Família: preparando-se para a mudança

Elderly woman contemplatingMuitas mudanças acontecem em nossa vida de maneira inesperada. Algumas, porém, podem ser muito bem planejadas para que as experimentemos com alegria (como o casamento e a chegada dos filhos). E há outras que nos dão sinais e avisos de que as coisas vão ser diferentes, e devemos nos preparar para encará-las com otimismo e segurança (como o envelhecimento e a morte).

Perguntas para discussão e aplicação

1. Leia Romanos 3:23. Como o conhecimento dessa verdade deve guiar nossa vida? Como isso nos ajuda a encarar os grandes desafios e as mudanças? Por outro lado, como esse fato nos ajuda a planejar melhor nossa jornada terrestre?

O CASAMENTO

2. Por que Deus diz que “odeia” ou “detesta” o divórcio (Ml 2:16)?

3. De que forma o casamento pode influenciar sua vida espiritual para melhor ou para pior?

4. Medite nesta citação: “Dado precipitadamente, [o casamento] é um dos meios mais eficazes para arruinar a utilidade de rapazes e moças. A vida se torna um fardo, uma maldição. Pessoa alguma pode com mais eficácia estragar a felicidade e a utilidade de uma mulher e tornar-lhe a vida mais pungente fardo do que seu marido [e vice-versa]” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 43). O que esse texto lhe diz sobre a importância de orar e de planejar muito bem antes de se casar? Como Deus deve entrar nesta história?

5. Algumas pessoas naturalmente não sentem necessidade nenhuma de um cônjuge. É o chamado “dom do celibato”, que aparentemente poucos recebem (Mt 19:11, 12). Você gostaria de ter esse dom? Por quê? Por outro lado, como aqueles que pretendem se casar podem planejar a soma de seus outros dons para a glória de Deus?

PATERNIDADE E MATERNIDADE

6. De que forma a chegada de um bebê pode mudar a vida espiritual de alguém? Quais são os perigos de se tornar pai ou mãe quando a religião da pessoa é apenas de aparência?

7. Como aqueles que pretendem ter filhos devem se planejar muito antes para que essa grande mudança de vida possa ser uma bênção?

8. Medite neste texto sobre Adonias, um dos filhos rebeldes do rei Davi: 1 Reis 1:5, 6. Quais foram as consequências desse estilo de paternidade? Como você vê isso hoje no mundo? De que modo podemos planejar antecipadamente que isso jamais aconteça com nossos próprios filhos?

PREPARANDO-SE PARA A VELHICE

9. Leia Eclesiastes 12:1. Em sua opinião, por que Deus diz aos jovens para se entregarem a Ele antes de ficar idosos?

10. Leia Salmo 90:10, 12. Por que muitos se sentem tristes e deprimidos ao reconhecer os sinais do envelhecimento? De que forma podemos nos preparar para ter uma “boa” velhice, sem muita “canseira e enfado”, e sem muitos sofrimentos físicos ou psicológicos?

11. Em sua opinião, o que é pior do que envelhecer? Por outro lado, quais são os benefícios de envelhecer? O que você pode compartilhar hoje com sua experiência de vida?

PREPARANDO-SE PARA A MORTE

12. Leia 1 Coríntios 15:26. Sabendo que, cedo ou tarde, a morte é o nosso destino certo e inevitável, como esse versículo fala ao seu coração?

13. Leia Jó 19:25-27 e 1 Coríntios 15:19-23. Como o relacionamento que você tem hoje com Deus o ajuda a encarar a morte com muito mais esperança do que medo? Se precisa melhorar nesse sentido, o que está esperando?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

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Família: as escolhas que fazemos

escolhasTodos os dias fazemos muitas escolhas, até mesmo sem perceber (cerca de 70 por dia, de acordo com a pesquisadora Sheena Iyengar, da Universidade de Columbia, EUA). Contudo, além de escolhermos o reino de Deus em primeiro lugar, há pelo menos três outras escolhas que são fundamentais para uma vida mais feliz (ou menos pesarosa): os amigos, o cônjuge e a profissão.

Perguntas para discussão e aplicação

1. Por que Deus nos deu a capacidade de exercer o livre-arbítrio? Como seria se não fôssemos capazes de fazer escolhas?

2. Leia Efésios 1:3, 4 e 2 Timóteo 1:9. Quais escolhas Deus já fez e que não nos obriga a aceitar? Por que Ele não nos obriga a aceitar a salvação? Mais ainda, por que Deus não nos força até mesmo a amá-Lo? Quais são os passos para podermos amar a Deus ou a qualquer outro ser?

3. Que tipos de atitudes nos ajudam a tomar decisões corretas? (Ver Sl 119:105; Pv 3:5, 6; 15:22; 1Ts 5:17; Tg 1:5.)

Sobre a escolha de amigos

De acordo com Provérbios 12:26; 22:24, 25 e 1 Coríntios 15:33, quais são as consequências de escolher mal os amigos? Que critérios devemos usar ao escolher amigos íntimos? Como cada um de nós pode se tornar um bom amigo antes?

