Papa diz que compartilhar bens não é comunismo

Neste domingo (11), o papa Francisco celebrou a missa do “Domingo da Misericórdia” com presos, refugiados e profissionais da saúde, em uma igreja próxima à Praça de São Pedro. Na missa, o pontífice disse que os primeiros cristãos não tinham o conceito de propriedade privada e compartilhavam tudo. “Isso não é comunismo, mas puro cristianismo”, falou. Ele ressaltou ainda a importância da misericórdia. “Não podemos permanecer indiferentes. Não podemos viver uma meia fé, que recebe, mas não dá […]. Tendo recebido misericórdia, vamos nos tornar misericordiosos”, declarou.

Segundo a agência de notícias France Presse, o papa não usou máscara durante a missa, que contou com cerca de 80 participantes, entre eles presos de dois presídios de Roma e de um centro de detenção de jovens, além de refugiados da Síria, Nigéria e Egito.

(Pleno News)

Nota: “Compartilhar a propriedade ‘não é comunismo, é puro cristianismo’. Essas foram as palavras do papa Francisco, que não cansa de surpreender seus fiéis, proclamando princípios sociais que coincidem com aqueles que são os pilares da ideologia comunista. Ontem, durante a homilia da missa celebrada na igreja de Santo Spirito em Sassia, em Roma, ele comentou a passagem de Ato dos Apóstolos que diz que ‘ninguém considerava de sua propriedade aquilo que lhe pertencia, mas tudo era comum entre eles’. O papa sublinhou: ‘Os discípulos misericordiosos tornaram-se misericordiosos’. Para eles ‘compartilhar os bens terrenos parecia uma consequência natural. Além disso, o papa lançou um apelo a não ceder à indiferença, mas viver a partilha. A pergunta que eu gostaria de fazer é a seguinte: Compartilhar a propriedade vale para todos? Papa Francisco e seu Vaticano apoiam o projeto oligárquico antidemocrático da Nova Ordem Mundial o “Capitalismo Inclusivo”. Estamos falando de multinacionais e organizações como a Fundação Rockefeller, os Rothschilds, PCCh, grandes potências bancárias e financeiras que se escondem atrás de atividades filantrópicas para proteger seus próprios interesses. A herdeira Lynn Forester de Rothschild pertence à dinastia dos ‘demônios’ das finanças, donos da riqueza de quase metade da população mundial. E justamente ela nos vem falar sobre a importância da redistribuição da riqueza: ‘Estamos respondendo ao desafio do papa Francisco de criar economias mais inclusivas que espalhem os benefícios do capitalismo de forma mais equitativa e permitam que as pessoas realizem todo o seu potencial.’ Se esses que se autoproclamaram ‘Os Guardiões’ tivessem se privado de pelo menos 30% de suas riquezas, teriam continuado imensamente ricos, mas em troca teriam salvado nações inteiras. Mas eles jamais fariam isso; essas mesmas nações e continentes continuam se submetendo a seus próprios interesses exclusivos de dominação e poder.
O fato é que o Vaticano decidiu ser ‘garoto propaganda’ deste golpe mundial a favor dos mais ricos do planeta contra os mais pobres. Ficou claro para vocês agora?” (Karina Michelin)

Leia também: “Atos 2:42-47 defende o socialismo?”

As três mensagens e a religião revolucionária

Existe, sim, Teologia da Libertação nas Escrituras

Existe, sim, Teologia da Libertação nas Escrituras. Se tem dúvidas, confira Romanos 6:22.

O evangelho da inclusão, pregado sistematicamente por alguns formadores de opinião, muitas vezes peca exatamente pela incongruência discurso/prática claramente exposta quando se sugere uma concepção mais bíblica a respeito dos discursos de Cristo.

É evidente e irrefutável a responsabilidade que temos para com os menos favorecidos; isso faz parte do evangelho em sua essência, mas não o define. Como cristãos, precisamos lançar mão de todos os recursos possíveis a fim de aliviar o fardo de nossos semelhantes; a abnegação e o desprendimento são exigidos muitas vezes nesse processo, o que contribui para nosso próprio amadurecimento espiritual. Mas isso deve ocorrer à luz da moral social bíblica cristã e não por meio de um falso moralismo político-teológico maximalista que reduz o imenso cenário de um conflito cósmico a uma simples luta de classes.

