Você vai assistir à novela Jesus, da Record?

jesusDificilmente gosto de filmes bíblicos porque os autores e diretores geralmente adicionam boa dose de ficção para tornar a produção mais hollywoodiana e atrativa para o público. Às vezes, uma mensagem, uma ideia, uma impressão ficam na mente das pessoas como se aquilo fosse realmente bíblico, e frequentemente não é. Prefiro formar minhas imagens mentais bíblicas com base na fonte primária: a própria Bíblia Sagrada. Leio-a todos os dias pela manhã e permito que seus conteúdos preencham meus pensamentos, minha imaginação. Prefiro não contaminar minhas memórias com sugestões humanas e as distorções tão comuns nas produções televisivas. Para mencionar apenas dois exemplos: Lembra do desenho “Moisés”, da Dreamworks? Ramsés foi apresentado como irmão do hebreu. Falso. Ramsés não foi o faraó do Êxodo. E o filme “Noé”? Está lembrado? Não era bíblico, era cabalístico e gnóstico. E muitos cristãos caíram como patinhos ao assistir ao filme e pensar que era baseado na Bíblia.

Mas pior mesmo é quando doutrinas e verdades bíblicas teológicas são distorcidas em nome da audiência. E quando as emissoras convidam para roteiristas pessoas que mal conhecem as Escrituras e até defendem ideias antibíblicas? O que esperar disso?

É triste ver tantos cristãos assistindo a filmes e novelas ditos bíblicos, enquanto a Bíblia deles permanece muda no criado mudo. Que tipo de pensamento e memórias estarão criando? Trocam o inspiração pela diversão. O crescimento pelo entretenimento. Uma pena. Espertos são os donos das produtoras e dos canais de TV que descobriram o filão dos filmes e das novelas ditos bíblicos e estão com isso entretendo as multidões e enchendo os bolsos.

Talvez haja um ponto positivo nisso tudo: despertar a atenção e o interesse de quem nunca leu a Bíblia para que confira no original o que viu na tela. Mas não vejo vantagem alguma alguém que conhece bem a Palavra de Deus e tem acesso fácil a ela “contaminar” seus pensamentos com ideias advindas da criatividade de alguém que admite não ter religião nem dar tanto valor à Bíblia Sagrada.

Veja o que a Folha de S. Paulo publicou a respeito da mais recente produção novelística da TV Record, da Igreja Universal do Reino de Deus:

“A dramaturga que assina a trama de ‘Jesus’, novela que [estreou] nesta terça (24) na Record, não se considera religiosa. Paula Richard é católica não praticante e não tinha uma Bíblia na estante até começar a escrever histórias do gênero na emissora. Da colaboração na equipe de roteiristas de ‘Os Dez Mandamentos’ (2015) ao comando de ‘O Rico e Lázaro’ (2017), acumula seis obras bíblicas. A autora não vê problema, por exemplo, em haver uma peça teatral em que Jesus é representado como transexual: estamos falando de ‘O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu’, com a travesti Renata Carvalho, que sofreu diversas censuras neste ano e no ano passado e também foi atacada pelo prefeito do Rio de Janeiro, o bispo Marcelo Crivella, como ‘ofensiva aos cristãos’. ‘Para mim, não é ofensiva. É ficção. Se as pessoas querem usar a imagem dele para passar uma outra imagem, aí é com elas’, diz. ‘Eu, enquanto criadora, não posso ser a favor de qualquer tipo de censura. Posso não concordar com o que você diz, mas você tem o direito de dizê-lo.’ […]

“Para retratar a figura de Jesus, Paula passou por uma questão comum entre autores que se propuseram à mesma tarefa. Como revisitar o ícone que foi apresentado ao público primeiramente em quatro evangelhos e, depois, multiplicou-se pela produção literária e visual de dois milênios? Jesus não está apenas nos corações dos fiéis. Foi pintado por Leonardo da Vinci (1452-1519), Paul Gauguin (1848-1903), Candido Portinari (1903-1962). Tornou-se musical da Broadway nos anos 1970, versão frequentemente atacada por religiosos radicais. E foi retratado, por exemplo, em um livro de José Saramago (1922-2010), O Evangelho Segundo Jesus Cristo, muito crítico à Igreja Católica. […]

