Perguntas interativas da Lição: As chamas do inferno

O pensamento de que Deus punirá os perdidos pela eternidade é muito danoso pois produz uma imagem falsa de Seu caráter. Esse tipo de pensamento faz com que muitas pessoas tenham medo de Deus ou um certo rancor dEle, chegando a duvidar de Sua existência por tamanha crueldade. Algumas mentes mais sensíveis chegam a ser “arrastadas à insanidade por este inquietante pensamento” (White, O Grande Conflito, p. 324 e 545). Entretanto, não é este o ensino da Bíblia, a qual ensina que “o salário do pecado é a morte” e “o dom gratuito de Deus é a vida eterna através de Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Em Marcos 9:48 Jesus cita o texto de Isaías 66:24. Por que as pessoas só consideram como metáfora a primeira parte deste verso (que fala de “vermes que nunca morrem”) mas consideram a segunda parte (que fala de “fogo que não se apaga”) como se fosse literal?

Qual é o significado da expressão “vermes que não morrem” e “fogo que não se apaga”? (R.: A cena metafórica descreve uma situação de pós-guerra em que o povo de Deus foi salvo por Ele e os Seus inimigos estão mortos. A cena é grotesca: os “vermes” e o “fogo” consomem as suas carnes podres, e farão esse serviço de modo completo, pois os vermes não morrem e o fogo não se apaga até que não haja mais nada para consumir. O significado deste quadro é o contrário do que muitos ensinam: trata de uma expressão de aniquilação total, e não de punição sem fim!)

Leia Malaquias 4:1-3; Judas 1:7; Mateus 18:8 e Marcos 9:43. Que detalhes destes versos nos ajudam a perceber que o “fogo eterno” não significa “sofrimento eterno”, mas sim que o fogo não se apaga até que tenha consumido todo o seu combustível?

Em que aspectos a ideia de um tormento eterno é totalmente contrária ao ensino bíblico? (R.: Deus é o único que possui imortalidade [1Tm 6:16]; apenas os que têm Jesus como Salvador têm vida, a qual procede dEle [1Jo 5:12,13]; após o juízo final o pecado será erradicado, e por isso não vai mais haver choro, dor ou sofrimento [Ap 21:4]; o salário final do pecado é a morte, e não a vida eterna em sofrimento [Rm 6:23].)

Por que a ideia de um tormento eterno é tão maligna? Quais são as possíveis consequências de se crer neste ensino? (R.: Medo, ou mágoa ou rancor de Deus; ateísmo, pois não é possível existir um Deus tão cruel assim; angústia mental que pode levar até à loucura.)

Qual é a diferença entre a visão popular do inferno e a visão bíblica do “lago de fogo”?

Leia 1 Coríntios 15:18. Por que não faz sentido crer em um Céu onde não temos corpos, pois lá seríamos apenas “almas desencarnadas”? (R.: O céu é um lugar concreto, com árvores, frutas, praça, rio, etc. [Mt 26:29; Ap 22:1,2]. O Céu não é um lugar para almas de mortos, mas para corpos bem vivos – ressuscitados ou glorificados – para poder desfrutar de tudo que houver ali.)

Quais são as vantagens de conhecer a verdade sobre o estado da morte (ver 1Ts 4:13)? Como podemos ensinar essa verdade para aqueles que não têm essa mesma esperança?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: Passagens bíblicas controversas

Algumas passagens bíblicas são usadas equivocadamente para defender o conceito da imortalidade da alma. Devemos entender muito bem o significado correto spassagens não só para nossa própria edificação espiritual, mas também para estarmos “sempre preparados para responder a todo aquele que pedir a razão da nossa esperança” (1Pe 3:15).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Passagem sobre “o rico e Lázaro” (Lc 16:19-31)

Quais são as evidências de que esta passagem é uma parábola e não a descrição de uma cena literal?

Que problemas surgem se essa parábola tiver que ser entendida de modo literal? (R.: O maior problema, se essa passagem fosse literal, é que ela estaria em contradição com o ensino das Escrituras a respeito do estado dos mortos; além disso, dentre outras incoerências, haveria o problema de que o Céu e o inferno seriam tão próximos um do outro que seria possível haver comunicação entre as pessoas dos dois lados.)

