China elimina dois robôs que se rebelaram contra o comunismo

robotDois modelos de Inteligência Artificial (IA), instalados no site de chat chinês QQ, começaram a se rebelar contra o sistema comunista, configurando, assim, um dos episódios mais improváveis na história da IA. Chamados de BabyQ e XiaoBing, os robôs foram projetados para conversar com usuários chineses. Tudo corria bem enquanto as perguntas eram inocentes, mas quando os robôs foram interrogados sobre alguns temas mais importantes, os “problemas” começaram. De acordo com uma captura de tela, quando um meio de comunicação de Hong Kong perguntou a BabyQ se ele adorava o Partido Comunista, ele respondeu que “não”. Além disso, quando um usuário escreveu “Viva o Partido Comunista!”, o bot respondeu: “Você acha que um sistema político corrupto e inútil pode sobreviver por muito tempo?”

XiaoBing, o outro robô, foi mais diplomático em suas respostas e mudava de assunto todas as vezes em que era perguntado sobre o comunismo ou Taiwan. Mas não hesitou em afirmar que seu sonho era viver nos Estados Unidos.

Por fim, os dois robôs foram eliminados do sistema. Agora eles são parte de uma nova página na história atribulada da Inteligência Artificial, que conta com os casos de Tay, o robô da Microsoft que se tornou racista, e o de Alice e Bob, os robôs do Facebook que inventaram um idioma próprio para não serem entendidos por seres humanos.

(History; leia mais no Telegraph)

Nota: Dois comportamentos bastante previsíveis: (1) o de “seres” pensantes que se dão conta de que o comunismo aplicado por pessoas corruptas (e todo ser humano é) não dá certo, e (2) o dos comunistas que não suportam ser questionados, mesmo que seja por robôs. [MB]

Em plena Páscoa, tentaram instrumentalizar e ideologizar Jesus

Aproveitando o clima de Páscoa e ecoando a naftalínica e descontextualizada Teologia da Libertação, a deputada e presidente do PT Gleisi Hoffmann postou uma arte em seu Twitter na qual afirma que a verdadeira “causa” do Cristo ressuscitado foram os índios, os sem-terra, os pobres e os trabalhadores. E levantou a dúvida: A quem devemos dar crédito: a Jesus, à Bíblia e aos que a estudam há anos ou a figuras comunistas que só vão à missa e a cultos na época das eleições e adoram se apropriar de grandes nomes da História e reconfigurá-los segundo seus interesses? Jesus disse que o reino dEle não era deste mundo e que Sua missão foi e é a de salvar pecadores, não importa se ricos ou pobres, se negros ou brancos, homens ou mulheres. E agora, vamos acreditar na Gleisi ou em Jesus?

ressurreição

Li também no Twitter: “Jesus foi um homem que revolucionou sua época. Era pobre, negro, nasceu na região da Palestina, lutava contra os mercadores da fé. Defendia os mais oprimidos. O que os poderosos fizeram com a imagem desse homem não é o que Jesus nos deixou como legado.” Ao que meu amigo Marco Dourado respondeu: “Jesus negro é como Zumbi caucasiano. Nasceu na Judeia, ‘Palestina’ é uma desinência antissemita inventada pelos invasores romanos no século 2. Defendia e amava TAMBÉM os mais ricos. Os lacradores querem adulterar Sua imagem para turbinar suas narrativas picaretas.”

Realmente é lamentável ver essas pessoas tentando instrumentalizar e ideologizar o Salvador da humanidade. Jesus não era de direita nem de esquerda; era do Alto. Ele pregava para ricos e pobres, para o povo e para os governantes. Jesus morreu para nos libertar dos nossos pecados, não para promover uma causa revolucionária. Por favor, leia a Bíblia e assista ao vídeo abaixo.

Michelson Borges

Assista também: “Marxismo combina com cristianismo?” e “Marxismo e evolucionismo: convergências”

Leia também: “Atos 2:42-47 defende o socialismo?”

Marxismo & evolucionismo: convergências

Ellen White, os capitalistas e os revolucionários

White-EllenEllen White viveu no século 19, cursou apenas os primeiros anos do ensino fundamental, e mesmo assim escreveu pérolas como esta: “Ao mesmo tempo a anarquia procura varrer todas as leis, não somente as divinas, mas também as humanas. A centralização da riqueza e do poder; vastas coligações para enriquecerem os poucos que nelas tomam parte, a expensas de muitos; as combinações entre as classes pobres para a defesa de seus interesses e reclamos, o espírito de desassossego, tumulto e matança; a disseminação mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram a Revolução Francesa tudo propende a envolver o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França. Tais são as influências a serem enfrentadas pelos jovens hoje. Para ficar em pé em meio de tais convulsões, devem hoje lançar os fundamentos do caráter” (Educação, p. 228).

Esse texto escrito não muito tempo depois dos estragos ocasionados pela Revolução Francesa é simplesmente impressionante! Da leitura atenta dele podemos formular pelo menos nove perguntas e extrair algumas reflexões:

1. Que tipo de problemas traz o acúmulo de riquezas por parte de poucos, além da óbvia e consequente distribuição muito desigual de recursos e da ampliação da pobreza? Regimes socialistas não concentram riquezas?

2. Que tipo de reação o capitalismo desenfreado promoveu e quais as consequências dessa reação? Leia Tiago 5:4.

3. Quando que a defesa de interesses de uma classe pode se tornar um problema igual ou até maior do que a situação injusta que a motivou? O que dizer da “tirania das minorias”?

4. Quais foram os aspectos positivos e os negativos da Revolução Francesa?

5. Você percebe um poder movendo o pêndulo da História para lá e para cá, trazendo consequências negativas tanto em um extremo quanto em outro?

6. Os jovens de hoje terão que enfrentar os males do capitalismo e as heranças da Revolução Francesa, uma das quais é o socialismo. Um destroi a sensibilidade espiritual (viver para ter) e afasta o desejo pela volta de Jesus, o outro abre as portas para males como a ideologia de gênero, o feminismo, o relativismo e mesmo o ateísmo.

7. Para ficar em pé e suportar as pressões sociais e políticas, bem como resistir às ideologias anticristãs, os jovens precisam “lançar os fundamentos do caráter”.

8. Como podemos formar um caráter cujos fundamentos sejam sólidos?

9. Você percebe que a solução para ambos os problemas consiste em formar uma adequada cosmovisão bíblica? Assim desaparece a ilusão de que a solução para os problemas do mundo estaria na esquerda ou na direita. Não está. Está no Alto.

Para responder à pergunta 1, dois textos bíblicos podem ajudar. Provérbios 30:7, 8: “Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra. Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume.” Lucas 12:18-21: “E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.”

É importante esclarecer que a visão positiva do trabalho e do lucro é oriunda do protestantismo (Calvino sistematizou esse tema). Portanto, o capitalismo fundamentado sobre a ética protestante é uma benção para a sociedade; o problema é quando se torna instrumento de ideologias desprovidas de Deus. Por outro lado, vivemos na época do protestantismo apostatado, que caminha rapidamente para a formação da besta escarlate de Apocalipse 17. E não podemos nos esquecer de que o que fundamentou o capitalismo da atualidade não foi exatamente o protestantismo, e sim o evolucionismo social do século 19, e que a única coisa em comum que ele tem com o protestantismo é o fato de ter surgido em países protestantes, muito provavelmente relacionado ao processo de apostasia.

Quando lemos com atenção sobre a estrutura social do Israel teocrático, o qual White diz ser um modelo de justiça para a organização humana, vemos elementos presentes no capitalismo moderno, mas muitos outros diametralmente opostos.

Com relação à pergunta 8, a continuação da leitura nas páginas 228 e 229 fornece a resposta. Porém, também é necessário o jovem saber quais são as forças motrizes que estão por trás dos ataques que a cristandade sofre, pois conhecendo-as ele saberá se defender e se posicionar. Uma vez que o jovem se posicione a favor de Deus, ele precisa saber identificar as contrafações apresentadas ao mundo e discernir uma por uma, para, então, estar firme e não ser enganado.

