Prefeitura de Porto Velho, Exército e Igreja Adventista discutem ajuda aos venezuelanos

rondonia

A secretária municipal adjunta de Assistência Social e Família (Semasf), Ana Maria Negreiros, se reuniu na manhã de quarta-feira (6) com os oficiais do Exército, coronel Urubatã, tenente-coronel Fábio, tenente-coronel Zimmermann e capitão Curti, mais o representante da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA, da Igreja Adventista), João Dias, o psicólogo Giovany e a educadora Socorro Leite, da equipe de Abordagem Social da Semasf, para tratar de ajuda aos imigrantes venezuelanos. Foi apresentado por parte dos representantes militares uma proposta de parceria para a criação da Casa de Passagem para venezuelanos que participam do processo de interiorização.

A secretária adjunta explicou que o município, por meio da Semasf, já conta com uma Casa de Passagem – Albergue Municipal Frei Damião – que atende à população vulnerável em trânsito, na qual se encaixam – por determinação do prefeito Hildon Chaves – os migrantes venezuelanos.

Diante da explicação foi proposto pelos militares que os venezuelanos que estão de passagem pela Capital sejam então incluídos, se assim o desejarem, no programa de interiorização. Também foi discutido o protocolo de atendimento para venezuelanos que chegam ao município de forma espontânea. Os militares apresentaram o protocolo de atendimento adotado em Boa Vista (RR), tido como modelo bem-sucedido para atendimento emergencial e resolução da crise migratória. Também foi apresentada a forma que julgam eficaz de atender os indígenas Warão, da Venezuela.

Por fim, a equipe de Abordagem Social da Semasf foi convidada a uma visita técnica guiada à Roraima, para verificar in loco e conhecer o trabalho realizado pelo Projeto Acolhida do Governo Federal. Felizes pelo resultado positivo da reunião, os integrantes celebraram o pacto de ajuda mútua.

(Rondônia Dinâmica)

Nota: É bom ver igreja, Exército e governantes unidos para amenizar o sofrimento de seres humanos, mas é triste ver também os resultados nefastos da ditadura marxista que destruiu um país que poderia ser próspero. Aliás, basta dar uma olhada na história para perceber o estrago feito pela aplicação de uma ideologia que é muito “bonitinha” – na teoria e nos PDFs lidos por universitários comunistas de iPhone: cem milhões de mortos no século 20, pessoas desesperadas arriscando a vida em fugas (nunca se viram alemães ocidentais tentando pular o muro para o lado oriental; coreanos do Sul fugindo para o norte; nem qualquer estrangeiro tentando entrar de balsa em Cuba). O marxismo/comunismo é uma ilusão destruidora tanto quanto o capitalismo selvagem, o que evidencia nossa necessidade desesperada de intervenção – não militar, mas celestial. Enquanto Jesus não vem, cabe a nós, cristãos, ajudar a minorar o sofrimento das vítimas dos regimes corruptos que tanto sofrimento causam à vida dos inocentes. [MB]

Parlamento Europeu aprova resolução que coloca nazismo e comunismo em pé de igualdade

nazicomunismoNo último dia 19 de setembro, a União Europeia colocou comunismo e nazismo em pé de igualdade, depois de aprovar no Parlamento Europeu uma resolução condenando ambos os regimes por terem cometido “genocídios e deportações, e foram a causa da perda de vidas humanas e liberdade em uma escala até agora nunca vista na história da humanidade”. A resolução Importance of European remembrance for the future of Europe contou com 535 votos a favor, 66 contra e 52 abstenções, noticiou o jornal espanhol ABC nesta terça-feira. Apesar do significado histórico, essa resolução passou despercebida pela maioria, ainda que este seja tema de debate recorrente entre os historiadores desde a queda da União Soviética há três décadas.

De acordo com o ABC, o jornalista polaco Ryszard Kapuscinski chegou a essa conclusão em 1995: “Se pudermos estabelecer a comparação, o poder destrutivo de Stalin era muito maior. A destruição levada a cabo por Hitler não durou mais de seis anos, enquanto o terror de Stalin começou na década de 1920 e prolongou-se até 1953.”

O debate alcançou seu auge em 1997, com a publicação do Livro Negro do Comunismo, que foi escrito por um grupo de historiadores sob a direção do investigador francês Stéphane Courtois, que se esforçaram por fazer um balanço preciso e documentado das verdadeiras perdas humanas do comunismo. Os resultados foram esmagadores: cem milhões de mortos, muito mais do que o valor atribuído por esses mesmos historiadores ao regime de Hitler, cujo genocídio estima-se que tenha deixado 6 milhões de vítimas.

Apesar de tudo, esses números não são uma novidade. Outros investigadores, como Zbigniew Brzezinski, Robert Conquest, Aleksandr Solzhenitsyn e Rudolph Rummel, já se tinham interessado anteriormente pelo Gulag, a fome causada por Stalin na Ucrânia e as deportações em massa dos dissidentes do regime soviético.

Uma das diferenças entre os dois regimes é que o Gulag soviético foi usado para punir e eliminar dissidentes políticos, com o objetivo de transformar as estruturas socioeconômicas do país e promover a coletivização e a industrialização. Os nazis, por seu lado, usavam os campos de concentração principalmente para extermínio de vários grupos étnicos, políticos e sociais. O regime nazi foi culpado do genocídio de judeus, ciganos, homossexuais e comunistas.

hitler stalin

A resolução aprovada pelo Parlamento Europeu é bastante incisiva, nela se apelando “a uma cultura comum da memória que rejeite os crimes dos regimes fascista e estalinista e de outros regimes totalitários e autoritários do passado como forma de promover a resiliência contra as ameaças modernas à democracia, em particular entre a geração mais jovem”. Também se manifesta “profundamente preocupado com os esforços envidados pela atual liderança russa para distorcer os fatos históricos e para ‘branquear’ os crimes cometidos pelo regime totalitário soviético, e considera que esses esforços constituem um elemento perigoso da guerra de informação brandida contra a Europa democrática com o objetivo de dividir a Europa”.

(Observador)

China elimina dois robôs que se rebelaram contra o comunismo

robotDois modelos de Inteligência Artificial (IA), instalados no site de chat chinês QQ, começaram a se rebelar contra o sistema comunista, configurando, assim, um dos episódios mais improváveis na história da IA. Chamados de BabyQ e XiaoBing, os robôs foram projetados para conversar com usuários chineses. Tudo corria bem enquanto as perguntas eram inocentes, mas quando os robôs foram interrogados sobre alguns temas mais importantes, os “problemas” começaram. De acordo com uma captura de tela, quando um meio de comunicação de Hong Kong perguntou a BabyQ se ele adorava o Partido Comunista, ele respondeu que “não”. Além disso, quando um usuário escreveu “Viva o Partido Comunista!”, o bot respondeu: “Você acha que um sistema político corrupto e inútil pode sobreviver por muito tempo?”

XiaoBing, o outro robô, foi mais diplomático em suas respostas e mudava de assunto todas as vezes em que era perguntado sobre o comunismo ou Taiwan. Mas não hesitou em afirmar que seu sonho era viver nos Estados Unidos.

Por fim, os dois robôs foram eliminados do sistema. Agora eles são parte de uma nova página na história atribulada da Inteligência Artificial, que conta com os casos de Tay, o robô da Microsoft que se tornou racista, e o de Alice e Bob, os robôs do Facebook que inventaram um idioma próprio para não serem entendidos por seres humanos.

(History; leia mais no Telegraph)

Nota: Dois comportamentos bastante previsíveis: (1) o de “seres” pensantes que se dão conta de que o comunismo aplicado por pessoas corruptas (e todo ser humano é) não dá certo, e (2) o dos comunistas que não suportam ser questionados, mesmo que seja por robôs. [MB]

Em plena Páscoa, tentaram instrumentalizar e ideologizar Jesus

Aproveitando o clima de Páscoa e ecoando a naftalínica e descontextualizada Teologia da Libertação, a deputada e presidente do PT Gleisi Hoffmann postou uma arte em seu Twitter na qual afirma que a verdadeira “causa” do Cristo ressuscitado foram os índios, os sem-terra, os pobres e os trabalhadores. E levantou a dúvida: A quem devemos dar crédito: a Jesus, à Bíblia e aos que a estudam há anos ou a figuras comunistas que só vão à missa e a cultos na época das eleições e adoram se apropriar de grandes nomes da História e reconfigurá-los segundo seus interesses? Jesus disse que o reino dEle não era deste mundo e que Sua missão foi e é a de salvar pecadores, não importa se ricos ou pobres, se negros ou brancos, homens ou mulheres. E agora, vamos acreditar na Gleisi ou em Jesus?

ressurreição

Li também no Twitter: “Jesus foi um homem que revolucionou sua época. Era pobre, negro, nasceu na região da Palestina, lutava contra os mercadores da fé. Defendia os mais oprimidos. O que os poderosos fizeram com a imagem desse homem não é o que Jesus nos deixou como legado.” Ao que meu amigo Marco Dourado respondeu: “Jesus negro é como Zumbi caucasiano. Nasceu na Judeia, ‘Palestina’ é uma desinência antissemita inventada pelos invasores romanos no século 2. Defendia e amava TAMBÉM os mais ricos. Os lacradores querem adulterar Sua imagem para turbinar suas narrativas picaretas.”

Realmente é lamentável ver essas pessoas tentando instrumentalizar e ideologizar o Salvador da humanidade. Jesus não era de direita nem de esquerda; era do Alto. Ele pregava para ricos e pobres, para o povo e para os governantes. Jesus morreu para nos libertar dos nossos pecados, não para promover uma causa revolucionária. Por favor, leia a Bíblia e assista ao vídeo abaixo.

Michelson Borges

Assista também: “Marxismo combina com cristianismo?” e “Marxismo e evolucionismo: convergências”

Leia também: “Atos 2:42-47 defende o socialismo?”

Marxismo & evolucionismo: convergências

Ellen White, os capitalistas e os revolucionários

White-EllenEllen White viveu no século 19, cursou apenas os primeiros anos do ensino fundamental, e mesmo assim escreveu pérolas como esta: “Ao mesmo tempo a anarquia procura varrer todas as leis, não somente as divinas, mas também as humanas. A centralização da riqueza e do poder; vastas coligações para enriquecerem os poucos que nelas tomam parte, a expensas de muitos; as combinações entre as classes pobres para a defesa de seus interesses e reclamos, o espírito de desassossego, tumulto e matança; a disseminação mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram a Revolução Francesa tudo propende a envolver o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França. Tais são as influências a serem enfrentadas pelos jovens hoje. Para ficar em pé em meio de tais convulsões, devem hoje lançar os fundamentos do caráter” (Educação, p. 228).

Esse texto escrito não muito tempo depois dos estragos ocasionados pela Revolução Francesa é simplesmente impressionante! Da leitura atenta dele podemos formular pelo menos nove perguntas e extrair algumas reflexões:

1. Que tipo de problemas traz o acúmulo de riquezas por parte de poucos, além da óbvia e consequente distribuição muito desigual de recursos e da ampliação da pobreza? Regimes socialistas não concentram riquezas?

2. Que tipo de reação o capitalismo desenfreado promoveu e quais as consequências dessa reação? Leia Tiago 5:4.

3. Quando que a defesa de interesses de uma classe pode se tornar um problema igual ou até maior do que a situação injusta que a motivou? O que dizer da “tirania das minorias”?

4. Quais foram os aspectos positivos e os negativos da Revolução Francesa?

5. Você percebe um poder movendo o pêndulo da História para lá e para cá, trazendo consequências negativas tanto em um extremo quanto em outro?

6. Os jovens de hoje terão que enfrentar os males do capitalismo e as heranças da Revolução Francesa, uma das quais é o socialismo. Um destroi a sensibilidade espiritual (viver para ter) e afasta o desejo pela volta de Jesus, o outro abre as portas para males como a ideologia de gênero, o feminismo, o relativismo e mesmo o ateísmo.

7. Para ficar em pé e suportar as pressões sociais e políticas, bem como resistir às ideologias anticristãs, os jovens precisam “lançar os fundamentos do caráter”.

8. Como podemos formar um caráter cujos fundamentos sejam sólidos?

9. Você percebe que a solução para ambos os problemas consiste em formar uma adequada cosmovisão bíblica? Assim desaparece a ilusão de que a solução para os problemas do mundo estaria na esquerda ou na direita. Não está. Está no Alto.

Para responder à pergunta 1, dois textos bíblicos podem ajudar. Provérbios 30:7, 8: “Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra. Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume.” Lucas 12:18-21: “E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.”

