História em quadrinhos sobre a volta de Jesus causa polêmica nos EUA

jesu1Uma história em quadrinhos protagonizada por Jesus Cristo deve chegar às bancas dos Estados Unidos em julho, depois de meses de polêmica, acusações de blasfêmia, ameaças e uma campanha online que resultou no cancelamento inicial da publicação da obra [falei sobre essa HQ aqui]. Na trama da série “Second Coming” (“Segunda Vinda”, em tradução livre), Deus está decepcionado com o desempenho de Jesus em sua primeira passagem pela Terra, quando acabou crucificado, e ordena seu retorno. Desta vez, Cristo vai dividir um apartamento de dois quartos com um super-herói chamado Sunstar, que usa a força e seus superpoderes para combater o mal. O Messias, por sua vez, prefere uma abordagem não violenta. Como passou os últimos dois milênios sem saber o que acontecia na Terra, Jesus fica chocado ao descobrir como os humanos distorceram sua mensagem.

“A história fala do retorno de Jesus Cristo à Terra sob ordem de seu Pai, para que possa aprender a se defender com o maior super-herói do mundo”, diz à BBC News Brasil o autor, Mark Russell. “Mas o que acontece é que eles desenvolvem uma amizade improvável e o super-herói começa a entender como a abordagem (não violenta) de Cristo, apesar do fato de ter feito com que fosse crucificado (da primeira vez), é mais relevante do que seus superpoderes para resolver os problemas atuais.”

Quando foi anunciado, em julho de 2018, o projeto não ganhou muita atenção fora do mundo dos quadrinhos. O lançamento estava inicialmente previsto para março deste ano, pelo selo Vertigo (de Sandman, Preacher, Fables) da DC Comics (editora de Batman e Super-Homem). O roteiro é de Russell, com ilustrações de Richard Pace e capa ilustrada por Amanda Conner.

Mas em janeiro, seis meses depois do anúncio, a notícia começou a chamar a atenção de sites religiosos. No dia 7 de janeiro, o site Christian Headlines (Manchetes Cristãs) publicou um texto com o título “Jesus é o próximo Super-Herói da DC Comics”. A notícia ressaltava que, “contrariando o que dizem as Escrituras, o livro irá apresentar Jesus como tendo limitações em seu conhecimento e capacidades”. Citava também uma entrevista que Russell havia dado meses antes ao site de cultura pop Bleeding Cool, em que disse acreditar que Jesus era mal representado nas congregações dos dias atuais.

No dia seguinte, a notícia chegou ao site CBN News, da Christian Broadcasting Network (Rede de Radiodifusão Cristã), com o título “DC Comics transformou Jesus em um novo super-herói – mas há um grande problema”. O texto afirmava que “Second Coming” “está mais para blasfemo do que para bíblico”. […]

[Uma petição no Citizen Go] dizia que “a DC Comics irá lançar uma nova série ultrajante e blasfema” e perguntava: “Você consegue imaginar o barulho no meio político e na mídia se a DC Comics estivesse alterando e zombando da história de Maomé ou Buda?” A petição reuniu mais de 235 mil assinaturas. Russell e o ilustrador Richard Pace começaram a receber insultos e ameaças online. Em 13 de fevereiro, a DC Comics cancelou a publicação. […]

jesus2Quadrinista premiado e autor de uma elogiada versão de “Os Flintstones”, Russell conta que cresceu entre cristãos evangélicos e que a religião desempenhou um papel importante em sua vida. Esta não é a primeira vez que aborda o tema em sua obra. Ele também é autor de “God Is Disappointed in You” (“Deus está Decepcionado com Você”, em tradução livre), com ilustrações de Shannon Wheeler, que resume os textos da Bíblia em linguagem acessível e irreverente, e “Apocrypha Now” (“Apocrifia Agora”, em tradução livre), uma espécie de sequência focando nos apócrifos (que não são incluídos no conjunto de textos considerados sagrados da Bíblia).

Com o cancelamento, a DC Comics concordou em devolver os direitos sobre o projeto aos autores, e em março foi anunciado que a série será publicada pela AHOY Comics.

Russell diz que a mudança de editora acabou sendo positiva. “Permitiu-nos criar uma história mais longa e bem desenvolvida para o primeiro número. Richard e eu ganhamos mais liberdade artística para fazer o que inicialmente queríamos com a série.”

