Deslumbrante Deus

Que sejamos essa criança boba vendo o que Deus fez e faz por nós, sem vergonha de parar tudo para observar ou de gritar para todo mundo saber que o nosso Deus é deslumbrante

butterfly

Certa vez, ouvi a história de um homem que, à beira da morte, aconselhou um amigo a não perder o deslumbramento pelas coisas da vida. Achei esse conselho inusitado. Não entendi direito o que significava, mas guardei na memória. Vez ou outra, esse conselho voltava à minha mente, como algo que eu deveria considerar importante, mas, tal qual chegava a mim, ele voava de volta ao esquecimento.

Tempos depois, eu me tornei mãe de duas crianças. Na primeira filha, eu não soube muito aproveitar a maternidade. Ficava tão preocupada com tudo, com marcos de desenvolvimento, com métodos de fazer dormir, com fraldas, pomadas e alimentação adequada, que simplesmente não curti a simplicidade de cada conquista, de cada dia, de tanto afeto.

Então veio o segundo filho, meio que no susto. E que susto bom! Agora eu já sabia que tudo ia dar certo, que o bebê ia engatinhar no tempo certo (o dele), que ia andar na hora certa (a dele), que ia aprender a comer, a dormir. Então eu relaxei e pude observar uma das coisas mais lindas que uma criança pode ensinar: o deslumbramento. Imagine para um serzinho tão pequeno como tudo é absolutamente deslumbrante e novo. Uma formiga andando perto do pé, carregando uma folha faz ele frear qualquer caminhada e se agachar para observar pelo tempo que for preciso. Um passarinho que, de repente, surge entre as folhas de uma árvore e se lança ao céu faz seus olhos brilharem. Deve se perguntar: “Como ele faz isso? Quem ensinou? E a árvore, tão grande, com folhas penduradas. Como ela pode crescer tanto? Quem faz ela ser assim?”

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O que se pode fazer em uma guerra

Usemos tudo o que temos e somos no conflito contra as forças do mal

miss

Com a invasão da Rússia, a modelo e Miss Grand Ucrânia 2015 se juntou ao civis que estão nas ruas. Anastasiia Lenna deixou as fotos na passarela de lado e passou a postar vestida com trajes de guerra, exibindo um fuzil para seus 110 mil seguidores. A modelo ainda aparece vestida de jaqueta, calça camuflada, botas militares, luvas de couro e óculos de proteção. A farda foi obtida após se alistar como civil para defender a Ucrânia da ofensiva do exército da Rússia. “Todos aqueles que cruzarem as fronteiras da Ucrânia com intenção de invadir serão mortos!”, escreveu a miss em um post com soldados ucranianos. Ela chegou a chamar o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky de “grande e verdadeiro líder”. Além de modelo, Anastasiia Lenna é formada em Marketing e Administração na Slavistik University, em Kiev, e trabalha como tradutora por ser fluente em cinco línguas.

(Gazeta Web)

“Enquanto tentas colonizar Marte, a Rússia tenta ocupar a Ucrânia. Enquanto os teus foguetões aterram a partir do espaço, os rockets da Rússia atacam civis ucranianos.” Foi assim que Mykhailo Fedorov, vice-primeiro-ministro e ministro da Transição Digital da Ucrânia, fez um pedido a Elon Musk: providenciar à Ucrânia o melhor e mais resistente serviço de Internet – que é propriedade de Musk. Tal só seria possível através de estações Starlink, uma gigantesca constelação de satélites que está sendo construída pela SpaceX, a agência espacial privada liderada por Elon Musk. E o magnata da tecnologia respondeu: em poucas horas, o serviço ficou disponível na Ucrânia, com mais terminais a caminho. […] Com esta tecnologia, a Ucrânia tem agora acesso ao melhor serviço de internet disponível, que poderá tornar impossível à Rússia comprometer as comunicações do país vizinho. […]

(CNN Portugal)

Nota: Pensando no grande conflito entre o bem e o mal em processo neste planeta há milênios (sim, este mundo é um campo de batalha), muitas vezes tudo o que nos resta é mostrar claramente de que lado estamos. Contra as forças invasoras do mal devemos usar tudo o que temos e somos; travar a batalha com as armas de Deus e procurar salvar o maior número de pessoas possível. Ainda que não estejamos alistados nas “tropas de elite”, podemos ao menos usar a tecnologia (nossas redes sociais, por exemplo) e, quem sabe, nossa influência (como fez a miss) a fim de ajudar as forças do bem. (Em tempo: esta é apenas uma reflexão motivada pelas notícias acima; é claro que nos conflitos humanos dificilmente um lado tem toda a razão.) [MB]

