“Ecocídio”: papa Francisco quer introduzir o “pecado ecológico” no catecismo

papaO papa Francisco anunciou que a Igreja Católica planeja introduzir o “ecocídio” ou “pecado ecológico” no catecismo, “já que o comportamento contra o meio ambiente causa danos à casa comum”, disse Bergoglio durante seu discurso no XX Congresso Internacional da Associação de Direito Penal, realizado em Roma na semana passada, informou a Europa Press. Durante o congresso, o papa definiu o “novo pecado” como qualquer “ação ou omissão que se manifesta em atos e hábitos de poluição e destruição da harmonia ambiental”. O papa então avisou que estava observando um comportamento “suicida” por parte de um sistema econômico mundial que transformou o planeta em um “depósito de lixo”. Além disso, Francisco disse que “o estilo de vida atual é insustentável” e denunciou o “mecanismo consumista compulsivo” que contribui para a destruição do planeta.

Em suas recentes declarações sobre o conceito de “ecocídio”, Bergoglio não se afastou dessa posição. Ele afirmou que “a Igreja planeja introduzir um ‘pecado ecológico’ contra a casa comum no catecismo da Igreja Católica, porque é uma obrigação”.

Bergoglio disse que o “ecocídio” é entendido como “a contaminação maciça de ar, terra e recursos hídricos, destruição em larga escala da flora e fauna e qualquer ação capaz de produzir um desastre ecológico ou destruir um ecossistema”. “Um senso elementar de justiça imporia que alguns comportamentos, pelos quais as empresas são geralmente responsáveis, não sejam deixados sem punição. Em particular, todos aqueles que podem ser considerados ‘ecocídios’”, disse o papa Francisco durante sua reunião com criminalistas.

Ele acrescentou que o mundo está enfrentando “crimes contra a paz”, que devem ser reconhecidos como tal pela comunidade internacional. “Nessa circunstância, e através dela, eu gostaria de chamar todos os líderes e líderes do setor para contribuir com seus esforços para garantir a proteção legal adequada de nossa casa comum”, acrescentou o papa.

No documento final do Sínodo da Amazônia, os bispos insistiram precisamente na necessidade de definir o pecado ecológico “como uma ação ou omissão contra Deus, contra outros, a comunidade e o meio ambiente, que se manifesta em atos e hábitos de poluição e destruição da harmonia do meio ambiente, bem como na transgressão contra os princípios da interdependência e a ruptura das redes de solidariedade entre criaturas e contra a virtude da justiça”.

No final do Sínodo, os bispos também insistiram em criar “ministérios especiais” para a promoção da Ecologia Integral no nível paroquial e em cada jurisdição eclesiástica, cujas funções incluem, entre outros, o cuidado do território e das águas, bem como a promoção da encíclica “Laudato Si”.

“A Ecologia Integral não é mais um caminho que a Igreja pode escolher para o futuro neste território, é o único caminho possível, porque não há outro caminho viável para salvar a região”, enfatizaram os bispos.

(Conexão Política)

Nota: É o caminho sendo preparado para que, no futuro, sejam consideradas pecadoras pessoas tidas como antiecológicas por não aceitar todos os decretos que visam supostamente à proteção do meio ambiente. Aliás, criar pecados é atribuição humana? [MB]

Sínodo da Amazônia: papa Francisco vai combater “pecado ecológico”

papaTerminou neste sábado 26 o Sínodo da Amazônia, um encontro promovido pela Igreja Católica para debater as questões ambientais e sociais da região da floresta. O evento teve início em 6/10 e reuniu bispos, padres, freiras, acadêmicos e membros de organizações internacionais representando os nove países da região amazônica. As discussões do Sínodo aconteceram na Cidade do Vaticano, em Roma. […] O papa Francisco é o pontífice que mais deu atenção às causas ambientais – e à importância dessas pautas para as populações mais vulneráveis. A encíclica Laudato Si [aquela que trata do descanso dominical como proposta para minimizar as agressões ao meio ambiente], de 2015, por exemplo, responsabiliza os bilionários pela devastação do meio ambiente.

No mesmo ano, em encontro com movimentos sociais em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, o papa Francisco declarou que é preciso apoiar os mais pobres com os três “Ts”: terra, trabalho e teto. […]

O documento final do encontro, publicado no sábado 26/10, denunciou as “ameaças à vida” na Amazônia e afirmou que a verdadeira defesa da floresta depende do combate ao “pecado ecológico”: “Propomos definir o pecado ecológico como uma ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o meio ambiente. É um pecado contra as gerações futuras e se manifesta em atos e hábitos de contaminação e destruição da harmonia do ambiente, transgressões contra os princípios da interdependência e a ruptura das redes de solidariedade entre criaturas e contra a virtude da justiça.”

mae terra

“Todos os participantes expressaram uma grande consciência da dramática situação de destruição que afeta a Amazônia. Isso significa o desaparecimento do território e dos seus habitantes, especialmente os povos indígenas”, diz o documento. “A floresta amazônica é um ‘coração biológico’ para a Terra cada vez mais ameaçada. Ela está em uma corrida desenfreada rumo à morte. Requer mudanças radicais com grande urgência, uma nova direção que permita salvá-la. Está cientificamente comprovado que o desaparecimento do bioma da Amazônia terá um impacto catastrófico para todo o planeta.”

O texto também ataca a “apropriação e privatização dos bens da natureza”, como a ação de madeireiros, a caça desenfreada, a contaminação causada pela indústria e as mudanças climáticas.

Leia o texto completo do documento final do Sínodo da Amazônia no site Vatican News.

(Conversa Afiada)

“Ensinava-se-lhe ser o papa seu mediador terrestre, e que ninguém poderia aproximar-se de Deus senão por seu intermédio; e mais ainda, que ele ficava para eles em lugar de Deus [único que pode dizer o que é pecado] e deveria, portanto, ser implicitamente obedecido” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 55).

Cientistas apoiam desobediência civil para combater mudanças climáticas

Breathe In BathQuase 400 cientistas endossaram uma campanha de desobediência civil destinada a forçar os governos a tomar medidas rápidas para combater as mudanças climáticas, alertando que o fracasso poderia infligir “sofrimento humano incalculável”. Em uma declaração conjunta, cientistas climáticos, físicos, biólogos, engenheiros e outros de pelo menos 20 países romperam com a cautela tradicionalmente associada à academia para apoiar manifestantes pacíficos. Usando jalecos brancos de laboratório para simbolizar suas credenciais de pesquisa, um grupo de cerca de 20 dos signatários se reuniu no sábado para ler o texto fora do centenário Museu de Ciências de Londres, no sofisticado distrito de Kensington. “Acreditamos que a inação governamental contínua sobre a crise climática e ecológica agora justifica protestos pacíficos e não violentos e ação direta, mesmo que isso vá além dos limites da lei atual”, disse Emily Grossman, cientista com PhD em Biologia Molecular. Ela leu a declaração em nome do grupo.

“Apoiamos aqueles que se levantam pacificamente contra governos de todo o mundo que não conseguem agir proporcionalmente à escala da crise”, disse ela.

A declaração foi coordenada por um grupo de cientistas que apoia a Extinction Rebellion, uma campanha de desobediência civil que se formou na Grã-Bretanha há um ano e que desde então desencadeou ramificações em dezenas de países. […]

Embora muitos cientistas tenham evitado o debate político, temendo que ser percebidos como ativistas pudesse minar suas reivindicações de objetividade, os 395 acadêmicos que assinaram a no domingo optaram por desafiar a convenção. “A urgência da crise agora é tão grande que muitos cientistas sentem, como seres humanos, que agora temos o dever moral de tomar ações radicais”, disse Grossman à Reuters. […]

A Extinction Rebellion está alinhada com um movimento de greve escolar inspirado pela ativista adolescente sueca Greta Thunberg, que mobilizou milhões de jovens em 20 de setembro. Espera que o apoio dos cientistas à urgência de sua mensagem e seu abraço à desobediência civil reforcem sua legitimidade e consiga mais voluntários. […]

(Reuters)

