A batalha de todo homem

batalhaA advertência logo no início já mostra que o livro não traz meias verdades e usa de rara franqueza: “Este livro é sempre muito explícito no modo como os co-autores descrevem as lutas do passado – as deles e as dos outros – em relação à pureza sexual. Por causa da comunicação franca com os leitores que encaram lutas semelhantes, nosso objetivo tem sido o de alcançar a sinceridade sem causar nenhuma ofensa, tornando assim mais fácil para os homens encararem qualquer obscuridade e serem impulsionados pela graça e pelo poder de Deus a compartilhar de maneira ativa de Sua santidade.”

O livro em questão é A Batalha de Todo Homem, da editora Mundo Cristão (249 págs.), e os co-autores são Stephen Arterburn, palestrante e escritor de renome, e Fred Stoeker, conferencista e conselheiro de casais. E, de fato, a franqueza está presente em cada página, dando a impressão de se tratar de uma conversa “de homem para homem” (mas que também pode ser muito instrutiva e esclarecedora para as mulheres).

Na Introdução, os autores colocam o problema para o qual se propõem oferecer soluções: “Você [homem] está em uma posição difícil, vive em um mundo levado pela maré de imagens sensuais, disponíveis 24 horas por dia, em uma grande variedade de mídias: impressos, televisão, vídeos, internet – até mesmo telefones. Mas Deus lhe oferece a liberdade da escravidão do pecado através da cruz de Cristo, e foi Ele que criou os seus olhos e a sua mente com a capacidade de serem treinados e controlados. Basta permanecer firme e andar, pelo Seu poder, no caminho correto.” Essa é a batalha do título do livro – contra a sensualidade e a imoralidade – e o “caminho correto” é apontado pelos autores, por meio de seu próprio testemunho de queda e vitória.

Depois de falar de sua vida imoral e promíscua, Fred relata sua conversão, mas afirma que ainda havia “datalhes” para serem entregues a Jesus. E esses detalhes o impediam de crescer na fé. Ele diz: “Logo ficou claro que eu estava muito abaixo da santidade. Ainda havia os encartes de publicidade [com mulheres sensuais], as insinuações e os olhos sempre atentos que buscavam algo. Minha mente continuava a sonhar acordada e a fantasiar com as antigas namoradas. Isso era muito mais do que um sinal de imoralidade sexual. Eu estava pagando o preço, e as contas estavam se acumulando. Primeiro, nunca conseguia olhar Deus nos olhos. Nunca conseguia adorá-Lo completamente. Pelo fato de sonhar com outras mulheres e preferir me divertir mentalmente com as lembranças das conquistas sexuais do passado, eu sabia que era um hipócrita e continuava a me sentir distante de Deus. […] Minha vida de oração era débil. […] Meu casamento também passava por maus momentos. Por causa do meu pecado, eu não conseguia confiar totalmente em Brenda, sem deixar de temer que ela pudesse me abandonar mais tarde. […] Na igreja, eu era um engravatado oco. […] Finalmente eu estabeleci a conexão entre minha imoralidade sexual e minha distância de Deus. Eu estava pagando multas pesadas em todas as áreas da minha vida. Tendo eliminado os adultérios e a pornografia visível, eu parecia puro exteriormente, para as outras pessoas. Mas para Deus faltava muita coisa. Eu havia encontrado meramente um terreno intermediário, algum lugar entre o paganismo e a obediência às Leis de Deus.”

Você conhece algum homem assim? Fred era assim, mas pelo poder de Deus conseguiu tornar-se um homem puro e feliz em seu casamento. Como? É disso que o livro trata.

Na página 107, os autores acrescentam: “Admita: você ama sua euforia sexual, mas a escravidão o oprime. O amor é digno desta repugnância? Ser achado em falta com relação aos padrões de Deus está correto? Olhe-se no espelho. Você tem orgulho das suas fantasias sexuais? Ou você se sente rebaixado após olhar anúncios de lingerie ou cenas de sexo em filmes? Sexualmente falando, você tem uma febre de nível baixo. Isso não mutila ninguém, mas também não o deixa saudável. Você pode exercer vários tipos de funções normalmente, mas não pode pegar pesado. Em outras palavras, você sobrevive. E se essa febre não for embora, nunca poderá agir como um cristão. Assim como o filho pródigo, você precisa despertar e tomar uma decisão.”

