Perguntas interativas da Lição: A renovação do planeta Terra

Nesta semana encerramos mais uma série de estudos da Bíblia por meio da Lição da Escola Sabatina. Desta vez estudamos o livro de Isaías. Ele termina com a promessa de Deus de restaurar Jerusalém após o exílio que os judeus teriam que passar em Babilônia. Se eles fossem fieis, Deus lhes traria tal prosperidade e longevidade que as nações vizinhas seriam atraídas a eles, para que também aprendessem sobre o Deus de Israel. Contudo, eles se tornaram egoístas e exclusivistas, e falharam em sua missão. Ainda assim, as promessas de Deus se estendem para além da Jerusalém terrestre e temporal, assegurando que Ele renovará o próprio planeta Terra para todos aqueles que pertencem a Ele e exterminará o mal.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Isaías 65:17, 20, 25. As promessas de Deus nesse texto não tratam exclusivamente da vida no Céu ou no planeta Terra renovado após o pecado. Nessa descrição, Deus misturou as bênçãos das duas Jerusaléns: a Jerusalém terrestre (se o povo judeu fosse fiel a Deus), e a Nova Jerusalém, a qual descerá do Céu para ser a capital da Terra renovada (Ap 21:1, 2). Por que não faria sentido se o versículo 20 se referisse ao Céu ou à Terra renovada? Por outro lado, por que o versículo 25 só faz sentido na Nova Terra?

Por que uma vida extremamente longa, mas que tivesse um fim, não responderia aos nossos anseios mais profundos? Como você imagina que Adão se sentiu em seu leito de morte, com “apenas” 930 anos de idade (Gn 5:5)? (Lembre-se: Não era para ele morrer nunca, se tivesse obedecido.)

Filósofos modernos, como Yuval Harari, entre muitos outros, tentam conformar as pessoas seculares acerca da morte. Como argumento, eles dizem que “seria uma tortura” viver muitos anos nesta vida e que, portanto, 70 a 90 anos é mais que suficiente. Por que eles (seculares) pensam assim? Por que os cristãos pensam diferente, preferindo a vida eterna? (R.: Em parte, esses filósofos estão certos. Foi por isso que Deus diminuiu o tempo de vida dos humanos pós-diluvianos [Gn 5:27; 25:7; Sl 90:10]: para que não continuassem sofrendo e causando sofrimento por muito tempo em suas gerações. Mas o grande causador de todo esse sofrimento é o pecado; quando ele for eliminado, a vida voltará a ter sentido, motivação e alegria para sempre. João 10:10.)

Veja em Isaías 66:3 como Deus enxergava os rituais religiosos feitos por Seu povo em homenagem a Ele. Por que Ele via assim? (compare com Isaías 1:11-18). O que devemos fazer para que Deus jamais enxergue nossos cultos dessa mesma forma?

Veja em Isaías 66:18, 19 como a nação de Israel seria mais “missionária” após a volta do cativeiro em Babilônia. Eles tanto “atrairiam” as outras nações (v. 18) como também sairiam em busca delas (v. 19). Em sua opinião, o que “atrairia” as nações vizinhas para irem ao povo de Israel? Como sua igreja pode tanto “atrair” as pessoas quanto também ir “buscá-las” para que conheçam a Deus? O que é necessário mudar para que isso comece a acontecer?

Sem terem Deus no coração, veja o resultado trágico do “trabalho missionário” dos fariseus em Mateus 23:15. Em sua opinião, como esse tipo de “evangelismo” ainda acontece hoje, e como podemos evitar cometer esse grande erro?

Em Isaías 66:21 Deus diz que até dentre os gentios que se convertessem Ele escolheria “sacerdotes” e “levitas”. Que lição isso deve ter ensinado aos judeus de então? E que lições deve ensinar a nós hoje? (R.: Deus não faz acepção de pessoas, cf. Rm 2:11.)

Leia Isaías 66:22, 23. Ao contrário do sábado semanal, as “luas novas” não têm mais nenhum aspecto sagrado no contexto cristão. No entanto, elas servem para marcar o início dos meses no calendário judeu. A menção delas nesse versículo pode estar em conexão com a árvore da vida, que dá os seus frutos “de mês em mês” (Ap 22:2). Além dos sábados semanais, que são e serão sempre sagrados, como você imagina esse encontro mensal com todos os salvos? O que faremos nessas ocasiões?

Leia o último versículo do livro de Isaías (66:24). Por que o livro termina com essa imagem tão negativa dos rebeldes mortos? Como sabemos que as expressões usadas nesse versículo não se referem a um “tormento eterno”? (R.: Ao usarmos toda a Bíblia como referência, percebemos que o salário final do pecado é a morte, e não uma vida eterna de sofrimentos [Rm 6:23]; a expressão “fogo que não se consome” é uma referência ao fato de que esse fogo não se apagará enquanto não cumprir o seu propósito de destruição total. Veja exemplos em Sl 37:10; Jr 17:27; Ml 4:3; Jd 1:7; etc.)

Por que é fundamental sabermos que a vida eterna no “novo céu e nova Terra” não sofrerá jamais os efeitos do pecado?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: O Desejado de todas as nações

O pecado faz separação entre nós e Deus (Is 59:2). Mas Jesus é a ponte que nos liga de volta a Ele (Jo 14:6). Somos salvos por Sua graça, e não por obras da lei (Ef 2:8,9). No entanto, nossas obras devem testificar de que fomos perdoados e “criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). Essas atitudes devem atrair outros povos ao Senhor, o qual virá um dia para trazer juízo e justiça – ou, nos termos bíblicos, a “vingança do Senhor”. 