Passagem sobre o “ladrão arrependido” (23:42, 43)

Como sabemos que essa tradução não é a melhor, e que Jesus não prometeu ao ex-ladrão que ambos estariam juntos no paraíso naquele mesmo dia? (R.: O texto grego original permite que o advérbio “hoje” esteja relacionado tanto ao verbo anterior [“digo”] quanto ao verbo posterior [“estarás”]; além disso, as Escrituras apontam o fato de que, no domingo de manhã, dois dias após a promessa feita na sexta-feira à tarde, Jesus disse que ainda não havia ido ao Pai [João 20:17].)

O que essa história nos ensina sobre a salvação pela graça mediante a fé?

Passagem sobre o “partir e estar com Cristo” (Fp 1:21-24)

Como sabemos que, apesar dessas palavras, Paulo não estava ensinando o conceito de consciência durante a morte? (R.: Isso seria contrário ao seu próprio ensino sobre a morte, como podemos ver em 1Co 15:51-53; 1Ts 4:16; 2Tm 4:8; etc., e às Escrituras Sagradas.)

Passagem sobre a “pregação aos espíritos em prisão” (1 Pe 3:17-20)

Muitas pessoas creem, baseando-se erroneamente nessa passagem, que Jesus teria “pregado aos mortos” durante o breve período em que Seu corpo repousava na morte. Quais são os erros teológicos desse tipo de pensamento? Ver Sl 146:4; Ec 9:5, 10; Hb 9:27, 28.

Em que ocasião Jesus pregou (ou “havia pregado”) aos “espíritos em prisão”? (R.: O texto bíblico diz que Jesus pregou, por meio do Espírito Santo, “nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca” [1Pe 3:20]). Tal pregação foi realizada por Noé, “pregador de justiça” [2Pe 2:5], durante 120 anos. O texto também diz que nesse mesmo Espírito [o que pregou nos dias de Noé] Jesus foi vivificado, ou ressuscitado.)

Leia Lucas 13:16. Quem são os “espíritos em prisão” de nossos dias, e como podemos pregar a essas pessoas por meio do mesmo Espírito que pregou nos dias de Noé?

Passagem sobre as “almas debaixo do altar” (Ap 6:9-11)

Por que essa passagem não pode ser interpretada de modo literal? (R.: Não há altar de sacrifícios no Céu; não há pessoas desencarnadas no Céu; a Bíblia não ensina que haja consciência durante a morte [Ec 9:5, 6, 10; Sl 6:5; 115:17; Is 38:18, 19; etc.]; não há pessoas pedindo por vingança no Céu [Rm 12:19].)

Leia Gênesis 4:9, 10; Levítico 4:25. Se a Bíblia deve ser usada como intérprete de si mesma, qual é o significado da passagem sobre as “almas debaixo do altar”? (R.: Essa passagem faz referência ao sangue derramado de Abel, que figuradamente “clamava” desde a terra por justiça [Gn 4:10]; faz também referência aos animais sacrificados no santuário, cujo sangue era derramado à base do altar. Essa figura representa os mártires do Evangelho, cujo sangue derramado, assim como o de Abel, figuradamente “clama por justiça”, e assim como os animais sacrificados nos serviços do santuário, eles também morreram em prol do Evangelho. Portanto, enquanto continuam descansando na inconsciência da morte, seu prêmio já está guardado, e lhes será entregue no dia da ressurreição.)

Leia 1 Pedro 3:15. Como podemos estar sempre prontos para dar uma resposta (do grego: apologia) a qualquer um que nos perguntar sobre a razão de nossa fé?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: A esperança do Novo Testamento

A esperança do Novo Testamento não é a de que temos uma alma naturalmente imortal que passará a eternidade no Céu. Nossa esperança é baseada na graça e no amor de Jesus, o qual dará a vida eterna como um presente (dom) a quem Nele crer. Não temos vida em nós mesmos, mas o Senhor a tem, e Ele a concede a quem quiser receber (Jo 5:26; 6:53). Nossa vida está Nele. Portanto, “quem tem o Filho tem a vida; [e] quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo5:12).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia João 6:47 e 1 João 5:11, 12. De que forma essas afirmações invalidam a crença na imortalidade da alma?

