Diferença entre Greta e Malala

gretaA causa pode ser correta, pois devemos mesmo preservar o meio ambiente, mas o que quero destacar aqui (e tenho feito isso há uma década) são os interesses políticos e, principalmente, religiosos por trás desse “império ecológico” ecomêmico; assista aos vídeos e entenderá…

Nos últimos tempos, duas meninas chamaram a atenção do mundo e ambas foram parar na ONU. Duas histórias muito diferentes e duas personalidades totalmente distintas. Uma falou com pleno conhecimento de causa e outra sem conhecimento algum. Uma trazia um sentimento nobre, palavras sensatas e um semblante humilde; a outra exibe uma face arrogante, um discurso malcriado e interesses ocultos nada admiráveis (e que por isso precisam permanecer ocultos).

A que surgiu mais recentemente, a sueca Greta, que nem completou o ensino médio, pretende dar ao mundo aulas de ecologia. A ela não faltou, jamais, qualquer suporte material, desde antes de nascer. Nascida num dos países mais ricos do mundo, nunca viu a miséria de perto, não faz a mínima ideia do que sejam as dificuldades da vida, mas do alto da sua ignorância quer ditar como a humanidade deve viver. O excesso de conforto material não evitou que a mocinha se transformasse num pequeno poço de revolta. Em tom quase histérico anuncia que estamos às portas de uma “extinção em massa”. Com o olhar injetado de ódio e rosto crispado, questiona, sabe-se lá quem: “Vocês roubaram a minha infância e os meus sonhos!”

Como assim? O que lhe faltou na infância? Pelo jeito, carinho da família ou dos amigos e uma educação que lhe abrisse os olhos para o fato (evidente) de que o mundo é complicado mesmo, e que as coisas não se resolvem do dia para a noite. Talvez conselhos no sentido de não ser tão agressiva e rancorosa. Se foi isso que lhe “roubaram”, garota, procure os culpados na sua casa e na sua escola, não no resto do mundo. Ah… mas à escola a menina-que-sabe-tudo não vai mais, exatamente porque já sabe tudo.

Eu me pergunto: Roubaram seus sonhos? Foi mesmo? Aos 16 bem vividos anos já não há mais com o que sonhar? Se alguém lhe “roubou” esses sonhos e você não tem mais nenhum, o problema está em você, não no resto da humanidade. Se você não sonha em ter uma profissão ou uma carreira, ganhar a sua vida, ter uma família e, quem sabe, colaborar para construir um mundo melhor, o problema está só em você, que espera que seus “sonhos” lhe sejam entregues sem esforço. Isso não vai acontecer, menina. Melhor se acostumar com a ideia, por frustrante que ela seja. Talvez até hoje seus pais e financiadores ocultos tenham feito o possível para realizar esses tais “sonhos”, mas, à medida que o tempo passa, o esforço precisa, cada vez mais, ser seu mesmo. E não adianta inchar a veia do pescoço enquanto esbraveja na ONU, sob os aplausos de uma plateia de idiotas que, avidamente, tentam sorver os ensinamentos que você não tem para lhes oferecer, porque isso não vai trazer seus “sonhos” de volta.

malalaA outra garota anda meio desaparecida, mas não pode, jamais, ser esquecida. Em tudo difere da petulante suequinha. Refiro-me à paquistanesa Malala.

Ela, sim, teve a infância roubada (e quase a vida se foi junto). Malala nasceu nos confins mais atrasados do Paquistão, onde predominam costumes tribais e o fundamentalismo islâmico. Malala tinha um sonho, estudar, e foi esse sonho, tão singelo, que lhe tentaram roubar. Sofreu ameaças, levou um tiro na cabeça. Sua família teve que fugir do país e ela chegou entre a vida e a morte na Inglaterra (num antiecológico avião a jato, não num barco a vela), onde foi salva. Malala sobreviveu para contar sua história, para prosseguir no seu sonho e para ajudar a fazer um mundo melhor, para si e para todas as mulheres que sofrem perseguições e discriminações e, com o seu exemplo, dar-lhes maiores oportunidades. Malala tinha mil razões para odiar e para se queixar, mas sua presença, por onde passa, transmite uma mensagem de serenidade e firmeza na defesa de ideais nobres. Malala não exala ódio, desejo de vingança, ao contrário, cativa pela sua modéstia e seu sincero desejo de fazer o bem.