Leia sobre a poderosa amizade de Davi e Jônatas em 1 Samuel 18:1; 2 Samuel 1:26; Provérbios 17:17. O que os tornou tão grandes amigos? Ao contrário do que alegam alguns, como sabemos que esse amor entre os dois não tinha nada a ver com homossexualidade? (Rm 1:27; 1Co 6:9, 10; etc.)

Sobre a escolha do cônjuge

Quais as consequências de se escolher mal o futuro cônjuge? Quais seriam as características básicas desejáveis em um cônjuge cristão? (Ver Sl 119:97; 1Co 15:33; 1Jo 3:18.)

Por que temos a tendência de desejar no cônjuge (ou futuro cônjuge) as características que nós mesmos, na verdade, não temos?

Depois que a escolha do cônjuge já foi feita de maneira precipitada ou equivocada, como ainda se pode viver junto de maneira a honrar o nome de Deus?

Sobre a escolha da carreira

Leia Lucas 14:28-30. Por que a escolha da profissão ou da carreira também é importante para a nossa vida? Quais são as consequências de não escolher uma profissão ideal?

Leia Provérbios 23:4 e 1 Timóteo 6:9, 10. De que forma o amor ao dinheiro (e não o dinheiro em si) é “a raiz de todos os males”? Como manter o equilíbrio entre a necessidade de produzir dinheiro com o suor do rosto e manter o reino de Deus em primeiro lugar?

O que suas escolhas revelam sobre o seu relacionamento com Deus?

Que promessas da Bíblia podem nos ajudar em momentos de angústia e culpa por causa de escolhas erradas que possamos ter tomado?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Família: os ciclos da vida

licaoO mundo foi projetado para funcionar com ciclos importantes para a manutenção da vida e da ordem (Gn 1:14). Deus manteve tais ciclos, mesmo após a queda de nossos pais (8:22). Porém, com a entrada do pecado, surgiram novos elementos: injustiças, acidentes, separações, traumas, doença, dor e morte. É certo que temos esperança, pois aguardamos “novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça” (2Pe 3:13). E enquanto aguardamos, temos que saber como viver durante os ciclos naturais e com os indesejados, aprendendo uns com os outros e nos fortalecendo mutuamente.

Perguntas para aplicação

1. Como seria a vida se não existissem ciclos (dia e noite, semanas, meses, anos, estações do ano, etc.)? Como seria a sua vida se todos os dias fossem iguais e não houvesse o sábado? Com sua resposta em mente, leia Isaías 66:23. Por que até mesmo na Nova Terra haverá ciclos semanais e mensais?

2. Leia Gênesis 1:14 e 8:22. Por que Deus manteve os ciclos da Terra mesmo após o dilúvio?

3. Como você entende a seguinte afirmação da lição de domingo: “A ordem é a primeira lei do Céu”?

4. No plano original de Deus, a morte não fazia parte dos ciclos da vida. Mas com a entrada do pecado (e, consequentemente, da morte) quais foram as providências de Deus? Como devemos lidar com o fato inevitável da morte?

5. Além da morte, somos sujeitos a vários outros “incidentes” e “surpresas inesperadas” ao longo da vida – algumas boas ou ótimas, outras ruins ou péssimas. Como devemos viver cada dia para que, quando acontecerem incidentes ruins, sejamos de alguma forma fortalecidos em vez de destruídos? Como a fé e a comunhão com Deus nos preparam antecipadamente, caso tenhamos que experimentar uma transição em nossa vida (ganhar uma grande herança, gravidez inesperada, doença terminal, pobreza repentina, perda de ente querido, viuvez, etc.)? Que versículos vêm à sua mente como fonte de conforto e de esperança em situações assim?

6. Leia Eclesiastes 3:1-8 com bastante atenção. O que significa a afirmação de que “tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu”? Em relação aos versos 5 e 8, por que há ocasiões em que se deve “deixar de abraçar” (v. 5)? Em que situações é “tempo de deixar de amar” (ou “aborrecer”)? Como as pessoas que sofrem (às vezes por anos) devido a um relacionamento rompido poderiam ser “curadas” se atentassem para esse conselho inspirado?

7. Nos diferentes ciclos e fases da vida, como podemos aprender uns com os outros em suas respectivas experiências? Conforme Provérbios 20:29, como um jovem e um idoso podem se beneficiar mutuamente? Como a sua vida, na fase, ciclo ou circunstância em que se encontra agora, pode ser uma bênção para outras pessoas?

8. Leia João 15:17; Romanos 13:8; Efésios 4:2; Hebreus 12:14. Por que as interações sociais são importantes em nossos ciclos de vida? Como as interações familiares podem determinar muito de como será o ciclo de vida dos filhos?

9. Leia Gênesis 25:28 e 37:3, 4. Em sua opinião, como seria se Isaque e depois seu filho Jacó não tivessem demonstrado favoritismo de um filho sobre o(s) outro(s)? Considere o caso de um filho que é “mais amado pelo pai” e o de outro que é “mais achegado ao pai”? Por que o primeiro caso é negativo e o segundo é positivo? Por que podemos dizer que Deus não tem filhos “preferidos” mas tem filhos que Lhe são “mais chegados”?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR