Consórcio de universidades promove a encíclica Laudato Si em âmbito acadêmico

Universidades ajudam a promover a encíclica dominguista do papa Francisco

catedra

A Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) passa a fazer parte da RED UNIVERSITARIA PARA EL CUIDADO DE LA CASA COMÚN, através da Cátedra Laudato Si, coordenada pelo Prof. Dr. Luiz Felipe Lacerda e vinculada à Pró-reitoria Comunitária e de Extensão. Criada em 2016, a rede atualmente é composta por aproximadamente 40 instituições de ensino superior da América Latina, com apoio de diferentes organismos nacionais e internacionais de fomento à pesquisa, ao ensino e à extensão. A Universidade Católica de Pernambuco é a primeira universidade Brasileira a ser convidada a compor essa rede.⠀

Esse consórcio busca impulsionar, no âmbito acadêmico, os elementos explicitados ao longo da encíclica Laudato Si de forma interdisciplinar e interinstitucional. A rede, por exemplo, protagoniza, no período de 2020-2021, a primeira especialização latino-americana de estudos superiores em Ecologia Integral e que caminha para sua segunda edição a partir do segundo semestre de 2021.

De acordo com o professor Luiz Felipe, “esta é uma adesão muito importante, que liga a Cátedra Laudato Si e a Católica a um conjunto muito forte e atuante de universidades, em toda a América Latina, que promovem ações acadêmicas pioneiras em prol da Casa Comum”. Com a adesão da Cátedra à Rede Universitária para o Cuidado da Casa Comum, estudantes da UNICAP passam a contar com bolsas e descontos para a realização da referida especialização; professores da UNICAP poderão ser convidados a participar do corpo docente das diferentes iniciativas dessa Rede; pesquisas e projetos desenvolvidos no âmbito da ecologia, das mudanças climáticas, dos direitos da natureza e outros temas correlacionados à Laudato Si passam a contar com projeção em canais de publicações científicas internacionais, entre tantos outros benefícios e oportunidades.⠀

Para saber mais:⠀
portal.unicap.br/ihu/laudato-si⠀
unlar.edu.ar⠀
ucongreso.edu.ar

Alemão prevê lockdown climático

Nota: Daí para um “lockdown semanal” (leia-se descanso dominical) será um “pulinho”.

EUA confirmam discurso do papa em cúpula climática e Biden se torna líder ambiental do planeta

Os dois estão alinhados na defesa da mesma bandeira climática ECOmênica

Biden

O papa Francisco também vai participar da Cúpula Climática de Líderes convocada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para discutir a crise ambiental no planeta. O evento acontece em 22 e 23 de abril, de forma virtual, e deve ter o desmatamento na Amazônia como um dos principais temas em pauta. Jorge Bergoglio, que já dedicou uma encíclica a questões ambientais e um Sínodo à Floresta Amazônica, vai falar na segunda sessão do dia de abertura da cúpula, assim como representantes do setor privado e da sociedade civil. A programação do evento foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelo Departamento de Estado dos EUA, e a sessão de inauguração será conduzida pelo presidente Joe Biden e por sua vice, Kamala Harris. “Essa sessão vai enfatizar a necessidade urgente de as principais economias do mundo fortalecerem suas ambições climáticas até a COP26 [em novembro] para manter sob seu alcance a meta de limitar o aquecimento a 1,5 ºC”, diz o governo americano.

Segundo a programação, essa sessão dará a oportunidade de os “líderes destacarem os desafios climáticos enfrentados por seus países” e para “anunciarem novos passos para fortalecer sua ambição” nas metas ambientais. 27 líderes estão escalados para falar na primeira sessão, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, que enviou uma carta a Biden na semana passada prometendo eliminar o desmatamento ilegal até 2030. Também vão participar o secretário-geral da ONU, António Guterres, os presidentes da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e os primeiros-ministros da Itália, Mario Draghi, da Índia, Narendra Modi, e do Japão, Yoshihide Suga, entre outros líderes.

