Assista a este filme e conheça a verdadeira face do comunismo

milada[Com o perdão dos spoilers.] Milada Horáková nasceu em Praga, capital da Tchecoslováquia, em dezembro de 1901. Formou-se em Direito e se tornou defensora dos direitos humanos, dos direitos das mulheres, uma crítica acérrima do trabalho infantil e da legalização da prostituição, e lutou contra a ocupação nazista em 1939 e, posteriormente, contra o domínio comunista soviético em seu país. Foi presa pela Gestapo e condenada à morte, pena que foi alterada para prisão perpétua graças à defesa apresentada pela própria condenada. Esteve nos campos de concentração nazistas de Terezin, Leipzig e Dresden. Foi torturada ao longo de 36 interrogatórios, mas nunca denunciou seus colegas da resistência. Alguns historiadores creem que foi nessa época que sua experiência religiosa se aprofundou.

Com a derrota dos alemães e a libertação da Tchecoslováquia em 1945, Milada voltou a defender a democracia e foi eleita deputada, cargo ao qual renunciou após o golpe que levou o Partido Comunista ao poder, o que ela considerava uma verdadeira ocupação soviética. Por ser uma voz discordante (coisa que os comunistas detestam), Milada acabou sendo injustamente presa e terrivelmente torturada, participando depois de um julgamento forjado (muito comuns na ex-União Soviética) em que teria que admitir uma culpa que não tinha, de ter colaborado com o “imperialismo americano” contra os interesses de seu país e seu povo – justamente as duas coisas que ela mais amava e pelo que sempre lutou.

A rádio em que o esposo de Milada trabalhava foi fechada, numa atitude igualmente típica dos comunistas de controlar a mídia com mão de ferro. Posteriormente, o esposo dela teve que fugir para a Alemanha Ocidental, sob risco de morte, deixando a filha única aos cuidados dos avós.

No 7 de junho de 1948, alguns políticos tchecos renunciam por se recusar a assinar a nova Constituição do governo comunista; e uma semana mais tarde, em 14 de junho, Klement Gottwald foi eleito presidente, apelidado de “presidente operário”. O aumento da repressão levou à fuga de diversos intelectuais, artistas e altos funcionários. Cerca de oito mil pessoas deixaram o país.

A polícia política recebeu ordens de Gottwald para prender imediatamente todos os suspeitos de atividades contra a nova ordem dominada pelo Partido Comunista. Mais de 250 mil pessoas foram condenadas, das quais 178 foram executadas. Cerca de 600 presos não sobreviveram às torturas. Setenta mil pessoas foram condenadas a trabalhos forçados. A título de comparação, 434 pessoas foram mortas ou ficaram desaparecidas durante o regime militar no Brasil…

Milada_HorákováEnquanto o julgamento de Milada e dos outros réus prosseguia, eles eram absurdamente chamados de “traidores da República”, “terroristas”, “agentes dos imperialistas americanos, ingleses e franceses”, “pequenos Hitlers” e “ratazanas que conspiraram nos esgotos contra a classe operária”.

Aos 48 anos de idade, Milada foi condenada à morte por enforcamento, no dia 27 de junho de 1950. Pessoas famosas como Albert Einstein, Winston Churchil e Eleonor Roosevelt pediram a comutação da pena, mas foram ignoradas. Ela foi falsamente acusada de atividades conspiratórias e de espionagem contra o Estado, como se pretendesse derrubar o comunismo com a ajuda das potências ocidentais, iniciando assim uma terceira guerra mundial! Com a mídia nas mãos do governo, essas “fake news” foram divulgadas e muitas pessoas acabaram acreditando em tudo.

A crueldade dos comunistas foi tanta que Milada não foi autorizada a ver os familiares durante seu tempo de prisão. Somente na noite anterior à execução lhe foi permitido, durante quinze minutos, ver a filha, a irmã e o cunhado. Ela tentou abraçar e beijar a menina pela última vez, mas os guardas não permitiram. Eram ordens do governo.

Em 1968 teve início uma revolta na Tchecoslováquia contra a ocupação soviética, conhecida como Primavera de Praga, e a praga do comunismo foi afastada do país. Em 2006, o presidente Václav Haus afirmou: “Milada Horáková é o símbolo perene da resistência ao comunismo. […] Pagou caro a defesa da liberdade e da democracia, apesar dos protestos que na época foram feitos no mundo inteiro.”

ceusEnquanto assistia ao filme, lembrei-me do livro Ainda que Caiam os Céus, do pastor adventista Mikhail Kulakov (Casa Publicadora Brasileira). As semelhanças com a história de Milada são grandes, com a diferença básica de que o pastor Kulakov foi preso pelos comunistas por motivos religiosos, mas com a “desculpa” de que ele realizava “reuniões anti-soviéticas”. A religião conservadora bíblica também é um empecilho para as pretensões comunistas. Sempre foi.

Nem preciso dizer que você precisa urgentemente assistir ao filme “Milada” (tem na Netflix) e ler o livro de Kulakov. Assim poderá conhecer a verdadeira face fascista do comunismo e os perigos entranhados nessa ideologia anticristã.

Michelson Borges

P.S.: Quem sabe um dia alguém publique a história de Vaclav Havel. Ele e a família ficaram dois ou três anos escondidos e protegidos em uma fazenda até conseguirem atravessar a fronteira austríaca. Quem os protegeu? Um pastor adventista. Depois da queda do comunismo e da eleição de Havel, o governo tcheco devolveu à Igreja Adventista as propriedades confiscadas pelos comunistas.

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Incêndio no Museu Nacional destruiu parte da nossa “alma”

museuNo fim do ano de 2015, fomos visitar uma família amiga no Rio de Janeiro e aproveitamos para conhecer alguns pontos turísticos, com destaque para o Museu Nacional de História Natural, localizado Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão. Ficamos impressionados com tudo o que vimos ali naquele prédio criado por D. João VI, e minha filha Giovanna até escreveu na época um texto sobre nosso passeio e sobre essa visita (confira aqui). Deu orgulho ver tantas e relevantes peças preservadas nessa primeira instituição científica do País e um dos maiores museus do mundo. Por isso, quando tomei conhecimento do incêndio que destruiu duzentos anos da história do Brasil, transformando em cinzas milhões de peças e documentos de valor incalculável, senti um aperto no coração. É como se parte da “alma” do nosso país tenha sido transformada em fumaça em questão de horas.

De tudo o que li por aí a respeito dessa tragédia que repercutiu mundialmente, creio que o texto da jornalista Cláudia Geigher, publicado em sua página no Facebook, é um dos que melhor expressam o sentimento de revolta que arde no peito de muitas pessoas que conheciam o real valor do Museu Nacional:

“Vinte e um milhões de reais! Apenas isso! Era o que o Instituto de Patrimônio Historio e Artístico Nacional pedia ao governo federal, ao BNDS para reformar a Quinta da Boa Vista e conservar digna e responsavelmente o prédio e o acervo do Museu Nacional. No mesmo Brasil onde roubaram bilhões de reais com a corrupção política e empresarial, essa tragédia arde diante dos nossos olhos. O quinto maior museu do mundo em volume de peças catalogadas não tinha sistema de combate à incêndio efetivo! Tivemos duzentos anos para cuidar de tudo isso e agora o choque de ver tudo pegando fogo. Combater incêndio em museu com água apenas? Meu Deus! Isso destroi ainda mais o que poderia ser salvo! Perdemos dez mil anos [sic] de itens arqueológicos… Perdemos uma referência. Fruto de pesquisas, de coleções particulares, de documentos, acervos e presentes recebidos ou trazidos pela Família Real Brasileira… Ali estava uma das maiores coleções de ciências naturais, com quase 500 mil volumes, mais de 2.500 obras raras dessas coleções… Foram tantas expedições ao longo de mais de duzentos anos, e tudo registrado e disponível para a posteridade… Tudo se perdeu pro fogo.

“A maior coleção paleontológica de fósseis e registros de pesquisas iniciadas no século 18 na América Latina. Os fósseis dos gigantes pré-históricos que ocupavam o nosso território estavam ali. Maior coleção de meteoritos do Brasil. Ali estava também o crânio de Luzia, o mais antigo fóssil de um ser humano das Américas. Na Arqueologia: milhares e peças arqueológicas das Américas, do Egito e de diversas regiões do mundo. Coleção egípcia que começou ainda com D. Pedro I e ampliada pelo filho D. Pedro II. Teresa Cristina, quando veio se casar com D. Pedro II, trouxe sua coleção pessoal de peças arqueológicas egípcias, romanas, etruscas e as colocou em exposição no Museu Nacional; até afrescos da antiga Pompeia, devastada pelas cinzas do vulcão Vesúvio, estavam aqui no Brasil, no nosso Museu.

“Da pré-história e da época pré-colonial das Américas, o museu guardava mais de noventa mil itens dos povos nativos do Brasil, e também dos nossos vizinhos maias, astecas, incas… Tanta coisa… Cerâmica, escultura, artefatos…

IMG_8282a“O que D. João diria? O que nossos imperadores, as famílias que apoiavam a cultura e a pesquisa, diriam? D. João, que ao vir com a Corte para o Brasil colônia, trouxe coleções e artefatos justamente para que aquele então Brasil ignorante começasse a escrever uma nova história ao ter acesso às coleções… D. João, que criou o Museu e trouxe com ele da Europa a necessidade de investir em educação, cultura, história, memória, patrimônio. Uma visão europeia de desenvolvimento que infelizmente não vingou por aqui..

“Os naturalistas, cientistas, antropólogos, paleontólogos, arqueólogos, etnólogos, linguistas, historiadores, todos os pesquisadores deixaram ali suas preciosidades… Ali tínhamos um resumo do mundo. Algumas das coleções mais raras e importantes do planeta.

“Eu sinto um vazio… Mais de vinte milhões de itens viraram cinzas. Que dor no coração! Ali trabalham e trabalhavam pessoas apaixonadas por aprender, por conservar, por ajudar a entender nossa história… uns guerreiros que dedicavam a vida sem receber recurso direito, sem ter condições técnicas, e ainda assim não desistiam..

“Como nosso país permitiu que a nossa história chegasse a esse estado de abandono? Sem manutenção, sem dinheiro para conservar nosso acervo, o Museu Nacional foi a primeira instituição de ensino e pesquisa do Brasil. A História do Brasil em chamas… devastador!

“Não consigo aceitar… Visitei esse museu algumas vezes e me encantei com o que vi, e sempre saía com vontade de ficar, descobrir mais, ver mais, aprender mais… Desde 1892 o Museu Nacional estava na Quinta da Boa Vista. Era para ser um lugar onde os brasileiros conseguiriam redescobrir e aprender mais sobre a nossa história, a formação do nosso país e sobre a história do mundo. Ao ver esse incêndio ao vivo pela TV meu sentimento, além de tristeza, passa pela indignação, pelo inconformismo e pela desesperança.

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“O que o fogo destruiu não será jamais recuperado. O que o povo deixou de conhecer jamais será resgatado. É o retrato do que a nossa nação se transformou: um país destruído. Um país que não valoriza sua história; um país que não investe de verdade e sistematicamente em conservação, restauração dos nossos museus; não investe de verdade na educação e muito menos no enriquecimento cultural do Brasil.

“Só posso pensar: QUE VERGONHA! Só posso sentir: QUE RAIVA! Só posso dizer: CANSEI DE DEFENDER ESTE PAÍS!”

Padre denuncia o perigo do marxismo cultural

Obviamente que não concordo com tudo o que o padre Paulo Ricardo diz nestas aulas gravadas em vídeo, mas não posso deixar de reconhecer que ele é muito didático e corajoso ao expor o assunto e mostrar a incoerência daqueles que procuram mesclar marxismo e cristianismo (como fazem os teólogos da libertação e os defensores da Missão Integral, por exemplo). Depois de assistir a estas aulas, fica difícil entender por que e como alguns protestantes (e adventistas, de modo particular) ainda conseguem flertar com as ideias de Marx – tão relacionadas com as de Darwin, por sinal. Claro que o padre Paulo não menciona o fato de que Marx reagiu aos desmandos da burguesia e da igreja dominante em seu tempo. Foram também as injustiças do clero que motivaram a reação marxista e outras reações históricas. Assista a estes vídeos levando em conta o conselho que o apóstolo Paulo dá com respeito às profecias, em 1 Tessalonicenses 5:21: analise tudo e retenha o que for bom. [MB]

Repúdio a Marx?

marxNem tanto! Eu não diria repúdio ao escritor prussiano, mas ao culto idolátrico às suas ideias, essas que permeiam a mentalidade brasileira e sua intelectualidade há décadas, ora explicitamente por meio dos radicais revolucionários, ora através de novos significados de modo que eles não digam o que Marx dizia, mas surgem revigorados pelas adaptações convenientes do momento. O questionamento de Marx a respeito da situação dos trabalhadores, em plena evolução da Revolução Industrial com o surgimento de novas fontes de energia, foi válido e pertinente, porém o trabalho dele não se resume apenas a isso, uma vez que ele usa a questão do trabalho – e a dependência humana dele para a sobrevivência – para expandir os horizontes do pensamento.

Num país de maioria cristã e conservadora, por que será que figuras como Marx são homenageadas, em lugar de, por exemplo, relembrar os ensinamentos de Cristo levados adiante pelos apóstolos? Por que lembrar de um homem revolucionário que também fez reflexões a respeito da religião, a ponto de considerá-la “ópio do povo”, ao invés de exaltar a religião? (Entenda-se religião como “re-ligare” ou reconectar a criatura ao Criador.)

O pensamento marxista, a princípio materialista dialético, tomou outras proporções ao ser direcionado ao campo cultural (vide a primeira parte do primeiro parágrafo) no século 20, e parece que a cristandade não acompanhou esse processo histórico e se esqueceu também do que o apóstolo Paulo escreveu em Efésios 6:12: “A nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.”

A luta no mundo físico pode ser difícil e uma derrota, porém, se fica somente no campo físico, a virtudes espirituais não são derrotadas e permanecem com aqueles que sobrevivem. Já a luta no campo espiritual é complicada, pois se a pessoa não está preparada para os ataques invisíveis, ela é derrotada e devastada ainda em vida; vida essa que fica à mercê da guerra espiritual e de seus males, sem o agente principal, o indivíduo, ter condições de tomar a dianteira na batalha e vencer.

No mesmo capítulo do livro de Efésios, além do alerta contra quem estamos lutando, há a receita para se preparar para essa luta espiritual, e vencer. Nos versos 11 e 13-17 é dito o seguinte: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dados inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.”

Como foram levantadas questões acerca das homenagens a Marx prestadas em nosso país em sua maioria cristão conservador, vem à mente outra pergunta: A quem realmente se deveria homenagear? A resposta está no capítulo 53 de Isaías.

(Thiago F. da Silva é professor de Geografia)

Raízes da nossa história

Edegar-LinkSendo descendente de uma das famílias adventistas mais antigas de Santa Catarina, Edegar Link cresceu ouvindo relatos da avó materna sobre o início da igreja na região. Isso despertou nele o interesse em conhecer mais sobre a chegada do adventismo ao Brasil. Porém, ele se deparou com uma dificuldade que a maioria dos interessados no tema enfrenta até hoje: a escassez de publicações na área e a limitação das pesquisas existentes, boa parte delas proveniente de fontes secundárias e da tradição oral. Por isso, durante o mestrado na Universidade Adventista de Friedensau (Alemanha), ele foi em busca de fontes primárias que ajudassem a elucidar especialmente o período anterior a 1906, data do início da maioria dos registros disponíveis em português. Como lê alemão gótico, ele teve acesso ao conteúdo da mais antiga revista adventista da Alemanha, intitulada Zions-Wächter (Guarda de Sião). Nela, deparou-se com vários relatórios escritos a partir de 1896 sobre o Brasil. Esse periódico o levou a descobrir outras fontes primárias que até então não tinham sido levadas em conta por pesquisadores brasileiros e norte-americanos. As principais conclusões do estudo você confere na entrevista a seguir, concedida ao pastor e jornalista Michelson Borges.

[Clique aqui para ler.]

O dia em que a profecia comunista começou a falhar

muro berlimNove de novembro de 1989: há precisamente 28 anos, iniciava-se a derrubada do mais famoso muro da história contemporânea europeia – a célebre muralha que dividia a cidade de Berlim, Alemanha, começava a colapsar, abrindo as portas do ocidente ao povo do bloco de leste, assinalando também o princípio histórico da queda dos regimes comunistas dominados pela então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Um fato histórico da maior importância, sem dúvida alguma, mas também um momento marcante para o Evangelho e a própria Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Recuando um pouco mais no tempo, até 1960, Nikita Khrushchev, líder da URSS, apresentou um dos discursos mais famosos de toda a sua carreira política. Falando a partir do Palácio de Outubro em Kiev (atual Ucrânia), declarou: “Daqui a 25 anos, toda a religião será eliminada da União Soviética. Manteremos um líder cristão como relíquia, para que as futuras gerações saibam como ele era.”

Quarenta e cinco anos depois, no dia 4 de março de 2005, o ministério “It Is Written” (“Está Escrito”) apresentava a primeira série de evangelismo por satélite na história da antiga União Soviética. Essas mensagens foram proferidas pelo pastor Mark Finley a partir do mesmo palco em que Khrushchev tinha feito sua declaração desafiadora. Quanto ao ex-líder soviético, estava morto desde 1971, sepultado no cemitério de Novodevichy em Moscou e, tanto quanto sabemos, jamais exibido como relíquia de coisa alguma.

Grandes convulsões sempre assolam a história da humanidade, provocando certos acontecimentos e impedindo outros. Mas a pregação do Evangelho seguirá sempre até o fim, com uma firmeza que não será impedida.

(Filipe Reis, de Portugal)

A chegada do adventismo ao Brasil