Como não neutralizar o adventismo

O povo que deve pregar as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 tem uma mensagem de esperança diferenciada para este tempo.

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Em seu livro A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo, George Knight expõe sua preocupação com os fatores que podem “castrar” a mensagem adventista e sua relevância no século 21. Knight, que é autor de mais de 70 livros (entre os quais Uma Igreja Mundial Em Busca de Identidade, também publicados pela CPB), diz que A Visão Apocalíptica é o “livro do seu coração”, um recado simples e franco, que procura atingir pontos nevrálgicos e responder à pergunta: “Por que sou adventista?”

Para o autor, o povo que deve pregar as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 tem uma mensagem de esperança diferenciada para este tempo. “Temos que pregar que Jesus morreu por nós. Mas é só isso? Um Salvador morto não pode fazer muito por mim. Devemos pregar que Ele ressuscitou. Ok, mas isso ocorreu há dois mil anos e as pessoas continuam sofrendo e morrendo. Jesus não é apenas o Salvador morto e ressuscitado. Ele também é o Leão da tribo de Judá que virá pôr fim à história humana e criar novos céus e nova Terra. Portanto, o Apocalipse não é um livro sobre bestas; é um livro sobre esperança”, disse ele em uma palestra na CPB, alguns anos atrás.

No livro, Knight fala um pouco sobre seu tempo de agnóstico, sua vinda para a igreja e posterior abandono dela, para, finalmente, voltar “com tudo”. “Não voltei [para a igreja] porque a teologia adventista era perfeita, mas porque sua teologia é a mais próxima da Bíblia do que a de qualquer outra igreja que eu conhecia. Em resumo, fui e sou adventista por convicção e não por escolha”, diz ele na página 10.

Ao ler isso, lembrei-me de minha própria experiência de conversão (conheça mais dessa história aqui). Quando conheci o adventismo, na transição da década de 1980 para a de 1990, eu era líder na Igreja Católica e seguidor da Teologia da Libertação. Tinha minhas convicções arraigadas. Por isso passei por um conflito de ideias muito intenso e dediquei-me a mais de dois anos de estudo da Bíblia para verificar que igreja a obedece mais integralmente. Embora nunca tenha deixado de reconhecer que Deus tem Seus filhos sinceros em todas as religiões (conheço muitos desses na igreja da qual deixei de fazer parte), uma coisa tive que admitir (como faz Knight em seu livro): a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a que segue a Bíblia mais de perto e a que tem a mensagem mais profeticamente relevante para este tempo. A pergunta é: Está ela pregando e vivendo essa mensagem? Esse é ponto focal da análise de Knight.

O autor faz uma comparação entre aquilo que aconteceu com o protestantismo liberal e o que pode eventualmente ocorrer com o adventismo: “O melhor exemplo de esterilização religiosa no mundo moderno é o liberalismo protestante, que, na década de 1920, renunciou às ideias ‘primitivas’ do cristianismo, como a imaculada conceição, a ressurreição de Cristo, o sacrifício expiatório, os milagres, o segundo advento, o criacionismo e, claro, a inspiração divina da Bíblia, no sentido de que suas informações ultrapassam o entendimento humano e, por isso, foram obtidas por meio da revelação divina” (p. 18).

Se o adventismo perder sua visão apocalíptica, poderá enveredar por caminho parecido e se tornar estéril. A “demora” da volta de Cristo e a acomodação à cultura pós-moderna têm trazido essa sombra sobre o movimento e feito com que muitos se esqueçam do papel evangelístico da igreja. Para Knight, esse papel consiste em “levar as pessoas a não se adaptarem a uma cultura que foi julgada pela cruz e encontrada em falta; a não se adaptarem a uma cultura que chama a violência e o sexo ilícito de diversão; a não se adaptarem a uma cultura que paga milhões de dólares aos jogadores de futebol, mas permite que os professores de ensino fundamental ganhem um salário que mal dá para sustentar a família” (p. 21, 22).

É preciso que a igreja proclame uma mensagem equilibrada, “centralizada no Cordeiro de Deus e no Leão da tribo de Judá apresentado no Apocalipse” (p. 27). Devemos pregar o evangelho à luz da compreensão obtida a partir de 1888 (apresentada na assembleia da Associação Geral, em Mineápolis), segundo a qual, enquanto o povo de Deus aguarda a segunda vinda, deve guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Ap 14:12), num perfeito casamento entre a lei e o evangelho. Mas, para que isso seja possível, é preciso, sobretudo, ter um relacionamento salvador com Deus. “O que precisamos”, diz Knight, “é de um relacionamento capaz de transformar nosso coração, e não simplesmente de doutrinas corretas e a prática de um bom estilo de vida. Deus deseja um povo que O ame e O sirva de coração. […] Guardaremos verdadeiramente os mandamentos de Deus somente quando nossas ações fluírem de um coração repleto de amor a Deus e ao próximo” (p. 49).

Na página 56, Knight é contundente e pontua bem o assunto: “Se eu fosse o diabo, tentaria os adventistas e seus pregadores a serem bons evangélicos e a esquecerem coisas desagradáveis como a visão apocalíptica. Se isso não funcionasse, eu os tentaria a fazer pregações apocalípticas da besta que se concentrassem nos detalhes, no esoterismo e nos extremos. Tentaria levá-los a debater sobre o número 666 e a identidade dos 144 mil. Se não fosse bem-sucedido, tentaria fazer com que enfocassem a agitação e o medo dos eventos apocalípticos. E, claro, semearia a dúvida a respeito da validade da compreensão apocalíptica básica do movimento adventista.”

No fim do livro, Knight lembra que a igreja de Deus tem, sim, um importante papel social, mas não deve canalizar todos os seus esforços nessa direção. Por quê? Porque as mazelas sociais não terão fim até que Deus ponha um ponto final nisso tudo. Assim, precisamos ver Jesus “não apenas como o Cordeiro de Deus que oferece salvação, mas também como o Leão da tribo de Judá que em breve irá regressar. Ele virá não para alimentar os famintos, mas para acabar com a fome; não apenas para consolar os que sofrem, mas para erradicar a morte. O mundo já sofreu demais e continua sofrendo, apesar dos melhores esforços da humanidade. A visão neoapocalíptica é a pregação da última esperança que obscurece todas as outras esperanças” (p. 106).

Por que me tornei adventista? Primeiramente, porque amo a Deus e tenho Sua Palavra como minha bússola, regra infalível de fé e prática. Em segundo lugar, porque amo as pessoas e quero torná-las conscientes de que existe uma esperança acima de qualquer esperança – a fim de que elas possam também decidir por si mesmas o que farão com essa verdade.

É uma esperança que arde em meu coração e que não posso guardar para mim. Tenho que falar, escrever sobre e viver essa mensagem, pois logo veremos Jesus!

Michelson Borges

A batalha de toda mulher

A luta da mulher é pela integridade sexual e emocional.

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Alguns anos atrás, li, além de A Batalha de Todo Homem, o livro A Batalha de Toda Mulher. Posso dizer que o livro é tão bom quanto a versão para o segmento masculino e que toda mulher realmente devia lê-lo (minha esposa também já leu). Shannon Ethridge (à semelhança do que fez Stephen Arterburn em seu livro para os homens), “abre o jogo” e fala alguma coisa de seu passado pouco recomendável e de suas lutas no campo da pureza sexual. Por isso mesmo o livro é bastante realista quanto aos perigos e efeitos da impureza e, principalmente, quanto à possibilidade de vencer por meio de Jesus.

O livro é dividido em três partes: “Compreendendo o lugar em que estamos” – trata da batalha das mulheres com seus pensamentos e sentimentos; “Esboçando uma nova defesa” – apresenta dicas de como guardar o coração e a mente; e “Abraçando a vitória na retirada” – fala sobre como ser vitoriosa sobre as tentações por meio de uma sólida relação com Deus.

Para a autora, um caso mental e/ou emocional (a que as mulheres estão mais sujeitas) afeta o casamento de um modo tão danoso quanto uma relação sexual. “Homens e mulheres lutam de formas diferentes quando se trata de integridade sexual”, explica Shannon. “Enquanto a batalha do homem começa com o que ele absorve com os olhos, a da mulher tem início no coração e nos pensamentos. O homem deve proteger seus olhos a fim de manter a integridade sexual, e pelo fato de Deus ter feito as mulheres mais estimuladas emocional e mentalmente, devemos proteger de perto nosso coração e mente tanto quanto nosso corpo, se desejarmos experimentar o plano de Deus para a satisfação sexual e emocional. A batalha da mulher é pela integridade sexual e emocional.”

O tema central do livro é a integridade sexual e como alcançá-la. Shannon adverte que casos emocionais, fantasias mentais e comparações pouco sadias (entre o cônjuge e outros homens) fazem a mulher cruzar a linha de segurança e corroer o plano de Deus para lhe conceder suprema satisfação sexual e emocional com o (atual ou futuro) marido. “Temos que fazer uma aliança com os olhos do nosso coração”, diz ela.

Shannon também adverte as leitoras para o poder que elas têm e que devem usar com sabedoria e prudência: “Ao descobrirmos, quando jovens, que nosso corpo curvilíneo ou rosto bonito faz a cabeça virar, isso desperta em nós uma forma de poder que talvez não conhecêssemos quando pré-adolescentes. Para algumas, esse poder intoxica… Talvez até a ponto de tornar-se um vício. Virar a cabeça de um garoto da mesma idade torna-se uma pequena emoção, enquanto levar um homem mais velho e mais importante a virar a cabeça infla em maior grau nosso ego. Quer seja o capitão do time de futebol, o professor da faculdade ou o chefe de um departamento no emprego, compartilhar do poder de pessoas importantes ao nos alinharmos com elas mediante um relacionamento nos confere um senso distorcido de significado” (p. 71).

Para Shannon, é extremamente importante que o pai supra a carência emocional das filhas e seu desejo de ser amadas, do contrário, muitas dessas meninas, inconscientemente, buscarão esse amor em relacionamentos insatisfatórios que farão com que sofram, quando o que queriam era o amor pelo qual ansiavam quando crianças.

Na parte do livro que trata de dominar os pensamentos, a autora aconselha: “Embora não seja humanamente possível esvaziar sua mente do lixo, é possível empurrar o lixo para o canto, enchendo a mente de pensamentos puros. Sua mente só pode se concentrar em um determinado número de coisas por vez, e quanto mais se concentra em pensamentos saudáveis, tanto mais seus pensamentos nocivos terão de ficar longe” (p. 102).

Shannon fala sobre o relacionamento apropriado com os homens, sobre vestuário, os riscos do sexo extraconjugal, etc., etc., e garante que uma relação de intimidade com Deus supre as carências afetivas e equilibra os sentimentos, dando à mulher liberdade para se relacionar de maneira apropriada com os homens e com seus pensamentos.

A Batalha de Toda Mulher é um livro que vale a pena ser lido por todas as mulheres que buscam a verdadeira satisfação sexual e emocional – aquela que pode ser abençoada por Deus.

Michelson Borges

A visão feminista da Bíblia: uma análise em perspectiva adventista

Leia este artigo importante para um momento em que o tema vem sendo amplamente discutido

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Resumo: O objetivo deste artigo é fazer, por meio de uma pesquisa bibliográfica, uma avaliação da visão feminista da Bíblia sob a perspectiva adventista. A pesquisa avalia alguns textos representativos da teologia feminista, desde a primeira onda até a contemporaneidade, bem como declarações de ativistas e teólogas feministas a respeito da Bíblia. Através desta pesquisa, é possível concluir que há uma tensão significativa entre a visão feminista e a perspectiva adventista a respeito da Bíblia.

Clique aqui para fazer o dowload desse bem fundamentado artigo do pastor e professor Isaac Malheiros. Nas referências há desde nomes históricos do movimento feminista, como Simone de Beauvoir, até figuras mais contemporâneas, como a ecofeminista e teóloga liberal Ivove Gebara, para quem a Bíblia é “a produção literária de uma época com abertura à transcendência”, “e não como ‘palavra de Deus'” (fonte). Ele diz ainda que “meu trabalho é desconstruir […] a Bíblia como a palavra de Deus. Eu digo: não é a palavra, é uma palavra humana, onde se coloca uma pessoa pela qual lhe é atribuída, dependendo dos textos, uma característica”. E apela por mudança: “É necessário mudar a Igreja a partir de dentro” (fonte).

