O movimento milerita e o Grande Desapontamento

millerGostaria de te convidar a fazer uma viagem de volta no tempo. Hoje, dia 22 de outubro de 2019, há exatamente 175 anos, milhares de cristãos pertencentes a igrejas como Metodista, Batista, Conexão Cristã e outras espalhadas pelos EUA aguardaram ansiosamente a volta do Senhor Jesus Cristo à Terra. Eles haviam sido despertados para a espera da segunda vinda de Jesus por meio dos sermões e da exposição bíblico-escatológica do pregador leigo Guilherme Miller. Ele era um fazendeiro batista, autodidata em história universal e estudioso da Bíblia, cuja atenção se concentrou na cronologia bíblica, especialmente em relação às profecias de Daniel e Apocalipse.

Baseado no texto de Daniel 8:14, Miller chegou à conclusão de que a purificação do santuário ali mencionada significava a purificação da terra pelo fogo. E que isso significava, portanto, a volta de Jesus ao mundo, de maneira pessoal e visível, no dia 22 de outubro de 1844.

Miller começou a pregar publicamente a partir de 1831, e o fazia de maneira convicta e tão persuasiva. Aonde quer que fosse surgia um reavivamento espiritual. Porém, sua intenção nunca foi fundar uma nova igreja, mas advertir o mundo acerca da breve vinda de Cristo para que todos pudessem ser salvos.

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Parlamento Europeu aprova resolução que coloca nazismo e comunismo em pé de igualdade

nazicomunismoNo último dia 19 de setembro, a União Europeia colocou comunismo e nazismo em pé de igualdade, depois de aprovar no Parlamento Europeu uma resolução condenando ambos os regimes por terem cometido “genocídios e deportações, e foram a causa da perda de vidas humanas e liberdade em uma escala até agora nunca vista na história da humanidade”. A resolução Importance of European remembrance for the future of Europe contou com 535 votos a favor, 66 contra e 52 abstenções, noticiou o jornal espanhol ABC nesta terça-feira. Apesar do significado histórico, essa resolução passou despercebida pela maioria, ainda que este seja tema de debate recorrente entre os historiadores desde a queda da União Soviética há três décadas.

De acordo com o ABC, o jornalista polaco Ryszard Kapuscinski chegou a essa conclusão em 1995: “Se pudermos estabelecer a comparação, o poder destrutivo de Stalin era muito maior. A destruição levada a cabo por Hitler não durou mais de seis anos, enquanto o terror de Stalin começou na década de 1920 e prolongou-se até 1953.”

O debate alcançou seu auge em 1997, com a publicação do Livro Negro do Comunismo, que foi escrito por um grupo de historiadores sob a direção do investigador francês Stéphane Courtois, que se esforçaram por fazer um balanço preciso e documentado das verdadeiras perdas humanas do comunismo. Os resultados foram esmagadores: cem milhões de mortos, muito mais do que o valor atribuído por esses mesmos historiadores ao regime de Hitler, cujo genocídio estima-se que tenha deixado 6 milhões de vítimas.

Apesar de tudo, esses números não são uma novidade. Outros investigadores, como Zbigniew Brzezinski, Robert Conquest, Aleksandr Solzhenitsyn e Rudolph Rummel, já se tinham interessado anteriormente pelo Gulag, a fome causada por Stalin na Ucrânia e as deportações em massa dos dissidentes do regime soviético.

Uma das diferenças entre os dois regimes é que o Gulag soviético foi usado para punir e eliminar dissidentes políticos, com o objetivo de transformar as estruturas socioeconômicas do país e promover a coletivização e a industrialização. Os nazis, por seu lado, usavam os campos de concentração principalmente para extermínio de vários grupos étnicos, políticos e sociais. O regime nazi foi culpado do genocídio de judeus, ciganos, homossexuais e comunistas.

hitler stalin

A resolução aprovada pelo Parlamento Europeu é bastante incisiva, nela se apelando “a uma cultura comum da memória que rejeite os crimes dos regimes fascista e estalinista e de outros regimes totalitários e autoritários do passado como forma de promover a resiliência contra as ameaças modernas à democracia, em particular entre a geração mais jovem”. Também se manifesta “profundamente preocupado com os esforços envidados pela atual liderança russa para distorcer os fatos históricos e para ‘branquear’ os crimes cometidos pelo regime totalitário soviético, e considera que esses esforços constituem um elemento perigoso da guerra de informação brandida contra a Europa democrática com o objetivo de dividir a Europa”.

(Observador)

Professor transforma Bíblia em referência para aula de História

professorEra mais um dia comum quando a mãe de um recuperando do sistema prisional ligou para o professor Di Gianne de Oliveira Nunes aos prantos. Do outro lado da linha, ela contou que havia visto o filho no noticiário, não por ter cometido um crime, como no passado. Daquela vez, o rapaz apareceu no jornal porque estava com livros de História nas mãos. Assim como esse jovem, outros alunos que cumpriam pena fizeram parte do projeto “Regime Fechado, Visão Aberta”, que deu a Di Gianne o Prêmio Educador Nota 10 em 2017. “Não tem um dia que não me lembro desse episódio”, diz o educador.

Há sete anos Di Gianne dá aulas de História na EE Monsenhor Alfredo Dohr, cuja extensão são salas de aula dentro do presídio, mas foi em 2017 que ele teve a ideia de realizar o projeto com sua turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Tudo começou quando percebi que havia mais Bíblias do que livros de História e um aluno me perguntou se a Bíblia podia ser usada como fonte histórica”, lembra.

A partir de então os debates sobre o tema passaram a ser constantes. “Fui mostrando a eles que era necessário separar o religioso da narrativa histórica. Fomos debatendo e criando um caminho com um início, meio e fim, até culminar na nossa apresentação final”, conta. A turma, formada por homens de 18 a 70 anos, estudou sociedades como as dos egípcios, assírios e romanos, retratadas na Bíblia. Com materiais fornecidos pelo professor, os alunos também pesquisaram e compreenderam aspectos de conflitos atuais entre israelenses e palestinos ou do fundamentalismo islâmico.

Com as sequências de aulas, o professor foi percebendo o interesse da turma por História e mudanças na forma de ver o mundo. Di Gianne cita como exemplo o fato de que, na época, boa parte dos alunos não conhecia arqueologia. A partir do projeto, eles ampliaram a visão para outras vertentes do conhecimento e até os familiares começaram a perceber as mudanças durante as visitas. “Eles contavam que falavam sobre o projeto com seus parentes, que tinham mais assunto. Eu fui notando que aquilo tudo era uma semente do conhecimento e até a autoestima deles melhorou. Quando ganhamos o prêmio foi uma coisa de louco”, brinca.

Como posso desenvolver esse projeto na minha escola? “Esse projeto é totalmente replicável em outras escolas, eu mesmo já levei para outras cidades e até mesmo salas de aula em outros presídios”, conta Di Gianne.

