Existe marxismo cultural?

[O texto a seguir é da professora Iná Camargo Costa, citada pela Dra. Virgínia Fontes, do vídeo acima. Reproduzo alguns trechos; os destaques são meus. Trata-se de mais uma prova de que o marxismo cultural existe, sim, a despeito do que digam os negacionistas.- MB]

[…] O próprio marxismo acabaria produzindo outra multiplicação de denominações. Por exemplo: marxismo legal, surgido na Rússia do século 19, os marxismos economicista, reformista e/ou revisionista; marxismo empedernido (na formulação de Lenin em 1906); marxismo ortodoxo (na concepção de Lukács), o marxismo-leninismo dos stalinistas e assim por diante, até culminar na relativamente recente formulação de Perry Anderson – marxismo ocidental. Isso sem falar em outra preciosa contribuição inglesa, a de Raymond Willliams, que impulsionou a formação  da ala do materialismo cultural, atuante até hoje na Inglaterra e nos Estados Unidos. Todas estas “escolas” constituem a nossa herança. Temos que no mínimo cultivar dialeticamente a sua memória pois, como aprendemos com Hegel, é com ela que forjaremos as armas com que confrontar os neoassaltantes de beira de estrada atualmente na ativa.

Sobre marxismo ocidental e materialismo cultural, vale apena fazer uma pausa, pois a nossa hipótese é que os luminares do “marxismo cultural-espectral” assaltaram a obra de Perry Anderson, assim como a produção dos discípulos angloamericanos de Raymond Williams. Anderson subsume ao conceito de marxismo ocidental autores como Gramsci, Lukács, Escola de Frankfurt… Não são os mesmos mobilizados pela versão fantasmática? Outra demarcação do marxista inglês: os integrantes do marxismo ocidental atuariam de preferência no âmbito da cultura e do debate teórico (exceção feita a Gramsci, um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, cuja principal contribuição ao marxismo cultural – incluídas as reflexões sobre Maquiavel – foi produzida no cárcere fascista e, por isto mesmo, à revelia), enquanto os marxistas tout court (os clássicos: Marx, Engels, Plekhanov, Lenin, Rosa Luxemburg, Trotsky…), além de debaterem amplamente as questões culturais, também eram ligados à militância revolucionária, ou seja, vinculados a partidos, tanto da tradição socialista quanto da comunista, o que não se aplica aos integrantes da Escola de Frankfurt. […]

Luta de classes é a principal marca registrada do marxismo, mas é bom não esquecer que sua mais importante determinação é a da crítica ao capitalismo, cifrada no subtítulo do Capital: crítica da economia política. Importa insistir nisto, porque nosso ponto de honra é a luta pelo fim do sistema capitalista, de modo que o inimigo – que defende a continuidade do capitalismo – tem bons motivos para temer os comunistas. Somos inimigos mesmo: nós combatemos as relações de produção capitalistas, a verdadeira causa de todas as misérias – econômicas, sociais, políticas e culturais – atualmente existentes. Sendo assim, podemos e devemos dar razão a eles quando brandem o “marxismo cultural” contra nós, mas precisamos corrigir as suas falácias, falta de percepção e seus erros elementares, decorrentes de medo, ignorância e incapacidade para o pensamento. […]

Gramsci, em seus Cadernos do cárcere, tem inspiradoras análises dos desafios postos aos intelectuais pela presença e dominação cultural da Igreja Católica na Itália, cuja condição de empresa privada que obteve status de Estado graças aos fascistas (pelo Tratado de Latrão em 1929) foi examinada no artigo “O Vaticano”, publicado na revista Correspondência Internacional em 1924. Ali Gramsci afirma sem meias palavras que o então papa Pio XI apoiou o golpe de estado do fascismo e declara que, além de contar em seus quadros com indivíduos de habilidade consumada na arte da intriga, o Vaticano é a maior força reacionária da Itália e um inimigo internacional do proletariado.

Encampando, além das acima enumeradas, as sugestões de Raymond Williams, o campo prioritário de atuação dos marxistas culturais vem a ser a esfera da cultura pautada pela luta de classes em todos os seus desdobramentos e seu olhar deve estar direcionado preferencialmente para os artistas e obras que, ao longo da história do capitalismo, tematizaram as lutas pela emancipação dos trabalhadores em todas as suas modalidades, sem prejuízo do interesse por aquelas obras que, a exemplo do que fez Machado de Assis em Memórias póstumas de Brás Cubas, desmascaram os comportamentos da classe dominante. […]

[A]os marxistas culturais interessam todos os episódios de confronto com o colonialismo e o imperialismo, a começar pela Revolução do Haiti (1791-1804), até as vitoriosas guerras que os vietnamitas travaram contra Japão, França e Estados Unidos, passando por revoluções como a cubana e pelas guerras de libertação de Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau, entre outras. E só para adiantar um tópico: você sabia que o sucesso mundial de 1967, Pata pata, de Miriam Makeba, apoiada por Harry Belafonte, serviu para arrecadar fundos para tirar lutadores contra o apartheid das prisões sulafricanas? Eis uma das milhares de histórias que interessam a um militante comunista do autêntico marxismo cultural! […]

Para encerrar este primeiro passeio, cabe fazer uma homenagem a Augusto Boal, também discípulo de Paulo Freire, enumerando alguns nomes daqueles que podemos chamar de integrantes do arco-íris do marxismo cultural sem precisar pensar duas vezes (desde já insistindo: é lista de memória e sem pretensão de ser exaustiva). […]

[O] marxismo cultural se considera herdeiro de todas as conquistas da ciência e assume seu compromisso irrevogável com a verdade – tanto a científica quanto a histórica – porque sabe que a mentira tem um papel reacionário. Reafirma assim seu compromisso com a legítima defesa da humanidade. [Pode até se considerar herdeiro, mas uma análise mais acurada da história deixará claro que o cristianismo é que forneceu os pressupostos para a revolução científica. – MB] […]

Leia também: Existe o tal Marxismo Cultural?

Adventismo, marxismo cultural e feminismo

Deus nos ajude a refletir sobre as implicações da nossa fé sem depender das muletas intelectuais seculares tão fartamente disponíveis

gramsci

As discussões sobre marxismo cultural na religião e a conseguinte erosão da fé cristã em círculos liberais do cristianismo, debate que se iniciou com algum delay no adventismo, precisa ser mais do que reativa. A proposição de uma cosmovisão cristã bem fundamentada é urgente. Perspectivas sobre cultura, arte, educação, economia, desigualdades e discriminação, para citar alguns exemplos, podem ser extraídas da Palavra de Deus. Entretanto, muitas pessoas, movidas por uma ânsia de relevância do cristianismo em uma sociedade cada vez mais afetada pela dessacralização, insistem em um casamento entre cristianismo e perspectivas ideológicas seculares. Parecem insatisfeitas com o método teológico e suas implicações para a ética. São apressadas em dar resposta e erram no raciocínio. Assim, acabam promovendo o que o filósofo Herman Dooyeweerd identificou como síntese: a junção entre os valores cristãos e seculares em busca de objetivos comuns.

A obra Raízes da Cultura Ocidental surge na década de 1950, mas é gestada em um contexto de ebulição social com muitas similaridades em relação às enfrentadas por nós atualmente. À época, Dooyeweerd percebia um clima de excessiva disposição para o diálogo entre socialistas e cristãos na Holanda. Entretanto, ele percebeu que os pontos comuns não eram suficientes para uma junção.

A lição maior que extraí de Dooyeweerd foi a de avaliar cuidadosamente as origens, proposições e motivações dos movimentos. Muito mais importante do que fazer uma apressada coalizão pelo bem comum é distinguir as causas, pesando se a integridade da mensagem cristã pode ser posta em risco com tais relações dialógicas.

Antes de engajamento social, especialmente ao estimular a igreja na adesão de pautas controvertidas, necessitamos de uma reflexão mais acurada. Pular a etapa de pensamento e estudo nos deixa entregues ao que os alemães chamam de “zeitgeist”, o espírito do tempo, que em uma era cada vez menos cristã representa um risco.

Deus nos ajude a refletir sobre as implicações da nossa fé sem depender das muletas intelectuais seculares tão fartamente disponíveis.

(Davi Boechat é jornalista e estudante de Direito)

Quando eu conheci marxistas honestos

jesus

Minha adolescência e parte da juventude foi vivida sob a orientação da Teologia da Libertação, nos idos fins dos anos 1980 e começo dos 1990. Leonardo Boff e outros pensadores/escritores “faziam nossa cabeça” inquieta e ansiosa por mudanças sociais. Queríamos “implantar o reino de Deus na Terra”, e eu entendia que isso seria feito por via política, por meio de revoluções, trabalhando árdua e voluntariamente nas Comunidades Eclesiais de Base (as CEBs). Nessa época, eu ainda não havia ouvido falar que Jesus vai voltar e trazer com Ele Seu reino de glória. Mesmo sendo líder de pastoral, presidente de grupo de jovens, frequentador de casas paroquiais e dioceses, e tendo passado alguns dias num seminário teológico recebendo aulas e conselhos de padres, a fim de saber se eu deveria mesmo ingressar na vida sacerdotal, nunca havia sido apresentado à verdade maravilhosa da segunda vinda de Cristo – a solução definitiva para todas as mazelas humanas.

Anos depois dessa experiência religiosa e de ter passado por uma universidade federal, onde me formei em Jornalismo, pude perceber, num processo de “desintoxicação ideológica”, que desde a adolescência eu havia sido doutrinado no marxismo (além do darwinismo). Teologia da Libertação é, em outras palavras, um tipo de cristianismo marxizado. Uma tentativa de mistura de elementos – hoje eu sei – imiscíveis. E por ter imergido nessa cultura antibíblica e sido retirado dela por Deus (uma cultura tão antibíblica quanto o capitalismo selvagem), causa-me espanto ver que algumas pessoas se esforcem por trazer para o adventismo esse tipo de coisa. Mas são pessoas sem um passado verdadeiramente marxista; que talvez nem saibam o que isso significa, a não ser pelo que leram em livros ou aprenderam em aulas de pós-graduação pagas pela igreja.

Em meus tempos de católico, conheci marxistas de verdade; homens e mulheres intelectualmente honestos e coerentes, porque viviam na prática aquilo que pregavam. Éramos envolvidos com as lutas e os desafios da comunidade; visitávamos os mais necessitados não só uma vez por ano; realizávamos festas juninas e revertíamos os lucros para essas pessoas carentes. Cobrávamos ações dos políticos; ajudávamos lideranças de bairro; organizávamos missas nas comunidades; e protagonizávamos várias outras ações. Meus amigos padres faziam voto de pobreza e dedicavam a vida ao próximo. Hoje discordo ideológica e teologicamente deles, mas não posso deixar de continuar admirando-lhes a coerência. Eles eram alinhados com a filosofia e com a instituição que defendiam, já que a Igreja Católica brasileira daqueles anos era grandemente regida pela Teologia da Libertação.

Além de espanto, causa-me estranheza ver líderes religiosos hoje se dizendo marxistas, enquanto postam frases de efeito nas redes sociais escritas em seus smartphones de última geração. Líderes cuja formação acadêmica e cujo salário são financiados e pagos pela instituição que criticam e que desejam subverter/revolucionar. Alguns desses até usam tempo e talentos para propagar ideias comunistas, mas não creio que estariam dispostos a abrir mão do bom automóvel e do guarda-roupa “grifado” para compartilhá-los com o semelhante.

Continuo crendo que, como cristãos, devemos ter uma atuação social, pois somos sal da terra e luz do mundo. E louvo a Deus pelos muitos irmãos e irmãs que têm feito há anos um lindo trabalho voluntário e discreto, visitando presídios, entregando cestas básicas, organizando feiras e bazares, dando estudos bíblicos, etc. Creio que “unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me’ (Jo 21:19)” (Ellen White, A Ciência do Bom Viver, p. 143). Missão sem o “segue-Me” não é missão.

Não tenho saudade do tempo em que cri numa utopia inalcançável, mas invejo a coerência daqueles que não possuíam tenta compreensão das Escrituras, mas viviam à luz da verdade que conheciam. Marxistas de verdade, não aproveitadores do melhor de dois mundos.

Michelson Borges

“Os comunistas e socialistas ateístas sempre erroneamente pensaram que as respostas para as misérias humanas encontram-se não em Deus (cuja existência eles negam), mas no materialismo econômico. É tão irônico que os comunistas e socialistas ataquem os ricos por serem supostamente obcecados por dinheiro e coisas materiais quando, na verdade, comunistas e socialistas são obcecados por dinheiro e coisas materiais. Mas, como a maioria dos ricos aprende, o dinheiro não compra felicidade. Os humanos desejam mais do que isso. Quão profundo é que Jesus tenha dito a Satanás que o homem não vive só de pão. Enquanto os dois debatiam, o Pão da Vida disse ao tentador que o homem vive por toda a palavra que sai da boca de Deus. Marx não tomou o lado de Cristo nesse caso. É claro, Marx rejeitava a Cristo em sua totalidade. Comunistas são ateístas afinal de contas.”

Paul Kengor, The Devil and Karl Marx: Communism’s long march of death, deception, and infiltration

Assista à série Cavalo de Troia Vermelho, aqui e aqui.

O cavalo de Troia vermelho: marxismo e cristianismo (parte 2)

As 45 metas do comunismo – quase todas cumpridas

comunismo2Publicadas pela primeira vez na 8ª edição de O Comunista Exposto, em 1961, as 45 metas do comunismo foram recolhidas de depoimentos dados ao Congresso norte-americano por vários estudiosos e dos escritos comunistas da época. A orientação geral dessas metas era atacar os fundamentos judaico-cristãos. Para os que acreditam que o “marxismo cultural” promovido por Gramsci é uma lenda, deixo a pergunta: Por que quase todas as metas do comunismo foram cumpridas debaixo do nosso nariz e as poucas que faltam ser alcançadas estão sendo exatamente agora? Coincidência? Destaco aqui algumas dessas metas para você ver com os próprios olhos. Mesmo que a expressão “marxismo cultural” seja questionável (talvez a melhor fosse “gramscismo”), negar a realidade que ela descreve é agir como aqueles que pensam que o diabo não existe, o que lhe permite atuar livremente. É como escreveu o filósofo alemão Schopenhauer: “Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa.”

(Fica aqui a recomendação de leitura de O Comunista Exposto, de W. Cleon Skousen, e dos conteúdos listados neste link e neste também.)

Vamos às metas:

17. Controlar as escolas. Usá-las como meios de transmissão do socialismo e da propaganda comunista vigente. Suavizar o currículo. Controlar as associações de professores. Impor a linha do partido nos livros didáticos.

20. Infiltrar a imprensa. Controlar as resenhas literárias e as redações editoriais e ocupar os cargos diretivos.

21. Ocupar as posições-chave no rádio, na televisão e no cinema.

24. Eliminar todas as leis sobre obscenidade, dando a elas o rótulo de “censura” e violação da liberdade de expressão e imprensa.

25. Quebrar os padrões culturais de moralidade através da promoção de pornografia e obscenidade em livros, revistas, filmes, rádio e TV.

26. Apresentar a homossexualidade, a degenerescência e a promiscuidade como algo normal, natural e saudável.

27. Infiltrar as igrejas e substituir a religião revelada pela religião “social”. Descreditar a Bíblia e dar ênfase à necessidade de maturidade intelectual, a qual prescinde de uma “muleta religiosa”.

28. Eliminar a oração ou qualquer faceta da expressão religiosa nas escolas com base na alegação de que violam o princípio da separação entre igreja e Estado.

40. Descreditar a família como instituição. Encorajar a promiscuidade e o divórcio facilitado.

O vídeo abaixo mostra mais uma peça sendo movida no tabuleiro desses interesses:

Só pra lembrar (e acordar!), esses senhores de preto, em sua maioria, foram indicados por governos alinhados com a ideologia comunista e estão levando avante as metas citadas acima. Querem acabar com os valores cristãos que são um empecilho para seu projeto de poder. E agora estão usando justamente os influenciadores amados por esta geração ingênua. Estão desvirtuando nossos filhos. Estão colocando nossos filhos contra nós. E isso é muito triste. Muito revoltante.

AGORA PRESTE ATENÇÃO, POR FAVOR:

Antes de afirmar que sou defensor da direita ou “bolsominion”, coisas que não sou; e antes de me acusar de estar promovendo discussões políticas (o que também é um erro, pois nunca falei de política partidária ou algo parecido em minhas redes sociais – falo de ideologias que têm implicações religiosas e escatológicas, coisa que os bons entendedores compreendem), permita-me dizer-lhe que nunca deixei de apontar também o perigo que vem da direita, justamente em reação às pautas da esquerda. A direita conservadora é alinhada com as religiões hegemônicas, tanto protestantes quanto católica, e promoverá cada vez mais a nefasta aproximação entre a igreja e o Estado (veja isto e isto), permitindo que a religião se intrometa mais e mais em assuntos políticos, chegando ao ponto de, como sabemos, apoiar uma legislação opressora conhecida como “decreto dominical”. Se será um governo de direita ou de esquerda que assinará essa lei nos Estados Unidos, isso pouco importa (na verdade, já têm havido alguns alinhamentos de agendas). Quem moveu o pêndulo de lá para cá e de cá para lá, promovendo ações e reações, foi Satanás em pessoa. Os verdadeiros ingênuos são aqueles que incentivam a polarização e se alinham fanaticamente à esquerda ou à direita, ignorando o cenário maior, a realidade mais ampla do grande conflito e os verdadeiros senhores deste mundo de pecado (Efésios 6:12), para os quais as figuras políticas e os influenciadores desse ou daquele lado são apenas marionetes.

Pautas LGBT+, de combate ao racismo, feministas, etc., por mais que contenham elementos válidos, provenientes de uma preocupação genuína oriunda de problemas reais (como o preconceito e a desigualdade), vêm sendo instrumentalizadas por elementos e poderes que as veem apenas como peças úteis num projeto subversivo muito maior. E justamente por amor aos sinceros e, como dizia Lênin, “idiotas úteis”, vale a pena continuar orando e erguendo a voz, apresentando a única solução real para este mundo perdido: o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo, a verdade que liberta (João 8:32) e a promessa de Sua breve volta a este mundo.

Adventistas deviam saber de tudo isso, pois sabem que a primeira subversão rebelde começou no Céu e se estendeu para a Terra. Adventistas não deviam ser presa fácil dessa rede diabólica, mas acabam sendo. Adventistas não deviam se desviar nem para a esquerda nem para a direita, mas olhar apenas para o Alto. Mas sabe por que muitos deles estão se perdendo pelo caminho? Leia Oseias 4:6.

Michelson Borges

Partido Comunista persegue cristãos na China

Relatos de cristãos na China mostram que o governo do presidente Xi Jinping tem elevado a perseguição religiosa no país. Entre as medidas citadas estão a retirada de símbolos cristãos das casas de cristãos até o fechamento de igrejas e prisão de seus membros. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a tradicional igreja cristã Early Rain foi fechada na cidade de Chengdu, no sudoeste do país. Mais de 100 membros foram detidos. O líder religioso Wang Yi e sua mulher estão presos sob acusação de incitar a subversão – crime que pode ser punido com até 15 anos de prisão. Muitos dos que não foram detidos estão escondidos e sequer podem voltar para a cidade.

O edifício que a igreja ocupava deu lugar a uma associação comercial e a polícia afasta quem tenta buscar o local. Quando questionado sobre a situação por uma repórter do Guardian, um policial pediu para que ela se retirasse e informou que teria de vê-la entrar em um carro e ir embora.

O diário britânico Daily Mail cita casos em que autoridades destruíram símbolos religiosos no mês de julho. Esse tipo de situação teria ocorrido nas províncias de Anhui, Jiangsu, Hebei e Zhejiang. Funcionários entraram em casas para retirar cruzes e imagens de Jesus Cristo. Alguns moradores foram obrigados a colocar imagens de Xi Jinping e de Mao Tse Tung na parede. 

O site especializado em religião Bitter Winter afirmou que, na Província de Shanxi, imagens religiosas foram retiradas e substituídas por fotos de líderes comunistas. Na Província de Anhui, autoridades teriam entrado em uma igreja cristã e exigido que a cruz fosse tirada, segundo a Radio Free Asia. […]

(Estadão)

Leia também: “China orders Christians to renounce faith in Jesus & worship President Xi Jinping instead”

Assista a este filme e conheça a verdadeira face do comunismo (confira).

Entre a cruz e a foice

Três problemas da teologia de esquerda de Leonardo Boff

Leonardo Boff é bonachão como a maioria dos avós. Por trás de sua figura quase natalina, existe pólvora. Hoje seu discurso, ao mesmo tempo espiritual e anticlerical, soa como um sopro de ânimo para aqueles que torcem o nariz para o catolicismo tradicional. Pudera: a própria Igreja Católica combateu Boff em um passado não tão remoto. Mas, afinal, como um cristão bíblico deve olhar para as ideias de Boff?

Apesar do carisma (não no sentido “bofiano”) do autor, alguns problemas aparecem:

O problema das fontes (leia mais sobre fontes em teologia aqui): para Boff, as Escrituras não são autoridade máxima na vida do crente, apenas registros falhos, fruto da cultura antiga. Isso é herança da teologia liberal. Outro aspecto do mesmo problema: o paradigma central de sua teologia não parte da Bíblia. Toda a estrutura de opressão social e necessidade de libertação por meio da revolução (não se esqueça, alguns padres pegaram em armas!) é advinda da ideologia marxista. Em outras palavras: o princípio Sola Scriptura não faz parte do menu servido por Boff (veja uma crítica sobre a teologia de Boff neste vídeo). Aqui está a raiz de todos os problemas seguintes

O problema da pluralidade: se a revelação cristã é produto da mente humana, a religião cristã está no mesmo nível de outras. Isso conduz ao relativismo religioso, do tipo que leva a perguntar por que ser cristão. O próprio Boff afirma que mesmo agnósticos e ateus podem se identificar com a figura de Jesus, desde que vivam os valores humanistas (valores da libertação, como Boff a entende). Além disso, abrem-se as portas para o ecumenismo. Boff nem faz força para esconder sua simpatia pelo Dalai Lama, por exemplo.

O problema da identidade: Boff atualmente é muito mais um místico ambientalista preocupado com políticas sociais do que um cristão com uma esperança escatológica, que defenda princípios bíblicos fundamentais.

Certamente, há outros problemas. E mesmo os que aparecem no texto poderiam ser elaborados com maior detalhamento. Entretanto, acredito que tais pontos sejam suficientes para que se perceba que Boff (assim como Caio Fábio, Ed René Kivitz, Dan Kimball, Brian MacLaren, entre outros) tem uma teologia que não casa com o que um cristão bíblico pensa, defende e vive. Quando o evangelho apresentado se resume à justiça social (e da forma como compreende o marxismo), sobra pouco para se pensar na conexão entre salvação e estilo de vida ou na solução final que parte de Deus, a parousia (retorno de Jesus). Assim, quando alguém cita Boff, o elogia, o toma como modelo, fico a pensar o que essa pessoa leu de Boff (fora frases soltas do Facebook) ou o que esse cristão realmente conhece de sua própria fé…

(Douglas Reis é mestre em Teologia, doutorando em Teologia [PhD] pela Universidade Adventista del Plata e autor de livros e artigos acadêmicos sobre identidade adventista, desenvolvimento da doutrina adventista e pós-modernidade)

Leia também: “Leonardo Boff volta a defender o ecossocialismo”

A infiltração dos “cristãos progressistas” na igreja cristã

troia[Texto do teólogo e escritor Franklin Ferreira, publicado no jornal Gazeta do Povo. Meus comentários seguem italizados entre colchetes. – MB]

“Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo” (Agostinho de Hipona).

Seguindo a Nova Esquerda e suas políticas identitárias, os assim chamados “cristãos progressistas” se notabilizam, na atualidade, por entenderem que a classe que salvará o mundo será a dos “excluídos” e das minorias. E dão status de dogma a temas como o estabelecimento de novos conceitos de família a partir da união homoafetiva [sic], aborto, maioridade penal, além de todo tipo de estatismo. Mas a defesa veemente desses temas é sinal de um mal maior. Parece que esses “cristãos progressistas” têm reinterpretado profundamente a fé cristã, tornando-a algo amorfo, totalmente distinto daquilo que se pode receber como revelação de Deus nas Escrituras Sagradas.

Em linhas gerais [e é bom que se sublinhe que nem todos os cristãos progressistas pensam dessa forma], os “cristãos progressistas”:

Repudiam a Bíblia como Palavra de Deus inspirada e infalível.

Falam da irrelevância da Trindade ou defendem o teísmo aberto.

São indiferentes aos ensinos sobre o pecado original e pessoal, e a salvação pela graça.

Repudiam o nascimento virginal de Cristo Jesus, Seu sacrifício expiatório e substitutivo na cruz e Sua ressurreição corporal.

Rejeitam todo e qualquer milagre ou sinal divino.

São críticos das igrejas ou estão desigrejados.

São indiferentes ou abandonaram qualquer crença na segunda vinda de Cristo [especialmente os da teologia da libertação, para quem a salvação/revolução é assunto para aqui e agora].

Assim, há, da parte desses “cristãos progressistas”, uma ruptura com “aquilo que foi crido em todo lugar, em todo tempo e por todos [os fiéis]” (Vicente de Lérins, Commonitorium II,3); isto é, esses “cristãos progressistas” se caracterizam não só por um afastamento, mas por uma rejeição de todo o ensino consensual entre os cristãos legítimos. Se há tal ruptura com a tradição cristã mais ampla, como reconhecer esses ditos “progressistas” como cristãos?

Ao mesmo tempo, esses “cristãos progressistas” tornam absoluta toda a agenda atrelada aos anseios hegemônicos da esquerda e extrema-esquerda, defendendo ferrenhamente:

A redefinição do conceito de família, estendendo-a para qualquer relação de duas ou mais pessoas.

A defesa do aborto.

A liberalização das drogas.

O antissemitismo e antissionismo, e Israel como um “estado terrorista”.

A evolução, percebida como um processo espiritual religioso (Michael Dowd).

A divisão marxista da sociedade em categorias de opressor e oprimido/vítima.

Uma política identitária que divide a sociedade, sem nenhum interesse em reconciliação.

A crença de que o homem branco cristão é o opressor, “o diabo” (James Cone), e “a igreja ‘branca’ é o Anticristo” (Jeremiah Wright).

A satanização dos opressores e imposição aos indivíduos de pagar por opressões históricas das categorias a que pertencem.

Que aqueles que não concordem com eles são fascistas, homofóbicos, racistas, misóginos, etc.

E a fé de que o Estado controlador, sob o domínio do Partido, pode moldar e controlar a sociedade civil, levando-a a um milênio secularizado.

E alguns dos autores referenciais para os “cristãos progressistas” são Jürgen Moltmann, Hans Küng, Paul Tillich, Rob Bell, Brian McLaren, John Howard Yoder, Rosemary Radford Ruether, Leonardo Boff, Frei Betto, Gustavo Gutiérrez, Severino Croatto, entre outros.

[Mais uma vez é necessária a ressalva de que nem todos os cristãos progressistas adotam todas essas diretrizes ou exatamente como elas estão formuladas.]

Esse é todo o “evangelho” que os “cristãos progressistas” têm para oferecer. Por isso, os “cristãos progressistas” não podem ser considerados evangélicos. Na verdade, são adeptos devotos da igreja vermelha do politicamente correto. Se veem como parte de um tipo de nova ordem religiosa, totalmente leais ao Partido e ao santo graal da Ideia. E todos aqueles que não concordam com eles são tratados, simplesmente, como “não pessoas”. [Aliás, se você manifestar discordância deles, muitos desses pregadores do amor ao próximo se revelarão acérrimos críticos e não hesitarão em destruir a reputação dos oponentes, num típico ataque ad hominem.]

Assim, eles têm por alvo subverter os alicerces mais básicos da fé e da ética cristã para que a Igreja seja controlada (Gleichschaltung), subordinada à agenda do Partido/Estado esquerdista, com sua agenda inflexível e colossal.

De acordo com Peter Leithart: “A religião da justiça social se apropria dos elementos-chaves da ortodoxia cristã – uma análise do pecado e do mal, um modo de salvação, disciplinas espirituais, uma comunidade com uma missão, uma esperança por um futuro de paz e justiça. […] Porém, todas as apropriações cristãs que a religião da justiça social faz são distorcidas por causa daquilo que lhe falta: Deus, Jesus e o Espírito. É uma Santa Igreja de Cristo sem Cristo” (A Igreja de Cristo sem Cristo).

Impressiona a intransigência ideológica dos “cristãos progressistas”, em sua ferrenha defesa das pautas esquerdistas. O livro sagrado deles poderia ser O Capital, mas o O Capital no Século XXI pode servir; não faltam “profetas”; acham que o ser humano surgiu bom e foi corrompido pela sociedade; pecado seria toda suposta agressão contra as minorias e os pobres; a salvação seria por meio da crença cega na ideologia; se veem como parte da igreja vermelha, a única correta e verdadeira; e esperam um milênio glorioso, desfrutado pelas minorias e pelos pobres – ao menos os que forem leais à Ideia. Parecem não ter Deus. Mas têm o Estado. Ou o Partido.

Como escreveu Theodore Dalrymple: “Há um tom evangélico nas declarações [dos adeptos da política de esquerda], uma triagem do trigo do joio, das ovelhas das cabras, das salvas dos condenados. Eles não querem apenas mudanças formais, como, por exemplo, uma mudança perfeitamente razoável na lei após o que podem ser anos de discriminação injusta. Eles exigem uma reforma do coração humano e pretendem realizá-lo. Também não desejam tolerância, pois tolerar implica aversão ou mesmo desaprovação, uma vez que ninguém simplesmente tolera o que gosta ou aprova. Assim, não basta que as pessoas vivam e deixem viver; eles devem expressar sua aprovação do que antes lhes era desagradável. As consequências totalitárias disso são, ou deveriam ser, evidentes.”

Em suma, os “cristãos progressistas” defendem com fervor uma paródia macabra da fé cristã, tornando tal revisão da fé subserviente ao programa político da esquerda.

Para os “cristãos progressistas” que são membros de igrejas cristãs, “tudo é missão”. E, para esses, a missão principal do cristão é o serviço aos pobres ou a defesa das causas das minorias. Então, passam a julgar todos os demais cristãos com base nas pautas esquerdistas. E esses “cristãos progressistas”, no geral, desprezam as igrejas tradicionais. Geralmente, priorizam agências paraeclesiásticas ou ONGs apartadas das igrejas tradicionais. [Obviamente que todos os cristãos devem se preocupar com os pobres e com os direitos humanos. Devem trabalhar pelos que sofrem e ajudar a amenizar a dor do semelhante. Mas não fazem isso por causa de bandeiras ideológicas nem entendem que isso é a essência do que constitui pregar o evangelho. Fazem isso simplesmente porque amam ao próximo; porque seguem o exemplo do Mestre; porque é o correto a ser feito. Mas entendem que pregar o evangelho é falar de Cristo e das verdades bíblicas, anunciando a salvação e a volta de Jesus.]

Como Leithart escreveu: “Os devotos da religião da justiça social exibem uma paixão admirável por consertar o mundo, bem como um zelo implacável por abnegação e disciplina. Essa paixão e zelo são equivocados. Mas o fato de que essa fé cativa a imaginação de tantos jovens é uma acusação a uma igreja […] letárgica, que promete pouco e exige menos.” [De fato, os cristãos entendem que não é possível salvar nem consertar este mundo, que está com seus dias contados. Este mundo será destruído e recriado por Deus. Devemos é preservar o mundo o quanto pudermos (questão de mordomia cristã) e ajudar a salvar as pessoas (a verdadeira missão).]

Mas foram justamente as igrejas tradicionais no Brasil, presentes do Oiapoque ao Chuí e do asfalto às favelas, que fundaram em nosso país hospitais, escolas, universidades, orfanatos, asilos, institutos para portadores de necessidades especiais, etc. A “Cristolândia”, projeto de uma denominação batista, é exemplo de um programa de prevenção, recuperação e assistência a dependentes químicos, que busca a transformação dessas vidas por meio do evangelho de Jesus Cristo. [A Adra, da Igreja Adventista, também pode ser mencionada como outro exemplo disso, prova de que os amantes da escatologia não se esquecem de seu compromisso social no aqui e agora.]

E o que os “cristãos progressistas” fundaram no país?

Assim, os “cristãos progressistas” tendem a subverter [subversivos, portanto] a Igreja como a comunidade da Palavra e do Sacramento, transformando-a numa mera associação social e humanitária a serviço dos partidos ou do Estado esquerdista. Mas, quando isso ocorre, pastores progressistas, metidos a intelectuais, ricos e bem vestidos, não mais cuidam dos membros da igreja – somente os usam. [Novamente é bom sublinhar que há exceções a essa regra.]

Ao fim, parece que esses “cristãos progressistas” são somente agitprop de partidos de esquerda e extrema-esquerda. E como Stephen Neill afirmou, “se tudo é missão, nada é missão”.

Por isso, é necessário afirmar que a missão suprema da igreja é proclamar que todo ser humano é pecador e está destinado à morte eterna; e que crer no evangelho da graça de Deus em Cristo Jesus – que, de acordo com a Escritura morreu e ressuscitou por pecadores – é o que nos assegura o perdão e a vida eterna. [Todos os ministérios e demais trabalhos da igreja devem orbitar e apoiar essa missão; de nada adianta resolver o assunto da fome do estômago sem saciar a sede da alma.]

Também é curioso notar que vários desses “cristãos progressistas” se identificam como “pastores”. Mas – sobretudo aqueles que se identificam com as igrejas cristãs históricas especialmente de tradição independente – é difícil descobrir quando ou quem os ordenou ao ministério pastoral.

Seria interessante saber se os pastores que se identificam com o progressismo e que foram ordenados em denominações históricas ainda mantêm as crenças defendidas em sua ordenação ministerial. Ou se, depois de ordenados, volveram ao liberalismo teológico, trocando o evangelho do Senhor Jesus Cristo por uma mixórdia gnóstica.

Assim, se aproveitando da falta de uma confessionalidade clara por parte de muitas igrejas cristãs históricas, substituída por afirmações ingênuas do tipo “nenhum credo, só a Bíblia”, alguns desses “cristãos progressistas”, que romperam com as afirmações doutrinais que são consensuais aos cristãos, malandramente também tentaram se esconder por trás de linguagem ambígua, em seu esforço de infiltração nas igrejas – assim, muitas vezes serão os discípulos “milicrentes” desses que levarão o discurso dos “pastores progressistas” às últimas consequências.

Diferente de alguns desses “progressistas”, que se criaram em grupos paraeclesiásticos, eu fui enviado pela Igreja Batista onde cresci para estudar teologia formalmente, num seminário teológico. E eu ainda lembro de professores de Antigo Testamento, Teologia do Antigo Testamento, Filosofia da Religião, Metodologia Teológica, etc. despejando sua incredulidade sobre mim e meus colegas.

Ainda lembro de um desses professores, esquerdista teimoso sem temor a Deus, proferindo blasfêmia grosseira sobre Jesus Cristo em sala de aula. [Alguns chegam a afirmar que Jesus teria sido um revolucionário e que a igreja cristã primitiva era socialista.] Ao mesmo tempo que eram propagandistas da teologia liberal ou da teologia da libertação, eram devotos esquerdistas – e isso no começo da década de 1990. Na verdade, alguns dos professores com quem estudei no seminário eram agnósticos ou ateus, ou transformaram suas igrejas em ONGs. [Experimentei essa realidade em meu s tempos de líder católico, no fim dos anos 1980 e início dos 1990, como seguidor da teologia da libertação.]

Pois, parafraseando Bento XVI, pode-se afirmar que os “cristãos progressistas” procuraram “criar, já desde as suas premissas, uma nova universalidade em virtude da qual as separações clássicas da Igreja devem perder a sua importância. […] [São uma] nova interpretação global do cristianismo […] [que] revira radicalmente as verdades da fé […] e as opções morais” (Eu vos Explico a Teologia da Libertação).

Assim, toda noção de cristianismo foi subvertida pelos “cristãos progressistas”, subordinados que estão a uma Ideia. Se isso é assim, eles não podem ser reconhecidos como cristãos, pois colocaram a fé na Ideia, não na Revelação. São mais próximos do gnosticismo que do cristianismo. Portanto, devem ser caracterizados como “cavalos de Troia” dentro da igreja cristã. [Interessante que o autor usa a mesma expressão que usei para intitular um vídeo em meu canal. Confira.]

E a igreja cristã no Brasil precisa entender que o mesmo adversário que parasitou e predou a igreja na América do Norte e na Europa está presente em nosso país, e age com todas as forças para seduzir alguns em nosso meio.

Faríamos bem em considerar o alerta de A. W. Tozer: “É inútil grandes grupos de crentes gastarem horas e mais horas implorando que Deus mande um avivamento. Se não pretendemos nos reformar, também não devemos orar.”

Que os cristãos se tornem passionalmente engajados no anúncio do evangelho do Senhor Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para perdoar pecadores, inseri-los numa santa comunidade e lhes assegurar a vida eterna com Deus. E que os cristãos retornem ao “manancial de águas vivas” (Jeremias 2.13), às Escrituras Sagradas, a única Palavra de Deus. E, sendo que “a única reforma verdadeira é a que emana da Palavra de Deus (J. H. Merle D’Aubigné), roguemos que o Deus todo-poderoso, que é Pai, Filho e Espírito, renove e reforme a igreja cristã neste país.

(Franklin Ferreira, Gazeta do Povo)

Nota: Embora seja teólogo batista, Franklin Ferreira faz um diagnóstico interessante do que está acontecendo com todas as igrejas cristãs. Perfeccionistas, extremistas e fanáticos têm feito grande estrago nas igrejas. Mas progressistas inconsequentes não ficam atrás. Esses estão até mais capilarizados e vão minando aos poucos os fundamentos doutrinários e os valores do cristianismo, reduzindo o vigor da sua mensagem. Temos que prestar atenção nessa tendência e opor resistência a essa subversão do verdadeiro cristianismo. [MB]

A origem do movimento Antifa e seu desalinhamento com os valores cristãos

“O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo; clamavam de todo lado os abusos – extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo conservou-Se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 358).

“Não tomeis parte em lutas políticas. Separai-vos do mundo, refreai-vos quanto a introduzir na igreja ou escola idéias que hão de levar a contendas e perturbações. As dissensões são o veneno moral introduzido no organismo pelos seres humanos egoístas” (Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, p. 324).

“Existem sobre a terra duas raças humanas e realmente apenas essas duas: a ‘raça’ das pessoas direitas e a das pessoas torpes. Ambas as ‘raças’ estão amplamente difundidas. Insinuam-se e infiltram-se em todos os grupos; não há grupo constituído exclusivamente de pessoas direitas nem unicamente de pessoas torpes. Nesse sentido não existe grupo de ‘raça pura’.” Viktor E. Frankl

“O relatório de 2016 emitido pelo serviço de inteligência nacional da Alemanha, o Escritório Federal para a Proteção da Constituição (BfV), assinala […]: do ponto de vista do extremista de esquerda, o rótulo de ‘fascismo’ usado pelo Antifa muitas vezes não se refere ao fascismo real, mas é meramente um rótulo atribuído ao ‘capitalismo’. Enquanto os extremistas de esquerda afirmam lutar contra o fascismo ao lançar seus ataques contra outros grupos, o relatório afirma que o termo ‘fascismo’ tem um duplo significado sob a ideologia da extrema esquerda, indicando a ‘luta contra o sistema capitalista’. […] ‘O antifascismo é dirigido não apenas contra extremistas de direita reais ou hipotéticos, mas também contra o Estado e seus representantes, em particular contra os membros das autoridades de segurança’ (Escritório Federal da Alemanha para a Proteção da Constituição). […] Como diz Bernd Langer, ex-membro do grupo Antifa Autônomo, ‘o antifascismo é mais uma estratégia do que uma ideologia'” (EpochTimes).

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Membros da organização de extrema-esquerda Antifa fazem saudação com o punho cerrado em 1º de setembro de 1928. A intenção original do grupo era implantar uma ditadura comunista na Alemanha

Como você poderá ver na entrevista abaixo (uma verdadeira aula essencial para este tempo), cristãos nunca cruzaram os braços para as injustiças sociais, como as que foram e são cometidas contra os negros. Os pioneiros adventistas igualmente combateram atrocidades como a escravidão. A co-fundadora da Igreja Adventista (Ellen White) era abolicionista, considerava o racismo um pecado hediondo e chegou a dizer que quem manifestasse racismo deveria ser removido da igreja. No entanto, esses cristãos nunca levantaram o punho contra alguém, nunca atiraram pedras contra a propriedade alheia, não incentivaram o ódio contra essa ou aquela classe, nem empunharam bandeiras anticristãs como a do anarquismo e do comunismo. E por quê? Porque seguiram o mestre Jesus Cristo e procuraram ser como Ele. Leia de novo o texto acima, do livro O Desejado de Todas as Nações, e veja como o Senhor Se portou neste mundo escuro e injusto. Veja como adventismo e movimentos antifascistas de fundo comunista (assim como também o verdadeiro fascismo, o capitalismo selvagem e outros) são como água e óleo. Aí você descobrirá que o melhor que pode fazer pelas pessoas não é incentivar o ódio e a divisão, mas pregar-lhes o evangelho para que elas possam passar pela maior “revolução de todas”: a do coração e da mente. [MB]

Leia também: “Abraços, orações, escudos no chão: policiais mostram apoio às manifestações antirracistas nos EUA”

Na China, câmeras são instaladas dentro da casa de pessoas em quarentena

CHINA-HEALTH-VIRUSEm várias cidades da China, governos locais estão instalando câmeras de monitoramento em frente a casas de cidadãos em quarentena para vigiá-los durante o período de isolamento, revelou uma reportagem da CNN. Em alguns casos, as câmeras são instaladas dentro das residências. A informação se baseia em entrevistas e postagens nas redes sociais. Em 16 de fevereiro, cita a reportagem, uma publicação do gabinete de um subdistrito chinês na plataforma Weibo – similar ao Twitter – informou que câmeras haviam sido instaladas do lado de fora da entrada das casas das pessoas em quarentena para monitorá-las 24 horas por dia. Autoridades de um distrito de Hubei também disseram que estavam usando câmeras de monitoramento para vigiar residentes em quarentena. Na cidade de Hangzhou, uma companhia de telecomunicações estatal ajudou a prefeitura a instalar 238 câmeras para monitorar as pessoas que estavam em isolamento em casa.

A CNN conversou com um funcionário público da cidade de Changzhou, que teve uma câmera instalada dentro de seu apartamento depois de voltar de uma viagem a outra província chinesa. Segundo o relato dele, um policial e um trabalhador comunitário foram ao seu apartamento no dia seguinte à sua chegada e instalaram a câmera em uma estante, apontando para a porta de entrada. O trabalhador comunitário tinha acesso à filmagem em tempo real em seu celular. A polícia disse ao funcionário público que a câmera não poderia ser instalada do lado de fora do apartamento porque poderia ser vandalizada.

“(A câmera) teve um enorme impacto em mim psicologicamente”, disse à CNN o homem, que não quis ser identificado. “Tentei não fazer telefonemas, temendo que a câmera gravasse minhas conversas por acaso. Eu não conseguia parar de me preocupar, mesmo quando dormia, depois de fechar a porta do quarto.” Ele também contou à reportagem que outros dois moradores do prédio estavam passando pela mesma situação.

Outros países estão usando tecnologia para monitorar pacientes com Covid-19, mas não chegam a este nível de vigilância que vem sendo adotado por alguns governos locais na China. A Coreia do Sul, por exemplo, usa um aplicativo que rastreia o paciente via GPS e envia alertas quando as pessoas saem da quarentena.

Segundo levantamento do IHS Markit Technology com dados de 2018, a China é o país com mais câmeras de monitoramento no mundo, com uma câmera para cada 4,1 habitantes. Os Estados Unidos vem logo atrás, com uma câmera instalada para 4,6 pessoas.

(Gazeta do Povo)

Nota: Aos poucos, a liberdade vai sendo substituída pela alegada segurança. Aos poucos, as pessoas vão sendo cada vez mais monitoradas. O script profético vai sendo seguido à risca e o cenário sendo montado em todo o planeta. (Claro que os governos comunistas seriam mestres na arte que já conhecem tão bem.) [MB]