Perguntas interativas da Lição: o custo do descanso

A vergonhosa história do adultério de Davi, seguido de um assassinato, e a descrição das terríveis consequências advindas disso são um exemplo de quanta tragédia podemos causar buscando descanso fora de Deus. Mas essa mesma história é também um exemplo de como Deus está disposto a nos perdoar e a nos dar o verdadeiro descanso, preenchendo o nosso coração com esperança, apesar das consequências causadas pelas escolhas erradas.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Para quem não conhece a história de Davi e Bate-Seba, e como ele cometeu um crime horrível para tentar encobrir outro, leia 2 Samuel 11:1-27. Em sua opinião, por que essa parte da história da Davi, apesar de ser tão vergonhosa, está também registrada na Escrituras? (Compare com a história de Paulo em 1 Timóteo 1:12-16.)

É difícil entender como Davi, um homem a quem Deus havia honrado tanto, cometeu crimes tão grotescos. Não importa quem sejamos ou quanto já tenhamos sido abençoados, que lição aprendemos com essa história?

Por que o profeta Natã preferiu contar uma história alegórica ao rei (2Sm 12:1-14) em vez de lhe falar “na cara” sobre a gravidade de seu pecado?

Leia 2 Samuel 12:13. Se Deus perdoou Davi no mesmo instante em que ele reconheceu sua condição, por que ele ainda teria que sofrer as consequências de seus vergonhosos atos (12:10-14)?*

O Salmo 51 foi escrito pelo rei Davi logo após o reconhecimento de seu pecado. Que elementos desse salmo demonstram que o arrependimento foi verdadeiro? Como esse mesmo salmo pode nos dar forças quando também erramos e reconhecemos nosso erro?

Leia Salmo 51:11, 12. Por que Davi sentia agora a necessidade do Espírito Santo? O que significa a expressão “restitua-me a alegria da salvação”? Como podemos experimentar essa alegria?

Leia agora o verso 13. Qual é a relação entre a conversão verdadeira e o evangelismo?

Como podemos aplicar as promessas de João 1:9 à nossa vida?

NOTA:

Ao ler esses textos difíceis como 2 Samuel 12:10-14 sob a nossa ótica – sem o conhecimento da cultura e da literatura do Antigo Testamento –, é fácil considerar Deus como um tirano que “causa” os males que sobrevêm a Davi, a seus familiares e ao seu reino. Portanto, é importante enfatizar aqui que, no modo de pensar hebraico, Deus é o responsável não apenas pelo que Ele faz, mas também pelo que Ele permite que aconteça. Ele poderia “blindar” os Seus para que nunca sofressem nada, nem mesmo as consequências naturais de suas escolhas. Mas esse não é o modo de Deus agir no grande conflito entre o bem e o mal, para que todas as testemunhas, visíveis e invisíveis, possam compreender como o pecado é terrível. Muitas vezes, Ele permite que as pessoas simplesmente colham o que plantaram (Gl 6:7). É nesse sentido que, por exemplo, Deus diz que “trará o mal” sobre o povo de Judá quando, de fato, Ele simplesmente não os protegeria contra os cruéis ataques das nações invasoras (2Rs 22:16; 2Cr 34:24; Jr 6:19; 11:11; etc.). Há muitos outros exemplos como esses em todas as Escrituras.

Os acusadores da Bíblia, sem esse conhecimento, usam textos como 2 Samuel 12:10-14 para argumentar que o próprio Deus teria causado a morte do bebê de Bate-Seba e o abuso das mulheres do harém real. No entanto, entendemos que nesse texto Deus está prevendo as consequências naturais das escolhas erradas de Davi, nas quais Ele não poderia interferir, de acordo com a Justiça. Temos que confiar que Deus não pode, jamais, cometer injustiça, pois isso vai contra a Sua própria natureza (Dt 32:4; Rm 3:5,6; 9:14).

Uma das evidências de que Deus não “pune” os inocentes por causa dos erros dos outros é o fato de que Deus escolheu, dentre vários outros filhos de Davi, Salomão, o segundo filho de Bate-Seba, para ser o rei de Israel e ascendente do Messias.

