Descanso dominical: enquanto alguns são seduzidos por falsas profecias, a verdadeira pauta avança

Earth-and-Coronavirus[Enquanto alguns perdem tempo assistindo a vídeos com teorias conspiratórias sem qualquer base bíblica, a verdadeira pauta profética avança. Depois de ler a matéria a seguir, publicada no site EcoPraise, assista aos vídeos postados logo abaixo. – MB]

Esta pode ser a primeira vez desde o início da Era Industrial que a Terra está finalmente conseguindo uma folga da incansável atividade e crescimento da produção industrial humana. Estudos estão mostrando que os níveis de poluição caíram significativamente em áreas de grandes bloqueios e quarentenas. […] Como disse um amigo meu, “quase consigo sentir o planeta dando um suspiro de alívio ao fazer com que os humanos desacelerem, fiquem em casa e parem sua atividade implacável”. […]

Laura, uma das minhas alunas, compartilhou: “Gostaria de saber se algumas das mudanças necessárias para reduzir nosso consumo de energia podem ser recebidas como mais razoáveis. Em outras palavras, agora que muitos nos EUA foram solicitados/incentivados a fazer mudanças drásticas (como abrigos para comunidades inteiras), nossa nação será mais receptiva às mudanças necessárias para enfrentar a crise climática?”

Ela está esperançosa: “Acredito no poder da criatividade e da inovação. Talvez possamos colaborar para ajudar um ao outro e, ao mesmo tempo, procurar novas maneiras de ajudar nosso planeta a se curar.” […]

Então, chamou minha atenção quando notei uma nova terminologia emergindo sobre a necessidade – e viabilidade – de uma nova maneira de ser e fazer no mundo daqui para a frente. Frases como “desacelerações econômicas planejadas” e “decrescimento intencional” estão surgindo. Para aqueles de nós na tradição judaico-cristã, sabemos que a Bíblia estava muito à frente do jogo com esse conceito de “desaceleração econômica planejada”. Chama-se SABBATH. […]

[Depois de falar das pragas do Egito…] Hoje, os faraós da indústria e do comércio trouxeram desastres ecológicos sobre nós, e estamos sofrendo de uma praga após a outra que está causando um trágico pedágio à vida humana. Mas não tem que ser assim. Podemos nos basear na sabedoria das Escrituras hebraicas e aprender as lições que podem nos guiar a reestruturar nosso mundo de uma forma mais saudável e equitativa. […]

A economia humana global de nosso tempo não conhece descanso. É uma unidade de 24/7/365 dias de crescimento a todo custo. Há uma palavra para isso também. Isso se chama câncer.

No corpo humano, as células que crescem sem descanso consomem todos os recursos circundantes e assumem o controle do sistema são chamadas de “malignas” porque levam à morte. O tipo de crescimento previsto pela nossa cultura consumista está, de fato, levando à morte. Seja um vírus microscópico que entra em erupção quando os seres humanos se recusam a respeitar a natureza selvagem da terra e das criaturas, ou tempestades de monstros superalimentadas pelo aquecimento global que agitam a terra, os resultados são catastróficos em proporções bíblicas.

Eu notei com ironia amarga que o vírus está usando as mesmas táticas contra o corpo humano que os humanos usaram contra o corpo da Terra. O vírus ataca os pulmões, multiplicando e destruindo a “árvore respiratória” até os menores alvéolos que permitem a troca de oxigênio na corrente sanguínea. Da mesma forma, os seres humanos invadiram florestas e áreas naturais, destruindo as mesmas árvores que criam o oxigênio que respiramos. […]

Em outras palavras, a Bíblia está dizendo que quando os humanos se recusam a dar descanso à terra e respeitar o sábado, as consequências são graves. Deus garantirá que a terra receba seu sábado, quer os humanos cooperem ou não. […] Isso não apenas reverteria o desastre climático em que já estamos vivendo, mas também minimizaria o risco de novas pandemias como a atual.

Nota: O ECOmenismo está recebendo um impulso tremendo com essa pandemia, e a ideia vai crescer mais e mais, como tem sido nos últimos anos. Repito: é uma pena que muitos fiquem perdendo tempo com cortinas de fumaça como o chip-falsa-marca-da-besta, com a mentira do arrebatamento secreto, com interpretações futuristas que colocam adiante eventos proféticos já cumpridos, etc. Enquanto isso, Satanás faz avançar a agenda que realmente lhe interessa: a decretação de um mandamento espúrio que retira a glória de Deus e a coloca sobre a besta de Apocalipse 13. O centro da controvérsia entre o bem e o mal tem que ver com adoração. Sempre teve. Estude a Bíblia. [MB]

“Domingo mais uma vez dia de repouso”

