O “PL do poliamor” e a vitória da reação

poliamorSeria votado amanhã (21/8) em Comissão da Câmara dos Deputados em Brasília, DF, um Projeto de Lei (PL) que vinha sendo popularmente chamado de “PL do poliamor”. O PL nº 3369/2015, de Orlando Silva (PCdoB), reconheceria como família “todas as formas de união entre duas ou mais pessoas” e “independente de consanguinidade”. O Projeto, cujo texto pode ser lido aqui, pretendia instituir o “Estatuto das Famílias do Século XXI” e trazia a seguinte justificativa: “Há tempos que a família é reconhecida não mais apenas por critérios de consanguinidade, descendência genética ou união entre pessoas de diferentes sexos. As famílias hoje são conformadas através do amor, da socioafetividade, critérios verdadeiros para que pessoas se unam e se mantenham enquanto núcleo familiar.”

A polêmica foi grande nas redes sociais justamente pelas brechas e más interpretações que o texto apresentava. Talvez seus proponentes não esperassem tamanha repercussão e quisessem aprovar o PL na surdina, mas a sociedade está alerta e a internet veio dar voz às pessoas comuns. A reação veio e, para evitar maiores problemas, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Helder Salomão (PT), publicou às 19h24 de hoje uma nota no site da Câmara dos Deputados explicando por que o PL não mais será votado amanhã, e diz que retirou o PL da pauta, a pedido do relator Túlio Gadêlha (PDT), “para aprimoramento de sua redação por meio da elaboração de substitutivo”.

Antes da retirada do projeto da pauta, o deputado Orlando Silva chegou a argumentar que as reações contrárias se tratavam de fake news, no que foi seguido por perfis ideológicos no Facebook e outras redes sociais. Por isso é muito bem-vinda a admissão de que o texto precisa de aprimoramento, pois não estava claro, o que é justamente o que muitos youtubers e blogueiros conservadores e defensores da família tradicional estavam destacando.

A professora de direito da USP e deputada estadual Janaína Pascoal comentou: “Eu não sei o que se pretendeu com o PL 3369/15. Só sei que a redação dá margem a situações bem problemáticas. […] Da maneira como escrito, o texto legal normaliza o incesto e, no limite, pode até favorecer a pedofilia. Acredito não ter sido esse o fim. Mas penso que seria melhor retirar o projeto. Peço, encarecidamente, que os parlamentares federais olhem com cautela.” A advogada e parlamentar teria, também, propagado fake news? Obviamente que não.

O advogado Arthur Albuquerque explica que, “na prática, o projeto traduz-se num reconhecimento de uniões incestuosas entre duas ou mais pessoas, interpretação a que se chega facilmente sem nenhum rodeio, com a simples leitura do teor da propositura”. E diz mais: “Pela ótica jurídica, em rápida análise, percebe-se que a proposta se choca frontalmente com os impedimentos para o casamento elencados no art. 1521 do Código Civil brasileiro, e com a lei nº 9.278/1996. Conflito que certamente é de conhecimento do deputado e de sua assessoria, haja vista sua experiência no Parlamento, o que nos impede de considerar a propositura como mera ingenuidade.”

A jornalista Débora Carvalho diz que “levantar esse assunto é uma questão de responsabilidade, e uma evocação para ficarmos atentos! O texto do referido PL apresenta termos que facilmente podem ser utilizados como ‘brecha na lei’, como dizem os advogados, para que interessados reclamem seu garantido direito de legalizar ‘toda forma de união’ para constituir família ‘independente de consanguinidade’. E isso significa exatamente o que você entendeu: casamento entre parentes próximos, incesto… e todo o resto que você está imaginando. Sendo ou não intenção genuína ou original do autor do PL, o fato em questão é que o texto claramente dá margem para uma interpretação pertinente a casamento incestuoso. Ao fazer uso do contexto ‘todas as formas de união’ para constituir família, vinculada às palavras ‘independente de consanguinidade’, o PL traz, em seu subtexto, uma intenção implícita – e pode confirmar com qualquer professor de redação – de levantar a discussão sobre o incesto e a poligamia, e até mesmo incesto com poligamia.”

A jornalista questiona: “Ao deixar essa lacuna, o PL abriria brechas na lei. Qual foi a intenção de escolher justamente o termo utilizado para casamento? Qual o objetivo de vincular a esse termo as palavras ‘independente de consanguinidade’? Não sejamos tão ingênuos e complacentes a ponto de acreditar cegamente que o subtexto do PL é maldade na cabeça de quem leu, muito menos que a intenção do Projeto seria o de amparar mães solteiras.”