Ecos de uma concepção platônica de “República” que atingem seu ápice no ópio ideológico marxista têm invadido um ambiente onde originalmente se pregava sobre o conflito entre o bem e o mal, as decisões que precisamos tomar diariamente, nossa humana incapacidade de estabelecer e viver princípios igualitários, os resultados da entrada do pecado neste mundo e a única e necessária solução.

O fato é que o comunismo, seja ele raiz ou transvestido de religiosidade, jamais funcionará, e a resposta para essa ideologia fadada ao fracasso é muito simples e já foi dada: vivemos em um mundo de pecado. Se Romanos 6:22 nos dá o verdadeiro significado de Teologia da Libertação, é necessário que avancemos para o versículo 23 e, de uma vez por todas, compreendamos e aceitemos a definitiva solução bíblica para esse dilema.

(Matheus Amaral é formado em Logística e licenciado em Filosofia)

Existe marxismo cultural?

[O texto a seguir é da professora Iná Camargo Costa, citada pela Dra. Virgínia Fontes, do vídeo acima. Reproduzo alguns trechos; os destaques são meus. Trata-se de mais uma prova de que o marxismo cultural existe, sim, a despeito do que digam os negacionistas.- MB]

[…] O próprio marxismo acabaria produzindo outra multiplicação de denominações. Por exemplo: marxismo legal, surgido na Rússia do século 19, os marxismos economicista, reformista e/ou revisionista; marxismo empedernido (na formulação de Lenin em 1906); marxismo ortodoxo (na concepção de Lukács), o marxismo-leninismo dos stalinistas e assim por diante, até culminar na relativamente recente formulação de Perry Anderson – marxismo ocidental. Isso sem falar em outra preciosa contribuição inglesa, a de Raymond Willliams, que impulsionou a formação  da ala do materialismo cultural, atuante até hoje na Inglaterra e nos Estados Unidos. Todas estas “escolas” constituem a nossa herança. Temos que no mínimo cultivar dialeticamente a sua memória pois, como aprendemos com Hegel, é com ela que forjaremos as armas com que confrontar os neoassaltantes de beira de estrada atualmente na ativa.

Sobre marxismo ocidental e materialismo cultural, vale apena fazer uma pausa, pois a nossa hipótese é que os luminares do “marxismo cultural-espectral” assaltaram a obra de Perry Anderson, assim como a produção dos discípulos angloamericanos de Raymond Williams. Anderson subsume ao conceito de marxismo ocidental autores como Gramsci, Lukács, Escola de Frankfurt… Não são os mesmos mobilizados pela versão fantasmática? Outra demarcação do marxista inglês: os integrantes do marxismo ocidental atuariam de preferência no âmbito da cultura e do debate teórico (exceção feita a Gramsci, um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, cuja principal contribuição ao marxismo cultural – incluídas as reflexões sobre Maquiavel – foi produzida no cárcere fascista e, por isto mesmo, à revelia), enquanto os marxistas tout court (os clássicos: Marx, Engels, Plekhanov, Lenin, Rosa Luxemburg, Trotsky…), além de debaterem amplamente as questões culturais, também eram ligados à militância revolucionária, ou seja, vinculados a partidos, tanto da tradição socialista quanto da comunista, o que não se aplica aos integrantes da Escola de Frankfurt. […]

Luta de classes é a principal marca registrada do marxismo, mas é bom não esquecer que sua mais importante determinação é a da crítica ao capitalismo, cifrada no subtítulo do Capital: crítica da economia política. Importa insistir nisto, porque nosso ponto de honra é a luta pelo fim do sistema capitalista, de modo que o inimigo – que defende a continuidade do capitalismo – tem bons motivos para temer os comunistas. Somos inimigos mesmo: nós combatemos as relações de produção capitalistas, a verdadeira causa de todas as misérias – econômicas, sociais, políticas e culturais – atualmente existentes. Sendo assim, podemos e devemos dar razão a eles quando brandem o “marxismo cultural” contra nós, mas precisamos corrigir as suas falácias, falta de percepção e seus erros elementares, decorrentes de medo, ignorância e incapacidade para o pensamento. […]

Gramsci, em seus Cadernos do cárcere, tem inspiradoras análises dos desafios postos aos intelectuais pela presença e dominação cultural da Igreja Católica na Itália, cuja condição de empresa privada que obteve status de Estado graças aos fascistas (pelo Tratado de Latrão em 1929) foi examinada no artigo “O Vaticano”, publicado na revista Correspondência Internacional em 1924. Ali Gramsci afirma sem meias palavras que o então papa Pio XI apoiou o golpe de estado do fascismo e declara que, além de contar em seus quadros com indivíduos de habilidade consumada na arte da intriga, o Vaticano é a maior força reacionária da Itália e um inimigo internacional do proletariado.

Encampando, além das acima enumeradas, as sugestões de Raymond Williams, o campo prioritário de atuação dos marxistas culturais vem a ser a esfera da cultura pautada pela luta de classes em todos os seus desdobramentos e seu olhar deve estar direcionado preferencialmente para os artistas e obras que, ao longo da história do capitalismo, tematizaram as lutas pela emancipação dos trabalhadores em todas as suas modalidades, sem prejuízo do interesse por aquelas obras que, a exemplo do que fez Machado de Assis em Memórias póstumas de Brás Cubas, desmascaram os comportamentos da classe dominante. […]

[A]os marxistas culturais interessam todos os episódios de confronto com o colonialismo e o imperialismo, a começar pela Revolução do Haiti (1791-1804), até as vitoriosas guerras que os vietnamitas travaram contra Japão, França e Estados Unidos, passando por revoluções como a cubana e pelas guerras de libertação de Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau, entre outras. E só para adiantar um tópico: você sabia que o sucesso mundial de 1967, Pata pata, de Miriam Makeba, apoiada por Harry Belafonte, serviu para arrecadar fundos para tirar lutadores contra o apartheid das prisões sulafricanas? Eis uma das milhares de histórias que interessam a um militante comunista do autêntico marxismo cultural! […]

Para encerrar este primeiro passeio, cabe fazer uma homenagem a Augusto Boal, também discípulo de Paulo Freire, enumerando alguns nomes daqueles que podemos chamar de integrantes do arco-íris do marxismo cultural sem precisar pensar duas vezes (desde já insistindo: é lista de memória e sem pretensão de ser exaustiva). […]

[O] marxismo cultural se considera herdeiro de todas as conquistas da ciência e assume seu compromisso irrevogável com a verdade – tanto a científica quanto a histórica – porque sabe que a mentira tem um papel reacionário. Reafirma assim seu compromisso com a legítima defesa da humanidade. [Pode até se considerar herdeiro, mas uma análise mais acurada da história deixará claro que o cristianismo é que forneceu os pressupostos para a revolução científica. – MB] […]

Leia também: Existe o tal Marxismo Cultural?

Adventismo, marxismo cultural e feminismo

Deus nos ajude a refletir sobre as implicações da nossa fé sem depender das muletas intelectuais seculares tão fartamente disponíveis

gramsci

As discussões sobre marxismo cultural na religião e a conseguinte erosão da fé cristã em círculos liberais do cristianismo, debate que se iniciou com algum delay no adventismo, precisa ser mais do que reativa. A proposição de uma cosmovisão cristã bem fundamentada é urgente. Perspectivas sobre cultura, arte, educação, economia, desigualdades e discriminação, para citar alguns exemplos, podem ser extraídas da Palavra de Deus. Entretanto, muitas pessoas, movidas por uma ânsia de relevância do cristianismo em uma sociedade cada vez mais afetada pela dessacralização, insistem em um casamento entre cristianismo e perspectivas ideológicas seculares. Parecem insatisfeitas com o método teológico e suas implicações para a ética. São apressadas em dar resposta e erram no raciocínio. Assim, acabam promovendo o que o filósofo Herman Dooyeweerd identificou como síntese: a junção entre os valores cristãos e seculares em busca de objetivos comuns.

A obra Raízes da Cultura Ocidental surge na década de 1950, mas é gestada em um contexto de ebulição social com muitas similaridades em relação às enfrentadas por nós atualmente. À época, Dooyeweerd percebia um clima de excessiva disposição para o diálogo entre socialistas e cristãos na Holanda. Entretanto, ele percebeu que os pontos comuns não eram suficientes para uma junção.

A lição maior que extraí de Dooyeweerd foi a de avaliar cuidadosamente as origens, proposições e motivações dos movimentos. Muito mais importante do que fazer uma apressada coalizão pelo bem comum é distinguir as causas, pesando se a integridade da mensagem cristã pode ser posta em risco com tais relações dialógicas.

Antes de engajamento social, especialmente ao estimular a igreja na adesão de pautas controvertidas, necessitamos de uma reflexão mais acurada. Pular a etapa de pensamento e estudo nos deixa entregues ao que os alemães chamam de “zeitgeist”, o espírito do tempo, que em uma era cada vez menos cristã representa um risco.

Deus nos ajude a refletir sobre as implicações da nossa fé sem depender das muletas intelectuais seculares tão fartamente disponíveis.

(Davi Boechat é jornalista e estudante de Direito)

Quando eu conheci marxistas honestos

jesus

Minha adolescência e parte da juventude foi vivida sob a orientação da Teologia da Libertação, nos idos fins dos anos 1980 e começo dos 1990. Leonardo Boff e outros pensadores/escritores “faziam nossa cabeça” inquieta e ansiosa por mudanças sociais. Queríamos “implantar o reino de Deus na Terra”, e eu entendia que isso seria feito por via política, por meio de revoluções, trabalhando árdua e voluntariamente nas Comunidades Eclesiais de Base (as CEBs). Nessa época, eu ainda não havia ouvido falar que Jesus vai voltar e trazer com Ele Seu reino de glória. Mesmo sendo líder de pastoral, presidente de grupo de jovens, frequentador de casas paroquiais e dioceses, e tendo passado alguns dias num seminário teológico recebendo aulas e conselhos de padres, a fim de saber se eu deveria mesmo ingressar na vida sacerdotal, nunca havia sido apresentado à verdade maravilhosa da segunda vinda de Cristo – a solução definitiva para todas as mazelas humanas.

Anos depois dessa experiência religiosa e de ter passado por uma universidade federal, onde me formei em Jornalismo, pude perceber, num processo de “desintoxicação ideológica”, que desde a adolescência eu havia sido doutrinado no marxismo (além do darwinismo). Teologia da Libertação é, em outras palavras, um tipo de cristianismo marxizado. Uma tentativa de mistura de elementos – hoje eu sei – imiscíveis. E por ter imergido nessa cultura antibíblica e sido retirado dela por Deus (uma cultura tão antibíblica quanto o capitalismo selvagem), causa-me espanto ver que algumas pessoas se esforcem por trazer para o adventismo esse tipo de coisa. Mas são pessoas sem um passado verdadeiramente marxista; que talvez nem saibam o que isso significa, a não ser pelo que leram em livros ou aprenderam em aulas de pós-graduação pagas pela igreja.

Em meus tempos de católico, conheci marxistas de verdade; homens e mulheres intelectualmente honestos e coerentes, porque viviam na prática aquilo que pregavam. Éramos envolvidos com as lutas e os desafios da comunidade; visitávamos os mais necessitados não só uma vez por ano; realizávamos festas juninas e revertíamos os lucros para essas pessoas carentes. Cobrávamos ações dos políticos; ajudávamos lideranças de bairro; organizávamos missas nas comunidades; e protagonizávamos várias outras ações. Meus amigos padres faziam voto de pobreza e dedicavam a vida ao próximo. Hoje discordo ideológica e teologicamente deles, mas não posso deixar de continuar admirando-lhes a coerência. Eles eram alinhados com a filosofia e com a instituição que defendiam, já que a Igreja Católica brasileira daqueles anos era grandemente regida pela Teologia da Libertação.

Além de espanto, causa-me estranheza ver líderes religiosos hoje se dizendo marxistas, enquanto postam frases de efeito nas redes sociais escritas em seus smartphones de última geração. Líderes cuja formação acadêmica e cujo salário são financiados e pagos pela instituição que criticam e que desejam subverter/revolucionar. Alguns desses até usam tempo e talentos para propagar ideias comunistas, mas não creio que estariam dispostos a abrir mão do bom automóvel e do guarda-roupa “grifado” para compartilhá-los com o semelhante.

Continuo crendo que, como cristãos, devemos ter uma atuação social, pois somos sal da terra e luz do mundo. E louvo a Deus pelos muitos irmãos e irmãs que têm feito há anos um lindo trabalho voluntário e discreto, visitando presídios, entregando cestas básicas, organizando feiras e bazares, dando estudos bíblicos, etc. Creio que “unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me’ (Jo 21:19)” (Ellen White, A Ciência do Bom Viver, p. 143). Missão sem o “segue-Me” não é missão.

Não tenho saudade do tempo em que cri numa utopia inalcançável, mas invejo a coerência daqueles que não possuíam tenta compreensão das Escrituras, mas viviam à luz da verdade que conheciam. Marxistas de verdade, não aproveitadores do melhor de dois mundos.

Michelson Borges

“Os comunistas e socialistas ateístas sempre erroneamente pensaram que as respostas para as misérias humanas encontram-se não em Deus (cuja existência eles negam), mas no materialismo econômico. É tão irônico que os comunistas e socialistas ataquem os ricos por serem supostamente obcecados por dinheiro e coisas materiais quando, na verdade, comunistas e socialistas são obcecados por dinheiro e coisas materiais. Mas, como a maioria dos ricos aprende, o dinheiro não compra felicidade. Os humanos desejam mais do que isso. Quão profundo é que Jesus tenha dito a Satanás que o homem não vive só de pão. Enquanto os dois debatiam, o Pão da Vida disse ao tentador que o homem vive por toda a palavra que sai da boca de Deus. Marx não tomou o lado de Cristo nesse caso. É claro, Marx rejeitava a Cristo em sua totalidade. Comunistas são ateístas afinal de contas.”

Paul Kengor, The Devil and Karl Marx: Communism’s long march of death, deception, and infiltration

Assista à série Cavalo de Troia Vermelho, aqui e aqui.

O cavalo de Troia vermelho: marxismo e cristianismo (parte 2)

As 45 metas do comunismo – quase todas cumpridas

comunismo2Publicadas pela primeira vez na 8ª edição de O Comunista Exposto, em 1961, as 45 metas do comunismo foram recolhidas de depoimentos dados ao Congresso norte-americano por vários estudiosos e dos escritos comunistas da época. A orientação geral dessas metas era atacar os fundamentos judaico-cristãos. Para os que acreditam que o “marxismo cultural” promovido por Gramsci é uma lenda, deixo a pergunta: Por que quase todas as metas do comunismo foram cumpridas debaixo do nosso nariz e as poucas que faltam ser alcançadas estão sendo exatamente agora? Coincidência? Destaco aqui algumas dessas metas para você ver com os próprios olhos. Mesmo que a expressão “marxismo cultural” seja questionável (talvez a melhor fosse “gramscismo”), negar a realidade que ela descreve é agir como aqueles que pensam que o diabo não existe, o que lhe permite atuar livremente. É como escreveu o filósofo alemão Schopenhauer: “Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa.”

(Fica aqui a recomendação de leitura de O Comunista Exposto, de W. Cleon Skousen, e dos conteúdos listados neste link e neste também.)

Vamos às metas:

17. Controlar as escolas. Usá-las como meios de transmissão do socialismo e da propaganda comunista vigente. Suavizar o currículo. Controlar as associações de professores. Impor a linha do partido nos livros didáticos.

20. Infiltrar a imprensa. Controlar as resenhas literárias e as redações editoriais e ocupar os cargos diretivos.

21. Ocupar as posições-chave no rádio, na televisão e no cinema.

24. Eliminar todas as leis sobre obscenidade, dando a elas o rótulo de “censura” e violação da liberdade de expressão e imprensa.

25. Quebrar os padrões culturais de moralidade através da promoção de pornografia e obscenidade em livros, revistas, filmes, rádio e TV.

26. Apresentar a homossexualidade, a degenerescência e a promiscuidade como algo normal, natural e saudável.

27. Infiltrar as igrejas e substituir a religião revelada pela religião “social”. Descreditar a Bíblia e dar ênfase à necessidade de maturidade intelectual, a qual prescinde de uma “muleta religiosa”.

28. Eliminar a oração ou qualquer faceta da expressão religiosa nas escolas com base na alegação de que violam o princípio da separação entre igreja e Estado.

40. Descreditar a família como instituição. Encorajar a promiscuidade e o divórcio facilitado.

O vídeo abaixo mostra mais uma peça sendo movida no tabuleiro desses interesses:

Só pra lembrar (e acordar!), esses senhores de preto, em sua maioria, foram indicados por governos alinhados com a ideologia comunista e estão levando avante as metas citadas acima. Querem acabar com os valores cristãos que são um empecilho para seu projeto de poder. E agora estão usando justamente os influenciadores amados por esta geração ingênua. Estão desvirtuando nossos filhos. Estão colocando nossos filhos contra nós. E isso é muito triste. Muito revoltante.

AGORA PRESTE ATENÇÃO, POR FAVOR:

Antes de afirmar que sou defensor da direita ou “bolsominion”, coisas que não sou; e antes de me acusar de estar promovendo discussões políticas (o que também é um erro, pois nunca falei de política partidária ou algo parecido em minhas redes sociais – falo de ideologias que têm implicações religiosas e escatológicas, coisa que os bons entendedores compreendem), permita-me dizer-lhe que nunca deixei de apontar também o perigo que vem da direita, justamente em reação às pautas da esquerda. A direita conservadora é alinhada com as religiões hegemônicas, tanto protestantes quanto católica, e promoverá cada vez mais a nefasta aproximação entre a igreja e o Estado (veja isto e isto), permitindo que a religião se intrometa mais e mais em assuntos políticos, chegando ao ponto de, como sabemos, apoiar uma legislação opressora conhecida como “decreto dominical”. Se será um governo de direita ou de esquerda que assinará essa lei nos Estados Unidos, isso pouco importa (na verdade, já têm havido alguns alinhamentos de agendas). Quem moveu o pêndulo de lá para cá e de cá para lá, promovendo ações e reações, foi Satanás em pessoa. Os verdadeiros ingênuos são aqueles que incentivam a polarização e se alinham fanaticamente à esquerda ou à direita, ignorando o cenário maior, a realidade mais ampla do grande conflito e os verdadeiros senhores deste mundo de pecado (Efésios 6:12), para os quais as figuras políticas e os influenciadores desse ou daquele lado são apenas marionetes.

Pautas LGBT+, de combate ao racismo, feministas, etc., por mais que contenham elementos válidos, provenientes de uma preocupação genuína oriunda de problemas reais (como o preconceito e a desigualdade), vêm sendo instrumentalizadas por elementos e poderes que as veem apenas como peças úteis num projeto subversivo muito maior. E justamente por amor aos sinceros e, como dizia Lênin, “idiotas úteis”, vale a pena continuar orando e erguendo a voz, apresentando a única solução real para este mundo perdido: o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo, a verdade que liberta (João 8:32) e a promessa de Sua breve volta a este mundo.

Adventistas deviam saber de tudo isso, pois sabem que a primeira subversão rebelde começou no Céu e se estendeu para a Terra. Adventistas não deviam ser presa fácil dessa rede diabólica, mas acabam sendo. Adventistas não deviam se desviar nem para a esquerda nem para a direita, mas olhar apenas para o Alto. Mas sabe por que muitos deles estão se perdendo pelo caminho? Leia Oseias 4:6.

Michelson Borges

Partido Comunista persegue cristãos na China

Relatos de cristãos na China mostram que o governo do presidente Xi Jinping tem elevado a perseguição religiosa no país. Entre as medidas citadas estão a retirada de símbolos cristãos das casas de cristãos até o fechamento de igrejas e prisão de seus membros. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a tradicional igreja cristã Early Rain foi fechada na cidade de Chengdu, no sudoeste do país. Mais de 100 membros foram detidos. O líder religioso Wang Yi e sua mulher estão presos sob acusação de incitar a subversão – crime que pode ser punido com até 15 anos de prisão. Muitos dos que não foram detidos estão escondidos e sequer podem voltar para a cidade.

O edifício que a igreja ocupava deu lugar a uma associação comercial e a polícia afasta quem tenta buscar o local. Quando questionado sobre a situação por uma repórter do Guardian, um policial pediu para que ela se retirasse e informou que teria de vê-la entrar em um carro e ir embora.

O diário britânico Daily Mail cita casos em que autoridades destruíram símbolos religiosos no mês de julho. Esse tipo de situação teria ocorrido nas províncias de Anhui, Jiangsu, Hebei e Zhejiang. Funcionários entraram em casas para retirar cruzes e imagens de Jesus Cristo. Alguns moradores foram obrigados a colocar imagens de Xi Jinping e de Mao Tse Tung na parede. 

O site especializado em religião Bitter Winter afirmou que, na Província de Shanxi, imagens religiosas foram retiradas e substituídas por fotos de líderes comunistas. Na Província de Anhui, autoridades teriam entrado em uma igreja cristã e exigido que a cruz fosse tirada, segundo a Radio Free Asia. […]

(Estadão)

Leia também: “China orders Christians to renounce faith in Jesus & worship President Xi Jinping instead”

Assista a este filme e conheça a verdadeira face do comunismo (confira).

Entre a cruz e a foice

Três problemas da teologia de esquerda de Leonardo Boff

Leonardo Boff é bonachão como a maioria dos avós. Por trás de sua figura quase natalina, existe pólvora. Hoje seu discurso, ao mesmo tempo espiritual e anticlerical, soa como um sopro de ânimo para aqueles que torcem o nariz para o catolicismo tradicional. Pudera: a própria Igreja Católica combateu Boff em um passado não tão remoto. Mas, afinal, como um cristão bíblico deve olhar para as ideias de Boff?

Apesar do carisma (não no sentido “bofiano”) do autor, alguns problemas aparecem:

O problema das fontes (leia mais sobre fontes em teologia aqui): para Boff, as Escrituras não são autoridade máxima na vida do crente, apenas registros falhos, fruto da cultura antiga. Isso é herança da teologia liberal. Outro aspecto do mesmo problema: o paradigma central de sua teologia não parte da Bíblia. Toda a estrutura de opressão social e necessidade de libertação por meio da revolução (não se esqueça, alguns padres pegaram em armas!) é advinda da ideologia marxista. Em outras palavras: o princípio Sola Scriptura não faz parte do menu servido por Boff (veja uma crítica sobre a teologia de Boff neste vídeo). Aqui está a raiz de todos os problemas seguintes

O problema da pluralidade: se a revelação cristã é produto da mente humana, a religião cristã está no mesmo nível de outras. Isso conduz ao relativismo religioso, do tipo que leva a perguntar por que ser cristão. O próprio Boff afirma que mesmo agnósticos e ateus podem se identificar com a figura de Jesus, desde que vivam os valores humanistas (valores da libertação, como Boff a entende). Além disso, abrem-se as portas para o ecumenismo. Boff nem faz força para esconder sua simpatia pelo Dalai Lama, por exemplo.

O problema da identidade: Boff atualmente é muito mais um místico ambientalista preocupado com políticas sociais do que um cristão com uma esperança escatológica, que defenda princípios bíblicos fundamentais.

Certamente, há outros problemas. E mesmo os que aparecem no texto poderiam ser elaborados com maior detalhamento. Entretanto, acredito que tais pontos sejam suficientes para que se perceba que Boff (assim como Caio Fábio, Ed René Kivitz, Dan Kimball, Brian MacLaren, entre outros) tem uma teologia que não casa com o que um cristão bíblico pensa, defende e vive. Quando o evangelho apresentado se resume à justiça social (e da forma como compreende o marxismo), sobra pouco para se pensar na conexão entre salvação e estilo de vida ou na solução final que parte de Deus, a parousia (retorno de Jesus). Assim, quando alguém cita Boff, o elogia, o toma como modelo, fico a pensar o que essa pessoa leu de Boff (fora frases soltas do Facebook) ou o que esse cristão realmente conhece de sua própria fé…

(Douglas Reis é mestre em Teologia, doutorando em Teologia [PhD] pela Universidade Adventista del Plata e autor de livros e artigos acadêmicos sobre identidade adventista, desenvolvimento da doutrina adventista e pós-modernidade)

Leia também: “Leonardo Boff volta a defender o ecossocialismo”