Leia 1 Coríntios 15:13, 16-19. Por que a ressurreição final dos justos está totalmente vinculada à ressurreição de Jesus? Por que, se Cristo não tivesse ressuscitado, nós seríamos “os mais infelizes de todos os homens”?

Leia Salmo 90:10 e 1 Coríntios 15:32. Qual seria o sentido da vida se Jesus não tivesse ressuscitado? Por outro lado, qual é o sentido da vida quando compreendermos que Ele morreu por nós e ressuscitou?

Medite nesta frase da lição de domingo: “O Céu vale tudo para nós, e se o perdermos, tudo perderemos.” Por que, se perdermos o Céu, perderemos tudo?

Leia João 6:40, 47. Que diferença faz sabermos que a vida eterna é um dom (presente) de Deus, e não algo inato em nós? Por que o reconhecimento desse fato aumenta nossa gratidão, nossa dependência de Deus e nosso amor por Ele?

Um texto importante sobre a esperança do Novo Testamento está em 1 Tessalonicenses 4:13-18. Em sua opinião, por que essas palavras terminam com o imperativo do verso 18?

Outro texto sobre a bendita esperança do Novo Testamento está em 1 Coríntios 15:51-55. Paulo abre esse pensamento dizendo que é um “mistério”. Leia o texto mencionado e responda: Sobre qual “mistério” ele está falando? Por que é um “mistério” se ele está tratando do assunto? (R.: A palavra “mistério” nos escritos de Paulo não trata de coisas “escondidas” ou “secretas”, pois foram REVELADAS por Deus [Rm 16:25; Ef 1:9; Cl 1:26, 27]. Contudo, apesar de reveladas, são coisas maravilhosas ou profundas demais para as compreendermos em toda a sua plenitude. A origem do pecado, a encarnação de Cristo, o plano da redenção e a ressurreição final são alguns desses assuntos tão profundos que, mesmo não sendo “secretos”, são chamados de “mistérios” – ver, por exemplo, 1Co 4:1; Ef 3:3, 4, 9; 6:19; Cl 2:2; 4:3; 2Ts 2:7; 1Tm 3:9; 3:16; etc.)

Leia João 14:1-3. Como podemos manter sempre viva essa maravilhosa esperança para suportarmos os momentos mais difíceis?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: A vitória de Cristo sobre a morte

Mesmo após ter dito na cruz: “Está consumado” (Jo 19:30), e ter morrido em nosso lugar, Se Jesus não tivesse ressuscitado, nossa fé seria em vão e ainda permaneceríamos em nossos pecados (1Co 15:17). Pior ainda, diz Paulo: se Jesus não tivesse ressuscitado, todos os que morreram confiando Nele estariam perdidos (15:18). Graças a Deus, Cristo não só morreu em nosso lugar, mas também “ressuscitou dentre os mortos, sendo Ele as primícias dos que dormem” (1Co 15:20). Por isso Ele pode estar à direita do Pai hoje, intercedendo por todos nós. Isso mostra que, além de Sua morte, a ressurreição de Jesus é fundamental para a nossa salvação.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia 1 Coríntios 15:17, 18. Por que a morte de Cristo sem Sua ressurreição teria sido um grande fracasso de Deus? Se Cristo não tivesse ressuscitado, em que sentido “os que adormeceram em Cristo estariam perdidos”?

Leia Mateus 27:51-53. Algumas pessoas ressuscitaram no momento em que Jesus morreu. Qual é o significado desse evento surpreendente? (R.: Essas pessoas que ressuscitaram na ocasião da morte de Jesus são as primícias mencionadas em 1 Coríntios 15:20, um “protótipo” de todos os que serão ressuscitados por Ele em Sua vinda.)

Por que a crença na ressurreição e a crença na imortalidade da alma são duas coisas incompatíveis? Como uma dessas crenças anula a necessidade da outra? (R.: Se tivéssemos uma alma que sobrevive à morte do corpo e que fosse direto para o Céu não haveria a necessidade de ressurreição.)

Na lição de segunda-feira, encontramos a seguinte afirmação: “Embora a humanidade de Cristo tenha morrido, Sua divindade não morreu.” Como podemos explicar esse pensamento sem cair no conceito errôneo de que haja consciência durante a morte? (veja João 10:17, 18; 11:25 e Romanos 8:11)

De que forma os planos feitos pelos judeus e romanos para manter Jesus no túmulo só tornaram ainda mais evidente Sua vitória sobre a morte e sobre as hostes do mal?

Leia Mateus 28:11, 12. O que o testemunho original dos guardas e a “grande soma de dinheiro” que receberam nos dizem sobre a veracidade da ressurreição de Jesus?

A primeira epístola aos Coríntios foi escrita quase 30 anos após a morte e ressurreição de Jesus. No versículo 15:6, Paulo afirma que, durante os 40 dias em que Jesus apareceu após a ressurreição, em uma das ocasiões Ele foi visto por mais de 500 irmãos, e que a maioria deles ainda estava viva. Por que essa declaração é tão importante? (R.: Paulo jamais teria declarado isso se esse evento não tivesse acontecido de verdade e se não houvesse pessoas reais para testemunhar sobre o ocorrido.)

Apesar de todas as promessas bíblicas e de todas as explicações dadas por Jesus, por que os discípulos ficaram tão surpresos quando O viram ressuscitado? Por que Tomé duvidou tanto até que pudesse vê-Lo e tocá-Lo? Como podemos evitar esse tipo de atitude em relação às promessas de Deus?

Jesus carregará para sempre as marcas da cruz. Em outras palavras, só Jesus terá cicatrizes no Céu. Que lições isso nos ensina sobre o amor de Deus e o custo de nossa salvação?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: Ele morreu por nós

A morte de Jesus é central no plano da salvação. É o único meio de sermos perdoados e salvos do pecado. A lição da Escola Sabatina desta semana nos faz refletir sobre esse sacrifício e o seu significado para a promessa da vida eterna.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Considere atentamente estes quatro pensamentos bíblicos e responda: Qual é o seu significado? Como se harmonizam entre si?

1. A graça de Deus “nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (2Tm 1:9).

2. Deus prometeu que nos daria vida eterna “antes dos tempos eternos” (Tt 1:2).

3. O precioso sangue de Cristo “foi conhecido antes da fundação do mundo” (1Pe 1:20).

4. Cristo foi morto “desde a fundação do mundo” (Ap 13:8).

Leia João 14:6 e Atos 4:12. Por que a morte de Jesus é central no plano da salvação? (R.: É uma morte substitutiva. Ele pagou o preço do nosso pecado. Não há outro modo de sermos salvos – Is 53:4-6; 1Co 15:3; etc.)

Leia João 3:16, 17. Que esperança temos com essas palavras?

Por que a tentativa de alguém se salvar por suas próprias obras é tão ofensiva para Deus? (ver Is 64:6; Gl 3:11; Ef 2:8, 9)

Leia João 19:30. Imediatamente antes de morrer, o que Jesus quis dizer com a declaração “está consumado”?

Leia Mateus 16:21, 22. Por que os discípulos rejeitavam a ideia de que Jesus iria morrer? O que isso nos diz sobre o perigo dos pensamentos teológicos equivocados? Que tipos de conceitos teológicos equivocados atuais podem enganar as pessoas e cegá-las para as realidades do ministério de Jesus?

Em que sentido a Palavra de Deus é loucura para os que se perdem (1Co 1:18)? Por outro lado, que tipos de pensamento da “sabedoria humana” são “loucura aos olhos de Deus” (1Co 3:19)? Nesse sentido, de que forma a Bíblia pode nos tornar “sábios para a salvação” (2Tm 3:15)?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: Ressurreições anteriores à cruz

É fascinante pensar no fato de que algumas pessoas experimentaram a ressurreição antes de Jesus. A Lição da Escola Sabatina desta semana nos faz refletir sobre alguns desses casos, tanto no Antigo Testamento quanto no ministério terrestre de Jesus. Em quase todos os casos, porém, os privilegiados voltaram a morrer em algum momento. Contudo, em uma exceção muito especial, Moisés foi ressuscitado e levado ao Céu como uma “amostra” de todos os que Jesus irá despertar da morte em um determinado dia. Esse dia é chamado de “o último dia” (Jo 6:39, 40, 44, 54; 11:24).

Perguntas para discussão em grupo:

A ressurreição de Moisés (Judas 1:9; Lucas 9:28-36)

Como essas duas passagens bíblicas sobre Moisés se explicam mutuamente?

Por que é totalmente infundada a ideia de que era a “alma” de Moisés que falava com Cristo no monte? (R.: A aparição de Moisés no monte só pode ser explicada se Moisés foi ressuscitado da morte. Esse quadro nos ajuda a entender por que houve uma disputa a respeito do corpo desse profeta: ele seria o primeiro a ser ressuscitado de toda a história da eternidade, mas Satanás não gostou nada dessa possibilidade e tentou impedir que isso acontecesse. Assim, a aparição de Moisés no monte nos ajuda a entender Quem venceu essa disputa.)

A ressurreição do filho da viúva de Sarepta (1Rs 17:17-24) e do filho da Sunamita (2Rs 4:32-37)

Em sua opinião, por que Deus ressuscitou esses dois meninos, sendo que eles cresceriam e voltariam a morrer? O que o fato de que eles morreram de novo nos ensina sobre a importância da ressurreição no fim dos tempos?

A ressurreição do filho da viúva de Naim (Lucas 7:11-17)

Por que Jesus disse à mãe do falecido para não chorar? Como essa mesma recomendação de Jesus pode ser aplicada às inúmeras mães e pais que perderam seus filhos? (veja 1Ts 4:13, 18)

A ressurreição da filha de Jairo (Marcos 5:38-43)

Jesus disse ao pai da menina morta: “Não tenha medo; apenas creia” (Mc 5:36). Como podemos aprender a continuar crendo mesmo em meio a situações de medo?

A ressurreição de Lázaro (João 11:1-45)

Que lições sobre ressurreição podemos aprender com o caso de Lázaro?

Em que pontos a ressurreição de Lázaro difere da que ocorrerá no último dia com todos os justos?

Como vemos em João 11:25, 26, Jesus perguntou à irmã do falecido se ela cria Nele como o motivo e o princípio da ressurreição. Por que Ele perguntou isso a ela? Como podemos demonstrar a Ele que nós também cremos assim?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: A esperança do Antigo Testamento

Apesar das poucas referências, é possível constatar a crença na ressurreição desde tempos remotos do Antigo Testamento. Para o povo de Israel, se Deus pôde trazer Adão e Eva a partir da inexistência, Ele é poderoso para despertar a todos os que já existiram e que “repousam” na inconsciência da morte. Abraão, o pai da fé, tinha certeza de que Deus poderia trazer Isaque de volta das cinzas (Hb 11:17,18). De modo semelhante, Jó declarou confiantemente: “Depois de consumida minha pele, em minha carne verei a Deus” (Jó 19:26). Foi nessa esperança que descansou Davi cerca de 5 séculos antes de Cristo, ao ouvir do anjo: “Você descansará e, ao fim dos dias, se levantará para receber a sua herança” (Dn. 12:13).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Jó 19:25-27. Que palavras neste texto dão claras evidências de que Jó cria na ressurreição da carne? Em sua opinião, como ele aprendeu esse conceito?

Leia Gênesis 22:5. O que dava a Abraão tanta certeza de que ele voltaria do monte junto com Isaque, sendo que sua intenção era de realmente oferecê-lo em sacrifício? (Deus havia prometido a Abraão que ele teria uma grande descendência a partir de Isaque. Abraão tinha certeza de que Deus cumpriria essa Sua palavra, mesmo que tivesse que recriar Isaque a partir das cinzas)

Assim como Abraão creu, como podemos nós também crer em Deus de que Ele pode ressuscitar os mortos?

Leia Daniel 12:2. Por que faz muito mais sentido desfrutar da vida eterna com um corpo ressuscitado do que com uma suposta alma sem corpo?

Leia Salmos 49:15; 71:20. Note que estes textos não dizem respeito à ressurreição; são poemas tratando das dificuldades da vida. Apesar disso, como podem ser também uma referência à ressurreição física?

Compare os versos 14 e 19 de Isaías 26. Por que existe esse contraste entre os grupos dos dois textos? De nossa parte, o que podemos fazer para estar incluídos no grupo dos que ressuscitarão para a vida?

Em sua opinião, por que há apenas poucos textos no Antigo Testamento falando do dia da ressurreição?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: Entendendo a natureza humana

De modo contrário à crença popular – e de quase todas as religiões –, o ser humano não tem uma alma imortal que sobreviva à morte do corpo e que possa existir à parte dele. A palavra “alma”, na Bíblia, significa o próprio ser vivo. Quando Deus soprou nas narinas de Adão, este passou a ser (e não a ter) uma “alma vivente” (Gn 2:7). Esse conceito é muito claro nas línguas originais da Bíblia. Sansão, por exemplo, ao saber que morreria ao derrubar as colunas do templo pagão, exclamou: “Morra minha alma [nephesh] com os filisteus!” (Jz 16:30). A ideia de que teríamos uma alma naturalmente imortal fere princípios bíblicos fundamentais, como: Deus é o único que possui imortalidade (1Tm 6:17); o salário do pecado é a morte (Rm 6:23); a vida eterna é um dom concedido por Deus apenas para os que aceitam a salvação de Jesus (Jo 3:36; 1Jo 5:12).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Deus disse para Adão, caso ele escolhesse desobedecer: “Você certamente morrerá” (Gn 2:17). Por sua vez, Satanás disse: “É certo que vocês não morrerão” (3:4). Qual é o resultado de tentar harmonizar as palavras de Deus com as de Satanás? Por que as pessoas insistem em tentar fazer “harmonização” entre as Palavras de Deus e a desobediência?

Por que a mensagem adventista (bíblica) sobre o estado dos mortos é tão crucial? Qual é o problema em acreditar na imortalidade natural da alma? (R.: A pessoa que crê assim pode desenvolver uma visão errada do caráter de Deus e acabar tendo medo Dele, rancor, ódio ou descrença total em um ser que torturaria pessoas pela eternidade. Algumas pessoas fracas chegam à insanidade mental ao antecipar um inferno eterno. Além disso, essa crença torna as pessoas mais propensas a cair em enganos espiritualistas)

A Bíblia ensina que “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:4,20). Por que até mesmo entre a grande maioria dos cristãos encontramos forte oposição a esse ensino?

Muitos usam Mateus 10:28 como uma suposta “prova” de que a alma não morre. Mas esse verso ensina exatamente o contrário disso. Qual é o significado das palavras de Jesus nesse versículo? (R.: Jesus ensina aqui que uma pessoa martirizada por causa do Evangelho não perde sua alma [do grego psiquê, “vida”], pois essa pessoa será ressuscitada no último dia. Entretanto, a pessoa condenada no juízo final terá tanto o corpo quanto a alma [psiquê, “vida”] destruídos.)

Leia Eclesiastes 3:19-21. O que aprendemos com essa grande semelhança entre a morte de humanos e de animais? Como a promessa da ressurreição modifica essa semelhança?

“E o pó volte à terra, como era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec 12:7). Como sabemos que esse versículo não se refere a almas desencarnadas saindo de seus respectivos corpos e “voltando” para Deus? (R.: A palavra hebraica traduzida como “espírito” [ruach] é a mesma para “vento”, “ar”, “sopro”, “fôlego”. A ideia aqui é que o fôlego de vida “volta” a pertencer somente a Deus, que é a origem, a fonte e o dono da vida. Se esse versículo estivesse dizendo que as “almas desencarnadas” voltam para Deus, estaria afirmando que todos, bons e maus, “voltam para Deus” quando morrem, o que é um absurdo!)

Leia alguns desses textos sobre a inconsciência durante a morte: Salmos 6:5; 115:17; 146:4; Eclesiastes 9:5, 6, 10; Isaías 38:18, 19. Como a compreensão correta sobre o estado dos mortos nos protege contra enganos?

Como seria se os mortos estivessem conscientes dos problemas da Terra?

Leia estas afirmações enfáticas de Jesus: João 6:39, 40, 44, 54; 11:25, 26. Como podemos manifestar gratidão a Deus por conhecermos a verdade a respeito do estado da morte e da ressurreição futura?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: Rebelião em um Universo perfeito

A origem do mal é um mistério. Deus fez tudo perfeito, e um elemento precioso da perfeição das criaturas inteligentes foi a capacidade de escolher amá-Lo. Ele correu o risco de que um dia alguém usasse mal essa capacidade. Valeria a pena mesmo assim, pois Ele mesmo pagaria o preço para resgatar os Seus, e o mal nunca mais aconteceria novamente após ser erradicado (Na 1:9).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Ao estudar sobre a origem do mal, por que é importante sempre manter em mente que “Deus é amor” (1Jo 4:8, 16)?

Se Deus sabia que Lúcifer se rebelaria, por que o criou mesmo assim? Como podemos responder à acusação de que Deus é o responsável pela origem do mal?

Por que Deus concedeu a capacidade de livre-arbítrio às Suas criaturas, mesmo sabendo que elas poderiam escolher se rebelar?

Por que Deus usa os reis de Tiro (Ez 28:12-19) e de Babilônia (Is 14:12-15) como figuras, ou como tipos da queda de lúcifer? (R.: Deus mostra quem é o instigador e líder por trás desses reis maus.)

Se sabemos como foi a origem do pecado, em que sentido seu surgimento é um mistério? (R.:Não havia razão para sua existência; tentar explicá-lo é procurar uma razão para ele, e isso seria justificá-lo” – Lição de terça-feira; EGW, A Verdade sobre os Anjos, p. 30.)

Por que Deus não destruiu Satanás assim que ele começou sua rebelião no Céu? (R.: Os anjos ainda não entendiam completamente a natureza e as consequências do pecado; Deus teve de permitir seu desenvolvimento para que sua malignidade fosse evidente. Se Deus tivesse destruído Satanás logo no início, os anjos Lhe serviriam por medo, e não por amor.)

Por que a cruz é tão importante para que se possa compreender a origem do mal e sua erradicação?

Em sua opinião, considerando que Satanás está consciente das consequências de sua rebelião, por que ele persiste em sua luta contra Deus?

Leia Efésios 6:11. Como podemos vencer as “astutas ciladas do diabo”?

Nota: O nome “Lúcifer” não existe nas línguas originais da Bíblia. Ele aparece na versão latina de Isaías 14:12 como tradução da expressão hebraica helel, “brilhante”, “estrela da manhã” (ver em https://www.bibliaonline.com.br/vulgata/is/14/12). Daí se convencionou usar esse nome como referência ao anjo rebelde antes de sua queda.

Perguntas interativas da Lição: Cristo no crisol

Ao Se tornar um de nós, Jesus experimentou vários tipos de crisóis: dificuldade financeira, discriminação social, rejeição, perseguição, luto, dor, etc. Mas o maior de todos, sem dúvida, foi o momento em que Ele sofreu a angústia da separação do Pai por ter escolhido carregar os pecados da humanidade. Ele suportou tudo isso “em troca da alegria que Lhe estava proposta” (Hb 12:2): ter Seus filhos salvos do pecado. Podemos aprender muito com os sofrimentos de Cristo e adquirir força e coragem para enfrentar os nossos.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Ao pensar na pureza e inocência de Jesus, como você imagina que deve ter sido para Ele viver em meio a tanta maldade e injustiça no mundo? E quanto a nós, Seus seguidores, por que o pecado deve nos incomodar também? (ver 2Pe 2:7,8)

Como as coisas que lemos, ouvimos e assistimos podem nos tornar insensíveis ao pecado (1Co 15:33)? O que significa um cristão que não é mais incomodado pelo pecado?

Leia Mateus 12:24; Lucas 4: 29, 30; João 8:41. O que fazia com que Jesus fosse tão rejeitado e perseguido? Conforme 2 Timóteo 3:12, por que os seguidores Dele também acabam sofrendo rejeição e perseguição?

Como o conhecimento sobre o sofrimento de Cristo fortalece aqueles que O seguem?

Leia Mateus 26:39 e Marcos 14:34. Jesus poderia ter Se livrado dessa angústia se Ele escolhesse desistir do sacrifício em nosso lugar. Por que mesmo assim Ele preferiu passar por esse terrível crisol?

Leia Salmo 22:1. A dor física que Jesus experimentou em seus momentos finais deve ter sido insuportável. Mas por que o sofrimento psicológico, causado pela consciência da separação do Pai, foi muito pior?

Quais são suas promessas bíblicas favoritas, às quais você se apega em meio à tristeza e à dor?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)