Consequências do sexo fora de contexto

Por que adolescentes sexualmente ativos têm mais probabilidade de ser depressivos do que os abstinentes? Por que casais casados reportam níveis mais altos de satisfação sexual do que os indivíduos não casados e com múltiplos parceiros sexuais?

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Antes que você pense que Hooked – New Science on How Casual Sex is Affecting Our Children (Northfild Publishing) é outro livro com lições de moral anacrônicas, leia mais uma vez e atentamente o subtítulo da obra. O livro não tem nada de moralizante e está perfeitamente “antenado” com as novas pesquisas sobre o funcionamento do cérebro humano – aliás, o aspecto científico é exatamente o ponto forte da publicação. Escrito em coautoria pelos ginecologistas e obstetras Joe S. McIlhaney e Freda McKissic Bush, o livro deixa claro que, assim como a comida, o sexo pode ser mal compreendido e abusado. E esse abuso frequentemente resulta em doenças sexualmente transmitidas e gravidez não desejada. Mas há um terceiro problema nem sempre mencionado ou analisado: as cicatrizes emocionais decorrentes de uma vida sexual não orientada. Para os autores, “o sexo dentro de um contexto matrimonial é o comportamento ideal para evitar problemas” (p. 95). Como chegaram a essa conclusão? É disso que tratam as 170 páginas recheadas de pesquisas e estudos acadêmicos.

Baseados em dados recentes, os Drs. Joe e Freda questionam: Por que aqueles que não são virgens quando casam têm mais probabilidade de se divorciar do que aqueles que se mantiveram abstinentes até o casamento? Por que adolescentes sexualmente ativos têm mais probabilidade de ser depressivos do que os abstinentes? Por que casais casados reportam níveis mais altos de satisfação sexual do que os indivíduos não casados e com múltiplos parceiros sexuais?

E eu pergunto: Você já viu questionamentos semelhantes na grande imprensa? Dificilmente. Em revistas ditas femininas? Duvido. Em publicações para teens? Também não acredito.

A abordagem midiática focada no corpo e na sensualidade – portanto na extrema valorização do aspecto físico – frequentemente se esquece do mais importante órgão sexual: o cérebro (e preservativos e anticoncepcionais não proveem proteção contra as influências do sexo sobre o cérebro). Nossa “central de comando” trabalha sob o efeito de neurotransmissores como a dopamina, a oxitocina e a vasopressina. As três são neutras, podendo recompensar bons e maus hábitos, dependendo do estilo de vida ou do comportamento adotados pela pessoa. “Com a ajuda de técnicas de pesquisa e tecnologias modernas, cientistas estão confirmando que sexo é mais do que um ato físico momentâneo. Ele produz poderosas (até para a vida toda) mudanças no cérebro que dirigem e influenciam nosso futuro num grau surpreendente” (p. 21).

“Quando duas pessoas se tocam de maneira intensa, significativa e íntima, a oxitocina [também conhecida como ‘molécula monogâmica’] é liberada no cérebro da mulher. A oxitocina então faz duas coisas: aumenta o desejo da mulher por mais toques e faz a ligação da mulher com o homem com quem ela tem passado tempo em contato físico. […] É importante reconhecer que o desejo de conexão não é apenas uma sensação emocional. A ligação é real e quase como o efeito adesivo de uma cola – a poderosa conexão que não pode ser desfeita sem grande dor emocional” (p. 37).

Segundo os autores, enquanto o efeito hormonal da oxitocina é ideal para casados, ele pode causar problemas para mulheres solteiras ou para moças abordadas por homens que desejam sexo. O cérebro feminino pode levá-la a um mau relacionamento que ela pensa ser bom por causa do contato físico e da resposta gerada pela oxitocina. A verdade sobre esse tipo de relacionamento pode ser clara para os pais ou amigos que estão preocupados com o bem-estar da moça, enquanto ela talvez não se dê conta do perigo ou da inconveniência da relação. Por isso, especialmente as mulheres jovens precisam ser advertidas sobre o poderoso efeito de ligação da oxitocina. O rompimento dessa ligação explica a incrível dor emocional que as pessoas geralmente sentem quando um relacionamento é terminado (p. 40, 41).

E quanto aos homens? Tudo o que foi dito acima se aplica também a eles, com a diferença residindo apenas no tipo de neurotransmissor: no cérebro masculino, é a vasopressina que atua de maneira similar à oxitocina. Durante o sexo, o cérebro dos homens é inundado com vasopressina, “e esse neuroquímico produz uma ligação parcial com cada mulher com quem eles tiveram relação sexual. Eles não percebem que esse padrão de ter sexo com uma mulher e então romper com ela e depois ter sexo com outra os limita a experimentar apenas uma forma de atividade cerebral comum aos seres humanos envolvidos sexualmente – a corrida dopamínica do sexo. […] O padrão de mudança de parceiras sexuais, portanto, danifica a capacidade deles de ligação numa relação de compromisso. A inabilidade de criar laços após múltiplas ligações é quase como uma fita adesiva que perdeu sua cola após ser aplicada e removida várias vezes” (p. 43).

