Trump gera surpresa na França ao admitir rever acordo do clima em Paris

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Clique aqui para assistir à reportagem, que não deveria ser surpresa… Saiba por quê.

Macron apoia pacto global sobre mudanças climáticas

macronO presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu neste sábado participar ativamente de uma campanha destinada a garantir um pacto global para proteger o direito a um meio ambiente limpo e saudável. Ele fez a promessa numa reunião na Universidade da Sorbonne, onde políticos, juristas e ativistas apresentaram-lhe propostas preliminares para tal pacto. Macron tem pressionado por manter o impulso gerado por um acordo global para combater as mudanças climáticas alcançadas em Paris em 2015, após o presidente Donald Trump tirar os Estados Unidos do pacto, atitude que foi condenada por outros líderes. “Com base neste projeto de proposta, prometo agir… para que o trabalho iniciado continue, para que possamos chegar a um texto, convencer nossos parceiros, colocar esses esforços sob a égide da ONU… e em setembro ter a base de um pacto mundial do meio ambiente”, disse Macron.

O pacto deve eventualmente ser enviado às Nações Unidas para adoção e impor obrigações vinculativas aos países signatários, disseram os redatores do documento.

Os participantes da Sorbonne incluíam o ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger e o ex-chefe da ONU, Ban Ki-moon. Foi presidido pelo ex-primeiro-ministro Laurent Fabius, que presidiu a conferência de 2015 sobre mudanças climáticas.

Sob o acordo de Paris, os países se comprometeram a reduzir as emissões de gases de efeito estufa geradas pela queima de combustíveis fósseis que são apontados pelos cientistas como responsáveis pelo aquecimento do planeta.

(Reuters)

Nota: Nunca é demais lembrar que o papa Francisco é um grande defensor da bandeira ecológica (e ECOmêmica), e que ele tem até uma proposta para ajudar a reduzir os males do aquecimento global: o descanso dominical (clique aqui para conferir). O Parlamento Europeu há muito defende também essa bandeira. Quanto a Trump, o papa não perdeu tempo e lhe presenteou recentememte com uma cópia de sua encíclica Laudato Si (confira), na qual defende o domingo como um dia de descanso e de baixo carbono. Ou seja, basta que o instável presidente norte-americano mude mais uma vez de posição e passe a defender, ele também, o domingo como dia de repouso e dia de preservação da Terra, para que as maiores nações do mundo e o Vaticano se unam nessa coalização ambiental. [MB]