Perguntas Interativas da Lição: o crisol do Pastor

Jesus é apresentado nas Escrituras como o Bom Pastor, que dá a vida pelas ovelhas. Em Sua sabedoria, Ele as conduz pelos melhores caminhos – o que muitas vezes inclui trechos não agradáveis – com o propósito de treiná-las e fortalecê-las. Elas não temem enquanto têm a certeza de que Ele está junto. Esse é o tema da Lição da Escola Sabatina dessa semana.

Por que geralmente nos desenvolvemos espiritualmente mais nos momentos difíceis do que nos fáceis?

Ler João 10:14-16. Por que essa ilustração que apresenta Jesus como pastor e nós como ovelhas é tão apropriada e confortadora?

Leia Salmo 23:3. Qual é o significado desse pensamento em que o Pastor Celestial guia Suas ovelhas “pelas veredas da justiça” (ou “por caminhos retos”)?

Em sua opinião, por que às vezes esses “caminhos retos” têm que passar pelo indesejável “vale da sombra da morte” (Sl 23:4)? O que Deus quer que aprendamos ao nos conduzir por esse caminho?

Apesar de não querermos passar pelo vale escuro (“ainda que”), por que não tememos ao saber que o Senhor está conosco?

Por que o Supremo Pastor aceita correr o risco de ser mal interpretado ao permitir que entremos em um vale escuro enquanto nos conduz?

Ao continuarmos confiando no Senhor ao longo do caminho, de que forma a bondade e a misericórdia certamente nos “seguirão” por todos os dias?

Como podemos usar essa ilustração (de Jesus como Pastor) para encorajar alguém cuja imagem de Deus foi obscurecida pelas dificuldades da vida?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas Interativas da Lição: Israel no Egito

O livro de Gênesis termina com a morte de Jacó (49:29,33) e de José (50:24-26). Apesar disso, termina com a firme certeza desses personagens de que as promessas de Deus – de que o povo sairia do Egito para a terra prometida a Abraão – seriam cumpridas (50:24). É o que vemos acontecer depois, a partir do livro de Êxodo em diante. Eles sabiam que Deus ainda conduziria Seus filhos para fora do Egito para serem uma grande nação através da qual viria o Messias, ou “Siló” (49:10). Contudo, nada disso faria sentido se esses personagens fiéis permanecessem mortos para sempre. É por isso que Jesus retratou Abraão, Isaque, Jacó e todos os fiéis se banqueteando juntos no futuro, no reino dos céus (Mt 8:11; 22:32; Lc 13:28,29), após o grande dia da ressurreição (Mc 12:26; Jo 5:28, 29; 6:39, 40, 44, 54, etc.). Esse é o cumprimento final das promessas de Deus dadas a Abraão, de que por meio dele todas as nações da terra seriam abençoadas (Gn 12:1-3). Dessa forma, mesmo “o melhor da terra de Gósen” (47:6, 11) não poderia jamais se comparar ao que Deus preparou para aqueles que O amam (1Co 2:9).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Imagine a cena de Gênesis 47:7, em que o idoso nômade do deserto abençoa o poderoso faraó. Que lições podemos aprender com esse episódio? Ao lembrarmos que nós, os cristãos, somos “sacerdócio real, nação santa, e povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe 2:9), como podemos abençoar todas as pessoas com quem entramos em contato?

Em seu leito de morte, imediatamente antes de falecer (Gn 49:33), Jacó fez profecias acerca de todos os filhos. Sendo que não cremos em predestinação, como essas profecias estão relacionadas com o livre-arbítrio e o caráter de seus filhos?

Leia Gênesis 49:10. De que forma essa profecia se refere à vinda e ao reinado do Messias através da linhagem de Judá? (R.: O “cetro”, ou a monarquia, estaria sempre com os descendentes de Judá, e o reino do Messias, “Siló”, viria através de sua linhagem.)

O livro de Gênesis termina com a morte de Jacó (Gn 49:29,33) e de José (Gn 50:24-26). Apesar disso, por que ele ainda assim é um livro de esperança? (R.: Eles morreram crendo que as promessas de Deus se cumpririam; cf. Hb 11:13. Elas se cumpriram, em parte, na saída do povo do Egito para Canaã; e se cumprirão totalmente na subida do povo de Deus para a Canaã Celestial.)

Leia Gênesis 47:6, 11 e 50:24. Sendo que os descendentes de Jacó tiveram a grande oportunidade de habitar “no melhor da terra do Egito”, por que eles faziam planos para sair de lá no futuro? O que isso deve nos ensinar sobre “o melhor da Terra” quando está em contraste com a vontade e os planos de Deus? Como podemos escolher a vontade de Deus, sempre, acima de todas as supostas vantagens terrenas?

Que aspecto da Lição deste trimestre mais impactou sua vida espiritual?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas Interativas da Lição: José, mestre dos sonhos

A história de José contém muitas lições sobre a providência de Deus. A despeito de toda a maldade do coração humano, demonstrada nas atitudes de vários personagens, e apesar de situações adversas e aparentemente aleatórias (Gn 37:15-17), Deus sempre realiza Seu propósito e cumpre Suas promessas. Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana, com base na primeira parte da história de José.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo

Leia Gênesis 37:2,3. Quais são os fatores potenciais de conflito demonstrados nestes dois versos? Como essa situação poderia ter sido amenizada para que não surgisse o conflito?

Leia Gênesis 37:4. Em sua opinião, como um homem idoso e experiente como Jacó pôde cair no mesmo erro de seu pai, ao demonstrar preferência por um filho? Por que essa atitude é tão desastrosa em um mundo caído?

Por que a Palavra de Deus compara o ódio ao assassinato (Mt 5:21-22; 1 Jo 3:15)? O que isso nos diz sobre o cuidado que devemos ter com nossos sentimentos e emoções? (Ef 4:26, 27)

Leia Gênesis 37:19, 20. O que essas palavras nos revelam sobre o caráter dos filhos de Jacó? Como podemos proteger nossa própria família de chegar a esse ponto? Como Deus pode mudar os traços negativos do caráter?

Mesmo tendo sido vendido como escravo por seus próprios irmãos, José era admirado por sua personalidade e por fazer o seu trabalho com excelência (Gn 39:2-4, 21, 23). Qual era o segredo de José? Que diferença fará se trabalharmos em qualquer ofício sabendo que o Senhor está conosco? (ver Cl 3:22-24)

Como podemos continuar confiando em Deus mesmo quando não temos aparentemente o mesmo sucesso de José?

Em Gênesis 37:15-17 há um detalhe que parece insignificante, mas está registrado por ser importante. Em sua opinião, qual pode ser a identidade desse homem que encontrou José enquanto este andava “errante”? Por quê? O que aconteceria com a história que conhecemos de “José no Egito” se ele não tivesse se encontrado com esse homem que lhe indicou o caminho até os seus irmãos, que o venderiam a uma caravana de comerciantes que logo passaria por ali? O que isso nos ensina sobre a intervenção de Deus mesmo quando nos faz passar por situações difíceis? E o que isso nos ensina sobre os versículos que parecem “insignificantes” na Bíblia?

Apesar do erro vergonhoso de Judá e Tamar, eles aparecem na lista genealógica de Jesus Cristo (Mt 1:3). Nessa lista também aparece a mãe de Salomão (Mt 1:6), a qual não deveria ter sido esposa de Davi se ele tivesse sido fiel. O que isso nos ensina sobre a graça de Deus e sobre Sua providência a qual pode atuar a despeito das maiores falhas humanas?

Quais são as semelhanças entre José e Daniel? E quais as semelhanças entre estes dois e Jesus Cristo?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas Interativas da Lição: Jacó-Israel

Vinte anos haviam se passado desde o dia em que Jacó enganara seu irmão Esaú e fugira de casa sob juramento de morte (Gn 27:41, 42; 31:41). Agora ele voltava para a terra de seu pai, e teria que encarar o irmão. Ele havia saído só, mas agora voltava com 13 filhos, muitos servos e centenas de animais. Ele ficou muito angustiado quando ouviu por meio de um mensageiro que seu irmão também vinha ao seu encontro, junto com mais 400 homens (Gn 32:6, 7). Dentre as muitas possibilidades desse encontro, os extremos poderiam ser uma bela recepção ou uma horrenda chacina. Tudo dependia de um único fator: se o irmão havia perdoado sua traição ou não. Além disso, a maior angústia de Jacó estava em sua necessidade de receber também o perdão de Deus para livrá-lo do peso da culpa. Até que ele “lutou com Deus” em oração e entendeu plenamente o significado da graça.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia a oração de Jacó em Gênesis 32:6-12. Que trecho desta oração demonstra evidência de arrependimento? Que trecho demonstra sua comunhão com Deus e sua fidelidade?

