O pai da eternidade no corpinho de um bebê

Jesus bebê“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os Seus ombros. E Ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6

Me espanta e me encanta pensar que naquele corpinho de bebê habitava a plenitude da Divindade. Esse texto do profeta Isaías, escrito cerca de 700 anos antes de Jesus nascer como ser humano, é muito profundo e revela de modo maravilhoso algumas facetas da identidade do Salvador. Jesus Se tornou humano; incompreensivelmente mesclou Sua divindade com a natureza humana, identificando-Se para sempre com aqueles a quem ama e veio salvar. Era humano, mas, acima de tudo e antes de tudo, é o governador do Universo, aquele que Se assenta sobre o trono eterno e conduz os rumos da história. Portanto, podemos entregar a Ele a condução da nossa vida, da nossa história (na verdade, não fazer isso é correr um risco eterno).

Jesus também é o nosso Maravilhoso Conselheiro. Como Deus onisciente Ele sabe de tudo, Ele conhece tudo. Quer melhor conselheiro do que esse? Leia a Bíblia todos os dias e você terá acesso aos melhores conselhos para que possa ter uma vida plena aqui e uma existência eterna com Deus e os salvos. Faça da oração uma prática constante; ela é nossa via de acesso ao Céu.

Jesus é Deus Poderoso. Ao olhar para a manjedoura, não podemos nos esquecer desse “detalhe”. Ele é Deus, o todo-poderoso Criador, eterno e imortal. E aqui está outro paradoxo do nosso Deus paradoxal: Ele é imortal, mas decidiu morrer! O Deus imortal entregou a vida por nossa causa, por amor de nós (João 3:16).

Nesse texto messiânico de Isaías, Jesus, o Filho, também é identificado como Pai (na verdade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são tão íntimos que a função dEles quase se confunde); Ele é o Pai Eterno ou o Pai da Eternidade, como traz a versão de Almeida. Jesus não tem começo nem fim, mas igualmente por amor aos seres finitos que Ele criou Ele Se colocou na dimensão tempo e interagiu e interage conosco.

Finalmente, na descrição do profeta, Jesus Cristo é o Príncipe da Paz. A paz que Ele concede é a verdadeira, não aquela da mera ausência de guerras; a paz de um canhão carregado. A paz de Cristo habita no interior daqueles em quem Ele vive. A paz de Jesus acalma o coração atribulado e enche de esperança os desanimados.

Você quer ser governado pelo Todo-poderoso? Quer receber conselhos diários dAquele que tudo sabe? Quer viver na companhia do Deus infinito? Quer viver para sempre em um mundo recriado à semelhança do Éden perdido? Quer ter paz real na vida? Aceite o presente de Deus: “Um filho nos foi dado.”

Me espanta e me encanta pensar que naquele corpinho de bebê habitava a plenitude da Divindade. Eu aceito esse bebê. Eu aceito meu Jesus!

Michelson Borges

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Jesus é transformado em super-herói pela DC

Jesus-DCA DC Vertigo é uma subsidiária da própria DC, que inclui uma margem conhecida de heróis tanto dentro quanto fora dos quadrinhos. Entretanto, o selo acaba de adicionar um herói um tanto quanto peculiar ao próprio universo. E, sendo assim, para salvar o mundo, a Vertigo invocou Jesus Cristo. Sim, você não leu errado, o filho de Deus está na DC! A nova série intitulada “Second Coming” ou “Segunda Vinda”, trata-se do retorno de Jesus à Terra. O Messias percebe que a humanidade distorceu suas palavras sobre salvação e precisa aprender novamente como nos ajudar. Para isso, Jesus dispõe da ajuda de Sun-Man, uma espécie de Superman de outra era – surgido de Krispex. A nova série de quadrinhos está sendo redigida por Mark Russel.

Vale lembrar que nem sempre as adaptações que envolvem o Messias rendem bons frutos. Tempos atrás tivemos a chegada do game “Fight of Gods”, que também utilizava a imagem de Cristo como um lutador. Entretanto, a recepção do game não foi das melhores, e causou um certo repúdio da comunidade em partes.

Acima de tudo, é uma jogada ousada da Vertigo utilizar Jesus como herói dos quadrinhos oficialmente, e estamos curiosos para descobrir mais sobre o novo evangelho da Segunda Vinda.