1Quando abrimos a nossa página no Facebook, logo nos deparamos com a frase: “No que você está pensando?” Neste exato momento estou pensando em aproveitar da melhor maneira possível o meu dia do tipo home office, e também pensando em quão bom é nosso Deus por nos avisar com milênios de antecedência sobre os principais eventos que ocorreriam antes da volta de Jesus. Se você pensa que agora estou me referindo à Covid-19 devo avisá-lo que não se trata disso apenas, mas, sim, do que pode acontecer depois dessa crise. Se é familiarizado com as profecias do livro de Daniel e do Apocalipse você vai entender melhor o que estou falando. Caso não conheça essas profecias bíblicas você precisa conhecê-las o mais rápido possível. Disso depende o seu futuro! Lá foi profetizado que um poder se levantaria após o Império Romano e alcançaria supremacia mundial por 1.260 anos seguidos. Depois, receberia um “golpe mortal” que faria com que perdesse grande parte do seu poder absoluto. Porém, exatamente antes da volta de Jesus esse poder, com a ajuda de outro poder (EUA), recuperaria a supremacia mundial, obrigando o mundo todo, por meio de leis civis, a obedecer a um mandamento religioso. E a Bíblia ainda revela que, seguindo esse mandamento religioso obrigatório, as pessoas estarão adorando esse poder, em vez de adorar a Deus que instituiu Seus próprios mandamentos.

Quase tudo já se cumpriu. Falta pouco para o restante se cumprir. O poder que exerceu supremacia mundial por 1.260 anos (538 a 1798 d.C.) foi o romanismo (Roma papal). Em 1798 d.C. as tropas francesas invadiram Roma, confiscaram suas terras e aprisionaram o papa Pio VI, acarretando um “golpe mortal” no poder absoluto do romanismo. Dessa data até hoje, Roma perdeu seu poder temporal, o poder que exercia sobre a consciência das pessoas por meio do poder civil. Mas, como a profecia revelou antecipadamente, esse poder recuperaria seu status de absolutismo antes da volta de Jesus com a ajuda de outro poder (EUA). E isso se tornaria sacramentado em definitivo quando os EUA (país protestante) estabelecessem uma lei obrigatória de caráter religioso para seus cidadãos. E o mundo inteiro viesse a copiar essa lei.

O mandamento religioso em questão trata-se da guarda do domingo. E quando as nações estabelecerem essa lei estarão prestando honra ao romanismo e devolvendo-lhe o poder absoluto perdido em 1798 d.C. Essa lei não terá a aprovação de Deus porque, na Bíblia, o mandamento diz para guardar o sábado do sétimo dia (Êx 20:8-11; Êx 31:17; Is 56:2-6; Ez 20:20; Lc 4:16; Lc 23:54-56; At 13:42-44) e não o domingo. O domingo é um sinal de autoridade do romanismo que mudou o dia de guarda por sua própria autoridade. Essa será a última crise sócio/econômica/religiosa pela qual o mundo vai passar. Todos poderão escolher de que lado ficarão. Ou adoram a Deus e guardam Seu mandamento, ou adoram ao romanismo e seguem sua tradição.

Depois de entender essas informações e suas implicações, observe o ponto em que já estamos. Hoje, um jornal do Canadá, da cidade de Kitchener, traz na sua capa o título: “Domingo mais uma vez dia de repouso”. E outras mídias também já têm defendido a guarda do Shabbat (os cristãos em geral leem “Domingo” no lugar de “Sábado do sétimo dia”). Tudo isso mostra que estamos nos aproximando da volta de Jesus. Espero que você esteja preparado! 

Sérgio Santeli é pastor e mestre em Teologia

Fontes: The Record, Watauga Democrat e Tablet

Possíveis desdobramentos proféticos da pandemia

pandemiaDeu no L’Indepéndant: “Finalmente, um efeito positivo no confinamento: o planeta está respirando novamente e retomando seus direitos. Algumas fábricas fecharam, o transporte diminuiu, os seres humanos confinados… uma enorme crise de saúde como o Coronavírus foi necessária para forçar os humanos a parar os maus-tratos ao planeta. As primeiras imagens vêm da China, o primeiro país atingido pela pandemia e onde a população ficou confinada por mais de um mês. A Nasa informou que as emissões de dióxido de nitrogênio na região de Wuhan, epicentro da pandemia, caíram de 10 a 30% entre 1° de fevereiro e 25 de fevereiro de 2020, em comparação com as estatísticas encontradas no mesmo período de 2019. […] Da mesma forma, o mapa publicado pela Agência Espacial Europeia (ESA) mostra uma forte queda no dióxido de nitrogênio no norte da Itália desde o início de janeiro de 2020. As concentrações médias de NO2 em Milão caíram de cerca de 65 mg/m3 (em janeiro) a 35 mg/m3 (durante a primeira semana de março), de acordo com pesquisas da Copernicus. […] No terceiro porto do país, na Sardenha, em Cagliari, onde 30 milhões de mercadorias passam a cada ano, os golfinhos estão mais uma vez se aproximando das costas que agora estão desertas. […] Quanto a Veneza, também conhecida por ser uma das cidades turísticas mais poluídas, as águas dos canais finalmente recuperam sua clareza e estão desprovidas de todos os resíduos e partículas acinzentadas. Peixes, cisnes e outros pássaros aproveitam essa pausa para, finalmente, respirar.”

