Família: famílias de fé

familyDe maneira consciente ou não, todos somos influenciados pela cultura do local em que vivemos. Sabendo disso, as famílias cristãs devem ter tal discernimento da Palavra que não permitam que a cultura ou os costumes locais as levem a transgredir a vontade de Deus. Ao contrário da cultura e acima dela, os princípios bíblicos são eternos, independentes de tempo e local.

Perguntas para discussão e aplicação

Em sua opinião, qual é a diferença entre cultura local e princípios bíblicos?

Leia João 4:7-9 e Atos 10:28, 34. O que levou Jesus e Pedro a agirem de modo contrário à cultura ou ao costume local?

Leia 1 Tessalonicenses 5:21, 22. Até que ponto podemos (e devemos) viver conforme a cultura em que estamos inseridos? Em que situações é desaconselhável agir contra a cultura?

Como podemos adaptar nossa fé à cultura sem comprometer as verdades bíblicas?

Leia Atos 15:19, 20, 28, 29. Por que apenas quatro itens foram enfatizados para os gentios que quisessem ser batizados? Por que eles não precisavam receber toda a tradição e os costumes judaicos antes?

Quando uma família cristã passa por alguma grande mudança (doença, morte, etc.), como a fé a mantém? Por que os cristãos que são apenas culturalmente condicionados à religião não suportam as grandes mudanças sem comprometer a fé?

Por que a fé dos pioneiros geralmente diminui na segunda geração e quase se perde na terceira? Como podemos transmitir não só o conhecimento da verdade aos nossos filhos, mas também estimulá-los para que desenvolvam sua própria fé em Deus?

Em sua opinião, se os seus filhos cristãos fossem morar sozinhos em outra cidade onde não conhecessem ninguém, eles ainda se manteriam fiéis, estudando as Escrituras, indo à igreja, observando a Lei de Deus? Por quê? Como podemos nos certificar de que nossos filhos não receberam apenas uma tradição ou “cultura” cristã, mas uma fé genuína?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Família: momentos difíceis

casal2Se você é normal, certamente está sujeito(a) a enfrentar momentos difíceis em seus relacionamentos. A Palavra de Deus nos dá direção para saber como reagir nesses momentos, especialmente na família.

Perguntas para discussão e aplicação

Leia Efésios 4:26. Por que o texto diz “irai-vos e não pequeis”, em vez de dizer “não vos ireis e não pequeis”? (R.: Deus nunca nos pede algo impossível. Ele sabe que, às vezes, a ira pode ser inevitável em algumas situações; mas não precisamos pecar por causa disso.)

Ainda conforme o verso anterior, quando a ira acontece, por que ela deve ser eliminada “antes do pôr do sol”, ou seja, antes do fim do dia? (Ver o verso 27 e também Tiago 1:20.)

Como podemos impedir que a ira nos faça sofrer e torne nossa vida miserável?

Leia Tiago 1:19. Se esse princípio for seguido à risca, que diferença fará em sua vida? Por quê?

Por que os casais cristãos também podem ter desentendimentos esporádicos? Como se espera que isso seja resolvido ou administrado? Qual o papel do Evangelho nessas horas?

Leia Colossenses 3:19. Por que essa ordem é dirigida especialmente aos homens? Como essa “amargura” pode ser transformada em “doçura”?

Leia Provérbios 17:14. O que esse texto nos diz sobre o momento em que iniciamos pequenas discussões que parecem tolas e insignificantes? Que atitude devemos adotar ao apreendermos a mensagem desse versículo?

Por que às vezes o perdão a um membro da família é tão difícil? Leia Mateus 5:23, 24; Romanos 12:18; Hebreus 12:14. Como o perdão pode trazer paz? Por que algumas pessoas não perdoam mesmo que percam o Céu? Neste caso, por que é melhor que essas pessoas não vão para o Céu?

Como é possível alguém obedecer à ordem dada em Filipenses 2:4, 5? Por que não temos visto muitas pessoas com esse perfil ultimamente?

Leia Efésios 2:19, 20. Como sua família pode se tornar uma extensão da família de Deus?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Família: perdas

tristeO pecado nos causa muitas perdas. Nesta semana, estudamos sobre como a família cristã deve enfrentar algumas dessas perdas inevitáveis por meio da esperança que Deus nos dá.

Perguntas para discussão e aplicação

1. Perda da saúde. Leia Jó 2:4, 5. Como podemos ser fiéis a Deus, mesmo quando perdemos a saúde? O que deve nos consolar nos momentos de enfermidade e sofrimento? (ver 2Co 1:3-5; Sl 41:3)

2. Perda da confiança. Como se reconstroi a confiança em alguém que a perdeu? Ainda que possamos perdoar alguém que tenha nos traído, em que ocasiões não mais devemos acreditar nessa pessoa? Por quê?

3. Na lição de terça-feira, no primeiro parágrafo, encontramos a afirmação de que “o lar é o ambiente mais violento da sociedade”. Por mais discrepante e ilógico que possa ser, por que isso é uma realidade?

4. Em sua opinião, por que a Bíblia registra várias histórias de violência familiar? Como devemos lidar com alguém que foi traumatizado pela violência?

5. Leia Romanos 13:10. Em que sentido “o cumprimento da lei é o amor”? Por que não temos visto muito amor nestes últimos dias, mesmo entre os crentes? (ver Mt 24:12)

6. Perda da liberdade. Leia 2 Pedro 2:19. O que significa a afirmação de que “o homem é escravo daquilo que o domina”? Além das drogas lícitas e ilícitas, que tipos de vícios têm escravizado as pessoas e como elas podem se libertar? Dentro desse contexto, discuta o significado destes versos: João 8:36; Romanos 13:14; Gálatas 5:24.

7. Perda da vida. Leia 1 Coríntios 15:26; 1 Tessalonicenses 4:13. Por que a morte não deve desmotivar os cristãos? Quais são seus versículos prediletos em relação à esperança após a morte? Como você pode transmitir essa esperança às pessoas que não a têm?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Os revolucionários sexuais entenderam errado a satisfação sexual

coupleUm dos mais extraordinários acontecimentos nos últimos 50 anos é o persistente compromisso de um segmento da elite acadêmica e cultural norte-americana em vender uma visão da vida americana que vem, vagarosa, mas persistentemente, se provando ser – na média – mais danosa para crianças e menos agradável para adultos, enquanto também persistentemente zombam (no pior caso) ou ignoram (no melhor caso) as escolhas da vida que levam – novamente na média – a uma maior prosperidade humana. Fiz essa pergunta antes, mas deixe-me fazê-la novamente: Quantos casais religiosos sexualmente vibrantes você tem visto nos programas ou filmes de televisão – mesmo nesta era de entretenimento fragmentado e direcionado? Agora, compare esse número (que é muito, muito próximo de zero) com o número de vezes que você tem visto a libertação da religião mostrada como a chave para a plenitude sexual.

Quantas vezes, no meio de celebrações de sexualidade nos campi universitários você ouve os palestrantes nas várias “semanas de sexo” dizerem algo como: “Se você realmente quer melhorar suas chances de aproveitar uma vida sexualmente satisfatória com um parceiro fiel, você deve procurar na igreja”? Ou quantos progressistas analíticos – as mesmas prováveis pessoas que apresentam tabelas e gráficos a respeito dos efeitos de políticas públicas ou que abordam as últimas novidades da ciência social sobre raça, gênero e identidade de gênero – irão se ater a tabelas como estas, do reséitado Instituto para Estudos da Família:

Porcentagem de maridos e esposas dos EUA (18-50 anos) que concordam plenamente: “Estou satisfeito(a) com meu relacionamento sexual com meu/minha parceiro(a)”

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1 – Casais seculares; 2 – Casais menos religiosos ou mistos; 3 – Casais altamente religiosos

Porcentagem de maridos e esposas dos EUA (18-50 anos) traídos durante o atual casamento

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1 – Casais seculares; 2 – Casais menos religiosos ou mistos; 3 – Casais altamente religiosos

Essas figuras representam a porção dos EUA de um extraordinário estudo da IFS [IEF, ou Instituto para Estudos da Família, em português] que tentou responder à questão: “É a fé uma força global para o bem ou para o mal na família?” O IFS examinou o relacionamento entre religião e fertilidade, violência doméstica, qualidade no relacionamento e infidelidade. Os achados foram fascinantes.

Os dados globais refletiram a realidade dos EUA. Casais altamente religiosos “desfrutam de relacionamentos de mais alta qualidade e de mais satisfação sexual” comparados com casais mistos ou inteiramente seculares. Além disso, no estudo global, a religião tem uma maior influência positiva na fertilidade. Casais religiosos têm “0,27 mais crianças do que aqueles que nunca, ou praticamente nunca, frequentaram [a igreja]”.

Infelizmente, no entanto, a prática religiosa foi “não protetiva contra violência doméstica”. Não houve diferença estatisticamente significativa no risco entre casais seculares e religiosos.

O estudo do IFS não somente explodiu estereótipos culturais progressistas de puritanos religiosos infelizes e sem sexo. Conservadores frequentemente pensam em feministas (especialmente feministas seculares) como bravas e sem alegria. Porém, o estudo indica o contrário. Houve uma “curva em forma de J na qualidade do relacionamento geral para mulheres”. Isso significa que mulheres em “relacionamentos progressistas e seculares desfrutam de altos níveis comparativos de qualidade no relacionamento”. Elas foram excedidas apenas por “mulheres em relacionamentos altamente religiosos, em especial tradicionalistas”.

Índice Acumulativo de ligação, compromisso, satisfação e estabilidade no relacionamento

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1 – Casais progressistas seculares; 2 – Casais tradicionais seculares; 3 – Casais progressistas menos religiosos ou mistos; 4 – Casais tradicionais menos religiosos ou mistos; 5 – Casais progressistas altamente religiosos; 6 – Casais tradicionais altamente religiosos

É importante considerar esses resultados em face de um recente e muito discutido artigo de Kate Julian descrevendo a chamada “recessão sexual” norte-americana. Em uma época em que nossa nação tem apagado tabus sexuais, eliminado restrições morais e se tornado “mais tolerante ao sexo em praticamente cada permutação”, jovens americanos estão tendo menos sexo. E uma das principais razões é o “declínio da formação de casais entre pessoas jovens”. Pessoas casadas fazem mais sexo do que solteiros, e ainda assim menos pessoas se casam, e aqueles que se casam “têm se casado mais tarde”.

O membro sênior do IFS Bradford Wilcox e o pesquisador do IFS Lyman Stone deram continuidade ao trabalho de Julian avaliando se a recessão sexual era relacionada ao declínio mensurável da felicidade nos jovens adultos americanos. Eles concluíram que “mudanças na frequência sexual podem ser responsáveis por cerca de um terço do declínio na felicidade desde 2012 e quase 100 por cento do declínio na felicidade desde 2014”.

Na última década temos visto significativo triunfalismo das forças da secularização americana e daqueles que há muito tempo buscaram questionar, sabotar ou mesmo demolir instituições tradicionais da vida americana. Casamentos reduzem. Comparecimento à igreja diminui. Mas o novo crescimento da prosperidade humana e da alegria pessoal se prova duvidoso.

Pais solteiros sofrem para criar os filhos e prover não apenas as oportunidades econômicas e educacionais de que eles necessitam, mas também o apoio emocional que eles requerem. Famílias fraturadas lutam com a crise do uso de drogas. Nossos políticos pós-religiosos são maldosos, causadores de divisão e viciosos. E agora vemos cada vez mais que a revolução sexual pode frequentemente trazer suas próprias marcas de infelicidade, incluindo – ironicamente – ausência de sexo.

Como alguém que passou a vida inteira em comunidades religiosas, sempre me rebelei contra os estereótipos culturais. Cresci em comunidades que muitas vezes lutavam com as mesmas doenças morais que afligiram o resto do mundo, mas sempre formaram sistemas e redes de encorajamento e apoio. Não cresci em volta de puritanos emocionalmente atrofiados. Não vivo em volta de tais pessoas agora.

Existem certamente pessoas que deixam comunidades religiosas por boas razões. Existem igrejas terríveis, e figuras religiosas abusivas, incluindo pais, maridos e pastores. Mas eu temo que em nossa cultura popular e em nossas escolas as anedotas superaram a informação, e dessa forma nossas elites culturais também por muitas vezes perderam o verdadeiro significado, a satisfação e o propósito virtuoso das famílias fiéis americanas.

A liberação sexual tem muitas vezes deixado de trazer sexo e liberação, e graças ao trabalho do IFS podemos responder às necessidades com dados reais. Você está procurando amor nesta vida? As portas da igreja estão sempre abertas. E apesar de que unir casais não seja seu propósito, a conexão com um santo Deus carrega em si a conexão com seu povo imperfeito, e nessas conexões você pode encontrar alegria extrema.

(David French, National Review; tradução de Leonardo Serafim)

Família: paternidade e maternidade

familiaPaternidade e maternidade. Ao estudarmos as “estações” da família, esse assunto é um daqueles em que temos que nos demorar um pouco para refletir sobre os ideais de Deus. Só assim essa fase (ou a falta dela) pode fazer sentido e ter um propósito no plano maior de Deus.