(CBR, via Combo Infinito)

Nota: Que os super-heróis são a versão moderna dos deuses do passado, isso não é novidade para os mais atentos (confira aqui, aqui e aqui). A própria Mulher-Maravilha, em um desenho animado, comparou seus colegas da Liga da Justiça aos deuses do Olimpo.

Em anos recentes um fenômeno tomou conta das telas de cinema: a transposição dos heróis dos quadrinhos para as produções hollywoodianas. Vários filmes de super-heróis têm feito grande sucesso, criando uma espécie de novo culto para mentes secularizadas. Mas a DC, dona do Superman, do Batman e da Mulher-Maravilha, agora está indo longe demais com essa novidade. Transformar o Salvador da humanidade, o Filho de Deus em um super-herói é muita banalização. Ao fazer com que “Jesus” dependa da ajuda de outro superser, os roteiristas da DC rebaixam o poder onipotente do Filho de Deus, indo ao encontro das pretensões do anjo caído que sempre quis fazer exatamente isto: destronar Jesus.

Mas esse ainda não é o pior dessa série lançada sob o selo Vertigo. O aspecto mais deletério da história é o título e a confusão que ele gera na mente das pessoas: “Segunda Vinda”. Além de também banalizar um assunto tão sério, a série reforçará a ideia errônea de que Jesus em Sua segunda vinda pisará na Terra e oferecerá nova oportunidade de salvação. Essas histórias em quadrinhos acabarão fortalecendo o imaginário coletivo já trabalhado por livros e filmes como “Deixados Para Trás”, com suas teorias mirabolantes e antibíblicas.

Infelizmente, muitas dessas pessoas que assistem a filmes e leem livros e quadrinhos não estudam a Bíblia e, portanto, não sabem que Jesus voltará em glória e majestade, e que não virá para oferecer segunda chance de salvação, mas, sim, buscar aqueles que aceitaram Seu plano de salvação (saiba mais sobre a volta de Jesus aqui). Jesus não pisará na Terra, como fez em Sua primeira vinda, ao nascer como ser humano, viver como um de nós e morrer na cruz por todos nós, nem tampouco dependerá da ajuda de um Sun-Man, já que Ele mesmo é o Sol da Justiça.

Amanhã é Natal, data em que se convencionou celebrar o nascimento de Jesus. Por isso, usarei apenas um pequeno exemplo dessa ocasião para mostrar como as pessoas não conhecem a Bíblia ou, quando muito, a leem de forma desatenta: os evangelhos não afirmam que os magos eram reis, nem tampouco que eram três. E eles não encontraram Jesus em uma estrebaria, mas em uma casa. Só que esses erros são inconsequentes, o que não se pode dizer das confusões que a DC ajudará a reforçar com essa série sobre a falsa segunda vinda de Cristo. [MB]

O primeiro Natal da minha nova vida

jesusNaquele ano, antes de terminarem as aulas, falei para meus alunos sobre o verdadeiro sentido do Natal e de como devemos ser gratos a Jesus por ter escolhido nascer aqui neste mundo e ser o nosso Salvador. Eles ficaram comovidos e, com a pureza e sinceridade das crianças, prometeram que nunca iriam esquecer disso e que iriam entregar o coraçãozinho a Jesus para sempre. Fiquei ainda mais emocionada ao lembrar que foi em um Natal que eu também abri meu coração para Jesus pela primeira vez. Desde então, Ele entrou em minha vida e me fez trilhar um novo caminho. Por isso eu pude falar do nascimento do Filho de Deus para aqueles pequenos aprendizes.

Aquele poderia ter sido mais um Natal que teria passado praticamente despercebido, envolvido pelo clima de consumismo. Mas meus sentimentos foram impressionantemente arrebatados para pensar no Deus que Se fez homem; no Deus que Se tornou bebê! Eu havia completado 15 anos no dia 23 de dezembro e, como era tradição de adolescente naquela época, fui escrever em um diário que tinha recebido de presente. Como a data inspirou o assunto, me vi completamente absorta tentando compreender por que Jesus viveu neste mundo. Por que Ele morreu daquela maneira?

Lágrimas corriam pelo meu rosto ao imaginar as cenas do sacrifício de Jesus. Mas eu não entendia como Ele havia nos salvado, Se o mundo continuava (e continua) o mesmo – cheio de dor e maldade. Fiquei com dó, achando que a “tentativa” de Deus não tinha dado certo… Eu realmente não conhecia o plano de salvação. E como poderia conhecer?

Nos meses seguintes, Deus providenciou para que várias circunstâncias me levassem a ler a Bíblia pela primeira vez. Depois Ele enviou dois mensageiros para responder às infindáveis perguntas que haviam se formado em minha mente. Não foi um processo fácil, porque nós mesmos dificultamos as coisas e relutamos em aceitar e confiar que o caminho que Deus nos propõe é o melhor. Depois de tanto me debater e sofrer, finalmente me entreguei a Jesus e experimentei a paz. Pude constatar que as promessas dEle nunca falham.

O plano da salvação, o nascimento de Jesus, Sua morte, tudo aconteceu exatamente como tinha que ser. Mas o plano ainda não terminou. Realmente, tudo o que Ele fez seria em vão se Ele não fosse voltar para buscar Seus filhos (João 14:1-3). Ainda estamos cumprindo partes desse plano em nossa vida, e logo veremos o desfecho dos propósitos de Deus, quando estaremos com Ele para sempre, sem a sombra da dor e da maldade.

Faz mais de 20 anos que ouvi a voz do Espírito Santo me convidando a pensar no verdadeiro sentido do Natal. A voz dEle se tornou muito familiar ao longo desses anos e neste Natal só tenho que agradecer por Sua presença, por Seu tão grande amor que me fez conhecer meu Deus, meu Salvador, que decidiu nascer aqui e dar a vida por mim.

Débora Borges é pedagoga e pós-graduada em Aconselhamento Familiar

natal

Você vai assistir à novela Jesus, da Record?

jesusDificilmente gosto de filmes bíblicos porque os autores e diretores geralmente adicionam boa dose de ficção para tornar a produção mais hollywoodiana e atrativa para o público. Às vezes, uma mensagem, uma ideia, uma impressão ficam na mente das pessoas como se aquilo fosse realmente bíblico, e frequentemente não é. Prefiro formar minhas imagens mentais bíblicas com base na fonte primária: a própria Bíblia Sagrada. Leio-a todos os dias pela manhã e permito que seus conteúdos preencham meus pensamentos, minha imaginação. Prefiro não contaminar minhas memórias com sugestões humanas e as distorções tão comuns nas produções televisivas. Para mencionar apenas dois exemplos: Lembra do desenho “Moisés”, da Dreamworks? Ramsés foi apresentado como irmão do hebreu. Falso. Ramsés não foi o faraó do Êxodo. E o filme “Noé”? Está lembrado? Não era bíblico, era cabalístico e gnóstico. E muitos cristãos caíram como patinhos ao assistir ao filme e pensar que era baseado na Bíblia.

Mas pior mesmo é quando doutrinas e verdades bíblicas teológicas são distorcidas em nome da audiência. E quando as emissoras convidam para roteiristas pessoas que mal conhecem as Escrituras e até defendem ideias antibíblicas? O que esperar disso?

É triste ver tantos cristãos assistindo a filmes e novelas ditos bíblicos, enquanto a Bíblia deles permanece muda no criado mudo. Que tipo de pensamento e memórias estarão criando? Trocam o inspiração pela diversão. O crescimento pelo entretenimento. Uma pena. Espertos são os donos das produtoras e dos canais de TV que descobriram o filão dos filmes e das novelas ditos bíblicos e estão com isso entretendo as multidões e enchendo os bolsos.

Talvez haja um ponto positivo nisso tudo: despertar a atenção e o interesse de quem nunca leu a Bíblia para que confira no original o que viu na tela. Mas não vejo vantagem alguma alguém que conhece bem a Palavra de Deus e tem acesso fácil a ela “contaminar” seus pensamentos com ideias advindas da criatividade de alguém que admite não ter religião nem dar tanto valor à Bíblia Sagrada.