E o artigo termina assim: “Esperemos que essas observações […] façam a população e os climato-céticos refletir sobre o papel do homem no planeta, e que atos virtuosos se desenvolvam em larga escala quando cada um de nós apreciar redescobrir o ar fresco do nosso campo.”

Em entrevista recente, concedida ao La Stampa, o papa Francisco, quando lhe foi perguntado sobre os efeitos da crise, respondeu que ela terá sido útil “para recordar aos homens e mulheres, de uma vez por todas, que a humanidade é uma única comunidade. E como é importante, decisiva a fraternidade universal. Devemos pensar que será um pouco um pós-guerra. Não haverá mais ‘o outro’, mas seremos ‘nós’. Porque só poderemos sair desta situação todos juntos. […] Deveremos […] construir uma verdadeira fraternidade entre nós. Fazer memória desta difícil experiência vivida todos juntos.”

Aprender com a experiência e nos unirmos para o bem comum. Esse será o discurso daqui para a frente. O ECOmenismo (assista ao vídeo abaixo para entender o que é isso) deverá ganhar grande impulso com as evidências de despoluição verificadas durante o confinamento humano. Mas o desafio de recuperar uma economia que deverá estar em frangalhos – num tipo de pós-guerra, como disse Francisco – também será enorme. Assim, ao mesmo tempo que precisaremos “salvar o planeta”, deveremos também salvar nossos bolsos. E uma ótima forma de fazer isso é promovendo o “confinamento” por apenas um dia, a fim de que se possa trabalhar nos outros seis.

Essa proposta não é nova. O papa Francisco tem falado disso faz anos. Ela apenas poderá ganhar novo impulso e mais atenção. E se alguns não quiserem colaborar? Veja só o que a revista Rolling Stone publicou no dia 21 de março:

“O Departamento de Justiça de Trump pediu ao Congresso a elaboração de legislação que permita aos juízes principais manter indefinidamente as pessoas sem julgamento e suspender outros direitos constitucionalmente protegidos durante o coronavírus e outras emergências, de acordo com um relatório de Betsy Woodruff Swan. Embora as solicitações do Departamento de Justiça provavelmente não se concretizem com uma Casa de Representantes controlada democraticamente, elas demonstram o quanto essa Casa Branca tem uma desconsideração assustadora dos direitos enumerados na Constituição. […] Norman L. Reimer, diretor executivo da Associação Nacional de Advogados de Defesa Criminal, [disse que] ‘isso significa que você pode ser preso e nunca levado a um juiz até que ele decida que a emergência ou a desobediência civil acabou’.”

Enquanto as palavras de uma besta são suaves e conciliadoras (como devem ser), as da outra besta soam mais como as de um “dragão” (como deverão ser). Incentivadas, convencidas e/ou forçadas por esses dois poderes, as pessoas vão aderir à proposta e apoiar os esforços (assim como aceitaram tranquilamente ser expulsas pela polícia das praias e dos bares, por exemplo). Os contrários serão ainda mais considerados “fundamentalistas” inimigos do bem comum. Se quiser entender melhor isso tudo, estude Apocalipse 13 (este livro também pode ajudar).

A verdade é que esta pandemia está servindo de laboratório, de ensaio para muitas ações que poderão se tornar rotina no mundo pós-crise. Em tempos assim, as liberdades individuais e mesmo a liberdade religiosa são seriamente ameaçadas (os templos foram fechados com um decreto), e com o consentimento dos cidadãos amedrontados, movidos pelo instinto de rebanho. Em tempos assim, o fluxo normal da vida cessa e as pessoas ficam como que suspensas e – esse é o lado bom – mais abertas para ouvir sobre temas “transcendentais”. Portanto, aproveitemos o momento para falar de esperança, da salvação, da volta de Jesus como solução definitiva para as mazelas humanas. Vamos dar o sonido certo à trombeta e não ecoar os ruídos desconexos do sensacionalismo infundado e do mero alarmismo passageiro.

