Leonardo Boff volta a defender o ecossocialismo

LeonardoBoff[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] O ataque do coronavírus contra toda a humanidade nos obrigou a nos concentrar no vírus, no hospital, no paciente, no poder da ciência e da técnica e na corrida desenfreada por uma vacina eficaz e no confinamento e distanciamento social. Tudo isso é indispensável. Mas para apreendermos o significado do coronavírus, precisamos enquadrá-lo em seu devido contexto e não vê-lo isoladamente. Ele expressa a lógica do capitalismo global que, há séculos, conduz uma guerra sistemática contra a natureza e contra a Terra. O capitalismo se caracteriza pela exacerbada exploração da força de trabalho, pela utilização dos saberes produzidos pela tecnociência, pela pilhagem dos bens e serviços da natureza, pela colonização e ocupação de todos os territórios acessíveis. Por fim, pela mercantilização de todas as coisas. De uma economia de mercado passamos para uma sociedade de mercado. [Boff está aqui descrevendo o “capitalismo selvagem”, mas não o define, pois quer deixar seu recado anticapitalista de sempre.]

Nela, as coisas inalienáveis se transformaram em mercadoria. Karl Marx em sua Miséria da Filosofia de 1874 profetizou: “Tudo o que os homens consideravam inalienável, coisas trocadas e dadas mas jamais vendidas… tudo se tornou venal como a virtude, o amor, a opinião, a ciência e a consciência… tudo foi levado ao mercado e ganhou seu preço.” A isso ele denominou o “tempo da corrupção geral e da venalidade universal” (ed. Vozes 2019, p. 54, 55). É o que estamos vivendo desde o fim da segunda guerra mundial. [Boff volta às origens ao citar o ateu anticristão Marx.]

O capitalismo quebrou todos os laços com a natureza, a transformou num baú de recursos, tidos ilusoriamente ilimitados, em função de um crescimento também tido ilusoriamente ilimitado. Ocorre que um planeta já velho e limitado não suporta um crescimento ilimitado.

Politicamente o neoliberalismo confere centralidade ao lucro, ao mercado, ao Estado mínimo, às privatizações de bens públicos e uma exacerbação da concorrência e do individualismo, a ponto de Reagan e Thatcher dizerem que a sociedade não existe, apenas indivíduos. [Prefiro não discutir esses pontos aqui, cada um deles precisando de muito espaço e tempo para isso.]

[Depois de dar seu velho recado comunista, Boff parte para sua argumentação panteísta pagã, foco de meus comentários:] A Terra viva, Gaia, um superorganismo que articula todos os fatores para continuar viva e produzir e reproduzir sempre todo tipo de vida, começou a reagir e contra-atacar: pelo aquecimento global, pela erosão da biodiversidade, pela desertificação crescente, pelos eventos extremos e pelo envio de suas armas letais que são os vírus e bactérias (gripe suína, aviária, H1N1, zika, chikungunya, SARS, ebola e outros) e agora a covid-19, invisível e letal. Colocou a todos de joelhos, especialmente as potências militaristas cujas armas de destruição em massa (que poderiam destruir toda a vida, várias vezes) se mostraram totalmente supérfluas e ridículas. Agora passamos do capitalismo do desastre para o capitalismo do caos, como diz a crítica do sistema capitalista Naomi Klein.

Uma coisa ficou clara a propósito da covid-19: caiu um meteoro rasante em cima do capitalismo neoliberal desmantelando seu ideário: o lucro, a acumulação privada, a concorrência, o individualismo, o consumismo, o estado mínimo e a privatização da coisa pública e dos commons. Ele foi gravemente ferido. O fato é que produziu demasiada iniquidade humana, social e ecológica, a ponto de pôr em risco o futuro do sistema-vida e do sistema-Terra. [Quanto mais caos e medo, melhor…]

Ele, entretanto, colocou inequivocamente a disjuntiva: Vale mais o lucro ou a vida? O que vem antes: salvar a economia ou salvar vidas humanas? [Dicotomia absurda, uma vez que uma coisa está diretamente atrelada à outra. Mas sigamos…] […]

Cientistas já advertiram que poderemos, dentro de pouco, sofrer com um ataque ainda mais feroz, caso não tenhamos aprendido a lição de cuidar da natureza e de desenvolver uma relação amigável para com a Mãe Terra. [Sempre ela, a entidade semidivina…]

Elenco aqui algumas alternativas, pois os senhores do capital e das finanças estão numa furiosa articulação entre eles para salvaguardar seus interesses, fortunas e poder de pressão política. [Vou omitir as propostas que ele ironiza e deixar apenas a que ele sugere:] […]

A quarta seria o ecossocialismo com maiores possibilidades. Supõe um contrato social mundial com um centro plural de governança para resolver os problemas globais da humanidade. Os bens e serviços naturais seriam equitativamente distribuídos a todos, num consumo decente e sóbrio que incluiria também toda a comunidade de vida. Ela também precisa de meios de vida e de reprodução como água, climas e nutrientes. Esta alternativa estaria dentro das possibilidades humanas, desde que superasse o sociocentrismo e incorporasse os dados da nova cosmologia e biologia, que consideram a Terra como momento do grande processo cosmogênico, biogênico e antropogênico.

A quinta alternativa seria o bem viver e conviver ensaiada por séculos pelos andinos. Ela é profundamente ecológica, pois considera todos os seres como portadores de direitos. O eixo articulador é a harmonia que começa com a família, com a comunidade, com a natureza, com o inteiro universo, com os ancestrais e com a Divindade [harmonia com o Universo, com os ancestrais e com a Divindade – papo mais espiritualista e New Age!]. Essa alternativa possui alto grau de utopia. Talvez, quando a humanidade se descobrir como espécie, habitando numa única Casa Comum [expressão usada amplamente pelo papa Francisco], teria condições de realizar o bem-viver e o bem conviver. […]

Como o problema do coronavírus foi global, torna-se necessário um contrato social global para implementar soluções globais. Tal transformação demandará uma descolonização de visões de mundo e de conceitos, como a voracidade pelo lucro e o consumismo, que foram inculcados pela cultura do capital. O pós-coronavírus nos obrigará conferir centralidade à natureza e à Terra. Ou salvamos a natureza e a Terra ou engrossaremos o cortejo dos que rumam para o abismo. […]

Para isso, cabe enfatizar, devemos passar por um processo de descolonização de visões de mundo e de ideias inculcadas pela cultura do capital. Devemos ser antissistema e alternativos. […]

Foi a solidariedade que nos permitiu o salto da animalidade para a humanidade. O que valeu ontem, vale também para hoje. [Como sempre, panteísmo e paganismo andam de mãos dadas com o evolucionismo. O ecossocialismo tem bases conceituais diferentes das da mordomia criacionista bíblica.] […]

Foi a falta de cuidado para com a natureza, devastando-a, que os vírus perderam seu habitat, conservado em milhares de anos e passaram a outro animal ou ao ser humano para poder sobreviver devorando nossas células. O ecofeminismo trouxe uma expressiva contribuição à preservação da vida e da natureza com a ética do cuidado, desenvolvida por elas, pois o cuidado é de todos os humanos, mas ganha especial densidade nas mulheres. […]

Toda crise faz pensar e projetar novas janelas de possibilidades. O coronavírus nos deu esta lição: a Terra, a natureza, a vida, em toda sua diversidade, a interdependência, a cooperação e a solidariedade devem possuir a centralidade na nova civilização, se não quisermos ser mais atacados por vírus letais.

