Peppa Pig traz primeiro casal de personagens do mesmo sexo no programa infantil

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Famosa mundialmente, a personagem Peppa Pig conheceu em um novo episódio exibido na terça-feira (6/9) um casal homoafetivo, o primeiro a aparecer no programa infantil britânico em seus 18 anos de exibição. No episódio intitulado Families, exibido no Canal 5 no Reino Unido, Peppa Pig conheceu as mães da personagem Penny Polar Bear. Enquanto desenhava um retrato da família, Penny Polar Bear explicou: “Eu moro com minha mamãe e com minha outra mamãe. Uma mamãe é médica e outra mamãe cozinha espaguete.” O programa Peppa Pig, criado pelos animadores britânicos Mark Baker e Neville Astley, está no ar desde 2004.

O novo episódio foi exibido dois anos depois que uma petição online foi criada pedindo que fosse exibida uma “família de pais do mesmo sexo na Peppa Pig“. A petição teve mais de 24 mil assinaturas. “As crianças que assistem Peppa Pig estão em uma idade influenciável”, escreveram os criadores da petição. “Excluir famílias do mesmo sexo vai ensiná-las que apenas famílias com um pai ou mãe ou dois pais de sexos diferentes são normais.”

Robbie de Santos, diretor de comunicações e assuntos externos da organização de direitos LGBT Stonewall, disse que ver uma família homoafetiva na ficcional cidade de Peppatown foi “fantástico”. […]

(BBC Brasil)

Nota 1: “Desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, que ninguém separe o que Deus ajuntou” (Jesus Cristo, em Marcos 10:6-9).

Nota 2: Na noite desta quinta-feira, a jogadora da Seleção Brasileira Tandara Caixeta se manifestou nas redes sociais acerca do desenho Peppa Pig, recomendado para crianças de até quatro anos de idade, que incluiu em seus personagens um casal homossexual. Com a repercussão, a jogadora criticou a iniciativa do desenho:

“Nossos filhos não estão mais seguros. Essa ideologia que vem sendo implantada através de histórias em quadrinhos, desenhos, filmes e vídeos na internet, influenciam em nossas crianças os valores inversos aos que Cristo ensina. Nós realmente não temos um dia de paz. Portanto, pais, fiscalizem seus filhos. Prestem atenção no que eles vêm assistindo todos os dias”, disse em um vídeo no Instagram.

A comunidade LGBTQIA+ se manifestou contra a jogadora. E já havia feito isso, pois Tandara se posicionou desfavorável à participação de “mulheres” trans (homens biológicos) em esportes femininos.

“Não existe nenhum problema se a pessoa quiser tomar a decisão de ser homossexual, desde que ela tenha idade suficiente para decidir. O que não podemos permitir é que elas sejam influenciadas desde a infância, que é o momento da formação da personalidade. A Palavra de Deus não muda, por mais que tentem adaptá-la aos tempos. O que a Bíblia condena, eu não quero que nossos filhos vivam. Se, por acaso, eles tomarem essa decisão, que sejam conscientes, não influenciados”, finalizou a atleta.

Neurociência: ser pai pode transformar um homem

O comportamento do pai, com o passar do tempo, passa a ser de maior zelo e cuidado em relação ao filho.

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Muito se fala sobre tudo o que acontece com a mulher, seu corpo e sua personalidade no momento em que ela se torna mãe. Mas e os homens? Eles também se transformam com a paternidade? O PhD em Neurociências Dr. Fabiano de Abreu Agrela também é pai, e explicou o que acontece no organismo do homem após a paternidade, bem como o cérebro masculino reconhece o novo papel. 

Conforme Fabiano, “diferentemente das mães, os pais não carregam os filhos por meses na barriga, nem têm a oportunidade de amamentá-los. No entanto, quando existe a responsabilidade que deveria ser inerente a todos os homens, o novo pai aprende que tem uma nova posição no mundo: a de cuidar de outro ser e amá-lo assim que o conhecer”. 

A partir do fim da gestação até os primeiros meses de vida da criança, uma substância chamada ocitocina será produzida e liberada em maior quantidade no organismo masculino. Conforme o professor, o comportamento do pai, com o passar do tempo, passa a ser de maior zelo e cuidado em relação ao filho. Há também o aumento de dois neurotransmissores: a serotonina e a dopamina.

O professor também explicou que os aspectos socioculturais do “aborto paterno” também podem prejudicar essa relação, já que o índice de crianças com pais ausentes ou que nem conhecem seus pais é altíssimo no Brasil. 