Saudades do lar

“Meu coração vai, enfim, descansar quando Jesus mesmo secar minha última lágrima.”

ceu

Saudades do lar… Quem mora longe de onde foi criado sabe como é estranho sentir que não pertence mais a lugar nenhum. Quando chegamos a Tatuí, no interior de São Paulo, éramos tão diferentes; mesmo falando a mesma língua, o sotaque nos denunciava, e até os gestos e palavras podem ter outro significado. No início eu ainda sonhava em voltar para o meu lugar. Mas com o tempo a gente vai percebendo que aquele lugar que deixamos não mais existe. A vida dos que ficaram se transformou, muitas pessoas também foram embora, outras chegaram… E o rio continua seu curso e jamais será o mesmo, né?

Toda vez que a gente se despede da família e dos amigos, depois das férias, dá um aperto no coração porque não sabemos como serão as circunstâncias do próximo encontro. A cada período que ficamos longe notamos que a vitalidade dos pais vai se perdendo aos pouquinhos e sentimos que o peso da idade vai chegando. Quando voltamos à nossa casa, parece que um pedaço do coração ainda não veio junto, que ainda anseia chegar ao lar. Dá a impressão de que não pertenço mais a nenhum lugar deste mundo; que aonde quer que eu vá ali não é meu verdadeiro lar. Me dá um senso real de que estou aqui de passagem, que encontrarei o conforto do lar somente quando abraçar Jesus e Ele nos levar para o Lar Eterno, onde seremos todos jovens para sempre e não mais haverá despedidas; onde os sentimentos serão verdadeiros e não mudarão.

Meu coração vai, enfim, descansar quando Jesus mesmo secar minha última lágrima e disser: “Bem-vinda ao lar, minha filha! Ele está preparado para você há muito tempo, antes da fundação do mundo.”

(Débora Tatiane Borges, pedagoga e pós-graduada em Aconselhamento Familiar) 

Deus “mutante”

Deus sabe exatamente aquilo de que precisamos. Ele tem a capacidade de ser tudo o que nos falta. Ele está disposto a preencher o espaço vazio, seja ele qual for.

Jesus

Nos últimos anos tem aumentando muito o entretenimento em torno do tema mutante. São filmes, desenhos, brinquedos baseados em seres que sofreram transformações genéticas e adquiriram poderes especiais, tornando-se diferentes dos demais seres humanos. Fico pensando em como o ser humano deseja alcançar mais, ter poder, contudo, ao mesmo tempo, apresenta tão pouca disposição para mudar – tudo isso é uma grande contradição.

Deparar-me com esses pensamentos levou-me a pensar num Ser que tem uma capacidade enorme de ser mutante. Sempre que pensamos na nossa relação com Deus, pensamos em ser transformados, em mudar por meio da ação do Espírito Santo, em nos tornarmos outras pessoas. Pouco, no entanto, se pensa na capacidade infinita que Deus tem para mudar. Quando falo de Deus mudar não me refiro ao Seu caráter. Deus não muda (Salmos 15:4) e isso está claro na Bíblia. No entanto, Deus Se adapta amoravelmente e misericordiosamente à necessidade de cada um de nós. Somos pessoas diferentes, com necessidades diferentes. Deus é o mesmo, mas Ele sabe exatamente como alcançar cada um de forma individual e única.

Para alguns, Ele é um Amigo querido; para outros, um grande Conselheiro; para outros ainda um Pastor que guia, etc.

Em minha vida Deus sempre foi o Pai. Meus pais se divorciaram quando eu era ainda bebê e não tive contato com meu pai desde então. Logicamente minha mãe e meu irmão fizeram de tudo para suprir minhas necessidades emocionais nesse aspecto. Mas seu amor, por maior que fosse, sempre foi o amor de mãe e de irmão. Assim, desde cedo decidi “adotar” Deus como meu pai. E o mais maravilhoso de tudo isso é que Deus Se deixou adotar por mim. Ele correspondeu ao meu amor e me preencheu exatamente com o amor de um pai, o amor de que eu precisava. Em Sua infinita misericórdia, Deus foi exatamente o que eu precisava em minha vida. E não foi de forma metafórica ou abstrata. Foi de forma presente, concreta. Passei a tratá-Lo como Pai: pedia conselhos, reclamava, contava o que acontecia, meus problemas, minhas conquistas, pedia ajuda, às vezes cobrava, mostrava insatisfação, revolta, fugia do Seu olhar… enfim, estabelecemos uma relação tal que sempre o chamei de Pai, sempre Lhe declarei meu amor e sempre me senti mais à vontade para falar com Ele em oração que com o próprio Jesus. Ele, por sua vez, me protegeu constantemente, me deu amor sem limites, me aconselhou muito, sempre mostrou o caminho de forma clara, escolheu o melhor pra mim, me corrigiu firmemente (por vezes podia sentir Deus me chamando a atenção literalmente), teve muita paciência (que eu mesma não teria) e nunca desistiu de mim. Deus mudou por mim – Ele Se tornou meu Pai porque eu precisava de um Deus Pai em minha vida.

