O cristão não precisa do feminismo para respeitar as mulheres

Você é cristão? Quer tratar as mulheres com o devido respeito? Pode jogar fora o feminismo, abra sua Bíblia. Viva seus princípios. Isso será suficiente!

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O feminismo promete dar para as mulheres valorização e respeito. Essa promessa tem se mostrado falsa. A tristeza é que alguns cristãos têm se iludido com essa ideologia, como se precisassem dela para valorizar as mulheres. O cristão não precisa do feminismo para valorizar as mulheres. O cristianismo é suficiente para isso. A cosmovisão cristã enxerga a mulher da perspectiva verdadeira, a perspectiva divina.

Deus criou homens e mulheres com funções diferentes, mas com o mesmo valor intrínseco. Há diferenças claras e necessárias na fisiologia, na psicologia e em outros aspectos, mas no valor do ser humano não há. Adão disse que Eva era “osso dos seus ossos e carne da sua carne” (Gn 2:23), ou seja, reconhecia a igualdade de valor. Esse é o padrão de Deus para a relação entre os dois sexos existentes. Na criação (na sociedade padrão), havia pleno respeito para com a mulher.

Mesmo após a entrada do pecado, o padrão de respeito continua. Cristo valorizou as mulheres em Seu ministério e nos deixou o exemplo. Paulo colocou como padrão de tratamento do marido para com a esposa a relação de Cristo com a igreja (Ef 5:21-26). Portanto, uma relação sem violência.

Poderíamos multiplicar os exemplos bíblicos de valorização da mulher, mas acredito que já entendemos: a Bíblia é suficiente para tratarmos a mulher como ela merece, não precisamos do feminismo.

Você é cristão? Quer tratar as mulheres com o devido respeito? Pode jogar fora o feminismo, abra sua Bíblia. Viva seus princípios. Isso será suficiente!

(Pastor Felippe Amorim é apresentador do programa Bíblia Fácil, na TV Novo Tempo; Instagram)

Leia também: “O cristão não precisa do “evangelho social” para ajudar os necessitados”

O cristão não precisa do “evangelho social” para ajudar os necessitados

Quer ser alguém que não perde a perspectiva de constante ajuda aos necessitados? Rejeite qualquer tipo de ideologia disfarçada de teologia. Estude a Bíblia e viva a Bíblia.

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“Evangelho social” é uma expressão vazia, porque, na prática, não existe. Essa expressão é uma tentativa de fazer a Bíblia caber nos moldes do marxismo. Sim, o “evangelho social” é um desdobramento da Teologia da Libertação (católica) e sua correspondente evangélica chamada de Teologia da Missão Integral (ambas marxismo travestido de religião).

O Evangelho não é social, nem político, nem filosófico. Paulo define o que é o evangelho: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego” (Romanos 1:16).

Isto é o Evangelho: o poder de Deus para salvar.

Quando alguém é alcançado pelo Evangelho, portanto, recebendo a graça perdoadora e transformadora de Cristo, passa a viver de acordo com os princípios do Evangelho. Um desses princípios é o cuidado com os necessitados.

Alguém salvo pelo Evangelho vai viver com o foco em fazer TUDO o que Jesus pede em Sua palavra, inclusive cuidar dos necessitados.

O salvo pelo Evangelho vai ver os necessitados pelo olhar de Mateus 25:35-45, e vai entender que fazemos para Cristo quando cuidamos de alguém com necessidade.

O Salvo terá o olhar de Isaías 58, entendendo que cuidar dos necesitados é uma especie de jejum espiritual.

O salvo pelo Evangelho entende que “a religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo” (Tiago 1:27). Inclusive não despreza que ao lado da ajuda está o “manter-se não corrompido pelo mundo”.

O cristão não precisa do “evangelho social” para cuidar dos necessitados. Ele precisa apenas ser cristão.

Quer ser alguém que não perde a perspectiva de constante ajuda aos necessitados? Rejeite qualquer tipo de ideologia disfarçada de teologia. Estude a Bíblia e viva a Bíblia.

(Pastor Felippe Amorim é apresentador do programa Bíblia Fácil, na TV Novo Tempo; Instagram)

O legado da Reforma Protestante

Laos: conheça mais um país comunista e budista que persegue e discrimina cristãos

A perseguição religiosa atinge inclusive crianças e famílias perseguidas por suas comunidades e parentes próximos

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País de governo comunista que discrimina a população cristã, o Laos aparece no noticiário geral como mais um país do sudeste asiático, como China e Vietnã. Mas você sabe como vivem os cristãos no Laos?

