As misérias de Marx

Biografia disseca a vida do pensador, que viu quatro de seus sete filhos morrerem ainda bebês, duas filhas se suicidarem, e que dependeu financeiramente da mulher durante os 16 anos em que se dedicou a escrever O Capital – ainda assim, ele a traiu

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O filósofo e biógrafo grego Plutarco (46-120) dizia que “a chave para entender um grande homem não está nas conquistas em campos de batalhas ou em triunfos públicos, mas em sua vida pessoal”. Ao dissecar a vida ordinária de Karl Marx (1818-1883), o revolucionário que mudou a consciência do mundo, o livro Amor & Capital (Zahar), quase mil páginas escritas pela americana Mary Gabriel, humaniza o mito e tira da sombra a mulher dele, Jenny von Westphalen. Ela segurou as piores barras para que ele pudesse lutar pelo mundo ideal [sic], sem divisão de classes e sem propriedades. Filha da aristocracia, quatro anos mais velha que o marido, Jenny é descrita como alta, bonita, distinta e inteligente. Marx não tinha atributos físicos memoráveis, mas era um brilhante intelectual. Por esse amor, ela aceitou a morte de quatro dos sete filhos devido à vida insalubre e miserável que levavam. Faleceu antes que duas das três sobreviventes cometessem o suicídio.

Detalhes dessa saga trágica foram encontrados em uma pesquisa milimétrica que inclui documentos e cartas inéditas. Uma das passagens mais tristes do livro conta a morte prematura de Franzisca, de bronquite, logo após o primeiro aniversário. Sem dinheiro nem para o caixão, Jenny “guardou” o corpinho gelado da menina no quarto dos fundos e juntou as camas do casal e das três outras filhas no outro quarto, para que chorassem juntos até que alguém pudesse emprestar a ninharia necessária para acabar com aquela situação.

Os trabalhos de Marx, que teve apenas um emprego fixo, como correspondente do jornal New York Herald, não resultavam em quantias suficientes para manter a família e ele, embora fosse um estudioso de economia, era cronicamente irresponsável nas finanças pessoais. Em 1852, quando moravam em Londres, sem ter mais para onde correr, Marx tentou penhorar alguns talheres de prata com o brasão da família de Jenny, quando o dono da loja, desconfiado daquela criatura de cabelos desgrenhados e mal vestida, chamou a polícia. Em carta ao amigo Friederich Engels, ele desabafa: “A única luz no horizonte é a doença de um tio reacionário de Jenny. Se o patife morre, eu saio desse aperto.” O patife não morreu.

O que a família Marx tinha de maior valor eram suas ideias, que, entretanto, rendiam pouco dinheiro. Sempre despejado das casas que alugava, pagava um empréstimo com outro e passaria mais tempo ocupado em juntar migalhas do que em derrubar tronos, como sonhava. Jenny suportava tudo com inabalável admiração pelo marido, e só pedia uma contrapartida: fidelidade. E Marx falhou. De um relacionamento sexual com a empregada – misto de babá, governanta e amiga íntima de Jenny – resultou um filho: Freddy. Desesperado, ele pediu a Engels, solteiro e rico, que assumisse a criança e pensou ter dado o assunto por encerrado. Manchou sua biografia e causou uma amargura que fez Jenny adoecer gravemente.

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Mas a aliança entre eles se mostrou definitiva e sólida, mesmo após a traição. Uma certeza mantinha a família Marx firme: a de que o patriarca estava escrevendo o livro que abalaria o mundo, O Capital, e tudo seria melhor depois de seu lançamento. Em nome da obra na qual ele descreve a origem, o funcionamento e a derrubada definitiva do sistema capitalista, tudo era sacrificado de bom grado. Mas, ao ser lançado 16 anos depois de iniciado, o livro foi praticamente ignorado pela “imprensa burguesa”, como Marx a definia. Foi considerado difícil de entender e não provocou nem marola.  

Aos 64 anos, Marx parecia um velho senil, segundo a autora. Morreu com essa idade, intelectualmente debilitado, com um abscesso no pulmão. Onze pessoas compareceram ao enterro no cemitério londrino Highgate, no dia 17 de março de 1883, ao lado de Jenny, que morrera alguns anos antes, de câncer. Coube a Engels fazer o elogio fúnebre. O amigo falou do seu lugar na história mundial e garantiu que, embora o homem tivesse morrido, as ideias não morreriam com ele.

