Perguntas interativas da Lição: Testemunhas cativantes – o poder do testemunho pessoal

testemunhoTestemunhar de Cristo não é só falar a respeito dEle, mas ter um relacionamento pessoal com Ele. Trata-se de falar não apenas do que Ele fez, mas do que Ele faz em nós. Esse tipo de testemunho tem um grande poder por se tratar muito mais de uma experiência real do que de uma religião aleatória.

Perguntas para discussão em grupo:

Por que é difícil argumentar contra a experiência pessoal de alguém? O que há de tão poderoso e convincente no testemunho pessoal?

Por que o mundo precisa desesperadamente do testemunho dos cristãos?

Leia Marcos 5:15-20. Por que foi muito mais benéfico para o ex-endemoninhado ficar em sua cidade como testemunha do que se ele houvesse partido de lá junto com Jesus? (Nota: Como vemos em Marcos 7:31-8:21, Jesus visitou novamente essa região depois de vários meses, e dessa vez a cidade estava preparada para recebê-Lo em virtude do testemunho do homem liberto dos demônios.)

O que significa para você o fato de que o primeiro missionário enviado por Jesus para dar testemunho dEle foi um ex-endemoninhado?

Leia Atos 4:13, 20. Qual era a maior evidência de que os discípulos haviam estado com Cristo? Por que eles não podiam ficar calados? O que pode estar faltando na vida dos cristãos que não têm esse mesmo desejo de testemunhar?

Qual é a relação entre conhecer e partilhar Jesus Cristo? Por que conhecer Jesus pessoalmente é tão essencial para podermos testemunhar dEle?

Veja em Atos 26:1-3, 13-15, 24-29 alguns trechos da defesa de Paulo perante o rei Agripa. Em sua opinião, por que o rei agiu dessa maneira? O que Paulo estava tentando fazer? O que mais impressiona você nessa história e que lições podemos extrair dela?

Medite nesta citação da lição de sexta-feira e diga qual é o seu significado mais profundo: “Por mais importante que seja a doutrina correta, ela não substitui uma vida transformada pela graça.”

Por que a conversão não pode ser apenas uma foto (um ponto no passado), mas um filme (uma experiência contínua)?

Leia Atos 1:8. Como você pode se tornar sensível para o mover do Espírito Santo?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: Por que testemunhar?

Esta é a primeira de uma nova série de perguntas interativas para reflexão pessoal e discussão em grupos. O tema geral desse trimestre é “Fazendo Amigos para Deus”. Nesta semana iniciamos a série estudando a importância de ser participantes ativos do Evangelho ao testemunhar para outras pessoas.

Perguntas para discussão em grupos:

Veja qual é o grande desejo de Deus em 1 Timóteo 2:3, 4 e 2 Pedro 3:9. Qual é a nossa função no plano divino para que esse desejo se cumpra (ou que pelo menos se aproxime ao máximo de seu cumprimento)?

Diante da situação do mundo – o qual “jaz no maligno” (1Jo 5:19) –, se você perguntasse a Deus “Como foi o Seu dia?”, como você imagina que Ele lhe responderia? E se você Lhe perguntasse “O que eu posso fazer para Lhe trazer alegria?”, o que você acha que Ele diria? Por quê? O que é necessário para que você passe a agir sempre desse modo, sempre trazendo alegria a Deus?

Leia Lucas 15:7, 10, 32. Por que a conversão de uma única pessoa traz tanta alegria a Deus e aos anjos? Preste atenção nas palavras do verso 10. O que significa o fato de que, em vez de ser dito que há alegria “nos anjos”, é dito que a alegria está “diante” dos anjos ou “na presença” deles? (R.: É provável que a ênfase do texto esteja no júbilo do próprio Deus, e que impressiona solenemente os anjos que estão em Sua presença.)

Por que é tão difícil imaginar Deus exultando de alegria, sendo que ela é fruto do Espírito Santo (Gl 5:22)?

Qual foi o propósito de Deus ao ter escolhido, em lugar dos anjos, os próprios seres humanos caídos para dar testemunho dEle? Quais são os benefícios de testemunhar para a própria pessoa que dá o testemunho?

Leia Mateus 28:19, 20; Marcos 16:15, 16; Lucas 24:48, 49; João 20:21. Por que os quatro evangelhos terminam com uma ordem para que os cristãos testemunhem para outras pessoas?

Leia João 7:37, 38. Se no verso 37 Jesus é a fonte da água viva da qual devemos “beber”, em que sentido o verso seguinte afirma que os que creem nEle também passam a ter “rios de água viva” fluindo em seu interior? (R.: O verdadeiro convertido se torna um representante de Cristo, levando o Evangelho para outras pessoas.)

Leia 1 Coríntios 5:14, 15. O que significa dizer que “o amor de Cristo nos constrange [motiva, impulsiona]”? De que forma o reconhecimento do amor de Cristo nos motiva a testemunhar?

Como você entende Tiago 5:19, 20?

Como o testemunho e o serviço voluntário para Deus influenciam nosso crescimento espiritual? Por outro lado, por que o testemunho e o serviço, por mais dedicados que sejam, não podem se tornar substitutos à verdadeira espiritualidade? Como podemos evitar que isso aconteça?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: vivendo pela Palavra de Deus

Praying in the darkNesta semana se encerra o trimestre da Lição da Escola Sabatina que tratou do tema “Como Interpretar as Escrituras”. Para concluir esse assunto, verificamos o fato de que todas as técnicas de hermenêutica para interpretar a Bíblia não valem nada se o que for aprendido não for colocado em prática.

Perguntas para discutir em grupo:

Leia Tiago 1:22. De que modo as pessoas que são “somente ouvintes” das Escrituras enganam a si mesmas?

Por que a Bíblia não deve ser lida apenas para se obter conhecimento teológico ou literário? De que maneira sua leitura se torna efetivamente proveitosa para a vida? Por quê?

Veja em Mateus 4:4, 7, 10 como Jesus usava as Escrituras para combater as tentações. Como também podemos adquirir tal conhecimento para as usarmos da mesma forma que Ele?

Por que ser capaz de apenas citar passagens da Bíblia (como o diabo fez em Mateus 4:6) não é suficiente?

Como vemos em Lucas 5:46, 47; 10:26; 24:45, 46, Jesus considerava as Escrituras como a norma pela qual devemos viver e analisar todas as coisas. O que isso nos ensina sobre o pensamento popular em alguns círculos de que “as palavras de Cristo estão acima das palavras da Bíblia”? De que forma esse pensamento invalida as Escrituras e torna o Cristianismo cada vez mais subjetivo?

De que forma a leitura da Bíblia nos ajuda a viver o etilo de vida proposto em Filipenses 2:12-16? Em que sentido Deus “efetua em nós tanto o querer como o realizar”? Por que não podemos viver o que estudamos sem o auxílio do Espírito Santo?

Qual é a importância de passarmos diariamente um tempo de qualidade com Deus? Por que as pessoas que dizem não ter “tempo” para dedicar à comunhão diária geralmente o conseguem para fazer qualquer outra coisa que lhes pareça “importante”?

Qual é o papel da leitura da Bíblia durante a hora tranquila de comunhão com Deus? O que essa comunhão pode se tornar, ao longo do tempo, sem a leitura da Palavra?

Conforme Efésios 5:19 e Colossenses 3:16, de que maneira a palavra de Deus pode “habitar ricamente” em nós? Como a memorização de diversas passagens das Escrituras pode nos ajudar em momentos difíceis?

Leia Filipenses 2:16. O que significa “preservar a Palavra da vida”? Como podemos fazer isso?

Compare Lucas 24:44, 45 com 2 Coríntios 4:3, 4. Ao encerrarmos o tema de estudo deste trimestre, como podemos ter a mente sempre disposta a compreender devidamente as Sagradas Escrituras?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: lidando com passagens bíblicas difíceis

bibleNão é vergonhoso reconhecer que algumas passagens da Bíblia são difíceis de entender. O próprio apóstolo Pedro reconheceu isso ao mencionar os textos inspirados do apóstolo Paulo (2Pe 3:15, 16). Porém, longe de desacreditar a Bíblia, os textos difíceis nos desafiam a estudar mais profundamente a Palavra de Deus. Assim podemos perceber como as dificuldades desaparecem e somos recompensados com maior compreensão da verdade. É um esforço que compensa sempre! Esse foi o tema de estudo na Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas para discussão em grupo:

Leia 2 Pedro 3:15, 16. Em sua opinião, qual é a intenção de Pedro ao dizer que “há certas coisas difíceis de entender” nos escritos do Apóstolo Paulo? Por que ele chama de “ignorantes” e “inconstantes” os que deturpam os textos difíceis das Escrituras? Como devemos agir para não sermos classificados assim?

Por que não devemos nos surpreender de que existam passagens difíceis na Bíblia? (Isaías 55:9)

O que significa dizer que as supostas contradições da Bíblia são apenas “aparentes”? Quais são as possíveis razões para que elas aconteçam?

O que significa se aproximar dos textos bíblicos “com humildade e submissão”? Por que a pessoa arrogante e orgulhosa terá muita dificuldade em interpretar corretamente uma passagem difícil? Por outro lado, como podemos apresentar um texto bíblico com certeza e sendo humildes ao fazê-lo?

O que você deve fazer em situações em que não entende completamente um texto bíblico ou quando o assunto parece não se encaixar na sua compreensão da verdade?

Por que é necessário determinação e paciência para se interpretar uma passagem difícil? E por que vale a pena o esforço? (João 5:39; 2 Tmóteo 3:15-17)

Além de abordar a Bíblia com humildade, submissão, determinação e paciência, por que a oração é crucial para a entendermos corretamente? E qual deve ser nossa atitude enquanto não compreendemos uma passagem difícil?

Por que é melhor afirmar que não se sabe como responder uma passagem difícil do que forçar o texto a dizer o que se quer que ele diga?

Leia Deuteronômio 29:29. Por que algumas das declarações desafiadoras da Bíblia podem nunca ser respondidas aqui na Terra? O que isso nos ensina?

Sabendo que apenas poucos textos apresentam alguma dificuldade de compreensão, qual deve ser nossa atitude para com a maior parte das Escrituras que não apresentam dificuldade alguma?

 Notas:

Há vários motivos prováveis que podem causar supostos “erros” ou aparentes discrepâncias em alguns textos da Bíblia. Dentre eles estão traduções inapropriadas e pequenos erros de copistas. Mas em grande parte o problema se deve à nossa própria ignorância em algum aspecto determinante, como a língua original, a cultura da época e o local da escrita, ou por se desconhecer o que a própria Bíblia diz sobre o mesmo assunto em outras passagens. Veja alguns poucos exemplos desses tipos de problema:

Possível erro de copista. Em Mateus 27:9, 10 é dito que a profecia “de Jeremias”, em relação ao preço pago pela traição de Jesus (cf. Mt 26:15; 27:3), foi devidamente cumprida. Mas na verdade essa profecia foi feita por Zacarias (11:12,13)! É muito provável que isso tenha sido erro de um copista. Mas isso não altera em nada o fato de que a profecia realmente se cumpriu de um modo muito preciso.

Erro de tradução. Geralmente as traduções de Lucas 23:43 são influenciadas pela pressuposição dos tradutores de que a vida continua durante a morte. Por isso traduzem como se naquela sexta-feira da crucificação Jesus tivesse dito ao ex-ladrão: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.” No entanto, isso entraria em contradição com todos os textos bíblicos que ensinam que não há consciência alguma durante a morte (ex.: Ec 9:5, 6, 10; Sl 6:5; 115:17; 146:4; etc.). E estaria em contradição também com o próprio Jesus que, na manhã de domingo, afirmou que ainda não havia subido ao Pai (Jo 20:17). Ele teria mentido ao ladrão na sexta-feira? De modo algum! Na verdade, o que Jesus afirmou ao ex-ladrão foi: “Em verdade te digo hoje: estarás comigo no Paraíso.” Afinal, Ele mesmo já havia repetido enfaticamente em outras passagens que a recompensa após a morte virá apenas “no último dia”, no dia de Sua volta, o dia da ressurreição (Jo 5:28, 29; 6:39, 40, 44, 54; 11:24; cf. 1Co 15:52; 1Ts 4:16; 2Tm 4:8; etc.).

Aparentes contradições. As contradições na Bíblia são apenas aparentes; elas se desvanecem quando entendemos o contexto. Alguns usam os textos de 1 Crônicas 21:1 e 2 Samuel 24:1 para apontarem uma suposta contradição. O primeiro texto diz que Satanás tentou Davi a fazer o censo de Israel; o segundo texto diz que Deus o levou a fazer isso. Para nossa época e cultura, isso realmente parece uma contradição. Porém, essa dificuldade desaparece quando entendemos que, no pensamento bíblico, Deus “faz” aquilo que Ele apenas deixa acontecer. É o que vemos em 2 Tessalonicenses 2:9-11: ali é dito que “Deus enviará a operação do erro” a todos aqueles que “não acolheram o amor da verdade”. O verso 9 deixa claro que Satanás é quem age com a mentira. E o verso 11 diz que essas pessoas, que recebem a operação do erro, “se deleitam com a injustiça”. Em outras palavras, Deus não pode proteger essas pessoas contra a vontade delas. Na linguagem bíblica, Deus está lhes “enviando” o erro, quando na verdade Ele está apenas permitindo que isso aconteça (conforme o desejo dessas pessoas).

Textos que jamais compreenderemos nesta vida. Jamais saberemos na Terra por que Deus não deixou João escrever o que as vozes como de “trovões” falaram (Ap 10:3, 4). Deus sabe o porquê. Isso não seria importante para nossa edificação. Um dia saberemos. Também nunca saberemos nesta vida o conteúdo da epístola de Paulo aos Laodicenses (Cl 4:16). Por isso, temos que nos preocupar com o que está revelado para nós; o que está encoberto “pertence ao Senhor” (Dt 29:29).

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: a Bíblia e as profecias

profeciasAo revelarem o futuro, as profecias bíblicas não só nos dão direção e segurança, mas também confirmam a veracidade e confiabilidade das Escrituras. No entanto, é necessário usar os métodos corretos de interpretação para que não sejam desenvolvidas teorias particulares e enganosas. Esse foi o tema de estudo da lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas para discussão em grupo:

Veja em João 13:19 e 14:29 um dos grandes propósitos das profecias bíblicas. De que maneira elas comprovam o caráter da Bíblia como Palavra de Deus? Que enorme vantagem temos hoje em relação às pessoas que viveram nos tempos de Daniel e Nabucodonosor?

Os métodos mais conhecidos atualmente para interpretar profecias bíblicas são preterismo, futurismo (ambos tendo origem no século 16) e historicismo. Como podemos saber que o método historicista é o que foi intencionado por Deus para interpretarmos corretamente as profecias? (R.: Esse foi o método utilizado por Jesus, pelos autores inspirados e pelo anjo que interpretou a visão para Daniel – cf. Dn 8:20, 21, 26; 11:31; Mt 24:15; Mc 13:14; 2Ts 2:3-7; etc.)

De que modo os capítulos 2, 7, 8 e 11 de Daniel nos dão o fundamento para usarmos o método de interpretação historicista? (R.: Esses quatro capítulos são paralelos e só fazem sentido se forem entendidos como a descrição da ascensão e queda dos vários impérios desde Daniel até a volta de Jesus.)

O conhecido “princípio dia-ano” (cf. Nm 14:34; Ez 4:6, 7) é uma ferramenta fundamental para se interpretar corretamente as profecias de longo prazo. Por que algumas profecias não fazem sentido algum se esse princípio não for aplicado (ver nota 1)? Como esse princípio se demonstra incontestável no caso das seguintes profecias: as 2.300 “tardes e manhãs” de Daniel 8:14; os 1.260 “dias” de Apocalipse 12:6 (ver nota 2); e especialmente as 70 semanas de Daniel 9:24-27?

A lição de terça-feira apresenta sete características do simbólico “chifre pequeno” mencionado nos capítulos 7 e 8 de Daniel. De que forma o papado preenche todos os requisitos para ser a única entidade que cumpre essa profecia? (veja, por exemplo, Dn 7:8, 25; 8:10-12; Ap 13:5-7; 2Ts 2:3, 4). De maneira apropriada, com amor, por que essa verdade ainda deve ser dita, mesmo que isso seja “politicamente incorreto” em nossos dias?

Quando Jesus voltar, Ele virá para “dar a cada um conforme as suas obras” (Mt 16:27; Ap 22:12). Isso indica que o caso de cada pessoa já terá sido decidido antes, no tribunal celestial. Chamamos esse processo no Céu de “juízo investigativo”. Se o princípio dia-ano é o correto para interpretar profecias (e vimos que é), e os 2.300 “dias” de Daniel 8:14 devem ser contados a partir do ano 457 a.C. (quando saiu a ordem para reedificar Jerusalém, cf. 9:25). Então o juízo investigativo foi iniciado no ano 1844. Por que tão poucos cristãos sabem disso?

Em sua opinião, por que a maioria dos membros da igreja não sabe explicar a profecia das 2.300 tardes e manhãs (Dn 8:14)? O que é necessário para que ela seja aprendida? O que muda na vida das pessoas que compreendem essa profecia? (R.: Certamente será ampliada a compreensão do plano da redenção, como também o amor por Deus e pela verdade, a responsabilidade, o senso de missão, etc.)

Por que o método historicista é tão pouco usado nas interpretações proféticas populares? O que está em jogo quando se aceita a teoria (futurista) do “arrebatamento secreto”? O que isso nos revela sobre a condição do cristianismo atual? De que modo esse fato confirma a relevância da mensagem bíblica adventista?

É fato que o conhecimento das profecias é essencial para os adventistas do sétimo dia. Costuma-se dizer com muito acerto que, caso percam de vista a importância do conhecimento profético, eles também perdem automaticamente sua identidade como igreja e o seu senso de missão. Por que isso acontece?

Notas:

As profecias de longo alcance não se cumpririam se os “dias” proféticos fossem considerados de modo literal. A profecia das 70 semanas, por exemplo (Dn 9:24-27), prediz o batismo de Jesus (o “Ungido”) no fim de 69 semanas após a “saída da ordem para reedificar Jerusalém” (v. 25). Essa ordem foi dada no ano 457 a.C.; a interpretação de 69 semanas literais resulta em apenas um ano e quatro meses após essa data. Porém, quando o princípio dia-ano é aplicado, a 69a “semana” (483 anos) chega até o ano 27 d.C., exatamente o ano em que Jesus foi “Ungido” através do batismo para dar início à Sua missão messiânica! É por isso que em Marcos 1:15, pouco tempo após o batismo de Jesus, Ele ainda aparece dizendo: “o tempo está cumprido.” Ele Se referia à profecia das 70 semanas! Mais ainda, essa mesma profecia prediz que o “Ungido” faria “cessar os sacrifícios” 3,5 anos após Seu batismo, ou seja, “na metade da semana” seguinte (9:27). Isso se cumpriu precisamente no instante em que Jesus morreu e o véu do santuário foi rasgado de alto a baixo para indicar que os sacrifícios de animais não mais eram necessários (Mt 27:51; Mc 15:38; Lc 23:45).

Os cristãos fiéis à Bíblia sofreram intensa perseguição papal desde o ano 538 até 1798. Esse mesmo período de tempo é relatado sete vezes na Bíblia de três modos diferentes: “mil duzentos e sessenta dias” (Ap 11:3; 12:6), “quarenta e dois meses” (Ap 11:2; 13:5) e “tempo, tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25; 12:7; Ap 12:14 – ver também Dn 4:32 e 11:13, onde se entende que “tempos” e “anos” são equivalentes).

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: a Bíblia como história

historiaNesta semana estudamos a historicidade dos relatos bíblicos, em contraste com outras chamadas escrituras “sagradas” que contêm apenas mitos e fantasias. Tanto o estudo da cronologia bíblica paralela com a História como a Arqueologia nos confirmam a veracidade dos relatos bíblicos.

Perguntas para discussão em grupo:

Em vez de tentar provar a existência de Deus, as Sagradas Escrituras já partem do pressuposto de que Ele existe. Em sua opinião, por quê é assim?

Por que a Bíblia é o documento histórico mais confiável que existe?

Leia Apocalipse 22:16. De acordo com a lição desta semana, sem Davi não haveria a cidade de Jerusalém, não existiria o “templo de Salomão” e nem a promessa de um Messias que Se assentaria no trono de Davi. O que isso quer dizer? Como esse mesmo tipo de raciocínio se aplica também a outros personagens bíblicos como Abraão, Daniel ou o apóstolo Paulo? O que não existiria na fé bíblica (e no mundo) sem eles?

Imagine que José do Egito, Moisés ou mesmo uma pessoa ímpia como Jezabel nunca tivessem existido além de contos fictícios ou estórias de fundo moral. Quais seriam as implicações para nossa fé?

A antiga inscrição no “Prisma de Senaqueribe” afirma que esse rei Assírio invadiu 46 cidades de Judá mas “poupou” apenas a cidade de Jerusalém, onde supostamente deixou o rei Ezequias “trancado como um pássaro na gaiola”. No relato bíblico, porém, ele não invadiu Jerusalém porque um anjo matou 180.000 soldados de seu exército (2Rs 19:35). Em sua opinião, por que existe essa discrepância entre os dois relatos? Quando existem diferenças entre o registro histórico e o bíblico, por que devemos preferir confiar no que a Bíblia diz?

A lição de quarta-feira menciona alguns textos extra-bíblicos que confirmam a historicidade de Jesus e de outras pessoas contemporâneas cujas histórias se cruzaram com a dEle. Além desses testemunhos, há outros, inclusive dos inimigos de Jesus, que registraram no Talmude Babilônico (Sanhedrim, 43a) que Jesus foi condenado “por prática de magia e por enganar Israel”. Este relato, apesar de tentar desqualificar os milagres de Jesus, apenas comprova ainda mais a Sua historicidade, pois é o mesmo argumento que vemos os judeus usando contra Ele nos Evangelhos (Mt 9:34; 12:24; Mc 3:22). É um testemunho poderoso de que Ele existiu e que os incomodava muito. Contudo, apesar dessa e de várias outras fontes a respeito da historicidade de Jesus, por que os 4 evangelhos devem ser a fonte primária para sabermos a respeito dEle? (ver João 20:30,31)

Leia 1 Coríntios 15:12-14, 17-20. Qual é o problema de não se considerar os relatos sobre Jesus como históricos e verídicos?

Por mais úteis que sejam as “provas” arqueológicas e históricas a respeito dos relatos bíblicos, por que nossa fé não deve depender delas?

O capítulo 11 de Hebreus é comumente chamado de “a galeria da fé” por considerar a vida de vários personagens bíblicos em sua jornada espiritual.  Após mencionar vários desses heróis da fé, pense no que é dito de todos eles no verso 13: “todos eles morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas viram-nas de longe e creram nelas e as abraçaram”. Que lição poderosa você pode extrair dessa declaração para sua própria vida? Agora considere todo o pensamento contido nos versos 13-16. Que parte dessa mensagem é mais significativa para você em sua própria jornada de fé?

Leia Daniel 1:8. Como a firme decisão que Daniel tomou impactou sua própria vida e também a de milhões de pessoas até hoje? Qual é o peso das decisões dos personagens bíblicos na História ao longo dos séculos? E qual é a importância de suas próprias decisões de fé enquanto lê esse texto?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: a criação: Gênesis como fundamento (parte 2)

genesisÉ evidente que Jesus e os escritores bíblicos consideravam o relato das origens em Gênesis de modo literal (ex.: Mt 24:38, 39; Jo 5:46; etc.). Isso nos revela algo a respeito das interpretações que se baseiam em métodos diferentes desse. Nesta semana, continuamos o estudo sobre as origens em Gênesis como fundamento para a correta interpretação da Bíblia, do passado e do futuro.

Perguntas para discussão em grupo:

Jó 26:7 diz que Deus “faz a Terra pairar sobre o nada”. O que isso quer dizer? Como Jó sabia disso?

Além disso, a Bíblia também afirma a “redondeza” da Terra (Jó 22:14; 26:10; Pv 8:27; Is 40:22). Por incrível que pareça, hoje há pessoas que creem no chamado “terraplanismo” (o qual defende que a Terra não é esférica, mas “achatada” e “plana”). Por que um cristão que defende essa ideia maluca se torna um empecilho à causa do Evangelho?

Apesar de alguns dizerem que crer na Terra plana “não influencia a sua fé nem sua relação com Deus”, por que é desastroso para o cristão ir contra a própria realidade observável? Como essa obsessão pode de alguma forma acabar afastando-o de Deus?

Obviamente os textos bíblicos que falam em “quatro cantos da Terra” e “quatro ventos” são figuras de linguagem. Que outros exemplos de linguagem figurada existem na Bíblia e também no nosso dia a dia? (R.: “Do coração procedem os maus desígnios” [Mt 15:19]; “janelas do céu” [Gn 7:11; 8:2; 2Rs 7:1, 2; Ml 3:10]; “ir pelo ralo”; “fulano mora no meu coração”; etc.). Em sua opinião, por que os textos bíblicos também fazem uso de figura de linguagem em várias ocasiões? Como podemos saber quando a linguagem é figurada?

Foram descobertos textos contendo mitos de criação que datam de antes de Moisés ter escrito o Gênesis. Alguns dos mais importantes são a “Epopeia de Gilgamesh”, da Mesopotâmia; o “Enuma Elish”, da Babilônia; e a “Epopeia de Atra-hasis”, da Suméria. Nesses contos mitológicos existem várias semelhanças com o relato de Gênesis. Apesar disso, como sabemos que o Gênesis não é apenas mais um “mito de criação” nem uma “adaptação” de nenhum deles? Por outro lado, o que as diferenças entre esses mitos e o Gênesis nos revelam? (Leia Colossenses 2:8 e 1 Timóteo 4:7.)

(R.: Semelhanças: a criação dos seres humanos; o barro como um dos elementos; o dilúvio. Diferenças: os “deuses” criam os humanos para trabalhar por eles; os deuses se odeiam, traem e matam; a morte é “natural” nos mitos, ao passo que na Bíblia ela é uma tragédia que resultou do pecado.)

As semelhanças entre os diferentes registros mitológicos encontrados e o Gênesis indicam que existe uma “versão original” dessas histórias, a qual tem que ser muito mais antiga, e que os povos pagãos a distorceram ao longo dos séculos conforme suas próprias crendices e superstições. Por que é ilógico supor que Moisés teria simplesmente copiado e “adaptado” os mitos (Êx 17:14; 34:27)? Que evidências você pode apontar que comprovam a veracidade de Gênesis mas não a dos mitos mais antigos?

Leia Atos 14:11-15, 18, 19. Assim como foi no passado, a crença na Criação bíblica (em uma semana literal) está em desacordo com a cultura predominante. Por que não devemos nos surpreender disso?

Leia Gênesis 1:14-16. Por que o relato bíblico da criação não menciona o nome do Sol nem da Lua? Como isso nos ajuda a perceber que, em vez de ser uma “cópia” ou “adaptação” dos antigos mitos de criação, o Gênesis é um corretivo desses mitos?

Como o conhecimento científico verdadeiro (que não nega o sobrenatural, cf. 1Tm 6:20, 21) nos ajuda a apreciar mais ainda o caráter de Deus e Sua revelação na Bíblia e na natureza?

Leia Gênesis 1:26. Em que sentido o ser humano é “a coroa da criação”? Que profundo significado reside no fato de que Deus criou os seres humanos com as próprias “mãos”, enquanto todas as outras coisas simplesmente surgiram por Sua palavra?

A árvore da vida é mencionada unicamente nos primeiros três capítulos da Bíblia e nos dois últimos. Por que a menção dela no Apocalipse não faria sentido se a que foi mencionada em Gênesis fosse apenas uma metáfora? Qual seria o sentido de Deus nos prometer um Éden restaurado se o primeiro não tivesse sido literal?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: a criação: Gênesis como fundamento (parte 1)

God-creationOs primeiros capítulos da Bíblia são fundamentais para compreendermos nossas origens e muitos porquês. Além disso, toda a Escritura Sagrada é construída em cima desses alicerces. Por isso as narrativas contidas nesses capítulos são tão atacadas hoje, ou interpretadas apenas como “alegorias”. Nesta semana estudamos a importância do Gênesis como base para compreendermos corretamente a Bíblia. As perguntas a seguir servirão para reflexão, discussão e aprofundamento no conteúdo estudado.

Leia Gênesis 1:1. Que verdades profundas são reveladas no primeiro versículo da Bíblia? Assim como o primeiro versículo, por que os primeiros capítulos do Gênesis são fundamentais para a compreensão de todas as Sagradas Escrituras? Por que eles só fazem sentido se forem interpretados de maneira literal? (R.: Jesus e todos os profetas os consideravam assim, como vemos em Mateus 19:6 e outras passagens; e não faria sentido “escolhermos” arbitrariamente quais partes da Bíblia são literais ou alegóricas. Além disso, muitas doutrinas – tais como a origem da humanidade, do pecado, da morte, do sábado, etc. – não fariam sentido se essas narrativas não fossem literais.)

Que diferença faz saber que fomos criados por Deus, e não “evoluídos ao acaso”? Por que também é absurda a ideia de uma “evolução teísta”, ou seja, a ideia de que Deus mesmo teria criado tudo (e a nós) por meio do processo da evolução?

Como sabemos que os dias da criação são sete dias literais de 24 horas cada? Qual seria o sentido do mandamento para guardarmos o sábado se não tivesse sido assim? Se tudo já estava pronto no sexto dia da Criação, por que Deus ainda esperou passar mais 24 horas para criar mais um dia? O que isso nos diz sobre a importância desse dia?

Compare Gênesis 2:3 com Êxodo 20:11. Por que o quarto mandamento repete os mesmos três verbos que foram usados na narrativa da Criação em relação ao sábado? O que isso nos diz sobre o motivo de observarmos o sábado como dia de guarda?

Por que os adventistas do sétimo dia devem ser firmes em defender a criação em sete dias literais, ainda que todos virtualmente a rejeitassem? Em sua opinião, por que há cristãos aceitando as teorias de evolução teístas? (R.: O fato de guardarem o domingo – ou nenhum dia – pode fazer com que percam de vista facilmente o significado da Criação literal.)

Leia João 1:1-3 e Hebreus 1:2. Em que sentido Jesus é o Agente da Criação? O que isso nos ensina a respeito de Seu papel em nossa Redenção e na Re-criação do mundo?

Desde 1844 os adventistas do sétimo dia creem que estão incumbidos de pregar as mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12. Como as verdades sobre a Criação e sobre o sábado estão incluídas na primeira mensagem, no verso 7? (R.: No trecho “adorai Aquele que fez os céus, a Terra, o mar e as fontes das águas” – comparar com Êxodo 20:11.)

Leia Genesis 1:27, 28; 2:24; Mateus 19:4-6. Como essas verdades fundamentais descartam a prática da homossexualidade do plano original de Deus? Ao mesmo tempo, por que também são estranhos ao plano de Deus o adultério e a fornicação heterossexuais? (Veja Hebreus 13:4.) Por outro lado, como devemos demonstrar amor para todos os que têm práticas sexuais que divergem das Escrituras (tais como homossexualidade, adultério, fornicação, etc.)? (Veja 1 Coríntios 6:9-11, 18.)

Leia Romanos 5:12; 6:23; 1 Coríntios 15:45. De que forma a teoria da evolução neutraliza toda a doutrina do Grande Conflito entre o bem e o mal e do Plano da Redenção? (R.: Na teoria da Evolução a morte não é um intruso, um resultado do pecado, mas “faz parte do processo” para que a vida evolua e progrida. Se a narrativa de Adão e Eva é apenas uma alegoria, como dizem, e se a morte não é o resultado do pecado, então não existe pecado. E se não existe o pecado, não precisamos de um Salvador.)

Apesar de os criacionistas serem acusados de terem a “mente fechada”, por que na verdade eles têm a mente muito mais aberta do que os evolucionistas naturalistas, que não aceitam um Deus criador?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: idioma, texto e contexto

biblereadingAs Sagradas Escrituras não devem ser apenas lidas, mas estudadas e entendidas (Mt 22:29; 24:15; Jo 5:39; At 8:30,31). Para que isso seja possível, deve-se comparar as passagens, analisar os textos e os contextos, além de se procurar, tanto quanto possível, verificar a língua original em que foi escrita uma simples palavra ou uma passagem específica. Esse foi o tema de estudos da Lição da Escola Sabatina desta semana. E este é o foco das perguntas interativas a seguir, para reflexão e discussão em grupo.

 Perguntas interativas para discussão online:

 Quão diferente seria sua vida espiritual se não existisse uma tradução da Bíblia em um idioma que você conhece? Por quê? Por outro lado, como podemos aproveitar muito mais o privilégio de termos a Bíblia traduzida em nossa língua?

2 Timóteo 3:16, 17 contém uma breve lista de propósitos das Sagradas Escrituras. Qual é a importância de cada um desses itens? Como a leitura da Bíblia pode causar esses resultados desejados?

Leia Deuteronômio 32:47. O que significa a frase “esta Palavra não é vã para vocês”? Qual o resultado de se considerar a Bíblia como algo “vão”?

Leia Êxodo 24:4; 34:27; Lucas 24:27, 44; João 1:45; 5:46, 47. Por que é importante confiarmos, assim como Jesus, na veracidade do que os profetas escreveram? Como esse fato nos ajuda a entender que a Bíblia deve ser sua própria intérprete para compreendermos passagens difíceis?

Na literatura hebraica, o uso de repetições tinha o objetivo de dar ênfase a alguma verdade importante. Tendo isso em mente, qual seria o objetivo de usar três vezes o verbo “criar” em Gênesis 1:27? De que outros versos você pode se lembrar que também usam essa técnica literária e o que eles procuram enfatizar? (Ex.: Gn 6:11, 12; Is 6:3; Ez 33:11; Ap 4:8; 11:18; etc.)

Há palavras na Bíblia que precisam ser entendidas em seu contexto bíblico. Que diferença faz entender o significado de “remanescentes” em Apocalipse? Pense no significado de palavras como “pecado”, “redenção” ou “graça”. Qual é o perigo de não se considerar o profundo sentido dessas palavras?

Leia Gênesis 1:27 entendendo que no texto original (em hebraico) a primeira palavra traduzida como “homem” nesse versículo é “adam”, que significa “homem” no sentido de “humano”. A segunda ocorrência da palavra “homem” é “ish”, que significa o ser humano do sexo masculino. Já a palavra “mulher” nesse mesmo verso é “isha”, que significa o ser humano do sexo feminino. Como esse conhecimento das palavras originais nos ajuda a entender melhor a profundidade desse texto? O que significa dizer que Deus criou “adam” (a humanidade) – e não apenas o “ish” (macho) – à Sua própria imagem? Em que sentido o homem e a mulher, juntos, são feitos à imagem de Deus e não apenas um dos dois? Como a compreensão dessa verdade nos protege de problemas como o machismo ou o feminismo?

Que outras verdades fundamentais transparecem nitidamente quando examinamos as palavras da Bíblia em suas respectivas línguas originais? (Ver, por exemplo, como o sentido original da palavra “alma” [nephesh, psiche] na Bíblia muda completamente as teorias de muitas religiões, mesmo cristãs; e também a palavra “sepultura” ou “inferno” [sheol, hades, etc.])

Baseado no estudo desta semana, o que você vai fazer a partir de agora para aprofundar seu conhecimento das verdades reveladas nas Escrituras?

Nota:

Se alguém tem o desejo de conhecer um pouco mais das Escrituras em suas línguas originais, hoje é fácil conseguir isso por meio de comentários bíblicos e, mais ainda, em sites especializados na internet. Uma única dificuldade nesse caso, porém, é que infelizmente é muito raro encontrar um bom site desses em Português. Sendo assim, para quem sabe um pouco de inglês, há um site excelente para esse fim: o biblehub.com.

Um modo fácil para ir direto ao versículo que se deseja estudar na língua original é simplesmente digitando no Google ou na barra de navegação a palavra “interlinear” (sem as aspas) e o versículo específico (em inglês). Por exemplo, se quero ver João 3:16 na língua original, devo digitar (sem as aspas): “interlinear John 3:16”. O biblehub.com geralmente é o primeiro, ou um dos primeiros sites que vão aparecer em sua tela como resultado dessa busca. Ao clicar no link, você será direcionado(a) para a página específica em que esse versículo aparece na língua original (nesse caso, em grego), e com a tradução dele (em inglês) aparecendo embaixo de cada palavra da linha (daí o nome “interlinear”).

Acima de cada palavra original há uma transliteração com sua possível pronúncia, e também o número dessa palavra específica conforme a classificação “Strong” (uma referência numérica padronizada das palavras bíblicas). Ao clicar nesse número você poderá ver as possíveis traduções dessa palavra e todas as suas possíveis ocorrências em outros versículos. É uma fantástica ferramenta gratuita que os crentes de todas as gerações antes de nós nem sonhavam que poderia existir um dia! Aproveite esse privilégio para mergulhar profundamente nas páginas das Escrituras Sagradas! Quem tem olhos (e internet), veja!

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: por que a interpretação é necessária?

O apóstolo Pedro diz que os “indoutos” e “inconstantes” torcem as Escrituras para sua própria perdição (2Pe 3:16). O pior é quando conseguem doutrinar outros para enxergarem como eles e espalharem o erro (Mt 23:15). Por isso as Escrituras devem ser interpretadas de acordo com a intenção original do Autor e o propósito específico de seu texto, sem a interferência de nossas pressuposições. Esse é o tema para refletirmos nesta semana por meio das perguntas interativas.

Perguntas interativas para discussão online

 Por que a Bíblia não deve ser usada de maneira “mística”, sendo aberta aleatoriamente em qualquer passagem para descobrir a vontade de Deus? Qual é o perigo desse tipo de leitura? Que tipos de versículos poderiam trazer resultados literalmente desastrosos se fossem considerados dessa forma? (Veja, por exemplo, Oseias 1:2: “Vá e se case com uma mulher de prostituições.”)

O que significa “hermenêutica”? (Ver nota.)

Leia Neemias 8:8; Mateus 22:29 e 2 Pedro 3:15, 16. Por que é importante interpretar o que se lê na Bíblia? Onde estaria a verdade se Deus esperasse que cada um desse sua própria interpretação ao texto sagrado?

Leia Lucas 24:25-27. Por que os discípulos, mesmo sendo familiares com as Escrituras, não perceberam os eventos relacionados à morte e ressurreição de Jesus? Leia agora os versos 20 e 21. Que tipos de pressuposições (ideias pré-concebidas) os impediam de interpretar corretamente o texto sagrado? (Ver nota.)

Considerando os dias de hoje, quais são algumas das pressuposições religiosas que impedem as pessoas de perceber claras verdades nas Escrituras? (Alguns exemplos: o conceito grego pagão de que temos uma “alma imortal”; a teoria do arrebatamento secreto; a ideia de que o Antigo Testamento é totalmente inválido; etc.). Quais são as consequências e os perigos de interpretar as Escrituras conforme essas ideias?

Como o conhecimento da cultura dos tempos bíblicos nos ajuda a entender melhor a mensagem bíblica? (Veja, por exemplo, o texto de 1 Coríntios 14:34, que diz que as mulheres deveriam ficar “caladas” na igreja. Se for interpretado fora de seu contexto cultural e local, se tornará um absurdo.)

Qual é a importância do estudo das línguas originais da Bíblia para auxiliar na correta interpretação de passagens difíceis?

Uma coisa é certa: todos nós nos aproximamos das Sagradas Escrituras já tendo ideias pré-concebidas. Como podemos lê-las sem sermos desencaminhados por essas pressuposições?

Leia João 9:39-41. De que forma a nossa natureza pecaminosa e caída pode nos fazer interpretar a Bíblia de modo errado de modo a nos favorecer? Como podemos evitar esse perigo?

Medite no significado das 3 mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12. Pense em quantas questões teológicas importantes estão relacionadas a esse pequeno trecho. Como a nossa missão se perde de vista se deixarmos de interpretar corretamente essa passagem?

Nota:

Hermenêutica é a arte de buscar a correta interpretação de um texto fazendo uso de várias ferramentas tais como: o contexto histórico, político e cultural de quando o texto foi escrito, a língua original, o pensamento do próprio autor em outras passagens, etc. Dessa forma não pode ser atribuído ao texto um sentido que o autor jamais teria intencionado.

As pressuposições, ao contrário, são como lentes que fazem com que o leitor veja o texto de acordo com suas próprias ideias pré-concebidas. Nos tempos de Jesus, mesmo os judeus mais piedosos liam as Escrituras sob a ótica de que o Messias viria para libertá-los do jugo romano e para Se tornar o rei de Israel, quando finalmente estabeleceria a justiça e paz. Essa pressuposição os impedia de entender passagens que falam do sofrimento e morte vicária do Messias (como o Salmo 22, Isaías 53, etc.). Eles acabavam interpretando esses textos como se fossem uma referência a alguma outra pessoa piedosa, a qual sofreria em favor da nação, ou como uma alegoria do próprio povo de Israel sendo retratado como um “servo sofredor”.

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)