Kerygma é uma publicação científica oficial da Faculdade Adventista de Teologia (FAT) do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp, campus Engenheiro Coelho). Ela é publicada semestralmente em parceria com a Imprensa Universitária Adventista (Unaspress).

Leia também: “A Bíblia e o feminismo” e “Ser mulher segundo a Bíblia”

Seios e receios

Mitos e verdades sobre novos tratamentos para o câncer de mama

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Em plena pandemia causada pela Co- vid-19, muitos têm a impressão de que as outras doenças não mais existem, o que é um erro, evidentemente. Várias delas continuam ceifando vidas, como acontece com o câncer de mama, por exemplo. Neste ano, decidimos não esperar o Outubro Rosa chegar para apresentar as novidades no tratamento dessa doença que assombra as mulheres de todo o mundo.

Câncer é uma palavra tão assustadora que muitos sequer a pronunciam. A ideia de um aglomerado de células crescendo descontroladamente no corpo é intimidadora, mas o choque é ainda maior quando a região acometida é o símbolo de ternura, beleza e feminilidade para as mulheres: o seio. A temida doença mutiladora hoje pode ser diagnosticada precocemente, havendo a possibilidade de cura. Então, em lugar de receios, a ideia é declarar guerra à doença e estar preparada para vencer! Falando em guerra, uma boa estratégia para vencer um inimigo é conhecer o máximo que puder sobre ele.

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A falsa aurora

Uma nova religião pretende unir todas as religiões, inclusive as pagãs

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O livro A Falsa Aurora: A iniciativa das religiões unidas, o globalismo e as busca por uma religião mundial, de Le Penn, estuda a Investigação das Religiões Unidas (URI) a serviço da Nova Ordem Mundial, ou seja, governo, moeda e religião únicos. Pretende ser um movimento inter-religioso, pregando a paz entre as religiões e a criação de culturas de paz, justiça e cura para todos. Parece muito bom, não é mesmo? O movimento criado pelo bispo episcopaliano William Swing conta com o apoio de Dalai Lama, de adeptos da Nova Era, aliados do globalismo, Fórum Econômico Mundial, ONU, Carta da Terra, políticos da Casa Branca, George Soros, entre tantos outros que não se revelam abertamente, tamanha a aberração que isso significa.

O movimento também encontra eco no Vaticano, onde é instituído o domingo como dia de adoração a Gaia, a mãe Terra, como forma de dar um “respiro” ao planeta.

Essa nova religião pretende unir todas as religiões, inclusive as pagãs, abraçando com elas todas as aberrações/distorções que seus membros possam praticar tais como: pedofilia, incesto, zoofilia, antropofagia, união entre pessoas do mesmo sexo, orgias, satanismo, propagação da divindade humana, negação de Cristo, antissemitismo, relativismo religioso, controle populacional, aborto, feminismo, panteísmo e fim da civilização judaico cristã, entre muitas outras que estão enumeradas no livro, mas que seria impossível relatá-las todas aqui.

O livro, com quase 800 páginas, aborda: Helena Blavatski e a sociedade teosófica; Alice Bailey e o Lucius Trust; Pierre Teilhard, que prega a alma comum da humanidade, eutanásia, eugenia, entre outras práticas abomináveis para o conservadorismo.

(Rosana Lamana Faria)

Assim diz o doutor

“Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” Lucas 18:8

Escrituras

“A fé na origem divina e na autoridade da Bíblia é desafiada pela crítica das Escrituras de maneiras incontáveis. Particularmente, a moderna crítica bíblica, em suas miríades de formas, tem levado até mesmo muitos sinceros crentes cristãos a limitar a autoridade das Escrituras, reduzindo-a a alguns núcleos essenciais da fé e moralidade cristã. Tudo o que as Escrituras têm a dizer acerca de assuntos de natureza histórica ou científica é submetido aos critérios de rigorosa crítica histórica e a uma filosofia naturalista da ciência que, a priori, exclui a causalidade sobrenatural no domínio da natureza e no fluxo da história.

“Tais abordagens geralmente tendem a ignorar, distorcer ou negar as reivindicações expressas dos escritores bíblicos em relação à origem divina, autoridade e fidedignidade de seus escritos.