Nota: Quando religiosos liderados pelo próprio papa, políticos, influenciadores, a mídia, a nova geração e cientistas se unem com a certeza de que têm um “dever moral de tomar ações radicais”, podemos esperar que algo realmente aconteça. E provavelmente vai. [MB]

Sínodo, Greta Thumberg, reunião mundial com o papa: entenda o momento atual

Ambientalismo é a nova religião mundial – e eu disse isso há dez anos

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Deu no site “Senso Incomum”: “Agora que Greta Thunberg se tornou o maior meme de toda a história universal dos memes, num mundo com aquecimento de memes global, o ambientalismo definitivamente caiu em desgraça, ou melhor, ficou sem graça, sendo visto finalmente como o que é: uma nova modinha monga, igual ao emo, pior do que A Banda Mais Bonita da Cidade, que dá para levar menos a sério do que as críticas sociais do Charlie Brown Jr. Greta, a menina com síndrome de Aspenger, nem faz ideia do que está fazendo, de quem manda em sua agenda, de qual dinâmica de poder está em disputa em seu discurso sobre ‘sonhos’. ‘How dare you?!’

“Mas a pequena sueca empoderada e podre de rica que certamente ganhará o Nobel da Paz por ter sonhos (que sonhos?) roubados (por quem?) e que observará políticos (vai descer a porrada neles?) tem um discurso cirurgicamente escrito por outras pessoas, que sabem com precisão milimétrica o que querem atingir. Alguém sabe quais são as medidas da ONU recentes sobre meio ambiente? O que foi decido e acordado da Rio 92 até hoje, e o que querem com isso? Quais são os documentos sobre clima, ambiente e ecologia, e o que preconizam além das questões climáticas, que não são nada além da superfície das questões políticas envolvidas?

“O ambientalismo, com todo o seu discurso apocalíptico, com seu código de conduta, com sua adoração à natureza (e sua sacralização, num panteísmo moderno com nomes edulcoradamente ‘científicos’, como ‘aquecimento global’ ou ‘consenso científico’), é hoje uma das maiores religiões do mundo – e ainda capaz de se infiltrar em outras religiões.

“Qual a mudança radical – e global – de comportamento que está sendo não apenas pressuposta, mas imposta? Por que o discurso de Greta, por mera coincidência, coincide quase à perfeição com um documento da UNESCO? O que são acordos como a Carta da Terra, que prevê um ecumenismo global (sic) como sucedâneo religioso para todo o planeta, e os que julgam que ‘globalismo’ é uma mera ‘teoria da conspiração’ nem fazem ideia de que é um documento da ONU, implantado a passos apressados?”

Interessante ver como analistas políticos, pensadores seculares e estudiosos de tendências têm notado agora coisas que há dez anos pouquíssimos estudantes das profecias bíblicas e dos escritos de Ellen White já estavam percebendo.

Em 2007, o pastor Sérgio Santeli postou em seu blog a série “ECOmenismo: uma verdade inconveniente”. Em 2008, postei em meu canal um vídeo (dividido em quatro partes) sobre a relação entre decreto dominical e ambientalismo (veja aqui, aqui, aqui e aqui). Em setembro de 2009, a Revista Adventista publicou este texto de minha autoria – foi a primeira vez que o neologismo “ECOmenismo” apareceu na literatura adventista oficial:

21731_RAnov09.inddAquecimento global é a nova religião

“O título acima apareceu no site Opinião e Notícia, com o seguinte comentário: ‘É o que diz um renomado geólogo australiano, para quem as alterações climáticas são uma farsa perpetuada por ambientalistas. Ian Plimer, professor de geologia da mineração na Universidade de Adelaide, chega mesmo a dizer que a ideia do aquecimento global virou a nova religião para as elites urbanas dos países ricos [grifo meu]. Ele é um crítico do chamado ‘aquecimento global antropogênico’ – ou seja, produzido pelo ser humano – e da ortodoxia ambiental corrente, segundo a qual o fenômeno pode ser revertido por meio da redução da poluição atmosférica.

“Para Plimer, o aquecimento global é algo natural, com muitos precedentes na história do Planeta. Ele não é o primeiro cientista renomado a dizer isso, mas dá mostras de que não irá se dobrar ante a pressão do ‘jacobinismo ambiental’.