Segundo os autores, devido à atuação da dopamina, da oxitocina e da vasopressina, entre outros fatores, cada pessoa, na realidade, pode mudar a própria estrutura do cérebro, graças às escolhas que ela faz ou ao padrão de comportamento que adota.

Cuidado especial com os jovens

Quando o assunto é sexo e outras decisões morais/comportamentais, cuidado especial devem ter os jovens (e os pais deles). Isso porque o cérebro – mais especificamente o lóbulo pré-frontal – ainda não está plenamente amadurecido até os 21 anos. Essa região do cérebro localizada bem atrás da testa é a responsável pelos pensamentos cognitivos e pelas as decisões. “O perigo, de fato, é que se os jovens têm recebido recompensa dopamínica de boas sensações provenientes de comportamentos perigosos como dirigir em alta velocidade, praticar sexo e outros, eles podem se sentir compelidos a aumentar esses comportamentos a fim de obter a mesma boa sensação” (p. 34). O que fazer, então? “O cérebro adolescente pode ser positivamente moldado pela estrutura, orientação e disciplina provida por pais cuidadosos e outros adultos” (p. 53). Daí a necessidade de construir relacionamento saudável e de confiança com os filhos, desde a infância. Isso para que, quando eles mais precisarem da orientação paterna, possam contar com pais em quem confiam.

Joe e Freda afirmam que o “sexo é um dos mais fortes geradores de recompensa dopamínica. Por essa razão, jovens são particularmente vulneráveis a cair num ciclo de recompensa dopamínica por comportamento sexual imprudente – eles podem ficar viciados [hooked] nisso. Mas o efeito benéfico da dopamina para os casados consiste em torná-los ‘viciados’ no sexo um com o outro” (p. 35). Por isso, o contexto adequado para a experiência sexual é mesmo o casamento, e não a idade da imaturidade sem compromisso.

Outra evidência disso: meninas adolescentes com vida sexual ativa se mostraram três vezes mais deprimidas do que as que se mantinham abstinentes (sem contar que uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas é infectada com DST a cada ano). Além disso, pensamentos suicidas também ocorrem mais frequentemente entre mulheres que mantêm vida sexual fora de uma relação de compromisso e romantismo (p. 78).

Padrões de comportamento destrutivos

A evidência mostra que quando o ciclo sexo/ligação/rompimento é repetido algumas ou muitas vezes – mesmo quando a ligação é de curta duração – dano é causado na importante capacidade interna de desenvolver conexão significativa com outros seres humanos (p. 55). Em outras palavras, o comportamento adotado no presente vai afetar positiva ou negativamente a vida e os relacionamentos futuros. Planta-se agora, colhe-se agora e depois.

Além dos neurotransmissores capazes de criar ligação entre os parceiros, há outro detalhe importante: as sinapses que governam decisões sobre sexo, tanto no cérebro do homem quanto no da mulher, são reforçadas de modo a tornar mais fácil escolher ter sexo no futuro, enquanto sinapses que governam a contenção sexual são enfraquecidas e deterioram. “Em resumo, engajar-se em sexo cria uma reação em cadeia de atividades do cérebro que levam ao desejo de mais sexo e maiores níveis de apego entre duas pessoas” (p. 62). Por isso, é bom pensar bem antes de dar o primeiro passo rumo à iniciação sexual.

Estatísticas mostram que se os jovens começam a fazer sexo por volta dos 16 anos, mais de 44% deles terão tido cinco ou mais parceiros sexuais até chegar aos 20 anos (quanto sofrimento até lá!). Por outro lado, se eles têm mais de 20 anos quando começam a praticar sexo, apenas 15% terão tido mais de cinco parceiros sexuais, enquanto 50% terão feito sexo com apenas um parceiro (p. 65).

Os autores também destacam o fato de que, quando a pessoa termina um relacionamento e começa outro, a tendência é ir rápida e prematuramente para o mesmo grau de intimidade nesse novo relacionamento, mesmo que os parceiros tenham padrões de intimidade diferentes. Ou seja, se a pessoa fez sexo com o parceiro anterior, na nova relação, a tendência será ir rapidamente para o ato sexual, mesmo que um dos parceiros não tenha tido relações sexuais anteriormente. “A recompensa dopamínica é muito forte” (p. 77), relembram.