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: as raízes da inquietação

Muitas coisas nos impedem de encontrar descanso em Jesus. Algumas são óbvias e não requerem muita atenção. Outras, porém, como as raízes profundas de uma árvore, não são tão evidentes, e por isso nem sempre temos consciência delas. Mas, mesmo assim, elas nos trazem inquietação e nos separam do Salvador e do descanso que Ele traz à alma. A lição da Escola Sabatina desta semana trata de três dessas raízes, as quais precisam ser vencidas: o egoísmo, a ambição e a hipocrisia.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Mateus 10:35-38. Se Jesus nos oferece paz, em que sentido Ele pode também causar “divisão” entre os membros de uma família? Entre Jesus e qualquer membro da família, por que Ele deve estar em primeiro lugar?

Sobre o egoísmo, leia Lucas 12:15. Em sua opinião, por que, para a maioria das pessoas, o egoísmo é “tão natural quanto respirar”? Como podemos vencer essa tendência de nossa natureza caída? Que lição aprendemos de Jesus em Filipenses 2:5-8?

Sobre a ambição, leia Mateus 18:1 e Lucas 22:24-27. Apesar de não usarmos claramente o termo “quem é o maior”, esse geralmente é o grande motivo por trás de quase todas as discussões. Porém, como os discípulos conseguiram ter esse tipo de discussão mesmo em um momento tão sagrado em que Jesus instituía a cerimônia da Santa Ceia? Como podemos vencer o pecado da ambição, que nos traz tanta inquietação espiritual? Por que refletir sobre o evento da cruz é um remédio poderoso contra esse mal?

A palavra hipocrisia vem da junção de duas palavras gregas: hipo (“debaixo”) + crisis (“juízo” ou “julgamento”). Esse era o nome dado aos atores greco-romanos, pois não se podia ver (julgar) a expressão real de seus rostos por trás (debaixo) das máscaras que usavam para atuar nos teatros da época. Como podemos ver em Mateus 6:2, 5, 16; 7:5; 22:18; etc., Jesus ofereceu mais graça e perdão a adúlteros, prostitutas e assassinos do que aos religiosos que ele chamou de hipócritas (isto é, “atores”, “mascarados”, “fingidos”). Por quê? Como podemos nos livrar desse pecado tão sério?

Em meio a tanta inquietação oriunda do mundo que nos rodeia e de nossas próprias tendências naturais, como a promessa de Jesus em João 14:1-3 nos oferece descanso e paz?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: inquietos e rebeldes

Muitas pessoas andam inquietas durante a jornada espiritual. A inquietação gera descontentamento persistente e rebelião. E a rebelião gera mais inquietação, em um círculo vicioso. Enquanto isso, a pessoa pensa que o problema está fora dela, e fica procurando “culpados”, quando, na verdade, o que ela quer é “voltar ao Egito”.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia 1 Coríntios 10:11. Qual é o propósito das histórias registradas na Bíblia? Como esse conhecimento deve impactar meu estudo e devoção?

Leia Números 11:4-6. Em sua opinião, qual era o perigo de os hebreus alimentarem desejos de coisas do Egito? O que os tornava tão “inquietos” e descontentes?

O que nos causa “inquietação”? Por que essa inquietação, se alimentada, conduz à rebelião? Qual é o remédio para termos paz e confiança enquanto caminhamos na jornada cristã?

Leia Números 11:18-20. Apesar da ingratidão dos hebreus, por que Deus ainda lhes enviou o que pediam? Como podemos saber que o desejo real do povo não era de carne, mas apenas de mostrar rebelião?

Veja em Números 12:1, 2 como Miriã e Arão também estavam “inquietos”, e apontaram a etnia da esposa de Moisés como motivo de sua revolta. Mas o que eles realmente queriam? Como explicar o surgimento desse tipo de atitude mesmo entre pessoas religiosas como Miriã e Arão? Como podemos fazer com que isso jamais ocorra em nossa vida?

 Leia números 14:1-10 e reflita:

 Por que era tão difícil para os hebreus confiar nas promessas de Deus diante das dificuldades?

 Ao mesmo tempo, por que era tão fácil atacarem cruelmente seus líderes espirituais?

 Como podemos “ver a glória de Deus” (v. 10) para não seguirmos a multidão?

 O que você pode fazer quando sabe que a “congregação” tem a intenção de “apedrejar” seus líderes?

 Embora seja mais fácil criticar a liderança de nossa igreja, por que devemos, ao contrário, orar por eles? (Veja Hebreus 13:7, 17 e Tiago 3:1)

O povo de Israel foi perdoado por sua rebelião, mas as consequências de seu pecado permaneceram. Tiveram que caminhar 40 anos no deserto. Que lições aprendemos com esse fato? Como podemos ajudar alguém que foi perdoado, mas que ainda sofre com as consequências de seu pecado?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: vivendo em uma sociedade que não para

Em 1899 um automóvel quebrou um recorde de velocidade impressionante (para a época): 63 quilômetros por hora. Apesar de vivermos em tempos muito mais rápidos e teoricamente mais “práticos” do que antes, nunca estivemos tão ansiosos e sobrecarregados. Se o ser humano sempre precisou de descanso para manter sua saúde física, mental e espiritual, certamente ele precisa muito mais nos dias acelerados e atarefados de hoje.

Perguntas para discussão em grupo:

Leia Gênesis 2:1-3. Por que Deus criou um dia de descanso antes mesmo que alguém ficasse cansado? Como esse fato nos revela a importância do sábado, muito mais agora, em um mundo de pecado?

Além do sábado, como podemos encontrar descanso (físico, mental e espiritual) diariamente em meio a tanta agitação?

O que significa o chamado de Jesus em Mateus 11:28, para irem a Ele “todos os que estão cansados e sobrecarregados”? Como é esse “alívio” que só Jesus pode dar?

Conforme Mateus 11:29, em que sentido temos “descanso para a alma” quando tomamos o jugo de Cristo?

Leia Jeremias 45:2-5 considerando o seguinte contexto: Baruque era amigo e secretário do profeta Jeremias, e passava por um momento de muita ansiedade ao saber que Jerusalém estava prestes a ser invadida e dominada pelo exército babilônico. De que forma as palavras de Deus puderam dar um “descanso para a alma” de Baruque?

O que as palavras de Deus a Baruque podem também nos ensinar? Como podemos ter a certeza de que Deus está ao nosso lado mesmo quando enfrentamos situações desagradáveis que estão além do nosso controle?

Veja em Marcos 6:31 como era agitada a vida dos discípulos. Por que Cristo os chamou para descansar, mesmo que estivessem fazendo um serviço para Deus? De sua parte, como você pode ajudar os líderes da sua igreja a também encontrarem esse tipo de descanso, para que mantenham a saúde mental e física?

Leia Gênesis 4:13-17. O que tornava a vida de Caim tão agitada e perturbada, e como ele poderia ter vencido seus sentimentos negativos? (R.: O verso 16 apresenta o ponto crucial: “retirou-se Caim da presença do Senhor”; e foi nessa condição que ele ainda foi constituir família e “edificar uma cidade”.)

Há vários tipos de “descanso” apresentados na Bíblia: Gn 8:4; Êx 8:15; 33:14; Dt 12:9; 2Sm 7:12; etc. Em grande parte, são muito positivos (descanso do trabalho, da guerra, das jornadas, etc.). Mas não gostamos muito da ideia de “descanso” por meio da morte. Mesmo assim, como podemos dar “descanso” ao coração quanto a esse assunto quando confiamos totalmente em Deus e em Sua Palavra?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: a vida na nova aliança

A vida daqueles que entram na nova aliança com Deus é transformada. Eles recebem “um novo coração”, que lhes dá o desejo de viver conforme a Palavra Revelada. Eles são guiados pelo Espírito Santo, o qual enche esse novo coração com a alegria da salvação e com o amor de Deus – o que se torna evidente nos relacionamentos com outras pessoas. Além disso eles são estimulados a pregar o Evangelho a todo o mundo, para salvação de todo aquele que também quiser participar dessa aliança com Deus.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia João 10:10. O que significa ter “vida, e vida em abundância”? Como sabemos que esse tipo de vida já começa a ser experimentado agora, e não apenas no Céu?