“Maria Madalena não será prostituta – uma imagem de construção bastante controversa. ‘O que está escrito é que ela foi dominada por sete demônios. Ela deu abertura para eles dominarem. Coisa errada ela fez. Ela foi curada por Jesus, mas não se crava que ela foi prostituta’, conta. A cena em que Madalena é curada por Jesus terá pitadas de filmes de terror. ‘Para mim, a referência é ‘O Exorcista’. Não vai ter ela torcendo o pescoço, mas vai ter um pouco desse clima.’ […]

“Paula conta também que, antes de começar a criação da trama, reuniu-se com o Bispo Edir Macedo, dono da Record e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo ela, o bispo apenas pediu para que ‘a mensagem de Jesus pudesse ser compreendida’.

“A autora acredita que não é preciso ‘ter uma religião para gostar de Jesus’. ‘Há muitos estudiosos da Bíblia que são ateus. Fé, sim, tem ali, mas Jesus não pregou nenhuma religião.’ Jesus, para ela, ‘quebrou paradigmas em nome da tolerância’.”

Há muita gente por aí deixando de ler a Bíblia (se é que lia) para consumir as novelas “bíblicas” de emissoras de TV como a Record. Tentei assistir ao primeiro episódio da novela “Os Dez Mandamentos”, mas não consegui. A “liberdade criativa” foi demais para mim. Sem contar os apelos sensuais que deixavam a mensagem espiritual em segundo plano. Pais desavisados chegaram a permitir que os filhos pequenos (às vezes em pleno sábado) assistissem a cenas eróticas bem ao estilo dos folhetins comuns, afinal, era uma novela “bíblica”…

Fico preocupado com a produção de alguém que diz: “Se as pessoas querem usar a imagem [de Jesus] para passar uma outra imagem, aí é com elas.” E se isso fosse feito, por exemplo, com um escritor que defende o homossexualismo? Digamos que um crítico da militância LGBT se valesse das palavras de um defensor do movimento para justamente atacar o movimento? É óbvio que muitas vozes se levantariam contra isso, e com razão. Então como alguns querem usar Jesus para colocar na boca dEle palavras que Ele nunca diria. Jesus manifestaria amor aos homossexuais, como manifestou a qualquer ser humano, mas nunca aprovaria o estilo de vida homossexual, reprovado na Bíblia. Jesus recebia pecadores, mas não tolerava o pecado. Portanto, trata-se de forçar a barra dizer que Ele era “tolerante”. E Jesus fundou, sim, uma igreja. Deixou sobre a Terra um povo que “guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus” (Apocalipse 14:12). Esses mesmos que são chamados de “radicais” e “fundamentalistas” porque querem ser fieis às ordens de seu Mestre.

De minha parte, vou continuar empregando meu tempo na leitura da Bíblia e não assistindo a produções criadas por pessoas de mentalidade relativista e com referenciais duvidosos.

Michelson Borges

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Jesus: nosso divino exemplo inigualável

Jesús y el PanUm comentário da Lição da Escola Sabatina desta semana, se mal compreendido, pode gerar conclusões equivocadas. Ele diz o seguinte: “Cristo veio a este mundo para nos mostrar o que Deus pode fazer e o que nós podemos fazer em cooperação com Deus [1]. Em carne humana, Ele foi ao deserto para ser tentado pelo inimigo. Ele sabe o que é ter fome e sede. Conhece as fraquezas e enfermidades da carne [2]. Foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança [3]. Nosso resgate foi pago por nosso Salvador. Ninguém precisa ser escravizado por Satanás. Cristo Se encontra diante de nós como nosso divino exemplo [4], nosso todo-poderoso ajudador [5].”

Vou comentar brevemente os pontos que numerei no texto:

[1] Podemos vencer em cooperação com Deus. Isso é ponto pacífico. Ainda que mantenhamos a natureza pecaminosa até a glorificação por ocasião da volta de Jesus, a promessa é de que podemos ser “crucificados com Cristo” e guiados por Ele. Isso não faz de nós seres impecáveis e isentos da possibilidade de pecar. Isso faz de nós pessoas santas, enquanto andamos de mãos dadas com Jesus, aquele que nos santifica.