O percentual de pais ausentes no Brasil vem crescendo desde 2018. Os quatro primeiros meses de 2022 já conseguiram ultrapassar o índice de recusa à paternidade, se comparados ao mesmo período nos anos anteriores.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Arpen Brasil em seu Portal de Transparência, entre janeiro e abril de 2018, aproximadamente 5,3% dos registros de nascimentos foram feitos apenas com o nome da mãe. Em 2020 e 2021, esse índice passou para a casa dos 5,8% e 5,9%. No mesmo período em 2022, o percentual de pais que renegaram a paternidade saltou para 6,6%, o maior até agora.

Em sua experiência pessoal, Fabiano descreveu a paternidade como sendo “um estado diferente, um sentimento intermitente, só se sabe quando se é pai. Ser pai é ser responsável, ter medo de morrer e se preocupar com o futuro do filho. Também é cumprir um ciclo, viver atento e sentir a dor do outro como sua, porque realmente é; e, sobretudo, ter certeza de que sua vida já valeu e que nada foi em vão”.

LAMED: paternidade na Bíblia

Meu pai querido descansou (homenagem póstuma)

Agradeço todas as orações feitas pelo meu pai; ele descansou

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Queridos amigos, muito obrigado por todas as palavras e, sobretudo, pelas orações feitas em favor da minha família. Creio que elas nos sustentaram e nos têm sustentado nesses momentos difíceis. Ontem preguei o sermão mais difícil da minha vida. Confesso que eu sonhava poder batizar meu pai; nunca imaginei sepultá-lo tão cedo… Sempre pensei que me pai atleta fosse viver até os cem anos… Está doendo bastante. Acordei pensando no meu pai, no rosto dele lá no hospital. No tempo que passei ao lado dele, sendo pastor de uma única ovelha especial, e no momento em que ele descansou olhando para mim. Creio que essas imagens nunca mais sairão da minha mente. Só Deus para trazer conforto numa hora dessas. O Deus-homem Jesus entende nossas lágrimas, pois Ele também chorou. Por favor, orem especialmente pela minha mãe. Ela amava muito o senhor Francisco Borges, e ele deixará um grande vazio em nossa família e na vida dos inúmeros amigos que fez ao longo da vida. Senhor Jesus, volte logo!

Michelson Borges

Perguntas interativas da Lição: a família

A Lição da Escola Sabatina desta semana destaca a importância da educação familiar desde o Éden. Grande responsabilidade repousa sobre os pais no sentido de educar os filhos para que entendam a realidade do grande conflito entre o bem e o mal, e para que aprendam a fazer escolhas corretas. As perguntas a seguir nos ajudarão a refletir sobre o assunto e a fazer aplicações práticas na vida.

Perguntas interativas para discussão:

Em que sentido podemos dizer que “a vida é uma escola”? 

Leia Deuteronômio 6:6, 7. O que a Bíblia diz sobre a educação na família? Por que, no plano original de Deus, a educação deve começar no lar?

Leia 1 João 3:12. Apesar de terem recebido a mesma educação familiar, os irmãos Caim e Abel tomaram rumos totalmente contrários. O que isso nos ensina sobre o livre-arbítrio? (Pense sobre o fato de Lúcifer ter tido o melhor Educador do Universo, e ainda assim ter feito escolhas tão erradas.)

Ao se basear nos poucos versos que evidenciam o caráter de José e de Maria (ex.: Lc 1:38; Mt 1:18, 19, 24), como você imagina que foi a educação que deram ao menino Jesus?

Leia Provérbios 27:17. Por que o ensino, para que seja efetivo, além de transmitir informação, deve também envolver relacionamento, companheirismo e empatia? O que isso nos diz sobre o nosso próprio relacionamento com Deus por meio da leitura da Bíblia e da oração?

Leia 2 Coríntios 6:14; Efésios 5:25; 6:4; Colossenses 3:18-21. Como você entende a importância desses versos para a educação dos filhos? Por que os pais têm a obrigação moral de ter um comportamento que represente Cristo e a igreja?

Em que sentido nós, pais que vivemos na era cristã, temos uma “história melhor” para contar aos nossos filhos do que os pais que viveram antes de Cristo?

Em sua opinião, qual é a essência da educação cristã, a qual os pais jamais devem perder de vista?

Por que é crucial sempre manter diante dos filhos a realidade da presença de Deus?