Por isso, repito, é bom pensar bem antes de dar o primeiro passo rumo à iniciação sexual. Mais: se você não é casado, não quer sofrer e fazer outros sofrerem, pense mil vezes antes de iniciar qualquer atividade sexual ou mesmo contatos físicos mais íntimos. Sua felicidade futura e de seu/sua namorado(a) pode depender também disso.

Prejudicando a futura vida conjugal

“Tornar-se sexualmente ativo e ter múltiplos parceiros sexuais pode danificar uma habilidade individual de desenvolver saudáveis, maduros e duradouros relacionamentos. Isso parece especialmente verdadeiro para um futuro casamento saudável e estável. Vários estudos mostram uma associação entre sexo antes do casamento e alta taxa de divórcio quando esses indivíduos eventualmente casam. Isso sugeriria, entre outras coisas, que a habilidade da pessoa de se ligar ao cônjuge foi danificada, fazendo com que alguns lutem com o compromisso assumido no casamento” (p. 80).

Numerosos estudos mostram que, quando as pessoas praticam sexo antes do casamento, elas estão mais propensas ao divórcio quando se casam mais tarde. Além disso, essas pessoas costumam ter mais dificuldade para se ajustar no casamento e são menos propensas a experimentar alegria, satisfação e amor (p. 101).

Assim, não é demais repetir: é dever dos pais orientar os filhos para que não estraguem sua felicidade futura. E o livro visa a justamente oferecer argumentos científicos para isso. “Pais podem agora confiantemente dizer que a ciência mostra que para os jovens terem melhor chance de uma vida feliz, eles devem esperar até poderem ter uma relação de compromisso para toda a vida, antes de praticarem sexo. […] Eles podem saber que estão apresentando fatos e não apenas dando sua opinião de que se abster de sexo antes do casamento […] é a melhor escolha” (p. 115).

Michael D. Resnick, PhD citado pelos autores, mostra que os adolescentes que são fortes o bastante para evitar envolvimento sexual possuem três coisas em comum: (1) altos níveis de conexão/relacionamento com os pais/familiares; (2) desaprovação paterna quanto à vida sexual ativa na adolescência; e (3) desaprovação dos pais quanto ao uso de contraceptivos na adolescência. Essas características também incluem sentimentos de amor, calor e carinho por parte dos pais, assim como a presença física de pelo menos um dos pais no lar em momentos-chave, como antes de irem para a escola, depois da escola, no jantar e na hora de dormir (p. 121).

Nunca é tarde para mudar

Se más escolhas foram feitas no passado, nem tudo está perdido. Segundo os autores, “se uma pessoa não fez boas escolhas no passado, isso não significa o fim da história, porque nosso complexo e maravilhoso cérebro é uma estrutura moldável” (p. 93). “Mudanças espirituais, aconselhamento, pares de apoio e reuniões em grupos que incluem encorajamento para mudança são todas experiências que podem remodelar o cérebro” (p. 107). O que dizer de uma nova e saudável relação com uma pessoa que verdadeiramente se preocupa com você e com o futuro de vocês? O que dizer, principalmente, de uma pessoa e uma relação abençoadas por Aquele que quer ver Seus filhos felizes?

“Cada pessoa deve olhar para o futuro e decidir como o resto de sua história vai se desenrolar. Para alguns, o próximo capítulo de sua história de vida pode significar reclamar sua virgindade, às vezes chamada de ‘virgindade secundária’, mudando comportamentos e estabelecendo novos padrões em seus relacionamentos. Para outros, o próximo passo para um grande futuro pode significar evitar situações difíceis e criar novas regras [limites] de namoro para manter sua virgindade. Alguns ficam com as cicatrizes psicológicas dolorosas de abuso sexual ou de manipulação que eles devem trabalhar até se tornar ‘inteiros’ de novo. Cada caminho apresenta desafios que podem ser difíceis de superar” (p. 119, 120). Mas a vitória é possível de ser alcançada, conforme sugerem os autores. E, nesse ponto (permita-me acrescentar), a confissão e o desejo de ser nova criatura (promessas contidas na Bíblia) acabam sendo o suporte ideal para a mudança e o estabelecimento de novos padrões comportamentais.

Chave de ouro

O capítulo “Final thoughts” termina o livro com chave de ouro, e estes dois parágrafos são verdadeiras pérolas: “À medida que consideramos todos os dados que analisamos neste livro, somos levados à conclusão de que a moderna teoria da evolução a respeito da sexualidade humana está errada. Essa teoria pode ser resumida dizendo que aqueles que a propõem acreditam que os seres humanos são (nos termos deles) ‘projetados’ para ser promíscuos. A teoria fundamental é que as mulheres têm relações sexuais com vários homens, até encontrar aquele com os melhores genes. Homens têm relações sexuais com várias mulheres, até que uma delas o escolha para ser o pai de seu filho.