Mas, afinal, o que o homem que enfrenta esse tipo de luta deve fazer? Os autores sugerem a construção de três “perímetros de defesa”:

1. Com os olhos
2. Em sua mente
3. Em seu coração

O objetivo é a pureza sexual, e o livro traz uma boa definição disso: “Você é sexualmente puro quando seu prazer sexual provém de ninguém ou nada além de sua esposa.”

No primeiro perímetro (o dos olhos), a proposta é fazer uma aliança com os olhos, exatamente como fez Jó: “Fiz uma aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?” Jó 31:1. Para isso, são necessárias duas etapas:

1. Faça um estudo de si próprio. Como e onde você está sendo mais atacado?
2. Defina sua defesa para cada um dos maiores inimigos que você identificou.

Quais são as fontes mais óbvias e abundantes de imagens sensuais, além de sua esposa? Para onde você olha com mais frequência? Onde você é mais fraco?

No caso de Fred, seus maiores inimigos eram:

1. Anúncios de lingerie.
2. Corredoras em shorts agarrados de náilon.
3. Outdoors que mostram mulheres seminuas.
4. Comerciais de cerveja com mulheres de biquíni.
5. Filmes censurados.
6. Recepcionistas com blusas curtas ou agarradas.

Fred faz uma analogia para exemplificar o problema das revistas com capas sensuais que são permitidas na casa de quem luta para ter mente pura: “Se uma mulher de seios fartos vestida com um minibiquíni viesse até sua casa e se sentasse em sua mesa do café e dissesse: ‘Sentarei aqui apenas por um instante, mas prometo partir logo no fim do mês’, você a deixaria ficar para atrair seus olhos toda vez que entrasse na sala? Acho que não. Então por que você lhe permite ficar ali na forma de fotografia?”

Sobre imagens sensuais que aparecem em comerciais de cerveja, por exemplo, a recomendação é mudar de canal imediatamente. “Quando seus filhos o observarem mudar de canal, você servirá de exemplo vivo de santidade em sua casa, e isso lhes servirá de ótimo exemplo.” E sobre filmes? “Temos uma ótima regra em casa. Qualquer vídeo inapropriado para as crianças será provavelmente inapropriado para os adultos. Com essa regra em vigor, os filmes sensuais nunca foram um problema em nosso lar.”

Outra analogia interessante: “Considere a antiga série de TV Jornada nas Estrelas. O que o capitão Kirk fazia quando o perigo se aproximava? Ele gritava: ‘Alerta vermelho! Escudos preparados!’ Numa linha semelhante, quando uma mulher atraente se aproximar do seu curral [comparação feita no capítulo 15], seu perímetro de defesa deve responder imediatamente: Alerta vermelho! Escudos preparados! […] se seus escudos não estiverem levantados, e se você não reconhecer a ameaça ao seu casamento, você está brincando com o perigo.”

Com o segundo perímetro (a mente), “você não só bloqueia os objetos de luxúria, como também os avalia e os captura”, explicam os autores. “Um versículo-chave para apoiá-lo nesse estágio está em 2 Coríntios 10:5: ‘Levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.’” Segundo eles, a meta é privar os olhos de todas as coisas sensuais além da esposa. Para os solteiros, isso significa distanciar os olhos de todas as coisas sensuais. “Isso o ajudará a vencer o desejo pelo sexo antes do casamento com a mulher que namora”, garantem. “Se você privar seus olhos assim como os homens casados, verá sua companheira como uma pessoa, e não como um objeto.”

Os conselhos são muitos. As experiências e testemunhos, abundantes. É um livro que realmente vale a pena. Homem que é Homem, lê.

Michelson Borges

A Bíblia Sagrada é inerrante?

bibliaCom o claro objetivo de fazer frente às alegações dos defensores do liberalismo e da alta crítica, alguns teólogos evangélicos acabaram assumindo posição radical e reacionária em relação às Escrituras – posição que ficou conhecida como “inerrante”, isto é, que a Bíblia Sagrada não contém erros de quaisquer espécie e teria sido revelada de forma verbal. Essa postura influenciou muitos teólogos e, por outro lado, gerou reações contrárias radicalmente proporcionais. Vários livros foram publicados na intenção de popularizar a teoria da inerrância bíblica. Um desses é O Alicerce da Autoridade Bíblica (Vida Nova), organizado por James Montgomery Boice, e que reúne artigos de estudiosos do quilate de Francis A. Schaeffer, R. C. Sproul e Gleason L. Archer, para mencionar apenas três.

Ao longo das 196 páginas, os escritores tentam demonstrar que a inerrância foi ideia defendida pela igreja cristã em toda a sua história – desde os apóstolos e os “pais da igreja”, passando pela Reforma e chegando aos dias atuais, quando encontra os evangélicos que, para serem assim considerados, devem ser inerrantes (pelo menos essa é a sentença radical de alguns dos articulistas do livro).

No fim do prefácio, Boice faz uma afirmação auto-contraditória: “Aquilo que a Bíblia diz, é Deus quem diz – através de agentes humanos e sem erro.” Como é possível algo humano ser desprovido de erro? E na Introdução, Schaeffer sugere que a mentalidade “cartesiana, positivista e empirista” estaria influenciando a exegese bíblica, parecendo ignorar o fato de que estender a inerrância a assuntos “periféricos” – história, cosmologia, etc. – é, isso sim, uma tentativa de ler a Bíblia sob as lentes do método científico moderno, cujo contexto em muito se distancia da mentalidade semítica com a qual as Escrituras estão entrelaçadas. Na verdade, a própria Bíblia não se arroga inerrante, devendo os que advogam essa prerrogativa apelar para outras fontes – como o próprio racionalismo – a fim de sustentá-la.

Curiosamente, os mesmos que defendem a inerrância, sobem no barco da alegorização de relatos históricos como Gênesis 1, 2 e 3. James I. Packer diz o seguinte, em seu artigo: “…lê-se Gênesis 1 como se fosse uma resposta às mesmas perguntas que os manuais científicos visam a responder, e Gênesis 2 e 3 se leem como se fosse, a cada ponto, narrativas prosaicas de testemunhas oculares, daquilo que teríamos visto se tivéssemos estado lá, não fazendo caso das razões por que se pode pensar que nesses capítulos ‘eventos reais talvez sejam registrados de modo altamente simbólico’” (p. 92.)

Mais equilibrado em suas análises, Gleason Archer informa que “há muito mais apoio textual para o texto da Sagrada Escritura do que há para qualquer outro livro que foi transmitido a nós desde tempos antigos” (p. 102). Archer escreve também que como o texto bíblico tem caráter eminentemente salvífico, foi conservado numa forma “suficientemente exata para realizar o seu propósito”, com uma transmissão não “seriamente defeituosa”. Ao usar as palavras “suficientemente” e “seriamente”, ele parece não querer ir tão longe no conceito de inerrância quanto seus colegas articulistas. “A melhor explicação é supor que Deus o Espírito Santo exerceu uma influência orientadora na preservação do texto original”, prossegue Archer, “conservando-o de erros sérios ou enganadores de qualquer tipo”. Citando Lindsell (The Battle for the Bible), em seu artigo “A Bíblia e a inerrância”, o Dr. Amim Rodor explica que “os inerrantistas confundem ‘erro’ no sentido de precisão técnica com a noção bíblica de erro como engano intencional”. Em sua linguagem, portanto, Archer parece ser não tão inerrantista assim.

Na página 138, vê-se Sproul manifestando igualmente um espírito equilibrado e aberto: “Não lançamos dúvida sobre a real dedicação dos defensores da inerrância limitada. O que questionamos é a exatidão da sua doutrina da Escritura, assim como eles questionam a nossa. Mesmo assim, consideramos que este debate, por mais sério que seja, é um debate entre membros da família de Deus. Que o nosso Pai nos leve à união neste ponto, assim como tem feito em muitas afirmações gloriosas do Seu evangelho” (p. 138).

No capítulo “O pregador e a Palavra de Deus”, assinado pelo próprio Boice, o autor tenta relacionar o “declínio contemporâneo na pregação grandiosa” (expositiva) – nas palavras de Lloyd-Jones – com a perda de crença na autoridade bíblica. Mas seria apenas esse o motivo? E seria o real motivo? Na revista Veja do dia 12 de julho de 2006, a matéria de capa aborda a mudança de ênfase dos pregadores evangélicos modernos (embora o foco sejam os “novos pastores”, pós-neopentecostais). Segundo a reportagem, está havendo cada vez menos ênfase no sobrenatural e mais investimento em técnicas de autoajuda. Nas igrejas evangélicas tradicionais, estuda-se pouco a Palavra de Deus. Portanto, independentemente da ênfase inerrantista (ou da falta dela), o declínio na pregação ocorre por diversos fatores e Boice parece tentar conduzir a conclusão na direção de seu pensamento. Depois, ele tece alguns comentários oportunos a respeito da necessidade de mais sermões expositivos, com forte conteúdo bíblico.

Finalmente, o livro apresenta a Declaração de Inerrância Bíblica de Chicago. Entre declarações que podem ser facilmente consideradas extremadas, há uma que quase surpreende pelo equilíbrio:

“As diferenças entre as convenções literárias nos tempos bíblicos e as do nosso tempo não podem ser desprezadas: uma vez que, por exemplo, a narração não-cronológica e a citação imprecisa eram comuns e aceitáveis, e não frustravam expectativa de espécie alguma na época, não se deve tê-las como equívocos quando as encontramos na Bíblia. Quando não se espera uma precisão absoluta de tipo específico, não se incorre em erro se ela não é alcançada. A Escritura é inerrante, não no sentido de que é absolutamente precisa segundo os padrões modernos, e sim no sentido de que ela cumpre aquilo que afirma e atinge aquela medida de verdade específica que foi objeto dos autores.”

Michelson Borges

Legalismo e antinomismo: dois males com a mesma origem

sugelA mitologia grega nos fala de dois grandes monstros marinhos chamados Cila e Caríbdis, que se encontravam em margens opostas de um canal estreito. Quando os marinheiros tratavam de evitar Cila, era bem provável que se aproximassem demais de Caríbdis e vice-versa. Nenhum dos destinos era melhor que o outro, então era necessário ter muito cuidado para evitar o perigo que havia de ambos os lados. O mesmo acontece na vida cristã com o legalismo e o antinomismo, com a diferença de que não se trata de dois monstros mitológicos, mas de dois inimigos reais que devemos manter distantes se quisermos guardar a pureza do evangelho para a salvação dos perdidos e a edificação da Igreja.

De uma forma mais simples, podemos dizer que o legalismo consiste em tentar ganhar o favor de Deus através de nossa obediência a um conjunto de leis e normas. O legalismo coloca Deus na condição de um devedor que tem de nos abençoar se fizermos o que devemos fazer. Enquanto o evangelho nos move à obediência pelo fato de já termos sido aceitos por Deus sobre a base da obra redentora de Cristo, o legalismo diz que devemos obedecer para que sejamos aceitos. Tudo depende de nós: de nossa obediência, de nosso esforço pessoal, de nosso compromisso e de nossos méritos.

Quando partimos dessa premissa, cedo ou tarde começaremos a acrescentar algumas regras que não estão na Bíblia, porque queremos ter certeza de que estamos fazendo exatamente o que devemos fazer, e de que estamos apertamos os botões corretos. Quase certamente o que vai acontecer é que vamos voltar mais atenção ao aspecto externo do mandamento do que ao coração da Lei. Esse é um aspecto essencial do legalismo. O legalista está mais preocupado com a forma do que com aquilo que está no fundo, porque, no final das contas, é muito mais fácil conformar-se a uma regra externa do que tratar o coração. Essa é uma das razões pelas quais o legalista costuma acrescentar regras à lei de Deus: não para amplificá-la, mas para torná-la manuseável, porque é muito mais fácil apegar-se a um conjunto de regras externas do que obedecer à intenção da Lei.

Obviamente, tudo isso produz orgulho. Por isso o legalismo parece tão atraente, embora seja tão opressivo. O legalismo produz soberba e desprezo; os legalistas se orgulham de seu padrão e desprezam todos os que vivem segundo um padrão diferente. Transformam suas regras em uma lei universal, que querem impor a todo mundo, em qualquer situação ou circunstância. Suas regras, na prática, transformam-se na tábua de avaliação que determina a condição espiritual dos demais.