Apesar de sua imperfeição, como você pode se tornar um(a) melhor professor(a) para seus filhos e/ou para aqueles que são influenciados por você no círculo familiar?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

10 dicas do que fazer em tempos de confinamento

familiaEstabeleça uma rotina de:

1. Culinária e alimentação saudável.

2. Atividades físicas dentro de casa (Dá pra fazer viu?! Tem vários vídeos no YouTube ensinando).

3. Leitura e estudos.

4. Bons filmes e vídeos (dicas aqui).

5. Boa conversa com quem reside com você e também por videochamadas com familiares e amigos que estão em outras casas.

6. Para quem está com maior tempo e que não está em home-office, aproveite para arrumar o guarda-roupa, um armário, limpar a geladeira… algo que você queria fazer há tempos e não sobrava tempo.

7. Para quem tem filhos, brinque com eles e converse. Leia para eles. Se possível, aproveite o sol que entra por uma janela e se exponha um pouco aos raios.

8. Jogue um joguinho saudável, um dominó, Uno, Paciência, etc…

9. Evite ficar o tempo todo vendo vídeos e notícias sobre a pandemia. Reserve somente um tempo do dia para isso.

10. E muita oração e leitura da Bíblia. Assista à TV Novo Tempo. Assista os cultos oferecidos por nossa abençoada igreja. (Aqui também há bons vídeos.)

Confie que Deus está permitindo essa pandemia para nos ensinar muitas lições. Reflita. É hora de se preparar para mais provações que virão. Mas com Deus no controle não há o que temer!

Emanuela Borges

Minha “vidinha” do lar

larSou mãe de três filhos. Quando andava na rua com os três, com certa dificuldade, as pessoas me perguntam, espantadas: “Os três são seus?” Ouço alguns comentários, como: “Você é tão jovem! Nem parece mãe deles. Que corajosa!” É, talvez seja preciso ter coragem para educar três filhos nos caminhos de Deus e enfrentar todos os obstáculos que o mundo hoje apresenta. A primeira dificuldade que observo é que muitas mulheres consideram um verdadeiro sacrifício assumir o papel de mãe em tempo integral. Para mim, me dedicar totalmente aos meus filhos tem sido muito prazeroso e me sinto plenamente realizada, apesar da cobrança da sociedade por supermulheres que administram o lar, têm um emprego, são profissionais bem-sucedidas e ainda contribuem para aumentar a renda familiar. Confesso que já tive crises de consciência e de pensar que o que faço é muito pouco. Já pensei seriamente se vivo assim por opção ou por falta de opção.

Alguns anos atrás, conversei seriamente com Deus sobre isso e Ele me respondeu de uma forma surpreendente e maravilhosa. Ao assistir a uma programação da escola adventista e ouvir o coral em que minha filha mais velha cantava, então com sete anos de idade, senti um desejo muito forte de voltar a lecionar. Naquela madrugada, orei e chorei: “Eu quero fazer parte da Tua obra, Senhor! Quero fazer diferença na vida de alguém e ser usada por Ti. Quero me sentir útil.”

Terminei de orar e senti forte impressão de que devia ler o livro A Ciência do Bom Viver, de Ellen White. Abri exatamente nas páginas que falam sobre a função e a importância da mãe: “O trabalho da mãe muitas vezes se afigura, aos seus próprios olhos, sem importância. Raras vezes é apreciado. Pouco sabem os outros de seus muitos cuidados e encargos. Seus dias são ocupados com uma série de pequeninos deveres, exigindo todos paciente esforço, domínio de si mesma, tato, sabedoria e abnegado amor. […] Anjos do Céu observam a mãe, fatigada de cuidados, notando suas responsabilidades dia a dia. Seu nome pode não ser ouvido no mundo, acha-se, porém, escrito no livro da vida do Cordeiro. Existe um Deus em cima no Céu, e a luz e glória do Seu trono repousam sobre a fiel mãe enquanto ela se esforça por educar os filhos para resistirem à influência do mal. Nenhuma outra obra pode se comparar à sua em importância” (p. 377, 378).

Fiquei emocionada e senti Deus me falando ao coração: “Filha, Eu te dei um grande privilégio de ficar em casa cuidando da sua família. Aos Meus olhos, você já é muito útil. Mas, se você quer mesmo, além disso, ser professora, Eu atenderei seu pedido.”