Enquanto Jacó orava sozinho na escuridão da noite, um “Homem” tocou seu ombro e imediatamente Jacó começou a lutar com Ele, acreditando ser um assaltante ou um inimigo. O que pode ter passado na cabeça de Jacó enquanto lutava com esse “Estranho”? O que Deus quis ensinar a ele com essa luta durante toda a noite? Que evidências temos de que esse Ser era o próprio Deus? (R.: Jacó pode ter pensado que fosse um dos 400 homens de seu irmão. Ele lutava desesperadamente por sua vida enquanto pedia a Deus em seu coração para não morrer com a culpa que carregava, suplicando por perdão. Como se vê no contexto das palavras, era o próprio Deus, em forma humana, quem “lutava” com ele. A expressão “anjo” é aplicada a Jesus em várias ocasiões, pois na língua original essa palavra também significa “mensageiro”.)

Ao considerarmos o contexto da “luta” de Deus com Jacó, que lições aprendemos sobre conversão?

Quando Jacó descobriu a identidade do “Homem” contra quem lutava, ele O agarrou e afirmou decididamente: “Não te deixarei ir se não me abençoares” (Gn 32:26). Como sabemos que essas palavras não foram baseadas em presunção e arrogância? (R.: O próprio “Homem” lhe deu essa prerrogativa ao dizer antes: “Deixa-Me ir.” Jacó estava angustiado e sabia que essa era sua oportunidade.)

Qual o significado da mudança de nome de Jacó para Israel? Como isso pode ter influenciado o espírito desse homem para o resto de sua vida?

Ao receber o perdão gracioso de seu irmão, Jacó lhe disse: “ver o seu rosto é como ver o rosto de Deus” (Gn 33:10). O que ele quis dizer com isso? Como isso se relaciona com a graça e o perdão? Como as pessoas podem ver “o rosto de Deus” quando lhes perdoamos?

O que a história da violação de Diná e a cruenta vingança dos irmãos dela (Gn 34) nos dizem sobre a natureza humana? Por que o encontro de Jacó com Deus não o livrou desses problemas com sua família?

Leia Gênesis 35:1-5 (compare com Ex 33:5-6). Ao se consagrar a Deus, por que a família de Jacó teve que abandonar não só os ídolos que mantinham escondidos, mas também os brincos? Por que não faz parte do plano de Deus que os Seus representantes usem brincos, joias e bijuterias? (R.: Não é por “vaidade”, como muitos pensam, mas é pelo mesmo motivo por que não comemos ou bebemos qualquer coisa: nosso corpo é templo do Espírito Santo, cf. 1Co 3:16-17; 6:19-20; 10:31; etc.)

É surpreendente o fato de que a própria Raquel tinha “uma quedinha” pelos ídolos (Gn 31:19,34). De forma semelhante, que tipos de ídolos as pessoas têm escondido hoje, e que Deus espera que sejam abandonados para que não atrapalhem em nossa comunhão e santificação?

Imagine a infância de Rubens, o primeiro filho de Lia, crescendo em meio às cenas de ciúmes, inveja, choro e ódio de sua mãe em relação a Raquel. Como isso pode ter influenciado a formação de seu caráter e resultado nas coisas que ele fez?

Leia Jeremias 30:7. A “angústia de Jacó” foi comparada à situação do povo de Deus no exílio em Babilônia. Além disso, de que forma essa mesma expressão pode ser comparada com a experiência que o povo de Deus terá nos últimos dias?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas Interativas da Lição: Jacó, o enganador