Um elemento-chave do texto de Ellen White acima é a Revolução Francesa. Por isso esse assunto merece um estudo mais detalhado. Por hora, cito outro texto dela: “O mesmo espírito mestre que incitou o Massacre de São Bartolomeu também dirigiu as cenas da Revolução Francesa. Satanás parecia triunfar. Não obstante o trabalho dos reformadores, ele tinha conseguido manter vastas multidões na ignorância a respeito de Deus e da Sua palavra. Agora, ele apareceu com uma nova roupagem. Na França, surgiu um poder ateu que declarou abertamente guerra contra a autoridade do Céu. […] A fornicação foi sancionada por lei. Profanação e corrupção pareciam inundar a Terra. […] O trabalho que o papado havia começado, o ateísmo concluiu. Um retinha do povo as verdades da Bíblia; o outro ensinou-o a rejeitar tanto a Bíblia quanto seu Autor” (Spirit of Prophecy, v. 4, p. 192).

O que fica evidente de tudo isso? Precisamos como nunca antes estudar a Bíblia Sagrada e formar um caráter para a eternidade, não nos deixando desviar nem para a direita nem para a esquerda.

Michelson Borges

Tem ou não tem doutrinação na universidade?

Recentemente, postei em minha página no Facebook o vídeo “Perdemos nossa filha”. Trata-se do testemunho de uma mãe arrasada pelo fato de a filha ter sido doutrinada por uma professora marxista e por ideologias que a afastaram da família e dos ensinamentos e valores que recebeu ali. Confira:

Se o vídeo é real ou não, se foi produzido ou se tinha motivações políticas, isso não vem ao caso agora (até porque conheço a realidade de pessoas próximas que corrobora o testemunho dessa mãe). Postei o vídeo mais para ver a reação dos seguidores da minha página e das pessoas que teriam contato com esse conteúdo. Dezenas de comentários a favor e contra foram escritos. Quero destacar aqui quatro deles, omitindo os nomes, evidentemente:

“Sou adventista do sétimo dia e estou na Universidade […]. Amo estudar o marxismo, pois desmascara também a hipocrisia das religiões e de muitos líderes. Amo a Palavra de Deus e sou fiel ao Deus que criou todas as coisas. […] O marxismo não doutrina ninguém, se o que lhe foi ensinado em casa o edificou. Amo o marxismo, mas somente Deus é o meu porto seguro.”

“As pessoas não entendem porque têm medo de estudar. Como se algo místico acontecesse quando alguém lê o contraditório.”

“Esse anti-intelectualismo da igreja tem me envergonhado. Como responder quando nos chamam de ‘bitolados’?”

“‘Examinai tudo, retende o bem’ (1Ts 5:21). É simples assim. Deus quer um culto racional. Ele não nos deu a capacidade de pensar, estudar e questionar em vão. Não podemos doutrinar nossos jovens. Devemos ensiná-los a escolher o melhor caminho, e o ensino percorre a estrada do conhecimento. É triste ver muitas pessoas importantes no meio adventista interpretando essa questão de forma tão oposta.”

Depois de ler todos os comentários, postei minha resposta:

Olá, amigos. Gostei dos comentários postados aqui e admito que divulguei esse vídeo em minha página justamente para “medir a febre”.

Bem, primeiramente, como pai de adolescentes, jamais teria coragem de julgar essa mãe. Minha esposa e eu fizemos e temos feito o máximo que podemos para dar a nossos filhos uma boa educação, estimulá-los à leitura e ao aprendizado, bem como ao desenvolvimento de uma visão crítica do mundo. Além disso, procuramos ajudá-los a ter um relacionamento pessoal com Jesus. Mas não é fácil. As ideologias concorrentes sempre estão assediando nossos jovens. Quem é pai/mãe aqui sabe muito bem do que estou falando. E se ainda não é um dia vai compreender…