“Como diz Ellen White: ‘Muitos professos ministros do evangelho não aceitam toda a Bíblia como a palavra inspirada. Um sábio rejeita esta parte, outro duvida daquela. Elevam sua opinião acima da Palavra, e as Escrituras que eles ensinam repousam sobre a autoridade deles próprios. Sua autenticidade divina é destruída.'”

(George W. Reid, Compreendendo as Escrituras, p. 124, 125)

Star Wars Day

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Hoje os fãs de Star Wars, também conhecido por aqui como “Guerra nas Estrelas”, comemoram o Star Wars Day. É um dia separado por eles para celebrar a cultura Star Wars. Os filmes, conforme a maioria das narrativas criadas pela Walt Disney, Marvel, DC Comics e outras empresas, atraem milhões de seguidores por explorar justamente aquilo que toda pessoa percebe intuitivamente, mas talvez não tenha a compreensão real: o bem e o mal existem e há uma disputa entre eles.

Apocalipse 12:7 revela que estamos em meio a um conflito cósmico que não tem nada de ficção. É tão real que somos afetados diretamente. Uma guerra que começou no Céu, alterou o universo criado, e está amadurecendo até chegar ao seu clímax em nosso mundo. Cristo e Satanás estão disputando a conquista da sua vida.

A Bíblia apresenta um panorama geral dessa guerra desde o Gênesis ao Apocalipse. Ellen White, escritora adventista, que também acreditamos ter sido inspirada por Deus, escreveu uma série de livros chamada “Série Conflito”, na qual apresenta detalhes da peleja. Ainda não leu? São cinco livros que rasgam o véu da história da humanidade e revelam fatos impressionantes dessa batalha que está chegando ao fim.

A própria experiência de Ellen White para escrever aquele que talvez seja o livro mais famoso dessa série, O Grande Conflito, é impressionante. Foi em Ohio, num funeral realizado numa tarde de domingo, em março de 1858, na escola pública de Lovett’s Grove (agora Bowling Green), que foi dada à Sra. White a visão do grande conflito entre Cristo e seus anjos e Satanás e seus anjos, desde seu início até ao fim. Dois dias mais tarde o grande adversário tentou tirar-lhe a vida, para que ela não pudesse apresentar aos outros o que lhe fora revelado. Mantida, contudo, por Deus, na realização da obra que lhe fora confiada, descreveu as cenas que lhe haviam sido apresentadas, sendo publicadas no verão de 1858 o livro de 209 páginas Spiritual Gifts, v. 1, The Great Controversy Between Christ and His Angels, and Satan and His Angels (PE, p. 133-295).

Aproveitamos, então, o ensejo para sugerir a leitura da Série Conflito. Ela pode ser adquirida no site cpb.com.br em sua versão completa ou na versão condensada e com linguagem atualizada para adolescentes e jovens. Não perca tempo!

(Jefferson Araújo, Última Verdade Presente)

Onde existe amor…

“Como quereis que os outros vos façam, fazei também a eles”

Tolstoi

Alguns anos atrás, li Onde Existe Amor, Deus aí Está (Ed. Verus), de Leon Tolstói (1828-1910). O autor, mais conhecido pelos famosos romances Guerra e Paz e Anna Karenina, também escreveu belíssimos contos de forte conteúdo espiritual. No conto que abre o livro Onde Existe Amor, Deus aí Está, Tolstói fala de Martyn Audeitch, velho sapateiro russo que perdeu a esposa e os filhos e se distanciou de Deus devido à dor. Aconselhado por um amigo, Audeitch começa a ler os Evangelhos e encontra consolo na figura amorosa e sofredora do Filho de Deus, Jesus Cristo. Por meio de personagens da vida real, necessitados de ajuda física e sentimental, Tolstói ilustra as palavras de Jesus registradas em Lucas 6: “Como quereis que os outros vos façam, fazei também a eles.” Minorando a dor de seus semelhantes, Audeitch encontra novo sentido para viver e compreende, como nunca antes, que receber pessoas necessitadas, dar-lhes atenção e atender suas necessidades é receber o próprio Cristo e dar real sentido à palavra amor (v. 44).

Michelson Borges

Nota: Participe da campanha #olheparaquemtemfome, da Adra Brasil (www.adra.org.br). Seja um doador.

O chifre pequeno é realmente Roma?

Professor de teologia evangélico enaltece literatura adventista