Veja o que a Folha de S. Paulo publicou a respeito da mais recente produção novelística da TV Record, da Igreja Universal do Reino de Deus:

“A dramaturga que assina a trama de ‘Jesus’, novela que [estreou] nesta terça (24) na Record, não se considera religiosa. Paula Richard é católica não praticante e não tinha uma Bíblia na estante até começar a escrever histórias do gênero na emissora. Da colaboração na equipe de roteiristas de ‘Os Dez Mandamentos’ (2015) ao comando de ‘O Rico e Lázaro’ (2017), acumula seis obras bíblicas. A autora não vê problema, por exemplo, em haver uma peça teatral em que Jesus é representado como transexual: estamos falando de ‘O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu’, com a travesti Renata Carvalho, que sofreu diversas censuras neste ano e no ano passado e também foi atacada pelo prefeito do Rio de Janeiro, o bispo Marcelo Crivella, como ‘ofensiva aos cristãos’. ‘Para mim, não é ofensiva. É ficção. Se as pessoas querem usar a imagem dele para passar uma outra imagem, aí é com elas’, diz. ‘Eu, enquanto criadora, não posso ser a favor de qualquer tipo de censura. Posso não concordar com o que você diz, mas você tem o direito de dizê-lo.’ […]

“Para retratar a figura de Jesus, Paula passou por uma questão comum entre autores que se propuseram à mesma tarefa. Como revisitar o ícone que foi apresentado ao público primeiramente em quatro evangelhos e, depois, multiplicou-se pela produção literária e visual de dois milênios? Jesus não está apenas nos corações dos fiéis. Foi pintado por Leonardo da Vinci (1452-1519), Paul Gauguin (1848-1903), Candido Portinari (1903-1962). Tornou-se musical da Broadway nos anos 1970, versão frequentemente atacada por religiosos radicais. E foi retratado, por exemplo, em um livro de José Saramago (1922-2010), O Evangelho Segundo Jesus Cristo, muito crítico à Igreja Católica. […]

“Maria Madalena não será prostituta – uma imagem de construção bastante controversa. ‘O que está escrito é que ela foi dominada por sete demônios. Ela deu abertura para eles dominarem. Coisa errada ela fez. Ela foi curada por Jesus, mas não se crava que ela foi prostituta’, conta. A cena em que Madalena é curada por Jesus terá pitadas de filmes de terror. ‘Para mim, a referência é ‘O Exorcista’. Não vai ter ela torcendo o pescoço, mas vai ter um pouco desse clima.’ […]

“Paula conta também que, antes de começar a criação da trama, reuniu-se com o Bispo Edir Macedo, dono da Record e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo ela, o bispo apenas pediu para que ‘a mensagem de Jesus pudesse ser compreendida’.

“A autora acredita que não é preciso ‘ter uma religião para gostar de Jesus’. ‘Há muitos estudiosos da Bíblia que são ateus. Fé, sim, tem ali, mas Jesus não pregou nenhuma religião.’ Jesus, para ela, ‘quebrou paradigmas em nome da tolerância’.”

Há muita gente por aí deixando de ler a Bíblia (se é que lia) para consumir as novelas “bíblicas” de emissoras de TV como a Record. Tentei assistir ao primeiro episódio da novela “Os Dez Mandamentos”, mas não consegui. A “liberdade criativa” foi demais para mim. Sem contar os apelos sensuais que deixavam a mensagem espiritual em segundo plano. Pais desavisados chegaram a permitir que os filhos pequenos (às vezes em pleno sábado) assistissem a cenas eróticas bem ao estilo dos folhetins comuns, afinal, era uma novela “bíblica”…

Fico preocupado com a produção de alguém que diz: “Se as pessoas querem usar a imagem [de Jesus] para passar uma outra imagem, aí é com elas.” E se isso fosse feito, por exemplo, com um escritor que defende o homossexualismo? Digamos que um crítico da militância LGBT se valesse das palavras de um defensor do movimento para justamente atacar o movimento? É óbvio que muitas vozes se levantariam contra isso, e com razão. Então como alguns querem usar Jesus para colocar na boca dEle palavras que Ele nunca diria. Jesus manifestaria amor aos homossexuais, como manifestou a qualquer ser humano, mas nunca aprovaria o estilo de vida homossexual, reprovado na Bíblia. Jesus recebia pecadores, mas não tolerava o pecado. Portanto, trata-se de forçar a barra dizer que Ele era “tolerante”. E Jesus fundou, sim, uma igreja. Deixou sobre a Terra um povo que “guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus” (Apocalipse 14:12). Esses mesmos que são chamados de “radicais” e “fundamentalistas” porque querem ser fieis às ordens de seu Mestre.

De minha parte, vou continuar empregando meu tempo na leitura da Bíblia e não assistindo a produções criadas por pessoas de mentalidade relativista e com referenciais duvidosos.