Perguntas interativas para discussão em grupo:

  1.  Leia Isaias 59:1, 2. Por que nossos pecados fazem separação entre nós e Deus? Em que sentido nós é que somos separados dEle, mas não Ele de nós? Por quê? (Rm 8:38, 39)
  2.  Mesmo quando somos perdoados de pecados específicos, continuamos tendo uma natureza pecaminosa. Qual é a única solução para não ficarmos “separados” de Deus, apesar dessa natureza? Como isso acontece?
  3.  Leia Romanos 3:20. Como esse texto não se contradiz com Tiago 2:24? Como Tiago 2:17, 18 esclarece essa questão?
  4.  Por que “ninguém será justificado por obras da lei”? Ao mesmo tempo, por que seremos julgados pelas “obras praticadas por meio do corpo” (2Co 5:10)? 
  5.  Reflita sobre essa afirmação da página 91 da lição: “O propósito da lei no mundo pecaminoso não é salvar, mas apontar o pecado.” Por quê?
  6. Leia Romanos 3:23. O que significa a afirmação: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus”?
  7.  Leia Romanos 3:24. Por que Jesus nos salva gratuitamente, por Sua graça? (ver Jr 13:23)
  8.  Apesar de Isaías 60:1-3 se referir à cidade de Jerusalém, como podemos aplicar esses pensamentos à igreja cristã de nossos dias?
  9.  Leia Isaías 61:2. Como podemos conciliar o fato de que o Messias apregoa no mesmo versículo “o ano aceitável do Senhor” e “o dia da vingança do nosso Deus”? Como as duas coisas se relacionam? 
  10. Qual é a diferença entre a “vingança de Deus” e a vingança humana? Por que a “vingança” dEle é sempre justa e a nossa não? (ver Rm 12:19)

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: “Amor em ação”

Os judeus nos tempos de Isaías (e de Jesus) eram muito bons em praticar publicamente as minúcias da religião, mas não em amar as pessoas. Eram precisos em devolver os dízimos de pequenas folhas, mas negligenciavam “os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade” (Mt 23:23 NVI). Nos capítulos 55 e 58 de Isaías Deus demonstra a eles (e a nós) que a religião de formas e aparências não é a que agrada ao Céu. Manter os princípios eternos da Palavra de Deus e ao mesmo tempo repartir o pão com o faminto, cobrir o nu, atender à causa dos que sofrem é a maior demonstração do que Deus deseja que façamos em Seu nome. Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

1. Leia Isaías 55:1. O que significa “comprar” as coisas que Deus oferece “sem dinheiro e sem preço”? Compare com Apocalipse 3:16-18. Por que precisamos, simbolicamente, “comprar” de Jesus “ouro”, “vestes” e “colírio”? (R.: Esses símbolos representam, respectivamente: fé purificada [1Pe 1:7]; justiça de Cristo [Is 64:6; 61:10; Ap 3:5]; unção do Espírito Santo para “enxergarmos” espiritualmente [Mt 6:22; At 26:18; etc.]). E como podemos “comprar” se estivermos espiritualmente “miseráveis”, “pobres”, “cegos” e “nus”? O que isso nos diz sobre o caráter de Deus?

2. Leia sobre o alto preço de nossa salvação em 1 Pedro 1:18, 19. Tendo custado tão caro, por que ela é “de graça” para nós? Por que nossas obras jamais poderão “comprar” nossa salvação? (Ef 2:8, 9)

3. Ainda que a salvação seja gratuita (Jesus a pagou por nós), ela pode nos custar tudo (ver Mt 10:39; Lc 14:26; Fp 3:8). Como assim?

4. Em sua opinião, o que significa a expressão do próprio Deus de que os pensamentos e caminhos dEle são mais elevados do que os nossos? (Is 55:8, 9) Por que é impossível compreendermos plenamente os “pensamentos” e os “caminhos” de Deus? Por outro lado, o que devemos fazer em relação àquilo que conseguimos compreender, conforme revelado em Sua Palavra?

5. De todos os mistérios do Universo, por que o do plano da redenção – o evangelho – é o mais profundo e imensurável? Por que passaremos a eternidade maravilhados com a profundidade desse assunto, e ele nunca se esgotará? Como podemos nos encantar por esse tema a partir de hoje?

6. Leia Isaías 58:3-5. O que havia de errado com o jejum dos judeus? Em contrapartida, o que significa o jejum que Deus “escolheu” nos versos 6 e 7? Como podemos nos proteger de apenas “parecer” piedosos – praticando as formas exteriores da religião –, mas negando os princípios do Reino de Deus?

7. Leia Mateus 25:40 e Tiago 1:27. Por que não basta “fazer parte” da verdadeira religião, mas temos que experimentá-la pessoalmente na vida prática? E se a salvação é gratuita, por que precisamos praticar atos de amor e misericórdia?

8. Leia Isaías 58:13, 14. O sábado mencionado nesse texto não se refere ao semanal, mas ao cerimonial, ligado ao Dia da Expiação. Contudo, os princípios que tornavam esses sábados dias especiais, espirituais, são os mesmos para os sábados semanais. O que esse texto nos ensina sobre nossas atitudes no sábado? O que precisamos mudar para tornar o sábado “deleitoso” (prazeroso), mesmo não fazendo nossas próprias vontades nesse dia?

