristã mora depende da agricultura e em 2020 não tiveram chuva o suficiente para uma boa colheita. Então, os moradores ficaram revoltados e culparam os cristãos por isso. Na visão deles, o que está acontecendo é resultado da fúria dos espíritos porque os cristãos deixaram a fé animista para seguir Jesus.

Somkhit lamenta a situação e teme que os vizinhos expulsem toda a família do vilarejo. “Não temos certeza se sobreviveremos este ano por causa da dor e da fome diária. Tem sido realmente difícil.” Eles podem até ser a única família cristã no vilarejo, mas têm irmãos e irmãs na fé no mundo todo que os socorrerão nesse momento de aflição. Os parceiros locais da Portas Abertas visitaram os cristãos e ministraram um treinamento para responderem biblicamente à perseguição e socorrê-los nas principais necessidades.

O que a Portas Abertas tem feito pelos cristãos no país

Por meio de parceiros da igreja local, a Portas Abertas fortalece os cristãos perseguidos no Laos, fornecendo materiais cristãos, treinamento de liderança e discipulado, programas de desenvolvimento socioeconômico, advocacia, auxílio emergencial e ajuda prática. 

O que você pode fazer?

O tipo de perseguição que cristãos enfrentam em países budistas está mais relacionado à pressão do que à violência. Essa última até existe, mas a pressão já está na estrutura da sociedade.

Apesar de o budismo ser visto como uma religião pacífica, isso tem a ver com a harmonia com você mesmo e a comunidade. Sendo assim, a presença cristã pode ser destrutiva, afinal, os cristãos são vistos como pessoas inclinadas a destruir a unidade e a cultura do país. Como principal religião em Mianmar, Butão, Laos e Sri Lanka, o budismo desfruta de proteção e lealdade de todos.

Além da pressão enfrentada em comunidades budistas, famílias cristãs pobres ainda precisam lidar com a falta de recursos. Sua doação permite que um cristão ex-budista, em um país asiático, receba capacitação para geração de renda durante dois meses. Conheça a campanha e faça a diferença na vida de alguém.

* Nomes alterados por motivo de perseguição.

(Portas Abertas)

Leia também: “Cristãos são perseguidos em países budistas”

Obs.: Para não dizerem que não falei da comunista Cuba, veja os vídeos abaixo.

O que seria das mulheres sem o cristianismo?

Em todos os lugares em que ele chegou, as condições das mulheres melhoraram. Onde ele não chegou, veem-se coisas terríveis, como a eugenia sexual, o infanticídio e a prostituição.

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Muito se fala sobre a situação da mulher na sociedade moderna. Acreditam não poucos que há um grande desnível – ou abismo mesmo – entre os direitos e deveres do homem e os da mulher, sendo que essa última tem sido historicamente prejudicada. E não faltam candidatos a carrasco do sexo feminino. A última moda agora é acusar as religiões de forma geral, e o Cristianismo, em especial. Não há a menor dúvida de que existem religiões no mundo que cerceiam os direitos da mulher. O Islamismo é um bom exemplo desse tipo. Tanto seu livro sagrado como sua literatura teológica discrimina e rebaixa gravemente a mulher a ponto de torná-la um objeto de propriedade, primeiramente do pai, e depois do marido. Contudo, neste texto quero provar que não há razão por que colocar o Cristianismo no mesmo cesto das religiões que pejoram a mulher. Mais do que isso, vou mostrar como o Cristianismo colocou a mulher em uma situação muito melhor do que qualquer outro sistema religioso ou filosófico que já existiu.

Um pouco de história

A vida da mulher não era fácil nas culturas antigas. Em geral, eram propriedade dos maridos. Não eram consideradas capazes ou competentes para agir independentemente. Vejamos a Grécia antiga. Aristóteles disse que a mulher estava em algum lugar entre o homem livre e o escravo (considerando que a situação do escravo não era nem um pouco auspiciosa, perceba a pobre situação feminina), e que era um “homem incompleto” (Política). Platão, por sua vez, entendia que se o homem vivesse covardemente, ele reencarnaria como mulher. E se essa se portasse de modo covarde, reencarnaria como pássaro (A República, Livro V). A sorte das mulheres não era muito melhor na Roma antiga. Poucas famílias tinham mais de uma filha. O casamento romano era uma forma de trazer mais material humano para formação do exército, e assim permitir a Roma a continuidade de sua expansão; por isso, o interesse estava em ter filhos homens. Daquelas, porém, que sobreviveram ao infanticídio, eram-lhes reservadas as tarefas do lar, mas não o exercício da cidadania e a participação política, coisa reservada apenas aos patrícios homens.

Na China, até bem recentemente, o infanticídio era uma prática comum. Os bebês do sexo feminino eram entregues como alimento aos animais selvagens ou deixados para morrer nas torres dos bebês. Adam Smith escreveu sobre essa prática no seu famoso livro A Riqueza das Nações, de 1776. Ele fala inclusive que o descarte de bebês indesejados era mesmo uma profissão reconhecida e que gerava renda para muitas pessoas.

Vejamos outros casos. Na Índia, viúvas eram mortas juntamente com seus maridos – a prática chamada de sati (que significa a boa mulher). Também havia tanto o infanticídio quanto o aborto feminino. Além disso, meninas eram criadas para serem prostitutas cultuais – as devadasis. Nessa prática religiosa, a menina era “casada com” e “dedicada a” um dos deuses hindus. Nos rituais de adoração a esses deuses, havia dança, música e outros rituais artísticos. Conforme iam crescendo, as devadasis se tornavam servas sexuais, de homens e dos “deuses”. Ainda hoje, famílias pobres entregam suas filhas para essas deidades com o objetivo de alcançar delas algum favor, ou ainda obter algum meio de renda com os frutos da prostituição.