“O que Plimer parece não saber é que o ambientalismo, também chamado por alguns de ECOmenismo, está ajudando a unir movimentos, grupos e instituições tão díspares como o Vaticano e cientistas ateus em torno de um mesmo ideal: salvar a Terra da destruição. E eles têm até uma proposta: parar um dia na semana para que o Planeta possa ‘descansar’. Que dia será esse?”

Se quiser saber mais sobre o ECOmenismo e as implicações proféticas da atual explosão da pauta ambientalista, assista aos vídeos abaixo. [MB]

Cientista sueco defende canibalismo para combater aquecimento global

Magnus-SoderlundO mais novo método para salvar o mundo foi anunciado no dia 3 de setembro, na TV4, da Suécia.[1] Enquanto alguns já se alimentam exclusivamente de luz,[2] ou de plantas, ou mesmo de insetos[3] para salvar o mundo (sem se importar se vão condenar a humanidade defendendo os “benefícios” de sua escolha), o cientista sueco Magnus Söderlund chegou a um novo patamar de bizarrice: ele defende o canibalismo para combater o aquecimento global. Falando sobre a “gastronomia do futuro”, o cientista defendeu para o progresso do nosso cotidiano um hábito que soa mais como um regresso para práticas desesperadas neanderthais[4] ou mesmo animais.[5] E ele não se importa em parecer advogar pelos interesses de zumbis quando parte para o ataque: “O principal obstáculo para essa proposta é o tabu sobre o consumo de restos humanos.” Ele continua dizendo que a maior parte das pessoas é “bem conservadora” quando o assunto é consumir comida a que eles não estão acostumados, como carne humana.[6]

Várias perguntas foram feitas na matéria para induzir o telespectador a pensar mais sobre o assunto. “Os humanos são egoístas demais para conseguir viver de forma sustentável? O canibalismo é a solução para a sustentabilidade alimentícia do futuro? A Geração Z tem respostas para os nossos desafios alimentares? Os consumidores podem ser levados a fazer a escolha certa?” E Söderlund responde: “Eu fico meio hesitante. Mas tenho que confessar […] [que] eu estaria aberto a pelo menos experimentar.”[7] Falando assim, tenho certeza que os vendedores de “coxinha humana” de Garanhuns[8] não estariam presos, mas, sim, ricos, se dependessem dele.

Söderlund, no entanto, não é o primeiro cientista a defender a tese. Dois psicólogos disseram no site da Newsweek, em 20/8/2019, que o canibalismo é um preconceito que existe por falta de “adaptação ao desconhecido”.[9] Richard Dawkins, o famoso biólogo e defensor do ateísmo, publicou um tweet em 3/8/2018 sugerindo o canibalismo de carne humana criada em laboratório.[10] No Brasil, a tese de que o nojo sobre o canibalismo foi um mero preconceito para justificar o imperialismo europeu sobre os indígenas já começou a ganhar espaço.[11] É de cair o queixo, mas é verdade. Eu coloquei várias referências e leituras adicionais nas fontes para o leitor checar. A mania de culpar a pecuária pelo suposto aquecimento global passou de todos os limites do tolerável.

Já que o cientista sueco defende tacitamente que perguntar não machuca, eu também tenho algumas perguntas para quem estiver tão chocado quanto eu. Será que tem alguém muito interessado em minar a economia vinda da nossa pecuária? Será que tem alguém muito interessado em diminuir as capacidades musculares de nossa gente, limitando nosso acesso à proteína? Seria o aquecimento global uma fachada para uma agenda que visa à nossa fraqueza? Seria o aquecimento global um consenso científico tão forte que justificasse até mesmo a violação de cadáveres? Será que os defensores do canibalismo entregariam seus próprios membros em defesa da causa?

Por enquanto, não podemos responder a nenhuma dessas questões. Mas que o país inteiro comece a parar de especular e comece a procurar os nomes dos reais interessados nessa loucura para nos ajudar a esclarecer esse caso de uma forma verdadeiramente científica. Num futuro não muito distante, poderemos ser obrigados a viver de mascar pessoas, insetos, ou mesmo de fazer a “dieta da luz” por força de lei, já que essa propaganda se encaixa perfeitamente na descrição da tática do uso de “poder suave”,[12] por motivos que ainda desconhecemos.