Atualmente, a Constituição Federal prevê o conceito de “família”, em seu artigo 226, como “a união estável entre homem ou mulher e a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”. No caso de casais homossexuais, a união estável não é reconhecida em lei, mas se trata de um direito garantido na Justiça após decisão do Supremo Tribunal Federal em 2011. Sabendo disso, por que parlamentares experientes tentaram, assim mesmo, aprovar o “PL do poliamor”? Por que usar uma linguagem ambígua em um Projeto de Lei (tão ambígua que agora precisa de revisão)?

Se a intenção era mesmo a de passar despercebido, não deu certo, pois tem gente atenta e fazendo o que todo cidadão pode e deve fazer: cobrar responsabilidade e coerência de seus representantes. Continuemos atentos. [MB]

Leia também: “Especialistas comentam riscos da união poliafetiva”

O dia dos pais de antigamente.

paiQuarenta por cento das crianças nascidas nos Estados Unidos nascem de mães solteiras, e mal conhecerão os pais. Para as crianças hispânicas o número sobe para 52%, e para as crianças negras sobe ainda mais: para 70%. Das crianças mais sortudas, que nascem com pai e mãe, como antigamente, 45% irão vê-los se separar nos primeiros 15 anos de casamento. Justamente quando as crianças tiverem entre 2 e 12 anos; e que falta faz nessa idade. Entre 60% a 85% das crianças americanas não terão, portanto, muito que celebrar no dias dos pais. Por isso quero agradecer minha esposa, meus filhos e minhas noras por poder festejar o dia dos pais. E vou lhes fazer uma confissão:

Graças a eles eu comemoro o dia dos pais, todo santo dia e dou graças a Deus. Quando vejo meus filhos crescidos, trabalhadores, corretos, bem casados, cuidando dos meus netos com primor, com duas noras tanto quanto trabalhadoras e corretas, que eu amo de paixão. Não é todo pai, portanto, que tem essa bênção.

Muitos pais separados veem os filhos semana sim, semana não. Outros não falam com os filhos há anos, porque brigaram ou foram os filhos que brigaram entre si. Muitos pais viram os filhos se separar e assim veem os netos uma semana sim, uma semana não, e olhe lá.

O que fizeram com o pai de antigamente? Aquele que cuidava da esposa, dos filhos e dos netos em primeiro lugar? De onde veio todo esse ódio contra a família? Por que grupos ativistas destilam veneno contra o casamento e a favor da poligamia e da poliginia serial? Por que grupos ativistas são tão contra darmos uma visão sadia do mundo aos filhos, com um mínimo de ética e religião?

Se você ainda não se casou ou ainda não tem filhos, lembre-se:

Jamais abandone sua família e seus filhos por algo melhor, porque esse algo melhor pode ser ilusão momentânea.

Cuide de sua família com amor e carinho.

Assim você vai festejar o dia dos pais todo dia, e não somente no segundo domingo de agosto.

Aos meus filhos, esposa e noras, muito obrigado por todos esses dias.

(Stephen Kanitz, Facebook)

Nota do Marco Dourado: Isso foi planejado por ideólogos de esquerda ainda na primeira metade do século passado. Destruir a família e a religião faz com que o Estado seja a maior, se não a única referência existencial.

Leia também: Meu querido pai

Estudo do BID relaciona novelas a divórcios no Brasil

novelaUm estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas. Na pesquisa, foi feito um cruzamento de informações extraídas de censos nos anos 70, 80 e 90 e dados sobre a expansão do sinal da Globo – cujas novelas chegavam a 98% dos municípios do país na década de 90. Segundo os autores do estudo, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se torna disponível” nas cidades do país. Além disso, a pesquisa descobriu que esse efeito é mais forte em municípios menores, onde o sinal é captado por uma parcela mais alta da população local.

Os resultados sugerem que essas áreas apresentaram um aumento de 0,1 a 0,2 ponto percentual na porcentagem de mulheres de 15 a 49 anos que são divorciadas ou separadas. “O aumento é pequeno, mas estatisticamente significativo”, afirmou Chong.

Os pesquisadores vão além e dizem que o impacto é comparável ao de um aumento em seis vezes no nível de instrução de uma mulher. A porcentagem de mulheres divorciadas cresce com a escolaridade.

O enredo das novelas frequentemente inclui críticas a valores tradicionais e, desde os anos 60, uma porcentagem significativa das personagens femininas não reflete os papéis tradicionais de comportamento reservados às mulheres na sociedade.