Na África, o problema era semelhante à prática do sati da Índia. Quando um líder tribal morria, as esposas e concubinas do chefe eram mortas juntamente com ele. Mesmo hoje, no Oriente Médio, o valor da mulher é mínimo.

A mudança trazida pelo Cristianismo

Que diferença trouxe a vinda de Jesus Cristo entre nós? Muita, em vários pontos. Na verdade, foi uma revolução. Muito do que Jesus Cristo ensinou já era praticado pela sociedade judaica (que era muito diferente das nações à sua volta), e outros pontos tiveram seus termos desenvolvidos por Ele. Mas mesmo os judeus tinham um tratamento discriminatório em relação às mulheres; Jesus, entretanto, Se relacionava de forma saudável com elas. De forma geral, o Cristianismo colocou a mulher em pé de igualdade com os homens. Como ele fez isso?

– Dizendo que ambos foram criados por Deus, à Sua imagem e semelhança (“E criou Deus o homem à Sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” [Gn 1:27]. Para Deus, homens e mulheres têm o mesmo valor [Gl 3:28]).

– Que ambos deveriam dominar e sujeitar a natureza (“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” [Gn 1:28]). Não há nada que impeça a mulher, tanto quanto o homem, de explorar a criação em cumprimento ao mandato cultural.

– A decisão de Deus criar a mulher a partir de Adão declara que ambos provêm da mesma essência (Gn 2:22), mostrando que a mulher em nada é inferior ao homem, tampouco lhe é superior. E a declaração de Adão mostra que sua mulher, Eva, é parte de si mesmo, tendo o mesmo valor que ele próprio (Gn 2:23).

– Que o casamento, como instituição divina, implica que o homem foi feito para a mulher, assim como a mulher foi feita para o homem, e dessa forma ambos andam como uma unidade em dois corpos (Gn 2:24), o que destrói a ideia de que a mulher é escrava do marido, ou vice-versa. São complementares.

– O Cristianismo também evitou que a mulher fosse injustiçada, não permitindo a poligamia, que é inerentemente prejudicial a elas (1Co 7:2).

– O Cristianismo ensinou o cuidado com as viúvas. Elas, se não tivessem recursos, deveriam ser cuidadas e sustentadas pela igreja (1Tm 5). Se o marido morre, ela é livre para continuar viúva ou casar novamente, se quiser.

– O Cristianismo condenou a prostituição ao declarar que o corpo não pertence a nós mesmos, mas a Deus, e que ele é templo do Espírito Santo (1Co 6:13,19). O corpo do homem pertence à mulher, e o da mulher ao homem (1Co 7:4).

– O Cristianismo aprova a instituição do casamento, que não só protege a mulher da exposição aos males sociais, como provê um ambiente seguro material, espiritual e sentimentalmente para seu desenvolvimento integral (Ef 5:28, 29).

– O Cristianismo protege a vida, que entende começar no momento da concepção. Dessa maneira, nenhuma criança deixa de nascer devido a características indesejáveis (pelos pais) que ela tenha ou seja. A vida é direito inviolável, outorgada por Deus, sendo que somente Ele tem direito de reavê-la (1Sm 2:6; Jó 1:21).

– O Cristianismo também proíbe a pornografia, pois entende que ela é equivalente ao adultério. Com isso, a mulher deixa de ser vista como um objeto aos olhos do homem, e reserva o sexo e a nudez para aquele que tem direito a essas coisas, a saber, o marido (Mt 5:28).

Uma palavra sobre o movimento feminista

Se há algum direito, de qualquer pessoa que seja, que deva ser assegurado, sou completamente a favor da luta por ele. A sociedade falha em tratar as mulheres adequadamente porque ela não é uma sociedade moldada exclusivamente pela moral cristã. Muitos dos direitos pelos quais o movimento feminista luta são justos: direitos trabalhistas iguais aos do homem, proteção contra violência física e emocional, igualdade de direitos civis, entre outros. Porém, alguns pontos pelos quais ele luta não são bons, como, por exemplo, o aborto. Ora, o aborto sempre foi uma ferramenta usada pelo homem – e geralmente usado para evitar nascimento de mulheres! O aborto se refere a algo além do corpo da mulher; é outro ser vivo. Ocorre que, ao lutar por esse “direito”, a mulher trata um bebê ainda não nascido como algo menos que humano, tal como um objeto: ou seja, do mesmo modo que ela própria já foi tratada na história.

Outro problema que eu vejo é que algumas feministas mais exaltadas não querem simplesmente uma equiparação de direitos; desejam ocupar o lugar do homem que as explorava, transformando-se em exploradoras. Almejam uma inversão de papéis. Em lugar de uma sociedade patriarcal, sonham com uma matriarcal. E algumas feministas ainda descambam para a misandria – o ódio pelo sexo masculino.

Concluindo

O que o paganismo faz para proteger a mulher? Nunca fez nada, e nunca fará. E essas outras religiões não cristãs? Normalmente, colocam o sexo feminino em uma posição inferior à do homem. E o humanismo? Nada trouxe de bom para as mulheres. Na prática, uma vertente humanista (evolucionista) ensina que nada há de especial na humanidade; tudo que há é resultante de acaso. Somente o mais forte sobrevive (ou domina). Se for o sexo masculino, assim deve continuar a ser. É natural que seja assim. Não há justificativa moral (do ponto de vista evolucionista) para proibir a violência física, sexual, emocional à mulher, nem mesmo por que condenar posicionamentos machistas. A máxima é “o que agora é, é o certo”.