O antinomismo é o monstro que se encontra na outra margem do estreito canal da vida cristã. Esse é um vocábulo composto de anti, que significa “contra”, e nomos, que significa “lei”. O antinomismo assume que podemos relacionar-nos com Deus sem obedecer à sua Palavra, e desprezando sua Lei moral. Certamente, muitos antinomistas não veem a si mesmos desse modo, porque, com frequência, é muito mais uma atitude do que uma crença formal. É o pensamento: “Deus me aceita tal como sou, porque seu amor é incondicional.” […]

Apesar das diferentes manifestações externas, tanto o legalismo quanti o antinomismo surgem da mesma raiz, ou, como disse o teólogo Sinclair Ferguson, ambos são gêmeos não idênticos nascidos do mesmo ventre. Se não entendermos isso, de maneira instintiva trataremos de nos esquivar de um desses males, movendo-nos em direção ao outro.

(Sugel Michelén, Da Parte de Deus e na Presença de Deus: Um guia para a pregação expositiva)

Nota: Temos que nos manter longe dessas duas margens extremas, e como rios não têm uma terceira margem, precisamos ficar no meio, navegando seguros sob a proteção e orientação de Deus e de Sua Palavra. [MB]

A nova revolta da vacina

05_MAI19Novembro de 1904. A varíola é uma epidemia letal. A Lei da Vacina Obrigatória é aprovada. Os próximos seis dias são de caos total nas ruas do Rio de Janeiro. A população se revolta e protesta contra as medidas do governo. Os principais fatores que geraram a insatisfação foram a falta de conhecimento sobre os efeitos benéficos da vacina, aliada à tensão causada pela brutalidade das autoridades forçando a vacinação, além das políticas sociais impopulares do governo estadual.

O governo cedeu momentaneamente, mas a campanha prosseguiu. O resultado foi de absoluto sucesso. Após o programa ser expandido para o resto do Brasil, a varíola foi, aos poucos, diminuindo até ser erradicada na década de 1970.

Janeiro de 2018. O inimigo agora é a febre amarela. Milhares de pessoas se acotovelam nas filas quilométricas que cortam a madrugada. Tudo para tomar uma vacina. Revolta e portões colocados abaixo. O motivo é o mesmo, a falta de informação. Muitas pessoas que estavam fora das zonas de risco achavam que poderiam morrer se não tomassem a vacina imediatamente.

A revolta da vacina teria invertido? Enquanto há um século as pessoas brigavam para não tomar a vacina, agora buscam a vacina a qualquer custo? Mesmo as vacinas salvando de dois a três milhões de vidas por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a oposição à vacinação vem ganhando adeptos.

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80 anos da mais antiga revista de saúde do Brasil

05_MAI19A Vida e Saúde está há 80 anos no mercado, o que faz dela a mais antiga revista de saúde publicada ininterruptamente no Brasil. Nossa filosofia editorial é pautada nos chamados “oito remédios naturais”, também conhecidos como “oito atitudes saudáveis” – orientações milenares que nos ajudam a não embarcar em modismos dietéticos e comportamentais. Além dos dois supervisores médicos, temos um time de mais de 15 colaboradores com formação sólida em áreas como medicina, nutrição, enfermagem e educação física. Portanto, todos os textos que publicamos mensalmente têm o respaldo técnico desses profissionais, cujo e-mail é disponibilizado na revista para consulta dos leitores.

A cada edição preparamos infográficos que tornam a leitura mais agradável e as informações mais fáceis de ser compreendidas. Aliamos texto e arte para uma melhor experiência de leitura e aquisição de conhecimento útil em saúde.

Desde 1939, a preocupação dos editores da Vida e Saúde tem sido a de levar saúde e bem-estar para o ser humano com um todo. Por isso a estrutura da revista está organizada em três grandes blocos: corpo, mente e espírito. Assim, o leitor pode ter a certeza de que, lendo a Vida e Saúde, ele encontrará recursos seguros para uma melhor saúde física, mental e espiritual. Não é à toa que nosso slogan é “Boas ideias para você viver bem”.

Como não dependemos de verba publicitária, não temos compromisso com indústrias e interesses comerciais. Ou seja, temos total liberdade editorial para tratar dos temas que escolhemos para cada edição.

Há oito décadas Vida e Saúde divulga a ciência com foco na saúde preventiva e promove a reeducação dos hábitos. Durante todo esse tempo, tivemos o privilégio de fazer parte da história de milhares de pessoas.

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(Michelson Borges é jornalista, pós-graduando em Biologia Molecular e editor da revista Vida e Saúde)

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