Perguntas interativas da Lição: a descendência de Abraão

“E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29). O verdadeiro Israel (antes e depois da cruz) é o Israel da fé, que vive em um relacionamento espiritual e de aliança com Deus, e que atua como Seu representante na Terra. Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Deuteronômio 7:6. Com que propósito Deus escolheu Israel para ser um “destaque” dentre todos os povos daquela época?

Leia 1 Pedro 2:9. Com que propósito Deus escolheu a Igreja para ser um “destaque” no mundo? Em sua opinião, como ela tem cumprido essa missão? Se não, o que é preciso para que isso aconteça?

A relação de aliança entre Deus e Israel envolvia um acordo. Veja duas cláusulas básicas desse acordo nestes dois versículos: Deuteronômio 28:1, 15. Por que Deus queria que Seu povo obedecesse aos Seus mandamentos?

Leia Jeremias 11:8. Na relação de aliança com Deus, por que a desobediência traria “maldições” sobre o povo? (R.: Se Israel escolhesse desobedecer, Deus permitiria que eles colhessem as consequências naturais do pecado, assim como acontecia com todas as outras nações.)

Dentro do contexto da salvação pela graça, de que modo essa aliança com Israel pode ser comparada com a da Igreja?

Veja em Jeremias 3:1, 20 como a aliança com Israel era comparada a um casamento. Que lições aprendemos dessa comparação?

Veja essa afirmação no fim da lição de terça-feira: “A apostasia de Israel não teve origem na desobediência, mas na quebra do relacionamento com o Senhor.” Como assim?

Apesar de que a grande maioria do povo de Israel quebrou a aliança, Deus sempre teve um povo remanescente (1Rs 19:18; Is 4:3). Como esse fato pode ser uma motivação para sua fidelidade?

Leia Gálatas 3:26, 29. Como você pode ser a bênção que Deus prometeu a Abraão?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: filhos da promessa

De todas as promessas de Deus a Abraão – de que engrandeceria seu nome e faria dele uma grande nação a qual possuiria as terras da região –, a mais importante foi a de que todas as nações do planeta seriam abençoadas por meio dele. Essa promessa se cumpre pela intervenção de Jesus Cristo ao “Se fazer carne” através da linhagem de Abraão para poder efetuar o plano da redenção através de Seu sangue. Sem essa promessa exclusiva, nenhuma outra faria sentido.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Compare Gênesis 15:1 com Salmo 18:30 e 84:11. Por que Deus diz ser o “escudo” de Abraão?

Como podemos entender a representação de Deus como nosso escudo se ainda somos “atingidos” por situações ruins? Em outras palavras, em que sentido Ele é o nosso escudo? (ver 1Co 10:13)

Leia Gênesis 12:3 e 28:14. De que modo “todas as famílias da Terra” seriam abençoadas por meio da aliança com Abraão? Por que essa é a mais importante de todas as promessas de Deus? (R.: Toda a humanidade foi abençoada por meio de Jesus Cristo, que “Se fez carne” por meio da linhagem de Abraão para morrer no lugar de todos. Sem a redenção providenciada por Jesus nenhuma outra promessa faria sentido, pois ainda viveríamos eternamente sob os terríveis efeitos do pecado: vícios, inveja, maledicência, mentiras, traições, desconfiança, ódio, medo, etc. O “lago de cristal” nem as “ruas de ouro” poderiam diminuir os sofrimentos resultantes de uma vida assim.)

Leia Êxodo 19:5, 6. Com que propósito Deus planejou separar os descendentes de Abraão como uma “propriedade peculiar”? Conforme 1 Pedro 2:9, que paralelos podemos fazer entre o povo de Israel e a Igreja? Como a sua igreja tem cumprido esses propósitos que Israel não cumpriu?

Compare Gênesis 11:4 com 12:2. Por que a intenção de “engrandecer o nome” foi pecado para os construtores de Babel, enquanto para Abraão seria uma bênção de Deus? O que significa “ter um grande nome” na versão humana e na versão divina (Lc 22:24-27)? Como podemos crescer nesse sentido?

Deus prometeu a Abraão que ele teria muitos descendentes e que eles possuiriam uma grande extensão de terra. No entanto, ele e seu filho Isaque morreram sem ver o cumprimento dessa promessa (ver Hb 11:13, 14). Que lições podemos aprender deles para manter a fé sempre viva?