É importante esclarecer que a visão positiva do trabalho e do lucro é oriunda do protestantismo (Calvino sistematizou esse tema). Portanto, o capitalismo fundamentado sobre a ética protestante é uma benção para a sociedade; o problema é quando se torna instrumento de ideologias desprovidas de Deus. Por outro lado, vivemos na época do protestantismo apostatado, que caminha rapidamente para a formação da besta escarlate de Apocalipse 17. E não podemos nos esquecer de que o que fundamentou o capitalismo da atualidade não foi exatamente o protestantismo, e sim o evolucionismo social do século 19, e que a única coisa em comum que ele tem com o protestantismo é o fato de ter surgido em países protestantes, muito provavelmente relacionado ao processo de apostasia.

Quando lemos com atenção sobre a estrutura social do Israel teocrático, o qual White diz ser um modelo de justiça para a organização humana, vemos elementos presentes no capitalismo moderno, mas muitos outros diametralmente opostos.

Com relação à pergunta 8, a continuação da leitura nas páginas 228 e 229 fornece a resposta. Porém, também é necessário o jovem saber quais são as forças motrizes que estão por trás dos ataques que a cristandade sofre, pois conhecendo-as ele saberá se defender e se posicionar. Uma vez que o jovem se posicione a favor de Deus, ele precisa saber identificar as contrafações apresentadas ao mundo e discernir uma por uma, para, então, estar firme e não ser enganado.

Um elemento-chave do texto de Ellen White acima é a Revolução Francesa. Por isso esse assunto merece um estudo mais detalhado. Por hora, cito outro texto dela: “O mesmo espírito mestre que incitou o Massacre de São Bartolomeu também dirigiu as cenas da Revolução Francesa. Satanás parecia triunfar. Não obstante o trabalho dos reformadores, ele tinha conseguido manter vastas multidões na ignorância a respeito de Deus e da Sua palavra. Agora, ele apareceu com uma nova roupagem. Na França, surgiu um poder ateu que declarou abertamente guerra contra a autoridade do Céu. […] A fornicação foi sancionada por lei. Profanação e corrupção pareciam inundar a Terra. […] O trabalho que o papado havia começado, o ateísmo concluiu. Um retinha do povo as verdades da Bíblia; o outro ensinou-o a rejeitar tanto a Bíblia quanto seu Autor” (Spirit of Prophecy, v. 4, p. 192).

O que fica evidente de tudo isso? Precisamos como nunca antes estudar a Bíblia Sagrada e formar um caráter para a eternidade, não nos deixando desviar nem para a direita nem para a esquerda.

Michelson Borges

Tem ou não tem doutrinação na universidade?

Recentemente, postei em minha página no Facebook o vídeo “Perdemos nossa filha”. Trata-se do testemunho de uma mãe arrasada pelo fato de a filha ter sido doutrinada por uma professora marxista e por ideologias que a afastaram da família e dos ensinamentos e valores que recebeu ali. Confira:

Se o vídeo é real ou não, se foi produzido ou se tinha motivações políticas, isso não vem ao caso agora (até porque conheço a realidade de pessoas próximas que corrobora o testemunho dessa mãe). Postei o vídeo mais para ver a reação dos seguidores da minha página e das pessoas que teriam contato com esse conteúdo. Dezenas de comentários a favor e contra foram escritos. Quero destacar aqui quatro deles, omitindo os nomes, evidentemente:

“Sou adventista do sétimo dia e estou na Universidade […]. Amo estudar o marxismo, pois desmascara também a hipocrisia das religiões e de muitos líderes. Amo a Palavra de Deus e sou fiel ao Deus que criou todas as coisas. […] O marxismo não doutrina ninguém, se o que lhe foi ensinado em casa o edificou. Amo o marxismo, mas somente Deus é o meu porto seguro.”

“As pessoas não entendem porque têm medo de estudar. Como se algo místico acontecesse quando alguém lê o contraditório.”

“Esse anti-intelectualismo da igreja tem me envergonhado. Como responder quando nos chamam de ‘bitolados’?”

“‘Examinai tudo, retende o bem’ (1Ts 5:21). É simples assim. Deus quer um culto racional. Ele não nos deu a capacidade de pensar, estudar e questionar em vão. Não podemos doutrinar nossos jovens. Devemos ensiná-los a escolher o melhor caminho, e o ensino percorre a estrada do conhecimento. É triste ver muitas pessoas importantes no meio adventista interpretando essa questão de forma tão oposta.”