Mas não é assim com o Cristianismo. Em todos os lugares em que ele chegou, as condições das mulheres melhoraram. Onde ele não chegou, veem-se coisas terríveis, como a eugenia sexual, o infanticídio e a prostituição. […]

(Leandro Márcio Teixeira , Napec)

Nota: Na história do adventismo, a principal figura histórica e maior autora foi a norte-americana Ellen G. White. Ellen exerceu um consistente ministério profético por sete décadas, tendo sido palestrante reconhecida, líder, educadora e mãe.

Feminismo e cristianismo: como água e óleo

Não podemos querer unir coisas que são essencialmente antagônicas

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Alguns conceitos são como água e óleo. Podem até estar no mesmo ambiente, mas nunca se misturarão. Essa é a situação referente ao feminismo e ao cristianismo. Não existe feminismo cristão. Não existe feminista cristã. É filosoficamente impossível unir esses conceitos. Esse fato é verdade devido a alguns aspectos. Os pressupostos das duas cosmovisões são antagônicos. Os objetivos de cada visão são incompatíveis. Os resultados práticos de ambos são visivelmente diferentes.

O cristão não precisa do feminismo para valorizar as mulheres; temos a Bíblia e ela é suficiente para colocar a mulher em seu devido lugar, que, por sinal, é o mesmo do homem: ambos são filhos amados de Deus e valem o sangue de Cristo, por isso devem ser igualmente respeitados e valorizados.

Os verdadeiros cristãos levantam apenas a bandeira ensanguentada do príncipe Emanuel. Somente a Bíblia e seus conceitos são defendidos. Quaisquer conceitos estranhos à Palavra são (ou deveriam ser) imediatamente rejeitados.

Não podemos querer unir coisas que são essencialmente antagônicas.

É como água e óleo!

(Pr. Felippe Amorim; Instagram)

Igrejas cristãs no Irã pedem ao governo que pare com o assédio contínuo

Os cristãos no país são presos por não negarem a fé em Jesus.

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No início do mês de fevereiro, a Portas Abertas noticiou sobre o cristão iraniano Ebrahim Firouzi, que foi convocado a prestar novos esclarecimentos às autoridades do Irã por “propaganda contra a república islâmica”. As autoridades haviam dito que a liberação do seguidor de Jesus aconteceria até o dia 20 de fevereiro, mas até agora nada foi feito e Firouzi permanece detido na prisão de Zahedan, no Sudoeste do Irã. Ontem, o Conselho das Igrejas Iranianas Unidas pediu a libertação imediata e incondicional de Firouzi e o encerramento do caso. “O Ministério da Inteligência da República Islâmica não parou de assediar e perseguir o senhor Firouzi, mesmo no exílio. Ao fazer novas acusações e confiscar a propriedade dele, tornou a vida mais desumana e difícil para ele no exílio em Rask”, disse em um comunicado. Em novembro, especialistas em Direitos Humanos da ONU alertaram o governo iraniano sobre “a repressão generalizada relatada contra e perseguição de pessoas pertencentes à minoria cristã no Irã, em particular aquelas que se converteram do islã”.

“Pronta para suportar prisão e chibatadas”

A cristã iraniana Fatemeh Mohammadi, também conhecida como Mary, é uma jovem ativista dos direitos cristãos que já enfrentou perseguição por não abrir mão da fé em Jesus e chegou a ser detida pelas autoridades do país. Ela também teve negado o direito à educação e ao emprego.

“Minha condição é terrível, mas falar sobre isso é meu dever, a fim de informar o mundo sobre as realidades no Irã. Estou pronta para suportar prisão e chibatadas. Sei que educação, trabalho e liberdade religiosa são meus direitos e não vou desistir deles”, disse a jovem de 22 anos.

“Pense em como você ama profundamente alguém, e sempre que você pensa sobre essa pessoa, você se conforta. Você sorri inconscientemente, e pode suportar tudo. Então nada mais parece tão importante. Jesus Cristo é assim para mim. Eu realmente o amo e, no início, fiz um pacto com ele para permanecer fiel. Ele é meu amor divino que nunca muda”, explica a jovem cristã ex-muçulmana.

Em 2020, pelo menos 115 cristãos iranianos foram presos por causa de atividades religiosas ou da identidade cristã, de acordo com um relatório anual da Portas Abertas em parceria com as organizações de liberdade religiosa CSW, Middle East Concern e Article18.

O papel ignorado da igreja no “empoderamento” e na justiça social

Gostaria de compartilhar alguns dados para ajudar os irmãos que estão apelando por uma autocrítica da igreja evangélica em relação ao machismo, racismo e outras opressões sociais supostamente perpetuadas pela igreja.

A igreja evangélica é composta majoritariamente por mulheres e negros. A visão de mundo e os valores das mulheres evangélicas encontra eco nas igrejas, e vice-versa. Elas se identificam com o cristianismo evangélico. Encontram ali respostas e apoio para superarem suas angústias e aflições.

As igrejas evangélicas empoderam mulheres elevando sua autoestima, promovendo inserção e ascensão social, estimulando o empreendedorismo feminino e a “domesticação” dos homens (confira aqui e aqui). É inegável que para as mulheres o “processo de empoderamento e autonomia está muito atrelado à igreja” (confira aqui e aqui). Os dados mostram que as mulheres são a maioria dos empreendedores do Brasil, e a igreja favorece formação de capital social e propicia motivação econômica (confira aqui e aqui), e “o papel mais ativo/inclusivo é desempenhado pelos evangélicos” (aqui e aqui).