Poucos dias depois, acho que dois ou três, numa sexta-feira, o diretor do Colégio Adventista de Tatuí me ligou: “Professora, precisamos de você para começar a trabalhar na segunda-feira. A professora do primeiro ano está com problemas de saúde. Você pode assumir o lugar dela?”

Pedi para pensar, mas já sabia que acabaria aceitando o convite. Foi um ano muito difícil. Me realizei muito ao ver o progresso dos meus alunos e em poder ajudá-los a vencer suas dificuldades. Mas sofri muito em ter que deixar minha família em segundo plano e fazer da escola minha prioridade.

Depois do sofrimento inicial, nos acostumamos à rotina corrida e nos adaptamos ao novo estilo de vida: chegar em casa com louça do almoço na pia; roupas ainda no varal; pão de padaria; sem tempo para brincadeiras; papéis e outros materiais para recortar; semanário para fazer nos fins de semana; almoços rápidos; tempo contado para tudo… Sei que o tempo perdido que não dei para minhas filhinhas, com três e sete anos, na época, nunca mais vai voltar e alguma coisa no nosso relacionamento se perdeu. Mas estávamos todos aparentemente muito bem. Então, Deus falou seriamente comigo: “É essa vida que você quer para sua família?” “Não, Senhor”, respondi, “não quero aprender a gostar desta vida.”

Não condeno quem fez essa escolha, ou melhor, quem precisa realmente fazer essa escolha. Mas aprendi que não há realização melhor do que cuidar de seus próprios filhos e ver que, aliadas a Deus, estamos construindo o caráter deles. São momentos muito gostosos e que não têm preço.

No fim de 2009, pedi para sair da escola e, em janeiro, Deus me deu mais um grande presente: engravidei do nosso menininho, o Mikhael, que nasceu em setembro de 2010. Estou curtindo como nunca ser mãe, e as meninas curtem comigo.

Quando me dizem que sou corajosa, penso que é preciso muito mais coragem para dar as costas aos filhos e passar o dia longe deles, longe de todos os momentos em que eles precisarão da mamãe.

Que Deus nos abençoe nessa importante missão.

Gostaria de compartilhar também o texto da amiga Joélia, que traduz bem nosso sentimento:

Parei

Esposa, amiga e mãe 24 horas…
Fiz um plano com Deus e…. Parei!!!!
Parei de trabalhar fora, mas não em casa.
Parei de sair cedo e chegar tarde.
Parei de trabalhar apenas meio período e me “dividir”.
Parei para amamentar, para ver o primeiro sorriso, para dar a primeira papinha, a primeira frutinha, ver engatinhar, dar o primeiro passo.
Parei para fazer as comidinhas preferidas.
Parei para fazer sucos, bolos e bolachinhas.
Parei para fazer “cultinho” de manhã e à noite.
Parei para curtir as “pracinhas” e “parquinhos”, para balançar e ser balançada.
Parei para ouvir a primeira palavra, a primeira música cantada.
Parei para ir à praia, piscina, sem ter que esperar por domingos e feriados.
Parei para fazer amizade com mães desconhecidas, trocar experiências e dar risadas.
Parei para brincar de carrinho, boneca, entrar na piscina de bolinhas.
Parei para ir ao pula-pula, sair para tomar sorvete e me lambuzar com eles.
Parei para lavar louça junto com meus filhos; ver a alegria no rostinho deles ao ajudar a mamãe a fazer pão…
Parei para ensinar a arrumar a cama, dobrar as roupas e guardar os brinquedos.
Parei para mostrar Jesus em tempo integral. Pois, cedo ou tarde, os filhos crescem e vão embora e o que eu fizer como mãe perdurará por toda vida.
Parei!!!!
Fácil? Não é.
Falhas? Sim. Todos temos.
Mas… “Tudo posso nAquele que me fortalece.”
E guardo no meu coração a certeza de que Deus está no controle.
E cuidará dos meus filhos.

Débora Borges

Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar

familyO que você responde, quando lhe perguntam: “O que é sucesso para você?” Sem ter como avaliar daqui, tenho certeza de que sua resposta será diferente de todas. E por quê? Porque a métrica para o sucesso é pessoal, variável e intransferível. Pode ser até que, em alguma época da vida, desejemos estar no lugar de um terceiro para receber uma promoção ou reconhecimento similares e desfrutar de oportunidades diversas. Mas… convenhamos: você já quis apaixonadamente ter nascido outro? Provavelmente, não.

Faça o teste: escolha cinco pessoas que você considera bem-sucedidas – suas referências em propósito, finanças, fama ou outras áreas, e pergunte sobre sucesso. De todas, você ouvirá um discurso parecido: a chave está no equilíbrio. Porque, como diz a frase que titula este artigo, proferida pelo religioso americano David O. McKay, falecido em 1970, aos 96 anos, “nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar”. Sabia das coisas, o Seu McKay.

Nos últimos dez anos, perdi a conta das vezes em que ouvi de colegas e amigos que seus relacionamentos naufragaram por causa do trabalho em excesso, das viagens corporativas e da ausência – embora o que mais quisessem fosse estar presentes.

Quantos remorsos por jamais levarem ou buscarem os filhos na escola ou faltarem aos seus aniversários. Por cancelarem viagens e passeios únicos na vida. Quantas farpas e palavras tóxicas com endereço certo, mas que acabaram sendo ditas a quem não merecia ouvi-las.
Nas vezes em que penso sobre qual seria meu grande arrependimento em vida, me vem à cabeça o trabalho da enfermeira australiana Bronnie Ware, que publicava em seu blog, Inspiration and Chai, no início dos anos 2010, o que os pacientes terminais dos quais cuidava lamentavam de não ter realizado antes das doenças. Os relatos deram vida ao livro Top Five Regrets of Dying (Os cinco maiores arrependimentos na hora da morte). São eles:

  1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida mais verdadeira para mim, e não aquela que as pessoas esperavam de mim.
  2. Não queria ter trabalhado tanto.
  3. Queria ter expressado melhor meus sentimentos.
  4. Queria ter tido mais contato com meus amigos.
  5. Queria ter me permitido ser mais feliz.

Ou seja, em cinco tópicos, Bronnie, a enfermeira, comprovou o que, décadas atrás, o religioso Mckay traduziu em uma frase: não há sucesso que justifique você partir deste mundo sabendo que preferiu dinheiro, fama, metas, viagens, carros ou imóveis à juventude de seus filhos, à companhia dos seus amigos e ao amor verdadeiro da sua parceira ou parceiro.

Quando se perde tudo ou se está no fim é que se mede a quantidade de sonhos que não realizados. Quando nos damos conta de que, de maneira consciente, fizemos escolhas erradas.

“A saúde traz uma liberdade que poucos percebem, até que não a tenham mais”, registrou a australiana Bronnie.
Sempre é tempo de despertar.

(Marc Tawil, Época Negócios)

Família: o portfólio de Deus

familiaOs cristãos são portadores de uma mensagem maravilhosa. Assim como no passado, Deus escolheu um povo especial para levar Sua Palavra ao mundo. Deus os escolheu para anunciar a volta de Jesus e mostrar a todas as pessoas que existe esperança. Mas a felicidade que Jesus promete não precisa começar somente quando Ele voltar. É claro que ela será plena a partir daquela ocasião, mas Jesus pode nos fazer felizes aqui também. As pessoas que recebem nossa mensagem querem ver o poder transformador de Jesus na vida de Seus filhos. E de que forma e em que lugar esse poder pode ser mais bem visto? No lar. É no lar que mostramos quem somos de verdade e se Jesus está realmente em nosso coração.

Para alguns, é muito mais fácil vestir um terno, pregar um belo sermão do que tratar amavelmente a esposa e os filhos. Mas note o que escreveu Paulo em 1 Timóteo 3:5: “Se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?”

Palavras que não são acompanhadas de exemplo não têm poder nenhum. Tornam-se mentira. “Cumpre ao pai fortalecer na família as austeras virtudes – energia, integridade, honestidade, paciência, ânimo, diligência e utilidade prática. E o que exige de seus filhos deve ele mesmo praticar, ilustrando essas virtudes na própria conduta varonil” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 391). Como posso falar do poder de Cristo se não o experimento em minha vida? As famílias são o portfólio de Deus.

É muito importante conhecer as doutrinas bíblicas – a justificação pela fé, o sábado, o estado do ser humano na morte, o santuário celestial. Tudo isso é essencial para conhecer o caráter de Deus e a vontade dEle para nossa vida. Mas de que adianta conhecer teologia e ter um verdadeiro “inferno” no lar? “O lar deve ser um lugar onde o contentamento, a cortesia e o amor façam habitação; onde moram essas graças, aí residem a paz e felicidade. Podem invadi-lo as aflições, mas isso é a situação da humanidade. Que a paciência, a gratidão e o amor mantenham no coração a luz solar, seja embora o dia sempre nublado. Em tais lares os anjos de Deus habitam” (Ibidem, p. 393).