*Nota sobre o sábado em Isaías 58:13

Isaías 58:13 apresenta os princípios básicos de como se deve guardar o sábado. O quarto mandamento diz: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êx 20:8). Diferentemente do que muitos pensam, portanto, não é um dia para não fazer nada; santificar significa “separar para Deus”. Nesse sentido, em Isaías 58:13 Deus nos diz, nas palavras do profeta, que não devemos “cuidar de nossos próprios interesses” nesse dia, nem “seguir os nossos [próprios] caminhos”, nem “fazer a nossa própria vontade”. Isso significa deixar de lado todos os interesses pessoais com os quais podemos lidar nos outros seis dias: trabalho remunerado, finanças, estudos acadêmicos, entretenimentos que não conduzem o pensamento para Deus, ou que não edificam espiritualmente, etc. Ficar em casa no sábado à tarde dormindo por horas, olhando as redes sociais, e não fazendo nada não “santifica” esse dia. Ele deve ser um dia de descanso espiritual, mas também de trabalho desinteressado em prol da causa do evangelho e para o bem-estar de outras pessoas. Os outros dias também oferecem muitas oportunidades para agir assim, mas o sábado é exclusivo, para uso do Senhor, para o bem da humanidade – não é nosso.

Como diz o texto de Isaías 58:13, até mesmo nossas palavras não devem tratar de assuntos que podem ser tratados nos outros seis dias. A expressão “palavras vãs”, como é dita nesse verso, não se refere a “palavras feias”, pois essas obviamente não devem ser ditas em nenhum dia da semana. No dia de sábado, são “vãs” até mesmo as conversas que não são em si pecaminosas ou imorais, mas que não correspondem ao caráter sagrado do sábado – tais como os avanços dos times de futebol, qual time conquistou títulos ou não, enredos de filmes e heróis fictícios, novidades de jogos eletrônicos, ou até mesmo os compromissos de negócios ou de estudos acadêmicos. Tudo isso, perto da santidade do sábado, é “vão”; são assuntos (“palavras”) que não merecem desviar nossa mente de aproveitar ao máximo as 24 horas semanais abençoadas e santificadas por Deus exclusivamente para nosso crescimento espiritual, para termos maior intimidade com Ele, e para fazermos o bem à humanidade.

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: “Servir e salvar”

O livro de Isaías menciona pelo menos três “servos” de Deus. Um deles era a própria nação de Israel, também chamada de “Jacó” (41:8; 44:1, 2). Mas, por falhar insistente e vergonhosamente em sua missão, as profecias indicavam que em algumas décadas essa nação seria levada em cativeiro para a Babilônia. Apesar disso, as profecias apontavam sua posterior libertação por meio de outro “servo”, anunciado quase 150 anos antes, predizendo até mesmo seu nome: Ciro (44:27, 28; 45:1-5). Contudo, além desse “servo”, que traria apenas libertação temporal, geográfica e política ao povo, as profecias apontavam ainda outro Servo, o qual traria libertação definitiva e eterna em todos os aspectos: moral, físico e espiritual – e não só aos judeus, mas a todos os habitantes da Terra (42:1-9; 49:1-12; Mt 12:17-21). Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Mateus cita a profecia do servo misterioso de Isaías (Is 42:1-9) como tendo cumprimento em Jesus (Mt 12:17-21). Qual é a importância de saber que esse Servo inclui os gentios em Sua pregação (versos 18 e 21)? Por que Ele não “gritaria nas praças” (v. 19)? Em sua opinião, o que significa dizer que Ele não esmagaria a “cana quebrada” nem apagaria o “pavio que fumega”?

Em Isaías 41:14, Deus chama Seu povo de “vermezinho” (Is 41:14). Considerando o contexto, ao contrário de ser uma depreciação (como possa parecer à primeira vista), de que modo essa expressão demonstra a dimensão do amor e do cuidado de Deus por Seu povo?

É muito impressionante a profecia de Isaías, anunciada com quase 150 anos de antecedência, a respeito de um homem chamado “Ciro”, o qual libertaria o povo judeu do jugo de Babilônia (Is 44:26-28; 45:1-6)! É dado até um detalhe: o fato de que ele fez “secar” o rio Eufrates (44:27). Quais são os propósitos de Deus ao fazer profecias como essas? (Is 42:9; Mt 24:25; Jo 13:19; 14:29) O que isso demonstra sobre Ele?

Que outras profecias cumpridas da Bíblia impactam sua mente e seu coração? Como isso aumenta sua fé?

Alguns eruditos da Bíblia não aceitam o fato de que Isaías pôde predizer o papel de Ciro na libertação do povo judeu, e inclusive seu nome, com tanta antecedência (e fazem o mesmo com as profecias de Daniel e de outros profetas). Qual é o problema com esses “eruditos”? Qual é o perigo das interpretações bíblicas em que a previsão do futuro não é possível?

Leia Isaías 45:4, 5. Em sua opinião, como se explica o fato de que Deus pode – como fez com Ciro – usar pessoas que não O conhecem para cumprir Seus propósitos e ainda chamá-las de “servos”?

Em que aspectos Ciro, o rei Persa, é um “tipo” de Jesus Cristo?*

O servo do capítulo 49, apesar de ser mencionado como “Israel” (v. 3), é Jesus Cristo, pois Ele cumpriu o papel que Israel não conseguiu. Ele resgataria o povo de Deus e seria desprezado (v. 7). O que fez com que Cristo permanecesse fiel apesar dos motivos para desanimar? Como podemos fazer o mesmo? (Hb 12:2)

(*) Nota:

A libertação do povo de Israel do cativeiro babilônico é usada como uma figura ou uma representação da volta de Jesus para libertar Seu povo. Enquanto os soldados de Ciro, munidos de pás, desviavam o curso do rio Eufrates, que passava pelo meio da cidade, os líderes de Babilônia, bêbados, estavam confiantes e distraídos em uma festa cheia de orgias, bebendo vinho em taças de ouro (Dn 5:1-4). Assim também acontecerá com a Babilônia escatológica – a união religiosa e política do fim dos tempos –, a qual tem “embebedado” todos os governantes da Terra com seu “vinho” intoxicante, misturado de doutrinas falsas e teorias humanas (Ap 14:8; 17:1-6; 18:1-5; Cl 2:8).