Li isto recentemente: “Dormimos em um mundo e acordamos em outro. De repente, Disney não tem mais a magia, Paris já não é mais romântica, e quem tem boca não pode ir a Roma; em Nova Iorque, todos dormem, e a muralha da China não é fortaleza. De repente, não mais que de repente, abraços e beijos tornam-se armas, e não visitar os pais e avós torna-se um ato de amor. De repente se descobriu que o poder não tem tanto valor e que o dinheiro não tem tanto poder” (autor desconhecido).

É a pura verdade. Que as pessoas descubram que só existe esperança em Deus. E que de repente, muito em breve, possamos ver no céu o sinal do Filho do homem.

Michelson Borges

Um cultuador de Gaia (mãe Terra) e a sabedoria estavam conversando

gaiaO “Gaialover” logo sugeriu:

– Você precisa acompanhar as tendências pós-modernas. Comece descarbonizando ou descolonizando suas mentes, seja lá o que isso queira dizer.

O interlocutor sábio se manifesta perplexo e ri:

– Pensar sem causar mudanças climáticas? Menos, menos. Vamos raciocinar…

– Isso é muito sério – diz o seguidor de Gaia. – Trata-se do futuro da humanidade. Não lê Greta Thunberg? Vou falar em inglês, língua do globalismo sustentável, para sanar todas as dúvidas. Aproveito e descarbonizo e descolonizo minha alma: natureza é “gender neutral”. Tudo bem, vou traduzir aos não iniciados no culto climático.

Mãe Natureza, apesar de ser biologicamente fêmea, não possui gênero definido. Igual banheiro neutro, sacou? Pronto, esclarecido.

O ponderado reclama:

– Greta? A menina manipulada, usada pelos profetas do apocalipse climático para implantar a nova ordem mundial ecofacista, comuno-tribalista? A menina que nem terminou a escola e quer dar direção aos rumos da humanidade? Preciso dizer que é pura insanidade e maldade? E, por favor, parem com esse feminismo, que coloca gênero até na abstração desmedida da Mãe Natureza (ou seria sexo?).

– Está por fora. Nós, que nos conectamos com a energia de Gaia e do Cosmos, sabemos há décadas que masculinizar Deus é uma afronta dupla: ele não existe e, se existisse, seria “gender neutral”; agora que todos captaram a ideia.

O sensato pergunta:

– Mas Gaia, mãe Terra não é referência a uma fêmea? Tipo presidenta? Ou seria, como o caso, mais uma deturpação da lógica e da língua portuguesa?

O ativist(x), em lapso de honestidade intelectual, não se aquieta:

– Não, de modo algum, tudo é mero jogo de palavras. De todo modo, a ideia não é toda ruim. Vejamos: mãe Terra é uma fêmea independente, daquelas que, inclusive, se reproduzem sozinhas. Deve ser um caso de partenogênese – um fenômeno biólogico raro, quando a fêmea de alguns animais dá à luz sem a participação do macho. Falar em mãe Terra, por um lado, é feminino, mas só quando defende a causa da existência de um gênero mais cuidadoso, menos tóxico que o masculino. Não tem lido as últimas pesquisas acadêmicas revolucionárias?

– Uai – o ponderado retoma. – Mas, você está me dizendo que as mulheres são diferentes de homens e mais cuidadosas? Isso vai contra vocês, suas ideias centrais.

– Não. Vocês não entendem. Tudo é construção social e linguística. Abafa o caso. É tudo uma questão de “lugar de fala”. Nós defendemos a fêmea às vezes, mas a neutralidade de gênero também, dependendo da situação. É que nos intitulamos representantes legais dos novos direitos da nossa mãe Terra, ou do nosso pai/mãe Terra. A invenção é boa. É a última fronteira, quase desesperada, para frear e demolir o patriarcado e a masculinidade tóxica que destroem Gaia.

O mais modesto, pois sábio, oferece uma piada de bom gosto:

– Dica: deixem apenas espermatozóides selecionados, caso a partenogênese não funcione.

– Anotarei. Continuando mais longamente: se fizermos tudo isso, de quebra acabaremos com essa mania terrível que o ser humano tem de se reproduzir biologicamente. Isso machuca a/o mãe/pai Terra! Seja lá o que for, mãe solteira, titia que não quer ter filhos, o “fato” é que há muita gente no planeta, superlotação; isso só serve para roubar espaço, no útero já maltratado da nossa mãe. Ops, quer dizer, só fêmea tem útero! Quer dizer, desculpe o mal-entendido; não queria dizer útero, mas, sim, o âmago, o íntimo, o coração e a alma do pai/mãe Terra.

A sabedoria pergunta:

– Sem sexo e gênero vai dar certo?

– Sim, fica tudo mais neutro, não incomoda ninguém. Ou incomoda? Não importa, já que nada existe, não há verdade, apenas o que eu defendo, sendo todo o resto, na pós-modernidade, mero jogo de palavras, estratégia de poder, controle através da linguagem. Adotemos uma fenomenologia descarbonizada, seja lá o que isso signifique. Soa muito bonito, científico e importante. Deve convencer. Me permitam continuar: verdade não existe, só a verdade de que são todos canalhas, canalhas… Ao afirmarmos os direitos da nossa mãe/pai Terra, trataremos de pôr fim ao trabalho dos canalhas que destroem Gaia, ao morarem em edifícios com ar condicionado e garagem; aqueles que usam celulares, colheres e garfos no almoço – esses são os piores! Todos perversos que não amam seu cachorro como a si mesmos!

O sábio, apesar de conhecer o silêncio, se manifesta novamente:

– Creio que, em um raro lapso de autoconsciência, alguém poderia se perguntar como condenar a fabricação e uso da colher, se quem condena usa talheres todos os dias? Você quer fechar as minas de exploração de minério?

O ativismo ecoxiita dá lugar à sanidade, temporariamente:

– Santa Gaia! Estaria a resposta na minha cara e não vejo? Na TV por assinatura? Já sei! “Largados e Pelados”! Não, muito melhor que isso. Ai, que alívio! Garfos de bambu, garfos de bambu… Finalmente encontrei a paz interior, inabalável! Agora posso continuar protestando, graças ao bambu.

Então vamos lá: “Viva Che Guevara, que não dava a mínima para a degradação ambiental de Cuba ou de qualquer lugar! Não, melhor: viva Lenin! Não… Mas e o cuidado com a mãe/pai Natureza? Matavam seres humanos, seres humanos são parte da natureza, eu também…

Santa Gaia, estamos frit(x). Como faremos no dia em que todos, ou quase todos, descobrirem que não são regimes em si, são pessoas que matam, que ferem…

A sabedoria interrompe:

– Mas e o socialismo-eco(bacana) não seria o caminho da salvação? Ele não é um regime?

– Sim, sim, mas há excessos e exceções.

– Por meio dele, agora recheado de pseudoecologia, não nos dizem que seremos libertos do mal (leia-se capitalismo e a sociedade ocidental)?

– Sim, sim… Mas peraí, não pode ser! Meus gurus da ONU e da universidade disseram que não há salvação, muito menos um só caminho. Juram de pés juntos, com muita fé, que essa idéia de fé, de um só caminho, é bem estúpida, medieval. Coisa de crente. Povo ignorante!

– Mas o que farão os adoradores de Gaia? A sabedoria insiste em questionar:

O que farão quando todos souberem dos fatos sobre a degradação ambiental na China comunista, na antiga URSS, na Coreia do Norte, em Cuba?

– Santa Gaia, como justificaremos o fim da sociedade industrial, capitalista e do mundo ocidental, que inclusive “inventou” a ciência?! Será o fim da nossa ideologia?

– E tem mais – suplicou a moderação. – Como farão, ao perceberem que a Mãe Natureza nunca foi tão benevolente e amorosa assim? Se ela tivesse vontade própria, como parece que creem, mas felizmente não tem, como justificar sua “gentileza”, quando sabemos que manda raios, terremoto, furacões, inundações, calor, frio, seca, vírus, mosquitos e mais mosquitos? E tudo isso independentemente da ação humana?

– Não, não, ela não é assim. Ela é muito boa. Essa coisa toda de furacão é culpa do homem – no caso, sexo masculino mesmo, masculinidade tóxica. Nossa pai/mãe Terra é muito amável, mas não pise nos seus calos! Tudo é culpa dos homens capitalistas e cruéis. Na verdade, estes são filhos bastardos, com sérios problemas congênitos, nascidos fora de hora do útero de Gaia. Somos, na melhor das hipóteses, animais que não deram certo no processo evolutivo. Quão bom seria se a Mãe tivesse parido apenas os devotos da Natureza.

A sabedoria intervém:

– O papo é longo. Você está mudando de assunto. Mas vamos lá. Se, de acordo com a religião de vocês, somos todos animais, vivamos como animais. Vai contribuir com Gaia tirando sua própria vida? Não faça isso. Existe um Deus que te ama. Gaia só irá te lançar para longe dEle. Sei que não fará nada disso com sua vida, mas muitos, infelizmente, o fazem: tornam-se adoradores da criatura e perdem o sentido da vida.

É bom constatar que muitos que defendem suas ideias não vivem o que pregam. E isso é muito bom. Imaginem só: um mundo sem nós, humanos, só com aranhas, que após fazerem “amor” matam e comem seus maridos… Ou nós, humanos, vivendo como nos ensina a natureza! Seria a barbárie ecológica.