Na próxima segunda-feira, dia 19, é celebrada a independência do país, que aconteceu em 1949. Atualmente, o país ocupa do 22º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2021, onde as atividades cristãs são monitoradas pelas autoridades. Nas áreas rurais, as igrejas domésticas são forçadas a se reunir em segredo, pois são consideradas “ilegais”.  

Os seguidores de Jesus no país enfrentam perseguição vinda de todas as esferas da vida, principalmente de amigos e familiares, comunidade, gangues, grupos não cristãos e oficiais do governo. Os cristãos ex-budistas enfrentam maiores dificuldades porque são perseguidos pela família e autoridades locais.  

Além disso, a perseguição também assume a forma de pobreza devido à negligência do governo, crianças enfrentam bullying nas escolas e cristãos ex-budistas perdem os empregos. Ela pode ainda se apresentar na forma de casamentos desintegrados, perda de cidadania ou boicote a comércio de cristãos. Essa perseguição é invisível, mas severa.

Irmãs perseguidas 

Nani* e Nha Phong* de 17 e 16 anos receberam Cristo no Laos onde o budismo é a religião oficial e não existe muito espaço para o cristianismo. Desde que escolheram seguir a Jesus, as jovens têm vivido uma jornada difícil e ainda hoje enfrentam perseguição – especialmente da própria família. Assista ao vídeo que conta a história das cristãs. 

“Meu primo me contou sobre a palavra do Senhor, ele é pastor em uma igreja localizada em uma vila perto da nossa. Gostei muito do que ouvi, e por isso me converti. Foi uma decisão fácil”, diz Nani. Embora Nani e sua irmã não sejam cristãs há muito tempo, Nani começou a liderar a adoração na igreja e Nha Phong começou a cuidar das crianças na escola dominical. Mas a família, especialmente o pai, não aceitou que as filhas se convertessem ao cristianismo. 

Elas contam que algumas vezes que foram à igreja a família ficou muito brava e disse para não irem. Alguns familiares disseram que elas precisavam voltar à antiga religião, e, se não o fizessem, eles bateriam nelas e as forçariam a sair da igreja. 

Mas, mesmo diante da perseguição, as jovens não perdem a fé em Cristo. “Como mostrado em Efésios 6, quando as pessoas lutavam no passado, usavam um escudo, e eu quero ter fé como um escudo. Quando o mal tentar atirar flechas em nós, usarei o escudo para me proteger. Então eu tenho que colocar minha fé em Jesus”, finaliza Nani. 

Colheita Maldita

Cristãos do Laos são julgados culpados por todos os males que acontecem em suas comunidades: doenças – como Covid-19 – pragas, estiagens. Os budistas acreditam que coisas ruins acontecem por castigo de seus deuses e que os cristão atraem a ira desses deuses.

Foi o que aconteceu com Somkhit* e Anida*. Eles tiveram um encontro com Jesus em 2018, e desde então passaram a ser perseguidos pela comunidade no norte do Laos. O chefe da aldeia zomba e discrimina a família com seis filhos. Em uma das ocasiões, eles ficaram de fora da instalação de um sistema de água em casa e a justificativa do líder local foi: “Sua casa é muito elevada! Se quiser água, desça para buscar!”

A aldeia onde a família cristã mora depende da agricultura e em 2020 não tiveram chuva o suficiente para uma boa colheita. Então, os moradores ficaram revoltados e culparam os cristãos por isso. Na visão deles, o que está acontecendo é resultado da fúria dos espíritos porque os cristãos deixaram a fé animista para seguir Jesus.

Somkhit lamenta a situação e teme que os vizinhos expulsem toda a família do vilarejo. “Não temos certeza se sobreviveremos este ano por causa da dor e da fome diária. Tem sido realmente difícil.” Eles podem até ser a única família cristã no vilarejo, mas têm irmãos e irmãs na fé no mundo todo que os socorrerão nesse momento de aflição. Os parceiros locais da Portas Abertas visitaram os cristãos e ministraram um treinamento para responderem biblicamente à perseguição e socorrê-los nas principais necessidades.

O que a Portas Abertas tem feito pelos cristãos no país

Por meio de parceiros da igreja local, a Portas Abertas fortalece os cristãos perseguidos no Laos, fornecendo materiais cristãos, treinamento de liderança e discipulado, programas de desenvolvimento socioeconômico, advocacia, auxílio emergencial e ajuda prática. 

O que você pode fazer?

O tipo de perseguição que cristãos enfrentam em países budistas está mais relacionado à pressão do que à violência. Essa última até existe, mas a pressão já está na estrutura da sociedade.

Apesar de o budismo ser visto como uma religião pacífica, isso tem a ver com a harmonia com você mesmo e a comunidade. Sendo assim, a presença cristã pode ser destrutiva, afinal, os cristãos são vistos como pessoas inclinadas a destruir a unidade e a cultura do país. Como principal religião em Mianmar, Butão, Laos e Sri Lanka, o budismo desfruta de proteção e lealdade de todos.

Além da pressão enfrentada em comunidades budistas, famílias cristãs pobres ainda precisam lidar com a falta de recursos. Sua doação permite que um cristão ex-budista, em um país asiático, receba capacitação para geração de renda durante dois meses. Conheça a campanha e faça a diferença na vida de alguém.

* Nomes alterados por motivo de perseguição.

(Portas Abertas)

Leia também: “Cristãos são perseguidos em países budistas”

Obs.: Para não dizerem que não falei da comunista Cuba, veja os vídeos abaixo.

O que seria das mulheres sem o cristianismo?

Em todos os lugares em que ele chegou, as condições das mulheres melhoraram. Onde ele não chegou, veem-se coisas terríveis, como a eugenia sexual, o infanticídio e a prostituição.

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Muito se fala sobre a situação da mulher na sociedade moderna. Acreditam não poucos que há um grande desnível – ou abismo mesmo – entre os direitos e deveres do homem e os da mulher, sendo que essa última tem sido historicamente prejudicada. E não faltam candidatos a carrasco do sexo feminino. A última moda agora é acusar as religiões de forma geral, e o Cristianismo, em especial. Não há a menor dúvida de que existem religiões no mundo que cerceiam os direitos da mulher. O Islamismo é um bom exemplo desse tipo. Tanto seu livro sagrado como sua literatura teológica discrimina e rebaixa gravemente a mulher a ponto de torná-la um objeto de propriedade, primeiramente do pai, e depois do marido. Contudo, neste texto quero provar que não há razão por que colocar o Cristianismo no mesmo cesto das religiões que pejoram a mulher. Mais do que isso, vou mostrar como o Cristianismo colocou a mulher em uma situação muito melhor do que qualquer outro sistema religioso ou filosófico que já existiu.

Um pouco de história

A vida da mulher não era fácil nas culturas antigas. Em geral, eram propriedade dos maridos. Não eram consideradas capazes ou competentes para agir independentemente. Vejamos a Grécia antiga. Aristóteles disse que a mulher estava em algum lugar entre o homem livre e o escravo (considerando que a situação do escravo não era nem um pouco auspiciosa, perceba a pobre situação feminina), e que era um “homem incompleto” (Política). Platão, por sua vez, entendia que se o homem vivesse covardemente, ele reencarnaria como mulher. E se essa se portasse de modo covarde, reencarnaria como pássaro (A República, Livro V). A sorte das mulheres não era muito melhor na Roma antiga. Poucas famílias tinham mais de uma filha. O casamento romano era uma forma de trazer mais material humano para formação do exército, e assim permitir a Roma a continuidade de sua expansão; por isso, o interesse estava em ter filhos homens. Daquelas, porém, que sobreviveram ao infanticídio, eram-lhes reservadas as tarefas do lar, mas não o exercício da cidadania e a participação política, coisa reservada apenas aos patrícios homens.

Na China, até bem recentemente, o infanticídio era uma prática comum. Os bebês do sexo feminino eram entregues como alimento aos animais selvagens ou deixados para morrer nas torres dos bebês. Adam Smith escreveu sobre essa prática no seu famoso livro A Riqueza das Nações, de 1776. Ele fala inclusive que o descarte de bebês indesejados era mesmo uma profissão reconhecida e que gerava renda para muitas pessoas.