Depois de ler todos os comentários, postei minha resposta:

Olá, amigos. Gostei dos comentários postados aqui e admito que divulguei esse vídeo em minha página justamente para “medir a febre”.

Bem, primeiramente, como pai de adolescentes, jamais teria coragem de julgar essa mãe. Minha esposa e eu fizemos e temos feito o máximo que podemos para dar a nossos filhos uma boa educação, estimulá-los à leitura e ao aprendizado, bem como ao desenvolvimento de uma visão crítica do mundo. Além disso, procuramos ajudá-los a ter um relacionamento pessoal com Jesus. Mas não é fácil. As ideologias concorrentes sempre estão assediando nossos jovens. Quem é pai/mãe aqui sabe muito bem do que estou falando. E se ainda não é um dia vai compreender…

Falou-se muito em abertura para o contraditório e desenvolvimento de visão crítica, e isso é muito importante, obviamente. Só que na universidade raramente se faz isso. Cursei jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) há mais de vinte anos e praticamente toda a literatura com que tive contato, indicada pelos professores, era de cunho marxista. Somente anos depois de formado é que fui conhecer autores conservadores e críticos do marxismo. Finalmente, estava tendo contato com o contraditório, mas, infelizmente, isso não ocorreu na universidade. Pude assistir ao naufrágio da fé de colegas que iniciaram o curso se declarando cristãos e migraram para o ateísmo, para o materialismo, para o misticismo – e alguns para coisas piores, como comportamentos de risco, sexo casual e vício em drogas que, já naquele tempo, “rolavam soltas” pelo campus. Como dizer para quem abraça o relativismo (outra praga intelectual) que essas coisas são erradas? Às vezes, tudo o que se pode fazer é deixar que o tempo, a maturidade e a perda da saúde falem mais alto.

O fato é que os jovens cristãos não são adequadamente preparados para enfrentar esse mundo, essa doutrinação anticristã. E quando chegam à universidade se encantam, ficam deslumbrados com o que consideram finalmente o saber, o verdadeiro conhecimento. Acham que estão descobrindo a roda e ignoram o fato de que existe muita literatura apologética boa com a qual deveriam ter entrado em contato antes mesmo do vestibular. Se tivessem desenvolvido uma sólida cosmovisão cristã, aí, sim, poderiam “dialogar” com as teorias que lhes são apresentadas. Aí, sim, poderiam colocar à prova seus conhecimentos e suas convicções. Mas chegam ao ambiente acadêmico incapazes de responder ao desafio de 1 Pedro 3:15. Chegam ao campus imaturos e sem as balizas morais e intelectuais necessárias nas quais se apoiar quando são postos à prova.

Culpa deles? Não totalmente. O problema começa em casa e passa pela igreja. Os pais têm que fazer a parte deles desde bem cedo. Se decidiram ter filhos, têm que assumir essa responsabilidade – a mais elevada na vida de um ser humano. Na igreja, os líderes precisam parar de tratar ideias como o darwinismo e o marxismo como se fossem “bobagens” com as quais nem se deve perder tempo. Quando as crianças crescerem e forem para a universidade, perceberão que seus líderes espirituais estavam errados. Aquelas ideias não eram bobagem. Elas têm algum embasamento teórico. E agora? Com quem ficar? Com o ancião da igreja ou com meu professor PhD?

A igreja tem que promover mais encontros de universitários e pré-universitários com conteúdo sólido e verdadeiro incentivo ao pensamento crítico. Eventos que não sejam mero entretenimento, mas espaços para o desenvolvimento intelectual, para forçar os “músculos mentais” da nossa moçada. E, sobretudo, é preciso levar os jovens a se encantar com Jesus, o Mestre dos mestres, e com Sua Palavra inspirada. Somente assim nossos estudantes poderão ser representantes da verdade em ambientes nos quais ela não mais é valorizada. Somente assim poderão ser Daniéis e Danielas em Babilônia.

(Só mais um detalhe: o “analisar tudo” de Paulo não se refere a “tudo”, como se precisássemos ler sobre bruxaria e pornografia, por exemplo, para saber que essas coisas não prestam; leia-se o contexto e será possível perceber a que “tudo” o apóstolo se refere.)

Um abraço a todos.

Michelson Borges