Leia João 11:25, 26. Além da “vida em abundância”, a vida eterna também, de certa forma, já tem início agora – apesar de ainda experimentarmos uma natureza caída, os efeitos do pecado e o sono da morte. Como nossa vida é impactada quando entendemos que estamos vivendo “do lado de cá da eternidade” (antes da vinda de Jesus, da ressurreição dos mortos e do fim do pecado)?

Leia João 6:39, 40, 44, 54. Por que Jesus enfatizou tantas vezes a certeza da ressurreição para aqueles que O amam e aguardam a Sua vinda? (Veja o efeito dessa certeza sobre os que confiam nEle: João 11:23, 24; 2Tm 4:7, 8).

Em Romanos 8:1, por que é importante enfatizar o “agora” do início do verso? Como o entendimento dessa verdade afeta nosso modo de pensar e de viver? De que forma essa compreensão lhe ajuda a perdoar os que pecam contra você?

Leia Atos 2:46; 8:8; 13:52; 1 João 1:4. Qual é a relação existente entre a alegria e a nova vida em Cristo?

Por que, para viver a vida da nova aliança, precisamos de um “novo coração”? (Ver Jr 13:23; 17:9; Ez 36:26, 27.)

Por que o amor é a maior demonstração da vida de quem experimenta a Nova Aliança com Deus? (Ef 3:17; 1Jo 4:7, 8, 16)

Leia Mateus 28:19, 20. Por que a vida da nova aliança nos impulsiona a pregar o evangelho ao mundo? (Compare com Ez 3:17-21; Mc 3:15, 16; Jo 4:14.)

O que você pode fazer para permitir que as promessas da nova aliança se cumpram em sua vida? Se existem coisas que estejam lhe impedindo de experimentar a plenitude com Deus, o que é preciso para que essas coisas sejam abandonadas?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: fé da aliança

Tanto para as pessoas que viviam no Antigo Testamento quanto para as que vivem no Novo, a salvação só pode ser obtida pela graça de Deus. Em ambos os casos, Jesus pagou a dívida da Lei para que pelos méritos dEle mesmo possamos nos apresentar como justos diante de Deus.

Perguntas para discussão em grupo:

Por que não podemos conquistar a salvação por meio de nossos próprios esforços? (Rm 4:4; 11:6; Ef 2:8, 9)

A salvação é um dom gratuito, um presente de Deus (Rm 3:24; Ap 22:17). Como podemos recebê-lo? (Jo 10:27; At 22:16)

Leia Gálatas 6:14. Como podemos compreender mais profundamente o que Cristo fez por nós na cruz? Que diferença faria em nossa vida se mantivéssemos essa compreensão bem viva em nossos pensamentos?

Em 1 Pedro 1:18, 19, o que o apóstolo quer dizer ao mencionar que fomos “resgatados”?

O sacrifício de todos os anjos do Céu não poderia jamais resgatar a humanidade caída; apenas Jesus poderia pagar esse preço. Por quê? (ver Jo 14:6; 10:17, 18; At 4:12)

Conforme Gênesis 15:6, o que significa dizer que a justiça foi “imputada” (ou “atribuída”, “creditada”) a Abraão?

Como você se sente ao saber que é justificado(a) ou “declarado(a) como justo(a)” diante de Deus pelo sangue de Jesus? Qual é a relação entre a justificação e a paz? (Rm 5:1)

Algumas pessoas dizem erroneamente que “se somos salvos unicamente pela justiça imputada de Cristo em nós, então não importa o que fazemos nem como agimos”. O que a Bíblia diz contra esse argumento? (Mt 7:23; Jo 14:15; 1 Jo 2:4; etc.)