Vejamos outros casos. Na Índia, viúvas eram mortas juntamente com seus maridos – a prática chamada de sati (que significa a boa mulher). Também havia tanto o infanticídio quanto o aborto feminino. Além disso, meninas eram criadas para serem prostitutas cultuais – as devadasis. Nessa prática religiosa, a menina era “casada com” e “dedicada a” um dos deuses hindus. Nos rituais de adoração a esses deuses, havia dança, música e outros rituais artísticos. Conforme iam crescendo, as devadasis se tornavam servas sexuais, de homens e dos “deuses”. Ainda hoje, famílias pobres entregam suas filhas para essas deidades com o objetivo de alcançar delas algum favor, ou ainda obter algum meio de renda com os frutos da prostituição.

Na África, o problema era semelhante à prática do sati da Índia. Quando um líder tribal morria, as esposas e concubinas do chefe eram mortas juntamente com ele. Mesmo hoje, no Oriente Médio, o valor da mulher é mínimo.

A mudança trazida pelo Cristianismo

Que diferença trouxe a vinda de Jesus Cristo entre nós? Muita, em vários pontos. Na verdade, foi uma revolução. Muito do que Jesus Cristo ensinou já era praticado pela sociedade judaica (que era muito diferente das nações à sua volta), e outros pontos tiveram seus termos desenvolvidos por Ele. Mas mesmo os judeus tinham um tratamento discriminatório em relação às mulheres; Jesus, entretanto, Se relacionava de forma saudável com elas. De forma geral, o Cristianismo colocou a mulher em pé de igualdade com os homens. Como ele fez isso?

– Dizendo que ambos foram criados por Deus, à Sua imagem e semelhança (“E criou Deus o homem à Sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” [Gn 1:27]. Para Deus, homens e mulheres têm o mesmo valor [Gl 3:28]).

– Que ambos deveriam dominar e sujeitar a natureza (“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” [Gn 1:28]). Não há nada que impeça a mulher, tanto quanto o homem, de explorar a criação em cumprimento ao mandato cultural.

– A decisão de Deus criar a mulher a partir de Adão declara que ambos provêm da mesma essência (Gn 2:22), mostrando que a mulher em nada é inferior ao homem, tampouco lhe é superior. E a declaração de Adão mostra que sua mulher, Eva, é parte de si mesmo, tendo o mesmo valor que ele próprio (Gn 2:23).

– Que o casamento, como instituição divina, implica que o homem foi feito para a mulher, assim como a mulher foi feita para o homem, e dessa forma ambos andam como uma unidade em dois corpos (Gn 2:24), o que destrói a ideia de que a mulher é escrava do marido, ou vice-versa. São complementares.

– O Cristianismo também evitou que a mulher fosse injustiçada, não permitindo a poligamia, que é inerentemente prejudicial a elas (1Co 7:2).

– O Cristianismo ensinou o cuidado com as viúvas. Elas, se não tivessem recursos, deveriam ser cuidadas e sustentadas pela igreja (1Tm 5). Se o marido morre, ela é livre para continuar viúva ou casar novamente, se quiser.

– O Cristianismo condenou a prostituição ao declarar que o corpo não pertence a nós mesmos, mas a Deus, e que ele é templo do Espírito Santo (1Co 6:13,19). O corpo do homem pertence à mulher, e o da mulher ao homem (1Co 7:4).

– O Cristianismo aprova a instituição do casamento, que não só protege a mulher da exposição aos males sociais, como provê um ambiente seguro material, espiritual e sentimentalmente para seu desenvolvimento integral (Ef 5:28, 29).

– O Cristianismo protege a vida, que entende começar no momento da concepção. Dessa maneira, nenhuma criança deixa de nascer devido a características indesejáveis (pelos pais) que ela tenha ou seja. A vida é direito inviolável, outorgada por Deus, sendo que somente Ele tem direito de reavê-la (1Sm 2:6; Jó 1:21).

– O Cristianismo também proíbe a pornografia, pois entende que ela é equivalente ao adultério. Com isso, a mulher deixa de ser vista como um objeto aos olhos do homem, e reserva o sexo e a nudez para aquele que tem direito a essas coisas, a saber, o marido (Mt 5:28).

Uma palavra sobre o movimento feminista

Se há algum direito, de qualquer pessoa que seja, que deva ser assegurado, sou completamente a favor da luta por ele. A sociedade falha em tratar as mulheres adequadamente porque ela não é uma sociedade moldada exclusivamente pela moral cristã. Muitos dos direitos pelos quais o movimento feminista luta são justos: direitos trabalhistas iguais aos do homem, proteção contra violência física e emocional, igualdade de direitos civis, entre outros. Porém, alguns pontos pelos quais ele luta não são bons, como, por exemplo, o aborto. Ora, o aborto sempre foi uma ferramenta usada pelo homem – e geralmente usado para evitar nascimento de mulheres! O aborto se refere a algo além do corpo da mulher; é outro ser vivo. Ocorre que, ao lutar por esse “direito”, a mulher trata um bebê ainda não nascido como algo menos que humano, tal como um objeto: ou seja, do mesmo modo que ela própria já foi tratada na história.

Outro problema que eu vejo é que algumas feministas mais exaltadas não querem simplesmente uma equiparação de direitos; desejam ocupar o lugar do homem que as explorava, transformando-se em exploradoras. Almejam uma inversão de papéis. Em lugar de uma sociedade patriarcal, sonham com uma matriarcal. E algumas feministas ainda descambam para a misandria – o ódio pelo sexo masculino.

Concluindo

O que o paganismo faz para proteger a mulher? Nunca fez nada, e nunca fará. E essas outras religiões não cristãs? Normalmente, colocam o sexo feminino em uma posição inferior à do homem. E o humanismo? Nada trouxe de bom para as mulheres. Na prática, uma vertente humanista (evolucionista) ensina que nada há de especial na humanidade; tudo que há é resultante de acaso. Somente o mais forte sobrevive (ou domina). Se for o sexo masculino, assim deve continuar a ser. É natural que seja assim. Não há justificativa moral (do ponto de vista evolucionista) para proibir a violência física, sexual, emocional à mulher, nem mesmo por que condenar posicionamentos machistas. A máxima é “o que agora é, é o certo”.

Mas não é assim com o Cristianismo. Em todos os lugares em que ele chegou, as condições das mulheres melhoraram. Onde ele não chegou, veem-se coisas terríveis, como a eugenia sexual, o infanticídio e a prostituição. […]

(Leandro Márcio Teixeira , Napec)

Nota: Na história do adventismo, a principal figura histórica e maior autora foi a norte-americana Ellen G. White. Ellen exerceu um consistente ministério profético por sete décadas, tendo sido palestrante reconhecida, líder, educadora e mãe.

Feminismo e cristianismo: como água e óleo

Não podemos querer unir coisas que são essencialmente antagônicas

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Alguns conceitos são como água e óleo. Podem até estar no mesmo ambiente, mas nunca se misturarão. Essa é a situação referente ao feminismo e ao cristianismo. Não existe feminismo cristão. Não existe feminista cristã. É filosoficamente impossível unir esses conceitos. Esse fato é verdade devido a alguns aspectos. Os pressupostos das duas cosmovisões são antagônicos. Os objetivos de cada visão são incompatíveis. Os resultados práticos de ambos são visivelmente diferentes.

O cristão não precisa do feminismo para valorizar as mulheres; temos a Bíblia e ela é suficiente para colocar a mulher em seu devido lugar, que, por sinal, é o mesmo do homem: ambos são filhos amados de Deus e valem o sangue de Cristo, por isso devem ser igualmente respeitados e valorizados.

Os verdadeiros cristãos levantam apenas a bandeira ensanguentada do príncipe Emanuel. Somente a Bíblia e seus conceitos são defendidos. Quaisquer conceitos estranhos à Palavra são (ou deveriam ser) imediatamente rejeitados.

Não podemos querer unir coisas que são essencialmente antagônicas.

É como água e óleo!

(Pr. Felippe Amorim; Instagram)

Igrejas cristãs no Irã pedem ao governo que pare com o assédio contínuo

Os cristãos no país são presos por não negarem a fé em Jesus.

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No início do mês de fevereiro, a Portas Abertas noticiou sobre o cristão iraniano Ebrahim Firouzi, que foi convocado a prestar novos esclarecimentos às autoridades do Irã por “propaganda contra a república islâmica”. As autoridades haviam dito que a liberação do seguidor de Jesus aconteceria até o dia 20 de fevereiro, mas até agora nada foi feito e Firouzi permanece detido na prisão de Zahedan, no Sudoeste do Irã. Ontem, o Conselho das Igrejas Iranianas Unidas pediu a libertação imediata e incondicional de Firouzi e o encerramento do caso. “O Ministério da Inteligência da República Islâmica não parou de assediar e perseguir o senhor Firouzi, mesmo no exílio. Ao fazer novas acusações e confiscar a propriedade dele, tornou a vida mais desumana e difícil para ele no exílio em Rask”, disse em um comunicado. Em novembro, especialistas em Direitos Humanos da ONU alertaram o governo iraniano sobre “a repressão generalizada relatada contra e perseguição de pessoas pertencentes à minoria cristã no Irã, em particular aquelas que se converteram do islã”.