Foram analisadas 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999. Nelas, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% eram infiéis a seus parceiros.

Nas últimas décadas, a taxa de divórcios aumentou muito no Brasil, apesar do estigma associado às separações. Isso, segundo os pesquisadores, torna o país um “caso interessante de estudo”.

Segundo dados divulgados pela ONU, os divórcios pularam de 3,3 para cada 100 casamentos em 1984 para 17,7 em 2002.

“A exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras”, diz a pesquisa.

(BBC Brasil)

Família: convertendo corações no tempo do fim

Christian FamilyIndependentemente da situação que cada família cristã possa estar enfrentando, em fase “boa” ou “ruim”, há a necessidade de se viver o Evangelho, orando e atuando para que os corações se convertam. Essas conversões serão testemunhas eloquentes do poder restaurador de Deus, o qual se manifestará de modo especial na família que não desiste da oração.

Perguntas para discussão e aplicação

Leia 1 Reis 18:21. Qual era a essência da mensagem de Elias que o torna tão especial?

Leia Malaquias 4:5, 6 (tendo em mente que esse livro foi escrito cerca de 400 anos antes de Cristo) e compare com Lucas 1:17. Em que sentido João Batista viria com “o mesmo espírito e poder” de Elias? De que forma a mensagem e a missão desses dois homens são semelhantes?

Veja como Jesus reconheceu o ministério de João Batista como um “segundo Elias”: Mateus 11:9-14; 17:10-13. Em que sentido a mensagem desses dois profetas ajudou a “converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais”?

Em sua opinião, qual é a relação entre a conversão do coração a Deus e o relacionamento entre os membros da família?

Leia 1 Reis 17:23, 24. Por que a viúva só reconheceu definitivamente Elias como um homem de Deus após se reencontrar com seu filho ressuscitado? Com que familiar você espera se reencontrar no dia da ressurreição? Como sua fé em Deus aumenta essa esperança?

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, a remanescente de Apocalipse 12:17, crê que tem uma missão parecida com a de Elias e João Batista para os últimos tempos. Em que sentido nossas missão e mensagem podem ser comparadas com a desses dois grandes profetas (ver Mt 3:2, 8; Mc 1:2; Lc 7:27; Jo 1:35-37)? O que deve mudar ou melhorar em sua igreja local para que essa comparação seja muito mais real e efetiva?

Leia 1 Reis 18:30. Qual o propósito da atitude de Elias? Por que o altar do Senhor estava “em ruínas”? Como isso pode ser comparado ao culto familiar nos lares atuais? De que forma devemos restaurar o “altar da família”? Quais serão as consequências?

Se Elias ou João Batista entrasse em sua casa, o que lhe diria? Por quê?

Leia Efésios 2:19; 3:14, 15. De que maneira nossa família se torna “membro da família de Deus”? Como as pessoas mais próximas da sua família podem perceber essa característica?

O que mais impressionou você na lição deste trimestre?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Não tenha filhos se você não tem tempo

filhosNão que eu seja o melhor palestrante de escola, mas o convite tem acontecido cada vez mais frequentemente. Não pra palestrar para crianças, mas pra pais. Algumas dão até o nome de Escola de Pais. Parece que os pais estão perdidos, omissos, distantes. Eu falo por mais de uma hora, mas o que as escolas querem mesmo que eu diga é só uma coisa: vocês têm que participar mais. “Mas eu não tenho tempo”, diz um pai. “Estou na correria do dia a dia”, diz outro. “Mas tenho que pagar as contas”, diz uma. “Mas trabalho o dia todo e de noite tenho academia”, diz outra. ENTÃO, NÃO TENHA FILHOS.

Não tenha filhos se você não tem tempo, se tem muitas contas para pagar, se precisa ir na academia. Não tenha filhos se está muito cansado, se não tem saco para lidar com criança. Não tenha filhos.

Uma proprietária de creche me contou que um pai chegou ao ponto de pedir para abrir a escola sábado e domingo, para ele deixar o filho lá no final de semana também. “Trabalho a semana toda e no fim de semana preciso dormir”, disse ele. ENTÃO, NÃO TENHA FILHOS.

Entendo que filho se tornou uma moeda social, algo pAra gente tirar foto bonita e colocar no Instagram. Mas não tenha. Se não tiver tempo, paciência e dedicação, não tenha. Seja feliz sem filhos.