[2] Jesus conhece as fraquezas e enfermidades da carne: sentiu, fome, cansaço, frio… Foi afetado pelo pecado, mas não infectado por ele. Ele foi o único ser humano que nasceu sem pecado e foi perfeito/puro desde o nascimento. Se Jesus morresse como bebezinho, não precisaria de um redentor. Outro ser humano, se morresse como bebezinho, mesmo sem ter cometido um ato pecaminoso, precisaria de um redentor? Claro que sim, e isso deixa clara nossa diferença essencial em relação ao Salvador. Ele veio com a natureza humana afetada por quatro milênios de decadência, mas moralmente como Adão antes do pecado. Ele veio para vencer onde Adão caiu. Quando se diz que Jesus veio com a natureza humana o sentido é de que não veio com a natureza dos anjos nem de seres não caídos, veio com a natureza dos seres humanos deste planeta.

[3] Foi tentado à nossa semelhança, não exatamente como nós. Afinal, algum ser humano poderia ser tentado a transformar pedras em pães ou a descer da cruz tendo o poder de fazê-lo? Jamais compreenderemos o nível de tentação a que Jesus foi submetido. Seremos tentados à semelhança dEle, mas não de maneira igual.

[4] Ele é nosso divino exemplo. Ele é DIVINO, nós não. Ele não tinha tendência para o pecado (o inimigo nada tinha nEle), nós temos. Podemos e devemos imitar esse Exemplo, mas nunca igualá-Lo, conforme explica Ellen White.

[5] Graças a Deus temos um todo-poderoso ajudador que nos auxilia na luta contra o pecado e nos ajuda a subjugar a natureza pecaminosa que Ele, como Adão antes do pecado, não tinha. Em Jesus somos mais que vencedores! [MB]

Jesus foi um revolucionário?

O dia da morte de Jesus

CrucifixionGostaria que fosse analisada a questão do dia da morte de Cristo ser no dia 15 e não 14 de Nisã, e como explicar a não necessidade de Ele ter morrido no mesmo dia em que se sacrificava o cordeiro pascal (14, antes do crepúsculo). E também sobre o aparente equívoco de Ellen G. White ter dito que “no segundo dia da festa [dos pães asmos], as primícias da ceifa do ano eram apresentadas perante Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 539; ou O Desejado de Todas as Nações, p. 77).

Resposta: Astronomicamente falando, só é possível no ano 31 d.C. uma sexta-feira 15 de Nisã. O mês anterior havia começado em 13/14 de março, pôr do sol a pôr do sol. Os meses lunares só podem ter 29 ou 30 dias. Usando todos os 30 dias possíveis num mês, chegamos a 12/13 de abril, pôr do sol a pôr do sol, como 1º de Nisã. Portanto, 14 de Nisã caiu na quinta-feira, 26 de abril, e Cristo morreu na sexta-feira, 27 de abril, dia 15 de Nisã.

Parece haver uma tensão entre João e os sinóticos quanto a este assunto. O evangelho de João parece sugerir que Cristo morreu em 14 de Nisã, enquanto os sinóticos sugerem que Ele morreu em 15 de Nisã.

[Continue lendo.]

Jesus realmente ressuscitou?

ressurrectionNa época da Páscoa, muitas pessoas se voltam para as cenas finais da vida Jesus aqui na Terra e relembram Seu sacrifício pela humanidade caída. Mas a morte de Jesus não teria muito sentido – na verdade, seria como a morte de mais um grande mártir – se Ele não tivesse ressuscitado. A ressurreição de Cristo é a grande prova de que Ele tem poder para cumprir tudo o que prometeu: a ressurreição dos que nEle creem, a concessão da vida eterna, Sua segunda vinda, etc. Mas Ele ressurgiu mesmo dos mortos? Não seria essa uma invenção ardilosamente forjada por um punhado de judeus conspiradores do primeiro século?

Em seu livro O Jesus Que Eu Nunca Conheci, o jornalista Philip Yancey apresenta algumas razões que nos fazem crer nesse evento espetacular. Destaco duas:

1. Mulheres foram as primeiras testemunhas da ressurreição, fato que nenhum conspirador do primeiro século teria inventado. Os tribunais judeus nem mesmo aceitavam o testemunho de mulheres. Uma cobertura deliberada teria destacado Pedro ou João, ou, melhor ainda, Nicodemos. Considerando que os evangelhos foram escritos décadas após os acontecimentos, os autores tiveram tempo para corrigir tal anomalia – a não ser, naturalmente, que não estivessem criando uma lenda, mas registrando os fatos como eram.

2. Uma conspiração também teria ajeitado as histórias das primeiras testemunhas. Havia duas figuras vestidas de branco ou apenas uma? Por que Maria Madalena confundiu Jesus com um jardineiro? Ela estava sozinha ou com Salomé e a outra Maria? Conspiradores poderiam ter feito um trabalho mais ordeiro que descrevesse o que mais tarde proclamariam ser o acontecimento mais importante da história.

“Resumindo”, escreve Yancey, “os evangelhos não apresentam a ressurreição de Jesus de maneira apologética, com argumentos arranjados para provar cada ponto principal, mas, antes, como uma intromissão chocante que ninguém estava esperando, muito menos os temerosos discípulos de Jesus. As primeiras testemunhas reagiram como qualquer um de nós teria reagido. … O temor é a reação humana reflexa diante de um encontro com o sobrenatural. O temor, entretanto, foi sobrepujado pela alegria, porque as notícias que ouviram eram notícias boas demais para ser verdadeiras, mas tão boas que tinham de ser verdadeiras. Jesus estava vivo! …

“Naturalmente, havia uma verdadeira conspiração posta em movimento não pelos discípulos de Jesus, mas pelas autoridades que tiveram que lidar com o embaraçoso fato da sepultura vazia. Elas poderiam ter dado um basta a todos os loucos rumores acerca de uma ressurreição simplesmente apontando para uma sepultura selada ou apresentando um corpo. Mas o selo fora quebrado, e o corpo havia desaparecido, por isso houve a necessidade de uma conspiração oficial. …

“Certamente os discípulos não dariam a vida por amor a uma teoria de conspiração remendada. Certamente seria mais fácil e mais natural honrar um Jesus morto como um dos mártires-profetas cujas sepulturas eram tão veneradas pelos judeus. …

“Como tudo mais na vida de Jesus, a ressurreição provocou reações contraditórias. Os que criam eram transformados; recebiam esperança e coragem, saíam para transformar o mundo. Os que não criam encontravam meios de ignorar as fortes evidências. Jesus já havia predito: ‘Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos volte à vida.’”

E você, o que vai fazer com essa revelação?

Assista ao vídeo abaixo para conhecer outras evidências da ressurreição de Cristo. [MB]

(Quase) tudo o que Ellen White disse sobre a natureza humana de Cristo

jesusO assunto da natureza humana de Cristo representa uma das principais discussões teológicas no meio adventista desde a década de 1950. Cristo era semelhante a Adão antes da Queda (posição pré-lapsariana)? Ou semelhante a Adão depois da Queda (posição pós-lapsariana)? Além disso, Cristo tinha ou não propensões (tendências) para o pecado? Essas questões possuem a maior relevância teológica e prática, mas abordá-las vai além dos objetivos deste texto. Um dos estudos mais importantes sobre o tema é o livro de Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo (CPB, 2003). No apêndice B, “O que diz Ellen White sobre a humanidade de Cristo” (p. 139-198), Whidden busca reunir TODOS os textos escritos pela autora a respeito do assunto, incluindo todas as declarações usadas pelos defensores de ambas as posições. Há vários anos, quando li esse livro como requisito da faculdade de Teologia, tentei sistematizar o conteúdo do apêndice. Compilei todas as declarações significativas de Ellen White sobre a natureza humana de Cristo em quatro tópicos: (1) Sua natureza humana era sem pecado; (2) não tinha propensões para o pecado; (3) assumiu uma natureza humana caída e (4) conhecia as paixões humanas.