“Pronta para suportar prisão e chibatadas”

A cristã iraniana Fatemeh Mohammadi, também conhecida como Mary, é uma jovem ativista dos direitos cristãos que já enfrentou perseguição por não abrir mão da fé em Jesus e chegou a ser detida pelas autoridades do país. Ela também teve negado o direito à educação e ao emprego.

“Minha condição é terrível, mas falar sobre isso é meu dever, a fim de informar o mundo sobre as realidades no Irã. Estou pronta para suportar prisão e chibatadas. Sei que educação, trabalho e liberdade religiosa são meus direitos e não vou desistir deles”, disse a jovem de 22 anos.

“Pense em como você ama profundamente alguém, e sempre que você pensa sobre essa pessoa, você se conforta. Você sorri inconscientemente, e pode suportar tudo. Então nada mais parece tão importante. Jesus Cristo é assim para mim. Eu realmente o amo e, no início, fiz um pacto com ele para permanecer fiel. Ele é meu amor divino que nunca muda”, explica a jovem cristã ex-muçulmana.

Em 2020, pelo menos 115 cristãos iranianos foram presos por causa de atividades religiosas ou da identidade cristã, de acordo com um relatório anual da Portas Abertas em parceria com as organizações de liberdade religiosa CSW, Middle East Concern e Article18.

O papel ignorado da igreja no “empoderamento” e na justiça social

Gostaria de compartilhar alguns dados para ajudar os irmãos que estão apelando por uma autocrítica da igreja evangélica em relação ao machismo, racismo e outras opressões sociais supostamente perpetuadas pela igreja.

A igreja evangélica é composta majoritariamente por mulheres e negros. A visão de mundo e os valores das mulheres evangélicas encontra eco nas igrejas, e vice-versa. Elas se identificam com o cristianismo evangélico. Encontram ali respostas e apoio para superarem suas angústias e aflições.

As igrejas evangélicas empoderam mulheres elevando sua autoestima, promovendo inserção e ascensão social, estimulando o empreendedorismo feminino e a “domesticação” dos homens (confira aqui e aqui). É inegável que para as mulheres o “processo de empoderamento e autonomia está muito atrelado à igreja” (confira aqui e aqui). Os dados mostram que as mulheres são a maioria dos empreendedores do Brasil, e a igreja favorece formação de capital social e propicia motivação econômica (confira aqui e aqui), e “o papel mais ativo/inclusivo é desempenhado pelos evangélicos” (aqui e aqui).

O doutor em sociologia Roberto Dutra afirma que “a participação em comunidades religiosas é a maior experiência de empoderamento individual e coletivo que as classes populares das periferias de médias e grandes cidades tiveram nas últimas três décadas no Brasil” (aqui e aqui).

A maior receptividade das mulheres em relação à religião evangélica (especialmente o pentecostalismo) é explicada pelos espaços alternativos criados pelas igrejas para a discussão dos problemas femininos e familiares, o que possibilita a construção de redes sociais que ajudam as mulheres a recuperar a autoestima, a diferenciarem-se de seus familiares e a entrarem no mercado de trabalho (MACHADO, Maria das Dores Campos; MARIZ, Cecília. “Mulheres e práticas religiosas nas classes populares: uma comparação entre as igrejas pentecostais, as Comunidades Eclesiais de Base e os grupos carismáticos”, 1997).

Na verdade, a igreja evangélica está alinhada aos anseios da população mais vulnerável. Pesquisa da Fundação Perseu Abramo (aqui e aqui) indica que pobres da periferia valorizam a organização da vida pelo trabalho, a família e a religião. Além disso, os valores da periferia incluem o papel do empreendedorismo na redução da pobreza, além de adotar uma postura favorável ao conservadorismo comportamental. Ou seja, a igreja evangélica oferece exatamente o que as mulheres e os pobres precisam (e querem).

