Mitologia, ufologia e evolucionismo: vêm aí os Eternos da Marvel

eternos1Depois de levar às telas dos cinemas e das casas os personagens mais famosos dos quadrinhos, como Capitão América, Hulk, Homem de Ferro, Thor e Homem-Aranha, agora é a vez de a Disney (dona da Marvel) trazer ao conhecimento do grande público figuras antes basicamente só conhecidas pelos fãs de HQs: os Eternos. Assim começamos a ter mais claro todo o pano de fundo mitológico e evolucionista criado por Stan Lee e, no caso dos Eternos, por Jack Kirby. Basicamente, a ideia é que há um milhão de anos seres extraterrestres megapoderosos chamados Celestiais teriam feito sua primeira visita à Terra e realizado experiências genéticas com a “espécie mais evoluída do planeta”. Como resultado disso, surgiram três novas raças: os humanos comuns, os deviantes (seres agressivos e de genética instável) e os eternos (semelhantes aos humanos, mas superpoderosos e praticamente imortais. Experiências semelhantes foram feitas pelos Celestiais em outros mundos, dando origem às várias raças alienígenas do universo Marvel, como os skrulls e os kree.

Segundo a mitologia da Marvel, mais de 700 mil anos atrás houve uma guerra entre duas facções dos eternos e uma delas foi expulsa para o espaço, onde estabeleceu colônias em Urano e, depois, Titã (nessa lua de Saturno nasceu Thanos, o arquivilão dos dois últimos filmes dos Vingadores). Os eternos que ficaram na Terra acabaram sendo tratados como divindades por várias civilizações e grupos humanos.

Entre os eternos mais famosos estão o guerreiro Ikaris, da cidade de Polaria (atual Sibéria), com mais de 20 mil anos de idade, e Sersi, também conhecida como a bruxa Circe da Grécia clássica. Ela foi companheira do mago Merlim, na época do reinado de Arthur, e integrante dos Vingadores por algum tempo. Tudo indica que Sersi será interpretada no cinema por Angelina Jolie, o que ajudará a dar ainda mais visibilidade ao filme.

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Os Eternos serão mais uma produção cinematográfica a impulsionar ideias como a teoria da evolução, o neopaganismo e o contato com extraterrestres, sendo o Deus bíblico uma figura sempre totalmente ausente.

Michelson Borges

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200 anos de Karl Marx: darwinismo & comunismo

darwin marxNascido em 5 de maio de 1818, Karl Marx “fez” 200 anos. Consideremos então a seguinte questão: O darwinismo deu suporte mais naturalmente a uma perspectiva moral-econômica capitalista ou a algum outro ponto de vista filosófico rival, digamos, marxista? O historiador econômico Niall Ferguson debateu a respeito do ponto de vista acima em um livro de 2008, A Ascensão do Dinheiro: A História Financeira do Mundo. Ao aplicar uma estrutura darwiniana para entender as forças de mercado, ele foi questionado por uma série de críticos. Na revista The New York Review of Books, o economista Robert Skidelsky repreendeu Ferguson por fornecer “falsas analogias entre evolução financeira e seleção natural darwiniana… Essas tentativas de explicar o crescimento de dinheiro em termos de processos naturais me atacam por serem inocentes tanto moral quanto filosoficamente”.

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