O mundo está carente de vivenciar o verdadeiro amor. Temos disso para oferecer? É muito triste saber que entre os cristãos há casais que meramente se suportam; que “vão levando”; que apenas mantêm as aparências, enquanto alimentam ressentimentos. O carinho e a cortesia são lembranças de um tempo que não mais existe – como se tivessem se tornado pessoas estranhas, que não mais se conhecem.

Como isso foi acontecer? A frieza e a indiferença não aparecem de um dia para o outro. A pessoa não vai dormir amando e, no outro dia, quando acorda, descobre que não ama mais. Não é assim que funciona. Da mesma maneira como o amor deve ser diariamente cultivado, o contrário também acontece. A “chama”, se não alimentada, vai se apagando aos poucos.

Precisamos hoje aproveitar a oportunidade que Deus nos está dando e mudar o que precisa ser mudado. Precisamos ouvir a voz de Deus e deixar que Ele nos mostre se temos falhado em algum ponto. Lembre-se: para Deus, nada é impossível! Mas você tem que querer. Analise o seguinte:

1. Os namorados não medem esforços para estar juntos. No casamento, por quantas coisas os cônjuges se privam da companhia um do outro? O que é mais importante: trabalho, futebol, amigos, internet, evangelismo? (Claro que não devemos perder a individualidade, mas escolher tornar-se “uma só carne” também interfere nisso, mas com prazer!) Quanto mais você ficar longe do(a) cônjuge, mais se distanciará e menos vontade terá de estar com ele/ela. Cada um passa a ter seu universo particular e aos poucos o relacionamento se torna jugo desigual. Por isso, faça sua parte. Mesmo que venham a tentação e a pressão, não troque a companhia de seu/sua cônjuge por outras atividades.

2. No namoro, fala-se com delicadeza e usam-se palavras de apreço e admiração. E no casamento? Muitas vezes o que prevalece é a rispidez e a crítica. O que fazer? Ter sempre palavras corteses e admirar o(a) cônjuge. Precisamos nos sentir valorizados e respeitados. Isso mexe com nossa autoestima e com a dignidade própria.

3. No namoro, quando se está apaixonado, acha-se lindo aquele “narizinho”, os cabelos, a voz… Só temos olhos para a pessoa amada e não há espaço para uma amizade especial com alguém do sexo oposto. Quando a relação conjugal não vai bem, abre-se a oportunidade para a admiração indevida de outras pessoas. Comparações impróprias começam a ser feitas e o caminho da ruína surge diante da pessoa. Esse é um grande perigo! A carência emocional e os laços de amizade com alguém do sexo oposto podem ser usados pelo inimigo de Deus para confundir os sentimentos e abrir a porta ao adultério. Portanto, nunca permita que alguém seja mais amigo(a) do(a) seu/sua cônjuge do que você. Seu coração deve estar ligado ao dele/dela. E se você perceber que está tendo muita afinidade com alguém, que o assunto não acaba mais… corte logo isso! Não deixe ninguém se intrometer em seu casamento e roubar sua afeição.

Ellen White aconselha: “Estudem, o marido e a esposa, a felicidade mútua, nunca faltando as pequeninas cortesias e pequenos atos de bondade que alegram e iluminam a vida. Entre o marido e a esposa deve existir perfeita confiança” (Ibidem). Precisamos proteger nosso lar e pedir que Deus nos ajude a ter sabedoria e prudência.

Outro antídoto para a desesperança e a desarmonia no lar é o culto familiar. “Pais e mães, por mais prementes que sejam vossos afazeres, não deixeis de reunir vossa família em torno do altar de Deus. Pedi a guarda dos santos anjos em vosso lar. Lembrai-vos de que vossos queridos estão sujeitos a tentações. Aborrecimentos diários juncam a estrada tanto dos jovens como dos mais idosos. Os que querem viver vida paciente, amorável e satisfeita, devem orar. Somente obtendo constante auxílio de Deus podemos alcançar a vitória sobre o eu” (Ibidem).

A presença de Jesus pode mudar qualquer situação. Ele restaura os corações e nos dá o verdadeiro amor. Deus planejou a família porque é o melhor plano para nos fazer felizes. Se você for feliz no lar, será feliz no trabalho, na igreja, na sociedade. Refletirá o amor de Deus e levará esperança ao mundo.

Débora Borges