A pesquisa indica que o crescimento evangélico nas periferias é explicado pelo “papel acolhedor e comunitário” das igrejas. De acordo com Vilma Dokany, socióloga e coordenadora do Núcleo de Estudos e Opinião Pública da Fundação Perseu Abramo, as igrejas oferecem um ambiente estruturado, com a existência de creches, por exemplo, e possuem uma rede de pastores e obreiros que dão apoio aos fiéis. Para a pesquisadora, “a igreja acaba, de certa forma, cumprindo o papel do Estado”.

Para Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, “[a igreja] é vista como uma forma de ascensão social”, e as igrejas evangélicas “cumprem um papel fundamental como rede de proteção social” (aqui e aqui).

Maria das Dores Campos Machado, pesquisadora da UFRJ, afirma que “as igrejas evangélicas buscam seus pastores diretamente nas populações mais carentes. Há vários pastores negros e também mulheres pastoras e bispas. As igrejas evangélicas criaram um caminho de inclusão e ascensão social” (aqui e aqui).

Historicamente, o protestantismo teve participação fundamental na Primeira Onda do feminismo (aqui e aqui). Na verdade, o protestantismo radical já era igualitarista de gênero séculos antes do surgimento do feminismo, e a Primeira Onda tem uma “dívida histórica” com o cristianismo (e muitas mulheres evangélicas e feministas parecem desconhecer esse legado histórico (aqui e aqui).

A influência de grupos protestantes como os quakers no processo histórico de emancipação feminina tem sido inexplicavelmente subestimada em pesquisas (poucas meninas feministas sequer ouviram falar nos quakers), enquanto outros grupos são supervalorizados na bibliografia feminista (aqui e aqui). Tudo isso antes e à margem de qualquer movimento feminista organizado. Mas hoje, desprezando tudo isso, é comum encontrar um jovem crente chamando, de maneira generalizada, esse povo de “promotor da cultura do estupro”, “ignorante”, “preconceituoso”, “câncer do Brasil”, etc.

Uma boa parte das críticas feitas aos evangélicos é baseada em preconceito e desconhecimento da realidade mais ampla, como muitos pesquisadores já constataram. William Nozaki, da Fesp-SP, por exemplo, critica a tendência de se construir uma visão pejorativa de evangélicos e tratá-los como se fossem um “rebanho acéfalo que sofre de lavagem cerebral” (aqui e aqui).

Carlos Gutierrez, antropólogo da Unicamp, questiona o discurso daqueles que continuam vendo as igrejas evangélicas como agentes de alienação e de atraso, pois a atuação das igrejas evangélicas estimula a ascensão social: “Na religião, os fiéis encontram incentivo e apoio, desenvolvem a autoestima e encaram as agruras da vida com mais esperança” (aqui e aqui).

O estudo “Retrato das Religiões do Brasil” (FGV) mostrou que as igrejas evangélicas crescem entre os “grupos mais desprotegidos da população”: a presença evangélica é maior do que a média em favelas, periferias de regiões metropolitanas, entre desempregados e migrantes recentes (aqui e aqui).

Juliano Spyer, pesquisador, doutor em antropologia, afirma que “os maiores promotores da escolaridade no chamado “Brasil profundo” hoje não são as escolas e os professores, mas a internet e as igrejas evangélicas”. A igreja evangélica “representa uma espécie de estado de bem-estar social alternativo que ajuda quem atravessa momentos difíceis – doença, desemprego, violência doméstica, casos de dependência química na família, etc.” (aqui e aqui).

Esses são os fatos, são os dados, o que aparece em pesquisas. Qualquer crítica feita à igreja como um todo, para ser justa, deveria estar baseada em dados, não apenas em impressões subjetivas ou experiências pessoais negativas ou positivas.

A igreja tem muitos problemas, certamente. Mas muitas propostas de autocrítica à igreja têm sido meros ecos do ativismo secular, usando categorias estranhas à Palavra (como os conceitos de gênero, sexo, casamento e família, uma visão do ser humano distante da antropologia bíblica; e uma confusão entre o conceito feminista contemporâneo de “patriarcado” com a sociedade patriarcal descrita na Bíblia Hebraica). Frequentemente, tais apelos à autocrítica repercutem críticas direcionadas ao catolicismo e as aplicam irrefletidamente ao protestantismo radical (o que não faz o menor sentido!).

Nem tudo são flores na igreja evangélica, claro. A violência familiar está presente em lares evangélicos (aqui e aqui), mas é injusto dizer que a igreja “promove” uma cultura de violência e estupro. Ao contrário, ciente do problema, a igreja tem procurado combater essa cultura em seus ministérios voltados à mulher, família, educação e crianças (por ex.: aqui, aqui, aqui e aqui).

Muito mais pode ser feito. Provavelmente há mulheres sofrendo silenciosamente em nossas congregações, e nosso esforço deveria ser em fortalecer o potencial de promoção da justiça que a igreja já provou historicamente. Movimentos sociais que surgiram “ontem” historicamente deveriam ser cautelosos na crítica àqueles com mais horas de voo e um enorme currículo de benefícios sociais, e buscar somar esforços, pois os objetivos são comuns.

(Pastor Isaac Malheiros é professor no Instituto Adventista Paranaense)

Partido Comunista persegue cristãos na China

Relatos de cristãos na China mostram que o governo do presidente Xi Jinping tem elevado a perseguição religiosa no país. Entre as medidas citadas estão a retirada de símbolos cristãos das casas de cristãos até o fechamento de igrejas e prisão de seus membros. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a tradicional igreja cristã Early Rain foi fechada na cidade de Chengdu, no sudoeste do país. Mais de 100 membros foram detidos. O líder religioso Wang Yi e sua mulher estão presos sob acusação de incitar a subversão – crime que pode ser punido com até 15 anos de prisão. Muitos dos que não foram detidos estão escondidos e sequer podem voltar para a cidade.

O edifício que a igreja ocupava deu lugar a uma associação comercial e a polícia afasta quem tenta buscar o local. Quando questionado sobre a situação por uma repórter do Guardian, um policial pediu para que ela se retirasse e informou que teria de vê-la entrar em um carro e ir embora.

O diário britânico Daily Mail cita casos em que autoridades destruíram símbolos religiosos no mês de julho. Esse tipo de situação teria ocorrido nas províncias de Anhui, Jiangsu, Hebei e Zhejiang. Funcionários entraram em casas para retirar cruzes e imagens de Jesus Cristo. Alguns moradores foram obrigados a colocar imagens de Xi Jinping e de Mao Tse Tung na parede. 

O site especializado em religião Bitter Winter afirmou que, na Província de Shanxi, imagens religiosas foram retiradas e substituídas por fotos de líderes comunistas. Na Província de Anhui, autoridades teriam entrado em uma igreja cristã e exigido que a cruz fosse tirada, segundo a Radio Free Asia. […]

(Estadão)

Leia também: “China orders Christians to renounce faith in Jesus & worship President Xi Jinping instead”

Assista a este filme e conheça a verdadeira face do comunismo (confira).

Pastor é morto por islâmicos radicais do Boko Haram

reverendoNosso irmão, reverendo Lawan Andimi, da Nigéria, foi decapitado ontem por professar sua fé. Em seu vídeo de captura, ele pediu para que sua família e seus irmãos não ficassem tristes, pois ele estava em paz com a morte, porque Jesus está vivo! No vídeo, que se transformou num verdadeiro testemunho de sua fé, ele disse que se não mais visse seus filhos e sua esposa, essa também seria a vontade de Deus. Infelizmente, não consegui respeitar um de seus pedidos. Ele pediu aos irmãos para que não chorassem, nem se preocupassem, mas que fossem gratos a Deus. Eu louvo a Deus pela sua vida, querido irmão. Nos encontraremos na Eternidade! Você foi um servo bom e fiel. Que Deus conforte o coração dos que te conheceram pessoalmente.

Que nossos irmãos que sofrem perseguições por causa de sua fé não se esqueçam de que há uma igreja em oração por eles. A Igreja invisível e universal clama por vocês.

Isso é ser cristão. É saber que NADA na vida vale mais do que uma vida com Cristo. Nada. O testemunho do reverendo Lawan Andimi salvará muitas almas na Nigéria. Eu creio nisso. Que Deus seja louvado para todo sempre.

“Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte; porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1:20, 21). “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (2 Timóteo 4:7).

Todos os dias cristãos são mortos por não abrir mão de sua fé. Não desperdice o privilégio de poder viver em um lugar onde se pode, livremente, professar sua fé em Cristo Jesus.

“Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda a criatura” (Marcos 16:15). Esse deve ser nosso real objetivo na vida. O resto é resto.

(Thais Azevedo, no Facebook)

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