(IstoÉ)

Cristãos sempre foram contra o aborto

Os cristãos mantiveram uma posição consistente sobre o assunto ao longo dos primeiros quatrocentos anos da igreja; os adventistas também sempre se posicionaram contra o “assassinato de crianças” (EGW)

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Seria a posição evangélica/protestante antiaborto fruto de “politização recente”? A resposta é um contundente NÃO. Essa SEMPRE foi a posição cristã, desde o início, como mostram várias pesquisas. Por exemplo, a pesquisa de Michael Gorman, em fontes documentais primárias, mostra como os cristãos eram consistentemente antiaborto, CONTRA A OPINIÃO POPULAR do mundo greco-romano.

Ficar apontando a “complexidade” da questão, o sofrimento das mães, das crianças pobres, etc. não invalida absolutamente nada o fato de o aborto ser errado. E os cristãos não precisam ser avisados dessa “complexidade”, pois são os que mais cuidam de mães solteiras e crianças abandonadas. Cristãos são os que mais adotam (nos EUA, os evangélicos adotam num índice duas vezes maior que a média nacional). Quem não faz nada não pode ficar pensando que ninguém está fazendo nada.

Já no século 19 a pioneira adventista Ellen White falava sobre o cuidado pré-natal e o risco de assassinar crianças (ela usa exatamente a expressão “murdering“). Imagine: se ela chama de “pecado” o simples ato de uma grávida beber álcool por causa da “outra vida” que ela carrega, imagine matar deliberadamente uma criança!

Em artigo publicado na revista do SALT-IAP (confira), o Dr. Isaac Malheiros cita uma advertência que Ellen fez a um homem que forçava a mulher grávida a trabalhar. A acusação foi de que ele estava quase cometendo “assassinato de criança”. Imagine o que ela diria aos abortistas de hoje que se consideram cristãos ou que tentam relativizar o problema…

Resenha do livro de Gorman, que você pode comprar aqui: “O que é aborto? Uma conveniência para a sociedade? Uma ofensa legal? Assassinato? O século 20 não é o primeiro a enfrentar essas questões. O aborto era uma prática comum há dois mil anos. A jovem igreja cristã, crescendo em centros influentes da cultura greco-romana, não podia ignorar a prática. Como os líderes da igreja definiriam o aborto? Gorman examina documentos cristãos em seu contexto greco-romano, concluindo que os cristãos mantiveram uma posição consistente ao longo dos primeiros quatrocentos anos da igreja.”

Imperdível! Minha série preferida

O Dia do Dragão bate na direita e na esquerda

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Em 2014, tive a alegria de visitar na sede mundial da IASD, em Maryland, Estados Unidos, um escritor a quem sempre admirei e que atualmente é o editor da Lição da Escola Sabatina. Tivemos ótimas conversas sobre fé, ciência, escatologia e livros. Os dele já li quase todos, e sempre recomendei no Brasil os que foram publicados pela CPB. O 1844 e o Vida Sem Limites são ótimos! Outros dois, também fantásticos, já estão esgotados: “Meu Encontro com Deus” (que conta a história da conversão do autor ex-ateu) e “O Dia do Dragão”, que faz uma análise da situação do mundo nos últimos dias e apresenta os perigos das ideologias de direita e de esquerda. Clifford afirma que “não há dúvida de que o diabo odeia O Grande Conflito e está usando tanto os de esquerda quanto os de direita para enfraquecer nossa confiança nele”. Para ele, a Igreja Romana “é tão totalitária como o comunismo sempre foi”. Para os de mente binária, falar mal da nova direita significa falar bem da esquerda. Nada mais falso, conforme Clifford deixa bem claro nesse livro. (Aproveito para sugerir a leitura do meu texto “A esquerda é o arco, a direita é a flecha”, no qual também exponho os perigos de ambos os lados do espectro ideológico.) Que o bom Deus continue abençoando o ministério e o teclado do amigo Cliff.

Como não neutralizar o adventismo

O povo que deve pregar as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 tem uma mensagem de esperança diferenciada para este tempo.