E se já tem, então crie. Crie com todo amor e carinho. Crie com menos gastos e mais tempo junto. Filhos exigem reorganizar tudo o que você estava fazendo. Dura uns vinte anos. Vai passar rápido. Quando você menos esperar eles crescem e vão embora. Dai você faz o que quiser. Se é para ter filho, só preciso mesmo dizer uma coisa: você precisa participar mais.

(Marcos Piangers, Versar)

Família: famílias de fé

familyDe maneira consciente ou não, todos somos influenciados pela cultura do local em que vivemos. Sabendo disso, as famílias cristãs devem ter tal discernimento da Palavra que não permitam que a cultura ou os costumes locais as levem a transgredir a vontade de Deus. Ao contrário da cultura e acima dela, os princípios bíblicos são eternos, independentes de tempo e local.

Perguntas para discussão e aplicação

Em sua opinião, qual é a diferença entre cultura local e princípios bíblicos?

Leia João 4:7-9 e Atos 10:28, 34. O que levou Jesus e Pedro a agirem de modo contrário à cultura ou ao costume local?

Leia 1 Tessalonicenses 5:21, 22. Até que ponto podemos (e devemos) viver conforme a cultura em que estamos inseridos? Em que situações é desaconselhável agir contra a cultura?

Como podemos adaptar nossa fé à cultura sem comprometer as verdades bíblicas?

Leia Atos 15:19, 20, 28, 29. Por que apenas quatro itens foram enfatizados para os gentios que quisessem ser batizados? Por que eles não precisavam receber toda a tradição e os costumes judaicos antes?

Quando uma família cristã passa por alguma grande mudança (doença, morte, etc.), como a fé a mantém? Por que os cristãos que são apenas culturalmente condicionados à religião não suportam as grandes mudanças sem comprometer a fé?

Por que a fé dos pioneiros geralmente diminui na segunda geração e quase se perde na terceira? Como podemos transmitir não só o conhecimento da verdade aos nossos filhos, mas também estimulá-los para que desenvolvam sua própria fé em Deus?

Em sua opinião, se os seus filhos cristãos fossem morar sozinhos em outra cidade onde não conhecessem ninguém, eles ainda se manteriam fiéis, estudando as Escrituras, indo à igreja, observando a Lei de Deus? Por quê? Como podemos nos certificar de que nossos filhos não receberam apenas uma tradição ou “cultura” cristã, mas uma fé genuína?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Família: momentos difíceis

casal2Se você é normal, certamente está sujeito(a) a enfrentar momentos difíceis em seus relacionamentos. A Palavra de Deus nos dá direção para saber como reagir nesses momentos, especialmente na família.

Perguntas para discussão e aplicação

Leia Efésios 4:26. Por que o texto diz “irai-vos e não pequeis”, em vez de dizer “não vos ireis e não pequeis”? (R.: Deus nunca nos pede algo impossível. Ele sabe que, às vezes, a ira pode ser inevitável em algumas situações; mas não precisamos pecar por causa disso.)

Ainda conforme o verso anterior, quando a ira acontece, por que ela deve ser eliminada “antes do pôr do sol”, ou seja, antes do fim do dia? (Ver o verso 27 e também Tiago 1:20.)

Como podemos impedir que a ira nos faça sofrer e torne nossa vida miserável?

Leia Tiago 1:19. Se esse princípio for seguido à risca, que diferença fará em sua vida? Por quê?

Por que os casais cristãos também podem ter desentendimentos esporádicos? Como se espera que isso seja resolvido ou administrado? Qual o papel do Evangelho nessas horas?

Leia Colossenses 3:19. Por que essa ordem é dirigida especialmente aos homens? Como essa “amargura” pode ser transformada em “doçura”?

Leia Provérbios 17:14. O que esse texto nos diz sobre o momento em que iniciamos pequenas discussões que parecem tolas e insignificantes? Que atitude devemos adotar ao apreendermos a mensagem desse versículo?

Por que às vezes o perdão a um membro da família é tão difícil? Leia Mateus 5:23, 24; Romanos 12:18; Hebreus 12:14. Como o perdão pode trazer paz? Por que algumas pessoas não perdoam mesmo que percam o Céu? Neste caso, por que é melhor que essas pessoas não vão para o Céu?

Como é possível alguém obedecer à ordem dada em Filipenses 2:4, 5? Por que não temos visto muitas pessoas com esse perfil ultimamente?

Leia Efésios 2:19, 20. Como sua família pode se tornar uma extensão da família de Deus?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR