Líderes religiosos querem salvar a “mãe Terra”

O texto a seguir e o título acima foram publicados em 2009, em meu blog http://www.criacionismo.com.br. Acompanho esse tema há 15 anos, quando muitos recém-chegados eram ainda crianças. Note como certas pautas atuais já eram preocupação na época. De lá pra cá o assunto só foi crescendo.

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Iniciativa das organizações não governamentais Vitae Civilis e IDEC, o Diálogo Interreligioso sobre Clima reuniu 14 lideranças religiosas em evento realizado na cidade de São Paulo. Após debates, os participantes redigiram e assinaram uma carta que será entregue ao presidente Lula, na qual pedem que ele compareça à Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas, agora no fim do ano, onde deverá ser ratificado um novo acordo para mitigar as mudanças climáticas. O documento, assinado por representantes de instituições católica, judaica, baha’i, budista, messiânica, presbiteriana, hare krishna, espírita e do candomblé, também pede que o Brasil assuma posições mais firmes nas negociações.

“Reconhecer o sagrado que existe na vida é o que falta nos debates sobre clima”, afirma Rubens Harry Born, coordenador adjunto do Vitae Civilis. “Porque não se trata apenas de uma questão técnico-científica ou político-econômica. Quando falamos de clima, entramos na esfera ética das relações humanas”, completa.

Para o reverendo Elias de Andrade Pinto, da Igreja Presbiteriana Independente, “nos habituamos com o Sagrado Criador Pai. Agora, é hora de nos abrirmos para o Sagrado Natureza, a Mãe. Na integração entre o Pai e a Mãe, entre o Céu e a Terra, haverá Paz e Vida para todos e todas as gerações. E nós podemos colaborar com essa jornada”.

O monge Jô-Shinm, da Comunidade Zen Budista do Brasil, lembrou que há 2.700 anos Buda passou algumas instruções para seus discípulos antes de morrer: não derrubar nenhuma árvore, não matar nenhum ser e cuidar da Terra. “É isso que os monges e monjas da Comunidade Zen Budista do Brasil, sob a orientação de nossa abadessa monja Coen Hochi, vêm tentando implementar para o maior numero de pessoas através dos ensinamentos de Buda”, declarou.

Para o padre Tarcísio, da Pastoral Ecológica da Igreja Católica, “o resgate do humano requer o resgate da natureza”. E essa tarefa deve unir a todos: para ele, as diferentes religiões devem se religar para lidar com os novos desafios do mundo moderno. Uma percepção comum a vários dos participantes, que estão analisando a possibilidade de criar um fórum interreligioso permanente para debater as questões climáticas.

Parte da carta que será enviada ao presidente Lula:

Excelentíssimo Senhor Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva,

Vimos solicitar de Vossa Excelência o compromisso com um acordo climático com força de lei em Copenhague que corresponda à urgência de ações de combate às mudanças do clima que já vem trazendo inúmeras catástrofes no mundo todo, inclusive no Brasil.

Cada instante é determinante para assegurar a sobrevivência das atuais e futuras gerações. A Educação de todos, sobretudo no que tange às questões ambientais, é fundamental para as transformações civilizatórias necessárias para proteger a Comunidade da Vida. (…)

Temos urgência em adotar decisões audaciosas para salvar a Humanidade e o Planeta, quando, em Copenhague, acontecerá a 15ª Conferência das Partes e com isso mitigar as causas do aquecimento global e implementar as medidas de adaptação aos efeitos inevitáveis de mudanças do clima. Trata-se de uma questão ética que transcende fronteiras: mesmo em proporções diferentes, somos igualmente responsáveis por construir uma solução comum. (…)

Pedimos que Vossa Excelência compareça em Copenhague e proponha um acordo que garanta a vida de milhões de seres humanos, que demonstre o respeito que o Brasil tem por toda as etnias, religiões e diversidade social. Temos uma tarefa de casa a ser cumprida e contamos com seu empenho. (…)

Por isso, organizações da sociedade civil e lideranças religiosas da Região Metropolitana de São Paulo, reunidas encaminham este pedido a Vossa Excelência.