O editor-chefe da AHOY, Tom Peyer, diz à BBC News Brasil que estão previstos seis números, um por mês, a partir de julho. Por enquanto, não há planos de lançamento no Brasil.

(BBC Brasil)

A verdadeira joia do infinito

thanosO último filme dos Vingadores (da Marvel) bateu todos os recordes de bilheteria, superando até mesmo o até então imbatível “Avatar”, de James Cameron. “Ultimato” levou milhões de pessoas aos cinemas no dia da estreia. Nas últimas semanas não se falava de outra coisa entre os cinéfilos e fãs de quadrinhos. Thanos e suas joias do infinito estiveram na boca do povo. O arqui-inimigo da equipe de super-heróis é inspirado no Thanatos da mitologia grega, personagem que é a personificação da morte. Com um estalo de dedos, Thanos matou a metade da população do Universo. Como isso foi possível? O titã teve grande trabalho para reunir as chamadas joias do infinito e colocá-las em uma manopla. As joias cósmicas são: poder, tempo, mente, espaço, realidade e alma. Com elas, ele se tornou praticamente invencível. Ao ler sobre isso, pensei em outra joia do infinito…

Em sua primeira carta, Pedro escreveu: “Deixando, pois, toda a malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo; se é que já provastes que o Senhor é benigno; e, chegando-vos para Ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso também na Escritura se contém: eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina, e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (2:1-9).

A pedra preciosa Jesus é poder, afinal, Ele é o Criador do Universo. Ele é onipotente e, por isso, podemos crer que fará tudo o que prometeu na Bíblia: recriar a Terra, ressuscitar os mortos com um “estalo de dedos” (1Co 15) e conceder-nos vida eterna.

A pedra preciosa Jesus é o Senhor do tempo. Segundo a Bíblia, Jesus existe desde toda a eternidade, assim como o Pai e o Espírito Santo. Em Isaías, Ele é identificado como o “Pai da eternidade”. Em Apocalipse, Ele é o alfa e o ômega, ou seja, o primeiro e o último, portanto, eterno. Em Miqueias é dito que Ele existe “desde os dias da eternidade”. Em João 8:58, Ele é o grande “Eu Sou”. Ellen White diz que nEle há vida não derivada, ou seja, Ele existe por Si mesmo desde sempre. Jesus, o Pai e o Espírito Santo são os únicos seres eternos e aqueles que podem conceder vida para sempre aos que creem e aceitam Seu plano de salvação.

A pedra preciosa Jesus conhece sua mente. O Senhor é onisciente e sabe o que vai no mais profundo do nosso ser. Ele conhece nossas intenções, nossos desejos e sonhos. Ele sabe o que é melhor para nós e deseja que, pela comunhão com Ele, possamos desenvolver uma forma de pensar bíblica, ou seja, ter a “mente de Cristo” (1Co 2:16). Como Jesus conhece seus pensamentos, seja honesto e transparente com Ele. Lembre-se disso todas as vezes que for orar.

A pedra preciosa Jesus é o Senhor do espaço. Deus é onipresente e pode estar em qualquer lugar do espaço que Ele mesmo criou. Não existem limites para o Criador nem barreiras que possam separá-Lo daqueles que desejam Seu presença. Por outro lado, Ele também não força presença em um espaço para onde não é convidado (Ap 3:20). Ele é cavalheiro e respeita nossa liberdade de escolha. Por isso, convide-O para entrar no espaço da sua vida, da sua casa, da sua mente, do seu coração.

A pedra preciosa Jesus é a única realidade que faz sentido. Viver sem tempo para Deus é viver perdendo tempo. Pior ainda: viver sem o Criador da realidade é viver uma ilusão. Dar as costas para Aquele que criou o tempo, o espaço e a matéria e que nos fez para Si mesmo é a maior das autoilusões. As coisas somente se encaixam em nossa vida quando damos espaço para a “pedra angular”, aquela que dá sustentação a todo o edifício. Jesus é a pedra preciosa da realidade e somente viveremos a verdadeira realidade eterna se O aceitarmos como nosso salvador e senhor.

A pedra preciosa Jesus é o dono das almas. Ezequiel 18:4, registrando palavras ditas por Deus, afirma que “todas as almas são Minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho: a alma que pecar, essa morrerá”. A palavra “alma”, na Bíblia, significa simplesmente “ser vivo”, “pessoa”. E, segundo o texto de Isaías, todas as pessoas são mortais, portanto, carentes da vida eterna que só Jesus pode conceder, pois Ele é a vida (Jo 14:6). Jesus é nosso Senhor porque nos criou, mas quer ser também nosso Senhor pela redenção. Ele quer ser duplamente dono de todas as almas que voluntariamente aceitam Seu plano de amor.

De posse das fictícias joias do infinito, Thanos, o vilão dos quadrinhos inspirado na personificação da morte, destruiu metade da vida no Universo. Jesus, a verdadeira joia do infinito e personificação da vida, morreu para salvar os seres caídos e mostrar Sua bondade ao Universo. Que essa pedra viva e preciosa faça parte da sua vida e seja o fundamento da sua existência.

Michelson Borges

Jesus é realmente Deus eterno?

Jesus“E a vida eterna é esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3

Que o Jesus histórico realmente existiu é praticamente indiscutível (confira aqui), já a divindade e eternidade dEle é tema de debates inclusive no meio cristão. Na verdade, a doutrina bíblica da Trindade tem sido atacada há muito tempo. Satanás usa duas frentes principais em seu ataque à Divindade: (1) como não pode negar a personalidade de Jesus, ele desqualifica a divindade dEle; (2) como não pode negar a divindade do Espírito Santo, ele desqualifica a personalidade dEle (mas este ponto dois ficará para outra ocasião). As pessoas que negam a Trindade dizem que Jesus não é Deus eterno, que veio à existência em algum momento; e o Espírito Santo é apenas a força de Deus, o poder de Deus. Alguns dizem que o Espírito Santo é o próprio Pai, outros que é Jesus, outros ainda sustentam que o Espírito Santo é o Espírito compartilhado pelo Pai e pelo Filho.

Em sua tentativa de provar que Cristo não é Deus em Sua plenitude, alguns dizem que Jesus é Deus por geração. Na verdade, esse é um termo que usam para dizer que Cristo não foi criado, mas gerado. A questão é: a palavra pode até ser diferente, mas o conceito é o mesmo – Cristo veio à existência de alguma forma e houve um momento na eternidade em que Ele não existia. O Pai O trouxe à existência, seja por geração ou criação, não importa. Aqui está o primeiro grande erro: Deus não é um ser que pode ser criado ou gerado. Esse é o conceito grego, quando falavam de suas divindades. A Bíblia nega o conceito de uma divindade que não possui a eternidade. Ser Deus implica necessariamente ser eterno, tanto para frente quanto para trás. Se foi criado, não é Deus. Se foi gerado (no sentido de vir à existência e não no sentido bíblico de entronização), não é Deus. Deus é eterno.

Quando a Bíblia diz “Tu és meu filho, Eu hoje Te gerei”, em Hebreus, está fazendo alusão ao Salmo 2:7, onde se fala da entronização de Davi. Davi não foi gerado naquele dia em que escreveu o Salmo 2 (no sentido de ter nascido ou vindo à existência), assim como Jesus, em Hebreus. Portanto, o verbo “gerar” não pode implicar em vir à existência, mas o contexto é claro em mostrar que se trata da entronização.

Cristo é Deus? É eterno? Sim, a Bíblia diz que sim:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1).

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os Seus ombros, e Se chamará o Seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).

Como o Pai da Eternidade, aquele que cria a eternidade, não seria eterno?

Vejamos a seguir alguns textos de Ellen White sobre a divindade e eternidade de Cristo:

“Ao falar de Sua preexistência, Cristo faz o pensamento remontar aos séculos eternos. Ele nos assegura que nunca houve um tempo em que não estivesse em íntima ligação com o Deus eterno. Aquele cuja voz os judeus estavam então ouvindo estivera com Deus como Alguém que Se achava em Sua presença” (Signs of the Times, 29 de agosto de 1900).

“Antes de serem criados homens ou anjos, a Palavra [ou Verbo] estava com Deus, e era Deus. O mundo foi feito por Ele, ‘e sem Ele nada do que foi feito se fez’ (João 1:3). Se Cristo fez todas as coisas, existiu Ele antes de todas as coisas. As palavras faladas com respeito a isso são tão positivas que ninguém precisa deixar-se ficar em dúvida. Cristo era, essencialmente e no mais alto sentido, Deus. Estava Ele com Deus desde toda a eternidade, Deus sobre todos, bendito para todo o sempre. O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade, como pessoa distinta, mas um com o Pai. Era Ele a excelente glória do Céu. Era o Comandante dos seres celestes, e a homenagem e adoração dos anjos era por Ele recebida como de direito. Isto não era usurpação em relação a Deus” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 247, 248).

O que significa toda eternidade? Toda é toda! Ou seja, precisamos aceitar que:

  1. Nunca houve um tempo em que Cristo não estivesse com o Pai. E nunca é nunca mesmo.
  2. Ele é Deus no mais alto sentido, portanto não pode ter vindo à existência de alguma forma, porque Deus não nasce, Deus é.
  3. Estava com o Pai desde toda eternidade. Toda é toda. Se você pudesse viajar a qualquer ponto da eternidade, lá estaria Jesus. Se Ele não estivesse, Ellen White seria mentirosa, pois ela disse toda eternidade.

A Bíblia diz que Deus existe de eternidade a eternidade. Claramente o texto está falando de eternidade pretérita e eternidade futura. Veja: “Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus” (Salmo 90:2). De quem esse texto está falando? Quem é esse ser eterno para frente e para trás? Veja o que diz Ellen White:

“‘Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus’ (Salmo 90:2). ‘O povo, que estava assentado em trevas, viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou’ (Mateus 4:16). Aqui se apresentam a preexistência de Cristo e o propósito de Sua manifestação ao mundo, como raios vivos de luz do trono eterno. ‘Agora ajunta-te em esquadrões, ó filha de esquadrões; pôr-se-á cerco contra nós: ferirão com a vara no queixo ao juiz de Israel. E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade’ (Miqueias 5:1, 2)” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 248).

Portanto, qualquer tentativa de mostrar que Cristo não é Deus eterno, que Ele foi gerado e que não existia desde sempre com o Pai é apenas um esforço maligno para distorcer essa verdade tão bela da plena divindade e eternidade de Jesus. Ele é Deus, sempre existiu, sempre foi um com o Pai, sempre esteve com Ele. Ele é o YHWH do Antigo Testamento. Como disse a serva do Senhor falando de Jeová, aquele que aparece no Antigo Testamento: “Jeová é o nome dado a Cristo” (Signs of the Times, 3/5/1899).

(Eleazar Domini, além de bacharel em Teologia, é mestre em Teologia na área de Interpretação e Ensino da Bíblia com ênfase na língua hebraica e criador do blog Adventistas Trinitarianos. Atualmente é pastor distrital em Aracaju)

Veja também: Mitos e fatos sobre a Trindade na Igreja Adventista” e Os adventistas e a Trindade”

Ele vive! Evidências da ressurreição de Cristo

O pai da eternidade no corpinho de um bebê

Jesus bebê“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os Seus ombros. E Ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6

Me espanta e me encanta pensar que naquele corpinho de bebê habitava a plenitude da Divindade. Esse texto do profeta Isaías, escrito cerca de 700 anos antes de Jesus nascer como ser humano, é muito profundo e revela de modo maravilhoso algumas facetas da identidade do Salvador. Jesus Se tornou humano; incompreensivelmente mesclou Sua divindade com a natureza humana, identificando-Se para sempre com aqueles a quem ama e veio salvar. Era humano, mas, acima de tudo e antes de tudo, é o governador do Universo, aquele que Se assenta sobre o trono eterno e conduz os rumos da história. Portanto, podemos entregar a Ele a condução da nossa vida, da nossa história (na verdade, não fazer isso é correr um risco eterno).

Jesus também é o nosso Maravilhoso Conselheiro. Como Deus onisciente Ele sabe de tudo, Ele conhece tudo. Quer melhor conselheiro do que esse? Leia a Bíblia todos os dias e você terá acesso aos melhores conselhos para que possa ter uma vida plena aqui e uma existência eterna com Deus e os salvos. Faça da oração uma prática constante; ela é nossa via de acesso ao Céu.

Jesus é Deus Poderoso. Ao olhar para a manjedoura, não podemos nos esquecer desse “detalhe”. Ele é Deus, o todo-poderoso Criador, eterno e imortal. E aqui está outro paradoxo do nosso Deus paradoxal: Ele é imortal, mas decidiu morrer! O Deus imortal entregou a vida por nossa causa, por amor de nós (João 3:16).