Parto da seguinte interpretação: não só nós agredimos por séculos a natureza e a Mãe Terra. Agora é a Terra ferida e a natureza devastada que estão nos contra-atacando e fazendo sua represália. São entes vivos e como vivos sentem e reagem às agressões.

A multiplicação de sinais que a Terra nos enviou, a começar pelo aquecimento global, a erosão da biodiversidade na ordem de 70-100 mil espécies por ano (estamos dentro da sexta extinção em massa na era do antropoceno e do necroceno) e outros eventos extremos, devem ser tomados absolutamente a sério e interpretados. Ou nós mudamos nossa relação para com a Terra e a natureza, num sentido de sinergia, de cuidado e de respeito ou a Terra pode não nos mais querer sobre sua superfície. Desta vez não há uma arca de Noé que salva alguns e deixa perecer os outros. Ou nos salvamos todos ou engrossaremos o cortejo daqueles que rumam para a sua própria sepultura. [Típico argumento EComênico de exacerbar a culpa humana para que as soluções sejam puramente humanas. Nada de intervenção divina; esqueça a arca; esqueça a volta de Jesus.]

Quase todas as análises do covid-19 focaram a técnica, a medicina, a vacina salvadora, o isolamento social, o distanciamento e o uso de máscaras para nos proteger e não contaminar os outros. Raramente se falou de natureza, pois o vírus veio da natureza. Por que ele passou da natureza a nós? Já o tentamos explicar anteriormente.

A transição de uma sociedade capitalista de superprodução de bens materiais para uma sociedade de sustentação de toda a vida com valores humano-espirituais como a solidariedade, a compaixão, a interdependência, a justa medida, o respeito e o cuidado e, não em último lugar, o amor, não se fará de um dia para o outro.

Será um processo difícil que exige, nas palavras do papa Francisco na encíclica “sobre o Cuidado da Casa Comum” uma “radical conversão ecológica”. Vale dizer, devemos introduzir relações de cuidado, de proteção e de cooperação. Um desenvolvimento feito com a natureza e não contra a natureza. [Por sua postura comunista de teórico da Teologia da Libertação, Boff foi silenciado pelo papa João Paulo II; agora, no pontificado do ecossocialista Francisco, Boff está feliz da vida.] […]

A Terra que já tem 4,3 bilhões de anos e a vida cerca de 3,8 bilhões de anos são vivos. A Terra, isso é um dado de ciência já aceito pela comunidade científica, não só possui vida sobre ela, mas é viva e produz toda sorte de vidas. O ser humano que surgiu já há uns 10 milhões de anos [sic], há 100 mil anos como Sapiens sapiens, é a porção da Terra que num momento de alta complexidade começou a sentir, a pensar, a amar e a cuidar. Por isso homem vem de húmus, terra boa. [E aqui vemos na teologia ecossocialista o paganismo e o evolucionismo darem-se as mãos, sempre com a desculpa de que a “ciência” apoia esse casamento conveniente.]

Inicialmente possuía uma relação de convivência com a natureza, depois passou de intervenção mediante a agricultura de irrigação e nos últimos séculos de agressão sistemática mediante a tecnociência. Essa agressão foi levada a todas as frentes a ponto de colocar em risco o equilíbrio da Terra e até uma ameaça de autodestruição da espécie humana com armas nucleares, químicas e biológicas.

Essa relação de agressão subjaz à atual crise sanitária. Levada avante, a agressão poderá nos trazer crises mais agudas até aquilo que os biólogos temem The Next Big One: aquele próximo e grande vírus, inatacável e fatal que poderá levar a espécie humana a desaparecer da face da Terra. [Que falta faz desprezar a escatologia bíblica: o ser humano não vai desaparecer da face da Terra; Jesus virá buscar aqueles que aceitarem Seu plano de redenção, a única esperança real para a humanidade caída e para este planeta desgastado pelo pecado e seus efeitos.]

Para obviar este possível armagedom ecológico, urge renovar o contrato natural violado com a Terra viva: ela nos dá tudo o que precisamos e garante a sustentabilidade dos ecossistemas. Nós, contratualmente, teríamos que lhe devolver cuidado, respeito a seus ciclos e lhe damos tempo para regenerar o que lhe tiramos. [Olha aí o descanso dominical proposto pelo papa Francisco…] […]

Lutem para que a ciência sirva à vida e não ao mercado. Empenhem-se pela justiça social sem a qual não há paz. Por fim, cuidem da Mãe Terra sem a qual nenhum projeto será possível. […] Para citar Paulo Freire, diria: precisamos construir uma ecossociedade na qual não seja tão difícil o amor.

(EcoDebate, 24/6/2020; publicado pela IHU On-line, parceira editorial da revista eletrônica EcoDebate; IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos Unisinos, em São Leopoldo, RS)

CO2: meu malvado favorito

co2Tem muita gente esclarecida celebrando supostos efeitos colaterais positivos da disseminação da Covid-19 no meio ambiente. É preciso ser honesto e dizer que, desde o início da quarentena, não li nenhum comentário, análise ou artigo que deixasse subentendido ou evidente que “perdas humanas seriam necessárias para salvar o meio ambiente”. Ainda não encontrei nenhuma publicação fomentando despopulação humana por meio do vírus chinês – apesar de saber que este é o desejo de muitos globalistas e ambientalistas radicais, de neomalthusianos extremados aos ecofundamentalistas radicais do tipo Extinction Rebellion.

Acho que nem econazistas seriam tolos o suficiente para confessar algo tão sinistro. A maioria dos comentários que estão aparecendo na imprensa nacional e internacional faz referência, por exemplo, ao fato óbvio de que ruídos e poluição do ar têm diminuído nas grandes cidades. Isso é ótimo: quem vai dizer que não? Mas a pergunta é: isso ocorre à custa de quê, de quem e de quantos? A poluição diminui a despeito da falência, do desemprego, do desespero, da humilhação, da dependência do Estado de quantos e por quanto tempo? Além da diminuição real da poluição, como era de se esperar, o carro-chefe das comemorações do ativismo “verde” gira em torno da drástica redução das emissões de gás carbônico, com níveis já quase abaixo do que o mundo emitiu nos anos 1990. Nem o Protocolo de Kyoto de 1997, nem a crise econômica mundial de 2008, nem o Acordo de Paris em 2015 obtiveram tais marcas.

Conforme centenas de pesquisadores céticos têm mostrado (ver, dentre outras, as publicações do Heartland Institute), além de esta redução nas emissões de CO2 não significar absolutamente nada do ponto de vista de alteração no clima da Terra (nem para frio, nem para quente), e do fato de não haver crise climática alguma, mas apenas propaganda multimilionária, bancada por governos e investidores dos novos mercados “verdes”, as consequências da paralisação econômica (e, por conseguinte, a redução nas emissões) significam problemas sérios para veganos e carnívoros; petistas e bolsonaristas; empresários e desempregados; aquecimentistas e esfriacionistas do clima.

A desgraça viral e o bloqueio econômico suicida estão ressuscitando a utopia ecossocialista, de vertente mística, utilitarista e totalitária. Para se ter uma ideia da dimensão cultural que fomenta e é simultaneamente alimentada pelo pacote da coronacrise, semana passada li artigo de divulgação “científica” de pesquisadores brasileiros, apontando que, se a teoria de Gaia (o planeta Terra como organismo vivo) estiver correta, a pandemia pode ser explicada como possível vingança da Mãe Terra (Gaia) contra os erros ecológicos da humanidade. Também existem aqueles que consideram os humanos como o verdadeiro vírus que assola a vida na Terra. Para outros, somos o câncer da Terra.

Ou seja, achar que a Amazônia é o pulmão e o termostato da Terra é peixe pequeno. Pergunto: Quais as implicações mais prováveis (ou inevitáveis) dessas cosmovisões, se aplicadas à vida real das relações humanas, de mercado e em políticas públicas? Esperança e prosperidade ou perseguição, controle e até extermínio humano “ecologicamente justificado”?

Outra coisa também me chama a atenção. Aos que enxergam benefícios ambientais durante e após a coronacrise, aquilo que considero um dos piores aspectos da situação atual é, para estes, seu alvo predileto de contemplação e motivo de comemoração: medidas autoritárias, de cima para baixo, que cerceiam liberdades individuais e precipitam a maior recessão econômica global da história.

Apesar de reconhecerem a dor e o sofrimento humanos, essas pessoas se enchem de esperança, porque creem que a humanidade está aprendendo muitas coisas, como, por exemplo, saber que é possível viver com menos, com poucos recursos materiais e bens de consumo. Acreditam que só na direção da descarbonização surgirá um mundo ecologicamente equilibrado e socialmente justo. Acreditam no impossível: que essas transformações, via engenharia social, farão surgir um novo ser humano, talvez um Homo ecologicus, dotado de natureza interior ilibada. Não percebem que, apesar dos avanços tecnológicos e científicos, de toda a história da humanidade, a natureza humana, em sua essência, permanece a mesma: sempre foi e será moralmente corrupta, egoísta e dominadora, ainda que também sejamos capazes e desejosos de amar, de querer fazer o bem aos outros. Isso vale para todos, dos indígenas não contactados da Amazônia aos bilionários que andam de jatinho particular.

Para a utopia ecossocialista, é necessário pegar carona no vírus e continuar o desmantelamento do capitalismo, acima de tudo, com o objetivo de evitar a maior e iminente catástrofe da história humana na Terra, na versão deles: um ecocídio via mudanças climáticas antropogênicas.

Sobre os efeitos societários após a pandemia, em um aspecto concordamos: tudo que está acontecendo serve, oportunisticamente, de exercício, treino, experiência (e abre precedentes) para o avanço de uma governança global ainda mais poderosa sobre recursos naturais, territórios e povos. Se o sonho ecossocialista-globalista avançar, prepare-se para viver cada vez mais sob regras ecotirânicas (não negociáveis e não violáveis) em futuro não muito distante. Um dos próximos passos deverá ser a implementação de um imposto global sobre o consumo direto ou indireto de combustíveis fósseis. A tal da medição das pegadas de carbono.

É possível que o bom cidadão chinês, monitorado e classificado por pontos pelo Partido Comunista, seja um modelo para o cidadão-global-ecologicamente-correto de um futuro próximo. Este também será monitorado, vigiado, sancionado ou recompensado, na medida em que se submeter ou não às regras universais da governança ecológica-econômica global – creio que muito semelhantes ao que está colocado em tratados e documentos da ONU, como a Agenda 21 e, mais recentemente, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Por fim, assim como o pânico do vírus está legitimando e sendo oportunisticamente usado para controle estatal exacerbado, autoritarismo de lideranças políticas, perda de liberdades individuais, destruição da propriedade privada e da economia de mercado, o pavor imaginário das mudanças climáticas globais servirá a propósitos (eco)fundamentalistas, (eco)mênicos e totalitários semelhantes, de um eventual governo global. Ou, se preferir, da nova ordem (eco)mundial em curso.

(Rodrigo Penna-Firme, biólogo, mestre em Ciências Ambientais e Florestais e PhD em Antropologia, é professor do departamento de Geografia e Meio Ambiente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)

“Domingo do Clima”: igrejas tomam a dianteira e ECOmenismo avança rapidamente

clima“Sunday Climate” é o nome da iniciativa de que as Igrejas da Grã-Bretanha e da Irlanda foram convidadas a participar por um ano, dando origem ao “Domingo do Clima”. O início está previsto para 6 de setembro de 2020, o primeiro domingo do período litúrgico conhecido como “Tempo da Criação”, e como parte da iniciativa cada igreja terá que cuidar de três aspectos. O projeto foi lançado pela Environmental Issues Network (EIN), que atua sob a tutela da Churches Together e oferece um serviço que visa explorar os fundamentos teológicos e científicos do cuidado com a criação e a ação climática; a oração e o engajamento ativo.

Toda igreja que participar, na condição de comunidade eclesial local, deverá se adaptar a longo prazo para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Por fim, unindo-se a outras igrejas e à sociedade na área à qual pertence, deverá tomar medidas para ajudar a combater os efeitos das mudanças climáticas antes da próxima Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP26). Portanto, uma contribuição concreta, que ajudaria a comunidade internacional a fazer uma mudança de estratégias sobre essa questão.

“Temos que reconhecer os danos que estamos fazendo ao meio ambiente e nossa incapacidade de cuidar dos nossos irmãos e irmãs na nossa casa comum.” Assim explicou Dom John Arnold, bispo de Salford e responsável pelo setor do Meio Ambiente na Conferência Episcopal da Inglaterra e País de Gales. Em um mundo pós-pandêmico, o projeto “Domingo do Clima” é uma excelente oportunidade para as paróquias católicas na Inglaterra e Gales – destacou –, assim como para nossos irmãos e irmãs de outras igrejas cristãs, para compreendermos a responsabilidade de cuidar do nosso planeta e de rezar e agir em resposta à emergência climática.

A campanha terá seu ápice no domingo, 5 de setembro de 2021, quando, durante um evento nacional, a igreja compartilhará seus compromissos e rezará para que, após as negociações que serão realizadas em Glasgow no decorrer da COP26 – novembro de 2021 – os líderes do mundo inteiro mostrem maior determinação e coragem para enfrentar a questão da mudança climática.

(Vatican News)

Nota 1: Sob o guarda-chuva do Vaticano e do movimento ecumênico, o ECOmenismo avança ainda mais rapidamente, acelerado pela pandemia. Note como a proposta é que as igrejas se unam, deem o exemplo e, assim, ajudem os líderes mundiais a terem “maior determinação e coragem para enfrentar a questão da mudança climática”. Em sua encíclica Laudato Si, o papa Francisco defende o descanso dominical como uma das estratégias para “salvar a Terra”. No recente Sínodo da Amazônia, essa foi a tônica. Com a quarentena, ficou claro que o papa tem razão em defender um dia de baixo carbono e de estreitamento das relações em família e com o meio ambiente. Essa proposta ganhou muita força, e agora “vem com tudo” com o nome de “Domingo do Clima”. De “Sunday Climate” para “Sunday Law” falta pouco… [MB]

Nota 2: Desde 2008 (confira aqui) venho chamando atenção para esse tema do ECOmenismo (expressão cunhada pelo pastor Sérgio Santeli). De lá para cá, o assunto foi ganhando força em todo o mundo e chamando atenção até de pensadores e escritores não adventistas, como Pascal Bernardin e Roger Scruton, entre outros. Com o papa Francisco, Greta Thunberg e agora com a pandemia, o cenário para a futura aprovação de uma lei dominical com argumentos difíceis de ser refutados se mostra mais do que nunca claro e favorável. Em algum momento os Estados Unidos comprarão essa causa e assinarão a lei dominical, em reconhecimento da autoridade papal, como prevê Apocalipse 13. Aguardemos o desdobramento dos fatos e preguemos o evangelho eterno como nunca antes! [MB]

“Conversão ecológica” será tema forte após pandemia

ecologiaEm mais um movimento alinhado à sua política de sustentabilidade, o Grupo Malwee -uma das maiores empresas de moda do Brasil – anuncia, nesta terça-feira (19), que assinou junto à ONU um comunicado pleiteando aos governos ao redor do mundo o alinhamento de seus esforços na recuperação econômica frente à crise instaurada pela Covid-19 aos estudos mais atuais em relação às ciências climáticas [sic]. A companhia, que é referência internacional em práticas sustentáveis, é signatária do Pacto Global da ONU em prol do clima, tendo sido a primeira empresa de moda brasileira a assinar, em outubro de 2019, o termo de compromisso da campanha global “Business Ambition for 1.5 °C: Our Only Future”, lançada pela ONU. A iniciativa busca engajar empresas de todos os países com a meta de limitar o aumento da temperatura média mundial a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais e chegar ao objetivo de zero emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) antes de 2050.

Para atingir os objetivos do pacto, o Grupo Malwee se comprometeu a alinhar seus negócios às metas baseadas na ciência [sic] definidas pelo Science Based Targets Initiative (SBTi), instituição independente que avalia as metas corporativas de redução de emissões de acordo com o que os cientistas do clima dizem ser necessário para cumprir os objetivos do Acordo de Paris. O SBTi é resultado de uma parceria entre Carbon Disclosure Project (CDP), Pacto Global da ONU, World Resources Institute (WRI) e WWF.

Nos termos deste novo comunicado recém-assinado, o Grupo Malwee e outras 154 empresas de todo o mundo que também fazem parte da iniciativa Science Based Targets – entre elas outras cinco companhias brasileiras – pedem políticas que aumentem a resistência a choques futuros, apoiando os esforços para manter o aumento da temperatura global até 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, em linha com o alcance de emissões líquidas zero antes de 2050.

“É nosso dever e responsabilidade enquanto iniciativa privada apoiar ações como essa da ONU, junto a governos, que mobilizem a preocupação da comunidade internacional a respeito da emergência climática. Moda deve ser sinônimo de sustentabilidade e consumo consciente, essa é a nossa crença, e convocamos toda a iniciativa privada a se juntar a nós nesse propósito”, afirma Guilherme Weege, CEO do Grupo Malwee e Embaixador do Clima da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. “É muito importante nesse momento não só pensar na retomada, mas em como retomar. Por isso, estamos trabalhando para engajar as empresas globalmente desde o começo das nossas ações. Agora precisamos combinar as questões econômicas com uma mudança profunda de atitude em prol do futuro do planeta. O cenário já era problemático e não podemos piorá-lo”, observa Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global. […]

(Diário da Jaraguá)

Nota: Comparo essa crise da Covid-19 com o ecossocialismo ECOmênico. Os problemas existem, são reais, estão matando e prejudicando o planeta. A origem de ambos os problemas é polêmica (vírus criado ou não; aquecimento antropogênico ou não). Mas é inegável que haja pessoas e entidades se valendo disso tudo para acelerar certas agendas. Portanto, não confundamos as coisas nem enfatizemos uma em detrimento da outra. [MB]

Leia também: “Broad support means bill to end sunday shopping in Slovenia could pass soon”, “Furacões, tufões e ciclones estão ficando mais fortes, de acordo com novo estudo” e “Recapitule quantas medidas totalitárias foram tomadas supostamente contra a pandemia”

Sete em cada 10 brasileiros acreditam que mudanças climáticas são um problema tão sério quanto a Covid-19

climaPara 66%, ações em prol do meio ambiente devem ser prioridade na recuperação econômica pós-pandemia

Para 71% da população do Brasil, as alterações climáticas no mundo, no longo prazo, são uma crise tão séria quanto a pandemia de Covid-19. Esse é o principal resultado da pesquisa “Earth Day 2020”, realizada pela Ipsos, por meio da plataforma Global Advisor, com 14 nações. O índice dos entrevistados brasileiros reflete perfeitamente a percepção global, também de 71%. A China, um dos países mais impactados pelo surto de coronavírus, está no topo do ranking entre os que mais acreditam que as mudanças no clima representam um problema de mesma gravidade da pandemia, com 87% de concordância com a premissa. Em segundo lugar, vem o México, com 84%. Logo atrás, está a Índia (81%). Em contrapartida, Canadá (64%), Austrália (59%) e Estados Unidos (59%) são as nações que menos concordam que as alterações climáticas sejam uma crise tão séria quanto a pandemia.

O levantamento também apontou que 65% dos entrevistados no mundo acreditam que os governos de seus países devem priorizar ações de combate às mudanças climáticas durante a recuperação econômica após a Covid-19. Considerando apenas os brasileiros, são 66%.

