Efeitos da tela no cérebro das crianças

Cell-PhoneO site da CBS publicou um estudo muito interessante, cuja prévia dos resultados foi divulgada ontem pelo National Institute of Health dos EUA. Foi um estudo multicêntrico conduzido ao longo de dez anos, com 11. 000 pessoas, em 21 cidades, ao custo de 300 milhões de dólares, para demonstrar os efeitos da tela (celular, iPad, computador e TV) no cérebro de crianças, adolescentes e adultos. Alguns highlights do estudo (dica do Dr. Ivan Stabnov):

1. O uso constante de tela provoca atrofia do córtex cerebral, com possível diminuição da receptividade de informações sensoriais (visão, audição, tato, olfato, paladar), pois acabam menos estimulados durante o uso da tela do que em outras atividades.

2. Há sinais de aumento importante da velocidade da maturação cerebral relacionado ao uso de tela, ou seja, aceleração do processo de envelhecimento cerebral.

3. Durante o uso de mídias sociais, há evidências do aumento da liberação de dopamina, que é um neurotransmissor relacionado ao vício. Ou seja, há evidências (que serão mais bem estudadas) de que pode viciar quimicamente, como uma droga.

4. Diminui o desempenho em testes de linguagem e matemática.

5. Crianças que aprendem a empilhar blocos e jogar em 2D (por exemplo, Minecraft), ao contrário do que se pensava, não conseguem transferir estas habilidades para montar blocos em 3D. Ou seja, a habilidade serve apenas especificamente para o computador, não para a vida real.

6. Existe uma correlação que será mais bem estudada (para saber se é uma relação de causa e consequência ou não) entre automutilação em meninas adolescentes e uso de redes sociais.

7. Adolescentes que usam redes sociais menos de 30 minutos ao dia apresentam muito menos sintomas depressivos e autodestrutivos do que os adolescentes que usam redes sociais por um tempo superior a esse.

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Brigas hostis no casamento levam a doenças

Young couple not communicating after an argumentBrigas entre pessoas casadas podem afetar a saúde do casal não apenas de forma simbólica. Um novo estudo aponta que casais que brigam de forma mais hostil são mais propensos a ter problemas na permeabilização do intestino, algo que pode fazer com que bactérias acessem a corrente sanguínea, causando inflamação e outras doenças. Segundo Janice Kiecolt-Glaser, professora de psiquiatria e diretora do Instituto de Medicina Comportamental do Centro Médico Wexner da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, esse é o primeiro estudo que faz essa relação específica entre casamentos ruins e problemas de saúde. “Achamos que esse sofrimento conjugal todos os dias – pelo menos para algumas pessoas – está causando mudanças no intestino que levam à inflamação e, potencialmente, à doença”, diz ela em matéria publicada no site da Universidade de Ohio.

Participaram do estudo 43 casais saudáveis com idades entre 24 e 61 anos e casados ​​há pelo menos três anos. Os participantes foram entrevistados sobre seus relacionamentos e depois os incentivaram a discutir e tentar resolver um conflito que provavelmente provocaria forte discordância. Os casais tiveram essa discussão sozinhos, sem os pesquisadores por perto. Essas interações de 20 minutos foram filmadas, entretanto.

Os cientistas usaram essas gravações para observar os casais e categorizar seus comportamentos verbais e não verbais durante a briga. Segundo o texto da Universidade de Ohio, os pesquisadores estavam prestando atenção principalmente em quão hostis as pessoas eram com seus parceiros e parceiras. “A hostilidade é uma característica dos maus casamentos – do tipo que leva a mudanças fisiológicas adversas”, afirma Kiecolt-Glaser.

O próximo passo foi comparar o sangue dos participantes antes da briga com amostras tiradas depois das discussões. Homens e mulheres que demonstraram comportamentos mais hostis durante as discussões observadas tiveram níveis mais altos de um biomarcador ligado a problemas de permeabilidade do intestino. Esse resultado era ainda mais evidente nos participantes do estudo que tiveram interações particularmente hostis com seu cônjuge e um histórico de depressão ou outro transtorno de humor.

Estudos anteriores já haviam mostrado uma relação entre casamentos ruins e problemas de saúde, como o retardamento da cicatrização de feridas e aumento no risco de doenças como depressão, doenças cardíacas e diabetes. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque o estresse dentro de um casamento é diferente. “O estresse conjugal é um estresse particularmente potente, porque o seu parceiro é normalmente o seu principal apoio e em um casamento conturbado o seu parceiro se torna sua principal fonte de estresse”, explica Kiecolt-Glaser.

Essa permeabilização do intestino é uma condição pouco conhecida, na qual o revestimento dos intestinos se torna mais permeável, permitindo a liberação de alimentos parcialmente digeridos e bactérias na corrente sanguínea.

Os pesquisadores descobriram uma ligação forte e significativa entre a hostilidade e o biomarcador LBP, que indica a presença de bactérias no sangue. Havia também uma forte ligação entre esse biomarcador e evidências de inflamação: em comparação com os participantes com menores índices de LBP, aqueles com mais indícios desse biomarcador apresentaram níveis 79% mais elevados de proteína C-reativa, o biomarcador primário da inflamação.

O efeito nas brigas conjugais na corrente sanguínea foi mais significativo para os participantes que tinham um histórico de depressão. “Isso pode refletir vulnerabilidades psicológicas e fisiológicas persistentes entre pessoas que sofreram de depressão e outros transtornos de humor”, pondera Kiecolt-Glaser.

Michael Bailey, co-autor do estudo e membro do Instituto de Pesquisas de Medicina Comportamental da Universidade de Ohio, explica na matéria que há um elo entre o estresse, o sistema nervoso simpático e as mudanças nos micróbios no intestino.

“Com o intestino poroso, as estruturas que são geralmente boas em manter as coisas em nosso intestino – o alimento parcialmente digerido, bactérias e outros produtos – degradam e essa barreira se torna menos eficaz”, explica. Com isso, as bactérias que vão parar no sangue aumentam a possibilidade de inflamação e podem contribuir potencialmente para uma saúde mental precária, criando um ciclo preocupante, alerta Bailey. […]

(Ohio State UniversityMedical XpressInverse, via Hypescience)

epocaNota: Em abril de 2010, a revista época trouxe como matéria de capa a reportagem “Como salvar seu casamento”. Achei especialmente interessantes as dicas “6 conselhos que podem ajudar”, elaboradas por psicólogos e estudiosos do casamento:

1. Modelo de casamento. Fomos educados a acreditar que o casamento é romântico. Pois ele não é. Talvez, se tivéssemos mais informação sobre como o casamento se dá, teríamos menos decepções com ele. O casamento é uma relação de conexão com o parceiro, é educar filhos juntos, é cuidar um do outro, é ser fiel ao outro [mas também é alimentar o romantismo, sim].

2. Passar tempo juntos. Uma das principais causas das separações é o casal não passar muito tempo junto. Priorize seu casamento. Tire férias ao menos uma vez por ano sem as crianças [hmm, difícil…] e desligue-se do trabalho.

3. Fazer sexo. Sexo é uma das mais importantes conexões do casamento. Faça o que for necessário para manter a chama acesa. Estimule sexualmente o companheiro, mesmo que a princípio ele, ou ela, não esteja a fim.

4. Flerte. Lembra-se de como você e seu companheiro flertavam no início do relacionamento? Faça isso continuamente, e sua relação será mais excitante. Casamento não é apenas sexo. O carinho também é muito importante. Andem de mãos dadas; sentem-se juntos no sofá; se aninhem.

5. Converse. Procure sempre bater papo. Fale sobre seus sentimentos e os assuntos importantes do dia. Se estiver magoado com seu parceiro, não se feche. É importante manter os canais de comunicação abertos.

6. Isolamento ocasional. O fato de estar casado com alguém não significa estar grudado naquela pessoa. É importante que cada um tenha seu espaço, seu tempo. […] E às vezes até manter um lugar na casa onde possa ficar só. A solidão nos faz querer ir ao encontro do outro.

Em se tratando de “como salvar” um casamento, senti falta da dica que seria a mais importante de todas: convidar o Salvador para o casamento. Casais que oram, tem uma (a mesma) religião e cultuam juntos são muito mais felizes em todas as áreas da vida. Segundo o apóstolo João, Deus é amor. Se falta amor no casamento, atitudes planejadas (ao estilo “Desafio de Amar” https://michelsonborges.wordpress.com/2018/08/17/desafio-do-amor-salve-seu-casamento/ ) ajudam, mas a fonte do verdadeiro amor é Deus. Amando nosso Criador teremos muito mais amor para dar ao cônjuge e aos demais familiares.

Como diz uma musiquinha antiga: “Se na família está Jesus, é feliz o lar.” [MB]

Leia também: “Pesquisas confirmam benefícios do casamento duradouro” e “Casamento: um presente dado no Éden”

Desafio do amor: salve seu casamento

fireproofO casamento está em vias de extinção. A cada ano aumenta o número de divórcios no mundo. E, mesmo entre aqueles que resistem à “solução” da separação, muitos apenas se suportam, vivendo infelizes debaixo do mesmo teto. O filme “A Prova de Fogo” (Fireproof, dos mesmos produtores de “Desafiando Gigantes” e “A Virada”) toca nessa ferida, aponta os prováveis e mais comuns motivos desse problema e propõe a solução para ele.

Caleb Holt é capitão do Corpo de Bombeiros de Albany, EUA, tido como herói em sua cidade. A metáfora é evidente: ele salva pessoas quase todos os dias, mas é incapaz de salvar o próprio casamento. Percebendo a situação, o pai dele propõe um desafio antes de o casal partir para a separação. Relutante, Caleb aceita. (Detalhe: o ator principal é Kirk Cameron, que estrelou na adolescência uma série de sucesso e decidiu, depois, dedicar-se a projetos que promovessem o bem.)

A capa do DVD traz o slogan “Nunca deixe seu parceiro para trás”, que se aplica tanto para bombeiros quanto para casais. Comentários no site do filme deixaram claro que ele consegue fazer um retrato bastante preciso da triste realidade da fragmentação do matrimônio. Muita gente se sensibilizou e se identificou com a situação desesperadora do capitão Caleb e sua esposa, Catherine.

O filme trata paralelamente e com certa discrição da batalha de todo homem (contra a lascívia) e de toda mulher (contra a vaidade). (Leia também: “A luta do homem e da mulher”.) Com o relacionamento conjugal enfraquecido, Caleb é tentado pela pornografia na internet, enquanto Catherine começa a ceder às investidas de um jovem médico, em seu local de trabalho.

O “desafio do amor” proposto pelo pai de Caleb consiste em colocar em prática um simples programa de 40 dias no qual o cônjuge realiza pequenas atividades diárias com o objetivo de reconquistar o parceiro. Esse desafio acabou virando livro, com o título The Love Dare (O Desafio do Amor).

Quando chega à metade do desafio (lá pelo 20º dia), Caleb desanima ao perceber que nada parece estar dando certo. É aí que, mais uma vez ajudado pelo pai, ele percebe o que realmente está faltando em sua vida, e tudo muda – primeiro nele, depois na esposa. Afinal, como ensina o filme, não se pode dar aquilo que não se tem: o amor incondicional. Como e onde obtê-lo? É o grande “desafio” do filme.

Com esse tipo de amor, todo relacionamento se torna “a prova de fogo”.

Michelson Borges

Professores da FGV alertam: pais devem acompanhar e educar o acesso de crianças à internet

kid-on-internetSetenta por cento das crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos afirmam ter encontrado pornografia acidentalmente na internet enquanto navegavam por outros motivos. O dado é da pesquisa produzida pela organização inglesa GuardChild. Para evitar que casos como esses aconteçam na sua família e com amigos, o coordenador do MBA em Marketing Digital André Miceli e a professora Regina Lima, pesquisadora do tema, ambos da Fundação Getulio Vargas (FGV), dão dicas de como controlar e proteger os filhos. “É necessário ter limites claros na quantidade de tempo conectado. Além disso, toda a família deve implementar a Política de Porta Aberta, em que os pais devem sempre interagir com os filhos durante o tempo no computador. Verifique os games que eles estão jogando ou o que eles estão procurando. Deixe-os saber que você está interessado e prestando atenção. Quando possível, especialmente com crianças mais novas, sente-se com elas, assista e interaja”, diz André Miceli.

A pesquisadora da FGV Regina Lima afirma ainda ser muito importante, para quem cuida de uma criança, que esteja atento, além da interação nas redes sociais, ao vício no uso. Segundo ela, as crianças com pouca idade que receberam tablets ou outros dispositivos estão desenvolvendo uma relação nada saudável com a tecnologia. “Em muitos casos, elas ficam menos interessadas em atividades como esportes e leitura, além de estarem mais propensas a insônia e irritabilidade. A pesquisa de imagens cerebrais mostra que esses dispositivos afetam o córtex frontal do cérebro da mesma forma que uma droga. Na verdade, o uso de tecnologia é tão excitante que eleva os níveis de dopamina tanto quanto o sexo”, alerta a especialista.

Miceli explica que temos que educar as próximas gerações sobre como usar a internet. Para o professor da FGV, temos que garantir que cada criança possa encontrar uma maneira própria e saudável de se relacionar com a tecnologia. “A educação é a ferramenta mais importante nesse processo. O interessante é que, se por um lado a tecnologia pode atrapalhar as crianças, por outro, pode ser uma aliada dos pais”, diz o especialista.

André Miceli e Regina Lima ressaltam que recursos podem ajudar no bloqueio de aplicações e sites indevidos. Eles afirmam que o botão de pânico, caso a criança ou adolescente estejam em perigo, pode ser usado, além da localização e histórico dos lugares visitados. Ainda de acordo com os professores da FGV, é possível definir limites de tempo de uso, rastrear textos e contatos.

Os especialistas, entretanto, alertam que os próprios recursos de controle devem ser usados com parcimônia. “Combater o vício, a pedofilia e fazer da tecnologia uma aliada na educação deve ser um objetivo de todos os pais. Mesmo com todos os recursos disponíveis é fundamental que a família entenda que o diálogo e o amor continuam sendo os recursos mais eficientes nesse processo”, complementa Regina Lima.

10 Dias de Oração | Família: bênção de Deus

Alemanha vai legalizar “terceiro sexo”

alemanhaO Tribunal Constitucional alemão exigiu hoje a legalização do termo “terceiro sexo” nos documentos administrativos tornando a Alemanha o primeiro país europeu a adotar a medida oficialmente. O Tribunal Constitucional concede aos deputados um prazo que termina “em fins de 2018” para votarem a legalização do “terceiro sexo” nos registos de nascimento com a mesma igualdade que as menções “masculino ou feminino”. A sentença da mais alta instância judicial alemã argumenta, baseando-se no direito constitucional sobre a proteção da personalidade, que as pessoas que não são nem homens nem mulheres têm o direito a mencionar a identidade de gênero de forma positiva nos registos de nascimento.

Trata-se de um avanço na obtenção de direitos de pessoas intersexuais na Alemanha, que em 2013 conseguiram uma reforma legal que permitiu aos pais dos recém-nascidos não registar de forma obrigatória os filhos como homens ou mulheres nos casos em que não é possível determinar o gênero com exatidão.

(SIC Notícias)

Nota: E assim vemos os legisladores humanos redefinindo conceitos biológicos “pétreos”. Não existe terceiro sexo. As pessoas nascem homens (com órgão sexual masculino) ou mulheres (com órgão sexual feminino). Deus criou homem e mulher. Homem e mulher somente são capazes de perpetuar a espécie e somente um homem e uma mulher podem, segundo a Bíblia, tornarem-se “uma só carne”, por meio dos laços sagrados do matrimônio e do sexo conjugal. Infelizmente, o pecado deixou sua mancha em toda a criação e muitas coisas que antes eram uma bênção (como o sexo, por exemplo) podem se tornar uma maldição. Todos os seres humanos, de uma forma ou de outra, foram afetados pelo pecado e suas consequências. E todos merecem nossa compaixão por isso. Um pequeno percentual da humanidade sofre do que os psicólogos chamam de disforia de gênero, uma condição que pode ser revertida, em alguns casos, e que se caracteriza pela sensação de não pertencer ao sexo biológico com que se nasceu. Daí a se considerar que existe um “terceiro sexo” é ir contra a natureza, assim como o tal do poliamor está destruindo, também, o conceito de casamento heteromonogâmico, que, segundo Ellen White, é uma lei de Deus. Quem mexe em uma lei divina não terá dificuldade para aceitar a mudança em outras leis… [MB]

 

Sexualidade e questões de gênero. Proteja as crianças!

childrenO American College of Pediatricians exorta profissionais de saúde, educadores e legisladores a rejeitar as políticas que condicionam as crianças a aceitar como normal uma vida de representação química e cirúrgica do sexo oposto (confira). Confira algumas afirmações dessa associação de pediatras quanto à ideologia de gênero:

1. A sexualidade humana é um traço binário biológico objetivo: “XY” e “XX” marcadores genéticos de macho e fêmea, respectivamente, e não marcadores genéticos de um transtorno. A sexualidade humana é binária e o propósito óbvio é reprodução da espécie. Há transtornos do desenvolvimento sexual, como a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita, que são muito raros e identificados pela ciência como desvios da norma binária sexual e reconhecidos como transtornos do design humano. Pessoas com esses transtornos não constituem um terceiro sexo (“Clinical Guidelines for the Management of Disorders of Sex Development in Childhood.” Intersex Society of North America, March 25, 2006).

2. Ninguém nasce com um gênero, mas com um sexo biológico. Gênero (consciência de si como macho ou fêmea) é um conceito sociológico e psicológico, não biológico objetivo. Bebês não nascem com consciência deles mesmos como macho ou fêmea. Essa tomada de consciência se desenvolve com o tempo e pode ser desviada por percepções subjetivas da criança, por relacionamentos e experiências adversas da infância para adiante. As pessoas que se identificam como “me sinto como sendo do sexo oposto” ou “me sinto no meio, nem macho nem fêmea” não constituem um terceiro sexo. Elas permanecem homem biológico e mulher biológica (Zucker, Kenneth J. and Bradley Susan J. “Gender Identity and Psychosexual Disorders.” FOCUS: The Journal of Lifelong Learning in Psychiatry. Vol. III, nº 4, Fall 2005 [598-617]. Whitehead, Neil W. “Is Transsexuality biologically determined?” Triple Helix [UK], Autumn 2000, p. 6-8. http://www.mygenes.co.nz/transsexuality.htm; see also Whitehead, Neil W. “Twin Studies of Transsexuals [Reveals Discordance]” www.mygenes.co.nz/transs_stats.htm. Jeffreys, Sheila. Gender Hurts: A Feminist Analysis of the Politics of Transgenderism. Routledge, New York, 2014 [p. 1-35]).

3. A crença de que ele ou ela é algo que não é, revela um pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável crê que ele é uma menina, ou quando uma menina biologicamente saudável crê que ela é um menino, existe um problema psicológico objetivo que está na mente dele ou dela, e não no corpo. Essas crianças sofrem de Disforia de Gênero, antes chamada de Transtorno de Identidade de Gênero, reconhecida como desordem mental e listada no CID-10 (Código Internacional das Doenças) sob o código F64.2 e no DMS-5. As teorias de aprendizagem psicodinâmica e social sobre a Disforia de Gênero nunca foram refutadas (American Psychiatric Association: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Arlington, VA, American Psychiatric Association, 2013 [451-459]. See page 455 re: rates of persistence of gender dysphoria).

4. A adolescência não é doença e hormônios bloqueadores da puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, os puberty-blocking hormones induzem a um estado de doença – a ausência da puberdade – e inibem o crescimento e a fertilidade em crianças biologicamente saudáveis anteriormente (Hembree, WC, et al. Endocrine treatment of transsexual persons: an Endocrine Society clinical practice guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2009;94:3132-3154).

5. De acordo com o DSM-5 (o CID norteamericano), 98% dos meninos confusos quanto ao gênero e 88% das meninas com essa confusão eventualmente aceitam seu sexo biológico após atravessarem naturalmente a adolescência (American Psychiatric Association: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Arlington, VA, American Psychiatric Association, 2013 [451-459]. See page 455 re: rates of persistence of gender dysphoria).

6. Dar hormônios bloqueadores da puberdade a crianças com Disforia de Gênero na pré-adolescência requer o uso de cross-sex hormones (testosterona e estrogênio) mais tarde, na adolescência, para continuar o processo de representar o papel do sexo oposto. Tais crianças ficarão sem condições de conceber filhos mesmo com tecnologia reprodutiva artificial. Além disso, usando tais hormônios há risco de doença cardíaca, hipertensão arterial, derrame, diabetes, câncer, etc. (Moore, E., Wisniewski, & Dobs, A. “Endocrine treatment of transsexual people: A review of treatment regimens, outcomes, and adverse effects.” The Journal of Endocrinology & Metabolism, 2003; 88[9], p. 3467-3473. FDA Drug Safety Communication issued for Testosterone products accessed 3.20.16: www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/PostmarketDrugSafetyInformationforPatientsandProviders/ucm161874.htm. World Health Organization Classification of Estrogen as a Class I Carcinogen: http://www.who.int/reproductivehealth/topics/ageing/cocs_hrt_statement.pdf Eyler AE, Pang SC, Clark A. LGBT assisted reproduction: current practice and future possibilities. LGBT Health 2014;1[3]:151-156).

7. Taxas de suicídio são cerca de 20 vezes maiores entre adultos que usam esses cross-sex hormones e se submetem à cirurgia para mudança sexual (reassignment surgery), mesmo na Suécia, um dos países com mais defensores do grupo LGBT (Dhejne, C, et.al. “Long-Term Follow-Up of Transsexual Persons Undergoing Sex Reassignment Surgery: Cohort Study in Sweden.” PLoS ONE, 2011; 6[2]. Affiliation: Department of Clinical Neuroscience, Division of Psychiatry, Karolinska Institutet, Stockholm, Sweden. Accessed 3.20.16 from http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0016885).

8. É um abuso contra a criança condicioná-la a crer que a tentativa de mudança de sexo por meios químicos e cirúrgicos seja normal e saudável. Fazer isso em educação pública ou privada e em políticas públicas só confunde as crianças e os pais. Proteja as crianças!

Um dos autores dessas declarações é o Dr. Paul McHugh, distinto professor de Psiquiatria da Escola Médica Johns Hopkins e ex-chefe da Psiquiatria do Hospital Johns Hopkins.

(Cesar Vasconcellos de Souza é psiquiatra; www.doutorcesar.com.br)