Se considerarmos o fato de que Jacó tinha 130 anos de idade quando se encontrou com José no Egito (Gn 47:9) e que nessa ocasião José tinha 39 anos (30 quando foi promovido + 7 anos de fartura + 2 anos de fome, cf. Gn 41:46; 45:6), então descobrimos que José nasceu quando Jacó tinha 91 anos de idade. Se José nasceu no 14º ano de trabalho de Jacó para Labão (que é o que o texto bíblico dá a entender, cf. Gn 30:25), então ele tinha 77 anos quando enganou seu pai e irmão e fugiu de casa. Como se percebe, ele não era um jovenzinho como costumam representar em filmes e ilustrações. Contudo, se também considerarmos o relato de que ele morreu com 147 anos (Gn 47:28), podemos dizer que, aos 77, ele ainda era um homem de “meia idade”. A despeito de sua idade – e apesar dela – Jacó cometeu muitos erros e acertos por meio dos quais podemos aprender muitas lições. Vamos refletir sobre algumas delas com as perguntas desta semana.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 25:27. Que impressão a leitura superficial desse texto nos faz ter dos dois irmãos? Como essa imagem muda ao entendermos que a palavra hebraica traduzida como “pacato” ou “simples” em referência a Jacó é a mesma traduzida como “íntegro” para Jó e “justo” para Noé?

Leia Gênesis 25:28. Em sua opinião, por que as pessoas naquela época tinham a tendência de amar mais um filho do que outro? O que devemos fazer para jamais cometer esse grave erro?

A bênção da primogenitura era dupla, garantindo tanto bens materiais quanto responsabilidades espirituais sobre a família. Jacó desejava tanto a parte espiritual da bênção, que pecou para obtê-la. Como podemos evitar cair em pecado ao desejarmos algo que é bom?

Leia Gênesis 28:10-15. Qual era o significado do sonho de Jacó, de uma escada que ia da terra até o céu? Apesar de estar em fuga por haver cometido um grande erro, por que ainda assim Deus apareceu a ele e prometeu abençoá-lo?

Leia Gênesis 28:22. Assim como Abraão havia entregado o dízimo, agora Jacó também promete a Deus que Lhe dará o dízimo de tudo – sendo que ainda faltavam séculos para Deus instituir o sistema de dízimos entre o povo hebreu. O que isso nos faz concluir sobre o dízimo e o seu significado?

Leia Gênesis 29:25-27. Apesar de Deus haver prometido estar com Jacó desde o início de sua jornada, por que Ele permitiu que ele fosse enganado várias vezes por Labão, seu sogro? Como isso pode ter tornado Jacó uma pessoa melhor? Que evidências temos de que ele se arrependeu?

A despeito das práticas erradas da época (concubinato e poligamia), Deus ainda assim cumpriu Seu propósito conforme havia prometido a Abraão: Jacó teve 12 filhos e uma filha! Até que ponto podemos dizer, conforme o ditado popular, que “Deus escreve certo por linhas tortas”? Nesse caso, qual é a diferença entre as “linhas tortas” causadas por nossa ignorância e debilidade humana e as que são tortas por rebeldia?

Nos relatos sobre Abraão, Isaque, Rebeca, Jacó, Labão, Raquel e Lia vemos várias mentiras e enganos. O que isso nos ensina sobre a natureza humana e a graça de Deus?

Como a história de Jacó pode nos ajudar a encarar nossas próprias dificuldades com maior confiança em Deus e com mais resiliência?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas Interativas da Lição: A promessa

Certamente, o ponto mais marcante da história de Abraão é o momento em que ele está prestes a sacrificar seu filho em resposta a uma ordem divina. A grande questão era o quanto ele cria na promessa de Deus de que faria de Isaque uma grande nação. E ele demonstrou crer tanto a ponto de aceitar oferecer o próprio filho em sacrifício, “considerando que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar” (Hb 11:18). Não é à toa que ele recebeu o título de “o pai da fé”! Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 22:10-13. Que lições Deus quis ensinar a Abraão (e a toda a humanidade) ao pedir que o patriarca sacrificasse o próprio filho, o “filho da promessa”?

Leia Hebreus 11:17-19. Conforme essas palavras, o que encorajou Abraão a oferecer seu filho? Por que essa atitude lhe garante o título de “pai da fé”?

Leia João 8:56. Em que sentido Abraão “viu o dia de Jesus” e se alegrou? (R.: Ele teve um vislumbre do plano da redenção, no qual Jesus é o cordeiro de Deus, que morre no lugar dos seres humanos.)

Qual é o significado da frase “o Senhor proverá”? Como ela se aplica a todo o grande conflito e ao plano da redenção?

Por que Abraão não queria que seu filho se casasse com uma mulher dentre o povo cananeu? Por que a vida espiritual entra em grande risco quando nos unimos com alguém em “jugo desigual” (2Co 6:14)? Por que não vale a pena correr esse risco?

As orações do servo de Abraão o conduziram até Rebeca, a quem Deus havia escolhido para se casar com Isaque. Ainda assim, ela poderia se recusar a ir. O que isso nos ensina sobre a relação entre a providência divina e o livre-arbítrio? (R.: Deus pode fazer planos específicos para algumas pessoas e elas os rejeitarem. Ainda assim, a vontade dEle vai acontecer. Se Rebeca não quisesse ir, Deus teria conduzido o servo até outra pessoa.)

Abraão morreu com 175 anos de idade sem ter visto o cumprimento pleno da promessa. Quando morreu, toda a multidão que descenderia de Isaque ainda era reduzida a apenas duas pessoas: os gêmeos Esaú e Jacó, que tinham cerca de 14 ou 15 anos de idade. Mesmo assim, como podemos supor que ele morreu confiante? (ver Hebreus 11:1, 13)

O que a história de Abraão e Isaque no monte Moriá nos ensina sobre a nossa própria fé? Como podemos desenvolver a fé de Abraão e de Isaque?

Nota: A demonstração de fé de Abraão no monte Moriá não teria acontecido sem a colaboração do próprio Isaque. Ali, no alto do monte, “foi com terror e espanto que Isaque soube de sua sorte; mas não opôs resistência. Poderia escapar desse destino, se o houvesse preferido fazer; o ancião […] não poderia ter-se oposto à vontade do vigoroso jovem. Isaque, porém, tinha sido educado desde a meninice a uma obediência pronta e confiante, e, ao ser o propósito de Deus manifesto perante ele, entregou-se com voluntária submissão. Era participante da fé de Abraão, e sentia-se honrado sendo chamado a dar a vida em oferta a Deus. Com ternura, procura aliviar a dor do pai, e lhe estimula as mãos desfalecidas a amarrarem as cordas que o prendem ao altar” (Ellen White, Patriarcas e Profetas, p. 152). Assim, podemos pedir a Deus que nos dê não somente a fé de Abraão, mas também a fé de Isaque.

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas Interativas da Lição: a aliança com Abraão

Deus fez uma aliança com Abraão, o qual creu e recebeu a Sua justiça imputada (Gn 15:6). Apesar disso, ele continuou falho ao longo do caminho, enquanto aprendia a confiar cada vez mais no Senhor. Conhecer a experiência de erros e acertos de Abraão nos enche de esperança, pois também podemos ser chamados de “amigos de Deus” enquanto crescemos em fé caminhando junto a Ele, sob Sua aliança, e aprendendo com as falhas a confiar cada vez mais em Sua palavra.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 15:4-6; Rm 4:3; Tg 2:23. Por que Deus “imputou justiça” a Abrão quanto este creu? Qual é a relação entre crer e receber a justiça de Deus?

Leia Gênesis 16:1-2. Apesar de ter crido na promessa de Deus – e isso lhe ter sido imputado como justiça – por que Abrão atendeu ao pedido de Sara? Que lições podemos aprender com esse grande vacilo de Abrão? Apesar de ele ter sido perdoado, quais são as consequências deste pecado até os dias de hoje?

Leia Gênesis 16:7-11. Em sua opinião, por que Deus foi em busca de Agar e lhe fez promessas também?

O concerto que Deus havia feito com Noé teve o arco-íris como símbolo, e o de Abraão, a circuncisão (Gn 17:10:11). Quais são as semelhanças e diferenças entre as duas alianças? (R.: Ambas tinham o objetivo de abençoar toda a humanidade; ambas foram pela graça; ambas requeriam obediência…)

Primeiro Abraão (Gn 17:17) e depois Sara (18:12-15) riram ao ouvir a promessa de que teriam um filho em sua velhice. Qual é o significado do riso de ambos? Por que devemos continuar crendo em Deus mesmo que Suas promessas possam parecer impossíveis?

Leia Gênesis 18:22-32. O que aprendemos com o apelo de Abraão em favor de Sodoma? (R.: Ele tinha um espírito intercessor. Nós também devemos orar intercedendo sinceramente pelos que estão afundados no pecado enquanto ainda há tempo)

Por que os pecados de Sodoma e Gomorra estão se tornando “comuns” em nossos dias? O que a destruição destas duas cidades nos ensina? (Ver Judas 1:7)

Há pessoas que creem que a destruição dos ímpios seria contrária ao caráter e ao amor de Deus. Sabendo que, de fato, Deus punirá os ímpios no fim, como podemos responder a estas pessoas? (R.: Deus não tem prazer na morte do ímpio; por isso a Bíblia diz que isso será um “ato estranho” para Ele – ver Ez 33:11; Is 28:21)

Graças a Deus, hoje aceitamos a aliança de Deus por meio do batismo, que de certa forma substituiu a circuncisão (Cl 2:11-12). Como o conhecimento dos erros e acertos de Abraão podem nos ajudar em nossa caminhada de aliança com Deus?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas Interativas da Lição:  as raízes de Abraão

Abrão abandonou sua nação, seu povo e seus familiares para atender ao chamado de Deus, “e partiu sem saber para onde ia” (Hb 11:8). Contudo, ao chegar à terra prometida e habitar nela, viu essa terra passar por um momento de grande escassez e decidiu abandoná-la e procurar melhores condições no Egito. Lá, em um momento crítico, para poupar sua vida, ele mentiu e entregou a esposa para ser parte do harém do faraó (Gn 12:14, 19). Abrão seria reconhecido no futuro como o “pai da fé”, mas ele ainda tinha que aprender a confiar totalmente em Deus, mesmo nas situações mais difíceis.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 12:1-3 e responda:

(v.1) Por que a atitude de Abrão, de abandonar sua nação, sua história e seus parentes, foi uma grande demonstração de fé? Em que sentido ele teve que abandonar “a si mesmo”?

(v. 2) O que significa “ser abençoado”? Como podemos “ser uma bênção” para outras pessoas?

(v. 3) De que forma Deus abençoaria “todas as famílias da terra” por meio da obediência de Abrão? Como sabemos que nós mesmos fazemos parte do cumprimento dessa promessa? (Ver Atos 3:25; Gl 3:7)

Na vida cristã, em que tipo de situações nós também temos que escolher “deixar para trás” coisas e pessoas por causa da fé? (ver Mt 19:29)

Leia Gênesis 12:10. Abraão chegou à terra da promessa e logo encontrou nela uma severa escassez de alimento. Por que Deus permite esse tipo de frustração?

Por causa da seca na terra da promessa, Abrão decidiu ir ao Egito em busca de alimento. Em sua opinião, qual é a diferença entre o Abrão que havia deixado Ur para ir a Canaã e o Abrão que agora deixava Canaã para ir ao Egito?

Faltou fé a Abrão, o “pai da fé”, quando ele disse uma “meia mentira” afirmando que Sara era apenas sua irmã e permitindo, assim, que ela se tornasse parte do harém do faraó (Gn 12:10-20). Ainda assim, Deus nunca o abandonou. Que lições esse episódio nos ensina a respeito da fraqueza humana e do amor incondicional de Deus? Como sabemos que Abrão se arrependeu e foi perdoado?

Leia Gênesis 14:17-20. Ao voltar vitorioso da guerra, Abrão foi abençoado por Melquisedeque – rei e sacerdote da cidade de Salém. Abrão o reconheceu como um legítimo sacerdote do “Deus Altíssimo”, e lhe entregou “o dízimo de tudo” (v. 20). Qual é o significado dessa atitude de Abrão? De que forma o dízimo, além de ser uma expressão de fé, também ajuda a edificar a fé?

Leia Gênesis 15:1. Por que o medo é um inimigo da fé? Em que contextos Jesus também diz aos que Lhe seguem para não terem medo? (Mt 10:28, 31; 14:27; 28:10; Lc 5:10; 12:32; etc.)

Como podemos desenvolver a fé de Abrão em nossa jornada rumo à Canaã celestial?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas Interativas da Lição: todas as nações e Babel

Em uma grande construção na “planície de Sinar” (Gn 11:2), mais uma vez os planos de Deus para humanidade estavam sendo interrompidos pela própria humanidade. A ideia de se unirem para não ser espalhados pela Terra, de “tornarem célebres” seus nomes e de construir uma torre cujo topo chegasse “aos céus” demonstra como os habitantes da terra se rebelaram contra Deus (v. 4). O projeto de uma torre altíssima tinha o ingênuo propósito de salvá-los, caso Deus enviasse um novo Dilúvio. Deus precisou intervir mais uma vez para que todas as nações vindouras ainda tivessem esperança por meio do futuro nascimento do Messias.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 9:20-23. Por que essa história tão embaraçosa está registrada na Bíblia? Que lições podemos aprender desse relato que retrata Noé bêbado e nu logo após ter sido um grande instrumento de Deus?

Leia Gênesis 9:24-27. Ao voltar à sobriedade e descobrir o que havia acontecido, Noé pronunciou bênçãos e maldições sobre sua descendência, ou seja, sobre toda a humanidade. Como sabemos que essas bênçãos e maldições envolvem escolhas individuais, e não “predestinação”? Como elas se relacionam com a história da salvação da humanidade?

Leia Gênesis 9:28, 29. Qual é a importância das listas genealógicas da Bíblia? O que elas nos ensinam? Por que é tão importante saber que elas falam de pessoas reais e não de seres fictícios ou mitológicos?

Ao computarmos as idades dos patriarcas percebemos que Lameque, o pai de Noé, foi contemporâneo de Adão por 56 anos! O que ele pode ter aprendido diretamente de Adão e ensinado a Noé, e este aos seus filhos (e estes à geração de Abraão)?

Leia Gênesis 11:2-4. Qual era o problema dessa grande construção? Em sua opinião, o que poderia ter acontecido se Deus não tivesse impedido?

Leia Gênesis 11:5-7. Por que o texto diz que o Senhor “desceu para ver”, se Ele não precisa fazer isso (“descer” para ver)? Que lições estão implícitas em Deus “descer” até nós?

Compare Gênesis 11:8, 9; 9:1 e 1:28. Em que sentido a dispersão do povo ocasionada por Deus teve um propósito redentivo?

Como o “espírito de Babel” pode se manifestar hoje em grandes projetos institucionais ou mesmo pessoais? Como podemos evitar que esse espírito ocorra em nossa vida?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas Interativas da Lição: o dilúvio

A humanidade havia atingido o ponto sem volta em sua rebelião contra Deus (Gn 6:5-7). Deus precisou intervir com um dilúvio mundial para preservar um pequeno remanescente da degradação moral completa e da extinção. Essa drástica atitude nos revela quão terrível é o pecado e quão gracioso é Deus em não desistir da raça humana. Ao preservar um remanescente, Deus demonstra Sua graça e Seu desejo de salvar todos aqueles que desejam ser libertos do pecado (1Tm 2:4).

Perguntas para Reflexão e Discussão em Grupo

Leia Gênesis 6:9; 7:1, 5. Por que apenas a família de Noé foi salva da destruição no dilúvio? Que lição aprendemos com a história de Noé a respeito de nosso papel no mundo?

Leia Gênesis 6:5, 11, 12. O que a destruição do mundo antediluviano nos ensina sobre a malignidade do pecado e sobre a graça de Deus?

Leia Gênesis 8:1. Na Bíblia, “lembrar” significa agir. Tendo isso em mente, responda:

a) Qual é o significado da frase “Deus Se lembrou de Noé”, sendo que haviam se passado meses desde o início do dilúvio?

b) Qual é o sentido do mandamento que nos ordena “lembrar” do sábado (Êx 20:8)?

c) Por outro lado, o que significa o conceito de que Deus “não Se lembra” de nossos pecados? (ver Sl 25:7; Is 43:25; Hb 10:17; Ap 18:5)

Leia Gênesis 8:22. Em sua opinião, como seria se Deus não tivesse assumido esse compromisso de manutenção dos ciclos da Terra após o dilúvio? O que isso nos revela sobre Seu amor?

Leia Gênesis 9:2-4. Que lições aprendemos com a mudança da dieta humana após o dilúvio?

Como o arco-íris, como sinal da aliança, nos ajuda hoje a confiar nas promessas de Deus? Como esse sinal pode ser comparado ao sábado?

Como a aliança de salvação de Deus com Noé por meio da arca se compara com a aliança que temos pelo sangue de Jesus?

Em que aspectos o mundo atual se assemelha ao mundo antes do dilúvio? Ao mesmo tempo, em que aspectos o povo remanescente dos últimos dias se assemelha a Noé?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)