O contraste entre as duas é brutal. Uma sempre teve tudo e acha que nada presta. A outra teve uma origem extremamente humilde, não tinha sequer liberdade e quase perdeu a vida por um sonho tão modesto. Não se abateu, não se vitimiza e não se diz “roubada”. Malala quase morreu porque desejava estudar, mas foi em frente. Greta posa de vítima e não vai mais à escola porque, tolamente, pensa que já pode dar lições ao mundo.

(Isaac Averbuch, Funchal Notícias)

Só para lembrar: Al Gore (o garoto propaganda do aquecimento global antropogênico, antes do papa Francisco e de Greta) disse em 2009 que o gelo do Ártico desapareceria em 2014 (confira). Mesmo anunciando esse profecia furada, ele comprou uma caríssima casa à beira-mar.

“Ecocídio”: papa Francisco quer introduzir o “pecado ecológico” no catecismo

papaO papa Francisco anunciou que a Igreja Católica planeja introduzir o “ecocídio” ou “pecado ecológico” no catecismo, “já que o comportamento contra o meio ambiente causa danos à casa comum”, disse Bergoglio durante seu discurso no XX Congresso Internacional da Associação de Direito Penal, realizado em Roma na semana passada, informou a Europa Press. Durante o congresso, o papa definiu o “novo pecado” como qualquer “ação ou omissão que se manifesta em atos e hábitos de poluição e destruição da harmonia ambiental”. O papa então avisou que estava observando um comportamento “suicida” por parte de um sistema econômico mundial que transformou o planeta em um “depósito de lixo”. Além disso, Francisco disse que “o estilo de vida atual é insustentável” e denunciou o “mecanismo consumista compulsivo” que contribui para a destruição do planeta.

Em suas recentes declarações sobre o conceito de “ecocídio”, Bergoglio não se afastou dessa posição. Ele afirmou que “a Igreja planeja introduzir um ‘pecado ecológico’ contra a casa comum no catecismo da Igreja Católica, porque é uma obrigação”.

Bergoglio disse que o “ecocídio” é entendido como “a contaminação maciça de ar, terra e recursos hídricos, destruição em larga escala da flora e fauna e qualquer ação capaz de produzir um desastre ecológico ou destruir um ecossistema”. “Um senso elementar de justiça imporia que alguns comportamentos, pelos quais as empresas são geralmente responsáveis, não sejam deixados sem punição. Em particular, todos aqueles que podem ser considerados ‘ecocídios’”, disse o papa Francisco durante sua reunião com criminalistas.

Ele acrescentou que o mundo está enfrentando “crimes contra a paz”, que devem ser reconhecidos como tal pela comunidade internacional. “Nessa circunstância, e através dela, eu gostaria de chamar todos os líderes e líderes do setor para contribuir com seus esforços para garantir a proteção legal adequada de nossa casa comum”, acrescentou o papa.

No documento final do Sínodo da Amazônia, os bispos insistiram precisamente na necessidade de definir o pecado ecológico “como uma ação ou omissão contra Deus, contra outros, a comunidade e o meio ambiente, que se manifesta em atos e hábitos de poluição e destruição da harmonia do meio ambiente, bem como na transgressão contra os princípios da interdependência e a ruptura das redes de solidariedade entre criaturas e contra a virtude da justiça”.

No final do Sínodo, os bispos também insistiram em criar “ministérios especiais” para a promoção da Ecologia Integral no nível paroquial e em cada jurisdição eclesiástica, cujas funções incluem, entre outros, o cuidado do território e das águas, bem como a promoção da encíclica “Laudato Si”.

“A Ecologia Integral não é mais um caminho que a Igreja pode escolher para o futuro neste território, é o único caminho possível, porque não há outro caminho viável para salvar a região”, enfatizaram os bispos.

(Conexão Política)

Nota: É o caminho sendo preparado para que, no futuro, sejam consideradas pecadoras pessoas tidas como antiecológicas por não aceitar todos os decretos que visam supostamente à proteção do meio ambiente. Aliás, criar pecados é atribuição humana? [MB]

Sínodo da Amazônia: papa Francisco vai combater “pecado ecológico”

papaTerminou neste sábado 26 o Sínodo da Amazônia, um encontro promovido pela Igreja Católica para debater as questões ambientais e sociais da região da floresta. O evento teve início em 6/10 e reuniu bispos, padres, freiras, acadêmicos e membros de organizações internacionais representando os nove países da região amazônica. As discussões do Sínodo aconteceram na Cidade do Vaticano, em Roma. […] O papa Francisco é o pontífice que mais deu atenção às causas ambientais – e à importância dessas pautas para as populações mais vulneráveis. A encíclica Laudato Si [aquela que trata do descanso dominical como proposta para minimizar as agressões ao meio ambiente], de 2015, por exemplo, responsabiliza os bilionários pela devastação do meio ambiente.

No mesmo ano, em encontro com movimentos sociais em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, o papa Francisco declarou que é preciso apoiar os mais pobres com os três “Ts”: terra, trabalho e teto. […]

O documento final do encontro, publicado no sábado 26/10, denunciou as “ameaças à vida” na Amazônia e afirmou que a verdadeira defesa da floresta depende do combate ao “pecado ecológico”: “Propomos definir o pecado ecológico como uma ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o meio ambiente. É um pecado contra as gerações futuras e se manifesta em atos e hábitos de contaminação e destruição da harmonia do ambiente, transgressões contra os princípios da interdependência e a ruptura das redes de solidariedade entre criaturas e contra a virtude da justiça.”

mae terra

“Todos os participantes expressaram uma grande consciência da dramática situação de destruição que afeta a Amazônia. Isso significa o desaparecimento do território e dos seus habitantes, especialmente os povos indígenas”, diz o documento. “A floresta amazônica é um ‘coração biológico’ para a Terra cada vez mais ameaçada. Ela está em uma corrida desenfreada rumo à morte. Requer mudanças radicais com grande urgência, uma nova direção que permita salvá-la. Está cientificamente comprovado que o desaparecimento do bioma da Amazônia terá um impacto catastrófico para todo o planeta.”

O texto também ataca a “apropriação e privatização dos bens da natureza”, como a ação de madeireiros, a caça desenfreada, a contaminação causada pela indústria e as mudanças climáticas.

Leia o texto completo do documento final do Sínodo da Amazônia no site Vatican News.

(Conversa Afiada)

“Ensinava-se-lhe ser o papa seu mediador terrestre, e que ninguém poderia aproximar-se de Deus senão por seu intermédio; e mais ainda, que ele ficava para eles em lugar de Deus [único que pode dizer o que é pecado] e deveria, portanto, ser implicitamente obedecido” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 55).

Cientistas apoiam desobediência civil para combater mudanças climáticas

Breathe In BathQuase 400 cientistas endossaram uma campanha de desobediência civil destinada a forçar os governos a tomar medidas rápidas para combater as mudanças climáticas, alertando que o fracasso poderia infligir “sofrimento humano incalculável”. Em uma declaração conjunta, cientistas climáticos, físicos, biólogos, engenheiros e outros de pelo menos 20 países romperam com a cautela tradicionalmente associada à academia para apoiar manifestantes pacíficos. Usando jalecos brancos de laboratório para simbolizar suas credenciais de pesquisa, um grupo de cerca de 20 dos signatários se reuniu no sábado para ler o texto fora do centenário Museu de Ciências de Londres, no sofisticado distrito de Kensington. “Acreditamos que a inação governamental contínua sobre a crise climática e ecológica agora justifica protestos pacíficos e não violentos e ação direta, mesmo que isso vá além dos limites da lei atual”, disse Emily Grossman, cientista com PhD em Biologia Molecular. Ela leu a declaração em nome do grupo.

“Apoiamos aqueles que se levantam pacificamente contra governos de todo o mundo que não conseguem agir proporcionalmente à escala da crise”, disse ela.

A declaração foi coordenada por um grupo de cientistas que apoia a Extinction Rebellion, uma campanha de desobediência civil que se formou na Grã-Bretanha há um ano e que desde então desencadeou ramificações em dezenas de países. […]

Embora muitos cientistas tenham evitado o debate político, temendo que ser percebidos como ativistas pudesse minar suas reivindicações de objetividade, os 395 acadêmicos que assinaram a no domingo optaram por desafiar a convenção. “A urgência da crise agora é tão grande que muitos cientistas sentem, como seres humanos, que agora temos o dever moral de tomar ações radicais”, disse Grossman à Reuters. […]

A Extinction Rebellion está alinhada com um movimento de greve escolar inspirado pela ativista adolescente sueca Greta Thunberg, que mobilizou milhões de jovens em 20 de setembro. Espera que o apoio dos cientistas à urgência de sua mensagem e seu abraço à desobediência civil reforcem sua legitimidade e consiga mais voluntários. […]

(Reuters)

Nota: Quando religiosos liderados pelo próprio papa, políticos, influenciadores, a mídia, a nova geração e cientistas se unem com a certeza de que têm um “dever moral de tomar ações radicais”, podemos esperar que algo realmente aconteça. E provavelmente vai. [MB]

Sínodo, Greta Thumberg, reunião mundial com o papa: entenda o momento atual

Ambientalismo é a nova religião mundial – e eu disse isso há dez anos

Guten-Morgen-87-Ambientalismo.png

Deu no site “Senso Incomum”: “Agora que Greta Thunberg se tornou o maior meme de toda a história universal dos memes, num mundo com aquecimento de memes global, o ambientalismo definitivamente caiu em desgraça, ou melhor, ficou sem graça, sendo visto finalmente como o que é: uma nova modinha monga, igual ao emo, pior do que A Banda Mais Bonita da Cidade, que dá para levar menos a sério do que as críticas sociais do Charlie Brown Jr. Greta, a menina com síndrome de Aspenger, nem faz ideia do que está fazendo, de quem manda em sua agenda, de qual dinâmica de poder está em disputa em seu discurso sobre ‘sonhos’. ‘How dare you?!’

“Mas a pequena sueca empoderada e podre de rica que certamente ganhará o Nobel da Paz por ter sonhos (que sonhos?) roubados (por quem?) e que observará políticos (vai descer a porrada neles?) tem um discurso cirurgicamente escrito por outras pessoas, que sabem com precisão milimétrica o que querem atingir. Alguém sabe quais são as medidas da ONU recentes sobre meio ambiente? O que foi decido e acordado da Rio 92 até hoje, e o que querem com isso? Quais são os documentos sobre clima, ambiente e ecologia, e o que preconizam além das questões climáticas, que não são nada além da superfície das questões políticas envolvidas?

“O ambientalismo, com todo o seu discurso apocalíptico, com seu código de conduta, com sua adoração à natureza (e sua sacralização, num panteísmo moderno com nomes edulcoradamente ‘científicos’, como ‘aquecimento global’ ou ‘consenso científico’), é hoje uma das maiores religiões do mundo – e ainda capaz de se infiltrar em outras religiões.

“Qual a mudança radical – e global – de comportamento que está sendo não apenas pressuposta, mas imposta? Por que o discurso de Greta, por mera coincidência, coincide quase à perfeição com um documento da UNESCO? O que são acordos como a Carta da Terra, que prevê um ecumenismo global (sic) como sucedâneo religioso para todo o planeta, e os que julgam que ‘globalismo’ é uma mera ‘teoria da conspiração’ nem fazem ideia de que é um documento da ONU, implantado a passos apressados?”

Interessante ver como analistas políticos, pensadores seculares e estudiosos de tendências têm notado agora coisas que há dez anos pouquíssimos estudantes das profecias bíblicas e dos escritos de Ellen White já estavam percebendo.

Em 2007, o pastor Sérgio Santeli postou em seu blog a série “ECOmenismo: uma verdade inconveniente”. Em 2008, postei em meu canal um vídeo (dividido em quatro partes) sobre a relação entre decreto dominical e ambientalismo (veja aqui, aqui, aqui e aqui). Em setembro de 2009, a Revista Adventista publicou este texto de minha autoria – foi a primeira vez que o neologismo “ECOmenismo” apareceu na literatura adventista oficial:

21731_RAnov09.inddAquecimento global é a nova religião

“O título acima apareceu no site Opinião e Notícia, com o seguinte comentário: ‘É o que diz um renomado geólogo australiano, para quem as alterações climáticas são uma farsa perpetuada por ambientalistas. Ian Plimer, professor de geologia da mineração na Universidade de Adelaide, chega mesmo a dizer que a ideia do aquecimento global virou a nova religião para as elites urbanas dos países ricos [grifo meu]. Ele é um crítico do chamado ‘aquecimento global antropogênico’ – ou seja, produzido pelo ser humano – e da ortodoxia ambiental corrente, segundo a qual o fenômeno pode ser revertido por meio da redução da poluição atmosférica.