“O que temos mostrado nos dados que discutimos é exatamente o oposto dessa teoria. Parece que a pesquisa mais atualizada sugere que a maioria dos seres humanos é ‘projetada’ para ser sexualmente monógama com um companheiro para a vida. Essa informação também mostra que os indivíduos que se desviam desse comportamento encontram mais problemas, sejam eles doenças sexualmente transmissíveis, gravidez fora do casamento ou problemas emocionais, além do dano na capacidade de desenvolver conexão saudável com os outros, incluindo o futuro cônjuge” (p. 136, 137).

Os autores mostram ainda que o casamento traz vantagens sobre a relação de simples coabitação e dizem que, para que a neuroquímica envolvida no contato físico tenha seu máximo efeito, é necessário quase diariamente ser ativada pela repetição do toque e da proximidade.

“Porque o sexo é a mais íntima conexão que podemos ter com outra pessoa ele requer a integração de tudo o que somos nesse envolvimento sexual – nosso amor, nosso compromisso, nossa integridade, nosso corpo, nossa própria vida – para toda a vida. Se o sexo é menos do que isso, é apenas um ato animal, e de certa forma o estamos praticando como animais e não como seres humanos plenos” (p. 104).

Por ir diametralmente contra o mainstream comportamental atual, não creio que alguma editora secular de grande porte tenha coragem de publicar Hooked. Então, que pelo menos os leitores tenham coragem de colocar em prática tudo o que o livro traz. Eles só têm a ganhar com isso.

Michelson Borges

Lançamento CPB: A Cruz de Maria

Na Ucrânia comunista, uma linda história de emoção e demonstração do cuidado de Deus

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A jovem viúva Maria Vasilevna Ivanchenko estava diante de um tribunal distrital, acusada de desobediência aos artigos 52, 59 e 64 do Código Sobre a Família e o Casamento, ou em melhor português: acusação de conduta antissocial e contrária aos princípios morais revolucionários por não permitir que seu filho assistisse aulas aos sábados e por ensiná-lo a orar.

Isso se passou no ano de 1975, na Ucrânia, então parte da antiga União Soviética (URSS). O veredito “viciado” do tribunal e a maneira como seu filho Andrey lhe foi tirado causou uma mudança é um sofrimento profundo na vida de Maria. Como poderia viver sem seu pequeno Andrey? Como o Estado poderia tomar o que Maria tinha de mais precioso na vida?

O relato de Maria nos mostra que, quando nos deparamos com perguntas sem resposta, apenas Cristo pode ser a resposta. O grande Deus Eu Sou proveu a segurança e a estabilidade emocional de que Maria tanto precisava. Maria nos conta sobre o funcionamento da igreja silenciosa que se reunia em secreto, do cuidado, carinho e envolvimento dos membros, mesmo quando a instituição adventista não tinha uma liderança definida, nos momentos de maior repressão.

Maria também faz um comparativo entre a igreja dos anos 70 e 80, em que mesmo sob perigo constante de prisão as pessoas se interessavam pelo conhecimento bíblico, contrastando com as igrejas cristãs ucranianas atuais, que têm relativa liberdade para adorar a Deus em seus templos e, no entanto, o interesse dos membros é quase nulo. Dura realidade. É uma reflexão válida para nossa realidade brasileira também.

Uma explicação importante a mais: o relato é baseado em fatos reais, e os nomes dos personagens são todos fictícios. Ainda hoje há identidades que precisam ser preservadas. Apesar da relativa liberdade religiosa na Ucrânia e na Rússia, vale lembrar que ser “relativamente livre” é diferente de ser livre.

Mas e o pequeno Andrey? Bem… já falei demais.

A leitura é fácil e corrida; 104 páginas de emoção e demonstração do cuidado de Deus. Dá pra ler numa sentada ou deitado, antes de dormir. Recomendado para todas as idades.

Por último, uma dica ao público masculino: não importa o quão “cabra-macho-da-peste” você seja. Se for encarar esse livro, será melhor ter por perto um lenço ou uma toalha. Eu sei bem do que estou falando.

(Mateus Castanho é diretor de Publicações da Igreja Adventista Central de Brasília)

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Domesticaram Jesus Cristo

“Em Jesus, Deus nos mostrou um rosto, e posso ver diretamente nesse rosto como Deus Se sente acerca das pessoas.”

jesus

Em seu livro O Jesus que Eu Nunca Conheci (Vida), o jornalista e escritor cristão Philip Yancey defende a tese de que o cristianismo acabou “domesticando Jesus”, e justifica com as seguintes palavras: “Ele falou pouco sobre a ocupação romana, o assunto principal das conversas de Seus conterrâneos, mas pegou um chicote para expulsar do templo judeu os pequenos aproveitadores. Insistia na obediência à lei de Moisés, enquanto adquiria a reputação de transgressor da lei. Poderia ser tomado de simpatia por um estrangeiro, mas afastou o melhor amigo com a dura repreensão: ‘Para trás de Mim, Satanás!’ Tinha opiniões inflexíveis sobre os homens ricos e as mulheres de vida fácil, mas ambos os tipos desfrutavam de Sua companhia.”

Yancey diz mais: “De alguma forma criamos uma comunidade respeitável na igreja… Os miseráveis, que se reuniam ao redor de Jesus quando Ele vivia na Terra, já não se sentem bem-vindos. Como Jesus, que era a única pessoa perfeita na história, conseguia atrair os sabidamente imperfeitos? E o que nos impede de seguir Seus passos hoje?”

Jesus nunca deixou de ser uma figura surpreendente, a começar pelo Seu nascimento. Nas palavras do poeta John Done, a encarnação do Filho de Deus fica assim: “A imensidão enclausurada em teu [de Maria] amado ventre.” Segundo Yancey, “em Jesus, Deus encontrou um meio de Se relacionar com os seres humanos que não passava pelo medo”. E aqueles que descobrem esse Jesus firme, mas amoroso; severo e misericordioso, podem dizer como Dostoievski: “Se alguém me provasse que Cristo não estava na verdade… então eu preferiria permanecer com Cristo a permanecer com a verdade.”

Usando os recursos do jornalismo, Yancey investiga Jesus e o cenário social, político e geográfico que O envolveu aqui na Terra. Em linguagem agradável, ele brinda o leitor com detalhes que surpreendem até mesmo aqueles que já leram a Bíblia dezenas de vezes. E o Jesus apresentado pelo autor é o Deus-homem que ainda quer interagir com o ser humano, deixando claro que Ele Se importa com nossas lutas. “Quando Jesus enfrentou o sofrimento, reagiu como eu. Ele não orou no jardim: ‘Ah, Senhor, sinto-Me tão grato por Me teres escolhido para sofrer por Ti. Regozijo-Me nesse privilégio!’ Não, Ele experimentou tristeza, medo, abandono e algo parecido até mesmo com o desespero. Contudo, Ele suportou porque sabia que no centro do Universo vivia Seu Pai, um Deus de amor no qual Ele podia confiar, apesar de como as coisas parecessem na ocasião.”

Assim, ao concluir seus estudos sobre Jesus, Yancey afirma que uma pergunta já não mais o atormenta como antes; uma pergunta que, segundo ele, nos espreita na maior parte dos problemas com Deus: “‘Deus Se importa?’ Sei de apenas um jeito de responder a essa pergunta, e essa resposta veio no meu estudo acerca da vida de Jesus. Em Jesus, Deus nos mostrou um rosto, e posso ver diretamente nesse rosto como Deus Se sente acerca das pessoas.”

Na contracapa do livro, Lewis B. Smedes, do Fuller Theological Seminary, afirma que o trabalho de Yancey é o melhor que ele já leu sobre Jesus, e amplia: “Talvez o melhor livro do século sobre Jesus.” O livro é bom, de fato. Mas acho que Lewis nunca leu O Desejado de Todas as Nações, de Ellen G. White. Esse já me levou às lágrimas.

Michelson Borges

Lição dos Jovens ganha nova identidade

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A palavra COMtexto é escrita com “M” de modo intencional, a fim de aproveitar a ambiguidade do termo: a relevância do contexto bíblico para a vida e a relação amistosa com o seu texto para o crescimento espiritual. Essa ideia segue a mesma lógica da lição produzida pelo departamento de Escola Sabatina da sede mundial adventista, nos Estados Unidos. Lá o material é chamado de Inverse Bible, que pode ser traduzido por “Bíblia inversa” ou “Bíblia em verso”.

A partir de janeiro de 2021, os jovens adventistas desfrutarão de uma nova companhia em seu estudo diário da Bíblia. Na verdade, a tradicional Lição da Escola Sabatina chegará às suas mãos completamente reestruturada. A primeira mudança ocorre no nome do material, que passa a se chamar COMtexto Bíblico. O objetivo da escolha é incentivá-los a viver na atmosfera do texto sagrado. A propósito, a versão da Bíblia adotada pela lição é a Nova Almeida Atualizada (NAA); outras eventuais versões utilizadas em trechos estarão identificadas.