Todos nós temos nossos vazios, nossas frustrações, nossas mágoas. Deus conhece cada sentimento, cada necessidade. Certa vez, após pregar em uma igreja, fui abordada por uma senhora dizendo que a mensagem havia preenchido exatamente a necessidade de seu coração naquele momento. E, ao descrever seu problema e o que ela havia tirado pra si da pregação, percebi que não era nada do que eu havia falado. Na verdade, Deus havia trabalhado de tal forma que ela abstraiu do sermão exatamente aquilo que Deus queria lhe falar naquele momento. E tenho certeza de que isso acontece em muitas outras pregações.

Deus sabe exatamente aquilo de que precisamos. Ele tem a capacidade de ser tudo o que nos falta. Ele está disposto a preencher o espaço vazio, seja ele qual for. Às vezes, cremos que Deus é todo-poderoso para realizar milagres incríveis, mas não acreditamos que Ele possa curar as feridas mais profundas nos abismos da nossa alma. Ele pode, sim. Ele pode ser o pai, a mãe, o amigo, o conselheiro, o pastor, o companheiro, o confidente. Deus pode! Resta saber: do que você precisa?

(Danivia Mattozo Wolff é Revisora de Textos | Assembleia Legislativa de Minas Gerais)

Cavernas debaixo de casa

“Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” Salmo 11:3

zichen

Em janeiro de 1959, Zichen Zussen Bolder, pequena vila belga na fronteira com a Holanda, experimentou um trágico acontecimento. Durante séculos, o fundamento das casas vinha sendo comprometido pelos próprios habitantes da vila, ao retirarem material arenoso para a construção de suas casas. Esse processo teve início no tempo dos romanos. Assim, as cavernas agora se estendem por cerca de 40 quilômetros, minando os fundamentos das residências.

Quando a catástrofe ocorreu, casas, igrejas, pessoas, tudo desapareceu, ao romper-se a pequena crosta. Algumas pessoas foram mortas; outras, ficaram feridas. Muitas desapareceram. A tragédia deixou os habitantes assombrados e arruinou a vida das famílias da cidade.

Semelhantemente, há algo minando a fé cristã hoje, resultando no desmoronamento de algumas estruturas eclesiásticas. A teoria da evolução tem aberto caminho em muitas igrejas e no espírito de estudiosos em países cristãos. A Bíblia é ridicularizada. Tudo que é divino é repudiado. O que não pode ser explicado por métodos científicos é considerado suspeito. A história da criação bíblica é escarnecida. A divindade de Cristo é negada. A lei de Deus é tripudiada. Ignora-se a ideia do segundo advento. Rejeita-se a existência de Deus.

Quando a fé e a guarda dos mandamentos são expulsas da sociedade pelas portas do fundo, não é de se admirar que o crime e a violência entrem pela porta da frente. Quando se cavam túneis e galerias de infidelidade sob os fundamentos de nossos lares, o desastre do colapso de toda a estrutura cristã não pode ser uma surpresa.

Ellen White adverte: “Serão removidos então os marcos, e será feita uma tentativa para demolir as colunas de nossa fé” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1101). O maligno não deixará pedra sobre pedra em seus esforços por minar a fé e derrubar as colunas da verdade. Ele usará o ridículo, suscitará a dúvida, introduzirá dados irreais. Fará que o certo pareça errado, e vice-versa, mediante argumentos plausíveis.

Necessitamos guardar bem nossos lares e nossas igrejas, pois “destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” (Sl 11:3).

(Robert H. Pierson, 24/8/1975; Meditações Diárias CPB)

Meditações diárias 11 a 20

O que você perde quando ora

Certa vez perguntaram a um cristão: “O que você ganha orando a Deus regularmente?” Ele respondeu: “Geralmente não ganho nada, mas, sim, perco coisas.”