O doutor em sociologia Roberto Dutra afirma que “a participação em comunidades religiosas é a maior experiência de empoderamento individual e coletivo que as classes populares das periferias de médias e grandes cidades tiveram nas últimas três décadas no Brasil” (aqui e aqui).

A maior receptividade das mulheres em relação à religião evangélica (especialmente o pentecostalismo) é explicada pelos espaços alternativos criados pelas igrejas para a discussão dos problemas femininos e familiares, o que possibilita a construção de redes sociais que ajudam as mulheres a recuperar a autoestima, a diferenciarem-se de seus familiares e a entrarem no mercado de trabalho (MACHADO, Maria das Dores Campos; MARIZ, Cecília. “Mulheres e práticas religiosas nas classes populares: uma comparação entre as igrejas pentecostais, as Comunidades Eclesiais de Base e os grupos carismáticos”, 1997).

Na verdade, a igreja evangélica está alinhada aos anseios da população mais vulnerável. Pesquisa da Fundação Perseu Abramo (aqui e aqui) indica que pobres da periferia valorizam a organização da vida pelo trabalho, a família e a religião. Além disso, os valores da periferia incluem o papel do empreendedorismo na redução da pobreza, além de adotar uma postura favorável ao conservadorismo comportamental. Ou seja, a igreja evangélica oferece exatamente o que as mulheres e os pobres precisam (e querem).

A pesquisa indica que o crescimento evangélico nas periferias é explicado pelo “papel acolhedor e comunitário” das igrejas. De acordo com Vilma Dokany, socióloga e coordenadora do Núcleo de Estudos e Opinião Pública da Fundação Perseu Abramo, as igrejas oferecem um ambiente estruturado, com a existência de creches, por exemplo, e possuem uma rede de pastores e obreiros que dão apoio aos fiéis. Para a pesquisadora, “a igreja acaba, de certa forma, cumprindo o papel do Estado”.

Para Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, “[a igreja] é vista como uma forma de ascensão social”, e as igrejas evangélicas “cumprem um papel fundamental como rede de proteção social” (aqui e aqui).

Maria das Dores Campos Machado, pesquisadora da UFRJ, afirma que “as igrejas evangélicas buscam seus pastores diretamente nas populações mais carentes. Há vários pastores negros e também mulheres pastoras e bispas. As igrejas evangélicas criaram um caminho de inclusão e ascensão social” (aqui e aqui).

Historicamente, o protestantismo teve participação fundamental na Primeira Onda do feminismo (aqui e aqui). Na verdade, o protestantismo radical já era igualitarista de gênero séculos antes do surgimento do feminismo, e a Primeira Onda tem uma “dívida histórica” com o cristianismo (e muitas mulheres evangélicas e feministas parecem desconhecer esse legado histórico (aqui e aqui).

A influência de grupos protestantes como os quakers no processo histórico de emancipação feminina tem sido inexplicavelmente subestimada em pesquisas (poucas meninas feministas sequer ouviram falar nos quakers), enquanto outros grupos são supervalorizados na bibliografia feminista (aqui e aqui). Tudo isso antes e à margem de qualquer movimento feminista organizado. Mas hoje, desprezando tudo isso, é comum encontrar um jovem crente chamando, de maneira generalizada, esse povo de “promotor da cultura do estupro”, “ignorante”, “preconceituoso”, “câncer do Brasil”, etc.

Uma boa parte das críticas feitas aos evangélicos é baseada em preconceito e desconhecimento da realidade mais ampla, como muitos pesquisadores já constataram. William Nozaki, da Fesp-SP, por exemplo, critica a tendência de se construir uma visão pejorativa de evangélicos e tratá-los como se fossem um “rebanho acéfalo que sofre de lavagem cerebral” (aqui e aqui).

Carlos Gutierrez, antropólogo da Unicamp, questiona o discurso daqueles que continuam vendo as igrejas evangélicas como agentes de alienação e de atraso, pois a atuação das igrejas evangélicas estimula a ascensão social: “Na religião, os fiéis encontram incentivo e apoio, desenvolvem a autoestima e encaram as agruras da vida com mais esperança” (aqui e aqui).

O estudo “Retrato das Religiões do Brasil” (FGV) mostrou que as igrejas evangélicas crescem entre os “grupos mais desprotegidos da população”: a presença evangélica é maior do que a média em favelas, periferias de regiões metropolitanas, entre desempregados e migrantes recentes (aqui e aqui).

Juliano Spyer, pesquisador, doutor em antropologia, afirma que “os maiores promotores da escolaridade no chamado “Brasil profundo” hoje não são as escolas e os professores, mas a internet e as igrejas evangélicas”. A igreja evangélica “representa uma espécie de estado de bem-estar social alternativo que ajuda quem atravessa momentos difíceis – doença, desemprego, violência doméstica, casos de dependência química na família, etc.” (aqui e aqui).

Esses são os fatos, são os dados, o que aparece em pesquisas. Qualquer crítica feita à igreja como um todo, para ser justa, deveria estar baseada em dados, não apenas em impressões subjetivas ou experiências pessoais negativas ou positivas.

A igreja tem muitos problemas, certamente. Mas muitas propostas de autocrítica à igreja têm sido meros ecos do ativismo secular, usando categorias estranhas à Palavra (como os conceitos de gênero, sexo, casamento e família, uma visão do ser humano distante da antropologia bíblica; e uma confusão entre o conceito feminista contemporâneo de “patriarcado” com a sociedade patriarcal descrita na Bíblia Hebraica). Frequentemente, tais apelos à autocrítica repercutem críticas direcionadas ao catolicismo e as aplicam irrefletidamente ao protestantismo radical (o que não faz o menor sentido!).

Nem tudo são flores na igreja evangélica, claro. A violência familiar está presente em lares evangélicos (aqui e aqui), mas é injusto dizer que a igreja “promove” uma cultura de violência e estupro. Ao contrário, ciente do problema, a igreja tem procurado combater essa cultura em seus ministérios voltados à mulher, família, educação e crianças (por ex.: aqui, aqui, aqui e aqui).

Muito mais pode ser feito. Provavelmente há mulheres sofrendo silenciosamente em nossas congregações, e nosso esforço deveria ser em fortalecer o potencial de promoção da justiça que a igreja já provou historicamente. Movimentos sociais que surgiram “ontem” historicamente deveriam ser cautelosos na crítica àqueles com mais horas de voo e um enorme currículo de benefícios sociais, e buscar somar esforços, pois os objetivos são comuns.

(Pastor Isaac Malheiros é professor no Instituto Adventista Paranaense)

Partido Comunista persegue cristãos na China

Relatos de cristãos na China mostram que o governo do presidente Xi Jinping tem elevado a perseguição religiosa no país. Entre as medidas citadas estão a retirada de símbolos cristãos das casas de cristãos até o fechamento de igrejas e prisão de seus membros. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a tradicional igreja cristã Early Rain foi fechada na cidade de Chengdu, no sudoeste do país. Mais de 100 membros foram detidos. O líder religioso Wang Yi e sua mulher estão presos sob acusação de incitar a subversão – crime que pode ser punido com até 15 anos de prisão. Muitos dos que não foram detidos estão escondidos e sequer podem voltar para a cidade.

O edifício que a igreja ocupava deu lugar a uma associação comercial e a polícia afasta quem tenta buscar o local. Quando questionado sobre a situação por uma repórter do Guardian, um policial pediu para que ela se retirasse e informou que teria de vê-la entrar em um carro e ir embora.

O diário britânico Daily Mail cita casos em que autoridades destruíram símbolos religiosos no mês de julho. Esse tipo de situação teria ocorrido nas províncias de Anhui, Jiangsu, Hebei e Zhejiang. Funcionários entraram em casas para retirar cruzes e imagens de Jesus Cristo. Alguns moradores foram obrigados a colocar imagens de Xi Jinping e de Mao Tse Tung na parede. 

O site especializado em religião Bitter Winter afirmou que, na Província de Shanxi, imagens religiosas foram retiradas e substituídas por fotos de líderes comunistas. Na Província de Anhui, autoridades teriam entrado em uma igreja cristã e exigido que a cruz fosse tirada, segundo a Radio Free Asia. […]

(Estadão)

Leia também: “China orders Christians to renounce faith in Jesus & worship President Xi Jinping instead”

Assista a este filme e conheça a verdadeira face do comunismo (confira).

Pastor é morto por islâmicos radicais do Boko Haram

reverendoNosso irmão, reverendo Lawan Andimi, da Nigéria, foi decapitado ontem por professar sua fé. Em seu vídeo de captura, ele pediu para que sua família e seus irmãos não ficassem tristes, pois ele estava em paz com a morte, porque Jesus está vivo! No vídeo, que se transformou num verdadeiro testemunho de sua fé, ele disse que se não mais visse seus filhos e sua esposa, essa também seria a vontade de Deus. Infelizmente, não consegui respeitar um de seus pedidos. Ele pediu aos irmãos para que não chorassem, nem se preocupassem, mas que fossem gratos a Deus. Eu louvo a Deus pela sua vida, querido irmão. Nos encontraremos na Eternidade! Você foi um servo bom e fiel. Que Deus conforte o coração dos que te conheceram pessoalmente.

Que nossos irmãos que sofrem perseguições por causa de sua fé não se esqueçam de que há uma igreja em oração por eles. A Igreja invisível e universal clama por vocês.

Isso é ser cristão. É saber que NADA na vida vale mais do que uma vida com Cristo. Nada. O testemunho do reverendo Lawan Andimi salvará muitas almas na Nigéria. Eu creio nisso. Que Deus seja louvado para todo sempre.

“Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte; porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1:20, 21). “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (2 Timóteo 4:7).

Todos os dias cristãos são mortos por não abrir mão de sua fé. Não desperdice o privilégio de poder viver em um lugar onde se pode, livremente, professar sua fé em Cristo Jesus.

“Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda a criatura” (Marcos 16:15). Esse deve ser nosso real objetivo na vida. O resto é resto.

(Thais Azevedo, no Facebook)

Leia também: “Boko Haram executes pastor who turned hostage video into testimony”

Campanha de oração na Ucrânia contra a volta do comunismo completa cinco anos

Captura de Tela 2019-12-01 às 07.36.19O regime comunista silenciou os cristãos por muitos anos e hoje eles temem sofrer as mesmas perseguições do passado

Em 2014 a cidade foi palco de protestos de grupos separatistas que estavam fortemente armados e usavam tanques de guerra. A agitação ameaçava a liberdade religiosa de 23 anos que alimentou essa geração pós-comunista. Foi nesse cenário que pastores e líderes evangélicos iniciaram a campanha de oração que significa que não foi uma batalha política, mas uma batalha espiritual de proporções épicas, pois a liberdade de adorar, reunir-se como igrejas, orar publicamente e compartilhar sua fé com os outros estava ameaçada.

“Esta é a geração de filhos cujos pais foram mortos por causa da fé, cujos pais passaram a maior parte do tempo na prisão por causa da fé. Conhecíamos a verdadeira face do comunismo e dissemos: ‘Senhor, não sabemos o que fazer. Nossos olhos estão em você, Senhor.’ A única esperança estava no Senhor”, disse o pastor V, um dos principais organizadores da reunião de oração.

O governo comunista durou 72 anos na Ucrânia. Nesse período as igrejas e atividades evangélicas foram proibidas. Muitos cristãos que pregavam, ensinavam das Escrituras ou compartilhavam o Evangelho foram forçados a viver na clandestinidade e foram severamente perseguidos.

As crianças que nasceram nesse período, como relembra o site BP News, foram ensinadas na escola que Deus não existia. Ainda depois da Segunda Guerra Mundial as condições eram perigosas.

Os batistas e outros crentes protestantes na extinta URSS estavam confinados em hospitais psiquiátricos, presos e até privados de seus direitos parentais em alguns casos.

Foram muitos anos até que a liberdade religiosa voltasse ao país e desde então a Ucrânia se tornou o cinturão bíblico da Europa Oriental. É o centro da vida evangélica em toda a antiga União Soviética, liderando o caminho na plantação de igrejas e no envio de missionários.

Mas após a atuação de separatistas de 2014, as igrejas evangélicas foram fechadas e ameaçadas de multas nas principais cidades do território ocupado. Por isso que a campanha de oração tem sido necessária, pois eles temem que o regime comunista volte a calar a igreja. “Nesse momento, eu teria medo de não orar”, disse o pastor V. “Nós sabemos o que está em jogo.”

(Gospel Prime)

Nota: Quem viveu os horrores dos regimes comunistas ateus não quer sob hipótese alguma a volta desse tipo de ditadura perseguidora e opressiva. Se você duvida de que a situação dos cristãos foi tão difícil nesses países, sugiro a leitura do livro Ainda que Caiam os Céus, do pastor adventista Mikhail Kulakov, um dos muitos líderes religiosos perseguidos pelo governo comunista da antiga União Soviética. [MB]

Leia também: “Assista a este filme e conheça a verdadeira face do comunismo” e “Parlamento Europeu aprova resolução que coloca nazismo e comunismo em pé de igualdade”

Assista aos meus vídeos sobre comunismo (clique aqui).

Para Zacharias e Craig, igrejas precisam de mensagem sólida e menos emocionalismo

ravi[Dois dos maiores apologetas cristãos da atualidade, a quem muito admiro, Ravi Zacharias e William Lane Craig, fizeram sérias afirmações recentes quanto à condição das igrejas. Creio que vale a pena refletir no que ambos disseram e tomar providências a respeito:]

Algumas igrejas estão perdendo pessoas porque falharam em pregar o “verdadeiro evangelho” e estão apenas oferecendo “momentos de bem-estar”, afirmou o apologista Ravi Zacharias. Falando à Fox News, ele disse que, embora os evangélicos “tivessem crescido em número”, as principais igrejas estão lutando porque estão se afastando da mensagem principal da Bíblia. “Alguns dos líderes perderam números, e deveriam ter perdido números, porque perderam a mensagem”, disse ele. “Se você perdeu o verdadeiro Evangelho, as pessoas vão dizer: ‘Por que estou vindo para cá? Esta é uma sociedade ética ou um momento de bem-estar no domingo de manhã?’”, analisou. Ele disse que as igrejas em crescimento são aquelas “onde a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo está sendo entregue aos jovens e àqueles que estão pensando seriamente sobre o que é a vida”.

O orador e autor popular continuou dizendo que houve uma mudança no debate em torno da fé nas últimas décadas, de Deus existir ou não, para questões “mais existenciais”. “Todas as perguntas que você faz só podem ser respondidas depois de encontrar a resposta para a primeira pergunta: Por que você realmente existe”, disse ele. “E quando você encontrar esse relacionamento com Deus através de Jesus Cristo, como eu acredito, todas as outras perguntas serão justificadas e as respostas virão”, declarou.

Outra mudança, observou ele, foi provocada pela chegada da tecnologia e da mídia social, com as pessoas cada vez mais “vivendo na frente da tela e perdendo relacionamentos”, apesar de terem mais opões do que nunca para se comunicar. “[As] perguntas estão ficando cada vez maiores e a alma está ficando cada vez mais vazia”, ​​disse ele.

Uma pesquisa recente revelou que, para jovens americanos, a religião é cada vez mais irrelevante. O estudo dos valores mais estimados pelos americanos, feito pelo Wall Street Journal e pelo NBC News, descobriu que entre os 24 anos ou menos apenas um terço considerava que a religião era importante para eles, em comparação com mais da metade da geração Baby Boomer. Muito mais importante para os jovens americanos era a comunidade e a tolerância.

(GuiaMe)

craigWilliam Lane Craig é, provavelmente, o mais influente filósofo cristão da atualidade. Debatedor hábil, autor profícuo e pensador rigoroso, ele faz parte de uma geração que conseguiu recolocar a discussão a respeito de Deus sobre a mesa nas faculdades de filosofia. Ao mesmo tempo, ele acumula milhões de visualizações com seus vídeos no YouTube. “Estou feliz por debater com o doutor Craig, o apologista cristão que parece colocar o temor de Deus em algum de meus colegas ateus”, disse Sam Harris, um dos chamados “quatro cavaleiros do ateísmo”, ao iniciar um debate com Lane Craig em 2011. O filósofo americano, que acaba de completar 70 anos, é doutor pelas universidades de Birmingham, na Inglaterra, e de Munique, na Alemanha. Além disso, leciona na Universidade Biola, na Califórnia, e na Universidade Batista do Texas. Ele conversou com a Gazeta do Povo por e-mail. [Leia a seguir trechos da entrevista.]

A crença em Deus parece estar em declínio acelerado em todo o mundo desenvolvido, especialmente em países onde as pessoas têm mais acesso ao ensino superior. Por quê?

Isso não é verdade, como o exemplo dos Estados Unidos mostra claramente. A nação mais rica e poderosa no mundo hoje também é a nação com o maior número de cristãos e é a sociedade mais evangelizada da Terra. Vinte e dois por cento dos evangélicos do mundo vivem nos Estados Unidos, e a vitalidade, diversidade e tamanho das organizações e atividades cristãs aqui são quase indescritíveis.

Os Estados Unidos foram o principal veículo para levar o Cristianismo ao resto do mundo no último século: 35% dos missionários do planeta são dos Estados Unidos e 76% das contribuições financeiras de evangélicos vêm dos Estados Unidos. Mesmo na Europa, a situação não é tão óbvia. Um estudo feito pelo sociólogo Egbert Ribberink, da Universidade Erasmus de Roterdã, na Holanda, revelou que, em países predominantemente seculares, o ateísmo atrai principalmente as pessoas com menos educação, enquanto pessoas com nível educacional mais elevado tendem a ver o ateísmo como algo muito raso e militante. Assim, Ribberink conclui que a visão de que a crença religiosa é irracional e morre assim que as pessoas adquirem uma mentalidade mais científica “não se coaduna com os nossos resultados”. […]

As igrejas evangélicas têm crescido de forma impressionante no Brasil, geralmente atraindo membros da grande população de católicos nominais. Ao mesmo tempo, muitas dessas novas igrejas não parecem ter uma teologia sólida, enfatizando aspectos emocionais ou materialistas da religião. Você vê nisso uma ameaça grave ao Cristianismo tradicional?

Considero o chamado “evangelho da saúde e da riqueza” uma série ameaça ao Cristianismo no Brasil, já que ele é uma distorção terrível do Cristianismo bíblico. Portanto, estou determinado a fazer tudo o que posso para trazer recursos educacionais para os cristãos no Brasil poderem oferecer treinamento em doutrina cristã e apologética. Alguns dos meus livros foram traduzidos para o português no Brasil e nós criamos uma versão em português de todo o nosso website, assim como da nossa página do Facebook e nossos vídeos no YouTube. Ao longo deste século, o Brasil está destinado a emergir como uma força geopolítica e cultural e é importantíssimo que os cristãos do Brasil estejam à altura do desafio.

Você teme que focar demasiadamente nos aspectos racionais da fé pode acabar afastando as pessoas da necessidade de uma experiência pessoal e genuína com Deus?

Não, eu não acho, porque a balança tem pendido muito na outra direção recentemente. Em particular, ouvi relatos de que a igreja evangélica no Brasil tende a ser muito movida pela emoção, então um contrapeso é uma necessidade urgente. Eu espero contribuir para esse equilíbrio.

(Gazeta do Povo)

Nota: Tanto Ravi Zacharias quanto William Craig têm preocupações válidas e reais. O problema não está apenas nas igrejas brasileiras, é uma característica dos brasileiros como um todo. Nossa cultura é essencialmente emocional, e ainda por cima com baixa maturidade. Se o Brasil pudesse ser representado como uma pessoa, seria um adolescente – talvez um adolescente viciado em drogas e rock’n’rol. A principal razão disso possivelmente esteja na influência do relativismo na visão que alguns têm da verdade bíblica. Se entregamos sorvete para as pessoas, não podemos esperar que estejam bem nutridas. O problema também é que as pessoas vão atrás de sorvete, e não atrás de feijão com arroz. Só que antes havia coragem para dizer que elas precisam de menos açúcar e mais proteína e carboidratos. Mas, em uma geração de “empoderados” e de “superconsumidores”, está cada vez mais difícil fazer isso. E mais: quando líderes deixam de ser pastores (formais e informais) e passam a ser “coaches”, o resultado não pode ser outro. A Bíblia apresenta esta época como a dos pastores que apascentam a si mesmos e uma geração que não acolheu o amor da verdade, sendo incapaz de suportar a sã doutrina. Se os líderes tratam as verdades bíblicas como textos motivacionais ou apenas inspiracionais, e não como verdade sólida e normativa, essa será a maneira como o povo se relacionará com a verdade. Algo precisa ser feito e com urgência.

A esquerda democrata não consegue mais falar a palavra “cristão” para se referir a vítimas

Sri-Lanka-ataque-igrejaJá o terrível atentado terrorista no Sri Lanka contra cristãos, apontando para o verdadeiro culpado, que a imprensa faz de tudo para esconder: o Islã radical. A coisa chegou a um grau tão absurdo que os “progressistas” se esforçam ao máximo para proteger aqueles que pretendem destruir o Ocidente. É uma afinidade ideológica que se origina no niilismo e tem como denominador comum o ódio ao legado ocidental. Guilherme Macalossi comentou: “Até agora, 290 mortos em atentados contra Igrejas Católicas no Sri Lanka. Até agora, ninguém na imprensa usou o termo ‘cristofobia’ para descrever os ataques efetuados na Páscoa.” E ele está certo, claro. Ninguém – absolutamente ninguém na grande imprensa – usa a palavra “cristofobia” para descrever o ódio e a perseguição aos cristãos ao redor do mundo, enquanto “islamofobia” é um termo usado em abundância, mesmo para rotular aquele que simplesmente tece críticas ao radicalismo islâmico.

Mas a doença é pior do que essa. A esquerda democrata, cada vez mais radical, não usa “cristofobia” e tampouco usa a palavra cristão para definir as vítimas do atentado! Tanto Obama como Hillary Clinton escreveram “adoradores da Páscoa” para se referir aos cristãos.