Leia Lucas 22:29, 30. Como a promessa da Nova Terra deve impactar nossa vida?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: Uma aliança eterna

Abraão é considerado o “pai da fé”. A aliança de Deus com ele consistia em abençoar todas as famílias da Terra. Abraão poderia recusar, se quisesse. Mas ele preferiu obedecer. Por isso, foi chamado também de “o amigo de Deus” (Is 41:8).

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Veja a primeira vez que Deus apareceu a Abrão em Gênesis 12:1-3. Como vemos aqui os elementos “fé” e “obras” em ação? O que significa a expressão “seja você uma bênção”? Como “todas as nações da Terra” seriam benditas por meio dessa aliança?

Leia Genesis 15:7. Não sabemos as vogais do nome de Deus apresentado nesse versículo. É a junção de quatro letras hebraicas que equivalem a YHWH – daí o nome “tetragrama sagrado”. É impronunciável se não forem inseridas vogais entre as letras. A maioria das versões da Bíblia traduz essa palavra como “SENHOR” (com todas as letras em maiúsculo). Essas letras fazem parte do verbo “ser/estar”. Isso significa que Deus é eterno, Aquele que era, que é e que sempre será. Em sua opinião, por que Deus Se apresentou com esse nome para Abrão?

Os significados dos nomes na cultura hebraica são muito importantes. Em Gênesis 17:1, Deus aparece de novo a Abrão e se apresenta com o nome de “Deus Todo Poderoso” (El-Shadai). Que mensagem Ele queria transmitir com esse nome? Que mensagem transmite a você, hoje?

Em Gênesis 17:4, 5, Deus mudou o nome de Abrão (“Pai Alto”) para Abraão (“Pai de Multidão”). Por que seria importante essa mudança na mente de Abraão e de todos os que ouvem sua história?

Conforme Gálatas 3:7, 29, em que sentido nós, os cristãos, somos “filhos de Abraão”?

Deus estabeleceu Sua aliança com Abraão em três etapas (Gn 12:1-3; 15:7-18; 17:1-14). Qual o significado da circuncisão no terceiro encontro? Conforme Colossenses 2:11, 12, de que forma o batismo substitui a circuncisão?

Qual o significado de Gênesis 18:19? Como os cristãos (que são filhos de Abraão por meio de Jesus Cristo) cumprem esse propósito hoje?

Leia Apocalipse 2:17. Por que Jesus nos dará uma “pedrinha branca” com um novo nome? Por que ninguém saberá o significado de nossos novos nomes, a não ser nós mesmos? Que nome você acha que receberia como uma lembrança eterna de sua experiência e sua vitória com Jesus Cristo?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: Para todas as gerações

Noé se manteve fiel mesmo quando o mundo todo (literalmente) havia se corrompido. Ele era “justo e íntegro entre os seus contemporâneos” e “andava com Deus” (Gênesis 6:9). A aliança de Deus com este homem traz lições muito preciosas para todos os que O amam. Este foi o tema da lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Gênesis 6:5. Como podemos comparar o pecado a uma bactéria ou a um vírus em uma pandemia? Como é efetuada a cura dessa doença da alma? E, se há cura (em Deus), por que o mundo antediluviano teve que ser destruído? (Gn 6:11, 12)

Veja em Gênesis 6:9 como Noé estava em marcante contraste com as pessoas que o rodeavam. Na prática, o que significam cada uma dessas três caraterísticas de Noé? Como é possível não ser perfeito (como Noé não era) e ainda assim ter essas características em um mundo corrompido pelo pecado?

Em Gênesis 6:8 é dito que Noé “encontrou graça” diante do Senhor. O que significa isso? Por que a graça era necessária para Noé e para cada um dos que serão salvos no final?

Imagine a “graça” através da seguinte ilustração: uma pessoa cai de um grande barco em alto mar e “alguém” lhe lança uma boia com uma corda. Onde entram aqui as obras, a obediência e a fé?

Em Gênesis 6:18 Deus diz a Noé: “Estabelecerei a Minha aliança contigo.” Por outro lado, como você imagina que seria uma aliança do ser humano para Deus? Por que a aliança “de Deus” é perfeita?

Gênesis 7:23 diz que, após a destruição pelo dilúvio, “ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca”. Quais foram as condições para que no final dessa história pudesse existir um povo remanescente (ou o “restante”, “o que sobrou”)? Por que a aliança de Deus sempre resulta na ideia de um povo remanescente? (Ap 12:17)

Leia Gênesis 9:13. Após o dilúvio, Deus estabeleceu o arco-íris como um “sinal” de que isso nunca mais aconteceria (é muito provável que somente após o dilúvio passaram a existir as condições climáticas e atmosféricas que permitem que esse fenômeno natural aconteça de forma amplamente visível no céu – cf. Comentário Bíblico Adventista, v. 1, p. 255). O que vem à sua mente quando vê um arco-íris? Por que esse sinal de Deus para a humanidade tem sido usado para representar muitas outras ideias (até contrárias a Deus) no mundo secular?

Em 2 Pedro 2:5 Noé é chamado de “pregador da justiça”. Como assim? Que “justiça” é essa que Noé pregava?

De que forma a missão de Noé é parecida com a dos adventistas do sétimo-dia (cf. Ap 14:6-12)? Se a verdade é sempre tão impopular, por que devemos continuar pregando-a mesmo assim?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: Os princípios fundamentais da aliança

A aliança de Deus com os seres humanos é semelhante ao casamento: ela define um acordo e um relacionamento. Deus, motivado por Seu grande amor por nós, é o iniciador do relacionamento de aliança. Ele mesmo toma todas as providências para que sejamos salvos. De nossa parte, precisamos confiar totalmente nEle.

O que significa “fazer uma aliança” com alguém? Como a aliança com Deus é diferente das alianças feitas entre seres humanos?

Em sua opinião, o que uma aliança de um Ser perfeito e santo com meras criaturas mortais revela sobre o caráter de Deus?

Por que a aliança com Deus não deve apenas se resumir a um “acordo entre as partes”, mas deve também ser fundamentada em um relacionamento com Ele? Qual seria o problema dessa aliança se não envolvesse um relacionamento sobrenatural com o Divino? (R.: Seriam meras obras vazias sem o poder do Alto que transforma e santifica o coração – Jr 13:23; Jo 15:5; etc.)

Leia sobre a aliança de Deus com Noé em Gênesis 6:18. Quais eram os deveres de ambas as partes desse acordo?

Leia sobre a aliança de Deus com Abraão em Gênesis 12:1-3. Quais foram as partes do acordo? Com base em Gênesis 15:6, qual foi a função da fé e das obras humanas nessa aliança? (Compare com Gl 3:29; Hb 11:8; Tg 2:20-26.) O que podemos aprender a partir desses textos para nossa própria vida espiritual?

Leia sobre a aliança de Deus com Moisés em Êxodo 6:2-7. De que modo essa aliança é uma continuação da que Deus havia feito com Abraão (Gn 12:1-3)? Em que sentido a aliança de Deus nos torna dEle e Ele de nós?

Compare a “velha aliança”, ou antigo testamento (Êx 24:7, 8), com a “nova”, ou novo testamento (Mt 26:27, 28). Qual é a essência da nova aliança que a torna tão superior (compare com Hb 10:4 e 1Pe 1:18-20)?

Leia sobre a “nova aliança” que Deus quer fazer com toda a humanidade: Jr 31:33; Hb 8:10; 10:16, 17. Qual é o significado de Deus “escrever” Sua lei em nosso “coração” e em nossa “mente”?

De que forma podemos celebrar hoje mesmo e durante toda a vida a nova aliança de Deus conosco?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: A renovação do planeta Terra

Nesta semana encerramos mais uma série de estudos da Bíblia por meio da Lição da Escola Sabatina. Desta vez estudamos o livro de Isaías. Ele termina com a promessa de Deus de restaurar Jerusalém após o exílio que os judeus teriam que passar em Babilônia. Se eles fossem fieis, Deus lhes traria tal prosperidade e longevidade que as nações vizinhas seriam atraídas a eles, para que também aprendessem sobre o Deus de Israel. Contudo, eles se tornaram egoístas e exclusivistas, e falharam em sua missão. Ainda assim, as promessas de Deus se estendem para além da Jerusalém terrestre e temporal, assegurando que Ele renovará o próprio planeta Terra para todos aqueles que pertencem a Ele e exterminará o mal.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Isaías 65:17, 20, 25. As promessas de Deus nesse texto não tratam exclusivamente da vida no Céu ou no planeta Terra renovado após o pecado. Nessa descrição, Deus misturou as bênçãos das duas Jerusaléns: a Jerusalém terrestre (se o povo judeu fosse fiel a Deus), e a Nova Jerusalém, a qual descerá do Céu para ser a capital da Terra renovada (Ap 21:1, 2). Por que não faria sentido se o versículo 20 se referisse ao Céu ou à Terra renovada? Por outro lado, por que o versículo 25 só faz sentido na Nova Terra?

Por que uma vida extremamente longa, mas que tivesse um fim, não responderia aos nossos anseios mais profundos? Como você imagina que Adão se sentiu em seu leito de morte, com “apenas” 930 anos de idade (Gn 5:5)? (Lembre-se: Não era para ele morrer nunca, se tivesse obedecido.)

Filósofos modernos, como Yuval Harari, entre muitos outros, tentam conformar as pessoas seculares acerca da morte. Como argumento, eles dizem que “seria uma tortura” viver muitos anos nesta vida e que, portanto, 70 a 90 anos é mais que suficiente. Por que eles (seculares) pensam assim? Por que os cristãos pensam diferente, preferindo a vida eterna? (R.: Em parte, esses filósofos estão certos. Foi por isso que Deus diminuiu o tempo de vida dos humanos pós-diluvianos [Gn 5:27; 25:7; Sl 90:10]: para que não continuassem sofrendo e causando sofrimento por muito tempo em suas gerações. Mas o grande causador de todo esse sofrimento é o pecado; quando ele for eliminado, a vida voltará a ter sentido, motivação e alegria para sempre. João 10:10.)

Veja em Isaías 66:3 como Deus enxergava os rituais religiosos feitos por Seu povo em homenagem a Ele. Por que Ele via assim? (compare com Isaías 1:11-18). O que devemos fazer para que Deus jamais enxergue nossos cultos dessa mesma forma?

Veja em Isaías 66:18, 19 como a nação de Israel seria mais “missionária” após a volta do cativeiro em Babilônia. Eles tanto “atrairiam” as outras nações (v. 18) como também sairiam em busca delas (v. 19). Em sua opinião, o que “atrairia” as nações vizinhas para irem ao povo de Israel? Como sua igreja pode tanto “atrair” as pessoas quanto também ir “buscá-las” para que conheçam a Deus? O que é necessário mudar para que isso comece a acontecer?

Sem terem Deus no coração, veja o resultado trágico do “trabalho missionário” dos fariseus em Mateus 23:15. Em sua opinião, como esse tipo de “evangelismo” ainda acontece hoje, e como podemos evitar cometer esse grande erro?

Em Isaías 66:21 Deus diz que até dentre os gentios que se convertessem Ele escolheria “sacerdotes” e “levitas”. Que lição isso deve ter ensinado aos judeus de então? E que lições deve ensinar a nós hoje? (R.: Deus não faz acepção de pessoas, cf. Rm 2:11.)

Leia Isaías 66:22, 23. Ao contrário do sábado semanal, as “luas novas” não têm mais nenhum aspecto sagrado no contexto cristão. No entanto, elas servem para marcar o início dos meses no calendário judeu. A menção delas nesse versículo pode estar em conexão com a árvore da vida, que dá os seus frutos “de mês em mês” (Ap 22:2). Além dos sábados semanais, que são e serão sempre sagrados, como você imagina esse encontro mensal com todos os salvos? O que faremos nessas ocasiões?

Leia o último versículo do livro de Isaías (66:24). Por que o livro termina com essa imagem tão negativa dos rebeldes mortos? Como sabemos que as expressões usadas nesse versículo não se referem a um “tormento eterno”? (R.: Ao usarmos toda a Bíblia como referência, percebemos que o salário final do pecado é a morte, e não uma vida eterna de sofrimentos [Rm 6:23]; a expressão “fogo que não se consome” é uma referência ao fato de que esse fogo não se apagará enquanto não cumprir o seu propósito de destruição total. Veja exemplos em Sl 37:10; Jr 17:27; Ml 4:3; Jd 1:7; etc.)

Por que é fundamental sabermos que a vida eterna no “novo céu e nova Terra” não sofrerá jamais os efeitos do pecado?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: O Desejado de todas as nações

O pecado faz separação entre nós e Deus (Is 59:2). Mas Jesus é a ponte que nos liga de volta a Ele (Jo 14:6). Somos salvos por Sua graça, e não por obras da lei (Ef 2:8,9). No entanto, nossas obras devem testificar de que fomos perdoados e “criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). Essas atitudes devem atrair outros povos ao Senhor, o qual virá um dia para trazer juízo e justiça – ou, nos termos bíblicos, a “vingança do Senhor”. 

Perguntas interativas para discussão em grupo:

  1.  Leia Isaias 59:1, 2. Por que nossos pecados fazem separação entre nós e Deus? Em que sentido nós é que somos separados dEle, mas não Ele de nós? Por quê? (Rm 8:38, 39)
  2.  Mesmo quando somos perdoados de pecados específicos, continuamos tendo uma natureza pecaminosa. Qual é a única solução para não ficarmos “separados” de Deus, apesar dessa natureza? Como isso acontece?
  3.  Leia Romanos 3:20. Como esse texto não se contradiz com Tiago 2:24? Como Tiago 2:17, 18 esclarece essa questão?
  4.  Por que “ninguém será justificado por obras da lei”? Ao mesmo tempo, por que seremos julgados pelas “obras praticadas por meio do corpo” (2Co 5:10)? 
  5.  Reflita sobre essa afirmação da página 91 da lição: “O propósito da lei no mundo pecaminoso não é salvar, mas apontar o pecado.” Por quê?
  6. Leia Romanos 3:23. O que significa a afirmação: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus”?
  7.  Leia Romanos 3:24. Por que Jesus nos salva gratuitamente, por Sua graça? (ver Jr 13:23)
  8.  Apesar de Isaías 60:1-3 se referir à cidade de Jerusalém, como podemos aplicar esses pensamentos à igreja cristã de nossos dias?
  9.  Leia Isaías 61:2. Como podemos conciliar o fato de que o Messias apregoa no mesmo versículo “o ano aceitável do Senhor” e “o dia da vingança do nosso Deus”? Como as duas coisas se relacionam? 
  10. Qual é a diferença entre a “vingança de Deus” e a vingança humana? Por que a “vingança” dEle é sempre justa e a nossa não? (ver Rm 12:19)

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: “Amor em ação”

Os judeus nos tempos de Isaías (e de Jesus) eram muito bons em praticar publicamente as minúcias da religião, mas não em amar as pessoas. Eram precisos em devolver os dízimos de pequenas folhas, mas negligenciavam “os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade” (Mt 23:23 NVI). Nos capítulos 55 e 58 de Isaías Deus demonstra a eles (e a nós) que a religião de formas e aparências não é a que agrada ao Céu. Manter os princípios eternos da Palavra de Deus e ao mesmo tempo repartir o pão com o faminto, cobrir o nu, atender à causa dos que sofrem é a maior demonstração do que Deus deseja que façamos em Seu nome. Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

1. Leia Isaías 55:1. O que significa “comprar” as coisas que Deus oferece “sem dinheiro e sem preço”? Compare com Apocalipse 3:16-18. Por que precisamos, simbolicamente, “comprar” de Jesus “ouro”, “vestes” e “colírio”? (R.: Esses símbolos representam, respectivamente: fé purificada [1Pe 1:7]; justiça de Cristo [Is 64:6; 61:10; Ap 3:5]; unção do Espírito Santo para “enxergarmos” espiritualmente [Mt 6:22; At 26:18; etc.]). E como podemos “comprar” se estivermos espiritualmente “miseráveis”, “pobres”, “cegos” e “nus”? O que isso nos diz sobre o caráter de Deus?