Assim como a Babilônica histórica estava confiante e se achava impenetrável devido aos seus altos e fortes muros, sendo abastecida pelo rio Eufrates que passava pelo meio da cidade, assim também a Babilônia escatológica está “tranquila”, assentada sobre “muitas águas”, ou seja, apoiada mundialmente por “povos, multidões, nações e línguas” (Ap 17:15). Mas da mesma forma como o rio Eufrates foi desviado por Ciro e seus soldados, os quais atacaram Babilônia de surpresa ao entrar pelo leito seco do rio, assim também o Senhor realizará alguma coisa que fará com que as nações do mundo retirem o apoio à Babilônia escatológica. Isso, de alguma forma, prepara o caminho para a vinda de Cristo com todos os Seus anjos, determinando o fim da Babilônia mística e o livramento do povo de Deus (16:12). Por isso, nesse sentido, o rei Ciro, da Pérsia, é um “tipo” ou uma “figura” de Cristo.

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: “Consolem o Meu povo”

Por coincidência ou por providência, a organização do livro de Isaías em capítulos é feita de tal maneira que o torna uma espécie de “miniatura” da Bíblia. Assim como a Bíblia tem 66 livros, Isaías tem 66 capítulos; assim como o Antigo Testamento tem 39 livros, os primeiros 39 capítulos de Isaías também não falam claramente do ministério do Messias. Contudo, o capítulo 40 inaugura uma nova seção do livro ao mencionar a primeira vinda do Salvador. A partir daí, todos os últimos 27 capítulos de Isaías (assim como os 27 últimos livros da Bíblia) tratam repetidamente do ministério messiânico do Salvador Jesus. Esse capítulo anuncia não só que Deus consolaria o seu povo trazendo-o de volta do cativeiro em Babilônia (sendo que eles ainda nem tinham sido levados para lá), mas que o consolo definitivo se daria com a vinda do próprio Rei do Universo para redimir o Seu povo.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Em Isaías 40:1, 2 Deus ordena que consolem o Seu povo, pois este seria trazido de volta do cativeiro em Babilônia. Mas o povo ainda nem tinha sido levado para lá. Eu sua opinião, qual é o objetivo de Deus ao consolar o Seu povo por algo que ainda aconteceria em um futuro distante?

Da mesma forma, por que é importante sabermos que o Senhor nos dará a vitória após o tempo de angústia no futuro (Ap 7:14-15)? Por que as promessas bíblicas são tão consoladoras?

Leia Isaías 40:3-5 tendo em mente que naquele tempo as estradas e caminhos eram aplainados com antecedência para a vinda de um rei. Qual é o significado de “preparar o caminho do Senhor” em relação à Sua primeira vinda (Mt 3:1-3; Jo 1:22, 23)? Como podemos “preparar” ou “aplainar” o caminho do Senhor para Sua segunda vinda?

Leia Isaías 40:7, 8. Apesar de a humanidade ser tão frágil e passageira, por que é consolador saber que a Palavra do Senhor permanece para sempre?

Que segurança Deus nos dá de que podemos ser perdoados e salvos? (Jr 31:31-34; Hb 8:10-12)

Leia Isaías 40:9-11. Por que a mensagem da vinda do próprio Senhor deveria ser anunciada fortemente como boas-novas? Mesmo assim, por que apenas poucas pessoas estavam prontas quando Ele efetivamente veio? (ver Jo 1:9-11; Lc 2:25-38 [Simeão e Ana])

De modo semelhante ao que fez quando falou com Jó, Deus faz perguntas retóricas a Isaías exaltando Seu poder (40:12-31). No entanto, Ele demonstra também que Seu poder está misturado com misericórdia. De que forma isso também nos consola?

Além de demonstrar o poder de Deus e Sua misericórdia, o capítulo 40 de Isaías também enfatiza o fato de que Ele é o nosso Criador. Por que é importante entender essa verdade?

Leia Isaías 40:18, 25. Uma grande tentação do povo naquele tempo era a prática da idolatria. Nos dias de hoje, mesmo sem usar imagens como ídolos, quais são os tipos de “idolatria” comumente praticados e que devemos cuidar para não cair em tentação? (ver, por exemplo, Efésios 5:5)

Leia Tito 2:13. Como o conhecimento da breve volta de Jesus traz consolo, esperança e sentido para sua vida? E se não traz, por que isso deve ser mudado urgentemente?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: a derrota dos assírios

O bom rei judeu Ezequias ainda colhia os amargos resultados das más escolhas de seu antecessor, o rei Acaz. A nação de Judá ainda pagava pesados tributos à Assíria. Contudo, no 14º ano de seu reinado, Ezequias aproveitou a troca de reis na Assíria e se rebelou. Em reação, o novo rei Assírio, Senaqueribe, começou a atacar a região de Judá sistematicamente, destruindo as cidades em seu caminho em direção à capital, Jerusalém. Finalmente, chegou o dia em que os assírios cercaram as muralhas de Laquis, a última cidade antes de chegar a Jerusalém, a 48 km de distância. Muito confiante, o próprio rei Senaqueribe enviou de lá um eloquente mensageiro, Rabsaqué, para persuadir os moradores de Jerusalém a se entregarem sem precisar passar por toda a situação de cerco. O que aconteceu a seguir, e tudo o que podemos aprender desse evento, foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia 2 Crônicas 32:2-5. Sendo que o rei Ezequias cria em Deus, por que era necessário fazer tantos preparativos para resistir ao ataque do exército inimigo? Como podemos conciliar a confiança em Deus com a ação humana? (Ne 4:9 e Sl 127:1)

Leia 2 Crônicas 32:6-8. Além dos preparativos físicos e psicológicos, o rei Ezequias também fortaleceu o povo espiritualmente para encarar a guerra. Por que esse foi e ainda é o melhor preparo para as lutas da vida?