O professor explica que o aluno acha interessante e nota quando há algo diferente. “Queira ou não, até o aluno não religioso enxerga a Bíblia como um livro admirável pelo tempo que foi escrito e sua propagação até hoje. Eu lembro que dentro de sala de aula, na escola regular, já era possível fazer algumas ligações entre a narrativa histórica e passagens da Bíblia, e o aluno gostava de saber disso e sentia uma proximidade com a matéria.”

Além disso, é possível associar esses conteúdos a outras disciplinas. “Quando estava desenvolvendo o projeto com a turma de EJA, a professora de Ciências da nossa escola, que abordava questões de saúde, aproveitou passagens bíblicas para falar de algumas doenças”, diz. […]

A coragem de fazer algo inovador foi um grande combustível para a autoestima do detento, de acordo com o professor. “Eles mostraram que podem mais. Esses alunos saíram do presídio muito melhores do que entraram. Eles passaram até a conhecer os museus, como o Britânico, onde diversas peças dos persas e egípcios que são citados na Bíblia ali estão em exposição. Até a relação entre eles melhorou”, explica.

Di Gianne de Oliveira Nunes é formado em Direito e História. Notou que seria mais feliz lecionando e acertou. Há 14 anos está à frente de uma sala. Já deu aulas na Zona Rural, Educação Especial, cursinho e hoje atua na escola pública, privada e EJA no sistema prisional.

(Nova Escola)

Os gigantes nefilins e as pirâmides do Egito

piramideNos anos 1980, quando eu [Michelson] ainda era um adolescente ávido por conhecimento e desprovido dos antivírus mentais que só uma teologia bíblica sólida pode oferecer, li de tudo um pouco: de ficção científica, passando por histórias em quadrinhos de super-heróis a livros sensacionalistas e pseudocientíficos, como o famoso Eram os Deuses Astronautas, de Erich Von Däniken. Recheado de argumentos fantásticos sem fundamento, o livro apresenta a “revelação” de que as pirâmides do Egito e outras construções grandiosas teriam sido edificadas por extraterrestres, afinal, de acordo com a mentalidade evolucionista, os seres humanos do passado eram menos capazes que os de hoje. Däniken vendeu muitos livros e encheu os bolsos disseminando esse tipo de desinformação.

O tempo passou e o universo das fake news, das meias-verdades e das teorias da conspiração foi expandido de maneira alarmante. Das páginas dos livros às telas de computador e de celulares, os conteúdos que antes eram restritos às rodas mais intelectuais ou nerds agora estão disponíveis a todos – letrados e iletrados, dotados de visão crítica e céticos, ou mesmo inocentes crédulos e fideístas. E tem gente vivendo dessa curiosidade desmedida do público por conteúdos fantásticos; basta ver os canais recordistas de acessos no YouTube para perceber que tipo de conteúdo mais rende visualizações.

São especialistas em generalidades que pregam coisas do tipo: vacinas estão matando mais do que salvando. A Terra é plana e coberta por um domo sólido. A Nasa na verdade é um grande estúdio cinematográfico cheio de profissionais de Photoshop. Anjos caídos tiveram relações sexuais com mulheres, dando origem aos gigantes nefilins. Ah, e para esses Däniken tinha certa razão, porque afirmam que foram esses anjos caídos extraterrestres que construíram as pirâmides.

Como já falei bastante aqui no blog e em meu canal sobre terraplanismo e até sobre os que pregam a não vacinação, desta vez vou falar sobre os nefilins.

Gênesis 6:4 diz: “Naqueles dias havia nefilins na terra, e também posteriormente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos.”

Conforme explicou o criador do ministério 11 de Gênesis, Alexandre Kretzschmar, “algumas traduções trazem o termo nefilins como ‘gigantes’. Por enquanto, não há evidência fóssil desses gigantes. Não há descoberta ou qualquer achado que possamos ligar a esse texto. Existe muita especulação que até rendeu uma série no History Channel com o nome ‘Em Busca de Gigantes’. Essa especulação inspira nossa imaginação, mas não podemos dizer que esses fósseis existem nem que foram encontrados. Antes do dilúvio, a Terra era bem diferente. Pelo registro fóssil, vemos que existiu uma megafauna e uma megaflora. Sabemos que as condições climáticas, relevo, alimentação e outros fatores eram totalmente diferentes. Levando em consideração todas as informações de que dispomos do período antediluviano, sabemos que os seres humanos eram diferentes. Viviam mais e, com certeza, eram maiores. Porém, não temos em mãos esse registro fóssil humano”.

A palavra hebraica nefilim significa “desertores”, “caídos”, “derrubados”, porém, esse termo é uma variação da forma causativa do verbo nafál ou nefal (cair, queda, derrubar, cortar). Ou seja, refere-se à ideia de dividido, falho, queda, perdido, mentiroso, desertor. Literalmente, os que fazem os outros cair ou mentir.

A Nova Tradução na Linguagem de Hoje traz assim Gênesis 6:4: “Havia gigantes na terra naquele tempo e também depois, quando os filhos de Deus tiveram relações com as filhas dos homens e estas lhes deram filhos. Esses gigantes foram os heróis dos tempos antigos, homens famosos.” “Observe que os gigantes existiam antes e ‘também depois’ que os ‘filhos de Deus’ tiveram relações com as ‘filhas dos homens’”, destaca o teólogo Matheus Cardoso. “Então, não foi a relação entre os dois grupos que produziu os gigantes. Gênesis 6:4 simplesmente descreve como eram as pessoas daquele tempo: no original em hebraico diz nefilim, que significa pessoas fortes, altas, realmente ‘heróis’.”

Vamos ler mais alguns versos de Gênesis 6: “Quando os homens começaram a se multiplicar na terra e lhes nasceram filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram bonitas e escolheram para si aquelas que lhes agradaram. Então disse o Senhor: ‘Por causa da perversidade do homem, Meu Espírito não contenderá com ele para sempre; e ele só viverá cento e vinte anos.’ Naqueles dias havia nefilins na terra, e também posteriormente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos. O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal” (6:1-5).

Segundo Kretzschmar, “alguns erradamente alegam que os ‘filhos de Deus’ eram anjos caídos (demônios), os quais teriam se relacionado com fêmeas humanas e/ou habitado os corpos de machos humanos para então se relacionar com as fêmeas humanas. Essa união teria dado origem a filhos, os nefilins, os quais eram ‘os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama’” (Gênesis 6:4).

Os “filhos de Deus” não poderiam ser anjos, porque anjos são seres espirituais (Hebreus 1:14) e não têm relações sexuais (Mateus 22:30; Marcos 12:25; Lucas 20:34-36). Se estudarmos o contexto (os capítulos próximos) de Gênesis 6, veremos que os “filhos de Deus” eram os descendentes de Sete, fiéis a Deus (Gênesis 5), e as “filhas dos homens” eram descendentes de Caim, rebeldes contra Deus (Gênesis 4:1-24). Depois que houve essa união entre os dois grupos, que foi reprovada por Deus, apenas Noé e sua família permaneceram leais a Deus (Gênesis 6:8-10).

“Se os homens antediluvianos eram maiores, esses nefilins possivelmente fossem maiores ainda, aguçando mais nossa imaginação”, diz Kretzschmar. “De acordo com as lendas hebraicas (o livro de Enoque e outros livros não bíblicos), eles eram uma raça de gigantes e ‘super-heróis’ que fizeram atos de maldade.”

Tudo o que a Bíblia diz diretamente sobre eles é que eram “os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama” (Gênesis 6:4). Os nefilins não eram alienígenas, mas, sim, seres físicos e reais, produzidos pela união entre os filhos de Deus e as filhas dos homens (Gênesis 6:1-4). “Devemos ter cuidado em não utilizar textos duvidosos, não canônicos para sustentar nossas explicações. Também devemos ter cuidado em não criar problemas teológicos com o restante das Escrituras em nossas interpretações”, adverte Krestzchmar.

Existiram mais gigantes depois do dilúvio, como vemos em Gênesis 6:4, que diz: “Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois…” No entanto, é provável que tenha sido em uma escala muito menor do que antes do dilúvio. Quando os israelitas espionaram a terra de Canaã, eles disseram a Moisés: “Também vimos ali gigantes, filhos de Enaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos.” No entanto, essa passagem não diz especificamente que eram os nefilins de quem estavam falando, apenas que os espiões achavam que tinham visto nefilins. É mais provável que os espiões tenham testemunhado pessoas muito altas em Canaã e, por engano, acharam que eles fossem nefilins (Josué 11:21, 22; Deuteronômio 3:11; 1 Samuel 17).

Creio que chegamos ao tempo previsto pelo apóstolo Paulo: “Virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Timóteo 4:3, 4).

Nunca é demais lembrar: faça como os bereanos elogiados por Paulo e não acredite em qualquer um, seja ele escritor ou youtuber.

O criacionismo e o novo espetáculo paralelo de Satanás

fumaçapor Michelson Borges

Em meados do século 19, Deus despertou pessoas em várias religiões com uma mensagem de advertência ao mundo: Jesus estava voltando e Seu juízo era iminente. Homens e mulheres sinceros e dedicados a Deus se puseram a estudar a Bíblia. Nos Estados Unidos, o ex-deísta e pregador batista William Miller foi figura de destaque. No Chile, o padre jesuíta Manuel Lacunza escreveu um livro sobre a volta de Jesus. Na Europa também houve os que tiveram a atenção voltada para as profecias apocalípticas. O mundo (especialmente a América) experimentou um verdadeiro reavivamento espiritual. Multidões aguardavam com expectativa a segunda vinda de Cristo (de acordo com a revista Reader’s Digest, cerca de um milhão de pessoas, só nos Estados Unidos, que na época tinham uma população na casa dos 17 milhões). O estudo das profecias de Daniel levou os mileritas (como ficaram conhecidos os seguidores de Miller) a concluir corretamente que algo especial ocorreria em 22 de outubro de 1844. Eles acertaram a data, mas erraram o evento. E disso decorreu grande decepção – o evento que passou para a história como o Grande Desapontamento de 1844.

Jesus não voltou, como os mileritas esperavam, mas dessa decepção Deus fez surgir um grupo de cristãos que, em lugar de abandonar a fé ou voltar às suas antigas denominações religiosas, tomou a decisão de se voltar para a Bíblia em busca de mais esclarecimento. Oraram fervorosamente pedindo ajuda ao Espírito Santo, e o Senhor não os desapontou. Aos poucos esse grupo de crentes foi descobrindo verdades preciosas, como a de que em 22 de outubro de 1844 Jesus iniciou o juízo investigativo no santuário celestial, conceito desconhecido dos cristãos até então. Redescobriram também a verdade do descanso sabático e de que o sábado do quarto mandamento da eterna lei de Deus é o memorial da criação. Encheram-se de esperança ao constatar que Jesus vai voltar, sim, embora não saibamos quando, e que nessa ocasião Ele ressuscitará os santos que “dormem” inconscientemente no pó da terra. Esse grupo de adventistas, que mais tarde seria organizado com o nome de Igreja Adventista do Sétimo Dia, percebeu que é importante realizar e promover a reforma de saúde, a fim de que corpo e mente estejam nas melhores condições possíveis para servir ao próximo; perceberam que no grande conflito entre o bem e o mal é vital ter uma mente clara para compreender as Escrituras e se conectar com o Céu (saiba mais sobre essa história aqui).

No texto de Apocalipse 14:6 e 7, esses cristãos viram uma verdadeira diretriz de trabalho: “Vi outro anjo, que voava pelo céu e tinha na mão o evangelho eterno para proclamar aos que habitam na terra, a toda nação, tribo, língua e povo.
Ele disse em alta voz: ‘Temam a Deus e glorifiquem-nO, pois chegou a hora do Seu juízo. Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas.’”

Compreenderam que esse anjo representa um povo que deve proclamar ao mundo o evangelho imutável (eterno), que traz, além da mensagem de graça e salvação, o aviso do juízo e o convite à adoração do Deus verdadeiro, aquele que criou o Universo. Não um Deus qualquer, mas aquele que na Bíblia é identificado como o Criador. Para não deixar dúvidas quanto à identidade desse Deus que deve ser respeitado e adorado, o apóstolo João utilizou praticamente a mesma fraseologia do mandamento do sábado: “…porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e ao sétimo dia descansou” (Êxodo 20:11).

Conforme destacam autores acadêmicos e estudiosos do assunto, com o adventismo (em especial com os escritos da pioneira adventista Ellen White e do escritor e pesquisador George McCready Price) renasceu também o criacionismo, ou seja, a defesa com base na Bíblia e na ciência de que Deus criou o Universo e a vida; que Ele preparou em seis dias literais consecutivos de 24 horas a Terra para ser habitada por seres vivos inteligentemente desenhados. Essa mensagem, essa redescoberta foi tão poderosa, que criou uma verdadeira trincheira contra os avanços do darwinismo e do neoateísmo iluminista pós-Revolução Francesa. É claro que o diabo não gostou nada disso.

Podemos chamar de “espetáculo paralelo” os esforços empreendidos pelo inimigo do Criador no sentido de ofuscar o despertamento criacionista do século 19. Satanás é especialista em levantar “cortinas de fumaça”, e foi exatamente o que ele fez. Num raio de cerca de dez quilômetros a partir da fazenda de Hiram Edson (o pioneiro adventista que primeiro compreendeu a verdade relacionada com o santuário celestial e o início do juízo investigativo), em Clifton Springs, estado de Nova York, surgiram também o espiritismo moderno (em 1848, na casa da família Fox, em Hydesville), o mormonismo (em 1827, com o encontro de Joseph Smith com o espírito chamado Moroni, em Palmyra) e a comunidade religiosa vegetariana, perfeccionista e polígama de Oneida (em 1848, liderada por John Humphrey Noyes, que pregava o “casamento complexo” ou “matrimônio grupal”, em que todo mundo estava disponível para todo mundo). Depois de algum tempo, autoridades locais decretaram o fim da comunidade de Oneida e Noyes fugiu para o Canadá. Em 1844, o também polígamo Joseph Smith foi assassinado enquanto tentava fugir da Cadeia de Carthage.

Com tantos pregadores e movimentos exóticos, seria fácil considerar os adventistas e sua profetisa também falsos e fanáticos. E o “espetáculo paralelo” não se limitou àquela região dos Estados Unidos. No mesmo ano em que nasceu o espiritismo moderno e foi fundada a comunidade Oneida, veio à luz o Manifesto Comunista de Friedrich Engels e Karl Marx (os dois se encontraram pessoalmente em 1844). Em 1859, foi publicado o livro A Origem das Espécies, cujo rascunho começou a ser escrito exatamente em 1844. Resumindo: uma avalanche de maus testemunhos, distorções doutrinárias e ideologias concorrentes.

O tempo passou, cada lado desse conflito prosseguiu com seus planos e projetos (frequentemente os filhos das trevas sendo mais prudentes e espertos que os filhos da luz [Lucas 16:8]), e eis que, no século 21, todas aquelas “cortinas de fumaça” ressurgiram com força, mais variadas, e se tornaram uma fumaceira gigantesca graças aos modernos meios de comunicação. Quer exemplos?

  1. Ideologia de gênero e poliamor. De acordo com a visão criacionista bíblica, Deus criou um homem e uma mulher para viverem uma relação de compromisso heteromonogâmica. Na comunidade Oneida ninguém era de ninguém, e a ideologia marxista tem o mesmo pensamento em suas bases. Atualmente, pregar a heteronormatividade e a santidade do casamento bíblico é um convite ao escárnio, a receber a alcunha nada elogiosa de “fundamentalista”. Mas aqueles que creem na literalidade do primeiro capítulo da Bíblia não podem interpretar o casamento de outra forma.
  1. Espiritualismo e ufologismo. Graças à poderosa indústria cultural (especialmente a de Hollywood), ideias como reencarnação, contato com os mortos, com espíritos e com extraterrestres são cada vez mais populares e aceitas. Na base dessas coisas está o pensamento de que o ser humano é imortal, pode evoluir ou será ajudado por seres mais evoluídos de “outros planos”. Deus é desnecessário – do jeito que o diabo gosta.
  1. Darwinismo e socialismo. Embora pareça aos menos atentos que essas ideologias nada têm que ver uma com a outra, elas são como unha e carne. O próprio Marx escreveu que o darwinismo representa “o fundamento natural” da sua teoria. Amplamente divulgados nos meios acadêmicos e pela mídia, o darwinismo e o socialismo criaram um ambiente cultural favorável à relativização das verdades bíblicas (e até da rejeição delas) e ajudaram a colocar Deus de lado, afinal, a humanidade está destinada à evolução – biológica e social.
  1. Veganismo e vegetarianismo. O adventismo ajudou a resgatar o conceito de “reforma de saúde”. A relação do ser humano com Deus é o foco, e a inspiração para uma vida tão ideal quanto possível sempre vem do primeiro capítulo da Bíblia, que nos ensina também sobre a boa relação de uns com os outros, com os animais e com o planeta. O guardador do sábado é convidado semanalmente a se lembrar dessas coisas. O veganismo tem traços de darwinismo e prioriza o bem-estar dos animais e a preservação da “mãe Terra”. Enquanto alguns veganos consomem cafeína e álcool, por exemplo, deixam de usar artigos de couro e mel, pois vêm de fontes animais. Campanhas veganas se valem de nudismo e de discursos de ódio contra os carnívoros, atraindo desprezo e aversão. O vegetarianismo pregado pelos adventistas tem outros fundamentos e propósitos.
  1. Perfeccionismo. O âmago da terceira mensagem angélica é a doutrina da justificação pela fé, ou seja, dependência total de Deus, especialmente no que diz respeito à salvação. O perfeccionismo religioso vai na direção oposta e ensina que o ser humano pode ser perfeito e imaculado com base em seus esforços por cumprir a lei de Deus (publicamente eles dirão que não é assim, mas na prática as coisas são diferentes). O espírito perfeccionista de Oneida ressurge e alguns hoje se sentem tão inadequados para viver entre os “mundanos” que decidem se afastar de todos, mantendo uma vida ascética e, no fundo, considerando-se espiritualmente superiores. No tempo dos pioneiros adventistas, o movimento da “Carne Santa” representa bem esse tipo de insanidade.
  1. Pseudociências. O criacionismo é a união coerente entre a boa teologia bíblica e a boa ciência. Estudando os dois livros de Deus – a Bíblia e a natureza –, os criacionistas podem restaurar o verdadeiro conhecimento a respeito do Criador e de Suas obras. Ciente do poder desse modelo conceitual, o inimigo vem alcançando sucesso em pleno século 21 com a disseminação de conceitos pseudocientíficos como a ideia da Terra plana e as campanhas contra a vacinação, para mencionar apenas dois exemplos, geralmente relacionados (porque conspiracionistas adoram conspirações). Relacionando o terraplanismo e a antivacinação com o criacionismo bíblico, os defensores dessas ideias atraem o escárnio, mais ou menos como faziam Smith, Noyes e outros.

Percebeu por que precisamos, mais do que nunca, clamar pelo poder do Espírito Santo e, como os pioneiros, enfrentar o erro com a força da verdade? Precisamos estudar atenta e profundamente a verdadeira ciência e a Bíblia Sagrada, a fim de dar ao mundo a mensagem correta, que instrui, desperta e salva.

O diabo é o pai da mentira. Vamos derrotá-lo com a verdade, ao lado do Senhor da verdade!

(Michelson Borges é pastor, jornalista, escritor, especialista em Teologia e pós-graduando em Biologia Molecular)

Isaac Newton era ocultista?

isaac_newtonJá escutou que Isaac Newton, que para muitos foi o maior cientista de todos os tempos, não era cristão, mas um praticante do ocultismo e da alquimia? Há bons esclarecimentos no vídeo abaixo, feito por Gabriela P. Bailas, uma física brasileira que cursou seu doutorado em Física na França e faz pós-doutorado na High Energy Accelerator Research Organization, uma espécie de CERN do Japão. Ela não declara ser ou não religiosa, mas é mais equilibrada que muitos ditos religiosos, inclusive não vendo problema nos estudos que Newton fez da Bíblia. Chega mesmo a comentar a visão dele de buscar unir ciência e religião como não sendo algo anticientífico, mas uma motivação pela curiosidade, pelo rigor e pela busca por desenvolver tudo que fez em direção à verdade. Ela também comenta a acusação de que Newton teria feito parte da sociedade secreta chamada Rosa-Cruz.

Bom vídeo para desmistificar os ataques de terraplanistas contra Newton. Para negar a teoria da gravidade (que destrói totalmente o terraplanismo), eles acabam atacando a vida pessoal de Newton (argumento ad hominem para tirar a credibilidade da mensagem de alguém), dizendo que ele recebeu essa teoria de anjos caídos para esconder do mundo que a Terra é plana [!], algo que para os terraplanistas é, em geral, o único jeito de tornar o ser humano um ser especial aos olhos de Deus. Esqueceram o que significa a cruz e quão suficiente ela é para nos mostrar que somos especiais para Deus. 

terraplanismo é um “bom” exemplo do que acontece quando falsa religião e falsa ciência se unem: negação de diversas realidades básicas.

Josué Cardoso

Leia mais sobre Isaac Newton aqui.

Terra plana: resposta ao Afonso Vasconcelos

afonsoRecentemente, publiquei em meu canal no YouTube um vídeo com o título “Desafio aos terraplanistas”, no qual ofereço uma resposta a um engenheiro que me escreveu em privado questionando o formato redondo (globo) da Terra. Em respeito a esse terraplanista, pedi que meu amigo astrofísico e engenheiro de software Eduardo Lütz escrevesse alguma coisa, e ele se empolgou: redigiu um documento de 118 páginas, disponível aqui. O único terraplanista de destaque que afirma ter lido o artigo do Lütz foi o geofísico Afonso Vasconcelos, cujo canal é citado por onze de cada dez terraplanistas brasileiros. Agradeço-o por ter dedicado tempo para analisar um material que foi preparado com dedicação e de maneira respeitosa. Que outros defensores da Terra plana sigam esse exemplo do Afonso.

Não conheço pessoalmente o geofísico youtuber, mas o respeito como ser humano e só resolvi responder ao vídeo dele porque, em lugar de começar analisando os argumentos técnicos do Lütz, ele tenta descredibilizar tanto a mim quanto ao meu amigo físico, num típico exemplo de argumentação ad hominem, em que se ataca a pessoa, deixando suas ideias em segundo plano. Há vários vídeos sobre Terra plana em meu canal (confira), e em nenhum deles me dirijo a pessoas, tratando unicamente de ideias. Esta será a única vez que abro uma exceção.

Farei a seguir uma breve análise do vídeo de 31 minutos em que ele comenta a introdução do texto do Lütz:

  1. Logo aos 10 segundos de vídeo, ele projeta na tela os dizeres “físico ‘criacionista’ que defende o modelo da bola molhada giratória”. Por que colocar a palavra “criacionista” entre aspas?Aos 7’10”, ele afirma que Lütz “se diz criacionista”, e em seguida sugere que ele seria “criacionista nutella”. Desde os anos 1990, Eduardo Lütz tem defendido o criacionismo bíblico como poucos têm feito. Ele apresentou inúmeras palestras, escreveu vários artigos sobre criacionismo e temas correlatos. Eu sou testemunha pessoal da grande sabedoria e da humildade desse cientista servo de Deus. Não é justo chamá-lo de criacionista entre aspas, quando os que o conhecem sabem que ele é um criacionista com C maiúsculo, que decidiu dedicar a vida a essa causa muitos anos antes de existirem youtubers.
  1. Ao 1’14”, Afonso diz que eu “odeio” a Terra plana. Na verdade, tenho aversão (essa é a melhor palavra) a qualquer tipo de pseudociência, como astrologia, parapsicologia, certas “medicinas alternativas”, e o terraplanismo entra nesse pacote. Assim como tenho aversão por heresias e dogmas antibíblicos que posam de bíblicos. Por quê? Pelo potencial que essas coisas têm de cegar as pessoas e as afastar da verdadeira ciência e da verdadeira teologia. Além disso, atraem o escárnio e o desprezo à Bíblia, que nada tem que ver com essas ideias esdrúxulas. Prova disso é que o YouTube já está restringindo vídeos de desinformação e considerados conspiratórios, como os que tratam da Terra plana (confira). Podemos imaginar que essa restrição acabará sendo estendida aos vídeos criacionistas, por falsa associação. Parabéns, terraplanistas!
  1. Ao 1’29”, Afonso mostra o meu vídeo com o desafio aos terraplanistas, que estava com “apenas” 7,1 mil visualizações. De fato, esse vídeo não está entre os mais visualizados do meu canal, talvez porque as pessoas que me seguem estejam preocupadas com coisas mais importantes. Afonso parece tentar medir a relevância do meu conteúdo pelos views, já que em seguida diz que meus vídeos sobre terraplanismo “não traz[em] conhecimento”, embora depois elogie o vídeo de outra pessoa, com exatamente a mesma quantidade de visualizações…
  1. Aos 4’36”, Afonso começa a falar sobre o currículo do Eduardo Lütz, que há muitos anos trabalha como engenheiro de software e faz tempo que não leciona, não tendo, portanto, o Currículo Lattes. Incensado pelos terraplanistas, o filósofo Olavo de Carvalho também não tem Currículo Lattes. Só pra lembrar…
  1. Aos 5’55”, Afonso reclama que eu não apresentei o e-mail original que deu origem ao texto do Lütz, sugerindo que teríamos inventado a mensagem. Não revelei o nome do engenheiro pelo mesmo motivo que até hoje me levou a nunca divulgar nomes de pessoas que me procuram em privado. Não seria ético revelar a identidade do indivíduo. Em lugar de se ater aos argumentos da resposta do Lütz, Afonso continua se esforçando para lançar dúvidas sobre nosso conhecimento e idoneidade. Isso é lamentável. Ele induz seus seguidores a lerem o material com desconfiança e preconceito.
  1. Aos 7’48”, Afonso considera “top” o autor do e-mail pelo fato de ser engenheiro, mas não pergunta pelo Lattes dele nem sugere que ele seja “nutella” ou coisa parecida. Basta ser terraplanista para o indivíduo já ser respeitado pelo geofísico, independentemente do currículo.
  1. Aos 7’55”, o youtuber terraplanista levanta a primeira cortina de fumaça, detendo-se em um detalhe insignificante: o fato de Lütz ter dito que o engenheiro se converteu ao terraplanismo. E pergunta: “Vocês se converteram ao criacionismo?” De minha parte, respondo sem hesitar: sim, convenci-me e converti-me. Fui evolucionista até minha juventude, até que conheci um modelo das origens muito melhor e mais coerente, que integra a boa ciência e a boa teologia. Abracei o criacionismo no começo dos anos 1990 e desde então tenho feito o que posso para divulgar esse modelo conceitual. Mas Afonso gasta tempo considerável para tentar mostrar que o terraplanismo não é filosofia nem religião, comparando-o a áreas de pesquisa como o desenvolvimento de cristais e a nanotecnologia, para desespero dos que lidam com essas coisas reais. Afonso nos chama de “monstruosamente ignorantes” e mal-intencionados pelo fato de Lütz ter usado a palavra “conversão”, e nos compara a “tartarugas”.
  1. Aos 12’34”, a segunda cortina de fumaça é levantada e vai ocupar o restante do vídeo: Afonso induz seus seguidores a pensar que Lütz afirmou no texto que as escolas só ensinam verdades, quando o que ele disse, em resposta ao engenheiro, foi, obviamente, que ensinam a verdade de que a Terra é um globo. Afirmar algo diferente disso é pior do que nos chamar de tartarugas sem Currículo Lattes.
  1. Aos 13’05”, Afonso vem com a pergunta “O que é a verdade?”, e me desafia a gravar um vídeo explicando o que para mim é a verdade. Ele diz que, para ele, a verdade é a Bíblia (mais especificamente a Torá). E eu respondo que, para mim, obviamente, também é a Bíblia (João 17:17), e, mais específica e especialmente, Aquele de quem as Escrituras dão testemunho e que de Si mesmo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Se pesquisasse em meu canal, o geofísico descobriria que gravei 26 vídeos de uma série intitulada “O Resgate da Verdade” (confira), na qual exalto a Bíblia Sagrada e suas doutrinas. Depois de me desafiar a fazer o que já fiz, Afonso começa a tergiversar, dizendo que a escola não ensina a Bíblia e, portanto, não ensina a verdade. Que nas escolas se ensina a ideologia de gênero e os alunos são estimulados a ouvir funk. Isso não tem absolutamente nada a ver com o que o Lütz escreveu, já que o assunto do documento “Ajuda a um terraplanista” é o terraplanismo. No entanto, esse passa a ser o tema do vídeo do Afonso até 30’35”. Ou seja, em um vídeo de 31’06”, ele gasta 17’03” para falar de algo que foge totalmente da discussão, desperdiçando quase 55% do tempo do vídeo – e do nosso tempo. Isso se caracteriza como a conhecida “falácia do espantalho”, “argumento em que a pessoa ignora a posição do adversário no debate e a substitui por uma versão distorcida, que representa de forma errada essa posição. A falácia se produz por distorção proposital, com o objetivo de tornar o argumento mais facilmente refutável, ou por distorção acidental, quando o debatedor que a produz não entendeu o argumento que pretende refutar. Nessa falácia, a refutação é feita contra um argumento criado por quem está atacando o argumento original; não é uma refutação do próprio argumento original. Para alguém que não esteja familiarizado com o argumento original [a maioria dos seguidores do Afonso, que certamente não leu o texto do Lütz], a refutação pode parecer válida, como refutação daquele argumento” (fonte).
  1. Aos 17’36”, Afonso mostra rapazes vestidos de saia e meninas usando gravatas em uma escola do México, para então sugerir que os responsáveis por isso são a “bola molhada giratória”, o “darwinismo” e “cia”. O que a Terra redonda (globo) tem que ver com essas questões morais? Por que tentar relacionar uma coisa com a outra? Eu jamais iria sugerir que terraplanistas são imorais por adotarem essa ideia pseudocientífica.
  1. Aos 20’46”, ele sugere que sinônimo de verdade para o Lütz e para mim seria a NASA, e para ele, a Bíblia; e dá uma risada de deboche. Depois pergunta se eu faço vídeos contra o darwinismo “só por causa dos cliques”. Creio que nem vale a pena responder esse tipo de escárnio. Melhor manter mais alto o nível da discussão.
  1. Quando cheguei aos 22’40”, uma curiosidade me veio à mente: Será que Afonso guarda o sábado do quarto mandamento da Torá? Sim, porque ele afirma que toda a Bíblia serve para validar a Torá e que o Messias também veio validar a Torá. Terraplanistas costumam ser tão literalistas (até demais) com respeito às Escrituras, mas nunca os vejo defendendo o memorial da criação, o santo sábado. Bem, foi apenas curiosidade…
  1. Aos 27’28”, Afonso faz outra “pergunta espantalho” que nada tem que ver com o texto do Eduardo Lütz: “Qual o seu objetivo, quando você manda seu filho para a escola?” Então ele cita algumas ideologias típicas da educação comum, como darwinismo, comunismo e feminismo, e diz que o objetivo dele para os próprios filhos é que eles se desenvolvam como pessoas inteligentes, aprendam um ofício para ganhar o sustento e tenham uma família. Já que ele me perguntou, eu respondo: a educação que eu escolhi para meus filhos, embora não seja perfeita, tem exatamente essas qualidades que ele destaca, e se chama educação adventista.

Espero que nos próximos vídeos prometidos o Dr. Afonso se atenha estritamente às ideias e aos dados apresentados no texto do Lütz, e abandone os argumentos ad hominem e a falácia do espantalho. Creio que nós e os seguidores dele merecemos isso.

Falando em seguidores, resolvi ler alguns dos inúmeros comentários ao vídeo do Afonso, mas não avancei muito ali, pois estavam me fazendo mal. São muitas palavras desrespeitosas, arrogantes e maldosas. Pessoas que não me conhecem julgando meu caráter pelo fato de eu defender a esfericidade da Terra. Isso é cristianismo? É esse tipo de ética e respeito que o terraplanismo ensina? É por esse e outros motivos que não deixo habilitada em meu canal a função comentários – preciso manter minha saúde emocional, tenho meu trabalho (o canal e as demais redes sociais são uma atividade voluntária) e, principalmente, tenho que me dedicar à minha esposa e aos meus filhos.

Já que Afonso valoriza tanto currículos, vou publicar aqui a análise do meu amigo doutor em Física e especialista no estudo do movimento de corpos celestes do Instituto de Tecnologia de Israel, Josué Cardoso dos Santos. Segundo o Dr. Josué, Afonso usa “uma tática velha de retórica, em que você tenta desqualificar o oponente ao (1) procurar limitações na formação (como se ele fosse menos capaz que Afonso por não possuir o doutorado que ele possui), utilizando o argumento de autoridade de forma conveniente, pois quando possuem menos formação aí são ‘ignorantes’; se possuem melhor formação, aí busca-se desqualificá-los, dizendo que a formação não é importante; ou força-se alguma conexão da pessoa com conspiração; (2) desqualificar a pessoa procurando falhas na vida dela para tentar manchar a reputação, tirando a credibilidade pública dela de maneira que as pessoas já desconfiem a priori do que ela fala e não analisem friamente os argumentos (o que dizer da reputação de tantos personagens da Bíblia, como Abraão, Moisés, Davi, Salomão e Paulo? Suas terríveis falhas passadas não os impediram de dizer grandes verdades. Não é o mensageiro que torna a mensagem verdadeira, mas o conteúdo dela em si. Deus usou até mesmo ímpios para pregar verdades quando o povo de Israel estava de coração endurecido. E o próprio diabo pode dizer verdades. Além disso, lembremos que as contribuições de famosos cientistas com conexão com misticismo, como é o caso de Pitágoras e Tesla, são usadas por todos nós, inclusive terraplanistas, até hoje. Mesmo que muito do que fizeram esteja claramente ligado ao misticismo, ninguém, nem mesmo os terraplanistas, deixa de usar ou nega a validade do teorema de Pitágoras ou dos estudos sobre eletromagnetismo de Tesla); (3) usando a já citada falácia do espantalho, distorcendo as palavras da pessoa para sentidos que não foram os originais (isso é falso testemunho, segundo a Torá), para induzir o público a ter uma opinião específica sobre a pessoa; etc.”.

“Afonso se equivoca na argumentação em diversos momentos, especialmente ignorando conceitos fundamentais e básicos de física, geometria e lógica”, continua o Dr. Josué. “Adicionalmente (e infelizmente) utiliza-se de ataques pessoais que levantam suspeita contra o caráter de outras pessoas a quem não conhece, e de forma gratuita. A verdade se sustenta por si própria e o foco deve ser concentrado nos argumentos (Deus usou uma jumenta para disciplinar Balaão em Números 22). Para além disso, esse comportamento nunca foi o que Jesus apresentou em Seu trato com as pessoas, mesmo quando elas estavam tremendamente equivocadas e até mesmo mal-intencionadas. Mesmo sabendo das intenções delas, Cristo sempre foi respeitoso, buscando discutir a informação de maneira a ajudar na salvação dos outros, mostrando a verdade ensinada na Torá de maneira prática, exemplificando como devem ser e viver os que dizem crer nele. Com essa abordagem não cristã de alguns terraplanistas, desvia-se o foco, fala-se e fala-se muito de outro assunto, e depois conclui-se (dando a falsa impressão para quem não está atento) que o assunto não abordado está correto (no caso, o terraplanismo). Falar verdades sobre algo não valida que tudo o que falamos sobre outro assunto estará correto. Essa é uma falácia lógica. Um matemático cristão não sabe mais e não fará uma cirurgia melhor do que um médico não cristão só pelo fato de ele aceitar mais os ensinamentos de Jesus Cristo que o outro. Pessoas minimamente instruídas e educadas percebem isso.”

Aliás, terraplanistas não se contentam em lançar dúvidas sobre a inteligência e o caráter de “globalistas” atuais. Eles têm feito isso também com grandes nomes da ciência, como Galileu, Copérnico e Newton. Sim, porque o modelo é mais importante do que tudo, e tem que ser defendido de qualquer ideia ou pessoa que o contrarie.

Em 2014, manuseei um manuscrito original de Isaac Newton guardado no cofre da Universidade Andrews, nos Estados Unidos (foto abaixo). E há pouco mais de um ano estive na Inglaterra pesquisando a vida e obra do cientista. Visitei a Abadia de Westminster (onde ele está sepultado); a fazenda em Woolsthorpe (a 186 km de Londres), onde Newton nasceu, cresceu e viveu alguns anos da vida adulta; e outros lugares históricos. Li biografias sobre o cientista, como o livro Newton, do famoso escritor britânico Peter Ackroyd, e O Profeta Daniel, o Cientista Isaac Newton e o Advento do Messias, do Dr. Ruy Vieira (www.scb.org.br). Mas o livro que mais me impressionou foi escrito pelo próprio Newton e publicado em 1733: As Profecias do Apocalipse e o Livro de Daniel. Newton aplicou sua mente matemática ao estudo das profecias apocalípticas, chegando a conclusões bem interessantes e alinhadas com a interpretação dos grandes nomes da Reforma Protestante e também do adventismo. Vale a pena ler esse livro a fim de perceber que o grande cientista foi também um tremendo teólogo!

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Ackroyd escreveu, na página 52 de seu livro Newton, que o cientista “estava em busca da verdade eterna. Para ele não havia contradição entre ciência e teologia. Ambas eram parte de uma mesma busca. Teologia e ciência eram, igualmente, avenidas para Deus. Eram as verdadeiras chaves para o conhecimento do Universo”. Ackroyd diz que Newton tinha trinta versões e traduções da Bíblia, e estudou hebraico para poder ler os textos bíblicos originais. Portanto, os terraplanistas que o criticam precisam ainda comer muito feijão com arroz.

Em seu livro Tempo Astronômico, Histórico e Profético (www.scb.org.br), o ex-ateu Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira, fundador e por quatro décadas presidente da Sociedade Criacionista Brasileira, uma das mentes mais brilhantes que conheço, escreveu que “a concepção de uma Terra esférica […] era algo incorporado ao conhecimento científico até o segundo século da era cristã e continuou presente até o décimo século. Como, então, veio a se tornar tão divulgado que, na época dos descobrimentos, não se sabia que a Terra era esférica, e se aceitava de maneira generalizada o conceito de uma Terra plana?” Em seu livro, o Dr. Ruy responde à pergunta que ele mesmo faz (e eu resumo a resposta neste vídeo).

Ah, e como já vimos que currículo é muito importante para o Dr. Afonso, vamos lá: um dos maiores criacionistas adventistas do Brasil, o Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira, é engenheiro mecânico e eletricista, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Dedicou-se à carreira docente, lecionando Mecânica dos Fluidos de 1954 a 1956, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Em julho de 1956, foi lecionar Física Técnica (nome italiano dado à cadeira de Mecânica dos Fluidos, Transmissão de Calor e Aplicações Tecnológicas) na Universidade de São Paulo (USP), Campus de São Carlos, onde fez a livre docência e tornou-se catedrático. Em 1970 assumiu a chefia do Departamento de Hidráulica e Saneamento naquela universidade, fundando a pós-graduação que é considerada a melhor na área no Brasil. Foi convidado, em 1972, a integrar a Comissão de Especialistas do Ensino de Engenharia do Ministério da Educação e Cultura, responsável pelas escolas de engenharia, currículos, formação de professores, reconhecimento de cursos, etc. Representou o MEC no Conselho da Agência Espacial Brasileira, participando de suas reuniões periódicas e empreendendo viagens por locais onde se desenvolvem atividades espaciais. Atuou como consultor do Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento, junto à Secretaria de Educação Tecnológica do MEC. Foi também diretor-tesoureiro da Sociedade Bíblica do Brasil, tendo vasto conhecimento das Escrituras Sagradas. Escreveu e traduziu muitos livros.

Evidentemente que currículo e formação acadêmica são coisas importantes, mas ideias e argumentos, independentemente de quem os tenha dito, devem ser analisados à luz da verdade, dos fatos e do bom senso. Por isso quero gastar mais algumas linhas para analisar outros vídeos e outras ideias do Dr. Afonso Vasconcelos, sendo bom, mais uma vez, afirmar que o respeito como ser humano e que reconheço a formação dele. Só que ideias são ideias, e penso ser bom que os seguidores desse importante terraplanista saibam o que ele afirma sobre outros temas.

No vídeo “A Lua: entre a provocação e a ilusão”, Afonso defende o geocentrismo, diz que o Sol tem apenas 50 km de diâmetro e está a 5.000 km de altura (2’42”), que a Lua pode ser um holograma e que, portanto, é impossível pousar nela (o que torna mentirosos os norte-americanos, os russos, os israelenses, os chineses e os indianos) (13’55”); depois ele sugere que a Lua seja um tipo de prato preso no domo sólido que, segundo os terraplanistas, recobre a Terra (14’56”).

De 15’55” a 16’56”, violando a língua hebraica e citando tradições indígenas, ele afirma que o “luminar menor” mencionado em Gênesis 1:14-16 seriam as estrelas e não a Lua. A tradução literal desses versos de Gênesis é: “E disse Deus: que haja luzeiros no firmamento [palavra que também pode ser traduzida como ‘expansão’] dos céus para fazer separação entre o dia e a noite, […] e fez Deus os dois luzeiros grandes; o luzeiro grande para dominar/governar o dia, e o luzeiro [no singular] menor para dominar/governar a noite e as estrelas [no plural].” Portanto, é impossível relacionar o “luzeiro menor” com as estrelas, como faz Afonso (leia também os Salmos 8:3; 104:19; 136:9).

De 17’15” a 17’26”, Afonso menciona os tais “corpos obscuros” invisíveis a olho nu e que seriam responsáveis pelos eclipses lunares, objetos estranhamente nunca detectados nem citados na Bíblia, mas necessários para explicar o que se torna inexplicável no modelo terraplanista: os eclipses. Em 18’45”, ele diz que ninguém garante que a Lua é uma esfera (esse é um bom momento para assistir a este vídeo do meu amigo Alexsander Silva).

Sobre os mágicos e misteriosos “corpos obscuros”, é bom que se saiba que qualquer objeto capaz de ocultar a luz do Sol pode ser facilmente observado ao ocultar também a luz de estrelas. De fato, tem-se um mapeamento detalhado de objetos do sistema solar, e muitos desses objetos podem ser observados dessa maneira, apesar de serem muito menores do que algo capaz de fazer uma sombra visível na Lua. Como geofísico, tenho certeza de que Afonso sabe disso.

No vídeo “Item fundamental para o fim dos tempos”, Afonso diz, aos 36 segundos, que é fundamental comer carne no fim dos tempos, e reforça isso aos 6’27”, afirmando ainda que os demônios têm mais facilidade de acessar a mente dos que não comem carne. Dá para levar a sério uma coisa dessas?! Inúmeras pesquisas científicas têm mostrado as vantagens de uma dieta vegetariana, tanto para o corpo quanto para a mente. Até o diabo sabe que a alimentação recomendada por Deus desde o Éden desobstrui os pensamentos e, portanto, favorece a comunhão com Deus (mas claro que o inimigo usa esse conhecimento para ajudar seus servos a serem mais saudáveis e inteligentes que os servos de Deus, pois há uma guerra em curso; assim, os primeiros ficam mais receptivos e perspicazes para usar o engano, como a serpente fez no Éden, inclusive distorcendo declarações da própria Bíblia).

Aos 3’58”, valendo-se de uma má interpretação de 1 Timóteo 4:1-3, Afonso afirma que a Bíblia manda comer carne. Nesse texto aparece a palavra grega “bromaton”, traduzida por “alimento” em praticamente todos os manuscritos antigos. A palavra é traduzida como “alimento” (e não carne) em outros textos bíblicos, como Gênesis 6:21 e 44:1; Deuteronômio 23:19; 2 Crônicas 11:11; Provérbios 23:6. A King James pode ter interpretado como “carne” um termo grego que frequentemente é traduzido como “alimento”. Afonso opta por essa interpretação e defende uma ideia que vai contra as claras orientações dietéticas originais de Deus (Gênesis 1:29).

Voltando ao vídeo do Afonso em que ele critica a introdução do documento do Lütz, aos 52 segundos ele diz que “muitos adventistas” lhe pediram para comentar o texto escrito por meu amigo físico. De fato, entre as pessoas que escreveram comentários elogiosos ao vídeo do Afonso estão algumas (não muitas) que se identificam como adventistas e terraplanistas, o que me causa muita estranheza e também tristeza.

Adventistas do Sétimo Dia “raiz” (para usar uma expressão utilizada pelo Afonso) creem que Deus usou de maneira especial Ellen White para trazer mensagens importantes para Sua igreja. Ela escreveu centenas de milhares de páginas nas quais fala sobre temas variados, como educação, psicologia, medicina, teologia e ciência. No século 19, ela (que não era física, geofísica nem astrônoma) escreveu os seguintes textos, que nos interessam especialmente neste momento:

“Deus fez o Seu sábado para um mundo esférico; e quando o sétimo dia chega para nós nesse mundo arredondado, controlado pelo Sol que governa o dia, em todos os países e regiões é o tempo para observar o sábado. Nos países em que não há pôr do sol durante meses, e em que também não há nascer do Sol durante meses, o período será calculado pelos registros mantidos” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 317; grifo meu). Gravei um vídeo comentando esse texto (confira).

“A mesma energia criadora que trouxe o mundo à existência exerce-se ainda na manutenção do Universo e continuação das operações da natureza. A mão de Deus guia os planetas em sua marcha ordenada através dos céus. Não é por causa de uma força inerente que a Terra, ano após ano, continua seu movimento ao redor do Sol, e produz suas bênçãos. A Palavra de Deus governa os elementos” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 185; grifo meu). Mais claro impossível: a Terra gira em torno do Sol e não o contrário.

Assim, para a escritora inspirada Ellen White, umas das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia e uma das escritoras norte-americanas mais respeitadas (confira), a Terra não apenas é um globo, como gira ao redor do Sol, exatamente como ensinaram as grandes mentes da ciência e da teologia ao longo dos séculos. Alguns adventistas seguidores do Afonso escreveram que eu não os represento (nunca tive essa pretensão). Ellen White também não os representa?

(Permita-me abrir um pequeno parêntesis: já que estou falando sobre um dos mais famosos terraplanistas do Brasil, creio que seja útil mencionar também outra figura que costumava – assim como o Dr. Afonso no início de seu canal – postar vídeos interessantes sobre criacionismo e design inteligente. Refiro-me agora ao físico Douglas Aleodin, que em tempos mais recentes tem deixado de lado a Teoria do Design Inteligente para falar que o homem não pisou na Lua, não deve receber vacinas e que a Terra é plana. Douglas participará em novembro do primeiro encontro de terraplanistas no Brasil, motivo que levou o fundador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente e presidente emérito da Sociedade Brasileira de Design Inteligente, o mestre em História da Ciência Enézio Eugênio de Almeida Filho, a postar em seu blog que “Douglas Aleodin não reflete a posição do Design Inteligente sobre essa questão absurda” [ou seja, o terraplanismo; confira]. Fecha parêntesis.)

Gostaria de concluir apelando aos seguidores do Dr. Afonso (na verdade, a todas as pessoas que lerem este texto) que tenham a mesma postura dos cristãos bereanos, elogiados pelo apóstolo Paulo, que escreveu: “Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram mesmo assim” (Atos 17:11). Conselho mais atual do que nunca, ainda mais neste mar de informações e desinformações em que estamos navegando hoje em dia. Não baseie suas opiniões e convicções unicamente em vídeos de internet e nas opiniões e convicções de terceiros. Saiba das coisas por si mesmo. Vá sempre à fonte e desenvolva a visão crítica.

Sabe qual seria um bom começo? Ler por si mesmo o documento escrito pelo físico Eduardo Lütz, que começou a ser tão mal analisado pelo Afonso Vasconcelos.

Bons estudos, e que o Deus da verdade conduza você à plena verdade.

Michelson Borges é jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, especialista em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo, pós-graduando em Biologia Molecular pela Universidade Cândido Mendes e autor de dezenas de livros sobre criacionismo, mídia e História (tendo um de seus livros sido traduzido para mais de dez idiomas)