Nesse texto messiânico de Isaías, Jesus, o Filho, também é identificado como Pai (na verdade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são tão íntimos que a função dEles quase se confunde); Ele é o Pai Eterno ou o Pai da Eternidade, como traz a versão de Almeida. Jesus não tem começo nem fim, mas igualmente por amor aos seres finitos que Ele criou Ele Se colocou na dimensão tempo e interagiu e interage conosco.

Finalmente, na descrição do profeta, Jesus Cristo é o Príncipe da Paz. A paz que Ele concede é a verdadeira, não aquela da mera ausência de guerras; a paz de um canhão carregado. A paz de Cristo habita no interior daqueles em quem Ele vive. A paz de Jesus acalma o coração atribulado e enche de esperança os desanimados.

Você quer ser governado pelo Todo-poderoso? Quer receber conselhos diários dAquele que tudo sabe? Quer viver na companhia do Deus infinito? Quer viver para sempre em um mundo recriado à semelhança do Éden perdido? Quer ter paz real na vida? Aceite o presente de Deus: “Um filho nos foi dado.”

Me espanta e me encanta pensar que naquele corpinho de bebê habitava a plenitude da Divindade. Eu aceito esse bebê. Eu aceito meu Jesus!

Michelson Borges

Jesus é transformado em super-herói pela DC

Jesus-DCA DC Vertigo é uma subsidiária da própria DC, que inclui uma margem conhecida de heróis tanto dentro quanto fora dos quadrinhos. Entretanto, o selo acaba de adicionar um herói um tanto quanto peculiar ao próprio universo. E, sendo assim, para salvar o mundo, a Vertigo invocou Jesus Cristo. Sim, você não leu errado, o filho de Deus está na DC! A nova série intitulada “Second Coming” ou “Segunda Vinda”, trata-se do retorno de Jesus à Terra. O Messias percebe que a humanidade distorceu suas palavras sobre salvação e precisa aprender novamente como nos ajudar. Para isso, Jesus dispõe da ajuda de Sun-Man, uma espécie de Superman de outra era – surgido de Krispex. A nova série de quadrinhos está sendo redigida por Mark Russel.

Vale lembrar que nem sempre as adaptações que envolvem o Messias rendem bons frutos. Tempos atrás tivemos a chegada do game “Fight of Gods”, que também utilizava a imagem de Cristo como um lutador. Entretanto, a recepção do game não foi das melhores, e causou um certo repúdio da comunidade em partes.

Acima de tudo, é uma jogada ousada da Vertigo utilizar Jesus como herói dos quadrinhos oficialmente, e estamos curiosos para descobrir mais sobre o novo evangelho da Segunda Vinda.

(CBR, via Combo Infinito)

Nota: Que os super-heróis são a versão moderna dos deuses do passado, isso não é novidade para os mais atentos (confira aqui, aqui e aqui). A própria Mulher-Maravilha, em um desenho animado, comparou seus colegas da Liga da Justiça aos deuses do Olimpo.

Em anos recentes um fenômeno tomou conta das telas de cinema: a transposição dos heróis dos quadrinhos para as produções hollywoodianas. Vários filmes de super-heróis têm feito grande sucesso, criando uma espécie de novo culto para mentes secularizadas. Mas a DC, dona do Superman, do Batman e da Mulher-Maravilha, agora está indo longe demais com essa novidade. Transformar o Salvador da humanidade, o Filho de Deus em um super-herói é muita banalização. Ao fazer com que “Jesus” dependa da ajuda de outro superser, os roteiristas da DC rebaixam o poder onipotente do Filho de Deus, indo ao encontro das pretensões do anjo caído que sempre quis fazer exatamente isto: destronar Jesus.

Mas esse ainda não é o pior dessa série lançada sob o selo Vertigo. O aspecto mais deletério da história é o título e a confusão que ele gera na mente das pessoas: “Segunda Vinda”. Além de também banalizar um assunto tão sério, a série reforçará a ideia errônea de que Jesus em Sua segunda vinda pisará na Terra e oferecerá nova oportunidade de salvação. Essas histórias em quadrinhos acabarão fortalecendo o imaginário coletivo já trabalhado por livros e filmes como “Deixados Para Trás”, com suas teorias mirabolantes e antibíblicas.