E ele citou tudo o que perdeu orando a Deus regularmente:

1. Perdi a minha raiva orando a Deus regularmente.

2. Perdi o orgulho orando a Deus regularmente.

3. Perdi a ganância orando a Deus regularmente.

4. Perdi a inveja orando a Deus regularmente.

5. Perdi a luxúria orando a Deus regularmente.

6. Perdi o egoísmo orando a Deus regularmente.

7. Perdi a mentira orando a Deus regularmente.

8. Perdi o gosto pelo pecado orando a Deus regularmente.

9. Perdi os desejos da carne orando a Deus regularmente.

10. Perdi a impaciência, o desespero e o desânimo orando a Deus regularmente.

Às vezes, oramos não para ganhar algo, mas, sim, para perder coisas que não nos permitem crescer espiritualmente. Você está disposto a perder algo?

(Autor desconhecido.)

Meditações diárias 2 a 10

O fio da nossa fé | reflexão de Natal

Caixinha de luz: a maior lição que meu pai me ensinou

A grande lição que o Sr. Francisco Borges me deixou foi: escolha sempre o melhor

caixinha

Fabriquei a caixinha de luz da foto ao lado quando eu tinha 14 anos. No ano anterior, minha turminha se sentava no fundo da sala de aula para conversar e desenhar. Éramos conhecidos como a “Turma do Automan”, sendo eu o Automan (pessoal dos anos 1980 vai se lembrar do personagem). Não dávamos muita atenção às aulas (exceto às de Ciências e Língua Portuguesa, das quais eu gostava mais). Não deu outra: no fim do ano, alguns dos desenhistas distraídos e eu reprovamos. No meu caso, em Matemática. Foi uma decepção. Meu grande temor foi ter que dar a notícia para meu pai. Surpreendentemente, ele ficou calmo e me disse que as coisas iriam mudar no ano seguinte. E mudaram.

Em 1986 meu pai alugava as máquinas da metalúrgica de um amigo. Com a crise econômica dos anos 1980, ele acabou falindo e tendo que vender a própria metalúrgica. Naquele espaço alugado, fabricávamos peças para minas de carvão, carrinhos de mão e caixinhas de luz. Meu pai havia feito o curso técnico de caldeireiro e era um exímio soldador. Com ele aprendi a soldar, esmerilhar, cortar, prensar e outras tarefas típicas do trabalho com metais. Foi um ano difícil. Eu ajudava meu pai todos os dias à tarde, depois de voltar da escola. À noite, fazia as tarefas escolares. Trabalhávamos inclusive aos fins de semana, quando precisávamos dar conta de uma encomenda maior.

Para mim, foi um exercício de disciplina e persistência. Muitas vezes, quando estava concluindo um lote de milhares de caixinhas de luz (que eu cortava na guilhotina, moldava na prensa, soldava na ponteadeira e pintava em enormes tanques cheios de tinta), lá vinha meu pai com caixas contendo outras milhares. Aquilo parecia nunca ter fim, mas ai de mim se reclamasse!

Quando certa ocasião meu pai me mandou ir à padaria comprar pão e leite no fim do expediente, eu argumentei que estava com a roupa suja, ao que ele respondeu: “É sujeira do trabalho. Você tem que se orgulhar disso.” Que lição! Mas a maior lição viria tempos depois.

Certo dia, depois de uma tarde cansativa de trabalho, quando havíamos embalado milhares de caixinhas de luz, meu pai me olhou nos olhos, pegou uma das caixinhas e me disse: “Viu como é duro trabalhar aqui? Trata-se de um trabalho honrado como qualquer outro, mas você pode conquistar algo melhor. Prefere trabalhar aqui ou levar a sério os estudos?” Nem precisei responder. A lição havia sido mais do que clara. Minhas notas melhoraram muito no ano seguinte e nunca mais parei de estudar.

A grande lição que o Sr. Francisco Borges me deixou foi: escolha sempre o melhor. Não se contente com voos baixos. Olhe sempre para a frente e para o alto. Anos depois, eu conheceria o evangelho e entregaria minha vida a Cristo. Meu pai não era religioso, mas, sem querer, acabou me levando a uma reflexão espiritual com a lição da caixinha: escolha sempre o melhor, e o melhor dos melhores é Deus. Não se contente em viver dentro de uma caixinha quando há um universo fora. Saia da caixinha da mediocridade, dos sonhos pequenos, do aqui e agora. Olhe para a frente e para o alto!

Michelson Borges