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Já valeu a pena ter escrito esse livro

Histórias inspiradoras de fé, coragem e dedicação

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Estimado pastor Michelson, em primeiro lugar, estou em oração pelo seu pai, como também pela sua família. Também é o meu desejo, se for da Vontade de Deus, que a saúde dele seja restabelecida e possa estar junto aos seus familiares. Também quero agradecer muito a você pelos materiais – palestras, sermões e publicações – que você compartilha. Esses materiais têm sido uma bênção de Deus na minha vida e na vida da minha família. Especialmente em relação ao seu livro A Chegada do Adventismo no Brasil; esse livro impactou – e muito – a minha visão sobre o que significa ser adventista, no contexto da dedicação da vida a Deus e o trabalho em prol do cumprimento da missão. 

De maneira muito sucinta, a mensagem do livro me remeteu ao meu tempo de criança e desbravador – e ao amor e à alegria em trabalhar para Jesus. Louvo a Deus porque Ele despertou novamente em mim essa motivação, esse desejo e essa alegria! E as histórias inspiradoras do seu livro proporcionaram nova perspectiva e motivação.

E senti o desejo em meu coração de compartilhar essas histórias abençoadas com os meus irmãos aqui do Jd. Gracinda, em Guarulhos, SP. É uma tarefa desafiadora para mim, leigo que sou; isso sem contar minha introversão e timidez, mas eu me coloco nas mãos de Deus!

Muito obrigado pelo seu tempo e atenção.

Fique com Deus.

Fábio Mendonça

Se Minha Barriga Falasse: livro sobre nutrição e saúde para crianças

Casa Publicadora Brasileira lança livro infantil de médica e pedagoga sobre alimentação saudável

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Dedico esse livro a todas as crianças curiosas que, como meus filhos, sempre perguntaram o porquê das coisas. Você já imaginou se seu estômago pudesse avaliar o valor nutricional da sua comida e o que ele sente quando você come, e pudesse falar para você algumas dicas? Tive essa ideia assistindo a uma palestra da doutora Daniela Kano, na qual ela explicava de maneira muito didática o processo digestivo e como nosso organismo é beneficiado ou sofre pela ingestão dos alimentos. Achei incrível a explicação e pensei que todos deveríamos crescer sabendo disso e que nossas escolhas seriam muito mais sábias e conscientes. Conversei com a Daniela a respeito e ela aceitou participar desse projeto de escrevermos juntas esse livro infantil. Me sinto muito honrada por ela ter acreditado na ideia e estamos muito felizes porque Deus nos abençoou e tornou possível essa publicação. Espero que os pais e filhos compreendam por que uma alimentação saudável é prazerosa ao organismo e traz muitas recompensas!

(Débora Borges é pedagoga e pós-graduada em Aconselhamento Familiar)

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Os cem anos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Movimento de Reforma

Um recorte da história e o raio-x de um movimento religioso

CARPA HOLGER TEUBERT FINALIZADA CURVAS

Em 1915, um pequeno grupo de membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Europa entrou em confronto com a liderança da Igreja, tomando por base a princípio as visões dos seguintes indivíduos: Wieck, Herms, Stobbe, Balbierer, Carl Hossfeld e Schamberg, entre outros. Quando as primeiras profecias desses homens falharam, eles tomaram conhecimento de documentos que alguns dos líderes da igreja europeia, contrariando a posição oficial da Igreja como não combatente, haviam entregado ao governo em apoio a ele, enquanto disponibilizava nossos jovens como soldados para o combate. Isso lhes deu uma razão para se manterem na trincheira contra a liderança da Igreja, e batalharam contra ela até a separação definitiva em 1920, quando após o fim da guerra a liderança mundial da IASD se reuniu com eles no Colégio Adventista de Friedensau, Alemanha.

Gustavo Castellanos, que presidiu de 2000 a 2016 o tronco original da facção iniciada em 1915, do qual cerca de 120 outras facções já vieram a existência, escreveu um memorial da história de sua igreja no quarto trimestre de 2019 da revista Sabbatwächter, periódico oficial de sua denominação na Europa.

Holger Teubert, vice-diretor da APD®️, o Serviço de Imprensa Adventista na Europa, ao ler o referido memorial, entendeu que Casttellanos deixou de mencionar propositalmente 74 anos da história de sua igreja nos quais estão localizados seus maiores problemas, além de “maquiar” os poucos anos relembrados. Assim, Teubert escreveu um livro que responde a Castellanos e amplia os fatos, descrevendo a história como de fato se deu, incluindo os 74 anos deixados de fora.

O trabalho de Teubert tem como título 100 ANOS DA UNIÃO ALEMÃ DOS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA, MOVIMENTO DE REFORMA.

Esperamos que o leitor aprecie conhecer esses fatos.

O tradutor.

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Homeopatia: tratamento ou ilusão?