Rabsaqué, o mensageiro do rei da Assíria, excelente orador, usou de muita falácia (argumentos com algumas premissas verdadeiras, aparentemente lógicas, mas com conclusões falsas) para destruir a fé dos judeus fazendo com que se entregassem (leia Is 36:11-21). Como podemos comparar essa estratégia às de Satanás nos dias de hoje? (veja Cl 2:8; 1Tm 6:20, 21) Quem são os “rabsaqués” do século 21, e quais são seus argumentos? Como podemos estar sempre imunes às suas eloquentes falácias?

Veja em Isaías 36:21 como o povo reagiu aos argumentos de Rabsaqué. Em sua opinião, por que o rei ordenou ao povo que não lhe dissesse nada em resposta? Como conciliar isso com 1 Pedro 3:15? (R.: Rabsaqué não estava querendo saber “a razão da fé” dos judeus; ele só queria argumentar e atacar. Responder a ele naquela ocasião só geraria discussão e não ajudaria em nada.)

Ao ouvir as palavras de Rabsaqué, o rei Ezequias orou ao Senhor (Is 37:15-20). Conforme vemos em sua oração, era o nome de Deus que estava em jogo. Por que isso era uma preocupação para Ezequias? Por que deve ser uma preocupação também para todos os servos de Deus? (veja Sl 74:10; 74:18; Dn 9:19; Rm 2:24)

Veja em Isaías 37:33-38 a resposta de Deus à oração de Ezequias, de Isaías e da nação de Judá. Por que nem sempre as orações são respondidas de forma tão sensacional? E mesmo que não sejam, por que devemos continuar sempre confiando em Deus? (Rm 8:28)

Em sua opinião, por que desta vez Deus não os deixou ser levados cativos (como de fato aconteceu quase um século depois)? O que isso nos ensina sobre os motivos de nossas orações e a vontade primordial de Deus? (veja Tg 4:3; Jr 29:11)

Como você entende e como responderia a alguém que lhe perguntasse sobre a justiça de Deus ao ter destruído 185 mil soldados assírios para libertar o Seu povo?

Leia Isaías 38:1-3. Conforme os versos 5, 6 e 2 Reis 20:6, a doença que quase levou o rei Ezequias à morte aconteceu enquanto Jerusalém ainda estava sob a ameaça do rei assírio, antes mesmo da intervenção divina destruindo o exército inimigo. Nessa ocasião (“naqueles dias”) Deus fez o milagre do retrocesso da sombra no relógio do Sol para mostrar ao rei Seu poder de cura e de libertação (não é possível saber hoje quantos minutos durariam cada um dos 10 degraus nesse relógio de Sol). Portanto, pense nisto: antes de destruir os 185 mil soldados inimigos, Deus fez a sombra do Sol voltar “dez degraus” por apenas um homem. O que podemos aprender desse fato?

O rei Ezequias, apesar de ter sido um dos poucos “bons” reis de Judá, caiu na tentação de exaltar a si mesmo diante dos embaixadores babilônicos que vieram visitá-lo para saber sobre o aparente retrocesso do Sol. Em vez de exaltar o poder do Deus que realizou o milagre, ele desviou o foco exibindo todos os seus tesouros (Is 39:1, 2). Isso fez com que os babilônios voltassem décadas mais tarde, levassem todos os seus tesouros e destruíssem definitivamente a nação judaica (Dn 1:1, 2). Em sua opinião, o que faz com que pessoas “boas” caiam nesse tipo de tentação? Como podemos estar protegidos contra isso exaltando sempre o nome de Deus e não o nosso próprio?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: brincando de Deus

Não existe na Bíblia uma lista com os supostos “sete pecados capitais”, como muitos pensam. No entanto, ao estudarmos sobre a origem do pecado, podemos perceber que, cronologicamente, o orgulho e a exaltação própria estão entre os primeiros. Eles surgiram no coração de um ser que havia sido criado perfeito, mas que usou de maneira errada o livre-arbítrio. Ele queria ser “como Deus” apenas no poder, no “status”, mas não no caráter. Esse foi o caso dos perversos reis de Babilônia e de Tiro, que tinham esse anjo caído como o líder por trás de seus governos e de suas vidas. Esse é o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Isaías 13 é uma “sentença contra Babilônia”. Veja os versos 13 a 20. Por que Deus permitiria que essas coisas horríveis acontecessem com os babilônios? Tendo em consideração o caráter santo e amoroso de Deus, por que há ocasiões na história em que Ele teve que agir de modo tão radical, retirando Sua proteção? (R.: Isso nos mostra como o pecado é grave, e precisa ser restringido para proteger a humanidade.)

Como você imagina que reagiria uma pessoa que vivesse na poderosa nação babilônica ao ouvir essa profecia aparentemente tão improvável, de que a nação seria destruída? Que outras profecias bíblicas podem parecer improváveis, mas que sabemos que também se cumprirão? Por quê?

O capítulo 14 de Isaías, especificamente a partir do verso 4, zomba do ímpio rei de Babilônia e anuncia sua destruição, fazendo uso abundante de figuras de linguagem. Veja, por exemplo, os versos 7 a 11. Por que eles não podem ser lidos de maneira literal? Qual é o significado, então? (R.: Esses versos não podem ser interpretados de modo literal, pois falam de coisas absurdas, que contradiriam a razão e o restante das Escrituras. Por exemplo: a terra “canta” por causa da morte do rei; as árvores “se alegram” pois o rei não as cortaria mais; e os reis que morreram antes dele se “levantariam de seus tronos” para recebê-lo na morte com muita zombaria. São figuras de linguagem para escarnecer do rei de Babilônia, que morreria em breve.)

Há pessoas que não aceitam os versos de Isaías 14:12-14 e de Ezequiel 28:12-18 como descrições da queda de Lúcifer, pois esses trechos específicos, dentro de seus respectivos contextos, fazem parte de sentenças contra seres humanos – no primeiro caso, contra o rei de Babilônia; no segundo, contra o rei de Tiro. No entanto, apesar de fazerem parte de contextos diferentes, esses dois trechos específicos não fazem sentido se forem aplicados a seres humanos. Por quê? Como você explicaria essa situação para alguém que lhe questionasse? (R.: Seres humanos “normais” não “caem do céu”; não querem estabelecer seu trono “acima de Deus” ou ser “semelhante ao Altíssimo”; não estiveram no Éden [só Adão e Eva estiveram lá]; não foram “querubins”; etc. Nesses trechos, Deus mostra quem realmente estava por trás do caráter e das atitudes desses dois reis.)

Leia Ezequiel 28:2. O rei de Tiro, assim como seu “chefe” sobrenatural, desejou ser “como Deus”, não em caráter, mas em poder, apenas. Ambos, porém, juntamente com todos os que também têm esse desejo, serão mortos no final (cf. Ez 28:16; Ml 4:1-3; Mc 1:24; Lc 4:34; Ap 20:9, 10). Em oposição a esse tipo de desejo, somos aconselhados em Filipenses 2:5-8 a ter “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus”. O que quer dizer isso? Como podemos ter esse tipo de sentimento?

Como é possível conciliar o fato de que “Deus é amor” (1Jo 4:8) com a realidade de que todos os ímpios serão exterminados no juízo final (veja Dt 30:19, Is 28:21 e Ez 33:11 como base para sua resposta)? Como podemos ter a certeza de que escolhemos a vida e não a morte? (Rm 10:9)

O nome “Babilônia” – apesar de ter ganhado justamente a conotação de “confusão” – significa originalmente “porta dos deuses”. Em contraste, quando Jacó teve a visão da escada que vinha do Céu à Terra, ele chamou aquele lugar de “Betel”, que significa “casa de Deus”, e disse que ali era a “porta dos Céus” (Gn 28:17). Em sua opinião, quais são as diferenças entre a “porta dos deuses” das religiões pagãs e a “porta dos Céus” da religião bíblica? (R.: Basicamente, as falsas religiões, além de muitas mentiras baseadas em mitos e fábulas engenhosamente inventadas, ensinam que a salvação é conquistada pelas próprias obras; a religião bíblica, além de ensinar a verdade revelada por Deus, ensina que a salvação se dá pela graça divina.)

Pelo fato de Babilônia ter oprimido o povo de Deus no passado, Roma passou a ser chamada também com esse nome, de maneira figurada (ex.: 1Pe 5:13). Em seu aspecto religioso, ela é retratada no Apocalipse como uma mulher “embriagada com o sangue dos santos” (17:5, 6). Além disso, ela tem nas mãos uma taça de vinho misturado, “cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição”, com o qual ela embebeda todas as nações da Terra (17:2, 4). Ao compará-la a Babilônia, de que maneira Roma tem “embebedado” as nações com seu “vinho”? (R.: O vinho que Cristo oferece é “novo”, sem fermento, não intoxicante [Mt 26:29]. Já o vinho que Babilônia oferece é uma “fermentação” das verdades bíblicas, como as ideias da imortalidade da alma, do inferno eterno, da guarda do domingo, etc. Essas doutrinas, que advêm de mistura da Bíblia com conceitos do paganismo, alcançaram e contaminaram o mundo inteiro.)

Leia Isaías 21:9 (sobre a Babilônia histórica) e Apocalipse 14:8 (sobre a Babilônia escatológica, espiritual). Por que Deus usa elementos da história bíblica como modelos do que acontecerá no futuro? O que isso nos diz sobre a importância de conhecermos muito bem as histórias bíblicas?

Por que o orgulho e a arrogância são pecados tão perigosos? Por que eles são tão difíceis de ser abandonados? De que maneira a reflexão sobre Jesus Cristo pendurado na cruz pode ser uma cura poderosa para nosso orgulho e nossa arrogância?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: o nobre Príncipe da Paz

Não teve outro jeito: o povo de Israel havia ido tão longe que Deus teve que permitir que a Assíria invadisse e destruísse a nação. No entanto, Deus prometeu que lhes enviaria uma grande Luz através de um poderoso governante davídico – o Príncipe da Paz. Esse Governante já veio uma vez, e efetivará Seu governo após Sua segunda vinda, quando finalmente “o lobo habitará com o cordeiro, o leopardo se deitará junto do cabrito, o bezerro, o leão novo e o novilho andarão junto, e um pequenino os guiará” (Is 11:6).

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Coloque-se no lugar dos habitantes das cidades mencionadas em 2 Reis 15:29. Por que Deus às vezes usa o sofrimento para despertar as pessoas e afastá-las do mau caminho? (Ez 33:11; Ap 3:19)

Conforme Isaías 9:1, toda a região invadida pela Assíria ainda veria “uma grande luz”. Veja o cumprimento dessa profecia em Mateus 4:12-16; João 8:12; 12:46. Em sua opinião, por que tantas pessoas ainda não enxergam essa Luz? (ver 2Co 4:3, 4; Ap 3:18)

Como devemos entender a promessa referente ao Filho em Isaías 9:6? De que forma cada um desses cinco nomes proféticos se aplicam a Jesus?

Leia João 14:27. Conforme esse verso, a paz que Jesus nos dá não é igual à paz proposta pelo mundo. Em que sentido a paz de Jesus é superior à “paz” que o mundo oferece? (R.: Para o mundo, “paz” é simplesmente “não ter guerra”, mesmo que seja forçada por acordos econômicos e ameaças de sanções. Essa suposta “paz” – ou “não guerra” – não resolve as angústias e anseios da alma.)

Veja, em Isaías 9:9-11, a insistência do povo de Israel em continuar no pecado. Que lições podemos aprender de seus erros?

Apesar de Deus haver permitido que a nação de Israel fosse derrubada como uma árvore, em que sentido ainda nasceria um renovo (um broto) a partir do tronco cortado? (Is 11:1; Zc 3:8; 6:12; Ap 22:16)

Veja em Isaias 11:6-9 como seria o governo do Renovo, o Príncipe da Paz. Por que ainda não vemos o pleno cumprimento dessa profecia?

Em Isaías 11, as promessas da restauração do povo de Deus e de toda a Terra se referem tanto à primeira quanto à segunda vinda de Cristo. Por que as duas vindas aparecem unidas na mesma descrição? (R.: São duas partes de um todo, como os dois lados de um plano.)

É necessário estudar as Escrituras para compreender a importância das duas vindas de Jesus. Como a má compreensão sobre as duas vindas pode levar alguém a ser enganado? (Veja, por exemplo, os perigos do chamado “arrebatamento secreto”. Segundo essa teoria, desenvolvida a partir da década de 1830, quem perder o suposto arrebatamento e ficar para trás, na Terra, ainda terá uma “segunda chance” após sete anos, quando Jesus voltaria novamente para buscar os que tiverem se arrependido nesse período. Muitos se apegam a essa ideia e ficam tranquilos crendo que, se perderem a volta de Jesus [no suposto arrebatamento], é só esperar mais sete anos que “dessa vez” estarão esperando. É uma teoria perniciosa que tem conquistado cada vez mais crentes ao redor do mundo.)

Por que a obra de Cristo na primeira vinda nos dá tanta segurança sobre a segunda vinda?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: o caminho difícil

Como vimos no estudo da semana passada, quando o rei Acaz, de Judá (o reino do sul de Israel), se viu ameaçado pelo rei da Síria e o do norte de Israel, ele preferiu – contra a vontade de Deus – pedir auxílio ao poderoso rei assírio Tiglate-Pilesser III. As consequências vieram quando o rei Assírio, após ter cumprido sua parte do acordo, em sua sede de poder atacou também o próprio reino do Sul. O rei Acaz escolheu “o caminho mais difícil” para todo o seu reino, e agora todos teriam que passar por duras provas. Mas Deus prometeu estar com Seu povo enquanto passassem por esse vale de sombra e de morte. Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Tendo o Salmo 118:9 como base, que lições podemos aprender do erro do rei Acaz?

Depois de Tiglate-Pilesser haver destruído as duas nações que ameaçavam Judá, o rei Acaz achou que ele era seu “amigo”, foi visitá-lo em seu país e até copiou parte de sua religião. Leia 2 Reis 16:10-14, 18. O que esse tipo de “religiosidade” do rei Acaz revela sobre seu caráter? Ao aplicarmos esse episódio à nossa vida, que tipos de “altares” podemos estar copiando do mundo para tomarem o lugar do altar de Deus em nossa vida e na família?

Veja em 2 Crônicas 28:20, 21 a reviravolta na vida de Acaz (e de todo o seu reino) quando seu novo “amigo” se voltou contra ele também. Conforme Isaias 7:17, por que não devemos nos surpreender com esse resultado? 

Leia 2 Crônicas 28:22-25. Em sua opinião, por que o rei Acaz tomou atitudes tão insanas para alguém que não era ignorante sobre a verdade da Palavra de Deus? Que lições podemos aprender com sua triste história para jamais lhe seguirmos o exemplo? Que passos iniciais ele pode ter dado nesse caminho para acabar indo tão longe?

Leia Isaías 8:1-3. Como consequência natural da escolha errada do rei Acaz – em preferir se submeter ao ímpio rei em vez de confiar em Deus –, o povo de Judá sofreria duros ataques da Assíria. Contudo, antes que acontecesse tudo o que foi profetizado, Deus mandou Isaías registrar (como se faz em um “cartório” de nossos dias, com testemunhas e tudo) o nome profético de seu filho: Maer-Salal-Hás-Baz, que significa “Rápido-Despojo-Presa-Segura”. Por que a necessidade desse registro em cartório (comparar com João 13:19)? O que isso nos diz sobre o caráter de Deus?