1 – SUA NATUREZA HUMANA ERA SEM PECADO

“[Contraste com] condição pecaminosa e caída [do homem]” (Review and Herald, 17 de dezembro de 1872); “natureza humana […] completo, perfeito, imaculado” (Review and Herald, 28 de janeiro de 1882); “[natureza] superior à do homem caído” (Signs of the Times, 4 de agosto de 1887); “Sua natureza santa” (Review and Herald, 8 de novembro de 1887); “Sua natureza era mais elevada, pura e santa” (Review and Herald, 11 de setembro de 1888); “Sua natureza finita era pura e sem mancha” (Manuscrito 57, 1890); “natureza […] não corrompida” (Manuscrito 57, 1890); “sem pecado e elevado por natureza” (Signs of the Times, 20 de fevereiro de 1893); “natureza […] sem pecado” (Youth’s Instructor, 16 de agosto de 1894); “humanidade […] chamada de ‘o ente santo’” (Signs of the Times, 16 de janeiro de 1896); “Sua natureza espiritual era isenta de toda mancha de pecado” (Manuscrito 42, 1897; Signs of the Times, 9 de dezembro de 1897); “inexistência de pecaminosidade na natureza humana de Cristo” (Manuscrito 143, 1897); “perfeita ausência de pecado na natureza humana de Cristo” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “em Sua natureza era vista a perfeição da humanidade” (Signs of the Times, 16 de junho de 1898); “espécime perfeito de humanidade sem pecado” (Manuscrito 44, 1898); “Sua própria natureza sem pecado” (Manuscrito 166, 1898); “[contraste com] humanidade degradada [e] seres caídos” (Manuscrito 165, 1899); “Sua própria natureza sem pecado” (Review and Herald, 17 de julho de 1900); “a mesma natureza sobre a qual, no Éden, Satanás obteve vitória” (Youth’s Instructor, 25 de abril de 1901); “não [possuía] a pecaminosidade do homem” (Signs of the Times, 29 de maio de 1901); “Sua natureza sem pecado” (Carta 67, 1902); “não havia nEle […] pecaminosidade” (Signs of the Times, 30 de julho de 1902).

2 – NÃO TINHA PROPENSÕES PARA O PECADO

“…não em possuir idênticas paixões” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 201-202); “não possuindo as paixões [da humanidade]” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 508-509); “[nenhum] sentimento respondeu à tentação” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 422); “não tinha as paixões da nossa natureza humana caída” (Review and Herald, 19 de maio de 1885); “não tinha as paixões da nossa natureza humana caída” (Review and Herald, 17 de agosto de 1886); “sua posteridade [de Adão] nasceu com inerentes propensões à desobediência. Mas Jesus Cristo foi o unigênito Filho de Deus. […] Nem por um só momento houve nEle qualquer má propensão” (Carta 8, 1895); “não […] com propensões para o pecado” (Carta 8, 1895); “nem por um momento […] uma má propensão” (Carta 8, 1895); “[nenhuma] inclinação para a corrupção” (Carta 8, 1895); “nenhuma chance […] como resposta às […] tentações” (Carta 8, 1895); “nada […] que encorajasse seus [de Satanás] avanços” (Carta 8, 1895); “nada nAquele que assim respondeu a seus [de Satanás] sofismas” (Signs of the Times, 10 de maio de 1899); “sentimentos contrários a todas as paixões” (Signs of the Times, 10 de maio de 1899); “não […] as mesmas propensões pecaminosas e corruptas” (Manuscrito 57, 1890); “constante inclinação para o bem” (Youth’s Instructor, 8 de setembro de 1898)