Então a insensatez, que é cega, surda e nada de muda, retomou sua última fala:

– Insisto. Não quero escutar. Se queremos sobreviver à ira da mãe/pai Terra (Gaia), temos que cultuá-la, em primeiro lugar, com devoção linguística. Acho que, como bom ecofundamentalista, minha contribuição começa por adorar a Naturez(x), sem gênero…

Por fim, diz a sabedoria:

– Aguardamos com esperança as cenas dos próximos capítulos. E que Deus tenha misericórdia dessa gente e abra-lhe os olhos para a verdade do amor e da salvação em Cristo Jesus, amém! Se o Espírito Santo os tocar, uma boa dose de raciocínio lógico e fatos históricos também pode ajudar bastante. O nome “chic” disso é apologética cristã.

(Rodrigo Penna-Firme é professor universitário no Rio de Janeiro, na área de Geografia e Meio Ambiente)

Em discurso em Davos, Greta Thunberg diz que ambientalismo não é de direita nem de esquerda

greta2A 50ª edição do Fórum Econômico Mundial de Davos começou nesta terça-feira (21) na Suíça dominada pelos debates sobre as mudanças climáticas. Pelo segundo ano consecutivo, a jovem ativista sueca Greta Thunberg foi convidada a participar do encontro. Logo no início do evento, ela criticou a elite econômica mundial que não fez praticamente nada contra as mudanças climáticas. O presidente Donald Trump não tardou a reagir e fustigou “os profetas do apocalipse”. A declaração da jovem ativista soou como uma ducha de água fria para os líderes mundiais reunidos na estação de esqui suíça e suas promessas a favor do meio ambiente. Greta Thunberg disse que “nada foi feito pelo clima”, apesar da mobilização de jovens do mundo inteiro durante meses. “Precisamos de muito mais do que isso”, afirmou Thunberg, lamentando que as “emissões de dióxido de carbono não diminuíram”.

A grande expectativa do dia era saber se a jovem ativista, de 17 anos, fundadora do movimento Fridays for Future, e que se transformou na líder mundial da mobilização dos jovens pelo clima, se encontraria com Trump, a outra vedete deste primeiro dia do Fórum. […]

A 50ª edição do evento, que acontece até a próxima sexta-feira (25), terá a participação de 53 chefes de Estado e 1.680 empresários, a maioria esmagadora deles de homens (76%). Ao todo, três mil pessoas, representando 117 países, participam do Fórum.

Além de Trump, a lista de personalidades políticas presentes inclui a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o vice-presidente chinês, Han Zheng. O Brasil vai ser representado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. No centro das discussões a questão climática, mas também as tensões comerciais.

(Época)

Nota: O Jornal Hoje, da TV Globo, divulgou também esta fala de Greta: “Esta é uma causa que não tem partido. Ela não é de direita nem de esquerda nem centro; é de todos nós.” Isso corrobora o que eu tenho dito em palestras sobre ECOmenismo, ecoando textos da profetiza Ellen White, do escritor Pascal Bernardin e do grande filósofo recém-falecido Roger Scruton:

“O chamado mundo cristão será o palco de grandes ações decisivas. Homens com autoridade promulgarão leis para controlar a consciência, segundo o exemplo do papado. Babilônia fará que todas as nações bebam do vinho da ira de sua prostituição. Toda nação será envolvida. João, o Revelador, declara o seguinte sobre esse tempo: ‘Têm estes um só pensamento’ (Ap 18:3-7; 17:13, 14). Haverá um laço de união universal, uma grande harmonia, uma confederação de forças satânicas. ‘E oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem.’ Assim é manifestado o mesmo poder arbitrário e opressor contra a liberdade religiosa, contra a liberdade de adorar a Deus de acordo com os ditames da consciência, que foi manifestado pelo papado, quando no passado ele perseguiu os que ousaram recusar conformar-se aos ritos e cerimônias religiosas dos romanistas” (Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 392).

“Um discurso onipresente monopoliza as mídias […] e uma nova ideologia parece estar emergindo. […] Não estaríamos em presença de um discurso totalitário mascarado, cujas potencialidades revolucionárias foram gravemente subestimadas? Não estaríamos testemunhando a subversão da verdadeira ecologia, aquela que é respeito pela obra do Criador? […] A nova ideologia deverá fornecer um princípio central e unificador em torno do qual a sociedade mundial poderá se construir e se definir. Esse princípio deverá formá-la por inteiro, permiti-la definir tanto os objetivos sociais quanto as normas de comportamento individual, ser aceito pelos povos do Ocidente e do Oriente, do Norte e do Sul. Ele deverá evitar confrontar qualquer sensibilidade religiosa ou filosófica, mas, ao contrário, fazer avançar a causa sincretista e a aparição de uma religião mundial. Esse princípio deverá também permitir ao poder mundial intervir, diretamente ou não, em todos os setores da sociedade. […] Ele deverá permitir a instauração de um governo mundial” (Pascal Bernardin, Império Ecológico, p. 10, 12).