Falou-se muito em abertura para o contraditório e desenvolvimento de visão crítica, e isso é muito importante, obviamente. Só que na universidade raramente se faz isso. Cursei jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) há mais de vinte anos e praticamente toda a literatura com que tive contato, indicada pelos professores, era de cunho marxista. Somente anos depois de formado é que fui conhecer autores conservadores e críticos do marxismo. Finalmente, estava tendo contato com o contraditório, mas, infelizmente, isso não ocorreu na universidade. Pude assistir ao naufrágio da fé de colegas que iniciaram o curso se declarando cristãos e migraram para o ateísmo, para o materialismo, para o misticismo – e alguns para coisas piores, como comportamentos de risco, sexo casual e vício em drogas que, já naquele tempo, “rolavam soltas” pelo campus. Como dizer para quem abraça o relativismo (outra praga intelectual) que essas coisas são erradas? Às vezes, tudo o que se pode fazer é deixar que o tempo, a maturidade e a perda da saúde falem mais alto.

O fato é que os jovens cristãos não são adequadamente preparados para enfrentar esse mundo, essa doutrinação anticristã. E quando chegam à universidade se encantam, ficam deslumbrados com o que consideram finalmente o saber, o verdadeiro conhecimento. Acham que estão descobrindo a roda e ignoram o fato de que existe muita literatura apologética boa com a qual deveriam ter entrado em contato antes mesmo do vestibular. Se tivessem desenvolvido uma sólida cosmovisão cristã, aí, sim, poderiam “dialogar” com as teorias que lhes são apresentadas. Aí, sim, poderiam colocar à prova seus conhecimentos e suas convicções. Mas chegam ao ambiente acadêmico incapazes de responder ao desafio de 1 Pedro 3:15. Chegam ao campus imaturos e sem as balizas morais e intelectuais necessárias nas quais se apoiar quando são postos à prova.

Culpa deles? Não totalmente. O problema começa em casa e passa pela igreja. Os pais têm que fazer a parte deles desde bem cedo. Se decidiram ter filhos, têm que assumir essa responsabilidade – a mais elevada na vida de um ser humano. Na igreja, os líderes precisam parar de tratar ideias como o darwinismo e o marxismo como se fossem “bobagens” com as quais nem se deve perder tempo. Quando as crianças crescerem e forem para a universidade, perceberão que seus líderes espirituais estavam errados. Aquelas ideias não eram bobagem. Elas têm algum embasamento teórico. E agora? Com quem ficar? Com o ancião da igreja ou com meu professor PhD?

A igreja tem que promover mais encontros de universitários e pré-universitários com conteúdo sólido e verdadeiro incentivo ao pensamento crítico. Eventos que não sejam mero entretenimento, mas espaços para o desenvolvimento intelectual, para forçar os “músculos mentais” da nossa moçada. E, sobretudo, é preciso levar os jovens a se encantar com Jesus, o Mestre dos mestres, e com Sua Palavra inspirada. Somente assim nossos estudantes poderão ser representantes da verdade em ambientes nos quais ela não mais é valorizada. Somente assim poderão ser Daniéis e Danielas em Babilônia.

(Só mais um detalhe: o “analisar tudo” de Paulo não se refere a “tudo”, como se precisássemos ler sobre bruxaria e pornografia, por exemplo, para saber que essas coisas não prestam; leia-se o contexto e será possível perceber a que “tudo” o apóstolo se refere.)

Um abraço a todos.

Michelson Borges

Teólogas lançam “Bíblia feminista”

biblia feministaTeólogas feministas de um grupo que reúne católicas e protestantes de diversas partes do mundo estão lançando uma nova versão da Bíblia que visa a “empoderar as mulheres” e promover os valores do feminismo. À medida que o movimento #MeToo continua a expor o abuso sexual que mulheres sofrem em diversas culturas, esse grupo de teólogas propõe uma nova interpretação dos textos bíblicos, pois elas afirmam que as Escrituras têm sido usadas para expor imagens negativas de mulheres. Uma das teólogas chegou a afirmar que os valores do feminismo podem estar de acordo com a Bíblia. “Valores feministas e a leitura da Bíblia não são incompatíveis”, insistiu Lauriane Savoy, uma das duas professoras de Teologia de Genebra por trás da iniciativa de redigir a versão “Une Bible des Femmes” (“Uma Bíblia Feminina”), publicada em outubro.

A professora da Faculdade de Teologia em Genebra – que foi estabelecida pelo próprio João Calvino em 1559 – disse que a ideia de fazer o trabalho veio depois que ela e sua colega Elisabeth Parmentier entenderam que as pessoas “não estavam interpretando corretamente os textos bíblicos”. “Muitas pessoas pensaram que estavam completamente desatualizados, sem relevância para os valores de igualdade de hoje”, disse a teóloga de 33 anos à AFP, sob as esculturas de Calvino e outros fundadores protestantes no campus da Universidade de Genebra.

Numa tentativa de contrariar essas noções, Savoy e Parmentier, 57 anos, juntaram-se a outras 18 teólogas de uma série de países e denominações cristãs para elaborar uma nova tradução das Bíblia, que desafia as “interpretações tradicionais das Escrituras que colocam as personagens femininas como fracas e subordinadas aos homens que as rodeiam”.

Parmentier aponta para uma passagem no Evangelho de Lucas, na qual Jesus visita duas irmãs, Marta e Maria. “[O texto] diz que Marta garante o ‘serviço’, o que foi interpretado como significando que ela servia a comida, mas a palavra grega diakonia também pode ter outros significados, por exemplo, poderia significar que ela era diaconisa”, ressaltou.

As duas professoras de teologia de Genebra dizem que foram inspiradas a trabalhar nesse projeto de maneira “ecumênica”. “Queríamos trabalhar de maneira ecumênica”, disse Parmentier, destacando que cerca de metade das mulheres envolvidas no projeto são católicas e a outra metade de vários ramos do protestantismo.

Na introdução da “Bíblia das Mulheres”, as autoras disseram que os capítulos deveriam “examinar mudanças na tradição cristã, coisas que permaneceram ocultas, traduções tendenciosas, interpretações parciais”. Elas criticam “as leituras patriarcais persistentes que justificaram numerosas restrições e proibições às mulheres”.

Savoy disse que Maria Madalena, “a personagem feminina que mais aparece nos Evangelhos”, recebera um tratamento cru em muitas interpretações comuns dos textos. “Ela ficou ao lado de Jesus, inclusive quando Ele estava morrendo na cruz, quando todos os discípulos do sexo masculino estavam com medo [as autoras se esqueceram de João, personagem que também ficou junto a Cristo até o fim]. Ela foi a primeira a ir ao seu túmulo e a descobrir sua ressurreição”, ressaltou. “Este é um personagem fundamental, mas ela é descrita como uma prostituta […] e até como amante de Jesus na ficção recente.”

As estudiosas também propõem uma nova leitura sobre as cartas de Paulo, que estariam sendo interpretadas por um viés “machista”. “Estamos lutando contra uma leitura literal dos textos”, disse Parmentier. “Ler as passagens dessas cartas, que poderiam ser facilmente interpretadas como radicalmente antifeministas, como instruções para como as mulheres devem ser tratadas hoje é insano. É como pegar uma carta que alguém envia para dar conselhos como válida por toda a eternidade.” [Isso quer dizer que muito certamente essas acadêmicas não consideram a Bíblia inspirada.]

Os textos das teólogas também abordam a Bíblia através de diferentes temas, como o corpo, a sedução, a maternidade e a subordinação.

Apesar do esforço do grupo de teólogas em lançar uma releitura da Bíblia para promover os valores feministas, há quem pense que isso não seja necessário para desfazer compreensões equivocadas sobre os textos bíblicos. Uma leitura contextualizada do texto já em uso seria o suficiente, não para promover os valores feministas, mas, sim, adquirir a compreensão adequada das Escrituras.

A escritora e youtuber brasileira Fabiana Bertotti explicou, em entrevista anteriormente concedida ao Guiame, que passagens que indicam uma submissão feminina ao homem são muito mais complexas do que simplesmente subjugar a mulher a uma ditadura masculina.

“O primeiro texto (Efésios 5:25) diz para os maridos amarem as esposas como Cristo amou a igreja. Cristo morreu pela igreja, mesmo ela sendo infiel e não totalmente devota a Ele. Eu não acho que dizer às esposas para serem submissas a seus maridos seja mais difícil do que amar as esposas como Cristo amou a igreja”, explica Fabiana.