3 – ASSUMIU UMA NATUREZA HUMANA CAÍDA

“…natureza decaída do homem” (Spiritual Gifts, v. 1, p. 25); “natureza do homem decaído” (Primeiros Escritos, p. 152); “natureza do homem caído” (Spiritual Gifts, v. 4a, p. 115; Review and Herald, 31 de dezembro de 1872; Review and Herald, 24 de fevereiro de 1874; Spirit of Prophecy, v. 2, p. 39); “homem caído […] onde se achava” (Review and Herald, 28 de julho de 1874; Spirit of Prophecy, v. 2, p. 88); “natureza sofredora e pesarosa” (Spirit of Prophecy, v. 3, p. 261); “assumiu sua [dos homens] natureza caída” (Signs of the Times, 23 de setembro de 1889); “nossa natureza caída, mas não corrompida” (Manuscrito 57, 1890); “nossa natureza pecaminosa” (Review and Herald, 15 de dezembro de 1896; Carta 67, 1902; Signs of the Times, 30 de julho de 1902; Review and Herald, 22 de agosto de 1907); “nossa natureza em sua condição deteriorada” (Manuscrito 143, 1897); “natureza do homem em sua condição caída” (Manuscrito 143, 1897); “nossa natureza em seu estado deteriorado” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “natureza humana em seu estado decaído” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “natureza ofensora do homem” (Manuscrito 166, 1898); “[tomou] sobre Si nossa natureza caída” (O Desejado de Todas as Nações, p. 112); “natureza ofensora do homem” (Review and Herald, 17 de julho de 1900); “natureza caída e sofredora, degradada e maculada pelo pecado” (Youth’s Instructor, 20 de dezembro de 1900); “natureza de Adão, o transgressor” (Manuscrito 141, 1901); “nível da humanidade decaída” (General Conference Bulletin, 23 de abril de 1901)

4 – CONHECIA AS PAIXÕES HUMANAS

“[Tinha] fraquezas do homem caído” (Review and Herald, 28 de julho de 1874); “sabe quão fortes são as inclinações do coração natural” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 177); “[conhecia] todo o vigor da paixão da humanidade” (Carta 27, 1892; Manuscrito 73; Signs of the Times, 21 de novembro de 1892); “[crianças com] paixões como as dEle mesmo” (Signs of the Times, 9 de abril de 1896)

O que podemos entender a partir dessas declarações aparentemente contraditórias sobre o assunto? Woodrow Whidden assim conclui seu estudo: “Sugiro, com veemência, que coloquemos de lado as expressões mais tradicionais como pré-Queda e pós-Queda nessa importante busca pela clareza doutrinária. Elas são simplesmente inadequadas para expressar a riqueza do entendimento de Ellen White acerca da humanidade de Cristo. Quando se tratava de Cristo como Aquele totalmente sem pecado, o substituto sacrificial, ela era PRÉ-QUEDA. Mas, ao escrever sobre Sua capacidade de resistir em momentos de tentação, ela enfatizou Sua identidade e falou amplamente em termos de PÓS-QUEDA. Um equilíbrio cuidadoso dos termos SINGULARIDADE e IDENTIDADE parece refletir de modo mais preciso as tensões profundamente ricas envolvidas neste tema difícil” (Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo [CPB, 2003], p. 100-101). Essa compreensão é defendida também na recente Enciclopédia de Ellen G. White (CPB, a ser publicada), artigo “Humanidade de Cristo” (p. 692-696).

O importante livro Nisto Cremos explica: “A humanidade de Cristo não foi a humanidade de Adão, ou seja, a humanidade do pai da raça antes da Queda; tampouco foi a humanidade decaída, isto é, em todos os aspectos a humanidade de Adão após a Queda. Não era a humanidade adâmica em virtude de possuir as inocentes fraquezas dos caídos [isto é, “fome, dor, tristeza, etc.”; p. 75]. Não era a natureza caída porque Ele jamais caiu em impureza moral. Sua natureza era, portanto, mais apropriadamente a nossa humanidade, porém sem pecado” (Nisto Cremos: As 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia [CPB, 2008], p. 62; veja também p. 59-66).

(Matheus Cardoso)

Jesus Cristo existiu? A “descontribuição” de Onfray

ONFRAY Michel 1-2, 12/2011O filósofo francês ateu Michel Onfray (sobre quem falei em 2006) voltou a ganhar espaço na mídia por causa do lançamento de seu novo livro de 600 páginas intitulado Décadence, no qual ele defende a tese de que Jesus – sim, o Jesus histórico – nunca teria existido. Onfray sempre foi polêmico e agora vai na contramão da posição de outros ateus, como o famoso Bart Ehrman, segundo os quais a existência do Jesus histórico é inegável. Assista a alguns vídeos que apresentam a posição de dois outros filósofos, de uma bacharel em Teologia e doutoranda em Filosofia e de um pastor adventista. E tire suas conclusões.

[Clique aqui para ver os vídeos.]