Além de o nome profético do filho de Isaías lembrar à nação que em breve todos seriam uma presa rápida e segura dos Assírios, esse mesmo menino também teria o “apelido” de Emanuel ou “Deus Conosco”. Que lição Deus queria ensinar com esses dois nomes na mesma pessoa? (R.: Apesar da certeza de que enfrentariam o sofrimento da invasão assíria, Deus ainda estaria com Seu povo.)

Em Isaías 8:12 (assim como em Jr 10:2 e 1Pe 3:14) Deus diz que Seu povo não deve ter medo das coisas que as pessoas que não O conhecem temem. O que isso quer dizer? O que as pessoas secularizadas temem e que nós não devemos temer? Por quê?

Leia 1 João 4:18. Conforme vários estudiosos, o medo (e não o ódio) é o contrário do amor – afinal, você não pode ter medo de quem ama, nem pode amar alguém de quem tem medo. Sendo assim, então o que significa “temer” a Deus? (Ver Sl 2:11; Pv 1:7; Ec 12:13; At 7:32; Hb 12:21; Ap 14:6, 7.)

No contexto de Isaías 8:12, 13, sem jamais contrariar o princípio de 1 João 4:18, em que sentido o povo de Judá não deveria ter medo dos inimigos que em breve o derrotariam, mas, ao contrário, deveria ter “temor” e “pavor” de Deus? (Comparar com Mateus 10:28; 28:4, 5 e  Hebreus 12:29.)

Leia Isaías 8:19, 20. O rei Acaz foi tão longe em sua rebelião e loucura a ponto de se envolver com religiões pagãs, cujos “deuses” são, na verdade, demônios (1Co 10:20; 1Tm 4:1; Ap 16:14)! De que maneiras sutis nós também podemos estar expostos aos princípios por trás do ocultismo e das várias formas de espiritismo? Como podemos proteger nossa família dessa influência tão negativa? Como podemos advertir as pessoas dos perigos daquilo que para elas parece apenas uma distração inofensiva?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Perguntas interativas da Lição: crise de liderança

Por volta do ano 740 a.C., quando a nação de Israel parecia estar sem liderança, Deus mostrou a Isaías Quem realmente estava no comando. Mas era preciso uma entrega individual para que então Deus pudesse dirigir a vida de cada um nos princípios de Seu reino. Os que endurecessem o coração não entenderiam a mensagem do profeta e não receberiam a salvação. Princípios muito parecidos ainda se aplicam aos dias de hoje. Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Isaías diz (em 6:1) que teve uma visão deslumbrante de Deus no mesmo ano em que morreu o rei Uzias (também chamado de Azarias). Que lições podem ser extraídas ao contrastarmos essa visão com a situação final do rei (2Cr 26:16-21)?

O rei Uzias cometeu o pecado da presunção (arrogância religiosa que leva a pessoa a acreditar que é tão favorecida por Deus a ponto de nem precisar obedecer-Lhe). Por que esse pecado é tão perigoso?

Leia Isaías 6:5 (compare com Êxodo 33:20 e Mateus 5:8). Por que Isaías teve esse sentimento após ter visto a Deus? Que contrastes podemos pontuar entre o rei Uzias e o profeta Isaías?

Leia Isaías 6:6, 7. Qual o significado de o anjo tocar os lábios do profeta com “brasas vivas do altar”? Conforme Mateus 12:34, de que forma “os lábios” podem ser purificados? Por que o Cristo crucificado e ressurreto é a única solução para o nosso problema? (João 15:5)

Veja a resposta de Isaías à pergunta de Deus em 6:8. O que o motivou a responder assim? Em sua opinião, por que Deus fez a pergunta a algum ser angelical em vez de perguntar direto ao profeta? O que tem impedido muitos cristãos de responderem da mesma forma hoje?

Leia Isaías 6:9, 10 (que foi citado por Jesus em Mateus 13:13-15 e por Paulo em Atos 28:25-27). De acordo com 2 Coríntios 4:4, Satanás é quem “cega o entendimento” das pessoas secularizadas para que não compreendam o Evangelho. Contudo, por que devemos continuar pregando mesmo assim?

Ainda conforme Isaías 6:10, a mensagem do profeta acabaria “endurecendo” o coração de muitas pessoas, fazendo com que não aceitassem a reconciliação com Deus. No livro de Êxodo, há dez passagens dizendo que “Deus endureceu o coração de Faraó” (4:21; 7:3; 9:12; 10:1, 20, 27; 11:10; 14:4, 8, 17) e outras dez dizendo que o próprio “Faraó endureceu o coração” (7:13, 14, 22; 8:15, 19, 32; 9:7, 34, 35; 13:15). Que lições podem estar implícitas nesse fato? (R.: Deus atua em nós na mesma medida em que Lhe permitimos, respeitando nosso livre-arbítrio.)

Em várias ocasiões Deus nos adverte a não “endurecermos” o coração (Sl 95:8; Hb 3:8, 15; 4:7). Para que possamos atender a esse conselho de vida ou morte, precisamos reconhecer: Que tipos de atitudes podem causar “endurecimento” ou “amolecimento” do coração? Qual é a única solução, enquanto ainda há tempo, para quem está com o coração “duro”? (ver Ez 11:19, 20)

Conforme Isaías 6:1, o profeta viu a Deus em Seu templo ou santuário. Qual é a importância da doutrina do Santuário Celestial quando pensamos na justiça de Deus e no Juízo Final? (ver, por exemplo, Salmo 73:2, 3, 17; Hebreus 8:1, 2; etc.)

Apesar de não termos tido uma visão sobrenatural como Isaías, como podemos “ver” a Deus em Seu santuário (Hb 4:16; 6:19,20)? Como isso fortalece nossa fé e dá sentido e propósito à vida?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)