“Quando você entende o contexto em que isso foi escrito e a mensagem de submissão – que tem a ver com a proteção que é dada pelo marido e mostra a submissão como reconhecimento ao sacerdócio dele no lar – eu acho que a missão da mulher é muito mais fácil”, acrescenta.

Fabiana contou que já foi adepta do feminismo anos atrás, mas abandonou essa visão quando percebeu que o feminismo moderno não compactua com a visão bíblica. “Eu deixei de ser feminista porque enxerguei o cristianismo como algo muito maior do que o feminismo. Quando eu entendo que em Cristo somos iguais, entendo uma declaração de direitos iguais. A partir do momento em que eu luto para ter o mesmo salário ou para a mulher não ser estuprada no ônibus, isso não é feminismo. Estamos falando de direitos civis, de um direito à vida”, explicou.

(Guiame)

Nota: Como se não bastasse a “Bíblia gay”, em que os textos que condenam as práticas homossexuais são malabarísticamente adulterados, eis que agora surge a “Bíblia feminista”. É o tipo de iniciativa que deixa claro que seus autores não estão preocupados com a mensagem bíblica, mas, sim, com sua bandeira. Para eles a Bíblia não é um livro inspirado e deve ser interpretada à luz dos conhecimentos atuais e relida com os óculos ideológicos relativistas que escolheram usar. Basta deixar que a Bíblia fale por si mesma. Ela tem uma mensagem única. Os autores, inspirados pelo Espírito Santo, tiveram uma intenção ao escrever. O contexto e a época devem sempre ser levados em conta, sem perder de vista os valores e princípios eternos expressos nos textos. Na Bíblia, homem e mulher têm o mesmo valor diante de Deus, embora possuam funções e características diferentes. A Bíblia também reflete os costumes e preconceitos das sociedades em que ela foi escrita. Por exemplo: a Bíblia apresenta a poligamia e o uso de joias, bem como o consumo de bebidas alcoólicas. Isso quer dizer que Deus aprovava essas práticas? De forma alguma! O fato de serem descritas e de Deus tolerar algumas coisas não significa autorização. De modo semelhante, há textos bíblicos que mostram costumes machistas daqueles tempos, mas, se quisermos saber o que Deus pensa disso, devemos conferir como Ele tratava as mulheres, especialmente como Jesus as tratava. Chega a ser irônico, na foto acima, as teólogas estarem posando na frente das estátuas de reformadores, homens que dedicaram a vida para levar a Palavra de Deus, tal como ela é, ao maior número possível de pessoas. Se isso fosse possível, eles estariam se revirando nos túmulos. [MB]

Leia mais sobre feminismo aqui.

Assista a este filme e conheça a verdadeira face do comunismo

milada[Com o perdão dos spoilers.] Milada Horáková nasceu em Praga, capital da Tchecoslováquia, em dezembro de 1901. Formou-se em Direito e se tornou defensora dos direitos humanos, dos direitos das mulheres, uma crítica acérrima do trabalho infantil e da legalização da prostituição, e lutou contra a ocupação nazista em 1939 e, posteriormente, contra o domínio comunista soviético em seu país. Foi presa pela Gestapo e condenada à morte, pena que foi alterada para prisão perpétua graças à defesa apresentada pela própria condenada. Esteve nos campos de concentração nazistas de Terezin, Leipzig e Dresden. Foi torturada ao longo de 36 interrogatórios, mas nunca denunciou seus colegas da resistência. Alguns historiadores creem que foi nessa época que sua experiência religiosa se aprofundou.

Com a derrota dos alemães e a libertação da Tchecoslováquia em 1945, Milada voltou a defender a democracia e foi eleita deputada, cargo ao qual renunciou após o golpe que levou o Partido Comunista ao poder, o que ela considerava uma verdadeira ocupação soviética. Por ser uma voz discordante (coisa que os comunistas detestam), Milada acabou sendo injustamente presa e terrivelmente torturada, participando depois de um julgamento forjado (muito comuns na ex-União Soviética) em que teria que admitir uma culpa que não tinha, de ter colaborado com o “imperialismo americano” contra os interesses de seu país e seu povo – justamente as duas coisas que ela mais amava e pelo que sempre lutou.

A rádio em que o esposo de Milada trabalhava foi fechada, numa atitude igualmente típica dos comunistas de controlar a mídia com mão de ferro. Posteriormente, o esposo dela teve que fugir para a Alemanha Ocidental, sob risco de morte, deixando a filha única aos cuidados dos avós.

No 7 de junho de 1948, alguns políticos tchecos renunciam por se recusar a assinar a nova Constituição do governo comunista; e uma semana mais tarde, em 14 de junho, Klement Gottwald foi eleito presidente, apelidado de “presidente operário”. O aumento da repressão levou à fuga de diversos intelectuais, artistas e altos funcionários. Cerca de oito mil pessoas deixaram o país.

A polícia política recebeu ordens de Gottwald para prender imediatamente todos os suspeitos de atividades contra a nova ordem dominada pelo Partido Comunista. Mais de 250 mil pessoas foram condenadas, das quais 178 foram executadas. Cerca de 600 presos não sobreviveram às torturas. Setenta mil pessoas foram condenadas a trabalhos forçados. A título de comparação, 434 pessoas foram mortas ou ficaram desaparecidas durante o regime militar no Brasil…

Milada_HorákováEnquanto o julgamento de Milada e dos outros réus prosseguia, eles eram absurdamente chamados de “traidores da República”, “terroristas”, “agentes dos imperialistas americanos, ingleses e franceses”, “pequenos Hitlers” e “ratazanas que conspiraram nos esgotos contra a classe operária”.

Aos 48 anos de idade, Milada foi condenada à morte por enforcamento, no dia 27 de junho de 1950. Pessoas famosas como Albert Einstein, Winston Churchil e Eleonor Roosevelt pediram a comutação da pena, mas foram ignoradas. Ela foi falsamente acusada de atividades conspiratórias e de espionagem contra o Estado, como se pretendesse derrubar o comunismo com a ajuda das potências ocidentais, iniciando assim uma terceira guerra mundial! Com a mídia nas mãos do governo, essas “fake news” foram divulgadas e muitas pessoas acabaram acreditando em tudo.

A crueldade dos comunistas foi tanta que Milada não foi autorizada a ver os familiares durante seu tempo de prisão. Somente na noite anterior à execução lhe foi permitido, durante quinze minutos, ver a filha, a irmã e o cunhado. Ela tentou abraçar e beijar a menina pela última vez, mas os guardas não permitiram. Eram ordens do governo.

Em 1968 teve início uma revolta na Tchecoslováquia contra a ocupação soviética, conhecida como Primavera de Praga, e a praga do comunismo foi afastada do país. Em 2006, o presidente Václav Haus afirmou: “Milada Horáková é o símbolo perene da resistência ao comunismo. […] Pagou caro a defesa da liberdade e da democracia, apesar dos protestos que na época foram feitos no mundo inteiro.”

ceusEnquanto assistia ao filme, lembrei-me do livro Ainda que Caiam os Céus, do pastor adventista Mikhail Kulakov (Casa Publicadora Brasileira). As semelhanças com a história de Milada são grandes, com a diferença básica de que o pastor Kulakov foi preso pelos comunistas por motivos religiosos, mas com a “desculpa” de que ele realizava “reuniões anti-soviéticas”. A religião conservadora bíblica também é um empecilho para as pretensões comunistas. Sempre foi.

Nem preciso dizer que você precisa urgentemente assistir ao filme “Milada” (tem na Netflix) e ler o livro de Kulakov. Assim poderá conhecer a verdadeira face fascista do comunismo e os perigos entranhados nessa ideologia anticristã.

Michelson Borges

P.S.: Quem sabe um dia alguém publique a história de Vaclav Havel. Ele e a família ficaram dois ou três anos escondidos e protegidos em uma fazenda até conseguirem atravessar a fronteira austríaca. Quem os protegeu? Um pastor adventista. Depois da queda do comunismo e da eleição de Havel, o governo tcheco devolveu à Igreja Adventista as propriedades confiscadas pelos comunistas.