Respeitosamente,

Comunidade Baha’i de São Paulo
Comunidade Católica da Cidade de São Paulo Região Leste – Paróquia São Francisco
Comunidade Católica da Cidade de São Paulo Região Sul – Paróquia Santos Mártires – Padre Jaime Crowe
Comunidade Shalom – Rabina Luciana Pajecki Lederman
Comunidade Zen Budista do Brasil – Monge Jô-Shin
Pastoral da Ecologia – Padre Tarcísio Marques Mesquita
Congregação Israelita Paulista – CIP
Federação Espírita do Estado de São Paulo – Zulmira Chaves Hassesian, Diretora da Área de Ensino
Igreja Messiânica Mundial do Brasil – Reverendo Rogério Hetemanek
Igreja Presbiteriana Independente – Reverendo Elias de Andrade Pinto
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC – Lisa Gunn – Coordenadora
Movimento Nossa São Paulo – Mauricio Broinizi Pereira – Secretário Executivo
Nação Angola – Candomblé
Ramakrishna Vedanta Ashrama de São Paulo (Hinduísmo ou Vedanta) – Swami Nirmalatmananda/Swami Sumirmalananda
Vitae Civilis Instituto para o Desenvolvimento Meio Ambiente e Paz – Percival Maricato – Presidente do Conselho Deliberativo

São Paulo, 28 de outubro de 2009.

(Silvia Dias, http://www.avivcomunicacao.com.br; via Criacionismo)

Nova PEC coloca o Brasil a caminho do “domingo climático”?

Texto também determina que o poder público deve adotar ações para combater as mudanças climáticas.

mudanca

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira 18, por 26 votos a 10, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37/21, que inclui entre os direitos e garantias fundamentais, ao lado do direito à vida, à liberdade e à igualdade, o direito à segurança climática. A proposta será agora analisada por uma comissão especial. Na prática, o texto obriga o Estado brasileiro a adotar medidas para que brasileiros e estrangeiros residentes no País não sejam impactados por alterações no clima, como o aumento da temperatura atmosférica, alterações no ciclo das chuvas, elevação do nível do mar, secas prolongadas, entre outros.

A PEC também altera a Constituição Federal para definir a segurança climática como princípio da ordem econômica, que já é norteada pela soberania nacional, pela livre concorrência e pela redução de desigualdades regionais, entre outros princípios.

“Não existe mais incerteza científica sobre as mudanças climáticas. O último relatório do painel intergovernamental de mudanças climáticas foi muito claro: nós estamos com 400 partes por milhão de gás carbônico na nossa atmosfera, fruto de ações antrópicas [do homem]”, disse o autor da PEC, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP). “Não teremos agricultura no Brasil se a nossa questão climática não for levada a sério, assim como não teremos água nas cidades brasileiras. Se a questão climática não for levada a sério, nosso maior patrimônio, que é a nossa biodiversidade, também irá se perder”, acrescentou.

Relatora da PEC, a deputada Joenia Wapichana (Rede-RR) apresentou parecer pela admissibilidade da proposta. “No Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), fica evidente que as mudanças induzidas pelo ser humano estão causando perturbações perigosas e generalizadas na natureza, afetando a vida de bilhões de pessoas em todo o mundo, apesar dos esforços que têm sido feitos para reduzir os danos ambientais”, diz a relatora no parecer apresentado à CCJ.

O que nós queremos é a responsabilidade do Estado brasileiro com ações concretas. Esse compromisso não se encerra hoje, mas é um começo, é um passo rumo ao avanço do povo brasileiro. O Brasil agora tem uma notícia positiva para levar para a COP 26, lá no Egito, no Cairo: o Estado brasileiro está preocupado sim com as mudanças climáticas e existe responsabilidades sim neste Parlamento”, defendeu a relatora durante a reunião.

A deputada Bia Kicis (PL-DF), a única que encaminhou contra a admissibilidade da PEC, defendeu políticas de apoio ao meio ambiente, mas se manifestou contra a inclusão da segurança climática como princípio constitucional. “Sem demagogia, o Brasil pode sozinho garantir a segurança climática, quando o próprio instituto que trata das questões relacionadas ao meio ambiente diz que a questão climática é, por si só, insegura, que ela é sujeita a várias questões e que é preciso uma tomada de ações globais em conjunto?”, indagou.

(Agência Câmara de Notícias)

Nota: Faz tempo que o papa Francisco e entidades mundiais e nacionais vêm defendendo a pauta climática e o descanso dominical (também chamado de “domingo climático”) como um dos meios de reduzir as emissões de carbono na atmosfera. Um “lockdown” semanal para ajudar as pessoas a desenvolver consciência climática. O assunto não é novo, nova é essa PEC que poderá alinhar ainda mais o Brasil com a agenda ECOmênica. Assim como você não pode atentar contra a vida de uma pessoa, também não poderá atentar contra a “segurança climática” dela. Um exemplo simples: se alguém quiser fazer um churrasco em casa, e o vizinho reclamar da fumaça produzida, medidas poderão ser tomadas, pois segurança climática estará no mesmo nível do direito à vida. E a aplicação da lei dependerá da criatividade de cada autoridade. Detalhe: não como carne há 30 anos e entendo que se a população reduzisse o consumo desse item estaria dando grande contribuição para evitar desmatamento (pastagens) e emissões de gases de efeito estufa (flatulência do gado). No entanto, defendo a liberdade de cada um escolher sua dieta e tomar suas decisões, com consciência e sem privação de liberdades individuais. [MB]

Boliviano é enterrado vivo como sacrifício à Mãe Terra

O culto à Pachamama envolvia até sacrifícios de crianças. E tem muitos “cristãos” promovendo ideias oriundas da ecoteologia pagã.

boliviano

Um caso bizarro ocorrido na Bolívia vem causando espanto na web. Um homem foi oferecido como sacrifício humano e enterrado vivo. Segundo o jornal norte-americano New York Post, o incidente chocante supostamente ocorreu durante o festival da Mãe Terra em El Alto, Bolívia, em 1º de agosto. Víctor Hugo Mica Álvarez, de 30 anos, era um dos convidados do evento anual, que reúne grupos de indígenas para adoração à deusa Pachamama (típica dos povos andinos), fazendo oferendas a ela. De acordo com o jornal, Álvarez diz que bebeu muito durante o festival e, em certo momento, desmaiou devido ao excesso de álcool. Horas depois, acordou com vontade de fazer xixi, mas percebeu que estava dentro de um caixão de vidro, coberto de terra.

“Nós fomos dançar. A única coisa que me lembro é que pensei que estava na minha cama e me levantei para fazer xixi, e não conseguia me mexer. Quando empurrei o caixão, mal quebrei o vidro e a terra começou a entrar. Mas consegui sair. Eu tinha sido enterrado”, conta o boliviano, citado pelo New York Post.

Após recuperar a consciência, Víctor Àvarez percebeu que havia sido transportado para Achacachi, a cerca de 80 km de onde estava bebendo no início do festival. Apesar de ter relatado a situação a policiais, eles não acreditaram, considerando ser algo bizarro demais. Os agentes teriam dito que o rapaz aterrorizado ainda estava bêbado e ordenaram que voltasse para casa até melhorar e ficar sóbrio, revela o New York Post.

Mas o boliviano insiste que não é mentiroso e logo compartilhou sua história com a imprensa local. Imagens que circulam nas redes sociais mostram Víctor Álvarez aparentemente ensanguentado e machucado após a suposta fuga do caixão.

O rapaz não tem dúvidas de que foi oferecido como sacrifício humano a Pachamama e declara: “Eles queriam me usar como sullu.” Esse termo se refere a qualquer item oferecido à deusa, com doces, plantas medicinais, ovos e minerais comumente entregues.

(IstoÉ Dinheiro)

Nota: O site Oriundi entrevistou em 2021 um dos antropólogos mais conhecidos da América do Sul, o professor Antonino Colajanni de “La Sapienza”, e o professor Damián Galerón, teólogo e historiador da Universidade Católica de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia). Leia aqui alguns trechos da entrevista:

“[Pachamama] é uma divindade pré-colombiana que remonta aos cultos demoníacos dos povos indígenas andinos, principalmente Quechua, Aymara e Mapuches (Argentina). Na mitologia inca, simboliza a fertilidade, ligada às colheitas e à semeadura. A origem demoníaca é confirmada por representar o ‘espírito da Terra’, que vem substituir o Deus Criador revelado pelos textos bíblicos. […] É verdade que se oferecem a ela sacrifícios de animais, principalmente camelídeos, como as lhamas. Não podemos descartar o sacrifício humano, mas isso nunca é reconhecido publicamente. Alguns de meus alunos de origem quíchua e aimará me disseram em particular que, realmente, seres humanos eram sacrificados a Pachamama. […] As associações frequentes [e sincréticas] entre Pachamama e Maria partem da figura da ‘mãe generosa’ e protetora das mulheres trabalhadoras, mas para Maria as atitudes de proteção das plantas e plantações são bastante distantes e mal documentadas.” (Arqueólogos descobriram 192 locais de cerimônias de sacrifícios de crianças. Leia mais aqui.)

Justamente por isso causou grande estranheza o fato de uma escultura de Pachamama ter sido vista durante o Sínodo da Amazônia (veja o vídeo abaixo), o que, para muitos católicos, significou uma abominação acolhida pelo papa Francisco. Ainda mais absurdo é ver “evangélicos” e “protestantes” defendendo a chamada ecoteologia neopagã panenteísta, com seu conceito de mãe Terra, em oposição ao princípio da mordomia cristã e do sábado do quarto mandamento, que colocam o ser humano como administrador da criação e Deus/Yahweh como o Criador do Universo, da Terra e da vida. São duas cosmovisões distintas em conflito e muita gente confusa no meio de tudo isso. E confusa justamente porque não mais levam a sério a Bíblia Sagrada. O diabo sempre capricha em suas armadilhas… [MB]

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Dia da Criação: o convite do papa a responder com fatos ao “grito da Terra”

A matéria abaixo foi publicada no site oficial católico Vatican News.

aquecimento

Estamos chegando a um ponto de ruptura, por isso é necessária uma conversão ecológica individual e comunitária. Em vista do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, em 1º de setembro, Francisco renova seu apelo à consciência dos fiéis e à comunidade internacional, apostando em dois eventos programados para o segundo semestre: a COP27 sobre o clima e a COP15 sobre a biodiversidade.

Foi divulgada nesta quinta-feira a mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, no dia 1º de setembro. Esse dia inaugura o “Tempo da Criação”, que vai até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis – uma iniciativa ecumênica inspirada pelo Patriarcado de Constantinopla que une os cristãos em torno da necessidade de uma conversão ecológica.

O tema deste ano é “Escuta a voz da criação”. Essa voz, lamenta o papa na mensagem, se tornou um “grito amargo”, ou melhor, um coro de gritos em decorrência dos maus-tratos humanos: grita a Mãe Terra, gritam as criaturas, gritam os mais pobres e, entre eles, os povos indígenas, e grita a futura geração. Esses clamores provocados pelos nossos excessos consumistas, à mercê de um antropocentrismo despótico, que provocam, por sua vez, as mudanças climáticas.

Diante desse quadro, é preciso limitar o colapso dos ecossistemas e há uma única opção, segundo Francisco: arrependimento e mudança dos estilos de vida e dos modelos de consumo e produção. Não só em âmbito individual, mas também comunitário. Essa catástrofe ecológica, afirma o Pontífice, merece a mesma atenção que outros desafios globais, como as graves crises sanitárias e os conflitos bélicos.

Por isso, o papa cita dois eventos de fundamental importância promovidos pelas Nações Unidas: a COP27 sobre o clima, programada para o mês de novembro no Egito, e a COP15 sobre a biodiversidade, que será realizada em dezembro, no Canadá. […]

A mensagem conclui-se com um convite de Francisco, para que neste “Tempo da Criação” as cúpulas COP27 e COP15 possam unir a família humana. “Choremos com o grito amargo da criação, escutemo-lo e respondamos com os fatos para que nós e as gerações futuras possamos ainda alegrar-nos com o canto doce de vida e de esperança das criaturas.”

(Vatican News)

Nota do pastor Sérgio Santeli:

Está bem claro que o mundo chegou a um beco sem saída:

  • A hegemonia norte-americanaestá abertamente sendo desafiada pela parceria Rússia/China.
  • Os movimentos revolucionários (marxismo/progressismo identitário/ECOmenismo) juntos estão implodindo o americanismo (governo sem rei e sem papa) e a cultura judaico/cristã.
  • A Teologia do Domínio nos EUA está contra-atacando e tem perseguido seu objetivo de dominar os sete montes (governo/economia/artes/mídia/educação…).
  • A guerra na Ucrânia está sendo astutamente usada pelos poderosos da Terra para levar o mundo a uma depressão econômica, abrindo caminho para uma guerra no Oriente Médio e norte da África (Dn 11:40-45).
  • Roma e os poderosos da Terra (mercadores) estão levando o mundo ao caos com o propósito explícito de fomentar o Great Reset. O slogan utilizado “Building Back Better” é claro: um novo poder mundial centralizado, uma nova economia digital assistencialista, e uma nova religião mundial com DNA revolucionário.
  • O ECOmenismo sendo usado por Roma como cunha para a imposição da Lei Dominical (iniciação planetária do luciferianismo) – a esperada restauração da supremacia de Roma.