“É preciso compreender isso pela ótica da narrativa “progressista” nessa marcha das “minorias oprimidas”. Para a esquerda moderna, o homem branco cristão ou judeu será sempre o algoz, enquanto as “minorias” serão sempre as vítimas. Não pode ser diferente, pois se cada caso for analisado individualmente, a política de identidades, coletivista, morre.

Reparem no duplo padrão hipócrita: quando “supremacistas brancos” atacaram muçulmanos, Clinton deixou de lado esse “zelo” e deu nome aos bois, lamentando a perda da comunidade islâmica e acusando os terroristas diretamente.

Obama, Clinton e os demais democratas esquerdistas não conseguem sequer falar cristão para definir vítima de atentado, pois cristão, em sua narrativa tosca, precisa ser sempre o culpado. Ao mesmo tempo, eles se recusam a apontar para islâmicos como responsáveis por qualquer coisa ruim, enquanto se apressam para enxergá-los como vítimas. É nisso que a esquerda se resumiu hoje: assessoria de imprensa dos radicais islâmicos!

Obs.: É bom lembrar que Clinton e Obama já são vistos como “moderados” demais no seu partido, figuras ultrapassadas que precisam ceder espaço para as “novas faces”, gente como Ocasio-Cortez ou Ilhan Omar, antissemita defensora dos… radicais islâmicos.

(Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo)

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Ataques a igrejas no Sri Lanka deixam 290 mortos e 500 feridos

Nesta Páscoa, o Sri Lanka foi atingido por um dos ataques mais mortais a cristãos da história. Inicialmente, três igrejas e dois hotéis foram bombardeados. Houve uma primeira explosão e depois outros cinco ataques ocorreram quase que simultaneamente, entre 8h30 e 9h30, no horário local. Duas outras explosões aconteceram à tarde: uma em uma casa onde a polícia tentava prender suspeitos, outra em uma pousada, de acordo com as últimas informações disponíveis. Sabe-se agora que sete explosões foram realizadas por homens-bomba, todos do Sri Lanka.

As primeiras explosões aconteceram na Igreja Santo Antônio, em Kochcikade, Colombo, na Igreja São Sebastião, em Negombo, na Igreja Sião, em Batticaloa, no Hotel Kingsbury e no Cinnamon Grand Hotel, em Colombo. Os hotéis eram de cinco estrelas e ofereciam café da manhã especial de Páscoa. Todas as igrejas celebravam a ressurreição de Jesus Cristo no culto de Páscoa. As outras duas explosões ocorreram no distrito residencial de Dematagoda e em um hotel perto do zoológico de Dehiwala. Entre os mortos, há algumas dezenas de estrangeiros.

A polícia decretou toque de recolher e todas as redes sociais foram bloqueadas para evitar a circulação de notícias falsas. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques ainda, mas a polícia reportou a prisão de 24 suspeitos de participação. O governo do Sri Lanka pede que a mídia não publique os nomes dos suspeitos. Isso daria a outros grupos extremistas a chance de explorar a situação e criar tensão entre as comunidades. O governo culpa o pouco conhecido grupo jihadista National Thoweed Jamath pelos bombardeios e acredita que recebeu ajuda de uma rede internacional. Outras bombas foram encontradas pela polícia na manhã desta segunda-feira. Somente na igreja de Batticaloa, 28 mortos foram confirmados, mas há ainda muitas pessoas desaparecidas, principalmente crianças.

O colaborador da Portas Abertas Sunil (pseudônimo) tentou chegar às áreas dos desastres, mas foi impedido no meio do caminho por causa do toque de recolher imposto pelo governo. Ele está indo para Batticaloa, onde uma explosão atingiu a Igreja Sião, para ouvir dos irmãos quais são as suas necessidades. A Aliança Cristã Evangélica Nacional do Sri Lanka (NCEASL, sigla em inglês) publicou uma declaração, na qual pede que o governo e as forças de segurança tomem todos os passos necessários para resolver a situação rapidamente e fazer justiça aos terroristas. “Finalmente, enquanto oferecemos nossas orações e apoio a todos os afetados, a NCEASL convoca a igreja nacional e global a orar pelos enlutados que perderam seus entes amados e pelos feridos nessa desafortunada série de ataques”, diz a declaração.

O Sri Lanka é um país predominantemente budista e cerca de 80% da população é da etnia cingalesa. O país tem uma longa e violenta história devido a razões religiosas e étnicas e passou por uma guerra civil de 1983 a 2009, na qual a maioria cingalesa budista lutava contra a minoria tâmil hindu. Muitas pessoas morreram de ambos os lados nos 26 anos de guerra, até que os tâmeis foram finalmente derrotados. Com esse histórico, o nacionalismo religioso prosperou no Sri Lanka. Grupos radicais budistas surgiram em todo o país e foram usados pelo governo anterior como um meio de manter as minorias religiosas sob controle. A principal vítima é a minoria muçulmana, que sofreu grandes ataques em 2014 e março de 2018. Mas os cristãos também têm enfrentado ataques de grupos locais, frequentemente liderados por monges de mantos laranja. No período de apuração da Lista Mundial da Perseguição 2019 (1º de novembro de 2017 a 31 de outubro de 2018), foram registrados 60 ataques e incidentes contra cristãos em diferentes níveis.

As tendências descritas acima não explicam os ataques de Páscoa de ontem. Explosões de bombas não são o estilo dos extremistas budistas nacionalistas. Considerando-se a sofisticada coordenação dos ataques, o estilo é mais de grupos afiliados ao Estado Islâmico, que já realizaram ataques de Páscoa em anos anteriores em outros países, como Egito e Paquistão. Em muitos países, os cristãos correm um risco maior durante feriados cristãos, como Natal e Páscoa.

 (Portas Abertas)