“Para Plimer, o aquecimento global é algo natural, com muitos precedentes na história do Planeta. Ele não é o primeiro cientista renomado a dizer isso, mas dá mostras de que não irá se dobrar ante a pressão do ‘jacobinismo ambiental’.

“O que Plimer parece não saber é que o ambientalismo, também chamado por alguns de ECOmenismo, está ajudando a unir movimentos, grupos e instituições tão díspares como o Vaticano e cientistas ateus em torno de um mesmo ideal: salvar a Terra da destruição. E eles têm até uma proposta: parar um dia na semana para que o Planeta possa ‘descansar’. Que dia será esse?”

Se quiser saber mais sobre o ECOmenismo e as implicações proféticas da atual explosão da pauta ambientalista, assista aos vídeos abaixo. [MB]

Cientista sueco defende canibalismo para combater aquecimento global

Magnus-SoderlundO mais novo método para salvar o mundo foi anunciado no dia 3 de setembro, na TV4, da Suécia.[1] Enquanto alguns já se alimentam exclusivamente de luz,[2] ou de plantas, ou mesmo de insetos[3] para salvar o mundo (sem se importar se vão condenar a humanidade defendendo os “benefícios” de sua escolha), o cientista sueco Magnus Söderlund chegou a um novo patamar de bizarrice: ele defende o canibalismo para combater o aquecimento global. Falando sobre a “gastronomia do futuro”, o cientista defendeu para o progresso do nosso cotidiano um hábito que soa mais como um regresso para práticas desesperadas neanderthais[4] ou mesmo animais.[5] E ele não se importa em parecer advogar pelos interesses de zumbis quando parte para o ataque: “O principal obstáculo para essa proposta é o tabu sobre o consumo de restos humanos.” Ele continua dizendo que a maior parte das pessoas é “bem conservadora” quando o assunto é consumir comida a que eles não estão acostumados, como carne humana.[6]

Várias perguntas foram feitas na matéria para induzir o telespectador a pensar mais sobre o assunto. “Os humanos são egoístas demais para conseguir viver de forma sustentável? O canibalismo é a solução para a sustentabilidade alimentícia do futuro? A Geração Z tem respostas para os nossos desafios alimentares? Os consumidores podem ser levados a fazer a escolha certa?” E Söderlund responde: “Eu fico meio hesitante. Mas tenho que confessar […] [que] eu estaria aberto a pelo menos experimentar.”[7] Falando assim, tenho certeza que os vendedores de “coxinha humana” de Garanhuns[8] não estariam presos, mas, sim, ricos, se dependessem dele.

Söderlund, no entanto, não é o primeiro cientista a defender a tese. Dois psicólogos disseram no site da Newsweek, em 20/8/2019, que o canibalismo é um preconceito que existe por falta de “adaptação ao desconhecido”.[9] Richard Dawkins, o famoso biólogo e defensor do ateísmo, publicou um tweet em 3/8/2018 sugerindo o canibalismo de carne humana criada em laboratório.[10] No Brasil, a tese de que o nojo sobre o canibalismo foi um mero preconceito para justificar o imperialismo europeu sobre os indígenas já começou a ganhar espaço.[11] É de cair o queixo, mas é verdade. Eu coloquei várias referências e leituras adicionais nas fontes para o leitor checar. A mania de culpar a pecuária pelo suposto aquecimento global passou de todos os limites do tolerável.

Já que o cientista sueco defende tacitamente que perguntar não machuca, eu também tenho algumas perguntas para quem estiver tão chocado quanto eu. Será que tem alguém muito interessado em minar a economia vinda da nossa pecuária? Será que tem alguém muito interessado em diminuir as capacidades musculares de nossa gente, limitando nosso acesso à proteína? Seria o aquecimento global uma fachada para uma agenda que visa à nossa fraqueza? Seria o aquecimento global um consenso científico tão forte que justificasse até mesmo a violação de cadáveres? Será que os defensores do canibalismo entregariam seus próprios membros em defesa da causa?

Por enquanto, não podemos responder a nenhuma dessas questões. Mas que o país inteiro comece a parar de especular e comece a procurar os nomes dos reais interessados nessa loucura para nos ajudar a esclarecer esse caso de uma forma verdadeiramente científica. Num futuro não muito distante, poderemos ser obrigados a viver de mascar pessoas, insetos, ou mesmo de fazer a “dieta da luz” por força de lei, já que essa propaganda se encaixa perfeitamente na descrição da tática do uso de “poder suave”,[12] por motivos que ainda desconhecemos.

Infelizmente, para nós, a era da pseudociência e do ceticismo seletivo ainda está longe de acabar. “Dicentes enim se esse sapientes stulti facti sunt…”

(Renato Rabelo é pesquisador independente de inteligência militar e tradutor; Terça Livre)

canibalismoFontes:

[1] Vídeo original da entrevista (em sueco): https://www.tv4.se/efter-fem/klipp/forskaren-unders%C3%B6ker-m%C3%B6jligheten-att-%C3%A4ta-m%C3%A4nniskok%C3%B6tt-finns-m%C3%A5nga-tabun-12496854

[2] Matéria sobre pessoas que supostamente “vivem de luz”: https://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/viver-de-luz-como-e-sobreviver-apenas-de-oxigenio-e-luz-solar/

[3] “Para combater aquecimento global, Brasil estuda incluir insetos na dieta do povo”: https://super.abril.com.br/blog/planeta/para-combater-aquecimento-global-brasil-estuda-incluir-insetos-na-dieta-do-povo/

[4] Artigo sobre como Neanderthais praticavam canibalismo supostamente por causa do aquecimento global (em inglês): https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0305440318304680?

[5] Matéria sobre o canibalismo entre ursos polares supostamente causado pelo aquecimento global: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/flagrante-de-canibalismo-de-ursos-polares-alerta-sobre-aquecimento-3418035

[6] Matéria com trechos de sua fala (em inglês): https://voiceofeurope.com/2019/09/eating-human-flesh-could-save-the-planet-swedish-university-professor-says/ Outra matéria, ainda mais detalhada, pode ser encontrada aqui: https://www.standard.co.uk/news/world/scientist-suggests-eating-human-meat-to-tackle-climate-change-a4230561.html

[7] Perguntas da matéria sobre canibalismo (em inglês): https://www.washingtontimes.com/news/2019/sep/6/cannibalism-whacked-scientist-says-eating-humans-c/

[8] Matéria sobre os cozinheiros de salgados humanos: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/04/em-pe-suspeitos-de-mortes-vendiam-salgados-de-carne-humana-diz-policia.html

[9] Matéria da Newsweek dos psicólogos em defesa do canibalismo: https://www.newsweek.com/cannibalism-animal-kingdom-ultimate-taboo-humans-1455287

[10] O biólogo Richard Dawkings defende o canibalismo (em inglês): https://twitter.com/RichardDawkins/status/969939225180364805?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E969939225180364805

[11] A estranha tese de “preconceito imperialista” do canibalismo no Brasil: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-canibalismo-antropologia.phtml

[12] Ver o livro Poder Suave, de Franthiesco Ballerini.

Nota do amigo Marco Dourado: Velho método dos engenheiros psicossociais a serviço dos globalistas:

1) Divulga-se a proposta para que ela seja inicialmente recebida pelo senso comum com indignação, incredulidade e deboche.

2) Depois, amplia-se o debate sobre o tema no meio acadêmico.

3) A seguir banaliza-se o assunto através da divulgação progressiva na mídia até ser incorporado ao cotidiano como um assunto qualquer.

4) Então publicam-se estudos considerados sérios por entidades tidas como respeitáveis.

5) Dá-se início a experimentos pilotos apresentando suas supostas vantagens e viabilidade.

6) Por fim acusam-se os críticos de intolerantes – posteriormente fóbicos –, até que a opinião pública, intoxicada pela discussão do tema e temendo o estigma por refutá-lo, acaba aceitando e assimilando passivamente, talvez até endossando-o com convicção.

Esse check-list leva geralmente no máximo uma geração para ter seu ciclo completado com sucesso.

Lembre-se: a aberração civilizicida de ontem será o direito inalienável de amanhã.

Tem sido sempre assim nos últimos 60 anos.