Índia (81%), México (80%) e China (80%), novamente, são as nações que mais concordam com a afirmativa. Por outro lado, os participantes australianos, alemães e americanos, com 57% de concordância cada um, mostraram um menor grau de interesse nas iniciativas futuras de seus governos em respeito às alterações climáticas. […]

Um segundo recorte da pesquisa, dessa vez realizado com 29 nações, avaliou as expectativas dos entrevistados em relação ao suporte de seus governos às questões ambientais. Para 68% dos entrevistados, um governo estaria desapontando sua população caso não tomasse atitudes efetivas para combater as mudanças climáticas.

Entre os brasileiros, 74% concordam com a premissa. A Colômbia, a África do Sul e o Chile são os países que mais esperam ações pró-ambientais de seus líderes, com índices de 87%, 84% e 83%, respectivamente. Na outra ponta do ranking, estão Holanda (55%), Arábia Saudita (51%) e Rússia (35%).

Pouco mais do que a metade dos ouvidos globalmente (57%) afirma que não votaria em um partido político caso ele não tivesse propostas sérias contra as alterações climáticas. No Brasil, são 67%. Os eleitores que mais levam em conta os planos para o meio ambiente de seus possíveis candidatos são os indianos (75%), os colombianos (72%) e os peruanos (71%). Já os americanos (43%), japoneses (41%) e russos (29%) tendem a não considerar tanto os projetos para a área ambiental antes de escolher seus votos na urna.

Nota: O mundo está cada vez mais condicionado e preparado para dar apoio às duas bestas de Apocalipse 13 em seus projetos de dominação. Se não entendeu o que estou falando, sugiro que assista aos dois vídeos abaixo. [MB]

Papa diz que pandemia pode ser a resposta da natureza à crise climática

papaO papa Francisco disse que a pandemia de coronavírus é uma das “respostas da natureza” aos seres humanos que ignoram a atual crise ecológica. Em uma entrevista por e-mail publicada quarta-feira nas revistas The Tablet e Commonwealth, o pontífice disse que o surto ofereceu uma oportunidade para diminuir a taxa de produção e consumo e aprender a entender e contemplar o mundo natural. “Não respondemos às catástrofes parciais. Quem agora fala dos incêndios na Austrália ou lembra que há 18 meses um barco poderia atravessar o Polo Norte porque as geleiras haviam derretido? Quem fala agora das enchentes?”, o papa disse. “Não sei se essas são a vingança da natureza, mas certamente são as respostas da natureza”, acrescentou.

A pandemia mudou radicalmente o funcionamento do Vaticano, com o papa celebrando a missa do Domingo de Ramos em uma igreja vazia e os locais normalmente lotados de turistas vazios.

O papa de 83 anos de idade, que tem um pulmão danificado por uma infecção na casa dos 20 anos, testou duas vezes negativo para o novo coronavírus. Ele está se distanciando de qualquer um que possa estar portando o vírus, toma suas refeições em seus aposentos particulares e usa desinfetante para as mãos antes e depois de conhecer qualquer hóspede, informou a assessoria de imprensa do Vaticano.

O papa Francisco também disse na entrevista que estava se recuperando de bronquite e orando ainda mais de sua residência no Vaticano durante este “tempo de grande incerteza”. […]

(CNN)

Nota: Já era de esperar que o papa dissesse isso, e com certeza irá insistir nessa fala. Assista ao vídeo abaixo e saiba por quê. [MB]

Descanso dominical: enquanto alguns são seduzidos por falsas profecias, a verdadeira pauta avança

Earth-and-Coronavirus[Enquanto alguns perdem tempo assistindo a vídeos com teorias conspiratórias sem qualquer base bíblica, a verdadeira pauta profética avança. Depois de ler a matéria a seguir, publicada no site EcoPraise, assista aos vídeos postados logo abaixo. – MB]

Esta pode ser a primeira vez desde o início da Era Industrial que a Terra está finalmente conseguindo uma folga da incansável atividade e crescimento da produção industrial humana. Estudos estão mostrando que os níveis de poluição caíram significativamente em áreas de grandes bloqueios e quarentenas. […] Como disse um amigo meu, “quase consigo sentir o planeta dando um suspiro de alívio ao fazer com que os humanos desacelerem, fiquem em casa e parem sua atividade implacável”. […]

Laura, uma das minhas alunas, compartilhou: “Gostaria de saber se algumas das mudanças necessárias para reduzir nosso consumo de energia podem ser recebidas como mais razoáveis. Em outras palavras, agora que muitos nos EUA foram solicitados/incentivados a fazer mudanças drásticas (como abrigos para comunidades inteiras), nossa nação será mais receptiva às mudanças necessárias para enfrentar a crise climática?”

Ela está esperançosa: “Acredito no poder da criatividade e da inovação. Talvez possamos colaborar para ajudar um ao outro e, ao mesmo tempo, procurar novas maneiras de ajudar nosso planeta a se curar.” […]

Então, chamou minha atenção quando notei uma nova terminologia emergindo sobre a necessidade – e viabilidade – de uma nova maneira de ser e fazer no mundo daqui para a frente. Frases como “desacelerações econômicas planejadas” e “decrescimento intencional” estão surgindo. Para aqueles de nós na tradição judaico-cristã, sabemos que a Bíblia estava muito à frente do jogo com esse conceito de “desaceleração econômica planejada”. Chama-se SABBATH. […]

[Depois de falar das pragas do Egito…] Hoje, os faraós da indústria e do comércio trouxeram desastres ecológicos sobre nós, e estamos sofrendo de uma praga após a outra que está causando um trágico pedágio à vida humana. Mas não tem que ser assim. Podemos nos basear na sabedoria das Escrituras hebraicas e aprender as lições que podem nos guiar a reestruturar nosso mundo de uma forma mais saudável e equitativa. […]

A economia humana global de nosso tempo não conhece descanso. É uma unidade de 24/7/365 dias de crescimento a todo custo. Há uma palavra para isso também. Isso se chama câncer.

No corpo humano, as células que crescem sem descanso consomem todos os recursos circundantes e assumem o controle do sistema são chamadas de “malignas” porque levam à morte. O tipo de crescimento previsto pela nossa cultura consumista está, de fato, levando à morte. Seja um vírus microscópico que entra em erupção quando os seres humanos se recusam a respeitar a natureza selvagem da terra e das criaturas, ou tempestades de monstros superalimentadas pelo aquecimento global que agitam a terra, os resultados são catastróficos em proporções bíblicas.

Eu notei com ironia amarga que o vírus está usando as mesmas táticas contra o corpo humano que os humanos usaram contra o corpo da Terra. O vírus ataca os pulmões, multiplicando e destruindo a “árvore respiratória” até os menores alvéolos que permitem a troca de oxigênio na corrente sanguínea. Da mesma forma, os seres humanos invadiram florestas e áreas naturais, destruindo as mesmas árvores que criam o oxigênio que respiramos. […]

Em outras palavras, a Bíblia está dizendo que quando os humanos se recusam a dar descanso à terra e respeitar o sábado, as consequências são graves. Deus garantirá que a terra receba seu sábado, quer os humanos cooperem ou não. […] Isso não apenas reverteria o desastre climático em que já estamos vivendo, mas também minimizaria o risco de novas pandemias como a atual.

Nota: O ECOmenismo está recebendo um impulso tremendo com essa pandemia, e a ideia vai crescer mais e mais, como tem sido nos últimos anos. Repito: é uma pena que muitos fiquem perdendo tempo com cortinas de fumaça como o chip-falsa-marca-da-besta, com a mentira do arrebatamento secreto, com interpretações futuristas que colocam adiante eventos proféticos já cumpridos, etc. Enquanto isso, Satanás faz avançar a agenda que realmente lhe interessa: a decretação de um mandamento espúrio que retira a glória de Deus e a coloca sobre a besta de Apocalipse 13. O centro da controvérsia entre o bem e o mal tem que ver com adoração. Sempre teve. Estude a Bíblia. [MB]

“Domingo mais uma vez dia de repouso”

1Quando abrimos a nossa página no Facebook, logo nos deparamos com a frase: “No que você está pensando?” Neste exato momento estou pensando em aproveitar da melhor maneira possível o meu dia do tipo home office, e também pensando em quão bom é nosso Deus por nos avisar com milênios de antecedência sobre os principais eventos que ocorreriam antes da volta de Jesus. Se você pensa que agora estou me referindo à Covid-19 devo avisá-lo que não se trata disso apenas, mas, sim, do que pode acontecer depois dessa crise. Se é familiarizado com as profecias do livro de Daniel e do Apocalipse você vai entender melhor o que estou falando. Caso não conheça essas profecias bíblicas você precisa conhecê-las o mais rápido possível. Disso depende o seu futuro! Lá foi profetizado que um poder se levantaria após o Império Romano e alcançaria supremacia mundial por 1.260 anos seguidos. Depois, receberia um “golpe mortal” que faria com que perdesse grande parte do seu poder absoluto. Porém, exatamente antes da volta de Jesus esse poder, com a ajuda de outro poder (EUA), recuperaria a supremacia mundial, obrigando o mundo todo, por meio de leis civis, a obedecer a um mandamento religioso. E a Bíblia ainda revela que, seguindo esse mandamento religioso obrigatório, as pessoas estarão adorando esse poder, em vez de adorar a Deus que instituiu Seus próprios mandamentos.

Quase tudo já se cumpriu. Falta pouco para o restante se cumprir. O poder que exerceu supremacia mundial por 1.260 anos (538 a 1798 d.C.) foi o romanismo (Roma papal). Em 1798 d.C. as tropas francesas invadiram Roma, confiscaram suas terras e aprisionaram o papa Pio VI, acarretando um “golpe mortal” no poder absoluto do romanismo. Dessa data até hoje, Roma perdeu seu poder temporal, o poder que exercia sobre a consciência das pessoas por meio do poder civil. Mas, como a profecia revelou antecipadamente, esse poder recuperaria seu status de absolutismo antes da volta de Jesus com a ajuda de outro poder (EUA). E isso se tornaria sacramentado em definitivo quando os EUA (país protestante) estabelecessem uma lei obrigatória de caráter religioso para seus cidadãos. E o mundo inteiro viesse a copiar essa lei.

O mandamento religioso em questão trata-se da guarda do domingo. E quando as nações estabelecerem essa lei estarão prestando honra ao romanismo e devolvendo-lhe o poder absoluto perdido em 1798 d.C. Essa lei não terá a aprovação de Deus porque, na Bíblia, o mandamento diz para guardar o sábado do sétimo dia (Êx 20:8-11; Êx 31:17; Is 56:2-6; Ez 20:20; Lc 4:16; Lc 23:54-56; At 13:42-44) e não o domingo. O domingo é um sinal de autoridade do romanismo que mudou o dia de guarda por sua própria autoridade. Essa será a última crise sócio/econômica/religiosa pela qual o mundo vai passar. Todos poderão escolher de que lado ficarão. Ou adoram a Deus e guardam Seu mandamento, ou adoram ao romanismo e seguem sua tradição.

Depois de entender essas informações e suas implicações, observe o ponto em que já estamos. Hoje, um jornal do Canadá, da cidade de Kitchener, traz na sua capa o título: “Domingo mais uma vez dia de repouso”. E outras mídias também já têm defendido a guarda do Shabbat (os cristãos em geral leem “Domingo” no lugar de “Sábado do sétimo dia”). Tudo isso mostra que estamos nos aproximando da volta de Jesus. Espero que você esteja preparado! 

Sérgio Santeli é pastor e mestre em Teologia

Fontes: The Record, Watauga Democrat e Tablet

Possíveis desdobramentos proféticos da pandemia

pandemiaDeu no L’Indepéndant: “Finalmente, um efeito positivo no confinamento: o planeta está respirando novamente e retomando seus direitos. Algumas fábricas fecharam, o transporte diminuiu, os seres humanos confinados… uma enorme crise de saúde como o Coronavírus foi necessária para forçar os humanos a parar os maus-tratos ao planeta. As primeiras imagens vêm da China, o primeiro país atingido pela pandemia e onde a população ficou confinada por mais de um mês. A Nasa informou que as emissões de dióxido de nitrogênio na região de Wuhan, epicentro da pandemia, caíram de 10 a 30% entre 1° de fevereiro e 25 de fevereiro de 2020, em comparação com as estatísticas encontradas no mesmo período de 2019. […] Da mesma forma, o mapa publicado pela Agência Espacial Europeia (ESA) mostra uma forte queda no dióxido de nitrogênio no norte da Itália desde o início de janeiro de 2020. As concentrações médias de NO2 em Milão caíram de cerca de 65 mg/m3 (em janeiro) a 35 mg/m3 (durante a primeira semana de março), de acordo com pesquisas da Copernicus. […] No terceiro porto do país, na Sardenha, em Cagliari, onde 30 milhões de mercadorias passam a cada ano, os golfinhos estão mais uma vez se aproximando das costas que agora estão desertas. […] Quanto a Veneza, também conhecida por ser uma das cidades turísticas mais poluídas, as águas dos canais finalmente recuperam sua clareza e estão desprovidas de todos os resíduos e partículas acinzentadas. Peixes, cisnes e outros pássaros aproveitam essa pausa para, finalmente, respirar.”

E o artigo termina assim: “Esperemos que essas observações […] façam a população e os climato-céticos refletir sobre o papel do homem no planeta, e que atos virtuosos se desenvolvam em larga escala quando cada um de nós apreciar redescobrir o ar fresco do nosso campo.”

Em entrevista recente, concedida ao La Stampa, o papa Francisco, quando lhe foi perguntado sobre os efeitos da crise, respondeu que ela terá sido útil “para recordar aos homens e mulheres, de uma vez por todas, que a humanidade é uma única comunidade. E como é importante, decisiva a fraternidade universal. Devemos pensar que será um pouco um pós-guerra. Não haverá mais ‘o outro’, mas seremos ‘nós’. Porque só poderemos sair desta situação todos juntos. […] Deveremos […] construir uma verdadeira fraternidade entre nós. Fazer memória desta difícil experiência vivida todos juntos.”

Aprender com a experiência e nos unirmos para o bem comum. Esse será o discurso daqui para a frente. O ECOmenismo (assista ao vídeo abaixo para entender o que é isso) deverá ganhar grande impulso com as evidências de despoluição verificadas durante o confinamento humano. Mas o desafio de recuperar uma economia que deverá estar em frangalhos – num tipo de pós-guerra, como disse Francisco – também será enorme. Assim, ao mesmo tempo que precisaremos “salvar o planeta”, deveremos também salvar nossos bolsos. E uma ótima forma de fazer isso é promovendo o “confinamento” por apenas um dia, a fim de que se possa trabalhar nos outros seis.

Essa proposta não é nova. O papa Francisco tem falado disso faz anos. Ela apenas poderá ganhar novo impulso e mais atenção. E se alguns não quiserem colaborar? Veja só o que a revista Rolling Stone publicou no dia 21 de março:

“O Departamento de Justiça de Trump pediu ao Congresso a elaboração de legislação que permita aos juízes principais manter indefinidamente as pessoas sem julgamento e suspender outros direitos constitucionalmente protegidos durante o coronavírus e outras emergências, de acordo com um relatório de Betsy Woodruff Swan. Embora as solicitações do Departamento de Justiça provavelmente não se concretizem com uma Casa de Representantes controlada democraticamente, elas demonstram o quanto essa Casa Branca tem uma desconsideração assustadora dos direitos enumerados na Constituição. […] Norman L. Reimer, diretor executivo da Associação Nacional de Advogados de Defesa Criminal, [disse que] ‘isso significa que você pode ser preso e nunca levado a um juiz até que ele decida que a emergência ou a desobediência civil acabou’.”

Enquanto as palavras de uma besta são suaves e conciliadoras (como devem ser), as da outra besta soam mais como as de um “dragão” (como deverão ser). Incentivadas, convencidas e/ou forçadas por esses dois poderes, as pessoas vão aderir à proposta e apoiar os esforços (assim como aceitaram tranquilamente ser expulsas pela polícia das praias e dos bares, por exemplo). Os contrários serão ainda mais considerados “fundamentalistas” inimigos do bem comum. Se quiser entender melhor isso tudo, estude Apocalipse 13 (este livro também pode ajudar).

A verdade é que esta pandemia está servindo de laboratório, de ensaio para muitas ações que poderão se tornar rotina no mundo pós-crise. Em tempos assim, as liberdades individuais e mesmo a liberdade religiosa são seriamente ameaçadas (os templos foram fechados com um decreto), e com o consentimento dos cidadãos amedrontados, movidos pelo instinto de rebanho. Em tempos assim, o fluxo normal da vida cessa e as pessoas ficam como que suspensas e – esse é o lado bom – mais abertas para ouvir sobre temas “transcendentais”. Portanto, aproveitemos o momento para falar de esperança, da salvação, da volta de Jesus como solução definitiva para as mazelas humanas. Vamos dar o sonido certo à trombeta e não ecoar os ruídos desconexos do sensacionalismo infundado e do mero alarmismo passageiro.

Li isto recentemente: “Dormimos em um mundo e acordamos em outro. De repente, Disney não tem mais a magia, Paris já não é mais romântica, e quem tem boca não pode ir a Roma; em Nova Iorque, todos dormem, e a muralha da China não é fortaleza. De repente, não mais que de repente, abraços e beijos tornam-se armas, e não visitar os pais e avós torna-se um ato de amor. De repente se descobriu que o poder não tem tanto valor e que o dinheiro não tem tanto poder” (autor desconhecido).

É a pura verdade. Que as pessoas descubram que só existe esperança em Deus. E que de repente, muito em breve, possamos ver no céu o sinal do Filho do homem.

Michelson Borges

Um cultuador de Gaia (mãe Terra) e a sabedoria estavam conversando

gaiaO “Gaialover” logo sugeriu:

– Você precisa acompanhar as tendências pós-modernas. Comece descarbonizando ou descolonizando suas mentes, seja lá o que isso queira dizer.

O interlocutor sábio se manifesta perplexo e ri:

– Pensar sem causar mudanças climáticas? Menos, menos. Vamos raciocinar…

– Isso é muito sério – diz o seguidor de Gaia. – Trata-se do futuro da humanidade. Não lê Greta Thunberg? Vou falar em inglês, língua do globalismo sustentável, para sanar todas as dúvidas. Aproveito e descarbonizo e descolonizo minha alma: natureza é “gender neutral”. Tudo bem, vou traduzir aos não iniciados no culto climático.

Mãe Natureza, apesar de ser biologicamente fêmea, não possui gênero definido. Igual banheiro neutro, sacou? Pronto, esclarecido.

O ponderado reclama:

– Greta? A menina manipulada, usada pelos profetas do apocalipse climático para implantar a nova ordem mundial ecofacista, comuno-tribalista? A menina que nem terminou a escola e quer dar direção aos rumos da humanidade? Preciso dizer que é pura insanidade e maldade? E, por favor, parem com esse feminismo, que coloca gênero até na abstração desmedida da Mãe Natureza (ou seria sexo?).

– Está por fora. Nós, que nos conectamos com a energia de Gaia e do Cosmos, sabemos há décadas que masculinizar Deus é uma afronta dupla: ele não existe e, se existisse, seria “gender neutral”; agora que todos captaram a ideia.

O sensato pergunta:

– Mas Gaia, mãe Terra não é referência a uma fêmea? Tipo presidenta? Ou seria, como o caso, mais uma deturpação da lógica e da língua portuguesa?

O ativist(x), em lapso de honestidade intelectual, não se aquieta:

– Não, de modo algum, tudo é mero jogo de palavras. De todo modo, a ideia não é toda ruim. Vejamos: mãe Terra é uma fêmea independente, daquelas que, inclusive, se reproduzem sozinhas. Deve ser um caso de partenogênese – um fenômeno biólogico raro, quando a fêmea de alguns animais dá à luz sem a participação do macho. Falar em mãe Terra, por um lado, é feminino, mas só quando defende a causa da existência de um gênero mais cuidadoso, menos tóxico que o masculino. Não tem lido as últimas pesquisas acadêmicas revolucionárias?

– Uai – o ponderado retoma. – Mas, você está me dizendo que as mulheres são diferentes de homens e mais cuidadosas? Isso vai contra vocês, suas ideias centrais.

– Não. Vocês não entendem. Tudo é construção social e linguística. Abafa o caso. É tudo uma questão de “lugar de fala”. Nós defendemos a fêmea às vezes, mas a neutralidade de gênero também, dependendo da situação. É que nos intitulamos representantes legais dos novos direitos da nossa mãe Terra, ou do nosso pai/mãe Terra. A invenção é boa. É a última fronteira, quase desesperada, para frear e demolir o patriarcado e a masculinidade tóxica que destroem Gaia.

O mais modesto, pois sábio, oferece uma piada de bom gosto:

– Dica: deixem apenas espermatozóides selecionados, caso a partenogênese não funcione.

– Anotarei. Continuando mais longamente: se fizermos tudo isso, de quebra acabaremos com essa mania terrível que o ser humano tem de se reproduzir biologicamente. Isso machuca a/o mãe/pai Terra! Seja lá o que for, mãe solteira, titia que não quer ter filhos, o “fato” é que há muita gente no planeta, superlotação; isso só serve para roubar espaço, no útero já maltratado da nossa mãe. Ops, quer dizer, só fêmea tem útero! Quer dizer, desculpe o mal-entendido; não queria dizer útero, mas, sim, o âmago, o íntimo, o coração e a alma do pai/mãe Terra.

A sabedoria pergunta:

– Sem sexo e gênero vai dar certo?

– Sim, fica tudo mais neutro, não incomoda ninguém. Ou incomoda? Não importa, já que nada existe, não há verdade, apenas o que eu defendo, sendo todo o resto, na pós-modernidade, mero jogo de palavras, estratégia de poder, controle através da linguagem. Adotemos uma fenomenologia descarbonizada, seja lá o que isso signifique. Soa muito bonito, científico e importante. Deve convencer. Me permitam continuar: verdade não existe, só a verdade de que são todos canalhas, canalhas… Ao afirmarmos os direitos da nossa mãe/pai Terra, trataremos de pôr fim ao trabalho dos canalhas que destroem Gaia, ao morarem em edifícios com ar condicionado e garagem; aqueles que usam celulares, colheres e garfos no almoço – esses são os piores! Todos perversos que não amam seu cachorro como a si mesmos!

O sábio, apesar de conhecer o silêncio, se manifesta novamente:

– Creio que, em um raro lapso de autoconsciência, alguém poderia se perguntar como condenar a fabricação e uso da colher, se quem condena usa talheres todos os dias? Você quer fechar as minas de exploração de minério?

O ativismo ecoxiita dá lugar à sanidade, temporariamente:

– Santa Gaia! Estaria a resposta na minha cara e não vejo? Na TV por assinatura? Já sei! “Largados e Pelados”! Não, muito melhor que isso. Ai, que alívio! Garfos de bambu, garfos de bambu… Finalmente encontrei a paz interior, inabalável! Agora posso continuar protestando, graças ao bambu.

Então vamos lá: “Viva Che Guevara, que não dava a mínima para a degradação ambiental de Cuba ou de qualquer lugar! Não, melhor: viva Lenin! Não… Mas e o cuidado com a mãe/pai Natureza? Matavam seres humanos, seres humanos são parte da natureza, eu também…

Santa Gaia, estamos frit(x). Como faremos no dia em que todos, ou quase todos, descobrirem que não são regimes em si, são pessoas que matam, que ferem…

A sabedoria interrompe:

– Mas e o socialismo-eco(bacana) não seria o caminho da salvação? Ele não é um regime?

– Sim, sim, mas há excessos e exceções.

– Por meio dele, agora recheado de pseudoecologia, não nos dizem que seremos libertos do mal (leia-se capitalismo e a sociedade ocidental)?

– Sim, sim… Mas peraí, não pode ser! Meus gurus da ONU e da universidade disseram que não há salvação, muito menos um só caminho. Juram de pés juntos, com muita fé, que essa idéia de fé, de um só caminho, é bem estúpida, medieval. Coisa de crente. Povo ignorante!

– Mas o que farão os adoradores de Gaia? A sabedoria insiste em questionar:

O que farão quando todos souberem dos fatos sobre a degradação ambiental na China comunista, na antiga URSS, na Coreia do Norte, em Cuba?

– Santa Gaia, como justificaremos o fim da sociedade industrial, capitalista e do mundo ocidental, que inclusive “inventou” a ciência?! Será o fim da nossa ideologia?

– E tem mais – suplicou a moderação. – Como farão, ao perceberem que a Mãe Natureza nunca foi tão benevolente e amorosa assim? Se ela tivesse vontade própria, como parece que creem, mas felizmente não tem, como justificar sua “gentileza”, quando sabemos que manda raios, terremoto, furacões, inundações, calor, frio, seca, vírus, mosquitos e mais mosquitos? E tudo isso independentemente da ação humana?

– Não, não, ela não é assim. Ela é muito boa. Essa coisa toda de furacão é culpa do homem – no caso, sexo masculino mesmo, masculinidade tóxica. Nossa pai/mãe Terra é muito amável, mas não pise nos seus calos! Tudo é culpa dos homens capitalistas e cruéis. Na verdade, estes são filhos bastardos, com sérios problemas congênitos, nascidos fora de hora do útero de Gaia. Somos, na melhor das hipóteses, animais que não deram certo no processo evolutivo. Quão bom seria se a Mãe tivesse parido apenas os devotos da Natureza.

A sabedoria intervém:

– O papo é longo. Você está mudando de assunto. Mas vamos lá. Se, de acordo com a religião de vocês, somos todos animais, vivamos como animais. Vai contribuir com Gaia tirando sua própria vida? Não faça isso. Existe um Deus que te ama. Gaia só irá te lançar para longe dEle. Sei que não fará nada disso com sua vida, mas muitos, infelizmente, o fazem: tornam-se adoradores da criatura e perdem o sentido da vida.

É bom constatar que muitos que defendem suas ideias não vivem o que pregam. E isso é muito bom. Imaginem só: um mundo sem nós, humanos, só com aranhas, que após fazerem “amor” matam e comem seus maridos… Ou nós, humanos, vivendo como nos ensina a natureza! Seria a barbárie ecológica.

Então a insensatez, que é cega, surda e nada de muda, retomou sua última fala:

– Insisto. Não quero escutar. Se queremos sobreviver à ira da mãe/pai Terra (Gaia), temos que cultuá-la, em primeiro lugar, com devoção linguística. Acho que, como bom ecofundamentalista, minha contribuição começa por adorar a Naturez(x), sem gênero…

Por fim, diz a sabedoria:

– Aguardamos com esperança as cenas dos próximos capítulos. E que Deus tenha misericórdia dessa gente e abra-lhe os olhos para a verdade do amor e da salvação em Cristo Jesus, amém! Se o Espírito Santo os tocar, uma boa dose de raciocínio lógico e fatos históricos também pode ajudar bastante. O nome “chic” disso é apologética cristã.

(Rodrigo Penna-Firme é professor universitário no Rio de Janeiro, na área de Geografia e Meio Ambiente)