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Em seu livro A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo, George Knight expõe sua preocupação com os fatores que podem “castrar” a mensagem adventista e sua relevância no século 21. Knight, que é autor de mais de 70 livros (entre os quais Uma Igreja Mundial Em Busca de Identidade, também publicados pela CPB), diz que A Visão Apocalíptica é o “livro do seu coração”, um recado simples e franco, que procura atingir pontos nevrálgicos e responder à pergunta: “Por que sou adventista?”

Para o autor, o povo que deve pregar as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 tem uma mensagem de esperança diferenciada para este tempo. “Temos que pregar que Jesus morreu por nós. Mas é só isso? Um Salvador morto não pode fazer muito por mim. Devemos pregar que Ele ressuscitou. Ok, mas isso ocorreu há dois mil anos e as pessoas continuam sofrendo e morrendo. Jesus não é apenas o Salvador morto e ressuscitado. Ele também é o Leão da tribo de Judá que virá pôr fim à história humana e criar novos céus e nova Terra. Portanto, o Apocalipse não é um livro sobre bestas; é um livro sobre esperança”, disse ele em uma palestra na CPB, alguns anos atrás.

No livro, Knight fala um pouco sobre seu tempo de agnóstico, sua vinda para a igreja e posterior abandono dela, para, finalmente, voltar “com tudo”. “Não voltei [para a igreja] porque a teologia adventista era perfeita, mas porque sua teologia é a mais próxima da Bíblia do que a de qualquer outra igreja que eu conhecia. Em resumo, fui e sou adventista por convicção e não por escolha”, diz ele na página 10.

Ao ler isso, lembrei-me de minha própria experiência de conversão (conheça mais dessa história aqui). Quando conheci o adventismo, na transição da década de 1980 para a de 1990, eu era líder na Igreja Católica e seguidor da Teologia da Libertação. Tinha minhas convicções arraigadas. Por isso passei por um conflito de ideias muito intenso e dediquei-me a mais de dois anos de estudo da Bíblia para verificar que igreja a obedece mais integralmente. Embora nunca tenha deixado de reconhecer que Deus tem Seus filhos sinceros em todas as religiões (conheço muitos desses na igreja da qual deixei de fazer parte), uma coisa tive que admitir (como faz Knight em seu livro): a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a que segue a Bíblia mais de perto e a que tem a mensagem mais profeticamente relevante para este tempo. A pergunta é: Está ela pregando e vivendo essa mensagem? Esse é ponto focal da análise de Knight.

O autor faz uma comparação entre aquilo que aconteceu com o protestantismo liberal e o que pode eventualmente ocorrer com o adventismo: “O melhor exemplo de esterilização religiosa no mundo moderno é o liberalismo protestante, que, na década de 1920, renunciou às ideias ‘primitivas’ do cristianismo, como a imaculada conceição, a ressurreição de Cristo, o sacrifício expiatório, os milagres, o segundo advento, o criacionismo e, claro, a inspiração divina da Bíblia, no sentido de que suas informações ultrapassam o entendimento humano e, por isso, foram obtidas por meio da revelação divina” (p. 18).

Se o adventismo perder sua visão apocalíptica, poderá enveredar por caminho parecido e se tornar estéril. A “demora” da volta de Cristo e a acomodação à cultura pós-moderna têm trazido essa sombra sobre o movimento e feito com que muitos se esqueçam do papel evangelístico da igreja. Para Knight, esse papel consiste em “levar as pessoas a não se adaptarem a uma cultura que foi julgada pela cruz e encontrada em falta; a não se adaptarem a uma cultura que chama a violência e o sexo ilícito de diversão; a não se adaptarem a uma cultura que paga milhões de dólares aos jogadores de futebol, mas permite que os professores de ensino fundamental ganhem um salário que mal dá para sustentar a família” (p. 21, 22).

É preciso que a igreja proclame uma mensagem equilibrada, “centralizada no Cordeiro de Deus e no Leão da tribo de Judá apresentado no Apocalipse” (p. 27). Devemos pregar o evangelho à luz da compreensão obtida a partir de 1888 (apresentada na assembleia da Associação Geral, em Mineápolis), segundo a qual, enquanto o povo de Deus aguarda a segunda vinda, deve guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Ap 14:12), num perfeito casamento entre a lei e o evangelho. Mas, para que isso seja possível, é preciso, sobretudo, ter um relacionamento salvador com Deus. “O que precisamos”, diz Knight, “é de um relacionamento capaz de transformar nosso coração, e não simplesmente de doutrinas corretas e a prática de um bom estilo de vida. Deus deseja um povo que O ame e O sirva de coração. […] Guardaremos verdadeiramente os mandamentos de Deus somente quando nossas ações fluírem de um coração repleto de amor a Deus e ao próximo” (p. 49).

Na página 56, Knight é contundente e pontua bem o assunto: “Se eu fosse o diabo, tentaria os adventistas e seus pregadores a serem bons evangélicos e a esquecerem coisas desagradáveis como a visão apocalíptica. Se isso não funcionasse, eu os tentaria a fazer pregações apocalípticas da besta que se concentrassem nos detalhes, no esoterismo e nos extremos. Tentaria levá-los a debater sobre o número 666 e a identidade dos 144 mil. Se não fosse bem-sucedido, tentaria fazer com que enfocassem a agitação e o medo dos eventos apocalípticos. E, claro, semearia a dúvida a respeito da validade da compreensão apocalíptica básica do movimento adventista.”

No fim do livro, Knight lembra que a igreja de Deus tem, sim, um importante papel social, mas não deve canalizar todos os seus esforços nessa direção. Por quê? Porque as mazelas sociais não terão fim até que Deus ponha um ponto final nisso tudo. Assim, precisamos ver Jesus “não apenas como o Cordeiro de Deus que oferece salvação, mas também como o Leão da tribo de Judá que em breve irá regressar. Ele virá não para alimentar os famintos, mas para acabar com a fome; não apenas para consolar os que sofrem, mas para erradicar a morte. O mundo já sofreu demais e continua sofrendo, apesar dos melhores esforços da humanidade. A visão neoapocalíptica é a pregação da última esperança que obscurece todas as outras esperanças” (p. 106).

Por que me tornei adventista? Primeiramente, porque amo a Deus e tenho Sua Palavra como minha bússola, regra infalível de fé e prática. Em segundo lugar, porque amo as pessoas e quero torná-las conscientes de que existe uma esperança acima de qualquer esperança – a fim de que elas possam também decidir por si mesmas o que farão com essa verdade.

É uma esperança que arde em meu coração e que não posso guardar para mim. Tenho que falar, escrever sobre e viver essa mensagem, pois logo veremos Jesus!

Michelson Borges

A batalha de toda mulher

A luta da mulher é pela integridade sexual e emocional.

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Alguns anos atrás, li, além de A Batalha de Todo Homem, o livro A Batalha de Toda Mulher. Posso dizer que o livro é tão bom quanto a versão para o segmento masculino e que toda mulher realmente devia lê-lo (minha esposa também já leu). Shannon Ethridge (à semelhança do que fez Stephen Arterburn em seu livro para os homens), “abre o jogo” e fala alguma coisa de seu passado pouco recomendável e de suas lutas no campo da pureza sexual. Por isso mesmo o livro é bastante realista quanto aos perigos e efeitos da impureza e, principalmente, quanto à possibilidade de vencer por meio de Jesus.

O livro é dividido em três partes: “Compreendendo o lugar em que estamos” – trata da batalha das mulheres com seus pensamentos e sentimentos; “Esboçando uma nova defesa” – apresenta dicas de como guardar o coração e a mente; e “Abraçando a vitória na retirada” – fala sobre como ser vitoriosa sobre as tentações por meio de uma sólida relação com Deus.

Para a autora, um caso mental e/ou emocional (a que as mulheres estão mais sujeitas) afeta o casamento de um modo tão danoso quanto uma relação sexual. “Homens e mulheres lutam de formas diferentes quando se trata de integridade sexual”, explica Shannon. “Enquanto a batalha do homem começa com o que ele absorve com os olhos, a da mulher tem início no coração e nos pensamentos. O homem deve proteger seus olhos a fim de manter a integridade sexual, e pelo fato de Deus ter feito as mulheres mais estimuladas emocional e mentalmente, devemos proteger de perto nosso coração e mente tanto quanto nosso corpo, se desejarmos experimentar o plano de Deus para a satisfação sexual e emocional. A batalha da mulher é pela integridade sexual e emocional.”

O tema central do livro é a integridade sexual e como alcançá-la. Shannon adverte que casos emocionais, fantasias mentais e comparações pouco sadias (entre o cônjuge e outros homens) fazem a mulher cruzar a linha de segurança e corroer o plano de Deus para lhe conceder suprema satisfação sexual e emocional com o (atual ou futuro) marido. “Temos que fazer uma aliança com os olhos do nosso coração”, diz ela.

Shannon também adverte as leitoras para o poder que elas têm e que devem usar com sabedoria e prudência: “Ao descobrirmos, quando jovens, que nosso corpo curvilíneo ou rosto bonito faz a cabeça virar, isso desperta em nós uma forma de poder que talvez não conhecêssemos quando pré-adolescentes. Para algumas, esse poder intoxica… Talvez até a ponto de tornar-se um vício. Virar a cabeça de um garoto da mesma idade torna-se uma pequena emoção, enquanto levar um homem mais velho e mais importante a virar a cabeça infla em maior grau nosso ego. Quer seja o capitão do time de futebol, o professor da faculdade ou o chefe de um departamento no emprego, compartilhar do poder de pessoas importantes ao nos alinharmos com elas mediante um relacionamento nos confere um senso distorcido de significado” (p. 71).

Para Shannon, é extremamente importante que o pai supra a carência emocional das filhas e seu desejo de ser amadas, do contrário, muitas dessas meninas, inconscientemente, buscarão esse amor em relacionamentos insatisfatórios que farão com que sofram, quando o que queriam era o amor pelo qual ansiavam quando crianças.

Na parte do livro que trata de dominar os pensamentos, a autora aconselha: “Embora não seja humanamente possível esvaziar sua mente do lixo, é possível empurrar o lixo para o canto, enchendo a mente de pensamentos puros. Sua mente só pode se concentrar em um determinado número de coisas por vez, e quanto mais se concentra em pensamentos saudáveis, tanto mais seus pensamentos nocivos terão de ficar longe” (p. 102).

Shannon fala sobre o relacionamento apropriado com os homens, sobre vestuário, os riscos do sexo extraconjugal, etc., etc., e garante que uma relação de intimidade com Deus supre as carências afetivas e equilibra os sentimentos, dando à mulher liberdade para se relacionar de maneira apropriada com os homens e com seus pensamentos.

A Batalha de Toda Mulher é um livro que vale a pena ser lido por todas as mulheres que buscam a verdadeira satisfação sexual e emocional – aquela que pode ser abençoada por Deus.

Michelson Borges

A visão feminista da Bíblia: uma análise em perspectiva adventista

Leia este artigo importante para um momento em que o tema vem sendo amplamente discutido

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Resumo: O objetivo deste artigo é fazer, por meio de uma pesquisa bibliográfica, uma avaliação da visão feminista da Bíblia sob a perspectiva adventista. A pesquisa avalia alguns textos representativos da teologia feminista, desde a primeira onda até a contemporaneidade, bem como declarações de ativistas e teólogas feministas a respeito da Bíblia. Através desta pesquisa, é possível concluir que há uma tensão significativa entre a visão feminista e a perspectiva adventista a respeito da Bíblia.

Clique aqui para fazer o dowload desse bem fundamentado artigo do pastor e professor Isaac Malheiros. Nas referências há desde nomes históricos do movimento feminista, como Simone de Beauvoir, até figuras mais contemporâneas, como a ecofeminista e teóloga liberal Ivove Gebara, para quem a Bíblia é “a produção literária de uma época com abertura à transcendência”, “e não como ‘palavra de Deus'” (fonte). Ele diz ainda que “meu trabalho é desconstruir […] a Bíblia como a palavra de Deus. Eu digo: não é a palavra, é uma palavra humana, onde se coloca uma pessoa pela qual lhe é atribuída, dependendo dos textos, uma característica”. E apela por mudança: “É necessário mudar a Igreja a partir de dentro” (fonte).

Kerygma é uma publicação científica oficial da Faculdade Adventista de Teologia (FAT) do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp, campus Engenheiro Coelho). Ela é publicada semestralmente em parceria com a Imprensa Universitária Adventista (Unaspress).

Leia também: “A Bíblia e o feminismo” e “Ser mulher segundo a Bíblia”

Seios e receios

Mitos e verdades sobre novos tratamentos para o câncer de mama

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Em plena pandemia causada pela Co- vid-19, muitos têm a impressão de que as outras doenças não mais existem, o que é um erro, evidentemente. Várias delas continuam ceifando vidas, como acontece com o câncer de mama, por exemplo. Neste ano, decidimos não esperar o Outubro Rosa chegar para apresentar as novidades no tratamento dessa doença que assombra as mulheres de todo o mundo.

Câncer é uma palavra tão assustadora que muitos sequer a pronunciam. A ideia de um aglomerado de células crescendo descontroladamente no corpo é intimidadora, mas o choque é ainda maior quando a região acometida é o símbolo de ternura, beleza e feminilidade para as mulheres: o seio. A temida doença mutiladora hoje pode ser diagnosticada precocemente, havendo a possibilidade de cura. Então, em lugar de receios, a ideia é declarar guerra à doença e estar preparada para vencer! Falando em guerra, uma boa estratégia para vencer um inimigo é conhecer o máximo que puder sobre ele.

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A falsa aurora

Uma nova religião pretende unir todas as religiões, inclusive as pagãs

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O livro A Falsa Aurora: A iniciativa das religiões unidas, o globalismo e as busca por uma religião mundial, de Le Penn, estuda a Investigação das Religiões Unidas (URI) a serviço da Nova Ordem Mundial, ou seja, governo, moeda e religião únicos. Pretende ser um movimento inter-religioso, pregando a paz entre as religiões e a criação de culturas de paz, justiça e cura para todos. Parece muito bom, não é mesmo? O movimento criado pelo bispo episcopaliano William Swing conta com o apoio de Dalai Lama, de adeptos da Nova Era, aliados do globalismo, Fórum Econômico Mundial, ONU, Carta da Terra, políticos da Casa Branca, George Soros, entre tantos outros que não se revelam abertamente, tamanha a aberração que isso significa.

O movimento também encontra eco no Vaticano, onde é instituído o domingo como dia de adoração a Gaia, a mãe Terra, como forma de dar um “respiro” ao planeta.

Essa nova religião pretende unir todas as religiões, inclusive as pagãs, abraçando com elas todas as aberrações/distorções que seus membros possam praticar tais como: pedofilia, incesto, zoofilia, antropofagia, união entre pessoas do mesmo sexo, orgias, satanismo, propagação da divindade humana, negação de Cristo, antissemitismo, relativismo religioso, controle populacional, aborto, feminismo, panteísmo e fim da civilização judaico cristã, entre muitas outras que estão enumeradas no livro, mas que seria impossível relatá-las todas aqui.

O livro, com quase 800 páginas, aborda: Helena Blavatski e a sociedade teosófica; Alice Bailey e o Lucius Trust; Pierre Teilhard, que prega a alma comum da humanidade, eutanásia, eugenia, entre outras práticas abomináveis para o conservadorismo.

(Rosana Lamana Faria)

Assim diz o doutor

“Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” Lucas 18:8

Escrituras

“A fé na origem divina e na autoridade da Bíblia é desafiada pela crítica das Escrituras de maneiras incontáveis. Particularmente, a moderna crítica bíblica, em suas miríades de formas, tem levado até mesmo muitos sinceros crentes cristãos a limitar a autoridade das Escrituras, reduzindo-a a alguns núcleos essenciais da fé e moralidade cristã. Tudo o que as Escrituras têm a dizer acerca de assuntos de natureza histórica ou científica é submetido aos critérios de rigorosa crítica histórica e a uma filosofia naturalista da ciência que, a priori, exclui a causalidade sobrenatural no domínio da natureza e no fluxo da história.

“Tais abordagens geralmente tendem a ignorar, distorcer ou negar as reivindicações expressas dos escritores bíblicos em relação à origem divina, autoridade e fidedignidade de seus escritos.

“Como diz Ellen White: ‘Muitos professos ministros do evangelho não aceitam toda a Bíblia como a palavra inspirada. Um sábio rejeita esta parte, outro duvida daquela. Elevam sua opinião acima da Palavra, e as Escrituras que eles ensinam repousam sobre a autoridade deles próprios. Sua autenticidade divina é destruída.'”

(George W. Reid, Compreendendo as Escrituras, p. 124, 125)