Leia também: “Pope Francis urges world leaders to act on extreme weather”, “Why I pledge to embrace Sabbath rest”, “Humanity has ‘moral obligation’ to fight climate change, pope says” e “Banning Sunday driving and lowering motorway speed limit part of plan to reduce oil demand”

Site católico pede que fiéis respeitem a Laudato Si e guardem o domingo

A sugestão é de que os 70 milhões de católicos norte-americanos levem a sério o descanso dominical

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Há um passo gigantesco que o povo de Deus pode dar no próximo fim de semana para beneficiar o clima da Terra. É simples, fácil, todo mundo é capaz de fazer e, o melhor de tudo, envolve fazer menos e não mais. Não sou cientista do clima, mas sei disso: se 70 milhões de católicos americanos abraçassem a encíclica do Papa Francisco, Laudato Si’ (sobre os cuidados com a criação), e honrassem o Dia do Senhor [sic] seguindo o terceiro mandamento, veríamos um queda drástica dos gases de efeito estufa. Não temos muito tempo: o Guardian informou que as temperaturas dos oceanos em 2021 foram as mais quentes da história. Todos nós queremos fazer alguma coisa, mas o problema é tão grande que desanimamos. A reciclagem não mexe com a alma. E a tecnologia não impedirá que a imensa geleira Thwaites, do tamanho da Inglaterra, se desfaça em um oceano Antártico em aquecimento.

Então, o que uma pessoa pode fazer? Não muito, mas 70 milhões de católicos norte-americanos poderiam fazer a diferença no Shabbat [domingo, para eles], reduzindo muito o carbono na atmosfera literalmente fazendo menos. Se você está esperando que Deus nos salve, é tarde demais. Ele nos disse o que fazer, escrevendo com o dedo em uma tábua de pedra há vários milhares de anos.

Como seria honrar o sábado?

— Adoração e oração, como de costume.

— Nada de compras. Com vidas humanas em jogo, é tão difícil comprar apenas durante os seis dias?

— Nada de dirigir. A Hedges & Company estima cerca de 1,446 bilhão de veículos na Terra em 2022, com 19% nos Estados Unidos. Sempre que possível, use o transporte público. Proibir veículos comerciais aos domingos teria um grande impacto. Existe uma boa razão para não podermos caminhar, andar de bicicleta, ônibus ou ir à igreja?

Sem trabalho, exceto serviços essenciais. Deus deu instruções claras: “Assim, Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nele Deus descansou” (Gn 2:3).

— Recreação, passar tempo com a família e amigos enquanto reduz o uso do carro.

Sim, isso atrapalharia a economia. Então, atrapalhamos a economia ou destruímos nossa casa comum? E, sim, precisamos olhar para todas as atividades humanas que causam danos, mas vamos começar honrando o Shabbat [domingo], criando um começo poderoso e inspirador.

Abraçar o sábado ajudaria a criar um tempo real de descanso neste mundo cansado, um tempo de viagem interior, permitindo-nos entrar mais facilmente na música e nos tornarmos alegres.

Algo está muito errado e não há muito que uma pessoa possa fazer para reduzir a ameaça, mas se 70 milhões de católicos ouvissem as palavras do papa Francisco na Laudato Si’ e honrassem o sábado, todos nós poderíamos entrar na música e trazer alegria para nossa Mãe Terra. E tudo o que se exige é que façamos menos – mas façamos juntos um dia por semana.

Weiss é paroquiano da Igreja St. Charles Borromeo em Arlington e autor de “Touching The Rainbow Ground: Eight Steps To Hope”, um livro de memórias de seu ministério de 30 anos para crianças nas Américas.