Veja o que pesquisas, governos, autoridades e especialistas dizem sobre o assunto

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No início de 2019, a imprensa francesa noticiou que o seguro do serviço público de saúde (Sécurité Sociale) não mais reembolsaria tratamentos com medicações homeopáticas.¹ Essa decisão foi tomada pela Haute Autorité de Santé, órgão público com funções semelhantes às da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Nacional de Saúde (ANS), no Brasil. O reembolso de tratamentos homeopáticos na França vigorava desde 1984.

O sistema público de saúde da França é um pouco diferente do nosso. Ele funciona por meio de reembolso. Isso significa que qualquer cidadão pode comprar um remédio e ser reembolsado pelo governo.

Na França, até então, o paciente recebia um reembolso de 30% do seguro saúde ao comprar medicamentos homeopáticos, que fossem receitados por médicos em uma consulta. A partir da decisão de não reembolso, o paciente terá que pagar integralmente o valor do medicamento, o que deve gerar uma solicitação maciça de prescrição de medicações alopáticas por parte da população. Esse processo será feito de forma gradativa. A partir de janeiro deste ano o reembolso passou a ser de 15%, e em 2021 o reembolso deixará de existir.

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A mãe do Dr. Ben Carson e a decisão que mudou o rumo da família

benBen Carson disse sobre si mesmo: “Eu fui o pior aluno da minha classe na quinta série.” Certo dia, Ben fez uma prova de matemática com 30 problemas. O aluno sentado atrás dele corrigiu sua prova e a devolveu. A professora, a Sra. Williamson, começou a chamar o nome de cada aluno para saber quanto tinha acertado. Por fim, chamou Ben. Todo constrangido, ele murmurou a resposta. A Sra. Williamson, achando que ele tinha dito “9” (nine) respondeu que, para ele ter acertado 9 de 30, era um progresso e tanto. O aluno sentado atrás dele gritou: “Nove, não! Ele não acertou nenhum” (none). Ben disse que queria que o chão se abrisse.

Ao mesmo tempo, sua mãe, Sonya, enfrentava seus próprios obstáculos. Ela vinha de uma família de 24 filhos, tinha só o terceiro ano primário e não sabia ler. Casou-se aos 13 anos de idade, divorciou-se, teve dois filhos e estava criando os meninos num bairro pobre de Detroit. Apesar disso, ela era muito autoconfiante e tinha uma crença firme de que Deus a ajudaria, bem como aos filhos, se fizessem sua parte.

Um dia, aconteceu algo que mudaria a vida dela e a deles. De repente, ela percebeu que pessoas de sucesso, cujas casas ela limpava, tinham bibliotecas — elas liam. Depois do trabalho, ela foi para casa e desligou a televisão que Ben e seu irmão estavam vendo. Basicamente, ela disse o seguinte: “Meninos, vocês estão assistindo à televisão demais. Daqui por diante, vão assistir a três programas por semana. No tempo livre, vão para a biblioteca, vão ler dois livros por semana e me trazer um relatório.”

Os meninos ficaram chocados. Ben disse que nunca tinha lido um livro em toda a sua vida, exceto quando exigido pela escola. Eles protestaram, reclamaram, brigaram, mas em vão. Depois, Ben refletiu: “Ela instituiu a lei. Não gostei da regra, mas sua determinação de ver nosso progresso mudou o curso da minha vida.”

E que mudança! Na sétima série, ele era um dos primeiros da classe. Depois, entrou para a Universidade de Yale com uma bolsa de estudos; em seguida, estudou na Escola de Medicina Johns Hopkins; e lá, aos 33 anos, tornou-se diretor da neurocirurgia pediátrica e um cirurgião renomado. Como isso foi possível? Principalmente porque uma mulher que não teve muitas das oportunidades que a vida oferece magnificou seu chamado de mãe.

(Pr. Tad R. Callister, Pais: Os melhores professores do evangelho de seus filhos, Conferência Geral de Outubro de 2014)

Leia os livros de Ben Carson. Clique aqui.

A resenha que me emocionou

capa chegada2O livro que com muita alegria apresento a você agora já é um velho conhecido meu, com quem tive uma relação de amor e quase ódio (calma, pois o uso da palavra “ódio” aqui é só uma licença poética).

Era início de 2005 quando tive acesso ao livro de Michelson Borges. Até aquele momento não tínhamos um livro sobre a história de nossa igreja especificamente no Brasil, tendo, portanto, que me contentar com relatos esparsos nas histórias e biografias de nossos pioneiros. Achei o relato muito interessante, mas algo me deprimiu profundamente. Vou explicar…

No ano anterior, 2004, como líder de Jovens da Igreja Adventista do Sudoeste, em Brasília, fui o organizador de uma excursão da igreja ao Catre de Santa Catarina, na praia de Palmas. Fizemos alguns passeios pela região, passando por Brusque. Para minha surpresa, em minha leitura (três ou quatro meses após a viagem a Santa Catarina), descobri que havia passado perto de Gaspar Alto, onde se encontra a primeira IASD do Brasil.