“Previsões alarmistas desse tipo são recorrentes na história, e há um bom motivo para isso. Alarmes transformam problemas em emergências, levando o andamento normal e diário da política a uma interrupção abrupta. Diante de uma emergência, preparamo-nos para obedecer, seguir líderes e nos proteger. As pessoas que cobiçam políticas centralizadoras, de cima para baixo, têm as emergências em alta conta” (Roger Scruton, Filosofia Verde, p. 39, 40).

Assista à palestra abaixo para entender melhor a fantástica correlação entre o ambientalismo moderno e as profecias bíblicas. [MB]

Leia mais sobre ECOmenismo e o novo movimento ambientalista planetário (clique aqui).

Diferença entre Greta e Malala

gretaA causa pode ser correta, pois devemos mesmo preservar o meio ambiente, mas o que quero destacar aqui (e tenho feito isso há uma década) são os interesses políticos e, principalmente, religiosos por trás desse “império ecológico” ecomêmico; assista aos vídeos e entenderá…

Nos últimos tempos, duas meninas chamaram a atenção do mundo e ambas foram parar na ONU. Duas histórias muito diferentes e duas personalidades totalmente distintas. Uma falou com pleno conhecimento de causa e outra sem conhecimento algum. Uma trazia um sentimento nobre, palavras sensatas e um semblante humilde; a outra exibe uma face arrogante, um discurso malcriado e interesses ocultos nada admiráveis (e que por isso precisam permanecer ocultos).

A que surgiu mais recentemente, a sueca Greta, que nem completou o ensino médio, pretende dar ao mundo aulas de ecologia. A ela não faltou, jamais, qualquer suporte material, desde antes de nascer. Nascida num dos países mais ricos do mundo, nunca viu a miséria de perto, não faz a mínima ideia do que sejam as dificuldades da vida, mas do alto da sua ignorância quer ditar como a humanidade deve viver. O excesso de conforto material não evitou que a mocinha se transformasse num pequeno poço de revolta. Em tom quase histérico anuncia que estamos às portas de uma “extinção em massa”. Com o olhar injetado de ódio e rosto crispado, questiona, sabe-se lá quem: “Vocês roubaram a minha infância e os meus sonhos!”

Como assim? O que lhe faltou na infância? Pelo jeito, carinho da família ou dos amigos e uma educação que lhe abrisse os olhos para o fato (evidente) de que o mundo é complicado mesmo, e que as coisas não se resolvem do dia para a noite. Talvez conselhos no sentido de não ser tão agressiva e rancorosa. Se foi isso que lhe “roubaram”, garota, procure os culpados na sua casa e na sua escola, não no resto do mundo. Ah… mas à escola a menina-que-sabe-tudo não vai mais, exatamente porque já sabe tudo.

Eu me pergunto: Roubaram seus sonhos? Foi mesmo? Aos 16 bem vividos anos já não há mais com o que sonhar? Se alguém lhe “roubou” esses sonhos e você não tem mais nenhum, o problema está em você, não no resto da humanidade. Se você não sonha em ter uma profissão ou uma carreira, ganhar a sua vida, ter uma família e, quem sabe, colaborar para construir um mundo melhor, o problema está só em você, que espera que seus “sonhos” lhe sejam entregues sem esforço. Isso não vai acontecer, menina. Melhor se acostumar com a ideia, por frustrante que ela seja. Talvez até hoje seus pais e financiadores ocultos tenham feito o possível para realizar esses tais “sonhos”, mas, à medida que o tempo passa, o esforço precisa, cada vez mais, ser seu mesmo. E não adianta inchar a veia do pescoço enquanto esbraveja na ONU, sob os aplausos de uma plateia de idiotas que, avidamente, tentam sorver os ensinamentos que você não tem para lhes oferecer, porque isso não vai trazer seus “sonhos” de volta.

malalaA outra garota anda meio desaparecida, mas não pode, jamais, ser esquecida. Em tudo difere da petulante suequinha. Refiro-me à paquistanesa Malala.