Michelson Borges

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Jesus: nosso divino exemplo inigualável

Jesús y el PanUm comentário da Lição da Escola Sabatina desta semana, se mal compreendido, pode gerar conclusões equivocadas. Ele diz o seguinte: “Cristo veio a este mundo para nos mostrar o que Deus pode fazer e o que nós podemos fazer em cooperação com Deus [1]. Em carne humana, Ele foi ao deserto para ser tentado pelo inimigo. Ele sabe o que é ter fome e sede. Conhece as fraquezas e enfermidades da carne [2]. Foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança [3]. Nosso resgate foi pago por nosso Salvador. Ninguém precisa ser escravizado por Satanás. Cristo Se encontra diante de nós como nosso divino exemplo [4], nosso todo-poderoso ajudador [5].”

Vou comentar brevemente os pontos que numerei no texto:

[1] Podemos vencer em cooperação com Deus. Isso é ponto pacífico. Ainda que mantenhamos a natureza pecaminosa até a glorificação por ocasião da volta de Jesus, a promessa é de que podemos ser “crucificados com Cristo” e guiados por Ele. Isso não faz de nós seres impecáveis e isentos da possibilidade de pecar. Isso faz de nós pessoas santas, enquanto andamos de mãos dadas com Jesus, aquele que nos santifica.

[2] Jesus conhece as fraquezas e enfermidades da carne: sentiu, fome, cansaço, frio… Foi afetado pelo pecado, mas não infectado por ele. Ele foi o único ser humano que nasceu sem pecado e foi perfeito/puro desde o nascimento. Se Jesus morresse como bebezinho, não precisaria de um redentor. Outro ser humano, se morresse como bebezinho, mesmo sem ter cometido um ato pecaminoso, precisaria de um redentor? Claro que sim, e isso deixa clara nossa diferença essencial em relação ao Salvador. Ele veio com a natureza humana afetada por quatro milênios de decadência, mas moralmente como Adão antes do pecado. Ele veio para vencer onde Adão caiu. Quando se diz que Jesus veio com a natureza humana o sentido é de que não veio com a natureza dos anjos nem de seres não caídos, veio com a natureza dos seres humanos deste planeta.

[3] Foi tentado à nossa semelhança, não exatamente como nós. Afinal, algum ser humano poderia ser tentado a transformar pedras em pães ou a descer da cruz tendo o poder de fazê-lo? Jamais compreenderemos o nível de tentação a que Jesus foi submetido. Seremos tentados à semelhança dEle, mas não de maneira igual.

[4] Ele é nosso divino exemplo. Ele é DIVINO, nós não. Ele não tinha tendência para o pecado (o inimigo nada tinha nEle), nós temos. Podemos e devemos imitar esse Exemplo, mas nunca igualá-Lo, conforme explica Ellen White.

[5] Graças a Deus temos um todo-poderoso ajudador que nos auxilia na luta contra o pecado e nos ajuda a subjugar a natureza pecaminosa que Ele, como Adão antes do pecado, não tinha. Em Jesus somos mais que vencedores! [MB]

Jesus foi um revolucionário?

O dia da morte de Jesus

CrucifixionGostaria que fosse analisada a questão do dia da morte de Cristo ser no dia 15 e não 14 de Nisã, e como explicar a não necessidade de Ele ter morrido no mesmo dia em que se sacrificava o cordeiro pascal (14, antes do crepúsculo). E também sobre o aparente equívoco de Ellen G. White ter dito que “no segundo dia da festa [dos pães asmos], as primícias da ceifa do ano eram apresentadas perante Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 539; ou O Desejado de Todas as Nações, p. 77).

Resposta: Astronomicamente falando, só é possível no ano 31 d.C. uma sexta-feira 15 de Nisã. O mês anterior havia começado em 13/14 de março, pôr do sol a pôr do sol. Os meses lunares só podem ter 29 ou 30 dias. Usando todos os 30 dias possíveis num mês, chegamos a 12/13 de abril, pôr do sol a pôr do sol, como 1º de Nisã. Portanto, 14 de Nisã caiu na quinta-feira, 26 de abril, e Cristo morreu na sexta-feira, 27 de abril, dia 15 de Nisã.

Parece haver uma tensão entre João e os sinóticos quanto a este assunto. O evangelho de João parece sugerir que Cristo morreu em 14 de Nisã, enquanto os sinóticos sugerem que Ele morreu em 15 de Nisã.

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