Joe Biden demonstrou enorme liderança internacional nesta quinta ao comandar a cúpula do clima organizada por seu governo. Absolutamente todos os governos participantes, e mesmo os que não foram convidados, estão comprometidos com a redução na emissão de gases poluentes para combater as mudanças climáticas. Xi Jinping e Vladimir Putin, embora rivais geopolíticos dos EUA, trabalham com os EUA na questão ambiental. Até mesmo Jair Bolsonaro, um dos últimos negacionistas do planeta, adotou um tom ameno e em sintonia com o risco para a humanidade provocado pelo aquecimento global.

É uma enorme guinada em relação aos quatro anos de Donald Trump, quando os EUA ficaram isolados internacionalmente em temas ligados ao meio ambiente. […]

(Época Negócios e Guga Cacra, de O Globo)

Joe Biden e papa Francisco: uma aliança de fé

A eleição de Joe Biden nos EUA foi histórica por diversos fatores. Um deles é a questão da fé do presidente: em mais de 200 anos, esta foi apenas a segunda vez na história que o país elegeu um católico para chefiar a Casa Branca, depois da vitória de John Kennedy em 1960. O momento não poderia ter sido mais oportuno, pelo menos em termos climáticos: tal qual o atual chefe da Igreja, o papa Francisco, o católico Biden também entende a crise climática como uma ameaça existencial à humanidade e, nesse sentido, seu enfrentamento pode ser entendido como uma missão de fé.

Na Foreign Policy, Timothy Naftali e Christopher White especularam sobre o impacto potencial de uma parceria Washington-Vaticano para a ação climática global. Desde 2015, quando publicou a encíclica Laudato Si, Francisco tem sido uma das principais lideranças internacionais na questão climática.

Nos últimos quatro anos, o papa não escondeu sua contrariedade com o negacionismo de Trump nos EUA. Não à toa, um dos tópicos discutidos entre Francisco e Biden no primeiro telefonema pós-eleição foi exatamente a questão climática. Juntos, eles podem ter um peso bastante significativo não apenas nas discussões internacionais sobre clima, mas também no complicado tabuleiro doméstico que Biden enfrenta em Washington.

Em tempo: a New Yorker contou a história da ambientalista Molly Burhans, que há quatro anos colabora com a Igreja Católica para impulsionar a ação climática dentro da instituição. Uma de suas primeiras tarefas foi o levantamento das propriedades da Igreja em todo o mundo para analisar como a instituição poderia atuar diretamente para diminuir suas emissões de carbono – um desafio tremendo, já que a Santa Sé é uma das maiores proprietárias de terras não estatais em todo o planeta.

Por um lado, essa análise mostrou que a Igreja é um dos atores com maior capacidade individual de ação climática; por outro, a vastidão de suas propriedades, além de sua complexidade jurídica e institucional, deixavam o Vaticano “amarrado” nesse sentido. Desde então, ela tem colaborado para encontrar caminhos para catalisar a ação climática dentro da Igreja.

(Notícia Sustentável)

Bela Gil discute redefinição da maneira como lidamos com as mudanças climáticas no Brasil

Evento faz parte do Davos LAB Brasil, que convida jovens a participarem do grande recomeço do mundo.

Nesta segunda-feira (1º), Bela Gil, Natalie Unterstell (da Liga das Mulheres pelos Oceanos), Finho Levy e Ricardo Abramovay (USP) se reúnem para o painel Mudanças Climáticas: Como Acelerar a Inclusão Digital no País pós-COVID-19, do Davos LAB Brasil. O evento, que começa a partir das 11h e tem transmissão online, tem como objetivo promover o debate sobre como podemos, pela perspectiva dos jovens, nos recuperar como sociedade depois da pandemia a partir do tema. O Davos LAB Brasil é uma iniciativa do Global Shapers, com apoio do Fórum Econômico Mundial, que convida a juventude em diversas cidades do mundo a fazer parte de um movimento que vai despertar as nações para um grande começo.

Esse é apenas um dos painéis da programação, que acontece entre os dias 1º e 2 de março para inspirar os participantes a repensarem como fazer a mudança de que o mundo precisa a partir do impacto da política na vida das pessoas.

O que é o Davos LAB Brasil? Iniciativa da Comunidade Global Shapers para inspirar, capacitar e conectar jovens para moldar a resposta global sem precedentes e de base necessária para enfrentar a pandemia de coronavírus e outras crises convergentes do mundo. Agregando as percepções, ideias e preocupações dos cidadãos e partes interessadas em mais de 150 países em todo o mundo, o Davos Lab culminará em um plano de recuperação voltado para a juventude, apresentando ações tangíveis para criar um futuro melhor.

O plano de recuperação orientado para os jovens (crowdsourced através de uma campanha de dez semanas de diálogos globais e pesquisas realizadas em todo o mundo) será lançado na Reunião Anual Especial do Fórum Econômico Mundial de 2021 e se concentrará em dez grandes esforços de recuperação para redefinir os aspectos econômicos, sociais e sistemas ambientais. Também guiará uma nova visão para o ativismo juvenil e ação coletiva para a década atual e além, com foco em liderança de sistemas, alinhamento intergeracional e muito mais.

Global Shapers é uma iniciativa do Fórum Econômico Mundial fundada em 2011 que seleciona jovens líderes para serem agentes de mudança no mundo. Os Global Shapers desenvolvem e lideram seus centros baseados em cidades para implementar projetos de justiça social que promovam a missão do Fórum Econômico Mundial.

Biden apresenta plano de emergência climática: ECOmenismo avança

biden

Se você ainda não sabe o que é ECOmenismo e o que isso tem que ver com o controle do mundo e o decreto dominical; se você não percebe a correlação que há entre os ensaios de engenharia social feitos durante a pandemia; se ainda não se deu conta de que a proposta de um descanso dominical (“domingo verde”, como alguns já têm chamado) vem sendo trabalhada há anos e defendida abertamente pelo papa Francisco em sua encíclica Laudato Si, de modo que amplos setores da sociedade mundial já são simpáticos à ideia… precisa urgentemente assistir aos vídeos abaixo. O primeiro foi um estudo que apresentei em 2009 (só para que você possa perceber como as coisas avançaram nos últimos 12 anos). Os dois outros são recentes, de apenas um mês e poucos dias atrás, respectivamente. Assistindo-os, você terá uma noção do cenário atual e de como tudo isso está relacionado com as profecias bíblicas e com o que Ellen White previu no século 19. É simplesmente impressionante! Que possamos nos consagrar a Deus e nos envolver na missão de levar o evangelho eterno (Ap 14:6, 7) a um mundo confuso e perdido. [MB]

Nota: O presidente Joe Biden anunciou um encontro com líderes mundiais para o dia 22 de abril, Dia da Terra (confira).

Para Bill Gates, mudança climática pode ser pior que a pandemia

Bill Gates já se provou ser um grande aliado na luta contra o coronavírus. Após doar mais de US$ 750 milhões no desenvolvimento de uma vacina, o fundador da Microsoft voltou a alertar para um problema que pode ser ainda maior que a pandemia atual: a crise climática. Segundo informou em seu blog Gates Notes, os danos causados pelas mudanças no clima na próxima década serão ainda piores. 

Ele alerta que, mesmo enquanto o mundo batalha para combater a Covid-19, os esforços da humanidade também deveriam estar voltados a diminuir as emissões de gases de efeito estufa. […] Para ele, entender os danos de uma mudança climática é como imaginar os efeitos do coronavírus por um período maior. […]

Além de doar mais de US$ 720 milhões para a produção de, pelo menos, sete vacinas, Gates vem fazendo sérias críticas aos negacionistas e às teorias da conspiração. […]

(Olhar Digital)

Leia mais: “UN report: Covid crisis does little to slow climate change”

Papa usa a pandemia para apelar a um “descanso para o meio ambiente”

A pandemia Covid-19 mostrou como a Terra pode se recuperar “se permitirmos que ela descanse”, e deve estimular as pessoas a adotarem estilos de vida mais simples para ajudar um planeta “gemendo” sob a constante demanda por crescimento econômico, disse o papa Francisco na terça-feira. […] “De certa forma, a atual pandemia nos levou a redescobrir estilos de vida mais simples e sustentáveis”, disse Francisco em uma mensagem por escrito. “Já podemos ver como a Terra pode se recuperar se permitirmos que ela descanse: o ar fica mais limpo, as águas mais claras e os animais voltaram para muitos lugares de onde antes haviam desaparecido”, escreveu ele. “A pandemia nos trouxe a uma encruzilhada.”

O pontífice exortou as pessoas a aproveitarem a oportunidade para refletir sobre seus hábitos de uso, consumo, transporte e alimentação de energia. Até agora, “a demanda constante por crescimento e um ciclo interminável de produção e consumo estão exaurindo o mundo natural”, disse o papa, acrescentando: “A criação está gemendo.” […]

A desintegração da biodiversidade, os desastres climáticos e o “impacto injusto da atual pandemia sobre os pobres e vulneráveis” equivalem a um “alerta diante de nossa ganância e consumo desenfreados”, escreveu o papa. […]

Citando as crises médicas, sociais e econômicas desencadeadas pela pandemia, Francisco disse que era “hora de justiça restaurativa”. […]

Chamar a atenção para a fragilidade da Terra é uma marca registrada do papado de Francisco. Ele enfatizou de forma pungente as responsabilidades urgentes das pessoas de curar e cuidar do meio ambiente em uma encíclica de 2015.

O pontífice fez seu apelo na terça-feira para marcar o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, uma ocasião anual que foi instituída para os cristãos após a encíclica Laudato Si.

Francisco convidou todas as nações a “adotar metas nacionais mais ambiciosas para reduzir as emissões” que prejudicam o meio ambiente.

(The New York Times)

Nota: Para bons entendedores que acompanham o que tenho escrito e dito desde 2008, meia matéria no The New York Times basta. Se não está entendendo o que estou dizendo, convido-o a assistir aos dois vídeos abaixo. [MB]

Jesuítas e franciscanos se unem na “revolução Laudato Si”

Inspirados pela encíclica Laudato Si do papa Francisco, pelo Documento Final do Sínodo Panamazônico e pela Exortação Pós-Sinodal “Querida Amazônia”, franciscanos/as e jesuítas presentes no Brasil decidiram unir-se para empreender reflexões e ações voltadas à luta pela justiça socioambiental, contra toda forma de exploração e desigualdade socioeconômica, contra toda expressão de racismo e em defesa dos povos indígenas e da democracia. 

A união de franciscanos/as e jesuítas insere-se em um movimento internacional – a “Laudato Si Revolution” – e reveste-se de um grande simbolismo, por aproximar os carismas e as forças dos dois grandes santos fundadores – Francisco e Inácio – que se refletem na imagem do papa Francisco que personifica os dois, enquanto jesuíta escolhendo o nome de Francisco. Tal união propõe uma “revolução” que incorpora uma profunda mudança de paradigma no relacionamento com a Terra, nossa “casa comum”; em defesa dos pobres e excluídos, concebendo-os como interlocutores e não apenas destinatários; em defesa dos povos indígenas e outras minorias; e, enfim, em defesa da democracia e contra todo tipo de autoritarismo.

Para marcar o lançamento dessa união entre franciscanos/as e jesuítas, será realizado um “webnário” no dia 30 de setembro, às 20 horas, com a presença do teólogo Leonardo Boff e da teóloga Maria Clara Bingemer, que apresentarão, alicerçados, respectivamente, na espiritualidade franciscana e inaciana, os fundamentos inspiradores desse encontro simbólico entre as duas tradições. A mediação será da antropóloga Moema Miranda, assessora da Comissão Especial de Ecologia Integral e Mineração da CNBB e da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil. […]

Para os idealizadores da união entre franciscanos/as e jesuítas, a “Revolução Laudato Si” está alinhada em dois caminhos vigorosos movidos por duas espiritualidades que são intensamente convergentes. “Desde o Santo de Assis e o Santo de Loyola, até nossos dias, existe algo de muito profundo que interconecta esses dois caminhos e as práticas que lhes são inerentes, em um natural enriquecimento mútuo. A família inaciana e a família franciscana se percebem unidas, especialmente no cuidado com os dons da criação, com a casa comum e com a construção de relações justas e respeitosas”, explicam.

À frente da organização da Revolução Laudato Si Brasil estão o Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia da Conferência da Família Franciscana no Brasil (Sinfrajupe), o Observatório Luciano Mendes de Almeida (OLMA), articulador da Rede de Justiça Socioambiental dos Jesuítas, e o Movimento Católico Global pelo Clima. São parceiros o programa MAGIS Brasil e a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). […]

A coragem de nossos Santos fundadores nos intima para nos alinharmos juntos e abraçados nesta mesma missão revolucionária. Que Cristo, nosso Irmão Maior e Companheiro, ilumine nossos caminhos e nos faça crescer no amor, fé e esperança! Que sintamos em profundidade Deus em todas as coisas e sejamos permanentes construtores da paz e do bem.

(Vatican News)

Nota: Essa “revolução” só tende a crescer, ainda mais com a união entre franciscanos e (claro) jesuítas, e acabará levando a uma imposição aparentemente benéfica à maioria e ao planeta. [MB]

Clique aqui para entender melhor esse assunto.

Papa Francisco: um tempo para repousar

O dia 1o de setembro assinala, para a família cristã, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação; e com ele se abre o Tempo da Criação que se conclui no dia 4 de outubro, memória de São Francisco de Assis. Durante esse período, os cristãos renovam em todo o mundo a fé em Deus criador e unem-se de maneira especial na oração e na ação pela preservação da casa comum. Inaugurando esse Tempo da Criação, foi divulgada a mensagem do papa Francisco, cujo tema é “Jubileu pela Terra”, tendo em vista que se celebra precisamente neste ano o quinquagésimo aniversário do Dia da Terra. Na Sagrada Escritura, recorda o Pontífice, o Jubileu é um tempo sagrado para recordar, regressar, repousar, restaurar e rejubilar. Para Francisco, é preciso recordar a vocação primordial da criação: ser e prosperar como comunidade de amor. Isso remete a um dos ensinamentos da Laudato Si: tudo está interligado e “o cuidado autêntico da nossa própria vida e das nossas relações com a natureza é inseparável da fraternidade, da justiça e da fidelidade aos outros” (LS, 70).

Todavia, constata o Pontífice, quebramos os laços que nos uniam ao Criador, aos outros seres humanos e ao resto da criação. […]

O convite de Francisco é ouvir o pulsar da criação: “A desintegração da biodiversidade, o aumento vertiginoso de catástrofes climáticas, o impacto desproporcionado que tem a pandemia atual sobre os mais pobres e frágeis são sinais de alarme perante a avidez desenfreada do consumo.”

A terra é lugar de oração e meditação, algo que podemos aprender especialmente dos irmãos e irmãs indígenas.

Deus, na sua sabedoria, reservou o dia de sábado para que a terra e os seus habitantes pudessem descansar e restaurar-se. Hoje, porém, não oferecemos esse descanso ao planeta com ciclo incessante de produção. A pandemia atual nos deu a possibilidade de constatar que a Terra consegue se recuperar se a deixarmos descansar: o ar tornou-se mais puro, as águas mais transparentes, as espécies animais voltaram para muitos lugares de onde tinham desaparecido.

Portanto, a pandemia nos levou a uma encruzilhada: “Devemos aproveitar este momento decisivo para acabar com atividades e objetivos supérfluos e destrutivos, e cultivar valores, vínculos e projetos criadores.” […] De igual modo, prossegue Francisco, é preciso restaurar a terra e restabelecer o equilíbrio climático para manter o aumento da temperatura média global abaixo do limite de 1,5 grau centígrado. […]

Outro motivo de alegria é o Ano especial de aniversário da Laudato Si e o fortalecimento da consciência ecumênica para a salvaguarda da criação. […]

(Vatican News)