O que você responderia a alguém que quer ser cristão, mas diz: “Eu não me sinto justo(a)”?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: o santuário da nova aliança

A “antiga aliança”, em que animais eram sacrificados por sacerdotes pecadores no santuário terrestre, foi substituída pelo novo sistema, em que Jesus, o sacrifício perfeito, nos representa no santuário celestial. Esse é o fundamento da “nova aliança” (Hb 8:1, 2; 9:22-24; 10:4).

Perguntas interativas para discussão em grupo:

1. Leia Êxodo 25:8 e Levítico 26:11, 12. Por que Deus mandou os hebreus construírem um tabernáculo/santuário? Como esse santuário contribuiria para o relacionamento entre Deus e o Seu povo?

2. Leia Hebreus 9:22. Qual era o significado do sangue dos animais no ritual do santuário (ver Is 53:5-7; Jo 1:29; Rm 6:23)?

3. Por que Deus ideou um ritual tão impactante para representar o preço do pecado, e por que tinha que ser assim? (R.: Deus queria impressionar profundamente o coração e a mente do povo a respeito da gravidade do pecado, que causaria a morte – deles ou de um Substituto. Era necessário que fosse assim. Deus não tinha “prazer” nos sacrifícios dos animaizinhos, mas no que eles significavam: a morte de Jesus para nos resgatar do pecado – ver Sl 40:6; 51:16; Is 1:11-14; Os 6:6; Jo 1:29; Hb 10:4-9.)

4. Quanta esperança podemos ter ao saber que Cristo “Se entregou a Si mesmo” em sacrifício por nós (Jo 12:27; 13:1)? Como podemos corresponder-Lhe por esse amor?

5. Leia Hebreus 8:1, 2, 6. A velha aliança era baseada no santuário terrestre, enquanto a nova é baseada no santuário do Céu. Tendo isso em mente, por que a nova aliança é muito superior à antiga?

6. Leia Hebreus 9:24. Como seria se, após haver dado a vida por nós na cruz e ressuscitado, Jesus não desse continuidade ao Seu ministério intercedendo por nós até o dia final? Por que é necessário Ele continuar intercedendo por nós no santuário celestial? (R.: Diferente do que muitos ensinam, as palavras de Jesus “está consumado”, na cruz, não significam que Ele terminou ali a Sua missão de nos salvar. Ele ainda precisaria interceder por nós, para “aplicar” ou fazer valer em nós o resgate que havia sido pago na cruz. Sem a intercessão de Jesus por nós, no Céu, em continuidade à Sua morte e ressurreição, o preço pago na cruz teria sido em vão. Sem Ele mesmo nos ajudando continuamente, nós não teríamos forças)

7. O que significa para você, na prática, saber que Cristo está neste momento (ainda) no santuário celestial?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: a nova aliança

“Tudo o que o Senhor falou nós faremos e obedeceremos” (Êx 24:7). Essa foi a resposta do povo hebreu ao aceitar a aliança de Deus, a qual foi ratificada com o sangue de animais (v. 5). Nessa ocasião, Moisés disse ao povo: “Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez com vocês.” Quase 15 séculos depois, Jesus disse aos Seus discípulos: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue” (1Co 11:25). A nova aliança não é outra, diferente; ela é a mesma, mas em uma nova fase, renovada, continuando a anterior. A vantagem é que o que era apenas uma promessa representada pelo sangue de animais e o ministério de homens, agora é realidade: o perdão por meio do sangue do Messias não é mais uma esperança futura, é uma realidade presente!

Perguntas interativas para discussão em grupo:

1. Leia Jeremias 31:31. Por que é sempre Deus quem toma a iniciativa e estabelece a aliança com a humanidade?

2. Compare o sangue da antiga aliança (Êx 24:8) com o sangue da nova aliança (Lc 22:20). De que forma a nova aliança é uma renovação da antiga, e não “outra” aliança? (R.: Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento a salvação era pela graça de Deus, e jamais pelas obras. Em ambas alianças a Lei de Deus continua sempre em vigor, pois ela é eterna e perfeita. A base da salvação, tanto na antiga quanto na nova aliança é a morte substitutiva de Jesus. A redenção dos que viviam antes de Cristo não se dava pelo sangue dos animais, pois isso é impossível [Hb 10:4]; era por depositarem fé no sangue do Messias que viria para pagar o preço de sua redenção. Na nova aliança, sabemos que Ele efetivamente veio e deu a vida, tornando nossa salvação um fato garantido.)

3. Hebreus 8:6. Por que a aliança no sangue de Jesus é chamada de “superior”? (R.: Por que não é mais feita tendo como base o sangue de animais, os quais apenas simbolizavam o de Jesus.)

4. Conforme Mateus 27:51, por que o véu do santuário terrestre se rasgou quando Jesus morreu? Por que agora nossa fé deve estar “ancorada” em outro santuário, o celestial? (Hb 6:19, 20; 8:1, 2)

5. Leia Isaías 56:6, 7. Como esse texto nos mostra que a aliança de Deus não era apenas para os judeus, mas para todos os que quisessem? Como essas mesmas promessas e bênçãos ainda se aplicam aos nossos dias?

6. Leia Mateus 5:17, 18. Como essas palavras de Jesus comprovam que os Dez Mandamentos continuam existindo na nova aliança? Como seria o mundo (e até mesmo o Céu) se a nova aliança abolisse a lei de Deus?

7. Conforme Ezequiel 11:19; 18:31 e 36:26, 27, por que a “nova aliança” de Deus inclui nos dar um “novo coração” e um “novo espírito”?

8. Leia Hebreus 8:10. Na nova aliança, qual é a vantagem de ter a lei de Deus escrita “no coração”, e não apenas em tábuas de pedra?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: o sinal da aliança

Ao contrário do que muitos pensam e ensinam, a guarda do sábado do quarto mandamento representa a graça salvadora de Deus e não a tentativa humana de salvação pelas obras. O sábado aponta a nossa criação no passado, o descanso que temos em Cristo no presente e a Nova Terra no futuro, quando finalmente entraremos no “descanso” de Deus: “Portanto, ainda resta um repouso sabático para o povo de Deus” (Hb 4:8, 9). Por isso, Deus escolheu o sábado como sinal de Sua aliança. Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Gênesis 2:1-3. Por que é importante sabermos que Deus santificou e abençoou o sábado na semana da criação, ou seja, muito antes que existissem os judeus?

Em sua opinião, por que o texto do quarto mandamento (Êx 20:11) tem várias semelhanças com o relato de Gênesis 2:2, 3? (R.: O sábado já havia sido santificado na semana da Criação, e essa é a base textual para sua validade como mandamento.)

Leia Marcos 2:27. Em que sentido Deus fez o sábado “por causa” do ser humano? Quais seriam os benefícios da humanidade se o sábado fosse devidamente santificado (ou “separado para Deus”)? Como a guarda do sábado tem aumentado seu relacionamento com Deus?

De que forma o relato sobre o maná (Êx 16) comprova a importância do sábado como dia especial antes de Deus escrever a Lei (Êx 20)? (R.: O maná caía em dobro na sexta-feira para que o povo não precisasse pegar no sábado, e apenas nessa ocasião ele não estragava de um dia para o outro. Isso mostra que o sábado já era consagrado antes de Deus escrever os Dez Mandamentos no capítulo 20.)

Veja Êxodo 16:4, onde Deus disse que não faria o maná cair no sábado pelo seguinte motivo: “Para que Eu veja se andam em Minha lei ou não.” E ao saírem alguns do povo no sábado para procurar pelo maná (v. 27), Deus disse: “Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis?” (v. 28). Sendo que o relato dos Dez Mandamentos entregues no Sinai aconteceu depois disso (no capítulo 20), o que aprendemos aqui sobre a Lei de Deus? (R.: A Lei de Deus sempre existiu, cf. Sl 119:142; 1Jo 2:7.) Por que é importante sabermos disso?

Leia Êxodo 31:13, 17. Por que Deus escolheu o sábado para ser um sinal da Sua aliança? De que modo o sábado é um sinal da graça de Deus, e não um sinal de salvação pelas obras?

Note a ênfase nestes dois verbos de Êxodo 31:13: “Para que vocês saibam/conheçam que Eu sou o Senhor que os santifica.” Como o sábado nos ajuda a saber/conhecer mais sobre o Senhor, e a reconhecer que é Ele quem nos santifica?

Leia Êxodo 20:8. Note que o mandamento pede para “santificar” o dia de sábado, ou seja, torná-lo separado, consagrado para Deus. Em outras palavras, guardar esse mandamento não se resume apenas em “não trabalhar” nesse dia. Como podemos aproveitar devidamente as bênçãos do sábado como dia especial de comunhão e de crescimento espiritual? (Is 58:13: Mt 12:12; At 16:13; etc.)

Por que a guarda do sábado nos distingue como o “povo que observa os mandamentos” mais do que qualquer um dos outros nove mandamentos?

Se, para um cristão, o sábado parece “chato” e interminável, por que o problema não está no sábado (Am 8:5, 6; Jo 14:15)? Nesse caso, o que deve acontecer (e como) para que o sábado se torne um dia “deleitoso” conforme Isaías 58:13?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: a lei da aliança

A lei de Deus era parte integrante da aliança com Israel. E, ainda assim, a aliança era fundamentada na graça. A graça jamais invalida a necessidade da lei. Ao contrário, a lei é um meio pelo qual a graça é manifestada e expressa na vida daqueles que amam a Deus e têm prazer em obedecê-Lo.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Lemos no Salmo 23:3 que Deus nos guia “pelas veredas da justiça por amor do Seu nome”. No Salmo 119:35 se diz: “Guia-me pela vereda dos Teus mandamentos.” De que modo esses dois versos estão relacionados?

Isaias 56:7. Se o povo de Israel não era melhor do que os outros povos, por que o Senhor o elegeu? (R.: A eleição divina não é para a salvação, mas para um serviço especial. Nesse caso, para ser uma bênção aos outros, para que também pudessem conhecer a Deus)

Leia Deuteronômio 4:13. Por que a aliança de Deus é inseparável dos dez mandamentos? Como seria um casamento em que não houvesse regras nem limites? De forma semelhante (ou muito pior), como seria a ausência de uma lei na aliança com Deus?

A palavra hebraica “torah”, comumente traduzida como “lei” em nossas Bíblias em Português, tem o sentido de “ensino” ou “instrução”. Como esse conhecimento modifica sua visão dos dez mandamentos? Sendo assim, o que Deus quer nos “ensinar” com Sua lei? (R.: A lei de Deus não pode nos salvar; ela é o estilo de vida de Seu povo, que foi salvo por Ele e que aprende dEle como se vive a vida do reino.)

Leia Deuteronômio 10:12, 13 (com foco no fim do texto). Em que sentido os mandamentos e estatutos de Deus eram para o bem da nação? E como são para o nosso bem também?

Leia Malaquias 3:6 e Tiago 1:17. O que esses textos sobre a imutabilidade de Deus nos revelam sobre Seu caráter? Em que sentido podemos dizer que Sua lei é “a coisa mais estável do Universo”?

Perceba o “se” (a condicionalidade) destes textos: Êx 19:5; Lv 26:3; Ap 3:20. Por que Deus nos dá a chance de escolher se queremos ou não entrar em aliança com Ele?

Leia Deuteronômio 5:33. De que forma a obediência traria as bênçãos prometidas para Israel? (R.: As bênçãos não viriam como uma “dívida” de Deus para com os obedientes (jamais!), mas elas seriam as consequências naturais de viverem o padrão moral do Céu.)

De acordo com Jesus Cristo, em Mateus 22:36, 37, por que “amar o Senhor” é o primeiro e maior mandamento?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)