Infelizmente, para nós, a era da pseudociência e do ceticismo seletivo ainda está longe de acabar. “Dicentes enim se esse sapientes stulti facti sunt…”

(Renato Rabelo é pesquisador independente de inteligência militar e tradutor; Terça Livre)

canibalismoFontes:

[1] Vídeo original da entrevista (em sueco): https://www.tv4.se/efter-fem/klipp/forskaren-unders%C3%B6ker-m%C3%B6jligheten-att-%C3%A4ta-m%C3%A4nniskok%C3%B6tt-finns-m%C3%A5nga-tabun-12496854

[2] Matéria sobre pessoas que supostamente “vivem de luz”: https://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/viver-de-luz-como-e-sobreviver-apenas-de-oxigenio-e-luz-solar/

[3] “Para combater aquecimento global, Brasil estuda incluir insetos na dieta do povo”: https://super.abril.com.br/blog/planeta/para-combater-aquecimento-global-brasil-estuda-incluir-insetos-na-dieta-do-povo/

[4] Artigo sobre como Neanderthais praticavam canibalismo supostamente por causa do aquecimento global (em inglês): https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0305440318304680?

[5] Matéria sobre o canibalismo entre ursos polares supostamente causado pelo aquecimento global: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/flagrante-de-canibalismo-de-ursos-polares-alerta-sobre-aquecimento-3418035

[6] Matéria com trechos de sua fala (em inglês): https://voiceofeurope.com/2019/09/eating-human-flesh-could-save-the-planet-swedish-university-professor-says/ Outra matéria, ainda mais detalhada, pode ser encontrada aqui: https://www.standard.co.uk/news/world/scientist-suggests-eating-human-meat-to-tackle-climate-change-a4230561.html

[7] Perguntas da matéria sobre canibalismo (em inglês): https://www.washingtontimes.com/news/2019/sep/6/cannibalism-whacked-scientist-says-eating-humans-c/

[8] Matéria sobre os cozinheiros de salgados humanos: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/04/em-pe-suspeitos-de-mortes-vendiam-salgados-de-carne-humana-diz-policia.html

[9] Matéria da Newsweek dos psicólogos em defesa do canibalismo: https://www.newsweek.com/cannibalism-animal-kingdom-ultimate-taboo-humans-1455287

[10] O biólogo Richard Dawkings defende o canibalismo (em inglês): https://twitter.com/RichardDawkins/status/969939225180364805?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E969939225180364805

[11] A estranha tese de “preconceito imperialista” do canibalismo no Brasil: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-canibalismo-antropologia.phtml

[12] Ver o livro Poder Suave, de Franthiesco Ballerini.

Nota do amigo Marco Dourado: Velho método dos engenheiros psicossociais a serviço dos globalistas:

1) Divulga-se a proposta para que ela seja inicialmente recebida pelo senso comum com indignação, incredulidade e deboche.

2) Depois, amplia-se o debate sobre o tema no meio acadêmico.

3) A seguir banaliza-se o assunto através da divulgação progressiva na mídia até ser incorporado ao cotidiano como um assunto qualquer.

4) Então publicam-se estudos considerados sérios por entidades tidas como respeitáveis.

5) Dá-se início a experimentos pilotos apresentando suas supostas vantagens e viabilidade.

6) Por fim acusam-se os críticos de intolerantes – posteriormente fóbicos –, até que a opinião pública, intoxicada pela discussão do tema e temendo o estigma por refutá-lo, acaba aceitando e assimilando passivamente, talvez até endossando-o com convicção.

Esse check-list leva geralmente no máximo uma geração para ter seu ciclo completado com sucesso.

Lembre-se: a aberração civilizicida de ontem será o direito inalienável de amanhã.

Tem sido sempre assim nos últimos 60 anos.

Folha de S. Paulo entrevistou Michelson Borges sobre criacionismo e aquecimento global

GlobalWarmingNo dia 4 de março de 2010, Reinaldo José Lopes, então repórter do jornal Folha de S. Paulo, procurou o jornalista Michelson Borges, propondo uma entrevista sobre criacionismo, ambientalismo e mudanças climáticas. A matéria (clique aqui para lê-la) e a entrevista foram publicadas no caderno Mais! da Folha do dia 7 de março. Leia aqui na íntegra a entrevista concedida por Michelson há nove anos e que, neste momento, se mostra mais atual do que nunca:

Reinaldo: Você me disse que concordava que havia uma aproximação entre as duas posições – a favor do criacionismo e contra a tese da mudança climática antropogênica. Por que você acha que essa convergência está ocorrendo?

Michelson: A convergência se dá simplesmente pelo fato de que os criacionistas, no esforço por se pautarem por pesquisas fidedignas e dados concretos, se deram conta, já há algum tempo, de que estava havendo certo exagero na questão do aquecimento antropogenicamente causado. Na verdade, entendo ser esse o exercício do bom ceticismo: não aceitar certos consensos até que haja evidências seguras. No entanto, é bom que fique claro que os criacionistas não negam a mudança climática, tampouco a parcela de contribuição humana nisso. Contudo, os que têm estudado o assunto perceberam que o aquecimento global não é totalmente provocado pelo ser humano. Trata-se de um fenômeno natural para o qual a ciência ainda não tem um modelo que possa ser corroborado pelas evidências ou não. Recentemente, parece que certos veículos da grande imprensa também estão se dando conta disso.

O fato de que essas posições estão ganhando voz é um sintoma de uma crise de confiança generalizada em relação à ciência, em sua opinião?

Não creio que isso conduzirá a uma crise de confiança na ciência. E nem deveria. A ciência avança assim mesmo: com hipóteses, teorias e revisões de dados que podem levar a conclusões totalmente diferentes das hipóteses propostas inicialmente. É preciso haver abertura para essas revoluções científicas (como diria Thomas Kuhn), a fim de que se evitem os “dogmas” e se impeça que certas teorias acabem blindadas e protegidas das discussões. Além disso, não seria justo jogar por terra os benefícios trazidos à humanidade em decorrência do desenvolvimento científico. Mas fica o alerta de que não devemos aceitar qualquer tipo de consenso apenas porque existe certa unanimidade científica, popular ou por parte da mídia.

Uma impressão que eu gostaria de saber se é verdadeira: parece que os meios cristãos (não católicos) brasileiros acompanham muito de perto as tendências e os temas de debate que nascem nos EUA. No caso dos adventistas, talvez isso seja natural porque se trata de uma igreja com raízes nos EUA. De qualquer maneira, se a minha impressão estiver correta, não lhe parece algo problemático que os adventistas e demais cristãos brasileiros aceitem um discurso que talvez tenha a ver com necessidades sociais e econômicas americanas (como o lobby do carvão e do petróleo), e não tanto com realidades religiosas?

No caso específico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, embora ela tenha, de fato, raízes norte-americanas, hoje se trata de uma igreja mundial, presente em praticamente todos os países e tendo como presidente um pastor norueguês [na época]. Por sinal, a maior presença adventista hoje está no Brasil, com cerca de 1,5 milhão de membros.

Os criacionistas do Brasil reconhecem que a controvérsia entre darwinistas e criacionistas nos Estados Unidos tem certo tom político, uma vez que muitos que defendem o criacionismo por lá fazem parte da chamada nova direita cristã, fortemente envolvida na vida política do país. Mas não podemos inferir disso que todos os criacionistas estão preocupados em impor suas ideias por via política e/ou jurídica.

Definitivamente, esse não é o caso no Brasil. Prova disso é a posição da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) com relação ao ensino do criacionismo nas escolas públicas: somos contra. Isso porque a entidade reconhece que vivemos num Estado laico e que o criacionismo bíblico tem um componente religioso, e entende que não há profissionais devidamente qualificados para o ensino do criacionismo, uma vez que esse tema ainda não é devidamente discutido nas faculdades, onde prevalece a visão darwinista naturalista. O que os criacionistas esperam é que se ensine um darwinismo crítico, apontando seus pontos fortes, mas sem deixar de lado suas insuficiências epistêmicas.

Qual a sua opinião, do ponto de vista teológico mesmo, sobre como se concilia a desconfiança que vocês mostram em relação ao ambientalismo e o papel de “jardineiro” da Terra que o homem recebe em Gênesis 1 e 2. Consideremos a hipótese de que os defensores do aquecimento antropocêntrico estejam corretos. Não seria dever de todo cristão mitigar os efeitos dele?

Desconfiar do exagero quanto à culpa humana no aquecimento e das intenções por trás de quem está orquestrando o assunto não tira de nós a responsabilidade de cuidar do meio ambiente. Para comparar: ao afirmarmos que certos interesses políticos foram levados adiante graças aos atentados terroristas do 11 de Setembro, não estamos dizendo, com isso, que o terrorismo não deva ser combatido em todas as suas formas.

De fato, os cristãos entendem que foram incumbidos por Deus de administrar a criação, não por motivações políticas ou movidos por algum tipo de crença pagã de que a Terra seria uma divindade. A motivação ecológica do cristão tem que ver com obediência ao Criador e respeito ao próximo, que passa pelo respeito ao meio ambiente, que é a “casa de todos”.

Se, de fato, órgãos como o Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas da ONU “maquiaram” informações sobre o aquecimento global supervalorizando a responsabilidade humana nesse fenômeno (lembre-se dos e-mails hackeados contendo evidências inequívocas de manipulação e do mea culpa de algumas autoridades em climatologia que recuaram publicamente de suas posições favoráveis ao aquecimento), a pergunta deve ser: Por que fizeram isso? Não quero dar a impressão de que estou lidando com teorias conspiratórias – que geralmente se alimentam não do que se sabe, mas do que apenas se suspeita, se insinua –, mas é sabido que a engenharia social é utilizada há um bom tempo como poderoso recurso de manipulação das massas, criando consensos artificiais e aprovando leis de interesse dos detentores do poder.

Por meio de matérias alarmistas veiculadas com insistência nos meios de comunicação, o medo de que a Terra estaria com seus dias contados foi alimentado. Aos poucos, vimos um fenômeno se desenvolvendo: o ambientalismo se tornando uma religião urbana de alcance mundial, tanto que alguns estudiosos do assunto passaram a chamar isso de ECOmenismo, ou seja, um movimento aglutinador ainda mais poderoso que o ecumenismo religioso promovido especialmente pela Igreja Católica. De uma hora para outra, católicos, evangélicos, espiritualistas, ateus e cientistas estavam empunhando juntos a bandeira verde, pensando em propostas para salvar o planeta da destruição – uma dessas propostas, inclusive, tem que ver com o descanso dominical, endossado até mesmo pelo jornal The Guardian, com a campanha “slow Sunday”. [Nessa época, Greta Thumberg era uma criança de sete anos, a encíclica papal Laudato Si não existia, nem se pensava que pudesse haver um sínodo ecossocialista.]

Fale sobre os aspectos escatológicos que os adventistas enxergam no movimento ambientalista. Em linhas gerais, por que os adventistas propõem um elo entre o ambientalismo e as expectativas escatológicas da igreja?

O movimento ambientalista atual tem “sabor” de neopaganismo, cujo slogan é “salvar a mãe Terra”. A pauta ambiental, ao que tudo indica, deve gerar uma mobilização interdenominacional em torno do domingo como dia de observância religiosa [o que o papa Francisco endossaria anos depois, na Laudato Si], tendo em vista que esse dia é tido como especial ou sagrado para a maioria dos cristãos.

Como lhe disse, os adventistas também têm um compromisso ambiental, mas baseado no amor ao próximo e na missão de, tanto quanto depender de nós, manter a “casa” em ordem até que Jesus venha realizar a remodelação completa do planeta, o que ocorrerá após a segunda vinda dEle. Ao contrário do que alguns possam pensar, ser advenista não significa aguardar o segundo advento de braços cruzados. Muito pelo contrário, seguindo as instruções de Jesus, devemos ser atuantes até o fim, ajudando a minorar o sofrimento das pessoas e as mazelas sociais. Para os adventistas criacionistas, a preservação do meio ambiente está inserida nesse contexto.