2. Leia sobre o alto preço de nossa salvação em 1 Pedro 1:18, 19. Tendo custado tão caro, por que ela é “de graça” para nós? Por que nossas obras jamais poderão “comprar” nossa salvação? (Ef 2:8, 9)

3. Ainda que a salvação seja gratuita (Jesus a pagou por nós), ela pode nos custar tudo (ver Mt 10:39; Lc 14:26; Fp 3:8). Como assim?

4. Em sua opinião, o que significa a expressão do próprio Deus de que os pensamentos e caminhos dEle são mais elevados do que os nossos? (Is 55:8, 9) Por que é impossível compreendermos plenamente os “pensamentos” e os “caminhos” de Deus? Por outro lado, o que devemos fazer em relação àquilo que conseguimos compreender, conforme revelado em Sua Palavra?

5. De todos os mistérios do Universo, por que o do plano da redenção – o evangelho – é o mais profundo e imensurável? Por que passaremos a eternidade maravilhados com a profundidade desse assunto, e ele nunca se esgotará? Como podemos nos encantar por esse tema a partir de hoje?

6. Leia Isaías 58:3-5. O que havia de errado com o jejum dos judeus? Em contrapartida, o que significa o jejum que Deus “escolheu” nos versos 6 e 7? Como podemos nos proteger de apenas “parecer” piedosos – praticando as formas exteriores da religião –, mas negando os princípios do Reino de Deus?

7. Leia Mateus 25:40 e Tiago 1:27. Por que não basta “fazer parte” da verdadeira religião, mas temos que experimentá-la pessoalmente na vida prática? E se a salvação é gratuita, por que precisamos praticar atos de amor e misericórdia?

8. Leia Isaías 58:13, 14. O sábado mencionado nesse texto não se refere ao semanal, mas ao cerimonial, ligado ao Dia da Expiação. Contudo, os princípios que tornavam esses sábados dias especiais, espirituais, são os mesmos para os sábados semanais. O que esse texto nos ensina sobre nossas atitudes no sábado? O que precisamos mudar para tornar o sábado “deleitoso” (prazeroso), mesmo não fazendo nossas próprias vontades nesse dia?

*Nota sobre o sábado em Isaías 58:13

Isaías 58:13 apresenta os princípios básicos de como se deve guardar o sábado. O quarto mandamento diz: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êx 20:8). Diferentemente do que muitos pensam, portanto, não é um dia para não fazer nada; santificar significa “separar para Deus”. Nesse sentido, em Isaías 58:13 Deus nos diz, nas palavras do profeta, que não devemos “cuidar de nossos próprios interesses” nesse dia, nem “seguir os nossos [próprios] caminhos”, nem “fazer a nossa própria vontade”. Isso significa deixar de lado todos os interesses pessoais com os quais podemos lidar nos outros seis dias: trabalho remunerado, finanças, estudos acadêmicos, entretenimentos que não conduzem o pensamento para Deus, ou que não edificam espiritualmente, etc. Ficar em casa no sábado à tarde dormindo por horas, olhando as redes sociais, e não fazendo nada não “santifica” esse dia. Ele deve ser um dia de descanso espiritual, mas também de trabalho desinteressado em prol da causa do evangelho e para o bem-estar de outras pessoas. Os outros dias também oferecem muitas oportunidades para agir assim, mas o sábado é exclusivo, para uso do Senhor, para o bem da humanidade – não é nosso.

Como diz o texto de Isaías 58:13, até mesmo nossas palavras não devem tratar de assuntos que podem ser tratados nos outros seis dias. A expressão “palavras vãs”, como é dita nesse verso, não se refere a “palavras feias”, pois essas obviamente não devem ser ditas em nenhum dia da semana. No dia de sábado, são “vãs” até mesmo as conversas que não são em si pecaminosas ou imorais, mas que não correspondem ao caráter sagrado do sábado – tais como os avanços dos times de futebol, qual time conquistou títulos ou não, enredos de filmes e heróis fictícios, novidades de jogos eletrônicos, ou até mesmo os compromissos de negócios ou de estudos acadêmicos. Tudo isso, perto da santidade do sábado, é “vão”; são assuntos (“palavras”) que não merecem desviar nossa mente de aproveitar ao máximo as 24 horas semanais abençoadas e santificadas por Deus exclusivamente para nosso crescimento espiritual, para termos maior intimidade com Ele, e para fazermos o bem à humanidade.

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: “Servir e salvar”

O livro de Isaías menciona pelo menos três “servos” de Deus. Um deles era a própria nação de Israel, também chamada de “Jacó” (41:8; 44:1, 2). Mas, por falhar insistente e vergonhosamente em sua missão, as profecias indicavam que em algumas décadas essa nação seria levada em cativeiro para a Babilônia. Apesar disso, as profecias apontavam sua posterior libertação por meio de outro “servo”, anunciado quase 150 anos antes, predizendo até mesmo seu nome: Ciro (44:27, 28; 45:1-5). Contudo, além desse “servo”, que traria apenas libertação temporal, geográfica e política ao povo, as profecias apontavam ainda outro Servo, o qual traria libertação definitiva e eterna em todos os aspectos: moral, físico e espiritual – e não só aos judeus, mas a todos os habitantes da Terra (42:1-9; 49:1-12; Mt 12:17-21). Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Mateus cita a profecia do servo misterioso de Isaías (Is 42:1-9) como tendo cumprimento em Jesus (Mt 12:17-21). Qual é a importância de saber que esse Servo inclui os gentios em Sua pregação (versos 18 e 21)? Por que Ele não “gritaria nas praças” (v. 19)? Em sua opinião, o que significa dizer que Ele não esmagaria a “cana quebrada” nem apagaria o “pavio que fumega”?

Em Isaías 41:14, Deus chama Seu povo de “vermezinho” (Is 41:14). Considerando o contexto, ao contrário de ser uma depreciação (como possa parecer à primeira vista), de que modo essa expressão demonstra a dimensão do amor e do cuidado de Deus por Seu povo?

É muito impressionante a profecia de Isaías, anunciada com quase 150 anos de antecedência, a respeito de um homem chamado “Ciro”, o qual libertaria o povo judeu do jugo de Babilônia (Is 44:26-28; 45:1-6)! É dado até um detalhe: o fato de que ele fez “secar” o rio Eufrates (44:27). Quais são os propósitos de Deus ao fazer profecias como essas? (Is 42:9; Mt 24:25; Jo 13:19; 14:29) O que isso demonstra sobre Ele?

Que outras profecias cumpridas da Bíblia impactam sua mente e seu coração? Como isso aumenta sua fé?

Alguns eruditos da Bíblia não aceitam o fato de que Isaías pôde predizer o papel de Ciro na libertação do povo judeu, e inclusive seu nome, com tanta antecedência (e fazem o mesmo com as profecias de Daniel e de outros profetas). Qual é o problema com esses “eruditos”? Qual é o perigo das interpretações bíblicas em que a previsão do futuro não é possível?

Leia Isaías 45:4, 5. Em sua opinião, como se explica o fato de que Deus pode – como fez com Ciro – usar pessoas que não O conhecem para cumprir Seus propósitos e ainda chamá-las de “servos”?

Em que aspectos Ciro, o rei Persa, é um “tipo” de Jesus Cristo?*

O servo do capítulo 49, apesar de ser mencionado como “Israel” (v. 3), é Jesus Cristo, pois Ele cumpriu o papel que Israel não conseguiu. Ele resgataria o povo de Deus e seria desprezado (v. 7). O que fez com que Cristo permanecesse fiel apesar dos motivos para desanimar? Como podemos fazer o mesmo? (Hb 12:2)

(*) Nota:

A libertação do povo de Israel do cativeiro babilônico é usada como uma figura ou uma representação da volta de Jesus para libertar Seu povo. Enquanto os soldados de Ciro, munidos de pás, desviavam o curso do rio Eufrates, que passava pelo meio da cidade, os líderes de Babilônia, bêbados, estavam confiantes e distraídos em uma festa cheia de orgias, bebendo vinho em taças de ouro (Dn 5:1-4). Assim também acontecerá com a Babilônia escatológica – a união religiosa e política do fim dos tempos –, a qual tem “embebedado” todos os governantes da Terra com seu “vinho” intoxicante, misturado de doutrinas falsas e teorias humanas (Ap 14:8; 17:1-6; 18:1-5; Cl 2:8).

Assim como a Babilônica histórica estava confiante e se achava impenetrável devido aos seus altos e fortes muros, sendo abastecida pelo rio Eufrates que passava pelo meio da cidade, assim também a Babilônia escatológica está “tranquila”, assentada sobre “muitas águas”, ou seja, apoiada mundialmente por “povos, multidões, nações e línguas” (Ap 17:15). Mas da mesma forma como o rio Eufrates foi desviado por Ciro e seus soldados, os quais atacaram Babilônia de surpresa ao entrar pelo leito seco do rio, assim também o Senhor realizará alguma coisa que fará com que as nações do mundo retirem o apoio à Babilônia escatológica. Isso, de alguma forma, prepara o caminho para a vinda de Cristo com todos os Seus anjos, determinando o fim da Babilônia mística e o livramento do povo de Deus (16:12). Por isso, nesse sentido, o rei Ciro, da Pérsia, é um “tipo” ou uma “figura” de Cristo.

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: “Consolem o Meu povo”

Por coincidência ou por providência, a organização do livro de Isaías em capítulos é feita de tal maneira que o torna uma espécie de “miniatura” da Bíblia. Assim como a Bíblia tem 66 livros, Isaías tem 66 capítulos; assim como o Antigo Testamento tem 39 livros, os primeiros 39 capítulos de Isaías também não falam claramente do ministério do Messias. Contudo, o capítulo 40 inaugura uma nova seção do livro ao mencionar a primeira vinda do Salvador. A partir daí, todos os últimos 27 capítulos de Isaías (assim como os 27 últimos livros da Bíblia) tratam repetidamente do ministério messiânico do Salvador Jesus. Esse capítulo anuncia não só que Deus consolaria o seu povo trazendo-o de volta do cativeiro em Babilônia (sendo que eles ainda nem tinham sido levados para lá), mas que o consolo definitivo se daria com a vinda do próprio Rei do Universo para redimir o Seu povo.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Em Isaías 40:1, 2 Deus ordena que consolem o Seu povo, pois este seria trazido de volta do cativeiro em Babilônia. Mas o povo ainda nem tinha sido levado para lá. Eu sua opinião, qual é o objetivo de Deus ao consolar o Seu povo por algo que ainda aconteceria em um futuro distante?

Da mesma forma, por que é importante sabermos que o Senhor nos dará a vitória após o tempo de angústia no futuro (Ap 7:14-15)? Por que as promessas bíblicas são tão consoladoras?

Leia Isaías 40:3-5 tendo em mente que naquele tempo as estradas e caminhos eram aplainados com antecedência para a vinda de um rei. Qual é o significado de “preparar o caminho do Senhor” em relação à Sua primeira vinda (Mt 3:1-3; Jo 1:22, 23)? Como podemos “preparar” ou “aplainar” o caminho do Senhor para Sua segunda vinda?

Leia Isaías 40:7, 8. Apesar de a humanidade ser tão frágil e passageira, por que é consolador saber que a Palavra do Senhor permanece para sempre?

Que segurança Deus nos dá de que podemos ser perdoados e salvos? (Jr 31:31-34; Hb 8:10-12)

Leia Isaías 40:9-11. Por que a mensagem da vinda do próprio Senhor deveria ser anunciada fortemente como boas-novas? Mesmo assim, por que apenas poucas pessoas estavam prontas quando Ele efetivamente veio? (ver Jo 1:9-11; Lc 2:25-38 [Simeão e Ana])

De modo semelhante ao que fez quando falou com Jó, Deus faz perguntas retóricas a Isaías exaltando Seu poder (40:12-31). No entanto, Ele demonstra também que Seu poder está misturado com misericórdia. De que forma isso também nos consola?

Além de demonstrar o poder de Deus e Sua misericórdia, o capítulo 40 de Isaías também enfatiza o fato de que Ele é o nosso Criador. Por que é importante entender essa verdade?

Leia Isaías 40:18, 25. Uma grande tentação do povo naquele tempo era a prática da idolatria. Nos dias de hoje, mesmo sem usar imagens como ídolos, quais são os tipos de “idolatria” comumente praticados e que devemos cuidar para não cair em tentação? (ver, por exemplo, Efésios 5:5)

Leia Tito 2:13. Como o conhecimento da breve volta de Jesus traz consolo, esperança e sentido para sua vida? E se não traz, por que isso deve ser mudado urgentemente?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)