Infelizmente, muitas dessas pessoas que assistem a filmes e leem livros e quadrinhos não estudam a Bíblia e, portanto, não sabem que Jesus voltará em glória e majestade, e que não virá para oferecer segunda chance de salvação, mas, sim, buscar aqueles que aceitaram Seu plano de salvação (saiba mais sobre a volta de Jesus aqui). Jesus não pisará na Terra, como fez em Sua primeira vinda, ao nascer como ser humano, viver como um de nós e morrer na cruz por todos nós, nem tampouco dependerá da ajuda de um Sun-Man, já que Ele mesmo é o Sol da Justiça.

Amanhã é Natal, data em que se convencionou celebrar o nascimento de Jesus. Por isso, usarei apenas um pequeno exemplo dessa ocasião para mostrar como as pessoas não conhecem a Bíblia ou, quando muito, a leem de forma desatenta: os evangelhos não afirmam que os magos eram reis, nem tampouco que eram três. E eles não encontraram Jesus em uma estrebaria, mas em uma casa. Só que esses erros são inconsequentes, o que não se pode dizer das confusões que a DC ajudará a reforçar com essa série sobre a falsa segunda vinda de Cristo. [MB]

O primeiro Natal da minha nova vida

jesusNaquele ano, antes de terminarem as aulas, falei para meus alunos sobre o verdadeiro sentido do Natal e de como devemos ser gratos a Jesus por ter escolhido nascer aqui neste mundo e ser o nosso Salvador. Eles ficaram comovidos e, com a pureza e sinceridade das crianças, prometeram que nunca iriam esquecer disso e que iriam entregar o coraçãozinho a Jesus para sempre. Fiquei ainda mais emocionada ao lembrar que foi em um Natal que eu também abri meu coração para Jesus pela primeira vez. Desde então, Ele entrou em minha vida e me fez trilhar um novo caminho. Por isso eu pude falar do nascimento do Filho de Deus para aqueles pequenos aprendizes.

Aquele poderia ter sido mais um Natal que teria passado praticamente despercebido, envolvido pelo clima de consumismo. Mas meus sentimentos foram impressionantemente arrebatados para pensar no Deus que Se fez homem; no Deus que Se tornou bebê! Eu havia completado 15 anos no dia 23 de dezembro e, como era tradição de adolescente naquela época, fui escrever em um diário que tinha recebido de presente. Como a data inspirou o assunto, me vi completamente absorta tentando compreender por que Jesus viveu neste mundo. Por que Ele morreu daquela maneira?

Lágrimas corriam pelo meu rosto ao imaginar as cenas do sacrifício de Jesus. Mas eu não entendia como Ele havia nos salvado, Se o mundo continuava (e continua) o mesmo – cheio de dor e maldade. Fiquei com dó, achando que a “tentativa” de Deus não tinha dado certo… Eu realmente não conhecia o plano de salvação. E como poderia conhecer?

Nos meses seguintes, Deus providenciou para que várias circunstâncias me levassem a ler a Bíblia pela primeira vez. Depois Ele enviou dois mensageiros para responder às infindáveis perguntas que haviam se formado em minha mente. Não foi um processo fácil, porque nós mesmos dificultamos as coisas e relutamos em aceitar e confiar que o caminho que Deus nos propõe é o melhor. Depois de tanto me debater e sofrer, finalmente me entreguei a Jesus e experimentei a paz. Pude constatar que as promessas dEle nunca falham.

O plano da salvação, o nascimento de Jesus, Sua morte, tudo aconteceu exatamente como tinha que ser. Mas o plano ainda não terminou. Realmente, tudo o que Ele fez seria em vão se Ele não fosse voltar para buscar Seus filhos (João 14:1-3). Ainda estamos cumprindo partes desse plano em nossa vida, e logo veremos o desfecho dos propósitos de Deus, quando estaremos com Ele para sempre, sem a sombra da dor e da maldade.

Faz mais de 20 anos que ouvi a voz do Espírito Santo me convidando a pensar no verdadeiro sentido do Natal. A voz dEle se tornou muito familiar ao longo desses anos e neste Natal só tenho que agradecer por Sua presença, por Seu tão grande amor que me fez conhecer meu Deus, meu Salvador, que decidiu nascer aqui e dar a vida por mim.

Débora Borges é pedagoga e pós-graduada em Aconselhamento Familiar

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