Ah se eu soubesse…

Naquele momento, fiquei com a sensação de ter comido um livro que me foi doce ao paladar e amargo no ventre. Nossa viagem a Santa Catarina seria, com certeza, muito mais enriquecedora se… se eu conhecesse a história da minha igreja naquele momento e tivéssemos ido até a igreja em Gaspar Alto. Mas, choradeira à parte, vamos ao livro.

Quem pode conhecer o caminho da águia no céu, ou o caminho da serpente na rocha? Quão insondáveis são os desígnios de Deus, que escreve os roteiros mais surpreendentemente inimagináveis. Duvida? Quem imaginaria que a menina dos olhos de Deus (no Brasil) surgiria por meio de livros enviados em alemão, com a ajuda de um assassino foragido? E se eu te disser que o primeiro vendedor de nossa literatura por aqui só o fazia para sustentar (por anos) o vício do álcool? E o primeiro guardador do sábado por aqui foi o “conhecido” Wilhelm (sim, você já ouviu falar dele), nascido em 1835 na cidade de Erndtbrück (não tente pronunciar), na Pomerânia, país que não existe mais, engolido por Alemanha e Polônia após a Primeira Guerra (a propósito, se ainda estivesse vivo, Wilhelm teria completado 185 anos no dia 15/8).

São muitas as histórias, algumas trágicas, outras cômicas e divertidas, que mostram a direção de um “Deus do improvável” conduzindo Seu povo. Um relato único, inspirador, capaz de renovar nossa fé e fortalecer a esperança.

Mas eu te disse que o livro está sendo relançado, lembra? Pois é… Blaise Pascal disse que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Confesso que durante anos, em minha conhecida maldade, pensei o mesmo quanto aos editores da Casa Publicadora Brasileira (CPB), pois não conseguia entender as razões para esse livro deixar de ser reimpresso. Minha frustração aumentou com o tempo, quando meu exemplar do livro desapareceu. Sim, eu disse que tinha uma dose de ódio em minha relação com este livro (kkkk).

Mas, para minha surpresa, soube alguns dias atrás que o livro voltou ao prelo. Provavelmente fui o primeiro a adquiri-lo na loja da CPB em Brasília, e logo no início da releitura minhas dúvidas de anos foram respondidas. Ocorre que o texto da primeira edição foi produzido pelo autor como sua monografia de conclusão do curso de Jornalismo na UFSC. O texto que temos agora é fruto de novas pesquisas, viagens e todo um trabalho de revisão da obra. O resultado é uma obra mais enriquecida, com novos detalhes, mais aprofundada. Eis o motivo para o livro ter ficado fora do catálogo da CPB por alguns anos.

Diante dessa apresentação nada convencional do livro, faço um desafio igualmente incomum a você. Todo muçulmano que se preza faz ao menos uma vez na vida a peregrinação até Meca. Católicos e protestantes costumam fazer o caminho de Santiago de Compostela, uma rota cheia de belezas naturais, onde muitos buscam uma forma meio mística de “iluminação”.

Após rever o texto de Michelson Borges, creio que não faria mal a nós adventistas do sétimo dia uma viagem a Gaspar Alto. Lá estão as raízes de nossa igreja, e creio que duas coisas podem acontecer:

1. Ao conhecer mais sobre o início da igreja no Brasil, poderemos conhecer mais sobre nós mesmos, pois é em Gaspar Alto que a minha e a sua história se cruzam. De lá partiu uma semente que, de alguma forma maravilhosa, chegou até a você e a mim.

2. Esse conhecimento não é o tão falado autoconhecimento, mas o conhecimento do Alto. Se você confia e aguarda a segunda vinda de Cristo, creio que conhecer Gaspar Alto renovará nosso senso de gratidão a Deus.

Eu gostaria de pegar a estrada agora mesmo, se me fosse possível, mas, alguns minutos atrás minha esposa me informou de que o momento não é o melhor. Parece que há uma pandemia por aí… Alguém ouviu falar disso?

Brincadeiras à parte, não sei se terei a oportunidade de realizar esse sonho, mas te convido a fazer essa viagem pelo relato de Michelson Borges (eu mesmo estou fazendo esse caminho pela segunda vez). Desejo desde já um ótimo passeio a todos!

(Mateus Castanho é diretor de Publicações na Igreja Adventista Central de Brasília)

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