Ela, sim, teve a infância roubada (e quase a vida se foi junto). Malala nasceu nos confins mais atrasados do Paquistão, onde predominam costumes tribais e o fundamentalismo islâmico. Malala tinha um sonho, estudar, e foi esse sonho, tão singelo, que lhe tentaram roubar. Sofreu ameaças, levou um tiro na cabeça. Sua família teve que fugir do país e ela chegou entre a vida e a morte na Inglaterra (num antiecológico avião a jato, não num barco a vela), onde foi salva. Malala sobreviveu para contar sua história, para prosseguir no seu sonho e para ajudar a fazer um mundo melhor, para si e para todas as mulheres que sofrem perseguições e discriminações e, com o seu exemplo, dar-lhes maiores oportunidades. Malala tinha mil razões para odiar e para se queixar, mas sua presença, por onde passa, transmite uma mensagem de serenidade e firmeza na defesa de ideais nobres. Malala não exala ódio, desejo de vingança, ao contrário, cativa pela sua modéstia e seu sincero desejo de fazer o bem.

O contraste entre as duas é brutal. Uma sempre teve tudo e acha que nada presta. A outra teve uma origem extremamente humilde, não tinha sequer liberdade e quase perdeu a vida por um sonho tão modesto. Não se abateu, não se vitimiza e não se diz “roubada”. Malala quase morreu porque desejava estudar, mas foi em frente. Greta posa de vítima e não vai mais à escola porque, tolamente, pensa que já pode dar lições ao mundo.

(Isaac Averbuch, Funchal Notícias)

Só para lembrar: Al Gore (o garoto propaganda do aquecimento global antropogênico, antes do papa Francisco e de Greta) disse em 2009 que o gelo do Ártico desapareceria em 2014 (confira). Mesmo anunciando esse profecia furada, ele comprou uma caríssima casa à beira-mar.

“Ecocídio”: papa Francisco quer introduzir o “pecado ecológico” no catecismo

papaO papa Francisco anunciou que a Igreja Católica planeja introduzir o “ecocídio” ou “pecado ecológico” no catecismo, “já que o comportamento contra o meio ambiente causa danos à casa comum”, disse Bergoglio durante seu discurso no XX Congresso Internacional da Associação de Direito Penal, realizado em Roma na semana passada, informou a Europa Press. Durante o congresso, o papa definiu o “novo pecado” como qualquer “ação ou omissão que se manifesta em atos e hábitos de poluição e destruição da harmonia ambiental”. O papa então avisou que estava observando um comportamento “suicida” por parte de um sistema econômico mundial que transformou o planeta em um “depósito de lixo”. Além disso, Francisco disse que “o estilo de vida atual é insustentável” e denunciou o “mecanismo consumista compulsivo” que contribui para a destruição do planeta.

Em suas recentes declarações sobre o conceito de “ecocídio”, Bergoglio não se afastou dessa posição. Ele afirmou que “a Igreja planeja introduzir um ‘pecado ecológico’ contra a casa comum no catecismo da Igreja Católica, porque é uma obrigação”.

Bergoglio disse que o “ecocídio” é entendido como “a contaminação maciça de ar, terra e recursos hídricos, destruição em larga escala da flora e fauna e qualquer ação capaz de produzir um desastre ecológico ou destruir um ecossistema”. “Um senso elementar de justiça imporia que alguns comportamentos, pelos quais as empresas são geralmente responsáveis, não sejam deixados sem punição. Em particular, todos aqueles que podem ser considerados ‘ecocídios’”, disse o papa Francisco durante sua reunião com criminalistas.

Ele acrescentou que o mundo está enfrentando “crimes contra a paz”, que devem ser reconhecidos como tal pela comunidade internacional. “Nessa circunstância, e através dela, eu gostaria de chamar todos os líderes e líderes do setor para contribuir com seus esforços para garantir a proteção legal adequada de nossa casa comum”, acrescentou o papa.

No documento final do Sínodo da Amazônia, os bispos insistiram precisamente na necessidade de definir o pecado ecológico “como uma ação ou omissão contra Deus, contra outros, a comunidade e o meio ambiente, que se manifesta em atos e hábitos de poluição e destruição da harmonia do meio ambiente, bem como na transgressão contra os princípios da interdependência e a ruptura das redes de solidariedade entre criaturas e contra a virtude da justiça”.

No final do Sínodo, os bispos também insistiram em criar “ministérios especiais” para a promoção da Ecologia Integral no nível paroquial e em cada jurisdição eclesiástica, cujas funções incluem, entre outros, o cuidado do território e das águas, bem como a promoção da encíclica “Laudato Si”.

“A Ecologia Integral não é mais um caminho que a Igreja pode escolher para o futuro neste território, é o único caminho possível, porque não há outro caminho viável para salvar a região”, enfatizaram os bispos.

(Conexão Política)

Nota: É o caminho sendo preparado para que, no futuro, sejam consideradas pecadoras pessoas tidas como antiecológicas por não aceitar todos os decretos que visam supostamente à proteção do meio ambiente. Aliás, criar pecados é atribuição humana? [MB]