(Paul Weiss, The Arlington Catholic Herald)

Nota: Os recados não param de ser dados e os apelos não param de ser feitos. A proposta é boa, e por isso mesmo vem ganhando o mundo desde que a Laudato Si foi publicada, e mesmo antes disso (acompanho o tema desde 2005). Note que eles sempre aplicam ao domingo os conceitos bíblicos ligados ao sábado, e que a linguagem da ecoteologia panenteísta pagã sempre está ali: “Mãe Terra”. O ECOmenismo é um movimento sem barreiras; um verdadeiro “laço de união universal”. Saiba mais sobre o assunto assistindo aos vídeos abaixo. [MB]

ECOmenismo: 15 anos depois

A Teologia da Libertação, o Evangelho Social, as teologias identitárias, e agora a Ecoteologia são exemplos de “cultos revolucionários” se infiltrando nas igrejas cristãs

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Em abril de 2007 nascia através de neologismo a palavra ECOmenismo (click aqui) para se referir ao movimento mundial com roupagem ambiental que então ganhava as redações dos grandes veículos de comunicação e começava a influenciar a opinião pública. Quinze anos depois, impulsionado por muita propaganda favorável, e por outro lado pela censura e cancelamento das vozes discordantes, esse movimento sociopolítico mostra sua verdadeira face: um “culto revolucionário” que pretende mudar a própria ordem social vigente, abrindo as portas para um governo mundial autocrático e uma nova religião universal.

Antes de prosseguirmos, é necessário separar alhos de bugalhos: cuidar do meio ambiente como mordomos responsáveis é uma coisa. Usar o tema como ferramenta de engenharia social para se obter o controle da sociedade é outra coisa completamente diferente. ECOmenismo tem tudo a ver com isso, mas não muito com aquilo. Nem tudo é o que parece ser. Há muitas ações legítimas e louváveis sobre o cuidado do meio ambiente que continuamos a apoiar: separação de lixo reciclável, diminuição de lixo produzido pelo mero consumismo, despoluição das águas, do ar, reflorestamento e preservação equilibrada das florestas, para mencionar apenas algumas. Mas nada que leve aos extremos: deificação da natureza ou exploração irresponsável dela.

Diversos pesquisadores científicos que divergiram da principal tese ECOmênica (CO2 antropogênico) foram perseguidos e cancelados. Como chegamos a esse ponto? Precisamos voltar 200 anos na história para achar a raiz de movimentos como esses que têm surgido com o pretenso propósito de restaurar a sociedade.

Em 1789, fruto de uma convulsão social, eclodiu na França a Revolução. Impulsionada por ideias iluministas, seu principal propósito era regenerar a sociedade, alterando as leis e mesmo a ordem social. Qualquer um que não apoiasse a Revolução era considerado um inimigo da pátria e da sociedade. Algumas características da Revolução Francesa foram copiadas e adaptadas por novos movimentos revolucionários surgidos desde então, como o marxismo, o progressismo identitário (gênero, “raça”, identidade) e o ECOmenismo:

1) Morte ao teísmo bíblico – A Revolução Francesa matou a Bíblia, tanto a visão de mundo bíblica quanto o próprio texto escrito (queimado em praça pública). Assim, também, os demais movimentos revolucionários têm adotado o mesmo procedimento de matar (desconstruir, rejeitar) a Bíblia (visão de mundo teísta). Temas como: Deus, criação, queda, salvação, heterossexualidade são constantemente rejeitados ou desconstruídos para se acomodar a visão de mundo “revolucionária”.

2) Nova razão para a Queda – Todos os movimentos (cultos) revolucionários desde a Revolução Francesa até o atual ECOmenismo têm como característica comum elevar um problema social ao status de razão maior da queda. Ou seja, no teísmo bíblico o maior problema da humanidade é o pecado que reside na própria natureza humana. Já nos “cultos” revolucionários se elege um problema social ou uma condição social favorita como raiz de todos os males do mundo, seja a desigualdade social, o racismo, a propriedade privada, o matrimônio heterossexual, o machismo, e agora também o ecocídio (destruição do planeta). E, em nome de restaurar novamente o paraíso na Terra, buscam solucionar tal problema ou condição social passando por cima de tudo e de todos.

3) Novo tipo de salvação – Uma das principais palavras encontradas nos documentos da Revolução Francesa é “regeneração”. Os revolucionários de então buscavam a todo custo regenerar a sociedade. Algo em comum também com os revolucionários modernos: restaurar o coletivo ao invés de restaurar o indivíduo. E isso através da mudança de leis e até da mudança da própria ordem social. Como consequência, o bem comum sempre é colocado à frente do bem individual. Nesse contexto, é comum em nome de uma suposta “tolerância” perseguir os discordantes.

Os “cultos revolucionários” têm se infiltrado no próprio meio cristão, alterando a própria essência do teísmo bíblico. A Teologia da Libertação, o Evangelho Social, as teologias identitárias, e agora a Ecoteologia são exemplos de “cultos revolucionários” se infiltrando nas igrejas cristãs, fazendo surgir desse sincretismo um “outro evangelho”.

(Pastor Sérgio Santeli; Minuto Profético)

Nota: Conheci o pastor Sérgio Santeli em 2006, quando iniciamos juntos o mestrado em Teologia no Unasp. Conversávamos muito sobre os temas tratados no pequeno artigo acima, de autoria dele. Nessas conversas e em nossos estudos (que já duram 15 anos), identificamos as estratégias e os interesses por trás dos movimentos ambientalistas – pauta a qual Santeli passou a chamar de “ECOmenismo” (sim, ele é o “pai” do neologismo). Ao longo destes anos, lemos dezenas de livros, analisamos centenas de artigos e notícias, e divulgamos os resultados de nossas reflexões nos blogs Minuto Profético, Criacionismo (esses dois criados quase na mesma época, também em 2006) e OutraLeitura, sem contar os vários vídeos em meu canal (confira aqui). Até entrevista para a Folha de S. Paulo eu concedi sobre esse tema (leia aqui). Quem tiver interesse de analisar os dados acumulados e a bibliografia indicada perceberá que não se trata de ilação nem de conspiracionismo. São fatos que ajudam a formar um possível cenário para a aprovação de leis dominicais. O elemento inesperado jamais concebido há uma década e meia é a simpatia de alguns adventistas progressistas por correntes ideológicas e teológicas como a Ecoteologia panenteísta bem representada pela carta apostólica dominguista Laudato Si, pelo documento do Sínodo da Amazônia e por ideólogos como Leonardo Boff. [MB]

Em meu canal, o primeiro vídeo sobre ECOmenismo data de janeiro de 2009. Veja abaixo:

E o vídeo a seguir foi apresentado durante um encontro de médicos adventistas de todo o Brasil, no fim do ano passado:

P.S.: Em todas as minhas palestras e em meus vídeos sobre ECOmenismo sempre procurei deixar bem claras duas coisas: (1) decisões ECOmênicas têm criado um cenário provável/possível para a aprovação de leis dominicais, e (2) denunciar as ideologias por trás das bandeiras ECOmênicas não significa negar a necessidade de atitudes e políticas que ajudem a preservar o meio ambiente. Sugerir ou mesmo afirmar que tanto o pastor Santeli quanto eu seríamos “antiecológicos” por apresentar as conclusões de nossos estudos é usar de muita desonestidade intelectual, para dizer o mínimo. Para aqueles que realmente quiserem conhecer a verdade dos fatos há vasto material comprobatório. [MB]

O Sínodo da Amazônia, a ecoteologia e o domingo climático

IEA pede domingos sem carros para mitigar crise global de abastecimento de petróleo

petroleo

A Agência Internacional de Energia pediu na sexta-feira que os governos promulguem medidas, incluindo domingos sem carros, para reduzir o consumo global de petróleo dentro de meses, após temores de oferta decorrentes da invasão da Ucrânia pela Rússia. A agência também pediu ao grupo Opep+ de nações produtoras de petróleo, liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia, que ajude a “aliviar a tensão” nos mercados, enquanto diz que o mundo está enfrentando o maior choque de oferta “em décadas”.

A eclosão da guerra na Ucrânia fez com que os preços dos combustíveis disparassem, já que grandes economias, como EUA e Canadá, sancionam a Rússia e proíbem suas importações de petróleo.

A agência alertou no início desta semana para o risco de uma crise global de abastecimento, já que grandes empresas petrolíferas, tradings, empresas de navegação e bancos evitam a Rússia.

As medidas, apresentadas em conjunto com o governo francês, podem reduzir o consumo em 2,7 milhões de barris por dia.