Perguntas para discussão e aplicação

1. “Multipliquem-se e encham a Terra.” Essa foi a ordem de Deus aos seres humanos em duas ocasiões: na semana da criação (Gn 1:28) e logo após o dilúvio (9:1). Porém, até que ponto ter muitos filhos ainda é uma ordem efetiva para os que vivem no século 21? Em que ocasiões é mais prudente e nobre um casal cristão planejar não ter filho algum? Por quê?

2. Por que as pessoas dos tempos bíblicos consideravam a falta de filhos uma maldição? Como podemos ajudar as pessoas que sofrem por não ter filhos e que ainda pensam assim? Que versículos bíblicos você usaria para levar conforto e esperança a alguém que esteja sofrendo por isso? (Ex.: Jr 29:11; Mt 11:28; Is 43:1, 2)

3. Leia Ester 2:7. O que podemos aprender da atitude de Mordecai ao adotar a sobrinha Ester?

4. Leia Deuteronômio 6:6-9 e 11:18-20. Na prática, o que Deus está dizendo aqui aos pais e mães? Como essas palavras podem (e devem) ser aplicadas aos nossos dias?

5. De que modo educar filhos pode ser considerado uma forma de discipulado?

6. Leia Tiago 1:27. Como podemos aplicar esse verso também aos pais e mães sem cônjuge para ajudá-los a ter alívio em sua carga?

7. Veja os textos abaixo sobre filhos que se desvirtuaram devido (em grande parte) aos erros dos pais. O que podemos aprender destes exemplos negativos de paternidade? Em sua opinião, em que esses pais podem ter errado? Como podemos evitar cair nos mesmos erros?

  • Sobre os filhos do sumo sacerdote Eli: 1 Samuel 2:12, 22-24; 3:10-14
  • Sobre os filhos do profeta Samuel: 1 Samuel 8:1-3
  • Sobre Adonias, filho do rei Davi: 1 Reis 1:5, 6

8. Como você entende Provérbios 22:6? Qual deve ser a atitude dos pais que têm filhos afastados de Deus e da igreja? De que maneiras a igreja pode ajudar esses pais durante esse período de sofrimento?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Família: segredos para a unidade familiar

familiaNessa semana estudamos alguns “segredos” indispensáveis para manter a unidade familiar. Vamos refletir agora sobre a importância de cada um deles.

Perguntas para discussão e aplicação

1. Igualdade. Como você entende Gálatas 3:28? De que forma essa igualdade melhora a unidade familiar?

2. Amor. Leia 1 Tessalonicenses 3:12. Como podemos tornar nossas essas mesmas palavras? Por que isso é tão necessário (ver João 13:35)? O que falta para que isso se torne real na nossa vida e na da igreja?

3. Leia 1 Coríntios 13:4-8 substituindo a palavra “amor” (ou “caridade”) pelo seu próprio nome. Por que isso torna as frases tão “imprecisas” ou “incorretas”? O que deve mudar em sua vida para que essas mesmas frases continuem verdadeiras mesmo com o seu nome no lugar da palavra “amor”?

4. Ser “um”. Veja esse trecho da oração de Jesus em João 17:22. O que significa sermos “um” assim como Jesus e o Pai o são? Como é possível que isso seja real nos dias de hoje?

5. Abnegação. De que forma o egoísmo destroi a unidade tanto da família sanguínea quanto da igreja? Qual é o remédio para eliminar esse mal?

6. Submissão. Conforme Efésios 5:21, por que devemos ser “submissos” uns aos outros? O que significa isso na prática? Sendo assim, como o marido pode ser “submisso” à esposa e vice-versa? O que precisamos fazer para nos tornar assim?

7. Além dos “segredos para a unidade familiar” que discutimos nesta lição, que outro “segredo” você incluiria? Por quê?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Termos negativos na infância podem criar crenças limitantes

mae“Você é burro”, “você é desatento” e “olha o que fulano já fazia na sua idade” são alguns exemplos de frases que podem desenvolver crenças limitantes, ou seja, ideias que a pessoa considera como verdadeiras e que impedem o crescimento pessoal. Embora esses conceitos possam ser criados em todas as fases da vida, são mais prejudiciais quando gerados até os 11 anos, pois é a época em que a criança forma os filtros com os quais enxergará o mundo.

“Nosso cérebro está programado para considerar como verdadeiro tudo o que acreditamos, ou seja, tudo no que cremos acaba se manifestando em nossa vida”, explica Gisa Azeredo, coach e terapeuta comportamental. “Assim, se a vida toda alguém me disse que relacionamentos são difíceis, eu já terei uma resistência e pensamentos negativos ao me relacionar com as pessoas.”

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