As economias avançadas consomem atualmente entre 44 e 45 milhões de barris por dia, segundo estimativas da agência. Juntas, as economias avançadas do mundo respondem por “cerca de 45% da demanda global de petróleo”, disse.

As propostas, voltadas principalmente para o transporte, incluem redução dos limites de velocidade, trabalho em casa três dias por semana, domingos sem carros, transporte público mais barato e maior uso de trens de longa distância em vez de aviões. […]

“Como resultado da terrível agressão da Rússia contra a Ucrânia, o mundo pode estar enfrentando seu maior choque de oferta de petróleo em décadas, com enormes implicações para nossas economias e sociedades”, disse o diretor-executivo da agência, Fatih Birol, em comunicado. […]

(The National News)

Nota: Bons motivos para o descanso dominical vão se acumulando ano após ano. Durante a pandemia, ficou evidente que a natureza sofreu impacto positivo dos lockdows, reforçando a proposta do “domingo climático”. Agora é a crise do petróleo que reforça o coro por um domingo sem automóveis. O caminho para legislações nesse sentido vai sendo preparado. [MB]

Leia mais sobre ECOmenismo e domingo climático aqui.

Papa pede urgência na criação de leis para combater aquecimento global

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 26), o papa Francisco pediu aos parlamentares italianos e da União Europeia que se deixem guiar pela responsabilidade e a solidariedade. O pontífice participou de um encontro promovido pela Câmara dos Deputados italiana em preparação para a conferência que acontecerá de 31 de outubro a 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia. Francisco enfatizou que é urgente criar “leis sábias e justas que superem as estreitas barreiras de muitos ambientes políticos e possam chegar a um consenso adequado o mais rápido possível e fazer uso de meios confiáveis e transparentes” para combater a emergência climática. “Devemos isso aos jovens, às futuras gerações que merecem todo o nosso compromisso para poder viver e ter esperança”, ressaltou. […]

[Continue lendo a matéria no site da revista Veja.]

Vaticano realiza encontro de fé e ciência em preparação para a Cop26

Autoridades religiosas e cientistas dão apoio à Laudato Si, do papa Francisco.

O encontro no Vaticano sobre fé e ciência reúne líderes religiosos e cientistas. O foco é um apelo aos participantes da Cop26, a conferência climática anual da ONU programada para ser realizada em Glasgow, Escócia, de 31 de outubro a 12 de novembro. A Cop26 será organizada pela Grã-Bretanha em parceria com a Itália. “A iniciativa”, recorda a Sala de Imprensa da Santa Sé em uma declaração, “surgiu sob proposta das embaixadas britânica e italiana junto à Santa Sé.” Foi levada avante em conjunto com a Santa Sé. Foi então desenvolvido através de encontros virtuais mensais, que começaram no início deste ano. Um percurso no qual líderes religiosos e cientistas puderam compartilhar suas preocupações e desejos de maior responsabilidade para o planeta e para a mudança que é necessária.

O caminho traçado nos últimos meses resultou em um apelo conjunto assinado pelos líderes religiosos durante o encontro no Vaticano na manhã de 4 de outubro, no qual o papa Francisco entregou o apelo nas mãos de Alok Kumar Sharma, presidente designado da Cop26, e Luigi Di Maio, ministro das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália.

O programa dos trabalhos do dia 4 de outubro incluiu, entre outras coisas, na abertura, a leitura de algumas passagens do apelo dos líderes religiosos à Cop26. Sucessivamente o apelo foi então assinado pelos líderes religiosos. Após um momento de oração e uma saudação do secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, o papa Francisco discursou. À tarde houve uma sessão a portas fechadas na Embaixada da Itália junto à Santa Sé.

Na quinta-feira, 30 de setembro, concluiu-se outro evento importante. No centro de conferências Mico em Milão realizou-se o Youth4Climate, a conferência dos jovens sobre o clima organizada pelo governo italiano como um evento introdutório à Pré-Cop26. Esta última é a reunião de ministros do Meio Ambiente em preparação para à Cop26.

(Vatican News)

Nota: Cientistas de renome internacional estiveram hoje no Vaticano dando apoio à Laudato Si, que, assim, ganha cada vez mais apoio das autoridades mundiais. Quais as implicações proféticas disso? Para entender, assista ao vídeo abaixo. [MB]